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	<title>Blog do Favre &#187; diabetes</title>
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		<title>de sonho, medo e felicidade</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 18:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maioridade
Marisa Cauduro/Folha Imagem

O músico Jurandir Bueno, 62, com sua namorada, Sônia Arakaki, 62, bailarina
O velho-novo
Em um de seus poemas, Paulo Leminski fazia uma pergunta reveladora: &#8220;Que podia um velho fazer / nos idos de 1916,/ a não ser pegar pneumonia, / deixar tudo para os filhos / e virar fotografia?&#8221;.
No Brasil do ínicio do século [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong><font color="green">Maior</font>idade</strong></font></p>
<div align="center"><em><font size="1">Marisa Cauduro/Folha Imagem</font></em><br />
<em><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200901.jpg" border="0" /></em><br />
<em>O músico Jurandir Bueno, 62, com sua namorada, Sônia Arakaki, 62, bailarina</em></div>
<p><font size="5"><strong>O velho-novo</strong></font></p>
<p>Em um de seus poemas, Paulo Leminski fazia uma pergunta reveladora: &#8220;Que podia um velho fazer / nos idos de 1916,/ a não ser pegar pneumonia, / deixar tudo para os filhos / e virar fotografia?&#8221;.<br />
No Brasil do ínicio do século passado, os tais velhos eram muito mais moços; a expectativa de vida ao nascer era de 34 anos. Em 2007, último dado disponível no IBGE, havia saltado para 72,6 anos. Longevidade, anticoncepcional, liberação sexual, divórcio e avanços da medicina tornaram obsoleto aquele velho precoce. Mudou tudo, inclusive os termos. Em vez do sexagenário aposentado (alguém recolhido a seu aposento), expressões mais fiéis, como terceira e quarta idades, que indicam uma sequência natural e mais vida pela frente.<br />
Há um velho-novo nas ruas, e a <strong>Folha</strong> foi a campo, em pesquisa nacional inédita, para responder quem ele é, como vive e o que pensa.</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">Sensibilidade</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font>  <strong>Saúde e casa própria são as aspirações mais citadas; violência é o grande medo; maioria se diz feliz, mas acha que os outros não são (nem os jovens)</strong></p>
<p align="center"><font size="1">Rafael Andrade/Folha Imagem</font><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200904.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em>Pescador desde 1955, Fernando Barros, o Maricá, completa 80 anos em abril, mas quer continuar pescando até os cem, &#8220;se Deus permitir&#8221;</em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>MÁRIO MAGALHÃES &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">EM SÃO PAULO E NO RIO</font></p>
<p>Até onde mergulha a memória de Fernando Barros, o mar já engolfou dois companheiros seus, da colônia de  pescadores do posto 6, no cantinho direito da praia de Copacabana.<br />
Por pouco ele não fez companhia a bagres e badejos embaixo d’água. &#8220;Durante um temporal, com muito vento, eu fui parar lá em Niterói&#8221;, recorda. &#8220;A canoa virou duas vezes, desvirou e veio embora.&#8221;<br />
De susto em susto, ele não se assusta mais. Nem no mar, nem na terra. &#8220;Não tenho medo de morrer, de ficar doente, de nada. Se ali é um perigo, eu digo: vou passar é ali.&#8221;<br />
Com uma dupla de colegas, ele embarca antes das 6h em uma canoa movida a motor e volta cinco horas depois. De domingo a domingo. Está nessa lida desde 1959. Sua função é puxar, no braço, as redes e linhas que outrora capturavam 150 kg, 200 kg de pescado e que hoje só emergem com pouco mais de uma dúzia de exemplares.<br />
Numa quinta-feira ensolarada de fevereiro, ele pescou a sorte grande: atracou na areia com seis peixes-enxada, seis tamboris, quatro linguados, três pargos brancos e uma arraia. No mês que vem, Barros, conhecido na praia como Maricá, completa 80 anos.<br />
De cada três brasileiros com 60 anos ou mais, dois (67%) se comportam como Maricá e dizem não temer a própria morte. Em contraste com os jovens, somente 11% identificam sua morte como o maior medo –são 23% entre os que têm de 16 a 25 anos, segundo outra pesquisa, entre jovens, realizada no ano passado.<br />
&#8220;Na hora em que a morte chega não há opção&#8221;, diz a dona-de-casa Maria Dulce dos Santos Silva, 62, moradora do bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. &#8220;Da morte Eu tenho medo é da vida&#8221;, emenda o metalúrgico aposentado Paulo Pecoraro, 64, colega de Maria Dulce em aulas de violão oferecidas pelo governo do Estado.<br />
&#8220;Tenho medo de violência e de ficar doente, na dependência de outras pessoas, a coisa mais triste que existe&#8221;, conta Paulo. Temores associados à violência constituem o maior medo (25%) declarado pelos idosos do país. Seguem os medos com problemas de saúde (18%) e a morte -17%, incluindo a de parentes. Declaram não ter medo 22%.<br />
O comerciante aposentado Szaja Frank, 89, polonês radicado no Brasil desde 1948, foi vítima de assalto em sua loja poucos anos atrás. Seu medo maior &#8220;Ser assaltado.&#8221; Sua mulher, a dona-de-casa brasileira Brana Rubinsky Frank, 81, teme as enfermidades: &#8220;A gente vai dormir bem e tem medo de acordar com dor&#8221;.<br />
Em uma manifestação de longevidade do amor, são quase 60 anos de casamento, Brana passou a despertar de  madrugada para confirmar que o coração do marido batia -como pais costumam fazer com bebês. &#8220;Eu ficava  tocando nele para ver se ele se mexia.&#8221;<br />
Brana diz que a mania já passou, mas Frank revela que nem tanto. &#8220;Hoje eu fico deitado, e ela vem ver se eu estou dormindo.&#8221; Encontrando-os no passeio diário na praça Buenos Aires, em Higienópolis, reduto de classe média para cima, a preocupação soa exagerada. Soldado do exército soviético na guerra (1939-45), Frank ostenta boa forma.<br />
Em outra praça, a &#8220;do Forró&#8221;, no bairro proletário São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo), o segurança aposentado João Raimundo da Silva, 69, constata: &#8220;Quando eu era jovem não tinha nada. Hoje também não tenho nada&#8221;.<br />
O tom de conformidade não lhe roubou os sonhos. Nenhum supera o de &#8220;ter uma casa&#8221;. Ele mora de favor com  uma família, ganha o mínimo, poupa R$ 200 por mês e ignora quanto custa uma casa.<br />
Sonhos associados à moradia são os principais dos brasileiros mais velhos (19%), ao lado de ter saúde ou recuperá-la (18%) e à frente dos anseios ligados à família (12%) -11% não cultivam sonhos. Conforme o Datafolha, a aspiração de possuir uma casa própria é a número um para 10% dos idosos e 10% dos jovens.<br />
Em outro banco da &#8220;praça do Forró&#8221;, o vaqueiro aposentado Jaime Benigno Ribeiro, 69, amaldiçoa o infarto que o apeou da vida mais saudável. Ainda assim, como 2% das pessoas da sua faixa etária, seu sonho supremo é arrumar trabalho. &#8220;O negócio era uma fazenda para eu tirar leite.&#8221;<br />
Sem saúde, com dinheiro escasso e viúvo duas vezes, Ribeiro desencantou-se: &#8220;Não tenho felicidade, não&#8221;. Ele forma a minoria: meros 2% dos velhos se dizem infelizes -20% afirmam-se mais ou menos felizes, e 78%, felizes.<br />
Indagados sobre a felicidade alheia, contudo, sustentam que apenas 32% dos idosos brasileiros são felizes. Isso é, infelizes são os outros.<br />
De volta da pescaria, Maricá relaciona sua felicidade à saúde. &#8220;Comigo é o contrário: se ficar parado uma semana, sinto o corpo todo dolorido.&#8221; Descarta pendurar os anzóis: &#8220;Se Deus permitir, sigo até os cem anos pescando. É tempo brabo, é temporal, é mar brabo, e a gente vai embora&#8221;.</p>
<p>o sonho da casa própria é bem maior entre elas <strong>12%</strong></p>
<p>entre os homens, não passa de <strong>7%</strong></p>
<p>quando a pergunta é sobre bens materiais, a situação se inverte: <strong>12%</strong> eles x <strong>5%</strong> elas</p>
<p><strong>28%</strong>  é o índice dos que sonham com saúde na faixa acima dos 75</p>
<p><strong>34%</strong> das mulheres têm medo da morte, contra <strong>30%</strong> dos homens</p>
<p><strong>67%</strong> dos separados se dizem felizes, abaixo da média geral, de <strong>78%</strong></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">Intimidade</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>sexygenários</strong></font></p>
<p><strong>47% fazem sexo regularmente e, destes, 91% dizem nunca ter usado remédio para disfunção erétil</strong></p>
<p><strong>PAULO SAMPAIO</strong><br />
<font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL</font></p>
<p>Do bolso do microempresário Nélson Oliveira, 66, não sai um tostão para comprar Viagra. E ele garante que, desde que se casou, há 48 anos, transa diariamente com a mulher. Ao lado, Néia, 65, só confirma. &#8220;É sim, é sim.&#8221;<br />
