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	<title>Blog do Favre &#187; diagnóstico</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: Blog de Nassif apresenta dossié sobre aparelho médico encostado há 3 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 19:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Ver também aqui no blog “Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos
O caso Amplus e a terceirização da saúde
A Folha de hoje traz reportagem sobre um aparelho médico, o único equipamento de ressonância magnética da rede municipal, encostado há três anos porque não foi feita a obra necessária para abrigá-la. Na mesma página, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><cite class="date"></cite></p>
<h2><font size="4"> Ver também aqui no blog <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/gestao-kassab-aparelho-medico-esta-encostado-ha-3-anos/" title="“Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos" rel="bookmark">“Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos</a></font></h2>
<p><font size="5"><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/02/o-caso-amplus-e-a-terceirizacao-da-saude/" title="O caso Amplus e a terceirização da saúde" rel="bookmark">O caso Amplus e a terceirização da saúde</a></font></p>
<p>A <strong>Folha</strong> de hoje traz reportagem sobre um aparelho médico, o único equipamento de ressonância magnética da rede municipal, encostado há três anos porque não foi feita a obra necessária para abrigá-la. Na mesma página, nota informando que o Tribunal de Contas do Município julgou o contrato irregular em junho do ano passado.</p>
<p>É um bom tema para se analisar os limites da terceirização de serviços públicos – que, em princípio apoio, mas que dá margem a muita operação nebulosa.</p>
<p>Vamos a um histórico de documentos levantados na web e no Diário Oficial (<a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRl1SgoQkbzGtvwj" target="_blank">clique aqui</a> para ir ao Google Notebooks conferir):</p>
<p><strong>Documento 1</strong> – a matéria da Folha sobre o aparelho médico que está encostado há três anos.</p>
<p><strong>Documento 2</strong> – Secretaria nega falta de assistência e culpa “ complexidade” por problema.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus09012008.jpg"><img src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus09012008.jpg" class="alignnone size-full wp-image-29145 alignleft" style="float: left" width="306" height="235" /></a></p>
<p>No Diário Oficial do Município, é possível juntar algumas informações sobre as causas desse problema: para abrigar um aparelho de R$ 10 milhões (há três anos parados) bastaria uma ampliação da sala que custaria R$ 180 mil.</p>
<p><strong>Documento 3</strong> – Matéria de 28 de maio de 2007 do Diário de São Paulo, informando que o problema era antigo. Segundo a matéria, havia uma fila de 3 mil pessoas aguardando a instalação do tal aparelho de ressonância magnética.</p>
<p>E surgem as primeiras informações sobre o valor do contrato:</p>
<p>“Os R$ 108 milhões do compromisso com a empresa seriam suficientes para bancar a implantação de mais de 200 unidades de Atendimento Médico Ambulatorial, as AMAs, uma das bandeiras da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM)”.</p>
<p>“Nas 80 páginas do documento da corregedoria, nomeada pela própria administração municipal, são relatadas irregularidades no compromisso para diagnóstico por imagem e no de exames laboratoriais. Há falhas na elaboração do modelo escolhido para a contratação e uma lista de obrigações não cumpridas”.</p>
<p><strong>Documento 4</strong> – matéria de O Globo, repercutindo o Diário de São Paulo, na qual a Secretaria da Saúde do município defende a Amplus.  Diz que falta apenas algumas obras no hospital. Pela matéria se fica sabendo que a empresa tinha sido fundada em 1999 (portanto, tinha apenas 6 anos de vida quando o contrato foi assinado) e sua experiência anterior, com prestação de serviços a municípios, se restringia aos municípios de Guarujá e São Vicente.</p>
<p><strong>Documento 5</strong> &#8211; volta-se a uma nota na edição de hoje da <strong>Folha</strong>, informando que, no ano passado, o contrato foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas de São Paulo. Apesar do valor considerável – R$ 108 milhões por três anos – não houve licitação. A assinatura se deu ainda na gestão José Serra na prefeitura.</p>
<p><strong>Documento 6</strong> – discussões na Câmara, publicadas pelo Diário Oficial, sobre uma proposta de CPI da Amplus.</p>
<p><strong>Documento 7</strong> – notícia de 12 de novembro de 2008, do jornal A Tribuna, de Guarujá, informando que a Associação Santamarense de Beneficência quer rescindir o contrato de terceirização da tomografia com a Amplus devido “às péssimas condições de serviço prestadas”.</p>
<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus01082008.jpg" class="alignnone size-full wp-image-29146 alignleft" style="float: left" width="303" height="187" />Finalmente, aqui, nota no Diário Oficial de 11 de agosto de 2008 informando do cancelamento frequente de exames pela Amplus, por falta de médicos. <a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/02/o-caso-amplus-e-a-terceirizacao-da-saude/#more-29144" class="more-link">Leia mais »</a></p>
<p><cite><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/category/politicas-sociais/saude/" title="Ver todos os posts em Saúde" rel="category tag"><br />
</a></cite></p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 12:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Único equipamento de ressonância magnética da rede municipal de SP nunca foi usado porque gestão Kassab ainda não fez obra necessária
Secretaria da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8217;; 6.500 pessoas/mês precisam do exame na rede paulistana


CONRADO CORSALETTE &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Há três anos, repousa embalado em plásticos, num depósito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Único equipamento de ressonância magnética da rede municipal de SP nunca foi usado porque gestão Kassab ainda não fez obra necessária</strong></p>
<p><strong>Secretaria da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8217;; 6.500 pessoas/mês precisam do exame na rede paulistana</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/5925/" rel="attachment wp-att-5925" title="rm.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/5925/" rel="attachment wp-att-5925" title="rm.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/rm.jpg" alt="rm.jpg" /></a></div>
<p>CONRADO CORSALETTE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Há três anos, repousa embalado em plásticos, num depósito da zona norte de São Paulo, um aparelho de ressonância magnética de 13 toneladas, com preço avaliado em US$ 130 mil, que poderia ser usado na rede municipal de saúde paulistana.</p>
<p>O equipamento foi comprado pela Amplus, empresa contratada pela prefeitura em 2006 para prestar serviços de diagnóstico por imagem, mas ainda não foi instalado porque a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) não concluiu as obras necessárias para acomodá-lo no hospital do Campo Limpo, na zona sul da cidade.</p>
<p>O sistema municipal de saúde não conta com nenhum equipamento de ressonância magnética -eficaz no diagnóstico de doenças, principalmente do sistema nervoso.</p>
<p>Mensalmente, as cerca de 6.500 pessoas atendidas na rede paulistana que precisam do exame acabam encaminhadas a hospitais estaduais ou usam os laboratórios da Amplus.</p>
<p>Em junho do ano passado, a Folha revelou que as obras para abrigar o aparelho de ressonância magnética não tinham sequer começado. Na ocasião, a gestão Kassab prometeu concluí-las e colocar o equipamento em uso em 30 de setembro.</p>
<p>A prefeitura chegou a iniciar as obras, mas, a cinco dias do fim do prazo, recebeu um ofício de um técnico da Amplus que fez uma vistoria apontando problemas para sua instalação:<br />
1) A cobertura do local estava apoiada em vigas de ferro, o que contraria as normas de uso do equipamento, já que, quando ele é ligado, transforma-se numa espécie de imã;<br />
2) Não havia rampa para entrada de equipamentos na sala (o local fica num barranco);<br />
3) Tubos das instalações elétricas eram expostos;<br />
4) As portas eram estreitas (com 70 cm de largura), fora dos padrões para serviços de saúde (média de 90 cm);<br />
5) Próximo à porta, havia um cano de esgoto com vazamento.</p>
<p>Procurada pela Folha, a Secretaria Municipal da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8221;.</p>
