23/11/2009 - 08:18h Ex-senador deve ser eleito presidente do PT

http://politicaecidadania.atarde.com.br/wp-content/uploads/2009/09/dutra.jpghttp://www.pt-sp.org.br/blog/edinho/imagens/913.jpghttp://www.pt-sp.org.br/tpl/spawfotos/Donato%20Ogata.JPG

José Eduardo Dutra, Edinho Silva e Antonio Donato, são os favoritos para presidente nacional, estadual e municipal do PT

DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP

O ex-senador José Eduardo Dutra deve confirmar hoje seu favoritismo e ser eleito presidente do PT. Segundo dados extra-oficiais da noite de ontem, eram grandes as chances de uma vitória ainda no primeiro turno. Dutra é da chapa Construindo um Novo Brasil (CNB), o antigo Campo Majoritário do partido. Seu principal rival é o deputado federal e atual secretário-geral petista, José Eduardo Cardozo, do grupo Mensagem ao Partido.
Os outros quatro candidatos à presidência são Geraldo Magela, Iriny Lopes, Markus Sokol e Serge Goulart.
Os filiados ao partido votavam diretamente nas chapas. Além da direção nacional, foram eleitas lideranças estaduais e municipais.
Os filiados foram às urnas em mais de quatro mil municípios no país. O resultado oficial será anunciado até amanhã. A nova direção será escolhida com base no número de votos das chapas. A posse ocorrerá em fevereiro. O mandato foi estendido de dois para três anos.
As eleições do PT neste ano marcaram a união das principais correntes da sigla ainda no primeiro turno da disputa. “Esse foi o PED [Processo de Eleição Direta] de maior convergência entre as candidaturas. Não vai deixar sequelas, como aconteceu em outros anos”, afirmou Dutra.
Na eleição anterior do partido, em 2007, Ricardo Berzoini, atual presidente, e o deputado federal Jilmar Tatto, do PT de Lutas e Massas, foram para o segundo turno.
No Estado onde está pelo menos um terço dos filiados do partido, a CNB e as correntes Novo Rumo e PT de Lutas e Massas fecharam um acordo que envolveu as três esferas de poder da sigla -municipal, estadual e nacional.
A tendência Novo Rumo, ligado à ex-prefeita da capital Marta Suplicy e uma dissidência da antiga ala majoritária, fechou apoio ao nome de Dutra para a presidência.
Em troca, a CNB apoiou Antonio Donato, do Novo Rumo, para o Diretório Municipal. Edinho Silva foi escolhido pelas duas correntes para comandar o partido no Estado, pelo segundo mandato consecutivo.
“O PT conseguiu uma união sem grandes turbulências, uma lição de maturidade que todos deveriam aproveitar”, afirmou Marta. (ANA FLOR E JOSÉ ALBERTO BOMBIG)

05/10/2009 - 18:44h PT começa a definir pré-candidato para SP em novembro

Nomes serão apresentados por grupos do partido, sem a necessidade de o pré-candidato se apresentar

Edinho_PT
Edinho, presidente do PT estadual


Anne Warth, da Agência Estado

SÃO PAULO – O Partido dos Trabalhadores (PT) vai iniciar no dia 1º de novembro o processo para a escolha dos pré-candidatos ao governo de São Paulo nas eleições de 2010. A informação foi confirmada pelo presidente estadual da sigla, Edinho Silva, que se reuniu com líderes da legenda nesta segunda-feira, 5, na capital paulista.

O PT decidiu também que não será necessário que o próprio pré-candidato se apresente como alternativa. Bastará que grupos apresentem nomes que consideram bons candidatos, resolução que facilita o caminho do ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) que, publicamente, não admite o desejo de concorrer ao governo de São Paulo, pretendendo ser aclamado como uma escolha da maioria da legenda.

Segundo Edinho, há consenso dentro do partido de que o PT deve escolher um nome para apresentar às siglas aliadas como uma das alternativas para o cargo de governador do Estado. A decisão ocorre logo após o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) transferir o seu domicílio eleitoral para São Paulo, o que abre a possibilidade para que ele concorra ao governo do Estado em 2010. A transferência de Ciro, segundo Edinho, ocorreu a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defensor do nome para o cargo.

O ato foi encarado como uma forma de pressão do PSB sobre o PT, o que levou os petistas a voltarem a defender a candidatura própria de forma enfática. A ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo Marta Suplicy foi quem fez a manifestação mais contundente. Depois de deixar a sede do diretório estadual do PT, ela afirmou que a eventual candidatura de Ciro “não tem a ver com São Paulo”.

Edinho ressalta ainda que mesmo as lideranças do partido que se colocam a favor da eventual candidatura de Ciro admitem que o PT precisa apresentar um nome da legenda no âmbito estadual. “Mesmo aqueles que são pró-Ciro entendem que o PT não pode deixar de ter um nome, mesmo que seja para negociar com o PSB”, disse ele. “O PT precisa de uma liderança, não é possível que o partido entre de forma fragilizada na negociação”, reafirmou. Edinho insistiu que o PT não vete o nome de Ciro para o governo de São Paulo, mas reconheceu que há grande resistência ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que acaba de se filiar ao PSB e tem pretensões de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.

“Todos defenderam que temos de consultar o PSB. Mas não dá também para que lideranças do PSB falem o tempo todo na imprensa que o partido terá candidatura própria em São Paulo, independente do PT. Isso é uma postura inábil do PSB”, afirmou. “Não podemos chegar a uma negociação vetando nenhuma liderança de nenhum partido. O Ciro Gomes tem mais sensibilidade de alguns petistas, mas o nome de Skaf, neste momento, ninguém falou favoravelmente”, ressaltou.

Segundo Edinho, grande parte da base do PT e de lideranças do partido não aprova o nome de Skaf, que liderou movimento que culminou no fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrubada no Senado, e promoveu o ato “Cansei”, em que entidades empresariais e representativas da sociedade civil se colocaram contra o governo Lula. “Mesmo o governo tendo tentado dialogar na questão da CPMF, naquele momento o movimento puxado por Skaf foi arredio ao diálogo”, afirmou o petista. “E o movimento ‘Cansei’ foi de partidarização da sociedade civil, que não deveria ter posições partidárias. Era claramente contra o partido, contra o PT”, frisou.


Consultas

O PT vai iniciar um processo de consultas formais ao nomes que se colocam como pré-candidatos ao governo de São Paulo ainda neste mês. Entre os cotados, há Antônio Palocci, Marta Suplicy, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que, segundo Edinho, manifestou o desejo de concorrer ao governo em reunião desta segunda.

Embora as inscrições para pré-candidatos já tenham data marcada, a partir do dia 1º de novembro, o prazo para a escolha final ainda não está decidido e poderá ocorrer até dezembro, como defendem alguns grupos petistas, ou somente em março, como desejam outras lideranças. Segundo Edinho, o pré-candidato será escolhido por consenso. “Não há ambiente para a realização de prévias no PT”, garantiu.

Apesar da quantidade de pré-candidatos ao governo de São Paulo, o nome mais forte dentro do PT é o de Palocci. Ele deixou a reunião sem falar com os jornalistas. Mas, de acordo com Edinho, o deputado defendeu o diálogo com o PSB e demais partidos aliados (PDT, PR, PCdoB, PTB, PP) e afirmou que a candidatura de Ciro Gomes deve ser considerada pelo PT. “Ninguém foi contra dialogar com os aliados.” Mas segundo outros membros do partido, Palocci acredita que o PT precisa defender um nome para não se tornar refém de Ciro ou de Skaf.

Outro pré-candidato, o prefeito de Osasco, Emídio Sousa, confirmou que lançará o seu nome na disputa. “Pode ser que eu apresente (a candidatura) ou um grupo o faça, mas meu nome vai ser colocado.” Ele também admitiu que há uma preocupação dentro do PT de não se tornar refém do PSB e de Ciro. “Há uma preocupação porque todas as declarações que Ciro fez até hoje negavam a intenção de ser candidato ao governo de São Paulo. Ele dizia querer ser candidato a presidente. Então, porque vamos ficar aguardando que esse cenário mude? O PT tem força suficiente para se movimentar, independente do que o Ciro acha”, declarou. “Além disso, o PSB tem outros pré-candidatos, como o Skaf e o vereador Gabriel Chalita. Não há motivo para ficarmos parados”, acrescentou.

Para o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), a legenda precisa se preparar para as eleições de 2010, independente da transferência do domicílio eleitoral de Ciro para São Paulo. “Vamos construir uma candidatura a partir dos vários nomes que estão sendo ventilados, levantados pela militância e lideranças”, disse. “Nós não estamos fixando uma posição de que o PT será obrigatoriamente candidato, mas não podemos ficar esperando as definições de o PSB e dos demais partidos sem preparar a nossa candidatura. Se o PT desejar ter candidato, terá de construir isso.”