Quando o assunto é desempenho sexual, com frequência se apela a uma testemunha –ainda mais quando quem  fala é alguém do sexo masculino e de terceira idade.<br />
Feitas as contas, Oliveira teve com a mulher 17.540 relações nesses quase 50 anos, pontual como um relógio cuco e sem ajuda química.<br />
Esse índice de &#8220;abstenção zero&#8221; pode gerar polêmica, mas, a julgar pelo Datafolha, a vida sexual após os 60 é mais movimentada do que prega a maledicência popular, que costuma enxergar na terceira idade o fim do erotismo.<br />
Quase metade dos idosos ouvidos na pesquisa declara ter relações sexuais –um quarto deles, uma vez ou mais por semana. Mesmo na faixa dos maiores de 75, 24% se revelaram sexualmente ativos.<br />
Os mais afoitos podem dizer que, com o advento das drogas para disfunção erétil, agora é fácil. Só que 88% dos homens entrevistados dizem nunca ter usado remédio, embora até admitam alguma mudança no desempenho.<br />
Exemplo: o músico Jurandir Bueno, 62, retratado na capa deste caderno com a namorada, a bailarina Sônia Arakaki, 62, jura que nunca tomou nada e que vai transar até o fim da vida; confia no próprio corpo, diz. Só faz uma ressalva: &#8220;O processo é demorado&#8221;. &#8220;Gosto de conhecer bem a pessoa, preciso estar envolvido. Não sou uma máquina!&#8221;<br />
Jurandir &#8220;pesquisou&#8221; a bailarina durante quatro meses, até irem para a cama. &#8220;Eu também não estava com  pressa. Com a idade, as coisas ficam mais tranquilas&#8221;, conta Sônia, que foi casada durante 20 anos e tem três filhos.</p>
<p><strong>Reféns do machismo</strong><br />
Em qualquer faixa etária, é previsível uma dose de exagero ou, digamos, de inverdades sobre o desempenho  sexual, afirma o geriatra Wilson Jacob Filho, colunista da <strong>Folha</strong>. Ainda mais quando mexe com alguns tabus da masculinidade. &#8220;O que se espera deles é que se mantenham viris, e os que não são suficientemente esclarecidos associam a dificuldade sexual à incompetência, e não a doenças como diabetes, hipertensão, depressão ou problemas na próstata.&#8221;<br />
Jacob dá um exemplo de como a imagem é fundamental. &#8220;Quando o HC tinha o Laboratório da Impotência, atendia dez pessoas. Mudaram o nome para Laboratório da Disfunção Erétil, e o número de pacientes foi para uns 10 mil&#8221;, conta, rindo.<br />
Na pesquisa Datafolha, a diferença de visão do sexo entre homens e mulheres revela um dado paradoxal: 74% dos homens afirmam ter vida sexual ativa, enquanto 76% das mulheres dizem exatamente o contrário. Considerando que o índice de casados de terceira idade é 47%, com quem eles transam?<br />
Existem várias possibilidades, dizem os especialistas: sozinho (masturbação), com companhias eventuais ou usando outras formas de atingir o orgasmo, sem penetração peniana.<br />
E as esposas &#8220;Muitas mulheres consideram sua missão sexual cumprida depois da procriação e acabam  consentindo tacitamente que o marido se mantenha ativo&#8221;, diz Dorli Kamkhagi, da USP.<br />
Embora faça questão de sexo, a cabeleireira Sônia Maria Gonçalves, 63, casada três vezes, três filhos, conta que, com a menopausa, dispensou temporariamente os &#8220;serviços&#8221; do segundo marido.<br />
&#8220;Acabou a euforia. Ele foi o homem que mais me ensinou coisas, mas mesmo assim eu não queria saber de sexo. Até disse: ‘Pode procurar outra, que comigo não rola’.&#8221;<br />
Há seis meses, Sônia descobriu um câncer de mama e retirou o seio direito, mas diz que isso não atrapalhou em nada o relacionamento entre ela e o atual marido, que tem 54 anos. &#8220;No começo fiquei constrangida, mas ele disse que isso era bobagem e pediu para ver o curativo.&#8221;<br />
A palavra-chave é compreensão, define o empresário Wanderlei Marques, 62, casado há 32 anos. &#8220;Quando você é recém-casado, toda hora é hora. É aquela loucura. Mas, como a gente faz muitas vezes, a qualidade fica pra depois.&#8221;<br />
Ele conta que, em todos esses anos, o período sexual mais difícil foi quando nasceu o primeiro filho. &#8220;A mãe, ali, é só da criança. Se você estiver com vontade, vai continuar.&#8221;<br />
Wanderlei não se incomoda em dizer que usa remédio. &#8220;Não adianta dizer que a disposição sexual não cai com a idade. Por sorte, a medicina está a nosso favor.&#8221;<br />
E manda seu último recado: &#8220;Não existe Viagra pra mulher. Então, se você toma o comprimido, mas ela está fria, não adianta nada&#8221;.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200909.gif" /></div>
<p><strong>Leia a integra da pesquisa no caderno especial da Folha de São Paulo </strong></p>
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		<title>A doença de Alzheimer seria uma diabete de terceiro tipo?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/a-doenca-de-alzheimer-seria-uma-diabete-de-terceiro-tipo/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 16:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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La maladie d&#8217;Alzheimer, un diabète du troisième type ?

Paul Benkimoun &#8211; Le Monde
La maladie d&#8217;Alzheimer pourrait-elle être qualifiée de &#8220;diabète cérébral&#8221; ? Deux articles récents éclairent les liens entre ces deux pathologies. D&#8217;une part, le risque de développer une maladie d&#8217;Alzheimer est accru par la survenue d&#8217;un diabète, ce d&#8217;autant plus que ce dernier est [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<div style="text-align: center"><img src="http://dsc.discovery.com/news/2006/08/10/gallery/alzheimer_zoom.jpg" alt="http://dsc.discovery.com/news/2006/08/10/gallery/alzheimer_zoom.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center">
<h1 align="left"></h1>
<p align="left"><strong><font size="5">La maladie d&#8217;Alzheimer, un diabète du troisième type ?</font></strong></p>
</div>
<p style="background-color: #ffff99">Paul Benkimoun &#8211; Le Monde</p>
<p>La maladie d&#8217;Alzheimer pourrait-elle être qualifiée de &#8220;diabète cérébral&#8221; ? Deux articles récents éclairent les liens entre ces deux pathologies. D&#8217;une part, le risque de développer une maladie d&#8217;Alzheimer est accru par la survenue d&#8217;un diabète, ce d&#8217;autant plus que ce dernier est apparu avant 65 ans. D&#8217;autre part, l&#8217;insuline, hormone-clé qui abaisse le taux de sucre dans le sang, aurait un rôle protecteur sur les connexions entre cellules nerveuses impliquées dans la mémoire.</p>
<p>La maladie d&#8217;Alzheimer est la forme la plus répandue de démence. Elle est caractérisée notamment par l&#8217;accumulation pathologique d&#8217;une protéine, normalement éliminée, la protéine bêta-amyloïde. D&#8217;autres formes de démence existent, résultant de pathologies des vaisseaux sanguins du cerveau. Or il semble bien que les facteurs de risques vasculaires, que sont l&#8217;hypertension artérielle, les taux excessifs de cholestérol et le diabète, favorisent non seulement les démences vasculaires, mais aussi la maladie d&#8217;Alzheimer.</p>
<p>Xu Wieili (Institut Karolinska, Stockholm) et une équipe américano-suédoise rendent compte, dans le numéro de janvier de la revue Diabetes, des résultats d&#8217;une étude conduite sur plus de 13 000 jumeaux &#8211; l&#8217;intérêt de ce type de recherche étant d&#8217;éliminer les facteurs génétiques. Parmi ces jumeaux, 467 présentaient une démence, dont 292 cas de maladie d&#8217;Alzheimer, et près de 1 400 étaient diabétiques.</p>
<p>Les résultats sur les paires discordantes de jumeaux montrent que l&#8217;apparition précoce &#8211; avant 65 ans &#8211; d&#8217;un diabète de type 2, où une production d&#8217;insuline subsiste mais reste inefficace, multiplie beaucoup plus fortement (d&#8217;un facteur 2,4) le risque d&#8217;avoir une démence qu&#8217;un diabète apparaissant après 65 ans. &#8220;Des facteurs génétiques et environnementaux pourraient contribuer à l&#8217;association entre un diabète d&#8217;apparition tardive et une démence, mais l&#8217;environnement chez l&#8217;adulte (alimentation et mode de vie) pourrait être responsable de l&#8217;association entre diabète à un âge moyen et démence&#8221;, concluent les auteurs de l&#8217;article.</p>
<p>STRESS OXYDATIF</p>
<p>L&#8217;autre publication, dans le numéro du 10 février des Annales de l&#8217;Académie nationale des sciences américaine (PNAS), est due à des chercheurs brésiliens et américains. Fernanda De Felice (Northwestern University, Evanston, Illinois, et université fédérale de Rio de Janeiro) et ses collègues ont mis en évidence in vitro un mécanisme protégeant les connexions entre les neurones (synapses) de la détérioration provoquée par la protéine bêta-amyloïde. Des molécules solubles provenant de cette protéine se lient en effet à certaines synapses, engendrant un stress oxydatif, des altérations et des déplacements de récepteurs cruciaux pour les mécanismes de plasticité neuronale et de mémorisation.</p>
