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	<title>Blog do Favre &#187; dívidas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Ministério Público entra com ação contra Kassab por não pagamento de precatórios</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 22:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
da Folha Online
O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pelo não pagamento de precatórios alimentares (dívidas judiciais) referentes ao exercício de 2006.
Segundo a promotora Andréa Chiaratti do Nascimento Rodrigues Pinto, a Justiça orçou e solicitou à prefeitura R$ 240,7 milhões para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://inconfidencial.com.br/in/media/blogs/hojemiro/kassab.jpg" alt="http://inconfidencial.com.br/in/media/blogs/hojemiro/kassab.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">da Folha Online</p>
<p>O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pelo não pagamento de precatórios alimentares (dívidas judiciais) referentes ao exercício de 2006.</p>
<p>Segundo a promotora Andréa Chiaratti do Nascimento Rodrigues Pinto, a Justiça orçou e solicitou à prefeitura R$ 240,7 milhões para o pagamento dos precatórios. O valor foi incluído na lei orçamentária, mas pagou R$ 119 milhões.</p>
<p>Um laudo do Caex (Centro de Apoio às Execuções), órgão técnico do Ministério Público, concluiu que 49,45% do total da verba destinada ao pagamento dos precatórios alimentares foram aplicados. Segundo a promotora, isso demonstra que houve transferência de recursos para outros fins.</p>
<p>&#8220;O orçamento destinado ao pagamento dos precatórios alimentares teve seu crédito transferido para uma finalidade diversa; a saber, o pagamento de contribuições sociais e obrigações patronais&#8221;, afirma a promotora na ação.</p>
<p>Se Kassab for condenado, ele poderá perder o cargo, terá de pagar multa e ficará proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.</p>
<p><strong>Outro lado</strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo informou por meio de nota que apresentará sua argumentação na ação e acredita que a Justiça &#8220;não dará prosseguimento&#8221; ao processo. Segundo a nota, a prefeitura pagou R$ 1,52 bilhão em precatórios de 2005 a 31 de julho de 2009.</p>
<p>&#8220;A atual gestão desenvolve uma política administrativa que procura evitar o surgimento de novos precatórios&#8221;, diz a prefeitura na nota.</p>
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		<title>Carta de Marta à Folha de São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 13:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[  Kassab
&#8220;O circo dos primeiros meses do  governo que nos sucedeu foi desmontado faz muito tempo. Em junho de 2005, a Folha publicou a  aprovação do Tribunal de Contas  do Município ao ano de 2004 da  minha gestão (2001/2004). Encerrei o exercício com superávit de R$  91 milhões. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>  <font size="4"><strong>Kassab</strong></font><br />
&#8220;O circo dos primeiros meses do  governo que nos sucedeu foi desmontado faz muito tempo. Em junho de 2005, a <strong>Folha</strong> publicou a  aprovação do Tribunal de Contas  do Município ao ano de 2004 da  minha gestão (2001/2004). Encerrei o exercício com superávit de R$  91 milhões. Os três anos anteriores  também haviam sido aprovados  tanto pelo TCM quanto pela Câmara. Posteriormente, a Câmara confirmou a aprovação às contas de  2004. Portanto, não se sustenta a  afirmação da administração Kassab  (&#8221;Mesmo com receita maior, Kassab reduz investimentos&#8221;, <strong>Cotidiano</strong>, ontem) que deixamos cofres vazios e dívidas. A verdade é que a  atual gestão deixa dinheiro nos  bancos e não investe na cidade.&#8221;<br />
<font size="-1"><strong>MARTA SUPLICY</strong> , ex-prefeita (São Paulo, SP)</font></p>
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		<title>Governador José Serra: &#8220;Obrigado, Lula&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 13:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou aguardando o editorial do Estadão criticando o aumento do endividamento do Estado de São Paulo para alavancar &#8220;obras eleitoreiras&#8221;. Poderão também acrescentar que o governador contingencia o orçamento pretextando da crise, mas não hesita em aumentar o endividamento que hipoteca o futuro. 
Em troca de uma frase gentil, Serra obtém apoio para obras no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estou aguardando o editorial do Estadão criticando o aumento do endividamento do Estado de São Paulo para alavancar &#8220;obras eleitoreiras&#8221;. Poderão também acrescentar que o governador contingencia o orçamento pretextando da crise, mas não hesita em aumentar o endividamento que hipoteca o futuro. </em></p>
<p><em>Em troca de uma frase gentil, Serra obtém apoio para obras no Estado e recebe fartos recursos do governo federal. </em></p>
<p><em>O governador age corretamente e o governo federal também. Melhor prova da atitude isenta da União que essa?</em></p>
<p><em>Agora, será que os demo-tucanos vão corrigir o discurso e a propaganda na TV e colocar que Prefeitura, Estado <strong>E governo federal</strong> fazem o metrô, o Rodoanel, as pontes, os piscinões e até o teatro de dança de São Paulo? Ou vão continuar afirmando, como faz Kassab, que tudo é obra deles? LF</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://cruzdesavoia.files.wordpress.com/2009/01/dilma_serra_lula.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://cruzdesavoia.files.wordpress.com/2009/01/dilma_serra_lula.jpg" width="555" height="371" /></div>
<div id="c">
<h3>Fazenda autoriza mais R$ 1,4 bi de dívida para SP</h3>
<p>Acordo entre o governador José Serra e o ministro Guido Mantega foi anunciado ontem</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Silvia Amorim &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O governo paulista e o Ministério da Fazenda fecharam ontem um novo acordo para que São Paulo possa contrair mais R$ 1,384 bilhão em financiamentos nacionais e internacionais. É a terceira autorização dada pelo governo federal à gestão José Serra (PSDB) para a ampliação do endividamento do Estado, que somente na gestão do tucano soma R$ 11,6 bilhões.</p>