18/08/2009 - 22:17h Nota a imprensa do PT-SP em resposta ao governador José Serra

Investimentos do Governo Federal no Metrô de São Paulo

Na última semana, conforme a Lei Federal nº 9.096/95, o diretório estadual Partido dos Trabalhadores de São Paulo (PT-SP), veiculou em rede de rádio e TV do estado propaganda partidária gratuita, na qual apresentava ações do Governo Federal no Estado de São Paulo.

Diferentemente do que tem afirmado o Governador José Serra através da imprensa, houve sim investimentos da União nas obras de expansão da Linha 2 Verde do Metrô, da ordem de R$ 229, 5 milhões – conforme pode ser verificado (abaixo) no próprio Relatório da Administração – 2008 – da Companhia do Metropolitano de São Paulo (conheça o relatório completo no site da empresa).

Além disso, o Governo Federal também liberou R$ 250 milhões para o Expresso Tiradentes e R$ 1,2 bilhão para o Rodoanel. Já o BNDES concedeu – por uma linha de crédito subsidiado, R$ 1,5 bilhão para o Metrô (valor esse, que se não fosse o empréstimo estatal, o governador teria que buscar no mercado financeiro).

Por outro lado, em 2008, o prefeito Kassab e o governador Serra promoveram um ato para anunciar que o Município iria repassar R$ 1 bilhão ao Estado para contribuir com a expansão do Metrô na cidade. O fato é que nem metade da promessa foi cumprida. A empresa recebeu apenas R$ 275 milhões em dinheiro e mais R$ 198 milhões em Cepacs. Portanto, não é o PT que é afeito à propaganda enganosa.

Infelizmente, o governador Serra – mais uma vez-, não perdeu a oportunidade de atacar o PT e o Governo Lula. O que o governador não fala é que o estado de São Paulo é o que mais recebe recursos do Governo Federal. Além do PAC – que tem garantido diversas obras de infraestrutura rural e urbana, saneamento básico e reurbanização de favelas entre outras, o Governo Lula tem colaborado com São Paulo por meio de convênios em áreas como saúde, educação e inclusão social, como nos programas Bolsa Família, o Prouni, o Projovem, unidades do Programa Farmácia Popular do Brasil e do Centro de Especialidades Odontológicas, do programa Brasil Sorridente.

 

Edinho Silva

Presidente Diretório Estadual do PT-SP

 

Leia também: Balanço do PAC para o Estado de São Paulo

09/08/2009 - 12:33h Caravana do PT com Dilma na capital paulista

caravana_capital1.jpg

caravana_capitala.jpg

caravana_capital2.jpg

caravana_capitalb.jpg

caravana_capital3.jpg

caravana_capital.jpg

27/07/2009 - 09:22h Após pressão de Lula, PT-SP aceita negociação com Ciro

Diretório paulista recua e decide debater com aliados; Marta diz que presidente é “general”

Petistas já pressionam para que PSB de Ciro deixe a base de apoio ao governador José Serra (PSDB) na Assembleia e se incorpore à oposição

Cesar Ogata/Divulgação

Marta suplicy discursa em evento do Pt em Mauá, no sábado, ao lado de membros do diretório

 

JOSÉ ALBERTO BOMBIG – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter pedido “maturidade” ao PT, a direção do partido no Estado recuou e decidiu iniciar imediatamente as negociações em torno da possibilidade de Ciro Gomes (PSB-CE) liderar uma chapa antitucanos no Estado.
Na quinta-feira, Lula afirmou que o “PT precisa levar muito a sério” a candidatura de Ciro, deputado federal e candidato derrotado a presidente nas eleições de 1998 e 2002.
Na esteira da “bronca” do presidente, o Diretório Estadual paulista do partido aprovou resolução “conclamando” suas siglas aliadas no plano federal -PDT, PSB, PR, PC do B e PMDB- a iniciarem imediatamente a construção de um programa anti-PSDB, há 16 anos no poder em São Paulo.
“Esse processo dará a base a uma candidatura que unifique esse campo e dispute o governo paulista para ganhar”, diz trecho da resolução, que teve o apoio da ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy.
Em abril, o mesmo diretório havia aprovado texto em prol da candidatura própria do PT ao governo do Estado.
Anteontem, questionada sobre 2010, Marta, nome da sigla mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio dos Bandeirantes, afirmou ser “soldado de um exército que tem general”. “E é ele [Lula] quem tem de assinalar qual é a estratégia.”
O grupo da ex-prefeita tem sido o mais refratário à possibilidade da candidatura Ciro em São Paulo. “Temos de ter calma, paciência, escutar os coligados, aliados e depois tomar uma atitude. Não há nada pronto”, disse Marta em Mauá, onde participou de encontro do PT.

Pressão
O presidente do PT-SP, Edinho Silva, divulgou nota que explicita a posição da sigla: “O deputado Ciro Gomes tem o respeito do PT, que pretende construir um espaço de diálogo com ele”, afirmou.
Segundo o vereador paulistano Antonio Donato, o conteúdo do programa a ser debatido com outros partidos deverá deixar clara a posição de alguns deles em São Paulo, já que o PT não abre mão da oposição ao governador José Serra (PSDB).
“O PSB do Ciro, por exemplo, precisa se decidir se é ou não oposição a Serra”, disse.
Na Assembleia paulista, a bancada do PSB faz parte da base de apoio ao tucano, histórico adversário de Ciro.
Reunido em Diadema (Grande São Paulo) também anteontem, o PSB-SP referendou o nome do deputado federal cearense para concorrer ao governo paulista, mas não deliberou sobre o apoio ou não a Serra.

26/07/2009 - 12:28h Petistas anunciam em Mauá pré-candidatura de Dilma

Miriam Gimenes do Diário do Grande ABC

Agora é pra valer: a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff será apresentada pela primeira vez à militância petista como pré-candidata à sucessão presidencial de 2010. O esperado evento acontecerá no dia 8, em São Paulo, no encontro que fecha o ciclo da caravanas promovidas pela sigla no estado. Mauá foi a penúltima cidade a receber a edição. A reunião, que ocorreu no sábado, contou com cerca de 850 pessoas. Embora Dilma não tenha ocupado cargo eletivo, os petistas do Grande ABC não pouparam elogios a escolhida de Lula. Uma de suas maiores defensoras foi a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy, que ressaltou a ousadia do partido em lançar uma candidata mulher para presidência. “E a Dilma não é qualquer mulher, ela é muito especial. Ela tem um grande trabalho a apresentar.”

O deputado federal José Genoíno engrossou o coro e convocou a militância presente a apoiar o plano de política nacional da legenda. “O PT tem de construir palanque em todos os estados para ajudar a levantar a candidatura de Dilma.”

O membro da executiva estadual e candidato derrotado à Prefeitura de Rio Grande da Serra, Carlos Augusto César, o Cafú, afirmou que Marta foi a responsável por disseminar a candidatura de Dilma em quase todas as Caravanas que percorreram São Paulo neste ano.

Presentes no evento, o senador Eduardo Suplicy, o deputado estadual e líder de governo na Assembleia Rui Falcão e o presidente do diretório estadual Edinho Silva também discursaram sobre a importância de unir a sigla em torno da candidatura da ministra.

Além de discutirem a situação política do partido, as caravanas propostas pelo PT apontaram diretrizes para as eleições do próximo ano, debatendo, inclusive, o virtual candidato ao governo do estado.

Estado – Enquanto a escolha para sucessão de Lula já está certa, o impasse em relação ao melhor nome para o governo do estado continua.

A meta, segundo o presidente estadual Edinho Silva, é definir o plano de governo, junto com os partidos aliados. “Só daí teremos como saber qual o candidato que mais se encaixa no perfil.”

Questionada se faria uma dobradinha feminina no próximo ano, Marta Suplicy preferiu deixar a escolha a cargo do presidente Lula. “A guerra tem general e é ele que tem de assinalar qual é a estratégia. Eu sou apenas um soldado que obedece o general.”

21/07/2009 - 12:02h Lula convoca PT paulista para discutir sucessão estadual

Yan Boechat, de São Paulo – VALOR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a cúpula paulista do Partido dos Trabalhadores para discutir os rumos da sigla na disputa pelo governo de São Paulo. O encontro ocorrerá na noite desta quarta-feira em um jantar em Brasília, onde estarão presentes a bancada paulista do partido, as principais lideranças políticas da sigla no Estado e o prefeito de Osasco, Emídio Souza, pré-candidato do PT à sucessão do governador José Serra (PSDB). As convocações para o encontro foram feitas pelo presidente estadual do PT e ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, a pedido do próprio Lula.

Este será o primeiro encontro entre a cúpula paulista do partido e o presidente da República para tratar exclusivamente da sucessão no Estado, que segue indefinida. Lula vai ouvir pessoalmente os argumentos de uma boa parte do partido que defende a candidatura própria e o nome de Emídio, na presença do prefeito de Osasco, que vem fazendo campanha para se tornar o escolhido do PT na disputa estadual desde o início do ano.

