11/02/2009 - 20:30h Outro episodio da infâmia, no banco dos réus na Argentina

Jorge Carlos Olivera, captado fugazmente a través del cristal, a su entrada en el tribunal
Jorge Carlos Olivera, captado fugazmente a través del cristal, a su entrada en el tribunal- AFP

Los magistrados que juzgan al general Jorge Carlos Olivera.
Los magistrados que juzgan al general Jorge Carlos Olivera.- EFE

Otro episodio de la infamia, en un banquillo argentino

El general Olivera protagoniza el juicio más importante a la dictadura después de los procesos a Videla y Massera

SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ – El País

El general argentino Jorge Carlos Olivera Rovere compareció ayer ante el Tribunal Oral Federal Número 5 de Buenos Aires con un impecable terno gris y paso reposado, propio de sus 82 años de edad. Miró de frente, casi sin pestañear, a los familiares de los asesinados y desaparecidos, y se sentó con la espalda rígida, sin hacer caso a los murmullos de “asesino” que recorrieron la sala. El general Olivera Rovere está acusado de ser el máximo responsable de los centros clandestinos de detención y tortura que funcionaron en Buenos Aires durante los años de la dictadura y su juicio es, quizás, el más importante que se ha desarrollado en Argentina contra los responsables de aquella barbarie, una vez procesados los integrantes de la propia Junta Militar, como Videla o Massera.

Olivera y los otros cinco altos mandos que comparecieron ayer con él (dos generales, dos coroneles y un teniente coronel, subjefes de la misma zona militar) representan al terrible Primer Cuerpo del Ejército que encabezó la represión política en Buenos Aires a partir de 1976. En concreto, y para esta causa, Olivera está acusado de cuatro asesinatos (cuatro refugiados uruguayos, entre ellos los diputados Zelmar Michelini y Héctor Gutiérrez, que fueron arrebatados a la puerta de sus hoteles el 18 de mayo de 1976 y cuyos cuerpos aparecieron tres días después en un coche abandonado), 116 secuestros y desapariciones, y numerosos delitos de tortura. Entre sus víctimas puede figurar también el escritor y periodista Haroldo Conti.

El general Olivera casi logró salir impune, a pesar de la larga lista de crímenes que se le imputan. Con la llegada de la democracia fue procesado, pero su eventual condena quedó interrumpida gracias a las leyes de perdón y amnistía. Reabiertas las causas en 2003, fue de nuevo detenido y estuvo preso durante tres años, hasta que la Cámara de Casación lo puso en libertad a la espera de juicio.

Así pues, Jorge Carlos Olivera llegó ayer al Tribunal tranquilamente, desde su domicilio porteño. El secretario de Derechos Humanos del Ministerio de Justicia, Eduardo Luis Duhalde, que asistió a la sesión, aseguró que “las pruebas colectadas son tan abrumadoras” que considera que la condena está asegurada. “Espero que sea condenado al máximo de la pena prevista”, añadió. Dada su edad es, sin embargo, poco probable que vuelva a pisar la cárcel.

El juicio, que durará varios meses debido al gran número de testigos citados, empezó en medio de una fuerte polémica porque los jueces del Tribunal Federal impidieron la entrada de cámaras de televisión y fotográficas, en contra, se supone, de las órdenes ya dadas por la Corte Suprema que ampara el derecho a la publicidad de los juicios. Los jueces de este tribunal decidieron autorizar únicamente a un cámara del canal público de televisión y a un fotógrafo para que entraran en la sala durante tres minutos. La televisión rechazó el acuerdo y el fotógrafo no pudo hacer ninguna foto sensata, porque los jueces decidieron sorprendentemente que los tres minutos habían acabado antes de que el procesado entrara en la sala. “Queremos ver la cara del asesino”, protestaban en la puerta familiares de las víctimas. El tribunal, integrado por los jueces Daniel Obligado, Guillermo Gordo y Ricardo Frías, se mostraron también inflexibles al exigir a las representantes de las Abuelas de la Plaza de Mayo que se despojaran de sus famosos pañuelos blancos, por considerarlos “símbolos” inapropiados.

Entre los testigos figuran algunas de las víctimas que consiguieron sobrevivir a su paso por alguno de los centros de detención controlados por el Primer Cuerpo del Ejército, cuyo jefe era el tristemente célebre general Carlos Suárez Mason, el más despiadado de los despiadados, muerto en 2005, a los 81 años, de un ataque al corazón. Lugares como El Banco, el Olimpo o Automotores Orletti forman ya parte de la historia de la infamia en Argentina.

01/02/2009 - 13:01h ”Do exílio ninguém regressa”

O argentino Tomás Eloy Martínez tenta com Purgatório recuperar o que o desterro lhe tirou

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Soledad Gallego-Diaz, EL PAÍS – O Estado SP

 


O purgatório, segundo a doutrina da Igreja Católica, é o processo de purificação necessário antes de se entrar no reino dos céus e passa pela dor de não desfrutar a presença de Deus, a ausência, a perda do bem extraordinário que é a contemplação do amor e do ente querido. Purgatorio é, nesse sentido, o melhor título possível para o mais recente romance do escritor argentino Tomás Eloy Martínez (Tucumán, 1934): a história de uma perda e de um exílio. Sua personagem, Emilia Dupuy, procura, durante 30 anos, seu marido detido pelos militares argentinos e desaparecido. Um dia ela o encontra num pub dos Estados Unidos: o tempo não passou para ele. “Quando você volta ao lar do qual partiu, pensa que fechou o círculo, mas percebe que sua viagem foi só de ida. Do exílio ninguém regressa”, escreve o narrador da história. Mas Emilia não acredita nele.

Seu romance é uma história terrível de perda.

Pensei muito na dor das pessoas que perderam alguém, mas, sobretudo, na dor maiúscula que significa não ver esse alguém morto. A constatação da morte é, pelo menos, uma forma de consolo. O limbo ou o purgatório de não saber o que foi feito do ser amado, onde ele está, se está morto, ou se está perguntando por você em outro lugar, é desesperador. De fato, já se fala disso na tragédia grega, quando Antígona não consegue enterrar seu irmão.

