05/07/2009 - 11:28h Lembrança de ontem

03/02/2009
Líder Agripino pede equilíbrio a José Sarney
Fernanda Domingues
Presidente eleito promete ouvir Democratas em decisões importantes

Com o apoio dos Democratas, o senador peemedebista José Sarney (MA) foi eleito, nesta segunda-feira (2), o novo presidente do Senado Federal. Por uma diferença de 12 votos contra o petista Tião Viana (AC), Sarney ocupa a vaga deixada pelo senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) – que assumiu a presidência após renúncia do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Foram 49 votos destinados a Sarney contra 32 a Viana.

“O senador José Sarney chega com uma votação consagradora. A Casa espera moderação, equilíbrio e concórdia. Vivemos um momento difícil e o presidente do Senado precisa ser um intérprete correto do povo brasileiro para discutir os caminhos de como sair dela. Sarney é um homem de diálogo, não é de se render. É maduro, racional e saberá conduzir esta Casa com acerto”, frisou o líder dos Democratas no Senado, José Agripino (RN).

Essa é a terceira vez que Sarney ocupa a presidência da Casa. O peemedebista foi eleito nos anos de 1995 e 2003. Ciente da importância do apoio dos Democratas para sua vitória – a legenda é a segunda maior da Casa –, Sarney garantiu que o partido será ouvido nas principais decisões a serem tomadas pelo Congresso Nacional.

“Nunca tomarei nenhuma decisão sem ter a opinião dos Democratas. Vamos começar um novo momento na Casa. Quero transmitir a todos os senadores do partido minha gratidão e admiração, certo de que terei, da parte do partido, o maior espírito público na solução dos nossos problemas”, ressaltou José Sarney.

Em relação à atuação do ex-presidente Garibaldi Alves, o líder dos Democratas elogiou a conduta do senador potiguar durante os 13 meses em que esteve à frente da Casa. “Como conterrâneo, cumprimento o senador Garibaldi que honrou o Rio Grande do Norte e merece, de nossa parte, os melhores cumprimentos e votos de futuro”, frisou.

Foto: Agência Senado

11/09/2008 - 16:56h Por que a vantagem de Obama não é maior?

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Idelber Avelar – Blog O Biscoito Fino e a Massa

Ao longo da semana passada, as matérias publicadas pela Folha sobre as eleições americanas repetiram um mesmo bordão, a insistente pergunta: por que a vantagem de Obama nas pesquisas não é maior? O objetivo deste post é explicar por que essa pergunta não faz sentido.

Na matéria escrita no domingo (link para assinantes), Fernando Rodrigues afirma: A economia do país está à beira de uma de suas piores recessões, como vários indicadores atestam, mas o candidato governista e republicano John McCain se mantém praticamente empatado nas pesquisas de intenção de voto com o democrata Barack Obama. Uma hipótese para explicar esse possível paradoxo é que a crise econômica tal qual tem sido noticiada na mídia, por causa dos indicadores ruins, ainda não afetou com força uma parcela considerável do eleitorado.

Jisuis, a crise econômica afetou muito mais que “uma parcela considerável do eleitorado”! A taxa de desemprego é a maior dos últimos cinco anos. O número de americanos que viram seus empregos de tempo integral reduzidos a meio horário chegou a 3,7 milhões, a maior cifra desde que o governo começou a computar esta estatística, há 50 anos. Sobre a crise imobiliária, a matéria da Folha afirma que ela fez milhares de pessoas perderem suas casas. Caro Fernando Rodrigues, as perdas de hipotecas não se medem aqui por milhares. Não se medem por dezenas de milhares. Não se medem por centenas de milhares. As perdas de casas nos EUA já há tempos se contam pelos milhões.

Por que, então, não faz sentido se perguntar por que Obama não tem vantagem grande nas pesquisas? A resposta é pateticamente simples: porque assim são as eleições americanas. Sabem qual foi o último candidato a ser eleito com mais de 50% dos votos? Bush pai, em 1988, com 53,4%. Exato, há duas décadas ninguém recebe mais de 50% dos votos aqui. Clinton foi eleito em 1992 com 43% (numa eleição atípica, já que havia um terceiro candidato, Perot, que recebeu 1 de cada 5 votos). Em 1996, numa goleada histórica de Clinton sobre os Republicanos, a diferença foi 49,2% a 40,7% sobre Bob Dole. Em 2000, quando Bush filho venceu joserobertowrightianamente, a diferença em favor de Al Gore no voto popular foi 48,4% a 47,9%. Trata-se de um sistema eleitoral onde cada um dos dois candidatos já entra com 40%. Aqui não existem goleadas de 62 a 38. Goleadas de 62 a 38 são exclusividade de países onde o governo bate recordes históricos de redução da desigualdade social e a única plataforma eleitoral da oposição é falar de grampos telefônicos.

Portanto, toda a indagação sobre o “problema” de Obama não tem o menor sentido. Os números são os esperados e quem conhece a história eleitoral americana sabe disso. Ninguém que conhece o jogo jamais achou que ia ser fácil.

O outro grande serviço que a Folha poderia prestar aos seus leitores é avisar que manchetes como Obama abre 5 pontos, McCain empata com Obama, McCain está um ponto na frente são não-fatos. Como os leitores deste blog já estão carecas de saber, as pesquisas nacionais não significam nada, pois a eleição é indireta. David Plouffe, o competentíssimo coordenador da campanha de Obama, afirmou outro dia numa conversa: “as tracking polls a gente nem olha”.

Segundo os cálculos deste blog, McCain tem, garantidos, 157 votos no Colégio Eleitoral. É a soma de Alaska, Utah, Idaho, Arizona, Wyoming, Dakota do Sul, Nebraska, Kansas, Oklahoma, Texas, Louisiana, Mississippi, Tennessee, Kentucky, Virgínia Ocidental, Alabama, Arkansas, Geórgia e Carolina do Sul.

