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	<title>Blog do Favre &#187; DEM</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;Serra lidera intenção de voto e Dilma passa Ciro&#8221; ou tentando tapar o sol com a peneira</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre aspas acima a manchete da Folha Online. Como no G1, da Globo, sobre a pesquisa eleitoral CNT-Sensus de hoje.
A constatação procura ocultar a verdadeira notícia trazida pelos números da CNT-Sensus. Serra cai, ou melhor, continua caindo e Dilma sobe, continua subindo.
Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, Serra caiu em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre aspas acima a manchete da Folha Online. Como no G1, da Globo, sobre a pesquisa eleitoral CNT-Sensus de hoje.</p>
<p>A constatação procura ocultar a verdadeira notícia trazida pelos números da CNT-Sensus. Serra cai, ou melhor, continua caindo e Dilma sobe, continua subindo.</p>
<p>Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, Serra caiu em média 15 pontos percentuais desde o ano passado &#8211;quando a pesquisa chegou a registrar índices acima de 40% de apoio ao tucano na disputa com os demais candidatos: &#8220;Há queda acentuada do Serra se comparada com listas passadas. Há um ano, ele aparecia com percentuais que variavam de 45% a 49%.&#8221;</p>
<p>Hoje Serra aparece com 31,8% das intenções de voto. A ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) aparece em segundo, com 21,7% das intenções de voto, seguida pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5%. Marina Silva (PV) tem 5,9% das intenções de voto. </p>
<p>Os resultados de Dilma estão acima das expectativas dos petistas, os de Serra bem abaixo dos desejos de parte da mídia e dos demo-tucanos em geral.</p>
<p>Serra é conhecido, foi candidato a presidente, a governador, a prefeito. Participou de numerosos pleitos eleitorais. Dilma nunca participou de uma eleição, nem é candidata até agora. mas a diferencia de intenção de votos entre eles é hoje pequena. </p>
<p>A candidatura Serra a presidente? Não sei não&#8230; Se continuar assim vai precisar de coragem para ser candidato, característica que poucos atribuem a Serra.</p>
<p>Não sei não&#8230;</p>
<p>LF</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ardua tarefa</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Pesquisa após pesquisa, começa a se desenhar um quadro favorável ao candidato do governo nas eleições de 2010.
O que em verdade as pesquisas traduzem é de fato uma avaliação geral sobre os diferentes atores da política no país e sua relação com as questões centrais do dia-a-dia da população.
Enquanto a política do governo federal mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisa após pesquisa, começa a se desenhar um quadro favorável ao candidato do governo nas eleições de 2010.</p>
<p>O que em verdade as pesquisas traduzem é de fato uma avaliação geral sobre os diferentes atores da política no país e sua relação com as questões centrais do dia-a-dia da população.</p>
<p>Enquanto a política do governo federal mostra resultados extremadamente positivos em matéria de enfrentamento a crise, preservação do emprego e do crescimento das empresas; resultados reforçados pelo impacto dos programas sociais e do reconhecimento das organizações e da mídia mundial; a oposição mostra uma ausência total de programa, de propostas e  uma divisão interna, agravada pelos resultados medíocres das suas duas principais administrações, estadual e municipal de São Paulo.</p>
<p>Após um ano de paralisia no plano municipal, marcado pelo crescimento da sujeira, irregularidades em diversas licitações, aumento dos seus próprios salários e da carga tributária da cidade, trânsito caótico e transporte público sem investimento, a administração demo-tucana sob a batuta de Kassab enfrenta um descontentamento crescente de sua própria base eleitoral na classe média. O quanto este desgaste influencia as intenções de voto em seu padrinho e mentor, José Serra, não está claro ainda.</p>
<p>Como não está claro o efeito nas pesquisas das obras eleitoreiras apresadas de Serra, que atrapalham a vida dos eleitores, dos pedágios multiplicados e aumentados e do desabamento recente no Rodoanel.</p>
<p>Os intensos investimentos em publicidade e propaganda tanto de Serra, como de Kassab, não parecem surtir o efeito desejado, mesmo quando as empresas estaduais fazem propaganda em outros Estados para tentar alavancar a candidatura do governador paulista.</p>
<p>Acontece que nesta fase da disputa política os efeitos do marketing pesam bem menos que em período eleitoral, prevalecendo, na minha opinião, a apreciação geral que a população faz de sua própria situação e de suas perspectivas imediatas. Isto favorece sem dúvida o campo do governo Lula e é nitidamente desfavoravel a oposição demo-tucana.</p>
<p>Como todos os indicadores anunciam um 2010 bem melhor em matéria de emprego, renda e a economia em geral, a oposição dificilmente encontrará um terreno mais propício para se apresentar como alternativa a candidatura governamental.</p>
<p>Por isso ela aposta cada vez mais na idéia do que poderíamos definir como &#8220;estelionato eleitoral&#8221;. Utilizar a notoriedade de seu candidato para apresentá-lo como continuador da política de Lula, ocultando sua oposição aos programas sociais do governo, a sua política econômica, a sua defesa do Estado. Ou seja, tentar apresentar Serra como &#8220;garante&#8221; do Bolsa-família (já não mais bolsa-esmola); defensor do Estado no pré-sal e adversário de privatizações em geral (já não mais venda da Cesp e nem uma palavra sobre a Petrosal).</p>
<p>Um setor da mídia, FHC e uma parte dos eleitores demo-tucanos consideram errada essa estratégia. Isto ficou claro na intervenção pública de FHC sobre o &#8220;autoritarismo populista&#8221;, na posição assumida por Merval Pereira da Globo ou nos editoriais do Estadão. Eles defendem um posicionamento oposicionista claro, identificado com o programa neoliberal próprio dos tucanos, o que hoje implica ir contra a corrente da maioria do eleitorado.</p>
<p>Aécio Neves rejeita abertamente essa postura o que deixou pouco espaço para José Serra utilizar seu trololó de suposto candidato de esquerda. Ou seja ficou mudo.</p>
<p>Cada vez mais sua candidatura depende de combinar o &#8220;estelionato eleitoral&#8221;, com um apóio aberto e direto de Aécio aceitando ser vice na chapa de Serra. Poderiam assim combinar uma campanha misturando o &#8220;posLula&#8221; de Aécio, com um &#8220;posFHC&#8221; do próprio Serra. Esperando que o povo engula um candidato de direita embrulhado de progressista. Descontando o apóio da mídia para construir a biografia de um e desconstruir a de Dilma, a candidata de Lula.</p>
<p>Árdua tarefa tem Serra pela frente.</p>
<p>LF</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cesar Maia elogia Aécio e diz que Serra lembra os piores caudilhos</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 12:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aecio]]></category>
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		<description><![CDATA[Rodrigo de Almeida e Luiz Antonio Ryff, iG Rio
16/11/2009 RIO DE JANEIRO &#8211; Uma das principais lideranças do DEM, o ex-prefeito carioca Cesar Maia critica a demora na escolha pelo PSDB do seu candidato à eleição presidencial de 2010. E diz que o governador paulista, José Serra, que está à frente das pesquisas eleitorais, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Rodrigo de Almeida e Luiz Antonio Ryff, iG Rio</span></h2>
