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	<title>Blog do Favre &#187; desigualdade</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Desemprego entre negros cai para 16%, mas é maior do que entre brancos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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da Folha Online
O desemprego entre os negros caiu mais de 6 pontos percentuais entre 2004 e 2008, período de maior dinamismo da economia brasileira, mas ainda supera a falta de ocupação entre os brancos, segundo pesquisa do Seade/Dieese divulgada nesta quarta-feira.
De acordo com o levantamento, as disparidades na forma de inserção produtiva de negros e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_FtvI14u6klU/SkZM6TtC11I/AAAAAAAABGE/DvKw0m16kWk/s320/Constru%2520o%2520Civil%2520-%2520Geral%2520-%2520Pedreiro%252002.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_FtvI14u6klU/SkZM6TtC11I/AAAAAAAABGE/DvKw0m16kWk/s320/Constru%2520o%2520Civil%2520-%2520Geral%2520-%2520Pedreiro%252002.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">da Folha Online</span></h2>
<p>O desemprego entre os negros caiu mais de 6 pontos percentuais entre 2004 e 2008, período de maior dinamismo da economia brasileira, mas ainda supera a falta de ocupação entre os brancos, segundo pesquisa do Seade/Dieese divulgada nesta quarta-feira.</p>
<p>De acordo com o levantamento, as disparidades na forma de inserção produtiva de negros e não-negros no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo registraram queda entre 2004 e 2008.</p>
<p>No período, a PEA (População Economicamente Ativa) negra diminuiu sua participação de 37,3% para 36,6%, mas aumentou sua proporção de ocupados, de 77,5% para 84,0% e caiu a de desempregados, de 22,5% para 16%.</p>
<p>No caso dos não-negros, o desemprego caiu de 16,4% para 11,9% no mesmo intervalo.</p>
<p>O levantamento apontou ainda uma redução dos negros nos serviços domésticos (de 8,7% para 7,7%), o que aproxima a participação das raças nesse segmento, já que a participação dos não-negros caiu de 12,9% para 12%.</p>
<p>A pesquisa também indica diminuição das diferenças entre negros e não-negros nas formas de inserção associadas a graus mais elevados de escolaridade e qualificação, mas ainda prevalece uma diferença bastante elevada.</p>
<p>Entre os negros ocupados, 5% ocupavam em 2008 cargo de direção, gerência e planejamento &#8211;contra 4,7% registrado em 2004.</p>
<p>No caso dos não-negros, a participação em tais cargos caiu de 18,7% para 17,4%, na mesma comparação.</p>
<p>&#8220;Tais fatos repercutiram no crescimento do rendimento médio real dos negros (6,1%) e na relativa estabilidade para os não-negros (0,1%) e, ainda que isto represente alteração muito pequena do diferencial de renda, mostra tendência de lenta aproximação na relação entre os dois grupos&#8221;, afirma a pesquisa.</p>
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		<title>Neri: classe média é maioria, desigualdade diminui e o Brasil já decolou</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 18:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Blog de Paulo Henrique Amorim


Marcelo Neri: o brasileiro é mais formiga que cigarra




Entrevistei o professor Marcelo Neri, economista e chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-RJ, para o Entrevista Record, que vai ao ar hoje à noite, pela Record News.
Leia abaixo os principais pontos da entrevista:
. Em 1992, a classe média era um terço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a rel="bookmark" href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=22576">Blog de Paulo Henrique Amorim<br />
</a></h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="MarceloNeri" src="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/wp-content/uploads/2009/11/MarceloNeri.jpg" alt="Marcelo Neri: o brasileiro é mais formiga que cigarra " width="498" height="341" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Marcelo Neri: o brasileiro é mais formiga que cigarra</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Entrevistei o professor Marcelo Neri, economista e chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-RJ, para o Entrevista Record, que vai ao ar hoje à noite, pela Record News.</p>
<p style="text-align: left;">Leia abaixo os principais pontos da entrevista:</p>
<p style="text-align: left;">. Em 1992, a classe média era um terço do total da renda brasileira.</p>
<p style="text-align: left;">. Hoje, é mais de 50%.</p>
<p style="text-align: left;">. Entre 2003 e 2008, 32 milhões de brasileiros, ou seja, metade da população da Franca, ingressou no conjunto das classes A, B e C. O principal fator dessa ascensão não foram os programas assistenciais, mas a renda do trabalho.</p>
<p style="text-align: left;">. Entre 2003 e 2009 foram criados 8 milhões de empregos com carteira assinada.</p>
<p style="text-align: left;">. Pode-se dizer também que essa é uma década da redução da desigualdade.</p>
<p style="text-align: left;">. Entre 2000 e 2008 a renda dos 10% mais pobres da população cresceu 72%. Ou seja, o crescimento da renda dos pobres no Brasil é um crescimento de tamanho chinês.</p>
<p style="text-align: left;">. A renda dos 10% mais ricos cresceu 11%.</p>
<p style="text-align: left;">. Todo mundo cresceu.</p>
<p style="text-align: left;">. É uma bolha?</p>
<p style="text-align: left;">. Não, frisou Neri. Esse processo já dura cinco anos: de 2003 a 2008 a renda do brasileiro cresce 7% ao ano. Ou seja, não é bolha porque a renda sobe por causa do trabalho e porque os brasileiros passaram a estudar mais.</p>
<p style="text-align: left;">. Trabalhar e estudar são coisas que ficam, não vão embora como uma bolha.</p>
<p style="text-align: left;">. A queda na desigualdade é inédita.</p>
<p style="text-align: left;">. No anos 60 o Brasil viveu o período mais desigual da sua história. O Brasil tinha a terceira pior distribuição de renda do mundo.</p>
