23/11/2009 - 09:43h Antonio Donato foi eleito presidente do PT municipal no primeiro turno. Edinho Silva foi releito presidente estadual também no primeiro turno e José Eduardo Dutra deve ser confirmado hoje como o novo presidente nacional do PT

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Apuradas 80% das urnas da capital paulista, durante a noite de ontem, o vereador Antonio Donato contabilizava 65% dos votos. Também na capital paulista Edinho Silva atingia 94% dos votos e José Eduardo Dutra 82%. Estes resultados parciais concernem a votação na cidade de São Paulo. LF fonte twitter Donato


da Folha Online

O ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra (SE), favorito na disputa à presidência do PT, deve ser confirmado ainda hoje para o cargo.

Dutra tem o apoio dos principais líderes do partido, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e conseguiu unir três correntes do partido: Novos Rumos, PT de Lutas e Massas e Construindo um novo Brasil.

Ele defende a aliança do partido com o PMDB para 2010, mas não descarta antigos aliados, como o PC do B e o PSB.

O PED (Processo de Eleição Direta) do PT, realizado neste domingo (22), é considerado o maior processo de eleição de um partido no país. A expectativa era de que 200 mil filiados fossem às urnas.

Como a votação é manual, a apuração das cédulas só deve ser finalizada nesta terça-feira.

Se houver segundo turno, Dutra deve disputar o comando do PT com o atual secretário-geral, deputado José Eduardo Cardozo (SP), que conta com o apoio do ministro Tarso Genro (Justiça).

Também estão na corrida interna: Iriny Lopes (Chapa Esquerda Socialista), Markus Sokol (Chapa Terra, Trabalho e Soberania), Geraldo Magela (Chapa Movimento: Partido para Todos) e Serge Goulart (Chapa Virar à Esquerda, Reatar com o Socialismo).

A nova direção deve tomar posse em fevereiro, durante o 4º Congresso do partido, em Brasília, quando deve ser confirmada oficialmente a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial.

Ao longo do dia de ontem, os líderes do partido marcaram presença em todo o país na escolha do futuro comando do PT. A maior movimentação foi na sede do Diretório Nacional em Brasília. Pela manhã, o presidente Lula votou acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, da ministra Dilma, de seu chefe de gabinete Gilberto Carvalho e do atual presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini.

Descontraído, Lula aproveitou para mandar recados aos correligionários e aos possíveis aliados do PT para 2010. Recomendou prioridade para o projeto de fazer seu sucessor e defendeu que se houver divergência, não seja um obstáculo para a campanha majoritária.

“Eu não tenho mais ilusão quando se trata de disputas locais, por mais que a gente oriente as pessoas de que deve prevalecer é o projeto nacional, normalmente, o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalece as questões dos Estados. O que é importante é que se houver divergências dentro da base aliada nos Estados, isso não seja impeditivo para a ministra Dilma”, disse Lula.

Dilma também falou das dificuldades em se conciliar os problemas nacionais com os regionais, mas usou um tom conciliador. “Eu sempre acho que não pode ser fundamentalista. Tem essa ótica nacional que ela sobrepõe necessariamente, mas há de se levar em conta as realidades locais porque os interesses locais são legítimos”, disse.

A ministra ainda recorreu a um discurso amigável para falar de um possível retorno de petistas à direção do partido que são réus do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). Para Dilma, é natural que eles exerçam seus direitos políticos porque ainda não foram condenados.

“Olha, eu acho que o PT está procedendo de forma correta. Você não pode adotar uma prática que ocorreu muito no Brasil ao longo dos últimos anos que era, ao contrário da conquista democrática do ocidente que havia que provar que uma pessoa era culpada e não a pessoa provar que era inocente. Até agora, nós não temos nenhuma dessas pessoas julgadas ou condenadas em definitivo, então, acho normal que elas exerçam seus direitos políticos. Ninguém pode ser cassado a priori”, disse.

