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	<title>Blog do Favre &#187; Dilma</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8221;Fundo do pré-sal será para todos&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Dilma vê avanço no fundo social

Julio Castro, SÃO PAULO &#8211; O Estado SP
Todos os 5.561 municípios brasileiros dos 26 Estados e o Distrito Federal serão beneficiados pelo fundo social com origem em recursos obtidos com a extração do petróleo no pré-sal. A afirmação foi feita ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dilma vê avanço no fundo social</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" alt="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" width="555" height="355" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Julio Castro, SÃO PAULO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Todos os 5.561 municípios brasileiros dos 26 Estados e o Distrito Federal serão beneficiados pelo fundo social com origem em recursos obtidos com a extração do petróleo no pré-sal. A afirmação foi feita ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário sobre o tema na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.</p>
<p>A iniciativa do seminário tem como objetivo discutir pontos da proposta do novo modelo regulatório de exploração e produção de petróleo, como a implementação do modelo de partilha e a atuação da Petrobrás como única operadora dos campos do pré-sal. Em entrevista coletiva antes de sua participação no seminário, Dilma disse que a partilha vai ser direcionada para a redução da pobreza, investimentos em ciência e tecnologia, meio ambiente e cultura.</p>
<p>Pelo menos 22% dos royalties obtidos com a exploração do pré-sal serão destinados àqueles Estados fora da faixa litorânea onde se encontram as bacias petrolíferas.</p>
<p>&#8220;Os royalties estão num contexto secundário. Os projetos ainda não são definitivos, mas o grande avanço é o fundo social&#8221;, argumentou Dilma. Ela ressaltou que caberá a cada Estado reivindicar sua parcela de lucro &#8211; os royalties &#8211; gerado pela exploração do óleo em suas áreas limítrofes.</p>
<p>A ministra garantiu que o Brasil tem os investimentos necessários à exploração do petróleo, citando a importância da Petrobrás e seu fluxo de caixa, a participação dos investidores privados nacionais e internacionais, bem como a inserção financeira dos bancos.</p>
<p>&#8220;Nós não temos estimativa do custo dessa extração, assim como também não temos certeza do potencial de nossas reservas nesses campos&#8221;, disse Dilma, citando a necessidade da operação constante de pelo menos 300 embarcações exclusivas para o transporte do produto.</p>
<p>Paralelamente aos royalties e aos recursos do fundo social do pré-sal, Dilma Rousseff citou dezenas formas de os Estados, entre eles Santa Catarina, se beneficiarem com os dividendos da exploração.</p>
<p>Uma cadeia produtiva, segundo ela, de subprodutos, como a instalação de estaleiros para a construção de navios especiais e até mesmo algumas indústrias (moveleiras e de metalomecânicas) poderá se beneficiar do processo de exploração por um longo período. Até 2013, ressaltou, a Petrobrás investirá, em vários setores, US$ 174 bilhões.</p>
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		<title>O que se pode visualizar, hoje, em relação às eleições para a Presidência da República no ano que vem?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 12:47:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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TENDÊNCIAS/DEBATES


Crônica de 2010
RICARDO ANTUNES &#8211; FOLHA SP
O QUE se pode visualizar, hoje, em relação às eleições presidenciais de 2010? Comecemos pela candidatura Dilma Rousseff, do PT. Parida pelo lulismo, a mãe do PAC é uma candidata cinzenta. Capaz de aglutinar um leque de interesses econômicos poderosos, das finanças ao agronegócio, passando pela indústria pesada, Dilma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-16711" title="Folha_opiniao" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Folha_opiniao1.gif" alt="Folha_opiniao" width="190" height="37" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong>TENDÊNCIAS/DEBATES</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<p><strong><span style="font-size: x-large;">Crônica de 2010</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">RICARDO ANTUNES &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>O QUE se pode visualizar, hoje, em relação às eleições presidenciais de 2010? Comecemos pela candidatura Dilma Rousseff, do PT. Parida pelo lulismo, a mãe do PAC é uma candidata cinzenta. Capaz de aglutinar um leque de interesses econômicos poderosos, das finanças ao agronegócio, passando pela indústria pesada, Dilma é uma concorrente submersa no desconhecido.<br />
Burocrata competente que tromba mais que articula, jamais participou de uma campanha. A capacidade que terá de herdar os votos de seu criador, ninguém sabe. Como também não se sabe se este tem capacidade de transferir seu cacife eleitoral à sua criatura. E foi encontrar no PMDB seu aliado preferencial, partido que há décadas vem chafurdando numa programática que é a mais pura pragmática.<br />
A candidatura Dilma ainda espera, à direita, o vagalhão que vem do PP de Maluf ao PTB de Collor, com a chancela de Sarney e outras siglas de aluguel. À esquerda, tem apoio certo do PC do B e espera os desdobramentos do PSB de Ciro Gomes.<br />
Mas o espectro Lula viu florescer duas ramificações não programadas. De um lado, Ciro Gomes, baseado no Ceará e recém-bandeado para São Paulo, tempera um voluntarismo com as práticas das (novas?) oligarquias do Nordeste. É capaz de pinçar termos &#8220;gramscianos&#8221; para preservar a nossa &#8220;questão meridional&#8221;.<br />
Poderá ser a alternativa de Lula no caso de um fracasso de Dilma, mas também poderá sair de cena para não confrontar o nosso semibonaparte cordato, que comanda pela simpatia, mas não gosta de muita ousadia.<br />
Restará a opção São Paulo. Porém, a transferência de seu título eleitoral para uma cidade eleitoralmente provinciana e bastante conservadora pode ter sido seu mais grave erro político, maior ainda do que a andança que já fez entre tantos partidos.<br />
A outra novidade é a provável candidatura de Marina Silva. Mulher batalhadora, exemplo emblemático dos que vêm &#8220;de baixo&#8221; e conseguem quebrar alguns grilhões, mas que não soube romper com o governo do PT quando devia. Foi conivente com a aprovação dos transgênicos e viu arranhada a sua trajetória ao ficar seis anos no governo Lula.<br />
No PV, tem à sua esquerda o Peninha e à direita o Zequinha Sarney. Defende a sustentabilidade numa sociedade cada vez mais insustentável. Não quer ferir a ordem, mas amoldar-se a ela. Se vier a surpreender, não será fácil saber se encontrará ancoragem no seu berço original, o PT, ou se flertará com o PSDB. Mas, se até aqui o quadro parece pelo menos pontilhado, no tucanato tudo é sempre indefinido. O PSDB tem um leque de apoios materiais poderosos, tão amplo quanto os da candidatura do PT, mas com certa ênfase nos setores industriais e produtivos.<br />
Tem também a possibilidade de lançar a sua chapa eleitoralmente mais forte dos últimos anos: Serra e Aécio, dois colégios eleitorais poderosos. Mas, como no PSDB só há príncipes, essa chapa não deverá vingar. Melhor para o país, que poderá assim se livrar do privatismo ilimitado do tucanato. Só como ilustração: enquanto Serra é o rei do pedágio privatizado em São Paulo, Aécio gesta a privatização até no cárcere mineiro.<br />