<p style="text-align: left;">. Hoje é o décimo. Quer dizer, é um país ainda muito desigual, mas se a desigualdade continuar a cair, será um país de desigualdade tolerável.</p>
<p style="text-align: left;">. O importante é que o Brasil cresce em baixo. O crescimento econômico do Nordeste é igual ao da China.</p>
<p style="text-align: left;">. É o que mostra uma pesquisa feita por ele sob o título “Produtores e Consumidores da Nova Classe Média”. O nordestino botou o filho na escola, conseguiu emprego com carteira assinada e a renda dos produtores cresce mais que a renda dos consumidores.</p>
<p style="text-align: left;">.Ou seja, o brasileiro é mais formiga do que cigarra.</p>
<p style="text-align: left;">. As mulheres são o maior sucesso dessa história.</p>
<p style="text-align: left;">. Elas fizeram uma revolução há 30 anos. Foram para a escola e conseguiram salários que começaram a se aproximar do salário dos homens.</p>
<p style="text-align: left;">. A história da ascensão das mulheres nordestinas é a mais significativa. Um exemplo disso é que as mulheres são as principais clientes do Crediamigo, o programa de microcrédito do Banco do Nordeste, que detém dois terços do mercado nacional de microcrédito.</p>
<p style="text-align: left;">. O Crediamigo promove sobretudo no Nordeste uma revolução nos pequenos negócios. Os empréstimos começam com R$ 400 e o avalista é um grupo de três a cinco pessoas em que um se responsabiliza pela dívida do outro.</p>
<p style="text-align: left;">. Entre o primeiro empréstimo e dezembro de 2008, aumentou em 42% o lucro dos que tomam dinheiro no Crediamigo. Sessenta por cento deles deixaram de ser pobres.</p>
<p style="text-align: left;">. O Marcelo Neri tem um estudo para a Fundação Getúlio Vargas só sobre o Crediamigo. Ele contou que a Prefeitura do Rio vai copiar o Crediamigo, além da Prefeitura de São Gonçalo, na região do Grande Rio.</p>
<p style="text-align: left;">Concluiu o professor Marcelo Neri: o Brasil muda rapidamente para melhor e muita gente não percebe.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Paulo Henrique Amorim</strong></p>
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		<title>Trata-se de uma questão de direitos civis</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 14:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
ROLDÃO ARRUDA, JORNALISTA &#8211; O Estado SP
O caso ocorrido na Universidade Bandeirante (Uniban) não afeta apenas a estudante Geisy Arruda. Trata-se de uma questão de direitos civis, que interessa a toda a sociedade. É preocupante a condescendência demonstrada com a turba que perseguiu e xingou a jovem por causa de sua vestimenta. Será que, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="swfdestaque300" style="text-align: center;"><img id="imagem-popin" src="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/foto/0,,32913509-EX,00.jpg" alt="Geisy Arruda chora durante coletiva na tarde desta                 segunda-feira (9). (Foto: Rubens Cavallari/Folha Imagem)" width="355" height="237" /></div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ROLDÃO ARRUDA, JORNALISTA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O caso ocorrido na Universidade Bandeirante (Uniban) não afeta apenas a estudante Geisy Arruda. Trata-se de uma questão de direitos civis, que interessa a toda a sociedade. É preocupante a condescendência demonstrada com a turba que perseguiu e xingou a jovem por causa de sua vestimenta. Será que, ao tolerarmos esse tipo de comportamento, amanhã não acharemos normal algum jovem ensandecido agredir um judeu ortodoxo pelo fato de expor na rua uma vestimenta diferente? Não acharemos justo um grupo de skinheads espancar dois gays que se beijaram na rua, alegando que tal beijo os agrediu moralmente? Não acharemos divertido ver uma pessoa gorda ser ridicularizada em público pelo fato de ser gorda?</p>
<p>A lista poderia incluir negros, índios, nordestinos, pessoas idosas, pobres, outras minorias e grupos sociais contra os quais volta e meia se levantam velhos e arraigados preconceitos &#8211; aqueles que parecem ficar guardados em algum canto escuro do corpo social, latentes, à espera de um estímulo, um sinal verde para serem escancarados. No caso de Geisy, o que se viu foi a volta do patriarcalismo mais exacerbado, que, apesar de tudo que se diz e se vê sobre as conquistas das mulheres, continua a nos assediar. A mensagem indireta estava lá: as mulheres, que até 1932 ainda não tinham o direito ao voto, não estão autorizadas até hoje a dispor livremente de seus corpos. É por isso que volta e meia somos assombrados pela notícia de que algum homem matou a namorada por não suportar a ideia de que ela seria de outro &#8211; como se estivéssemos falando de posse. É por isso, provavelmente, que o Congresso, dominado por homens, não discute em profundidade a proposta de liberação do aborto. É por isso que as mulheres mais independentes ainda são chamadas de prostitutas.</p>
<p>O mais correto seria aproveitar episódios como esse para dar a volta por cima, reforçando nas universidades os ensinamentos sobre a magnífica catedral de direitos civis que, a ferro e fogo, literalmente, nossa civilização vem montando ao longo dos séculos. Nessas aulas certamente seria lembrado o pensamento de Claude Lévi-Strauss, que morreu na semana passada, após ter revolucionado o pensamento antropológico, ensinando que não existem civilizações superiores ou inferiores, mas sim diferentes.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Universidade Taleban</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP


MARTA SUPLICY




Uma simples pergunta evidencia o machismo: a reação seria a mesma se se tratasse de um rapaz usando roupa &#8220;inadequada&#8221;? 






HÁ COISAS que assustam pelo  seu inusitado ou inesperado.
