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	<title>Blog do Favre &#187; Deputados</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>PT: Esforço adicional no primeiro turno</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 14:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maria Inês Nassif &#8211; VALOR
A estratégia eleitoral que vem sendo montada por dirigentes do PT nacional parte de um cálculo que é menos eleitoral e mais institucional: não se trata simplesmente de eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas proporcionar a ela, no caso de vitória, mais conforto do que teve o presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_INES_NASSIF.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Maria Inês Nassif &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A estratégia eleitoral que vem sendo montada por dirigentes do PT nacional parte de um cálculo que é menos eleitoral e mais institucional: não se trata simplesmente de eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, mas proporcionar a ela, no caso de vitória, mais conforto do que teve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus dois mandatos. O menor dos problemas da administração petista foram os governadores &#8211; inclusive os dos partidos adversários &#8211; e essa experiência não recomendaria despender grandes esforços para eleger preferencialmente candidatos do PT. A maior dificuldade, a formação de maiorias políticas dentro do Congresso Nacional &#8211; lá, Lula conseguiu base de apoio instável e sem qualidade. Uma bancada petista maior e mais densa seria o fator de governabilidade que faltou aos governos do partido. Articulações político-eleitorais que partem desses pressupostos podem explicar uma tendência quase suicida de dirigentes nacionais do partido de sacrificar candidaturas petistas com chances de vitória não tão pequenas em alguns Estados.</p>
<p>Dentro desse raciocínio, o primeiro e o segundo turno passam a ter uma importância semelhante na estratégia do partido. Dilma Rousseff tem grandes chances de ir ao segundo turno e polarizar com um candidato de oposição, se conseguir tempo suficiente de propaganda eleitoral de rádio e televisão para se apresentar como a candidata de Lula e se credenciar aos votos &#8220;lulistas&#8221;. A transferência de votos não é, afinal, propriamente uma impossibilidade quando um presidente da República tem uma aprovação que beira os 80%. Uma aliança grande o suficiente para garantir tempo de propaganda eleitoral de rádio e televisão é importante para isso. Mas, mais do que simplesmente ser uma passagem de Dilma para o segundo turno, o primeiro turno define a composição do Legislativo.</p>
<p>Nessas eleições, são renovados dois terços do Senado, uma quantidade de representantes que pode determinar a maioria na Casa pelos próximos dois mandatos presidenciais. Serão eleitos dois representantes por Estado em outubro do ano que vem. Na Câmara, cujos representantes são escolhidos pelo voto proporcional, conseguir uma grande bancada petista depende necessariamente do desempenho do partido nos Estados com mais representantes &#8211; São Paulo, em disparado, que tem 70 dos 513 deputados; Minas, 53; Rio, 46 e Bahia, 39. Nessas quatro unidades da federação, concentram-se também quase metade dos eleitores que votarão no sucessor de Lula: 22,35% deles estão em São Paulo, 10,745% em Minas, 8,6% no Rio e 7% na Bahia, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por maior que seja o desempenho do PT no Norte e no Nordeste, por conta da popularidade de Lula, não há como viabilizar a candidatura de Dilma sem ao menos dividir os votos dos tucanos nesses Estados. E é impossível eleger uma grande bancada de deputados sem ter um bom desempenho eleitoral neles.</p>
<p>Essa equação complicada envolve a tentativa de dirigentes de intervir fortemente na eleição paulista, se necessário impondo aos postulantes do partido ao governo do Estado a candidatura de Ciro Gomes (PSB) ao Palácio dos Bandeirantes &#8211; sim, essa hipótese é ainda a que mais atrai os petistas próximos ao presidente Lula porque se aposta que Ciro rivalize melhor com o PSDB em território serrista, porque ele é um candidato que usará o seu palanque de candidato a governador para atacar Serra candidato a presidente e porque isso manteria o deputado fora da disputa presidencial (como isso depende do domicílio eleitoral, esse assunto se resolve em definitivo até amanhã, quando se encerra o prazo legal para que Ciro transfira seu título de eleitor do Ceará para o Estado).</p>
<p>O PT paulista, assim, pode se tornar o alvo preferencial das interferências dos dirigentes nacionais do partido porque o Estado é o mais cotado contendor do PSDB à Presidência, o governador José Serra; é o mais monolítico reduto tucano &#8211; o partido de Serra está no poder estadual há 26 anos &#8211; ; tem a maior bancada federal do país; e, por fim, porque o petismo, que nasceu em terras paulistas, está em declínio.</p>
<p>O problema é saber como se comportam os eleitores dos atuais deputados petistas do Estado numa eleição que não estará polarizada entre o PT e o PSDB, e para que lado vão os eleitores dos candidatos a presidente sem a carona de uma polarização estadual. Em 2006, o candidato do PT a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, teve 36,7% dos votos; a candidata ao governo, Marta Suplicy, não teve muito menos, ficou com 31,6% da votação. Da mesma forma, os candidatos do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e ao governo do Estado, José Serra, tiveram uma votação parecida no primeiro turno &#8211; Serra foi eleito com 57,9% dos votos e 54,4% dos eleitores paulistas ajudaram a levar Alckmin para o segundo turno com Lula. A estrondosa votação tucana ajudou o PSDB a elevar a sua bancada federal &#8211; elegeu 18 deputados, contra 11 nas eleições de 2002. O impacto sobre a bancada petista da votação do PSDB, no entanto, não foi drástico: o partido fez 14 deputados federais, contra 18 nas eleições passadas. Em 2002 e 2006, os dois partidos que tiveram melhor desempenho para a Câmara dos Deputados no Estado foram as legendas que polarizaram nas eleições para o governo. Se o partido entrar em cena em favor de Ciro, é duvidoso que carregue a mesma bancada federal.<br />
<strong><br />
Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: maria.inesnassif@valor.com.br</strong></p>
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		<title>A única verdade é a realidade</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 12:23:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A eleição de Michel Temer (PMDB) para presidir a Câmara dos Deputados e de José Sarney (PMDB) para presidir o Senado pode não corresponder aos sonhos do PT. Mas o partido aprendeu (aprendeu?) que na política o determinante não são os sonhos ou os desejos e sim as relações de força.