<p><strong id="brtpOlho">16/11/2009 RIO DE JANEIRO &#8211; Uma das principais lideranças do DEM, o ex-prefeito carioca Cesar Maia critica a demora na escolha pelo PSDB do seu candidato à eleição presidencial de 2010. E diz que o governador paulista, José Serra, que está à frente das pesquisas eleitorais, mas ainda não assumiu a candidatura, se comporta no processo pré-eleitoral como os “piores caudilhos”. </strong></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td align="right"><span style="font-size: xx-small;">André Durão</span></td>
</tr>
<tr>
<td><img style="width: 166px; height: 250px;" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/88/88/88/7165390.cesar_maia_250_166.jpg" alt="Cesar Maia em entrevista ao iG" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size: xx-small;">Cesar Maia em entrevista ao iG</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span id="brtpTexto">O DEM, antes PFL, tem se aliado aos tucanos nas campanhas à Presidência desde 1994, com exceção de 2002, quando o candidato tucano foi, não por acaso, Serra. Cesar Maia afirma, sim, que o seu partido, que hoje é presidido pelo seu filho, o deputado Rodrigo Maia, aceitará qualquer um dos dois pré-candidatos do PSDB. Mas diz que, do ponto de vista da empatia, o governador mineiro, Aécio Neves, seria melhor.Em entrevista ao iG, Cesar não perde uma oportunidade de espicaçar Serra. “A primeira obrigação de um político é conquistar a paixão de seu círculo mais próximo, para que esse círculo conquiste o segundo e daí por diante. E o Serra não tem tido essa preocupação”, avalia. Os poucos elogios ao governador paulista são irônicos. Diz que ele já “aprendeu a sorrir”. “E o que é o twitter dele? Uma tentativa de humanizá-lo”.</span></p>
<p>Cesar acha que a campanha já deveria estar na rua. “A gente está criando uma legislação restritiva à política. Não sei por que a Dilma ir a uma inauguração deve ser proibido. Tem de ficar na clandestinidade até começar a campanha? No Brasil introduzimos um sistema que se torna higiênico até o dia 5 de julho e se torna sangrento depois daí. É absurdo.”</p>
<p>O ex-prefeito também acredita que os sindicatos e movimentos sociais criaram tamanha dependência do governo federal que o <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/16/para+cesar+maia+futuro+presidente+tera+que+governar+com+sindicatos+e+movimentos+sociais+9104951.html" target="_top">próximo presidente terá que compor com essas forças para não correr o risco de ser desestabilizado </a></p>
<p><strong>iG &#8211; O governador de São Paulo, José Serra, quer levar para março a definição do candidato tucano à Presidência. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse que se o PSDB não se definir até dezembro, ele fica em Minas em campanha para o Senado. O que o senhor acha da indefinição tucana?</strong></p>
<p>Cesar Maia- É estranho o partido não escolher o candidato, mas o candidato escolher a candidatura. Estranho num partido democrático. É uma distorção. O PSDB se diz socialdemocrata, tem a democracia como valor, mas entra num processo de personalismo. O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si. O Serra fala em março e a sensação que dá é que está em dúvida. Se não tivesse dúvida escolheria dezembro. Março é o mês em que ele precisa definir se irá se desincompatibilizar do cargo.</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td align="right"><span style="font-size: xx-small;">André Durão</span></td>
</tr>
<tr>
<td><img style="width: 250px; height: 196px;" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/89/89/89/7165391.cesar_maia_196_249.jpg" alt="César Maia faz elogios a Aécio" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size: xx-small;">César Maia faz elogios a Aécio</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span id="brtpTexto"><strong>iG &#8211; Ele está em dúvida ou é jogo de cena para adiar colocar a cara a tapa na pré-campanha?</strong></span></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Se estivéssemos falando de junho, julho deste ano, tudo bem. Mas dezembro? Cara a tapa no Natal? No Carnaval? Se o Serra não pode assumir a candidatura, podia colocar alguém para negociar por ele. Nada impede que credencie o Aloysio Nunes Ferreira, o Alberto Goldman (tucanos ligados ao governador paulista). Se chega um cara credenciado, você faz uma reunião e a coisa caminha. Serra não assume nem na frente nem por trás das cortinas.</p>
<p><strong>iG &#8211; Não é para prejudicar o Aécio? Afinal, quanto mais tempo passar, pior para o governador mineiro.</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; O Aécio diz isso. Mas na hora em que ele puxou a data para dezembro, dizendo que era a data-limite dele, acabou forçando o Serra para dezembro. Quando o Aécio disser que não é mais candidato à Presidência e disputará o Senado, o candidato inevitavelmente será o Serra, aceitando ou não. O PSDB não tem outro nome.</p>
<p><strong>iG &#8211; O Aécio não se coloca em um papel secundário ao anunciar uma possível candidatura ao Senado?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Acho que não. Ele acelerou o processo. Deu um xeque de rainha. Na quarta-feira (dia 11), ele reuniu a bancada mineira, incluindo gente do PT, e pelo que fui informado o clima é de alguém que continua testando a hipótese de candidatura presidencial. Ninguém pode imaginar que um candidato de oposição vai largar na frente com 40%. Só se fosse um líder carismático, coisa que o Serra faz questão de não ser. Acho que o Serra pode partir com 30%, e o Aécio pode estar com 18% a 20%. É uma diferença extremamente aceitável. O Serra tem gordura com 40%, 35%. O Aécio, não. Com a capacidade agregadora do Aécio, coloca-se uma dúvida na cabeça daqueles que querem o poder. Os tucanos não estão convencidos de que a hipótese de Aécio vencer é maior do que a de o Serra vencer. No dia em que internamente o PSDB chegar à conclusão, não há dúvida de que se mexerá no quadro.</p>
<p><strong>iG &#8211; O DEM aceita chapa pura tucana?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Só com o Aécio na chapa. Como cabeça ou como vice. Mas podemos ficar de fora da chapa. O DEM quer poder, quer espaço, quer ministérios, como todo partido deseja. E Serra e Aécio são os dois nomes nacionalmente mais fortes. Eles juntos ficam fortíssimos.</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td align="right"><span style="font-size: xx-small;">André Durão</span></td>
</tr>
<tr>
<td><img style="width: 250px; height: 169px;" src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/92/92/92/7165394.cesar_maia_169_249.jpg" alt="Cesar Maia critica a demora do PSDB" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p align="center"><span style="font-size: xx-small;">Cesar Maia critica a demora do PSDB</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span id="brtpTexto"><strong>iG- Isso está sendo negociado com o DEM?</strong></span></p>
<p>Cesar Maia &#8211; O DEM já disse com todas as letras. Não sendo os dois juntos, preparem-se para escolher o vice. No DEM não dá para escolher o candidato no dedão. É claro que temos de saber do candidato escolhido qual, daqueles nomes apontados pelo DEM, provocaria incômodo. Mas não há espaço no DEM para escolher no dedo. No tempo dos três grandes cardeais, Marco Maciel, Antonio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen, havia o poder de veto, mas hoje não há cacique no DEM.</p>