Outras assustam porque, além  de surpreendentes, são indicadoras  de situações preocupantes. O caso da  aluna Geisy, da Uniban, faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-small;">TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP</span></strong></span></h2>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,14472733,00.jpg" alt="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,14472733,00.jpg" width="259" height="371" /><strong>MARTA SUPLICY</strong></p>
<table style="height: 143px;" border="0" width="483">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><span style="font-size: x-large;"><em>Uma simples pergunta evidencia o machismo: a reação seria a mesma se se tratasse de um rapaz usando roupa &#8220;inadequada&#8221;? </em></span></strong><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p>HÁ COISAS que assustam pelo  seu inusitado ou inesperado.<br />
Outras assustam porque, além  de surpreendentes, são indicadoras  de situações preocupantes. O caso da  aluna Geisy, da Uniban, faz parte dessa segunda leva. Um vestido curto, um  salto alto e um andar rebolado quase  provocam o linchamento de uma estudante. Dias depois, a vítima é transformada em ré e quase acaba expulsa  da universidade.<br />
Uma moça põe um vestido ousado, talvez não exatamente próprio para quem vai assistir a uma aula. Teria uma festa depois? Não vem ao caso. A situação que merece análise é: Por que um vestido curto e um possível caminhar provocante suscitam a reação brutal sofrida pela moça? Outra indagação é: Por que uma universidade, que deveria ser um lugar de ensino, penaliza a jovem e vai na contramão do século que pretende instruir?<br />
Vamos começar pelo que é &#8220;próprio&#8221; para ir à aula. É possível hoje dizer o que é moda? Ou o que é adequado para ir a este ou àquele lugar? Dá para restringir o que hoje se entende por expressão e extensão da personalidade da pessoa? Claro que não se espera que alguém vá de traje de banho&#8230; mas um vestido?<br />
Não. Não foi a impropriedade da  roupa, mas o desejo, o medo e a raiva  que a roupa despertou -igualmente,  mas por motivos diferentes- em homens e mulheres. A inveja e o reprimido provocaram a mesma reação.<br />
O caso da universidade Taleban é  complexo, na medida em que junta  machismo máximo com burrice aguda. A decisão pela expulsão, mesmo  que revogada, explica com extrema  clareza a situação que nós mulheres  ainda vivemos.<br />
Uma simples pergunta evidencia o  machismo: Seria essa a reação da universidade se se tratasse de um rapaz  se vestindo de maneira &#8220;inadequada&#8221;,  com coxas à mostra ou dorso nu?<br />
A burrice é que, se a universidade já havia pecado com o desleixo com a segurança da estudante, a primeira reação a tornou símbolo do atraso. Também financeiramente é um desastre para a instituição -quem vai querer estudar em tal lugar? Sem falar que, se o juiz não for do mesmo ramo Taleban, propiciará reparação financeira maior à aluna. Agora, com a expulsão revogada, é preciso esperar os próximos passos.<br />
A universidade, negando seu papel educador e a princípio expulsando a aluna, &#8220;completara o serviço&#8221; dos estudantes. A violenta indignação da sociedade civil e das organizações de defesa das mulheres -estas com algum atraso- mostrou como parcela importante da população já tem a percepção da gravidade do que ocorreu.<br />
Ficou evidenciado, e isso é o que indignou tantas pessoas, o quanto esse tipo de preconceito ainda está entranhado na sociedade. A agressão à jovem, a atitude da universidade Taleban, foi tudo muito assustador.<br />
Sobrou um pseudoconsolo: aqueles  que dizem que mulheres, nos dias de  hoje, não têm mais do que reclamar ficarão caladinhos alguns dias. Poucos  dias, pois o tamanho da montanha a  ser escalada, como pudemos todos verificar, é enorme.<br />
Não avançamos no número de mulheres na política -aliás, estamos entre os piores na América Latina. Continua a enorme desigualdade de salários para o mesmo trabalho e&#8230; quem é mulher tem sempre uma história para contar sobre o que ocorre no cotidiano, seja entre quatro paredes, seja na rua. E não são boas histórias.<br />
A desqualificação da estudante, feita primeiro pelos seus pares e depois  pela universidade, evidencia por que  as mulheres têm tanta dificuldade em  trilhar o caminho do poder, seja ele  político, seja empresarial. Não é à toa  que, no ranking das cem &#8220;Melhores &amp;  Maiores&#8221; empresas brasileiras publicado pela revista &#8220;Exame&#8221;, nenhuma  mulher ocupa o cargo de presidente.<br />
Universidades como essa e desrespeito à liberdade da mulher produzem resultados que excluem mais da  metade da população -o gênero feminino- dos seus direitos plenos.<br />
Nós acreditamos que, assim como  este é o século do Brasil, também é o  século no qual as mulheres adquirirão, de fato e na prática, direitos  iguais. Enquanto shows de autoritarismo continuarem a acontecer sem  indignação da sociedade, será difícil  atingir ambas as metas.<br />
A reação da universidade diante da  avalanche de repreensões e possíveis  sanções deixa claro que a indignação e  a reação públicas ainda conseguem  mudar rumos.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span> <strong>MARTA SUPLICY </strong>foi prefeita da cidade de São Paulo pelo  PT (2001-2004) e ministra do Turismo (2007-2008).<br />
</span><br />
<span>Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></span></p>
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		<title>O crime de ser mulher</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ELIANE CANTANHÊDE &#8211; FOLHA SP
BRASÍLIA &#8211; Noutro dia, uma mulher de mais de 60 anos foi amordaçada, torturada e violentada por um criminoso que entrou na sua casa, em Brasília, fazendo-se passar por bombeiro eletricista.
