27/08/2008 - 20:53h No bico demo-tucano o metrô voa

metro_lotado2.jpeg

Esta sendo muito educativa a campanha eleitoral. Vejam por exemplo a questão do metrô.

O metrô está sob o controle do governo estadual, ele fixa as tarifas, controla a empresa nomeando seus responsáveis, assegura sua manutenção e investe nas sua expansão. Ou pelo menos esse é seu atributo, sua responsabilidade.

O governo estadual está nas mãos do PSDB faz 14 anos. Durante oito anos desses 14 anos, os tucanos controlavam o governo federal. Juntos com eles o PFL, agora DEM.

Juntos 14 anos e cadê o metrô?

Hoje existe um total de 61 km de metrô na cidade de São Paulo, antes dos tucanos foram construidos 50 Km.

Para o leitor ter uma idéia, a construção do metrô começou em São Paulo nos anos 60, no mesmo ano em que começou a construção do metrô da cidade de Mexico. Hoje Mexico tem 215 km e São Paulo 61 Km.

Pois bem, segundo o ex-governador Alckmin e o demo Kassab, São Paulo não tem metrô por culpa da… Marta.

Kassab acha que tendo entregue um cheque ao governador Serra, dois meses atrás, ele ganhou um passe de metrô para trocar por votos.

Ao uníssono eles dizem que Marta não tem credibilidade para fazer o que diz. Justamente ela que diz que acabaria com a máfia do transporte e cumpriu. Que diz que faria corredores e fez. Que na campanha de 2000 falou que faria o Bilhete-Único e hoje o Bilhete-Único está nas mãos de todos.

A dupla que governou durante 14 anos no Estado, 8 anos no governo federal e mais 4 anos na prefeitura é que mostrou que não faz corredores, não expande o metrô e faz o trânsito andar para atrás, a dupla diz que Marta não é séria.

Acha dor.

Luis Favre

27/08/2008 - 11:12h Por partes

http://39escalones.files.wordpress.com/2008/02/jack-el-destripador2.jpghttp://romanticelegance.r.o.pic.centerblog.net/x3303197.jpg

Fugindo de meu estilo, decidi dar uma de Jack ou de Frankestein e comentar por partes o artigo do jornal Valor “Marta aposta em 2º turno com Alckmin” de César Felício e Cristiane Agostine. Em itálico meus comentários. LF

“Nas campanhas dos candidatos à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) há um consenso: o candidato tucano, que saiu do empate técnico com a líder Marta Suplicy nas pesquisas de opinião para cair em um nível próximo de Kassab, o terceiro colocado, já chegou ao seu piso nas sondagens de intenção de voto.”

Não, o candidato tucano não caiu “em um nivel próximo de Kassab”. É não existe até certo ponto “piso”, nem teto, para ninguém.

“As pesquisas de consumo interno dos comitês de campanha, feitas diariamente pelo modelo conhecido como “tracking”, mostram o candidato tucano estável há alguns dias em um nível inferior ao mostrado nas pesquisas divulgadas na semana passada, mas ainda bem à frente do candidato do DEM, que segue em crescimento muito pequeno. A avaliação de petistas, tucanos e integrantes do DEM é que o quadro indica a realização de 2º turno, tendo a petista presença garantida na segunda rodada. A vitória da Marta Suplicy (PT) no primeiro turno é vista como remota no PT e no DEM e impossível no PSDB alckmista.”

Não conheço a informação, porém se Alckmin está estável “bem à frente do candidato do DEM”, então não estava “em um nivel próximo de Kassab”.

“Segundo o coordenador da campanha de Alckmin, o deputado Edson Aparecido (PSDB-SP), e integrantes da campanha de Kassab, o candidato tucano perdeu fôlego em razão da falta de volume de campanha. Nas últimas semanas, apoiadores de Marta e de Kassab fizeram visitas domiciliares na periferia, técnica considerada eficiente para captar votos. “A campanha na televisão não foi determinante para o movimento nas pesquisas. A imensa maioria das pessoas que entrevistamos não assistiram nem ao primeiro, nem ao segundo programa”, disse o tucano.”

Pode ser. A mensagem entregue pela TV, ou pelo visitador, têm impacto sim mas não faz milagre. A forma é muito importante, mas o conteúdo é essencial.

“Na avaliação de integrantes do DEM, os votos de Alckmin nas últimas semanas migraram majoritariamente para os indecisos. “Um grande contingente dos eleitores de Alckmin optavam pelo tucano por serem fundamentalmente anti-petistas. Como Kassab também disputa o anti-petismo, determinada parte dos eleitores decidiu aguardar para observar qual dos dois derrotará Marta mais facilmente”, opinou um estrategista de Kassab.”

Opinião, de todos deve ser respeitada. Nas “últimas semanas” Marta cresceu 5 pontos na pesquisa, Alckmin caiu 8 e Kassab subiu 3, Maluf 1. Como os indecisos, brancos e nulos não aumentaram na pesquisa Datafolha e sim diminuíram…

“Segundo tucanos e integrantes do DEM, a rejeição individual a Marta é a segunda maior entre todos os candidatos, excetuando Paulo Maluf (PP). E a eleição em São Paulo é excepcionalmente pulverizada, com quatro candidatos acima de dois dígitos nas pesquisas. Estes dois fatores afastam a hipótese de vitória de Marta no primeiro turno.”

Curioso os jornalistas nada comentarem e a inverdade ser propalada como “opinião”. Na última pesquisa Datafolha a maior rejeição é a do Maluf. Depois a do Kassab e só em terceira aparece Marta. Os jornalista o reconhecem? Então porque não nos informar as cifras exatas e procuram saber se a rejeição preocupa Kassab, qual seria o motivo de tamanha rejeição? arrogância? “vagabundo”? pfl? o fato de ser contra Alckmin?

“O próprio PT trabalha com dois turnos. E aposta que a segunda rodada aconteceria contra o PSDB. Para os petistas, a possibilidade de Marta vencer no primeiro turno só aconteceria se a candidata atingisse mais de 47%, o que consideram improvável. Marta já fala abertamente que está investindo em estratégias para o segundo turno. A principal delas é tirar mais vantagem da divisão do PSDB com o DEM. Se houver segundo turno, o PT tentará atrair o apoio de Kassab, que reúne os tucanos rebelados contra Alckmin,”

“Ontem, a petista deu uma demonstração da relação cordial que procura manter com a campanha de Kassab. Ela elogiou o secretário dos Esportes de Kassab, Walter Feldmann, tucano histórico e um dos principais críticos a Alckmin. Após um debate presidido pelo ex-governador Cláudio Lembo, apoiador de Kassab, na Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Marta recebeu elogios de Lembo, que disse ter gostado do tom da candidata. Lembo comentou a falta de verbas na campanha tucana: “Parece que a fadiga dos metais atingiu mais a figura do Alckmin, porque não tem sido genérico o pouco investimento em campanhas. Creio que Alckmin deveria refletir mais”, disse.”

