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	<title>Blog do Favre &#187; dinheiro</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8221;Não deixem mercado ditar o câmbio&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 11:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ganhador do Nobel em 2001, Spence defende controle de capital e fala do novo documento da Comissão do Crescimento
 

Fernando Dantas &#8211; O Estado SP
Para Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, o Brasil não deveria deixar os mercados, &#8220;como o seu histórico recente de fazer tudo errado&#8221;, determinar livremente o valor do real. Ele defende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ganhador do Nobel em 2001, Spence defende controle de capital e fala do novo documento da Comissão do Crescimento</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.pbase.com/forumweb/africa07&amp;page=18"> <img class="display aligncenter" src="http://k43.pbase.com/g6/73/577473/2/80550895.vDVyL4WL.jpg" border="0" alt="Michael Spence.JPG" width="554" height="370" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Fernando Dantas &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Para Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, o Brasil não deveria deixar os mercados, &#8220;como o seu histórico recente de fazer tudo errado&#8221;, determinar livremente o valor do real. Ele defende mecanismos de controle de entradas de capital para evitar a sobrevalorização cambial.</p>
<p>Spence, que ganhou seu Nobel em 2001, junto com Joseph Stiglitz e George Akerlof, está à frente da chamada Comissão do Crescimento (Growth Commission), um painel de economistas do mundo todo (incluindo o brasileiro Edmar Bacha) que elaborou um relatório de recomendações para países emergentes sobre como obter o crescimento rápido e sustentado por longos períodos. O relatório foi divulgado em junho de 2008, logo antes da crise, e foi visto como uma versão flexibilizada do Consenso de Washington, combinando crença nos mercados com maior destaque ao papel do Estado.</p>
<p>Agora, a Comissão acaba de divulgar um novo documento, que atualiza o relatório à luz das lições da crise global. O novo relatório recomenda que os países emergentes garantam parte do mercado financeiro para as instituições nacionais, e que sejam restritivos em relação aos produtos financeiros complexos que deflagraram a crise no mundo desenvolvido. A seguir, a entrevista:</p>
<p><strong>Como o sr. vê a questão da sobrevalorização cambial em alguns países, como o Brasil, na saída da crise?</strong></p>
<p>Todos os países em desenvolvimento que tiveram alto crescimento, sustentado por um longo período, administraram as suas moedas em alguma medida. Especialmente num ambiente volátil como o atual, faz todo o sentido fazer algum julgamento sobre quais são os níveis razoáveis. É claro que se pode exagerar, mas não acho que a coisa mais sensata a se fazer seja apenas ficar sentado e deixar os mercados de capitais, com o seu histórico recente de fazer tudo errado, valorizarem a sua moeda. Há várias formas de se intervir: pode-se tributar os fluxos de capital, com taxas que caiam se o dinheiro permanecer algum tempo, e pode-se aumentar as reservas e investir no exterior, invertendo o fluxo de capitais, como a China faz.</p>
<p><strong>E o que há de ruim na valorização?</strong></p>
<p>Basicamente, reduz-se o crescimento. No caso brasileiro, acho que um dos maiores desafios é manter os recentes avanços no mercado de trabalho para pessoas que são pobres. Uma boa parte do crescimento dos países em desenvolvimento deriva de empregar em melhores postos de trabalho pessoas que estão em atividades de produtividade muito baixa. Num país com a renda do Brasil, boa parte disso se dá em setores que atendem o mercado doméstico, mas o setor exportador ainda é suficientemente importante para que se deva tomar cuidado com oscilações muito fortes da moeda. Porque, se os investidores tiverem a sensação de que o câmbio é muito volátil, adiciona-se mais um risco e se desincentiva o investimento.</p>
<p><strong>Quais são as novas recomendações para o setor financeiro dos países emergentes?</strong></p>
<p>Em primeiro lugar, apesar de ser bom que um país tenha instituições estrangeiras no seu setor financeiro, o que se viu nessa crise é que essas instituições basicamente obedecem ao governo e ao banco central dos seus próprios países. Assim, se tiverem uma presença grande demais num determinado país, elas não atuarão como parceiras do governo local, da mesma forma que as instituições nacionais o farão, na hora em que o país implementa sua estratégia para lidar com a crise. A segunda recomendação é que nós realmente não conhecemos aqueles ativos complexos que levaram à crise nos países ricos, e que deve-se ir devagar com eles. Uma fator positivo dos países em desenvolvimento nessa crise é que a presença desses ativos complicados era quase nenhuma, desprezível. Foi uma coisa boa que eu manteria.</p>
<p><strong>O sr. teme que a crise leve à rejeição do modelo de crescimento baseado na abertura para os mercados globais, defendido nos relatórios da Comissão do Crescimento?</strong></p>
<p>Bem, a nossa visão foi de que houve uma enorme falha nos sistemas financeiros dos países avançados. De fato, ela poderia ser interpretada como uma falha mais ampla dos mercados e do capitalismo, e nos preocupamos com isso. Mas eu não acho que, entre os maiores e mais bem-sucedidos países em desenvolvimento, vá haver uma grande mudança na orientação da política econômica. Esses países hoje têm um entendimento bem profundo sobre a importância do dinamismo do setor privado para puxar o crescimento, e sobre o papel do governo de garantir um ambiente estável para que aquilo ocorra. Eu suspeito que, se houver erros desse tipo, é mais provável que eles aconteçam em países pobres, nos quais o modelo de crescimento não está muito bem estabelecido ainda e onde a política e a economia política são menos estáveis.</p>
<p><strong>Por que esses países são mais vulneráveis?</strong></p>
<p>Porque eles realmente não têm os mecanismos de defesa e as vantagens que países como o Brasil têm, como um governo que pode gastar mais dinheiro, esquemas de redistribuição de renda, um banco central altamente competente, um setor privado vibrante. Eu acho que Brasil, China e Índia terão uma recuperação muito boa, mas estou mais preocupado com alguns dos países menores e mais pobres.</p>
<p><strong>Qual o risco de um retorno do protecionismo no mundo pós-crise?</strong></p>
<p>É uma reação compreensível. Quando você diz aos cidadãos de um país que vai haver um grande déficit público, e que os filhos deles vão pagar no futuro por isso, as pessoas podem até concordar, mas desde que os benefícios do impulso fiscal retornem para o próprio país, e não se transformem em importações. Um dos grandes desafios pós-crise, portanto, é o de evitar que isso aconteça. O G-20, que se tornou uma grande voz de coordenação de políticas econômicas, posicionou-se contra o protecionismo, o que é muito bom. Outro problema é que os países vão disputar &#8220;market-share&#8221; (parcelas de mercado) nessa saída da crise. Há um déficit muito grande na demanda agregada global, porque o consumidor americano está poupando mais, por causa das finanças familiares deterioradas. Assim, as estratégias de crescimento de todo mundo não podem dar resultado ao mesmo tempo. Nesse jogo de ganhar market-share, Brasil, China e Índia devem se dar muito bem. Mas outros países, menos bem sucedidos, podem apelar para o protecionismo. Dessa forma, recuperar a demanda agregada global também evita o protecionismo.</p>