É dramático, mas comum. Pior foi a entrevista da delegada (delegadaaa!) a uma rádio, em que ela nem sequer fez referência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">ELIANE CANTANHÊDE &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>BRASÍLIA &#8211; Noutro dia, uma mulher de mais de 60 anos foi amordaçada, torturada e violentada por um criminoso que entrou na sua casa, em Brasília, fazendo-se passar por bombeiro eletricista.<br />
É dramático, mas comum. Pior foi a entrevista da delegada (delegadaaa!) a uma rádio, em que ela nem sequer fez referência ao crime e ao criminoso, centrando suas suspeitas (ou seriam certezas?) sobre a própria vítima: se nunca tinha visto o homem, como entabulou conversa com ele? Se morava sozinha, como deixou o estranho entrar? E sentenciou: &#8220;Há muita coisa estranha nessa história&#8221;.<br />
Nada disse sobre o estupro, a violência, a covardia, as escoriações, as muitas horas que a mulher havia ficado ferida, amarrada e amordaçada. No inconsciente da delegada, a vítima era a ré. Afinal, uma mulher madura, sozinha, sabe-se lá!<br />
É o que ocorre na Uniban, quando vândalos recalcados promovem uma rebelião, perseguem, ameaçam e humilham uma colega indefesa, porque&#8230; Por que mesmo? Ah, sim! Era insinuante. E ela é que acaba expulsa pelo conselho universitário, até o reitor agir. A vítima virou ré. Afinal, uma mulher jovem, bonita, de saia curta&#8230;<br />
São dois casos bastante simbólicos. No de Brasília, não foi um policial bruto e machista que inverteu as condições de vítima e réu: foi uma delegada mulher. No da Uniban, quem embolou os personagens foi o conselho de uma entidade acadêmica, que foi criada e é regiamente paga para cuidar da educação (e da segurança) dos filhos alheios.<br />
Se a delegada e a cúpula da escola são os primeiros e mais insensíveis algozes, para onde correr? A quem recorrer? O &#8220;mal&#8221; e o &#8220;bem&#8221; se embaralham cruelmente, e a vítima passa a ser cada vez mais vítima -na condição de ré.<br />
PS &#8211; Por falar nisso, no Estado de Maluf e na capital de Pitta, quem é condenada e paga a conta é Luiza Erundina. É de rir ou de chorar?</p>
<p><strong>elianec@uol.com.br </strong></p>
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		<title>Proibido para mulheres</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 16:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não há executivas na presidência das cem maiores empresas do país
Machismo e preocupação com a família são alguns dos problemas que impedem as mulheres de obter um cargo mais alto, dizem estudiosos

Caio Guatelli/Folha Imagem

Luciana Medeiros von Adamek, diretora da área de consultoria da Pricewaterhouse Coopers e coordenadora do IbefMulher, diz que agora as mulheres estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong>Não há executivas na presidência das cem maiores empresas do país</strong></span></p>
<p><strong>Machismo e preocupação com a família são alguns dos problemas que impedem as mulheres de obter um cargo mais alto, dizem estudiosos</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-small;">Caio Guatelli/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b0811200901.jpg" border="0" alt="" /><br />
Luciana Medeiros von Adamek, diretora da área de consultoria da Pricewaterhouse Coopers e coordenadora do IbefMulher, diz que agora as mulheres estão subindo mais alto no setor financeiro</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>DENYSE GODOY &#8211; FOLHA SP</strong></span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>As cem maiores empresas do  Brasil ostentam números impressionantes: US$ 552 bilhões  em vendas, US$ 30 bilhões de  lucro, 1,236 milhão de funcionários em 2008. E nenhuma  mulher na presidência, segundo levantamento da <strong>Folha</strong> realizado a partir dos cálculos da  Fipecafi (Fundação Instituto  de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) para o  anuário &#8220;Melhores &amp; Maiores&#8221;,  da revista &#8220;Exame&#8221;.<br />
Nos EUA, entre as cem maiores companhias pelo ranking  da revista &#8220;Fortune&#8221;, há seis  mulheres na presidência.<br />
Como entraram no mercado  de trabalho mais tarde do que  os homens e há apenas cerca de  20 anos ingressaram na vida  executiva, é natural que levem  ainda um certo tempo para alcançar o topo da carreira, de  acordo com os especialistas.  Mas outras questões culturais  explicam uma diferença tão  gritante de mobilidade profissional entre os sexos no Brasil.<br />
O primeiro freio à ascensão  das mulheres nas grandes corporações é o machismo. Antes,  a ideia por trás do prejulgamento era a de que elas possuíam conhecimento técnico  inferior ao dos homens. Entretanto, seu desempenho acadêmico já não dá brecha a esse  pensamento: na graduação,  elas costumam até levar vantagem porque amadurecem mais  rapidamente; na pós, apresentam resultados tão bons quanto os dos seus colegas.<br />
Outra alegação para que sejam preteridas nas promoções  aos cargos mais altos na hierarquia é o temor de que não consigam suportar a pressão, a  qual só faz aumentar conforme  se avança na escalada.<br />
No meio do caminho, problemas políticos atrapalham.  &#8220;Existem conflitos éticos -os  que dizem respeito à corrupção, por exemplo- que as mulheres têm menos estômago  para administrar&#8221;, diz Ana  Cristina Limongi França, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão de  Qualidade de Vida no Trabalho  da FIA (Fundação Instituto de  Administração).<br />
Conforme os anos passam, as  questões pessoais também começam a pesar, porque a responsabilidade de cuidar da família recai sobre elas. É preciso  tomar decisões sobre a maternidade e pensar nos pais, que  estão envelhecendo.<br />
&#8220;Aí entra a questão fundamental da escolha da mulher&#8221;,  afirma Carmem Migueles, professora de sociologia das organizações da Fundação Dom  Cabral. &#8220;As posições de diretoria e presidência são pesadas,  acabam exigindo um grande  sacrifício da qualidade de vida.  Então, a executiva decide que  não vai entrar nesse jogo maluco de tudo ou nada por causa de  um posto. Não quer se matar  para trabalhar.&#8221;<br />
Para a professora, &#8220;os homens se deixam seduzir por essas coisas, acabam com a sua  vida, e, depois, sentem as consequências: sofrem de problemas de estômago, enxaqueca,  pressão alta. Para quê? E,  quando estão perto de se aposentar, ainda sentem um vazio,  pois o cargo é quase a sua identidade, enquanto as mulheres  desenvolvem outras facetas e  possibilidades. Elas não querem chegar aos 60 anos presidentes de empresas mas com  seus relacionamentos -com o  marido e os filhos- falidos,  porque percebem que não vale  a pena&#8221;.</p>
<p><strong>Talentos<br />