“As pesquisas realizadas pela campanha de Marta trazem índices semelhantes ao do Datafolha, na qual a petista tem 41% das intenções de voto, seguida por Alckmin, com 24% e Kassab, 14%. Segundo o coordenador da campanha petista, Carlos Zarattini, os votos que Alckmin perdeu foram, em sua maioria, para Marta. “É falsa a idéia de que o eleitor que vota em Alckmin votaria também em Kassab”, comentou Zarattini.”

“Para o PT ainda não é preocupante a taxa de rejeição de Marta. “À medida em que aumentar a intenção de votos dela, diminuirá a rejeição”, disse Zarattini. A taxa de Marta é de 31%. Kassab tem o mesmo índice e Alckmin tem 18%, segundo o Datafolha. (Com agências noticiosas).”

E para o DEM, uma rejeição superior ao dobro das intenções de voto, não preocupa? Sumirá como por arte de magia? tem a ver com os ataque contra Marta e o PT? os analistas que pensam? é possivel um candidato com 14% de intenção de voto e 32% de rejeição, caso de Kassab, ganhar uma eleição? Ou para falar em Alckmin com rejeição baixa, sua intenção de voto está 6 pontos acima da sua rejeição, Marta está com a mesma relação entre voto e rejeição, a intenção de voto alguns pontos acima da rejeição. Que tal evitar os clichês e a propaganda? LF

27/08/2008 - 10:17h PSDB e DEM tentam salvar aliança

alckminkassab.JPG


Raymundo Costa - VALOR

Em crise diante do crescimento da candidatura de Gilberto Kassab (DEM) e da queda de Geraldo Alckmin (PSDB) nas pesquisas de opinião, tucanos de São Paulo já falam em administrar a eleição com o “menor nível de dano possível” para poder chegar ao final da campanha e assegurar uma aliança no segundo turno com o Democratas. “Essa é uma desgraça anunciada há muito tempo”, avaliou, desolado, um cacique tucano.

A situação é considerada crítica e na avaliação dos dirigentes partidários só quem tem a perder é o PSDB. De fato, ontem o Democratas enviou um recado aos tucanos paulistanos que diz que quem tem que encontrar uma solução para o problema é o PSDB. Nas entrelinhas, a eventual renúncia de Alckmin, visto ser improvável que ele mantenha uma campanha sem atacar o prefeito candidato à reeleição.

No PT, o confronto entre Democratas e os tucanos de Geraldo Alckmin e do governador de São Paulo, José Serra, levou o partido a começar a considerar a hipótese de Marta Suplicy vencer ainda no primeiro turno da eleição de 5 de outubro. “Uma hipótese que passou a ser visível, mas uma equação muito difícil de fechar”, segundo dirigente.

Uma vitória no primeiro turno, na avaliação real dos petistas, somente terá condições objetivas de ocorrer com o agravamento do confronto entre os grupos de Serra e Alckmin, mais o Democratas de Gilberto Kassab. Algo que eles já não julgam tão improvável e deixa perplexo o Democratas. No DEM, a única explicação encontrada para a profundidade do racha tucano é a disputa entre José Serra e o governador Aécio Neves em torno da sucessão do presidente Lula.

O Democratas avalia ser impossível que todos os problemas do PSDB tenham “se encavalado” num momento só, às vésperas das eleições municipais. Outra explicação é que Alckmin se iludiu com a votação que teve contra Lula na cidade de São Paulo, nas eleições de 2006.

Enquanto observa o que acontece do outro lado, a campanha de Marta Suplicy decidiu manter a estratégia até agora adotada, cuja melhor tradução seria seu programa de TV. Segundo petistas, uma espécie de reedição da campanha vitoriosa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002: “Marta Paz e Amor”. Resumo feito por um deputado ligado à campanha de Marta: o PT está tranqüilo, o PSDB, em confusão.

Os tucanos ligados ao governador José Serra têm evitado falar sobre a crise na campanha de Alckmin, para não agravar ainda mais o problema. A avaliação dos dirigentes tucanos é que o quadro está muito confuso, mas era um quadro previsível. Tudo o que ocorreu na primeira semana de campanha teria sido previsto. Mais do que isso, houve várias tentativas de convencer Alckmin de que não se poderia chegar a essa situação, pois ela fatalmente levará a uma campanha muito difícil, cheia de conflitos.

O raciocínio básico era e ainda é o seguinte: Numa campanha eleitoral, a situação nunca tem dois candidatos. Podem ser dez os candidatos, que nove serão da oposição, seja ela a oposição light ou a oposição radical. Mas só um será o candidato da continuidade, e em São Paulo este nome era e ainda é o de Kassab.

Ou seja, não havia jeito: Geraldo Alckmin seria um candidato de oposição, cuja essência é o conflito, e como tal ele teria de fazer oposição aos aliados (o DEM e Kassab), ao PSDB (que ainda governa São Paulo por meio dos quadros que manteve na prefeitura) e aos companheiros (José Serra, que apoiou a candidatura Democrata).

Na contra-mão da pressão do Democratas, no entanto, o PSDB não acredita que possa ocorrer alguma mudança no atual quadro eleitoral de São Paulo. “Não dá para imaginar”, disse um tucano ligado à candidatura Kassab. “Esse quadro vai se manter, o que nós temos que fazer é administrar da melhor maneira possível até o final, de modo a assegurar os apoios no segundo turno”.

Os tucanos procuram se impor uma lei do silêncio porque consideram que qualquer frase, mesmo vazia, é muito explorada politicamente. Ontem, por exemplo, os jornais estamparam uma frase de Alckmin segundo a qual o apoio de Serra não teria “efeito prático” na eleição. Os serristas afirmam que Alckmin apenas afirmou o óbvio: em São Paulo, o apoio de Serra ou de Lula a um dos candidatos não terá nenhum efeito prático do ponto de vista da opinião pública.

Nem Lula nem Serra, segundo essa avaliação, teriam condições de transferir votos a ponto de influir no resultado da eleição. No máximo o que pode acontecer é José Serra consolidar a imagem de Kassab como o candidato da continuidade. Como o prefeito é um candidato cuja gestão é bem avaliada, ele pode se beneficiar da idéia continuísta.

O temor dos serristas é que a campanha de Alckmin agora possa enveredar “contra o nosso governo, as nossas pessoas”. Em geral, acredita-se que Kassab roubará mais pontos do tucano. Como ocorria na eleição de 2006, enquanto Lula disparava nas pesquisas, correligionários de Alckmin se limitam a dizer que o crescimento de Kassab era previsível, mas que a situação deve mudar, passado o impacto da primeira semana de campanha.