Em novembro já era claro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A eleição de Michel Temer (PMDB) para presidir a Câmara dos Deputados e de José Sarney (PMDB) para presidir o Senado pode não corresponder aos sonhos do PT. Mas o partido aprendeu (aprendeu?) que na política o determinante não são os sonhos ou os desejos e sim as relações de força.</p>
<p>Em novembro já era claro para muitos observadores, eu incluído, qual seria o desfecho da disputa no Senado. <em>&#8220;não adianta invocar princípios ou equilíbrio quando as escolhas não deixam maiores alternativas. No <strong>PMDB</strong> existem lideranças provadas no apoio ao presidente que podem assumir responsabilidades nas mais diversas esferas do poder público, sem implicar em desprezo para os demais partidos, incluso o partido do presidente&#8221;</em>.(<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/gotas/" rel="bookmark" title="Permanent Link to Gotas">Gotas</a>, 7 de novembro 2008, nota ilustrada com uma imagem do senador José Sarney).</p>
<p>No contexto atual, vista a configuração partidária no congresso, o presidente Lula tinha que garantir esses cargos chaves para a base do governo. Conseguiu isolar a oposição que não teve qualquer peso nas escolhas feitas; garantiu o acordo feito com o PMDB na Câmara que previa o revezamento entre o PT e o PMDB e reduziu a escolha no Senado a dois nomes muito próximos dele, Sarney e Tião Viana. Lula pode exclamar, como já dissera o general Peron na Argentina, &#8220;a única verdade é a realidade&#8221;.</p>
<p>Com a vitória de Sarney, Lula obtém um bônus que dificilmente obteria com a vitória do candidato do PT: manter o PMDB pro-Lula unido e sem maiores rescaldos no próprio PT.</p>
<p>No contexto das relações de força existentes o presidente Lula sai vitorioso das escolhas no legislativo e deve aproveitar o momento para tentar adiantar a formalização das alianças para 2010, selando o apoio a Dilma e fechando o acordo PT-PMDB.</p>
<p>A dificuldade maior está nas costuras estaduais que exigem, além de habilidade política, a abertura de espaços de co-responsabilidade entre aliados, o que não raro produz atritos e desafetos que acabam tentados em ver o que oferecem na banca de enfrente. A experiência do relacionamento do governo federal com o PMDB no Estado de São Paulo é um exemplo do que deve ser evitado nas articulações de Brasília com as forças políticas estaduais. Lula já mostrou em relação a Bahia, ou ao Rio de Janeiro, que tem consciência muito clara dos obstáculos e fará de tudo para contorná-los. LF</p>
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		<title>Trabalhador informal vai poder se legalizar pagando R$ 50 em julho</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 11:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Microeempreendedor
Cibele Gandolpho &#8211; Diário de SP

SÃO PAULO &#8211; Trabalhadores informais do país conseguiram mais uma vitória no Governo para a aprovação do sistema que vai permitir o pagamento unificado de tributos por micros e pequenas empresas, por meio do Supersimples.
Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou, por 346 a zero, o projeto que cria a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Microeempreendedor</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Cibele Gandolpho &#8211; Diário de SP</strong></p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_UrQFYOkYCEM/R3AhNaMRV_I/AAAAAAAAAU0/coVXdCZneeU/s1600-h/DSCF8625.jpg"><img src="http://bp0.blogger.com/_UrQFYOkYCEM/R3AhNaMRV_I/AAAAAAAAAU0/coVXdCZneeU/s400/DSCF8625.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147650888337283058" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center" border="0" /></a></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Trabalhadores informais do país conseguiram mais uma vitória no Governo para a aprovação do sistema que vai permitir o pagamento unificado de tributos por micros e pequenas empresas, por meio do Supersimples.</p>
<p>Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou, por 346 a zero, o projeto que cria a figura do microempreendedor dentro do Supersimples, que vai incentivar os donos de pequenos negócios. Agora, o projeto segue para a sanção do presidente Lula.</p>
<p>Ambulantes, cabeleireiros, costureiros, entre outros, serão beneficiados e poderão formalizar suas atividades a partir de 1º de julho, pagando cerca de R$ 50.</p>
<p>A nova lei já havia sido aprovada na Câmara e encaminhada ao Senado, mas voltou porque os deputados alteraram a o início da vigência das regras, anteriormente previstas para janeiro.</p>
<p><strong>Contratação</strong></p>
<p>Outro benefício proposto pelo Senado permitirá ao empresário contratar um empregado pelo piso da categoria ou um salário-mínimo. O texto anterior permitia a contratação somente pelo mínimo. No entanto, a contribuição que ele pagará à Previdência passa de um valor fixo de R$ 12,45 para 3% do salário do empregado.</p>
<p>Para aderir ao programa, o faturamento anual do pequeno empresário tem que ser inferior a R$ 36 mil. A empresa não poderá ter mais do que um empregado.</p>
<p><strong>Aposentadoria</strong></p>
<p>Já para ter direito à aposentadoria, ao auxílio-doença e à licença-maternidade, o contribuinte vai pagar entre R$ 50 e R$ 55 por mês ao INSS. Deste valor, R$ 45,65 são para a contribuição individual da Previdência e R$ 1 é para quem é contribuinte do ICMS ou R$ 5 se for do ISS.</p>
<p>Segundo o relator do projeto, deputado Claudio Antonio Vignatti, a mudança é importante porque vai auxiliar a formalização destes pequenos negócios e o combate à pirataria.</p>
<p>- Agora, estas pessoas vão emitir notas e também pegar notas.</p>
<p>Quem tiver mais de um estabelecimento, participar de outra empresa como titular, sócio ou administrador, ou contratar mais de um empregado não poderá optar pelo novo sistema.</p>
<p>Só poderão se aposentar quem contribuir por, no mínimo, 15 anos e quem tiver 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres). O benefício a ser pago aos aposentados desta categoria é de um salário-mínimo.<br />
<strong><br />
Cadastro vai agilizar benefício</strong></p>
<p>A Câmara aprovou também a ampliação da base de dados certificada do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), com a inclusão de informações de 1976 em diante. Com o aumento da base, o INSS poderá reconhecer vínculos empregatícios e remunerações desde janeiro de 1976, o que possibilitará identificar automaticamente quem tem direito a benefícios.</p>