</strong> Ao contrário do que o preconceito induz a pensar, ter  múltiplas funções -mãe, filha,  mulher, dona de casa- não  atrapalha a atuação profissional feminina, ressaltam os estudiosos. Essa versatilidade é  transportada para o local de  trabalho, daí a sua facilidade  em executar muitas tarefas ao  mesmo tempo. Adicionalmente, lhes confere um perfil conciliador de liderança, que as faz  administrar as equipes sempre  tendo em vista os interesses de  todos os envolvidos.<br />
Para José Tolovi Junior,  CEO global da consultoria  Great Place to Work Institute,  &#8220;a percepção de que a diversidade é positiva para os negócios&#8221; vai estimular as empresas  a receberem melhor as mulheres em todos os níveis.<br />
&#8220;Elas têm um outro tipo de  inteligência, e, quanto maior o  leque de opiniões sobre determinado problema, maior a  chance de encontrar a resposta  adequada&#8221;, destaca.<br />
Regina Madalozzo, professora do Insper, se diz otimista  com as perspectivas. &#8220;Não podemos imaginar uma mudança  radical no topo da hierarquia  em cinco anos, pois uma transformação cultural é demorada.  Grande parte da responsabilidade por essa mudança está nas  mãos das próprias mulheres.&#8221;</p>
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		<title>Redução do número absoluto de pobres é uma realidade em todo o Brasil. De 2006 a 2008, a maior diminuição, 26,68%, foi no Paraná. Em segundo lugar, veio Goiás com 25,89%. O terceiro melhor desempenho foi do Mato Grosso, com queda de 24,41% do número absoluto de pobres.</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/reducao-do-numero-absoluto-de-pobres-e-uma-realidade-em-todo-o-brasil-de-2006-a-2008-a-maior-diminuicao-2668-foi-no-parana-em-segundo-lugar-veio-goias-com-2589-o-terceiro-melhor-desempenho-fo/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 11:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desigualdade: Norte e Nordeste ainda têm situação preocupante
Estudo mostra que política pública reduz pouco pobreza
Arnaldo Galvão, de Brasília &#8211; VALOR
As políticas públicas de redução da pobreza e da desigualdade estão na direção correta, mas a força delas é insuficiente para resgatar as regiões mais pobres do país, especialmente Nordeste e Norte. Essa é a principal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Desigualdade: Norte e Nordeste ainda têm situação preocupante<br />
Estudo mostra que política pública reduz pouco pobreza</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Arnaldo Galvão, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>As políticas públicas de redução da pobreza e da desigualdade estão na direção correta, mas a força delas é insuficiente para resgatar as regiões mais pobres do país, especialmente Nordeste e Norte. Essa é a principal conclusão de um trabalho do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP) da Universidade Federal do Ceará (UFC) sobre o que ocorreu nos 27 Estados e no Distrito Federal, de 2006 a 2008.</p>
<p>O economista e professor Flávio Ataliba Barreto, coordenador da pesquisa, explica que foram usados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, com informações de renda, desigualdade e pobreza. O bem-estar foi apurado a partir do índice elaborado pelo economista indiano Nanak Kakwani, que mede o crescimento da renda das camadas mais pobres da população.</p>
<p>Barreto comenta que, apesar da queda da desigualdade, movimento que vem sendo verificado desde 2001, o Nordeste continua muito atrasado, com renda baixa e desigualdade alta. Ele lamenta que, nessa região, as políticas públicas não conseguiram reverter a situação &#8220;preocupante&#8221; mantida pelo baixo nível educacional. Na interpretação do professor da UFC, falta perspectiva para esse grupo de nove Estados que têm 28% da população brasileira, mas concentram 49% dos pobres. &#8220;Não há muito a comemorar no Nordeste. A região tem grande população, mas ainda é bastante dependente das transferências de renda&#8221;, conclui.</p>
<p>De 2006 a 2008, o que ocorreu com os dois Estados com a maior proporção de pobres na população &#8211; Alagoas e Maranhão &#8211; é exemplo dessa falta de perspectiva. Os dois deram saltos, mas, como a base de comparação é muito baixa, o movimento não significa muito para as pessoas.</p>
<p>O índice de Kakwani mostra que Alagoas ficou em sétimo lugar na lista do crescimento da renda favorável aos mais pobres, mas isso foi insuficiente para tirá-lo do incômodo topo no rol das unidades da federação que têm mais pobres na população. Alagoas tinha 65,27% da população na faixa da pobreza em 2006, o que significa renda familiar per capita de até meio salário mínimo. Em 2008, essa parcela recuou para 56,36%.</p>
<p>A situação do Maranhão também evoluiu positivamente quando é medida a evolução da renda dos mais pobres. O Estado, de 2006 a 2008, ficou no honroso sexto lugar nessa classificação, mas continuou em segundo lugar no &#8220;ranking&#8221; dos que têm mais pobres na população. Em 2006, eram 63,61% com renda familiar per capita de até dois salários mínimo e recuaram para 54,19% dois anos depois.</p>
<p>Os números da proporção de pobres na população revelam que todos os Estados e o Distrito Federal reduziram o número de pessoas que têm até meio salário mínimo como renda per capita familiar. De 2006 a 2008, o melhor desempenho é do Paraná. O Estado tinha 25,19% nessa situação e passou a ter 18,12%. Goiás aparece logo depois porque reduziu essa parcela da população de 30,87% para 22,20%. Em terceiro lugar está Mato Grosso, com queda de 33,10% para 24,18%.</p>
<p>As reduções mais tímidas da proporção de pobres na população, nesses dois anos, foram de Roraima (42,64% para 37,62%), Amazonas (47,36% para 41,88%) e Paraíba (53,98% para 48,98%).</p>
<p>Barreto informa que, na análise do LEP, o cenário que apresenta a melhor síntese é a comparação, entre os Estados, dos respectivos índices de bem-estar de Kakwani. Segundo ele, dessa maneira é possível medir se a renda dos mais pobres aumentou. A fórmula desse índice de Kakwani considera variações da renda geral com o movimento verificado na renda das camadas mais pobres da população.</p>
<p>Entre 2006 e 2008, Rondônia foi o único Estado que teve contração da renda geral, mas, apesar disso, houve aumento de 18,91% da renda dos mais pobres. Em quatro unidades &#8211; Distrito Federal, Mato Grosso, Paraíba e Tocantins &#8211; foi registrada expansão da renda geral nesse período, mas acompanhada de aumento da desigualdade.</p>
<p>O trabalho mostra que os demais 22 Estados tiveram, de 2006 a 2008, expansão da renda geral com perfil favorável à elevação da renda dos mais pobres.</p>
<p>Os melhores desempenhos de crescimento da renda dos mais pobres, sob a ótica do índice de Kakwani, foram de Rondônia, Roraima, Acre, São Paulo e Amapá. O índice de bem-estar de Amartya Sen considera as variações da renda e da desigualdade, mas, na opinião de Barreto, falha ao omitir se os ricos perderam renda ou se os pobres foram beneficiados.</p>