<p>Pour cette étude, l&#8217;équipe américano-brésilienne a utilisé des neurones de l&#8217;hippocampe, une structure cérébrale indispensable à la mémoire. Mis en culture en présence des molécules solubles provenant de la protéine bêta-amyloïde, ces neurones sont endommagés. Mais l&#8217;adjonction d&#8217;insuline empêche l&#8217;action néfaste de ces molécules en diminuant leur capacité de se lier aux neurones.</p>
<p>Cette étude suggère l&#8217;éventualité d&#8217;un troisième type de diabète, où l&#8217;action de l&#8217;insuline sur le cerveau serait diminuée, entre autres avec l&#8217;âge. La possibilité de s&#8217;opposer in vitro à l&#8217;action négative de la protéine amyloïde sur les neurones grâce à l&#8217;insuline fait naître l&#8217;espoir de freiner, voire d&#8217;améliorer le cours de la maladie d&#8217;Alzheimer.</p>
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		<title>O câncer da próstata num olhar médico</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 18:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
O diagnóstico do tumor da próstata está longe de ser circundado por ideias consensuais; médicos e pacientes devem escolher o melhor tratamento de acordo com cada caso

MIGUEL SROUGI ESPECIAL PARA A FOLHA SP
O PASSAR dos anos, com suas desfigurações incontornáveis, é acompanhado de tamanha deterioração dos nossos genes que, se fosse dado ao homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><br />
O diagnóstico do tumor da próstata está longe de ser circundado por ideias consensuais; médicos e pacientes devem escolher o melhor tratamento de acordo com cada caso</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.plugbr.net/wp-content/uploads/2007/07/cancer_prost.gif" alt="http://www.plugbr.net/wp-content/uploads/2007/07/cancer_prost.gif" /><img src="http://www.laprp.com/images/surg3B.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.laprp.com/images/surg3B.jpg" width="179" height="292" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">MIGUEL SROUGI ESPECIAL PARA A FOLHA SP</p>
<p>O PASSAR dos anos, com suas desfigurações incontornáveis, é acompanhado de tamanha deterioração dos nossos genes que, se fosse dado ao homem o privilégio da imortalidade, o mundo seria inundado por seres altamente imperfeitos. Talvez por isso, a pressão evolucionista ou Deus (na ordem ou exclusividade que você preferir) tenha criado um mecanismo impiedoso para conter os anseios de perenidade da mente humana: o câncer da próstata, que atinge cerca de 10% dos homens com 50 anos, 30% daqueles com 70 anos e 100% dos que chegam aos cem anos.</p>
<p>Vivem atualmente no Brasil cerca de 12 milhões de homens com mais de 50 anos, e 2 milhões deles serão atingidos pelo câncer da próstata. Essa estatística alarmante contrapõe-se a outra mais alentadora. De cada 14 pacientes acometidos pelo mal, apenas 1 morrerá pela doença, o que produz uma conclusão óbvia. A maioria dos pacientes sobrevive ao câncer, alguns por portarem tumores indolentes, que não progridem, muitos outros graças às ações médicas reparadoras.</p>
<p>Duas condições aumentam os riscos de contrair o câncer da próstata: a raça e a ocorrência de casos na família. A frequência desse tumor é 70% menor em homens orientais. Por outro lado, negros têm o dobro da incidência e neles o tumor costuma ceifar mais vidas. Estudos recentes patrocinados pela American Cancer Society sugerem que esse comportamento está relacionado com certa tendência hereditária e com marginalização social e menor acesso aos tratamentos curativos, fenômeno perverso que, certamente, se repete numa sociedade tão injusta como a nossa.</p>
<p>Sabe-se, há muito, que a incidência do câncer da próstata aumenta entre duas e cinco vezes quando o pai ou o irmão são portadores do mal. Nos casos hereditários, o tumor manifesta-se em idades mais precoces. Por isso, homens com histórico familiar devem realizar exames preventivos da próstata a partir dos 40 anos, e não após os 45, como se recomenda hoje.</p>
<p>Obesidade, vasectomia e excesso de atividade sexual, lembrados como possíveis causadores do câncer da próstata, não parecem ter vínculo com a doença. Contudo o tumor em homens obesos costuma evoluir de forma mais desfavorável. Por outro lado, maior frequência de atividade sexual talvez até iniba o aparecimento do câncer da próstata. Uma pesquisa que foi patrocinada pelo National Institute of Health dos EUA e envolveu 29 mil homens revelou que a incidência desse câncer é 33% menor nos indivíduos que ejaculam mais do que cinco vezes por semana. Alegro-me em relatar esse estudo, enfim uma boa notícia no meio de linhas tão áridas, lembrando que, ao se exercitar bastante, o homem também evita a obesidade, atenuando a gravidade da doença se ela insistir em aparecer.</p>
<p><strong>Diagnóstico</strong><br />
Para explorar a presença de câncer da próstata, os especialistas recorrem ao exame de toque e às dosagens de PSA no sangue. Esses dois exames devem ser feitos conjuntamente, já que o toque e o PSA, isolados, falham, respectivamente, em 50% e 25% dos casos atingidos pela doença. Executando-se os dois testes, deixam de ser identificados apenas 7% ou 8% dos pacientes acometidos. A simplicidade dessas estatísticas poderia indicar que o diagnóstico do câncer da próstata é circundado por ideias consensuais. Infelizmente, isso está longe de ser real.</p>
<p>Em primeiro lugar, o toque da próstata gera assombros na mente masculina, sobre os quais têm sido dedicadas incontáveis linhas e intrincadas interpretações psicológicas. A verdade é que o toque costuma ser realizado em quatro ou cinco segundos, de forma indolor; para os mais recalcitrantes, gostaria de dizer que muito pior do que o desconforto psicológico de alguns segundos é o flagelo que perdura por anos quando um câncer é descoberto tardiamente. Em segundo lugar, o PSA, produzido exclusivamente pela próstata, encontra-se aumentado nos pacientes com câncer, mas também pode elevar-se em alguns casos de crescimento benigno, de infecção da glândula ou até em homens sem nenhuma doença local. Níveis alterados de PSA exigem avaliação médica, mas não indicam, necessariamente, a existência de câncer. Conhecendo-se as taxas de PSA no sangue e o resultado do toque, é possível calcular as chances de câncer da próstata.</p>
<p>Em terceiro lugar, novos exames para identificar a doença vêm sendo testados. Incluem-se aqui as proteínas PCA3, PGC e EPCA-2, que estão alteradas nos homens portadores da doença e que, talvez, sejam mais precisas do que o PSA. Confirmadas essas observações, estarão criados instrumentos adicionais para descortinar os novos casos de câncer da próstata. De forma auspiciosa para alguns, os urologistas talvez possam anunciar o fim do toque prostático. Finalmente, uma recomendação recente do Inca (Instituto Nacional de Câncer) desaconselhou os exames preventivos anuais da próstata. Segundo a nota, muitos casos de câncer da próstata são indolentes e, por isso, não progridem nem precisariam ser identificados.</p>
<p>Ações médicas contundentes nesses casos seriam desnecessárias e produziriam um sem-número de homens com a qualidade de vida comprometida pelas sequelas do tratamento.</p>
<p>Embora não tenha sido totalmente descabida, a recomendação do Inca, no mínimo, foi precipitada. Realmente, uma pesquisa publicada no ano passado pelo National Cancer Institute dos EUA concluiu que, entre os casos de câncer da próstata descobertos em exames preventivos, cerca de 15% são do tipo indolente, 25% já são avançados e incuráveis e 60% têm doença agressiva, mas curável se tratada a tempo. Fica claro que, sob o argumento de evitar tratamentos desnecessários em 15% dos pacientes, serão prejudicados 60% dos homens com tumores potencialmente curáveis e que deixarão de ser identificados no momento propício.</p>
<p>Com a esperança de reduzir a incidência do câncer da próstata, dieta e suplementos têm sido recomendados pelos especialistas. Infelizmente, dados emergentes indicam que os três agentes mais difundidos, o licopeno (encontrado no tomate), a vitamina E e o selênio, não têm a ação protetora que lhes foi atribuída e, pior, talvez sejam nocivos. Pesquisas das Universidades do Texas (EUA) e McMaster (Canadá) demonstraram um aumento nos riscos de complicações cardíacas e de diabetes nos indivíduos que já tinham propensão a esses problemas e que receberam vitamina E e selênio para prevenir o câncer da próstata.</p>
<p><strong>Tratamento</strong><br />
