29/06/2009 - 14:00h AGORA dá uma picada na “gestão” Kassab

Editorial do jornal AGORA
A dengue pede carona

É preocupante a notícia de que as equipes de combate à dengue ficaram sem trabalhar na capital por falta de veículos. O serviço foi suspenso no último dia 18 por conta do fim do contrato entre a Secretaria Municipal da Saúde e uma locadora de veículos. Sem carro, 1.800 funcionários ficaram sem ter o que fazer.

A dengue surge com força quando chega o verão, mas o combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir a doença, deve acontecer durante todo o ano. Com temperaturas mais altas, a reprodução do mosquito é favorecida. E aí, se governo e população já não tiverem se preocupado em prevenir o aparecimento do transmissor, pode ser tarde demais.

Mais de 50 mil visitas deixaram de ser feitas com a falta de carros, segundo cálculos do sindicato dos trabalhadores. O problema atinge todas as áreas da cidade.

A secretaria nega que tenha havido prejuízo no combate aos focos de dengue por conta do fim do contrato, mas também não informou o prazo para a normalização do serviço.

É claro que a contratação de empresas pelo poder público tem que ser cuidadosa e dentro dos conformes. Mas é preciso que a prefeitura tenha um planejamento mais eficiente a respeito de contratos que se encerram, sobretudo ao lidar com doenças. Um descuido desses, ainda que por pouco tempo, pode causar prejuízo à saúde da população.

05/03/2009 - 16:40h Balanço parcial indica queda de 40% em casos de dengue no país

Saúde

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O Globo

BRASÍLIA – Os casos de dengue tiveram queda de 40,53% nas seis primeiras semanas do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. O primeiro balanço parcial, divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, mostra que foram notificados 42.956 casos de dengue entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro deste ano, contra 72.234 no mesmo período de 2008. Embora os dados sejam positivos, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de garantir a continuidade das ações e a mobilização contra a doença.

- O fato de termos redução das notificações indica que o combate à dengue deve ser mantido o ano inteiro. Governos federal, estaduais e municipais, em parceria com a população, devem manter-se mobilizados contra a doença – afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna.

” Os dados são positivos, porém, preliminares. Precisamos ter cautela e não dar trégua ao mosquito “

- Os dados são positivos, porém, preliminares. Precisamos ter cautela e não dar trégua ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, uma vez que estamos, neste momento, no período do ano de maior ocorrência de casos no país – reforçou o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta.

O número de casos de dengue caiu em 20 estados e no Distrito Federal. Em seis unidades da federação, houve um aumento de notificações em relação ao mesmo período do ano passado. Esses estados estão em alerta. São eles: Acre, Amapá, Roraima, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.

Embora o Rio de Janeiro tenha registrado queda de 89,79% dos casos de dengue em 2009 em relação a 2008, o estado e municípios fluminenses também estão em alerta contra a doença porque há grande complexidade na região metropolitana da capital, como alta densidade populacional e condições climáticas muito favoráveis à multiplicação do mosquito transmissor da dengue.

15/06/2008 - 23:51h Brasil busca supervacina dos trópicos

País desenvolve imunizante inédito contra malária e febre amarela

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Roberta Jansen – O Globo

Se tudo correr conforme o previsto, dentro de alguns anos o Brasil poderá conseguir vencer um dos maiores desafios mundiais na área da imunologia: o desenvolvimento de uma supervacina tropical contra a febre amarela e a malária, uma das doenças que mais matam no mundo e contra a qual nunca se conseguiu obter um imunizante eficaz.

Uma pesquisa inédita conduzida no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) conseguiu produzir vírus recombinantes de febre amarela que seriam capazes de imunizar também contra a malária.

Uma vacina capaz de proteger ao mesmo tempo contra duas graves doenças que ocorrem em zonas geográficas semelhantes seria um avanço dos mais significativos em termos de saúde pública alcançados no mundo nas últimas décadas. E a idéia de reunir as duas num único produto partiu justamente da constatação de a vacina contra a febre amarela ser uma das mais bem-sucedidas do mundo há décadas enquanto que todas as tentativas de se criar um imunizante para a malária não vão adiante.

Gene do parasita se une ao vírus

Feita a partir de vírus atenuado, a vacina contra a febre amarela é usada com sucesso no Brasil há 80 anos. Foi com ela que o país conseguiu erradicar a doença dos centros urbanos e controlá-la na maior parte do território nacional.

— Atualmente essa é uma das vacinas mais exploradas pelo pessoal que trabalha na área da imunologia — conta a pesquisadora Myrna Cristina Bonaldo, do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do IOC, responsável pela linha de pesquisa. — Por ser tão eficaz, com um percentual de proteção muito alto, as pessoas tendem a estudá-la para entender de que forma um bom imunizante induz uma resposta protetora. Então a nossa idéia é justamente usar uma vacina que tem boa performance para imunizar contra um doença cujos imunizantes até agora não conseguiram proteção.

O desenvolvimento de uma vacina contra a malária representa um grande desafio para os cientistas porque o parasita causador da enfermidade adota diversas formas ao longo do ciclo da doença no organismo humano e apresenta vários mecanismos de escape às defesas produzidas. Além disso, o uso do próprio parasita atenuado como vacina (técnica mais comum na produção de imunizantes) mostrou-se inviável. Os cientistas partiram então para a identificação de moléculas de proteínas do parasita capazes de induzir uma resposta imunológica.

O grupo de Myrna conseguiu inserir no vírus da febre amarela genes do Plasmodium falciparum. Com isso, o vírus recombinante passou a fabricar proteínas do parasita, além das proteínas virais que já produzia. A idéia é que, a exemplo do que ocorre com a vacina simples da febre amarela, uma vez exposto às proteínas do parasita, o organismo tenha capacidade de montar uma resposta imunológica mais eficaz no caso de uma infecção.

— Agora estamos fazendo testes pré-clínicos, vendo como o vírus prolifera e se é eficaz — afirmou Myrna. — Em estudos iniciais com camundongos queremos ver se os animais apresentam uma resposta contra a febre amarela e a malária, se há a formação de anticorpos.

Dependendo dos resultados que obtivermos, começaremos a expandir os testes, inclusive em macacos.

Entre os próximos passos está a obtenção de um vírus recombinante também para o Plasmodium vivax.

O grupo trabalha também, numa linha de pesquisa paralela, com a criação de um outro vírus recombinante, dessa vez para atuar contra febre amarela e dengue. Embora nesse caso os resultados sejam ainda mais incipientes, fica a esperança de, no futuro, se conseguir uma vacina contra as três doenças.

— Potencialmente é possível, mas ainda é muito cedo para falarmos disso — afirmou a pesquisadora.

Mais de um milhão de mortes

A malária é hoje a doença tropical que mais causa problemas sociais e econômicos no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela atinge as áreas mais pobres do planeta, sobretudo na África, produzindo mais de um milhão de mortes por ano — um número que só é inferior ao de óbitos causados pela Aids.

Além de não haver uma vacina contra a doença, os tratamentos disponíveis se encontram muito ultrapassados.

Por se tratar de uma doença que atinge majoritariamente áreas pobres do planeta, os investimentos em pesquisa de drogas e imunizantes são poucos. No Brasil são registrados cerca de 500 mil casos por ano, sobretudo na região amazônica, mas a letalidade é baixa no país, não chega a 0,1% do total.

A malária é uma doença infecciosa que ataca os glóbulos vermelhos do sangue, provocando anemia. Em casos mais graves, bloqueia a circulação, levando à morte.

A doença é causada por protozoários do gênero Plasmodium, introduzidos no homem através da picada do mosquito anófeles.

06/05/2008 - 14:01h Kassab está muito ocupado com a saúde dos tucanos, já com a dos paulistanos…

Gasto de Kassab para equipar Saúde é surreal: zero

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Por: Assessoria do Mandato do Vereador carlos Neder (PT)
A administração do prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi capaz de não empenhar um único centavo em equipamentos para unidades de saúde no primeiro trimestre de 2008. O dado mais surreal dessa história é que recursos não faltaram. A Prefeitura dispunha de dotação de R$ 61,2 milhões, que não foi tocada.
A patente falta de eficiência do governo municipal está contida no Relatório de Acompanhamento Orçamentário e Financeiro do 1º trimestre de 2008, documento produzido pela própria Prefeitura.