Apesar de contar com o apoio de uma parcela considerável do partido em São Paulo – apenas quatro dos 19 deputados estaduais não o apoiam -, Emídio de Souza ainda está longe de ter seu nome definido como o candidato do PT. Em uma eleição estratégica para a manutenção do poder nacional, a definição do candidato ao governo do maior Estado da federação passa muito mais por Brasília do que pelo diretório do partido em São Paulo. “O tabuleiro de xadrez é outro, enquanto aqui nós vemos uma realidade estadual, lá o Lula vê o jogo de alianças nacional”, diz o prefeito de Osasco, resignado com o fato de apesar de ter o apoio da maior parte do partido ainda assim não ser o escolhido para a disputa no Estado.

No fim, o que contará será a decisão que for tomada pelo presidente da República. Será Lula quem dará a palavra final sobre quem vai enfrentar a hegemonia tucana de 14 anos em São Paulo. Lula queria o deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) como o candidato, mas o adiamento do julgamento do ex-ministro da Fazenda no Supremo Tribunal Federal obrigou o presidente a buscar uma nova opção. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) continua sendo uma das apostas de Lula, mas a indefinição por parte do próprio ex-governador cearense mantém o posto vago. “O cenário ainda está muito indefinido, há muitas variáveis em aberto”, diz Emídio.

É em cima exatamente de todas essas variáveis que a conversa entre Lula e a cúpula paulista do PT deve se concentrar na noite de amanhã. Sem um nome forte no Estado para disputar a eleição ao governo, o partido estaria aberto para, pela primeira vez nos últimos 20 anos, não ter um candidato próprio em prol de um projeto maior, a eleição da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff.

Aberto, porém relutante. A parcela que apoia Emídio vai defender que mesmo com Ciro saindo como candidato, o PT deve ter um nome próprio. Na avaliação de lideranças que estão ao lado do prefeito de Osasco, duas candidaturas de oposição ao PSDB poderiam levar as eleições para o segundo turno. “E se o candidato for o Aloisyo Nunes Ferreira, como achamos que será, a disputa fica mais aberta”, afirma um dirigente petista.

12/04/2009 - 14:03h PT inicia caravanas pro-Dilma em São Paulo

http://oglobo.globo.com/fotos/2009/02/10/10_MHG_pais_dilma_rousseff.jpg

Petistas criam força-tarefa para ”vender” Dilma em SP

Ideia é fazer um contraponto às articulações do PSDB pela candidatura presidencial de Serra e ao domínio tucano em território paulista

Julia Duailibi e Clarissa Oliveira – O Estado SP

A fim de fortalecer em São Paulo a pré-candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o PT organizou uma força-tarefa no Estado para tornar o nome da petista mais conhecido entre os eleitores e militantes no maior colégio eleitoral do País. A ideia é fazer um contraponto às articulações do PSDB em prol da candidatura do governador José Serra e ao domínio tucano em território paulista, onde o partido governa desde 1995.

O PT acabou de fechar um calendário com caravanas que vão percorrer 19 cidades até 27 de junho. A meta é que os principais nomes do partido em São Paulo, como a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy, o deputado Antonio Palocci (SP) e o senador Aloizio Mercadante (SP) ajudem a divulgar o nome da ministra e a relacioná-la com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

De quebra, o PT vê a chance de alinhar o discurso para a corrida estadual e testar a reação da militância a alguns possíveis candidatos, como é o caso de Palocci. Há preocupação na legenda com a visibilidade dos nomes tucanos na disputa, como o ex-governador Geraldo Alckmin, cuja força eleitoral vem principalmente do interior, e o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, que, apesar do desempenho ainda fraco nas pesquisas, tem bom trânsito com prefeitos paulistas.

“É uma ótima iniciativa porque permite ao partido ir se aglutinando, trocando ideias e propostas. Fortalece as nossas candidaturas de 2010″, declarou Marta, que já confirmou ao PT sua presença na série de eventos. Enfraquecida desde a derrota na eleição do ano passado, Marta foi recrutada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar no trabalho de apoio a Dilma, numa manobra para acalmar a pressão de seu grupo para que fosse realocada no governo.

Nas caravanas, também serão abordados a crise econômica e o papel do PAC na reativação da economia. Uma das propostas em pauta é que o diagnóstico regional feito nos encontros embase uma série de demandas para serem levadas até Serra no fim do ano, em marcha ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Além da articulação interna, o PT diz ver a necessidade de se contrapor diretamente à movimentação de aliados de Serra. Petistas avaliam que secretários do tucano têm tido a oportunidade de rodar o Estado em atividades de governo, onde aproveitam para promover o nome do governador. “Vamos preparar o partido para o enfrentamento de 2010″, justificou o presidente estadual do PT, Edinho Silva. Marta, por exemplo, já ensaia o discurso com os ataques ao governador. “Enquanto Lula anunciou o aumento do número dos que recebem Bolsa-Família e de valores pagos, o governo do Estado contingenciou o social”, afirmou a ex-ministra.

“É fundamental e muito importante que aqueles (no PT) que têm experiência de governo ouçam as pessoas para elaborar um projeto para o futuro”, completou o secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP).

DESVANTAGEM

Há 14 anos no poder, o PSDB aumentou sua presença eleitoral no Estado, o que deixa o PT em posição desconfortável. Em 2002, Lula venceu em São Paulo com 55,4% dos votos válidos, ante 44,6% de Serra. Os candidatos petistas e a própria legenda tiveram, juntos, mais de 35 milhões de votos no primeiro turno, contra 25 milhões de votos obtidos pelos tucanos em São Paulo. Uma diferença de 10 milhões de votos.

Em 2006, o sinal inverteu. O então candidato tucano, Geraldo Alckmin, ganhou no Estado, apesar de ter sido derrotado por Lula – teve 1 milhão de votos a mais no segundo turno. No primeiro, os tucanos levaram 33 milhões de votos, ultrapassando os 31 milhões dos petistas.

 

 

prefeitos_ptsp.jpg
Prefeitos do PT da região metropolitana em jantar pro-Dilma – 14/02/2009

 

 

deputado_pt_sp_dilma_marta.jpg
Deputados estaduais do PT – SP

 

 

 

 deputado_ptfederais_sp_dilm.jpg
Senadores e Deputados federais do PT-SP


 

Largada será na Baixada Santista e no Vale do Ribeira

 

Julia Duailibi e Clarissa Oliveira – O Estado SP

 


A série de caravanas organizadas pelo PT para alinhar o discurso da militância para 2010 e fortalecer a candidatura da ministra da Casa Civil , Dilma Rousseff, será aberta no fim deste mês, na Baixada Santista.

A ideia é abrir os trabalhos no dia 24, com uma reunião do Diretório Estadual do partido em Santos (SP). Os debates continuam até o dia seguinte, quando outra caravana ocorrerá no Vale do Ribeira.

No último dia 4, o PT fez um “teste” em Guarulhos, onde lançou internamente o projeto das caravanas.

27/10/2008 - 21:49h Edinho Silva: PT precisa dialogar mais com classe média

edinho.jpg

CAROLINA RUHMAN – Agencia Estado

SÃO PAULO – A eleição para prefeito na capital paulista mostrou que o PT precisa melhorar seu diálogo com a classe média, segundo avaliação do presidente do diretório estadual do partido e prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva. “Essas eleições mostraram que temos esse desafio a superar. Setores da classe média ainda tem resistência ao PT”, disse.

Segundo Edinho, uma das dificuldades para a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, foi o fato de seu adversário no segundo turno, Gilberto Kassab (DEM), estar à frente da Prefeitura. “A reeleição está institucionalizada”, apontou. Para ele, a possibilidade de reeleger um governante transforma a sua recondução ao cargo após o primeiro mandato em uma “avaliação” de seu governo, o que dificulta o trabalho de seus oponentes.

O fato de Kassab ser aliado do governador do Estado, José Serra (PSDB), também pesou contra a campanha de Marta, de acordo com o prefeito de Araraquara. “Nós enfrentamos a máquina da Prefeitura e do governo do Estado”, ressaltou. Além disso, ele acredita que a campanha do prefeito possuía uma “tática eleitoral extremamente bem construída” e uma política de comunicação bem-sucedida. Neste contexto, o presidente do diretório estadual do PT acredita que Kassab conseguiu algo que o PT não alcançou: construir um diálogo com a classe média, através de projetos como o Cidade Limpa.

Apesar de não ter levado a Prefeitura da capital, Edinho fez um balanço positivo da eleição para o PT em São Paulo. Ele chamou atenção para o resultado que o partido obteve na Grande São Paulo, com um total de onze prefeitos eleitos. “Nada substitui a capital”, reconheceu. Ainda assim, ele acredita que o PT saiu fortalecido no Estado. “É impossível você avaliar o cenário de 2010 sem entender que um dos pólos da eleição com certeza vai ser o PT.”