<p>A pasta não se comprometeu com prazos para colocar o aparelho de ressonância (com preço próximo de R$ 310 mil) em funcionamento nem para concluir as obras. O custo da reforma seria de R$ 500 mil.</p>
<p>O contrato da prefeitura paulistana com a Amplus foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Município em junho do ano passado.</p>
<p>Além de apontar problemas como a não-instalação da ressonância, os conselheiros questionaram a forma da contratação (pregão) para um acordo de valor alto: R$ 108 milhões por três anos. Eles defendem a concorrência pública. A prefeitura recorreu da decisão.</p>
<p>O contrato acaba no próximo dia 16. A prefeitura pretende substituir os serviços da Amplus pelas Organizações Sociais, que administram AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial) e hospitais públicos.</p>
<p><font size="5"><strong>Contrato foi considerado irregular </strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>O contrato da prefeitura  com a Amplus foi julgado  irregular pelo Tribunal de  Contas do Município em  junho do ano passado.<br />
Além de apontar problemas como a não-instalação da ressonância, os  conselheiros questionaram a forma da contratação (pregão) para um acordo de valor alto: R$ 108  milhões por três anos. A  assinatura foi feita ainda  na gestão do hoje governador José Serra (PSDB).<br />
Os conselheiros argumentaram à época que,  para contratos assim, seria  necessário uma concorrência pública. A prefeitura recorreu da decisão.<br />
O Ministério Público do  Trabalho também investiga a Amplus. Auditoria viu  irregularidades na contratação de funcionários  -por meio de terceirizadas, sem registro. A empresa diz que cumpre seu  contrato e afirma estar em  dia com os tributos.</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">outro lado</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Secretaria nega falta de assistência e culpa &#8220;complexidade&#8221; por atraso em obra</strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde atribuiu o atraso  nas obras no hospital do Campo Limpo, na zona sul, que permitirão o funcionamento do  aparelho de ressonância magnética, à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos específicos&#8221;.<br />
&#8220;O aparelho foi adquirido e é  mantido pela empresa contratada. Entretanto, em nenhum  momento houve desassistência  à população ou custo adicional  para a realização de cada exame&#8221;, afirma a secretária.<br />
A gestão do prefeito Gilberto  Kassab (DEM) não se comprometeu com um novo prazo para  a entrega das obras no hospital.<br />
A Amplus, empresa contratada pelo município, afirma que o  equipamento está guardado de  forma adequada e que pode entrar em funcionamento assim  que a prefeitura der as condições necessárias para isso.<br />
Segundo a secretaria, a Amplus tem de fazer, em média,  600 exames de ressonância  magnética por mês. Tais exames são feitos em instalações  da própria empresa. O restante  das pessoas que procuram pelo  exame na rede municipal é encaminhado para hospitais geridos pelo Estado.Ver também sobre o mesmo assunto <strong><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora">Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora</a></strong></p>
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		<title>Progresso no diagnostico do câncer da próstata</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/progresso-no-diagnostico-do-cancer-da-prostata/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 18:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Urina pode indicar fase de câncer de próstata   Estudo encontra marcadores para tumor agressivo
  RICARDO BONALUME NETO
DA REPORTAGEM LOCAL
Ainda não é o fim do exame  mais &#8220;temido&#8221; pelos homens  -o toque retal para detecção de  câncer de próstata. Mas a descoberta de que uma substância,  a sarcosina, está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Urina pode indicar fase de câncer de próstata</strong></font>   <strong>Estudo encontra marcadores para tumor agressivo</strong></p>
<p><strong>  RICARDO BONALUME NETO</strong><br />
<font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL</font></p>
<p>Ainda não é o fim do exame  mais &#8220;temido&#8221; pelos homens  -o toque retal para detecção de  câncer de próstata. Mas a descoberta de que uma substância,  a sarcosina, está mais presente  na urina de homens com a  doença abre caminho para técnicas de diagnóstico &#8220;menos  invasivas&#8221;, segundo os autores  do estudo, possibilitando criar  um exame para identificar o estágio de progressão do câncer.<br />
Uma equipe de 26 pesquisadores liderados por Arul Chinnaiyan, da Universidade de Michigan, examinou em detalhe  os metabólitos (substâncias  produzidas pelo metabolismo)  que poderiam ser pistas de câncer de próstata.<br />
Foram isolados 1.126 metabólitos presentes em 262  amostras (42 de tecido, 110 de  urina e 110 de sangue) e identificados 87 metabólitos cuja  presença e dose ajudavam a  distinguir a próstata sadia da  com tumor. Seis deles tinham  níveis maiores nos casos mais  graves, em que o câncer estava  na fase de metástase.<br />
A sarcosina foi a que melhor serviu para identificar os tumores, como está no artigo publicado na edição de hoje da revista &#8220;Nature&#8221;. Os níveis de sarcosina eram elevados em 79% dos casos de câncer com metástase e em 42% dos casos da doença em fase inicial. Ela não estava presente nas amostras sadias.<br />
&#8220;Um dos maiores desafios é  determinar se o câncer de próstata é agressivo. Exageramos  no tratamento porque os médicos não conseguem saber quais  tumores serão de crescimento  lento. Com essa pesquisa, nós  identificamos um potencial  marcador para tumores agressivos&#8221;, declarou Chinnaiyan.<br />
Um dos problemas da dificuldade de diagnóstico é o aumento de cirurgias desnecessárias.  A descoberta poderá permitir  que um simples teste de urina  ajude no diagnóstico mais preciso da doença e poderá auxiliar  na criação de uma terapia, pois  também se encontrou um vínculo entre a sarcosina e a agressividade do câncer.<br />
Ao adicionar o metabólito a  uma cultura de células de próstata sadias, elas se tornaram  malignas e agressivamente invasivas. Foi possível reverter a  ação com enzimas que regulam  o metabolismo de sarcosina.<br />
A pesquisa foi feita em cooperação com a empresa Metabolon, pioneira na aplicação de  uma nova área de pesquisa, a  &#8220;metabolômica&#8221;. Essa área pretende conhecer em detalhe os  resultados químicos dos processos celulares.<br />
No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o número de casos novos de câncer de  próstata em 2008 foi de 49.530.  O diagnóstico é feito pelo exame de toque retal e pela dosagem do antígeno prostático específico (conhecido pela sigla  em inglês, PSA).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Programa de aids começa a estagnar</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/programa-de-aids-comeca-a-estagnar/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 11:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na opinião de especialistas, epidemia tem novas características que exigem mudança, principalmente na prevenção
Lígia Formenti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Após sucessivos elogios recebidos no cenário internacional, o Programa Nacional de DST-Aids começa a dar sinais de estagnação. Indicadores importantes, como número de casos novos e taxa de mortalidade, praticamente não mudaram nos últimos cinco anos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Na opinião de especialistas, epidemia tem novas características que exigem mudança, principalmente na prevenção</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Lígia Formenti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p>Após sucessivos elogios recebidos no cenário internacional, o Programa Nacional de DST-Aids começa a dar sinais de estagnação. Indicadores importantes, como número de casos novos e taxa de mortalidade, praticamente não mudaram nos últimos cinco anos. Os índices de transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez caíram, mas não como era esperado pelo próprio governo.</p>
<p>Além disso, com o aumento de casos no Norte e Nordeste entre homossexuais jovens e pessoas com mais de 50 anos, a epidemia adquiriu novas características, o que exige mudança na forma de atuação, principalmente na área de prevenção.</p>