<p>Será possível usar os dados para conceder aposentadoria por idade, a partir de janeiro, em apenas 30 minutos. O ministro da Previdência Social, José Pimentel, disse que outras aposentadorias serão incluídas no cadastro, como por tempo de serviço, especial, pensão por morte e salário-maternidade.</p>
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		<title>Paulinho é absolvido por 10 x 4 na Comissão de Ética</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 13:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR
Poucas horas depois de comandar uma manifestação de sindicalistas em frente ao Congresso, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, foi absolvido pela Comissão de Ética na Câmara da acusação de quebra de decoro parlamentar. Investigado por suspeita de desvio de recursos do BNDES, o parlamentar recebeu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"> Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>Poucas horas depois de comandar uma manifestação de sindicalistas em frente ao Congresso, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, foi absolvido pela Comissão de Ética na Câmara da acusação de quebra de decoro parlamentar. Investigado por suspeita de desvio de recursos do BNDES, o parlamentar recebeu apoio de deputados do PT, PSDB, DEM, PP, PMDB, PSB e PV, além do governo federal.</p>
<p>Na Comissão de Ética, 10 dos 14 deputados rejeitaram o parecer do relator, Paulo Piau (PMDB-MG), que pedia a cassação do mandato do parlamentar. Além do apoio da base governista, em especial do PT, Paulinho teve voto de um deputado do PSDB, Rômulo Gouveia (PB), e um do DEM, José Carlos Araújo (BA). Os parlamentares, entretanto, negaram corporativismo. &#8220;Votei de acordo com a minha consciência. Não há nada provado contra ele&#8221;, afirmou Marcelo Ortiz (PV-SP). Sem muita convicção do motivo de ter rejeitado a cassação de Paulinho, o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) também alegou que não há fatos concretos que incriminem o parlamentar, mas defendeu uma &#8220;punição parcial&#8221;, mais branda que a perda do mandato.</p>
<p>O relator do caso reclamou da decisão de seus colegas e disse que &#8220;há um conjunto de provas&#8221; contra Paulinho, e que seus pares &#8220;não analisaram tecnicamente a questão&#8221;. O advogado de Paulinho, Leônidas Ribeiro, argumentou que &#8220;não há provas&#8221; de que o deputado recebeu recursos de forma ilícita.</p>
<p>Paulinho comemorou o resultado e disse que foi vítima de &#8220;armação política&#8221;, porque &#8220;defende os direitos dos trabalhadores&#8221;. Presidente da Força Sindical, o deputado afirmou que teve &#8220;apoio de todas as centrais sindicais&#8221; e que a &#8220;imprensa floreia demais as denúncias&#8221;.</p>
<p>A rejeição da cassação do mandato do deputado gerou indignação em parlamentares. Representando o P-SOL, partido que entrou com uma representação contra Paulinho, o deputado Chico Alencar (RJ) criticou a comissão e classificou-a como um &#8220;cemitério de iniciativas&#8221;.</p>
<p>Alvo de dois inquéritos de desvio de dinheiro público, no Supremo Tribunal Federal, Paulinho não participou da reunião da Comissão de Ética. Junto a sindicalistas de seis centrais sindicais, reunidos na 5 Marcha Nacional dos Trabalhadores, em Brasília, o deputado foi à Câmara e ao Senado, para reunir-se com lideranças de governo e os presidentes das duas Casas. Paulinho recebeu telefonemas de parlamentares, líderes partidários e do ministro Luiz Dulci, para tratar, entre outras questões, da marcha dos trabalhadores.</p>
<p>Antes da reunião do conselho, pela manhã, cerca de 30 mil sindicalistas, segundo a organização, reuniram-se em frente ao Congresso para pressionar o Legislativo e o Executivo a aprovarem medidas que minimizem o efeito da crise financeira sobre os trabalhadores. Algumas faixas estampavam apoio a Paulinho. Entre as bandeiras da manifestação estão a correção da tabela do Imposto de Renda, e redução da jornada de trabalho, sem redução de salários.</p>
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		<title>Quem tem medo da reforma tributária?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Lula insiste em aprovar projeto em 2008
Presidente admite negociar reforma, mas quer votação o quanto antes
Tânia Monteiro &#8211; O Estado SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem, na reunião da coordenação política, no Palácio do Planalto, a necessidade de aprovação da reforma tributária ainda neste ano. Nas conversas que tem mantido com interlocutores, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.fenastc.org.br/site/imagens_noticias/ID_22_impostos.jpg" alt="http://www.fenastc.org.br/site/imagens_noticias/ID_22_impostos.jpg" /></div>
<p><strong>Lula insiste em aprovar projeto em 2008</strong></p>
<p><strong>Presidente admite negociar reforma, mas quer votação o quanto antes</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Tânia Monteiro &#8211; O Estado SP</p>
<p><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/lula_caricatura2.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/lula_caricatura2.jpg" width="166" align="right" height="388" /><br />
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem, na reunião da coordenação política, no Palácio do Planalto, a necessidade de aprovação da reforma tributária ainda neste ano. Nas conversas que tem mantido com interlocutores, Lula vem reiterando que a aprovação do texto básico &#8211; adiando a definição dos pontos polêmicos &#8211; o mais rápido possível seria um &#8220;sinal importante&#8221; para a economia. Na sua avaliação, uma definição agora, ao menos na Câmara, ajudaria a combater a síndrome da crise.</p>
<p>Na reunião, Lula afirmou que está &#8220;aberto a negociações&#8221; em relação ao texto, mas reiterou que o importante é votá-lo e aprová-lo até o fim do ano. De acordo com participantes do encontro, o presidente disse que &#8220;quem é contra tem de assumir&#8221;, para que haja negociação.</p>
<p>O governador José Serra (PSDB), por exemplo, já lançou críticas públicas à proposta, alertando que os colegas podem ter ignorado os riscos da reforma, ocultos nos detalhes do texto. Lula frisou na reunião que tem negociado com os Estados e está disposto a dar prosseguimento aos entendimentos.</p>