<p>O acerto foi anunciado ontem à tarde após uma reunião entre o governador José Serra e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na capital paulista. Na semana passada, os primeiros contornos do acordo foram discutidos em uma visita de Serra ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o governo federal também concordou em antecipar para 2009 a última parcela de cerca de R$ 300 milhões da União para a obra do Rodoanel, que estava programada para 2010. A construção é vitrine da gestão Serra e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<p>O valor de R$ 1,384 bilhão vem reforçar o caixa estadual para investimentos importantes em infraestrutura. Líder nas pesquisas para a corrida presidencial de 2010, Serra pretende aplicar até o fim do seu governo R$ 66 bilhões em investimentos, quase três vezes a quantia investida na gestão anterior.</p>
<p>Os recursos do novo empréstimo serão destinados a obras como a segunda etapa da linha 5 do metrô &#8211; com conclusão prevista para 2011 -, o complexo cultural Teatro da Dança, dois piscinões na Grande São Paulo e a remodelação de duas pontes da Marginal do Tietê.</p>
<p>A previsão é que o dinheiro entre nos cofres estaduais a partir de 2010. Até o fim deste ano, o governo espera encerrar a parte burocrática para contratação dos financiamentos, que envolvem três instituições &#8211; Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal.</p>
<p>As operações de crédito também terão de ser aprovadas pelo Legislativo paulista e, em alguns casos, pelo Senado. O perfil de pagamento da dívida varia de acordo com o financiador. Em alguns casos, o prazo de carência chega a três anos.</p>
<p>&#8220;O Ministério da Fazenda tem cooperado muito com São Paulo&#8221;, afirmou Serra. Mantega deixou a sede do governo paulista sem dar entrevista.</p>
<p><strong>LIMITE</strong></p>
<p>Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os Estados podem fazer empréstimos até o valor correspondente a duas vezes a sua receita corrente líquida. No caso de São Paulo, isso significa R$ 168,5 bilhões. Hoje a dívida consolidada líquida do Estado é de R$ 124,3 bilhões, ou seja, abaixo do limite de endividamento.</p>
<p>Desde que assumiu o cargo, Serra teve autorização do Tesouro Nacional para outros dois financiamentos. O primeiro, em 2007, no valor de R$ 6,7 bilhões. Em 2008, foram mais R$ 3,5 bilhões.</p>
<p><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p>R$ 168,5 bilhões é quanto São Paulo pode contrair em empréstimos</p>
<p>R$ 124,3 bilhões é o total contratado até agora</p>
<p>R$ 11,6 bilhões é o total de financiamentos somente da gestão Serra</p></div>
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		<title>Forum dos leitores do Estadão vira muro de lamentações contra calote demo-tucano</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 16:08:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[VIUVINHA DOS PRECATÓRIOS
Minha mãe, de 64 anos, é pensionista do ex-servidor João Gonçalves Pereira Filho, falecido em 19/2/2004. Graças ao ex-prefeito Paulo Maluf, ela tem direito a receber um precatório. Essa dívida é proveniente de ação trabalhista, ou seja, uma decisão equivocada, em 13/2/1995, do ex-prefeito, que a Justiça reconheceu em favor de meu pai. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="6"><strong><font color="#b22222">VIUVINHA DOS PRECATÓRIOS</font></strong></font></p>
<p>Minha mãe, de 64 anos, é pensionista do ex-servidor João Gonçalves Pereira Filho, falecido em 19/2/2004. Graças ao ex-prefeito Paulo Maluf, ela tem direito a receber um precatório. Essa dívida é proveniente de ação trabalhista, ou seja, uma decisão equivocada, em 13/2/1995, do ex-prefeito, que a Justiça reconheceu em favor de meu pai. Como ele faleceu antes de receber, virou um precatório para minha mãe, que não sabe quando vai receber. Como o secretário das Finanças do Município afirma que não existe viuvinha dos precatórios, se minha mãe é viúva e tem direito a receber um precatório da Prefeitura?</p>
<p><strong>Benedito Gonçalves Pereira</strong>, <font color="#6495ed">benedito@ig.com.br</font></p>
<p>São Paulo</p>
<p>_________________________________________________________________________________</p>
<p>Walter Morais Rodrigues, secretário de Finanças da Prefeitura, desconhecendo que precatórios representam decisões finais da Justiça, é taxativo em não os pagar ou reduzi-los em 50%. Ignora ou finge ignorar o artigo 5.º, XXXV e XXXVI, e o artigo 60, III, § 4.º, da Constituição federal, pois esta não pode ser alterada quanto aos direitos individuais. Além disso, com picardia grosseira, agride funcionários que toda a vida trabalharam para o poder público e são caloteados pelo governo, que não paga valores determinados pela Justiça. Pergunto ao secretário: posso deixar de pagar impostos ou reduzi-los pela metade? Votei nesse prefeito, mas tanto ele como o governador estão se lixando para nós. Nota: não tenho precatórios municipais nem sou viuvinho.</p>
<p><strong>Roberto Banhara Dias Cardoso</strong>, <font color="#6495ed">rbdc@terra.com.br</font></p>
<p>São Paulo</p>
<p>_________________________________________________________________________________</p>
<p>Pela primeira vez em 65 anos sinto vergonha de ser paulista. Jamais imaginei que um prefeito e um governador desta terra abençoada pudessem defender o calote, ou a agiotagem, no pagamento de seus débitos (precatórios), mormente os alimentares. Existem, sim, agiotas que compram com deságio esses créditos, mas o Estado e o Município não se podem igualar a eles, sancionando a agiotagem. A defesa da PEC do Calote por homens de bem é uma vergonha que São Paulo não merece, a menos que a intenção seja igualar-se ao desgoverno federal.</p>
<p><strong>Gustavo Guimarães da Veiga</strong>, <font color="#6495ed">gjgveiga@hotmail.com</font></p>
<p>São Paulo</p>
<p>_________________________________________________________________________________</p>
<p>Cada vez mais nos sentimos humilhados diante de um direito reclamado, pois tudo o que envolve benefícios para os menos favorecidos sempre é tratado com descaso, em segundo plano ou, às vezes, só depois da morte. Lamentamos por existir um sistema assim e aguardamos com esperança a vinda de uma solução.</p>