<p><strong>iG &#8211; Com o cenário desenhado hoje, qual a chapa com maior viabilidade eleitoral?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; É difícil dizer. São muitos fatores envolvidos. O Aécio mobiliza realmente o PMDB? O partido vai rachar mais com o Serra ou com o Aécio? O PMDB se sente parte do governo Lula, como se sentiria em parceria com o governo Aécio, ou se sente “eduardocunhamente” falando (referência ao deputado Eduardo Cunha, do PMDB fluminense), com capacidade para, pela força de negociação, entrar a fórceps no governo Lula? É difícil fazer previsão no momento o que vai acontecer. Por isso, os tucanos têm de resolver o problema deles. Ainda hoje o PSDB acha que as pesquisas antecipam resultado da eleição. Estão nessa linha. Mas se não resolverem logo, vão para uma loteria.</p>
<p><strong>iG &#8211; Mas qual a preferência do DEM?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Uma pesquisa publicada no O Globo, ouvindo os parlamentares do DEM, mostrou que a maioria prefere o Aécio como candidato, mas acha que o Serra será o candidato. Do ponto de vista da empatia, acho que seria melhor o Aécio candidato. Ele desarruma mais o lado do governo. Tem uma capacidade política maior. Mas essa decisão é um problema do PSDB. Outra coisa: é preciso lembrar que esse país é continental, e o Serra não tem mais 48 anos. O Serra tem uma característica muito distante. Meus contatos com ele são sempre técnicos, temáticos, embora ele tenha aprendido até a sorrir. O que é o twitter dele? Uma tentativa de humanizá-lo.</p>
<p><strong>iG- O senhor fala que os temas de campanha dependem dos candidatos envolvidos. A questão do velho x novo só entra com o Aécio?</strong></p>
<p>Cesar Maia - Quando a Dilma diz “o governo dá de 400 a zero no governo Fernando Henrique”, é porque algum politólogo diz: eles são o velho, o passado. Em 1989, Ulysses Guimarães e Aureliano Chávez tinham 80% do Congresso, 60% do televisão e terminaram deste tamanhinho. O imaginário da população trouxe o novo e o velho. Essa eleição trará mais uma vez? Talvez, sim. E se trouxer o novo e o velho, a Dilma será o novo?</p>
<p><strong>iG- Qual será a agenda da oposição?</strong></p>
<p>Cesar Maia &#8211; Não sei. A oposição não tem nem candidato. E a agenda está colada no candidato.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Serra lembra os &#8220;piores caudilhos&#8221;, diz Cesar Maia</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio
DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP
A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), &#8220;lembra os piores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/_7Iu6s1xPt7c/SfSNB4C7PbI/AAAAAAAAAqw/DRsPJdh99Bc/s400/cesar-maia.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_7Iu6s1xPt7c/SfSNB4C7PbI/AAAAAAAAAqw/DRsPJdh99Bc/s400/cesar-maia.jpg" /><img src="http://independenciasulamericana.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jose_serra.jpg" alt="http://independenciasulamericana.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jose_serra.jpg" width="186" height="202" /></p>
<p><strong>Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), &#8220;lembra os piores caudilhos&#8221; ao avocar para si a decisão sobre a candidatura do PSDB à Presidência.<br />
Hoje, Serra lidera as pesquisas para presidente. Mas, assim como o filho, Cesar Maia elogia o governador de Minas, Aécio Neves. Em entrevista ao portal iG, Maia chamou Serra de personalista. Procurado pela Folha, reiterou as críticas.<br />
&#8220;O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si&#8221;, disse, queixando-se da disposição de Serra de só se manifestar sobre a eleição em março.<br />
Contrariado, Serra não quis comentar a declaração. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou um discurso mais construtivo. &#8220;O esforço agora é juntar todas as energias. A contribuição de Maia é fundamental. E isso implica um discurso de maior colaboração e mais construtivo.&#8221;<br />
Em Alagoas, Aécio defendeu que a escolha aconteça até janeiro e disse que &#8220;gostaria muito&#8221; de ter Ciro Gomes (PSB-CE) -desafeto de Serra- como aliado. Afirmou ser &#8220;concreta&#8221; a possibilidade de Serra não concorrer à Presidência.</p>
<p><em>(CATIA SEABRA)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>No meio do caminho</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/no-meio-do-caminho/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/no-meio-do-caminho/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 14:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Dora Kramer &#8211; O Estado SP
dora.kramer@grupoestado.com.br
Político a gente deve analisar assim: uma coisa é o que dizem em público, outra bem diferente é o que fazem nos bastidores.
Os governadores José Serra e Aécio Neves, ambos pré-candidatos à Presidência da República pelo PSDB, não fogem à regra que nada tem de espúria quando guardados os limites [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/fotos/aecio_serra_fh.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/aecio_serra_fh.jpg" /></h2>
<h2></h2>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Dora Kramer &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>dora.kramer@grupoestado.com.br</p>
<p>Político a gente deve analisar assim: uma coisa é o que dizem em público, outra bem diferente é o que fazem nos bastidores.</p>
<p>Os governadores José Serra e Aécio Neves, ambos pré-candidatos à Presidência da República pelo PSDB, não fogem à regra que nada tem de espúria quando guardados os limites da legalidade e da boa ética na operação da estratégia político-eleitoral de cada um.</p>
<p>Oficialmente, Aécio exige que o partido defina se fará ou não prévias para a escolha do candidato até dezembro. Depois disso, anunciou nesta semana em Brasília, cuidará de &#8220;Minas&#8221; e da própria candidatura ao Senado.</p>
<p>Na véspera, já na capital, durante um compromisso social apresentara o vice-governador de Minas, Antônio Anastásia, aos convidados como candidato a governador. &#8220;E o Hélio Costa?&#8221;, quis saber uma curiosa em alusão às negociações com o ministro das Comunicações, que é do PMDB.</p>
<p>&#8220;Será candidato a senador.&#8221; E o Itamar Franco? &#8220;Também&#8221;, informou o governador. Uma de três: ou dissimulava ou posava de candidato a presidente ou admitia a candidatura a vice, já que só haverá duas vagas de senador em disputa.</p>
<p>Serra, por sua vez, para todos os efeitos externos mantém inamovível a posição de só anunciar uma decisão em março. Na verdade, se pudesse, adiaria para junho. Quiçá julho, para ficar o menos tempo possível exposto à luz do sol e às consequências do sereno. Vale dizer, ao contra-ataque do presidente Luiz Inácio da Silva.</p>
<p>Mas, como entre querências e poderências, há uma distância amazônica, a nação tucana trabalha com o meio-termo e considera o mês de janeiro o marco ideal para o início das tratativas públicas dentro de parâmetros mais próximos da realidade.</p>
<p>Isso não quer dizer que não se movimentem nos bastidores. Cada qual faz o jogo que lhe parece mais conveniente no momento.</p>
<p>Serra organiza seu efetivo, Aécio administra a desvantagem procurando tirar dela as vantagens possíveis, ambos seguram os respectivos radicais e o partido cuida da &#8220;infra&#8221; &#8211; treina 2.500 militantes até dezembro e prepara a abertura de novas &#8220;turmas&#8221; a fim de chegar em julho com 10 mil cabos eleitorais qualificados -, trabalha o mapa das alianças regionais e apaga incêndios, a maioria produto da ansiedade geral pela definição da candidatura.</p>