<p>Isolando a variação da desigualdade nas 27 unidades da federação, o LEP verificou que, de 2006 a 2008, a situação deteriorou-se em Tocantins, Paraíba, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. O coordenador do estudo revela que está sendo preparada uma análise mais profunda das causas da redução da desigualdade no Brasil. Os primeiros sinais apontam para o aumento do salário mínimo no Sudeste e os benefícios previdenciários e transferência de renda no Nordeste.</p>
<p>Outra boa notícia, segundo Barreto, foi a redução do número absoluto de pobres em todos 26 Estados e no Distrito Federal. De 2006 a 2008, a maior diminuição, 26,68%, foi no Paraná. Em segundo lugar, veio Goiás com 25,89%. O terceiro melhor desempenho foi do Mato Grosso, com queda de 24,41% do número absoluto de pobres. Na outra ponta da lista, as reduções mais modestas foram em Roraima (7,44%), Paraíba (7,63%) e Amazonas (8,33%).</p>
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		<title>Exemplo de luta contra a pobreza, de crescimento da classe média e de ascensão como potência. Brasil continua terrivelmente desigual</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 19:09:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Mencione o Brasil e vem a adulação&#8221;, abre o &#8220;Christian Science Monitor&#8221;. &#8220;Sua luta contra a pobreza, sua crescente classe média, sua ascensão como potência são estudadas como modelos.&#8221; Mas, reage o texto de dois correspondentes:
&#8220;Em uma área o país está muito atrás: desigualdade de renda. Num novo estudo, o Brasil está no fim da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Mencione o Brasil e vem a adulação&#8221;, abre o &#8220;Christian Science Monitor&#8221;. &#8220;Sua luta contra a pobreza, sua crescente classe média, sua ascensão como potência são estudadas como modelos.&#8221; Mas, reage o texto de dois correspondentes:<br />
&#8220;Em uma área o país está muito atrás: desigualdade de renda. Num novo estudo, o Brasil está no fim da lista de 18 países da região, no pagamento a mulheres e minorias pelo mesmo trabalho de um homem branco&#8221;. Fonte Toda Mídia, de Nelson de Sá &#8211; Folha SP.</em></p>
<table id="mainPhoto" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.csmonitor.com/2009/1013/csmimg/OBRAZILGAPS_P1.jpg" border="0" alt="(Photograph)" /></td>
<td>
<table style="width: 166px; float: right;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td><span>Employees assemble computers at Positivo Computers, Brazil&#8217;s largest computer producer, in Curitiba on September 25. Men earn                         30 percent more than women of the same age and education level in Brazil.</span></td>
</tr>
<tr>
<td>Cesar Ferrari/Reuters</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!--startclickprintinclude--></p>
<h1>Latin America&#8217;s worst wage gap for women and minorities? Powerhouse Brazil.</h1>
<h2>Men earn 30 percent more than women in Brazil, according to a new report from the Inter-American Development Bank. That gap          is almost zero in Guatemala and Bolivia.</h2>
<address style="margin-bottom: 0pt;"><strong>By Andrew Downie</strong> | Correspondent of The Christian Science Monitor<br />
<strong>and <a href="http://www.csmonitor.com/cgi-bin/encryptmail.pl?ID=B2B0B0B3B0B7B1B0B1B4B4B9B4B5&amp;url=/2009/1013/p06s07-woam.html">Sara Miller Llana</a></strong> | Staff writer of The Christian Science Monitor </address>
<p><span>São Paulo, Brazil; and Mexico City &#8211; </span>Mention Brazil today and adulation follows. Its fight against poverty, its growing middle class, and its emergence as an economic powerhouse are all being studied as models to be applied elsewhere. (Read our three-part &#8220;<a href="http://www.csmonitor.com/2008/1112/p01s01-woam.html">Brazil Rising</a>&#8221; series for more.)</p>
<p>In one area, however, the country is far behind its peers: income equality. In a new study by the Inter-American Development Bank (IADB), released Monday, Brazil sits at the bottom of a list of 18 regional countries when it comes to how much women and minorities are paid for the same job a white man does.</p>
<p><!--startclickprintexclude--> <!--endclickprintexclude-->Men earn 30 percent more than women of the same age and education level in Brazil. In Bolivia and Guatemala, that gap is essentially zero. Compared to Mexico, the other economic engine of the region, Brazil also stands out: Men in Mexico earn just 7 percent more than their female peers. The same gaping divide appears in Brazil when comparing wages for whites and minorities – a blow to a nation where half the population considers itself black or mixed race and prizes itself on being &#8220;color blind.&#8221;</p>
<p>&#8220;Brazil is regarded in gender and ethnic terms as a very equalizing country. Everywhere there is inclusion. This is what Brazilians like to think about themselves,&#8221; says Hugo Ñopo , an IADB economist and lead author of the study. &#8220;What the statistics show is that there are important gaps&#8230;. We think of it as an invisible wall.&#8221;</p>
<p>Women: majority of workers in Latin America</p>
<p>With trade liberalization, economic growth, and urbanization, women throughout Latin America have joined the workforce in droves in recent decades, today comprising about 52 percent of all workers. But fair income distribution has not caught up. In the 18 nations studied, men earn on average 17 percent more than women, when accounting for age and educational attainment levels. In most countries, the gap is biggest among those with the least education. Women&#8217;s participation in the informal sector, such as domestic work that typically is underpaid and without benefits, drives down their earning power.</p>
<p>But in Brazil, the gap is so high, Mr. Ñopo says, because women are absent from the highest levels of corporate hierarchies. According to Leila Linhares Barsted, executive coordinator of Cepia, a Rio woman&#8217;s rights group, gender gaps have closed over the decades and women now comprise 40 percent of the nation´s workforce – an all-time high, she says. Brazil has good social policies in place, giving women 120 days of maternity leave. That&#8217;s more than in the US.</p>
<p>But wage inequality looms large. &#8220;In spite of government campaigns for equality, there is a still a sector that discriminates,          salary wise, against women,&#8221; Ms. Barsted says.</p>
<p>While old-fashioned discrimination is to blame in part for unequal wage distribution, there are other forces at play, says Ñopo. The study revealed the same gender income gaps for those who are self-employed – data that surprised the researchers and goes against long-held views that the employer is always to blame. &#8220;It&#8217;s the other way around. Self-employment is very attractive for females who have to take care of household responsibilities,&#8221; Ñopo says. &#8220;Having flexibility is invaluable for them. But the result is this flexibility that they look for in the labor market comes at a price.&#8221;</p>