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		<title>FMI deveria ajudar o Brasil a enfrentar fluxo de capitais</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 13:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Mundo precisa de uma abordagem menos doutrinária sobre capital estrangeiro, e discutir o IOF sobre remessas sinalizaria que o Fundo pode facilitar essa mudança
ARVIND SUBRAMANIAN E JOHN WILLIAMSON DO &#8220;FINANCIAL TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP
A ação brasileira ao impor um tributo sobre certas formas de fluxo de capital estrangeiro, a fim de controlar a alta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_xcRgmIBw_U0/SssrNa2rErI/AAAAAAAACpQ/6elvFEJTvO4/s400/brasil-FMI.gif" alt="http://2.bp.blogspot.com/_xcRgmIBw_U0/SssrNa2rErI/AAAAAAAACpQ/6elvFEJTvO4/s400/brasil-FMI.gif" /><strong> </strong></p>
<p><strong>Mundo precisa de uma abordagem menos doutrinária sobre capital estrangeiro, e discutir o IOF sobre remessas sinalizaria que o Fundo pode facilitar essa mudança</strong></p>
<p><span style="background-color: #ffff99;">ARVIND SUBRAMANIAN E JOHN WILLIAMSON DO &#8220;FINANCIAL TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP</span></p>
<p>A ação brasileira ao impor um tributo sobre certas formas de fluxo de capital estrangeiro, a fim de controlar a alta da moeda do país, tem grande importância, prática e simbólica.<br />
O valor simbólico está no fato de que a decisão sinaliza o fim da era em que os mercados emergentes viviam enamorados dos financiamentos estrangeiros e na expressão de uma disposição de agir para moderar fluxos de capital externo. Em termos práticos, a importância está na ampliação do arsenal de que os países podem dispor para moderar o superaquecimento de suas economias. O caso serve como boa ilustração do tipo de medida que as autoridades econômicas podem usar para deter um superaquecimento incipiente nos preços dos ativos.<br />
A resposta do FMI (Fundo Monetário Internacional) à medida foi cálida ou até ligeiramente negativa. Um importante dirigente da instituição afirmou que &#8220;esse tipo de imposto oferece alguma margem de manobra, mas nem tanto, e por isso os governos não deveriam se sentir tentados a postergar ajustes mais fundamentais. Em segundo lugar, implementar esse tipo de taxa é muito complexo, porque ela precisa ser aplicada a todos os possíveis instrumentos financeiros&#8221;; ele acrescentou que esse tipo de imposto se havia provado &#8220;poroso&#8221; em diversos países.<br />
A resposta é decepcionante não porque esteja errada, mas porque reflete que a abordagem intelectual do FMI quanto à globalização das finanças continua a mesma. Essa abordagem sempre envolveu desaprovação implícita a esse tipo de medida, por meio de apelos aos países para que tomem medidas complementares (melhor governança empresarial, reforço de regulamentações financeiras etc.), a fim de preservar influxos estrangeiros, que o FMI vê como sacrossantos.<br />
Para os países de mercado emergente, o problema vem sendo o de que nem sempre é fácil implementar medidas como essas em curto prazo, de modo que a questão prática premente do que fazer quanto aos influxos excessivos persiste, e não há muita orientação do FMI quanto a respostas.<br />
Taxas sobre os fluxos de capital têm seus problemas, mas isso não é argumento contra elas. Nenhuma pessoa sensata acredita que taxas não devam ser impostas porque podem ser, e serão, sonegadas. Em lugar disso, seria necessário procurar as melhores maneiras de ordenar essas medidas (a base deveria ser o preço ou a quantidade?<br />
Que espécie de influxo deve ser visado preferencialmente, para títulos de dívida ou de capital? Qual é a duração mais efetiva para essas limitações? Quando elas devem ser retiradas?), de modo a que os benefícios sejam maximizados, e os riscos, minimizados.<br />
Em lugar de continuar recebendo medidas como essa com um banho de água fria, o FMI deveria considerar que elas oferecem uma oportunidade intelectual. Deveria continuar a apoiar os países em sua busca de fluxos de capital mais abertos, como objetivo estrutural, de longo prazo. Mas também é preciso que reconheça que surtos de alta no fluxo de capitais podem representar um sério desafio macroeconômico, capaz de requerer resposta cíclica diferenciada.<br />
Para os mercados emergentes, o arsenal de medidas de política econômica contra crises futuras precisa abarcar medidas de restrição em forma contracíclica do crescimento de crédito e do endividamento, especialmente as altas no influxo de capital. O motivo mais importante para que o FMI leve a sério a medida tomada pelo Brasil se refere a ideologia e narrativa.<br />
Se a crise mundial deriva, em parte, de um sistema de crenças que elevava de maneira indevida o status das finanças, o FMI contribuiu, de forma explícita ou implícita, para que fosse santificado o capital estrangeiro. Isso impôs um custo pesado, e subestimado, aos países de mercado emergente: caso tomassem medidas de restrição ao fluxo de capital, corriam o risco de ser vistos como avessos ao livre mercado e imprudentes em suas políticas econômicas.<br />
Ao reconhecer que, em certos casos, limitações sensatas aos fluxos podem ser uma resposta de política econômica pragmática e razoável, o Fundo eliminaria o estigma de aversão ao livre mercado que ações como as empreendidas pelo Brasil correm o risco de sofrer.<br />
De fato, o medo desse estigma fica evidente na recente medida brasileira: as magnitudes são pequenas, e o Brasil vem se esforçando por enfatizar a natureza temporária das limitações e as duas coisas fazem com que o mercado leve a medida menos a sério, o que prejudica sua eficiência.<br />
Caso o estigma não existisse, o imposto sobre o fluxo poderia ter sido definido de forma melhor e aplicado com mais confiança, a fim de garantir sua efetividade. O mundo precisa de uma abordagem menos doutrinária quanto aos influxos de capital estrangeiro. Ajudar o Brasil em sua decisão, em lugar de divulgar uma resposta negativa, sinalizaria que o FMI está desempenhando papel construtivo para facilitar essa mudança.<br />
<strong><br />
ARVIND SUBRAMANIAN e JOHN WILLIAMSON são pesquisadores sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional.</strong></p>
<p><em>Tradução de PAULO MIGLIACCI</em></p>
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		<title>Brasil é o que mais subiu em ranking de finanças globais</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 11:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[País supera Estados Unidos e Reino Unido em classificação de estabilidade do sistema financeiro
 