Juntos, não será nada fácil, e os Correios, bancos e universidades públicas devem pôr suas barbas de molho. Só por isso, essa chapa é do encanto de parcela poderosa dos &#8220;de cima&#8221;, respaldada pelo caiado e fraquejado DEM, cuja sigla é um claro antípoda de sua longa história como PFL, Arena ou UDN.<br />
Nas esquerdas, PSOL, PSTU e PCB não podem ter outra ambição senão fazer forte contraponto, sem nenhuma ilusão eleitoralista. Mas não será fácil. No PSOL, fala-se abertamente em apoio a Marina Silva, como forma de pingar votos e, com isso, &#8220;aumentar&#8221; a bancada parlamentar do partido. Há também os que defendem a candidatura de Heloísa Helena com raciocínio similar. É o velho PT incrustado no PSOL. Depois de seu melhor momento eleitoral em 2006, quando conseguiu mais de 6 milhões de votos -numa conjuntura marcada pela corrosão do PT e seu governo-, o que era novo corre o risco de envelhecer precocemente.<br />
A pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio é, então, emblemática: poderá ser &#8220;vitoriosa&#8221; se quebrar o tom monocórdio das demais candidaturas, fizer a polêmica de fundo com Marina e esboçar uma alternativa socialista, gerando algum interesse real nos &#8220;de baixo&#8221;. Será, de fato, uma anticandidatura.</p>
<p><strong>RICARDO LUIZ COLTRO ANTUNES, 56, é professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor, entre outros livros, de &#8220;Infoproletários: Degradação Real no Trabalho Virtual&#8221; (Boitempo), em co-autoria com Ruy Braga.</strong></p>
<p><em><br />
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br </em></p>
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		<title>2010: Só 25% têm candidato na ponta da língua</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 12:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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José Roberto de Toledo &#8211; O Estado SP
Do ponto de vista do eleitor, a corrida presidencial não começou para valer. Tome-se a pergunta espontânea sobre intenção de voto na última pesquisa CNT/Sensus. Nada menos do que 52% dos eleitores não responderam ou não souberam responder em quem votariam se a eleição fosse hoje. Outros 18% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.jornaloimparcial.com.br/wp-content/uploads/2009/09/untitled-17.jpg" alt="http://www.jornaloimparcial.com.br/wp-content/uploads/2009/09/untitled-17.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">José Roberto de Toledo &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Do ponto de vista do eleitor, a corrida presidencial não começou para valer. Tome-se a pergunta espontânea sobre intenção de voto na última pesquisa CNT/Sensus. Nada menos do que 52% dos eleitores não responderam ou não souberam responder em quem votariam se a eleição fosse hoje. Outros 18% responderam &#8220;Lula&#8221;, que é inelegível, e 5% disseram que anulariam ou votariam em branco.</p>
<p>Resumo: só 25% dos eleitores optaram, de cara, por um dos candidatos elegíveis. Os outros 75% provavelmente nem sequer haviam pensado seriamente no assunto até serem abordados pelo pesquisador.</p>
<p>Mesmo depois de expostos aos cartões com as várias hipóteses eleitorais, um porcentual entre 23% e 41% dos eleitores (dependendo de quem são os candidatos) declara que não sabe em quem votar ou que votará nulo/branco. Isso mostra que a eleição ainda está distante do universo de preocupações do entrevistado. É o que os pesquisadores denominam &#8220;imposição de problemática&#8221;.</p>
<p>Pesquisas de opinião nesta fase da campanha eleitoral servem, principalmente, a outros propósitos: 1) saber se a eleição será de situação ou de oposição; 2) avaliar o grau de conhecimento dos candidatos pelo eleitorado; 3) testar cenários de disputa; 4) avaliar a rejeição e o potencial de crescimento dos presidenciáveis; 5) sondar os temas que mais preocupam os eleitores e que nortearão as campanhas.</p>
<p>Se a eleição fosse hoje, seria mais favorável ao candidato da situação do que ao da oposição. O grau de aprovação do governo federal (ótimo + bom) supera dois terços do eleitorado: 67% segundo o Datafolha (agosto), 69% pelo Ibope (setembro) e 70% pela pesquisa mais recente, do Sensus. Nem o blackout parece ter diminuído essa aprovação.</p>
<p>Em cenários assim, candidatos da situação politicamente inexpressivos acabaram eleitos. Foi o que aconteceu nas duas maiores cidades brasileiras em 1996. Dois secretários municipais com perfil tecnocrata e que jamais haviam ganho uma eleição importante acabaram virando prefeitos: Celso Pitta em São Paulo, e Luiz Paulo Conde no Rio de Janeiro -por força da boa avaliação de seus respectivos chefes, Paulo Maluf e Cesar Maia.</p>
<p>Isso não quer dizer que 2010 sejam favas contadas.</p>
<p>Principal oposicionista, José Serra (PSDB) é o mais conhecido dos presidenciáveis. Só 6% dos eleitores dizem não saber quem ele é. Isso explica os seus 9% de intenção de voto espontânea, o maior percentual depois de Lula, e sua liderança na pesquisa estimulada (quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor).</p>
<p>Uma relativamente baixa taxa de rejeição (28%, pelos critérios do Sensus) dá a Serra um alto potencial de crescimento: 63%, no limite. O cenário mais favorável ao tucano é sem Ciro Gomes (PSB) e com Marina Silva (PV) na disputa. Aí ele chega a 40% na estimulada. Quando o deputado cearense entre em jogo, o percentual de Serra cai a 32%.</p>
<p>Já a candidata do governo, Dilma Rousseff (PT), tem 6% na espontânea, entre 21% e 28% na estimulada (dependendo do cenário), e 34% de rejeição. É desconhecida por 13% dos eleitores e tem um potencial de voto de 56%, sempre segundo o Sensus. Ciro se sai um pouco melhor do que Dilma, mas pior do que Serra.</p>
<p>Como explicar, então, essa aparente contradição, em que o cenário é o de uma eleição de situação, mas todos os números favorecem o principal oposicionista? O eleitor aprova Lula, mas sem o presidente na disputa, o nome que mais lhe vem à cabeça é o de Serra, por que?</p>
<p>Para a maioria dos eleitores, esse problema ainda não existe na prática, e, quando se vê à frente do pesquisador, usa mais a memória do que o raciocínio. O mais provável é que, apenas quando a Copa do Mundo acabar e a campanha chegar diariamente à TV e ao rádio, o eleitor médio se preocupe em decidir se quer manter o que aí está ou se prefere que as coisas mudem. E, só então, escolha aquele que, na sua opinião, representa melhor uma dessas opções.</p>
<p>Até lá, caberá ao candidato(a) da situação convencer o eleitorado que ela(e) é Lula e que Lula é ela(e). Pode parecer fácil, mas não é. Para o candidato(a) da oposição, a tarefa é duplamente difícil: provar ao eleitor que é mais capaz do que seu adversário(a) situacionista, e que uma mudança é necessária.</p>
<p><strong>*É jornalista especializado em reportagens com uso de estatísticas e coordenador da Abraji </strong></p>
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		<title>&#8220;Serra lidera intenção de voto e Dilma passa Ciro&#8221; ou tentando tapar o sol com a peneira</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre aspas acima a manchete da Folha Online. Como no G1, da Globo, sobre a pesquisa eleitoral CNT-Sensus de hoje.
A constatação procura ocultar a verdadeira notícia trazida pelos números da CNT-Sensus. Serra cai, ou melhor, continua caindo e Dilma sobe, continua subindo.
Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, Serra caiu em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre aspas acima a manchete da Folha Online. Como no G1, da Globo, sobre a pesquisa eleitoral CNT-Sensus de hoje.</p>
<p>A constatação procura ocultar a verdadeira notícia trazida pelos números da CNT-Sensus. Serra cai, ou melhor, continua caindo e Dilma sobe, continua subindo.</p>
<p>Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, Serra caiu em média 15 pontos percentuais desde o ano passado &#8211;quando a pesquisa chegou a registrar índices acima de 40% de apoio ao tucano na disputa com os demais candidatos: &#8220;Há queda acentuada do Serra se comparada com listas passadas. Há um ano, ele aparecia com percentuais que variavam de 45% a 49%.&#8221;</p>
<p>Hoje Serra aparece com 31,8% das intenções de voto. A ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) aparece em segundo, com 21,7% das intenções de voto, seguida pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5%. Marina Silva (PV) tem 5,9% das intenções de voto. </p>
<p>Os resultados de Dilma estão acima das expectativas dos petistas, os de Serra bem abaixo dos desejos de parte da mídia e dos demo-tucanos em geral.</p>
<p>Serra é conhecido, foi candidato a presidente, a governador, a prefeito. Participou de numerosos pleitos eleitorais. Dilma nunca participou de uma eleição, nem é candidata até agora. mas a diferencia de intenção de votos entre eles é hoje pequena. </p>
<p>A candidatura Serra a presidente? Não sei não&#8230; Se continuar assim vai precisar de coragem para ser candidato, característica que poucos atribuem a Serra.</p>
<p>Não sei não&#8230;</p>
<p>LF</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Enquanto aumenta o apoio a Lula e Dilma, após o blecaute; cai a intenção de voto no Serra, após desabamento no Rodoanel</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/enquanto-aumenta-o-apoio-a-lula-e-dilma-apos-o-blecaute-cai-a-intencao-de-voto-no-serra-apos-desabamento-no-rodoanel/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Serra lidera pesquisa para 2010, mas adversários crescem, diz CNT/Sensus
Presidente da CNT diz que apoio de FHC a Serra prejudica o tucano.
&#8216;Fica clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio&#8217;, disse.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece em primeiro lugar na pesquisa estimulada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Serra lidera pesquisa para 2010, mas adversários crescem, diz CNT/Sensus</strong></p>
<p><strong>Presidente da CNT diz que apoio de FHC a Serra prejudica o tucano.<br />
&#8216;Fica clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio&#8217;, disse.</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Diego Abreu Do G1, em Brasília</span></h2>
<p>O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece em primeiro lugar na pesquisa estimulada de intenções de votos para a eleição presidencial de 2010, divulgada nesta segunda-feira (23) pelo CNT/Sensus. De acordo com o levantamento, no cenário mais provável Serra lidera com 31,8%, seguido pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21,7%, e pelo deputado Ciro Gomes (PSB), com 17,5%. Em quarto lugar, aparece a senadora Marina Silva (PV), com 5,9% das intenções.</p>
<p>Na última pesquisa, divulgada em setembro, não aparecia o cenário com a presença de Ciro Gomes. No entanto, na primeira lista desenhada nesta pesquisa, com Ciro no lugar em que na pesquisa anterior aparecia a vereadora Heloísa Helena (PSOL), Serra registrou queda de 7,7 pontos percentuais, caindo de 39,5% para 31,8%. Já Dilma, subiu de 19% para 21,7%. Marina Silva, por sua vez, cresceu de 4,8% para 5,9%. Os dados apontam a tendência clara de segundo turno.</p>
<p>Já em um cenário em que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aparece no lugar de José Serra como o candidato tucano, Ciro Gomes levaria vantagem no primeiro turno, com 25% das intenções de voto. Dilma aparece com 21,3%, Aécio com 14,7%, e Marina Silva com 7,3%.</p>
<p>No quadro em que Ciro Gomes não é candidato e Serra o candidato do PSDB, o tucano lidera a pesquisa com 40,5%, seguido por Dilma (23,5%) e Marina (8,1%). Já sendo Aécio o candidato tucano, a ministra Dilma leva vantagem, com 27,5%. Na sequência, aparecem Aécio (20,7%) e Marina (10,4%).</p>
<p>A pesquisa aponta que 51,7% dos entrevistados votariam ou poderiam votar em candidato apoiado por Lula, enquanto 16% disseram que não votariam. Por outro lado, apenas 17,2% votariam em um político apoiado por Fernando Henrique, sendo que 49,3% responderam que não votariam no candidato de FHC.</p>
<p>O presidente da CNT, Clésio Andrade, avalia que houve uma “queda acentuada de Serra”. “Ciro entrando prejudica o Serra. Está muito claro isso”, disse. Outra observação de Andrade foi a de que Aécio e Dilma devem crescer muito.</p>
<p>“Fica muito clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio”, avisou Andrade. “Serra cai com o apoio do ex-presidente Fernando Henrique”, acrescentou. Ele, porém, afirmou que não compartilha com a percepção da sociedade em relação ao ex-presidente FHC, que, ao apoiar Serra, pode estar aumentando o índice de rejeição em relação ao governador. Clésio considera que o tucano fez um bom governo.</p>
<p>&#8220;A Dilma aparecer na mídia está fazendo ela crescer. Se o Aécio continuar no páreo, ele também vai crescer mais&#8221;, avaliou o presidente da CNT.</p>
<p>A pesquisa CNT/Sensus também traçou um cenário de votos espontâneos. Nesse quadro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode disputar a eleição de 2010, lidera a preferência dos eleitores com 18,1%. Na sequência, aperecem José Serra (8,7%), Dilma Rousseff (5,8%), Aécio Neves (4,2%), Ciro Gomes (2,6%), Heloísa Helena (1,4%) e Marina Silva (0,7%).</p>
<p><strong>Chapas<br />
</strong><br />
A pesquisa trouxeu uma novidade sobre o primeiro turno da eleição, ao apresentar aos entrevistados chapas compostas por candidatos a presidente e a vice. A chapa José Serra com Aécio como vice teria 35,8% das intenções de voto, seguida pela chapa Dilma com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) como vice, com 23,9%. Em terceiro, ficaria a dupla Ciro Gomes e Carlos Lupi (ministro do Trabalho), com 16,1%, e em quarto lugar, Marina Silva com Guilherme Peirão Leal como vice, com 5,2%.</p>
<p>No cenário em que Áécio seria o candidato a presidente e Serra o seu vice, a chapa tucana também lidera as preferências como 31%.Na sequencia aparecem Dilma/Temer (22,6%), Ciro/Lupi (18,1%) e Marina/Guilherme (5,3%).</p>
<p>Já em um cenário com a dupla Aécio (presidente) e Ciro (vice), a chapa deles venceria o primeiro turno com 32,4%, seguidos por Dilma/Temer (26,6%) e Marina/Guilherme (8,3%). Na semana passado, Ciro Gomes disse que abriria mão de sua candidatura ao Palácio do Planalto caso Aécio seja lançado como candidato pelo PSDB.</p>
<p><strong>Segundo turno</strong></p>
<p>No cenário de um segundo turno entre Serra e Dilma, o tucano levaria vantagem, com 46,8% contra 28,2% da petista. Em um quadro entre Aécio e Dilma, a ministra venceria o governador com 36,6% contra 27,9%. Já em um possível segundo turno entre Ciro Gomes e José Serra, o tucano aparece com 44,1% frente os 27,2% do adversário. Se fosse entre Ciro e Dilma, a petista ganharia por 35,1% a 31,5%. Por fim, no improvável cenário de Ciro contra Marina, o deputado venceria com 44,8% contra 14,7%.</p>
<p>Quanto aos índices de rejeição, Marina Silva lidera a pesquisa com 38,4%, seguida por Dilma (34,4%), Serra (27,7%), Ciro (25,3%) e Aécio (22,8%). Quando perguntados se poderiam votar, 45,9% disseram que votariam em Ciro, 40,4% em Serra, 29,7% em Dilma, 29,6% em Aécio e 17,8% em Marina.</p>