Durante a época da ditadura militar desapareceram cerca de 30 mil argentinos. Esse sentimento de perda, que é tão opressivo no romance, acomete qualquer argentino de sua geração?

Em meu caso, fui expulso de meu país pouco antes da ditadura. A motivação que me levou a escrever este livro é, precisamente, a interrupção de uma vida pelo exílio. Há dez anos de minha vida que se foram para sempre e que são irrecuperáveis. Pensei em recuperá-los mediante a escrita. A privação dos afetos é terrível. Por alguma razão, os gregos já pensavam no exílio como um castigo equivalente à morte. Eles o arrancam de seus afetos, de seus filhos, de sua vida profissional. Eles o obrigam a ser outro. E nessa “alteridade” você se perde.

Chama a atenção que suas duas personagens, Emilia e Simón, sejam precisamente cartógrafos.

Não sei bem por que, mas me preocupa há algum tempo a ideia do mapa e da semelhança entre o mapa e o romance. A escrita do romance e a realização dos mapas são, ambas, invenções da realidade, imaginações. No princípio, os seres humanos, quando não sabiam em que terra estavam pisando, imaginavam o mundo e lhe punham nomes a seu critério.

Mas, ao mesmo tempo, os mapas existem para que as pessoas não se percam, para que alguém não desapareça.

Exatamente.

A personagem de Emilia está perdida, mas encontra Simón pela formidável intensidade de seu amor. O amor é o único sentimento capaz de desencadear tanta força?

É sobretudo a ansiedade de recuperar o amor que não se viveu, que nos converte em outro ser. Como eu digo, o impulso inicial que me moveu a escrever este livro foi tratar de recuperar, mediante a escrita e a imaginação, o que o exílio me tirou. A escrita e a imaginação têm um poder maiúsculo, um poder que tratei de medir com a escrita deste romance. A ideia original era narrar a vida cotidiana dos argentinos, não os campos de concentração, não os tormentos, não as mortes horrendas, e sim a mediocridade da vida cotidiana. Sobretudo, algo que me perturbava, estando fora por tanto tempo, como não se reage, como se olha para outro lado? As ditaduras não são possíveis sem uma cumplicidade coletiva; uma certa forma de resignação ou de cumplicidade coletiva. A fonte dessa cumplicidade, acredito, é a ignorância. O grande recurso dos autoritarismos é obrigá-lo a ignorar, a que só saiba o que eles querem que saiba.

A primeira coisa que as autoridades israelenses fizeram antes de invadir Gaza foi impedir a presença de jornalistas.

Sim. E outra coisa importante. Aqui, se você denunciava o que via, o regime o denegria imediatamente como “antiargentino” e como tal o condenava. Agora, se você publica fora de Israel alguma coisa sobre o que sucede em Israel, podem muito bem chamá-lo de antissemita. Quando Israel levantou o muro, que me pareceu contrário a toda tradição da perseguição aos judeus, publiquei um artigo em La Nación, dizendo que era uma barbaridade, uma forma lenta de morte, e você não imagina a quantidade de vozes que se ergueram aqui para me acusar de antissemita.

Uma personagem que me parece interessante é a de Dupuy, o pai de Emilia. Ele não é um homem que está louco, mas que é, basicamente, um sem-vergonha.

Isso mesmo. Um canalha. Ele tem um ideal de extrema direita, militar, a ideia de construir um país sobre a ideia de “Deus, Pátria e Lar”, a espada e a Igreja, a união das armas com a fé e tudo isso misturado com a corrupção que afeta os pressupostamente incorruptíveis e se revela avassaladora. É esse também o tema de outro romance meu, O Voo da Rainha. Neste caso, é um jornalista incorruptível, que, em seu empenho em lutar contra a corrupção, se corrompe.

É tão fácil se corromper?

Se você não tem uma estrutura moral muito sólida e a corrupção não o repugna por princípio ou por vergonha, então, sim, suponho que a corrupção é uma tentação muito importante. Ela assume formas às vezes imprevisíveis. Aqui se veem infinitas formas de corrupção, inclusive você pode se converter em um corrupto sem ter consciência disso. A corrupção não é somente corrupção do dinheiro. A corrupção no jornalismo, por exemplo, é a sedução do poder, fazê-lo acreditar que você pode derrubar um ministro ou ter alguma influência maior.

Um episódio curioso no romance é o momento em que Dupuy pai visita Orson Welles para lhe propor que faça um documentário sobre os campeonatos mundiais de futebol. Cheguei a acreditar que fosse uma história possível.

Assim se criam as personagens. Conheci Orson Welles tal como Dupuy o conhece, na última tourada de Antonio Bievenida, em Toledo. Eu era um jornalista e ele estava muito envolvido na cerimônia de apartar os touros, opinando como se fosse um especialista. Eu me contive e não lhe perguntei sobre o Quixote, que ele havia deixado pelo meio. Admiro muito Welles, para mim ele é eticamente muito valioso. Pareceu-me que se o episódio não tivesse verossimilhança não poderia ter força e pus-me a estudar Welles, de modo que quando Dupuy o visita, eu sabia onde ele estava, o que fazia. Descobri que nessa época Orson Welles emprestou sua voz a um filme que se chama Genocídio, e me pareceu interessante devolver-lhe a homenagem.

Com relação à personagem de Emilia, às vezes é desesperador o tempo que ela demora para se dar conta do que se passou com seu marido, apesar das muitas pessoas que lhe contam.

Ela o explica num dado momento: “Se Simón está morto, então meu pai é um assassino e minha mãe, uma cúmplice.” E sobre a morte de seu marido, que já seria uma carga suficiente para ela, pois é a esperança que a mantém viva, teria que somar a culpa por esses antepassados assombrosos. Emilia é um reflexo, ou uma metáfora, embora a palavra me pareça um pouco presunçosa, da sociedade argentina em geral, à qual estão ocorrendo as coisas diante de seus olhos e ela não os vê. Prefere esperar que ocorram milagres. Mas Emilia não espera passivamente, porque procura de todos os modos.