<p><strong>Simone Possidina Lopes</strong>, <font color="#6495ed">simonepossidina@ig.com.br</font></p>
<p>São Paulo</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Cooperativas devem ter mais R$ 2 bi</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Política agrícola
Patrick Cruz, de São Paulo &#8211; VALOR
Ruy Baron / Valor

 Faturamento de cooperativas agropecuárias pode cair até 8% neste ano, afirma Márcio Freitas, presidente da OCB
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar em sua próxima reunião uma linha de R$ 2 bilhões, a ser ofertada pelo BNDES, para o Programa de Capitalização de Cooperativas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Política agrícola</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Patrick Cruz, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p align="center"><font size="1"><em>Ruy Baron / Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002275/imagens/foto09agr-coopdera-b12.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Faturamento de cooperativas agropecuárias pode cair até 8% neste ano, afirma Márcio Freitas, presidente da OCB</em></font></p>
<p>O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar em sua próxima reunião uma linha de R$ 2 bilhões, a ser ofertada pelo BNDES, para o Programa de Capitalização de Cooperativas de Produção (Procap). A próxima reunião do conselho está agendada para o dia 25 deste mês.</p>
<p>O programa financiará a compra de cotas-partes de cooperativas. A taxa de juros da nova linha será de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente de 6,25% ao ano. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já havia apresentado o novo programa no fim de abril, mas ele ainda depende da aprovação do CMN.</p>
<p>Naquele mês, o conselho aprovou uma série de medidas de apoio à atividade rural que somou R$ 12,6 bilhões. Entre as medidas que incluíram as cooperativas entrou uma linha para o financiamento de capital de giro. &#8220;O setor está preocupado com o acesso ao crédito. O processo de endividamento de algumas cooperativas piorou muito&#8221;, disse Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).</p>
<p>As cooperativas agropecuárias serão as principais responsáveis pela frustração dos planos de crescimento do mercado total de cooperativas no Brasil, segundo o dirigente. Em janeiro, a previsão da OCB era de aumento de cerca de 10% do faturamento total do segmento no país.</p>
<p>No momento, a expectativa é que a receita total das cooperativa, no máximo, repita, o desempenho de 2008, quando o faturamento chegou a R$ 84,4 bilhões. &#8220;O faturamento tende a ficar abaixo disso, mas dentro da casa de R$ 80 bilhões&#8221;, diz Freitas. Isso representaria uma queda de até 5%.</p>
<p>Entre 2002 e 2008, o crescimento médio do setor foi de 17,6%. Praticamente tudo o que o setor exporta é vendido pelas agropecuárias &#8211; em 2008, as vendas ao exterior somaram R$ 4,1 bilhões. &#8220;Tem só pouca coisa de exportações de serviços e também de artesanato&#8221;, segundo Freitas.</p>
<p>No ramo das agropecuárias, que faturaram R$ 40,1 bilhões em 2008, o declínio projetado é de 7% a 8%. &#8220;Dezembro foi horrível e o primeiro trimestre foi ruim, mas em abril e maio já se verificou alguma recuperação&#8221;, afirma o presidente. &#8220;As cooperativas de crédito, serviços e trabalho devem crescer este ano, mas as agropecuárias foram muito afetadas pela crise&#8221;.</p>
<p>O endividamento das cooperativas é um problema, mas também preocupa a retração das tradings na oferta de crédito para a agricultura, segundo Freitas. &#8220;Este ainda não é um ano perdido&#8221;, diz ele, &#8220;e agora as tradings estão começando a oferecer crédito novamente. Mas vamos ver como isso vai ocorrer. Quem vai querer crédito com o dólar baixo como agora? As tradings nos deixaram na mão quando mais precisávamos&#8221;.</p>
<p>Em evento realizado pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), Luís Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil e ex-ministro da Agricultura, reiterou a perspectiva do banco de aumentar em 30% os empréstimos para a agricultura na safra 2009/10. &#8220;O banco já tem 60% do crédito rural no país. A oferta de crédito no mercado está aquém da demanda, mas nós vamos aumentar os financiamentos no limite das nossas possibilidades. &#8220;, disse.</p>
<p>No acumulado até abril da temporada 2008/09, os desembolsos do banco para a agricultura somaram R$ 24,9 bilhões, volume 29,5% superior ao do acumulado entre julho de 2007 e abril de 2008. Segundo Guedes Pinto, as discussões sobre a adoção de um novo modelo de crédito agrícola permanecem em curso, mas ainda não há definição sobre a possibilidade de adoção de algumas medidas já na safra 2009/10.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O calote de Serra e Kassab com os precatórios motiva editorial do JT e cartas de leitores no Estadão</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/o-calote-de-serra-e-kassab-com-os-precatorios-motiva-editorial-do-jt-e-cartas-de-leitores-no-estadao/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 12:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A PEC dos Precatórios é pior do que parecia
Editorial Jornal da Tarde
Além da violência que representa contra os direitos de quem tem créditos a receber de Estados e municípios, resultantes de decisões judiciais &#8211; o que já é largamente suficiente para sua condenação -, a chamada PEC dos Precatórios, cujo objetivo é tornar ainda mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>A PEC dos Precatórios é pior do que parecia</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="4">Editorial Jornal da Tarde</font></strong></p>
<p>Além da violência que representa contra os direitos de quem tem créditos a receber de Estados e municípios, resultantes de decisões judiciais &#8211; o que já é largamente suficiente para sua condenação -, a chamada PEC dos Precatórios, cujo objetivo é tornar ainda mais difícil o seu recebimento, tem outros aspectos negativos que começam a surgir.</p>