Gustavo Chacra, CORRESPONDENTE NOVA YORK &#8211; O Estado SP
A economia brasileira foi a que mais evoluiu no ranking de desenvolvimento financeiro elaborado pelo World Economic Forum (WEF), que teve como principal responsável o professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>País supera Estados Unidos e Reino Unido em classificação de estabilidade do sistema financeiro</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_myxN-cbcmLI/SCbgATVeeMI/AAAAAAAAAEk/wl1RZBz9BQ8/s400/moneycogs.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_myxN-cbcmLI/SCbgATVeeMI/AAAAAAAAAEk/wl1RZBz9BQ8/s400/moneycogs.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Gustavo Chacra, CORRESPONDENTE NOVA YORK &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A economia brasileira foi a que mais evoluiu no ranking de desenvolvimento financeiro elaborado pelo World Economic Forum (WEF), que teve como principal responsável o professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini, considerado o guru da atual crise global, pelo acerto em suas previsões.</p>
<p>Na apresentação do relatório ontem em Nova York, Roubini e demais economistas da entidade destacaram o exemplo positivo do Brasil como sinal de que os emergentes ganham força nas finanças mundiais. Já os americanos e as economias desenvolvidas teriam sido os principais perdedores na crise. Em outra classificação da entidade, que mede a estabilidade do sistema financeiro, o Brasil supera os EUA e o Reino Unido.</p>
<p>Subindo seis posições no ranking de desenvolvimento financeiro, o Brasil ocupa a 34ª posição e tem 3,46 pontos numa escala estabelecida pelo WEF. O Reino Unido, em primeiro lugar, tem 5,28. Já a Venezuela, em último, 2,52. De 55 economias pesquisadas, a brasileira conquistou mais pontos: 0,18.</p>
<p>Com algumas poucas exceções, como a Austrália, os países desenvolvidos apresentaram fortes quedas no índice. Os EUA, que deixaram o topo da lista para ocupar o terceiro lugar, apresentou acentuada redução de 0,73 pontos. A medição leva em conta 120 variáveis, atribuindo pesos ao ambiente de negócios e institucional, estabilidade financeira e a dimensão do mercado de capitais.</p>
<p>&#8220;Os países em desenvolvimento exibiram bom resultado no pilar de estabilidade financeira do índice. Esse resultado se deve ao aprendizado em erros de crises do passado, apesar de, para alguns, isso se dever à relativa falta de complexidade e de integração global de seus sistemas financeiros&#8221;, disse Roubini.</p>
<p>O Brasil, apesar da evolução no ranking geral de desenvolvimento financeiro e da excelente classificação no ranking de estabilidade financeira, obteve desempenho fraco em outros &#8220;pilares&#8221;. O ambiente institucional brasileiro está apenas na 42ª colocação. Na área de ambiente de negócios, o Brasil se situa em posição ainda pior &#8211; 47ª -, atrás de países como o Egito, a Argentina e a Colômbia. No acesso a serviços financeiros não bancários, o Brasil ocupa o 15º lugar, enquanto na área bancária está na 34ª. O estudo aconselha o governo brasileiro a melhorar também nas áreas legal e regulatória, e também ressalta o desrespeito a contratos no País.</p>
<p>Os Estados Unidos &#8211; país que mais pontos perdeu no ranking deste ano ante o do ano passado &#8211; enfrentam problemas na área de estabilidade financeira, ocupando uma medíocre 38ª colocação. O país apenas se mantém na terceira colocação porque apresenta desempenho positivo nos outros setores, especialmente o de intermediação financeira.</p>
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		<title>A retomada econômica e os iates de luxo</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 11:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gilles Lapouge * &#8211; O Estado SP
Não se sabe se a retomada econômica é para hoje ou amanhã. Alguns políticos acham que ela se aproxima, mas os melhores especialistas da Europa, reunidos em Aix, jogaram um balde de água gelada nos otimistas: em um ano, o desemprego aumentou 40% nos países ricos. De 2007 a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.boatbookings.com/temp/oasis-lurssen-1-main.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.boatbookings.com/temp/oasis-lurssen-1-main.jpg" width="555" height="370" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gilles Lapouge * &#8211; O Estado SP</p>
<p>Não se sabe se a retomada econômica é para hoje ou amanhã. Alguns políticos acham que ela se aproxima, mas os melhores especialistas da Europa, reunidos em Aix, jogaram um balde de água gelada nos otimistas: em um ano, o desemprego aumentou 40% nos países ricos. De 2007 a 2010, esses países terão 26 milhões de desempregados a mais. Como esperar uma retomada diante disso?</p>
<p>Mas o economista Olivier Jay destaca três &#8220;boas notícias&#8221;: os Estados Unidos, a China e o Brasil. Na sua opinião, os EUA já estão saindo do precipício, mas parece que ele é o único que pensa assim. As duas outras boas notícias são mais fundamentadas: a China resiste. &#8220;E o Brasil é a grande surpresa&#8221;, diz. &#8220;Sua economia se sustenta graças à combinação de um rigor orçamentário e uma política social-democrata de apoio à renda&#8221;.</p>
<p>Dentro de um mês, vai se realizar em Cannes a 32ª feira de iates de luxo. É um dos eventos mais seletos das fortunas mundiais. Luxo, esbanjamento, insolência e frivolidade se comprimem no cais de Cannes.</p>
<p>Mas será que os bilionários vão se precipitar a Cannes, como ocorre sempre? Chegou-se a temer que ela seria anulada, pois o mercado de barcos de luxo despencou de 50% para 60% em 2009.</p>
<p>Mas, após muita hesitação, o Salão vai ser aberto na data prevista. Só que, pela primeira vez, os bilionários se fazem de rogados. Houve duas hecatombes no círculo dessa gente riquíssima. Os primeiros a serem atingidos pela crise foram os russos e ucranianos. Portanto, nada de russos este ano. Há alguns anos eles eram os principais interessados, e competiam pela compra do barco mais incrível.</p>
<p>No lugar deles, os organizadores estão de olho nos italianos e nos franceses. O que prova a que ponto chegou o pessimismo. Claro que na França e na Itália, como na Rússia, nos Estados Unidos e no Brasil, existem fortunas fabulosas. Mas este ano, os ricaços estão se escondendo. E compreende-se: há seis meses os luxuosos patrões franceses estão despedindo muitos dos seus empregados, fechando ou transferindo suas fábricas, pedindo ajuda do Estado. Seria chocante se, ao mesmo tempo, fossem vistos na esplanada de Cannes comprando iates de marajás.</p>
<p>Acredita-se, assim, que o Salão será menos frenético. Certamente lá poderão ser vistos belíssimos iates. Mas no geral a principal atração do evento é o desfile de bilionários em visita a esses fabulosos barcos. Ocorre que neste ano eles estão receosos. Mesmo se comprarem um barco, o farão às escondidas. Estão discretos, tímidos. É o cúmulo! A organização do Salão em Cannes já preveniu oficialmente: &#8220;este ano será impossível vê-los. Eles chegarão de helicóptero ao ponto mais próximo do pontão. Visitarão o barco que pretendem comprar e em seguida partirão&#8221;. Talvez até alguns desses compradores se disfarcem de mendigos, para não serem linchados.</p>