<p>&#8220;O quadro é bastante preocupante, mas o que vemos é apenas comemoração&#8221;, afirma Mário Scheffer, da organização não-governamental Pela Vidda. Todos os dias , 97 pessoas se contaminam com o HIV, vírus da aids, e outras 30 morrem por causa da doença. &#8220;É como se um ônibus caísse do despenhadeiro diariamente e ninguém se importasse.&#8221;</p>
<p>Para Scheffer, os números estampam a necessidade de o programa fazer uma autocrítica, perceber o que não está dando certo e, nessas áreas, mudar a estratégia. &#8220;Mas o que vemos é o oposto. Há uma percepção coletiva de que tudo está maravilhoso, que temos o maior programa do mundo. Estamos vivendo de sofismas, não da realidade.&#8221;</p>
<p>O pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Alexandre Grangeiro diz que os dados divulgados no último boletim, em novembro, estampam uma lista de desafios que precisam ser enfrentados. Grangeiro, que já foi coordenador do programa nacional, observa que o País hoje apresenta não uma, mas várias epidemias de aids. Nas Regiões Sudeste, Sul e na faixa litorânea, há uma epidemia mais antiga e estabilizada, com queda do número de soropositivos usuários de drogas e um aumento dos casos entre gays jovens. No Norte e Nordeste, existe uma epidemia bem mais recente, formada principalmente por transmissão heterossexual. &#8220;Isso exige a adoção de estratégias diferenciadas na prevenção e na melhoria da qualidade do atendimento.&#8221;</p>
<p>O que preocupa nos Estados do Norte é a combinação de alguns fatores &#8211; menor tendência ao uso de preservativos, iniciação sexual precoce, menos interesse pelo teste para detectar o HIV. Todas características que dificultam a prevenção e o acesso mais rápido ao tratamento. Talvez por isso a Região Norte apresente uma tendência de aumento nos índices de mortalidade. &#8220;Com a interiorização da aids, o País enfrenta outro problema, que é a desigualdade na qualidade dos serviços, a dificuldade no acesso ao tratamento. Isso precisa ser solucionado&#8221;, avalia a coordenadora da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Cristina Pimenta.</p>
<p>Grangeiro aponta ainda outros dois pontos que precisam ser melhorados: quantidade de pessoas testadas para o HIV e o acesso a tratamento para gestantes contaminadas. &#8220;Muito se fala que a aids somente será controlada com a vacina. No caso das gestantes, o tratamento existente é uma forma de vacina, algo que previne a infecção do feto em quase 98% dos casos. Mesmo assim, o País continua registrando, todos os anos, uma triste marca de contaminações em bebês.&#8221;</p>
<p>O pesquisador da USP acredita que os maiores desafios estão em áreas que dependem de ações governamentais gerais. &#8220;Sem infraestrutura adequada nos serviços, não há como garantir diagnóstico precoce. Sem pré-natal de qualidade, não há como se certificar de que a gestante não é portadora do vírus, não há como ofertar tratamento adequado antiaids para o bebê. A qualidade das ações acaba esbarrando nos problemas gerais.&#8221;</p>
<p><strong>PREVENÇÃO</strong></p>
<p>A estimativa é de que 46% dos pacientes cheguem aos serviços em estágio adiantado da doença. Com isso, o efeito dos remédios antiaids será limitado. &#8220;Há muito o que melhorar nesta área&#8221;, diz Grangeiro. O infectologista Caio Rosenthal tem avaliação semelhante. &#8220;O programa melhorou muito, há avanços inegáveis. Mas em alguns pontos é possível avançar mais, como no diagnóstico precoce.&#8221; O infectologista Celso Ramos concorda: &#8220;É preciso mudar a cultura, tornar o teste mais disponível em toda a rede. &#8220;</p>
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		<title>O câncer da próstata num olhar médico</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 18:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O diagnóstico do tumor da próstata está longe de ser circundado por ideias consensuais; médicos e pacientes devem escolher o melhor tratamento de acordo com cada caso

MIGUEL SROUGI ESPECIAL PARA A FOLHA SP
O PASSAR dos anos, com suas desfigurações incontornáveis, é acompanhado de tamanha deterioração dos nossos genes que, se fosse dado ao homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><br />
O diagnóstico do tumor da próstata está longe de ser circundado por ideias consensuais; médicos e pacientes devem escolher o melhor tratamento de acordo com cada caso</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.plugbr.net/wp-content/uploads/2007/07/cancer_prost.gif" alt="http://www.plugbr.net/wp-content/uploads/2007/07/cancer_prost.gif" /><img src="http://www.laprp.com/images/surg3B.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.laprp.com/images/surg3B.jpg" width="179" height="292" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">MIGUEL SROUGI ESPECIAL PARA A FOLHA SP</p>
<p>O PASSAR dos anos, com suas desfigurações incontornáveis, é acompanhado de tamanha deterioração dos nossos genes que, se fosse dado ao homem o privilégio da imortalidade, o mundo seria inundado por seres altamente imperfeitos. Talvez por isso, a pressão evolucionista ou Deus (na ordem ou exclusividade que você preferir) tenha criado um mecanismo impiedoso para conter os anseios de perenidade da mente humana: o câncer da próstata, que atinge cerca de 10% dos homens com 50 anos, 30% daqueles com 70 anos e 100% dos que chegam aos cem anos.</p>
<p>Vivem atualmente no Brasil cerca de 12 milhões de homens com mais de 50 anos, e 2 milhões deles serão atingidos pelo câncer da próstata. Essa estatística alarmante contrapõe-se a outra mais alentadora. De cada 14 pacientes acometidos pelo mal, apenas 1 morrerá pela doença, o que produz uma conclusão óbvia. A maioria dos pacientes sobrevive ao câncer, alguns por portarem tumores indolentes, que não progridem, muitos outros graças às ações médicas reparadoras.</p>
<p>Duas condições aumentam os riscos de contrair o câncer da próstata: a raça e a ocorrência de casos na família. A frequência desse tumor é 70% menor em homens orientais. Por outro lado, negros têm o dobro da incidência e neles o tumor costuma ceifar mais vidas. Estudos recentes patrocinados pela American Cancer Society sugerem que esse comportamento está relacionado com certa tendência hereditária e com marginalização social e menor acesso aos tratamentos curativos, fenômeno perverso que, certamente, se repete numa sociedade tão injusta como a nossa.</p>
<p>Sabe-se, há muito, que a incidência do câncer da próstata aumenta entre duas e cinco vezes quando o pai ou o irmão são portadores do mal. Nos casos hereditários, o tumor manifesta-se em idades mais precoces. Por isso, homens com histórico familiar devem realizar exames preventivos da próstata a partir dos 40 anos, e não após os 45, como se recomenda hoje.</p>
<p>Obesidade, vasectomia e excesso de atividade sexual, lembrados como possíveis causadores do câncer da próstata, não parecem ter vínculo com a doença. Contudo o tumor em homens obesos costuma evoluir de forma mais desfavorável. Por outro lado, maior frequência de atividade sexual talvez até iniba o aparecimento do câncer da próstata. Uma pesquisa que foi patrocinada pelo National Institute of Health dos EUA e envolveu 29 mil homens revelou que a incidência desse câncer é 33% menor nos indivíduos que ejaculam mais do que cinco vezes por semana. Alegro-me em relatar esse estudo, enfim uma boa notícia no meio de linhas tão áridas, lembrando que, ao se exercitar bastante, o homem também evita a obesidade, atenuando a gravidade da doença se ela insistir em aparecer.</p>
<p><strong>Diagnóstico</strong><br />
Para explorar a presença de câncer da próstata, os especialistas recorrem ao exame de toque e às dosagens de PSA no sangue. Esses dois exames devem ser feitos conjuntamente, já que o toque e o PSA, isolados, falham, respectivamente, em 50% e 25% dos casos atingidos pela doença. Executando-se os dois testes, deixam de ser identificados apenas 7% ou 8% dos pacientes acometidos. A simplicidade dessas estatísticas poderia indicar que o diagnóstico do câncer da próstata é circundado por ideias consensuais. Infelizmente, isso está longe de ser real.</p>
<p>Em primeiro lugar, o toque da próstata gera assombros na mente masculina, sobre os quais têm sido dedicadas incontáveis linhas e intrincadas interpretações psicológicas. A verdade é que o toque costuma ser realizado em quatro ou cinco segundos, de forma indolor; para os mais recalcitrantes, gostaria de dizer que muito pior do que o desconforto psicológico de alguns segundos é o flagelo que perdura por anos quando um câncer é descoberto tardiamente. Em segundo lugar, o PSA, produzido exclusivamente pela próstata, encontra-se aumentado nos pacientes com câncer, mas também pode elevar-se em alguns casos de crescimento benigno, de infecção da glândula ou até em homens sem nenhuma doença local. Níveis alterados de PSA exigem avaliação médica, mas não indicam, necessariamente, a existência de câncer. Conhecendo-se as taxas de PSA no sangue e o resultado do toque, é possível calcular as chances de câncer da próstata.</p>