Meses de espera

O relatório mostra porque aqueles que utilizam o serviço municipal de saúde são obrigados a esperar meses para realizar uma ultra-sonografia, tomografia ou ressonância magnética. Ou ainda, têm de ser atendidos em gabinetes dentários ultrapassados e sem condições adequadas de uso.

É esta a propalada eficiência técnico-gerencial do governo municipal. Disponibiliza mais de 61 milhões de reais para reequipar a rede e não consegue fazer uma única compra em três meses. Na propaganda, contudo, a gestão Kassab é eficiente. Nos primeiros meses do ano já empenhou a totalidade de recursos, de R$ 4,1 milhões.

Vale lembrar que em 2007 a Prefeitura gastou mais verba publicitária para alardear as AMAs, bandeira eleitoral do prefeito, do que para divulgar campanha de prevenção e combate à dengue, que registrou explosão de casos no ano passado.

05/05/2008 - 12:50h Síndrome de Pinochio contamina secretário municipal de Saúde

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Carlo Collodi, jornalista e escritor italiano do século XIX, conhecido mundialmente pela criação do personagem Pinochio, ficaria horrorizado ao ler o artigo “A saúde pública exige respeito”, publicado pelo secretário municipal de Saúde, Januário Montone; no jornal O Estado de S. Paulo de quarta-feira (30/4).

Com certeza, o boneco de Gepetto não perpretaria enganos propositados como os do secretário no artigo.

Montone afirma que 70% dos gastos totais em saúde da capital vêm do Tesouro Municipal. O secretário não leu os Relatórios de Acompanhamento Orçamentário e Financeiro, elaborado pelo próprio governo municipal, onde se vê que em 2006, esta porcentagem foi de 61%; em 2007, de 60,5%; e no primeiro trimestre de 2008, de 61%.

Um pequeno erro da ordem de 9 a 10% para iludir o leitor do Estadão, fazendo crer que o governo federal não ajuda a capital. Os gastos do governo Lula têm sido crescentes no orçamento municipal, como apontam os relatórios feitos pela equipe do próprio Montone e assinados pelo seu secretário-adjunto, Ailton de Lima Ribeiro.

Os dados da Prefeitura de São Paulo demonstram que o governo Lula foi responsável por 34% dos gastos em 2006 e 36,8% em 2007, com a saúde na cidade. Aliás, Montone não cita em seu artigo que o governo Serra foi responsável por apenas 2,1% do total do gasto em saúde na capital.

“São Paulo aplica bem mais, aliás do que os 15% exigidos pela Emenda Constitucional 29″. Esta é outra informação equivocada passada por Montone no artigo. Em 2006, o total foi de 16,01% (apenas 1,01% a mais) e em 2007 de 16,23% (apenas 1,23% a mais).

A informação sonegada por Montone aos leitores do Estadão é a de que no estado de São Paulo, 50% dos municípios já vêm aplicando mais de 20% de seus orçamentos em saúde, sendo que alguns como Diadema atingem a faixa dos 30%.

É esta a competência tucana e dos demos em São Paulo. Mistificadores de números, tentam iludir a população com falsidades. Não é à toa que gastaram mais em propaganda nas AMAs do que em prevenção da dengue em 2007, quando a Capital teve mais casos desta doença que nos oito anos anteriores somados.

Não aprenderam com um famoso ministro da Propaganda de regime totalitário das décadas dos 1930 e 1940. Por mais que se tente iludir a população com publicidade enganosa, num dia as verdades começam a aparecer.

(As informações são do Blog + Saúde, do vereador Carlos Neder – PT)

28/04/2008 - 18:24h CNT/Sensus: Aprovação do governo ultrapassa índice de 2003. Maioria aprova nova candidatura de Lula

Pesquisa

O Globo

 

Rodrigo Vizeu – O Globo OnlineBRASÍLIA – Pesquisa do Instituto Sensus divulgada nesta segunda-feira pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que maioria aprova uma mudança na Constituição para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa se candidatar a mais uma reeleição. O levantamento indica também um novo recorde de aprovação do governo Lula.


Segundo a pesquisa, 50,4% da população se dizem a favor de uma proposta que permitisse um terceiro mandato. O número de contrários à idéia é de 45,4%. Não souberam ou não responderam 4,3% dos entrevistados. Em entrevista concedida aos jornais do grupo Diários Associados e publicada no domingo o presidente voltou a condenar a idéia do terceiro mandato, dizendo que é “obsceno para a democracia”.

A consolidação da aprovação tem como principal fator o desempenho da economia


Caso existisse a possibilidade um terceiro mandato, 51,1% dariam a vitória ao presidente Lula, enquanto 35,7% prefeririam o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Em uma simulação de votos válidos, a vitória de Lula sobre Serra (58,8% contra 41,2%) seria menos ampla do que foi em 2002 (61,3% contra 38,7%) e em 2006, contra Geraldo Alckmin (60,8% a 39,2%).

Aprovação do governo sobe cinco pontos em relação a fevereiro

O governo do presidente Lula alcançou 57,5% de aprovação em abril, segundo a CNT/Sensus. A aprovação do governo Lula é cinco pontos acima do resultado de fevereiro, quando se registrou 52,7% de avaliação positiva, e mais alto mesmo que o antigo recorde de aprovação: 56,6%, em janeiro de 2003, mês da posse de Lula. Em relação a fevereiro de 2008, o índice de avaliação negativa caiu de 13,7% para 11,3% e o de regular foi de 32,5% a 29,6%.

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A opinião positiva da população sobre o desempenho pessoal do presidente Lula também subiu, de 66,8% em fevereiro para 69,3% em abril. A desaprovação caiu de 28,6% para 26,1%.

- A consolidação da aprovação tem como principal fator o desempenho da economia, a geração de empregos. Há também os programas sociais. Ressaltamos ainda a boa e fácil comunicação do presidente, sintetizada na sigla PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Existe uma sensação de um governo eficiente. Existe a sensação de que o crescimento está ocorrendo por causa dessas obras – analisou o presidente da CNT, Clésio Andrade.

Serra lidera pesquisa de intenção de voto para 2010

A pesquisa também perguntou sobre as intenções de voto dos entrevistados para as eleições presidenciais de 2010. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), estaria em primeiro lugar com 36,4%, em um dos cenários criados pela pesquisa. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) teria 16,9% dos votos, contra 11,7% da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) e 6,2% da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

Em uma hipótese em que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, seria o candidato tucano, Ciro lideraria com 23,5% das intenções de votos, contra 17,5% de Heloísa Helena, 16,4% de Aécio e 7% de Dilma. Caso o PSDB lançasse o ex-governador paulista Geraldo Alckmin, Ciro continuaria na liderança, com 23,2%, contra 17,2% de Alckmin, 16,3% de Heloísa Helena e 7,6% de Dilma.

Em um último cenário, a CNT/Sensus trocou a candidata petista Dilma pelo ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), gestor do Bolsa Família. Neste caso, Serra seria o líder, com 34,2%, seguido de Ciro (17,8%), Heloísa (14,1%) e Patrus (3,8%).

No caso de um segundo turno, a CNT indicou os seguintes cenários: Serra venceria Dilma por 53,2% a 13,6%, Aécio derrotaria a ministra por 32,1% e 18,3%, Serra ficaria com 55,1% contra 8,2% de Patrus e Serra superaria Ciro por 43,7% contra 25,5%.

Dossiê: 51,2% têm conhecimento e 17,4% citam Dilma

A sondagem mostrou que 51,2% da população têm acompanhado ou ao menos ouviu falar do episódio do dossiê com gastos sobre o governo Fernando Henrique Cardoso. 36,4% desconhecem o caso. Dos que estão a par das denúncias, a maioria (21,1%) acredita que a principal responsabilidade da elaboração e divulgação do dossiê é de membros da CPI mista do Cartão Corporativo. A ministra Dilma é citada por 17,4% dos entrevistados. Em seguida aparecem assessores da ministra (13,1%), a instituição Casa Civil (9%) e a Secretaria-Geral da Presidência da República (8,3%).