A história de amor, que é tão importante no romance, seria possível pensá-la igual se a desaparecida fosse ela e Simón quem a procura?

Creio que o gênero masculino não tem, em geral, a mesma força passional e a mesma tenacidade que as mulheres têm. Por algum motivo, são As Mães da Plaza de Mayo e não Os Pais da Plaza de Mayo. Embora os maridos acompanhem o símbolo da busca e da espera, foram as mulheres que bateram de frente com a ditadura.

Seu romance tem muitas leituras possíveis: é uma história de amor, mas também um romance político, mas também um romance metafísico… É um romance sem medo.

Sem medo das consequências. Caminhar sobre uma corda bamba sem cair. Nesses temas a gente pensa qual é o limite e até onde posso avançar, e quanto mais livre você se sente, mais seguro se sente e melhor avança. De todos os meus livros, este foi o que escrevi mais rapidamente, me deixando levar.

O senhor acredita que algo que existiu um dia existe para sempre?

Um ser que existiu persiste por intermédio da memória. Por isso, o livro insiste em que a identidade de cada um de nós está nas recordações. Não só nas recordações que se tem, mas nas recordações que se deixa. Por isso o céu e o inferno são suas boas e suas más ações, aquilo que você deixou e o que permanece na memória dos outros.

TRADUÇÃO DE CELSO MAURO PACIORNIK

FLUÊNCIA NARRATIVA E BASES HISTÓRICAS MARCAM SUA FICÇÃO

CONTRA O PODER: A experiência com a ditadura militar argentina resultou em marca na militância e na ficção de Tomás Eloy Martínez, nascido na província de Tucumán, em 1934. Formado em literatura e especializado em Jorge Luis Borges, Eloy Martínez atuou como repórter na Argentina e na França, tendo iniciado a carreira jornalística como crítico de cinema. Durante o seu exílio, ele ajudou a fundar periódicos importantes como El Diario (Venezuela) e Siglo 21 (México). Ele criou o suplemento literário Primer Plano para o jornal Página/12, de Buenos Aires. Desde 1995, ele dirige o Programa de Estudos Latino-americanos da Rutgers University, em Nova Jersey. Marcados pela fluência narrativa e tramados em bases históricas, seus romances abordam, de modo geral, os efeitos do exercício do poder, visto sob um olhar cético, por vezes cáustico. Cinco de seus livros estão em catálogo: O Voo da Rainha (Objetiva), O Cantor de Tango, A Mão do Amo, O Romance de Perón, Santa Evita (todos Companhia das Letras).

19/12/2008 - 11:02h Ordenan liberar a Astiz, Acosta y a otros represores de la ESMA

ESTAN PRESOS POR TORTURAS Y DESAPARICIONES

Lo resolvió la Sala II de la Cámara de Casación. Tres jueces consideraron vencidos los plazos de la prisión preventiva de al menos una veintena de acusados de delitos de lesa humanidad. La Presidenta criticó con dureza la decisión judicial.

EX CAPITAN DE FRAGATA ALFREDO ASTIZ.

La Cámara Nacional de Casación Penal, el mismo tribunal al que el Gobierno acusó el año pasado de demorar las causas contra los represores de la dictadura, ordenó ayer la liberación del mayor exponente de los crímenes de esa época, el ex capitán naval Alfredo Astiz.

La medida fue tomada por los jueces Guillermo Yacobucci y Luis García y se basa en el vencimiento de los plazos previstos para que un acusado esté detenido preventivamente sin que exista una condena en su contra. La ley indica dos años, prorrogables por uno más según la cantidad de delitos y la complejidad de la causa. Astiz está preso desde septiembre de 2003. Y todavía no fue enjuiciado.

Además de Astiz, el fallo beneficia a otros represores del mayor centro clandestino de detención que tuvo la dictadura, la Escuela de Mecánica de la Armada (ESMA), e incluso al ex general Ramón Díaz Bessone y al ex juez federal santafesino Víctor Brusa, acusado de haber presenciado torturas a personas secuestradas por la dictadura. En total, son alrededor de veinte los beneficiados.

La noticia sorprendió a la presidenta Cristina Fernández de Kirchner justamente en un acto en el predio de la ESMA, hoy ocupado por el Espacio para la Memoria. “Es un día de vergüenza para los argentinos, la humanidad y también para nuestro sistema judicial”, dijo allí.

La medida mereció repudios hasta del Senado (en sesión por la ley de blanqueo de capitales) y los organismos defensores de los derechos humanos. Además, los cuatro legisladores oficialistas que integran el Consejo de la Magistratura anunciaron que pedirán el juicio político de los camaristas.

De todos modos, Astiz y los otros represores todavía no recuperaron la libertad y tampoco lo harán inmediatamente. El fiscal Raúl Plee apelará hoy la decisión de los camaristas, según aseguraron anoche a Clarín fuentes judiciales.

El fiscal planteará un recurso extraordinario para que la medida sea revisada por la Corte Suprema. Si Casación acepta remitir el caso a la Corte, los detenidos seguirán presos hasta que se pronuncie el máximo Tribunal.

En cambio, si Casación rechaza abrir el recurso extraordinario, los represores podrán recuperar la libertad aunque el fiscal plantee un recurso para ir “en queja” directamente a la Corte.

Los represores de la ESMA beneficiados por el fallo son, además de Astiz, Jorge “Tigre” Acosta, Antonio Pernías, Manuel García Tallada, Juan Antonio Azic y Raúl Scheller, estos dos últimos ex integrantes de la Prefectura y no de la Armada, como los otros. Acosta lleva preso más de siete años, mientras que el resto está detenido desde el 16 de setiembre de 2003.

Técnicamente, lo que la Sala II de Casación hizo ayer fue no prorrogar la prisión preventiva que se venía ratificando en los últimos años pese al vencimiento de los plazos legales. En el caso de la mayoría esa prórroga se dispuso cuatro veces.

Los jueces recordaron en su resolución, a la que Clarín tuvo acceso, que la prisión preventiva tiene un límite de dos años, prorrogable por otro más. Además, atribuyeron las demoras a la larga instrucción del expediente en el juzgado a cargo de Sergio Torres y sostuvieron que aún no hay fecha cierta para el inicio del juicio oral.

