06/05/2009 - 13:00h Obra de Cesar Maia (DEM) é capa do Globo: Auditoria revela indicios de fraude na Cidade da Música

 http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpg

O caro que sai caro

Prefeitura prorroga por mais 120 dias auditoria que investiga Cidade da Música

Luisa Valle e Ana Cláudia Costa – O Globo e Bom Dia Rio

RIO – O Prefeitura do Rio prorrogou por mais 120 dias a auditoria que investiga as obras da Cidade da Música. Em decreto publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial, o prefeito Eduardo Paes manteve a execução dos contratos da obra suspensos até a conclusão definitiva da auditoria instaurada. O pedido de prorrogação dos trabalhos foi feito num relatório preliminar da auditoria que apontou indícios de irregularidades e fraudes na obra . No documento, os técnicos reclamaram da dificuldade de conseguir informações.

Além de prorrogar o prazo da auditoria, Eduardo Paes anunciou que vai contratar uma auditoria paralela para checar as contas da Cidade da Música. Durante a inauguração de uma estação de tratamento de chorume no aterro sanitário de Gramacho, Paes disse ainda que vai denunciar as irregularidades ao Ministério Público, conforme pede o relatório.

Antes mesmo de tomar posse, o prefeito já havia anunciado que só retomaria as obras da Cidade da Música, paradas desde o fim do mandato de Cesar Maia, quando a auditoria fosse concluída. De acordo com a primeira avaliação apresentada pelos técnicos é que será preciso mais R$150 milhões e um ano de trabalho para a conclusão da Cidade da Música. O vereador Eider Dantas (DEM), ex-secretário de Obras e um dos responsáveis pelo projeto, afirmou que o prazo necessário para a conclusão da obra seria de três meses e não de um ano.

Dantas negou ainda todas as acusações de fraudes e irregularidades apontadas pelo relatório parcial da auditoria. Ele afirmou ainda que a gestão passada depositou dinheiro em caixa para a conclusão da obra.

- Tudo que foi comprado foi adquirido dentro da lei, com licitações públicas. Além disso, com fiscalização do Tribunal de Contas, da Procuradoria e da Controladoria do município do Rio de Janeiro. Para nós, R$ 86 milhões é mais do que suficiente para terminar as obras da Cidade da Música. Qualquer coisa acima disso, eu vou investigar para saber para onde vai esse dinheiro – afirmou Eider Dantas.

A Cidade da Música foi inaugurada ainda inacabada, no fim do ano passado pelo então prefeito Cesar Maia, mesmo após a prefeitura ter gasto R$ 439 milhões. O relatório parcial mostra que em apenas uma amostragem de preços com oito de 776 itens especiais, comprados para a Grande Sala de concertos, a prefeitura teria pagado R$ 1,3 milhão a mais, em relação a valores de mercado.

Nesta quarta-feira, o ex-prefeito Cesar Maia voltou a criticar o relatório parcial feito pela auditoria. Em seu boletim eletrônico, Cesar foi irônico ao falar do relatório, que de acordo com a primeira avaliação será preciso mais R$150 milhões e um ano de trabalho para a conclusão da Cidade da Música.

“Sem precisar de pedido e demonstração das empreiteiras, chegou à conclusão que, para frente, deve-se pagar o dobro da dívida reconhecida anteriormente pela prefeitura. Vale dizer: as empreiteiras não precisaram pedir ou demonstrar nada. É o próprio poder contratante que diz que em vez de 85 milhões de reais, a prefeitura vai pagar 150 milhões de reais. Sem pressão, sem demonstração, sem lenço, nem documento”, escreveu.

Ele voltou a dizer que as conclusões da auditoria inauguram no Rio o que chamou de “novo paraíso das empreiteiras”.

“Em tantos casos anteriores pelo Brasil e mundo afora se chamava de escândalo quando a pressão de uma empreiteira para receber aditivo não tinha sustentação nos fatos. Mas como se chamará agora esta auditoria que se antecipa às empreiteiras e, unilateralmente, se propõe a pagar a mais -suavemente- por iniciativa de quem contrata, 65 milhões de reais? Deem o nome que quiserem. O mercado ontem a noite chamava a decisão de NPE [Novo Paraíso das Empreiteiras]“, concluiu.

Leia também:Cidade da Música vira possível foco de mosquito da dengue Cidade da Música finalmente é inaugurada Aumentam as despesas com a Cidade da Música

14/03/2009 - 12:26h Prefeitura de Rio e as Escolas de Amanhã

Clique na imagem para ampliar e ler

paes_educacao.jpg

02/01/2009 - 11:29h Rio: Paes anuncia corte de R$ 1,5 bi e suspende obras da Cidade da Música

 

Leo Pinheiro / Valor RJ

Paes comenta ausência de antecessor na transmissão do cargo: “Lamento. Foi decisão dele e não há nada que possa fazer”

Chico Santos e Francisco Góes, do Rio – VALOR

O novo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), assumiu ontem cumprindo a promessa de tomar medidas duras para adaptar as finanças do município à situação de crise econômica vivida pelo Brasil e o mundo. Ele disse que pretende economizar R$ 1,5 bilhão com medidas que vão da redução de 30% na remuneração de cargos em comissão e gratificações especiais, corte de 20% nas despesas de custeio, controle de restos a pagar e até suspensão, para fazer auditorias, de contratos em andamento. Paes decretou a paralisação da principal obra do final da gestão do seu antecessor, César Maia (DEM), a Cidade da Música, com custo próximo a R$ 500 milhões.

“São todas medidas que buscam organizar a cidade, organizar as finanças públicas. Nós vivemos um período delicado, não tivemos, infelizmente, acesso ao fluxo de caixa da prefeitura (durante a transição) e não sabemos a situação que vai ser encontrada”, justificou o prefeito na tumultuada primeira entrevista do seu mandato, concedida na frente da Câmara de Vereadores, na Cinelândia, no centro, onde foi empossado às 12h45 de ontem. Antes dele os 51 vereadores do Rio tomaram posse.