<p>É o mundo ao reverso: quando alguém adquire um barco de 200 milhões, é para deixar claro que pertence ao &#8220;jet set&#8221; planetário. Mas que prazer terá em desembolsar esse dinheiro, se não vai conseguir provocar inveja nos amigos?</p>
<p>A crise pelo menos teve esse efeito estranho, mas talvez saudável: criou um novo modelo de bilionário: o bilionário recatado.</p>
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		<title>Os fantasmas que rondam Arthur Virgílio</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 13:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gabinete de Arthur Virgílio confirma que pediu dinheiro ao ex-diretor-geral da Casa
Tucano tem sido o principal crítico de Agaciel e Sarney; bancadas de PSDB e DEM vão decidir se pedem o afastamento do presidente
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &#8211; Folha SP
Ameaças do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia de revelar empréstimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f7/Arthur_Virgilio.jpeg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f7/Arthur_Virgilio.jpeg" width="485" height="385" /></div>
<p><strong>Empréstimos de Agaciel a senadores ampliam crise</strong></p>
<p><strong>Gabinete de Arthur Virgílio confirma que pediu dinheiro ao ex-diretor-geral da Casa</strong></p>
<p><strong>Tucano tem sido o principal crítico de Agaciel e Sarney; bancadas de PSDB e DEM vão decidir se pedem o afastamento do presidente</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &#8211; Folha SP</p>
<p>Ameaças do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia de revelar empréstimos concedidos a senadores e definições de aliados sobre o apoio ao presidente José Sarney (PMDB-AP) vão contaminar ainda mais a crise na Casa numa semana que será decisiva para os dois.<br />
Principal crítico de ambos desde o início da crise, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), terá de explicar um empréstimo que recebeu de Agaciel. As bancadas tucana e do DEM vão decidir amanhã se pedem o afastamento de Sarney do cargo.<br />
Subchefe do gabinete de Virgílio, Carlos Homero Vieira Nina confirmou ontem que pediu dinheiro a Agaciel para ajudar o líder tucano a pagar uma conta de hotel em Paris, em 2003, conforme revelou a revista &#8220;IstoÉ&#8221; deste final de semana.<br />
&#8220;O Arthur estava com um problema no cartão de crédito. Era fim de semana, então eu procurei o Agaciel, que é, ou era, um grande amigo meu&#8221;, disse Nina à Folha. &#8220;Podem ter sido uns R$ 10 mil, mas não eram US$ 10 mil [como informou a revista]&#8220;, completou.<br />
De acordo com a revista, o dinheiro não foi pago. O assessor do líder tucano nega. &#8220;Eu fiz uma vaquinha e paguei na mesma semana&#8221;, disse. Vieira Nina não soube precisar se avisou o senador que o dinheiro depositado na conta dele era de Agaciel. &#8220;Não lembro, mas imagino que eu tenha dito sim.&#8221;<br />
Vieira Nina também admitiu que três filhos seus foram funcionários do gabinete do tucano. Virgílio afirmou que irá representar contra si próprio no Conselho de Ética.<br />
A Folha apurou que outros senadores também já tomaram empréstimos de Agaciel. Apesar de dizer publicamente que não ameaça e não chantageia ninguém, o ex-diretor tem enviado recados por interlocutores que poderá começar a revelar outros casos parecidos com o do líder do PSDB.<br />
Ao discursar em favor de Tião Viana (PT-AC), que perdeu a eleição para a presidência do Senado para Sarney em fevereiro, Virgílio defendeu a saída de Agaciel da Direção Geral, posto que exercia desde 1995, quando foi nomeado por Sarney. O tucano citou na ocasião que uma secretária de Agaciel tinha um automóvel BMW.<br />
Em março, Agaciel foi demitido, após a Folha revelar que ele escondeu da Justiça uma mansão avaliada em R$ 5 milhões. Foi revelado também que, a pedido do então diretor-geral, o Senado gastou R$ 6,2 milhões para pagar horas extras no recesso parlamentar. Agaciel e seu grupo passaram a creditar aos tucanos e a Tião Viana a origem das denúncias.<br />
Em seguida, o petista teve que explicar por que emprestou um telefone celular do Senado para a filha viajar para o México. A conta custou R$ 14 mil. Em abril, quando foi revelado que Tasso Jereissati (PSDB-CE) usou sua cota de passagem aérea para fretar jatinhos particulares, o tucano culpou diretamente Agaciel.<br />
<strong><br />
Processo administrativo</strong><br />
Na quarta-feira, deverá ser confirmada a abertura de um processo administrativo contra o ex-diretor-geral, o que poderá resultar na sua demissão. Agaciel é o principal acusado de produzir atos secretos na Casa. A comissão de sindicância que apura o caso deverá entregar o seu relatório final. O Ministério Público Federal também abriu um inquérito relativo ao tema.<br />
Amigo de Agaciel e padrinho de casamento de sua filha, Sarney também enfrentará dias de tensão. O DEM e o PSDB decidem amanhã suas posições em relação à situação de Sarney.<br />
As duas bancadas questionam o fato de um neto de Sarney ser dono de uma corretora que atuou no mercado de crédito consignado do Senado. Para o DEM, o caso é parecido com o do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi, cujos filhos eram donos ocultos de uma corretora que também operava no Senado.<br />
&#8220;Não podemos ter dois pesos e duas medidas&#8221;, disse o líder do DEM José Agripino.</p>
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		<title>País recebe US$ 5,7 bilhões em investimentos estrangeiros</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 14:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Dinheiro para a produção entrou entre abril e 26 de maio; ingresso de investimento financeiro também cresceu

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Sérgio Gobetti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
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Em menos de dois meses, o Brasil já absorveu cerca de US$ 9 bilhões do mercado internacional para investimentos produtivos e especulativos, refletindo os bons ventos que voltaram a rondar a economia brasileira [...]]]></description>
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<p><strong>Dinheiro para a produção entrou entre abril e 26 de maio; ingresso de investimento financeiro também cresceu</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Sérgio Gobetti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Em menos de dois meses, o Brasil já absorveu cerca de US$ 9 bilhões do mercado internacional para investimentos produtivos e especulativos, refletindo os bons ventos que voltaram a rondar a economia brasileira e que estão por trás da recente melhoria dos indicadores financeiros, como bolsa de valores e taxa de câmbio.</p>