27/08/2008 - 09:59h Contra argumentos não há fatos

http://www.pp-sc.org.br/UPLOAD/Image/LOGOS%20DO%20PP/logo_download.gif estrela_pt.jpglogo_psdb.jpg

Luiz Weis - O Estado de São Paulo

Entra eleição, sai eleição - e duas lendas continuam inabaláveis. Uma é a de que o horário gratuito é uma enganação. Outra é a de que o eleitor não dá a mínima para os partidos. A persistência desses clichês, apesar do acúmulo de evidências em contrário, parece dar razão aos que acham que, sendo as mentalidades o que são, o ditado certo é o que põe de ponta-cabeça a forma original: contra argumentos não há fatos.

No caso da propaganda no rádio e na TV, os fatos conhecidos não batem com a visão preconcebida - ou preconceituosa - de que ela afeta perversamente o voto popular, ao mistificar um público tosco o bastante, em geral, para aceitar pelo valor de face as patranhas que os marqueteiros lhe infligem. Isso, segue o raciocínio, quando o eleitor lhes dá trela, em vez de fazer qualquer outra coisa naquele período, o que seria, afinal, a atitude da grande maioria.

Na realidade, parcela do eleitorado suficientemente ampla para fazer diferença, porque repassa as suas impressões aos desligados, conta com o horário político para balizar as suas decisões e não se deixa levar por pirotecnias de imagem - acostumada que está a identificá-las na programação normal. Além disso, as pesquisas para uso interno das campanhas indicam que a audiência quer menos blablablá e mais propostas terra-a-terra, um sinal eloqüente de amadurecimento.

Quando atendido, o espectador considera que o candidato se dirige a ele diretamente, presta atenção no que ouve e faz comparações - o que o induz a manter ou mudar a sua intenção de voto, se é que já tinha. O horário gratuito, pois, é uma fonte decisiva de informações. A sua influência, para ficar no aqui e agora, ficou nítida no primeiro levantamento do Datafolha depois do início da atual temporada, na última terça-feira. O maior exemplo foi a reviravolta dos números em Belo Horizonte.

Até então, para surpresa de muita gente, as prévias ali eram lideradas pela obscura candidata do PCdoB, Jô Moraes, com 20% dos apoios. Márcio Lacerda, do PSB, candidato do governador tucano Aécio Neves e do prefeito petista Fernando Pimentel, era pouco mais do que um zé-ninguém, com 6% das preferências. Na pesquisa feita na quinta e na sexta-feira passadas, Jô perdeu a dianteira para Lacerda, que avançou olímpicos 15 pontos, depois de ser exibido ao lado de seus populares patronos e de dizer a que vem.

O horário eleitoral também propeliu a candidatura do petista João da Costa, no Recife. Em São Paulo, mudou a relação de forças entre o ex-governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab, do DEM. A diferença entre eles caiu de 21 para 10 pontos (Marta passou para 41%, ou 17 pontos acima do tucano). O peso do horário gratuito - com os acertos da mensagem de Marta, a nova visibilidade de Kassab e a desorientação da propaganda de Alckmin - parece inegável.

As pesquisas também confirmam o outro fato que, para o senso comum, simplesmente não existe: a influência partidária nas escolhas eleitorais. Não é por acaso que a região paulistana onde o predomínio da ex-prefeita alcança seu maior nível - o extremo sul - seja um forte reduto petista. Já se tornou uma referência, a propósito, o estudo Partidos e distribuição espacial dos votos na cidade de São Paulo, dos cientistas políticos Argelina Figueiredo, Fernando Limongi, Maria Paula Ferreira e Paulo Henrique da Silva, do Cebrap.

Debulhando as eleições entre 1994 e 2000, os pesquisadores verificaram que as bases geográficas dos partidos mais votados na capital - PSDB, PT e PPB - são claramente delimitadas. O primeiro tem o seu forte nas áreas centrais e de maior renda; o segundo, nas zonas mais pobres, em especial no leste; e o terceiro, nos bairros tradicionais de classe média baixa. Além disso, o desempenho das três legendas tende a se repetir nas eleições municipais, estaduais e federais, para o Legislativo e o Executivo.

A distribuição do voto por regiões, exprimindo preferências políticas que se relacionam com o perfil social da maioria dos seus moradores, “significa que cada partido conta com um capital de votos nessas regiões que, embora longe de garantir seu êxito eleitoral, constitui uma base de apoio sólida que lhe dá viabilidade em qualquer disputa eleitoral”, apontam os cientistas. A associação entre votações em diferentes eleições “é mais alta no partido mais fortemente organizado, o PT, e mais baixa no mais dependente de liderança individual (Paulo Maluf), o PPB”.

Outro estudo na mesma linha, As eleições municipais em São Paulo: 1985-2004, de Fernando Limongi e Lara Mesquita, trata dos nexos entre as estratégias dos partidos e as mudanças nas preferências dos eleitores. O trabalho comprova que a distribuição dessas preferências pode ser conhecida ou estimada com algum grau de certeza - e que “o eleitorado paulistano tem apresentado considerável estabilidade em suas opções” -, o que dificilmente aconteceria se as vinculações partidárias dos candidatos não contassem na hora do voto.

Claro que o estilo que cada político projeta pode fazer diferença. “Maluf construiu a reputação de um candidato obstinado, aguerrido e radical”, observam os autores. “A estratégia surtiu efeito, garantindo para o seu partido o controle sobre o eleitorado de direita.” O mesmo se aplica à imagem que os principais partidos querem passar ao público. “Não foi outra a estratégia perseguida pelo PT para conquistar o voto até então controlado pelo PMDB”, escrevem.

É sugestiva a constatação de que, analisando em conjunto as seis eleições no período pesquisado, “a direita e a esquerda foram as grandes vencedoras. O centro, representado inicialmente pelo PMDB e depois pelo PSDB, é o mais fraco dos competidores”. Em suma, o voto do paulistano é político-partidário, por menos que aceitem admiti-lo os defensores da ficção de que as pessoas votam em pessoas e os partidos pouco ou nada significam.

Luiz Weis é jornalista

LF -Sobre este tema ver também meu post Ondas e fundamentos

26/08/2008 - 20:00h Vôo rasteiro

http://i202.photobucket.com/albums/aa81/brunnobruto/IronMan_1ArmaduraZoon_3.jpg

Walter Feldman preparado para “aproximar” Alckmin de Kassab

Deve ser piada ou provocação.