<p>Brazil also at bottom for racial disparity</p>
<p>After Brazil, Uruguay and Nicaragua are the worst for wage inequality between genders. In Uruguay men earn 26 percent more          than women and in Nicaragua, 20 percent more.</p>
<p>For minorities, Brazil is also is ranked at the bottom of the list at 30 percent disparity (followed by Guatemala at 24 percent          and Paraguay at 22 percent).</p>
<p>The indigenous, who comprise about 10 percent of Latin America´s population, have made strides in countries such as Bolivia and Ecuador, reasserting their rights to resources and political inclusion. But in the seven countries where data was collected for the IADB study, ethnic and racial minorities earn 28 percent less than their white counterparts.</p>
<p>Mario Theodoro, a director at the government-sponsored research institute Ipea and author of a book on racial inequality in          Brazil, says that Brazil&#8217;s emergence on the world scene has not included everybody.</p>
<p>&#8220;What we have shown is that in spite of the growth, in spite of a more diversified economy, in spite of more jobs and higher paying jobs, the difference between blacks and whites remain,&#8221; says Mr. Theodoro. &#8220;The classic economic instruments are not sufficient to resolve problems of racism that are historical and cultural. We need to use different methods.&#8221;</p>
<p>The government defends Brazil&#8217;s record. Edson Santos, the Special Secretary for Policies Promoting Racial Equality, says that          President Luiz Inácio Lula da Silva has made it a point to address inequality.</p>
<p>&#8220;The gaps are high but they are being reduced over time, especially since Lula took power,&#8221; Mr. Santos says, adding that under          Lula the income of the poor has risen by 10 percent while the income of the rich has risen 2 percent.</p>
<p>Ivanir dos Santos, the executive secretary of the Center for the Articulation of Marginalized Peoples, says that the country´s legacy of slavery has taken a toll and that affirmative action programs, such as those developed in the US, are crucial to promote real change. An optional quota for blacks in federal universities, for example, is a step forward but does not go far enough. The government needs to take more mandatory measures, Mr. Dos Santos says.</p>
<p>Compounding the problem, he says, is that Brazil&#8217;s Congress and the media are dominated by white men and blacks tend not to be in politics in Brazil, in large part because they are poor and uneducated. There is neither an influential lobby nor a thriving black middle class.</p>
<p>&#8220;Brazil is growing but the difference between blacks and whites remains the same,&#8221; says dos Santos. &#8220;More concrete measures          are needed.&#8221;</p>
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		<title>Desigualdade cai, mas continua alta</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 13:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Foto Tuca Vieira &#8211; Paraisópolis &#8211; cidade de São Paulo

O Estado SP
Em 2008, grupos dos mais ricos ganhavam 18 vezes a renda dos pobres, ante 20,2 em 2006
Em três anos, de 2006 a 2008, diminuiu muito rapidamente a distância entre os dois extremos de rendimentos da sociedade brasileira, o que reduziu a desigualdade social no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><img src="http://www.eupodiatamatando.com/wp-content/uploads/2007/11/paraisopolis_foto_de_tuca_vieira_livro_as_cidades_do_brasil.jpg" alt="http://www.eupodiatamatando.com/wp-content/uploads/2007/11/paraisopolis_foto_de_tuca_vieira_livro_as_cidades_do_brasil.jpg" /></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;">Foto Tuca Vieira &#8211; Paraisópolis &#8211; cidade de São Paulo</span></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">O Estado SP</span></h2>
<p>Em 2008, grupos dos mais ricos ganhavam 18 vezes a renda dos pobres, ante 20,2 em 2006</p>
<p>Em três anos, de 2006 a 2008, diminuiu muito rapidamente a distância entre os dois extremos de rendimentos da sociedade brasileira, o que reduziu a desigualdade social no País, apontou o estudo do IBGE. A melhoria na renda contrasta com dados referentes a bens e serviços: apenas 61% dos domicílios brasileiros tinham simultaneamente, em 2008, água encanada, coleta de esgoto, de lixo e iluminação elétrica.</p>
<p>Em 2006, a razão entre a renda familiar per capita dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres era 20,2, ou seja, o grupo mais rico ganhava 20,2 vezes a renda do mais pobre. No ano seguinte, essa relação caiu a 18,7, e em 2008, foi a 18. O nível ainda é alto &#8211; em países desenvolvidos, fica em torno de 4 a 6 -, mas já mostra redução na desigualdade entre os brasileiros, segundo Ana Lucia Saboia, coordenadora-geral do estudo.</p>
<p>O IBGE também apurou que caiu a proporção de pessoas com rendimento familiar per capita abaixo de 60% do mediano. Como foi estimado em R$ 415, os 60% eram R$ 249 em 2008 &#8211; essa medida serve para mensurar a pobreza dos grupos sociais. Em 2006, 37,3% ganhavam menos que essa fronteira; em 2007, 36,1%; em 2008, 33,8%. Também caiu o diferencial entre o rendimento familiar mensal per capita das famílias dos 10% mais ricos em relação aos 40% mais pobres. Em 2001, era 22,1 e em 2008, 16,8. Os números foram comemorados pelo diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri. Ele lembrou que a queda começou em 2001 e se acentuou a partir de 2004, porque se associou ao crescimento econômico. &#8220;Não era mais como em 2001, quando o bolo caiu e a parte dos pobres caiu menos.&#8221;</p>
<p>Os problemas de distribuição de renda, porém, continuam. Enquanto o rendimento familiar médio ficou em R$ 720, metade das famílias vivia com menos de R$ 415 &#8211; salário mínimo vigente em setembro de 2008.<br />
<strong><br />
SERVIÇOS</strong></p>
<p>Apesar de 40% das residências brasileiras não terem ao menos um serviço público essencial (água encanada, coleta de esgoto, de lixo e iluminação elétrica), o dado representa um avanço em relação a 1998. Naquele ano, o porcentual de unidades com os quatro benefícios ao mesmo tempo era de 56,8%, ante 43,2% desprovidos de pelo menos um deles. A região com maior acesso era o Sudeste (82,6% dos lares) e a com menor era o Norte (14,9%).</p>
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		<title>Quem sabe faz a hora</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Heloisa Magalhães &#8211; VALOR
O presidente Lula, a partir de sexta-feira passada, em Copenhague, ficou muito mais confortável com a afirmação de Barack Obama de que ele é &#8220;o cara&#8221;. Mas o grande vitorioso na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016 não foi ele ou o Rio de Janeiro, mas o país.