Os casos indolentes de câncer da próstata não precisam ser tratados. Por outro lado, quando se chega à conclusão de que a doença deve ser combatida, a terapêutica é selecionada em função da extensão do câncer. Os pacientes com doença restrita à próstata são tratados com cirurgia (prostatectomia radical) ou radioterapia. Já os tumores que se estendem para outros órgãos do corpo são controlados com medicações hormonais, orientação que também é usada nos casos mais simples, que não precisam de terapêutica radical.</p>
<p>Uma certa polêmica envolve o tratamento dos pacientes com câncer circunscrito à próstata, gerando aflição nos portadores da doença. Cirurgiões e radioterapeutas proclamam que a prostatectomia radical e a radioterapia representam, respectivamente, a melhor maneira para tratar tais casos. Na verdade, até o presente, não foram publicados estudos convincentes comparando diretamente esses dois métodos. Pesquisas antigas e indiretas sugerem que as chances de cura com a cirurgia radical são cerca de 10% a 15% maiores do que as obtidas com a radioterapia. Ademais, dados recentes demonstraram que, quando o tumor está totalmente contido na glândula, os riscos de o paciente morrer em decorrência da doença são, respectivamente, de 2% e de 5% após o emprego da cirurgia e da radioterapia.</p>
<p><strong>Novas técnicas</strong><br />
Outras angústias permeiam a mente dos homens atingidos pelo câncer da próstata. A prostatectomia radical é acompanhada de impotência sexual em 80% dos homens com 70 anos, em 50% dos indivíduos com 65 anos e em 15% dos pacientes com menos de 55 anos. Ademais, produz incontinência urinária em 3% a 35%, dependendo da experiência do cirurgião e da idade do paciente. A radioterapia associa-se a riscos um pouco inferiores de problemas sexuais, mas, em 10% a 15% dos casos, surgem complicações intestinais e urinárias que podem persistir por anos.</p>
<p>Conscientes desses problemas, os cirurgiões introduziram duas novas técnicas para executar a prostatectomia radical: o método laparoscópico e as intervenções auxiliadas por um robô, conhecido como &#8220;da Vinci&#8221;. Os dois métodos são executados através de pequenos orifícios, evitando as incisões maiores. A cirurgia assistida por robô permite, adicionalmente, uma visão tridimensional ampliada da próstata e adjacências, é facilitada pela existência de um terceiro braço manipulado pelo cirurgião e permite manobras mais precisas, já que a mão do robô realiza sete movimentos, e a mão humana, apenas quatro. Apesar do apelo que envolve o uso dessas técnicas, ditas minimamente invasivas, existem questões relacionadas que não foram ainda respondidas.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.fapex.org.br/images/upload/robo1207136616.jpg" alt="http://www.fapex.org.br/images/upload/robo1207136616.jpg" /></div>
<p>Complicações pós-operatórias mais graves têm sido observadas após a cirurgia laparoscópica, uma vez que o acesso mínimo nem sempre se traduz pela agressão mínima aos tecidos.</p>
<p>No caso da prostatectomia radical robótica, a principal limitação para a disseminação do seu uso é o elevado custo do equipamento. Seu valor atual, da ordem de US$ 2,5 milhões, torna-o inacessível à maioria dos centros brasileiros. Por isso, e enquanto não surgirem dados consistentes que demonstrem índices mais elevados de cura e de preservação da qualidade de vida dos pacientes tratados, deve continuar prevalecendo, em nosso meio, a indicação da cirurgia aberta. Por outro lado, é razoável que sejam instalados no país cinco ou dez centros dotados de robô, envolvendo cirurgiões experimentados, de modo que a técnica seja avaliada cientificamente. Comprovada sua superioridade, estaria justificada, dos pontos de vista médico e econômico, sua dispersão.</p>
<p>Como corolário, vale lembrar uma ideia consensual entre os especialistas: o sucesso na execução da prostatectomia radical está mais ligado à experiência do cirurgião e menos ao método cirúrgico utilizado. Lida de outra forma, mais importante do que a técnica escolhida é o técnico envolvido.</p>
<p>Os pacientes tratados com medicações hormonais podem deixar de reagir a esses tratamentos após alguns anos e, para eles, existe uma notícia auspiciosa. Uma nova droga, a abiraterona, foi recentemente testada na Inglaterra em pacientes com formas agressivas de câncer da próstata e mostrou intensa atividade antitumoral, inclusive nos casos resistentes aos tratamentos convencionais. Com baixa toxicidade, a droga fez a doença regredir em quase 70% dos pacientes, e muitos se mantinham bem quando o estudo foi publicado, em outubro último. Ainda indisponível, constitui uma esperança real na luta contra o mal.</p>
<p>Nestas linhas, fica claro que, ao dirigir um olhar para o câncer da próstata, vislumbram-se boas e más notícias, números decifráveis e estatísticas emblemáticas. Mais do que isso, percebe-se que, no entorno do câncer da próstata, existem seres humanos inseguros com o porvir, com aflições exacerbadas pelas divergências entre os especialistas e pelas incertezas dos tratamentos, que curam um grande número de pacientes, mas que podem comprometer a qualidade de vida desses indivíduos. Por esses motivos, um médico só exercerá com grandeza o seu papel de guardião do corpo e da alma se, tanto na saída como na chegada, levar em conta não apenas a doença mas também os sentimentos e os direitos de todos os seres de controlar seu próprio destino. Com isso, quero dizer que médicos e doentes, num certo conluio durante a travessia, devem optar pela terapêutica mais eficiente quando a sobrevida for a questão mais relevante e escolher o tratamento menos agressivo quando as complicações possíveis forem intoleráveis para esse paciente -realidade que Riobaldo, o jagunço filósofo de Guimarães Rosa, sabia muito bem como descortinar: &#8220;Digo, o real não está na saída ou na chegada, ele se dispõe para a gente no meio da travessia&#8221;.</p>
<p><strong>MIGUEL SROUGI , 62, é pós-graduado em urologia pela Harvard Medical School (EUA) e professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo)</strong></p>
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		<title>População desconhece doença do coração como principal causa de morte, mostra pesquisa</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 21:39:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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CAROLINA FARIAS da Folha Online
Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas [...]]]></description>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>CAROLINA FARIAS da Folha Online</strong></p>
<p>Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas externas &#8211;como as relacionadas à violência e ao trânsito, por exemplo. A população demonstrou desconhecer os dados e apontou a violência como a principal causa de morte no Estado.</p>
<p>Durante dois dias no mês de junho, 2.096 pessoas, entre 14 e 70 anos, foram entrevistadas em 85 cidades do Estado. O objetivo da pesquisa, realizada pelo Datafolha, foi documentar o grau de conscientização da população sobre os fatores de risco de doenças do coração.</p>
<p>&#8220;Apesar de ser a principal causa [doenças cardiovasculares], a população não percebe. O Estado tem maior nível de educação [do país], mesmo assim a população desconhece&#8221;, afirmou o diretor da divisão de pesquisas da Socesp, Álvaro Avezum.</p>
<p>Foram apresentados para os entrevistados dois tipos de questionamentos. Um em que questionava, no geral, a principal causa de morte, e outra que perguntava quais os fatores de risco que se associam a doenças cardiovasculares. O que mais foi citado, segundo Avezum, foi o tabagismo &#8211;32%. &#8220;Isso significa que 68% da nossa população no Estado não identifica o cigarro como fator de risco cardiovascular. É muito pobre o conhecimento, bem abaixo do que gostaríamos que a população tivesse&#8221;, afirmou o médico.</p>
<p>Pesquisas realizadas na América Latina apontam que os fatores de risco que mais levam aos problemas no coração são, em primeiro a obesidade abdominal, seguida de tabagismo e alterações do colesterol.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, a população praticamente ignora os principais contribuintes das doenças cardiovasculares. Depois dos 32% que disseram acreditar que o cigarro é o que mais mata aparecem 18% que apontaram como maior causa da pressão alta, 17% citaram o alcoolismo, 16% sedentarismo e somente 15% apontaram o colesterol como principal fator.</p>
<p>&#8220;O grau de conscientização sobre os fatores é inferior a 30%. Significa que 70% da população do Estado não reconhece os fatores de risco associados a infartos, derrames, que são responsáveis por mortes no Estado&#8221;, disse Avezum.</p>
<p>Segundo o médico, a Socesp não imaginava que detectaria níveis tão baixos de conhecimento sobre problemas do coração. Para a organização, a falta de campanhas adequadas sobre os riscos de doenças cardíacas e a maior divulgação de casos de violência.</p>