<p>Ainda segundo os presentes, ele afirmou que &#8220;reforma tributária sempre é polêmica&#8221;, mas acrescentou que o texto &#8220;está em discussão há muito tempo&#8221; no Congresso. Oposicionistas alegam, porém, que o governo atropelou o debate e tenta votar o projeto a toque de caixa.</p>
<p>Desfiando críticas aos adversários, o presidente comentou que muitos governadores e parlamentares defendem a reforma tributária apenas &#8220;da boca para fora&#8221;. Argumentou que, nos pronunciamentos públicos, é comum que falem em aprovar mudanças com rapidez ou em necessidade de o Brasil rever o modelo tributário. Na hora de votar, porém, &#8220;aparecem os óbices&#8221; e os adversários, destacou.</p>
<p>Após o recado, os governistas vão fazer hoje mais uma investida para tentar convencer os parlamentares e governadores a apoiarem o projeto básico da reforma. Um dos principais motivos de discórdia, porém, continua sendo o fundo para compensar os Estados de eventuais perdas . Para uns, o valor é baixo, para outros, o modelo precisa de melhoria.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://pedroewbank.files.wordpress.com/2008/06/serra.jpg" alt="http://pedroewbank.files.wordpress.com/2008/06/serra.jpg" /></div>
<p><strong>Planalto tenta isolar Serra para votar reforma</strong></p>
<p><strong>Governo articula apoio de Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste para minar oposição do tucano ao projeto</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Sérgio Gobetti &#8211; O Estado SP</p>
<p>O Planalto articula com os governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste um acordo político em torno da aprovação da reforma tributária para tentar isolar as resistências de São Paulo às mudanças constitucionais. Entre as concessões às regiões menos desenvolvidas do País, acena-se com o aumento do valor reservado aos Estados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), que passaria de R$ 4,7 bilhões para até R$ 8 bilhões.</p>
<p>O FNDR é o fundo que o governo criou para compensar os Estados pelo fim da guerra fiscal. A idéia era substituir o atual sistema de incentivo à indústria, via isenção de ICMS direcionada a determinadas empresas, por outro mais amplo, com investimentos em infra-estrutura. Para financiar esses investimentos, o governo concordou inicialmente em contribuir com R$ 4,7 bilhões, além dos recursos que já mobiliza hoje para empréstimos ao setor privado das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.</p>
<p>Os governadores dessas regiões sempre reclamaram que a &#8220;conta&#8221; para abandonar a guerra fiscal era mais alta e decidiram cobrá-la agora que o governo está precisando de apoio político para tentar salvar a reforma tributária. A contraproposta do Ministério da Fazenda só deve ser apresentada na semana que vem, às vésperas da votação do relatório no plenário da Câmara, se de fato ocorrer, e, segundo assessores da equipe econômica, será &#8220;uma só, sem possibilidade de alteração no Senado&#8221;. Ou seja, o governo quer evitar nova negociação de varejo durante a tramitação no Senado.</p>
<p>A idéia dos governistas é criar tal arco de apoio às mudanças que constranja o governador José Serra (PSDB) e interrompa o bombardeio do texto da reforma. Nessa ofensiva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne hoje, no Recife, com os nove governadores dos Estados do Nordeste para discutir os impactos da reforma tributária e o desenvolvimento da região.</p>
<p>O contra-ataque do governo já surtiu alguns efeitos. Além da manifestação de apoio de governadores do Norte e Nordeste, o mineiro Aécio Neves declarou ontem que, &#8220;com ajustes&#8221;, ainda é possível votar a reforma este ano. O próprio Serra tem buscado amenizar o tom das divergências para não ficar marcado nos bastidores como culpado pela eventual não-aprovação.</p>
<p>Em São Paulo, por exemplo, a pressão dos empresários em favor da reforma tributária é muito grande. Isso porque o relator, deputado Sandro Mabel (PL-GO), tratou de incluir em seu substitutivo uma série de garantias de desoneração automática do setor produtivo. &#8220;Fui seis vezes a São Paulo, fui para todo o Brasil e conversei com todo mundo. O meu relatório está muito bem amarrado, faz uma desoneração tributária robusta&#8221;, diz Mabel.</p>
<p>Na prática, o Palácio do Planalto reconhece a dificuldade que será aprovar a reforma tributária sem apoio de São Paulo, mas quer tentar pelo menos encerrar a votação na Câmara ainda este ano. O relator garante que, ao contrário das críticas, o atual texto do substitutivo está cercado de garantias jurídicas, inclusive sobre o risco de contestação da bitributação entre ICMS e o novo IVA federal.</p>
<p>Uma das medidas que o governo deverá adotar sobre isso, segundo Mabel, é a apresentação de uma ação direta de constitucionalidade antes da implementação da fusão do PIS com a Cofins e o Salário-Educação para firmar jurisprudência favorável (ou não) ao novo imposto. &#8220;Temos um superparecer da Procuradoria-Geral da Fazenda que garante a constitucionalidade, mas só vamos implementar o novo IVA depois que o STF se manifestar sobre sua constitucionalidade&#8221;, afirma.</p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_zJD6dXBTuBo/SFBBTD5krOI/AAAAAAAAANY/HDlqRezWsG0/s1600-h/Digitalizar0001.jpg"><img src="http://bp2.blogger.com/_zJD6dXBTuBo/SFBBTD5krOI/AAAAAAAAANY/HDlqRezWsG0/s400/Digitalizar0001.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210736564587769058" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center" align="right" border="0" /></a></p>
<p><strong><br />
Se corrigido, projeto pode ser votado ainda este ano, diz Aécio</strong></p>
<p><strong>Principal entrave à reforma, avalia, é fundo de compensação dos Estados<br />
</strong><br style="background-color: #999999" /><span style="background-color: #999999"> </span></p>
<p style="background-color: #ffff99">Evandro Fadel &#8211; O Estado SP</p>
<p>O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse ontem em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, ainda ver &#8220;fragilidade&#8221; no texto da reforma tributária apresentado pelo relator do projeto, deputado Sandro Mabel (PR-GO), mas ressaltou que, &#8220;com algumas correções&#8221;, é possível votá-lo ainda neste ano. No entanto, o tucano criticou o Palácio do Planalto por tomar a iniciativa de debater a questão somente agora. &#8220;Gostaria de ter visto a disposição que o governo demonstra agora no início da gestão&#8221;, afirmou.</p>