Segundo reportagem da Folha publicada no sábado (21), os favoritos, Dutra e Cardozo, afirmam que, se eleitos, não colocarão obstáculo à volta de petistas que são réus no mensalão, com o ex-ministro José Dirceu e os deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha.

Na avaliação do presidente, o PT que foi às urnas ontem aprendeu com os erros. “O PT está hoje muito maior, muito mais consolidado, mais calejado, muito mais senhor da situação. Não existe na história da humanidade, na história política do mundo, um partido que estando no poder não tenha cometido erros. Isso aconteceu no mundo inteiro e aconteceu no PT. O que nós precisamos é ter clareza que os erros cometidos devem servir de ensinamentos para que a gente não erre outra vez.”

10/11/2009 - 09:27h Partidos da base lulista fecham acordo por Ciro

São Paulo: Candidatura de deputado cearenese ao governo paulista une PT, PDT, PSB, PSL, PSC, PRB, PTN e PCdoB

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Vandson Lima, de São Paulo – VALOR

Reunidos na sede do PDT em São Paulo, a convite do deputado federal Paulo Ferreira da Silva, o Paulinho da Força, os líderes de oito partidos da base governista de Luiz Inácio Lula da Silva fecharam acordo para elaborar uma agenda política em comum, seguindo também unidos na disputa pelo governo de São Paulo.

E o candidato deverá ser o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Único nome a unir boa colocação nas pesquisas de opinião e aceitação de todos os partidos envolvidos (PT, PDT, PSB, PSL, PSC, PRB, PTN, PPL e PCdoB), Ciro contaria ainda com o apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo ainda buscará o apoio do PR, do PP e do PTB.

O acordo praticamente tira da disputa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que não conta com apoio do PT e do PDT. Outra possibilidade seria a aliança apoiar um candidato petista, o que só ocorrerá caso Ciro Gomes se candidate à Presidência.

Para o deputado federal e líder do PSB, Márcio França, “Ciro tentará à Presidência caso se mantenha crescendo nas pesquisas, à frente de Dilma, até março. Mas Ciro está ciente de que, cada vez mais, o cenário se torna favorável à sua candidatura em São Paulo”. Márcio calcula que, com a atual configuração, o candidato da aliança recém formada terá 9 minutos na propaganda eleitoral, enquanto o candidato da coligação PSDB-DEM-PMDB terá cerca de 10 minutos.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) acredita que o acordo muda a qualidade da disputa em São Paulo, na medida em que propõe um novo projeto de oposição, com viabilidade eleitoral e em sintonia com o governo federal. Ao final de sua fala, ouviu do anfitrião, Paulinho: “Esse é um bom discurso para ser candidato a governador”, deixando o senador encabulado e provocando riso nos presentes.

O PT foi o partido que enviou mais nomes de peso para a reunião. Além de Mercadante, compareceram o deputado federal e presidente do PT, Ricardo Berzoini, o presidente estadual Edinho Silva, o líder do PT na Assembleia Legislativa e deputado estadual Rui Falcão, além da vice-prefeita de Bauru, Estela Almagro.

A aliança formará três grupos de trabalho: de deputados, presidentes dos partidos e lideranças. Esses grupos avaliarão as condições de se eleger uma bancada forte na Assembleia e elaborarão uma agenda política comum, com encontros para apresentação de propostas, criando uma plataforma alternativa para o governo de São Paulo.

No encontro nacional do PT, realizado no sábado, em Guarulhos (SP), nomes antes cogitados para a disputa, como o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e a ex-prefeita da capital, Marta Suplicy, relativizaram o discurso pela candidatura própria, mostrando que o partido está resignado à ideia de concentrar forças na disputa presidencial e, como é do desejo do presidente Lula, compor chapa com Ciro em São Paulo.

Emidio disse ontem no Twitter (microblog) que mantém sua candidatura. ” Acabei de sair da reunião com a executiva estadual do PT. Oficializei minha disposição para ser candidato ao governo de São Paulo.