<p>A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro. Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de três pontos percentuais.</p>
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		<title>PT vai às urnas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Partidos: Eleição do PT tenta manter hegemonia em 2010 com estratégia para fortalecer bancada federal
PT vai às urnas na tentativa de sobreviver a Lula
Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR
Os filiados que o PT convoca para a eleição interna neste domingo vão, mais do que escolher a direção que conduzirá o partido na disputa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="size-full wp-image-16526 alignleft" title="estrela_sobe" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe" width="166" height="200" />Partidos: Eleição do PT tenta manter hegemonia em 2010 com estratégia para fortalecer bancada federal</strong></p>
<p><span style="font-size: x-large;">PT vai às urnas na tentativa de sobreviver a Lula</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Os filiados que o PT convoca para a eleição interna neste domingo vão, mais do que escolher a direção que conduzirá o partido na disputa de 2010, dar início à retomada do protagonismo petista num horizonte em que, pela primeira vez, Luiz Inácio Lula da Silva não é presidente ou candidato. A tentativa do PT é agregar a popularidade lulista e retomar a autonomia na relação com o Palácio do Planalto, que o partido pretende continuar ocupando a partir de 2011.</p>
<p>Sob o governo Lula, o partido cresceu. Passou de 828,7 mil filiados em 2002 para 1,35 milhão no Processo de Eleições Diretas (PED) deste domingo. No Executivo, passou de 174 prefeitos para 545 e de 3 governadores para 5. No Senado, de 7 para 10, mas minguou na Câmara Federal. Elegeu em 2006 seis deputados a menos do que em 2002.</p>
<p>O desafio de imediato é, a partir da candidatura da ministra Dilma Rousseff, impor a hegemonia do partido frente à aliança partidária que lhe dará sustentação.</p>
<p>A aliança com o PMDB e com outros partidos que não os históricos aliados à esquerda (PCdoB, PSB e PDT) é amplamente defendida pelos candidatos no PED, em diferentes escalas de maior ou menor simpatia. Nenhum deles, porém, abre mão das rédeas da elaboração do programa de governo de Dilma.</p>
<p>A mais do que provável eleição já em primeiro turno do ex-presidente da Petrobras e da BR Distribuidora José Eduardo Dutra é o retrato mais acabado desse momento do partido. Carioca de nascimento, foi senador por Sergipe entre 1995 e 2002, mas nunca teve grande atuação na máquina partidária petista. Os cargos que desempenhou no governo o aproximaram de Dilma e o PT conta com isso para que sua relação com ela difira da relação submissa que tem com Lula.</p>
<p>&#8220;Não adianta querer ser protagonista se não tiver voto, por isso a prioridade também é aumentar as bancadas&#8221;, afirma Dutra, que não acredita em grandes alterações na relação do partido com o Planalto no pós-Lula. &#8220;Será um governo de coalizão, assim como este&#8221;.</p>
<p>A ausência de Lula, porém, tem sido ventilada pelas hostes petistas. &#8220;É um cenário novo porque coloca em prova o que sempre defendemos: ter várias lideranças. Todo partido quer sempre ter mais presença, mas não há uma obsessão em crescer no governo&#8221;, afirma o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini.</p>
<p>O fato de a eleição ser dada como certa em 1º turno &#8211; a primeira desde José Dirceu em 2001 &#8211; explica-se por uma reaproximação de forças que não se compunham desde o mensalão, em 2005, e deixou em alerta as correntes adversárias.</p>
<p>O que ficou conhecido como Campo Majoritário, cujo núcleo de poder esteve na cúpula do governo e do partido no primeiro mandato de Lula &#8211; Antonio Palocci, Luiz Gushiken, José Genoino, Delúbio Soares e Dirceu -, hoje está rebatizado de Construindo um Novo Brasil (CNB) e lança Dutra presidente com o apoio de antigos integrantes: a corrente Novo Rumo, de Marta Suplicy, e a PT de Lutas e de Massas, de Jilmar Tatto. Juntos, os mais otimistas falam que o grupo pode chegar a 60% dos votos.</p>
<p>Para esses grupos, a aliança pró-Dutra é uma convergência em nome do projeto Dilma. Para as outras candidaturas, é mais uma tática eleitoral para manter a maioria que sempre deu as cartas no partido no momento em que se configura um futuro incerto sem a presença de Lula.</p>
<p>&#8220;Ninguém sabe qual será o impacto de Dilma presidente sobre a vida interna do PT. É evidente que os ex-integrantes do Campo Majoritário pensaram nisto quando buscaram montar uma chapa única para o PED: querem se fortalecer para atuar num ambiente desconhecido&#8221;, afirma o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar.</p>
<p>Para ele, a melhor mostra de que se trata de uma tática eleitoral, e não de unidade, é a diferença entre os partidários de Dutra quanto a apoiar ou não a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo paulista. Pomar integra a corrente Articulação de Esquerda, cuja candidata a presidente é a deputada Iriny Lopes (ES). A previsão é de que ela tenha 15% dos votos.</p>
<p>A vitória no 1º turno dependerá da mobilização dos filiados nos principais colégios eleitorais: SP, RJ, MG, BA, RS e BA. São nesses locais que a CNB tem mais força. Em se mantendo o patamar de votação de 30% das últimas eleições, a vitória é tida como certa. Mas o otimismo em demasia preocupa dirigentes. Muitos filiados, por acreditarem nisso, não vão votar.</p>
<p>Candidato pela segunda vez, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), da corrente Mensagem ao Partido -uma dissidência do antigo Campo Majoritário- avalia que há chances reais de 2º turno. &#8220;Estamos confiantes. E se houver, pode ter mudanças profundas no quadro&#8221;, diz.</p>
<p>Ao lado do deputado federal pelo DF e candidato pela corrente Movimento PT, Geraldo Magela, Cardoso concentra-se na crítica à forma como a CNB conduz o partido. As duas correntes avaliam que, em geral, a hegemonia do ex-Campo permanece, embora com &#8220;cara e jeito diferentes&#8221;. Integrantes do Movimento acreditam na possibilidade de chegar a 14% dos votos.</p>
<p>Havendo segundo turno, as chances de as correntes minoritárias terem maior participação interna aumentaria, embora a atual direção garanta que isso já ocorra. A candidata da AE, deputada Iriny Lopes (ES), aposta que o PT, qualquer que seja o resultado de sua disputa interna, deve focar a busca pelo protagonismo não apenas pelo poder, mas para comandar uma efetiva discussão programática.</p>
<p>&#8220;A importância do PT não será medida pelos ministérios, mas na articulação no Congresso e sobretudo na condução do programa de governo. O PT será fortalecido na medida em que tiver participação na construção do projeto vencedor numa terceira etapa&#8221;, diz.</p>
<p>Berzoini garante que essa terceira etapa terá a participação de todas as correntes. &#8220;É pouco relevante fazer mais de 50% dos votos. O que importa é valorizar todas as chapas&#8221;. Pode ser o prenúncio de uma nova fase do PT. Se Dilma vencer as eleições.</p>