Apesar de anunciar medidas que revelam desconfiança em relação ao governo do seu ex-padrinho político (ele começou nos anos 1990 como subprefeito de Maia), Paes evitou atacar o antecessor. “Não acho que seja má fé”, disse ao comentar suas suspeitas de excessos nos gastos da Cidade da Música, uma construção gigantesca na Barra da Tijuca (zona Oeste). “Quero dizer o seguinte: eu quero olhar para a frente. Não vamos perder tempo fazendo comentários sobre o passado. O que aconteceu no passado a população já julgou”, disse.

O tom conciliador não impediu que o prefeito repetisse que a proposta orçamentária de R$ 12 bilhões para 2009, enviada por Maia à Câmara de Vereadores, é “quase uma peça de ficção, com receitas superestimadas e despesas subestimadas”. O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, disse que R$ 1,3 bilhão, cerca de 10% do orçamento total, serão bloqueados até que a administração tenha uma exata noção dos números.

Ele afirmou ainda que todos os investimentos serão congelados em um primeiro momento. A secretária da Fazenda, Eduarda La Rocque, deu a entender, porém, que o valor do orçamento a ser bloqueado ainda precisará ser melhor discutido. As medidas de austeridade que povoaram a edição de ontem do Diário Oficial do município teriam o objetivo de trazer as contas para a realidade. “À medida que o ano for caminhando, os impostos forem sendo pagos, a gente vai observar o caixa da prefeitura e pode ir afrouxando. Neste primeiro momento, precisamos apertar os cintos”, disse Paes.

À tarde, no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, em Botafogo (zona Sul), onde deu posse aos secretários, Paes foi lacônico ao comentar a ausência de Maia na cerimônia: “Eu só lamento. Foi decisão dele e não há nada que eu possa fazer”, afirmou. No discurso de posse, Paes fez uma crítica indireta ao seu antecessor sem mencioná-lo nominalmente: “Herdamos hoje (ontem) a cidade que ainda é a mais maravilhosa do Brasil, mas que está enfraquecida pela desigualdade crescente, por serviços públicos ineficientes e por um poder público distante das pessoas”, alfinetou.

Entre as autoridades presentes ao Palácio da Cidade, que permaneceu lotado durante toda a cerimônia, estiveram os ministros Carlos Minc, do Meio Ambiente, José Temporão, da Saúde, e Orlando Silva, dos Esportes. Os ministros Marco Aurélio Mello e Carlos Alberto Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), também compareceram. Antes de os secretários serem empossados, houve um ato ecumênico coordenado pelo cardeal arcebispo do Rio, Dom Eusébio Oscar Sheid.

No discurso, Paes não economizou elogios ao governador Sérgio Cabral (PMDB), presente ao evento. Eleito com o apoio maciço de Cabral, que, por sua vez, vive quase um idílio político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paes confia na sintonia entre as três instâncias de governo para fazer uma boa gestão, mesmo assumindo em um momento de dificuldades econômico-financeiras.

No âmbito do legislativo municipal, os sinais de ontem foram de que ele não enfrentará problemas. Mesmo o DEM, partido de Maia, tendo oito cadeiras, contra seis do PMDB, o vereador peemedebista Jorge Felippe foi eleito presidente da casa por unanimidade. Um dos decretos de Paes estabelece que a quitação dos restos a pagar recebidos por sua gestão só será feita após autorização de um órgão especialmente criado ontem, a Comissão de Programação Financeira e Gestão Fiscal.

No caso da Cidade da Música, foi dado um prazo de 120 dias para auditar os contratos. A obra será paralisada, mas o prefeito afirmou que ela será retomada e concluída assim que os números forem elucidados. Entre os decretos, há também o cumprimento de promessas de campanha como o fim da aprovação automática na rede municipal de ensino.

19/12/2008 - 10:30h Paes pode ter que desembolsar mais R$ 80 milhões só para concluir projeto da Cidade da Música

Herança

http://oglobo.globo.com/_img/o-globo.png

Edição de Hoje do Jornal O Globo

 O Globo

 

Corpo de Bombeiros faz inspeção na Cidade da Música. A inauguração foi adiada. Foto : Marcelo Piu / Agência O GloboRIO – O prefeito eleito, Eduardo Paes, disse nesta quinta-feira que fará uma auditoria nas contas da Cidade da Música para saber o verdadeiro custo do complexo cultural, que já está em R$ 518,6 milhões. O futuro secretário municipal de Obras, Luiz Guaraná, disse ter ouvido do atual ocupante do cargo, Rodrigo Dantas, que a conta pode chegar a R$ 600 milhões porque serão necessárias obras de complementação do projeto, como informa reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal O Globo (acesso à íntegra somente para assinantes).

Guaraná disse que a estimativa de Dantas foi feita numa reunião na terça-feira. Na segunda-feira, Dantas dissera que a conta da Cidade da Música estaria fechada em R$ 518,6 milhões. E que ficariam para o novo governo apenas R$ 34 milhões em restos a pagar dos contratos já existentes. Nesse cálculo não estão incluídas as despesas de implantação de cinemas, restaurantes e estacionamentos. O futuro secretário de Obras disse ainda ter obtido informações de técnicos da prefeitura de que seriam necessários mais seis meses de obras para concluir o complexo. Mas o prazo também corre o risco de não ser cumprido. Tudo vai depender da situação financeira da prefeitura.

- Ninguém quer deixar a Cidade da Música sem terminar. Mas, se não tiver dinheiro, considerando que 2009 será um ano de crise, e diante das obras mais prioritárias, como conservação da cidade e limpeza de galerias de águas pluviais, ela corre o risco, sim, de parar. Mas seria uma barbaridade gastar mais de R$ 500 milhões e depois largar o esqueleto. Ela será terminada – disse Guaraná.

Obras para inauguração da Cidade da Música Jornalista Roberto Marinho, na Barra da Tijuca. Foto: Michel FilhoNo fim da tarde desta quinta-feira, o prefeito Cesar Maia adiou a inauguração da Cidade da Música , prevista para a noite desta quinta, como informou em primeira mão o Blog do Gilson Monteiro. De acordo com a rádio CBN, o Corpo de Bombeiros não liberou a realização do evento com público no local, depois de fazer nova vistoria na tarde desta quinta-feira.