<p>Agências de classificação de riscos poderão rebaixar a nota de crédito dos devedores, como a Austin Rating diz que fará com o governo de São Paulo e a Prefeitura da capital, caso a Câmara dos Deputados aprove o projeto, que já passou pelo Senado Federal. Essas agências medem o risco de inadimplência em contratos e suas notas são um dos principais elementos que se levam em conta para a concessão de empréstimos e a fixação de seus custos.</p>
<p>Essa proposta de emenda constitucional, como se recorda, cria um teto anual para o desembolso que Estados e municípios podem fazer para o pagamento de precatórios. Ela prevê também a realização de leilões para que possam ser pagos em primeiro lugar os credores que oferecerem os maiores descontos em suas dívidas. Seu efeito nocivo é duplo &#8211; além da institucionalização do atraso, cria condições para que os credores aceitem grandes descontos na esperança de receber logo o que puderem e, assim, evitar perdas maiores decorrentes daquele atraso. Um mecanismo perverso que levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a qualificar o projeto, com toda razão, de “institucionalização do calote”.</p>
<p>Nada mais natural que quem dá calote seja visto com desconfiança quando vai pedir empréstimo. A Austin Rating, ao anunciar o rebaixamento do governo do Estado e da Prefeitura em sua classificação de risco, apenas segue essa regra elementar. À força de querer levar vantagem à custa dos que têm precatórios a receber, eles poderão ser punidos com dificuldades para conseguir empréstimos.</p>
<p>Quando está na posição de credor, o poder público é implacável no recebimento do que lhe é devido, punindo com rigor os faltosos. Mas, quando se vê na condição de devedor, muda inteiramente seu comportamento. Atrasa o quanto pode para vencer seu credor pelo cansaço. O governo paulista, por exemplo, tem dívidas de precatórios, acumuladas ao longo de várias administrações, de R$ 12 bilhões, que nas condições atuais, se nenhum novo precatório surgir, levará 10 anos para pagar. Muitos dos credores, que são pessoas de idade, aposentadas, não conseguirão esperar tanto tempo. Esse é um jogo cruel, em que o mais forte &#8211; o poder público &#8211; impõe suas regras de forma implacável. A PEC dos precatórios, se aprovada, acentuará e consagrará essa crueldade. Uma truculência tão grande e deslavada que acabará prejudicando também quem a pratica. Que os deputados pensem nisso na hora de votar.</p>
<p><font size="5"><strong>Forum dos leitores &#8211; O Estado SP</strong></font></p>
<p><strong><font color="#b22222">&#8220;VIUVINHA DOS PRECATÓRIOS NÃO EXISTE&#8221;</font></strong></p>
<p>Sexta-feira me deparei com a matéria acima no Estadão e venho expressar minha profunda indignação com o Secretário de Finanças do Município. Eles alegam que não há dinheiro para pagar os pobres assalariados, porém aprovam aumentos de salários para si mesmo, assim como verbas adicionais. Se um cidadão deixar de pagar algum tipo de impostos, o mesmo é prontamente prejudicado e cobrado por isso. No site da prefeitura, logo na pagina inicial tem uma frase assim &#8220;Parcele suas dividas com a Prefeitura&#8221;, porque eles não fazem o mesmo com os precatórios ? Porque não pagam em parcelas o que devem ao povo, que eu sua maioria ganha menos de 3 salários mínimos? É impressionante a falta de &#8220;vergonha na cara&#8221; dos nossos governantes. Infelizmente meus PAIS estão entre os milhões de pessoas que estão na fila para receber os precatórios do Município, porém acredito que se alguém receber, não serão meus pais, mas talvez seus tataranetos. Deixo aqui o meu protesto contra toda essa &#8220;corja&#8221; que infelizmente nunca irá sair do poder!</p>
<p><strong>Fabiano Lopes</strong>, <font color="#6495ed">flopes@clacimportacao.com.br</font></p>
<p>São Paulo</p>
<p>_______________________________________________________________</p>
<p>Tomei conhecimento da matéria de Daniel Bramatti, no jornal O Estado de São Paulo, e fiquei indignado (&#8221;Viuvinha dos precatórios não existe&#8221;). Walter Morais Rodrigues: secretário municipal das Finanças; Segundo secretário, advogados e investidores é que pressionam contra emenda que mudará regras para pagar dívidas &#8211; Daniel Bramatti Um dos responsáveis pelo lobby em torno da chamada PEC dos Precatórios, o secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo, Walter Morais Rodrigues, é taxativo: não há como pagar a dívida municipal decorrente de sentenças judiciais, de R$ 11 bilhões, a não ser com o deságio previsto nas novas regras em análise no Congresso). Tenho ao longo de alguns anos, feito denúncia junto a Câmara Municipal de São Paulo &#8211; para todos os vereadores, e também, na PMSP, sobre o não pagamento dos PRECATÓRIOS. Minha mãe existe, e espera o recebimento destes precatórios há 20 anos. Abaixo está as denuncias feitas, e até a resposta oficial da PMSP. Isto desmente a postura do secretário de finanças da PMSP. Informo ainda, que entrei com denuncia junto a Procuradoria Geral do Estado &#8211; sob nº 149256 em 03/06/2009 &#8211; conforme indicação da Promotora de Justiça, Dra. Marianí Atchabahian, nos autos do Procedimento Administrativo nº 82/09. Vejam abaixo minha comunicação com a PMSP e sua resposta: Minha mãe, pensionista do IPREM &#8211; Instituto de Previdência Municipal &#8211; hoje com 72 anos, ganhou em todas as instância, ela e muitos outros servidores aposentados e pensionistas, isso é claro após 20 anos de espera. Porém agora que já ganharam o processo vivem um outro drama, aguardar o pagamento da prefeitura. Pelo que informaram, a PMSP têm feito, no máximo, um pagamento por ano. A frente da minha mãe estão aguardando mais 59 processos, isso significa, esperar mais 59 anos, ou, quando a PMSP tiver dinheiro para fazer o pagamento. Isso contrariando o estatuto do idoso.</p>
<p>Resposta oficial da PMSP: Prezado Senhor Celso de Andrade, O Instituto de Previdência Municipal de São Paulo (Iprem-SP) faz o pagamento dos precatórios obedecendo rigorosamente a ordem de pagamentos e de acordo com a disponibilidade financeira da Prefeitura Municipal de São Paulo. Informamos que o último precatório que o Instituto pagou foi o de número 39/2007. O de sua mãe, a Sra. Beatriz Nicácio de Andrade, é o de número 51/2008. A quantidade que antecede o dela é de 59 processos. Agradecemos o contato e estamos à disposição para mais esclarecimentos, se necessário, inclusive pelo telefone (11) 2224-7500. Atenciosamente, Deise de Jesus Marques Assessora de Comunicação Superintendência &#8211; Iprem-SP</p>