El fallo, de 26 carillas y con bastante fundamentación, significaría abrir la puerta de la libertad a decenas de represores que están en la misma situación. Es decir, procesados, con prisión preventiva hace más de dos años y sin perspectiva pronta de un juicio que determine sus culpabilidades.

La Procuración General de la Nación recordó que las excarcelaciones tampoco corresponden cuando hay más de un procesamiento, como pasa con varios de los detenidos. El tercer miembro del tribunal, Gustavo Mitchell, propuso prorrogar las prisiones preventivas.

11/05/2008 - 19:54h Homenaje a las Madres de Plaza de Mayo

Bono

11/05/2008 - 16:21h Homenagem as mães da Praça de Maio

Chico Buarque

11/05/2008 - 15:31h MADRES DE MAYO

Todos los jueves del año
A las once de la mañana
Junto a la Plaza de Mayo
Con lluvia frío o calor
Te esperaré vida mía
Frente a la Casa Rosada
La espina de tu mirada
Clavada en mi corazón.

Me dicen que no te fuiste, mi bien
Que te desaparecieron
Que te vieron en la cuneta
Cantando “El Yira” de Carlos Gardel
Que de pronto te esfumaste
Que te borraron del mapa
Que ni siquiera naciste
Que medio loca mamá te inventó.

Con Malvinas o sin Malvinas
Grito tu nombre por las esquinas,
Mientras que los generales
Se dan al Tango
Por los portales.
Tango de las madres locas
Coplas de amor y silencio
Con vida se los llevaron
Y con vida los queremos.
Con Malvinas o sin Malvinas
¿Dónde está Pedro? ¿Dónde está Lidia?
Con Malvinas o sin Malvinas
Grito tu nombre por las esquinas.

Cada vez que dicen : “Patria”
Pienso en el pueblo y me pongo a temblar
En las miserias que vienen
Y en los fantasmas de la soledad
¿Petronila qué te hicieron?
¡Qué mala cara tenéis!
- La que me dejó Videla
- A mí Galtieri ya ves…

Con Malvinas o sin Malvinas…

Carlos Cano

10/04/2008 - 14:53h Indenizações e história esquecida

herzog.jpgVladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar

Pedro Estevam Serrano é advogado sócio do escritório “Tojal, Teixeira Ferreira, Serrano e Renault advogados associados”, mestre e doutorando em direito do Estado pela PUC-SP, professor de direito constitucional, fundamentos de direito público e prática forense de direito do Estado da Faculdade de Direito da PUC-SP, bem como do curso de especialização em direito administrativo da pós-graduação (latu sensu) da mesma faculdade. É ex-procurador do Estado de São Paulo, ex-secretário de assuntos jurídicos da prefeitura municipal de São Bernardo do Campo. Autor de diversos artigos na área de direito constitucional e administrativo publicados em revista especializadas, tendo proferido diversas palestras sobre temas inerentes à área. Autor da obra “O Desvio de Poder na Função Legislativa”, editora FTD. Co-autor da obra “Dez Anos de Constituição”, Editora IBDC.

Pedro Estevam Serrano – Última Instância

De tempos em tempos surgem na mídia noticias das indenizações recebidas pelas vitimas da ditadura militar brasileira. Os últimos contemplados de maior repercussão foram os cartunistas e jornalistas Jaguar e Ziraldo.

Como é cediço, o Estado de Direito caracteriza-se pela submissão do Estado às leis e não à vontade pessoal dos governantes. Governo das leis e não governo dos homens na proposição clássica.

Ora, por via de conseqüência deflui a idéia de responsabilidade do Estado por seus atos. De que adianta determinar que o Estado se submeta às leis e normas jurídicas se nada acontece em caso de descumprimento? Norma sem sanção, sem conseqüência, não obriga nem vincula, logo não é norma.

Não há Estado de Direito, portanto, sem responsabilidade estatal por seus atos. Sem o Estado responder pelas ilicitudes que cometa, reparando os danos ocasionados.

Nada mais justo e juridicamente adequado que as vítimas da ditadura, os que sofreram violências e perseguições de toda natureza, produto do abuso ilegítimo no exercício do poder estatal pelos agentes públicos de então, recebam as devidas indenizações pelas perdas e danos que sofreram, que se não conseguem reparar totalmente os danos materiais e morais, ao menos em parte os compõe.

A questão não esta em criticar-se um comportamento governamental adequado aos valores do estado de Direito como é o caso das indenizações das vitimas da ditadura, mas sim na forma particularista e não republicana como a questão vem sendo tratada desde o governo FHC.

Parece que os órgãos governamentais procuram esgotar a questão da apuração do que houve no período do regime militar na indenização civil das vítimas.

Mais uma vez, como é corrente na forma histórica com que os governos brasileiros tratam questões desta natureza, a satisfação das questões individuais parecem substituir as medidas de caráter público que deveriam vir a par de tais atenções particulares, sem prejuízo dessas últimas.

Parece que desde o governo FHC até o atual se procura operar a indenização das vítimas não como um natural e legítimo reconhecimento do direito dessas pessoas, mas como uma compensação histórica ao público pela não abertura total dos arquivos da época do regime militar e pela não realização de investigações que identifiquem o destino dos ditos “desaparecidos políticos”, bem como tragam à luz a identidade dos agentes públicos civis e militares que torturaram e assassinaram prisioneiros e detidos sob sua guarda.

A justa e devida satisfação privada das vítimas da ditadura não é moeda de troca para satisfação do direito do publico a se apropriar de nossa história como nação e Estado.

A questão não se cinge a reparar danos pessoais, mas sim a conhecermos dos fatos para evitarmos repeti-los no futuro. A dimensão pública, difusa da questão não se confunde com os interesses pessoais lesados e a serem justamente reparados.

Há que se exigir do atual governo fazer o que o anterior não teve a coragem histórica de realizar, trazer à luz os fatos e os cadáveres, para que as conhecidas atrocidades do período não se repitam. A sociedade brasileira também carece de reparação pelos danos que sofreu como povo traído, recuperando o conhecimento de sua própria história.