15/10/2009 - 12:08h Uma fumaça sobre o governo Serra

TENDÊNCIAS/DEBATES- FOLHA SP


EDINHO SILVA


Os dados que subsidiam nossa publicidade são oficiais e não foram questionados pelo governador Serra

O ARTIGO do deputado Samuel Moreira sobre as propagandas do PT paulista, publicado no último dia 12 neste espaço, quer criar uma cortina de fumaça sobre o governo Serra, evitando o verdadeiro debate: a disputa de dois projetos antagônicos colocados no seio da sociedade.
Mas, para não dizer que estamos fugindo do tema, vamos às veiculações.
Os dados que subsidiam nossa publicidade são oficiais e em nenhum momento foram questionados pelo governador Serra.
O PSDB sabe que tem dinheiro do PAC em São Paulo: dos investimentos em reurbanização, como em Heliópolis e Paraisópolis, do subsídio à expansão do Metrô e do Rodoanel, dos recursos para a revitalização da Billings-Guarapiranga, além das verbas para saneamento, moradia e infraestrutura e da redução de contrapartida nas obras, que beneficiou em mais de R$ 400 milhões o Estado.
Antes de atacarem, os tucanos deveriam consultar os prefeitos, inclusive seus filiados. Dessa forma, saberiam que os municípios hoje são entes federados, parceiros da União não só nas obras estruturantes mas também nos programas sociais.
Vejamos: em São Paulo, são mais de 1,1 milhão de famílias atendidas pelo Bolsa Família, 172 mil jovens no ProUni e 26 mil no Projovem; cerca de 11 milhões assistidos por equipes do PSF (eram 5,9 milhões em 2002) e 7,8 milhões por equipes de saúde bucal (1,4 milhão em 2002); sem falar de Luz para Todos, farmácia e restaurante popular, Peti e outros. O sectarismo turva os olhos! Qual o interesse em atacar o PAC?
O programa está consolidado em meio ao povo brasileiro. Não porque queremos, mas por simbolizar um projeto com a concepção do Estado fomentador do desenvolvimento econômico e social -o que permitiu ao Brasil fortalecer sua economia e criar paradigmas internacionais- e, principalmente, por promover a inclusão de 30 milhões de brasileiros.
O que existia antes, quando Serra era importante ministro de FHC?
Outra pergunta: por que atacar o Minha Casa, Minha Vida? O Secovi mostra que, em plena crise, o mercado imobiliário teve seu melhor desempenho: em maio, 21,3% dos imóveis disponíveis na cidade de São Paulo foram comercializados. No mesmo mês, segundo o Ipea, a construção civil somou 17,4 mil empregos, o melhor saldo da década. Tanto empresários quanto o Ipea reconhecem o papel do programa nesses resultados.
Portanto, não se pode atacar um programa que mantém empregos e representa o sonho da casa própria para milhões de famílias.
Quando o deputado pergunta pelas casas do programa federal, deveria questionar a CDHU sobre as últimas iniciativas que geraram um protocolo de 30 mil unidades, 17 mil em construção. No Estado de São Paulo são 84 mil unidades do programa, 19.876 em fase avançada de edificação. E o projeto só tem seis meses.
O PSDB deveria reconhecer que vivemos um novo momento. Que as transformações são profundas e que estamos interferindo nos modelos de gestão no mundo. Isso só é possível porque o governo Lula reestruturou o Estado brasileiro.
Hoje temos instrumentos, como BNDES, Banco do Brasil e Petrobras, que fomentam o desenvolvimento e democratizam a riqueza e as oportunidades. Não nos sujeitamos ao FMI e a outros organismos internacionais.
Estabelecemos metas econômicas e criamos condições para o avanço do crédito e dos investimentos, propiciando ao Tesouro nacional, inclusive, autorizar e ser garantidor, quando precisou, do endividamento de mais de R$ 7 bilhões do governo Serra.
O deputado, tão afoito nos ataques, deveria consultar a execução orçamentária de Serra. Ela explicita outro modelo de organização social, de concepção do Estado.
Os dados demonstram que 56% das ações previstas ficaram abaixo da média empenhada e 23% das iniciativas tiveram 0% de empenho. O governo Serra retirou R$ 88 milhões da habitação, R$ 53 milhões do ensino superior, R$ 26 milhões do meio ambiente, R$ 158 milhões do Metrô, R$ 17 milhões do Ação Jovem e R$ 9,6 milhões da saúde, e não empenhou um centavo sequer no projeto universidade virtual e na agência de fomento.
A comparação mostra que temos, de um lado, o governo Lula estabelecendo o desenvolvimento econômico e social, tendo o Estado como instrumento indutor de um projeto nacional, e, de outro, a inexistência de um projeto para São Paulo, a desorganização dos programas e projetos e a fragilização do papel do Estado nas relações econômicas e sociais.
O motivo para tantos ataques, além dos anseios eleitorais, é a defensiva política em que se meteu o PSDB, apostando suas fichas no “projeto neoliberal”, no mercado como Deus supremo, no desmonte do Estado como “caminho para o futuro”.
Como não conseguem apresentar propostas articuladas em um projeto, só sobra o apego ao varejo. Daí o desespero com a possibilidade de perda do protagonismo nas ações isoladas.