Segundo o coronel Roni Alberto de Azevedo, diretor do Departamento Geral de Diversões Públicas da corporação, a equipe técnica constatou que não foram sanados os problemas identificados na vistoria da véspera. Faltavam itens de segurança como tubulações, hidrantes e caixas para guardar as mangueiras de combate a incêndio, além de equipamentos para bombear a água até as mangueiras. A sinalização para orientar o público é deficiente e ainda não haviam sido instaladas portas antipânico nas duas saídas de emergência da principal sala de concertos.

Diante do resultado da inspeção, o secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieira, se reunirá na manhã desta sexta-feira com outros integrantes da prefeitura para tentar elaborar um novo cronograma. Um dos objetivos é determinar se ainda será possível realizar oito concertos até o fim do mês, como estavam programados.

Em nota oficial, o prefeito Cesar Maia admitiu que o erro partiu da prefeitura por não ter pedido a licença dos bombeiros a tempo. A dois dias da inauguração da Cidade da Música os bombeiros não haviam sido acionados para avaliar as condições de segurança.

“O Corpo de Bombeiros agiu tecnicamente e com inteiro profissionalismo. Todas as exigências da lei estão sendo cumpridas. Cumprimento o Corpo de Bombeiros por sua ação. Se tivéssemos pedido licença uma semana atrás, já teríamos cumprido as exigências. Os erros, portanto, foram nossos. Alguns dos nossos não leram a Primeira Lei de Murphy. Irão ler daqui para a frente”, diz a nota de Cesar. (A Lei de Murphy apregoa: “Se alguma coisa pode dar errado, dará, e da pior maneira, no pior momento e do modo que cause o maior dano possível”).

Na manhã desta quinta, o presidente do Riocentro (órgão que administra a Cidade da Música) e vereador eleito Eider Dantas chegou a afirmar que a Cidade da Música seria liberada para a realização do evento de inauguração , marcada para a noite desta quinta-feira, às 21h

Dantas garantiu que todas as exigências do Corpo de Bombeiros do Rio, que na tarde da quarta-feira proibiu o evento , seriam cumpridas ainda durante a tarde desta quinta.


Para o evento, eram esperados cerca de 1.300 convidados para assistir a uma apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), com atrações como a soprano Livia Agh, o tenor Richard Decker e a mezzo-soprano Luiza Francesconi. O prédio precisaria de um sistema de tubulações, hidrantes e caixas onde são guardadas as mangueiras que ainda não terminou de ser instalado. Segundo o Corpo de Bombeiros, nem mesmo os equipamentos para bombear água até as mangueiras terminaram de ser instalados.

08/12/2008 - 12:30h Rio: “Finanças da prefeitura obrigarão a um decretão de ajuste fiscal”

 

Leo Pinheiro / Valor

Eduardo Paes sobre sua futura administração: “Não será um governo, no primeiro ano, de grandes obras”

Do Rio – VALOR


Valor: O prefeito Cesar Maia acha que o 2º turno da disputa entre o senhor e o deputado federal Fernando Gabeira (PV) foi no campo maísta, de seus ex-aliados, e que isso o cacifa para 2010. Como o senhor vê esse raciocínio?

Eduardo Paes: Já dizia minha avó que pretensão e água benta cada um serve quanto quer. Ele é político, tem três mandatos de prefeito, dois de deputado federal e todo o direito de pretender o que quiser. O que eu vi muito no 2º turno foi uma candidatura claramente posicionada contra o Cesar Maia, que era a minha, e outra que, apesar de ter o apoio (do prefeito), o escondia. Então, eu não diria que era do campo maísta. Os dois candidatos, na verdade, negavam a possibilidade de parceria com ele.

Valor: Pelo que já levantou como o senhor encontrará a Prefeitura?

Paes: Muito mal. São dados nos quais nos aprofundamos, mas vamos receber a prefeitura muito mal, a capacidade de investimento praticamente zerada, um orçamento superestimado, transformado em peça de ficção. Não tivemos acesso ao caixa, mas sabemos que existe um déficit operacional.

Valor: Então, o primeiro ano da gestão do senhor será um período de ajustes, de aperto?

Paes: Está cada vez mais claro que teremos que tomar medidas para conter despesas e, de alguma forma, aumentar receitas. Já nos primeiros dias de governo, devemos ter um decretão de ajuste fiscal-orçamentário para que possamos governar com tranqüilidade, sem que isso signifique, necessariamente, prejuízo aos serviços públicos. Ao contrário. Agora, vamos ter que priorizá-los, mas não será um governo, no primeiro ano, de grandes obras.

Valor: O senhor está trabalhando com expectativa de quebra de receita em decorrência da crise?

Paes: A prefeitura usa os mesmos parâmetros do governo federal para a definição do seu orçamento: inflação, taxa de crescimento etc. O orçamento já havia sido enviado à Câmara e não foram feitos ajustes. São R$ 12 bilhões, mas com uma grande margem de remanejamento. Vamos trabalhar para aumentar a receita sem aumentar a carga tributária.

Valor: O senhor vai reduzir pessoal?

Paes: Cargos em comissão. A prefeitura não tem uma máquina inchada. O Cesar (Maia) não perdeu completamente o controle disso. Agora, a gente quer trabalhar com metas de desempenho, queremos mandar o orçamento de 2009 já com metas, e vamos introduzir elementos de meritocracia.

Valor: Como harmonizar esse discurso de ênfase na gestão com o caráter político da administração pública? O senhor está formando uma equipe com pessoas de vários partidos…

Paes: Se você olhar, sem preconceito, a composição do meu governo, verá que é essencialmente técnico, embora tenha política. Acabei de designar uma técnica para a Fazenda, eleitora, inclusive, do meu adversário (a economista Eduarda La Rocque). Na Casa Civil coloquei um deputado federal (Pedro Paulo) que também é do PSDB, mas da minha cotíssima pessoal, não é negociação política. Então, nas funções essenciais, temos quadros essencialmente técnicos. E em algumas áreas, há quadros políticos, como é o caso da competente deputada federal Jandira Feghali (PSDB), na Cultura. Você tem quadros políticos sim, mas na gestão, todos são essencialmente técnicos. Acho até que exagerei no técnico.

Valor: Sua eleição fortalece a candidatura própria do PMDB para a Presidência em 2010?