Quinta-feira, 10 de abril de 2008

05/04/2008 - 04:27h Argentina pune casal que criou bebê de desaparecidos

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María Eugenia Sampallo muestra las fotos de sus padres desaparecidos durante la dictadura

Jovem foi registrada como filha e iniciou processo

Folha de São Paulo

A Justiça argentina condenou a, respectivamente, oito e sete anos de prisão, Osvaldo Rivas e María Cristina Gómez Pinto, casal que, em 1978, se apropriou da filha de dois dissidentes desaparecidos nos porões da última ditadura militar argentina (1976-1983).

Rivas e Gómez foram processados por iniciativa da própria filha adotiva, María Eugenia Sampallo, 30. Foi a primeira vez que um julgamento deste tipo foi iniciado pela própria pessoa apropriada.
A Justiça também condenou o capitão da reserva Enrique José Berthier -responsável por seqüestrar Sampallo e entregá-la a Rivas e Gómez- a dez anos de prisão.

A decisão do Tribunal Federal Oral de Buenos Aires é a primeira a condenar pessoas que adotaram bebês roubados de dissidentes mortos ou desaparecidos durante a ditadura. Antes, só militares responsáveis pela entrega dos bebês já haviam sido condenados.

A acusação pedia a condenação do casal e de Berthier por 25 anos, sentença máxima, sob as acusações de retenção ilegal de Sampallo e de falsificação da certidão de nascimento dela. Gómez foi absolvida da segunda imputação.

Sampallo descobriu sua identidade real em 2001, quando, após ser localizada pelas Avós da Praça de Maio, um exame de DNA revelou que ela era filha de Leonardo Sampallo e Mirta Barragán, seqüestrados em dezembro de 1977 pela ditadura argentina. Em fevereiro do ano seguinte, Barragán deu à luz no cativeiro. Em maio do mesmo ano, a menina foi entregue por Berthier ao casal que a criaria. Já os pais biológicos estão desaparecidos até hoje.

“Eles não são meus pais. São meus seqüestradores. Não tenho nenhum tipo de ligação emocional com eles”, disse Sampallo, em entrevista recente. “Estes são meus pais”, completou, em lágrimas, segurando uma foto dos desaparecidos.

As Avós da Praça de Maio, grupo dedicado à recuperação de filhos de desaparecidos durante a ditadura, calculam que 500 bebês tenham sido roubados e entregues a casais como filhos adotivos. Desde a sua criação, o grupo já ajudou a identificar 77 jovens criados nessas circunstâncias.

Em sessões anteriores do julgamento, Sampallo havia dito que o objetivo de seu processo era que “a sociedade deixe de aceitar que se roubem filhos de outras pessoas”. Sobre aqueles que a criaram como filha por 19 anos, quando abandonou a casa já sob a suspeita de ser filha de desaparecidos, Sampallo disse: “Não guardei lembranças relacionadas a Rivas e Gómez como pais, porque prefiro não me lembrar disso”.

Desde 2005, quando a Corte Suprema de Justiça anulou as leis de anistia do governo Raúl Alfonsín (1983-1989), foram reabertas na Argentina mais de 800 causas contra integrantes da ditadura.

A sentença de ontem soma-se a outras simbólicas como a que no ano passado condenou à prisão perpétua o padre Christian von Wernich por participação em torturas e assassinatos -foi a primeira condenação deste tipo contra um membro da Igreja Católica.

Com agências internacionais

13/03/2008 - 10:34h A pedido de Gustavo, o Eternauta em seu devido lugar

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Das minhas compras em Buenos Aires, não podia faltar uma história em quadrinhos. Depois de ouvir falar por anos e nunca ter achado, consegui comprar um álbum do Eternauta. É um clássico argentino de 1957 que conta a história de um homem, seus amigos e família enfrentando uma invasão extraterrestre que nada mais é do que a metáfora do mundo pós-guerra, com suas ameaças atômicas e superpotências que decidem o futuro do planeta sem se importar com países periféricos. Ganhou continuações, revisões, polêmicas e fez aniversário no ano passado. Mas eu falo disso melhor quando terminar de ler tudo. Do Blog de Alexandre Maron

Los cincuenta años de la aparición de El Eternauta y los treinta de la desaparición de su guionista, Héctor Germán Oesterheld, imponen una nueva, necesaria visita a la historieta que logró convertirse en un relato clave de la narrativa argentina

Por Pablo de Santis

Para LA NACION, Buenos Aires – 2007

Sobre Buenos Aires ha caído a menudo la lluvia de la imaginación, con su amenaza de cambios y catástrofes. Leopoldo Marechal excavó, bajo la ciudad, un infierno llamado Cacodelphia; en el “Informe sobre ciegos”de Sabato es la Secta Sagrada de los Ciegos la que domina las profundidades. En los cuentos de Cortázar, Buenos Aires se conecta de improviso con el imperio azteca o con París; en Invasión , la película de Hugo Santiago, la ciudad se recibe de mito, la bautizan Aquilea y la visitan tecnócratas de traje. También Héctor Germán Oesterheld imaginó la invasión, pero extraterrestre. En la secuencia inicial de El Eternauta -de cuya publicación se cumple medio siglo-, un guionista de historietas recibe la visita de Juan Salvo, un hombre del futuro, que llega para advertirle que la ciudad será invadida. Toda la historieta, con sus 350 y pico de páginas, es un largo racconto : la promesa de la nevada mortal y de los horrores que seguirán.

Ese comienzo es ejemplar. El guionista se empeña en trabajar en medio de la noche, en una casa de las afueras. El lector se siente cómodo en esa noche fría y estrellada, con el rasguido de la pluma contra el papel como único sonido. Esa escena, en la que es precisamente un guionista de historieta el testigo del largo relato, ha hecho de El Eternauta un símbolo y un umbral de la historieta argentina. Nuestra literatura -como señaló Juan Sasturain- se alimentó siempre de libros heterogéneos, raros, imprevisibles, como el Facundo de Sarmiento o la Operación masacre de Rodolfo Walsh. También debe su vitalidad a la capacidad de poner en el centro del interés y del prestigio géneros como el fantástico y el policial. Nacida en una revista barata, la Hora Cero Semanal , de formato apaisado y tapa a dos colores, El Eternauta también pasó a formar parte de nuestros grandes relatos.

