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	<title>Blog do Favre &#187; desoneração</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 12:47:13 +0000</lastBuildDate>
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			<item>
		<title>Uso da capacidade da indústria tem 8ª alta seguida. Índice medido pela FGV supera o resultado médio dos últimos dez anos</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 12:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bens de Capital]]></category>
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		<category><![CDATA[produção]]></category>

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		<description><![CDATA[Isto indica que as fábricas devem acelerar a retomada dos investimentos
 

Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
Puxada pelo mercado interno, a indústria brasileira pisou fundo no acelerador neste mês. O uso da capacidade de produção das fábricas subiu pelo oitavo mês seguido e atingiu em outubro 82,9%. A marca supera a média dos últimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Isto indica que as fábricas devem acelerar a retomada dos investimentos</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-large;"><strong> </strong></span><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.fiec.org.br/portalv2/sites/fiec-onlinev2/files/images/fiec_online/industria.jpg" alt="http://www.fiec.org.br/portalv2/sites/fiec-onlinev2/files/images/fiec_online/industria.jpg" width="555" height="335" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Puxada pelo mercado interno, a indústria brasileira pisou fundo no acelerador neste mês. O uso da capacidade de produção das fábricas subiu pelo oitavo mês seguido e atingiu em outubro 82,9%. A marca supera a média dos últimos dez anos (82,2%) e empata com a média desde 2003, período recente de maior produção. Os números de uso da capacidade fazem parte do Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que atingiu neste mês 112,2 pontos, o maior nível desde setembro de 2008.</p>
<p>Em apenas três meses, de julho a outubro, o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci)das 1.065 indústrias consultadas aumentou 3,1 pontos porcentuais. &#8220;É uma aceleração muito forte&#8221;, afirma o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. Ele lembra que entre fevereiro e junho, em cinco meses, o acréscimo havia sido de apenas 2,2 pontos porcentuais. Com a rápida evolução da ocupação, a perspectiva é que o investimento na indústria volte antes do previsto. &#8220;O investimento volta nesta virada do ano&#8221;, prevê o economista.</p>
<p>Apesar da arrancada, o indicador de uso da capacidade de outubro de 82,9% está abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado (85,3%). &#8220;Não existe uma explosão do Nuci, ainda há ociosidade&#8221;, pondera.</p>
<p>Dos cinco segmentos pesquisados, três estão hoje com o uso da capacidade acima da média de dez anos: bens de consumo duráveis, bens de consumo não duráveis e material de construção. As vendas desses segmentos dependem essencialmente do crédito, da renda e da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), fatores que jogam a favor do mercado.</p>
<p>Já o Nuci dos fabricantes de bens de capital e da indústria de bens intermediários ainda está abaixo da média, aponta a FGV. Campelo argumenta que os bens intermediários são muito voltados para a exportação, que recupera o fôlego, porém lentamente. No caso dos bens de capital, que são as máquinas e os equipamentos, eles dependem da volta do investimento.</p>
<p>De toda forma, o índice de confiança da indústria de bens de capital foi o que teve a maior taxa de crescimento neste mês entre todos os segmentos pesquisados. O ICI dos bens de capital aumentou 13,8% de setembro para outubro. Na análise do economista, esse resultado é um indicador antecedente de que a volta do investimento e a aceleração na produção e venda de máquinas deve ocorrer em breve.</p>
<p>Outro dado relevante, que reforça a perspectiva de forte recuperação, é que a produção para três meses atingiu neste mês o maior nível da série histórica iniciada em 1980. Quase a metade das empresas (49,8%) prevê produção maior até dezembro.</p>
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		</item>
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		<title>No Estado de São Paulo, São Carlos lidera geração de vagas em setembro, diz Ciesp</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/no-estado-de-sao-paulo-sao-carlos-lidera-geracao-de-vagas-em-setembro-diz-ciesp/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 14:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Ciesp]]></category>
		<category><![CDATA[desoneração]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
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		<category><![CDATA[SP]]></category>

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		<description><![CDATA[
São Carlos (SP)
DA FOLHA RIBEIRÃO
A microrregião de São Carlos liderou o ranking estadual de contratações na indústria em setembro, segundo o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de SP).
O crescimento na geração de vagas foi de 2,66%, influenciado por indústrias de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,4%) e produtos alimentares (9,2%).
Segundo o Ciesp, foram contratados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i605.photobucket.com/albums/tt136/avlisillenafets/SAOCARLOS32-SoCarlos.jpg" border="0" alt="" width="555" height="416" /><br />
São Carlos (SP)</p>
<p>DA FOLHA RIBEIRÃO</p>
<p>A microrregião de São Carlos liderou o ranking estadual de contratações na indústria em setembro, segundo o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de SP).<br />
O crescimento na geração de vagas foi de 2,66%, influenciado por indústrias de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,4%) e produtos alimentares (9,2%).<br />
Segundo o Ciesp, foram contratados 850 trabalhadores na indústria no mês passado. &#8220;É um processo de retomada. A tendência é continuar crescendo, de maneira lenta. A indústria local se beneficiou da isenção do IPI dos automóveis e da linha branca&#8221;, disse Ubiraci Moreno Pires Corrêa, diretor do Ciesp de São Carlos.<br />
A regional de Sertãozinho ocupou a quarta colocação no ranking estadual de geração de vagas na indústria em setembro, com variação positiva de 11,3%. Matão e Franca ficaram, respectivamente, na sétima e oitava colocações (veja quadro nesta página).<br />
No acumulado do ano, a regional de Araraquara lidera o ranking estadual, com variação positiva de 22,6%.</p>
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		<item>