<p>&#8220;Como Lula antecipou o calendário eleitoral, todo mundo quer entrar na briga logo&#8221;, diz o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, um entusiasta da tese do nem tanto ao mar nem tanto à terra.</p>
<p>Mas e por que não agora, uma vez que a antecipação contribuiria para apaziguar todos os entornos e não falta tanto tempo assim para a data marcada?</p>
<p>Oficialmente, porque é preciso haver um entendimento entre os governadores de São Paulo e Minas construído da maneira mais competente possível a fim de que não haja divisões fatais. Afinal de contas, atrás do cenário da disputa estão os dois maiores colégios eleitorais do País.</p>
<p>Se sem São Paulo não se ganha eleição, São Paulo sozinho &#8211; tendo o Nordeste todo como contraponto a favor do adversário &#8211; também não. E sem a adesão de Minas muito menos.</p>
<p>Essa versão peca por um detalhe: Serra e Aécio não precisam esperar janeiro para fazer o que podem fazer a qualquer tempo, sentar e acertar os termos do acordo.</p>
<p>O complicador crucial é que, diferentemente de Aécio Neves, que está no fim do segundo mandato, o governador de São Paulo ainda não cumpriu nem o primeiro e ainda carrega o passivo de ter rompido a promessa de não deixar a Prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo do Estado.</p>
<p>Se sair de novo com antecedência para fazer campanha eleitoral, teme que a reação do paulista seja ruim, o que prejudicaria o projeto nacional.</p>
<p>Mas, sendo candidato, não sairá de qualquer jeito? Sim, mas se o fizer no prazo legal para representar São Paulo na eleição presidencial terá cumprido a regra do jogo com o eleitorado, que desde o início sabia de suas pretensões nacionais.</p>
<p>Daí a decisão de começar o ensaio geral aberto ao público em janeiro, mas só estrear mesmo o espetáculo em março, último mês antes do prazo final para governantes candidatos deixarem seus cargos.</p>
<p>Chapa puro-sangue? É o que 11 entre dez oposicionistas esperam e 12 entre dez governistas receiam e, por ora, parece a única peça &#8220;de trabalho&#8221; do PSDB, já que nem nas conversas mais reservadas se cogita uma alternativa.</p>
<p>Mas, e se não der, se Aécio se mantiver mesmo irredutível, qual será a saída?</p>
<p>Caso o DEM não esteja jogando com as mesmas cartas, pode haver confusão à vista, pois o tucanato acha que a dobradinha no modelo dos oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso, já deu o que tinha que dar.<br />
<em><br />
Leia a integra da coluna de Dora Kramer no jornal O Estado SP</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Indefinição tucana amarra oposição em 12 Estados</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 11:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Cesar Maia]]></category>
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		<category><![CDATA[Kassab]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

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Os três principais focos de insatisfação são Minas, Rio e São Paulo, que reúnem o maior número de eleitores
Marcelo de Moraes, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
A indefinição da candidatura presidencial do PSDB deixou os partidos de oposição à beira de um ataque de nervos e ameaça causar divisões políticas internas com efeitos nas campanhas regionais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091029/img/nacional.jpg" alt="" width="267" height="472" /></a></p>
<p><strong>Os três principais focos de insatisfação são Minas, Rio e São Paulo, que reúnem o maior número de eleitores</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marcelo de Moraes, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A indefinição da candidatura presidencial do PSDB deixou os partidos de oposição à beira de um ataque de nervos e ameaça causar divisões políticas internas com efeitos nas campanhas regionais. Esse impasse está travando a definição das coligações locais em pelo menos 12 Estados, que aguardam a resolução da candidatura presidencial para desembaraçar suas pendências locais.</p>
<p>Existem graves focos de insatisfação em Minas, no Rio e em São Paulo. Mas há problemas em pelo menos mais nove Estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Pará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Amazonas e Maranhão.</p>
<p>Nos três focos principais, que reúnem o maior número de eleitores do País, as queixas são abertas. Em Minas, o governador Aécio Neves (PSDB) reclama da demora para a escolha do candidato e também do tratamento de indiferença que setores tucanos vêm dando à sua pretensão de concorrer ao Palácio do Planalto.</p>
<p>Outro foco está em São Paulo, onde os tucanos Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes Ferreira desejam ser os indicados para concorrer ao governo, mas precisam aguardar pela definição do futuro do governador José Serra. Eles perceberam a movimentação em torno de uma terceira alternativa como candidato a governador &#8211; o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).</p>
<p>Oficialmente, Kassab nega que participe de articulações a esse respeito, mas a boa aceitação de seu nome em pesquisas de intenção de voto pôs efetivamente essa possibilidade na mesa de discussões.</p>
<p>O terceiro foco de atrito está no relacionamento do PSDB com o DEM, seu principal aliado. O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), tem cobrado publicamente pressa pela definição da candidatura presidencial, avaliando que isso tem provocado dificuldades na montagem das alianças regionais.</p>
<p>Depois de relatar sua &#8220;angústia&#8221; com a situação, Maia foi mais longe e chegou a anunciar a preferência por Aécio, o que irritou o PSDB paulista.</p>
<p><strong>PROTESTOS</strong></p>
<p>Os aliados de Serra se queixam da pressão exercida sobre ele, líder nas pesquisas. Avaliam que o governador tem de ser respeitado na avaliação que tiver sobre o momento mais estratégico para anunciar se concorrerá à Presidência ou não.</p>
<p>Acreditam também que pôr a candidatura imediatamente nas ruas atrairia no mesmo instante a fuzilaria dos governistas, criando o risco de desgaste e queda nas pesquisas.</p>
<p>Esses problemas, reconhecidos por dirigentes do PSDB e do DEM, podem fazer com que a chapa de oposição acabe chegando enfraquecida à campanha, apesar de hoje ter em Serra o líder em todas as pesquisas de intenção de voto. Na prática, existe a preocupação de que essas discussões acabem produzindo conflitos pessoais irreversíveis, que minem a adesão de aliados importantes.</p>
<p>De acordo com um dirigente tucano, não adianta, por exemplo, esperar o apoio de Minas se a candidatura de Aécio for esmagada no processo de definição de quem será o escolhido. Ele completa dizendo que isso deve ser construído numa discussão consensual, sob pena de o eleitor de Aécio se sentir humilhado com esse desfecho e desembarcar da campanha.</p>
<p>Um claro desconforto para o governador mineiro ocorreu com o vazamento de uma pesquisa feita por setores do PSDB em que seu nome foi testado como candidato a vice-presidente de Serra. Aécio cobrou explicações do comando do partido e reagiu duramente.</p>
<p><strong>MAIA</strong></p>
<p>No lado do DEM, a demora na definição da candidatura produz forte insatisfação.</p>