Oesterheld volvió a la invasión en una nueva versión que hizo para la revista Gente en 1969; para entonces, la gráfica experimental de Alberto Breccia y los cambios ideológicos del guionista -ya los malos no eran solo los extraterrestres, sino también las grandes potencias, que entregaban América Latina al invasor- hicieron que la historieta fuera insostenible en ese medio. Los autores tuvieron que compactar el argumento en pocas páginas. El Eternauta tuvo una segunda parte y luego la tercera (a la que se le agregó en años recientes una cuarta), pero la historia esencial sigue siendo la primera. Umberto Eco -pionero en este asunto de hablar de historietas bajo el rótulo de la semiología- señaló, a propósito de la serie de Charlie Brown, que el genio es aquel que convierte los condicionamientos en posibilidades. Oesterheld trabajó así, convirtiendo el formato episódico – El Eternauta se publicaba por entregas- en un potenciador de la historia. Sus invasores, a diferencia de los de tantas otras películas, novelas e historietas, se renuevan: después de la nieve, cascarudos y gurbos, y los manos, y esa especie de zombis Los defensores, en cambio, siempre son los mismos, aunque van cambiando: algunos temerosos se convierten en valientes, otros hacen el camino inverso. Nadie saca para siempre el carnet de héroe; todos lo tienen en sus manos por un rato.

Los dibujos de Francisco Solano López se convirtieron en imágenes imborrables para todos los lectores. Como ocurre con Chester Gould, el autor de Dick Tracy , en los dibujos de Solano López la sencillez y el despojamiento le han permitido seguir encantando a las sucesivas camadas del lectores. Un dibujo más complejo hubiera perdido su eficacia con los años. Solano López, frontal y directo, inventó caras inolvidables y postales definitivas de una Buenos Aires arrasada.

Una curiosidad dentro de la bibliografía de Oesterheld es El Eternauta y otros cuentos de ciencia ficción , que forma parte de una colección que Juan Sasturain dirigió para la editorial Colihue hace más de diez años, y que se proponía rescatar la obra literaria de Oesterheld. Ese volumen incluye unos fragmentos narrativos (quiero decir: pura prosa, sin dibujos) que el autor ensayó en los años sesenta sobre su memorable invasión y también algunos de los cuentos que publicó en revistas de ciencia ficción.

El Eternauta fue leída por varias generaciones: los primeros lectores fueron los de Hora Cero Semanal , la revista que Oesterheld publicaba en su propia editorial Frontera; después vino la edición en libro a color, más distintas versiones en las páginas de la revista Skorpio o como fascículos coleccionables. En los últimos años hubo un par de ediciones que se propusieron devolverle a la historieta el blanco y negro original, alejándola del color intrusivo (al que muchos lectores nos habíamos acostumbrado: después de todo, para cada lector la versión original es la primera que cayó en sus manos, no la que anotan las cronologías).

Las analogías entre El Eternauta y la desgracia personal de Oesterheld (desaparecido desde 1977, igual que sus cuatro hijas) resultan cansadoras; en cada homenaje se compara a los extraterrestres con la represión de los años setenta. Esa lectura quiere quitarle a la aventura su alegría y energía. Porque lo cierto es que, si prescindimos de alegorías y premoniciones, vamos a disfrutar como se debe de la persecución implacable, de la destrucción y el horror de la historieta, tanto como de los rasgos humanos de los personajes. Toda historia cuenta un secreto y ese secreto es, sobre todo, el porqué nos importan cosas que sabemos irreales, imposibles. Ese secreto nunca lo descubrimos del todo y por eso seguimos leyendo.

11/03/2008 - 16:36h Piden 25 años de prisión para tres acusados por la apropiación de una hija de desaparecidos

“Espero que esto les sirva a chicos que pasaron por mi situación”, dijo María Eugenia Sampolla.

Clarín de Argentina

En el tramo final del juicio oral, la querella pidió 25 años de prisión para el militar y la pareja de civiles que están acusados del robo de una beba durante la última dictadura.

Se trata del caso de María Eugenia Sampallo Barragán, hija de desaparecidos nacida en cautiverio en 1977 que, tras recuperar su identidad en 2001 mediante pruebas genéticas, querelló a sus apropiadores, el capitán de Ejército Enrique Berthier y la ex pareja integrada por Osvaldo Rivas y Cristina Gómez Pinto, en el primer caso de este tipo.

El abogado Tomás Ojea Quintana, ante el Tribunal Oral Federal 5 (TOF), pidió la pena de 25 años para los tres acusados de la sustracción y cambio de identidad de la entonces beba, así como de la falsificación del documento público.

Este último delito se cometió con el concurso del médico militar Julio César Cáceres Monié, ya fallecido, quien firmó un certificado de nacimiento “trucho”.

El miércoles 12 a igual hora se escuchará el alegato de la Fiscalía, en tanto el martes 25 y miércoles 26 será el turno de las defensas. Tras la instancia de las réplicas, previsto para los días 1 y 2 de abril, el TOF emitirá su sentencia el viernes 4 de abril.

19/02/2008 - 19:06h Filha de desaparecidos na Argentina processa família ilegítima

Maria Eugenia Sampallo Barragan, 30, leaves a Federal court building after attending the first hearing in a trial against her adoptive parents in Buenos Aires, Tuesday, Feb. 19, 2008. For first time in Argentina, a daughter of missing parents, decided to bring charges against the army officer, now retired, who kidnapped her after her birth in captivity, and her adoptive parents, who knew her real origin and inscribed her like their own daughter.
Maria Eugenia Sampallo Barragan, 30 anos

Reuters/Brasil Online
Portal O Globo

BUENOS AIRES (Reuters) – Um casal argentino que se apropriou da filha de ativistas políticos desaparecidos durante a ditadura começou a ser julgados nesta terça-feira, no primeiro caso em que a vítima de um sequestro do governo militar acusa seus pais ilegítimos.