		<title>Reduzindo imposto: Lula prorroga corte do IPI para a linha branca</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 12:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[desoneração]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
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		<description><![CDATA[Informação foi dada durante viagem ao canteiro de obras da transposição do Rio São Francisco



Presidente Lula participa de cerimônia alusiva às obras de revitalização do Rio São Francisco
14 de outubro de 2009 &#8211; Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação



Leonencio Nossa, ENVIADO ESPECIAL, SERTÂNIA (PE) &#8211; O Estado SP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu prorrogar a redução [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Informação foi dada durante viagem ao canteiro de obras da transposição do Rio São Francisco</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<div style="text-align: center;"><img title="Presidente Lula participa de cerimônia alusiva às obras de revitalização do Rio São Francisco Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação" src="http://sdp.terra.com.br/image/get?o=cf&amp;w=619&amp;h=464&amp;src=http://img.terra.com.br/i/2009/10/14/1341513-1589-atm14.jpg" alt="Presidente Lula participa de cerimônia alusiva às obras de revitalização do Rio São Francisco Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação" width="555" height="415" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: small;">Presidente Lula participa de cerimônia alusiva às obras de revitalização do Rio São Francisco</span><br />
<em><span style="font-size: x-small;">14 de outubro de 2009 &#8211; Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
</div>
<h2 style="text-align: left;"><span style="background-color: #ffff99;">Leonencio Nossa, ENVIADO ESPECIAL, SERTÂNIA (PE) &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p style="text-align: left;">O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu prorrogar a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de produtos da linha branca. De olho no eleitorado da classe média baixa, ele avaliou que a manutenção dos preços reduzidos de geladeiras, fogões, tanquinhos e máquinas de lavar manterá o comércio aquecido no fim de ano e atenderá especialmente a uma parcela considerável de mulheres das periferias das cidades.</p>
<p style="text-align: left;">A informação foi dada na noite de ontem por um auxiliar do presidente, que o acompanha na viagem ao canteiro de obras da transposição do Rio São Francisco, no sertão pernambucano. O governo avalia, agora, quando fará o anúncio oficial da renovação &#8211; o prazo da redução vence no fim deste mês. Lula, segundo auxiliares, quer manter os mesmos porcentuais reduzidos. Empresários pediram ao governo que mantenha o desconto até o fim de janeiro.</p>
<p style="text-align: left;">Em sintonia com o Planalto, a equipe econômica já prepara a prorrogação da redução do IPI de geladeiras (que caiu de 15% para 5%), fogões (de 5% para zero), máquinas de lavar (de 20% para 10%) e de tanquinhos (de 10% para zero).</p>
<p style="text-align: left;">No início deste mês, o Estado revelou que o governo já planejava a prorrogação. Como o impacto fiscal é menor que a queda do IPI dos automóveis, cujas alíquotas começaram a ser majoradas há cerca de 15 dias, o Planalto passou a pressionar a Fazenda. Nas contas da Receita Federal, a redução de IPI da linha branca custará aos cofres público, até 31 de outubro, R$ 380 milhões.</p>
<p style="text-align: left;">No Planalto, o cálculo fiscal é temperado pela contabilidade política. A perda de arrecadação com o IPI seria compensada pela manutenção de empregos e redução dos preços de um produto cobiçado pelas classes mais baixas.</p>
<p style="text-align: left;">Dentro do governo, às claras, há quem defenda a prorrogação pelo menos até o fim do ano, quando se encerram os incentivos para os demais setores. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, por exemplo, tem destacado a importância do incentivo fiscal para manter as vendas aquecidas.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>PIS E COFINS</strong></p>
<p style="text-align: left;">O governo vai suspender, a partir de 1º de novembro, o pagamento da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins incidente sobre a receita bruta de venda no mercado interno de toda a cadeia produtiva da carne bovina. A medida consta da Lei 12.058 publicada no Diário Oficial e sancionada ontem pelo presidente Lula.</p>
<p style="text-align: left;">A lei teve como base a Medida Provisória 462, aprovada pelo Congresso no fim de setembro, cujo objeto principal é o repasse de R$ 1 bilhão aos municípios para cobrir as perdas de receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mas, na tramitação na Câmara e no Senado, a MP ganhou 22 emendas sobre outros temas.</p>
<p style="text-align: left;">O frigorífico JBS Friboi informou que a cobrança de PIS/Pasep e Cofins para o mercado doméstico de bovinos representa 9,25% de sua receita bruta. Em comunicado, a empresa diz que a medida é altamente positiva para o setor.</p>
<p style="text-align: left;"><em>COLABOROU NELIA MARQUEZ</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p style="text-align: left;">R$ 380 milhões</p>
<p style="text-align: left;">é o custo da redução do IPI para a linha branca até 31 de outubro</p>
<p style="text-align: left;">5%</p>
<p style="text-align: left;">é a alíquota reduzida do IPI para as geladeiras</p>
<p style="text-align: left;">10%</p>
<p style="text-align: left;">é a alíquota para máquina de lavar</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os seis maiores superávits que o Brasil fez nos últimos 50 anos foram no governo Lula. Isso garantiu uma redução expressiva da dívida pública como proporção do PIB, que saiu de 50% para cerca de 38%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/os-seis-maiores-superavits-que-o-brasil-fez-nos-ultimos-50-anos-foram-no-governo-lula-isso-garantiu-uma-reducao-expressiva-da-divida-publica-como-proporcao-do-pib-que-saiu-de-50-para-cerca-de-38/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:55:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[arrecadação]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[superávit primário]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8221;Ninguém faz superávit por hobby&#8221;





Paulo Bernardo: Ministro do Planejamento Ministro justifica mudança da meta de superávit e diz que presidente Lula pediu prioridade para o crescimento da economia




Beatriz Abreu e Adriana Fernandes, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
QUEM É
Paulo Bernardo
É ministro do planejamento