Paes: Em primeiro lugar, o grande vitorioso aqui foi o governador Sérgio Cabral. Ele saiu fortalecido como personagem político do PMDB nacional.

Valor: O senhor acha que ele é um potencial candidato à Presidência?

Paes: Não estou dizendo isso. Nem acho que deva ser. O projeto dele, na minha opinião, é ser candidato à reeleição. Depois, se fizer um bom governo, pode pensar em tudo que quiser. Mas acho que ele sai fortalecido nessa coisa interna do PMDB nacional. E que o partido se fortalece, a partir de vitórias como a do Rio. O encaminhamento que imaginamos é uma aliança com o presidente, com o PT.

Valor: O senhor acha então que o partido não deve ter candidato próprio?

Paes: O ideal é que a gente permaneça em um projeto político único. É uma aliança de muito sucesso. Mas isso o tempo dirá, não quero me aventurar muito na política nacional.

Valor: O nome que neste momento o PT está colocando…

Paes: É a candidata do presidente Lula, do Sérgio Cabral e do Eduardo Paes, (a ministra) Dilma Rousseff. Nós vamos defender dentro do PMDB.

Valor: Nessas obras do PAC ela é fundamental para o Rio…

Paes: Não é por isso. Acho que o presidente pautou o nome dela para sua sucessão e acho que é um quadro muito competente.

Valor: O 2º turno da eleição do Rio não foi um lado apoiado pelo governador e outro, que votou no Gabeira, reagindo ao Cabral?

Paes: Não, acho que foi uma adesão ao Gabeira. Acho que ele foi muito competente em transmitir essa coisa da negação da política, embora seja político desde o tempo que eu não tinha título de eleitor. Eu faço o contrário, faço questão de dizer que sou político e que acredito no poder de transformação da política. Comecei na política aos 22 anos sem ser filho de político. Optei pela política.

Valor: Na sua visão, o que deve ser feito para resgatar a confiança da população nos políticos?

Paes: Acho que é trabalhar direito e prestar o serviço. Ao mesmo tempo, isso (o discurso da rejeição) é coisa até certo ponto festiva. Se você for pedir para a pessoa organizar seu raciocínio, sobre a razão pela qual está pensando daquela maneira, ela não consegue concatenar. Mas, enfim, houve essa coisa aí… pelo jeito, não chegou a ser uma onda. Perdeu! Foi difícil, porque o Gabeira, além de ser uma pessoa que eu adoro e respeito, faz o tipo frágil. E brigar com uma pessoa que faz o tipo frágil é duro! Eu gosto de uma boa briga política.

Valor: O Lula que o diga…

Paes: Não tenho nenhum tipo de restrição aos embates que travei na política. Há horas que se adjetiva demais. Foi a correção de rumo que fiz na campanha em relação à agressão ao filho do Lula. Agora, os mensaleiros, tirando a adjetivação, está tudo comprovado no relatório que escrevi.

(HM e CS)

06/12/2008 - 11:00h Paes quer alugar hotéis para população de rua

http://urutau.proderj.rj.gov.br/sete_imagens/EditaImprensa/imagensNoticias/paes.jpg

O Globo

RIO – O prefeito eleito Eduardo Paes disse nesta sexta-feira que pretende alugar pequenos hotéis populares para transformá-los em abrigos para a população de rua. A medida foi anunciada nesta sexta, no Hotel Windsor Barra, ao final do primeiro dia de uma série de encontros que ele terá, até domingo, com futuros secretários municipais. Segundo Paes, Fernando Willian, que ficará à frente da pasta de Assistência Social (Smas), ficou encarregado de mapear pequenos hotéis e outros imóveis desocupados que possam ser adaptados para virarem abrigos. Esses espaços seriam usados dentro de um plano emergencial de recolhimento dos moradores de rua a ser executado nos primeiros cem dias de governo.

Paes considera o número atual de abrigos – segundo a secretaria são 61 unidades, sendo 38 próprias e as demais conveniadas, num total de duas mil vagas – insuficiente para receber a demanda da população de rua do Rio. Segundo reportagem do GLOBO, publicada em novembro, uma pesquisa da Smas mostra que havia, naquele mês, 1.906 pessoas morando nas ruas do Rio, sendo que 52% deles informaram ser de outras cidades.

Também nesta sexta, Paes definiu com a futura secretária de Educação, Cláudia Costim, como se dará a revogação do decreto de Cesar Maia que criou a aprovação automática nas escolas. Paes disse que o segundo e terceiro ciclos serão extintos e as turmas do primeiro ciclo (as antigas alfabetização e 1 e 2 séries) receberão reforço de professores.

Leia a íntegra desta reportagem em O Globo Digital (somente para assinantes)

16/11/2008 - 10:56h Ela quer seu voto……de confiança

Nomeada para a Secretaria de Cultura, Jandira Feghali faz planos e reuniões políticas

ENTREVISTA Jandira Feghali

Nas pouco menos de 24 horas que leitores do GLOBO na internet tiveram para enviar perguntas à nova secretária de Cultura do Rio, Jandira Feghali, surgiram cerca de 200. A imensa maioria questionava suas credenciais para a pasta, já que ela é mais conhecida como médica e política atuante na área de saúde. Nesta entrevista, ela defendeu sua experiência no campo da cultura, disse o que a levou a assumir o cargo na prefeitura e adiantou alguns planos, como a criação de um departamento só para divulgar a cultura carioca no exterior e atrair negócios. Falou também sobre teatros, lonas culturais, Riofilme, incremento orçamentário e outros temas, em uma hora e 20 minutos de sabatina, em seu escritório.