Ele evitou, entretanto, especular sobre possíveis candidatos ao governo do Estado. “O importante agora é fazermos um balanço, que eu penso que é um balanço positivo, um balanço que sinaliza para o futuro, para unificarmos o PT em prol de uma proposta”, disse. Para Silva, a idéia é fazer um “bom diagnóstico do Estado de São Paulo, inclusive da capital” e formular uma proposta de governo que contemple as diversas regiões de São Paulo.

19/10/2008 - 09:28h PT está na maioria das disputas do interior de SP

O Estado SP

estrela_sobe7.jpg

O PT está na disputa no maior número de cidades que terão segundo turno no Estado de São Paulo. Além da capital, o partido tem candidatos em quatro importantes colégios eleitorais da Grande São Paulo, um tradicional reduto do partido.

Em Guarulhos, o petista Sebastião Almeida enfrenta Carlos Roberto de Campos, do PSDB. A Prefeitura de Mauá tem como concorrentes Oswaldo Dias, do PT, e Chiquinho do Zaira, do PSB. Outro petista, Vanderlei Siraque, disputa com Aidan Ravin, do PTB, em Santo André.

Em São Bernardo do Campo, enfrentam-se os candidatos Luiz Marinho, do PT, e Orlando Morando, do PSDB. As sondagens divulgadas pelas equipes de campanha indicam disputas acirradas.

A vitória no ABC é considerada estratégica para o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciou a trajetória política como sindicalista na região. Na campanha, ele gravou declarações de apoio e subiu no palanque dos petistas.

No interior, o PT está em vantagem na corrida pela Prefeitura de São José do Rio Preto. O candidato do partido, João Paulo Rillo, aparece oito pontos na frente do concorrente do PSB, Valdomiro Lopes Júnior, em pesquisa do Ibope. O presidente Lula gravou mensagens de apoio ao petista. O PSDB faz parte da coligação que apóia Valdomiro – tem o candidato a vice na chapa.

A direção estadual do partido negociou o apoio do atual prefeito da cidade, Edinho Araújo, do PPS, ao candidato do PSB. A declaração de apoio ainda não surtiu efeito. Valdomiro liderou a disputa no primeiro turno.

Em Bauru, o candidato do PMDB, Rodrigo Agostinho, também abriu oito pontos em relação ao concorrente, o tucano Caio Coube, de acordo com a última pesquisa. Coube havia chegado na frente no primeiro turno. O peemedebista tem como vice na chapa a vereadora Estela Almagro. Os dois candidatos receberam reforços de seus partidos esta semana.

O secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, esteve na cidade para anunciar investimentos do governo estadual. O presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho da Silva, participou da campanha ao lado do candidato aliado, do PMDB.

24/04/2008 - 09:18h Iminência de acordo entre PMDB e DEM pressiona por saída de Alckmin

querciameiorostoesta.jpegMarisa Cauduro/Valor

Quércia: em nota, classificou acordo com Kassab como “eventual” e sinalizou que insistirá com vice

Caio Junqueira, César Felício, Cristiane Agostine e Raquel Ulhôa – VALOR

A iminente aliança entre o PMDB e o DEM, que deverá ser anunciada hoje, levou ontem a um último esforço dos aliados do governador paulista, José Serra (PSDB), para fazer com que o ex-governador tucano Geraldo Alckmin desista da candidatura à Prefeitura de São Paulo e apóie a reeleição de Gilberto Kassab (DEM). Pela primeira vez, diante da ameaça de isolamento político, o grupo alckmista deu mostras de que poderá ceder à pressão. Um dos articuladores do ex-governador afirmou que a hipótese de não disputar este ano, em troca de concorrer a outro cargo em 2010, já é vista como “muito mais confortável”.

Por esta razão, os aliados de Serra no PSDB e o próprio Kassab resistem em aceitar a presença do PMDB na chapa majoritária. “Isto fecha a possibilidade de um acordo e quebra definitivamente a aliança entre PSDB e DEM”, disse um serrista no PSDB. A pedido de Kassab, o ex-governador Orestes Quércia adiou de ontem para hoje a reunião do diretório estadual paulista do PMDB, o qual preside, em que seria anunciada a aliança.

Pouco antes de Quércia adiar a reunião, Kassab havia feito um apelo para uma aliança que unisse os três partidos. “Todo meu esforço continua sendo no sentido de buscar, com energia, a manutenção da nossa aliança com o PSDB. Agora, de uma maneira bastante otimista, porque está se incorporando a esta aliança o PMDB”, disse o prefeito, após encontro com vereadores.

Depois de cancelar a reunião, Quércia divulgou uma nota em que demonstra que pretende insistir na presença do PMDB na chapa majoritária. “Na eventual composição DEM/PSDB, se ficar acordado que caberá ao PMDB apresentar o nome do candidato a vice-prefeito na chapa de Kassab, será indicado o nome de Alda Marco Antonio”, escreveu, referindo-se à engenheira que foi sua secretária estadual do Menor em sua gestão como governador.

A aliança PMDB/DEM, que contraria a tendência pemedebista de buscar um alinhamento com o PT, desagradou os dirigentes nacionais pemedebistas. Em conversas isoladas, pemedebistas estranhavam a opção de Quércia pelo que consideram “aliança para perder”. A avaliação era que Quércia não teria recebido do PT garantias de apoio à sua candidatura ao Senado em 2010, em troca de apoio à ministra do Turismo, Marta Suplicy, para prefeita. Para pemedebistas, o adiamento pode ter sido provocado pelo empenho de Kassab de buscar um acordo com o PSDB.

Apesar de articuladores de Alckmin sinalizarem com a possibilidade de desistência sob reserva, de forma pública o ex-governador ainda demonstra inflexibilidade. Um de seus aliados, o deputado Silvio Torres, divulgou uma nota em que afirmava que diante da aliança entre Kassab e o PMDB, a candidatura de Alckmin era irreversível. “O anúncio desta aliança é uma demonstração de que não há possibilidade de negociação entre o DEM e o PSDB fora do segundo turno. Trata-se de um tema vencido. Não há cogitação de Alckmin se retirar”, disse, acrescentando que o diretório municipal da sigla irá oficializar a candidatura própria “ainda este mês”. Por correio eletrônico, o presidente do Diretório, José Henrique Lobo, ligado a Serra, afirmou que “não há nada agendado até este momento”.

Os aliados de Alckmin acreditam que o vice-governador Alberto Goldman, e o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, ambos tucanos e ex-aliados diretos de Quércia até o início dos anos 90, foram os principais artífices da aliança. Neste sentido, o acordo teria envolvido o apoio a sua candidatura ao Senado em 2010 e o apoio a prefeitos ligados a ele no interior paulista.

A iminente aliança irritou o PT, que ofereceu a vice na chapa e a vaga ao Senado em 2010. Quércia e o presidente estadual do PT, Edinho Silva, prefeito de Araraquara, conversaram na noite de terça sobre a aliança na capital, mas no mesmo dia, o ex-governador sinalizou que apoiaria Kassab. Ontem pela manhã o pemedebista e o petista conversaram novamente e segundo relato de Edinho, Quércia ainda falava em acordo. “Ele ainda não confirmou nenhuma posição”, disse ontem o dirigente petista. “Não vamos mudar nosso método de negociação, como o DEM e o PSDB mudaram”, disse.

Edinho reuniu-se no feriado de Tiradentes com o senador Aloizio Mercadante (PT) para discutir o apoio do PT à candidatura de Quércia ao Senado em 2010. “Havia muita especulação se Mercadante concordaria com isso e ele foi muito claro ao dizer que é homem de partido”, relatou o dirigente petista. O presidente do PT estadual disse ainda que em pelo menos 23 cidades de São Paulo o PMDB será cabeça de chapa e o PT será vice, na disputa eleitoral.

As mesmas ofertas teriam sido feitas pelo DEM ao PMDB: a vice na prefeitura e o Senado, em dois anos. A candidatura petista, com a ministra Marta Suplicy, seria mais atrativa ao PMDB, por ter maiores chances de vitória. Mas Kassab tem um diferencial: a retirada de um concorrente direto, o secretário estadual do Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM).

Na avaliação dos petistas, a negociação com Quércia feita por interlocutores do PSDB passaria também por participar de uma composição da chapa de Serra à Presidência, em 2010. “Uma aliança entre os três partidos obviamente terá reflexo na sucessão presidencial. Alinha o PMDB com outro projeto de país e seria uma forma de Serra colocar esta eleição em outro patamar”, disse Edinho Silva.