Foi eleito deputado federal em 2002 e presidiu a Comissão Mista de Planos, Orçamentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="font-size: x-large;">&#8221;Ninguém faz superávit por hobby&#8221;</span></h3>
<p><span style="font-size: x-large;"><br />
</span></p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.rinet.com.br/noticias/fotos/14373_1.jpg" alt="" width="366" height="245" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: x-large;">Paulo Bernardo: Ministro do Planejamento Ministro justifica mudança da meta de superávit e diz que presidente Lula pediu prioridade para o crescimento da economia</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Beatriz Abreu e Adriana Fernandes, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><strong>QUEM É</strong><br />
Paulo Bernardo<br />
É ministro do planejamento<br />
Foi eleito deputado federal em 2002 e presidiu a Comissão Mista de Planos, Orçamentos e Fiscalização</p>
<p>A execução da meta de superávit primário (economia que o governo faz para pagar os juros da sua dívida) de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) não é &#8220;um imperativo&#8221;, afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O governo, segundo ele, poderá rever a meta se houver uma avaliação nesse sentido, dependendo das condições da economia no próximo ano, como o comportamento da inflação e das taxas de juros praticadas pelo Banco Central. &#8220;Ninguém faz superávit por hobby&#8221;, disse Bernardo. Em entrevista ao Estado, o ministro enumera os fatores que levaram o governo a fazer uma inflexão na meta deste ano, que poderá ficar em 1,56% do PIB.</p>
<p>A discussão sobre a redução da meta, também em 2010, segundo Bernardo, não é tema de conversa entre os ministros, embora ele reconheça que essa avaliação é feita &#8220;por algumas pessoas&#8221;. Segundo o ministro do Planejamento, uma inflexão na política fiscal é decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabeleceu o crescimento econômico como prioridade do governo no último ano de seu mandato. A seguir, os principais trechos da entrevista.<br />
<strong><br />
O governo está modificando sua avaliação sobre a política fiscal?<br />
</strong><br />
Quando se fala em superávit deve-se registrar que os seis maiores superávits que o Brasil fez nos últimos 50 anos foram no governo Lula. Isso garantiu uma redução expressiva da dívida pública como proporção do PIB, que saiu de 50% para cerca de 38%, no ano passado, com a exclusão da Petrobrás. O superávit é feito para melhorar as condições macroeconômicas do País. Ninguém faz superávit por hobby.</p>
<p><strong>Nem por hobby, nem por obsessão.<br />
</strong><br />
Nem por obsessão. Não é um fim em si mesmo. Não podemos falar: vamos fazer superávit doa a quem doer. Está mais do que demonstrado que se o presidente Lula não tivesse adotado medidas imediatas, ágeis, ousadas, teríamos um &#8220;débâcle&#8221; da nossa economia.</p>
<p><strong>Mas houve perda de arrecadação.</strong></p>
<p>O presidente definiu que nós tínhamos que abrir mão de impostos para dar um fôlego à economia. Ele dizia que os impostos seriam recuperados com o aumento da atividade econômica lá na frente. Ele falava assim: &#8220;Se nós quisermos manter posição arrecadatória nós vamos ajudar a combater o incêndio com gasolina.&#8221; A partir dessa conversa, o ministro Guido Mantega (Fazenda) fez as desonerações que garantiram a manutenção e até a geração de novos empregos.</p>
<p><strong>Qual foi a avaliação? </strong></p>
<p>Fazer uma inflexão. Houve menor arrecadação devido à queda na atividade econômica e perda de arrecadação. A legislação tem brechas que permitem as empresas fazerem planejamento para pagar menos impostos. A empresa faz o planejamento para não registrar lucro em determinado período, mas lá na frente terá que pagar o imposto.</p>
<p><strong>Sem a redução do superávit não seria possível acomodar as despesas?<br />
</strong><br />
Com certeza. O aumento do desemprego custou R$ 10 bilhões de seguro-desemprego. Essa não é uma despesa voluntária. É obrigatória. Ficaríamos tentando arrecadar de um lado, gastando do outro e afundando a economia nesse processo. O presidente se impressionou com o movimento de empresários, que ele classificou como uma verdadeira debandada. Ao primeiro sinal de chuva, todo mundo correu pra dentro.</p>
<p><strong>Tem uma nova ordem fiscal? </strong></p>
<p>Eu diria que temos uma trajetória no fiscal que permitiu a redução da dívida. Alguns profetas dizem que o governo não vai conseguir fazer uma meta de 3,3% de superávit em 2010. Pode até ser. Vamos fazer, mas se não fizermos, se tivermos alguma coisa a ser acertada, assim mesmo a relação dívida/PIB vai diminuir.<br />
<strong><br />
A discussão é a de que o superávit de 2010 pode ser menor. </strong></p>
<p>Ninguém está falando disso no governo. Semana passada conversamos sobre este ano. Eu disse ao presidente que tinha combinado com o Guido. Aí o presidente disse: &#8220;Nós estamos fazendo uma inflexão, mas eu não quero passar a ideia de que estou promovendo uma gastança no ano que vem.&#8221; A orientação que nós recebemos é que vamos reduzir impostos, oferecer crédito mais barato, ajudar a economia, manter os investimentos e os programas sociais. Estamos fazendo algumas adaptações que achamos imprescindíveis. O presidente disse que não tem problema, mas que deveria ser dito claramente que no ano que vem vamos manter nossas metas. Vocês é que estão dizendo que não vamos cumprir a meta&#8230;</p>
<p><strong>É uma avaliação da postura do governo no plano fiscal. </strong></p>
<p>Nós não podemos passar a ideia de que estamos despreocupados com essa questão.</p>
<p><strong>Mas tem necessidade de fazer um superávit de 3,3% do PIB em 2010? </strong></p>
<p>Se tiver algum motivo que leve à conclusão de que não tem, vamos fazer isso de forma transparente. Hoje, estamos trabalhando com esse nível. É um orçamento apertado, vai ser muito difícil. Se uma análise posterior mostrar que caiu a conta de juros, que a inflação está benigna, pode ser que a gente faça alguma adaptação, mas não está claro. Ninguém no governo está dizendo que não precisa fazer essa meta, que foi definida em uma decisão com o presidente da República.</p>
<p><strong>Mas essa é uma discussão que está posta. Não é uma crítica. </strong></p>
<p>Criticar o governo faz parte. Em um ano como este, colocar o fiscal na frente e falar que nós temos que fazer o primário custe o que custar vai custar mais caro. Vai ser pior.</p>
<p><strong>Os economistas criticam a indefinição do que o governo está mirando.<br />
</strong><br />
O governo está mirando uma economia sólida, crescendo 5% no ano que vem. Nós podemos melhorar o fiscal mais com o aumento do crescimento da economia do que com o esforço de arrecadação ou coisa desse tipo. A prioridade para nós é a economia. É ter uma economia forte em 2010. Nós pusemos 4,5% de crescimento, mas é grande o número de pessoas dizendo que vai crescer 5%.</p>