EDSON ANTÔNIO DA SILVA , o Edinho Silva, 44, é presidente do PT no Estado de São Paulo e ex-prefeito de Araraquara (2001-2008).

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

06/10/2009 - 08:27h PT reage a Ciro com 6 postulantes em São Paulo

Partidos: Para Marta, deputado do PSB “não tem nada a ver com SP”

Eduardo Knapp / Folha Imagem
Foto Destaque
Palocci, Edinho e Berzoini: sob pressão do presidente Lula, estratégia petista é viabilizar um nome para a hipótese de Ciro não vingar como candidato


Caio Junqueira, de São Paulo – VALOR

O PT paulista começou ontem a se articular para construir uma candidatura própria ao governo do Estado de São Paulo. A ideia é ter ainda este ano um nome para ser colocado na mesa de negociação com os aliados no início de 2010. Por enquanto, os pretendentes são o senador Eduardo Suplicy, a ex-ministra Marta Suplicy, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, os deputados federais Arlindo Chinaglia e Antonio Palocci, e o ministro da Educação, Fernando Haddad.

O encontro foi uma resposta imediata às movimentações do PSB estadual, que promoveu uma agressiva campanha de filiação de personalidades para alavancar uma candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. No saldo final, o partido trabalha com três nomes: o deputado federal Ciro Gomes, o vereador paulistano Gabriel Chalita e o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. “Não dá para lideranças do PSB afirmarem que o partido terá candidato independentemente do PT. É uma postura inábil”, disse o presidente do PT-SP, Edinho Silva.

Os petistas avaliam que é necessário construir um nome na legenda sem fechar as portas para qualquer aliado. O receio é de que se Ciro se lançar à Presidência da República no próximo ano, o partido não tenha um nome viável a quem apoiar tampouco para lançar à sucessão paulista. Até mesmo o apoio a Ciro no Estado é dúvida.

“O Ciro mudou o domicílio eleitoral para São Paulo mas declara que prefere a candidatura a presidente. Precisamos nos preparar desde já, construir um calendário sem fechar as portas para os aliados”, afirma o presidente nacional da sigla, deputado Ricardo Berzoini, que colocou algumas ressalvas a serem observadas em uma possível aliança com o PSB: “Tem muitos setores do PSB aliados ao governo do Estado aqui”.