<p>Depois de Rodrigo Maia reconhecer a angústia do partido, ontem foi a vez de o ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM), reafirmar essa preocupação e o reflexo que a indefinição possa ter na conclusão dos acordos nos Estados.</p>
<p>&#8220;O problema de raiz foi o PSDB ter decidido por fazer prévias oficialmente e o processo ir atrasando e prejudicando os ajustes regionais&#8221;, afirmou César Maia ao Estado. &#8220;Na medida em que as regras das prévias não eram conhecidas, era natural e esperado que seus parceiros tivessem opinião a respeito. Algumas publicadas pelo maior destaque de quem as fez e centenas não publicadas pelo menor destaque de quem as fez&#8221;, acrescentou o ex-prefeito.</p>
<p>Essa incerteza vem produzindo ruídos internos para todos os gostos dentro da oposição. Em São Paulo, onde a hegemonia do PSDB vem desde 1994, a simples menção à possibilidade da candidatura de Kassab causou reação irritada dos tucanos, que não admitem abrir mão de encabeçar a chapa para o governo, cedendo a vaga para um político de outro partido, mesmo sendo um aliado direto, como o prefeito.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091029/img/11.2.imagem_serra.jpg" alt="" /></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">&#8216;Tenho nervos de aço&#8217;, reage Serra</span></strong></p>
<p>Indagado sobre pressão, diz que só fica impaciente &#8216;com fila de elevador e banheiro de avião&#8217;</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Silvia Amorim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que tem &#8220;nervos de aço&#8221; para política e as pressões dentro e fora de seu partido para que decida ainda este ano se será ou não candidato à Presidência em 2010 não o abalam. &#8220;Eu tenho nervos de aço em política&#8221;, afirmou.</p>
<p>Depois de se negar a fazer comentários sobre a disputa presidencial, Serra foi indagado se ficava impaciente com os pedidos de antecipação de um anúncio de candidatura do PSDB. &#8220;Minha impaciência é com fila de elevador, banheiro de avião&#8221;, respondeu com risos.</p>
<p>O tucano defende a tese de que o candidato do PSDB seja definido somente em março do ano que vem, quando vence o prazo fixado pela Lei Eleitoral para ele se afastar do governo paulista caso queira disputar o Planalto. Seu concorrente à vaga de presidenciável do PSDB, o governador de Minas, Aécio Neves, disse na terça-feira mais uma vez que espera uma decisão da legenda até janeiro, ou então anunciará sua postulação ao Senado.</p>
<p>Não é a primeira vez que Serra manda um recado público àqueles que defendem uma definição antecipada. Na semana passada, ele fez um desabafo pela internet em seu microblog na rede social Twitter. &#8220;Estou cansado de NÃO responder à pergunta sobre a Presidência&#8221;, escreveu. Até sinalizou que poderá fazer anúncio em primeira mão na própria rede.</p>
<p>Ontem Serra insistiu na defesa da tese de que ainda é cedo para decisões. &#8220;Você sabe se o Ciro Gomes vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Então, por que essa ansiedade?&#8221;, argumentou com os jornalistas. Para ele, &#8220;não há nada definido no Brasil&#8221;. &#8220;E também não há necessidade, porque é muito cedo.&#8221;</p>
<p><strong>PESQUISAS</strong></p>
<p>A resistência do tucano em declarar-se candidato tem uma razão. Ele teme virar alvo dos adversários cedo demais, por isso adia o quanto pode um anúncio de pré-candidatura. O assunto foi alvo de sondagem do PSDB paulista. Pesquisas qualitativas encomendadas pelo partido revelaram que o eleitor tende a ver com antipatia anúncios fora de época de postulações, principalmente quando o candidato está governando.</p>
<p>Serra reclamou ainda do assédio da imprensa. &#8220;Ontem (anteontem) eu fiz um comentário de que é importante o pessoal saber o que nós estamos fazendo na educação e deu primeira página de um jornal porque entenderam que era uma colocação política&#8221;, disse, referindo-se à declaração em que defendeu o uso de realizações de sua gestão para &#8220;colher dividendos políticos&#8221;. &#8220;A gente saber o que nós mesmos fizemos é muito importante para poder explicar, defender e inclusive colher dividendos políticos, o que é legítimo dentro de uma ação governamental&#8221;, afirmara na terça-feira.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://1.bp.blogspot.com/_X6RW9ukeK1g/STFhLTdIrMI/AAAAAAAAD3o/ScfT5uTIzPs/s320/AecioSerraSLim3.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_X6RW9ukeK1g/STFhLTdIrMI/AAAAAAAAD3o/ScfT5uTIzPs/s320/AecioSerraSLim3.jpg" /><span style="font-size: xx-large;"><strong>&#8221;É sempre a mesma fofoca&#8221;,ironiza Aécio</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Ivana Moreira, BELO HORIZONTE</span></h2>
<p>Um dia depois de informar à direção do DEM que pretende desistir de sua pré-candidatura à Presidência caso o PSDB não defina o candidato até o fim de dezembro, o governador de Minas, Aécio Neves, não quis comentar o assunto ontem. &#8220;É a mesma fofoca de sempre&#8221;, brincou com os jornalistas, recusando-se a falar sobre o tema.</p>
<p>O governador deve voltar a falar sobre sua decisão hoje, aproveitando a oportunidade que terá de estar com a imprensa para um ato de governo. O objetivo do mineiro é, antes de se pronunciar publicamente sobre o assunto, avaliar a reação do tucanato diante das notícias sobre seu desabafo com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, anteontem, em Brasília.</p>
<p>Segundo interlocutores do governador, sua preocupação é esperar tempo demais pela decisão do PSDB e acabar tendo de, em março, começar a construir apressadamente sua candidatura ao Senado.</p>
<p>Também tem o caso da sucessão ao Palácio da Liberdade. A equipe do governador acredita que, como candidato à Presidência, Aécio terá visibilidade e capital político para eleger com facilidade seu sucessor. O vice-governador Antônio Anastásia é, até o momento, o candidato natural à sucessão de Aécio. O problema é que o vice continua sendo pouco conhecido da população, como era na eleição de 2006.</p>
<p>Do lado petista, os possíveis candidatos &#8211; o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel &#8211; são nomes com grande apelo eleitoral.<br />
<strong><br />
<span style="font-size: xx-large;">A ESCOLHA DO CANDIDATO A PRESIDENTE DO PSDB!</span></strong></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong> SIMPATIA, COMPETÊNCIA E EQUILÍBRIO FEDERATIVO!</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Cesar Maia (DEM) ex-prefeito de Rio &#8211; Ex-Blog de Cesar Maia 19/10/2009</span></h2>
<p>1. O Globo, deste domingo, publicou grande matéria onde mostra a pesquisa que fez com deputados e senadores do DEM quanto às suas preferências para o candidato à presidente da república do PSDB. Isso se tornou inevitável, na medida em que, por se tratar de uma aliança entre PSDB, DEM e PPS, e o PSDB definir seu candidato por uma escolha prévia, que seus parceiros coligados terminassem por opinar a respeito.</p>
<p>2. Entre os deputados consultados do DEM, Aécio venceu Serra por 27 a 17. Entre os senadores do DEM consultados, Aécio venceu Serra por 6 a 5. A maioria deles, deputados e senadores, acha que o PSDB terminará escolhendo Serra e que este teria mais chance de vencer, hoje.</p>
<p>3.  Os parlamentares do DEM entendem que a escolha do candidato a vice-presidente deverá ser entre um de seus deputados e senadores. Natural, mas compulsório no caso de Aécio não se interessar pela vaga.</p>