<p>Em abril, os investimentos estrangeiros diretos (IED) somaram US$ 3,4 bilhões, número comparável aos que eram registrados no ano passado, antes do agravamento da crise internacional. Os investimentos em ações trouxeram outros US$ 630 milhões. Em maio, os dados parciais são ainda mais expressivos: US$ 2,5 bilhões entraram no país para IED e nada menos do que US$ 2,3 bilhões foram para a bolsa até o dia 26.</p>
<p>Os investimentos de renda fixa também estão crescendo neste mês, rendendo outros US$ 811 milhões de ingressos líquidos. Os bons fundamentos macroeconômicos do país estariam, segundo o governo, por trás desse movimento.</p>
<p>&#8220;Mais do que a quantidade, a qualidade dos ingressos é positiva, pois são investimentos de longo prazo, que denotam interesse efetivo no País&#8221;, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.</p>
<p>Para analistas do mercado, entretanto, o afluxo de capital estrangeiro pode revelar interesses mais imediatistas, que levam os investidores a preferir o Brasil a outros países emergentes. Os exportadores também se preocupam com o crescimento da entrada de recursos do exterior, já que eles tem levado à valorização do real, que torna menos competitivos os produtos brasileiros no mercado externo.</p>
<p>O clima de confiança também fez crescer os investimentos brasileiros no exterior, que somaram US$ 2,8 bilhões em abril, depois de sucessivos meses de retiradas líquidas. Nesse caso, entretanto, a saída de dólares afeta negativamente o balanço de pagamentos.</p>
<p>No cômputo geral do fluxo de dólares, o Brasil registrou um ingresso líquido de US$ 4,5 bilhões entre abril e maio, invertendo tendência anterior de perda. Somente em maio, na parcial do dia 26, o saldo positivo do chamado fluxo cambial chega a US$ 3,1 bilhões.</p>
<p>Das reservas internacionais mantidas pelo BC, o valor líquido em caixa somava US$ 190,5 bilhões no final de abril. O estoque de operações em linhas com compromisso de recompra totalizava US$ 4 bilhões, enquanto o de empréstimos em moeda estrangeira somava US$ 6,7 bilhões.</p>
<p><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p><strong>US$ 4,5 bilhões</strong><br />
foi o ingresso líquido de dólares registrado pelo Banco Central, pelo fluxo cambiam, entre abril e maio</p>
<p><strong>US$ 3,1 bilhões</strong><br />
é o resultado do fluxo cambial até o dia 26 de maio, segundo o BC</p>
<p><strong>US$ 190,5 bi </strong><br />
eram as reservas internacionais do BC em abril</div>
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		<title>Plano dos EUA é &#8220;roubo&#8221; para o contribuinte, diz Prêmio Nobel</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 17:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Joseph Stiglitz
DA REUTERS &#8211; Folha SP
O plano do governo americano para se livrar dos ativos &#8220;tóxicos&#8221; dos bancos é um &#8220;roubo&#8221; ao contribuinte dos EUA, por expô-lo a risco excessivo, e dificilmente irá funcionar enquanto a economia continuar enfraquecida, disse o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz.
&#8220;O plano do [secretário do Tesouro, Timothy] Geithner, está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.sanfranciscosentinel.com/wp-content/uploads/2008/09/joseph-stiglitz.jpg" alt="http://www.sanfranciscosentinel.com/wp-content/uploads/2008/09/joseph-stiglitz.jpg" width="410" height="302" /><br />
<font size="1"><em>Joseph Stiglitz</em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99">DA REUTERS &#8211; Folha SP</p>
<p>O plano do governo americano para se livrar dos ativos &#8220;tóxicos&#8221; dos bancos é um &#8220;roubo&#8221; ao contribuinte dos EUA, por expô-lo a risco excessivo, e dificilmente irá funcionar enquanto a economia continuar enfraquecida, disse o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz.<br />
&#8220;O plano do [secretário do Tesouro, Timothy] Geithner, está repleto de falhas&#8221;, disse em Hong Kong. Para Stiglitz, o plano apresentado anteontem por Geithner para retirar até US$ 1 trilhão em ativos problemáticos dos balanços do bancos oferece &#8220;incentivos perversos&#8221;.<br />
Segundo ele, o governo dos EUA está usando o contribuinte como garantia caso esses ativos se desvalorizem, ao mesmo tempo em que cede a possível alta, ou lucros em potencial, para os investidores privados.<br />
&#8220;De forma bem sincera, isso equivale a um roubo do povo americano. Eu não acredito que isso vá funcionar porque acredito que haverá muita revolta contra colocar tantas perdas sobre os ombros dos contribuintes americanos.&#8221;<br />
Mesmo que o plano limpe os balanços dos bancos de gigantescas dívidas &#8220;tóxicas&#8221;, as preocupações com o cenário econômico podem fazer com que as instituições continuem a não se mostrar dispostas a novos empréstimos, ao mesmo tempo em que as perspectivas de uma maior carga tributária para pagar os planos de estímulo do governo podem afetar ainda mais os consumidores americanos, disse Stiglitz.<br />
Alguns legisladores republicanos também demonstraram preocupação com os incentivos oferecidos pelo governo, que pode dar aos investidores privados quase 93% dos fundos para comprar ativos problemáticos. Mas o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o plano é fundamental para a recuperação da economia.<br />
Stiglitz, que é professor da Universidade Columbia e ex-economista-chefe do Banco Mundial, também pediu que os líderes do G20 se comprometam na reunião da semana que vem a fornecer mais recursos aos países em desenvolvimento e disse que a China deve ter mais poder no FMI.</p>
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		<title>Para seu criador, Bric pode ser ampliado</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 13:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leo Pinheiro/Valor

Jim O´Neill, diretor de análise econômica global da Goldman Sachs e o responsável pela criação do termo Bric: o consumo interno nos países do Bric está agora contribuindo significativamente mais do que os EUA
Iván Rothkegel, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR
Nos últimos anos, Bric tornou-se uma das palavras da moda do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><font size="1">Leo Pinheiro/Valor</font><br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002218/imagens/foto16wsj-jidm-f12.jpg" border="0" /><br />
<font size="2"><em>Jim O´Neill, diretor de análise econômica global da Goldman Sachs e o responsável pela criação do termo Bric: o consumo interno nos países do Bric está agora contribuindo significativamente mais do que os EUA</em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99">Iván Rothkegel, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR</p>
<p>Nos últimos anos, Bric tornou-se uma das palavras da moda do mundo financeiro. A sigla para Brasil, Rússia, Índia e China passou a representar o ápice do reequilíbrio de forças econômicas da globalização. Nos próximos 50 anos, esses países iriam se tornar grandes potências mundiais e a economia global não seria dominada apenas por Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão.</p>