<p>A correção pedida pelo governador mineiro refere-se, particularmente, aos fundos que vão ressarcir as perdas dos Estados. &#8220;Vejo fragilidade no texto não apenas em relação ao volume de recursos garantidos para esse fundo, mas em especial o seu indexador, a sua correção&#8221;, salientou. &#8220;Acho que, sanado esse problema central e alguns outros periféricos, a proposta tem alguma chance de ser votada.&#8221;</p>
<p>Aécio lembrou a sua experiência como ex-presidente da Câmara para acentuar que reformas constitucionais precisam ser apresentadas em início de governo. &#8220;Você não aprova, no Brasil, uma reforma constitucional, seja tributária, previdenciária ou mesmo política, sem ação muito forte, muito vigorosa, do Poder Executivo&#8221;, destacou o tucano.</p>
<p>&#8220;A força do poder central é muito grande e é preciso que o poder central, o governo federal, participe dessas discussões, imponha a sua influência para que as reformas avancem. Obviamente, em final de governo ou na metade do governo, a força não é igual àquela que se encontra no início&#8221;, analisou.</p>
<p><strong>AGRICULTORES</strong></p>
<p>O governador de Minas esteve em Pinhais para proferir uma palestra para cerca de 3,5 mil agricultores que participaram do Encontro de Empreendedores Rurais do Paraná. Ele falou sobre a gestão pública, acentuando que um dos maiores problemas que o próximo presidente terá de resolver é o dos gastos correntes, para que possa promover investimentos consistentes. &#8220;Tem de gastar menos com sua própria estrutura para gastar mais com pessoas&#8221;, declarou.</p>
<p>Também presente ao encontro, a presidente eleita da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que a entidade vai se mobilizar na discussão da reforma do sistema tributário.</p>
<p>&#8220;Não queremos absolutamente perder o que já ganhamos&#8221;, advertiu. Kátia frisou que o setor tem isenção de PIS e Cofins para fertilizantes, defensivos e sementes, além de crédito presumido de 35% para indústrias de grãos e 60% para a indústria frigorífica.</p>
<p>&#8220;Quando se faz uma reforma e se criam novos tributos, aglutinando outros, a tendência é zerar todo o jogo e começar tudo outra vez&#8221;, destacou a senadora. &#8220;Nós não vamos permitir que possamos perder esses ganhos, mesmo porque, com esses ganhos que tivemos no passado, a carga tributária sobre alimentos no Brasil ainda é a mais alta do mundo, de 16,4%, enquanto nos Estados Unidos é de 0,7% e, na Europa, de 5%.&#8221;</p>
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		<title>A oposição e a reforma tributária</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 13:57:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[RICARDO BERZOINI e MAURÍCIO RANDS



 Os oposicionistas precisam explicar por que insistem  em retardar os benefícios  que advirão da nova reforma  




OS PARTIDOS de oposição no  Brasil têm feito campanha  defendendo a reforma tributária. O governo Lula enviou em  2003 uma primeira PEC com o objetivo de racionalizar nosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#000080" size="+1">RICARDO BERZOINI e MAURÍCIO RANDS</font></strong></p>
<table width="449" height="114">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Os oposicionistas precisam explicar por que insistem  em retardar os benefícios  que advirão da nova reforma  </em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p><img src="http://blog.sindpd.org.br/up/s/si/blog.sindpd.org.br/img/REFORMA.jpg" alt="http://blog.sindpd.org.br/up/s/si/blog.sindpd.org.br/img/REFORMA.jpg" align="left" /></p>
<p>OS PARTIDOS de oposição no  Brasil têm feito campanha  defendendo a reforma tributária. O governo Lula enviou em  2003 uma primeira PEC com o objetivo de racionalizar nosso sistema  tributário. A proposta acabou sendo  desidratada, sobretudo porque os  governadores roeram a corda. O debate continuou e, no segundo mandato, o Executivo encaminhou ao  Congresso a PEC 233, incorporando  a reflexão feita com Estados, municípios e entidades da sociedade civil.</p>
<p>A Comissão Especial da Câmara, tendo como presidente o deputado Palocci e como relator o deputado Mabel, intensificou o debate e aprovou um substitutivo que agora pode ir ao voto do plenário. A proposta cria o IVA federal, incorporando Cofins, PIS/Pasep e CSLL. Unifica o ICMS em uma só alíquota, mantendo 2% com o Estado de origem, acabando com a guerra fiscal e convalidando os incentivos fiscais concedidos até este ano. Para compensar os Estados menos desenvolvidos pela perda do poder de atrair investimentos via incentivos, a proposta reorganiza o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional.</p>
<p>Para que nenhum Estado perca com a reforma, cria-se um Fundo de Equalização de Receitas. O substitutivo reduz o prazo de compensação dos créditos tributários, desonera a folha de pagamentos -reduzindo de 20% para 6% a contribuição patronal ao INSS-, e acaba com os 2,5% do salário-educação. Elimina a &#8220;carga tributária invisível&#8221;, unificando tributos, simplificando procedimentos, inclusive ampliando a nota fiscal eletrônica e, portanto, tornando mais simples e barata a administração tributária, cria o Código de Defesa do Contribuinte e prevê alíquotas reduzidas para biocombustíveis a fim de incentivar uma boa política energética ambiental.</p>
<p>No geral, o projeto visa racionalizar e simplificar nosso sistema tributário, ampliando a base imponível. Com isso, pode-se aumentar a formalização da economia brasileira. Que todos paguem os tributos, para que todos paguem menos. A lógica é a da neutralidade dos efeitos para que nenhum ente federado saia perdendo e todos se beneficiem de um sistema mais racional, em um jogo que não é de soma zero.</p>
<p>Embora a reforma esteja sendo  discutida em detalhes há anos, os  partidos de oposição insistem em  obstruir a pauta da Câmara. Alegam  que ainda pretendem sugerir alterações. Imaginam &#8220;uma elevação da  carga tributária&#8221;, sem jamais indicar  como ela se daria. Apresentam-se  como instrumentos daqueles que,  vendendo a dificuldade ou a discordância, almejam obter vantagem de  última hora. E continuam sem apresentar alternativa global factível.  Chegam a invocar as incertezas da  crise para propor mais um adiamento.</p>