<p><strong>Celso de Andrade</strong>, <font color="#6495ed">douradosampa@yahoo.com.br</font></p>
<p>São Paulo</p>
<p>___________________________________________________________________<br />
<strong><font color="#b22222">ABSURDO DE SECRETARIO</font></strong></p>
<p>Como pode uma pessoa dessas, de forma descabida, HUMILHAR e apedrejar não só as viúvas mas os milhares de aposentados e demais servidores nessa fila de espera que nunca anda, chamada precatórios municipais. Se tiver alguma honradez, o mínimo que Kassab deveria fazer é DEMITIR esse pseudo-secretário das finanças e impulsionar os pagamentos, ditos por este agora, que SÓ ANDAM nos sequestros judiciais. Vale no mínimo uma ação pública de improbidade e danos morais aos, ate já mortos, nesse absurdo desrespeitos (é como se dissesse: se há drogas pelas ruas, que o governo então seja o fornecedor). Cadeia pra esse destratante.</p>
<p><strong>Antonio Fernandez</strong>, <font color="#6495ed">engesoft@ig.com.br </font></p>
<p>São Paulo</p>
<p>________________________________________________________________</p>
<p><strong><font color="#b22222">ESPOLIADOS</font></strong></p>
<p>Causa-me espécie, revolta e indignação que o &#8220;ilustre&#8221; sr. Walter Morais Rodrigues, Secretário de Finanças do Município , que se credencia &#8216;mestre em economia&#8217; pela Universidade Federal de Minas Gerais e hoje &#8220;está&#8221; Secretário do Engº Kassab na Prefeitura do Município de São Paulo ousa desrespeitar duas regras principais da boa educação e do direito: a primeira é a do respeito aos mais velhos; a segunda é a de ignorar princípio basilar do direito, ou seja, quem deve tem de pagar, até sob vara. Os bem formados sabem disso! Às &#8220;viúvas&#8221; ou &#8220;viúvos&#8221; dos precatórios, assim como, às &#8220;espoliadas vítimas de desapropriações&#8221; resta, embora calcados em dispositivo Constitucional claro e definitivo, submeterem-se a prazos e delongas oriundos dos devedores. Ora isso é uma aberração quer no plano jurídico quer no plano comercial. No plano jurídico o que o Poder Executivo pretende é ignorar o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o trânsito em julgado, que enseja um crédito quirografário às &#8220;viúvas, aos viúvos o aos espoliados&#8221;. Agindo assim, o Estado que deveria ser o &#8220;paradigma do bem&#8221;, passa ser o &#8220;caloteiro-mor&#8221;. Dir-se-á o que aos eventuais credores das transações comerciais? Devo, não nego, mas não quero pagar! Dir-se-á: devo, é verdade. Outras obrigações me impedem de pagar! Ora, o que dirá o credor? Vindo uma cobrança de IPTU, do IPVA, do INSS, da Receita Federal, dir-se-á o que? As &#8220;viúvas, os viúvos e os demais espoliados&#8221; devem, sim, cobrar o Estado com juros e demais custas até inviabilizá-lo, sem dor na consciência, pois nenhum credor faria o contrário e nem teria paciência de aguardar tanto tempo. Pensemos a respeito e não esqueçamo-nos nas próximas eleições! De outro lado, deparo-me com uma manchete: &#8220;Kassab paga torneio de truco&#8221;. Não adentrarei no mérito, pois os jogadores de truco, os futebolistas amadores, os maratonistas, os boxers amadores, os jogadores de vôlei, os praticantes do In line street pro, os beneficiários do Clube Escola os acrobatas da Taça Metropolitana de Ginástica Artística e Copa Paulistana de Ginástica Artística, os praticantes do Tae kwon do, os praticantes do jiu-jítsu e os cidadãos afeitos à 15ª Pedalada merecem nosso respeito, admiração, incentivo e verbas do governo para viabilizá-los. Exsurge, entretanto, uma pergunta: o &#8220;as viúvas, os viúvos e toda sorte de espoliados&#8221; que requerem, apenas, créditos alimentares não são contemplados com o mesmo interesse? Lamentável! Mais do que lamentável! Deplorável.</p>
<p><strong>W. M. L.,</strong> <font color="#6495ed">wilucas90@gmail.com</font></p>
<p>São Paulo</p>
<p><strong><font color="#b22222">PRECATÓRIOS</font></strong></p>
<p>Sou professora do Município, tenho precatórios a receber e não concordo com o sr. secretário de Finanças que os precatórios são de interesse de advogados. Aliás, nem precisaríamos contratá-los se nos fosse pago o que é de direito. Quando devemos a órgãos públicos, cobram-nos juros de cada centavo. O que está acontecendo com essa PEC do Calote é mais uma vergonha deste país. Falo em nome de milhares de professores que trabalham exaustivamente para melhorar a educação do Estado e do Município. Estão nos roubando, sim. Deveríamos ter recebido esse dinheiro na época em que governantes infringiam a lei e não nos pagaram. Lamentável é que cada vez mais os primeiros a dar o exemplo de roubo são os governantes.</p>
<p><strong>Marcia Darelli</strong>, <font color="#6495ed">marciadarelli@terra.com.br</font></p>
<p>São Paulo</p>
<p>_____________________________________________________________</p>
<p>Tenho precatórios a serem pago pela Prefeitura de São Paulo. Tive câncer de mama e preciso fazer tratamento de fisioterapia pago. O SUS fornece-me o remédio. Poderia ter um final de vida melhor se o que me é devido fosse honrado. Há uma forma de não haver mais precatórios. É só pagar o que é de lei &#8230;</p>
<p><strong>Elizabeth Galo Di Lorenzo</strong>, <font color="#6495ed">bgallo@uol.com.br</font></p>
<p>Santos</p>
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		<title>&#8221;Viuvinha dos precatórios não existe&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 13:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Walter Morais Rodrigues: secretário municipal das Finanças; Segundo secretário, advogados e investidores é que pressionam contra emenda que mudará regras para pagar dívidas



Não vai ter cheque para as viuvinhas dos precatórios, elas não existem segundo secretário de Kassab


&#160;
Daniel Bramatti &#8211; O Estado SP
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