<p>A pior crise que o mundo presenciou desde a Grande Depressão, contudo, está batendo pesado nos Brics e o &#8220;Wall Street Journal Americas&#8221; considerou que seria o momento oportuno para revisitar o conceito. O Bric ainda é válido ou, assim como a previsão de que o barril de petróleo chegaria a US$ 250, é outro símbolo dos excessos do mundo dos investimentos antes do colapso do Lehman Brothers?</p>
<p>Para obter as respostas, conversamos com Jim O´Neill, diretor de análise econômica global da Goldman Sachs e o homem que cunhou o termo. Sua resposta: o conceito é tão válido como nunca, embora possa ser expandido para incluir países como o México ou Indonésia ou excluir outros, como a Rússia. A seguir, trechos editados da entrevista, feita em 26 de fevereiro:</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em>Como o sr. chegou ao conceito?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Até 2001, eu era um dos diretores de pesquisa econômica da Goldman Sachs mundialmente. E minha maior especialidade era como economista-chefe de câmbio. No fim dos anos 90, passei a ficar mais interessado na China e na questão cambial chinesa. Então esse é o primeiro aspecto. Mas muito mais importante nesse contexto (foi que) por volta de 11 de setembro (de 2001) me tornei o único diretor de pesquisa econômica mundial para a Goldman Sachs. Então eu precisava buscar aquilo que seria a minha marca. O cara que dividia o posto comigo antes, Gavin Davis, era um pensador econômico excepcionalmente poderoso e estava no cargo antes de eu chegar. Ele liderou a análise cíclica do G7 nos anos 80 e isso é um dos motivos por que a Goldman se tornou tão bem conhecida. E então eu estava pensando: &#8216;Como posso fazer algo que tenha o mesmo impacto para nossa firma e nossos clientes?&#8217; Isso era o que estava na minha cabeça. Tudo aconteceu mais ou menos ao mesmo tempo, quando houve o 11 de setembro, e eu acho que a verdadeira lição do 11/9 para mim, além do horror, foi uma mensagem de que a globalização tinha de ser diferente. Se eu combinasse aquilo com meu fascínio já forte pela China, foi isso que me levou a sonhar com a expressão Bric.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Por que Bric?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Escrevi um artigo em novembro de 2001 chamado &#8216;O mundo precisa de melhores Brics (soa como a palavra &#8216;tijolo&#8217;, em inglês) econômicos&#8217;. É porque três desses países, menos o Brasil, tinham algo fundamentalmente bem diferente começando a acontecer nos anos 90 e potencialmente no futuro. No caso da Rússia era o fim da União Soviética. No da China era a adoção da economia de mercado. No da Índia era o boom mundial de tecnologia. E então, com grandes populações nesses três lugares-chave, minha visão era que com a globalização esses três países iam ser participantes importantes. A grande coisa que coincidiu com isso foi o aparecimento de Lula na cena (internacionalmente). E se você lembrar em 2000, 2001 as pessoas achavam que depois da desvalorização na Argentina o Brasil ia ser um desastre sob Lula. A coisa que chamou minha atenção no Brasil, e foi completamente subestimada por todo mundo, foi a introdução das metas de inflação (em 1999). Quando vi isso, pensei &#8216;pera aí, não são apenas esses três países que serão muito diferentes, se o Brasil for tratar a meta de inflação de maneira séria, o Brasil será diferente&#8217;. E pensei, sabe, que o Brasil deveria estar lá também. É um país de 160 milhões de pessoas, talvez chegando a 200 milhões. O Brasil, se mantiver a inflação sob controle, vai ser uma das maiores economias do mundo.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em> Por que Bric e não MRIC, com o México em vez do Brasil?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Em retrospecto, a coisa que realmente deu um grande impulso ao Bric foi, dois anos depois, quando fizemos nossa primeira análise de 2050 e mostramos que os quatro países juntos poderiam ser maiores que o G7 em 2036. Então, depois de dois anos em que (o Bric) se tornou algo enorme, e com muitas pessoas perguntando por que não México, por que não Turquia, escrevemos um grande estudo dizendo como os Brics são sólidos e analisamos por que os próximos 11 países em população não estavam lá. Dos 11, para ser honesto, um deles, o México, tem provavelmente justificativas para ser incluído. Por isso muitas vezes brinco com as pessoas que talvez eu devesse ter chamado BRICM, com um M de México.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em> O conceito pode ser expandido?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Conceitualmente, acho que sim. Digo, por volta de 2005, quando escrevemos um estudo sobre como os Brics eram sólidos, sugeri que o que realmente constitui um Bric (&#8230;) é o seguinte: um país do mundo emergente que tenha o potencial de ter pelo menos 3% do PIB mundial. Isso significa que, se algum dos atuais quatro Brics não puder realizar seu potencial, talvez ele não devesse (estar lá). Mas também significa que o México tem definitivamente esse potencial e levanta a possibilidade de que países com grandes populações, como a Indonésia, também possam.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em> O sr. acha que, ao longo do tempo, as pessoas começaram a usar o conceito de uma maneira diferente da que o sr. pretendia?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Às vezes. Em 2007 em particular eu estava preocupado que toda a coisa do Bric estava virando uma febre insustentável no mundo do investimento. Muitas pessoas estavam elaborando fundos Bric. Um banco criou um Brict com um T de Turquia no fim etc. etc. E as pessoas estavam colocando dinheiro em fundos Bric em 2007, embora a relação entre preço e estimativa de lucro por ação da China e da Índia fossem mais que o dobro da dos EUA. E isso era claramente, como dissemos na época, insensato.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>O sr. acha que os Brics, como estão, formam um conceito sustentável?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Decididamente. Muita gente tola colocou dinheiro em fundos Bric em 2007 e 2008 e perdeu dinheiro. As pessoas não deveriam se esquecer que, desde que introduzimos a sigla, o índice Bric MSCI ainda está em alta de algo como 120%, enquanto o S&amp;P 500 está em baixa de uns 20%. Ou seja, são apenas as pessoas que compraram essas coisas quando elas estavam extremamente caras que perderam dinheiro. Nunca presumimos que nos próximos 30 anos, mais ou menos, esses países sustentariam taxas de crescimento próximas das que vinham crescendo, com a exceção do Brasil. Nossa premissa para o crescimento chinês é de 5,8%. Nos primeiros sete anos da sigla Bric, a China cresceu quase ao dobro do que presumimos. Por isso, a grande desaceleração da China não ameaça nem um pouco sua parte no sonho do Bric.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em>E suponho que ao fim do período o sr. leva em conta um crescimento muito mais lento para a China.