<p><span style="font-size: x-large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Minas e Rio terão as disputas mais decisivas da legenda</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">César Felício e Paola de Moura, de Belo Horizonte e do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>É em Minas Gerais e no Rio que o PT terá as disputas mais decisivas do Processo de Eleições Diretas deste domingo. A divisão entre os cerca de 40 mil filiados do PT mineiro aptos a votar é menor do que aparenta a inscrição de cinco candidatos a presidente do diretório estadual e 12 chapas locais. Em maior ou menor grau, todas as alas do partido defendem a candidatura própria ao governo estadual nas eleições do próximo ano e não há dissidência em relação ao apoio à candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A única disputa real é entre as candidaturas ao governo estadual do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. Os aliados de Pimentel são os favoritos para vencer as eleições de domingo.</p>
<p>Pimentel já conta com o apoio do deputado federal Reginaldo Lopes, presidente do diretório estadual, e do dirigente Aluisio Marques, presidente do diretório municipal. Lopes deve ser reeleito e o vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto de Carvalho, um aliado de Pimentel, deve ganhar a eleição municipal. A vitória dos aliados do ex-prefeito é tão provável que sua estratégia é tentar converter a eleição de domingo em uma prévia da escolha do futuro candidato ao governo.</p>
<p>Em todos os últimos embates internos, ficou nítido que Patrus e seus principais aliados, como o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, contam com mais sustentação na cúpula nacional petista, enquanto Pimentel é hegemônico em Minas.</p>
<p>A eleição direta do PT em Minas não deverá impedir a realização de prévias no próximo ano. Os aliados de Patrus já sinalizaram que o ministro permanecerá candidato independente do resultado da disputa interna. &#8220;Os colégios eleitorais da eleição interna e da primária não são idênticos&#8221;, afirmou o secretário nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, que concorre com o apoio de Patrus à presidência estadual da sigla. Um trunfo do ministro é o maior apoio entre os detentores de cargo eletivos, em movimentos sociais e em partidos aliados.</p>
<p>Patrus e Dulci estão em um grupo que conta ainda com o ex-secretário nacional de Direitos Humanos Nilmário Miranda, dois deputados federais, cinco estaduais e os prefeitos de Betim, Governador Valadares e Teófilo Otoni. Patrus ainda conta com a CUT regional. O ministro participa da mesma chapa nacional dos ex-deputados federais José Dirceu e Marta Suplicy, do secretário particular da Presidência, Gilberto Carvalho, e do deputado federal José Genoino.</p>
<p>O ministro tem a simpatia de lideranças de todos os possíveis aliados em 2010 em Minas, com a exceção do PSB, que prefere Pimentel. Mas o ex-prefeito tem cerca do dobro das intenções de voto a Patrus nas pesquisas. E conta com quatro deputados federais e três estaduais, entre eles Cecília Ferramenta que ao lado do marido Chico, comanda as bases de Ipatinga, cidade com o maior número de petistas.</p>
<p>No Rio, o PED reedita disputas históricas com a direção nacional. Parte do PT do Rio tenta novamente se insurgir e lançar candidatura própria ao governo do Estado. O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, lançou-se como um dos concorrentes do atual governador Sérgio Cabral e é apoiado por Vladimir Palmeira e pelo deputado Carlos Santanna. No entanto, o destino é quase certo: &#8220;Se a direção do PT não concordar, acabou&#8221;, afirma o líder do PT na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (SP), que acrescenta que não existe PT do Rio ou de São Paulo, &#8220;só existe o PT nacional&#8221;.</p>
<p>No PED do domingo, dos cinco candidatos a presidente estadual, dois apoiam a proposta de Lindberg e um a da aliança com Garotinho. O prefeito alega que, para Dilma, uma candidatura independente seria o melhor dos mundos, já que, teoricamente, ela teria três palanques no Estado: PT, PMDB e PR de Garotinho. Com entusiasmo, Lindberg diz já ter o apoio do PDT, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e do PSC. &#8220;O PT está muito submisso, mendigando no pé do PMDB&#8221;, afirmou o prefeito.</p>
<p>Lindberg garante que ainda não foi pressionado pela direção nacional. &#8220;Lula até hoje não falou nada&#8221;. Mas admite já ter tido conversas com o deputado federal Ricardo Berzoini (SP) e com o ex-ministro José Dirceu. &#8220;Mas eles não me pressionam porque sabem que não adianta&#8221;. Aliado do prefeito na luta pela candidatura, Vladimir Palmeira, que, em 1998, após vencer a candidatura regional para governador, teve que abandonar o projeto e engolir uma aliança com o PDT de Brizola e Garotinho, acredita no projeto de Lindberg. &#8220;O Cabral não cumpriu nenhuma das cinco promessas que nos fez&#8221;, reclama Palmeira. Entre elas a de dar acesso ao núcleo do poder e de não fazer indicações na secretaria dada ao partido. Palmeira também acredita que o PT nacional desta vez não vai se intrometer. &#8220;Eles vão ter que brigar com o PT de Minas, do Rio Grande do Sul e da Bahia&#8221;.</p>
<p>Carlos Santanna, deputado federal mais antigo do PT no Rio, com cinco mandatos é mais radical: &#8220;O PT do Rio é um partido de cartório, que não participa da luta da sociedade. Temos que ter posição&#8221;. Santanna está otimista quanto à vitória do grupo que apoia Lindberg. &#8220;Nós vencemos duas vezes nas eleições para o tempo de TV&#8221;, referindo-se às votações na executiva e no diretório que deu ao prefeito direito a 30 das 40 inserções que o PT do Rio terá na programação dos canais abertos de TV a partir de quarta-feira.</p>
<p>Há, no entanto, quem discorde de Lindberg. O deputado federal Antonio Carlos Biscaia é a favor da aliança com o governador Cabral. &#8220;Vejo aspectos positivos no governo, mas não gosto do lado impositivo que não negocia a candidatura e diz que a chapa será Cabral, Pesão e Picciani&#8221;. No entanto, o deputado acredita que a aliança é melhor para o partido. Biscaia ainda levanta dúvidas sobre o projeto de Lindberg. &#8220;Mesmo que o grupo dele vença, temos que ver qual a real intenção. Pode ser que depois, queira negociar&#8221;, questionou. Biscaia, no entanto, afirma que a decisão do PT do Rio deve ser respeitada &#8211; &#8220;Não admito intervenção nacional&#8221;.</p>
<p>Vaccarezza, acredita que esta intevenção não vai ser necessária . &#8220;É apenas uma vontade do Lindberg. Tenho a sensação de que a aliança com Cabral sairá vitoriosa no domingo&#8221;, diz o deputado.</p>
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		<title>Constrangimento ao PSDB tem lucro eleitoral, irritação faz mal à saúde do impaciente</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas



 

Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR
Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas</strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong> </strong></span><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" alt="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua candidatura a presidente, se o nome a ser indicado pelo PSDB for o do governador de Minas Gerais. Na prática, isso significaria o afastamento de Ciro da candidatura oficial do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>Ciro já havia manifestado, em julho, a intenção de abrir mão de sua candidatura e apoiar Aécio Neves, na hipótese de o governador vir a ser o candidato do PSDB. À época, a declaração foi tomada apenas como provocação ao governador de São Paulo, José Serra, o mais provável candidato dos tucanos a presidente. Para Aécio, receber novamente Ciro em Belo Horizonte era mais um capítulo da disputa que trava com Serra. Mas a situação de Ciro mudou bastante desde julho passado.</p>