<p>4. Na matéria, o presidente do PSDB diz que &#8220;Aécio é extremamente simpático, cordial e cativante. Serra é um grande administrador e tem desempenho nas pesquisas bastante positivo&#8221;. O presidente do DEM diz coisa parecida: &#8220;O Serra tem um histórico que o ajuda muito, foi ministro&#8230; O Aécio teria mais condições de agregar. Serra não agregaria muitos políticos fora de nosso eixo&#8221;.</p>
<p>5. Este Ex-Blog agrega um elemento. A história republicana do Brasil mostra que os três primeiros presidentes civis no início da república estressaram o equilíbrio federativo. Lula, ao se transformar, no final do primeiro governo, de um político de SP em um político do Nordeste, mitigou esse estressamento. Esse será um ponto a ser avaliado em pesquisas: se uma concentração adicional em SP afetaria a percepção do eleitor sobre o equilíbrio federativo.</p>
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		<title>As analises que Serra faz sobre a sucessão presidencial: candidatissimo, prefere aguardar março para ver</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 15:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ardil no jogo da sucessão
Rosângela Bittar &#8211; VALOR
As cartas eleitorais jogadas hoje, a um ano da eleição presidencial, são todas construídas sobre artimanhas e deve-se ponderar seu peso. O que se diz não é, o que é ainda não se diz. A começar da rodada que se inicia com o presidente da República. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O ardil no jogo da sucessão</strong></p>
<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-ROSANGELA_BITTAR.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Rosângela Bittar &#8211; VALOR</span></h2>
<p>As cartas eleitorais jogadas hoje, a um ano da eleição presidencial, são todas construídas sobre artimanhas e deve-se ponderar seu peso. O que se diz não é, o que é ainda não se diz. A começar da rodada que se inicia com o presidente da República. A ação política que Lula comanda pessoalmente determina aos seus arautos propagarem que teme como adversário do PT o candidato Aécio Neves, o governador de Minas, que seria tão sedutor quanto agregador na costura de alianças. Quer fazer crer a campanha da candidata petista Dilma Rousseff que, se for Aécio o candidato do PSDB, até a aliança com o PMDB balançará. O mesmo ocorrerá com o PSB de Ciro Gomes e o PDT de Carlos Lupi e Paulo Pereira da Silva, que, como bons alunos, divulgam que, sendo Aécio o candidato, tudo mudará de figura. O PT, nesta hipótese, coitado, ficará sem seus maiores aliados, inclusive os governadores que têm sua reeleição ancorada na aliança com o partido lulista, como Eduardo Campos , em Pernambuco, e Cid Gomes, no Ceará.</p>
<p>O exagero expõe a armadilha do governo que se prepara para enfrentar e teme, como adversário real, o candidato José Serra, que está em primeiro lugar há meses nas pesquisas de intenção de voto. Realidade também é a que leva o governo a considerar que enfrentará um paredão se a denominada chapa puro sangue, com Serra para presidente e Aécio para vice, se concretizar. Mas o discurso dizendo o contrário acirra a disputa interna no PSDB, motiva o governador de Minas a ver-se rejeitado no seu partido e alimenta nele o sentimento contra a chapa tucana. Esta, sim, o verdadeiro fantasma do governo, que a percebe forte, avaliação que, de resto, fazem os que a desejam dentro do PSDB e do DEM.</p>
<p>Outro jogo que ao se abrir, aos poucos, mostra que não é o que parece é o do Democratas. O DEM tem forçado uma definição do PSDB sobre quem será o candidato a presidente, se Serra ou Aécio, não quer esperar o timing que se impuseram os próprios candidatos a quem interessa a manutenção das duas candidaturas o maior tempo possível. O presidente demista, Rodrigo Maia, deu o ultimato ao PSDB há duas semanas, assumindo posição inequívoca e pública a favor do governador mineiro, com quem se reuniu e a quem levou um grupo da cúpula do partido, insuflando uma posição contra a candidatura do governador paulista. A antecipação do lançamento da candidatura do PSDB, ainda que não oficial, serviria para acalmar os Estados, é o que tem alegado o DEM, onde para fazer alianças e arrumar seu palanque o partido precisa ter a perspectiva real de poder e ver logo em alguém a personificação dessa perspectiva.</p>
<p>Por uma fresta desse jogo já dá para ver que o DEM está nervoso com sua redução, com o fato de estar tendo dificuldades para fazer oposição sozinho no Congresso, ansioso para antecipar a campanha diante do avanço do governo em todos os Estados onde, mostram levantamentos dos partidos, a candidata Dilma já cresceu muito este mês. Para o DEM não importa se Dilma nem assumiu formalmente a candidatura, ela está em plena campanha, com resultados visíveis. O candidato tucano precisa construir discurso e projeto e opor-se à candidata do governo.</p>
<p>Há outras razões que podem se somar a estas mas não podem ser ignoradas na interpretação correta do que verbaliza o DEM, especialmente pelo que defende seu presidente. Evidencia-se um aprofundamento da luta interna no Democratas deixando, de um lado, Rodrigo Maia e, de outro, Gilberto Kassab, o prefeito de São Paulo. Maia reage ao fato de que as aproximações entre Serra e o DEM, para o projeto nacional, tenham se dado a partir do grupo do partido com quem o governador de São Paulo se aliou para as eleições no Estado e na prefeitura. De todas participou o ex-presidente Jorge Bornhausen, de quem a atual cúpula, embora por ele forjada para rejuvenecer e dar sobrevida ao DEM, discorda. Uma das discordâncias, por exemplo, é quanto à declaração de que o DEM pode abrir mão da vice na chapa. Mesmo reconhecendo que a chapa Serra-Aécio seria a melhor, a cúpula do partido queria ter o trunfo da concessão e estar à frente das articulações.</p>
<p>Para este projeto, Maia resgatou a candidatura Aécio e reacendeu o embate interno no PSDB. Seus aliados estão satisfeitos com o resultado, acreditam ter chacoalhado a campanha da oposição, colocado Aécio na disputa e levado Serra a conversar também com o grupo não paulista do partido. A maioria do DEM, 55%, prefere a candidatura Serra, enquanto 35% preferem Aécio, é o que mostrou pesquisa da Arko Advice que, no entanto, foi intencionalmente ignorada neste jogo. A arrumação da disputa nos Estados entrou na história tal qual Pilatos naquela conhecida oração.</p>
<p>Ilude o eleitorado também o PMDB de oposição ao defender que uma antecipação da candidatura Serra, em torno de quem se reúne esta facção, fortaleceria a dissidência do partido nas articulações de alianças estaduais. Enquanto o PMDB governista está oferecendo perspectiva de poder na veia, firmando inclusive uma pré-aliança quando ainda faltam oito meses para a convenção que poderá de fato aprová-la, o PMDB oposicionista nada tem a oferecer. Na verdade, tanto parte do DEM quanto este PMDB ficaram assombrados pelo fantasma produzido na alquimia governamental, o de que Serra poderá acovardar-se diante do crescimento de Dilma e, em março, quando estiver ultrapassado por ela nas pesquisas, desistir da candidatura e buscar a reeleição em São Paulo. Nesse caso ficariam no vácuo porque não haveria mais tempo de retomar a candidatura Aécio.</p>