Eduardo Fradkin – O GLOBO

http://www.revistafator.com.br/imagens/fotos/jandira_feghali

Qual a sua característica que a habilitou ao cargo de secretária municipal de Cultura, já que a senhora é médica? [Pergunta do leitor Haroldo Barreiros, por e-mail]

JANDIRA FEGHALI: Eu fui deputada estadual, foi meu primeiro mandato, e, quando o Collor acabou com a Embrafilme e com a Lei Sarney, a primeira lei de incentivo do ICMS do Brasil foi minha. Depois, foi copiada no Brasil inteiro. Quando cheguei ao Congresso, meu primeiro projeto não foi na saúde, mas na regionalização da programação cultural artística e jornalística, para colocar a produção independente na TV aberta. Eu fui vice-presidente da Frente de Defesa da Cultura e da Diversidade Cultural, uma comissão mista de Senado e Câmara, fui vice-presidente da Comissão de Direito Autoral, que deu nesta lei de direito autoral que existe hoje e não é perfeita, mas é um avanço em relação às outras. Tenho um projeto de aposentadoria especial para bailarinos, cantores líricos e músicos de orquestra. Ninguém pode dançar 30 anos. No mundo inteiro são 20 anos. Parece que eu caí de pára-quedas aqui só para ter um cargo, e isso não existe na minha história. Fui secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia em Niterói e o que deixei lá? Um centro de audiovisual.

O GLOBO: Muitos de seus eleitores se surpreenderam com sua decisão de participar da gestão Eduardo Paes.

JANDIRA: Eu construí uma linha de trabalho dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estou cedida à universidade para um trabalho de formulação e pesquisa na área de saúde. Tinha tomado a decisão de não participar do governo. Queria ficar quieta um pouco. Mas ele convidou o partido para o governo e ofereceu esta secretaria. Pela abrangência e pelo peso estratégico que ela tem, eu tive que assumir. Mas não havia nada acertado antes.

Qual será sua primeira ação como secretária?
JANDIRA: Criar o segundo tempo da cultura nas escolas. Vamos fazer a integração entre cultura e educação, a inserção de atividades culturais para ampliar o tempo de permanência nas escolas, e, para isso, vamos adaptar a tecnologia à cultura. Por exemplo, a biblioteca vai virar mediateca. Será uma ação da Secretaria de Cultura junto com a de Educação, e a verba virá das duas, até porque a Educação é a prima rica.

A senhora conseguiu do prefeito o compromisso de aumentar a verba para a Cultura?
JANDIRA: O prefeito se comprometeu com isso, porque, sem orçamento, é difícil ampliar equipamentos culturais para o resto da cidade. Hoje, o orçamento é de R$ 78 milhões, o que não representa nem 1% do total da prefeitura. Queremos chegar a pelo menos 3%, que é uma meta bastante viável. O prefeito se comprometeu a dar um grande incremento orçamentário, mas o valor não pode ser determinado ainda. O orçamento de 2009 ainda não foi aprovado na Câmara. Entretanto, não vamos nos limitar ao dinheiro do orçamento municipal. Em dois dias, sensibilizei 16 deputados da bancada do Rio e um senador, e conseguimos R$ 8 milhões em emendas parlamentares do orçamento federal, para 2009. Foi um esforço que fiz em dois dias, falando com um a um ao telefone.

Como será usado o dinheiro dessas emendas?
JANDIRA: Uma delas é para pontos do pólo digital, que são cinemas para serem feitos como cineclubes ou em outros formatos. Botamos R$ 1 milhão nisso. Cada pólo custa R$ 15 mil, então imagine quantos podemos fazer. Quase R$ 2 milhões são para pontos de cultura, que é uma coisa diversificada. Lona cultural é um ponto de cultura, por exemplo. Casa de poesia também é. Pode-se colocar pontos de cultura em associação de moradores, em teatros, em clubes, em fundações de capacitação profissional. Há uma emenda para pontos de leitura, para estimular essa atividade, com contadores de história e agentes de leitura. Outras emendas são para centros de memória comunitária. Na Gamboa, por exemplo, já tem o centro José Bonifácio, mas pode ter outros. O Rio de Janeiro começou nessa região. Pode ter um museu contando essa história.

Durante a campanha para a prefeitura, a senhora criticou a Riofilme, que não tem dinheiro para cumprir as funções de distribuição e produção de filmes. O orçamento dela este ano foi de R$ 460 mil, cinco vezes menos que em 2004. O que fará com a Riofilme?
JANDIRA: Precisamos fortalecer a Riofilme como órgão de co-produção e distribuição de filmes. A Ancine (Agência Nacional de Cinema) hoje tem um fundo de audiovisual que cresceu, e queremos apresentar projetos para esse fundo. Vamos trabalhar com editais, pois não podemos escolher os projetos arbitrariamente, e vamos apresentá-los para buscar recursos.

Além disso, temos que botar dinheiro na Riofilme. Ela precisa de recursos e ter um bom conceito do que fomentar e como distribuir. Minha política é abrir contato com o Pólo Audiovisual, em Jacarepaguá. É um pólo cujo terreno é público, foi feito pela prefeitura na gestão Saturnino e perdeu a vocação. Ali pode ser o maior centro audiovisual do Brasil, de produção e distribuição.

Vai mudar a direção da Riofilme ou de outros órgãos e equipamentos ligados à secretaria?

JANDIRA: Isso não foi discutido ainda. Primeiro, quero conhecer as informações, depois formular projetos e só então vou pensar no arcabouço administrativo e na locação de pessoas.

A senhora também defendeu o hip hop durante a campanha.

JANDIRA: A Casa do Hip Hop na Lapa já é um compromisso que o prefeito assumiu. O Centro de Referência da Capoeira também. A Lapa Legal, um corredor cultural que vai da Cinelândia até o Campo de Santana, precisa de incentivo, de estrutura de esgoto, luz, segurança e estacionamento. Vou conversar com empresários da Lapa sobre isso. O Rio tem que divulgar sua cultura para o mundo. Nossa idéia é fazer com que a cidade se articule melhor internacionalmente, levando a arte brasileira para o exterior, não só a música, que já é bem conhecida, como outras formas também. Minha idéia é criar o Departamento de Relações Internacionais da Secretaria de Cultura.

Qual sua política para a rede municipal de teatros?

JANDIRA: A política é fomentar os teatros orçamentariamente, subsidiar a promoção do ingresso (a R$ 1, aos domingos), fazer editais e abrir para produções novas. Não basta abrigar espetáculos prontos. Temos que ajudar a produzir. Quero manter a promoção para formar platéia, mas temos que dar subsídios aos produtores. Vamos ter que subsidiar muita coisa e, em contrapartida, fazer girar os espetáculos.

O que acha da meia-entrada?
JANDIRA: Eu acho que as carteiras de estudantes têm que ser dadas pelas entidades estudantis reconhecidas, como a UNE e a Ubes, e tem que haver fiscalização para não haver falsificação.