O levantamento apontou que 57,9% dos entrevistados têm acompanhado ou ouviram falar dos trabalhos da CPI do Cartão. No entanto, 58,1% não acreditam que a comissão vai analisar de forma isenta as denúncias. A maior parte das pessoas (57,8%) defende que o Congresso apure as denúncias de mau uso do cartão tanto no governo do PT quando no do PSDB. 12,7% querem investigação apenas das contas petistas e 6,1% só na gestão tucana. Outros 12,2% são contra que o Congresso investigue as denúncias.

Mas é óbvio que a visibilidade dela (Dilma) influencia. Quem está do lado do presidente Lula e acredita que ele não fez nada, também vai achar que ela não fez nada


Chamou atenção que, em meio à crise do dossiê da Casa Civil sobre gastos do governo FH, a ministra Dilma Rousseff tenha melhorado seus índices em todos os cenários na pesquisa de intenção de voto. Apesar de o maior deles terem sido dentro da margem de erro da pesquisa, Dilma se destacou na hipótese de segundo turno com Aécio Neves, saltando de 14,5% em fevereiro para 18,3% em abril, e no embate com Serra, indo de 9,2% a 13,6%.

- Está na margem de erro, não é possível falar em crescimento. Mas é óbvio que a visibilidade dela influencia. Quem está do lado do presidente Lula e acredita que ele não fez nada, também vai achar que ela não fez nada – afirmou o presidente da CNT, Clésio Andrade.

No caso da pesquisa espontânea, em que não é apresentado aos entrevistados uma lista de candidatos, o presidente Lula lidera com 29,4%. Serra tem 5%, seguido de Aécio (2,9%), Alckmin (2,4%), Heloísa (1,7%) e Ciro (1,5%). Somadas, as demais citações chegam a 3%.

O pesquisador do Instituto Sensus Ricardo Guedes ressalta para o alto índice de pessoas que não souberam responder a pergunta, algo esperado a mais de dois anos da eleição, chegando a 44,5% no caso da pesquisa espontânea e 11,2% no cenário com Serra, Ciro, Heloísa e Dilma.

Dengue: para 43,2%, responsabilidade é da sociedade

Para 43,2% dos entrevistados, o surto de dengue é culpa da falta de atuação de toda a sociedade. A responsabilidade apenas dos moradores é apontada por 32,7% da população, seguido de prefeituras (7,7%), Ministério da Saúde (7,6%) e governos estaduais (4,3%). Para 2,8%, a situação não tem culpados, já que os fatores que levaram ao aumento de casos doença seriam naturais.

Caso Isabella é de conhecimento de 98,2%A pesquisa indica ainda que 98,2% da população brasileira tem conhecimento do assassinato da menina Isabella Nardoni, ocorrido no final de março. Apenas 1,2% afirmaram desconhecer o episódio, contra 0,7% que não soube ou não quis responder. Segundo Ricardo Guedes, pesquisador do Instituto Sensus, esse foi o maior índice de conhecimento sobre algum assunto já registrado na série de pesquisas CNT/Sensus, iniciada em 1998.

Para 71,8% dos entrevistados, a mídia tem acompanhado o caso de forma adequada e com competência. Outros 24,3% acreditam que a cobertura noticiosa tem sido feita de forma inadequada ou incompetente.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre 21 e 25 de abril e entrevistou 2.000 pessoas em 136 municípios de 24 estados do país, em todas as cinco regiões. A margem de erro é de três pontos percentuais.

28/04/2008 - 09:26h Para médico, ricos têm visão equivocada de que não precisam do sistema público

Folha de São Paulo

DA REPORTAGEM LOCAL

L'image “http://www.steril-aire.com.br/images/health.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.Para o médico Gilson Carvalho, especialista em saúde pública, falta dinheiro ao SUS (Sistema Único de Saúde) porque as classes mais ricas pensam que não precisam dele.
São tarefas do SUS o controle de doenças e a vigilância sanitária (fiscalização de medicamentos, alimentos, hospitais e restaurantes). Os procedimentos de hemodiálise, os transplantes de órgãos e a distribuição das drogas de Aids também são pagos pelo sistema público.
“O SUS, ainda que não seja, fica quase classificado como um sistema de saúde de pobres. Falta pressão da classe média e da classe rica em defesa do sistema”, diz Carvalho.
Antonio Ivo de Carvalho, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, concorda: “O Brasil tem êxitos sanitários laureados internacionalmente”.
As falhas, porém, são grandes. O Rio enfrenta hoje a pior epidemia de dengue dos últimos anos. Os salários dos profissionais de saúde são baixos. O governo paga mal pelos serviços. Faltam remédios e leitos nos hospitais. A espera por uma cirurgia pode durar meses.
O médico Gastão Wagner, que foi secretário-executivo do Ministério da Saúde no início do governo Lula, aponta problemas na organização do sistema. Ele diz que a população nem sempre encontra todos os procedimentos médicos porque os hospitais não conversam entre si para dividir o trabalho. Todos, mesmo os vizinhos, acabam oferecendo apenas aqueles procedimentos que são mais bem remunerados pelo SUS. “Trabalham com a lógica do mercado.”
Para Renilson Rehem, secretário de Assistência à Saúde no governo Fernando Henrique, apesar dos problemas, a saúde pública tem melhorado. “Você tem problema de saúde em qualquer lugar.” (RW)

25/04/2008 - 20:10h Investimento no combate à dengue x aplicações financeiras

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Boletim do vereador Paulo Fiorilo (PT)

O balancete de fevereiro divulgado pela Prefeitura ao final da primeira quinzena de abril aponta que no final do primeiro bimestre de 2008 havia R$ 5 bilhões investidos em aplicações financeiras. Por outro lado, no Sistema de Execução Orçamentária, também alimentado pela Prefeitura, os dados indicam que apesar dos recursos guardados, houve pouquíssimo investimento em Operação e Manutenção de Unidades de Saúde, Vigilância Sanitária e Dengue. Até o dia 17 de abril, apenas 8,64% do previsto para gastos com esta dotação foram liquidados. Nos últimos anos, a Prefeitura privilegiou as aplicações financeiras enquanto diversas atividades e programas importantes tiveram uma execução inferior ao que foi previsto e aprovado pela Câmara Municipal. Entre 2005 e 2008, deveriam ter sido direcionados para Operação e Manutenção de Unidades de Saúde, Vigilância Sanitária e Dengue R$ 655 milhões, mas deste montante a Prefeitura liquidou apenas 37,51%, investindo no total R$ 245 milhões. No caminho inverso, a cada mês aumenta o valor aplicado nos bancos, sendo que em janeiro deste ano a evolução foi de 7,58 % e em fevereiro foi de 17,57%. “Não adianta guardar o dinheiro durante três anos e começar a gastar quando a eleição se aproxima. O combate à dengue, por exemplo, não pode ficar para depois. A Prefeitura conta com a sorte e não com o investimento em prevenção, deixando nossa cidade exposta a um possível crescimento da doença. Percebemos que não há planejamento”, avalia Paulo Fiorilo.

23/04/2008 - 19:57h Saúde terceiriza exames e entrega de remédios em SP

Deputados temem que haja descontrole e prejuízo à qualidade do serviço

Fabiane Leite – O Estado de São Paulo

O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, afirmou ontem que a centralização de exames em poucos laboratórios privados é um processo “irreversível” e revelou outras terceirizações em curso em sua pasta, como a de exames de imagem e da dispensação de medicamentos de alto custo, para doenças como hepatite C.

O secretário afirmou que todos os diagnósticos de dengue do Estado passarão a ser feitos por laboratórios privados. “A terceirização está sendo feita de maneira criteriosa, na busca de qualidade e rapidez”, afirmou o secretário durante audiência pública da Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa sobre a terceirização de exames clínicos que ocorre no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e em mais de 30 hospitais ligados ao governo estadual. Os deputados temem que as terceirizações impliquem em descontrole e prejuízos à qualidade dos serviços. Barradas, no entanto, destacou que só exames de rotina (urina, glicemia) têm sido terceirizados, não os de emergência.