<p>Esquecem que a própria PEC já prevê uma transição de 2 a 10 anos para sua implantação. O PT e os partidos aliados estão prontos para votar o texto e abertos a negociar aperfeiçoamentos no plenário. Não concordam é com o adiamento de uma reforma que trará benefícios para o país e para cada setor econômico. Por que retardar a desoneração da folha das empresas e as vantagens advindas para aumentar a competitividade e a oferta de empregos? Por que adiar os benefícios da unificação e simplificação de tributos? Por que atrasar os benefícios ambientais?</p>
<p>Os partidos de oposição precisam  explicar ao povo brasileiro por que  insistem em retardar os benefícios  que advirão do novo modelo tributário. Para que, da oposição, não se  pense que a incoerência de se opor a  uma reforma que retoricamente defende deve-se ao temor de que o governo Lula consiga brindar o país  com mais uma realização estratégica para o seu desenvolvimento.</p>
<p><font size="-1"><strong>RICARDO BERZOINI</strong> , deputado federal (SP), é presidente  nacional do PT.</font></p>
<p><font size="-1"><strong>MAURICIO RANDS</strong> , deputado federal (PE), é líder do PT na  Câmara. </font></p>
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		<title>Reforma tributária não sairá em 2008, diz Garibaldi</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 12:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sérgio Lima/Folha

Blog de Josias
&#160;
&#160;
A despeito do empenho aparente do governo, são nulas as chances de o Congresso aprovar o projeto de reforma tributária neste ano de 2008.
Ainda que seja aprovada na Câmara, a proposta vai empacar no Senado. Além de sofrer resistências quanto ao mérito, o projeto tem contra si o calendário.
Falando ao blog, Garibaldi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><em><font size="1">Sérgio Lima/Folha<br />
</font></em><img src="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/GaribaldiSLim3.jpg" border="0" hspace="0" /></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; background-color: #ffff99"><strong>Blog de Josias</strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>A despeito do empenho aparente do governo, são nulas as chances de o Congresso aprovar o projeto de reforma tributária neste ano de 2008.</p>
<p>Ainda que seja aprovada na Câmara, a proposta vai empacar no Senado. Além de sofrer resistências quanto ao mérito, o projeto tem contra si o calendário.</p>
<p>Falando ao blog, Garibaldi Alves (PMDB-RN), presidente do Senado, disse o seguinte:</p>
<p>“O Senado entra em recesso no dia 22 de dezembro. Até esse dia, é impossível votar a reforma tributária&#8230;”</p>
<p>“&#8230;O presidente Lula poderia convocar extraordinariamente o Congresso, para trabalhar no recesso, mas não creio que ele o faça&#8230;”</p>
<p>“&#8230;O Congresso também poderia se autoconvocar. Mas para que isso acontecesse, seria necessário que houvesse um amplo consenso. Que não existe.”</p>
<p>Garibaldi lembra que o Senado tem o seu próprio projeto de reforma tributária. “Ele é muito diferente desse que a Câmara está discutindo”.</p>
<p>Ele se refere a uma proposta do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Que foi relatada por Francisco Dornelles (PP-RJ).</p>
<p>O senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, chama o projeto da dupla Tasso-Dornelles de “a nossa reforma tributária”.</p>
<p>Quanto à proposta da Câmara, o mandachuva do tucanato diz: “Do jeito que está, não terá o nosso voto. A posição do PSDB ficará muito clara a partir dessa semana”.</p>
<p>Também o DEM prepara-se para erguer suas barricadas. José Agripino Maia (RN), líder do partido no Senado, diz que a arenga tributária é mero biombo de Lula para esconder a crise.</p>
<p>Para Agripino, em vez de pregar a reformulação do sistema tributário, o governo deveria ajustar os seus gastos ao cenário de queda de receita prenunciado pela redução do nível de atividade econômica.</p>
<p>Entre quatro paredes, os líderes de oposição afirmam que nada muda em matéria de tributos antes da posse do novo governo, em 2011.</p>
<p>O próprio deputado Sandro Mabel (PR-GO), relator do projeto de reforma que tramita na Câmara, mostra-se receoso de que o tema seja jogado para as calendas.</p>
<p>Por ora, a proposta foi aprovada apenas numa comissão de deputados. É o primeiro estágio da tramitação legislativa.</p>
<p>Tenta-se agora submeter o projeto à votação do plenário da Câmara. Algo que depende de um entendimento de Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Casa, com o colegiado de líderes.</p>
<p>Nesta terça (25), o ministro Guido Mantega (Fazenda) deve se reunir com as lideranças da Câmara. Mas é pouco provável que a matéria vá a voto antes da primeira quinzena de dezembro.</p>
<p>Se for aprovada, a proposta segue para o Senado. Vai à mesa de um Garibaldi que soa taxativo: “Podemos até dar início à tramitação, mas votar nesse ano será impossível”.</p>
<p>Afora a conspiração do calendário, o presidente do Senado recorda que muitos governadores trabalham contra o projeto.</p>
<p>Sérgio Guerra resume o papel dos governadores: “Eles podem não ter peso para aprovar a reforma dos sonhos deles. Mas têm peso suficiente para atrapalhar a votação de uma reforma que não desejam”.</p>
<p>Confirmando-se a transferência do tema para 2009, há um quase consenso no Congresso de que a reforma tributária não sai do papel em ano pré-eleitoral. É coisa para o sucessor de Lula encaminhar.</p>
<p><strong><br />
Escrito por Josias de Souza</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Veja os principais pontos da reforma tributária</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 12:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Estado SP &#8211; da Redação
SÃO PAULO &#8211; A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou no dia 19 de novembro o substitutivo do relator Sandro Mabel (PR-GO) à proposta de reforma tributária, ressalvado os destaques que visam alterar o texto. Votaram contra o parecer oito deputados: três do DEM, três do PSDB, um do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>O Estado SP &#8211; da Redação</strong></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou no dia 19 de novembro o substitutivo do relator Sandro Mabel (PR-GO) à proposta de reforma tributária, ressalvado os destaques que visam alterar o texto. Votaram contra o parecer oito deputados: três do DEM, três do PSDB, um do PPS e um do PSOL.</p>
<p>Os parlamentares dos partidos da base governista votaram todos a favoráveis ao texto do relator da reforma tributária. Ao todo foram apresentado 125 destaques para mudar o texto, a grande maioria destaques simples.</p>