Obama tem 200 votos sólidos no Colégio Eleitoral: é a soma de Califórnia, Washington, Oregon, Havaí, Illinois, Wisconsin, Vermont, Maine, Maryland, Nova York, Rhode Island, Connecticut, Massachusetts, Nova Jersey, Delaware e o Distrito de Columbia (da cidade de Washington).

Ganha quem chegar nos 270.

São 181 votos indefinidos: a soma de Ohio, Flórida, Pensilvânia, Nevada, Novo México, Virgínia, Carolina do Norte, Montana, Dakota do Norte, Michigan, New Hampshire, Indiana, Colorado, Iowa, Minnesota e Missouri. O mapinha, com o número de votos que cada estado carrega ao Colégio Eleitoral, é este.

As pesquisas nesses 16 estados são as únicas que importam. Em alguns deles, McCain é forte favorito, como em Missouri. Em outros, Obama é forte favorito, como na Pensilvânia. Mas é razoável dizer que em todos eles há alguma chance para ambos.

Em breve, um passeio estado a estado, por esses 16.

06/08/2008 - 22:13h Um guia para as pesquisas eleitorais americanas

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Blog O biscoito fino e a massa

Com a aproximação da eleição americana, é bem provável que cheguem ao Brasil notícias incompletas ou distorcidas a respeito de pesquisas eleitorais. Aconteceu esta semana, com uma chuva de fogos de artifício no blog da Veja, festejando a divulgação da primeira pesquisa Gallup que apontava John McCain na frente de Barack Obama. É provavelmente certo que – por uma série de motivos para serem discutidos outra hora — houve algum movimento nos números durante os últimos dias. Mas em nenhum site de notícias brasileiro vi menção do fato de que se tratava, por exemplo, de uma pesquisa com “eleitores prováveis” (likely voters – LV) e não com “eleitores registrados” (registered voters – RV), o que, acreditem, nesta campanha faz a maior diferença. Em todo caso, que conste que a última Gallup já mostra Obama na frente de novo, por quatro pontos.

Mas o objetivo do post de hoje não é especular sobre os números atuais, e sim oferecer a lista de perguntinhas que acredito que você deve fazer quando vir notícias sobre alguma pesquisa nos EUA. São dicas para quem é, como eu, fanático por pesquisas eleitorais — sempre lembrando que três sites indispensáveis são o Real Clear Politics, o Five Thirty-Eight e o Pollster.

1.Os números se referem a eleitores prováveis ou a eleitores registrados? Os institutos usam diferentes métodos para calcular um “eleitor provável”. Sabe-se, por exemplo, que tradicionalmente os eleitores mais velhos vão às urnas em números mais altos que os mais jovens; que os mais escolarizados votam em maior número que os menos escolarizados; que os brancos comparecem em maior proporção que os negros. Baseados nisso, os institutos de pesquisa ajustam o universo da pesquisa. As pesquisas deste ano baseadas em “eleitores prováveis” tenderão a sub-representar o apoio de Obama. Por quê? Porque não há dúvidas que os jovens, por exemplo, votarão em proporção maior que em anos anteriores. E os jovens favorecem Obama massivamente. Para quem lê inglês e tem paciência de elefante, esta é fonte para entender como os vários institutos selecionam o “eleitor provável”. Ponto para o Gallup, que apresenta seus critérios com mais transparência.

2.Os números foram ajustados para refletir a ausência dos celulares? Todos os institutos de pesquisa já perceberam que a limitação das pesquisas telefônicas a aparelhos fixos dá um quadro distorcido do universo pesquisado. Alguns poucos já criaram algoritmos para tentar levar isso em consideração. Entende-se: a população que abandonou o fixo em favor do celular é predominantemente jovem. A pesquisa num universo de telefones fixos também tenderá a sub-representar o apoio de Obama. Ponto para a Rassmussen, que sacou isso antes e vem tentando calcular com exatidão o impacto dessa variável.

3.Se a pesquisa é nacional, o movimento detectado por ela é notado também nos estados decisivos? Nunca é demais repetir: o voto na eleição americana não é universal direto. Elegem-se delegados estaduais, com o vencedor em cada um levando a totalidade dos votos daquele estado no Colégio Eleitoral. São favas contadas que McCain vencerá em Oklahoma. São favas contadas que Obama vencerá em Connecticut. Estes estados não interessam (sim, o voto de um eleitor desses estados para presidente não vale nada. O meu voto, aqui na Louisiana, por exemplo, tampouco vale nada). A eleição se decidirá no grupo de swing states (estados decisivos) que, este ano, poderíamos reduzir a doze: Nevada, Colorado, Novo México, Missouri, Indiana, Ohio, Michigan, Flórida, Virgínia, Carolina do Norte, New Hampshire e Montana. Algum Republicano muito otimista poderá incluir a Pensilvânia nesse grupo. Acho difícil que Obama perca por lá. Acompanhe especialmente, claro, os estados maiores, com maior número de delegados. Na Flórida, por exemplo, McCain ainda é favorito. Mas uma virada de Obama por lá torna a coisa muito difícil para o Republicano. Praticamente não há mapa de vitória para McCain que não inclua a Flórida. Obama, por outro lado, pode perfeitamente vencer sem a Flórida e mesmo sem Ohio. Segundo o mapa do RCP, linkado acima, 238 votos do Colégio Eleitoral hoje tendem para Obama. 163 tendem para McCain. 137 permanecem indefinidos. Ganha quem chegar a 270.
PS: E vão caindo os mitos, um a um. A campanha de Hillary afirmou incessantemente que Obama tinha um “problema” com eleitores brancos de classe trabalhadora. Na última pesquisa, Obama bate McCain nesse eleitorado 2 por 1. Repetiu-se ad nauseam que Obama não teria o voto latino, porque “latinos não votam em negros”. As pesquisa apontam balaiada de Obama entre os latinos. Muita tinta foi gasta para dizer que Obama faria o Partido Democrata perder o voto judeu. Incrivelmente, Obama tem mais aprovação entre o eleitorado judeu que o próprio Joe Liberman. Alguns poucos fizeram bastante barulho com a previsão de que o eleitorado de Hillary nas primárias não migraria para Obama. Entre os democratas, o nível de apoio de Obama anda por volta dos 84%, não muito longe dos patamares normais, que sempre incluem uns 10 a 12% de defecções.