<p>&#8220;Para mudar [de hábitos], a população tem de conhecer. Quem desconhece, não vai buscar prevenção&#8221;, afirmou o médico.</p>
<p><strong>Mortes</strong></p>
<p>Por ano, no Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto, segundo Avezum. Um quarto desse volume é do Estado de São Paulo.</p>
<p>A cada dez pessoas que infartam, três morrem em casa ou a caminho do hospital. Dos sete que chegam ao hospital, um morre. Dos seis que recebem alta hospitalar, um morre em um ano. &#8220;Ou seja, é uma doença que mata metade de suas vítimas&#8221;, explica o médico.</p>
<p>De acordo com Avezum, se houver a prevenção da obesidade, evita-se 46% dos casos de infarto, ou seja, cerca de 140 mil casos a menos por ano. Se proibir o tabagismo no país diminuiria 38% no número de infartos.</p>
<p>&#8220;Evitando isso diminui o número de cirurgias, angioplastias, etc. O impacto é brutal&#8221;, afirmou Avezum.</p>
<p>Seis fatores que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e dois que diminuem são aceitos em todo mundo, segundo o médico.</p>
<p>Os elementos que contribuem para os riscos, na ordem, são a alteração do colesterol &#8211;LDL alto, chamado de colesterol ruim, e o HDL baixo, chamado de colesterol bom&#8211;, cigarro, diabetes, pressão alta, obesidade abdominal e estresse e/ou depressão.</p>
<p>Os fatores protetores são a atividade física regular, no mínimo três vezes por semana durante uma hora, e o segundo ponto é comer verduras e legumes diariamente.</p>
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		<title>Da boca para dentro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças
Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO
Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif" alt="A imagem “http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif” contém erros e não pode ser exibida." /></div>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" align="left" /></p>
<p><font size="4"><strong>Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a higiene bucal. O acúmulo de bactérias em estruturas que envolvem os dentes causa inflamações e aumenta o risco de infecções em todo o corpo. Agora, novos estudos confirmam que cuidar da saúde oral protege contra infarto e derrame. Há quem afirme que a prevenção vai além. Pessoas que escovam mal os dentes e raramente visitam o dentista correm maior risco de cânceres, demência e até de parto prematuro.<br />
O problema começa com o acúmulo de bactérias ao redor dos dentes, formando placas que atacam as gengivas e outras estruturas.<br />
Aos poucos, os germes invadem tecidos e produzem substâncias tóxicas que inflamam as gengivas (gengivite), e alguns chegam à corrente sangüínea. Daí pegam carona para o coração e outros órgãos. Em casos graves (periodontites), os tecidos de suporte são afetados — com destruição de colágeno e de ligamentos — , responsáveis por manter os dentes nos ossos. De 7% a 15% da população mundial sofrem desse mal.</p>
<p>— Mais pesquisas sugerem associação entre infecções orais e doenças sistêmicas — diz a dentista americana Sally Cram.<br />
Um exemplo é o estudo da Universidade de Bristol, de Howard Jenkinson. Na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, ele disse que centenas de cepas de bactérias vivem na boca e algumas entram no sangue. Isso pode causar problema cardíaco, mesmo em saudáveis. Elas produzem agrupamento de plaquetas, formando escudo contra o sistema imunológico e antibióticos.<br />
<strong><br />
Sem tratamento, risco de parto prematuro aumenta</strong></p>
<p>Maurizio Tonetti, chefe da Divisão de Periodontologia da Universidade de Connecticut, investigou se um tratamento para anular a produção de bactérias e toxinas da boca seria benéfico em pacientes com aterosclerose.<br />
Os resultados foram animadores. Em artigo na revista “New England Journal of Medicine”, ele mostrou que indivíduos submetidos por seis meses a intenso tratamento de doença das gengivas não apenas se livraram desse mal, mas melhoraram a função do endotélio (a camada interna dos vasos).<br />
E pesquisa na Grã-Bretanha, com 366 gestantes, publicada no “Journal of Periodontology”, indicou que o tratamento de infecção de tecidos da gengiva reduziu o índice de nascimentos prematuros em 84%. Segundo os autores, essa doença eleva a produção de prostaglandina, substância que pode induzir ao parto. As grávidas que receberam cuidados dentários antes da 35ª semana tiveram menor chance de dar à luz antes da hora. Em outro trabalho, na revista “The Lancet Oncology”, autores associaram doenças das gengivas a maior chance de tumores de pulmão, fígado, rim e pâncreas, além de Alzheimer.<br />
Porém não souberam explicar essa relação.</p>
<p>— Dados apontam risco adicional de até 2,8 para infarto em pessoas com periodontites.</p>
<p>Já encontraram traços de bactérias das gengivas em placa ateromatosa retirada em cirurgias. A forte resposta imune estimulada por periodontites parece ser o principal mecanismo na relação com doenças sistêmicas, como diabetes, artrite, a doença pulmonar obstrutiva crônica, úlceras, pneumonias, além de indução a parto prematuro e problema cardiovascular — diz Luciano Oliveira, doutorando em periodontia pela Uerj e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.<br />
Mau hálito, retração e sangramento gengival podem ser os primeiros sinais, explica a dentista Cristiane Vivacqua. Ela diz que pessoas com gengivas doentes são duas vezes mais susceptíveis a queixas cardíacas.</p>
<p>— Doença periodontal pode piorar males cardíacos já existentes. Às vezes é necessária a profilaxia antes de tratamentos dentários, como uso de antibióticos. Isso é avaliado pelo dentista e médico — alerta.<br />
Já a dentista Flávia Rabello de Mattos, especialista em implantes, lembra que diabetes, síndrome de Down, doença de Crohn e Aids favorecem a periodontite: — Habitualmente, doença da gengiva não causa dor, até que dentes se afrouxem ao mastigar ou se forme abcesso. Em fumantes, sinais iniciais são mascarados e eles só percebem o problema quando a perda óssea é grave. Sem tratamento, a perda óssea poderá ser de 1mm/ano.</p>
<p>* Com ‘The Washington Post’ e agências de notícias Existem cerca de 700 cepas de diferentes bactérias (como estafilococo e estreptococo) em uma boca saudável, metade ainda não classificada. Em agosto foi descoberta uma nova espécie, Prevotella histicola, que pode estar relacionada a cáries e doenças da gengiva. Se as bactérias entrarem na corrente sangüínea, podem causar problemas cardíacos e até derrame, mesmo que a pessoa esteja em boa forma física.</p>
<p>Há cerca de cem milhões de bactérias em cada mililítro de saliva. Vírus, fungos e protozoários também vivem na boca. Segundo cientistas, microorganismos procedentes de gengivas infectadas interagem com as plaquetas (elas participam do processo de coagulação, evitando hemorragias) provocando a inflamação das artérias, levando a seu estreitamento.</p>
<p>As bactérias também se unem aos depósitos de gorduras presentes nas artérias, o que pode facilitar a formação de coágulos. Outra explicação é que, ao se movimentar pelo corpo por meio do sangue, a bactéria estimula o sistema imunológico, causando inflamações que entopem as artérias.</p>
<p>Estudos americanos dizem que doenças das gengivas e outras infecções na boca estão associadas à maior incidência de câncer de pulmão, de sangue e de rim, além de pancreatites.<br />
<font size="5"><strong><br />
Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes</strong></font></p>
<p><strong><br />
Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação</strong></p>
<p>Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.<br />
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.<br />
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.</p>
<p>— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.<br />
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.</p>
<p>— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.<br />
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.<br />
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.</p>
<p>— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.<br />
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.<br />
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.<br />
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.<br />
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.</p>
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		<title>Brócolis pode proteger pulmão de fumantes, diz estudo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 19:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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da BBC e Folha Online
Um estudo conduzido nos Estados Unidos sugere que o brócolis pode ajudar a reduzir os danos causados nos pulmões de pacientes que sofrem de uma séria doença pulmonar geralmente associada ao fumo.