<p>A proposta de reforma tributária prevê:</p>
<p>1. Criação do Imposto sobre Valor Adicionado Federal (IVA-F) que substituirá a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e o Salário Educação, que incide sobre a folha de pagamentos.</p>
<p>2. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) será incorporada ao Imposto de Renda.</p>
<p>3. O bolo a ser distribuído entre a União, os Estados e os municípios será composto pelas receitas do IVA federal, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda acrescido pela CSLL. Hoje, a partilha inclui apenas o IR e o IPI, sem a CSLL. Essa mudança não resultará em mais receita para os Estados e municípios, pois eles terão um porcentual do bolo que corresponderá exatamente ao que recebem atualmente.</p>
<p>4. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o principal tributo estadual, passará a ter alíquotas uniformes em todo o território nacional. A legislação do ICMS será federal, ou seja, os Estados não poderão mais legislar sobre ele.</p>
<p>5. A receita do ICMS ficará com o Estado onde a mercadoria for consumida. Hoje, o Estado produtor é que fica com a maior parte da receita. Com essa medida, o governo espera acabar com a guerra fiscal. Com essa regra, os Estados mais industrializados e exportadores perderão receitas, enquanto que os importadores ganharão.</p>
<p>6. A alíquota do ICMS interestadual cairá para 2%. Hoje, ela é de 7% quando a mercadoria é vendida para o Sul e Sudeste e de 12% quando a mercadoria é vendida para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste.</p>
<p>7. Depois da reforma, nenhum Estado poderá conceder incentivos fiscais para atrair empresas para o seu território. Os incentivos já concedidos foram todos validados.</p>
<p>8. Haverá um Fundo de Equalização de Receitas (FER) para ressarcir os Estados por eventuais perdas por conta da reforma. A maioria dos governadores argumenta que as receitas deste fundo já são de propriedade dos Estados, como os recursos da lei Kandir. Os governadores dizem também que a receita do Fundo é insuficiente para cobrir as perdas.</p>
<p>9. Será criado o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) para compensar os Estados pelo fim da guerra fiscal. O governo aceitou elevar os recursos deste fundo de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões. A maioria dos governadores entende que esses recursos são insuficientes e querem, pelo menos, R$ 8 bilhões.</p>
<p>10. Os investimentos produtivos serão isentos do IVA federal e do ICMS.</p>
<p>11. A reforma prevê a redução de um ponto porcentual por ano, durante seis anos, da alíquota da contribuição patronal ao INSS. Ela passará de 20% para 14%.</p>
<p>12. Todos os insumos utilizados pelos empresários na produção das mercadorias e serviços poderão ser deduzidos como despesas, antes da aplicação do IVA federal e do ICMS. Esta regra permite que os materias de escritório, por exemplo, também seja m descontados. Os governadores alegam que haverá uma perda substancial de receita por causa dessa medida.</p>
<p>13. A existência da Zona Franca de Manaus, com os seus incentivos fiscais, foi prorrogada por mais 20 anos, de 2013 para 2033.</p>
<p>14. Os produtos que integram a cesta básica não pagarão ICMS. Até mesmo o relator da reforma, deputado Sandro Mabel (PR-GO), foi contra essa proposta por causa da perda de receita para os Estados, mas ela terminou aprovada.</p>
<p>15. As alíquotas do IVA federal poderão ser elevadas para as empresas que sejam poluidoras. Da mesma forma, a empresa que proteger o meio ambiente poderá ter suas alíquotas reduzidas.</p>
<p>16. A alíquota dos royalties pagos pela extração de minérios foi elevada de 2% para 3% e passou a incidir sobre o faturamento bruto. Hoje é sobre o faturamento líquido.</p>
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		<title>Cotas para alunos pobres</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 11:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Câmara decide que reserva de vagas em universidades federais não obedecerá só a critérios raciais

Isabel Braga e Demétrio Weber BRASÍLIA &#8211; O Globo
De afogadilho, a Câmara aprovou ontem projeto que cria reserva de vagas para alunos de escolas públicas em instituições federais de ensino superior e de educação técnica. Na última hora, os deputados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Câmara decide que reserva de vagas em universidades federais não obedecerá só a critérios raciais</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/igualdade.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/igualdade.jpg" width="551" height="271" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Isabel Braga e Demétrio Weber BRASÍLIA &#8211; O Globo</strong></p>
<p>De afogadilho, a Câmara aprovou ontem projeto que cria reserva de vagas para alunos de escolas públicas em instituições federais de ensino superior e de educação técnica. Na última hora, os deputados fizeram uma mudança importante no projeto, que já fora aprovado pelo Senado: além das cotas raciais, haverá uma cota social, baseada na renda familiar, para beneficiar os estudantes mais pobres.</p>
<p>O texto estabelece a reserva de, no mínimo, 50% das vagas (por curso e turno) oferecidas pelas instituições a estudantes que tenham cursado, integralmente, os três anos do ensino médio em escolas públicas. Dentro desses 50%, agora há outros dois critérios a serem obedecidos: a renda familiar (metade dessas vagas será preenchida por estudantes com renda familiar de até um salário e meio per capita) e a questão racial.</p>
<p>Por causa da mudança — proposta pelo ex-ministro da Educação, deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP) —, o projeto voltará ao Senado.</p>
<p>Em cada estado, as vagas destinadas às cotas serão divididas de acordo com a proporção da variável étnica, tendo por base o último Censo do IBGE. Assim, se uma universidade oferece 200 vagas para Direito, cem serão reservadas para estudantes de escolas públicas que prestam o vestibular. Dessas, 50 serão ocupadas por estudantes de baixa renda, negros ou não. No caso do critério de raça, é preciso saber qual a porcentagem de negros, pardos e índios no estado.</p>
<p>Em 2004, o governo enviou ao Congresso proposta que previa a reserva de vagas para os estudantes do ensino público e a cota racial.</p>