PS 2: Parece — eu disse parece — que Obama escolherá mesmo o Senador centrista da Indiana, Evan Bayh, como seu candidato a Vice-Presidente. Você leu aqui no Biscoito primeiro. É uma escolha que tem prós e contras. Confirmada, publico uma análise.

PS 3: O Biscoito inagura hoje uma nova coluna aí à esquerda, um “mini-observatório” da imprensa. É um espaço para apontar gafes e erros da nossa imprensa escrita. Contribua, leitor, com indicações diárias. Só erros factuais ou gafes notórias. Nada que demande muita análise.


Escrito por Idelber – O biscoito fino e a massa

23/04/2008 - 00:15h The Bruising Will Go On for the Party, Too

Live Blogging
Hillary Rodham Clinton greeted supporters. (Photo: Jessica Kourkounis for The New York Times)

By ADAM NAGOURNEY – THE NEW YORK TIMES

The Democratic Party may prove to have been the real loser in the Pennsylvania primary on Tuesday.

Senator Hillary Rodham Clinton of New York defeated Senator Barack Obama of Illinois by enough of a margin to continue a battle that Democrats increasingly believe is undermining their effort to unify the party and prepare for the general election against Senator John McCain of Arizona.

That worry was confirmed in exit polls that again highlighted the racial, economic, gender and values divisions in the party that Republicans would no doubt try to exploit if Mr. Obama won the nomination.

Live Blogging the Pa. Returns
Barack Obama greeted residents in West Philadelphia. (Photo: Ozier Muhammad/The New York Times)

To take one example, only 50 percent of Democratic Catholic voters who attend church weekly said they would vote for Mr. Obama in a general election; 25 percent said would vote for Mr. McCain.

“This is exactly what I was afraid was going to happen,” said Gov. Phil Bredesen of Tennessee, a Democrat who has not endorsed anyone in the race. “They are going to just keep standing there and pounding each other and bloodying each other, and no one is winning. It underlines the need to find some way to bring this to conclusion.”

The Democratic Party, so energized and optimistic just a few months ago, thus finds itself in a position few would have expected: a nomination battle unresolved, with two candidates engaged in increasingly damaging attacks. At a time when the Democratic Party would dearly like to turn its attention to Mr. McCain, it now faces at least two more weeks of campaigning — and perhaps considerably more — risking continued damage to the images of both Mrs. Clinton and Mr. Obama.

That said, the fears confronting Democrats could be swept away reasonably soon. Mrs. Clinton still faces immense hurdles to securing the nomination, and it remains possible that her candidacy could come to an end in as little as two weeks, when Indiana and North Carolina vote. Should that be the case, the Democratic Party would presumably have the time and the motivation to heal its wounds.

“We have problems going both ways, but that is going to get healed,” said Joe Trippi, who was a senior adviser to the presidential campaign of John Edwards of North Carolina, who quit the race earlier this year. “If it doesn’t get healed, we have problems.”

Still, the voting patterns on Tuesday underlined what has been one of Mrs. Clinton’s central arguments to Democratic Party leaders in asserting that Mr. Obama would have trouble as a general election candidate. Once again, as in Ohio six weeks ago, he is struggling to win support from the kinds of voters that could be critical to a Democratic victory in the fall. Mrs. Clinton posed the question bluntly on Tuesday.

“Considering his financial advantage, the question ought to be, why can’t he close the deal?” Mrs. Clinton said outside a polling place in a northern suburb of Philadelphia. “Why can’t he win in a state like this?”

Mr. Obama continues to hold a lead over Mrs. Clinton in the total popular vote cast, as well as in pledged delegates. Those factors will weigh heavily on the superdelegates, elected Democrats and party leaders whose votes will be needed to give Mrs. Clinton or Mr. Obama the 2,025 total to claim the nomination.

Still, there were some worrisome signs for Mr. Obama after what has been several rough weeks for him on the campaign trail. At the least, he would have some work to do going into the fall if he wins the nomination, a point made even by his supporters.

“The negative attacks have had a little damage,” said Gov. Bill Richardson of New Mexico. “I do believe it’s recoverable, mainly because of his theme of unity and bringing people together. But it has brought a little bit of damage.”

Mr. Richardson, reflecting the general concern among Democrats about the campaign, added: “I also believe Senator Clinton’s negative attacks have hurt her as well, as recent polls have shown.”

The results of the exit poll, conducted at 40 precincts across Pennsylvania by Edison/Mitofsky for the television networks and The Associated Press, also found stark evidence that Mr. Obama’s race could be a problem in the general election. Sixteen percent of white voters said race mattered in deciding who they voted for, and just 56 percent of those voters said they would support Mr. Obama in a general election; 27 percent of them said they would vote for Mr. McCain if Mr. Obama was the Democratic nominee, and 15 percent said they would not vote at all.