Walter Feldman, o falcão dos tucanos pro-Kassab pediu licencia, dixit Folha de São Paulo, para articular aproximação entre Alckmin e Kassab.

Eu sempre pensei que os mediadores eram escolhidos entre os que tinham bom trânsito e eram alheios aos clãs em disputa. Feldman é aquele que publicamente declarou que nesta eleição pela primeira vez em 30 anos não faria campanha pelo candidato do seu partido, emprestando as penas tucanas para travestir o demo Kassab.

Eu fico imaginando a chegada de Feldman no comitê de Alckmin para propor o entendimento (na convenção tucana ele foi escoltado por 4 guarda-costas).

As bases do acordo são simples: Alckmin faz hará-kiri na sua campanha e Kassab apoia ele para representante brasileiro na Ossétia do sul.

A escolha do “mediador” serrista é ridícula, mas o objetivo não. Em nome da cruzada anti-Marta, Alckmin proclama que a cidade está uma maravilha e Kassab agradece dizendo que as escolas de lata estaduais foram obra do PT. LF

Spettwfeldmanspett.jpg

Feldman se licencia de cargo para articular aproximação entre Kassab e Alckmin

da Folha Online

O secretário municipal de Esportes de São Paulo, Walter Feldman (PSDB), se licenciou do cargo por dez dias, a partir desta terça-feira até o dia 4 de setembro.

Segundo a assessoria de Feldman, a licença não será remunerada e o tucano alegou motivos pessoais para deixar o governo. Ele vai articular a aproximação entre os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo para derrotar a petista Marta Suplicy no segundo turno.

Ontem, ele classificou como um erro político as críticas que o candidato tucano tem feito ao prefeito e candidato à reeleição. Para o tucano, os ataques vão dificultar a aproximação de ambos no segundo turno, caso um deles fique de fora da disputa.

“É um erro político um bater no outro. Isso irá dificultar uma aproximação no segundo turno”, afirmou Feldman.

Com a queda nas últimas pesquisas eleitorais, Alckmin tem endurecido o discurso contra Kassab e sua gestão. O prefeito também tem feito críticas ao tucano ao comparar gestões. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, Marta está na frente com 41% das intenções de voto, contra 24% de Alckmin e 14% de Kassab.

O tucano acredita que Kassab vai para o segundo turno com Marta e, por isso, já conversa com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), para discutir o assunto. “Independentemente de quem for [para o segundo turno], um vai ter que ter o apoio do outro”, afirmou.

“Ele [Kassab] tem uma marcha muito mais forte que a do Alckmin. Tem maior espaço na TV e mais apoio [dos militantes] na rua. O Alckmin continua hoje com dificuldades operacionais na campanha”, disse Feldman.

O tucano disse que sempre lutou para que a aliança PSDB-DEM fosse mantida para lançar apenas um candidato, o que não ocorreu. “Nós [PSDB] lutamos para que houvesse uma candidatura só. E nós dizíamos que se houvesse duas haveria um conflito. O que está acontecendo agora é o que nós já tínhamos imaginado”, afirmou Feldman.

Na avaliação do tucano, o embate entre Alckmin e Kassab ajuda a candidatura de Marta. Sobre sua permanência no governo Kassab, Feldman disse que não pode deixar de elogiar a gestão da qual faz parte. “É uma condição intermediária. É igual a minha situação agora. Como eu posso deixar de elogiar o governo ao qual eu faço parte?”, questionou.

26/08/2008 - 18:31h Prestes a receber Lula na campanha, Marta diz que não pensa em vitória no 1° turno

Reuters/Brasil Online - Portal O Globo

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/08/26/26_MHG_PAIS_martafala.jpg

SÃO PAULO - Com 17 pontos acima do segundo colocado nas pesquisas e a quatro dias de receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha, a candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) afirmou que não conta com a vitória no primeiro turno.

- Nós não estamos pensando nisso não, a gente está muito feliz de o presidente vir, mas nós acreditamos que nada de salto alto - afirmou Marta a jornalistas nesta terça-feira após realizar palestra na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

” Nada de salto alto “

Pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrou Marta subindo de 36 % para 41 %, abrindo 17 pontos percentuais de vantagem sobre Geraldo Alckmin (PSDB), que caiu de 32 para 24 %. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) passou de 11 para 14 %.

A alta de Marta e a queda de Alckmin já havia sido apontada em pesquisa Ibope anterior. Para ganhar no primeiro turno, em 5 de outubro, é necessário obter 50 % mais um dos votos válidos.

A candidata procurou não comentar a intensificação das críticas entre Alckmin e Kassab ao dizer que “a preocupação está em continuar apresentando propostas, porque foi assim que a gente chegou neste resultado.”

Mas não deixou sem resposta ataques do prefeito Kassab que a acusa de não acabar com as escolas de lata.

- As escolas de lata foram construídas, todinhas, na gestão (Celso) Pitta (1997-2000), da qual Kassab era secretário. Então me parece um pouco estranho ele fazer este discurso - afirmou, acrescentando que foi ela que iniciou o processo de desconstrução.

No sábado, o presidente Lula desembarca na campanha de Marta para o primeiro compromisso conjunto de campanha. Ele escolheu São Paulo para sua estréia na eleição deste ano. De acordo com informações ainda não oficiais, os dois farão uma caminhada e um comício na avenida Oliveira Freire, em São Miguel Paulista, zona leste da cidade. O extremo leste e a região sul são as duas áreas em que Marta tem seus melhores índices de intenção de voto.

- A idéia é ‘melhorar onde ela está bem’ - disse um petista da campanha.

Entre sábado e domingo Lula fará campanha também junto a candidatos do PT do ABC: Luiz Marinho (São Bernardo do Campo), Mário Reali (Diadema) e Vanderlei Siraque (Santo André).

26/08/2008 - 10:32h A cidade de verdade faz mal aos tucanos

O artigo de Dora Kramer é muito lúcido. A analise está focada na política e na briga interna no PSDB. Mas não deixa de ser interessante a referência a apresentação que Alckmin faz da situação da cidade de São Paulo. Dora constata o conteúdo no plano político, não é o objeto do artigo julgar se a descrição é verdadeira ou não.

No mundo da fantasia, presente na publicidade eleitoral de Kassab e na cabeça dos jornalistas afins ao serrismo, trata-se de um exagero de Alckmin quase que provocada pela dor-de-cotovelo ou da sua vontade deliberada de atacar Kassab. Evidentemente que o cálculo político está presente no fato de Alckmin condenar a administração demo-tucana. Mas, ele travestiu a realidade? A constatação de Alckmin é mentira?