21/04/2008 - 08:40h Alckmin quer anúncio de candidatura ainda em abril

querciameiorostoesta.jpegalckmin_serra_caricatura2.jpg

Kassab, ajudado pelo Palácio dos Bandeirantes, avança na negociação com o PMDB

No PT, Diretório Estadual também pretende ter novo encontro com Quércia, líder do PMDB no Estado e que sonha disputar o Senado

JOSÉ ALBERTO BOMBIG – Folha de São Paulo

DA REPORTAGEM LOCAL

Os três principais nomes da disputa pela Prefeitura de São Paulo planejam definir nos próximos dez dias os acertos finais de suas candidaturas. Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) têm previsto um último e definitivo encontro, e o PT corre para acertar uma aliança que dê sustentação à ministra Marta Suplicy.
Conforme o roteiro dos tucanos, o ex-governador Alckmin deverá ser anunciado pré-candidato pela Executiva Municipal do partido antes do feriado de 1º de Maio. Enquanto isso, o prefeito Kassab, com a ajuda de aliados do governador José Serra (PSDB), avança na tentativa de obter apoio do PMDB.
Nesta semana, emissários do prefeito tentarão convencer Orestes Quércia, presidente estadual do PMDB, de que a aliança com DEM dará ao ex-governador a garantia de que Serra e Kassab o apoiarão no sonho de concorrer a uma vaga ao Senado em 2010 com o respaldo da aliança demo-tucana que comanda o Estado.
Em contrapartida, Serra, nome cotado para a sucessão do presidente Lula, “racharia” a coalização do petista em 2010, já que os peemedebistas fazem parte do atual governo federal.
Os interlocutores de Quércia no Palácio dos Bandeirantes são o vice-governador Alberto Goldman e o secretário Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil) -o primeiro, ex-secretário da gestão de Quércia (1987-1991), de quem o último foi vice.
Uma coligação do PMDB com Kassab, terceiro colocado na mais recente pesquisa Datafolha de intenção de voto, praticamente dobraria o tempo de televisão do DEM no horário eleitoral gratuito, algo considerado fundamental para quem está atrás na corrida e tem que propagandear sua gestão.
A movimentação de Kassab deverá pôr fim à aparente trégua dos últimos dias na aliança PSDB-DEM, também à frente da Prefeitura de São Paulo. O entorno de Serra trabalha pela manutenção da parceria. Por isso, a tendência é que o terceiro e último encontro de Alckmin com o prefeito seja apenas para selar um pacto de não-agressão na campanha.
Ainda conforme o roteiro de Alckmin, em meados de maio uma grande festa do PSDB, com a presença de seus principais líderes nacionais, marcaria o início da pré-campanha.
Segundo o Datafolha, o ex-governador está tecnicamente empatado com Marta na liderança da corrida. A petista tem 29% das intenções de voto contra 28% de Alckmin -a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

PT
O petista Edinho Silva, presidente estadual da sigla, também pretende ter novo encontro com Quércia neste mês. O problema do PT é convencer o senador Aloizio Mercadante a aceitar dividir a chapa para o Senado em 2010 com o ex-governador do PMDB.
No PT, há quem afirme que, sem uma aliança forte, Marta poderá desistir do concorrer.
PSDB e DEM deverão ter cerca de três minutos cada um nos blocos do horário eleitoral gratuito de televisão, previsto para começar em agosto.
A estimativa é que o PT tenha quase um minuto a mais.
Segundo a legislação eleitoral, dois terços do horário no rádio e na TV (dois blocos de 25 minutos às segundas, quartas e sextas) serão distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos na última eleição, em 2006.
O PMDB elegeu 89 deputados e terá quase cinco minutos.

02/04/2008 - 06:06h PT aguarda definição de Marta

Partido espera decisão da ministra do Turismo sobre disputar a sucessão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e ter tempo suficiente para alianças, planejamento de campanha e elaborar programa de governo

Alessandra Pereira – Correio Braziliense

Celso Júnior/AE – 13/3/08
Ministra durante reunião do Conselho Nacional de Turismo. Expectativa é que o anúncio da candidatura ocorra ainda neste mês

São Paulo – Preocupados com a guerra por aliados nos bastidores e com a crescente disposição da militância, que não vê a hora de colocar o bloco em campanha nas ruas, dirigentes petistas aguardam ansiosos pela definição da ex-prefeita e ministra do Turismo, Marta Suplicy, que ainda não assumiu publicamente se será a candidata do partido à prefeitura paulistana. Depois de uma viagem de trabalho pela China, Marta desembarcou ontem em São Paulo, onde manteve agenda pessoal com espaço para poucos contatos políticos. Já em Brasília, ela participa hoje da reunião do Conselho Nacional de Turismo.

Enquanto a ex-prefeita toca normalmente seus projetos no ministério, lideranças regionais da legenda ficam em compasso de espera. A expectativa interna é de que Marta anuncie a candidatura até meados deste mês, para que haja tempo suficiente para fazer alianças, planejar táticas de campanha e concluir um bom programa de governo. Embora ninguém no PT queira pressionar Marta, que recebeu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva carta branca para pensar com calma no assunto, os petistas sabem que não há tempo a perder. “Esta eleição já pegou fogo de um jeito que cada dia é um dia perdido, precisamos trabalhar forte”, diz um deputado estadual do PT.

O entusiasmo cresceu internamente a partir da divulgação de pesquisas de intenção de voto, no último fim de semana, nas quais Marta aparece ligeiramente à frente do virtual candidato tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin. “Estamos concentrados em dois momentos. O primeiro será agendar uma reunião entre os dirigentes e Marta apenas para conversar. Depois, havendo uma confirmação de candidatura, vamos tentar formalizar alianças”, diz o presidente estadual do PT e prefeito de Araraquara, Edinho Silva. A idéia é convencer Marta a falar com o ex-governador Orestes Quércia — o PMDB é considerado um aliado com peso decisivo na corrida petista pela reconquista da prefeitura paulistana.

A interlocutores, a ex-prefeita tem demonstrado estar em dúvida sobre candidatar-se ou não, porque gosta do trabalho que vem fazendo no Ministério do Turismo. Marta investiu cerca de R$ 40 milhões em um ano, constrói marcas pessoais na pasta e, ainda esta semana, estará no Guarujá, no Litoral Sul paulista, para lançar um programa especialmente desenvolvido para os turistas da chamada terceira idade. O presidente Lula é convidado da ministra para o evento, marcado para sexta-feira. Caso ele confirme participação na atividade de Marta, há quem diga que a definição sobre a candidatura poderá estar mais próxima. Pelo menos é o que esperam os petistas. “Esperamos apenas um avanço significativo nas conversas já para a próxima semana”, despista Edinho.

01/04/2008 - 04:52h PT avalia que candidatura de Marta é inevitável

Animado por pesquisa, presidente estadual do partido aguarda volta da ministra, que está na China, para conversa

legiao1.jpg

Marta Suplicy recebe condecoração do governo da França. A medalha da Legião de Honra outorgada pelo presidente Sarkozy através do seu embaixador em Brasília (dec. 2007)

Gustavo Porto e Clarissa Oliveira – O Estado de São Paulo

O Diretório Estadual do PT só aguarda o retorno da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que está visitando a China, para definir a candidatura dela à Prefeitura de São Paulo. “Vamos marcar uma reunião para conversar com a ministra. Ela tem o receio de deixar o cargo, porque tem muitos projetos a fazer, mas a candidatura cresce a cada dia e só depende dela aceitar a disputa”, disse Edinho Silva, presidente estadual do PT e prefeito de Araraquara (SP).

Ele admitiu que a candidatura de Marta à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) é inevitável – e só depende de uma resposta positiva da ministra – principalmente depois do resultado da última pesquisa Datafolha, divulgada no domingo. No levantamento, Marta aparece com 29% na pesquisa estimulada, empatada tecnicamente com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 28% da preferência do eleitor. “A pesquisa foi ótima e mostra que quanto mais perto a eleição, mais ela vai crescer”, afirmou Edinho Silva.

A reunião da cúpula paulista com Marta deve ocorrer, se possível, antes de sexta-feira, quando a ministra visitará o Guarujá (SP), em companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro encontro articulado pelas lideranças petistas do Estado de São Paulo é o de Marta com o ex-governador Orestes Quércia, do PMDB, partido que é cobiçado para alianças por todos os pré-candidatos a prefeito da capital paulista.

“Vamos conversar com a Marta primeiro e depois agendar um encontro entre o dois”, disse Edinho Silva, que já manteve reuniões com Quércia para costurar uma coligação entre os dois partidos, na qual PMDB indicaria o nome vice.

EMBALO

No fim de semana, aliados de Marta comemoram o resultado da pesquisa Datafolha. Diante dos números, eles avaliaram que a ex-prefeita fez bem em adiar o anúncio oficial de sua candidatura, já confirmada nos bastidores do governo e do PT.

Com isso, dizem petistas, Marta ganhou força diante do racha entre o DEM do prefeito Kassab e o PSDB de Alckmin. Antes de definir uma data para o anúncio, entretanto, o PT aguarda uma resposta de Quércia ao acordo proposto há algumas semanas. Se aceitar integrar o palanque da ex-prefeita, o ex-governador poderá levar a indicação do vice de Marta, além do apoio petista para se lançar a uma vaga no Senado nas eleições de 2010.