<p>Em terceiro lugar, novos exames para identificar a doença vêm sendo testados. Incluem-se aqui as proteínas PCA3, PGC e EPCA-2, que estão alteradas nos homens portadores da doença e que, talvez, sejam mais precisas do que o PSA. Confirmadas essas observações, estarão criados instrumentos adicionais para descortinar os novos casos de câncer da próstata. De forma auspiciosa para alguns, os urologistas talvez possam anunciar o fim do toque prostático. Finalmente, uma recomendação recente do Inca (Instituto Nacional de Câncer) desaconselhou os exames preventivos anuais da próstata. Segundo a nota, muitos casos de câncer da próstata são indolentes e, por isso, não progridem nem precisariam ser identificados.</p>
<p>Ações médicas contundentes nesses casos seriam desnecessárias e produziriam um sem-número de homens com a qualidade de vida comprometida pelas sequelas do tratamento.</p>
<p>Embora não tenha sido totalmente descabida, a recomendação do Inca, no mínimo, foi precipitada. Realmente, uma pesquisa publicada no ano passado pelo National Cancer Institute dos EUA concluiu que, entre os casos de câncer da próstata descobertos em exames preventivos, cerca de 15% são do tipo indolente, 25% já são avançados e incuráveis e 60% têm doença agressiva, mas curável se tratada a tempo. Fica claro que, sob o argumento de evitar tratamentos desnecessários em 15% dos pacientes, serão prejudicados 60% dos homens com tumores potencialmente curáveis e que deixarão de ser identificados no momento propício.</p>
<p>Com a esperança de reduzir a incidência do câncer da próstata, dieta e suplementos têm sido recomendados pelos especialistas. Infelizmente, dados emergentes indicam que os três agentes mais difundidos, o licopeno (encontrado no tomate), a vitamina E e o selênio, não têm a ação protetora que lhes foi atribuída e, pior, talvez sejam nocivos. Pesquisas das Universidades do Texas (EUA) e McMaster (Canadá) demonstraram um aumento nos riscos de complicações cardíacas e de diabetes nos indivíduos que já tinham propensão a esses problemas e que receberam vitamina E e selênio para prevenir o câncer da próstata.</p>
<p><strong>Tratamento</strong><br />
Os casos indolentes de câncer da próstata não precisam ser tratados. Por outro lado, quando se chega à conclusão de que a doença deve ser combatida, a terapêutica é selecionada em função da extensão do câncer. Os pacientes com doença restrita à próstata são tratados com cirurgia (prostatectomia radical) ou radioterapia. Já os tumores que se estendem para outros órgãos do corpo são controlados com medicações hormonais, orientação que também é usada nos casos mais simples, que não precisam de terapêutica radical.</p>
<p>Uma certa polêmica envolve o tratamento dos pacientes com câncer circunscrito à próstata, gerando aflição nos portadores da doença. Cirurgiões e radioterapeutas proclamam que a prostatectomia radical e a radioterapia representam, respectivamente, a melhor maneira para tratar tais casos. Na verdade, até o presente, não foram publicados estudos convincentes comparando diretamente esses dois métodos. Pesquisas antigas e indiretas sugerem que as chances de cura com a cirurgia radical são cerca de 10% a 15% maiores do que as obtidas com a radioterapia. Ademais, dados recentes demonstraram que, quando o tumor está totalmente contido na glândula, os riscos de o paciente morrer em decorrência da doença são, respectivamente, de 2% e de 5% após o emprego da cirurgia e da radioterapia.</p>
<p><strong>Novas técnicas</strong><br />
Outras angústias permeiam a mente dos homens atingidos pelo câncer da próstata. A prostatectomia radical é acompanhada de impotência sexual em 80% dos homens com 70 anos, em 50% dos indivíduos com 65 anos e em 15% dos pacientes com menos de 55 anos. Ademais, produz incontinência urinária em 3% a 35%, dependendo da experiência do cirurgião e da idade do paciente. A radioterapia associa-se a riscos um pouco inferiores de problemas sexuais, mas, em 10% a 15% dos casos, surgem complicações intestinais e urinárias que podem persistir por anos.</p>
<p>Conscientes desses problemas, os cirurgiões introduziram duas novas técnicas para executar a prostatectomia radical: o método laparoscópico e as intervenções auxiliadas por um robô, conhecido como &#8220;da Vinci&#8221;. Os dois métodos são executados através de pequenos orifícios, evitando as incisões maiores. A cirurgia assistida por robô permite, adicionalmente, uma visão tridimensional ampliada da próstata e adjacências, é facilitada pela existência de um terceiro braço manipulado pelo cirurgião e permite manobras mais precisas, já que a mão do robô realiza sete movimentos, e a mão humana, apenas quatro. Apesar do apelo que envolve o uso dessas técnicas, ditas minimamente invasivas, existem questões relacionadas que não foram ainda respondidas.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.fapex.org.br/images/upload/robo1207136616.jpg" alt="http://www.fapex.org.br/images/upload/robo1207136616.jpg" /></div>
<p>Complicações pós-operatórias mais graves têm sido observadas após a cirurgia laparoscópica, uma vez que o acesso mínimo nem sempre se traduz pela agressão mínima aos tecidos.</p>
<p>No caso da prostatectomia radical robótica, a principal limitação para a disseminação do seu uso é o elevado custo do equipamento. Seu valor atual, da ordem de US$ 2,5 milhões, torna-o inacessível à maioria dos centros brasileiros. Por isso, e enquanto não surgirem dados consistentes que demonstrem índices mais elevados de cura e de preservação da qualidade de vida dos pacientes tratados, deve continuar prevalecendo, em nosso meio, a indicação da cirurgia aberta. Por outro lado, é razoável que sejam instalados no país cinco ou dez centros dotados de robô, envolvendo cirurgiões experimentados, de modo que a técnica seja avaliada cientificamente. Comprovada sua superioridade, estaria justificada, dos pontos de vista médico e econômico, sua dispersão.</p>
<p>Como corolário, vale lembrar uma ideia consensual entre os especialistas: o sucesso na execução da prostatectomia radical está mais ligado à experiência do cirurgião e menos ao método cirúrgico utilizado. Lida de outra forma, mais importante do que a técnica escolhida é o técnico envolvido.</p>
<p>Os pacientes tratados com medicações hormonais podem deixar de reagir a esses tratamentos após alguns anos e, para eles, existe uma notícia auspiciosa. Uma nova droga, a abiraterona, foi recentemente testada na Inglaterra em pacientes com formas agressivas de câncer da próstata e mostrou intensa atividade antitumoral, inclusive nos casos resistentes aos tratamentos convencionais. Com baixa toxicidade, a droga fez a doença regredir em quase 70% dos pacientes, e muitos se mantinham bem quando o estudo foi publicado, em outubro último. Ainda indisponível, constitui uma esperança real na luta contra o mal.</p>
<p>Nestas linhas, fica claro que, ao dirigir um olhar para o câncer da próstata, vislumbram-se boas e más notícias, números decifráveis e estatísticas emblemáticas. Mais do que isso, percebe-se que, no entorno do câncer da próstata, existem seres humanos inseguros com o porvir, com aflições exacerbadas pelas divergências entre os especialistas e pelas incertezas dos tratamentos, que curam um grande número de pacientes, mas que podem comprometer a qualidade de vida desses indivíduos. Por esses motivos, um médico só exercerá com grandeza o seu papel de guardião do corpo e da alma se, tanto na saída como na chegada, levar em conta não apenas a doença mas também os sentimentos e os direitos de todos os seres de controlar seu próprio destino. Com isso, quero dizer que médicos e doentes, num certo conluio durante a travessia, devem optar pela terapêutica mais eficiente quando a sobrevida for a questão mais relevante e escolher o tratamento menos agressivo quando as complicações possíveis forem intoleráveis para esse paciente -realidade que Riobaldo, o jagunço filósofo de Guimarães Rosa, sabia muito bem como descortinar: &#8220;Digo, o real não está na saída ou na chegada, ele se dispõe para a gente no meio da travessia&#8221;.</p>
<p><strong>MIGUEL SROUGI , 62, é pós-graduado em urologia pela Harvard Medical School (EUA) e professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo)</strong></p>