Segundo Barradas, quatro entidades filantrópicas reconhecidas como parceiras do Estado contrataram laboratórios privados para fazer exames de sangue e urina gastando cerca de um terço do custo anterior, de R$ 17 por exame, e a mesma qualidade. Os valores, no entanto, são contestados por funcionários do instituto.O Ministério Público já abriu inquérito civil público sobre o caso e solicitou à comissão parecer sobre a terceirização no Emílio Ribas.

O relator do caso na comissão, deputado Uebe Rezeck (PMDB), foi contrário à entrega dos serviços a uma unidade privada ligada à empresa Diagnósticos das Américas.

Pela legislação do Sistema Único de Saúde (SUS), serviços públicos da área só podem ser terceirizados se comprovada a incapacidade do Estado para executá-los. As ações devem ser repassadas preferencialmente a entidades sem fins lucrativos.

Barradas foi questionado ontem por supostamente ter feito as terceirizações desrespeitando a legislação do SUS e a própria lei estadual que abriu a possibilidade de parcerias com entidades privadas na administração de hospitais, a chamada lei das Organizações Sociais do Estado. Em 1998, ela permitiu que o setor privado gerisse hospitais novos do Estado, desde que comprovassem capacidade na área, mas vetou o expediente em serviços já estabelecidos, antigos. Os laboratórios atuais foram escolhidos sem licitação, mas Barradas destacou que foram seguidas recomendações do Tribunal de Contas.

Funcionários do Emílio Ribas protestaram durante a audiência. “Estamos com atrasos em exames do ambulatório e enfermaria”, disse Carlos Frederico Dantas Anjos, diretor clínico do hospital. Ele afirmou que após a terceirização faltam kits mesmo para exames que continuaram a ser feitos na unidade.

21/04/2008 - 19:11h Governo do Estado de São Paulo vai ter que explicar: por que terceirizar Hospital Emílio Ribas ?

Blog De olho nos deputados

O laboratório do Hospital Emílio Ribas, localizado na capital paulista, mas que atende pacientes do todo o Estado, é fundamental para o diagnóstico de doenças como Aids, Hepatite, leptospirose, febre maculosa, tuberculose, doença de chagas, meningite, dengue, malária, difteria, sífilis entre muitas outras, além de realizar pesquisas importantes para a detecção e o controle de surtos de infecções hospitalares.Diante dessa enorme importância e preocupados com a intenção do governo do Estado em terceirizar dos serviços laboratoriais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa recebe nesta terça-feira (22/4), às 14h30, o Secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, para falar do assunto.

Em sua última reunião (25/3), a Comissão de Saúde e Higiene apresentou parecer em resposta ao ofício da Procuradoria Geral de Justiça, enviado aos parlamentares, com questionamento sobre essa terceirização. O relatório dos deputados afirma que a privatização é absolutamente desnecessária, porque o laboratório de análises clínicas do Hospital Emílio Ribas está aparelhado e conta com uma equipe de trabalho altamente especializada, que atende a demanda com eficiência.

Ainda segundo o documento, o desmantelamento do laboratório é injustificável e a desculpa de contenção de gastos não é razão para comprometer a qualidade dos serviços prestados e o controle de doenças infecto-contagiosas.

S. GENEBRA

03/04/2008 - 06:05h ‘Cesar é irresponsável em tudo o que faz‘

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Assessor de Lula manda prefeito cuidar dos mosquitos

Karla Correia – JB

Brasília

cap_jb.jpgO prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, atiçou a ira do assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia ao afirmar, em seu ex-blog, a existência de fotos do assessor no computador do guerrilheiro Raul Reyes, o segundo homem na hierarquia das Farc, morto no mês passado em ação do exército colombiano em território da Bolívia. Marco Aurélio reagiu com irritação. Negou ter visitado qualquer acampamento ou escritório das Farc e criticou as declarações do prefeito, chamando-o de “irresponsável”. Citando matéria do Jornal do Brasil sobre a ausência de Cesar Maia em meio à crise gerada pela epidemia de dengue, o assessor falou para o prefeito “voltar a governar o Rio”.

O avanço da dengue na capital carioca foi o ponto escolhido pelo assessor para atacar o prefeito.

– César Maia que cuide dos mosquitos dele e não me obrigue a falar dele como meu aluno na Faculdade de Economia no Chile – disparou Marco Aurélio Garcia, logo depois de participar de almoço oferecido ao presidente da Eslovênia, Danilo Türk. Questionado se o prefeito carioca teria sido irresponsável em sua declaração, Marco Aurélio aproveitou para subir o tom.

‘Olhem a manchete do JB’

– Ele é irresponsável em tudo o que faz. Olhem a manchete do JB hoje: o prefeito sumiu. O que ele tem de fazer é governar o Rio.

Em seu ex-blog, boletim que envia por correio eletrônico, o prefeito Cesar Maia faz referência a suposta declaração feita pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante sua visita ao Brasil, no mês passado. Na cidade de Recife, Chávez teria chamado atenção para a existência de fotos de Marco Aurélio no computador do guerrilheiro Raul Reyes, o que, de acordo com o assessor da Presidência, não teria passado de uma “piada” do presidente venezuelano.

– Não estive em nenhum acampamento das Farc e, se estivesse, não haveria nenhum problema em dizer porque estaria em missão oficial. Eu não tenho missões extra-oficiais, nem vida clandestina – retrucou.

O assessor especial da Presidência disse, ontem, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer à abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim, mas que isso não significa a adesão do governo brasileiro a um movimento de boicote por conta do conflito entre China e Tibet, país considerado pelo governo chinês como parte do território da China. A violência crescente nos confrontos entre tibetanos e o exército chinês em Lhasa, capital do Tibet, já levou o Parlamento Europeu a admitir medidas de boicote contra a China.

Marco Aurélio disse desconhecer a posição do presidente Lula sobre o assunto e se esquivou de falar sobre um possível boicote do Brasil às Olimpíadas de Pequim. O assessor responsabilizou o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por qualquer decisão sobre a ida de atletas brasileiros aos Jogos Olímpicos e criticou movimentos de boicote.

– Acho sempre complicada essa mistura de política com esportes – disse Marco Aurélio.

03/04/2008 - 03:37h De Boston a Bahía Blanca, em breve

VALOR

O alerta já foi feito pelo Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID). Na página da entidade na Internet, apresenta-se ao país a doença e ensina-se até a pronunciar seu nome em inglês (”Deng-ee”). Antes restrita ao Havaí, a doença está entrando no Texas por meio da fronteira mexicana. Em 2006, foram 104 casos. No ano passado, 488 ocorrências.

Estatisticamente é uma insignificância, mas confirma o vaticínio de epidemiologistas: o aquecimento global do planeta está fazendo o mosquito da dengue expandir-se para as regiões temperadas das Américas. “O que se comenta é que até 2025 teremos casos de dengue de uma faixa de Boston à Bahía Blanca”, afirma Paulo Lotufo, médico que, como diretor do Hospital Universitário de São Paulo, enfrentou o surto epidêmico na cidade no ano passado.

No sentido meridional, foram apenas 49 casos na Argentina no ano passado, mas a doença cresce de maneira exponencial no Paraguai -sem ocorrências até 1998 e com 108,8 episódios por 100 mil habitantes no ano passado. Em todos os países continentais das Américas, a dengue hoje só está completamente ausente do Uruguai e do Canadá.

É a elevação da temperatura, mais que razões de natureza gerencial, o principal vetor para que o mosquito da dengue se alastre pelo mundo. O que se altera, de governo para governo, não é a curva de incidência – crescente na maioria dos países – mas a maneira como se lida com o problema. Para uma doença exótica, da qual os americanos não sabem nem pronunciar o nome e cujo nível de ocorrência é um traço estatístico, já foram reservados no orçamento do ano passado uma verba de US$ 33 milhões para pesquisas. No Brasil, há uma guerra de transferência de responsabilidades.