<p>Nesse período, Ciro manteve sua candidatura presidencial, apesar de um apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PSB de apoio à candidatura única dos partidos aliados (Dilma), e transferiu o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, deixando em aberto a possibilidade de concorrer ao governo do Estado. A gestão de Ciro ficou a cargo do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que coordena o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido. Em pelo menos duas ocasiões o presidente petista foi acionado para &#8220;conter&#8221; o deputado cearense.</p>
<p>Na primeira, Ciro exigia uma rápida definição do PT sobre sua eventual candidatura ao governo de São Paulo. Os petistas pediram tempo para aparar as arestas internas esperadas em decorrência do lançamento de um candidato (Ciro) de outro partido (o PSB).</p>
<p>O PT tem outros nomes que podem ser indicados, como o do deputado Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e de Emídio de Souza, prefeito de Osasco, por exemplo. A ex-prefeita Marta Suplicy também havia defendido a candidatura própria, tendo especificado o nome de Palocci, e precisava ser &#8220;conversada&#8221; para apoiar a estratégia do presidente Lula para São Paulo.</p>
<p>O tempo passou e o PT não se manifestou, como esperava Ciro. O deputado voltou a exibir sinais de impaciência com o partido, que preferiu então jogar o problema para o presidente Lula. A conversa do presidente com o ex-ministro da Integração Nacional não foi muito diferente.</p>
<p>Fontes do PSB, por outro lado, contam que o flerte de Ciro Gomes tem dois objetivos: jogar para dentro do PSDB, partido ao qual já foi filiado, a fim de demonstrar que Aécio é capaz de reunir mais apoios que o governador José Serra; e o segundo, estabelecer uma cabeça de ponte em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Se conseguir dividir o eleitorado mineiro, Ciro poderia anular a diferença a ser obtida por Serra em São Paulo.</p>
<p>Ao manter Ciro como pré-candidato, o PSB aumenta seu poder de negociação com o partido líder da aliança que atualmente apoia o governo. Também se resguarda em relação à possibilidade de que Dilma Rousseff não viabilize sua candidatura a presidente. O PT esperava resposta melhor da ministra nas pesquisas, devido a ampla exposição a qual foi submetida, após ter recebido alta hospitalar. Ciro, por seu turno, mantém-se à frente ou empatado tecnicamente com Dilma. O governador José Serra, líder nas pesquisas, acha que Ciro é mais candidato a presidente que a governador do Estado.</p>
<p>Entre as declarações que Ciro fez em Belo Horizonte, uma especialmente chamou a atenção dos petistas: a de que Aécio é o candidato que pode &#8220;convocar todos os brasileiros decentes, de todos os partidos, como faz em Minas, e celebrar um projeto de país que dê avanço ao que o presidente Lula representou&#8221;. Para o presidente Lula e o PT, o candidato descrito por Ciro Gomes tem um outro nome. Chama-se Dilma Rousseff. O governador Aécio, depois de ter dado um prazo para o PSDB se definir (15 de janeiro) abandonou o discurso do pós Lula e passou a atacar o governo, na expectativa de melhorar sua posição relativa entre os tucanos.</p>
<p>Ontem, em São Paulo, o governador José Serra evitou comentar a aproximação entre Aécio Neves e Ciro Gomes. Depois de vistoriar obras de ampliação do metrô de São Paulo, Serra negou-se a falar sobre política, mas disse aos jornalistas que eles poderiam fazer perguntas sobre o assunto, se quisessem. Porém, adiantou que não iria responder.</p>
<p>Questionado sobre o encontro de entre Aécio e Ciro, o governador paulista disse que não caberia a ele comentar. &#8220;Não tem nenhum comentário. O Aécio tem o direito de ver as pessoas que ele quiser. A mim não cabe comentar&#8221;, afirmou. (Com agências noticiosas)</p>
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		<title>O erro de Serra e Aécio é evitar a &#8220;contaminação&#8221;do governo FHC, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário, diz Merval Pereira</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Passo em falso
Merval Pereira &#8211; O Globo
A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span style="font-size: x-large;">Passo em falso</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Merval Pereira &#8211; O Globo</span></h2>
<p>A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser o escolhido do PSDB, é mais uma prova exemplar de como nosso sistema partidário é caótico, gerando governos eleitos sem uma mínima base parlamentar que lhes dê sustentação política efetiva.</p>
<p>Ciro foi de diversos partidos, inclusive da Arena no tempo da ditadura, mas teve sucesso político no PSDB, pelo qual chegou a ser ministro da Fazenda na transição do governo Itamar Franco para o primeiro governo de Fernando Henrique.</p>
<p>Esse período serviu também para que se tornasse adversário ferrenho tanto do ex-presidente quanto de José Serra, a quem, pela gana que tem, deve atribuir uma atuação decisiva para que não tenha continuado ministro da Fazenda.</p>
<p>A atuação de Aécio na tentativa de distender o ambiente político no pós-Lula tem sentido, mas ficou evidente que é uma tarefa quase impossível costurar alianças políticas com adversários figadais nesse período que antecede a eleição.</p>
<p>Ele já tentara uma aliança em Minas com o então prefeito petista de Belo Horizonte Fernando Pimentel para emplacar um candidato comum, Márcio Lacerda (PSB), e esbarrou na negativa do PT nacional.</p>
<p>Ao vetar a aliança na sua instância mais alta, depois que ela fora aprovada pelos diretórios regional e estadual, o PT mostrou que sua visão política é pragmática até certo ponto.</p>
<p>Aceita fazer acordos “até com o diabo”, mas não quer fortalecer uma eventual candidatura tucana à Presidência da República.</p>
<p>Aécio teve que se contentar com um apoio “informal” ao seu secretário, que acabou sendo eleito. Mas não ficou nada da aliança com o PT no estado.</p>
<p>Tanto que Pimentel é um dos coordenadores da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência e deve ser o candidato petista ao governo de Minas, com a tarefa de derrotar o governador Aécio, que pretende lançar seu super-secretário Antonio Anastasia.</p>
<p>Para aumentar as diferenças, a candidata oficial pretende ressaltar na campanha suas origens mineiras, embora tenha feito toda sua vida política e profissional no Rio Grande do Sul. Para não perder o controle político de Minas, caso não venha a ser candidato a presidente, Aécio terá que derrotar o petismo, que é forte no estado.</p>
<p>Mas, voltando à relação Ciro/ Aécio: é difícil acreditar que o PSB aceitaria sair da base petista para apoiar Aécio à Presidência, mesmo que Ciro assim o quisesse. Mais difícil ainda é aceitar que Ciro, desistindo do Planalto por Aécio, não se candidatará ao governo de SP, como quer Lula. E, candidatandose, não fará campanha agressiva contra Serra, que, nesse caso, seria candidato à reeleição.</p>
<p>Não é nem o caso de analisar as chances de vitória de Ciro em São Paulo, que são quase nulas em qualquer caso. Simplesmente os ataques de Ciro a Serra inviabilizariam o seu apoio a nível nacional a Aécio.</p>
<p>Portanto, essa estratégia do governador mineiro não serve para nada, a não ser para criar um ambiente de constrangimento dentro do seu partido.</p>
<p>A ideia central da candidatura de Aécio é a de que ele é mais agregador do que Serra, e que sua candidatura seria “mais ampla”, para usar as palavras do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que, de tão inábeis, podem ser tentativa pouco sutil de sinalizar a Serra que abra caminho para Aécio.</p>