A mãe de María Eugenia Sampallo Barragán foi sequestrada em 1977, grávida de seis meses, por comandos do último governo militar da Argentina (de 1976 a 1983).

A menina nasceu enquanto a mãe era mantida em um dos centros clandestinos de detenção do regime. O pai biológico da menina também foi sequestrado pelos militares e continua desaparecido.

Em 2001, Sampallo Barragán recuperou sua verdadeira identidade e agora enfrentará nos tribunais os que esconderam dela sua origem e a criaram como se fosse filha biológica deles: um casal formado por dois civis, Osvaldo Rivas e María Cristina Gómez Pinto.

O casal e o capitão aposentado do Exército Enrique Berthier, que entregou a menina aos dois, são acusados de ter tirado a criança dos pais e de ter apagado a identidade dela, segundo dados da organização de defesa dos direitos humanos Avós da Praça de Maio.

O governo militar montou um aparato de segurança encarregado de sequestrar, torturar e assassinar seus opositores, muitos dos quais jovens de esquerda.

Segundo entidades de direitos humanos, foram assassinadas 30 mil pessoas no período. Uma comissão independente conseguiu comprovar 11 mil casos do tipo.

Cerca de 400 bebês foram sequestrados durante a ditadura, e as Avós da Praça de Maio já recuperaram quase 90 dessas vítimas.

Em 2003, o então presidente do país, Néstor Kirchner, pressionou o Congresso e o poder Judiciário para que fossem revistas as leis de anistia aprovadas na década de 1980.

Dois anos depois, a Suprema Corte de Justiça considerou essas leis inconstitucionais, abrindo as portas para a retomada das investigações.

Dezenas de policiais, militares e agentes penitenciários aguardam presos o início de seu julgamento por crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura

(Reportagem de César Illiano)

06/02/2008 - 12:10h Tiranos

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EMPEZO EN CORRIENTES EL JUICIO ORAL A CINCO REPRESORES DE LA DICTADURA

NOTA DE TAPA

TIRANOSAURIOS

Página/12 en Corrientes:Los defensores de la dictadura, encabezados por Cecilia Pando, intentaron dificultar el inicio del primer juicio a los represores realizado en el interior del país tras la anulación de las leyes de impunidad. Hubo roces con defensores de los derechos humanos, pero no pudieron impedir la sesión

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05/02/2008 - 13:50h Ausencias (ausências)


La misma situación,
con treinta años de diferencia.
En el medio, el horror de la dictadura

Página12
Por Oscar Ranzani

Catorce historias de vida componen la muestra Ausencias de Gustavo Germano. Catorce historias fotográficas de seres desgarrados de la vida por patrullas y grupos de tareas que nunca entendieron el significado de la vida, despreciaron su valor y por eso jugaron con la muerte de 30 mil almas. Esas mismas almas que, a pesar de la ausencia, permanecen muy presentes en la memoria y el corazón de quienes crecieron y convivieron con ellos y con buena parte de la sociedad que entendió la importancia de gritar ¡Nunca más! “Cada una de las historias que forman parte de Ausencias es una historia en sí misma y es, a la vez, todas las historias”, señala Germano, antes de hablar de algunas de las que componen la muestra.

Una de ellas es la de la familia Amestoy, asesinada el 19 de noviembre de 1976 en la masacre de la calle Juan B. Justo, en San Nicolás de los Arroyos (Buenos Aires). Omar Darío Amestoy era un militante social en barrios vulnerables de Nogoyá (Entre Ríos). Fue asesinado junto a su esposa, María del Carmen Fettolini, y sus hijos María Eugenia, de tan sólo cinco años, y Fernando, de tres. La fotografía fue tomada un domingo de 1975. En ella están Omar y su hermano Mario Alfredo, que habían salido de paseo por el campo, con asado incluido. “Representa la brutalidad de una familia completa asesinada violentamente”, sostiene Germano.

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27/12/2007 - 14:18h Operação Condor: Brasil quer investigação

Tarso diz que não pode extraditar brasileiros para Itália por Operação Condor, mas pode processá-los

Jailton de Carvalho – O Globo

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou ontem que a Constituição não prevê a extradição de brasileiros para outros países, mas nem por isso os militares e policiais acusados de envolvimento no seqüestro e assassinato de dois ítalo-argentinos durante a Operação Condor estão livres de prestar contas à Justiça. Tarso Genro deverá pedir à Procuradoria Geral da República que abra uma investigação sobre a suposta participação dos brasileiros na morte de Horacio Domingo Campiglia e Lorenzo Ismael Viñas, segundo acusação do procurador italiano Giancarlo Capaldo.
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08/11/2007 - 07:23h Memoria del infierno en Buenos Aires

Néstor Kirchner inaugura junto al Río de la Plata el mayor monumento de Latinoamérica en recuerdo de las víctimas del terrorismo de Estado

ALEJANDRO REBOSSIO - Buenos Aires – El País

Hay unos 30.000 ladrillos de piedra junto al Río de la Plata. Cada uno de ellos recuerda a los desaparecidos en la última dictadura de Argentina (1976-1983) y lo hace junto al mismo río al que fueron arrojadas decenas de ellos en los llamados vuelos de la muerte. El presidente argentino, Néstor Kirchner, inauguró ayer el Monumento a las Víctimas del Terrorismo de Estado, el mayor memorial de Latinoamérica.

Memoria del infierno en Buenos Aires

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Los ciudadanos pudieron visitar ayer, día de su inauguración,
el Monumento a las Víctimas del Terrorismo de Estado en Río de la Plata. En el discurso de inauguración, Kirchner exigió que los jefes de la última dictadura, incluidos sus “ideólogos civiles”, sean juzgados. Para ello, subrayó que “la tarea de la justicia es muy importante”. El mandatario reivindicó la “verdad y la justicia” y vaticinó que “Cristina [Fernández, su esposa y presidenta electa de Argentina] va a profundizar a fondo” para que se haga justicia. Kirchner Asistió a la ceremonia en compañía de Fernández.