Um dos responsáveis pelo lobby em torno da chamada PEC dos Precatórios, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c"><img src="http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/Walter_Aluisio_180x250_1199898203.jpg" alt="http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/Walter_Aluisio_180x250_1199898203.jpg" align="left" /><font size="4"></font></div>
<div id="c"></div>
<div id="c"><font size="4"><strong>Walter Morais Rodrigues: secretário municipal das Finanças; Segundo secretário, advogados e investidores é que pressionam contra emenda que mudará regras para pagar dívidas</strong></font></div>
<div id="c"></div>
<div id="c">
<div style="text-align: center"><img src="http://midiacon.com.br/imgNoticias/2008/Out/23/politica231002_gd.jpg" alt="http://midiacon.com.br/imgNoticias/2008/Out/23/politica231002_gd.jpg" /></div>
<div align="center"><em><font size="1">Não vai ter cheque para as viuvinhas dos precatórios, elas não existem segundo secretário de Kassab</font></em></div>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Daniel Bramatti &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Um dos responsáveis pelo lobby em torno da chamada PEC dos Precatórios, o secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo, Walter Morais Rodrigues, é taxativo: não há como pagar a dívida municipal decorrente de sentenças judiciais, de R$ 11 bilhões, a não ser com o deságio previsto nas novas regras em análise no Congresso.</p>
<p>Isso significa que, para receber em um prazo razoável, os credores terão de abrir mão de parte da dívida &#8211; o porcentual será estabelecido em leilões, mas a prefeitura trabalha com a previsão &#8220;conservadora&#8221; de 50%.</p>
<p>Mesmo com a perspectiva de pagar apenas metade do que deve, a prefeitura rejeita a acusação de estar prestes a promover um &#8220;calote&#8221;. &#8220;Dizem que essa é a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do calote, mas ninguém apresenta uma solução&#8221;, argumentou o secretário, em entrevista. &#8220;Pagar de imediato não dá.&#8221;</p>
<p>Ao justificar os deságios, Morais Rodrigues lembrou que eles já são praticados no mercado paralelo de precatórios &#8211; sem perspectivas de receber, muitos credores vendem seus direitos a terceiros, por até 90% menos do que o valor da dívida. Das mãos de servidores aposentados, por exemplo, a dívida estaria passando para especuladores. &#8220;Não há dúvidas de que essa figura da viuvinha que vai morrer, que o pessoal da OAB leva e faz drama, não existe&#8221;, afirmou. A seguir, os principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>A União paga os precatórios em dia, diferentemente de Estados e municípios. Qual é a razão?</strong></p>
<p>O estoque de precatórios da prefeitura tem valor equivalente a 55% da receita líquida. O pagamento desses valores, ao longo das administrações, foi se inviabilizando. Mas o mais importante a ser destacado é que não estamos gerando precatórios para o futuro. Pagamos em dia nossos fornecedores e funcionários. Além disso, há uma postura diferente do Judiciário, que não dá a imissão de posse, em caso de desapropriações, se o valor depositado pelo poder público não for muito próximo do valor de mercado. No passado, o poder público ocupava o imóvel, pagava um valor pequeno e depois ia discutir o resto na Justiça. Esses valores de precatórios são reajustados por juros compensatórios e correção, podendo chegar a 24% ao ano, e assim chegamos ao estoque em que estamos.</p>
<p><strong>Por que os juros são tão altos?</strong></p>
<p>É o Judiciário quem define. É o melhor ativo que existe, não há aplicação financeira com esse rendimento.</p>
<p><strong>O problema é que não se sabe a data do resgate&#8230;</strong></p>
<p>Não se sabe, mas a PEC dos Precatórios vem no sentido de dar uma sinalização.</p>
<p><strong>O governador Serra afirma que a maior parte dos precatórios não está nas mãos de cidadãos &#8211; ou &#8220;viúvas&#8221;, nas palavras dele -, mas de investidores e grandes escritórios de advocacia. O senhor concorda?</strong></p>
<p>Não há dúvidas de que essa figura da viuvinha que vai morrer, que o pessoal da OAB leva e faz drama, não existe. É só entrar no Google e procurar &#8220;compro precatórios&#8221;. Na última vez, havia 12 páginas.</p>
<p><strong>Nos últimos anos, que porcentual do Orçamento o município vem destinando ao pagamento de precatórios?</strong></p>
<p>A PEC prevê 1,5% da receita corrente líquida, e no ano passado nós pagamos 2,5%, ou mais de R$ 400 milhões. Em 2008 tivemos R$ 260 milhões de recursos sequestrados para pagar precatórios. Em 2009 já são R$ 200 milhões em sequestros. Como fazer um planejamento de pagamentos assim?</p>
<p><strong>É uma dívida impagável?</strong></p>
<p>Estamos tentando resolver a questão. O melhor seria pagar tudo, mas são R$ 11 bilhões, 55% da receita corrente líquida. Como é que se paga? Dizem que essa é a PEC do calote, mas ninguém apresenta uma solução. Pagar de imediato não dá. Vou deixar de investir na educação, na saúde, deixar de pagar o governo federal? Se já há um mercado em que se pratica deságio, que essa deságio seja apropriado pelo poder público, por todos. Estamos falando, em nossas projeções, em 50% de deságio. No mercado, chega a 90%.</p>
<p><strong>Quem é:<br />
Walter Rodrigues</strong></p>
<p>É mestre em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais</p>
<p>Na década de 90, prestou consultoria a empresas privadas e do governo, sobretudo no campo das privatizações e concessões públicas</p></div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Precatórios: para Kassab, PEC &#8221;é a única solução&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 15:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Na avaliação do prefeito, risco maior é o de São Paulo &#8221;quebrar&#8221;

Ana Paula Scinocca &#8211; O Estado SP
A exemplo do governador José Serra (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), reagiu ontem à ameaça da agência de classificação de risco Austin Rating de rebaixar a nota de crédito do governo paulista e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Na avaliação do prefeito, risco maior é o de São Paulo &#8221;quebrar&#8221;</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.portalzonanorte.com.br/conteudos/383.JPG" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.portalzonanorte.com.br/conteudos/383.JPG" width="552" height="342" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ana Paula Scinocca &#8211; O Estado SP</p>