After weeks in which Mr. Obama was pressed to explain what his opponents sought to characterize as disparaging remarks about gun owners and church-goers, Mrs. Clinton defeated him among those voters.

About 15 percent of Democratic voters said they would vote for Mr. McCain over Mr. Obama in a general election. Mrs. Clinton defeated Mr. Obama overwhelmingly among Catholics, a constituency that will be critical in states like Ohio and Pennsylvania.

“There are issues people raise about him, and there are also issues they raise about Senator Clinton,” Mr. Bredesen said. “They both have great strengths and they also have weaknesses. The sooner it is we end this and try to figure out how to address those weaknesses, the better.”

Mrs. Clinton was quick to vow that she would push on to the next big races in Indiana and North Carolina. Yet if the outcome threw her enough of a line to keep going, it probably did not do much to help her accomplish two of her top goals: narrowing Mr. Obama’s overall lead in the popular vote, or his lead in delegates elected in caucuses and primaries to date.

But Mrs. Clinton faces some tough obstacles. Her campaign is effectively out of money, and the results Tuesday may not make it that much easier to raise money

“She needed a big win because a big win might spark the $30 million or $40 million coming into her that she is going to need to compete in Indiana, North Carolina, Oregon and West Virginia,” Mr. Trippi said.

Megan Thee, Marjorie Connelly and John M. Broder contributed reporting.

22/04/2008 - 23:03h Hillary vence em Pensilvânia e o suspense continua…

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L'image “http://graphics8.nytimes.com/images/2008/04/22/us/politics/22liveblog1.fs.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.Os resultados obtidos por Hillary Clinton na Pensilvânia foram uma vitória clara da senadora (55% para ela, contra 45% para Obama) e porém, será provavelmente insuficiente para reverter o favoritismo de Barack Obama e obter a investidura do partido Democrata. Agora provavelmente ela não desistirá e muito dependerá do voto nos Estados de Indiana e Carolina do Norte em 6 de maio, onde estarão em jogo 218 delegados e posteriormente na disposição dos super-delegados durante a própria convenção.

Por enquanto, e sem contar os delegados eleitos esta noite em Pensilvânia, segundo calculo do jornal The New York Times, Obama já obteve no país 1,418 delegados enquanto 1,250 foram para Hillary Clinton (em votos de eleitores, Obama abriu uma diferença de 700 mil votos sobre Hillary. Um pouco menos, 600 mil, com os resultados de hoje). O candidato vencedor será quem obtiver 2,024 delegados no final das primárias do Partido Democrata.

Com os resultados de hoje e se obtiver uma vitória esmagadora nos Estados restantes, Hillary Clinton poderá tentar levar uma maioria dos super-delegados a preferirem seu nome. Como se vê muitos se no percurso da senadora.

Ao que tudo indica e salvo reviravolta provocada por algum acontecimento inesperado e de muito peso, Barack Obama acabará ungido candidato para enfrentar o Republicano McCain.

As longas primárias Democratas terão sido desgastantes para seu candidato ou ao contrário facilitado a mobilização dos seus partidários?

Hillary Clinton desistirá antes da convenção ou persistira em sua cruzada? Os resultados de Pensilvânia a incitam a continuar a briga até a convenção.

Um será o vice do outro? Poderia ser uma solução para tentar recolar os cacos na divisão partidária.

Os resultados de hoje fizeram crescer as incertezas e adiaram as definições, mas a aspiração a mudança encarnada pelo senador negro já fez dele um vitorioso entre os Democratas e o vento da derrota sopra para o lado de Hillary Clinton, apesar da nítida vitória de hoje.

Talvez este desfecho acabe permitindo aos Republicanos conservar o poder. Nesse caso a “primavera” de Obama terá vivido o tempo de uma primária e acabará com a queda das folhas outonais. LF

06/03/2008 - 12:22h A chance de Hillary: é a política, estúpido

A revista norte-americana, Slate (on line), traz um levantamento do número de delgados acumulados por Obama e Hillary e pensa que, mesmo ficando duro para Hillary Clinton obter a maioria dos delegados e ganhar a nomeação, ainda poderá impor sua candidatura pelo jogo entre os super-delegados. Na política, as recentes vitórias da senadora, permitem recuperar terreno entre os delegados diretamente designados pelas estruturas e também influenciar nas votações que ainda faltam, antes da convenção dos Democratas. Acontece que neste último item Hillary precisaria vencer por amplíssima margem em Pennsylvania e conseguir que sejam reconhecidos os resultados de Florida e Michigan (que em principio não serão contabilizados).

Slate’s Delegate Calculator It only gets harder for Clinton going forward.

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The dust hasn’t quite settled from last night’s festivities, but Clinton almost certainly finished the night better than she started it. She picked up about a dozen delegates in Ohio, according to NBC News and, as of now, is ahead in Texas’ delegate assignments. More nuanced delegate estimates and caucus returns are still trickling in throughout the day, so Obama could still trump her in Texas, despite losing to her in the primary.

We’ve updated our calculator to take last night’s results into account, and the news isn’t good for Clinton. To catch Barack Obama in pledged delegates, she now needs an average margin of victory of 23 points, according to our delegate calculator. That’s more than twice the size of her win in Ohio. If she falls short of this in Pennsylvania, she’s especially out of luck.

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27/02/2008 - 12:48h Obama e Hillary: Nafta, saúde e Iraque no último debate, antes de voto crucial

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da Folha Online

Atualizado às 11h09

Os pré-candidatos democratas à Casa Branca Barack Obama e Hillary Clinton trocaram acusações sobre a saúde, a Guerra no Iraque e a economia –principalmente sobre o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) no debate desta terça-feira.

Foi o debate final entre os dois rivais antes das prévias em Ohio, no Texas, em Rhode Island e em Vermont na semana que vem, quando um total de 370 delegados estarão em jogo.