Não é estranho, por exemplo, que até hoje a Folha não tenha publicado a avaliação da administração Kassab por setor, da última pesquisa Datafolha, como costuma fazer? De quanto mudou a avaliação na saúde, que era considerada ruim e péssima por 55% da população? e a do trânsito que era ruim e péssimo para 76%? ou a do transporte público? LF

onibus_lotados3.jpg

Virado à paulista

Dora Kramer - O Estado de São Paulo

Nessa altura não interessa mais de quem é a culpa: se do governador José Serra, ao planejar a eleição de prefeito sem um candidato com a marca do partido, mas ao molde do roteiro de sua campanha presidencial, ou se do antecessor, Geraldo Alckmin, ao atropelar o projeto e se impor ao PSDB como candidato do partido à Prefeitura de São Paulo.

Importa apenas o fato: de posse das duas máquinas, estadual e municipal, das melhores alianças partidárias (incluindo a captura do PMDB da área de influência do PT) e de uma adversária com alto grau de rejeição e baixa densidade político-eleitoral em sua coalizão, o PSDB constrói uma derrota.

Mas não uma derrota qualquer, daquelas normais, cujas conseqüências nefastas têm prazo de validade e volta por cima no cenário do amanhã.

Dessas, o presidente Luiz Inácio da Silva só em eleições presidenciais sofreu três. O governador José Serra outras tantas e a então prefeita Marta Suplicy uma especialmente impactante: em 2004 perdeu a reeleição para Serra que dois anos antes fora derrotado por Lula, que não conseguiu convencer o paulistano a dar o bis a Marta, que foi ao fundo, emergiu e hoje é líder absoluta nas pesquisas.

A derrota em construção não se limita ao resultado eleitoral. Este pode até virar, não se sabe. Ninguém está livre de um milagre, nem Geraldo Alckmin nem Gilberto Kassab. Ou de um imprevisto, nem Marta Suplicy.

O estrago bordado com esmero em São Paulo - com a participação de artesãos de fora - é de natureza política.

Isso ocorre quando o fracasso independe do resultado. A situação já se desenhava assim desde o começo, quando Marta patinava na largada, Kassab reunia uma vistosa aliança e Alckmin exibia patrimônio eleitoral suficiente para inibir qualquer movimento mais brusco do grupo do governador Serra para matar sua candidatura na marra.

Com a mudança de ventos e o registro da queda de Alckmin em duas pesquisas consecutivas, o quadro deu uma piorada considerável. Candidato oficial do PSDB, o ex-governador desceu do altar do bom-mocismo e partiu para o ataque direto à atual administração de São Paulo.

No programa eleitoral diz que sobra dinheiro e falta competência. Aponta carências de toda sorte: de vagas nas creches, nas escolas, de transporte púbico decente, de moradias, de hospitais, de médicos, de iluminação nas ruas, enfim, a cidade mostrada por Geraldo Alckmin é um horror em matéria de desmazelo e abandono.

Com isso, não ataca Kassab, um ex-deputado do DEM, vice deixado na cadeira por Serra para representá-lo na prefeitura toda montada à base de tucanos. Desde que assumiu a vaga, o substituto não deu um passo nem um pio em desacordo com a concepção de Serra, política e administrativamente falando.

Quando diz ao eleitor de 2008 que a Prefeitura de São Paulo é mal gerida, está informando ao eleitorado de 2010 no Brasil todo que o principal candidato de seu partido à Presidência da República é um mau gestor.

Um caminho que nem o PT nacional, adversário oficial na sucessão de Lula, havia ousado trilhar.

É difícil, embora seja possível, acreditar que a campanha de Geraldo Alckmin não tenha pensado em todas as conseqüências - entre elas a perda do papel da vítima - e atue nessa direção apenas por aflição eleitoral.

Seja qual for o fator, não altera o produto: um candidato a prefeito que se apresenta à disputa para afirmar a marca do partido e depois tenta se credenciar subtraindo credenciais do candidato a presidente do próprio partido.

Algo nunca visto nem no PT das memoráveis guerras de extermínio interno.

Leia a integra da coluna de Dora Kramer no jornal O Estado de São Paulo

25/08/2008 - 17:24h A opinião de Ricardo Noblat

Eleições - Quem sobe, quem cai

Blog de Noblat

Os resultados das pesquisas de intenção de voto do Instituto Datafolha divulgados no último fim de semana pouco ou nada têm a ver com os efeitos da primeira semana de propaganda eleitoral no rádio e na televisão dos candidatos a prefeito de algumas das capitais do país.

A atenção do brasileiro estava voltada para as olimpíadas de Pequim.

O período de 42 dias de propaganda eleitoral foi inaugurado na última terça-feira dia 19. Nos dias 21 e 22, o Datafolha entrevistou entre 800 a 1.200 eleitores em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

Até então apenas dois programas de candidatos a prefeito haviam ido ao ar – embora não devam ser desprezadas eventuais conseqüências dos comerciais veiculados diariamente a respeito deles e que pegam os eleitores desprevenidos. São peças de propaganda mais eficientes do que os programas.

Mas não foram os comerciais que provocaram as mudanças no quadro eleitoral registradas pelo Datafolha. A exceção fica por conta de Curitiba onde nada mudou. Candidato à reeleição, o prefeito Beto Richa (PSDB) coleciona 70% das intenções de voto.

No Rio, o favoritismo de Marcelo Crivella (PRB) está cada vez mais a perigo. Crivella caiu no Datafolha de 24% das intenções de voto no final de julho para 20%. Eduardo Paes (PMDB) saiu de 13% para 17%. Jandira Feghali (PC do B) empacou em 15%. Qualquer um dos dois será capaz de derrotar Crivella no segundo turno.

O que explica no Recife o salto espetacular dado por João da Costa (PT)?

Em julho, ele tinha 22% das intenções de voto, atrás de Mendonça Filho (DEM) com 30%. Foi para 37%. Mendonça caiu para 26%. Cadoca (PSC) despencou de 22% para 13%.

O tempo decorrido desde julho parece ter sido suficiente para o eleitor identificar João da Costa como o candidato da esquerda. Sim, ainda existe essa história de direita e esquerda no Recife. Cerca de 30% dos eleitores votam na esquerda. Outros 30% na direita. Os demais decidem as eleições.

Nos idos de 60, quando ainda se votava em separado para prefeito e vice-prefeito, Recife elegeu Pelópidas da Silva, pela esquerda. O vice dele, Miguel Arraes, perdeu para Augusto Lucena, apoiado pela direita.

Até um dia desses, João da Costa era um desconhecido secretário do prefeito João Paulo (PT). Os estrategistas de sua campanha imaginavam que ele atingiria o patamar dos 30% depois de duas semanas de propaganda eleitoral.