</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Entre 2011 e 2050, ou seja, descartando esta década, temos o seguinte: 4,3% para o Brasil, 5,2% para a China, 6,3% para a Índia e 2,8% para a Rússia. A China vai crescer mais que isso este ano! Quando você olha para o pensamento da moda atual, as pessoas acham que o descasamento não aconteceu. Se você olha para o consumo interno, há evidências bem claras de que, embora tenha desacelerado um pouco, o consumo interno nos países do Bric está agora contribuindo significativamente mais do que os EUA, e o tem feito há três anos, para o crescimento global. Por isso, não acho que, até agora, esta crise tenha ameaçado nem um pouco o conceito do Bric. Deixe-me acrescentar um ponto controverso. Acho que o fato de os Brics serem sólidos vai ajudar a tirar os EUA desta bagunça porque vai permitir que as exportações americanas se recuperem e sejam uma parte importante do futuro da economia americana.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em> O fenômeno Bric foi associado com um boom em commodities liderado pela China e pela Índia. Agora, quando a poeira assentar, o que vai acontecer com esse boom de commodities? Como os Brics vão lidar com isso?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> De certa maneira, a Índia tem lidado com ela particularmente bem porque a alta dos preços das commodities não era boa para o país. Você está certo, especialmente no caso do Brasil, claro, que as pessoas associam o Bric com commodities. Rússia e Brasil são ambos grandes produtores de commodities e China e Índia são ambos grandes importadores de commodities. A grande alta dos preços de commodities, que se pode argumentar ter sido causada pela China crescendo 12% durante uns três anos, foi realmente boa para Rússia e Brasil, mas na verdade bastante ruim para a Índia, e eu diria que uma possível surpresa este ano, caso consigamos parar a deterioração da crise de crédito, é que a Índia pode se sair muito melhor mais cedo do que as pessoas pensam. O declínio nos preços das commodities é um grande fator positivo para a Índia.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Mas é um grande fator negativo para Rússia e Brasil.</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Argumentei durante três anos que não seria possível realmente dizer se Rússia e Brasil justificariam seu status de Bric até que passassem por um períodos de preços de commodities fracos.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Então este é um teste maior para Brasil e Rússia do que para Índia e China?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Este não é nenhum teste para China e Índia. É decididamente um teste para Rússia e Brasil. E é um bom teste.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Eles passarão?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Acho que a evidência no Brasil já é sim. A estrutura macroeconômica de melhores práticas que Lula adotou sete anos atrás está (&#8230;) demonstrando que o Brasil pode lidar com essa crise. O Brasil dos anos 70 aos 90 estaria tão ruim quanto a Rússia. Não estou certo de que a Rússia possa enfrentá-la e temo que não possa. Até agora, esta crise está demonstrando que a Rússia é dependente demais de commodities.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Quando o sr. fala sobre o Brasil conseguindo enfrentar, o que quer dizer?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> A moeda enfraqueceu, o mercado acionário enfraqueceu, mas diferentemente de crises brasileiras passadas eles não tiveram de aumentar as taxas de juros para conter a saída de capital, o que é um sinal muito poderoso.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Já vimos a China tirar proveito de algumas oportunidades de compra para conseguir acesso a alguns recursos nacionais. O sr. acha que as empresas brasileiras podem ir ao ataque também?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Em minha experiência nos mercados financeiros, e esta é provavelmente a sexta crise que enfrento, o que define a longevidade e o sucesso das pessoas e empresas é como elas transformam uma crise numa oportunidade. É uma coisa muito difícil de fazer. Não dá para ignorar ou minimizar os problemas desta crise, mas ao mesmo tempo o melhor momento para expandir é perto do fim de uma crise.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>O sr. acha que estamos perto do fim da crise?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Desenvolvemos um indicador da crise em outubro, depois que o Lehman quebrou, que consiste numa série de diferentes variáveis do mercado monetário. Este indicador está agora (26 de fevereiro) de volta ao nível de quando o <ipresa>Bear Stearns</ipresa> quebrou. Isso me sugere que, embora estejamos obviamente numa recessão mundial muito severa, a crise financeira está mais perto do fim que do começo.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em>No Brasil, por exemplo, há números contraditórios. Algumas pessoas estão assustadas com os números da produção industrial, mas houve listas de espera para a compra de alguns carros depois que o governo ofereceu alguns incentivos.</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> A psicologia dos mercados financeiros será sempre a mesma. De algumas maneiras a comunidade de investimento financeiro é realmente estúpida. As pessoas estão sempre assustadas quando não deviam e estão sempre empolgadas quando deviam estar assustadas. Por que as pessoas estavam comprando fundos de ações do Bric no começo de 2008, quando a valoração das empresas chinesas era o dobro das americanas? Em segundo lugar, a produção industrial estava realmente fraca no Brasil? É a mesma coisa em qualquer país do mundo. Mas todos esses dados não deveriam surpreender as pessoas, porque refletem o fato de que o sistema financeiro mundial parou em outubro. Por isso o que você tem de olhar realmente é para o consumidor. Se as pessoas estão começando a gastar um pouco mais em lugares como o Brasil, e ouvi a mesma coisa na China, isso é realmente importante.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Mas as coisas ainda parecem bem feias. A produção está caindo em todas as partes, os EUA não fecharam ainda um plano coerente para lidar com os bancos&#8230;</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Não digo que a crise econômica tenha acabado, o que estou dizendo é que a intensidade da crise financeira está mais próxima do fim.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>E o mercado financeiro antecipa a economia real.</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Sim. Isso sugere para mim que em seis meses os números de produção industrial serão melhores. Não no mês que vem, em seis meses. A chave para isso tudo é a China. Se a China for melhor no segundo semestre deste ano, o que eu fortemente acho que acontecerá, então todo o caso do Bric vai voltar a ficar muito popular bem rapidamente.</p>
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		<title>Brasil capta recursos, mas América Latina tem saques</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 12:41:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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Por Eduardo Campos, Valor Online, de São Paulo