14/03/2008 - 09:01h PT paulistano vai usar PAC como vitrine eleitoral

Cristiane Agostine – VALOR

lula_positivo.jpgUma das principais vitrines da campanha municipal do PT em São Paulo serão os investimentos feitos pelo governo federal na cidade. O partido usará as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na tentativa de capitalizar parte das vitrines que deverão ser usada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) em sua campanha pela reeleição, como a urbanização de favelas e a melhoria no transporte público.

Na segunda-feira o diretório municipal do PT discutirá a “tática eleitoral” a ser seguida e a divulgação dos investimentos da União na capital é um dos pontos principais já previstos pelos petistas. “Vamos capitalizar ao máximo os investimentos do governo federal em São Paulo. Lula está destinando recursos para o Rodoanel e para urbanização de favelas. Está ajudando muito a população mais carente”, disse o presidente do diretório municipal do PT, vereador José Américo. Vamos comparar com outros períodos e mostrar que nunca um governo federal e o PT investiram tanto em São Paulo como agora”, comentou.

A União prevê investimentos milionários para obras na capital e para o Estado até 2010 e os petistas não querem que o governador estadual, José Serra (PSDB), nem o prefeito do DEM tenham o reconhecimento sozinhos dos projetos como a recuperação das represas Billings e Guarapiranga nem do trecho sul do Rodoanel. “São obras que beneficiam a cidade de São Paulo como um todo”, afirmou Américo.

As obras de saneamento e infra-estrutura nas maiores favelas da capital concentrarão os recursos em áreas carentes da cidade, tradicionais redutos petistas. Os petistas continuarão direcionando o discurso às grandes periferias e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinará, por exemplo, R$ 100 milhões à favela de Paraisópolis e Heliópolis, R$ 110,5 milhões. As duas comunidades são as maiores favelas da cidade.

O partido pretende se aproximar da classe média ao falar dos investimentos em Transporte. Além do trecho sul do Rodoanel, que facilitará o acesso ao Porto de Santos e deve diminuir o trânsito na capital, o Expresso Tiradentes, em obras há mais de dez anos, também será usado como vitrine da União e do PT. Do custo estimado em R$ 450 milhões, R$ 250 milhões serão do governo federal e R$ R$ 200 milhões da prefeitura. “Faremos uma defesa do governo Lula e do modo petista de governar”, disse o vice-presidente do diretório estadual do PT, vereador João Antonio. “Estamos investindo em transporte público e vamos comparar com o que o Kassab está fazendo”, disse.

O parlamentar comentou que a campanha petista deverá centrar esforços também para reforçar a imagem do DEM e do PSDB à privatização. “Estão terceirizando a educação, a saúde e os equipamentos esportivos na cidade. É uma forma de privatização dos serviços. Eles querem o Estado mínimo”, afirmou Antonio.

Além da definição da tática eleitoral que servirá de guia ao partido, a campanha petista ganhará formas mais claras no fim do mês. No dia 29, o PT deverá escalar a equipe de campanha e os responsáveis pela elaboração do projeto de governo. Dentro do PT, a discussão entre os dirigentes já parte do pressuposto que a candidata é Marta Suplicy, ministra do Turismo.

Os dirigentes do PT de São Paulo defendem um amplo leque de alianças, com o PMDB e PR (antigo PL) como aliados prioritários. Na terça-feira o presidente do diretório estadual do PT, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, e o presidente estadual do PMDB, o ex-governador Orestes Quércia, conversaram novamente sobre o acordo em torno do nome de Marta. O principal empecilho continua sendo a indicação para a presidência da Ceagesp, gerida pelo governo federal e desejada pelos pemedebistas. O governo já cedeu ao PMDB paulista ao nomear Miguel Colasuono para a direção administrativa da Eletrobrás. O PT busca, ainda, aliança com o PSB e PCdoB.

12/12/2007 - 15:31h Domingo proximo tem segundo turno na eleições internas do PT


Dia 16 acontecerá o segundo turno das eleições internas no PT. Para presidente nacional da sigla disputam Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto.

As duas forças sendo essas neste segundo turno, o processo eleitoral reforçará seguramente a unidade partidária. Ambos os candidatos tem mostrado uma atitude unificada na defesa do governo Lula, em particular durante a crise provocada pela questão do financiamento irregular do PT, alem de defender juntos a politica de alianças práticada pelo presidente Lula.

Junto com Ricardo Berzoini, manifestaram seu apoio Tarso Genro, Fernando Haddad e outros participantes do grupo Mensagem, que no primeiro turno apresentaram José Eduardo Cardoso como candidato.

Já Jilmar Tatto ganhou o apoio de duas figuras históricas do PT, Olivio Dutra de Rio Grande do Sul e do Prefeito de Recife, João Paulo, ambos também apoiadores no primeiro turno de Cardoso.
(mais…)

12/12/2007 - 15:03h Domingo proximo tem segundo turno na eleições internas do PT


Dia 16 acontecerá o segundo turno das eleições internas no PT. Para presidente nacional da sigla disputam Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto.

As duas forças sendo essas neste segundo turno, o processo eleitoral reforçará seguramente a unidade partidária. Ambos os candidatos tem mostrado uma atitude unificada na defesa do governo Lula, em particular durante a crise provocada pela questão do financiamento irregular do PT, alem de defender juntos a politica de alianças práticada pelo presidente Lula.

Junto com Ricardo Berzoini, manifestaram seu apoio Tarso Genro, Fernando Haddad e outros participantes do grupo Mensagem, que no primeiro turno apresentaram José Eduardo Cardoso como candidato.

Já Jilmar Tatto ganhou o apoio de duas figuras históricas do PT, Olivio Dutra de Rio Grande do Sul e do Prefeito de Recife, João Paulo, ambos também apoiadores no primeiro turno de Cardoso.

No Estado de São Paulo, onde Ricardo Berzoini perdeu no primeiro turno para Jilmar Tatto, o novo presidente estadual do PT, Edinho Silva e José Américo, novo presidente eleito na capital paulista tem mostrado uma maior sintonia com a candidatura de Jilmar Tatto.

Os resultados serão conhecidos no fim da segunda-feira. LF

08/12/2007 - 11:22h PT: 17 presidentes eleitos


CORREIO BRAZILIENSE

Diretórios estaduais terminam contagem de votos. Para analistas, vitórias no 1º turno desmonstram a força das lideranças partidárias em busca de consenso


Izabelle Torres
Da equipe do Correio As eleições para a presidência do PT nos diretórios regionais já foram decididas em 17 estados brasileiros. Em Pernambuco, o nome do novo presidente do partido só será conhecido depois do julgamento de recursos judiciais. Minas Gerais também iniciou uma disputa jurídica, mas ontem o candidato Durval Ângelo retirou a sua candidatura e Reginaldo Lopes tornou-se o vencedor, com 49,61% dos votos. Nos demais estados e no diretório nacional, as disputas foram para o segundo turno e as campanhas seguem até o próximo dia 16, quando acontece a eleição. Para o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleisher é possível fazer uma ligação entre os candidatos eleitos em primeiro turno e a força das lideranças partidárias que o apoiaram. “O consenso em torno de um nome pode demonstrar quem são as lideranças políticas com maior força entre os militantes”, analisa.Para o Fleischer, um exemplo de vinculação entre o candidato eleito e os caciques petistas pode ser notado na eleição do diretório do partido em São Paulo. Na disputa, o candidato Zico Prado, apoiado pelo presidente nacional da sigla, Ricardo Berzoini, e pelos deputados João Paulo Cunha e Cândido Vacarezza, foi derrotado por Edinho Silva, que teve como principais cabos eleitorais o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy. “Com a proximidade das eleições municipais, creio que vale uma análise sobre as forças partidárias que estavam por trás de cada candidato eleito nos estados”, disse o professor.O placar das decisões em primeiro turno demonstra que houve disputas mais acirradas, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde os candidatos eleitos obtiveram 56% e 52,8% dos votos, respectivamente. Em outras regiões, como o Acre, a vitória foi folgada. O candidato Léo Brito obteve 91,3% dos votos. Os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e o Distrito Federal realizam segundo turno no próximo dia 16. No mesmo dia, o diretório nacional do partido decide a eleição entre os candidatos Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, que obtiveram 43,42% e 20,25% dos votos, respectivamente.

Leia também: PT: Se espelhar no exemplo de São Paulo

 

Leia o artigo de Luis Favre, militante do PT de São Paulo, sobre a realização do segundo turno da eleição presidencial nacional

08/12/2007 - 11:11h PT: 17 presidentes eleitos

CORREIO BRAZILIENSE

Diretórios estaduais terminam contagem de votos. Para analistas, vitórias no 1º turno desmonstram a força das lideranças partidárias em busca de consenso


Izabelle Torres
Da equipe do Correio As eleições para a presidência do PT nos diretórios regionais já foram decididas em 17 estados brasileiros. Em Pernambuco, o nome do novo presidente do partido só será conhecido depois do julgamento de recursos judiciais. Minas Gerais também iniciou uma disputa jurídica, mas ontem o candidato Durval Ângelo retirou a sua candidatura e Reginaldo Lopes tornou-se o vencedor, com 49,61% dos votos. Nos demais estados e no diretório nacional, as disputas foram para o segundo turno e as campanhas seguem até o próximo dia 16, quando acontece a eleição. Para o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleisher é possível fazer uma ligação entre os candidatos eleitos em primeiro turno e a força das lideranças partidárias que o apoiaram. “O consenso em torno de um nome pode demonstrar quem são as lideranças políticas com maior força entre os militantes”, analisa.