<p><strong>Se a economia crescer, o superávit pode ser maior. </strong></p>
<p>Também não digo isso. Pode ser.</p>
<p><strong>Mas a política não é anticíclica?</strong></p>
<p>É. Podemos fazer um superávit maior ou menor. Depende da necessidade. Vamos fazer isso de maneira comedida. Este ano é um ponto fora da curva, uma inflexão que foi absolutamente correta.</p>
<p><strong>Está se quebrando o paradigma do superávit? </strong></p>
<p>Anteriormente, tínhamos um cenário em que o Brasil crescia em média 2% ao ano. No governo Lula, cresceu 4,1%. Nesse novo período a economia vai disparar. Repito: ninguém faz superávit por esporte.</p>
<p><strong>Não é imperativo fazer uma meta de 3,3% do PIB em 2010?</strong></p>
<p>Não. Não é. Se nós mantivermos a meta, vamos fazer a meta. Se o governo for convencido de que, no futuro, pode fazer um pouco mais ou um pouco menos, faremos isso de forma transparente.<br />
<strong><br />
Por que seria necessário fazer um superávit menor em 2010?<br />
</strong><br />
Por deficiência na arrecadação, dificuldades nas contas. É você quem está perguntando se pode ter um superávit menor. Pode acontecer? Pode.</p>
<p><strong>A prioridade do governo é o crescimento, não o superávit. </strong></p>
<p>Não tem ninguém do governo falando em mudar a meta. Pode acontecer? Pode.</p>
<p><strong>Qual a previsão para a arrecadação? </strong></p>
<p>A arrecadação vai crescer em 2010. Acho que tem um período em que as empresas vão ficar escondendo o ouro da gente.</p>
<p><strong>Como assim, as empresas escondendo o ouro? </strong></p>
<p>É o planejamento tributário. Isso que a Petrobrás fez e que virou um escândalo planetário. Um monte de empresa fez, mas só virou escândalo porque era a Petrobrás. Ela conseguiu pagar menos imposto agora, mas se der um lucro maior vai pagar o imposto.</p>
<p><strong>Como vai fechar o Orçamento deste ano? </strong></p>
<p>Nós estamos com uma receita baixa e com um noticiário bom sobre a economia. A impressão que eu tenho é que os ministros só leem a parte que a economia voltou a crescer. Isso é geral, os prefeitos, os parlamentares. Eles acham que a economia vai crescer e que já resolveu o problema da arrecadação. Mas não é verdade. A economia melhorou, mas a receita, não.</p>
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		<title>Projeções para o PIB começam a entrar no azul</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 14:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Se alta no segundo trimestre for de 2%, como disse ministro Mantega, revisões para cima vão se acelerar

Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP
A economia brasileira se recupera da crise e volta a crescer antes que o esperado, dizem os economistas e o governo. Turbinadas pelo desempenho favorável no segundo trimestre, as projeções para a evolução [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Se alta no segundo trimestre for de 2%, como disse ministro Mantega, revisões para cima vão se acelerar</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.syltrans.com.br/admin/fotos/Brasil%20impulsiona%20consumo%20na%20Am%C3%A9rica%20Latina.gif" alt="http://www.syltrans.com.br/admin/fotos/Brasil%20impulsiona%20consumo%20na%20Am%C3%A9rica%20Latina.gif" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP</p>
<p>A economia brasileira se recupera da crise e volta a crescer antes que o esperado, dizem os economistas e o governo. Turbinadas pelo desempenho favorável no segundo trimestre, as projeções para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano começam a transitar do negativo para o positivo.</p>
<p>O resultado do trimestre será divulgado sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já antecipou que o PIB cresceu entre 1,8% e 2% na comparação com os primeiros três meses do ano.</p>
<p>O número bate com a estimativa da MB Associados, que projeta crescimento de 2% do PIB na margem no segundo trimestre. &#8220;Consideramos também que o terceiro trimestre poderá ter um número parecido com isso, talvez um pouco menor&#8221;, diz o economista-chefe da empresa de consultoria, Sérgio Vale.</p>
<p>O fato é que cada vez mais aumenta a chance de o PIB terminar o ano do lado positivo, observa Vale. &#8220;Por enquanto, mantemos uma projeção de 0,2%, lembrando que estávamos com previsão de crescimento zero desde o fim do ano passado.&#8221;</p>
<p>Na ponta mais otimista do mercado já há algum tempo, a LCA Consultores prevê crescimento de 0,3% para este ano, enquanto a projeção das mais de 100 instituições financeiras colhidas pelo Banco Central no Boletim Focus é de, em média, uma queda de 0,3%.</p>
<p>&#8220;Se o resultado do segundo trimestre confirmar o que o governo está sinalizando, o primeiro impacto vai ser as projeções do Focus começarem a passar do negativo para o positivo&#8221;, diz o economista-chefe da LCA, Bráulio Borges.</p>
<p>Além disso, a economia brasileira dá fortes sinais de aceleração da recuperação em razão da retomada da produção industrial.&#8221;Temos elementos fortes para afirmar que o PIB está acelerando e isso pode levar a LCA a revisar para cima o crescimento do ano&#8221;, diz Borges.</p>
<p><strong>MOTOR DA RECUPERAÇÃO</strong></p>
<p>O que está empurrando o PIB para cima é o consumo das famílias, que já tinha mostrado recuperação no primeiro semestre, depois de ter caído no fim do ano passado.</p>
<p>O consumo se acelerou no segundo trimestre, impulsionado pelas medidas de isenção fiscal promovidas pelo governo federal, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e dos eletrodomésticos da chamada linha branca (geladeiras, fogões e lavadoras).</p>
<p>&#8220;Muita gente diz que, quando acabar esse estímulo, também vai acabar a muleta que estava segurando o consumo familiar&#8221;, observa o economista da LCA. &#8220;Não é bem assim porque ela tirou o consumo do buraco, estimulou todo o mercado via efeito multiplicador e a economia dá sinais de que já consegue andar com as próprias pernas.&#8221;</p>
<p>A Tendências Consultoria Integrada aguarda a divulgação dos números do segundo trimestre para revisar suas projeções para o PIB do ano. &#8220;Atualmente, nossa previsão ainda é de retração de 0,6% e achamos que o resultado do segundo trimestre deve de fato surpreender &#8220;, diz o economista Bernardo Wjuniski. &#8220;Por enquanto, colocamos um viés de alta para os próximos trimestres, mas ainda não dá para avaliar se o número do ano vai ficar positivo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ainda tem uma boa margem de capacidade ociosa para ser ocupada, só que a gente acha que isso vai acontecer ainda de forma gradual e a indústria só deverá voltar ao patamar do pré-crise no final de 2010&#8243;, afirma Wjuniski.</p>