Os dois pré-candidatos devem fazer campanha em Ohio nesta quarta-feira. Hillary terminará seu dia em Virgínia Ocidental, e Obama deve terminar os atos de campanha no Texas.

Ela precisa vencer nas prévias da próxima semana, depois de 11 derrotas consecutivas para Obama desde a Superterça –as principais prévias da corrida, realizadas em 5 de fevereiro.

Segundo contagem da Associated Press, Obama possui 1.372 delegados contra 1.264 de Hillary. Um total de 2.025 são necessários para assegurar a indicação do Partido Democrata.

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21/02/2008 - 11:46h As Crucial Tests Loom, Clinton Hits Harder

She Says Obama Isn’t Ready to Be President

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Sen. Hillary Rodham Clinton makes a campaign stop Tuesday at Chaney High School in Youngstown, Ohio.
That state and Texas will hold primaries on March 4, and both are do-or-die battles for her.(By Jeff Swensen — Getty Images)

By Anne E. Kornblut and Shailagh Murray Washington Post Staff Writers
Thursday, February 21, 2008; Page A01

NEW YORK, Feb. 20 — Sen. Hillary Rodham Clinton launched a tough new offensive against Sen. Barack Obama on Wednesday, asserting flatly that her rival for the Democratic presidential nomination is not prepared to serve as commander in chief.

“It is time to get real — to get real about how we actually win this election, and get real about the challenges facing America,” the senator from New York told a cheering crowd at Hunter College in Manhattan.

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21/02/2008 - 08:45h A questão

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VERISSIMO

O Globo e O Estado de São Paulo

É difícil imaginar um negro como Barack Obama sendo eleito presidente – do Brasil. Dos Estados Unidos, talvez. Lá um negro já chegou a secretário de Estado, e foi substituído no cargo por uma negra. Desculpe: afrodescendentes. Pelo menos não escrevi ‘um negão como Barak Obama’, ou, para mostrar que não sou racista, ‘um negrinho’. A diferença entre um país e outro é essa. Lá o racismo é uma questão nacional. Aqui uma ficção de integração dilui a questão racial. E se a questão não existe, se ninguém é racista, por que nos preocuparmos com denominações corretas ou incorretas? Só quando a ficção é desafiada, como no caso das cotas universitárias, é que o apartheid que não se reconhece aparece.

Um dos marcos das relações raciais nos Estados Unidos não foi a primeira vez em que um negro interpretou um herói no cinema, provavelmente o Sidney Poitier. Nem a primeira vez em que um negro e uma branca, ou vice-versa, namoraram na tela. Foi a primeira vez em que um negro foi o vilão do filme. Colin Powell e Condoleezza Rice, que chegaram a secretários de Estado, e o próprio Obama, devem suas carreiras a esse vilão histórico, que significou o fim dos estereótipos e a aceitação, sem melindres, de que negro também pode ser ruim, igual a branco. Se a cor da pele não determinava mais que ele fosse sempre retratado como um inferior virtuoso ou uma vítima, também não o descriminava de outras maneiras. Powell e Rice levaram essa reversão de estereótipos ainda mais longe. Os dois são do partido republicano. Como Clarence Thomas, único juiz negro da Suprema Corte americana que também é um dos seus membros mais conservadores.

Claro que a cor da pele vai ser um fator na eleição ou não do Obama, como o fato de ser mulher vai ajudar ou não a Hillary. Por isso mesmo, sua possível eleição seria uma prova dessa transformação da questão racial no país, uma vitória numa guerra por direitos iguais que lá – ao contrário do Brasil – nunca foi disfarçada, ou desconversada. Aqui a miscigenação significou que alguns quase-negros, ou só um pouco afrodescendentes, chegassem ao poder, mas miscigenação entre nós não tem significado integração por vias naturais, e sim apenas outra forma de despolitizar e adiar a questão.

Obama será o candidato dos democratas? Estão comparando sua campanha com a de Bob Kennedy, pelo entusiasmo que provoca numa faixa de idade que não se interessava tanto por política desde a mobilização contra a Guerra do Vietnã. Li que 40% dos americanos que podem votar este ano nunca conheceram outro presidente que não fosse um Bush ou o Clinton, e Hillary seria outro Clinton nessa dança de dinastias. Assim, Obama seria uma novidade em mais do que o sentido racial. Como se precisasse outros.

Na comparação com Bob Kennedy, claro, ninguém ainda lembrou (pelo menos não sem bater na madeira) que aquela novidade terminou numa poça de sangue, no chão de uma cozinha de hotel. Batamos todos na madeira.

20/02/2008 - 19:44h Chelsea et Hillary contre les sexistes, par Corine Lesnes

Chelsea et Hillary Clinton, le 5 février 2008, à New York.

AFP/CHRIS HONDROS
Chelsea Clinton est l’une des découvertes de cette campagne.

LE MONDE

Parlant dynastie, connaissez-vous Chelsea ? C’est l’une des découvertes de cette campagne. Chelsea Clinton, la fille unique de Bill et Hillary Clinton, une jeune femme frêle, que l’on avait quittée en teenager à cheveux gaufrés, effacée, et que l’on retrouve sur les estrades électorales au côté de la candidate démocrate. Entre-temps, elle a fait des études à Stanford, à Oxford, et a pris un job dans la finance, à Wall Street.