O Brasil venceu. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.pantanalnews.com.br/gerenciador/uploads/IC_37174_CONTENT_A.jpg" alt="http://www.pantanalnews.com.br/gerenciador/uploads/IC_37174_CONTENT_A.jpg" /></p>
<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-HELOISA_MAGALHAES.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Heloisa Magalhães &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O presidente Lula, a partir de sexta-feira passada, em Copenhague, ficou muito mais confortável com a afirmação de Barack Obama de que ele é &#8220;o cara&#8221;. Mas o grande vitorioso na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016 não foi ele ou o Rio de Janeiro, mas o país.</p>
<p>O Brasil venceu. Apresentou proposta bem estruturada e convenceu ao apresentar as garantias dos investimentos necessários para realização dos jogos. E apresentou uma fotografia de uma nação confiável, com bons indicadores econômicos avançando no crescimento. Mas em meio a tantos bons propósitos o Brasil ainda está longe de saltar o fosso da desigualdade social. A pobreza urbana, aninhada nas grandes cidades, mostra um jovem, entre os de baixa renda, com pouca perspectiva de futuro e melhoria na qualidade de vida. A mobilidade social ainda é um privilégio de poucos. A maioria dos brasileiros que nasce pobre morre pobre.</p>
<p>Foi nesse calcanhar de Aquiles que o próprio presidente tocou em seu discurso na capital da Dinamarca. Certamente, a perspectiva de contribuir para mudar esse cenário pesou na decisão de trazer os jogos, pela primeira vez, para a América do Sul.</p>
<p>Lula mostrou que um evento da dimensão de uma Olimpíada, além da criação de novas oportunidades, tem todas as condições de instaurar um novo ambiente de esperança. Pode tornar-se uma das molas propulsoras para criar um movimento de formação de crianças e jovens a partir de novas oportunidades de educação, trabalho e esporte.</p>
<p>Para os cariocas, os ganhos com os investimentos com infraestrutura com viés ambiental são fundamentais. O Rio precisa despoluir a Baía da Guanabara, as lagoas, as praias, criar novo sistema de transportes. Com o esvaziamento econômico, a cidade ficou com áreas degradadas. A região portuária é um destaque. Ao recuperá-la, como propõe a prefeitura, e torná-la parte da sede do evento, crescem as perspectivas para revitalização de uma região que pode tanto voltar-se para habitação popular ou centro de negócios, turismo e lazer.</p>
<p>Para esses mesmos cariocas que convivem com o ambiente carente das favelas, com o banditismo presente no dia a dia, uma grande expectativa está sendo a da cidade beneficiar-se de forma ainda mais ampla do momento para antes e depois da Olimpíada. Além do benefício material, o intangível tem tudo para ser o maior legado dos jogos, não só no Rio como em todo Brasil, lembra Edson Menezes, ex-esportista e hoje presidente do Banco Prosper. Ele é o diretor-financeiro do comitê executivo do projeto pró-Rio 2016.</p>
<p>Anos atrás, Menezes defendia a criação de um espaço para crianças e jovens dedicarem-se ao esporte. Ajudou a montar a proposta do que é batizado de Centro Olímpico de Desenvolvimento de Talentos. Seria em Deodoro, subúrbio do Rio. Sem conseguir levantar os recursos, a área acabou abrigando o Estádio Olímpico João Havelange, popularizado como Engenhão. Construído para os Jogos Pan-americanos, em 2007, ficou sem uso. Está arrendado pelo Botafogo Futebol e Regatas.</p>
<p>Menezes diz que a ideia da proposta original agora tem tudo para ser recuperada. O Comitê Olímpico Brasileiro desenvolveu e o próprio Ministério do Esporte já aprovou projeto, que prevê investimentos de R$ 12 milhões e centro para treinar 2,5 mil crianças. A proposta é oferecer de oito a dez modalidades esportivas diferentes na área do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca. Também construído para os Jogos Pan-americanos, hoje está subutilizado. Nestes dias, as piscinas, construídas há dois anos, estavam com vazamento. Agora recebem novos azulejos, pois precisam ficar prontas para uma competição.</p>
<p>Por que não replicar o modelo em áreas carentes do país? A questão é atuar para tirar proveito do momento que promete investimentos e ações, não só de governo, mas que também irão atrair a iniciativa privada. O economista Andre Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), lembra que teremos tempo para sincronizar ações das diferentes esferas de governo, do setor privado e da sociedade civil em torno de objetivos comuns.</p>
<p>&#8220;É importantíssimo aproveitar a onda positiva e ter foco, centrar no que interessa. O importante é eleger prioridades assimiladas e aceitas pela população para que sejam incorporadas por anos e anos&#8221;, diz. Estudioso da cidade, Urani há anos vem batendo na tecla que o Rio precisa buscar um processo de recuperação estruturado. &#8220;Barcelona deu um show, aprendeu a costurar ações de forma concatenada e foi capaz de repetir várias outras em diferentes momentos. A loucura de todas as grandes cidades de correr atrás da Olimpíada deve-se ao fato de poderem se expor para o mundo&#8221;, pondera.</p>
<p>Ele lembra que a maioria das grandes metrópolis, seja o Rio, seja Londres, a sede dos jogos de 2012, enfrentou esvaziamento com a descentralização industrial, o que &#8220;deixou um rastro de destruição, com desemprego e transformando os subúrbios em desertos industriais, com aparecimento da violência&#8221;, diz ele.</p>
<p>Londres está se renovando. A construção da infraestrutura da Olimpíada está sendo fundamentalmente na área degradada, no sudeste da cidade. &#8220;O que quero dizer é que os jogos são uma oportunidade de reinventar a razão de ser da cidade, revocacionar para o século 21. Precisamos analisar com cuidado as experiências que mudaram cidades como a de Barcelona, Turim e a própria Londres, onde os jogos ainda não aconteceram, mas o foco está sendo preparar para uma nova realidade&#8221;, diz.</p>
<p><strong>Heloisa Magalhães é chefe da Redação no Rio</strong></p>
<p><strong>E-mail: heloisa.magalhaes@valor.com.br</strong></p>
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