<p>O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, diz que existem sinais claros e evidentes de que o pior da crise realmente ficou para trás. &#8220;Estamos numa fase de recuperação com uma velocidade e vigor ainda não muito consolidados&#8221;, diz Francini.</p>
<p>Segundo ele, o importante é que, comparativamente com o mundo, &#8220;o preço que nós pagamos foi barato, no sentido que ofendeu muito mais a outros países do que nos ofendeu e já estamos numa rota de recuperação&#8221;.</p>
<p>Embora não exista uma projeção formal da Fiesp com relação ao PIB, Francini diz que a entidade previa queda de 1%, mas ultimamente se fixou em torno do número de 0,5% negativo.</p>
<p>&#8220;Ainda que o governo tenha voltado a ter opinião sobre um desempenho positivo do PIB este ano, indicando que ele pode chegar a 1%, achamos que vai ser difícil chegar no zero&#8221;.</p>
<p>Já o economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, aposta que o crescimento do PIB este ano deverá ficar entre 0,2% e 1,2%. &#8220;Vemos uma recuperação consistente principalmente na ocupação da capacidade ociosa da indústria, que foi a mais afetada pela crise global.&#8221;<br />
<strong><br />
<font size="5">Previsão para 2010 chega a 4,8%</font></strong></p>
<p><strong>Para a Tendências, ritmo da recuperação surpreende</strong></p>
<p>A recuperação acelerada da economia em 2009 abre espaço para um crescimento forte no ano que vem. &#8220;A princípio, 2010 já abriria com um carry-over (o que é repassado do crescimento de um ano para o outro) de 1,3%, o que não é garantia de crescimento para o ano, mas, dadas as condições positivas da economia esperadas para o período, 4% de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) estariam praticamente garantidos&#8221;, diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.</p>
<p>A Tendências elevou suas projeções para o ano que vem, com base nos últimos números da economia. Agora, a consultoria já projeta alta de 4,8%, sendo dois pontos porcentuais decorrentes de efeito estatístico.</p>
<p>Para Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, o PIB cresce neste terceiro trimestre a um ritmo de 3% em relação ao período anterior. &#8220;Isso mostra que economia vai entrar embalada em 2010.&#8221;</p>
<p>Borges avalia que o processo de recuperação já se espraia pela economia. &#8220;Se antes era nítido no consumo, agora vai ficar claro que a recuperação alcançou grande parte dos setores da economia&#8221;, afirma Borges. &#8220;Até o exportador, que já começa a observar melhorias na quantidade de produtos exportados, deve ficar mais feliz.&#8221;</p>
<p>O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, prevê a retomada dos investimentos nos próximos meses. &#8220;O crescimento imaginado para este ano esta fortemente influenciado pela ocupação da capacidade ociosa que a crise provocou nas fábricas&#8221;, diz. &#8221; Possivelmente a partir do fim do ano, além de crescer pelo lado da ocupação da capacidade ociosa, também haverá uma retomada dos investimentos.&#8221;</p>
<p>Ele nota que a crise reduziu a produção, interrompendo a expansão dos investimentos. &#8220;O que ocorreu no fim do ano passado não foi o abandono de projetos de investimento, mas postergação.&#8221;</p>
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		<title>Incentivos fiscais para a cadeia de exploração do petróleo no pré-sal. O objetivo é atrair empresas estrangeiras para produzir no Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 14:23:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Planalto prepara incentivos fiscais para atrair estrangeiras

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &#8211; Folha SP
O governo federal trabalha na elaboração de uma política de incentivos fiscais para a cadeia de exploração do petróleo no pré-sal. O objetivo é atrair empresas estrangeiras para produzir no Brasil, reduzindo a quantidade de máquinas, equipamentos e serviços que serão importados.
O MDIC [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Planalto prepara incentivos fiscais para atrair estrangeiras</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/plataforma_construindo.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/plataforma_construindo.jpg" height="372" width="554" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &#8211; Folha SP</p>
<p>O governo federal trabalha na elaboração de uma política de incentivos fiscais para a cadeia de exploração do petróleo no pré-sal. O objetivo é atrair empresas estrangeiras para produzir no Brasil, reduzindo a quantidade de máquinas, equipamentos e serviços que serão importados.<br />
O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) trabalha com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no levantamento dos setores que devem ser beneficiados pela redução de impostos. Esse estudo ainda terá de ser repassado à Receita Federal para o levantamento da dimensão da renúncia fiscal do pacote e de quais impostos e alíquotas serão reduzidos.<br />
Na prática, será criada uma PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo) só para a exploração do pré-sal. A cadeia do petróleo vai ganhar novas linhas de financiamento do BNDES, que já vem liberando recursos para a Petrobras. O último empréstimo foi de R$ 25 bilhões.<br />
A assessoria do MDIC disse ontem à Folha que o plano é atrair fabricantes de bens e serviços internacionais envolvidos na exploração de petróleo. A indústria naval será uma das beneficiadas.<br />
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já havia apresentado ao presidente Lula e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um estudo com o mapa da indústria petrolífera e suas lacunas no Brasil.<br />
O levantamento do BNDES mostrou que a necessidade de financiamento nos próximos dez anos será de US$ 80 bilhões. O custo inclui a instalação e a modernização de fábricas, mas ainda não contabiliza o impacto da renúncia fiscal.</p>
<p><strong>Subsídios</strong><br />
Quando apresentou o estudo ao governo, Coutinho pontuou que, nos países em que a indústria do petróleo é mais competitiva, tanto as taxas de juros como os impostos que incidem sobre essa cadeia são mais baixas que no Brasil. Coutinho acrescentou ainda que, em alguns países, o governo oferece subsídios.<br />
A retirada de petróleo na camada pré-sal só deve começar em 2015. Nesta semana, o governo lançou o marco regulatório com as regras de exploração, que foram consideradas estatizantes. As críticas ao modelo vieram principalmente das empresas estrangeiras, que veem pontos no marco que tiram o incentivo para companhias privadas investirem no negócio.</p>