Dos cinco maiores registros anuais de dengue no Brasil no período entre 1997 e 2006, três foram em anos eleitorais: 1998, 2002 – ocasião em que o país teve 454,8 casos por 100 mil habitantes, um recorde histórico – e 2006. Do ponto de vista médico, não há razão para crer que a dengue siga um ciclo epidêmico quadrienal e partiu do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a afirmação de que não estamos diante de uma coincidência. “Todos os anos quando há disputa eleitoral nos municípios, a guerra contra a dengue perde. Desmobilizam-se programas, demitem-se servidores e faz-se politicagem com uma coisa tão grave”, afirmou Temporão a jornalistas ontem, em uma declaração perigosa.

Impacto eleitoral da dengue é pequeno

O Brasil já registrara mais de mil casos por dia no verão de 2007, ano em que o ministério destinou R$ 68 milhões do orçamento para o programa “Vigilância e Controle da Malária e da Dengue”, sendo que deste total apenas 39% foram pagos, segundo a ONG Contas Abertas.

A execução do Ministério da Saúde também ficou abaixo da média do governo federal em outros programas que poderiam atuar sobre o problema, como o de atenção à Saúde em situações de urgência e emergência, para o qual foram consignados R$ 314 milhões e pagos R$ 91 milhões, uma execução de 29%. No combate à infecção, Brasília passou o bastão para os Estados e municípios, que receberam R$ 821,5 milhões em transferências para ações de vigilância. Agora os responsabiliza pelo desastroso resultado.

A descentralização faz com que Temporão não pague a conta política da epidemia, como José Serra não a pagou quando concorreu a presidente nas eleições de 2002, com 150 mil casos de dengue apenas no Rio. A fatura é enviada para os prefeitos e governadores. Há seis anos, o Rio não é mais o Estado campeão de dengue no Brasil em termos proporcionais, mas o desgaste da prefeitura da capital é grande porque o município não resolve as distorções de seu sistema de Saúde desde a reunificação do Estado em 1975: a cidade conta com uma grande estrutura hospitalar e uma frágil rede de atenção básica.

O sucateamento desta rede e a disputa política entre o Planalto e o prefeito Cesar Maia provocou uma polêmica intervenção federal nos hospitais cariocas em 2005. O ato foi suspenso, por ser inconstitucional, pelo Supremo Tribunal Federal. Mas a crise na Saúde carioca permaneceu e é um dos fatores que marcam uma administração que há muito tempo já perdeu o brilho. Segundo a pesquisa do Datafolha, o percentual de eleitores que considera a gestão de Cesar Maia ruim ou péssima chegou a 43% na semana passada. Mas já havia pulado de 25% para 31% no ano passado.

Para a sorte do prefeito Cesar Maia, os hospitais superlotados, as camas de campanha do Exército e as mortes que se sucedem afundam sua popularidade muito longe do momento eleitoral. O ciclo da doença faz com que a maior parte dos casos ocorram de janeiro a abril, instante em que nem o quadro de candidatos está completamente definido. A candidatura que apóia, da deputada Solange Amaral (DEM), distante dos favoritos nas pesquisas de intenção de voto, já carecia de competitividade antes da eclosão da dengue deste ano. A crise do momento só cristaliza sua inviabilidade.

“A Saúde é motivo crônico de desgaste para a Prefeitura do Rio, mas a epidemia de dengue jamais teve qualquer impacto eleitoral e novamente não deverá ter este ano”, aposta o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Figueiredo lembra que nos últimos anos o nível de competição tanto na eleição para o governo estadual quanto no da capital é baixo: para o Palácio das Laranjeiras, Leonel Brizola (1990), Marcello Alencar (1994), Anthony Garotinho (1998), Rosinha (2002) e Sérgio Cabral (2006) confirmaram o favoritismo. Na capital, a exceção foi a eleição de 2000, em que Cesar Maia conseguiu uma vitória apertada e até certo ponto surpreendente sobre o então prefeito Luiz Paulo Conde. É um sinal de que as maiorias políticas se sedimentam no eleitorado de modo relativamente autônomo a episódios conjunturais.

César Felício é repórter de Política

03/04/2008 - 03:17h Prefeitura SP gastou mais com propaganda de AMAs que com combate à dengue


O vereador Carlos Neder protocolou requerimento de informações à Secretaria Municipal de Saúde para que ela justifique o fato de ter gasto mais dinheiro com a propaganda das AMAs do que com o combate à dengue.


Em 2007, a prefeitura torrou R$ 1,772 milhão para alardear as AMAs. Naquele ano, as despesas da secretaria em campanhas de combate à dengue foram de apenas R$ 1,219 milhão.

 

O prefeito Gilberto Kassab deu prioridade às AMAs, sua principal bandeira eleitoral, justamente no ano em que a dengue explodiu na capital. Em 2007, foram registrados 2.061 casos da doença na cidade. O número é surpreendente. Supera a soma dos oito anos anteriores, que chegou a 2.014.

01/04/2008 - 04:26h DEM em Rio, na pior

Maia tem a sua pior avaliação, diz Datafolha

Pesquisa foi feita nos dias 26 e 27 de março, no auge da crise da dengue; 43% avaliam gestão do prefeito do Rio como ruim ou péssima

25% consideram administração ótima ou boa; entrevistas foram realizadas nos dias 26 e 27 de março, no pico da crise da dengue

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ANTÔNIO GOIS – FOLHA DE SÃO PAULO

DA SUCURSAL DO RIO

No pico da crise de dengue e após uma campanha de boicote ao IPTU na cidade, o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), vê sua avaliação atingir os piores índices no atual mandato.
Segundo pesquisa do Datafolha realizada em 26 e 27 de março, o percentual de cariocas que avaliam sua gestão como ruim ou péssima chegou a 43% -12 pontos percentuais em relação à última pesquisa (de novembro) e de 18 pontos em relação a março do ano passado.
Foi a primeira vez desde que o Datafolha começou a pesquisar sua avaliação neste mandato que o percentual do conceito ruim ou péssimo apareceu à frente das avaliações regular (30%) e ótimo ou bom (25%).
A maior reprovação acontece entre pessoas mais velhas, mais escolarizadas e de maior renda. Entre cariocas com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos, o percentual de respostas ruim ou péssimo chega a 63%. Entre os que têm mais de 45 anos, o percentual é de 51%. Na população com escolaridade superior, é de 50%.
A predominância da avaliação ruim ou péssima, no entanto, é verificada em todas as faixas de renda, idade ou escolaridade analisadas, com uma única exceção: entre os jovens de 16 a 24 anos, o conceito mais citado foi o regular (42%).
Analisando a série histórica disponível do Datafolha desde 93 -quando Maia iniciou o primeiro de seus três mandatos-, em só um período, por 12 meses, o percentual de reprovação se manteve maior que agora.
Em dezembro de 1993, 50% dos cariocas avaliavam Maia com o conceito ruim ou péssimo. Em junho de 1994, esse percentual chegou ao pico de 56% e, em dezembro de 94, ficou em 55%. A partir daí, suas avaliações melhoraram.
O Datafolha entrevistou 644 eleitores em 26 e 27 de março. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.

28/03/2008 - 06:54h Dengue? Atravesse a ponte Rio-Niterói

Opinião de leitor no Blog de Noblat

Se alguém tem dúvidas sobre a responsabilidade da prefeitura [do Rio no caso da epidemia de dengue] que atravesse a ponte Rio-Niterói.

Niterói tem um programa de médico de família implantado há 15 anos, em sucessivos governos do PDT e PT. A vigilância sanitária combate focos de mosquitos da dengue o ano inteiro.

Nenhuma morte foi registrada em Niterói, e a incidência de casos é muito menor do que no Rio (ajustando a proporção entre as populações).

Niterói ainda atende muitos doentes de cidades vizinhas, como São Gonçalo e Itaboraí. Neste ano, há 13 casos de moradores do Rio que recorreram a rede de saúde de Niterói para serem atendidos.

O governo federal é o mesmo em Niterói e na cidade do Rio de Janeiro. Já os prefeitos são bem diferentes.

28/03/2008 - 05:48h Lapidario

Coisas municipais

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Luiz Garcia – O Globo

Para quem não é do ramo, as idas e vindas da política municipal deveriam ser relativamente mais fáceis de entender do que acordos e desacordos federais.