Os fundos de ações voltados para a América Latina marcaram a segunda semana seguida de perda de recursos. No acumulado do ano até a o dia 11 de março, no entanto, essas carteiras ainda registram captação líquida de US$ 773 milhões. O total pode não parecer muito, mas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_zDDkR-k-0xg/SS1OZv6aXJI/AAAAAAAAAN0/Mn0k9KUaPUQ/s320/aprenda_investir_bovespa2.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_zDDkR-k-0xg/SS1OZv6aXJI/AAAAAAAAAN0/Mn0k9KUaPUQ/s320/aprenda_investir_bovespa2.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Por Eduardo Campos, Valor Online, de São Paulo</p>
<p>Os fundos de ações voltados para a América Latina marcaram a segunda semana seguida de perda de recursos. No acumulado do ano até a o dia 11 de março, no entanto, essas carteiras ainda registram captação líquida de US$ 773 milhões. O total pode não parecer muito, mas, quando comparado a igual período do ano passado, a cifra ganha outra proporção. Naquele período, o resultado era negativo em US$ 1,4 bilhão.</p>
<p>Ainda entre os emergentes, segundo números da EPFR Global, consultoria que acompanha a movimentação dos fundos globalmente, houve ingresso de US$ 92 milhões nos fundos de ações dedicados à Ásia (sem contar com o Japão) na semana encerrada no dia 11. Já a categoria dos diversificados Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês) registraram captação de US$ 340 milhões no período. No acumulado do ano, os fundos da Ásia marcam saques líquidos de US$ 1,74 bilhão, enquanto os GEMs apresentam entradas de US$ 1,62 bilhão.</p>
<p>Os mercados emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) voltaram a ser alvo de saques dos investidores na semana encerrada no dia 11. No ano, a categoria já perdeu US$ 1,26 bilhão.</p>
<p>Na avaliação por país, os fundos de ações voltados ao Brasil e para o México receberam dinheiro novo, assim como as aplicações destinadas à China. Já as carteiras que apostam na Rússia marcaram a quarta semana consecutiva de retiradas.</p>
<p>Segundo o diretor-gerente da consultoria, Brad Durham, os mercados emergentes têm mostrado maior resistência em termos de fluxo de recursos desde o começo do ano se comparados a seus pares desenvolvidos. Uma explicação seria a crença de que esses países apresentam um melhor perfil fiscal quando comparados aos países de centro.</p>
<p>Embora os resgates tenham predominado em fundos de ações durante a segunda semana de março, a EPFR Global afirma que já foi possível perceber alguma melhora no apetite por risco. Isso porque os &#8220;money market funds&#8221;, categoria que reúne carteiras de curto prazo e de baixo risco, registraram saídas de US$ 381 milhões.</p>
<p>Pela quarta semana seguida, todos os grandes grupo voltados aos países desenvolvidos perderam dinheiro. Os fundos de ações voltados para os Estados Unidos registraram resgates pela sexta semana consecutiva. Mas esse quadro já pode ter mudado, pois o Dow Jones, principal índice de ações do país fechou a semana encerrada no dia 11 com valorização de 9%.</p>
<p>Na Europa, a retirada de recursos continuou em meio às perspectivas de piora adicional no quadro econômico e maior dificuldade em arquitetar um trabalho de recuperação envolvendo todas as nações da região. No Japão, a saída de dinheiro somou US$ 456 milhões, elevando o total perdido no ano para cima dos US$ 2 bilhões.</p>
<p>Entre os fundos setoriais, o grupo finanças teve a melhor performance semanal entre as nove categorias acompanhadas. No período, as carteiras receberam mais de US$ 200 milhões.</p>
<p>Dinheiro novo também foi enviado na semana do dia 11 para os fundos de tecnologia e energia, de acordo com os dados da consultoria. Commodities e imóveis/construção também receberam aportes. &#8220;Isso pode ser interpretado como um posicionamento para uma retomada no crescimento ou uma forma de proteção contra um cenário de inflação&#8221;, disse o analista-sênior da EPFR Global, Cameron Brandt, em comunicado.</p>
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		<title>A morte do segredo bancário suíço</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 13:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gilles Lapouge* O Estado SP
A Suíça tremula. Zurique se alarma. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia se dizer que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://ouvertures.info/wp-content/uploads/2009/02/image002-300x204.jpg" alt="http://ouvertures.info/wp-content/uploads/2009/02/image002-300x204.jpg" width="285" height="194" /><img src="http://www.tsr.ch/xobix_media/images/tsr/2009/swisstxt20090126_10247120_1.jpg" alt="http://www.tsr.ch/xobix_media/images/tsr/2009/swisstxt20090126_10247120_1.jpg" width="240" height="195" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gilles Lapouge* O Estado SP</p>
<p>A Suíça tremula. Zurique se alarma. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia se dizer que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.</p>
<p>O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira. A UBS &#8211; União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça &#8211; viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.</p>
<p>Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais. O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que &#8220;o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal&#8221;.</p>
<p>Mas como resistir? A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.</p>
<p>Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente. Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que &#8220;neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas&#8221;.</p>
<p>Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica. Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões.</p>
<p>E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, &#8220;fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários&#8221;.</p>
<p>Ziegler acrescenta ainda que &#8220;se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros &#8216;offshore&#8217; do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente&#8221;. Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.</p>
<p>&#8220;O manejo do dinheiro na Suíça&#8221;, diz Ziegler, &#8220;se reveste de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos atos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e se realizam em silêncio e recolhimento&#8221;.</p>
<p>Mas agora surge um outro perigo, depois desse duro golpe dos americanos. Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais. &#8220;Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional&#8221;, vociferou a chanceler Angela Merkel.</p>
<p>No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.</p>
<p>Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas. Hoje, estamos em crise. &#8220;Viva a crise!&#8221;</p>
<p>Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses &#8220;remansos de paz para o dinheiro corrompido&#8221;. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país. Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone. Sob que pretexto? Fraude fiscal.</p>
<p><strong>* Correspondente em Paris </strong></p>
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