Outras lideranças, como Marta Suplicy, foram mais contundentes. “Estamos chegando a percepção de que a candidatura Ciro não tem nada a ver com São Paulo. O PSB nunca fez caminho das flores para o PT aqui”, disse a ex-ministra, que defende a candidatura Palocci. “Para aprovar o Ciro temos que saber como o PSB vai estar em nível nacional. Nas últimas eleições eles não se coligaram formalmente conosco”, disse Edinho.

Os principais defensores da aliança com Ciro Gomes foram os emissários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autor da idéia: o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, e na Câmara, Candido Vaccarezza. Palocci defendeu que o nome de Ciro deve ser considerado em se tratando de uma aliança com o PSB.

Embora haja dúvida, a aliança com o PSB para enfrentar os 16 anos de gestão tucana no Estado só teria chances de ocorrer se Ciro fosse candidato. Paulo Skaf está informalmente descartado pelo PT. “Não podemos vetar nenhum nome, mas o Ciro tem mais sensibilidade dentro de setores do PT. Ninguém falou em abrir diálogo com o PSB sendo o Skaf candidato”, disse Edinho.

De acordo com ele, a atuação pró-ativa de Skaf pela derrubada da CPMF em dezembro de 2007, percorrendo gabinetes no Senado e organizando manifestações, é o principal motivo. Sua atuação como estimulador do movimento “Cansei”, em julho de 2007, oficialmente “Movimento Cívico pelos Direitos dos Brasileiros”, reforça a rejeição interna. “Ele teve posições políticas que se traduzem hoje em resistências ao seu nome. Suas posições geraram descontentamento no PT e no governo”, afirmou Edinho.

27/10/2008 - 21:49h Edinho Silva: PT precisa dialogar mais com classe média

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CAROLINA RUHMAN – Agencia Estado

SÃO PAULO – A eleição para prefeito na capital paulista mostrou que o PT precisa melhorar seu diálogo com a classe média, segundo avaliação do presidente do diretório estadual do partido e prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva. “Essas eleições mostraram que temos esse desafio a superar. Setores da classe média ainda tem resistência ao PT”, disse.

Segundo Edinho, uma das dificuldades para a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, foi o fato de seu adversário no segundo turno, Gilberto Kassab (DEM), estar à frente da Prefeitura. “A reeleição está institucionalizada”, apontou. Para ele, a possibilidade de reeleger um governante transforma a sua recondução ao cargo após o primeiro mandato em uma “avaliação” de seu governo, o que dificulta o trabalho de seus oponentes.

O fato de Kassab ser aliado do governador do Estado, José Serra (PSDB), também pesou contra a campanha de Marta, de acordo com o prefeito de Araraquara. “Nós enfrentamos a máquina da Prefeitura e do governo do Estado”, ressaltou. Além disso, ele acredita que a campanha do prefeito possuía uma “tática eleitoral extremamente bem construída” e uma política de comunicação bem-sucedida. Neste contexto, o presidente do diretório estadual do PT acredita que Kassab conseguiu algo que o PT não alcançou: construir um diálogo com a classe média, através de projetos como o Cidade Limpa.

Apesar de não ter levado a Prefeitura da capital, Edinho fez um balanço positivo da eleição para o PT em São Paulo. Ele chamou atenção para o resultado que o partido obteve na Grande São Paulo, com um total de onze prefeitos eleitos. “Nada substitui a capital”, reconheceu. Ainda assim, ele acredita que o PT saiu fortalecido no Estado. “É impossível você avaliar o cenário de 2010 sem entender que um dos pólos da eleição com certeza vai ser o PT.”

Ele evitou, entretanto, especular sobre possíveis candidatos ao governo do Estado. “O importante agora é fazermos um balanço, que eu penso que é um balanço positivo, um balanço que sinaliza para o futuro, para unificarmos o PT em prol de uma proposta”, disse. Para Silva, a idéia é fazer um “bom diagnóstico do Estado de São Paulo, inclusive da capital” e formular uma proposta de governo que contemple as diversas regiões de São Paulo.