<p>Desde 2006, o projeto estava pronto para ir a plenário, mas PSDB e o DEM resistiam à proposta.</p>
<p>Os tucanos queriam trocar o critério racial pelo de renda. Uma proposta da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), de mesmo teor, foi aprovada este ano no Senado e enviada à Câmara.</p>
<p>O projeto foi anexado aos que já tramitavam na Casa, mas ontem prevaleceu o substitutivo do deputado Carlos Abicalil (PT-MS).</p>
<p>Para viabilizar a votação ontem, líderes do PT e do PSDB tentaram encontrar um texto de consenso. Foram incluídas emendas, escritas à mão, como a da reserva de vagas para os estudantes de baixa renda, de Paulo Renato.</p>
<p>— Minha tese era de que, com o critério de renda, o problema racial estaria resolvido. Mas parte do governo reiterou o compromisso com os movimentos raciais. O que se vota hoje são dois critérios: o racial e o de renda. Não é o ideal, na minha opinião, mas, para garantir o acordo, concordamos — disse Paulo Renato.</p>
<p>Artigo polêmico sobre dispensa de vestibular</p>
<p>O projeto, no entanto, segue para o Senado com um artigo polêmico e considerado inconstitucional.</p>
<p>Ele acaba com a exigência de exame de seleção e diz que serão consideradas, para a ocupação das vagas, as notas dos estudantes nos três anos do ensino médio. Abicalil, que não estava ontem em Brasília, acreditava que este artigo tinha sido retirado do texto.</p>
<p>— Ninguém é dispensado do vestibular, esse critério fere a autonomia das universidades — disse Abicalil, sinalizando que o artigo deverá ser retirado no Senado.</p>
<p>O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou ativamente da negociação que permitiu a aprovação do projeto. De seu gabinete, por telefone, orientava o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS). O tom da conversa era tenso: num dos diálogos, Haddad quase gritava, a ponto de ser ouvido na sala ao lado, onde jornalistas o aguardavam para uma entrevista.</p>
<p>Ele interrompeu a entrevista três vezes para falar com Fontana.</p>
<p>— A discussão é sobre o corte de renda. O ingrediente novo é esse. Acho cabível — afirmou o ministro.</p>
<p>Haddad defendeu que o limite de renda familiar fosse o mesmo do programa Universidade para Todos (ProUni): um salário mínimo e meio por pessoa, no caso de quem ganha bolsa de 100% para estudar em instituições privadas.</p>
<p>Em relação à resistência de universidades federais contra a definição de uma regra nacional de cotas, já que diversas instituições adotam modelos distintos de reserva de vagas, o ministro lembrou que foi acertado um prazo de transição de quatro anos, o que garantiu o apoio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).</p>
<p>O coordenador nacional do Movimento dos Sem Universidade (MSU), Sérgio Custódio, comemorou a votação na Câmara: — O Brasil caminha para se equiparar ao resto do mundo, que vive um momento pósracista, após a eleição do presidente americano Barack Obama. Um mundo onde há espaço para a diferença — disse Custódio</p>
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		<title>Frente parlamentar defende piso nacional dos professores</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 13:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Adin]]></category>
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		<category><![CDATA[Deputados]]></category>
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Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR
No período em que Estados e municípios negociam a aprovação de seus Orçamentos para 2009, deputados federais e senadores pressionam os governadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul e Paraná a implementarem o piso nacional para os professores. Lançaram ontem uma frente em contraposição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://populo.weblog.com.pt/arquivo/professor.jpg" alt="http://populo.weblog.com.pt/arquivo/professor.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Cristiane Agostine, de Brasília &#8211; VALOR</strong></p>
<p>No período em que Estados e municípios negociam a aprovação de seus Orçamentos para 2009, deputados federais e senadores pressionam os governadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul e Paraná a implementarem o piso nacional para os professores. Lançaram ontem uma frente em contraposição à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelos cinco Estados contra a lei que criou o piso, de R$ 950, e aumentou a carga horária da educação básica.</p>
<p>Com mais de 150 assinaturas, segundo a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), a frente protestará nos Estados para que os governadores reformulem seus Orçamentos&#8221;. A Adin é uma afronta ao Congresso, ao movimento sindical e aos professores&#8221;, disse a senadora Ideli Salvatti (PT-SC).</p>
<p>Na ação apresentada pelos Estados contra a Lei 11.738/08, que instituiu o piso, os governadores argumentam que a medida não cabe no Orçamento. &#8220;A lei extrapola ao legislar sobre a carga horária&#8221;, diz a secretária de Educação do Ceará, Maria Izolda Cela. A medida, diz, levará o governo estadual a contratar mais de 7 mil professores, o que aumentará os gastos em R$ 102 milhões. &#8220;Não consigo entender a postura do governo federal&#8221;, diz.</p>
<p>Em nota, a Secretaria de Educação de Santa Catarina adverte para o risco de se ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. A secretaria contesta a inclusão do aumento de horas-atividade e diz que terá de contratar 5,4 mil profissionais.</p>
<p>O cumprimento do piso será escalonado. O valor integral deve ser pago em 2010 para uma jornada de 40 horas semanais. O benefício também será destinado a aposentados e pensionistas. Além do piso, a lei, em vigor desde julho, estabelece que os professores devem reservar um terço da carga horária a funções fora da sala de aula, como planejamento das lições e correção de provas.</p>
<p>Os Estados e municípios que comprovarem não ter condições de pagar o reajuste terão complementação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica. Segundo o governo federal, cerca de 40% dos professores em início de carreira recebem menos do que o piso. É a primeira categoria a ter piso salarial definido na Constituição.</p>
<p>Na frente, já há divergências. Segundo o deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA), o movimento está politizando a discussão contra os partidos dos governadores.</p>
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