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		<title>Primeira traquéia feita com células-tronco do paciente é usada em transplante</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 19:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Claudia Castillo posa para foto no corredor do hospital de Barcelona, onde se submeteu a um transplante de traquéia
 O GLOBO
Órgão sob medida
Num feito que já está sendo considerado um marco na medicina, cirurgiões espanhóis realizaram com sucesso o primeiro transplante de um órgão criado em laboratório a partir das células-tronco do próprio paciente. A tecnologia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.google.com/hostednews/afp/media/ALeqM5jmiRsGiYcDN-kHFcaufP0hBANU7g?size=m" style="cursor: pointer" id="ss-image" /></div>
<p align="center"><em><font size="1">Claudia Castillo posa para foto no corredor do hospital de Barcelona, onde se submeteu a um transplante de traquéia</font></em></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong> O GLOBO</strong></p>
<p><strong>Órgão sob medida</strong></p>
<p>Num feito que já está sendo considerado um marco na medicina, cirurgiões espanhóis realizaram com sucesso o primeiro transplante de um órgão criado em laboratório a partir das células-tronco do próprio paciente. A tecnologia, ainda experimental, permitiu que se fizesse um transplante sem a necessidade de se usar drogas contra rejeição. A colombiana Claudia Castillo, de 30 anos, que recebeu uma nova traquéia, se encontra com boa saúde, relatam os cirurgiões em estudo publicado na revista médica “The Lancet”.</p>
<p>Para os especialistas, os órgãos feitos sob medida têm tudo para se popularizarem, cumprindo uma importante promessa das tão apregoadas aplicações terapêuticas das células-tronco.</p>
<p>A cirurgia foi realizada há cinco meses. Em razão de uma tuberculose severa, a traquéia da mulher havia ficado muito danificada e ameaçava inviabilizar um de seus pulmões — o órgão é responsável por levar o ar aos pulmões. Os médicos optaram então por um transplante.</p>
<p>Mas de um tipo nunca antes tentado. Para desenvolver em laboratório uma nova passagem de ar para a paciente, os especialistas partiram de uma traquéia fornecida por um doador.</p>
<p>Os cientistas submeteram o órgão doado a banhos de substâncias químicas bastante fortes (um detergente enzimático) para destruir todas as células vivas do doador, deixando apenas uma espécie de fôrma, composta de colágeno.</p>
<p>Isso forneceu a eles uma “estrutura” de traquéia, que, posteriormente, foi devidamente repovoada com células da própria paciente.</p>
<p>Por terem usado as células de Cláudia, os médicos conseguiram “enganar” seu organismo, evitando a rejeição do órgão. Dois tipos de células foram usadas: aquelas retiradas da própria região da traquéia e células-tronco adultas — células imaturas retiradas da medula óssea e que têm o potencial de se transformarem em vários tecidos do corpo. No caso de Cláudia, as células-tronco foram encorajadas a se tornarem células de traquéia.</p>
<p>Depois de quatro dias de desenvolvimento num biorreator, a nova traquéia estava pronta para ser transplantada. O cirurgião responsável, Paolo Macchiarini, do Hospital das Clínicas de Barcelona, na Espanha, conduziu o procedimento em junho passado.</p>
<p>Cláudia foi diagnosticada com tuberculose em 2004.</p>
<p>— Começou com uma tosse e acabei passando três meses tentando descobrir o que estava errado comigo — lembra ela. — Foram muitos diagnósticos errados.</p>
<p>Tuberculose grave destruiu traquéia</p>
<p>De origem colombiana, Cláudia mora em Barcelona com os dois filhos, Johan, de 15 anos, e Isabella, de 4 anos. Em princípio, sua tuberculose foi tratada com remédios, mas a infecção foi tão severa que, este ano, ela sofreu um colapso no pulmão esquerdo. Ela deu entrada no hospital em março em estado muito grave, com grandes dificuldades de respirar. As únicas opções disponíveis seriam remover seu pulmão — o que implicaria uma série de riscos — ou um transplante de traquéia.</p>
<p>— É claro que estava com medo, mas queria muito ficar boa novamente — conta ela.</p>
<p>Dez dias depois da inovadora cirurgia, Cláudia foi mandada para casa sem apresentar qualquer complicação e sem ter tomado drogas imunossupressoras, normalmente usadas em transplantes para evitar a rejeição. Dois meses depois, exames revelaram que a operação tinha sido um sucesso.</p>
<p>— Me sinto ótima e muito honrada — diz ela. — O método me livrou da doença e voltei a me sentir bem.</p>
<p><strong><br />
SAIBA MAIS SOBRE A OPERAÇÃO</strong></p>
<p>Uma colombiana recebeu o primeiro transplante de um órgão feito sob medida. Ele foi desenvolvido a partir da traquéia de um doador, usada como molde, e células-tronco da própria paciente, extraídas da medula óssea. Com a técnica, os cientistas conseguiram evitar a rejeição da traquéia</p>
<p>As vias respiratórias da paciente tinham sido gravemente afetadas pela tuberculose</p>
<p>O PROCESSO DE TRANSPLANTE</p>
<p>Os médicos encontraram um doador de traquéia</p>
<p>A traquéia do doador é destituída de todas as suas células, deixando apenas o tecido conjuntivo, para sustentação</p>
<p>Células-tronco são extraídas da própria paciente, amadurecidas e transformadas em células de cartilagem</p>
<p>A traquéia do doador é colocada num biorreator especial, o que permite as células crescer naturalmente</p>
<p>O órgão criado em laboratório é cortado na forma correta para se adequar ao corpo da paciente e implantado nela</p>
<p><strong><br />
Célula embrionária restaura visão e audição de animal<br />
Primeiro passo para tratar seres humanos</strong></p>
<p>Células-tronco embrionárias foram usadas com sucesso para recuperar a visão e a audição de animais, anunciaram ontem pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos EUA, e da Universidade Nacional de Chonnam, na Coréia do Sul, no que acreditam ser o primeiro passo para o tratamento de seres humanos.</p>
<p>Um dos grupos recuperou a audição de porquinhos da Índia usando células-tronco humanas, enquanto o outro restaurou a visão em girinos usando células de sapos. Embora não tenham uso imediato em seres humanos, as experiências revelam importantes mecanismos do desenvolvimento da visão e da audição, importantes para as pesquisas.</p>
<p>— As descobertas ilustram o extraordinário potencial das pesquisas com células-tronco para o tratamento de doenças — disse Anand Swaroop, especialista do NIH.</p>
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		<title>Comportamento de alto risco</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 20:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Pesquisa revela que Brasil têm alta taxa de doenças sexualmente transmissíveis


Evandro Éboli &#8211; O Globo
Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em seis capitais brasileiras revela que 42% das 3.303 gestantes examinadas, entre 2004 a 2007, eram portadoras de pelo menos uma doença sexualmente transmissível (DST). A contaminação por HPV, um tipo de lesão genital, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Pesquisa revela que Brasil têm alta taxa de doenças sexualmente transmissíveis</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/comportamento-de-alto-risco/7400/" rel="attachment wp-att-7400" title="dst-conhecerparaseproteger.gif"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/comportamento-de-alto-risco/7400/" rel="attachment wp-att-7400" title="dst-conhecerparaseproteger.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/dst-conhecerparaseproteger.gif" alt="dst-conhecerparaseproteger.gif" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">Evandro Éboli &#8211; O Globo</p>
<p>Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em seis capitais brasileiras revela que 42% das 3.303 gestantes examinadas, entre 2004 a 2007, eram portadoras de pelo menos uma doença sexualmente transmissível (DST). A contaminação por HPV, um tipo de lesão genital, foi a que teve maior registro. Segundo o Ministério da Saúde, esta doença não causa riscos para o bebê se a mulher não apresentar verrugas e lesão. Mas, do total de grávidas examinadas, 13,5% adquiriram doenças mais graves como gonorréia, clamídia e sífilis, que podem provocar morte do feto, má-formação óssea, cegueira e levar ao parto prematuro. Esses dados são os que mais preocupam autoridades do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do governo.</p>
<p>— São dados que chamam a atenção porque são doenças que causam mais danos ao binômio mãe-bebê. São problemas que têm diagnóstico, tratamento e cura, mesmo adquiridos na gravidez — disse o coordenador da unidade de DST do Programa DST-Aids do Ministério da Saúde, Valdir Pinto.<br />