O que fará com a Cidade da Música, cujos gastos de manutenção poderão chegar a R$ 10 milhões por ano?

JANDIRA: Uma das coisas que pedi ao secretário Ricardo Macieira é que não decida sobre a gestão da Cidade da Música, que será inaugurada em dezembro, antes da nossa chegada. Ela será, sim, a sede da OSB. Será, sim, uma casa com uma linguagem sinfônica forte. Mas, na minha opinião, deverá incorporar todas as linguagens musicais e ter aulas em suas várias salas. O problema dela é a governabilidade. Não pode ser apenas com financiamento público. Teremos que buscar dinheiro privado. O comando dela tem que ser público, mas pode ter parcerias privadas ali.

01/10/2008 - 10:09h Rio: Eduardo Paes (PMDB) mantém a liderança, Crivella (PRB) e Gabeira (PV) disputam vaga no segundo turno.

Paes tem 33%, Crivella, 21%, e Gabeira, 19% dos VOTOS VÁLIDOS

http://www.alerj.rj.gov.br/fotos/futmulher_epaes_fv_24_09_07_new.jpg
Eduardo Paes (PMDB) (acima) lidera no Datafolha, Crivella e Gabeira (embaixo) disputam o segundo lugar
http://oglobo.globo.com/fotos/2008/03/21/21_MHG_teste2monta.jpg

DATAFOLHA

Eduardo Paes (PMDB) lidera a disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro, com 29% das intenções de voto, a cinco dias das eleições municipais. Ele mantém o mesmo índice do último levantamento, em 25 e 26 de setembro.

O adversário de Paes no segundo turno está indefinido: Marcelo Crivella (PRB) oscilou um ponto em relação à pesquisa anterior e agora tem 19%, enquanto Gabeira (PV), que já havia subido quatro pontos percentuais há quatro dias, oscilou mais dois pontos para cima e agora tem 17%.

Jandira Feghali (PCdoB) passou de 13% para 12% das intenções de voto.

Sem alterações significativas nas taxas de intenção de voto encontram-se os demais candidatos, com pouca probabilidade de continuar na disputa. Solange (DEM) obteve 5% das citações; Molon (PT), 4%; Chico Alencar (PSOL), 2%; e Paulo Ramos (PDT), 1%. Eduardo Serra (PCB), Filipe Pereira (PSC) e Vinícius Cordeiro (PTdoB) não alcançaram a taxa mínima.

Afirmam agora que votarão em branco ou anularão 7% dos eleitores, e ainda não souberam posicionar-se 4%.

Considerando-se apenas os votos válidos, Paes tem 33% das intenções de voto.Crivella aparece com 21%, empatado com Fernando Gabeira, que tem 19%.

A seguir, vêm Jandira, 13%, Solange, 5%, Molon, 4%, Chico Alencar, 3%, e Paulo Ramos, 1%.

No cálculo por votos válidos não estão incluídos os brancos, nulos e as abstenções. É com base nos votos válidos que a Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição. Para o cálculo desses votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

O Datafolha ouviu 1311 eleitores cariocas de 16 anos ou mais, nos dias 29 e 30 de setembro de 2008. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Eleitores de Paes e Crivella são os que mais cientes do número a ser digitado

A cinco dias da votação popular para o próximo prefeito, a taxa de conhecimento do número do candidato atinge 48%, quase a mesma observada na semana passada (45%).

Mostram-se mais cientes do número correto os eleitores de Paes (57%, ante 53% há quatro dias) e de Crivella (53%, sete pontos percentuais acima do verificado antes, 48%), em comparação aos eleitores de Gabeira (41%) e Jandira (38%).

78% estão totalmente decididos quanto ao voto

Enquanto 70% dos eleitores diziam-se totalmente decididos quanto à sua escolha há quatro dias, hoje essa parcela soma 78%.

Do eleitorado de Eduardo Paes, 82% votariam estão certos de seu voto. Entre os eleitores de Gabeira, 79% estão totalmente decididos a votar no candidato. Para a mesma projeção, 81% dos que dizem votar em Crivella estão totalmente decididos em relação ao seu voto.

Na pesquisa espontânea, quando não é apresentado aos eleitores o cartão com o nome dos candidatos, Paes também continua liderando, acima do obtido na última pesquisa: de 16%, ele atinge agora 20%.

Crivella, que aparecia sozinho em segundo lugar até semana passada, mantém 12%, e empata tecnicamente com Gabeira, que sobe de 10% para 13%.

Jandira Feghali tem 7%. Em relação aos demais candidatos, não são observadas mudanças significativas: Molon e Solange ficam com 2%, e Chico com 1% das menções espontâneas. Os demais não alcançam 1%, cada. Nesta situação, 8% reafirmam intenção de votar branco ou nulo e um terço (30%) revela-se indeciso.

Paes venceria adversários se segundo turno fosse hoje

Considerada a hipótese de segundo turno entre Paes e Crivella, amplia a vantagem do primeiro em relação ao segundo: há quatro dias, 53% escolheriam o primeiro e 32% o segundo, taxas que chegam agora, respectivamente, a 58% de opção pelo candidato do PMDB, ante 29% do candidato do PRB. Declaram voto em branco ou nulo 12%, enquanto 2% não souberam opinar.

Pela primeira vez, o Datafolha testou a hipótese de o segundo turno ocorrer entre Paes e Gabeira. Neste caso, Paes seria eleito, com 53%, contra 33% do candidato do PV. Outros 11% anulariam ou votariam em branco, 2% estariam indecisos.

Na terceira situação possível apresentada aos entrevistados, 51% escolheriam Paes e 37% optariam por Jandira, isto é, Paes também seria eleito. Assim como ocorre com Crivella, Paes aumenta a vantagem sobre a candidata do PCdoB, que tiveram 48% e 41% das menções na semana passada. Mostram-se sem candidato 12%, sendo 2% de indecisos e 10% os que afirmam que votariam branco ou nulo.

Por último, na quarta vez em que é testada a hipótese de disputa entre Crivella e Jandira, novamente Jandira aparece com vantagem: ela seria eleita com 50% dos votos, contra 36% do adversário.

