12/07/2009 - 19:44h Donna non vidi mai

Placido Domingo, na ária “Donna non vidi mai” da ópera Manon Lescaut, de Puccini

02/02/2009 - 19:04h Manon Lescaut


“Donna non vidi mai” de Manon Lescaut – José Cura

 

 


“Tu, tu amore tu”, Kiri te Kanawa (Manon) and Placido Domingo (Des Grieux)

 

 


Angela Gheorghiu na gravação do CD ‘Puccini’, na aria “Sola, perduta, abbandonata”, de Manon Lescaut

 


Placido Domingo e Renata Scotto no último ato de Mano Lerscaut de Puccini

SINOPSE/RESUMO: “Manon Lescaut” de Giacomo Puccini (Lucca, 22 de Dezembro de 1858 – Bruxelas, 29 de Novembro de 1924). Terceira ópera do compositor, então com 35 anos. Libreto de Oliva e Illica segundo Prévost. Estreia em Turim – Teatro Reggio, a 1 de Fevereiro de 1893.

Personagens: Manon / Edmondo / Des Grieux / Lescaut / Geronte / Estalajadeiro / Um músico / Mestre de dança / Sargento / Acendedor de lampiões / Comandante.

Antecedentes: Em 1731 surgia um romance do Abade PREVOST intitulado “Memórias e Aventuras dum Cavalheiro”. Em 1856, passado mais de um século sobre essa edição, surgiria a primeira ópera escrita sobre um dos episódios do livro, que fala dos desventurados amores do cavaleiro DES GRIEUX e de MANON LESCAUT. Essa primeira ópera era da autoria de DANIEL FRANÇOIS ESPRIT AUBER, que ficaria conhecido sobretudo por uma sua outra ópera, “Fra Diavolo”, e pela preferência que a grande cantora PATTI tinha por algumas das suas árias.

Hoje poucos se recordarão desta “MANON de AUBER”, mas poucos não conhecem as duas outras óperas sobre o mesmo tema, de MASSENET e de PUCCINI – a de MASSENET estreada em Paris em 1884; a de PUCCINI apresentada pela primeira vez no Teatro Real de Turim 9 anos mais tarde.

PRIMEIRO ACTO: A acção passa-se em 1721, e inicia-se numa Estalagem em Amiens, onde o cavaleiro DES GRIEUX, de semblante sombrio, é alvo das brincadeiras de EDMONDO e de um grupo de Estudantes e de jovens, que lhe perguntam se sofreu alguma decepção amorosa. Numa diligência, chegam LESCAUT, MANON, sua irmã, e GERONTE, um velho muito rico. LESCAUT pretendia levar a irmã para um convento, onde esta completaria a sua educação, mas repara que ela provoca um interesse muito especial em GERONTE, e diz-se disposto a fechar os olhos e a permitir que o velho rapte a irmã, tudo com a cumplicidade do Estalajadeiro. DES GRIEUX observa a chegada dos viajantes, e fica profundamente perturbado com MANON, pela qual se apaixona de imediato. MANON sente-se também deliciada com o interesse do jovem cavaleiro, com o qual acaba por trocar juras de amor. EDMONDO, que escutara os planos de LESCAUT e do velho GERONTE para raptar a jovem, informa DES GRIEUX, que facilmente consegue convencer MANON a fugir com ele, na própria carruagem destinada ao rapto. Pouco preocupado com o sucedido, LESCAUT diz ter a certeza de que conseguirá convencer a irmã a aceitar a proposta de GERONTE, já que conhece, melhor do que ninguém, o amor da irmã pelo luxo.

SEGUNDO ACTO: Paris: Tal como LESCAUT previra, MANON vive agora num luxuoso apartamento montado por GERONTE. Mas ela confessa ao irmão que todas aquelas cortinas de seda a deixam gelada, e que o seu único desejo é poder regressar à casa humilde onde conhecera o verdadeiro amor. Entra um Professor de Dança, e, na presença de GERONTE e de alguns seus convidados, MANON é iniciada na arte do Minueto. LESCAUT sai para informar DES GRIEUX onde MANON se encontra. O cavaleiro ganhara algum dinheiro ao jogo, tornando-se um pretendente desejável. DES GRIEUX corre para o apartamento e encontra MANON sozinha. Começa por censurar violentamente o seu comportamento, mas acaba repetindo novas juras de amor. GERONTE aparece e surpreende os dois. Fica furioso e sai para chamar a Polícia. LESCAUT exorta os amantes a fugirem, mas MANON não se conforma em deixar para trás as jóias ganhas de GERONTE, insistindo em levá-las consigo, e DES GRIEUX volta a censurá-la pelo seu desmedido amor ao luxo. Todas estas hesitações irão revelar-se fatais: GERONTE regressa com a Polícia, acusa a amante de prostituição, e MANON vai presa.

TERCEIRO ACTO: Havre, numa praça junto do porto: DES GRIEUX e LESCAUT planeiam libertar MANON, condenada ao degredo, e que deverá embarcar, com outras prostitutas, com destino à colónia francesa de Louisiana, na América do Norte. No meio de grande agitação, é lida a lista das mulheres que deverão embarcar. Quando ouve o nome de MANON, DES GRIEUX coloca-se ao seu lado. Os guardas tentam afastá-lo, mas ele mantém-se firme na sua decisão: embarcará também. O Comandante aproxima-se, e DES GRIEUX implora-lhe que atenda o seu pedido, dizendo-se disposto a executar qualquer tarefa, por mais humilde que seja. O Comandante acaba por ceder, e MANON e DES GRIEUX embarcam juntos.

QUARTO ACTO: O último acto passa-se numa planície na fronteira de Nova-Orleans, um cenário de grande desolação. Perseguidos pelas intrigas e pelos ciúmes, MANON e DES GRIEUX deixaram a cidade. Agora lamentam a desgraça que se abateu sobre eles, e MANON, pressentindo a proximidade da morte, pede a DES GRIEUX que a deixe morrer sozinha. Desesperado, DES GRIEUX parte em busca de auxílio, e só, como pedira, MANON exprime a sua desolação. O cavaleiro regressa, mas encontra-a agonizante.

Fonte : Luana_Jardim