Chelsea aura 28 ans dans une semaine. Manifestement, elle n’est pas devenue une party girl, façon Jenna Bush, 26 ans (laquelle s’est d’ailleurs racheté une conduite à l’Unicef). Elle ne tient pas de blog, comme le fait Meghan McCain, 23 ans, qui publie un journal de campagne acidulé, le McCain Blogette. Non, Chelsea Clinton est une jeune femme posée qui fait tout pour éviter les titres des tabloïds. Son boy-friend, Marc Mezvinsky, est un ami de jeunesse qui travaille chez Goldman Sachs. On n’en parlerait pas s’il n’était pas lui aussi un enfant qui a eu à souffrir des frasques de son père (un ancien membre du Congrès qui purge une peine de prison pour détournement de fonds).

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20/02/2008 - 19:38h Barack Obama rolls on

Feb 20th 2008

From Economist.com

Ten successive victories for Barack Obama; Hillary Clinton’s campaign is tottering

ANOTHER week and another painful defeat for Hillary Clinton. On Tuesday February 19th Barack Obama won two more contests for the Democratic nomination. Victories in a primary in Wisconsin and a caucus in Hawaii seal his ninth and tenth victories in a row. Hawaii is small and Mr Obama was born there, so Mrs Clinton might dismiss his runaway 75-24% victory (with 71% of the precincts having reported results). But Wisconsin hurts: it is good-sized swing state that Democrats need to hold in the autumn if they are to beat John McCain. Mr Obama won it by 17 percentage points.

Just as troubling for Mrs Clinton, Mr Obama won it on her ground. Blue-collar voters had previously gone to Mrs Clinton by sizeable margins; this time he split their vote. He also narrowly won among women, a strong block for Mrs Clinton. He won among white males clearly. And he once again piled up big victories among newly enthusiastic young voters, the better educated and higher earners. By a margin of two-to-one, voters in Wisconsin said he was more likely to beat the Republican nominee (certain to be John McCain) in November.

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19/02/2008 - 10:23h Hoje mais primárias nos USA

Hoje tem primárias em vários Estados, elas tem importancia relativa, na medida em que escolhem poucos delegados. Porém, terão um efeito psicológico importante, especialmente entre os Democratas e particularmente para Hillary Clinton. os próximo resultados realmente de peso serão os de 4 de março, uma mini “Super-Terça”.

A seguir alguns elementos das votações de hoje publicadas ontem no Blog sobre eleições americanas, do jornal português Público. LF

Eleições EUA 2008

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

O programa de amanhã (por hoje): Wisconsin, Havai… Washington?!?

A corrida republicana está mais ou menos resolvida, a corrida democrata não se resolverá antes da “mini-terça-feira” de 4 de Março, quando votam os “super-estados” Ohio e Texas.Mesmo assim, amanhã há eleições; sobretudo no estado do Wisconsin, está muito em jogo. Para Hillary Clinton, não é obrigatório um triunfo no Wisconsin – mas é vital pelo menos conseguir um resultado “airoso”, para manter as expectativas de superar Barack Obama na “mini-terça-feira”. Um novo revés por uma diferença muito alargada pode ser fatal para a sua campanha.Do lado republicano, John McCain quer uma vitória expressiva no Wisconsin, que demonstre que o partido está claramente do seu lado; se Huckabee voltar a obter um resultado na ordem dos 40, 45 por cento (ou mais ainda se ganhar), McCain terá de continuar a tentar fazer as pazes com a ala mais conservadora do partido.Eis o “programa” de terça-feira: (mais…)

18/02/2008 - 07:19h USA: Aumenta a divisão entre democratas

Troca de acusações se torna mais dura. Obama tem vantagem em Wisconsin e Havaí

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Marília Martins
Correspondente O Globo
NOVA YORK.

As prévias de amanhã nos estados de Wisconsin e Havaí ameaçam dividir ainda mais os democratas rumo à convenção de agosto.

Depois que Hillary Clinton decidiu partir para o ataque, a guerra de anúncios e de discursos azedou a festa de gala do partido em Milwalkee, Wisconsin, para comemorar seu aniversário de fundação no estado.

Os dois candidatos estiveram na mesma festa e fizeram pronunciamentos repletos de acusações mútuas.

Hillary abriu a noite de sábado acusando Obama de distorcer seu histórico, ao afirmar que ela havia apoiado o Nafta. Obama respondeu pouco depois em tom duro. Disse que Hillary muda de posição de acordo com os ventos políticos e que o plano de saúde da candidata copiou propostas que ele fez na última primavera, acrescentando algo ruim: o fato de ser obrigatório.

No discurso, Obama prometeu um “Patriot Employer Act”, uma lei para recompensar empresas que criem empregos nos EUA.

Superdelegados indefinidos querem negociar acordo

No fim de semana, começaram também as reuniões de líderes do partido democrata sobre o processo eleitoral.

Qual o número decisivo a ser considerado: ter mais delegados eleitos ou deter a maioria no total de delegados, incluindo os superdelegados?

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16/02/2008 - 15:45h Democrats Look to Avoid Convention Rift

Linda Stelter/The Birmingham News, via Associated Press
Senator Barack Obama, center, is now supported by Representative John Lewis, right, a superdelegate, seen with him last year.

By DON VAN NATTA Jr. and JO BECKER

The New York Times

Former Vice President Al Gore and a number of other senior Democrats plan to remain neutral for now in the presidential race in part to keep open the option to broker a peaceful resolution to what they fear could be a bitterly divided convention, party officials and aides said Friday.

Democratic Party officials said that in the past week Mr. Gore and other leading Democrats had held private talks as worry mounted that the close race between Senators Barack Obama and Hillary Rodham Clinton could be decided by a group of 795 party insiders known as superdelegates.