A equipe, da John Hopkins School of Medicine, em Maryland, acredita que um composto produzido pelo brócolis, o sulforafano, aumenta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/brocolis-pode-proteger-pulmao-de-fumantes-diz-estudo/7358/" rel="attachment wp-att-7358" title="brocolis.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/brocolis-pode-proteger-pulmao-de-fumantes-diz-estudo/7358/" rel="attachment wp-att-7358" title="brocolis.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/brocolis.jpg" alt="brocolis.jpg" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>da BBC e Folha Online</strong></p>
<p>Um estudo conduzido nos Estados Unidos sugere que o brócolis pode ajudar a reduzir os danos causados nos pulmões de pacientes que sofrem de uma séria doença pulmonar geralmente associada ao fumo.</p>
<p>A equipe, da John Hopkins School of Medicine, em Maryland, acredita que um composto produzido pelo brócolis, o sulforafano, aumenta a atividade da proteína NRF2 &#8211;conhecida por ser um potente antioxidante e componente de defesa dos pulmões contra inflamações.</p>
<p>Essa ação protegeria as células dos danos causados pela doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), normalmente causada pelo fumo e que engloba um conjunto de problemas pulmonares, entre eles a bronquite crônica e o enfisema.</p>
<p>Segundo o estudo, essa proteína aciona vários mecanismos que removem toxinas e poluentes que podem danificar as células pulmonares.</p>
<p>&#8220;Aumentar a atividade do NRF2 pode levar à tratamentos úteis que previnem a evolução da DPOC&#8221;, disse Shyam Biswal, que coordenou a pesquisa.</p>
<p>Efeitos</p>
<p>O estudo foi publicado na edição desta segunda-feira da revista científica &#8220;American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine&#8221;.</p>
<p>Para chegar aos resultados, os pesquisadores examinaram amostras de tecido dos pulmões de fumantes infectados e não-infectados pela DPOC para determinar os níveis de NRF2 nos dois grupos.</p>
<p>Quando comparados com fumantes que não sofriam da doença crônica, os pacientes de DPOC em estágio avançado demonstraram níveis muito menores da proteína.</p>
<p>Por isso, os pesquisadores acreditam que tratamentos direcionados a aumentar os níveis de NRF2 podem atenuar os efeitos do estresse oxidativo provocado pela DPOC nos pulmões.</p>
<p>Segundo o estudo, o sulforafano é capaz de restaurar os níveis reduzidos do NRF2 nas células expostas à fumaça do cigarro.</p>
<p>Tratamento</p>
<p>Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o mesmo composto encontrado no brócolis era capaz de reverter os danos causados pela diabetes aos vasos sangüíneos do coração.</p>
<p>&#8220;Pesquisas futuras devem ser direcionadas ao NRF2 como uma nova estratégia para aumentar a proteção antioxidante nos pulmões e testar sua habilidade em melhorar a função pulmonar de pacientes com DPOC&#8221;, disse Biswal.</p>
<p>Um porta-voz da Fundação Britânica dos Pulmões afirmou que o estudo é importante para mostrar o desequilíbrio entre oxidantes e antioxidantes nos pulmões.</p>
<p>&#8220;Sabemos que o brócolis contém compostos naturais, mas por enquanto os estudos foram feitos apenas em laboratórios e são necessárias mais pesquisas para descobrir se pode produzir os mesmos efeitos em humanos&#8221;, disse.</p>
<p>A doença pulmonar obstrutiva crônica foi considerada a quinta mais letal do Brasil, segundo dados recolhidos pelo Projeto Platino, que investigou a incidência da doença no Brasil em 2003.</p>
<p>Segundo os dados, a DPOC provoca cerca de 270 mil hospitalizações anualmente, e é causa crescente de morte no país.</p>
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		<title>Musculação fortalece o cérebro</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 13:26:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Estudos mostram que exercícios físicos melhoram o funcionamento dos neurônios


Antônio Marinho &#8211; O Globo
Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência. Pesquisas americanas indicam que os exercícios de força associados a treinamento aeróbio ativam os neurônios e retardam o envelhecimento do cérebro. Um dos motivos é que a atividade física estimula genes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong> Estudos mostram que exercícios físicos melhoram o funcionamento dos neurônios</strong></font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7333/" rel="attachment wp-att-7333" title="pilates_bola.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7333/" rel="attachment wp-att-7333" title="pilates_bola.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/pilates_bola.jpg" alt="pilates_bola.jpg" width="550" height="353" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência. Pesquisas americanas indicam que os exercícios de força associados a treinamento aeróbio ativam os neurônios e retardam o envelhecimento do cérebro. Um dos motivos é que a atividade física estimula genes que regulam o órgão. Os dados foram apresentados este fim de semana no III Congresso Brasileiro de Nutrição Esportiva Funcional e IV Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, na sede da Fecomércio, em São Paulo. Especialistas discutiram ainda como usar os alimentos para prevenir e controlar desequilíbrios do organismo.</p>
<p>De acordo com estudos, a prática de exercícios aumenta a oxigenação no cérebro. Este é apenas um dos benefícios da malhação.</p>
<p>Segundo o pesquisador Michael Colgan, do American College of Sports Medicine e da British Society for Nutritional Medicine, o esforço produz novas mitocôndrias, organela responsável pela produção de energia.</p>
<p>Para fabricar mais mitocôndrias, o cérebro acaba estimulando a formação de neurônios, a neurogênese.</p>
<p>— Antes se dizia que isso era impossível, que as pessoas nasciam com certo número de neurônios e eles morreriam com os anos. Hoje sabemos que o cérebro cria novas células o tempo todo — diz Colgan, autor de livros sobre o tema, como “Save your brain” (Salve o seu cérebro), ainda não lançado no Brasil.</p>
<p>É por essa razão que o foco da pesquisa em atividade física tem sido quais genes ela regula e como eles afetam a expressão de DNA, a síntese de RNA, entre outras reações.</p>
<p>— Não se trata apenas de oxigenar o cérebro, mas como os exercícios afetam a base de nosso código genético e a sua expressão — afirma Colgan.</p>
<p>Malhação, portanto, é um dos melhores combustíveis para os neurônios. Se a pessoa tem pouca massa muscular tem dificuldade em oxidar as gorduras.</p>
<p>— Quando se perde músculos, há aumento de peso e maior risco de doenças, como diabetes, síndrome metabólica, problemas cardiovasculares, mal de Alzheimer e outros males crônicos. Os músculos são os principais órgãos capazes de oxidar a gordura.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7334/" rel="attachment wp-att-7334" title="cerebro.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/cerebro.jpg" alt="cerebro.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Má nutrição afeta a libido e causa impotência</strong></p>
<p>Colgan recomenda o equilíbrio nas séries para obter mais vantagens. Os músculos têm duas fibras básicas: a de contração rápida, que oxida carboidratos, e a lenta, que oxida gorduras. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, aumentam o número de fibras de contração lenta.</p>
<p>Já exercícios de força aumentam a massa muscular e o número de fibras de contração rápida, de explosão. Estas ajudam a queimar os açúcares (carboidratos). Se a pessoa pratica muito exercício de força, perde fibras lentas. Ao exagerar no treino aeróbico, perde massa muscular.</p>
<p>Outros estudos confirmam a teoria de que exercício físico é bom para o cérebro. Pesquisa realizada com 138 voluntários na Universidade de Melbourne, na Austrália, e publicada no “Journal of the American Medical Association”, indicou que a atividade física melhora a função cognitiva de pessoas acima de 50 anos e com leve falha de memória.</p>
<p>Porém, só malhar é pouco. Colgan e especialistas reunidos no congresso recomendam a nutrição funcional, que visa a recuperar o equilíbrio bioquímico nas células. A partir de uma boa história clínica, de exames laboratoriais, mapeamento genético e polimorfismo enzimático — quando necessários — é possível traçar o perfil nutricional de cada um. Os exames são feitos no exterior, principalmente nos Estados Unidos, por meio de laboratórios conveniados no Brasil (cobram a partir de R$ 800). Há testes que avaliam a hipersensibilidade a nutrientes, numa lista de 94 a 270 alimentos.</p>
<p>Essa hipersensibilidade muitas vezes é responsável por doenças crônicas, alergias, fibromialgia, obesidade, hiperatividade e até depressão e demência. A idéia da nutrição funcional é regular os desequilíbrios orgânicos de acordo com a individualidade bioquímica e controlar o estresse oxidativo.</p>
<p>Nem sempre é necessário se submeter a exames caros para descobrir isso. O mineralograma, por exemplo, muito usado em medicina ortomolecular não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e só mostra a contaminação por metais tóxicos.</p>
<p>— Não há exame específico que aponte a necessidade exata de nutrientes em cada organismo.</p>