Segundo o coordenador, são doenças cujo tratamento está disponível na rede pública de saúde e os medicamentos usados são de custo muito baixo, com preços que variam de R$ 0,39 a R$ 5.<br />
Pinto destaca ainda que quase metade das grávidas pesquisadas (49,2%) nunca usa preservativo com parceiro fixo. Para o coordenador, a camisinha deve ser usada sempre, independentemente de se ter parceiro fixo ou eventual.</p>
<p>— Não se pode garantir que o parceiro fixo não transmite doença. É um tema delicado para ser abordado, mas o governo não pode impor. Os homens e mulheres é que devem decidir se vão adotar métodos seguros. É o livre-arbítrio.<br />
A pesquisa também ouviu 2.814 homens trabalhadores de pequenas indústrias, grupo que apresentou o menor índice de ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis: apenas 5,2%. Quase a totalidade desses entrevistados (95,5%) respondeu que faz sexo apenas com mulheres. Apenas 1,5% afirmou ter relações homossexuais.</p>
<p><strong>Mulheres se protegem mais que os homens</strong></p>
<p>O terceiro grupo abordado na pesquisa foi o de homens e mulheres atendidos em serviços de saúde especializados em DSTs. Dos 3.210 pesquisados, 51% apresentaram algum tipo de infecção. A mais comum foi o HPV, doença diagnosticada em 32,6%. O HPV é uma lesão conhecida como crista de galo e aparece em forma de uma verruga no colo do útero, e também no pênis e no ânus. A sua transmissão pode ocorrer também por sexo oral ou por contaminação por meio de toalha, roupa íntima, vaso sanitário ou banheira, por exemplo.<br />
Em relação ao comportamento sexual dos brasileiros, as mulheres aparecem como mais cuidadosas: 47,3% delas responderam usar sempre camisinha com parceiros eventuais; 35% dos homens afirmaram usar preservativo.<br />
Esse estudo é considerado o de maior porte realizado pelo governo federal nessa área da saúde. A pesquisa conclui ainda que a chance de desenvolver as doenças sexuais é maior em pessoas com menos de 20 anos.<br />
Os jovens e adolescentes formam o grupo que menos se relaciona com parceiros fixos, uma das razões de estarem vulneráveis às DSTs. Outros fatores que contribuem para o aumento do risco são o não uso do preservativo, coito anal e as drogas injetáveis.<br />
A pesquisa foi realizada em Manaus, Fortaleza, Goiânia, no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Valdir afirmou que as regiões escolhidas apresentam características socioeconômicas e demográficas diferentes.</p>
<p>— Mas os resultados demonstraram que não há diferença de percentuais das doenças.<br />
O índice de grávidas infectadas por essa doença sexual em regiões como Norte e Nordeste é igual ao do Sudeste — disse o coordenador do programa.</p>
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		<title>Alívio para as dores e o cansaço</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 23:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumática
Antônio Marinho* &#8211; O Globo
Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários [...]]]></description>
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<p><strong> Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumátic</strong>a</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários médicos e exames sem diagnóstico, deu sorte de achar um especialista. Soube que tinha fibromialgia.<br />
Esta síndrome, cuja principal causa é o estresse e o estilo de vida moderno, é só uma das cem doenças reumáticas existentes, das quais a mais conhecida é a artrite. Para aumentar o conhecimento sobre essas doenças, a Sociedade Brasileira de Reumatologia lançou este mês uma campanha de esclarecimento à população.</p>
<p>Casos de difícil diagnóstico</p>
<p>Na campanha “Reumatismo é coisa séria”, a sociedade (www.reumatologia.com.br) quer incentivar o diagnóstico precoce e mostrar que as dores, em qualquer idade, têm alívio.<br />
Um exemplo é a fibromialgia, que ataca 3% a 5% da população, com pico entre os 30 anos e 55 anos (80% mulheres) e afeta todo o corpo.<br />
A maior dificuldade na fibromialgia é o diagnóstico. Uma cena comum é o indivíduo peregrinar por diversos médicos com dor generalizada. Ele gasta o que não tem com exames sofisticados e remédios, sem necessidade, segundo Evelin Goldenberg, doutora em reumatologia pela Unifesp e médica do Hospital Israelita Albert Einstein. O mal muitas vezes é acompanhado de depressão, inchaço, hábito de ranger os dentes no sono, problemas intestinais e dormência.</p>
<p>— Consultas rápidas baseadas em exames não têm qualquer valor. O diagnóstico é clínico.<br />
Deve-se levar ouvir a história emocional e social desde a infância — diz Evelin, autora de “O coração sente, o corpo dói, como reconhecer e tratar a fibromialgia” (Ed.Atheneu).<br />
Evelin já viu casos de pessoas com câncer e lúpus diagnosticadas com fibromialgia e vice-versa. Há pessoas que recebem tratamento para hérnia de disco, passam por fisioterapia e não melhoram porque seu problema é fibromialgia.<br />
Geraldo Castelar, diretorcientífico da Sociedade Brasileira de Reumatologia, reforça que o diagnóstico é clínico, baseado em queixa de dor generalizada (pelo menos de 11 a 18 pontos do corpo), por mais de três meses.</p>
<p>— O tratamento deve envolver reumatologista, profissional da área da saúde mental, fisioterapeuta e professor de educação física — diz.<br />
Às vezes, é preciso tomar remédios pelo resto da vida.<br />
Não há pílula mágica, e o que funciona para um pode não ser bom para outro paciente.<br />
Segundo o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, com o alívio da dor, o indivíduo tem boa qualidade de vida.<br />
As dores no corpo podem ter outras causas, como, por exemplo, artrose e artrite reumatóide.<br />
Na artrite, a inflamação pode começar numa infecção da articulação, como no caso da febre reumática.<br />
Sem tratamento, cerca de 30% dos pacientes se tornam permanentemente incapacitadas em quatro anos. E chegam a perder 15 anos de expectativa de vida. Contra artrite os médicos receitam antiinflamatórios e analgésicos, mas a destruição do tecido continua.<br />
Os maiores avanços são drogas biológicas que bloqueiam a atividade de substâncias envolvidas na inflamação, mas elas são caras. Há seis medicamentos desse tipo nos EUA e três em fase de aprovação.<br />
Os resultados dos estudos com essas drogas parecem promissores. O americano Alan Moore, de 59 anos, sentiu os primeiros sinais da doença em 2001. Ele entrou num protocolo de pesquisa com uma droga biológica injetável e diz ter melhorado.</p>
<p>— Em alguns dias os sintomas praticamente desapareceram — conta Moore.<br />
Segundo pesquisadores, em pacientes com doença moderada a grave a combinação de diferentes medicamentos pode ser a melhor opção. Em artigo na revista médica “Lancet”, o reumatologista Joel Kremer, frisa que é importante levar em conta o custo benefício.<br />
O tratamento com agentes biológicos custa até US$ 18 mil por ano: — A abordagem inadequada da artrite reumatóide leva a cirurgias, causa baixa produtividade e perda de qualidade de vida, além de aumentar o risco de infecções e doença cardiovascular — afirma Kremer.<br />
O tratamento da doença é mais eficaz quando iniciado no primeiro ano após os aparecimento dos sintomas, diz o especialista.</p>
<p><img src="http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpg" alt="http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpg" align="left" /><strong>SAIBA MAIS SOBRE AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES</strong></p>
<p>A causa exata é desconhecida. Cientistas afirmam que pessoas com artrite têm um sistema imunológico mais ativo, que produz em excesso proteínas normalmente encontradas no organismo e chamadas TNF-alfa (fatoralfa de necrose tumoral). Elas se acumulam nas articulações e causam a grave inflamação nas juntas, principalmente das mãos e dos pés, destruindo aos poucos a cartilagem e os ossos, causando dor, deformidades e limitando os movimentos, segundo a reumatologista Evelin Goldenberg. Atinge 1% da população mundial e a prevalência aumenta com a idade (de 5% em mulheres com mais de 55 anos).<br />
<strong><br />
SINTOMAS DA ARTRITE </strong><br />
Juntas rígidas como se estivessem enferrujadas, ao acordar pela manhã. Esta rigidez articular pode durar mais de uma hora. Fadiga inexplicável, inchaço e vermelhidão das articulações, principalmente das mãos, são outros sinais. Os pacientes têm erosão nas articulações rapidamente: 40% em 6 meses e 70% em dois anos.<br />
<strong><br />
PREVENÇÃO</strong><br />