Eleitores rejeitam mais Crivella e Solange

Como observado desde o início das pesquisas de intenção de voto no Rio de Janeiro este ano, Crivella é o candidato mais rejeitado: 38% dos eleitores cariocas não votariam nele de jeito nenhum, taxa que mantém-se estável em relação à semana passada.

Solange permanece como o segundo nome mais rejeitado desde agosto, agora por 26% dos eleitores, um ponto abaixo do obtido na pesquisa anterior (27%).

Compõem um terceiro grupo de candidatos que não seriam escolhidos pelos eleitores Gabeira (rejeitado por 24%), Jandira (19%), Paes (18%). Considerando-se esses resultados, Paes tem uma vantagem em relação a seu principais adversários na disputa.

Seguem-se, com 16% cada, Molon e Filipe Pereira; com 15% (cada), Paulo Ramos e Vinícius Cordeiro; com 14% (cada), Chico Alencar e Antonio Carlos; e, por último, Eduardo Serra com 13%.

Afirmam que votariam em qualquer um e não rejeitam nenhum 7%, 4% rejeitam todos e não votariam em nenhum, outros 5% não souberam posicionar-se.

Avaliação de maia continua regular
Eleitores atribuem nota 4,9 ao prefeito

Prestes a completar sete anos e nove meses à frente da prefeitura do Rio de Janeiro, Cesar Maia é aprovado, com avaliação ótima ou boa, por 23% dos eleitores cariocas, taxa que foi de 22% há quatro dias, em 26 de setembro, e que mostra-se estável, considerando a margem de erro, desde o início de julho, quando atingiu 26% de aprovação, a partir do que oscilou para baixo ou para cima.

Já, a parcela dos que o avaliam como regular (39%) mantém-se praticamente a mesma desde 17 e 18 de setembro, quando apresentou crescimento em relação ao início do mês (32% em levantamento dos dias 04 e 05).

Por outro lado, considerando o decorrer do mês de setembro, diminui seis pontos percentuais a taxa de reprovação ao prefeito do DEM: de 40% no início do mês para 36% semana passada, taxa que se mantém no atual levantamento.

Na presente pesquisa, Maia alcança 4,8 de nota média, atribuída pelos eleitores dentro de uma escala de zero a dez, aproximando-se um pouco mais do 5,1 obtido em 03 e 04 de julho.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Instituto Datafolha

27/09/2008 - 11:40h Rio: Paes lidera com 29%; Gabeira sobe e embola disputa pelo 2º turno

http://www.alerj.rj.gov.br/fotos/futmulher_epaes_fv_24_09_07_new.jpg
Eduardo Paes (PMDB) (acima) lidera no Datafolha, Crivella e Gabeira (embaixo esq. e direita respect.) disputam o segundo lugar
http://oglobo.globo.com/fotos/2008/03/21/21_MHG_teste2monta.jpg

Candidato do PV foi de 11% para 15%; Crivella (PRB) se mantém com 18% e Jandira (PC do B) permanece com 13%

Cesar Maia, que encerra dois mandatos na Prefeitura do Rio, é reprovado por 36% dos entrevistados; governo tem a aprovação de 22%

FOLHA SP DA SUCURSAL DO RIO

A nove dias da eleição, pesquisa Datafolha mostra que Eduardo Paes (PMDB) ampliou a liderança pela Prefeitura do Rio, com 11 pontos à frente, e retrata um acirramento na disputa pelo segundo lugar, com Fernando Gabeira (PV) tendo crescido quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

Paes foi de 26% para 29%, Marcelo Crivella (PRB) manteve 18%, Gabeira subiu de 11% para 15%, e Jandira Feghali (PC do B) permaneceu com 13%. A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos.

“A distância entre Crivella e Jandira está no limite do empate técnico. Podemos dizer que ele está na frente dela. Mas entre Crivella e Gabeira há, de fato, empate. A clara ascensão de Gabeira é o destaque desta pesquisa”, disse Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

O peemedebista oscilou três pontos positivamente, tendo os maiores índices de apoio entre os que têm mais de 60 anos (36%), entre os que têm até ensino fundamental (33%) e entre os que ganham até dois salários mínimos (33%).

O candidato do PRB tem penetração nas mesmas fatias de eleitorado de Paes, atingindo 27% dos votos entre os eleitores com ensino fundamental e 25% dos eleitores que ganham até dois salários mínimos.

Gabeira é mais forte entre os jovens, faixa em que obtém 20%, entre os que têm ensino superior (26%) e entre os que recebem mais de dez salários mínimos (32%).

Jandira mantém percentuais entre 11% e 14% nas diversas faixas de renda e escolaridade.

O crescimento de Gabeira se deve principalmente à sua performance entre os mais ricos e escolarizados. Gabeira saltou 12 pontos (de 20% para 32%) entre os que ganham mais de R$ 4.150, faixa em que Paes perdeu nove pontos (foi de 30% para 21%). Crivella oscilou positivamente de 7% para 9%.

Entre os eleitores com nível universitário, o candidato do PV tinha 18% e pulou para 26%. O peemedebista tinha 25% e foi para 22%. O postulante do PRB permaneceu com 7%.

Os demais candidatos continuam distantes. Alessandro Molon (PT) foi de 4% para 5%. Solange Amaral (DEM), apoiada pelo prefeito Cesar Maia, está numa linha descendente: no início do mês tinha 7%, passou para 5% em meados de setembro e hoje tem 4%. Chico Alencar (PSOL) permanece com 3%. Os outros não superam 1%.

Cesar Maia, que encerra dois mandatos à frente da prefeitura, é aprovado por 22% dos eleitores e reprovado por 36% deles. Mesmo entre os que avaliam sua administração como ótima ou boa, Paes lidera com 36%, Crivella tem 16%, Gabeira, 12%, e Solange, 11%.

O Datafolha não fez simulações de segundo turno envolvendo Gabeira. Paes bateria Crivella por 57% a 30%, e Jandira, por 48% a 41%. A candidata comunista venceria o rival do PRB por 52% a 34%, no caso de confronto direto entre eles.

Cresceu de 30% para 35% o número de entrevistados que dizem que Paes está se saindo melhor no horário gratuito.