<p>Existe a possibilidade de Serra desistir da candidatura a presidente? Claro, mas é remotíssima. Forçar uma definição que muitos, inclusive o próprio candidato, consideram um desastre, apenas com base nesta suspeita, porém, é desacreditar totalmente do projeto. Parece claro que, uma vez lançado o candidato de oposição, os partidos deixarão com ele todo o trabalho de opor-se ao governo. Tal candidato seria imediatamente alvo único da campanha governista conduzida por um presidente tão popular quanto destemido, desobediente contumaz às leis eleitorais. Além de concentrar em si o desgaste, a antecipação daria a Serra menos tempo para dedicar-se ao governo de 22% dos eleitores brasileiros, lançando-se numa aventura sem dinheiro, sem equipe, sem exposição obrigatória, sem máquina nacional, na hora inadequada. Às apostas.</p>
<p><strong>Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras<br />
</strong><br />
E-mail rosangela.bittar@valor.com.br</p>
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		<title>DEM veta aparição de Serra em horário do partido na TV</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 15:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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Kassab enviou gravação em que aparece ao lado do tucano, mas cúpula diz que não pode exibir políticos de outra sigla


&#8220;Nunca foi cogitada a participação de tucanos, até porque seria ilegal&#8221;, diz Rodrigo Maia, que tem demonstrado preferir Aécio


CATIA SEABRA &#8211; FOLHA SP 
DA REPORTAGEM LOCAL
A aparição do governador de São Paulo, José Serra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/_cQgkkSBy-x8/SiQEWvnQ7XI/AAAAAAAAAfk/j9GK77EL_rU/s400/serra-charge-tarira1.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_cQgkkSBy-x8/SiQEWvnQ7XI/AAAAAAAAAfk/j9GK77EL_rU/s400/serra-charge-tarira1.jpg" /><img class="alignleft" src="../wp-content/uploads/2009/01/kassab_estadao.thumbnail.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/kassab_estadao.thumbnail.jpg" /><strong> </strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Kassab enviou gravação em que aparece ao lado do tucano, mas cúpula diz que não pode exibir políticos de outra sigla</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>&#8220;Nunca foi cogitada a participação de tucanos, até porque seria ilegal&#8221;, diz Rodrigo Maia, que tem demonstrado preferir Aécio</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">CATIA SEABRA &#8211; FOLHA SP </span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A aparição do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), no programa partidário foi ontem nova causa de desavença na cúpula do DEM. Com a promessa de dois minutos para divulgação de seu trabalho, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, incluiu, na gravação, imagens ao lado de Serra.<br />
O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), no entanto, resiste à participação de tucanos, sob o argumento de que o programa -que irá ao ar nesta quinta- destina-se à promoção dos democratas.<br />
&#8220;Nunca foi cogitada a participação de tucanos, até porque seria ilegal&#8221;, argumentou Rodrigo Maia, negando que a presença de Serra tenha sido objeto de discussão com Kassab.<br />
Segundo ele, as imagens de Serra nem sequer foram enviadas ao partido, pois contrariaria o roteiro apresentado pela produtora GW, encarregada da edição da cota de Kassab.<br />
Mas, segundo democratas, Kassab e Maia discutiram o assunto. Maia pediu que participação de Serra fosse suprimida, alegando que o governador de Minas, Aécio Neves, não teria espaço no programa. Kassab manteve o material intacto.<br />
Outro problema teria sido a decisão de reduzir em 30 segundos a cota reservada a Kassab. Editado na Bahia, o programa é apresentado por Maia.<br />
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e os líderes no Senado, José Agripino (RN), e na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), gravaram participação no horário político.<br />
Para Onyx Lorenzoni (RS), só democratas devem aparecer na TV. &#8220;Como colocar candidatos de outros partidos?&#8221;<br />
Os democratas divergem ainda sobre a divulgação de uma pesquisa que indicaria que a maioria dos deputados do partido e do PPS prefere a candidatura de Serra à Presidência. &#8220;Não fui ouvido&#8221;, disse Caiado.<br />
Esse é mais um capítulo da turbulência iniciada há duas semanas, quando Maia insinuou preferência por Aécio.</p>
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		<title>DEM pressiona para Serra &#8216;&#8217;sair da toca&#8221; imediatamente</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 14:20:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Democratas reclamam que tucano fez costuras eleitorais e, depois, sumiu
Christiane Samarco, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Por trás da pressão do DEM para que o PSDB acelere a escolha do candidato do partido à Presidência, está uma disputa de poder, envolvendo líderes democratas, e a avaliação de que o lançamento da candidatura do governador de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2007/10/serra-chifre.jpg" alt="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2007/10/serra-chifre.jpg" width="447" height="298" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Democratas reclamam que tucano fez costuras eleitorais e, depois, sumiu</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Christiane Samarco, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Por trás da pressão do DEM para que o PSDB acelere a escolha do candidato do partido à Presidência, está uma disputa de poder, envolvendo líderes democratas, e a avaliação de que o lançamento da candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), catalisará as alianças regionais. &#8220;No DEM, ninguém tem dúvida de que o candidato é o Serra. Queremos é que ele saia da toca&#8221;, diz o deputado Alceni Guerra (DEM-PR).</p>
<p>Integrantes do DEM não se conformam de Serra ter aberto a temporada de costuras eleitorais com um acerto bem-sucedido na Bahia, considerado &#8220;impossível&#8221;, e depois ter &#8220;se entocado&#8221;, ausentando-se das negociações em outros Estados.</p>
<p>Foi a ação direta de Serra que consumou a aliança entre o PSDB baiano, do deputado Jutahy Júnior (um aliado local do PT), e o grupo de seu inimigo histórico &#8211; o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (BA), morto em julho de 2007.</p>
<p>O acordo com o DEM dos Magalhães &#8211; o senador ACM Júnior e o deputado ACM Neto &#8211; foi feito em torno da candidatura a governador de Paulo Souto (DEM), com o tucano Imbassahy Júnior para o Senado, sem fechar portas para um entendimento futuro com o PMDB do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. O DEM quer trazer Serra para o jogo eleitoral aberto interessado em montar palanques amplos, que dependem do aval do candidato a presidente. Mas incomoda setores da direção nacional do DEM a autonomia do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que opera nos bastidores em parceria com o ex-presidente do partido Jorge Bornhausen.</p>
<p>Centrada na figura de Kassab e Bornhausen, a regional paulista do DEM tem na interlocução direta com Serra a força para fazer costuras políticas independentes da direção &#8211; algumas a ponto de colocar em risco entendimentos estaduais.</p>
<p>Os serristas dos dois partidos dizem que o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), fica &#8220;surfando&#8221; na onda provocada pelo presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, para cutucar Serra e se cacifar no PSDB. Maia administra a pressão dos candidatos do DEM, aflitos para fortalecer seus palanques com legendas da base governista. Além disso, Maia está preocupado com a reação de Serra, que o classificou como &#8220;um fio desencapado&#8221;, para dar um troco às suas cobranças. &#8220;Apenas levei a público uma angústia que não era particular, era coletiva&#8221;, defende-se o deputado, referindo-se à demora na definição do candidato tucano.</p>