<p>A exemplo do governador José Serra (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), reagiu ontem à ameaça da agência de classificação de risco Austin Rating de rebaixar a nota de crédito do governo paulista e da prefeitura. &#8220;Acho muita coincidência e estranho a agência ter se manifestado na véspera de uma audiência pública na Câmara para discutir o tema&#8221;, disse Kassab em Brasília.</p>
<p>Para ele, a aprovação da proposta de emenda constitucional que institui regime especial de pagamento de precatórios &#8220;é a única solução&#8221; para Estados e municípios. O texto, já aprovado pelo Senado, hoje tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.</p>
<p>Kassab disse que, como prefeito, é preciso agir com responsabilidade. &#8220;Risco maior é a capacidade de a cidade quebrar.&#8221;</p>
<p>Segundo dados da Secretaria Municipal de Finanças, o estoque atual de precatórios da capital paulista é de R$ 11 bilhões. &#8220;A situação está ficando comprometedora. De janeiro até abril foram sequestrados R$ 182 milhões. O caso é grave&#8221;, disse Kassab. Em maio, segundo o secretário de Finanças do município, Walter Aluisio Morais Rodrigues, o sequestro foi de R$ 58 milhões.</p>
<p>Durante a audiência pública, o prefeito pediu &#8220;pressa&#8221; para que o Congresso ache uma solução. A proposta, resultante de intenso lobby de governadores e prefeitos, cria um teto anual para o desembolso de Estados e municípios com o pagamento de precatórios. Prevê ainda a realização de leilões para que sejam pagos em primeiro lugar os credores que oferecem os maiores descontos nas dívidas. Hoje, o governo paulista paga precatórios com 11 anos de atraso.</p>
<p>Representante da Secretaria da Fazenda de São Paulo na audiência pública da CCJ, José Roberto Moraes disse ontem que, com a PEC, será possível deixar as dívidas de precatórios em dia em até 15 anos. &#8220;Se mantida a situação de hoje, as dívidas com precatórios do Estado de São Paulo devem demorar 40 anos para serem pagas.&#8221;</p>
<p>Líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (PSDB) também saiu em defesa da aprovação da PEC, que deve passar pelo plenário da Casa sem grandes alterações, na avaliação dos congressistas.</p>
<p>O tucano disse não ver &#8220;nexo&#8221; no iminente rebaixamento da nota de crédito do Estado e da capital por causa da proposta. &#8220;A PEC vai deixar as regras mais claras e vai dar segurança àqueles que têm precatório alimentar.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Indústria quer mudar PEC dos Precatórios</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/industria-quer-mudar-pec-dos-precatorios/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 15:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Raquel Ulhôa, de Brasília &#8211; VALOR
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentaram ontem à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados projeto alternativo à proposta de emenda à Constituição (PEC), aprovada no Senado, que institui regime especial de pagamento dos débitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.assetj.org.br/portal/images/redacao/imagem_1240886692.jpg" alt="http://www.assetj.org.br/portal/images/redacao/imagem_1240886692.jpg" width="269" height="138" /><img src="http://www.cutdf.org.br/images/7406.jpg" alt="http://www.cutdf.org.br/images/7406.jpg" width="237" height="133" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Raquel Ulhôa, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentaram ontem à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados projeto alternativo à proposta de emenda à Constituição (PEC), aprovada no Senado, que institui regime especial de pagamento dos débitos do poder público determinados por sentença judicial (precatórios).</p>
<p>Elaborada pela LCA Consultores, a sugestão do setor industrial tem o objetivo principal de substituir o mecanismo do leilão público, previsto na PEC do Senado, pelo qual o credor de precatório de alto valor pode receber antes da ordem cronológica, mediante deságio no título. O mecanismo do &#8220;leilão&#8221; foi criticado ontem pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em audiência pública realizada ontem na CCJ.</p>
<p>Os representantes da OAB afirmaram que o leilão privilegia o ente público inadimplente, representa confisco e abre espaço para a irresponsabilidade fiscal. A PEC do Senado acaba com a obrigatoriedade de pagamento dos precatórios em ordem cronológica. Estados e municípios teriam de pagar primeiro os de valor mais baixo e destinados a pessoas idosas.</p>
<p>Os maiores poderiam continuar esperando na fila ou optar por um regime especial, no qual está previsto o leilão com deságio. Estados e municípios teriam de repassar percentual da receita corrente líquida (que depende do tamanho do estoque de precatórios devido) para um fundo, destinado à quitação dos títulos.</p>
<p>A sugestão apresentada pela Fiesp e pela CNI é que, em vez do &#8220;leilão&#8221;, o credor possa converter seu precatório em carta de crédito para ser usada na compra de imóveis ou equipamentos. Os recursos também poderiam ser aplicados em um fundo de investimento em infraestrutura. O valor de face do precatório seria preservado, mas o credor pagaria uma taxa de intermediação pela conversão do título em carta de crédito.</p>
<p>A reunião da CCJ teve a participação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e representantes de Estados e municípios &#8211; todos defendendo a PEC do Senado. Após os debates, Kassab reconheceu que a Câmara deverá fazer modificações no texto, o que exigirá nova votação do Senado. &#8220;Nunca esperei que a Câmara fosse apenas homologar o texto&#8221;, disse. Kassab pediu aos deputados rapidez na decisão, alegando necessidade de planejar o orçamento da prefeitura.</p>