Subestimaram o fato de que João da Costa dispõe de três poderosos padrinhos: Lula, aprovado por 74% dos recifenses; o prefeito João Paulo, por 61%, e o governador Eduardo Campos (PSB) por 52%. Está em Belo Horizonte, contudo, o caso mais exemplar de pura e simples transferência de votos.

Quem é Márcio Lacerda (PSB), candidato a prefeito?

É um empresário que jamais disputou uma eleição. Filiou-se ao PSB só para ser candidato. Subiu de 6% das intenções de voto em julho para os atuais 21%, ultrapassando Jô Moraes (PC do B) que tem 17%.

A administração do governador Aécio Neves (PSDB) é considerada ótima ou boa por 86% dos habitantes de Belo Horizonte. A do prefeito Fernando Pimentel (PT), por 76%. Os dois apóiam Lacerda, que tem 12 minutos diários de comerciais no rádio e na televisão contra dois minutos de Jô.

Quase 95% dos mineiros estão convencidos de que Aécio sucederá Lula em 2010. Fazer o quê? Lacerda na cabeça.

A essa altura, o que o PSDB poderá fazer para evitar o desastre anunciado em São Paulo?

É cedo para falar em desastre ali? Talvez não. Marta Suplicy (PT) continua em ascensão – dessa vez passou de 36% na pesquisa de julho para 41%. Geraldo Alckmin (PSDB) continua caindo - tinha 32% das intenções de voto, agora tem 24%. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi de 11% para 14%. Paulo Maluf (PP) está com 8% ou 9%. A divisão do PSDB entre Alckmin e Kassab desorientou o eleitorado do partido.

A culpa é de quem? Ora, de Alckmin.

O governador José Serra, a bancada de vereadores do PSDB, secretários municipais e subprefeitos estavam dispostos a apoiar a reeleição de Kassab. Seria o natural. Kassab é Serra na prefeitura.

Aí o filhinho mimado de Pindamonhangaba bateu com o pé e anunciou: “Sou candidato”. Capaz de perder uma eleição para não perder a elegância, o PSDB engoliu a seco a decisão de Alckmin e bovinamente tomou o caminho do matadouro.

Como consertar a situação? E tem conserto?

24/08/2008 - 09:11h Pela 1ª vez, petista aparece na frente de tucano no 2º turno

martaxalckmin.jpg

DA REPORTAGEM LOCAL

Pela primeira vez em um ano -período em que o Datafolha começou a fazer levantamentos sobre a sucessão municipal de 2008-, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) aparece na frente do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) numa simulação de segundo turno.
Segundo o Datafolha, Marta teria 49% das intenções de voto contra 44% de Alckmin, num eventual segundo turno, se as eleições fossem hoje. Na pesquisa anterior, de 23 e 24 de julho, Alckmin tinha 51%. Marta, 43%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Ainda segundo o Datafolha, Marta herdaria 20% dos eleitores do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Alckmin, 73%.
Num segundo turno, Marta derrotaria Kassab por 55% a 35%. Alckmin venceria Kassab por 57% a 28%.
O índice de rejeição a Marta oscilou negativamente desde julho, passando de 34% para 31%. Essa taxa chega a 64% entre os eleitores com renda mensal superior a dez mínimos.
A rejeição a Marta é quase o dobro da de Alckmin: 18%. Kassab enfrenta 32% de rejeição. Já o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) amarga um índice de rejeição de 61%, cinco pontos a mais do que na pesquisa anterior.

Leia também

Folha edita pesquisa Datafolha

Minha analise do Datafolha esta em

Datafolha confirma Marta em primeiro lugar e Alckmin segundo

24/08/2008 - 09:07h Alckmin cai e tem 10 pontos sobre Kassab; Marta se isola

martaxalckmin.jpg

Petista vai a 41% e consolida liderança; democrata sobe e reduz vantagem de tucano

Pesquisa já registra efeitos dos dois primeiros dias da propaganda eleitoral, segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha

CATIA SEABRA - FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A 43 dias das eleições, caiu à metade -de 21 para 10 pontos- a vantagem do tucano Geraldo Alckmin sobre o prefeito Gilberto Kassab (DEM) na disputa pela Prefeitura de São Paulo, revela o Datafolha.
Segundo a pesquisa, Marta Suplicy (PT) tem 41% das intenções de voto e lidera a corrida pela prefeitura. Antes empatado com a ex-prefeita, Alckmin sofreu queda expressiva, de oito pontos, e está com 24% -17 pontos atrás dela.
Kassab aparece com 14% das preferências. O candidato do PP, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), tem 9%. Como a margem de erros é de três pontos percentuais, tanto para mais como para menos, os dois continuam tecnicamente empatados. A pesquisa revela, porém, uma tendência de isolamento de Kassab na terceira colocação.
O Datafolha ouviu 1.093 entrevistados quinta e sexta-feira. Na pesquisa, realizada em parceria com a TV Globo e registrada no TRE-SP sob o número 01900108-SPPE, Marta apresenta uma variação positiva de cinco pontos percentuais em comparação à anterior.
No levantamento anterior, realizado nos dias 23 e 24 de julho, a petista contava com 36% das intenções. Alckmin, com 32%. Kassab tinha 11%.
Os novos números deverão acirrar ainda mais os ânimos no já conturbado bloco PSDB/ DEM. Cristalizados o isolamento de Marta e a redução da vantagem entre Alckmin e Kassab, a disputa deixa de ser pela liderança, mas por uma vaga no segundo turno. “Neste momento, a pesquisa aponta para uma liderança isolada de Marta e uma disputa mais acirrada pela segunda colocação”, afirmou o diretor-geral do instituto Datafolha, Mauro Paulino.
Ainda segundo Paulino, a pesquisa já registra os efeitos dos dois primeiros dias da propaganda eleitoral. “Não só o horário eleitoral gratuito, mas também as inserções.”
O programa eleitoral começou a ser veiculado na última terça-feira, 19 de agosto. “A eleição está esquentando”, avalia Paulino.
Segundo o Datafolha, a vantagem de Marta sobre Alckmin ampliou na pesquisa espontânea -em que o eleitor declara seu voto antes da apresentação da lista de candidatos. Em comparação à anterior, a diferença passou de 9 para 16 pontos.
A pesquisa mostra que, apesar do bloco PSDB/DEM, Kassab não herda automaticamente os votos de Alckmin -o que é evidenciado pela queda de oito pontos enfrentada pelo tucano.