Tem de fazer alguma diferença o fato de que tudo se passa mais perto da gente. Com certeza sentimos com rapidez, na carne e no bolso, as conseqüências de êxitos e acertos, trampas e tramóias dos nossos políticos.

E sempre é importante esmiuçar fatos novos inesperados.

Como a mudança desta semana no quadro de candidatos a prefeito do Rio, com a detonação da candidatura de Eduardo Paes pelo governador Sérgio Cabral, seu padrinho político até outro dia.

Paes tem estrada. Começou como cria do prefeito Cesar Maia, andou pelo Partido Verde, foi vereador e deputado federal pelo PFL, passou para o PTB, voltou ao PFL, andou pelo PSDB e no ano passado aterrissou no PMDB. Em recompensa pelo apoio à eleição de Sérgio Cabral Filho foi nomeado secretário de Turismo e apontado como candidato do partido a prefeito do Rio.

Mas acabou caindo mais depressa do que subira: o governador fez outro dia um acordo com o PT, cujo candidato a prefeito apoiará, em troca da escolha de um peemedebista para candidato a viceprefeito.

O pobre do Paes nem entrou na disputa pela candidatura a vice.

O petista é o deputado Alessandro Molon, cuja biografia inclui pesada oposição ao governo de Rosinha Garotinho. Palmas para ele. O pessoal diz que é reduzida a possibilidade de problemas no PMDB, onde Garotinho e esposa ainda estão acampados. Parece que Sérgio Cabral tem competência política de sobra para neutralizar a dupla, que está em queda livre há muito tempo. Principalmente, depois da comicamente falsa greve de fome do cabeça do casal.

A troca de candidatos no PMDB coincide com o crepúsculo do grupo de Cesar Maia, berço político do detonado Eduardo Paes. E parece ser coincidência mesmo: o prefeito, por decisão inteiramente pessoal e sem nada a ver com a sucessão, há algum tempo desistiu de administrar a cidade, pelo menos de corpo presente. Os munícipes perderam o direito de ver o seu prefeito em ação: podem apenas tomar conhecimento de seus palpites — sobre tudo e qualquer coisa — no blog que ocupa quase todo o seu tempo.

Esta semana, Cesar mostrou que o distanciamento da realidade pode ter preço alto. Ele saiu em campo para negar, com peremptória indignação, que haja surto de dengue no Rio. Simplesmente ignorou as 31 mortes confirmadas no município, onde o total de doentes já passa de 28 mil.

Um administrador público dar as costas à realidade é problema grave. Por esse motivo, entre vários outros, há claros e tristes indícios de que o novo prefeito receberá uma casa bastante desarrumada para administrar.

O que aumenta bastante a nossa responsabilidade na hora do voto. E a dos partidos, na escolha dos candidatos.

26/03/2008 - 22:51h Prefeito Cesar Maia continua negando epidemia de dengue no Rio

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O Globo Online e RJ TV

RIO – O prefeito Cesar Maia, que só vinha dando declarações sobre a dengue por email, falou pela primeira vez à imprensa nesta quarta-feira, no Planetário da Gávea, durante a cerimônia de entrega do Velódromo do Rio ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Apesar de especialistas afirmarem que o Rio vive uma epidemia de dengue, o prefeito nega. Até o início desta quarta-feira, o Estado do Rio de Janeiro já registrava 32.615 casos, sendo 23.555 apenas na capital. Pelo menos 49 pessoas morreram no estado e 31 pessoas na cidade, sendo que 25 eram crianças.

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- O que nós tivemos na cidade do Rio de Janeiro foi principalmente numa região, Jacarepaguá, no final de janeiro, início de fevereiro, indicadores de epidemia. Não tivemos na cidade no Rio nunca esses indicadores – afirma Cesar.

O prefeito também nega demora nas ações de combate ao Aedes aegypti e falou sobre as medidas tomadas pela secretaria de saúde. ( você é a favor da participação das Forças Armadas no combate à dengue no Rio? ).

- Fizemos reuniões sistemáticas diárias, com a equipe de saúde. Isso comecou quando do decreto que criou um gabinete de crise na prefeitura. Essas reuniões são feitas na secretaria de saúde e no gabinete do prefeito. Quando nós identificamos que havia esse vetor de óbito infantil, tivemos que fazer uma treinamento especial para isso. Hoje eu diria que todos os casos que chegam ainda a nível primário, a prefeitura do Rio, nas suas unidades, tem todas as condições de evitar o óbito – garante o prefeito.

Cesar justificou sua ausência da grande mídia quando o surto de dengue na cidade passou a ocupar todos os noticiários.

- Há cinco anos a minha agenda pública é fechada por mim. É uma decisão de caráter político. Eu sou um político muito conhecido e a visibilidade que se consegue com o contato físico coberto pelos meios de comunicação eu não preciso – explica.

Sobre a demora na inauguração do hospital de Acari, o prefeito prometeu solução:

- Nos próximos dias o hospital será aberto. E três, quatro dias depois terá leitos direcionados para o atendimentdo à dengue.

Cesar falou ainda como faz para se proteger do mosquito.

- Eu uso sempre manga comprida, calça comprida. Dentro e fora de casa. Esse é o meu repelente.

O Ministério da Saúde anunciou novas medidas para o combate à dengue na última segunda-feira, entre elas, a contratação temporária de 661 profissionais da área de Sáude. Na terça, o Ministério da Saúde contratou os primeiros 100 profissionais, que já estão distribuídos pelos hospitais do Andaraí, Bonsucesso, Ipanema, Lagoa e Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Nesta quarta, as equipes de emergência recrutadas para atuar nos leitos destinados à dengue nos hospitais federais do Rio de Janeiro serão reforçadas com mais 70 profissionais.

Nesta terça-feira, o secretário municipal de Saúde, Jacob Klingerman, disse que a dengue no Rio vai continuar nos próximos anos por causa das condições climáticas da cidade. Além do Rio, pelo menos outros dois municípios enfrentam surto de dengue ( dengue ameaça turismo no Rio ).

25/03/2008 - 05:36h Prefeitura de Rio picada pela insensatez

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Sem consenso para atacar o ‘Aedes’

Gabinete de crise anuncia medidas emergenciais. Município ainda se nega a admitir epidemia

Duilo Victor – Jornal do Brasil

O gabinete de crise formado pelo Ministério da Saúde para debelar a epidemia de dengue no Estado anunciou ontem o primeiro pacote de emergência, mas depois de que 32.615 foram vitimadas oficialmente pelo Aedes aegypti. De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, as 31 mortes pela doença confirmadas na capital representam um índice de óbitos mais de cinco vezes acima do tolerado pela Organização Mundial de Saúde. Temporão põe a culpa no sistema de atendimento básico da cidade – de responsabilidade do governo municipal. Pela primeira vez, representantes do ministério, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, e o municipal, Jacob Kligerman, sentaram à mesma mesa para debater a epidemia. As divergências entre as esferas de poder, no entanto, continuam explícitas.

– A fragilidade de nossa rede básica, cumpre, com certeza, seu papel no aumento da letalidade da dengue – sentenciou Temporão.

Enquanto o ministro e Sérgio Côrtes, secretário estadual de Saúde, insistiam em falar de epidemia, Jacob Klingerman, secretário municipal, reclamava da chuva, que segundo ele causou a explosão dos casos. Porém, continuava relutante quanto a classificar a situação como epidêmica.

Temporão continuou atacando a prefeitura, o que fez durante todo o dia.

– O número de óbitos no Rio é completamente fora do razoável. A única capital onde o número de casos aumentou foi aqui.

Com o governo do Estado, o ministério planeja aumentar até o fim da semana a rede de atendimento à doença para suportar a carga de 2 mil novos casos por dia. O carro-chefe do pacote será os centros de hidratação – três já foram inaugurados – que não servirão como postos de saúde, mas centros de referência para os hospitais. A ordem é que pacientes com dengue sejam levados para os centro, que terão 660 poltronas de atendimento. As autoridades esperam diminuir a espera na fila, que passa de seis horas em alguns hospitais.