<p>O acompanhamento clínico permite observar a reação do organismo a determinados alimentos. Isto leva tempo e requer adesão do paciente. Até o aspecto das unhas revela deficiência ou excesso de nutrientes.</p>
<p>Há pessoas com testes laboratoriais normais que se sentem mal, o que pode ser causado por nutrição inadequada — diz Valéria Paschoal, diretora da VP Consultoria Nutricional e organizadora do Congresso de Nutrição Clínica Funcional.</p>
<p>Má nutrição afeta até a vida sexual. Valéria explica que a disfunção erétil e a frigidez ou falta de desejo sexual podem piorar ou serem desencadeadas por falta de nutrientes que produzem óxido nítrico, como alimentos ricos em arginina (soja e oleaginosas, por exemplo) que melhoram o fluxo de sangue.</p>
<p>Fontes de resveratrol, como chocolate amargo, suco de uva e vinho (sem excessos) e magnésio, encontrado em vegetais de folhas escuras, frutos do mar e peixes, são outros bons alimentos para produzir o óxido nítrico.</p>
<p>A frigidez na mulher pode estar associada à deficiência de zinco, que atua em hormônios. Mas a nutricionista lembra que um alimento bom para uma pessoa, pode fazer mal a outra.</p>
<p>— As dietas que focam apenas na contagem de calorias e açúcares não fazem mais sentido. É preciso escolher os alimentos de acordo com as características individuais. Até as queixas menos graves, como cansaço e falta de ânimo, são resultado de um estresse oxidativo por do desequilíbrio nutricional — diz Valéria.</p>
<p><font size="4"><strong>Receitas para vida saudável</strong></font></p>
<p>Nos dois congressos de nutrição especialistas discutiram ainda o uso de nutrientes no controle do estresse, no bem-estar físico e mental, na prevenção do envelhecimento precoce e em tratamentos de beleza</p>
<p>CORPO EM FORMA: Para o organismo funcionar bem é preciso consumir 54 nutrientes variados todos os dias, e muita gente não segue esta recomendação, segundo o pesquisador Michael Colgan.</p>
<p>Uma parcela grande da população ingere pouca quantidade necessária de todas as vitaminas e minerais. Por isso, a Academia Nacional de Ciências dos EUA e o Instituto de Medicina recomendam que a maioria dos americanos tome suplementos vitamínicos diariamente. Esses suplementos também devem ser usados pelas crianças e por mulheres durante a gravidez.</p>
<p><img src="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//90/50/6e/1723151_PU0pl.jpeg" alt="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//90/50/6e/1723151_PU0pl.jpeg" width="143" align="left" height="143" />MENOS ESTRESSE: O estresse físico e emocional causa desequilíbrio hormonal e gera um processo chamado fadiga adrenal, no qual as glândulas supra-renais funcionam mal. Hábitos alimentares e dieta inadequada pioram a situação, segundo a nutricionista Patrícia Davidson. Ela recomenda evitar produtos industrializados e com agrotóxicos, consumo exagerado de adoçantes (têm alta carga tóxica e não auxiliam a supra-renal a produzir hormônios), baixo consumo de alimentos ricos em vitamina C e de gorduras (deve-se evitar as saturadas) — os hormônios da suprarenal são obtidos a partir de colesterol —; pouco consumo de vitaminas do complexo B (principalmente B5 que ajuda na produção de hormônios e está presente em cereais integrais e leguminosas) e de alimentos ricos em magnésio (encontrado em maior quantidade em cereais integrais, leguminosas, folhas verdes escuras), importante para produzir os hormônios adrenais. Deve-se evitar abuso de carboidratos de alto índice glicêmico (pão francês, biscoito, massas, açúcar, arroz branco, batata, mel e doces) que elevam rapidamente a glicose e causam perda de energia. O álcool reduz a capacidade de o fígado lidar com as toxinas, fazendo com que elas permaneçam no sistema e levem ao acúmulo de gordura no coração e ao enfraquecimento do sistema imunológico. Para aliviar o estresse, Patrícia recomenda alimentos como aipo, gengibre e grãos integrais, que auxiliam na absorção de nutrientes, reduzem a liberação de hormônios estressantes e melhoram a concentração.</p>
<p><img src="http://eyoga.uol.com.br/imagens/materia/semente-de-linhaca.jpg" alt="http://eyoga.uol.com.br/imagens/materia/semente-de-linhaca.jpg" width="143" align="left" height="107" />PLANTAS ANTIOXIDANTES: Uma maneira de neutralizar o dano oxidativo é fazer dieta rica em fitoquímicos com propriedades antioxidantes, encontrados em vegetais. A nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf explica que o alho, por exemplo, previne o envelhecimento cerebral e a demência por ser rico em fitoquímicos antioxidantes. O chá verde tem potencial antiinflamatório e anticâncer graças ao componente EGCG. Ela destaca ainda a linhaça, que tem alto teor de lignanas que agem no equilíbrio dos receptores hormonais e diminuem a agregação de placas.</p>
<p>CÉREBRO SAUDÁVEL: O cientista Colgan diz que existem cerca de 20 nutrientes essenciais na prevenção do mal de Alzheimer. Os mais importantes são o ácido glicólico, o aminoácido L-carnitina, o ácido retinóico e a acetilcisteína. Deve-se consultar nutricionista ou médico para saber como consumir essas substâncias de forma saudável.</p>
<p><img src="http://www.cienciapt.info/pt/images/stories/noticias/Saude/not9806.jpg" alt="http://www.cienciapt.info/pt/images/stories/noticias/Saude/not9806.jpg" width="141" align="left" height="111" />REJUVENESCIMENTO: A nutrição influencia diretamente a saúde da pele, ao modular a síntese do colágeno e de hormônios. Segundo a nutricionista Eliane Tagliari, a recomendação diária deve ser de acordo com individualidade bioquímica de cada um, mas há nutrientes com um papel mais importante, como silício, selênio, coenzima Q10, ácido alfalipóico, quercetina, resveratrol, silimarina, magnésio, cálcio e complexo B. Mesmo os idosos podem se beneficiar, quando melhoram a absorção desses nutrientes através da recuperação da flora intestinal e da produção de enzimas digestivas.  Uma boa hidratação é fundamental.</p>
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		<title>Lá como aqui: Propaganda enganosa</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 13:17:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A matéria de capa do jornal O Globo mostra a propaganda enganosa, é a manchete do jornal,  feita pela candidata demo no Rio de Janeiro. Ontem eu mostrei aqui, com dados da própria prefeitura de São Paulo, que o candidato demo proferia um número grande de inverdades (Ver Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A matéria de capa do jornal <strong>O Globo</strong> mostra a propaganda enganosa, é a manchete do jornal,  feita pela candidata demo no Rio de Janeiro. Ontem eu mostrei aqui, com dados da própria prefeitura de São Paulo, que o candidato demo proferia um número grande de inverdades<font size="3"> (Ver</font></em><big><big><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/os-flagras-mais-grosseiros-da-sabatina-de-kassab-no-estadao/" title="Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de Kassab no Estadão" rel="bookmark"> <font size="3">Os “flagras” mais grosseiros da sabatina de Kassab no Estadão</font></a></big></big><em>) . O <strong>Jornal da Tarde</strong> <strong>(JT)</strong> também destacou em sua edição de ontem as inverdades e exageros das afirmações de Kassab<font size="3"> (Ver</font> </em><font size="3"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/jt-tambem-flagrou-kassab-na-sabatina/" title="JT também flagrou Kassab na sabatina" rel="bookmark">JT também flagrou Kassab na sabatina</a></font><em><font size="3">)</font>. Pelo que pode se ver pela reportagem do <strong>Globo</strong>, no eixo Rio-São Paulo a coerência dos porta-bandeiras do ex-PFL é grande, no recurso a propaganda enganosa pelo menos. LF</em></p>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/la-como-aqui-propaganda-enganosa/7138/" rel="attachment wp-att-7138" title="kassab_estadao.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/kassab_estadao.jpg" alt="kassab_estadao.jpg" width="213" height="213" /></a><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/la-como-aqui-propaganda-enganosa/7137/" rel="attachment wp-att-7137" title="solange_amaral_demrj.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/solange_amaral_demrj.jpg" alt="solange_amaral_demrj.jpg" width="326" height="213" /></a><br />
<font size="1"><em>Gilberto Kassab e Solange Amaral, demos antenados na propaganda enganosa</em></font></p>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpg" width="163" align="left" height="288" /><strong>CAPA DO JORNAL O GLOBO</strong></p>
<p><font size="5"><strong>Propaganda enganosa</strong></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><font size="5"><strong>Solange mostra na TV o que a prefeitura já não entrega</strong></font></p>
<p><strong><em>Eleições 2008</em></strong></p>
<p>A candidata do DEM à prefeitura do Rio, Solange Amaral, exibe no horário eleitoral na TV o programa Remédio em Casa como exemplo de bom projeto da gestão Cesar Maia que teria continuidade com ela, sem informar que a distribuição de medicamentos está suspensa há um mês. Em alguns postos na Zona Oeste, as falhas já duram um ano.<br />
Os relatos de irregularidade na entrega são freqüentes.<br />