Renda e escolaridade
Segundo o Datafolha, Alckmin sofreu queda de seis pontos entre os eleitores com renda mensal inferior a dois salários mínimos. Nesse segmento, a ex-prefeita de São Paulo apresentou crescimento de oito pontos. Kassab, uma variação de dois pontos positivos.
O ex-governador tucano teve queda de nove pontos entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos. Entre aqueles com mais de dez mínimos, Alckmin caiu sete pontos. Kassab cresceu na mesma proporção.
Ainda de acordo com a pesquisa, Alckmin sofreu queda em todas as faixas de escolaridade, sendo a mais significativa -de 11 pontos- entre os eleitores com ensino médio.
Nesse estrato, Alckmin passou de 34% para 23%. Marta e Kassab tiveram variação positiva. Ela subiu de 36% para 41%. Kassab, de 10% para 14%.
O tucano sofreu queda entre eleitores de todas as faixas de idade. Na faixa de 16 a 24 anos, despencou de 36% para 24%.

Leia também Folha edita pesquisa Datafolha

Minha analise do Datafolha esta em Datafolha confirma Marta em primeiro lugar e Alckmin segundo

24/08/2008 - 09:01h PMDB segue líder em Porto Alegre, com PT e PC do B em 2º

Fogaça oscila dois pontos para cima e chega a 31%; nos cenários do segundo turno, prefeito empata com Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B)

http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/3985660.jpg
Maria do Rosário (PT) em campanha,  empate com Fogaça (PMDB) no 2° turno

GRACILIANO ROCHA - FOLHA SP

DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Os dois primeiros dias da propaganda eleitoral no rádio e na TV não provocaram uma alteração significativa na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, segundo o Datafolha.
A pesquisa -realizada nos dias 21 e 22 de agosto- mostra o atual prefeito José Fogaça (PMDB) isolado na liderança, com 31% das intenções de voto -uma oscilação positiva de dois pontos percentuais em relação ao levantamento feito pelo instituto no final de julho.
As deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B) continuam tecnicamente empatadas na disputa do segundo lugar. A petista continua com os mesmos 20% de julho, enquanto a comunista oscilou um ponto percentual, subindo dos 18% do mês passado para 19% agora.
Com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa Datafolha, uma parceria da Folha e TV Globo, ouviu 832 eleitores e foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) gaúcho com o número 32/2008.

PSOL e DEM
Em comparação com a pesquisa de julho, Luciana Genro (PSOL) oscilou negativamente de 8% para 6%; já Onyx Lorenzoni (DEM) segue com 5%, e Nelson Marchezan Junior (PSDB) oscilou de 1% para 2%. Os que pretendem votar em branco ou anular o voto somam 7%, e 9% se dizem indecisos.
Nos dois cenários de segundo turno pesquisados, há empate dentro da margem de erro. Maria do Rosário teria 44% contra 42% de Fogaça. Em uma disputa entre o atual prefeito e Manuela, ambos atingem 42%.
A rejeição ao peemedebista também é a maior, 28% -três pontos percentuais a mais do que em julho; 16% dos eleitores disseram não votar de jeito nenhum na petista Maria do Rosário (contra 15% em julho). A rejeição a Manuela é de 14%, a mesma do mês anterior.
“É uma eleição aberta porque, apesar de ter o Fogaça na frente, não há uma grande diferença em relação ao segundo lugar e a rejeição de todos os candidatos é bastante baixa”, declarou Mauro Paulino, diretor do Datafolha.
Na pesquisa espontânea, aquela em que o entrevistado escolhe sem que lhe sejam apresentados os nomes dos candidatos, Fogaça foi citado por 17% dos eleitores, e Maria do Rosário, por 13%. Nesse quesito, ambos tiveram crescimento de cinco pontos percentuais em comparação com o mês passado. Por Manuela, 8% manifestaram preferência (em julho eram 7%).
Além da estabilidade no quadro e do pequeno aumento em sua vantagem, Fogaça, que quebrou uma hegemonia de 16 anos do PT ao vencer a eleição de 2004, também viu melhorar a avaliação de sua administração. Hoje, 34% dos porto-alegrenses consideram o prefeito bom ou ótimo -os que se diziam satisfeitos era de 30% em julho e de 26% em novembro de 2007. Um quinto dos eleitores (20%) considera a gestão ruim ou péssima (eram 25% em julho e 23% em novembro), enquanto é regular para 43%.

24/08/2008 - 08:54h Candidato de Aécio e do PT já é líder em BH

Marcio Lacerda cresce 15 pontos em um mês e chega a 21%, empatando com Jô Moraes, que oscilou de 20% para 17%

O programa de Lacerda na televisão tem 11 minutos e 47 segundos, enquanto o da deputada Jô Moraes dura só um minuto e 46 segundos

aecio_pimentel_ciro_lacerda.jpg
Aécio Neves, Fernando Pimentel (atual prefeito), Marcio Lacerda e Ciro Gomes em campanha no Mercado Central de Belo Horizonte

PAULO PEIXOTO - FOLHA SP

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

Pesquisa Datafolha realizada após o início da propaganda eleitoral na TV e rádio mostra que Marcio Lacerda (PSB), o candidato à Prefeitura de Belo Horizonte do governador tucano Aécio Neves e do prefeito petista Fernando Pimentel, equilibrou a disputa e está na frente, empatado tecnicamente com Jô Moraes (PC do B).
Um mês após a primeira pesquisa, Lacerda cresceu 15 pontos percentuais -de 6% para 21% das intenções de voto, quatro pontos à frente da deputada federal Jô Moraes, que oscilou negativamente de 20% para 17%. O deputado Leonardo Quintão (PMDB) subiu quatro pontos (de 9% para 13%).
A pesquisa, encomendada em parceria pela Folha e TV Globo, ouviu 829 eleitores nos dias 21 e 22. A margem de erro é de três pontos percentuais. No levantamento espontâneo, Lacerda tem 11% (eram 2%), contra 5% de Jô Moraes (igual ao anterior) e 3% de Quintão.
O crescimento de Lacerda nesse período tem um peso muito importante do horário eleitoral, segundo o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. O programa de Lacerda tem 11 minutos e 47 segundos, e o de Jô, apenas 1 minuto e 46 segundos. O segundo melhor tempo é o de Quintão: 5 minutos e 23 segundos. O candidato da aliança Aécio-Pimentel terá ao longo da campanha 1.062 inserções (média de 23 por dia), contra 159 para Jô (3,6 por dia).
“A pesquisa mede o período de um mês. Não tem como afirmar que foi na última semana [todo o crescimento], mas há um impacto muito forte com o tempo de TV que Lacerda tem. No período de um mês ele virou o jogo, saiu das últimas colocações e -apesar de estar na margem de erro, mas considerando essa evolução- assumiu a dianteira”, disse Paulino.
Apesar de 67% dos entrevistados terem dito que não assistiram ao horário eleitoral, Paulino disse que há um “efeito multiplicador” nessa fase da campanha, com as pessoas comentando. Muitos podem ter assistido às inserções sem considerá-las horário eleitoral.
O apoio de 14 partidos e as presenças constantes de Aécio e Pimentel na propaganda eleitoral, tidos pelo diretor do Datafolha como cabos eleitorais muito importantes por serem bem avaliados, ajudaram no crescimento de Lacerda -segundo o Datafolha, a gestão do prefeito petista é aprovada por 76% do eleitorado. E Lacerda tem a menor rejeição: 7%.
As posições dos demais candidatos não mudaram muito. Vanessa Portugal (PSTU) oscilou dois pontos para baixo e está com 4%, mesmo percentual de Sérgio Miranda (PDT), que antes tinha 5%. Gustavo Valadares (DEM) oscilou de 4% para 2%. André (PT do B), Jorge Periquito (PRTB) e Pepê (PCO) não atingiram 1%. Num eventual segundo turno entre Jô e Lacerda, haveria empate: 34% contra 33%, respectivamente. A pesquisa foi registrada sob o número 56616/ 2008.