– Apesar da demora, pedimos ao pacientes que não voltem para casa sem atendimento – alertou Côrtes, que vai contratar médicos em regime temporário – Faço um apelo para que pediatras e clínicos-gerais atendam à nossa convocação para a contratação temporária.

Pior momento

O ministro da Saúde informou que o Estado vive o auge da epidemia e que a tendência é de diminuição de casos nas próximas semanas. Outra providência será a distribuição de cartões para todos os pacientes com dengue, para que o serviço de saúde tenha o histórico do paciente. Como a maioria percorre mais de uma unidade de saúde, há mais chance de erros no tratamento.

20/03/2008 - 08:07h Dengue em Rio: Prefeito lava as mãos e culpa hospitais do estado

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Célia Costa e Luiz Ernesto Magalhães – O Globo

O prefeito Cesar Maia (DEM) responsabilizou ontem os hospitais da rede estadual pelo alto índice de mortes provocadas por dengue (29 na capital). Ele afirmou que a maior parte dos óbitos (12, segundo ele) ocorreu em hospitais da rede do estado. No ranking de Cesar, aparecem a seguir a rede privada (6); unidades da prefeitura (6) e federais (4). Um dia depois de o epidemiologista Roberto Medronho, do Núcleo de Saúde Coletiva da UFRJ, analisar a incidência da dengue no Rio nos últimos dez anos e afirmar que a cidade enfrenta uma epidemia desde janeiro, o prefeito voltou a negar a gravidade da situação e alegou que o número de caso está numa curva declinante: — Quando fazemos as correções por amostras e pelos exames laboratoriais, confirmamos que o pico se deu entre fins de janeiro e início de fevereiro.

Nesse momento estamos com curva declinante, que só podemos confirmar em mais uns dias. Mas podemos confirmar desde já que os novos casos de letalidade estão caindo com as medidas adotadas e esta é nossa prioridade máxima.

A Secretaria municipal de Saúde também se recusa a admitir que haja epidemia. Nenhum técnico da secretaria quis comentar a avaliação feita pelo epidemiologista. A Secretaria estadual de Saúde preferiu não comentar as afirmações do prefeito. Para o vereador Carlos Eduardo (PSB), presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, Cesar tenta desviar o foco: — A responsabilidade é da prefeitura, que, se não tivesse falhado na prevenção, não estaria assistindo a tantas mortes. Além disso, a maioria dos casos e das mortes ocorre na Zona Oeste. Com exceção do Hospital Lourenço Jorge (Barra), o atendimento de emergência é feito em unidades do estado.

Infectologista aponta falhas na prevenção O presidente da Sociedade de Infectologia do estado, Jacob Kierszenbaum, disse não ter entendido a classificação por responsabilidades feita pelo prefeito: — O problema é que este é um ano eleitoral, o que interfere na discussão do problema.

Para o infectologista Edmilson Migowsky, da UFRJ, a lotação dos hospitais prova que houve falha na prevenção: — O controle de vetores é uma responsabilidade dos municípios.

Como ele falhou, as emergências lotaram — disse.

O parâmetro usado por Medronho para definir uma epidemia, que é a média histórica de casos nos últimos dez anos, excluindo os anos epidêmicos, é considerado correto por outros especialistas. O infectologista Gustavo Johanson, da Universidade Federal de São Paulo, disse que o cálculo está correto, mas a classificação de epidemia é um critério: — O termo não diz respeito a um número absoluto. É o que ultrapassa o esperado. Eles (a Secretaria de Saúde do Rio) estão sendo tecnocratas e devem considerar que a palavra epidemia dá impressão de que a situação esteja fora de controle.

Para a presidente do Cremerj, Márcia Rosa Araújo, já há uma epidemia: — As portas dos hospitais traduzem isso.

Ontem à tarde, o sindicato dos trabalhadores em saúde do estado (Sindsprev-RJ) acusou a prefeitura de estar planejando centenas de demissões de agentes comunitários de saúde que atuam em comunidades da Zona Oeste, área mais afetada pela doença.

07/03/2008 - 09:39h Dengue está mais letal no Estado de Rio que na epidemia de 2002

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Índice de morte por número de casos no estado de Rio de Janeiro já é 4 vezes maior; somados os não confirmados, é 11 vezes

Célia Costa – O GLOBO

Enquanto autoridades de saúde não definem se o Rio enfrenta uma epidemia de dengue ou apenas surtos isolados, a doença apresenta um dos mais altos índices de letalidade. No estado, em apenas dois meses, ocorreram quatro vezes mais óbitos em relação aos número de casos do que durante todo o ano de 2002, quando foi registrada a maior epidemia da doença, com 288.245 casos e 91 mortes. Em janeiro e fevereiro foram registrados 23 óbitos no estado, e ainda há outros 38 que estão sendo investigados.

Se a comparação for feita com 2002 somando-se todos os casos (na hipótese de eles serem confirmados), este ano está registrando 11 vezes mais mortes do que naquele ano.
No município, em dois meses foram registrados 11.689 casos da doença e 15 mortes — índice de letalidade quase três vezes maior do que a epidemia de 2002, quando ocorreram 140.408 casos e 65 mortes.

O epidemiologista Roberto Medronho, do Núcleo de Saúde Coletiva da UFRJ, considera alto o número de casos de mortes e considera esta epidemia ou surto uma das mais graves.

Em relação às 38 mortes que estão sendo investigadas, Medronho acha que quase a totalidade é de casos de dengue.

— Mesmo as mortes que forem descartadas porque a secretaria não conseguiu detectar o vírus podem ter sido causadas por dengue. Há algumas falhas, previsíveis, na realização de exames que podem confundir — explicou.

Uma das causas da alta letalidade pode ser o aumento da circulação do vírus 2, que vem provocando a forma mais grave da doença, a hemorrágica.

O vírus 2 chegou ao Rio em 1991, quando provocou a mais grave epidemia da doença até então, com vários casos de dengue hemorrágica Das 15 mortes ocorridas na capital, dez foram por dengue do tipo hemorrágico e 11 das vítimas eram menores de 2 a 13 anos. Segundo especialistas, as crianças são mais suscetíveis porque não tiveram contato com o vírus.

Outra peculiaridade deste ano é o grande número de internações.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde, antes eram poucos os que ficavam internados, mas houve um aumento em 2007, principalmente entre as crianças.

O agravamento do quadro de dengue no Rio fez com que o prefeito Cesar Maia criasse ontem uma força-tarefa para combater a doença. Conforme o decreto publicado ontem no Diário Oficial do município, foi formado um grupo de trabalho permanente responsável pela prevenção e controle da dengue na cidade, envolvendo todos os órgãos da prefeitura.

Conforme o decreto, a medida foi tomada justamente devido à reintrodução do vírus do tipo 2 e pela incidência em crianças.

O decreto determina que todos os órgãos apresentem, em até 72 horas, os nomes dos representantes.

Ontem os responsáveis pelo grupo passaram a tarde reunidos e somente hoje falarão sobre as estratégias da nova etapa de trabalho. No último sábado, 500 bombeiros também entraram na batalha contra o Aedes.

02/03/2008 - 10:36h Um saco de maldades contra o Rio

Um surto de dengue e a persistência da tunga nos transportes públicos parecem pragas do Egito


ELIO GASPARI – O GLOBO – FOLHA DE SÃO PAULOaedes_aegypti.jpg

O RIO DE JANEIRO não merece a decadência de serviços públicos que lhe está sendo imposta. Numa só semana, apareceram duas maldades, uma na saúde e a outra nos transportes públicos. Na primeira, aprendeu-se que os casos de dengue no município chegaram a 5.217 em janeiro, um aumento de 367% sobre o o ano anterior. Isso num período em que houve uma queda de 40% nos números nacionais. Neste ano já morreram 14 pessoas de dengue no município. Um desastre dessa magnitude deveria levar os poderes públicos a arrancar os cabelos. Nada.
Esse números são calamitosos. Para preservar vidas, é conveniente lembrar a necessidade de busca de assistência médica ao primeiro sinal de febre. A recomendação vale sobretudo para crianças. A dengue é traiçoeira e pode reaparecer, colocando em risco a vida da pessoa em poucas horas. O pior cenário é aquele no qual o paciente buscou assistência, saiu limpo, a febre baixou e, dias depois, aparecem dores musculares e abdominais. Nesse caso, deve-se ir logo a um hospital.