Uno de los pilares del Gobierno en funciones de Kirchner, que finaliza dentro de un mes, ha sido su lucha por la condena judicial de las violaciones de los derechos humanos. Por eso, el acto de ayer cobró un significado especial para él.

El monumento se ubica en el Parque de la Memoria, un espacio verde que comenzó a gestarse hace 10 años y que cuenta con 16 esculturas de artistas como el colombiano Germán Botero y el argentino Clorinda Testa.

El parque se encuentra sobre la Costanera Norte de Buenos Aires, una ciudad que vive en su mayor parte de espaldas al río más ancho del mundo. Justo allí, organizaciones de derechos humanos, el Gobierno y la Legislatura porteñas y la Universidad de Buenos Aires han levantado este monumento para no dar la espalda al pasado. Entre sus promotores originales figuran la ex legisladora Gabriela Alegre y el fotógrafo Marcelo Brodsky, que pensó y llevó adelante el proyecto y las bases del concurso para el proyecto escultórico definitivo.

Las cuatro paredes zigzagueantes del monumento están hechas de los 30.000 ladrillos de pórfido, una piedra dura y púrpura de origen volcánico que se trajo de la Patagonia, casualmente la tierra natal de Kirchner. Los nombres de las víctimas cuya desaparición fue denunciada oficialmente están escritos en 8.917 bloques. Sin embargo, las organizaciones de derechos humanos aseguran que el número de desaparecidos triplica esa cifra y por eso la Comisión Pro Monumento a las Víctimas del Terrorismo de Estado se encarga de seguir recolectando nombres para continuar inmortalizándolos en las piedras. En esa comisión participan las Abuelas y Madres de Plaza de Mayo, la Asociación Civil Buena Memoria (de Alegre y Brodsky) y el Servicio de Paz y Justicia (del Nobel de la Paz Adolfo Pérez Esquivel), entre otras organizaciones de derechos humanos.

Los promotores del monumento explican que fue diseñado como “un corte, una herida abierta en una colina de césped”. Su trazado “recrea el esfuerzo necesario para la construcción de una sociedad más justa y la herida causada por la violencia ejercida por el Estado”. Las paredes parten de una plaza y terminan en la rambla ribereña. Precisamente, familiares y amigos de las víctimas suelen recordar a sus desaparecidos en el Río de la Plata arrojando flores a sus aguas.

A principios de año, meses antes de la inauguración del monumento, algunas placas con los nombres de las víctimas fueron destrozadas. Se desconoce la identidad de los vándalos. Como también se desconoce el paradero de Jorge Julio López, uno de los testigos de los juicios contra los criminales de la dictadura, que lleva más de un año desaparecido.

03/11/2007 - 12:48h La memoria como derecho humano

Civilización y BarbarieLa cita es el próximo miércoles 7 a las 6 de la tarde, allí donde la costanera porteña se junta con la calle Obligado, al costado de la Ciudad Universitaria. Exactamente en el predio junto al río donde se alza el Parque de la Memoria.

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A esa hora se inaugurará el Monumento a las Víctimas del Terrorismo de Estado.

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Fotografías de Marcelo Brodsky

No es casual su emplazamiento junto al Río de la Plata: en sus aguas fueron arrojadas muchas de las víctimas a las que se recuerda.

La Comisión Pro Memoria nos explica que el monumento fue diseñado “como un corte, una herida abierta en una colina de césped. La intervención paisajística y el trazado recrean el esfuerzo necesario para la construcción de una sociedad más justa y la herida causada por la violencia ejercida por el Estado.

Los nombres de los detenidos desaparecidos y asesinados se asientan sobre estelas de pórfido patagónico a lo largo de un recorrido que comienza en una de las plazas y termina en la rambla, sobre el río. Un recorrido en rampa, procesional, lleva al encuentro con los nombres”.El parque consiste en un grupo de esculturas que apuntan a generar una reflexión en los visitantes en torno al pasado reciente.

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Obra de Dennis Oppenheim

Doce de ellas fueron elegidas mediante el Concurso Internacional “Parque de la Memoria” en el que se presentaron 665 proyectos, provenientes de 44 países.

Los artistas seleccionados fueron: Claudia Fontes, Marie Orensanz, Clorindo Testa, Marjetica Potrc, Dennis Oppenheim, Nicolás Guagnini, Germán Botero, Norberto Gómez, Grupo de Arte Callejero, Nuno Ramos, Juan Carlos Distéfano, Per Kirkeby ,Jenny Holzer, Rini Hurkmans, Leo Vinci, Roberto Aizenberg, Magdalena Abakanowicz y William Tucker.

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Boceto de la obra de Guagnini

De las todas ellas ya están emplazadas tres: la de William Tucker (El Cairo, 1935. Victoria 2001, hormigón blanco y piedra partida 7,60 x 6 x 1,30 m), la de Dennis Oppenheim (Washington, 1938. Monumento al escape 2001 1999, acero, vidrio coloreado y materiales varios 6 x 7 x 2,80 m) y la de Roberto Aizemberg (Entre Ríos, 1928, “Sin título”, 2003, bronce laminado 3,90 x 5 x 1,70 m).

Antes de fin de año, se inaugurará la diseñada por Nicolás Guagnini (Buenos Aires, 1966. 30.000 25 columnas de acero de aproximadamente 4 m de altura).

Dice Guagnini, cuya obra reconstruye el rostro de su padre desapareido, en la memoria sobre su proyecto: “A medida que el espectador se desplaza alrededor del cubo comienza a percibir fragmentos, e inclusive repeticiones y distorsiones del rostro, que aparece y desaparece alternativamente en el paisaje del río. Existe un punto de vista ideal que permite la reconstrucción del rostro, de la memoria. Como conclusión a mis motivaciones para realizar esta obra y participar de este concurso quiero señalar que, si bien creo firmemente que desde el campo del arte se puede aportar a la elaboración del inmenso trauma social ocasionado por el genocidio, la única verdadera justicia con la memoria de los desaparecidos es el esclarecimiento de su destino, caso por caso, y la punición legal correspondiente a los culpables, cualesquiera fuese su grado de participación.”

“Caso por caso y punición legal”: dos ideas que me gustaría que brillasen más allá del parque.