Como não se conhecem as causas, não há prevenção, segundo Evelin. A artrite não é hereditária nem contagiosa.</p>
<p><strong>TRATAMENTO </strong><br />
Apesar de a artrite reumatóide ser incurável, a pessoa pode ter boa qualidade de vida. De acordo com a gravidade, o médico pode receitar analgésicos, antiinflamatórios hormonais e não-hormonais, drogas anti-reumáticas modificadoras da doença e medicamentos biológicos (bloqueiam a atividade da TNF-alfa).<br />
<strong><br />
A FIBROMIALGIA </strong><br />
É uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, por todo o corpo e com múltiplos pontos dolorosos. O principal fator é o estresse, mas pode ser desencadeada por virose e até acidente traumático. É causada pelo aumento de compostos que produzem dor e diminuição de substâncias que aliviam o sintoma, como serotonina, noradrenalina e dopamina. O diagnóstico é exclusivamente clínico. O tratamento é sintomático e consiste no uso de medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e analgésicos, associados a exercícios físicos, acupuntura e psicoterapia, dependendo da avaliação médica.</p>
<p>* Com o “New York Times”</p>
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		<title>Recuperação de dor nas costas é mais difícil que o previsto</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 14:27:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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AMARÍLIS LAGE e JULLIANE SILVEIRA &#8211; Folha de S.Paulo
Raymundo, Patrícia e Viviane têm um problema em comum: a dor nas costas. E é muito provável que você se junte a eles nesse grupo. Afinal, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.mfotografia.com/foto/0297.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="A imagem “http://www.mfotografia.com/foto/0297.jpg” contém erros e não pode ser exibida." height="544" width="550" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>AMARÍLIS LAGE e JULLIANE SILVEIRA &#8211; Folha de S.Paulo</strong></p>
<p>Raymundo, Patrícia e Viviane têm um problema em comum: a dor nas costas. E é muito provável que você se junte a eles nesse grupo. Afinal, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, 85% da população vai viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida. E, prepare-se, porque, para esses bilhões de pessoas, as notícias não são boas.</p>
<p>Um estudo publicado neste mês no &#8220;British Medical Journal&#8221; mostrou que a recuperação das lombalgias (dores lombares) é muito mais longa do que o previsto pelas atuais orientações médicas.</p>
<p>Os pesquisadores, liderados por Christopher Maher, do George Institute, na Austrália, acompanharam 973 pacientes nesse país. Pelas diretrizes, o esperado era que 90% deles se recuperassem em até seis semanas. O resultado: um terço continuava a sentir dor um ano após o início do problema -a dor nas costas passa a ser considerada crônica após três meses.</p>
<p align="center"><em><font size="1">Eduardo Knapp/Folha Imagem<br />
</font></em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/recuperacao-de-dor-nas-costas-e-mais-dificil-que-o-previsto/6490/" rel="attachment wp-att-6490" title="bailarino_costas.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/bailarino_costas.jpg" alt="bailarino_costas.jpg" /></a><em><font size="2"><br />
O bailarino Raymundo Costa, 50, integrante da Cia. 2 do Balé da Cidade, sofre com os movimentos repetitivos que executa</font></em></p>
<p>E, para quem chegou a esse estágio, a perspectiva de tratamento também não é das melhores. &#8220;The Spine Journal&#8221;, uma das principais publicações destinadas ao assunto, dedicou sua primeira edição deste ano à avaliação das opções de tratamento para lombalgia crônica. O problema, segundo os autores, já começa na hora em que o paciente decide buscar ajuda. A quem recorrer: acupunturistas, reumatologistas, massagistas, ortopedistas, quiropraxistas?</p>
<p>A variedade de tratamentos é ainda maior. A publicação reuniu pesquisas sobre aproximadamente 200 opções &#8211;o que foi chamado de uma seleção &#8220;simplificada&#8221;. A lista inclui mais de 60 remédios (de antiinflamatórios a antidepressivos), 32 terapias manuais, 20 programas de exercícios, 26 modalidades físicas passivas, nove terapias educacionais e psicológicas, mais de 20 tipos de injeção, além de procedimentos cirúrgicos, abordagens de medicina alternativa e diversos produtos como cintas e cadeiras especiais.</p>
<p>Uma oferta que, de acordo com a revista, remete a um verdadeiro &#8220;supermercado&#8221; para dor nas costas.</p>
<p>Não bastasse a confusão que esse excesso de opções poderia causar, a conclusão dos pesquisadores é que as evidências científicas são limitadas, tratamentos que nunca foram submetidos a testes são apresentados como chances de cura e, quando as pesquisas mostram que determinado procedimento gera apenas um benefício mínimo, ele não é descartado.</p>
<p>&#8220;O problema é que nós não entendemos as lombalgias muito bem. Até o momento, quase todos os tratamentos são voltados para os sintomas, e não para a causa. Para a maioria das pessoas, a causa da dor nas costas nunca é estabelecida e o diagnóstico da estrutura que causa a dor não é possível. Assim que nós pudermos definir o que causa o problema, poderemos desenvolver estratégias para preveni-lo ou tratá-lo de forma mais efetiva&#8221;, disse à Folha o pesquisador Christopher Maher, do George Institute, responsável pela pesquisa.</p>
<div align="center"><em><font size="1"> Eduardo Knapp/Folha Imagem</font></em><br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/recuperacao-de-dor-nas-costas-e-mais-dificil-que-o-previsto/6488/" rel="attachment wp-att-6488" title="dentista_costas.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/dentista_costas.jpg" alt="dentista_costas.jpg" /></a><br />
<em><font size="2"> Dentista Patrícia Kalina sofre de dores na coluna devido às posturas expecificas a que tem de se submeter durante seu trabalho</font></em></div>
<p>Uma barreira para que esse avanço ocorra, porém, é que a dor nas costas não é um tema prioritário para as agências de pesquisa, afirma Maher. &#8220;É muito difícil convencê-las a financiar pesquisas sobre lombalgias, embora esse seja um problema que custe bilhões de dólares por ano.&#8221;<br />
<strong><br />
Do médico à benzedeira</strong></p>
<p>É nesse cenário que quem sofre com dor nas costas inicia a sua saga &#8211;que pode durar semanas, meses ou anos. No método de tentativa e erro, pacientes e profissionais de saúde vão descartando opção por opção na busca da cura.</p>
<p>&#8220;A maioria dos pacientes que chegam ao ambulatório já passou por muitos profissionais e experimentou diversos tratamentos. Tomou remédios, fez massagens, submeteu-se a sessões de acupuntura, tomou fitoterápicos. Cansadas e com dor, as pessoas procuram até benzedeiras&#8221;, conta o fisiatra Carlos Alexandrino de Brito, coordenador da Escola de Postura da divisão de medicina de reabilitação do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).</p>
<p>Para ele, os pacientes muitas vezes recorrem a essas opções porque não receberam o apoio dos médicos que os atenderam: &#8220;Como a dor nas costas atinge muita gente, os médicos desvalorizam o problema&#8221;.</p>
<p>&#8220;São poucos os que querem se dedicar a essa área, e o assunto vira até piada. Muitos profissionais não entendem o prejuízo financeiro, social e psicológico que a dor nas costas traz. Em vez de avaliar o paciente de forma adequada, receitam um remédio para tratar a dor &#8211;e não a sua causa&#8221;, afirma Brito.</p>
<p>Um risco, de acordo com o fisiatra, é que uma abordagem superficial acabe deixando passar problemas graves que também podem gerar dores na região das costas, como alguns tumores, alterações cardiovasculares, processos reumáticos e problemas gástricos.</p>
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		<title>Machismo faz mal a saúde&#8230; do homem</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 15:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SAÚDE
Contra o machismo

Governo federal prepara política específica para doenças masculinas. Especialistas apontam preconceito e falta de tempo como os principais fatores alegados para que os homens não adotem medidas de prevenção

Hércules Barros &#8211; Correio Braziliense
Os últimos meses não têm sido fáceis para o taxista Hélio da Silva Barbosa (na arte ao lado), 40 anos. Complicações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>SAÚDE<br />
Contra o machismo</strong></font><br />
<strong><br />