<p>Mas, como vender essa imagem se ele não consegue conciliar em seu próprio partido? A busca de apoios em partidos que fazem parte da coligação governista, mas que são claramente peixes fora d’água, como PP e PTB, faz parte de um movimento correto para demonstrar sua suposta maior capacidade de agregar apoios.</p>
<p>Mas fazer provocação pública a seu concorrente e ao presidente de honra do PSDB, FH, em troca de nada, não parece uma estratégia adequada num momento capital como a definição da candidatura oposicionista.</p>
<p>É claro que deve haver alguma razão recôndita para que Aécio, um político experiente, tenha dado esse passo aparentemente em falso, quando encaminhava bem sua justa tentativa de ser escolhido pelo partido.</p>
<p>Talvez ele e seus assessores considerem que assim possa ser visto como um candidato desligado da história do PSDB, e que, por isso, não será apanhado na armadilha que o PT está armando, de comparar os governos de FH e de Lula.</p>
<p>Estaria incorrendo num erro que pode ser fatal, o mesmo em que incorreram Serra e Alckmin, os dois tucanos batidos por Lula: evitar a “contaminação” do governo FH, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário.</p>
<p>O mesmo erro Serra está cometendo novamente, na tentativa de se mostrar uma alternativa confiável para eleitores de esquerda que eventualmente possam estar insatisfeitos com a escolha de Dilma.</p>
<p>Até o momento, mesmo admitindose que exorbita de seu poder para tentar colocar em pé a candidatura de Dilma, é o presidente Lula quem está fazendo tudo certo, apesar de ser o PSDB que tem em José Serra o candidato preferido do eleitorado até o momento.</p>
<p>A indefinição do PSDB, e sua divisão cada vez mais clara, contrastam com a unidade governista, mesmo que a candidata oficial seja ruim de voto e não tenha traquejo político.</p>
<p>O que alimenta o apoio de um amplo leque de partidos à sua candidatura é a crença na capacidade de Lula transformar em votos para sua candidata sua grande popularidade.</p>
<p>O PT, com sua gana de poder e seu programa esquerdista reafirmado, deveria ser um empecilho a esse apoio por parte de partidos que confiam em Lula, mas não no PT.</p>
<p>Mas o PSDB teria que lhes dar alguma segurança. Até o momento, não tem nem candidato nem proposta alternativa.</p>
<p>A propósito de informação de que o PSDB gastou R$ 160 milhões na campanha presidencial de 2006, dada na coluna de sábado, “Plutocracia”, recebi o seguinte esclarecimento do vicepresidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira: “A campanha do PSDB de 2006 custou cerca de R$ 83 milhões, e este número está na página do TSE. A confusão que leva ao erro pode ser a solicitação do TSE, que pediu ao PSDB para registrar, como doação do partido ao candidato, a parcela desses recursos que, segundo o TSE, deveriam estar explicitados como despesas específicas do candidato e não da campanha.</p>
<p>Assim, se trata de dupla contagem, pois o PSDB só arrecadou e só fez dispêndio na conta do Comitê financeiro”.<br />
<strong><br />
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br </strong></p>
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		<title>Dilma será diferente de Lula?</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Presidential politics in Brazil
Her master&#8217;s voice
Nov 12th 2009 &#124; SÃO PAULO
From The Economist print edition
Dilma Rousseff, Lula’s preferred successor, is a more interesting politician than she appears to be. But would she be different from her boss?
Reuters

WHEN Brazil’s president, Luiz Inácio Lula da Silva, identified Dilma Rousseff, his chief-of-staff, as his preferred successor in the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://photos-g.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs009.snc3/11655_175054494059_6013004059_2726817_3858954_n.jpg" alt="http://photos-g.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs009.snc3/11655_175054494059_6013004059_2726817_3858954_n.jpg" width="253" height="353" /><strong><em>Presidential politics in Brazil</em></strong></p>
<h1>Her master&#8217;s voice</h1>
<p>Nov 12th 2009 | SÃO PAULO</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">From <em>The Economist</em> print edition</span></h2>
<h2>Dilma Rousseff, Lula’s preferred successor, is a more interesting politician than she appears to be. But would she be different from her boss?</h2>
<div style="width: 400px;">Reuters</div>
<p style="text-align: center;"><img src="http://media.economist.com/images/20091114/4609AM1.jpg" alt=" " width="400" height="275" /></p>
<p>WHEN Brazil’s president, Luiz Inácio Lula da Silva, identified Dilma Rousseff, his chief-of-staff, as his preferred successor in the top job, the collective response of people who follow such things was a puzzled frown, as if perhaps there had been a misprint in the newspaper. Ms Rousseff had proved herself an able administrator. But if she had the natural political gifts required for electoral success in the world’s fourth-largest democracy they had been well hidden. Her campaigns for local office in Rio Grande do Sul, her political home, were unsuccessful. Her sentences go on for a long time and contain lots of subclauses. But she has one thing that nobody else in Brazilian politics has got: Lula’s unqualified backing. Given that the president’s approval ratings are still north of 80% as he enters the final year of his second term, this is worth a lot.</p>
<p>Despite their difference in manner, Ms Rousseff has become Lula’s political shadow. Her duties include the government’s “Growth Acceleration Programme”, which aims to mobilise investment of $301 billion in infrastructure between 2007 and 2010. So the two constantly traverse the country opening roads and the like, or even just announcing that they might be built.</p>
<p>Their views are impossible to tell apart. Her answers to questions about Brazil’s future tend to begin with the words, “President Lula’s government has…” before going on to list recent achievements. Her concern with keeping inflation low, her faith in the government’s wisdom to plan and “induce” economic activity, and her refusal to criticise undemocratic actions by other governments in the region, especially that of Venezuela’s Hugo Chávez, are identical to the president’s. So it is slightly surprising that she only switched her political allegiance to the Workers’ Party, a vehicle built around Lula, nearly two decades after it was founded.</p>
<p>Though it has been smothered recently, Ms Rousseff in fact has an interesting political identity of her own. Born to a Bulgarian immigrant father and a teacher in Belo Horizonte, the capital of Minas Gerais, her childhood was much more comfortable than Lula’s. But she became a middle-class radical, involving herself in the far-left resistance to the military governments that ruled Brazil for two decades from 1964. Quite what she did is the subject of some mythmaking. But it seems that she helped to plan a celebrated robbery in which a gang stole $2.4m from the safe of Adhemar de Barros, a former governor of São Paulo (who rejoiced in the tag “he steals but gets things done”).</p>
<p>Her punishment was real enough. She suffered torture by electric shock for 22 days and was jailed for almost three years. Ms Rousseff does not talk about this much, and her language when discussing the military government is surprisingly detached. She talks about how “possibilities shrink” and “life becomes impoverished for everyone” under a dictatorship.</p>