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A segunda maldade foi o anúncio de que a partir de abril as passagens do metrô custarão R$ 2,60. Em janeiro, os ônibus subiram para R$ 2,10. A falta de uma política pública que integre essas duas redes de transporte está esbulhando o carioca.
A tunga pode ser percebida comparando-se os custos do Rio com os de São Paulo. Começando pelo metrô: como o do Rio não dá desconto aos clientes habituais, a partir de abril o carioca pagará R$ 2,60 por viagem, enquanto o paulistano que compra o pacote de 20 bilhetes pagará R$ 2,10. No Rio, o cidadão que toma dois ônibus para ir trabalhar e outros dois para voltar para casa paga R$ 8,40 por dia. Em São Paulo, isso custa R$ 4,60. Se fizer o percurso com uma perna no metrô, a conta carioca sairá por R$ 9,40. Em São Paulo serão R$ 7,30.
Essa diferença não é uma fatalidade geográfica. Ela decorre de políticas públicas iniciadas em 2004, quando a prefeita Marta Suplicy instituiu o bilhete único em São Paulo. A integração é possível e o metrô carioca transporta 13% de seus passageiros em linhas casadas com ônibus. Hoje essa tarifa está em até R$ 3,30. Quem impede o fim do esbulho é o predomínio da rapina das empresas de ônibus sobre o interesse público.
Ao assumir o governo, Sérgio Cabral prometeu instituir o bilhete único até o fim deste ano. A ver. Faltam dez meses.

09/02/2008 - 13:46h CONCEIÇÃO LEMES: “UM VERDADEIRO CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA”

do Blog de Azenha, Vi o mundo

O texto abaixo nasceu de uma troca de mensagens que tive com a jornalista Conceição Lemes. Tanto quanto eu, ela ficou alarmada com o tratamento irresponsável que a mídia brasileira deu à epidemia de febre amarela, tão real quanto as armas de destruição em massa que até hoje são procuradas no Iraque. Dessa troca de mensagens nasceu a idéia de produzir um texto com o objetivo de fazer o que muitos não fizeram: bem informar o público. Por isso, convoco todos os leitores a disseminá-lo. E todos os blogueiros a reproduzí-lo. Quem quiser, imprima o texto.

Vou contar um causo verdadeiro para explicar que, mesmo que você não acredite, essa internet funciona. Fiz uma entrevista para o site com o dr. Granato, da UNIFESP. Na entrevista, pedi ao médico um conselho: minha mãe, de 83 anos de idade, moradora de Bauru, deveria ou não se vacinar? Minha mãe não lê o meu site. Porém, uma rádio de Bauru capturou o áudio da entrevista e colocou no ar. E minha mãe, ao ouvir a entrevista que fiz com o dr. Granato, finalmente se tranqüilizou e NÃO tomou a vacina, o que ela havia considerado fazer. Portanto, peço a vocês que tratem o artigo abaixo como uma peça de contra-desinformação.

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27/01/2008 - 17:14h ALERTA AMARELO: A GLOBO NOS TEMPOS DA DENGUE E DO APAGÃO ELÉTRICO


Do Blog Vi o mundo de Luiz Carlos Azenha

Atualizado em 21 de janeiro de 2008 às 13:26 | Publicado em 21 de janeiro de 2008 às 13:22

Um leitor deste site deixou nos comentários um texto publicado pelo jornal O Globo em editorial depois da fala do ministro José Gomes Temporão na TV: “As palavras tranqüilizadoras do ministro José Gomes Temporão sobre a febre amarela em cadeia nacional na noite de domingo, tem contra si a baixa credibilidade do governo. Se tantas vezes anunciaram que o apagão aéreo havia acabado, e não era verdade, porque não fariam a mesma coisa com a febre amarela?, pode-se perguntar o brasileiro ressabiado. Diante da maré de descrença, resta a Brasília abastecer postos de saúde com vacinas e não sonegar qualquer informação sobre o que acontecer com a doença.”

(mais…)

17/01/2008 - 09:29h A febre amarela e as palavras ao vento interesseiras do jornal O Globo


O jornal O Globo gosta de dar “opinião” sobre febre amarela

Um surto de rubéola atinge o Estado de São Paulo. O aumento no número de casos é de mais de 300% em relação ao total registrado durante todo o ano passado. Passou de 66 para 286 pessoas infectadas -crescimento superior também à soma dos últimos três anos. Na capital, o aumento foi maior: de 45 casos, em 2006, para 200, até o fim de setembro. A alta é de 344%.
O CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) emitiu alerta em que orienta intensificação das ações de controle da doença, como vacinação, que pode ser feita em qualquer posto de saúde. A transmissão da rubéola ocorre pelo ar.

A doença, mais comum na infância, também atinge adultos e é especialmente perigosa em grávidas- pode causar malformação do feto. A rubéola é causada por um vírus e tem como principais características o aparecimento de urticárias na pele e de ínguas ou caroços.

Em 2007 o Brasil teve 536.519 casos declarados de infecção pelo mosquito da dengue, com várias mortes provocada pela forma mais violenta da doença. No Estado de São Paulo o crescimento da dengue é exponencial, mesmo não constituindo ainda uma situação de epidemia.

O número de casos de febre amarela registrados neste ano no Brasil totalizam 10 casos, 7 de morte até agora. Ainda há 12 em investigação – 1 deles registrado ontem – e 7 infecções. Em 2003, por exemplo, foram computados 64 casos, com 23 mortes.

A febre amarela urbana não é registrada no Brasil desde 1942. As pessoas que adoeceram desde o final do ano foram contaminadas pelo tipo silvestre, em área de mata, onde circula outro mosquito transmissor da doença. Segundo o Ministério da Saúde, seriam necessários altos índices de infestação do Aedes aegypti, vetor da febre amarela nas cidades, para que a doença se espalhasse nas áreas urbanas. Para a transmissão, é necessário o mosquito da dengue picar um doente e, em um curto intervalo de tempo, picar uma pessoa sadia.

Os dados de Goiás comprovam que é muito pequeno o risco de a doença se urbanizar, mesmo no Estado, conforme tem dito o Ministério da Saúde. Dos 246 municípios do Estado, apenas 4 não registram a presença do mosquito da dengue. Mas o índice de infestação nas cidades que têm o Aedes aegypti é baixo – em apenas 30 delas supera o 1% aceitável pelo Ministério da Saúde, de acordo com dados de novembro.

Mesmo com todos esses dados, o jornal O Globo “opina” que a “epidemia” de febre amarela não é uma invencionice, chegando incluso a “opinar” contra o que disse sua principal coluna de política da página 2, que mostra os dados da dengue e da febre amarela para desmistificar a onda de boatos que, entre outros, a própria “opinião” do jornal ajuda a propalar. Vai ver que é por “opiniões”assim que tem filas gigantescas na cidade de Rio de Janeiro para obter a vacina.

O Globo
não “opina” nada sobre a dengue que corre solta em São Paulo, nem sobre a rubéola.

Por que sera? ou porque Serra? nunca sei muito bem como se escreve…

22/12/2007 - 18:37h As Earth Warms, Virus From Tropics Moves to Italy

David Yoder for the International Herald Tribune

“I thought, O.K., my time is up,” said Antonio Ciano, a Castiglione resident who became so sick after catching chikungunya he said he could not stand up.

Published: December 23, 2007
The New York Times

CASTIGLIONE DI CERVIA, Italy — Panic was spreading this August through this tidy village of 2,000 as one person after another fell ill with weeks of high fever, exhaustion and excruciating bone pain, just as most of Italy was enjoying Ferragosto, its most important summer holiday.

“At one point, I simply couldn’t stand up to get out of the car,” said Antonio Ciano, 62, an elegant retiree in a pashmina scarf and trendy blue glasses. “I fell. I thought, O.K., my time is up. I’m going to die. It was really that dramatic.”

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