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		<title>Rodrigo Maia não é do bloco do eu sozinho</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 13:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
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		<description><![CDATA[Maria Inês Nassif &#8211; VALOR
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), foi condenado por seus pares menos pelo conteúdo de suas declarações do que pelo fato de tê-las feito. O fato de o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), adiar a sua decisão de ser &#8211; ou não &#8211; candidato à Presidência da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_INES_NASSIF.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Maria Inês Nassif &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), foi condenado por seus pares menos pelo conteúdo de suas declarações do que pelo fato de tê-las feito. O fato de o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), adiar a sua decisão de ser &#8211; ou não &#8211; candidato à Presidência da República tem provocado incômodos coletivos no partido de Maia. O DEM declarou que é aliado do PSDB seja qual for o candidato e propôs-se a abrir mão da vice-presidência de uma chapa, se o PSDB considerar eleitoralmente mais interessante uma chapa puro-sangue, com Serra na Presidência e o governador de Minas, Aécio Neves, na vice, em troca do apoio em seis Estados onde vai disputar o governo com mais chances que os tucanos. As demonstrações de apoio incondicional, todavia, não foram suficientes para fazer o aliado se definir. Com expressão eleitoral cada vez mais reduzida devido ao crescimento dos partidos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Norte e no Nordeste, todavia, suas urgências são maiores do que as de seu parceiro.</p>
<p>O presidente do DEM disse que a oposição está no pior dos mundos porque não tem candidato, enquanto o governo tem candidata, a ministra Dilma Rousseff (PT), e ela avança eleitoralmente. Sem definição do nome nacional, a montagem dos palanques estaduais tem andado devagar, disse o parlamentar. Além disso, avaliou que o melhor candidato seria o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), pelo fato de conseguir transitar em posições que não sejam de simples confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>O problema de Maia ter falado isso é que ele é o presidente do DEM e por ele terão de passar as negociações com o partido de Serra. Nas eleições de 2002, o confronto entre o então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, e o candidato tucano Serra, rachou os aliados e reduziu, em consequência, as chances de vitória do então candidato da situação do governo Fernando Henrique Cardoso. Desde então o DEM, ex-PFL, está apartado do poder e mantém a duras penas uma estrutura partidária com grandes dificuldades de sobrevivência na oposição. O partido encolheu nos últimos sete anos. E tem razões para acreditar que, se por um lado estar com o PSDB é o único caminho de que dispõe no momento para voltar a ser governo, ao mesmo tempo é uma grande parte de seu problema.</p>
<p>Essas não são posições e avaliações minoritárias no DEM. O desconforto com a falta de pressa na definição do candidato tucano é disseminado. E as reticências em relação a Serra se ampliam. Existem razões para isso. As pesquisas que o partido tem feito não autorizam a direção do DEM a imaginar que a candidatura de Serra vá ser um passeio. Não é nada, não é nada, Dilma Rousseff é a candidata de um presidente que tem por volta de 80% da aprovação nas pesquisas de avaliação do governo. Considera-se que o poder de transferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não foi exercido: somente agora, e depois de um tratamento de saúde relativamente longo, Dilma está agindo como candidata, e com uma desenvoltura inesperada para uma neófita em política eleitoral. O poder de Lula sobre o PT e uma disciplina partidária que não é comum, por exemplo, num PSDB, têm agido favoravelmente também no sentido de criar para a candidata palanques relativamente sólidos nos Estados. O fato de o governo ter conseguido formalizar, a quase um ano das eleições, um acordo entre o PT e o PMDB &#8211; mesmo que a direção do PMDB ainda deixe pendente a ratificação da convenção nacional ao acordo &#8211; já é uma façanha. O natural, nessa circunstância, será os índices de intenção de voto em Dilma subirem. Esse é o momento dela, que se aproxima sem qualquer resistência do outro lado, já que a oposição não tem candidato colocado. O outro ponto é que, como depositária da transferência de votos de um presidente popular, Dilma tende a ganhar votos quando a disputa se acirrar e se polarizar. Com base nesse raciocínio, cresce a preferência por Aécio Neves, candidato com menos vocação para o confronto.</p>
<p>A banda governista da disputa andou rápido e o presidente Lula é o melhor eleitor do pleito de 2010. O PSDB pouco andou, apesar das facilidades abertas pelo DEM e pelo PPS, seus aliados declarados. O trunfo da candidatura Serra, que são os votos tucanos em São Paulo &#8211; Estado que tem quase um quarto do eleitorado nacional e onde o PSDB tem uma certa hegemonia -, começa a ser também um incômodo para o DEM. São Paulo é o Estado em que o partido reúne condições de crescer a sua bancada &#8211; sem bancada forte, o partido não conseguirá reassumir o seu protagonismo na vida nacional, mesmo se o PSDB vencer as eleições presidenciais. Todo o esforço eleitoral do DEM, todavia, caminha sobre uma verdade inexorável: os dois partidos se aproximaram tanto ideologicamente que crescem somente à custa do outro. São interesses quase inconciliável os dos candidatos a deputado federal dos dois partidos. Se, do lado do PSDB &#8220;serrista&#8221; de São Paulo, o chefe segura a divisão, do lado não serrista, identificado como partidário do ex-governador Geraldo Alckmin, o conflito está latente.</p>
<p>Alckmin, segundo as pesquisas do DEM, é o candidato com grandes chances de vitória na disputa para o governo do Estado. Outras opções abrem espaço para o PT, que nunca ganhou o governo, ou com candidato próprio, ou apoiando o deputado Ciro Gomes (PSB). O problema é que a vitória de Alckmin tem o efeito colateral de afastar qualquer pretensão política do prefeito da capital. Alckmin vencendo, é quase o fim de carreira de Kassab: o ex-governador disputaria a reeleição em 2014 e abriria espaço para o demista apenas a partir de 2018. Até lá, qualquer projeção que tenha ganhado à frente da prefeitura já terá sumido da memória do cidadão paulista. Um caminho mais seguro poderia ser o de projetar estadualmente o prefeito, lançando-o candidato ao governo e rachando o palanque paulista de Serra, sem chances de vitória, mas produzindo bancada e &#8220;recall&#8221; para as eleições seguintes. O partido elegeu 65 deputados federais em 2006. Na melhor das hipóteses, e somente se Kassab for candidato ao governo, imagina-se fazer o mesmo número no ano que vem. Sem Kassab como candidato, a perda pode ser grande.<br />
<strong><br />
Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail maria.inesnassif@valor.com.br</strong></p>
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