Governo federal prepara política específica para doenças masculinas. Especialistas apontam preconceito e falta de tempo como os principais fatores alegados para que os homens não adotem medidas de prevenção</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20080527/fotos/a12-1.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20080527/fotos/a12-1.jpg" height="815" width="550" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Hércules Barros &#8211; Correio Braziliense</strong></p>
<p>Os últimos meses não têm sido fáceis para o taxista Hélio da Silva Barbosa (na arte ao lado), 40 anos. Complicações por conta de uma pedra na vesícula no final do ano obrigaram o morador da Estrutural a ir ao hospital com uma freqüência nunca praticada. A dolorosa experiência resultou em duas cirurgias, três meses de internação e uma lição: “Mais vale a pena perder um dia de serviço para cuidar da saúde do que deixar para procurar o médico só quando a situação piora”, avaliou Hélio.</p>
<p>Ao ser questionado sobre a última vez em que conferiu os níveis de colesterol e glicose, respondeu com naturalidade. “Não faz tanto tempo assim. Foi aos 21 anos, quando eu estava no Exército”, disse. O primeiro e último exame de toque de próstata foi há 17 anos e por acaso, quando procurou um urologista porque estava com hemorróidas. O histórico de falta de prevenção se repete com o irmão do taxista, Lélio Barbosa, 41 anos, e o pai, Luís Fernandes Barbosa, 68, que nunca consultaram um especialista.</p>
<p>No Brasil, 38 milhões de homens entre 25 e 59 anos são como os familiares de Hélio: deixam para procurar o médico somente quando já não agüentam mais. Essa população corresponde ao grosso da faixa etária produtiva do país e representa toda a população da Argentina. Para tentar reverter o quadro, o Ministério da Saúde ouve representantes das áreas de urologia, cardiologia, psiquiatria, gastrologia e pneumologia — especialidades que concentram 72% das doenças mais comuns na população masculina.</p>
<p>O ministério espera receber sugestões de quem está na ponta. “Eles é que vão dizer quais são as necessidades para que a gente possa fazer uma política nacional de atenção à saúde do homem”, ressalta o médico e antropólogo Ricardo Cavalcanti, coordenador do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Área Técnica da Saúde do Homem. A medida está prevista para ser lançada em agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Se ele não tem tempo de ir ao médico, a gente tem que procurar agir por meio do serviço médico da empresa, nos sindicatos, nas Forças Armadas”, observa.</p>
<p><strong><br />
A distância do preconceito</strong></p>
<p>De acordo com Cavalcanti, falta de tempo e machismo são apontados pelos especialistas como os principais motivos que distanciam a população masculina dos médicos. “Se você disser que vai ser um centro de referência para a saúde do homem, nenhum deles vai. Mas se você fizer a mesma coisa chamando isso de centro para check-up, a palavra vai ter um efeito bem diferente”, ensina. Cavalcanti adiantou que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fez uma solicitação para montar o primeiro pólo de atendimento que sirva de modelo para o país. “Eles vão dar o cardiologista, urologista, eletrocardiograma e esteira”, adiantou.</p>
<p>Com a colaboração das universidades, o ministério acredita ser provável que instituições sindicais e até hospitais das Forças Armadas, que já têm atendimento nessas áreas, invistam na especialização. “Qual é o presidente de sindicato que não vai abraçar uma coisa dessas?”, diz.</p>
<p>O encontro com a área de gastroenterologia está marcado para os dias 30 e 31 (sexta-feira e sábado) e com a pneumologia no primeiro fim de semana de junho, mas algumas ações que devem fazer parte da nova política já estão definidas. Segundo Cavalcanti, investir em profissionais do sexo masculino no atendimento aos homens é uma delas. “Qual é o homem que quer deixar o médico fazer um exame de próstata na frente de uma atendente?”, exemplifica. Cavalcanti também adiantou que a pneumologia e a urologia já se prontificaram a dar cursos para os profissionais do Programa Saúde da Família.</p>
<p><strong>Sem recursos</strong></p>
<p>Representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) nas discussões, o médico Antônio Carlos de Oliveira acredita que, mesmo com o treinamento, vai demorar para as equipes da Saúde da Família colocarem em prática uma política de atenção à saúde do homem. “Envolve um montante de recursos que os municípios não dispõem”, observa Oliveira, ao lembrar que a Saúde não conta mais com os cerca de R$ 40 bilhões da CPMF. “Se nós otimizarmos as medidas preventivas, a gente diminui as internações e também os gastos gerados por um paciente internado”, rebate Cavalcanti.</p>
<p>No encontro com os cardiologistas, realizado na semana passada, os especialistas pontuaram a necessidade de investimentos em prevenção contra colesterol alto, obesidade e hipertensão. “AVC (acidente vascular cerebral) e infarto do miocárdio são as duas principais causas de mortes de homens nas cidades de médio porte. Tudo por conta de hipertensão não controlada”, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Antônio Palandri Chagas.</p>
<p>Ele acredita que a troca de informações entre as áreas e o ministério vai ser fundamental para que a política de atenção ao homem supere a perda da CPMF. “Demora-se muito tempo para criar posicionamentos que influenciem a sociedade. Sem ações estruturadas nas causas das doenças, como tabagismo e alcoolismo, não atingiremos os objetivos da política da saúde do homem”, acrescenta.</p>
<hr size="2" width="551" /><strong><em><font size="4">&#8220;Se você disser que vai ser um centro de referência para a saúde do homem, nenhum deles vai. Mas se você fizer a mesma coisa chamando isso de centro para check-up, a palavra vai ter um efeito bem diferente&#8221;.</font> </em></strong><strong>Ricardo Cavalcanti, coordenador do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Área Técnica da Saúde do Homem</strong></p>
<hr size="2" width="551" /><strong>Preocupações recorrentes</strong></p>
<p>Os dois primeiros encontros para discutir a saúde do homem foram realizados há duas semanas, tratando das áreas de urologia e de psiquiatria. As doenças mais freqüentes ligadas à psiquiatria estão relacionadas a causas externas — conseqüências de acidentes de trânsito e agressões decorrentes de violência, geralmente provocadas por alcoolismo e uso de drogas. “Aqui não há que se combater bactérias nem doença infecciosa. Isso é campo que exige interface com o Ministério da Justiça e o Detran (Departamento de Trânsito)”, afirmou Ricardo Cavalcanti, coordenador do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Área Técnica da Saúde do Homem do Ministério da Saúde.</p>
<p>No caso da urologia, a preocupação maior é o câncer de próstata, mas os urologistas destacaram casos como o do Maranhão, onde é muito mais freqüente o câncer de pênis. “É quase uma média de 5 casos (de pênis) para 1 (de próstata)”, ressaltou Cavalcanti. Para o coordenador, a surpresa maior no encontro com os urologistas foi saber que um médico dá o diagnóstico de câncer de próstata e o paciente fica sem ser internado porque os hospitais fixam um teto de internação para as diferentes especialidades como forma de driblar a superlotação. “Isso é um absurdo. A gente não pode deixar uma pessoa com câncer de próstata esperando um ano. Câncer é emergência médica em qualquer parte do mundo”, esbravejou.</p>
<p>Cavalcanti afirmou que o Sistema Único de Saúde gasta, “desnecessariamente”, mais de R$ 5 milhões com vasectomias realizadas em regime hospitalar, pois na maioria dos casos a cirurgia demora 30 minutos e não exige internação. “Se fossem feitas como procedimentos ambulatoriais, a gente economizaria R$ 5 milhões para outras coisas. Em raros casos você pode precisar internar o paciente”, salientou.</p>
<p>A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aproveitou o encontro com o ministério para reclamar do sucateamento da Saúde no país. De acordo com o urologista Pedro Cortado, diretor da SBU, falta material de endoscopia e endourologia — equipamento que serve para a retirada de cálculo do ureter sem a necessidade de fazer cirurgia aberta. “Muitas vezes é preciso fazer uma cirurgia aberta pois não há material para o procedimento minimamente invasivo, o que permitiria a recuperação muito mais rápida do paciente”, esclareceu. Muitas vezes o tratamento urológico é feito pelo clínico-geral ou cirurgião-geral por falta de especialistas.(HB)</p>
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