<p>With democracy restored, Ms Rousseff (who has been married and separated twice) settled down to a career in public administration. Her success as state energy secretary in Rio Grande do Sul at a time of electricity shortages brought her to Lula’s attention. As his first energy minister, she gained a reputation with businessmen as a tough, but fair, negotiator. She was promoted to chief-of-staff when the incumbent was felled by a vote-buying scandal, in 2005. Lula appears to credit Ms Rousseff with getting his government back on its feet again after it nearly fell apart.</p>
<p>Like Lula, Ms Rousseff’s political views have mellowed. “You can’t be fundamentalist about anything,” she says while discussing the government’s wish that equipment used to extract oil from new offshore fields should be made in Brazil. “We respect contracts—we are part of the West,” she adds, explaining that she would honour the terms on which foreign oil firms currently operate in Brazil. She describes herself now as a “Brazilian democratic socialist”. She wants to reform the state to make it more effective but not smaller.</p>
<p>Asked whether a technocrat like her can be elected president, she replies “I think so.” Her task before the election next October is contradictory. She needs to stick close enough to Lula to benefit from the heat he radiates, while distancing herself enough to convince voters that she is her own woman. The opinion polls have Ms Rousseff lagging the opposition’s José Serra by between 15 and 20 points. Neither of them has officially declared their candidacy yet, and the campaign will start in earnest only in April. The question that Ms Rousseff will have to ponder is whether seamless continuity is indeed the path to the presidency.</p>
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		<title>Meta de Serra equivale à que Lula examina</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[MARCELO LEITE COLUNISTA DA FOLHA
Caso o objetivo do governador tucano José Serra tenha sido diferenciar-se de Lula em sua política para a mudança do clima, já pode dizer que está para o presidente como Arnold Schwarzenegger para George W. Bush. Repete-se aqui fenômeno já observado nos EUA, onde alguns governadores se adiantaram ao governo central [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://4.bp.blogspot.com/_d-4qNUTW_MA/Sda3f5fwKRI/AAAAAAAAAAM/L6k1pPk1Tg0/s320/efeito_estufa.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_d-4qNUTW_MA/Sda3f5fwKRI/AAAAAAAAAAM/L6k1pPk1Tg0/s320/efeito_estufa.jpg" /><span style="background-color: #ffff99;">MARCELO LEITE COLUNISTA DA FOLHA</span></h2>
<p>Caso o objetivo do governador tucano José Serra tenha sido diferenciar-se de Lula em sua política para a mudança do clima, já pode dizer que está para o presidente como Arnold Schwarzenegger para George W. Bush. Repete-se aqui fenômeno já observado nos EUA, onde alguns governadores se adiantaram ao governo central nessa matéria.<br />
A questão é saber se os eleitores potenciais de Serra, numa disputa com a quase candidata petista Dilma Rousseff, perceberão a diferença. E, também, se a diferença aparente sobreviverá até o fim desta semana.<br />
Quem só tiver ouvido falar de percentuais de cortes nas emissões de gases do efeito estufa poderá sair com a impressão de que Serra ficou aquém de Lula. O primeiro fala em reduzir 20% desses gases até 2020. O segundo ainda não falou com clareza, mas pode anunciar corte em torno de 40% na sexta-feira.<br />
As contas partem de premissas e referências diversas. O governo paulista esclarece que os 20% se aplicam sobre o nível de emissões em 2005. Se tudo der certo, o Estado chegaria ao final da próxima década lançando 24 milhões de toneladas a menos de CO2 na atmosfera.<br />
A meta que o governo federal está para anunciar, por seu lado, representa só um desvio de trajetória. Projeta-se quanto o país estará produzindo de gases-estufa em 2020 e aplica-se um percentual de redução sobre esse montante. A conta não resulta necessariamente numa diminuição absoluta em relação ao que se emite hoje.<br />
É mais ou menos como planejar um regime. Se entrar em 2010 pesando 95 kg e tiver engordado 4 kg por ano nos últimos tempos, esse ritmo me levará a 135 kg em 2020.<br />
Fixando a meta de não engordar 40% disso, em dez anos estarei pesando 81 kg -ou 14 kg a menos que na partida. No entanto, caso adote meta abaixo disso, digamos 20%, meu peso final será 108 kg, ou 13 kg a mais do que hoje.<br />
Serra optou pela silhueta vista no retrovisor. Quer São Paulo com menos peso que em 2005. Não importa quanto tenha engordado de lá para cá. Nesse sentido, parece uma meta mais corajosa que a de Lula.<br />
Além disso, os 20% já prometidos por Lula estão quase garantidos. Basta prosseguir na rota de redução das taxas nacionais de desmatamento, que responde por mais da metade das emissões brasileiras.<br />
Como o desmate se concentra na Amazônia, São Paulo não conta com essa fruta ao alcance da mão. O esforço precisará envolver vários setores -agropecuária, energia, transportes, indústria. Cada um dará sua contribuição; alguns poderão até emitir mais, desde que outros compensem a diferença.<br />
A coisa muda um pouco de figura se Lula adotar os 40% sexta. Neste caso, precisará da mobilização de outros setores.<br />
Não se sabe ao certo quanto o país emitiu em anos recentes. Serra usa o valor de 2 bilhões de toneladas de CO2 emitidas nacionalmente no ano 2005. O dado consta de um estudo realizado na USP de Piracicaba pelo pesquisador Carlos Cerri.<br />
Projeções de um grupo de especialistas conhecido como Rede Clima indicam que o Brasil possa chegar a 2020 emitindo 2,7 bilhões de toneladas de CO2. Adotada a meta superior, de 40%, isso cairia para 1,62 bilhão em uma década. Menos, portanto, que as emissões de 2005 (2 bilhões de toneladas), mas um valor quase idêntico ao que se alcançaria se aplicada a regra de Serra (menos 20%, o mesmo 1,6 bilhão). Empate.<br />
Atente agora para as escalas de grandeza. Serra fala em 24 milhões de toneladas de redução em 2020. Lula, se anunciar 40%, estará prometendo mais de 1 bilhão de toneladas de corte. Ou seja, 45 vezes mais.<br />
Essa é a grande diferença entre as propostas de Serra e Lula (ou melhor, por ora, ainda de Carlos Minc, seu ministro do Meio Ambiente): o peso do desmatamento e de governar um país inteiro.<br />
Embora seja a coisa certa a fazer, não será fácil continuar represando o desflorestamento. O governo federal leva a culpa, sempre, mas quem desmata são madeireiros, grileiros e fazendeiros partidários do atraso. Sob as vistas grossas de governadores da Amazônia.<br />
Esse problema Serra não tem. Sai à frente de Lula, no que já se chamou de &#8220;efeito Marina Silva&#8221;, fixando a meta em lei, e não num plano ainda indeterminado, como o do governo federal. Serra governa um Estado, contudo, em que a própria comunidade empresarial já demanda a mudança de rumo. E só precisará exigir ações dos produtores a partir da conclusão do inventário estadual. Em 2011, quando já não será governador -talvez.<br />
Quem quer que vença o pleito presidencial terá um problema bem maior que o paulista pela frente. Não só pelo tamanho e a diversidade do Brasil, mas porque nenhum acordo significativo de reduções sairá de Copenhague, mês que vem.<br />
O novo tratado para enfrentar a mudança do clima ficará para dezembro de 2010. O novo presidente terá então de sentar-se com Estados Unidos e China à mesa de negociação. Situação bem menos confortável que a de um palanque.</p>
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