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		<title>Brasil pode gastar mais se for responsável</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 13:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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&#160;
Alberto Tamer* &#8211; O Estado SP
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


Por que a economia mundial está saindo da recessão mais cedo do que se previa? Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, responde refletindo o pensamento de quase todos: basicamente por causa da grande intervenção governamental. Os países em que ela foi mais intensa, Estados Unidos, China, Brasil, estão se livrando [...]]]></description>
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<h3></h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Alberto Tamer* &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Por que a economia mundial está saindo da recessão mais cedo do que se previa? Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, responde refletindo o pensamento de quase todos: basicamente por causa da grande intervenção governamental. Os países em que ela foi mais intensa, Estados Unidos, China, Brasil, estão se livrando antes. Os que tardaram ou foram tímidos, todos na União Europeia, vão demorar e sofrer ainda muito. Esse é um fato insofismável. Foi isso que evitou a segunda grande depressão da história, afirma Krugman.</p>
<p><strong>HÁ UM LIMITE. QUAL?</strong></p>
<p>O Brasil antecipou-se ao lançar uma política fiscal ousada e consistente que está funcionando bem, mas chegou a hora de perguntar: qual foi o custo e até quando o governo poderá mantê-la sem pôr em risco o equilíbrio fiscal e a sua credibilidade externa? Esse tema tem provocado discussões acaloradas entre economistas e a equipe econômica. Até o sempre tranquilo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, perdeu a calma e chamou de especuladores os que condenam a política anticíclica e a acusam de pouco responsável por seus efeitos negativos na estabilidade fiscal.</p>
<p>A resposta mais consistente e bem documentada veio, em artigo de Affonso Celso Pastore e Maria Cristina Pinotti, no Valor desta segunda-feira. &#8220;Há espaço ainda para manter o estímulo, mas há riscos de gastos permanentes de difícil reversão&#8221;, como vem ocorrendo, afirmam.</p>
<p>O estímulo do governo à economia foi significativo. Em 12 meses, o superávit fiscal primário situava-se pouco acima de 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Em julho, recuou para 2% e a projeção é que feche o ano entre 1,5% e 1,8%.</p>
<p>&#8220;Há, assim, um estímulo fiscal superior a 2% do PIB.&#8221;</p>
<p>Comparando com o esforço de outros países para impedir uma recessão profunda, poder-se-ia argumentar que o estímulo fiscal brasileiro é até modesto. Nos Estados Unidos, o déficit &#8211; não superávit &#8211; passou de 3% do PIB em 2008 para 13% neste ano; a dívida pública, que era de 41% do PIB em 2008, está perto de 55% neste ano, segundo o Congresso. Estima-se que, se nada for feito, poderá chegar a 85% do PIB em 2019.</p>
<p>&#8220;Os EUA podem elevar até fortemente a dívida pública porque têm uma reputação de disciplina fiscal e nunca tiveram um default. As mudanças macroeconômicas dos últimos anos permitem ao Brasil realizar uma política fiscal contracíclica (a atual), mas nosso passado nos obriga a fazê-lo em dimensões muito mais modestas&#8221;, afirmaram Pastore e Pinotti.</p>
<p>Para eles, o fantasma do crescimento explosivo da dívida pública não é mais tão aterrador como no passado. Hoje, a dívida pública consolidada é apenas um pouco acima de 40% do PIB mas as taxas de juros, que incidem sobre ela, vêm caindo continuamente, reduzindo seu peso.</p>
<p>Eles estimam que se for deduzida a inflação, de 4,5%, dos juros e um crescimento mesmo modesto de 3,5% no próximo ano, &#8220;serão necessários superávits fiscais inferiores a 2% do PIB para estabilizar a dívida líquida. Conclusão: não se ressuscita o fantasma do default, que já tivemos, &#8220;mas aumenta a tentação de elevar os gastos e reduzir mais o superávit primário&#8221;. Isto é, o risco não está em manter a atual política de estímulo fiscal, mas de usá-la mal com gastos permanentes. E essa tentação de gastar mais e com menos responsabilidade é ainda maior num ano eleitoral em que o governo já tem um candidato. Gastar mais aumenta a demanda, ajuda sair da recessão, mas a eleger o novo presidente também. Este é o risco. Gastar mais em áreas que dão mais resultado eleitoral, mas tem retorno pouco sustentável e efeitos fiscais danosos.</p>
<p><strong>ENTÃO É MUDAR TUDO?</strong></p>
<p>Não. Nem aqui nem nos Estados Unidos, onde só há notícias positivas. Graças aos benefícios fiscais e tributários a economia americana que estava caindo 6%, recuou apenas 1% no segundo trimestre. Está saindo do fundo do poço. Na China, o enorme pacote de estímulo essencialmente à demanda interna e, mais ainda, empréstimos bancários de mais de US$ 1 trilhão em alguns meses, estão fazendo que a economia cresça 7% neste ano. Em ambos, o objetivo que está sendo alcançado, é restabelecer a confiança do consumidor e reanimar o mercado interno. No Brasil, também. Poucos duvidam que o PIB será positivo neste trimestre e poderemos terminar um ano com um índice pelo menos de estabilização após dois trimestres negativos.</p>
<p>Por isso, não há como condenar a política fiscal, mesmo que ela reduza o superávit. É o preço que estamos pagando para evitar que o desemprego aumente e a recessão se prolongue. Todos os indicadores econômicos de consumo, emprego, construção civil são positivos. Essa política deve ser mantida.</p>
<p>O risco, alertam Pastore e Pinotti, com muita propriedade e comprometer-se com gastos permanentes que não podem ser desfeitos quando a situação voltar à normalidade; o risco é acreditar que simplesmente o aumento do consumo, mesmo ao custo de uma redução do superávit e do equilíbrio fiscal, representa uma solução permanente para voltar a crescer.</p>
<p>O governo está acertando com política anticíclica mas precisa resistir à enorme tentação de gastar mais já que o superávit fiscal ainda permite. Mas será isso possível num ano eleitoral? O que acha o leitor?</p>
<p><strong>*E-mail: at@attglobal.net</strong></div>
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		<title>Lula tinha razão, foi uma &#8220;marolinha&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 12:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Bem na foto

Celso Ming &#8211; O Estado SP
À medida que se consolida a percepção de que a crise global não foi tão destruidora como parecia e que, afinal, a virada está a caminho, é preciso perguntar quais as consequências de tudo isso para o Brasil.