23/08/2008 - 14:51h Crivella, Jandira e Paes estão empatados no Rio, diz Datafolha

da Folha Online

A disputa pela Prefeitura do Rio está embolada entre Marcelo Crivella (PRB), Eduardo Paes (PMDB) e Jandira Feghalli (PC do B). Crivella tem 20% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada hoje no “RJTV”, da TV Globo –pesquisa completa será publicada na edição deste domingo da Folha.

Paes tem 17% das preferências. E Jandira aparece com 15%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, os três estão tecnicamente empatados.

Também há empate técnico entre Fernando Gabeira (PV) e Solange Amaral (DEM): ele aparece com 8% e ela com 7%. Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT) aparecem com 4%, cada um.

A pesquisa foi realizada na quinta e sexta-feira com 928 eleitores. E foi registada no TRE (Tribunal regional Eleitoral) sob o número RPE 22/2008.

Num eventual segundo turno, Crivella perderia tanto para Jandira quanto para Paes. Contra Jandira, ele perderia de 35% a 47%. Contra Paes, ele teria 33% contra 47% do peemedebista.

O material completo da pesquisa está na edição da Folha deste domingo, que está nas bancas na tarde deste sábado.

23/08/2008 - 14:48h Em Recife, Costa (PT) abre vantagem de 11 pontos sobre Mendonça

da Folha Online

O candidato do PT à Prefeitura de Recife, João da Costa, lidera a disputa com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada hoje pela TV Globo –material completo será publicado na edição deste domingo da Folha.

O ex-governador Mendonça (DEM) aparece com 26% das preferências. Com isso, Costa está 11 pontos à frente do segundo colocado.

A nova pesquisa –realizada quinta e sexta-feira– mostra uma inversão na liderança da disputa em relação ao levantamento de julho, quando Mendonça estava à frente de Costa –que tinha 22%. Mendonça aparecia com 30%.

Já Cadoca (PSC) aparece com 13% das intenções de voto –ele tinha 22% na pesquisa de julho.

Raul Henry (PMDB) tem 5%. Katia Telles (PSTU), Roberto Numeriano (PCB) e Edilson Silva (PSOL) aparecem com 1% cada um.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha entrevistou 830 eleitores. A pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) com o número 038/2008.

Segundo turno

Num eventual segundo turno, Costa e Mendonça ficariam tecnicamente empatados: 46% para o petista e 44% para o democrata.

Contra Cadoca, Costa venceria com 53%, contra 33%. Cadoca também perderia para Mendonça, por 53% a 28%.

O material completo da pesquisa está na edição da Folha deste domingo, que está nas bancas na tarde deste sábado.

23/08/2008 - 13:05h Pesquisa Datafolha

 

Eleições2008 - 23/08/2008 - Texto do Datafolha

Marta abre 17 pontos de vantagem sobre Alckmin
Diferença de Alckmin para Kassab diminui de 21 para 10 pontos percentuais


A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, atinge 41% das intenções de voto, e abre uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin, do PSDB, que obtém 24% das preferências, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 21 e 22 de agosto, a 44 dias do primeiro turno da eleição. No levantamento anterior, realizado nos dias 23 e 24 de julho, Marta e Alckmin empatavam, em razão da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais: a petista atingia 36% e o tucano obtinha 32% das intenções de voto. Em um mês, a ex-prefeita ganhou cinco pontos percentuais, enquanto o candidato do PSDB perdeu oito.

A pesquisa, a primeira após o início da exibição do horário gratuito dos candidatos a prefeito na TV, no dia 20, também mostra que Marta empata com Alckmin em simulação de segundo turno, além de crescimento na taxa de intenção de voto espontânea e ligeira variação na taxa de rejeição à petista.

O atual prefeito, Gilberto Kassab, oscilou três pontos para cima: o candidato à reeleição pelo DEM passou de 11% para 14% das preferências. Paulo Maluf oscilou de 8% para 9% das preferências. Assim, se mantém o empate entre os dois candidatos. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Kassab pode ter entre 11% e 17% das intenções de voto. Maluf, por sua vez, pode ter entre 6% e 12% das preferências.

Soninha (PPS) se manteve com 2% das intenções de voto. Ciro (PTC) e Ivan Valente (PSOL), que na pesquisa anterior obtinham 1% das menções, cada, embora citados, não atingiram esse percentual no atual levantamento. Edmilson Costa (PCB) e Levy Fidelix (PRTB) foram citados, mas não atingem 1%, como ocorria na pesquisa de julho. Anaí Caproni (PCO) e Renato Reichmann (PMN), cujos nomes constavam do cartão circular apresentado aos entrevistados, não receberam nenhuma menção.

Se a eleição fosse hoje, 5% votariam em branco ou anulariam o voto. Não saberiam em quem votar 4%.
Foram ouvidos 1093 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade.

Outro dado da pesquisa demonstra a consolidação da liderança de Marta: a intenção de voto espontânea. O percentual dos que dizem, antes da apresentação dos cartões circulares com os nomes dos candidatos, que gostariam de votar na petista para prefeita, subiu oito pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, passando de 22% para 30%. Citam Geraldo Alckmin de maneira espontânea 14%; eram 13% na pesquisa anterior. A taxa de menções espontâneas a Gilberto Kassab oscilou de 7% para 10%. Paulo Maluf é citado espontaneamente como seu candidato a prefeito por 5%.

O percentual dos que não sabem dizer espontaneamente em quem gostaria de votar para prefeito caiu 11 pontos percentuais, de 43% para 32%. A taxa dos que afirmam de maneira espontânea que pretendem votar em branco ou anular oscilou de 7% para 5%.

São Paulo, 22 de agosto de 2008