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13/02/2008 - 09:26h “Regra Clinton” nas primárias americanas

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Suzanne Berton ©

Campanha ’suja’ lembra ‘Nixolândia’

Paul Krugman*

Em 1956, Adlai Stevenson, concorrendo contra Dwight Eisenhower, tentou fazer do estilo político de Richard Nixon – candidato a vice-presidente de seu adversário – uma questão. A nação, ele advertiu, estava em risco de tornar-se “uma terra de medo e calúnias; a terra da insinuação maliciosa, da pena venenosa, dos telefonemas anônimos, das fraudes, pressões e atropelos; a terra de esmagar e vencer a qualquer custo. Assim é a ‘Nixolândia’.”

A citação vem de Nixoland, a história política dos anos 1964 a 1972 a sair em breve, escrita por Rick Perlstein, autor de Before the Storm (antes da tempestade). Como mostra Perlstein, a advetência de Stevenson foi vã: naqueles anos os EUA tornaram-se de fato a terra do medo e da calúnia, da política do ódio.

E ainda é. Ultimamente, aliás, até o Partido Democrata parece estar-se transformando numa “Nixolândia”.

A aspereza da disputa pela nomeação democrata é, aparentemente, bizarra. Ambos os candidatos no páreo são inteligentes e interessantes. Ambos têm agendas progressistas (embora eu acredite que Hillary Clinton seja mais séria sobre alcançar um sistema de saúde universal, enquanto Barack Obama demarca posições que solaparão seus próprios esforços). Ambos têm amplo respaldo das bases do partido e são vistos favoravelmente pelos filiados democratas. Os apoiadores de cada candidato não terão problema de apoiar o que for nomeado.

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12/02/2008 - 15:21h Procurando a essência Obama

Barack Obama virou moda, grife e mito. Uma boa parte da mídia o adora e seu simbolismo, o primeiro negro a disputar a presidência dos Estados-Unidos, força a admiração. A revista Vanity Fair le dedica uma extensa reportagem no seu último número, um amplo espaço aos primeiros anos de Obama. Um artigo crítico, mas que contribui a reforçar o mito.


Nos próximos dias Obama será levado ao pináculo, pois ganhará as prévias em vários Estado. Pessoalmente contínuo pensando que Hillary Clinton ganhará a nomeação do partido Democrata e que ela está em melhores condições de vencer o candidato republicano.

Aposto que, se por ventura, Obama ganhar a convenção, ao dia seguinte uma boa parte da mídia começará a encontrar defeitos, hoje silenciados.

Mas para os que Obama interessa, sejam a favor ou contra, vale a pena conhecer seu itinerário, que reproduzo aqui em inglês, pelo tanto acessível aos que entendem esse idioma. LF

Two-year-old Barack Obama

Two-year-old Barack Hussein Obama, in Honolulu, Hawaii, in 1963. His mother, Stanley Ann Dunham, was the white daughter of a Kansas furniture and insurance salesman who moved his family to Hawaii on the eve of statehood. There, she met and married Barack Hussein Obama Sr., a former Kenyan goatherd and the first African student to enroll at the University of Hawaii.From Polaris.

Barack Obama and fellow members of his school’s literary magazine

Barack with fellow members of Ka Wai Ola, a literary magazine at Punahou, in a photo from the Oahuan yearbook. Barack hid his deepest feelings from the wealthy world around him at the school, which had been founded for the children of white missionaries, in 1841, but he let some of them show in his writing.Courtesy of Punahou School.

The 2008 Election

It wasn’t just his father’s dreams that made Barack Obama a contender, but also his mother’s daring, his grandmother’s grit, and his own relentless drive. Don’t miss Todd Purdum’s related feature, “Raising Obama.”

Raising Obama

by Todd Purdum

March 2008

Is he tough enough? That’s the question being asked of Barack Obama. To those who have known the candidate since boyhood, it’s not just those “dreams from my father” that make Obama a contender, but also his mother’s daring, his grandmother’s grit, and his own relentless drive.

Barack Obama

Senator Barack Obama (with Lincoln and King) in his Capitol Hill office. Photograph by Jonas Karlsson. View images of the young Barack Obama.

By the fall of 2002, Barack Obama had been in the Illinois state senate for not quite six years. He was a member of the Democratic minority, representing a swath of Chicago’s South Side. He had done what he could in a state capital where Republicans ruled, and he was ready for a change. As it happened, so were voters in Illinois, who that November put the Democrats back in power in Springfield.

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11/02/2008 - 22:58h Boas notícias da América

Pensata de Kennedy Alencar

A desistência de Mitt Romney, pré-candidato republicano à Presidência dos EUA que abandonou a corrida na quinta-feira (07/02), afunilou de vez e para melhor o processo de escolha dos postulantes à cadeira mais poderosa do mundo. A eleição acontecerá em novembro.

No Partido Republicano, o senador John McCain consolidou-se como o virtual candidato da legenda. Do lado democrata, os também senadores Hillary Clinton e Barack Obama travam uma disputa que parece distante do fim.

Para alguns analistas, Hillary e Obama tendem a protagonizar um duelo algo suicida –um minando o outro enquanto McCain correria sozinho. Exagero. Quem assistiu aos debates entre os democratas viu uma contenda de alto nível. Houve troca de socos abaixo da linha da cintura? Houve. Mas eles não têm sido a regra na luta entre Hillary e Obama –respectivamente, senadores pelos Estados de Nova York e de Illinois.

No Brasil, parte da mídia trata Obama como um fenômeno Collor, um jovem sem preparo que poderia decepcionar na hora de tomar decisões difíceis. Bobagem. Se Hillary soa mais preparada em temas como economia, Obama esbanja mais do que carisma e está longe de ser um aventureiro.

A “obamania” fez bem ao EUA. Jovens antes apáticos voltaram a acreditar na política. Hillary teve de descer do pedestal de candidata favorita. E aprendeu nesse processo. A mensagem de mudança empunhada por Obama passou a integrar a sua campanha. Ela mobilizou seu eleitorado. Arejou sua plataforma eleitoral. Um eventual governo da senadora provavelmente não terá a marca de uma administração de sábios de Washington.