Para o Fleischer, um exemplo de vinculação entre o candidato eleito e os caciques petistas pode ser notado na eleição do diretório do partido em São Paulo. Na disputa, o candidato Zico Prado, apoiado pelo presidente nacional da sigla, Ricardo Berzoini, e pelos deputados João Paulo Cunha e Cândido Vacarezza, foi derrotado por Edinho Silva, que teve como principais cabos eleitorais o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy. “Com a proximidade das eleições municipais, creio que vale uma análise sobre as forças partidárias que estavam por trás de cada candidato eleito nos estados”, disse o professor.

O placar das decisões em primeiro turno demonstra que houve disputas mais acirradas, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde os candidatos eleitos obtiveram 56% e 52,8% dos votos, respectivamente. Em outras regiões, como o Acre, a vitória foi folgada. O candidato Léo Brito obteve 91,3% dos votos. Os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e o Distrito Federal realizam segundo turno no próximo dia 16. No mesmo dia, o diretório nacional do partido decide a eleição entre os candidatos Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, que obtiveram 43,42% e 20,25% dos votos, respectivamente.

Leia também

PT: Se espelhar no exemplo de São Paulo

 

Leia o artigo de Luis Favre, militante do PT de São Paulo, sobre a realização do segundo turno da eleição presidencial nacional

07/12/2007 - 06:48h Presidente eleito do PT paulista aproximou Lula de agronegócio

César Felício

VALOR

Davilym Dourado/Valor

Edinho Silva defende que o partido reconquiste a classe média: “Precisamos voltar a ocupar este espaço”

Vereador em uma cidade do interior de São Paulo com base no agronegócio, duas vezes eleito prefeito e colocado no comando estadual do PT em São Paulo por um acordo entre diversas tendências, o novo presidente do PT paulista, Edinho Silva, eleito com 55% dos votos, começa a repetir a trajetória do deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

O atual prefeito de Araraquara, cidade de duzentos mil habitantes a apenas 80 quilômetros da Ribeirão Preto que foi governada por Palocci, Edinho pode representar uma reaproximação do partido com o empresariado rural e a classe média. Na eleição de 2006, a votação de Lula caiu em quase todos os municípios com forte base no agronegócio e Araraquara não foi exceção: a votação do PT para presidente despencou de 50% para 31% entre uma votação e outra no primeiro turno.

Retrato de um PT que se expandiu no interior de São Paulo longe do operariado e alicerçado na classe média, o novo presidente do PT paulista quer que o partido volte a competir pelas preferências dos setores médios com nível de educação superior. “Estamos com dificuldades em setores tradicionais que sustentaram o PT no passado remoto e recente. Precisamos voltar a ocupar estes espaços”, afirma.
(mais…)

07/12/2007 - 06:41h Presidente eleito do PT paulista aproximou Lula de agronegócio

César Felício

VALOR

Davilym Dourado/Valor

Edinho Silva defende que o partido reconquiste a classe média: “Precisamos voltar a ocupar este espaço”

Vereador em uma cidade do interior de São Paulo com base no agronegócio, duas vezes eleito prefeito e colocado no comando estadual do PT em São Paulo por um acordo entre diversas tendências, o novo presidente do PT paulista, Edinho Silva, eleito com 55% dos votos, começa a repetir a trajetória do deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

O atual prefeito de Araraquara, cidade de duzentos mil habitantes a apenas 80 quilômetros da Ribeirão Preto que foi governada por Palocci, Edinho pode representar uma reaproximação do partido com o empresariado rural e a classe média. Na eleição de 2006, a votação de Lula caiu em quase todos os municípios com forte base no agronegócio e Araraquara não foi exceção: a votação do PT para presidente despencou de 50% para 31% entre uma votação e outra no primeiro turno.

Retrato de um PT que se expandiu no interior de São Paulo longe do operariado e alicerçado na classe média, o novo presidente do PT paulista quer que o partido volte a competir pelas preferências dos setores médios com nível de educação superior. “Estamos com dificuldades em setores tradicionais que sustentaram o PT no passado remoto e recente. Precisamos voltar a ocupar estes espaços”, afirma.

Empresários do agronegócio descrevem o prefeito de Araraquara como uma espécie de herdeiro de Palocci, que quando prefeito de Ribeirão Preto estabeleceu o diálogo entre o PT e o empresariado rural e montou a estrutura para o partido se espalhar na região, conquistando diversas prefeituras, entre elas a de Araraquara.

Edinho atuou para conseguir apoio empresarial para Lula nas campanhas presidenciais de 2002 e 2006 e tornou-se uma ligação estratégica com o agronegócio.

Foi Edinho, já prefeito de Araraquara, quem estabeleceu o primeiro contato entre José Luiz Cutrale e o então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Na primeira conversa com Lula, a preocupação do empresário não foi apresentar demandas, mas obter de Lula garantias de que o presidente não iria implementar a plataforma da ala mais radical de seu partido, hostil aos grandes proprietários rurais.

Dada as garantias, depois de uma degustação de charutos em um restaurante de São Paulo, veio o apoio na campanha presidencial e os gestos de apreço logo que Lula tomou posse: Cutrale foi nomeado membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e o presidente compareceu à abertura de uma feira agroindustrial em Araraquara. Na ocasião, diante de Edinho e Lula, o empresário fez uma doação de R$ 4 milhões ao programa Fome Zero.

A proximidade entre Cutrale e o presidente da República, da qual Edinho foi o fio condutor, garantiu o apoio empresarial a Lula em 2006, mas não impediu que a relação do setor se tornasse atribulada. A maior zona de atrito entre o setor da indústria de suco de laranja e o governo federal diz respeito às constantes denúncias de formação de cartel para a compra da matéria-prima, que culminaram na operação da Polícia Federal em janeiro do ano passado chamada “Operação Fanta”, em que houve busca e apreensão de documentos nos escritórios das empresas. Sob a alegação de irregularidades na ação da PF, as empresas impediram por liminar a análise dos documentos. O assunto está pendente na Justiça. Caso a prática de cartel fique caracterizada, o setor corre risco de perder mercados internacionais.

Uma vitória foi obtida este ano, com a colaboração do PT paulista. As empresas do setor de suco de laranja, conseguiram em maio deste ano convencer o governo a aceitar que o deputado Jilmar Tatto (PT-SP) – candidato à presidência do partido que foi ao segundo turno na eleição interna da sigla e que apoiou a eleição de Edinho Silva no plano regional – colocasse em seu parecer sobre uma medida provisória que alterava o Imposto de Renda uma emenda que tornava possível a realização dos acordos chamados “termos de compromissos de cessação (TCC)” em processos de cartel no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), proibidos desde 2000.

Segundo Tatto, a emenda foi colocada na medida provisória por orientação do então líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-SP), hoje ministro de Relações Institucionais. O parlamentar nega ter tido contato com empresários de qualquer setor. Entre os conselheiros do CADE, o novo texto da lei chegou a ser chamado de “lei do suco”, mas na realidade o dispositivo beneficiou vários outros setores, como o da indústria frigorífica, do cimento e da informática, entre outros. No momento que a lei foi aprovada, estavam sob análise do Cade 40 processos de cartel contra empresas.

Empresa que representa 9% do valor adicionado no ICMS no município, o que a coloca como a maior da cidade, Cutrale rompera com o prefeito anterior, Waldemar De Santi (PP) e ameaçava retirar investimentos de Araraquara por causa de uma rua. A empresa mantém uma indústria na área central do município e suas chaminés são o principal marco urbano da cidade. De Santi não permitiu que a empresa fechasse uma via pública que cortava a unidade fabril ao meio.

Até então integrante da corrente Democracia Socialista, de tendência trotskista, Edinho Silva resolveu a situação negociando com a empresa a construção de um posto de saúde como contrapartida. A rua não existe mais. A ligação de Edinho com o trotskismo também não.

Sociólogo de formação, militante da Pastoral Operária e da Pastoral do Migrante na juventude, Edinho hoje se irrita com as críticas de setores ambientalistas e é defensor aberto do incentivo à produção do etanol, atividade que mantém sete usinas na região. “É um equívoco ficarmos nesta crítica a uma matriz energética renovável, sem que haja uma proposta alternativa”, diz.