<p>Após ouvir as críticas, o relator da PEC, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que &#8220;há problemas no texto do Senado e reparos a fazer&#8221;. Para o pemedebista, a CCJ pode buscar elaborar um texto que contemple os setores envolvidos. À comissão cabe examinar a admissibilidade ou não para que a PEC continue a tramitar. De lá, a proposta terá de ser examinada por uma comissão especial e, depois, votada em dois turno no plenário. Para ser aprovada, são necessários os votos de três quintos da Casa.</p>
<p>O secretário de Finanças do município de São Paulo, Walter Aluísio, mostrou simulação da situação da prefeitura, com ou sem a PEC do Senado. Segundo ele, o estoque de precatórios hoje é de R$ 11 bilhões. Aplicando-se as regras previstas na PEC, em 2028 a cidade teria pago tudo. Pela regra atual, naquela data ainda deveria R$ 25 bilhões.</p>
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		<title>Agência ameaça rebaixar nota de crédito do Estado e da Prefeitura de S. Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 17:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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Austin tomará medida se PEC que muda pagamento de precatórios for aprovada

Daniel Bramatti &#8211; O Estado SP
A agência de classificação de risco Austin Rating anunciou que vai rebaixar a nota de crédito do governo de São Paulo e da prefeitura da capital se o Congresso aprovar as novas regras para pagamento de precatórios &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><br />
Austin tomará medida se PEC que muda pagamento de precatórios for aprovada</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.assetj.org.br/portal/images/redacao/imagem_1240886692.jpg" alt="http://www.assetj.org.br/portal/images/redacao/imagem_1240886692.jpg" width="269" height="138" /><img src="http://www.cutdf.org.br/images/7406.jpg" alt="http://www.cutdf.org.br/images/7406.jpg" width="237" height="133" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Daniel Bramatti &#8211; O Estado SP</p>
<p>A agência de classificação de risco Austin Rating anunciou que vai rebaixar a nota de crédito do governo de São Paulo e da prefeitura da capital se o Congresso aprovar as novas regras para pagamento de precatórios &#8211; que entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil qualificam como &#8220;a institucionalização do calote&#8221;.</p>
<p>Os chamados &#8220;ratings&#8221; de países, Estados e municípios medem o risco de inadimplência em contratos e são utilizados como parâmetros na concessão de empréstimos &#8211; como regra geral, quanto mais alta a nota, menores são os juros.</p>
<p>Desde 2007, a Austin Rating considera que Estado e prefeitura oferecem, respectivamente, risco muito baixo e risco baixo de &#8220;default&#8221; &#8211; calote. Mas as duas notas foram colocadas em perspectiva negativa, ou seja, podem ser alteradas para baixo antes da próxima revisão anual.</p>
<p>O principal motivo do iminente rebaixamento é a chamada PEC dos Precatórios, aprovada pelo Senado e em tramitação na Câmara. Trata-se de uma proposta de emenda constitucional que cria um teto anual para o desembolso de Estados e municípios com o pagamento de precatórios &#8211; as dívidas resultantes de decisões judiciais. A proposta, resultante de intenso lobby de governadores e prefeitos, ainda prevê a realização de leilões para que sejam pagos em primeiro lugar os credores que oferecerem os maiores descontos nas dívidas.</p>
<p>Atualmente, o governo de São Paulo paga precatórios com atraso de 11 anos, e a situação é semelhante em outros Estados. Apenas o governo federal paga os débitos em dia.</p>
<p>Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, as mudanças propostas vão alongar o prazo de pagamento dos precatórios, o que pode até favorecer o fluxo de caixa de Estados e municípios, mas reduzirão sua capacidade de endividamento. &#8220;O mercado não gosta de mudanças de regras que afetem a segurança jurídica de credores. A aprovação da emenda deve provocar restrição no crédito justamente quando Estado e prefeitura precisarão buscar financiamento para implantar projetos relacionados à Copa de 2014&#8243;, observou.</p>
<p>A ameaça de rebaixamento na nota de crédito foi encarada como &#8220;uma pequena vitória&#8221; por Carlos Toffoli, vice-presidente do Movimento dos Advogados em Defesa dos Credores Alimentares (Madeca), entidade que, segundo ele, representa os interesses de milhares de credores do poder público.</p>
<p>&#8220;O governo fica alardeando que o Estado está saneado e que tem bilhões para investimentos, mas não fala no passivo trabalhista que só cresce e que não tem perspectivas de quitação&#8221;, disse Toffoli.</p>
<p>O governo paulista deve atualmente R$ 12 bilhões em precatórios e compromete apenas 1,5% do Orçamento com o pagamento das dívidas. Nesse ritmo, segundo Agostini, levará 10 anos para quitar os débitos, desde que nenhum novo precatório entre na fila &#8211; o que é improvável. A situação da prefeitura é ainda pior: levaria quase dois séculos para zerar suas dívidas com o atual ritmo de pagamentos.</p>
<p>Os credores desses precatórios são, na imensa maioria, servidores públicos aposentados que obtiveram vitórias na Justiça contra seu antigo empregador. Sem perspectiva de receber e com idade avançada, muitos aceitam &#8220;vender&#8221; suas dívidas a empresas e investidores, com deságio de até 90%.</p>
<p>&#8220;Ninguém pensa nos credores&#8221;, reclama Carlos Toffoli. &#8220;Muitos morrem antes de receber. Temos clientes que, sem dinheiro, acabam pendurados no crédito especial em bancos oficiais. São devedores ou credores do Estado?&#8221;</p>
<p>A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo questionou os critérios e a conclusão da Austin Rating. &#8220;Em nenhum momento fomos procurados pela empresa, diferentemente do que ocorreu com a Moody?s, outra agência de classificação de risco&#8221;, disse Rafael Barroso, assessor do gabinete do secretário da Fazenda.</p>
<p>Sobre o risco de restrição de crédito, Barroso afirmou: &#8220;Temos contratos com o Bndes, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e outros, e em nenhum momento os empréstimos foram condicionados à rejeição da PEC dos Precatórios&#8221;.</p>
<p>Procurada, a Secretaria das Finanças do município de São Paulo não se manifestou.</p>
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