Sortudo ou o que for, o presidente Lula ficou com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="5"><strong>Bem na foto</strong></font></p>
<p><font size="5"></font><img src="http://www.rnnoticias.com.br/SPN/bancoimagem/Cultura/lula-e-marolinha-surf-obama.bmp" alt="http://www.rnnoticias.com.br/SPN/bancoimagem/Cultura/lula-e-marolinha-surf-obama.bmp" align="left" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Celso Ming &#8211; O Estado SP</p>
<p>À medida que se consolida a percepção de que a crise global não foi tão destruidora como parecia e que, afinal, a virada está a caminho, é preciso perguntar quais as consequências de tudo isso para o Brasil.</p>
<p>Sortudo ou o que for, o presidente Lula ficou com a razão. Comparada com as projeções feitas pelo Morgan Stanley e seu economista-chefe, Marcelo Carvalho, de que o PIB do Brasil mergulharia 4,5% neste ano, a afirmação de Lula de que isso não passaria de &#8220;marolinha&#8221; estava bem mais correta.</p>
<p>Terça-feira, o presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, avisava que o PIB brasileiro no segundo semestre avança ao ritmo de 4% ou 5%. Assim, ainda que o resultado líquido do ano fique perto de zero por cento, para 2010 já se pode esperar números próximos dos 4%.</p>
<p>Como esta coluna já fez em outras oportunidades, não dá para fechar os olhos para a atual deterioração das contas públicas. Em apenas nove meses, o déficit do setor público saltou de 1,8% do PIB para 3,2%. E o enorme despejo de recursos na economia, que o governo alardeia como sendo política anticíclica, baseou-se em despesas de má qualidade, na medida em que se concentraram não em investimentos, que trariam retorno, mas em despesas correntes, com o funcionalismo público e aposentadorias, que ficam nisso.</p>
<p>Mas não se pode negar a qualidade do resto. Fato inédito, a economia brasileira sai dessa crise com reservas externas superiores às que tinha no seu início. Os juros básicos (Selic) estão em seu nível mais baixo desde 1999. A inflação ficou enquadrada na meta (e em queda). O desemprego está mais baixo do que nos países ricos. E o crédito segue em expansão e já permite o esticamento dos financiamentos habitacionais para além de 20 anos. São condições que, por si sós, constituem credenciais de grande validade para novas decolagens.</p>
<p>A crise e as circunstâncias trouxeram outros benefícios de longo prazo. Acabou, por exemplo, o risco de apagão no sistema de energia elétrica, um pouco porque a derrubada da atividade industrial reduziu o consumo e outro pouco porque o extraordinário período de chuvas encheu os reservatórios e ficou afastada a ameaça de insuficiência de energia elétrica por pelo menos mais três anos.</p>
<p>É provável que o crescimento do PIB deste ano seja alguma coisa acima de zero por cento, como novas projeções estão indicando. Mas, mesmo que seja zero, será o quinto ou o sexto melhor desempenho do planeta, atrás apenas da China, Índia, Indonésia, África do Sul e, talvez, Colômbia.</p>
<p>Assim como o governo americano terá de enfrentar a estratégia de saída da crise, o governo brasileiro terá de normalizar o regime tributário dos setores que foram beneficiados com isenção de IPI.</p>
<p>A queda das vendas da indústria automobilística em julho, de 4,9% em relação a junho, parece comprovar que os benefícios se limitaram a antecipar as compras; não criaram mercado novo. E, se foi assim, a indústria voltará a ter dificuldades nos próximos meses.</p>
<p>Em todo o caso, se o governo Lula não fizer nenhuma grande besteira, a economia brasileira tem tudo para mostrar bom resultado no ano que vem.</p>
<p><strong>CONFIRA</strong></p>
<p>Como o mercado esperava, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) manteve os juros básicos entre 0% e 0,25% ao ano. O que surpreendeu muitos analistas foi o tom brando com que o Fed tratou da recuperação da economia.</p>
<p>Muitos acreditavam que a recente melhora da atividade levaria o BC americano a acabar com o afrouxamento no primeiro semestre de 2010.</p>
<p>No entanto, o Fed fala em garantir um nível excepcionalmente baixo para os juros por um período prolongado. Uma das prováveis consequências disso é a desvalorização do dólar ante outras moedas, como o real.</p>
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		<title>Indústria brasileira interrompe demissões e já começa a contratar</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 15:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Um quarto das empresas do setor quer ampliar os quadros até setembro; montadoras abriram 300 vagas em julho
Márcia De Chiara e Cleide Silva &#8211; O Estado SP
A indústria parou de demitir e começa a contratar. Os resultados de junho de pesquisas, tanto de órgãos do governo como de entidades privadas, indicam que o emprego industrial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.farolcomunitario.com.br/img_jpg/petrobras_p_51g.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.farolcomunitario.com.br/img_jpg/petrobras_p_51g.jpg" width="300" height="200" /><img src="http://2.bp.blogspot.com/_3IpWDXPqiK0/SOpBkpFXwpI/AAAAAAAACJY/VevVV_Q31vA/s320/montadoras_thumbnail.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_3IpWDXPqiK0/SOpBkpFXwpI/AAAAAAAACJY/VevVV_Q31vA/s320/montadoras_thumbnail.jpg" width="200" height="200" /></div>
<p><strong>Um quarto das empresas do setor quer ampliar os quadros até setembro; montadoras abriram 300 vagas em julho</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara e Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>A indústria parou de demitir e começa a contratar. Os resultados de junho de pesquisas, tanto de órgãos do governo como de entidades privadas, indicam que o emprego industrial ou tem uma pequena queda, ou dá sinais de recuperação em relação a meses anteriores.</p>
<p>Em julho, pela primeira vez em oito meses, o emprego na indústria automobilística cresceu: foram abertos 300 postos de trabalho, conforme será divulgado hoje pela Anfavea. Além disso, a partir do mês passado, foram anunciadas perto de 2 mil vagas nas montadoras.</p>
<p>Assim como na indústria automobilística, há contratações significativas nas siderúrgicas, nas fábricas de eletrodomésticos e até na indústria calçadista. Em razão da reversão no quadro, é consenso entre empresários, sindicalistas e economistas que a fase de demissões em massa ficou para trás. Com os estoques ajustados e o mercado doméstico aquecido, as indústrias se preparam para a temporada de contratações.</p>