Apesar de favorável à guerra do Iraque, McCain tem idéias progressistas sobre o tratamento aos imigrantes ilegais e ao papel da população latina no país. Ele defende, por exemplo, a regularização dos 12 milhões de ilegais e uma reforma da lei de imigração.

O desafio de McCain será resistir aos apelos para que se incline à direita a fim de obter os votos do tradicional eleitorado republicano. Nessa hipótese, o veterano da Guerra do Vietnã daria um tiro no pé. Não parece plausível que o eleitorado conservador embarque na canoa de um democrata porque o candidato republicano e senador pelo Arizona seria centrista demais. Alguém imagina um desses eleitores votando em Hillary ou Obama?

São boas as notícias das prévias americanas. Hillary, Obama e McCain estão à altura da inegável liderança americana no mundo. Os três parecem aptos a exercer essa liderança de modo positivo, exatamente ao contrário de George W. Bush –presidente por um período de oito anos nos quais os EUA andaram para trás. Com Bush, houve restrição aos direitos civis. Oficializou-se a tortura como método de investigação. E implementou-se uma ineficaz política de combate ao terrorismo baseada em mentiras e que resultou na piora da imagem dos EUA no planeta.

*

Puro palpite

Uma chapa Hillary-Obama, além de provavelmente imbatível, poderia criar as condições internas e internacionais para a permanência do Partido Democrata por 16 anos no poder em Washington. Seria bom para o mundo, para os EUA e para o Brasil.

Não pára em pé essa história de que os democratas seriam presidentes mais hostis aos interesses do Brasil porque mais protecionistas em matéria de comércio. Apesar das boas relações entre Lula e Bush, o presidente americano não fez no âmbito econômico nenhuma concessão relevante ao colega brasileiro. A Alca (Área de Livre Comércio das Américas) não saiu do papel, e as negociações para liberalizar o comércio mundial (Rodada Doha) continuam emperradas.

Já Bill Clinton deu uma ajuda danada a FHC na crise cambial de 1999. Clinton bancou um socorro de mais de US$ 40 bilhões do FMI para evitar a quebra do Brasil em janeiro daquele ano.

Kennedy Alencar, 40, é colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre os bastidores da política federal, aos domingos.E-mail: kalencar@folhasp.com.br

26/01/2008 - 13:07h Crise USA: um novo “NEW DEAL” ou recessão


 

Filas de desempregados na crise de 1929 até o “New Deal” de F.D. Roosvelt

 


Vale a pena ler o artigo de Paul Krugman, sobre o plano Bush para enfrentar a recessão no Estados-Unidos.

Tenho postado aqui no blog vários artigos sobre a crise que insistem num ponto central: só um incremento considerável do gasto público em saúde, educação, distribuição de renda aos mais pobres e ajuda aos Estados e Municípios, pode diminuir ou evitar a recessão da economia norte-americana.


A situação exige um novo “New Deal“, inspirado no seu predecessor implantado por Roosvelt.

Mesmo com o enorme déficit público e o endividamento gigantesco da economia US, o sumiço do crédito e do dinheiro exige injeção massiva de recursos em obras, escolas, hospitais e no bolso dos consumidores.

A alternativa é deixar o mercado se acertar, fazer um PROER para o sistema bancário falido e aguentar os custos da recessão. Um drama social em cernes e um recuo da economia mundial, eis o resultado das orientações que por hora prevalecem nas autoridades monetárias dos Estados-Unidos.

O candidato democrata que encarar o desáfio terá um grande eco na população do país. Mas pelo que diz Paul Krugman o “consenso” leva agua ao moino Republicano.

Luis Favre
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31/05/2007 - 22:41h Crítica demócrata a la propuesta de Bush contra el calentamiento global

Nancy Pelosi, líder de la Cámara de Representantes, aseguró que el plan es un aglutinamiento de viejas soluciones. La iniciativa de la Casa Blanca propone discutir con otros 14 países el nivel de emisiones de gases que producen el efecto invernadero. Pero Washington se negó a firmar el protocolo de Kyoto, donde ya están estudiadas y previstas todas las normas contra el calentamiento del planeta.

Estados Unidos propuso un nuevo plan global contra el cambio climático, ignorando el protocolo de Kyoto, donde ya esta estudiado y previsto todas las normas para luchar contra el calentamiento del planeta. El presidente George W. Bush explicó que su gobierno trabajará a largo plazo con otros países para establecer un nuevo marco sobre las emisiones de gases de efecto invernadero, causantes del calentamiento del planeta. “Mi propuesta es esta: para el fin del año próximo, Estados Unidos y otros países establecerán un objetivo global de largo plazo para la reducción de los gases con efecto invernadero” en consulta con las principales naciones que producen estos gases, incluidos los líderes industriales, dijo Bush.

Para avanzar en el acuerdo, la Casa Blanca convocará una serie de reuniones a la que invitará a 14 países que, junto con Estados Unidos, son responsables del 80 por ciento de la contaminación del mundo.

Bush mencionó específicamente a India y China, aunque en la lista probablemente también estarán Brasil, Australia, Sudáfrica, México, Corea del Sur, Rusia y las mayores economías de Europa.

El primer encuentro tendrá lugar en Washington en el último trimestre del año, según la Casa Blanca. “Nuestras naciones reunirán a líderes empresariales de diferentes sectores de nuestras economías, como generadores de energía, productores de combustibles alternativos y compañías de transporte”, añadió el mandatario estadounidense. Leia mais aqui no portal do jornal Clarín de Argentina