A prefeitura alega que havia problemas nas entregas e que foi aberta nova licitação.<br />
O serviço atende cerca de 400 mil diabéticos e hipertensos.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><strong><font size="5">Não tem nem para remédio</font></strong><br />
<strong>Prefeitura suspende distribuição de medicamentos, mas Solange usa programa na TV</strong></p>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>Luiz Ernesto Magalhães &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>O programa Remédio em Casa está paralisado, mas é citado pela candidata a prefeita Solange Amaral (DEM) no horário eleitoral como um bom exemplo de projeto na área de saúde da administração do prefeito Cesar Maia. A Secretaria municipal de Saúde admitiu ontem que a remessa das caixas com medicamentos para tratamento de diabetes e hipertensão está suspensa desde o início de agosto. A previsão é que o serviço, que atende 400 mil pessoas, seja retomado em outubro, com a conclusão de uma licitação.<br />
O caso é um exemplo de como os candidatos usam o horário eleitoral para prometer o céu e mostrar realizações que não são bem assim. A disputa deve se acirrar ainda mais a partir de hoje, a exatamente um mês para as eleições.<br />
Segundo a prefeitura, a suspensão ocorreu porque a antiga prestadora do serviço falhava na entrega das encomendas.<br />
Por isso, o contrato foi suspenso e aberta uma nova licitação.<br />
Os pacientes estão sendo orientados a buscar os remédios nos postos onde se cadastraram no programa. O problema, porém, se arrasta há bem mais tempo do que o que foi informado.<br />
Na Zona Oeste, funcionários de postos de saúde, sem saber que falavam com um repórter do GLOBO, disseram ontem que em algumas unidades as falhas já duram cerca de um ano.<br />
São os casos dos postos Flávio do Couto Vieira (Anchieta) e Hamilton Land (Cidade de Deus). No Posto de Saúde da Família Carlos Cruz Lima (Colégio), a unidade decidiu suspender o cadastro de novos pacientes.</p>
<p><strong>Moradora recebe, mas família não</strong></p>
<p>A entrega irregular afeta boa parte dos moradores da Vila Porto Velho, em Cordovil, inscrita no programa. É lá que mora a aposentada Wanda Silva, de 66 anos, que sofre de hipertensão e apareceu no horário eleitoral do DEM, falando bem do projeto e exibindo a caixa cheia de remédios, logo após a apresentação de imagens que mostram a chegada de um carteiro a um local não identificado com a remessa.<br />
Ontem, Wanda voltou a elogiar a iniciativa da prefeitura e defende que o programa tenha continuidade.<br />
Mas reclama que as falhas de entrega a levem a ter despesas extras com o tratamento médico. Ou apelar para a solidariedade: é hábito entre os vizinhos pedirem comprimidos emprestados.<br />
As cartelas são devolvidas quando finalmente a encomenda chega.</p>
<p>— Fiquei sem o remédio durante dois meses logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada ainda não receberam. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios — disse.<br />
A assessoria de Solange alegou que o objetivo do programa, o primeiro em que a candidata tratou da saúde — tema que vem sendo explorado intensamente pelos adversários — foi destacar a importância do projeto.<br />
A cem metros da casa de Wanda, vivem três pessoas de uma mesma família inscritas no programa. Vítima de um derrame há nove anos que a faz se locomover em cadeira de rodas, a aposentada Maria Aparecida Borges, de 66 anos, disse que há um ano não recebe os remédios para hipertensão.<br />
Já sua mãe, Araci da Silva de 83, está há dois meses sem receber os seus.</p>
<p>— A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe quando a entrega será normalizada. Acho que é por ser ano de eleição — disse Maria.<br />
Marido de Wanda, o funcionário público aposentado Luiz Carlos Pinhais da Silva disse ter esperança que a entrega dos remédios seja normalizada um dia. E que um candidato a vereador que, no sábado pagou a colocação de um portão na entrada da comunidade, cumpra a promessa de asfaltar as ruas se for eleito.</p>
<p>“A gente vai ao posto de saúde e ninguém sabe ao certo quando a entrega dos remédios será normalizada. Acho que isso acontece por ser ano de eleição<br />
Maria Aparecida Borges, de 66 anos, hipertensa</p>
<p>Fiquei sem o remédio durante dois meses, logo depois de uma greve dos Correios. Recebi minha remessa, mas meu irmão e minha cunhada, ainda não. A gente até tenta pegar no posto, mas nem sempre tem todos os remédios<br />
Wanda Silva, de 66 anos, hipertensa, que aparece no programa de Solange Amaral</p>
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		<title>Transformação total</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 12:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Técnica altera células para tratar diabetes, derrame e infarto
Rob Stein Do Washington Post &#8211; O Globo
Cientistas transformaram um tipo de célula adulta diretamente em outro dentro de um animal vivo, num avanço que pode levar à cura de numerosas doenças. Por meio de uma complexa série de experiências em camundongos, pesquisadores da Universidade de Harvard [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/080310/ydownload_agestado/i/ca-72b9ee2e16c9469e53f900e9e58f92a1.jpeg" alt="http://d.yimg.com/br.yimg.com/pi/news/080310/ydownload_agestado/i/ca-72b9ee2e16c9469e53f900e9e58f92a1.jpeg" /></div>
<p><font size="4"><strong>Técnica altera células para tratar diabetes, derrame e infarto</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Rob Stein Do Washington Post &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Cientistas transformaram um tipo de célula adulta diretamente em outro dentro de um animal vivo, num avanço que pode levar à cura de numerosas doenças. Por meio de uma complexa série de experiências em camundongos, pesquisadores da Universidade de Harvard descobriram etapas fundamentais que, quando combinadas, transformam células comuns do pâncreas nas muito mais importantes células produtoras de insulina, necessárias para tratar o diabetes.</p>
<p>O estudo, publicado na edição online da revista “Nature”, levanta a possibilidade de que não só diabéticos, mas também pacientes que sofreram derrames, ataques cardíacos ou outras complicações tenham suas próprias células reprogramadas e sejam curados, sem necessidade de remédios, transplantes ou outras terapias.</p>
<p>— É um tipo de plástica extrema nas células. A meta é criar células para substituir aquelas que são defeituosas ou inexistentes nos pacientes — disse Douglas A. Melton, co-diretor do Instituto de Células-Tronco de Harvard e líder do grupo de pesquisa.</p>
<p>O estudo impressionou os especialistas na chamada engenharia de tecidos, área que envolve o estudo de células-tronco.</p>
<p>— Estou impressionado. Essa pesquisa apresenta um novo paradigma para tratar doenças — disse Robert Lanza, diretor científico da empresa de biotecnologia Advanced Cell Technology (ACT), pioneira na pesquisa de células-tronco.</p>
<p>Opinião parecida tem George Q. Daley, do Hospital Infantil de Boston: — Os resultados preliminares são realmente espetaculares.</p>
<p>Melton e seus colegas, porém, advertiram que serão necessários anos de pesquisa até que sua técnica possa ser usada em seres humanos.</p>
<p>A equipe já começou a fazer experiências com células humanas e espera começar os primeiros estudos com pacientes diabéticos dentro de um ano.</p>
<p>— Em cinco anos podemos estar prontos para iniciar testes em escala maior — afirmou Melton</p>
<p>Vírus para alterar o destino das células</p>
<p>Outros grupos de estudo começaram a usar a mesma tecnologia para alterar tipos diferentes de células.</p>
<p>Um dos alvos é tratar lesões na medula óssea que causam paralisia.</p>
<p>Também há pesquisas com doenças neurodegenerativas, como o mal de Lou Gehrig.</p>
<p>— A idéia de transformar um tipo de neurônio em outro e com isso consertar o sistema nervoso é muito empolgante — salientou Paola Arlotta, do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital Geral de Massachusetts.</p>
<p>A pesquisa é o desenvolvimento mais recente do promissor campo da chamada medicina regenerativa, iniciado com o estudo das células-tronco.</p>
<p>No entanto, a pesquisa de células-tronco tem sido atrasada por debates políticos e éticos.</p>
<p>O novo estudo é um desdobramento da tecnologia para produzir “células pluripotentes induzidas” ou IPS (na sigla em inglês), baseada na manipulação genética das células adultas, que são induzidas a se comportar como células embrionárias.</p>
<p>As células IPS podem ser cultivadas e estimuladas a originar certos tipos de tecido do corpo.</p>
<p>O grupo de Harvard conseguiu pular uma etapa, a das IPS, e transformar diretamente uma célula em outra. Para isso, os pesquisadores usaram vírus para levar genes de uma célula a outra. Ao ligar e desligar os genes corretos na hora certa, os cientistas conseguiram fazer com que uma célula assumisse totalmente a função de outra.</p>
<p>Melton frisou, todavia, que as pesquisas com células-tronco embrionárias continuam a ser essenciais.</p>
<p>— As células-tronco embrionárias oferecem uma janela única para compreender doenças humanas — declarou Melton.</p>
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