<p>Quase um quarto (23,2%)das 1.115 indústrias consultadas pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV em julho pretende ampliar as contratações até setembro, enquanto 15,3% delas planejam demitir.</p>
<p>Pela primeira vez desde outubro de 2008, a fatia de empresas que quer contratar supera a que planeja demitir. Em dezembro, no auge da crise, a situação era inversa: 32,5% planejavam cortes e 15,5%, contratações.</p>
<p>Também pela primeira vez desde outubro de 2008, o indicador de emprego previsto para os próximos três meses em julho superou a média desde 1995, aponta a FGV. No mês passado, esse indicador ficou em 107,9 pontos, ante a média histórica de 101,4 pontos e do resultado de junho (97,2). O indicador de emprego previsto é calculado a partir do saldo entre o porcentual de empresas que pretendem contratar e as que planejam demitir, somado 100 e descontada a sazonalidade.</p>
<p>Dos 14 gêneros pesquisados, 13 registraram crescimento no indicador de emprego previsto em julho ante junho, apesar de continuar abaixo do mesmo período de 2008. Só no setor químico não houve crescimento no indicador de emprego previsto. &#8220;A recuperação do emprego previsto em julho ante junho é quase generalizada&#8221;, afirma o coordenador técnico da pesquisa, Jorge Ferreira Braga.</p>
<p>A indústria de material de transporte, que inclui as montadoras, é a que teve maior recuperação no emprego previsto para três meses. A Valeo Iluminação, por exemplo, que fornece para grandes montadoras, contratou 70 trabalhadores entre maio e julho. Neste mês, 40 foram efetivados.</p>
<p>&#8220;Entre agosto e outubro, há perspectiva de mais 30 contratações&#8221;, conta o diretor de Recursos Humanos, Francisco Cuesta. Para ele, o cenário é claro até setembro. &#8220;O que preocupa é como vai ficar o mercado com a volta do IPI .&#8221;</p>
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		<title>Tendência de demissão se reverte</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 15:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tanto o indicador do IBGE quanto o da FGV mostram que a indústria pretende contratar mais empregados



Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
Mais importante do que a intensidade da recuperação do emprego industrial que começa a se desenhar para os próximos meses é a reversão na tendência: de aumento nas demissões para ampliação nas contratações. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tanto o indicador do IBGE quanto o da FGV mostram que a indústria pretende contratar mais empregados</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/tendencia-de-demissao-se-reverte/12675/" rel="attachment wp-att-12675" title="bandeira_emprego.gif"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/bandeira_emprego.gif" alt="bandeira_emprego.gif" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</p>
<p>Mais importante do que a intensidade da recuperação do emprego industrial que começa a se desenhar para os próximos meses é a reversão na tendência: de aumento nas demissões para ampliação nas contratações. Três indicadores de junho, dos quais dois apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além do indicador de emprego previsto para três meses para o emprego industrial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), confirmam a mudança de rota.</p>
<p>Pela primeira vez desde novembro do ano passado, a população ocupada na indústria nas seis regiões metropolitanas do País cresceu 1,7% em relação ao mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Foram criadas 58 mil vagas em junho. &#8220;Sem dúvida, é um primeiro sinal de recuperação&#8221;, afirma o gerente da PME do IBGE, Cimar Azeredo.</p>
<p>Apesar da reação em junho ante maio, ele pondera que a população ocupada na indústria caiu 4,2% no primeiro semestre, 5,2% de outubro de 2008 a junho deste ano e 5% em junho deste ano ante o mesmo mês de 2008. Para ele, o crescimento da ocupação no mês é importante porque a indústria, que responde por 16,4% da ocupação total, incluindo os demais setores, &#8220;dá o tom&#8221; do emprego.</p>
<p>Outra pesquisa, também do IBGE, que apura apenas o emprego industrial, porém em todas as regiões do País, revela que o emprego na indústria caiu 0,1% em junho ante maio. No mês anterior, o recuo havia sido maior, de 0,5% na comparação com abril. O resultado confirma, de certa forma, um arrefecimento no ritmo de queda.</p>
<p>Também revela que a mudança na trajetória do emprego industrial começou antes nas grandes cidades, já que o outro indicador do IBGE, que cresceu em junho ante maio, mede a ocupação industrial nas seis regiões metropolitanas.</p>
<p>O indicador de emprego dessazonalizado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em queda mês a mês desde novembro do ano passado, está diminuindo o ritmo de contração. Entre dezembro e abril, a queda média mensal havia sido de 0,9%; em maio, o recuo foi de 0,4% e, em junho, o último mês disponível, a retração foi de apenas 0,2%. &#8220;É o oitavo recuo seguido, mas, nos últimos dois meses, a queda perdeu força&#8221;, afirma o economista da CNI Marcelo de Ávila.</p>
<p>Segundo o economista, a expectativa da CNI é de que o emprego industrial volte a crescer em algum momento neste semestre porque o ajuste mais forte nos estoques está terminando. Na opinião de Ávila, essa retomada do emprego em pouco mais de um semestre não indica que as demissões feitas pelas empresas foram precipitadas, quando a crise se acirrou a partir de setembro do ano passado. &#8220;É caro demitir&#8221;, argumenta.</p>
<p><strong>SINDICATOS</strong></p>
<p>Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, a fase mais aguda de cortes da mão de obra terminou. &#8220;Faz um mês que as indústrias pararam de demitir e só estão contratando.&#8221; Apesar de ainda não ter números consolidados, ele notou uma movimentação positiva, com contratações pulverizadas. &#8220;Há empresas contratando cinco, outras dez. É o reflexo da retomada.&#8221; O sindicato representa 260 mil metalúrgicos, distribuídos em 11 mil empresas.</p>
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