Procurada por este jornal, a Cutrale enviou um comunicado aonde informa ser “de sua obrigação apoiar boas idéias de gestão, principalmente àquelas em benefício da melhoria do social”. Na nota, disse ainda que “a aproximação com todos os governos é mútua e independente de seus partidos”. Garante ainda que jamais tentou agir politicamente para mudar o rumo das ações que sofre pela acusação de formar cartel. “A Cutrale entende que as instituições governamentais tenham de agir de acordo com as leis que orientam seus trabalhos e, em nenhum momento esperou que sua atuação fosse influenciada por seu relacionamento com outras esferas governamentais. A empresa ressalta que o processo está na fase investigatória”, diz o texto.

A eleição de Edinho representa ainda uma mudança de eixo dentro da estrutura de poder do PT paulista. Egresso das correntes de esquerda do país, Edinho foi um ponto de união entre o grupo ligado à ministra do Turismo, Marta Suplicy e os apoiadores na eleição interna petista do deputado José Eduardo Cardozo, do grupo “Mensagem”. Teve desde a primeira hora o apoio do deputado Antonio Palocci, do antigo Campo Majoritário e próximo a Edinho desde que era prefeito de Ribeirão Preto.

Ficaram do lado do deputado estadual Zico Prado, o principal adversário, o deputado João Paulo Cunha e o atual presidente regional, Paulo Frateschi, até então extremamente próximos do ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu. Em colisão com os antigos comandados, Dirceu apoiou Edinho.

Consolidada a vitória, uma das preocupações do novo comando do partido é impedir que o grupo derrotado tente atuar de forma paralela, negociando alianças eleitorais à revelia da direção estadual.

No jogo para 2010, Edinho entra como um aliado da ministra do Turismo, a quem defende até para a sucessão de Lula. Mas foi cortejado por outro presidenciável, o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, que telefonou assim que soube do resultado. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não o procurou.

04/12/2007 - 22:44h Com maior participação dos filiados, que nas eleições precedentes: Berzoini e Tatto vão disputar segundo turno pela presidencia do PT

de esqu. a dir. Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini, os dois últimos disputaram o segundo turno

Mais de 320 mil filadas e filiados do PT participaram da escolha dos novos dirigentes do partido. O seja uma participação maior que nas eleições internas de 2005.

Os quatro primeiros colocados no primeiro turno para presidente da legenda foram:

Ricardo Berzoini – 43,75%

Jilmar Tatto – 20,51%

José Eduardo Cardozo – 18,93%

Valter Pomar – 11,43%

(faltando contabilizar ainda uns poucos votos).

Valter Pomar já anunciou seu apoio a Jilmar Tatto para o segundo turno, que acontecerá em 16 de dezembro próximo.

José Eduardo Cardoso, que ficou em terceiro lugar, e que tem o apoio dos ministros Tarso Genro, Fernando Haddad, Dilma Roussef, dos governadores Jaques Wagner, da Bahía e Marcelo Deda, de Sérgipe e de Olivio Dutra e a corrente Democracia Socialista, não manifestou ainda sua escolha para o segundo turno. Está corrente defende a necessidade da refundação do PT, depois do que considerou como sua destruição moral e ética, pelas forças do antigo Campo Majoritário, lideradas agora por Ricardo Berzoini.

A concomitância da vitória de Edinho Silva para presidente da sigla no Estado de São Paulo; de José Américo para presidente do PT na capital paulista e do primeiro lugar ocupado por Tatto no nosso Estado, seguido por Ricardo Berzoini, configuram um novo quadro das relações políticas no interior do PT. Pois o peso do Estado de São Paulo no PT nacional continua grande pelo numero de seus filiados, além da própria história do PT.

Mesmo sendo favorito, Ricardo Berzoini sofreu uma importante derrota no Estado de São Paulo e independentemente do resultado do segundo turno, a nova relação interna não deverá excluir uma composição para poder governar o PT. A convergência com o setor representado por Jilmar Tatto pode constituir o elemento aglutinante de uma nova maioria partidária renovada.

Os resultados confirmam o apoio amplo dos petistas aos candidatos comprometidos com essa renovação partidária ancorada na defesa intransigente do PT contra seus adversários da direita.

A liderança do presidente Lula aparece assim reforçada, com um PT em melhores condições de superar seus erros e desvios, ao mesmo tempo que reafirma sua política de alianças, sua disposição a uma atuação mais autônoma e de esquerda.

Após o segundo turno, o processo de construção de uma nova maioria que incorpore a esquerda e reforce o protagonismo do PT, estará na ordem do dia. As condições são mais que favoráveis.

Luis Favre

 

03/12/2007 - 20:09h Ricardo Berzoini enfrentará Jilmar Tatto no segundo turno das eleições no PT

Confirmada a informação adiantada neste blog: a eleição para presidente nacional do PT terá segundo turno e será disputada por Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto.

Os resultados confirmam o apoio amplo dos petistas aos candidatos comprometidos com a a renovação partidária ancorada na defesa intransigente do PT contra seus adversários da direita. Ricardo Berzoini lidera a disputa com mais de 40% dos votos dos petistas no país, seguido por Jilmar Tatto com 24% e José Eduardo Cardoso com 18% e Valter Pomar com 10% aproximadamente.

A concomitância da vitória de Edinho Silva para presidente da sigla no Estado de São Paulo; de José Américo para presidente do PT na capital paulista e do primeiro lugar ocupado por Tatto no nosso Estado, seguido por Ricardo Berzoini, configuram um novo quadro das relações políticas no interior do PT.

A liderança do presidente Lula aparece assim reforçada, com um PT em melhores condições de superar seus erros e desvios, ao mesmo tempo que reafirma sua política de alianças, sua disposição a uma atuação mais autônoma e de esquerda.

Luis Favre

03/12/2007 - 18:56h PT: resultados confirmam uma nova maioria renovada no Estado de São Paulo

79% apurados: Edinho e Jilmar Tatto lideram apuração em São Paulo

Confira o resultado parcial do PED no Estado de São Paulo às 17h33 desta segunda-feria (3/12). Já foram apurados os votos de 161.389 militantes, número que equivale a 79,0% do total de petistas aptos a participar do PED, 204.375. Os resultados abaixo correspondem aos votos de 266 municípios, ou 67,5% das cidades aptas a participar do processo, aí já incluída a Capital.

Presidente estadual

Zico – 19.436; 36,3%

Misa – 538; 1,0%

Angélica – 2.407; 4,5%

Edinho – 28.754; 53,7%

Renato Simões – 2.081; 3,9%

Pedro – 292; 0,5%

Chapa estadual

Um Novo Rumo para o PT – 11.589; 22,9%

Terra, Trabalho e Soberania – 665; 1,3%

A Esperança é Vermelha – 2.280; 4,5%

Movimento e Luta – 5.708; 11,3%

Mensagem ao Partido – 5.275; 10,4%

Partido de Lutas e Massas – 7.947; 15,7%

Militância Socialista – 1.393; 2,8%

Construindo um novo Brasil – 15.509; 30,6%

Programa Operário e Socialista – 241; 0,5%

Presidente nacional (em SP)

Markus Sokol – 574; 1,1%

Valter Pomar – 2.794; 5,2%

José Eduardo Cardoso – 8.442; 15,8%

Jilmar Tatto – 23.110; 43,2%

Gilney Viana – 1.175; 2,2%

Ricardo Berzoini – 17.516; 32,7%

Miranda – 281; 0,5%

03/12/2007 - 18:45h Nota da Bancada de vereadores do PT da cidade de São Paulo

José Américo é eleito presidente
do PT municipal de SP no primeiro turno

O vereador José Américo elegeu-se, com cerca de 62% dos votos válidos, presidente municipal do PT de São Paulo, nas eleições realizadas domingo (2), com a participação de 24 mil filiados que compareceram para votar nos 35 zonais da capital. Na apuração paralela realizada pelo próprio Diretório Municipal, José Américo obteve 13.416 votos contra 6.960 de seu principal adversário, o também vereador da capital, Chico Macena. Os outros dois participantes, Fernando do Ó Veloso, e Bárbara Corrales, registraram 764 e 433 votos cada um, respectivamente.

Nas eleições para presidente nacional, o vencedor em São Paulo foi o deputado federal Jilmar Tatto, que alcançou 12.802 votos contra 5.290 do atual presidente do PT, Ricardo Berzoini, e 2.323 de José Eduardo Martins Cardoso.

Na disputa estadual, na cidade de São Paulo venceu o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, com 12.763 votos. Seu principal adversário, o deputado estadual José Zico Prado, obteve 7.700 votos.

Para José Américo, que foi secretário de Comunicação da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy, “o PT mais uma vez dá um exemplo de força política e de exercício democrático na cidade de São Paulo”. A tarefa agora – ele afirma – “é organizar o partido para as eleições de 2008”.

Para José Américo, “a energia demonstrada pela militância petista e as realizações da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy – um exemplo de governo que os paulistanos não esquecem – credenciam o PT como o partido com melhores condições para disputar, ganhar e voltar a governar São Paulo” – afirma o vereador.