A avaliação de Gabeira também subiu, passando de 7% para 13% os que dizem que ele tem o melhor programa. Já a de Crivella caiu quatro pontos, passando de 16% para 12%.

O Datafolha ouviu 1.184 pessoas ontem e anteontem. Recebeu o registro RPE 35/2008.

22/09/2008 - 14:28h Rio: Paes sobe quatro pontos e aumenta vantagem sobre Crivella, aponta pesquisa

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
paes.jpgcrivella.jpg

colaboração para a Folha Online, no Rio

A 9ª pesquisa de intenção de votos feita pelo IBPS (Instituto Brasileiro de Pesquisa Social) na cidade do Rio de Janeiro aponta ampliação da vantagem do candidato a prefeito Eduardo Paes (PMDB) sobre o segundo colocado Marcelo Crivella (PRB). Paes tem 29% da preferência do eleitorado, quatro pontos percentuais a mais que na consulta anterior. Já Crivella soma 17%, dois pontos a menos do que tinha no levantamento divulgado dia 5 de setembro.

Jandira Feghali (PC do B) aparece com 11% das intenções de voto e Fernando Gabeira (PV), com 9% das preferências. Solange Amaral (DEM) caiu um ponto, para 4%; Alessandro Molon (PT) ficou estável em 4%. Chico Alencar (PSOL) perdeu dois pontos e agora tem 2%. Paulo Ramos (PDT) manteve o índice de 1% das preferências.

Votos nulos e brancos somam 7%. Os candidatos Felipe Pereira (PSC), Antonio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinícius Cordeiro (PT do B) não atingiram individualmente 1% das citações.

O instituto mediu ainda a rejeição dos candidatos. Crivella aparece em primeiro lugar, com 29%; seguido de Solange Amaral, com 11%; Gabeira, com 9%; Jandira Feghali, com 5%; Alessandro Molon, com 4%; Eduardo Paes, com 5%; Chico Alencar, com 2%; Paulo Ramos, com 2%; Felipe Pereira, com 2%; e Antonio Carlos, Eduardo Serra e Vinícius Cordeiro, com 1%.

Segundo turno

Na projeção de segundo turno entre Paes e Crivella, o peemedebista teria 55% contra 23% do adversário. Entre Paes e Jandira, segundo o IBPS, o primeiro teria 48%, contra 31% da candidata.

Em outro cenário de segundo turno, Jandira venceria Crivella por 48% a 28%. Já Gabeira teria 40% contra 35% de Crivella. Este último resultado mostra uma inversão de tendência, com a vitória de Gabeira pela primeira vez na série histórica.

Na aferição de voto espontâneo, 46% dos entrevistados responderam que ainda não têm candidato a prefeito para as próximas eleições. Entre os candidatos citados espontaneamente aparecem: Eduardo Paes (18%), Crivella (10%), Jandira (6%), Gabeira (7%), Chico Alencar (2%), Solange Amaral 2%, Alessandro Molon 2%, Paulo Ramos (1%).

Governantes

A 9ª pesquisa do IBPS mostra que o presidente Lula é aprovado (soma dos conceitos “muito bom”e “bom”) por 51% dos cariocas, considerado “regular” por 35% e reprovado (soma dos conceitos “ruim” e “muito ruim”) por 13%.

O governador Sérgio Cabral é aprovado por 31% dos cariocas, considerado “regular” por 44% e reprovado por 21%. O prefeito Cesar Maia é aprovado por 24% dos cariocas, considerado “regular” por 33% e reprovado por 40%.

Do total de entrevistados, 46% disseram que votariam em um candidato apoiado por Lula, outros 20% são indiferentes a esse apoio, enquanto 32% não votariam nesse candidato. Já 37% votariam em um candidato apoiado pelo governador, outros 21% são indiferentes, enquanto 38% não votariam nesse candidato. Há ainda 23% dos entrevistados que votariam em um candidato apoiado pelo prefeito, outros 17% são indiferentes a esse apoio, enquanto 55% não votariam nesse candidato.

Pesquisa

O IBPS ouviu 2.512 eleitores entre os dias 15 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. A pesquisa foi registrada na 228ª Zona Eleitoral, sob o número 031/2008.

10/06/2008 - 17:33h A César o que é de César

Desafetos do prefeito do Rio, César Maia, lançaram um Blog bem humorado e que utiliza iniciais para designar os políticos de RJ. Na sua apresentação eles proclamam como objetivo da iniciativa o de analisar os movimentos eleitorais de CM, o que me parece um objetivo bem limitado pelo caráter do próprio alvo. Num post irônico eles evocam como seria um segundo turno entre EP e SA (especialistas consultados crêem que EP seria Eduardo Páes e SA, Solange Amaral, a candidata de Maia, mas outras fontes dizem que pode ser). A seguir duas notas do Blog do Ex Cesar Maia.

FUNDAMENTOS

1) O OBJETIVO DESTE BLOG É ANALISAR OS MOVIMENTOS ELEITORAIS DO GRUPO DE CM DURANTE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2008.

2) O TRABALHO É FEITO POR EX-ASSESSORES DO PREFEITO COM A AJUDA DE DIVERSOS EXCESARMAISTAS QUE ATUAM COMO CONSULTORES: JORNALISTAS, PROFESSORES, POLICIAIS, PSICÓLOGOS, MAGISTRADOS, EMPRESÁRIOS, SINDICALISTAS, ARTISTAS E É CLARO POLÍTICOS DE TODAS AS CORES.

3) O CORPO EDITORIAL, FORMADO POR TRÊS COORDENADORES, IRÁ VERIFICAR A AUTENTICIDADE DE CADA NOTA OU MATÉRIA, REPASSANDO-A PARA O CONSULTOR RESPONSÁVEL POR CADA ÁREA, QUE EMITIRÁ SEU PARECER, INDICANDO, OU NÃO, A PUBLICAÇÃO.

4) AS MATÉRIAS SÃO ACEITAS PELO EMAIL: blogdoexcesarmaia@gmail.com A IDENTIDADE DOS REMETENTES SERÁ PRESERVADA.

5) QUALQUER PESSOA PODE ENVIAR MATÉRIAS À APRECIAÇÃO DOS EDITORES.

6) OS ESTUDOS DESPROVIDOS DE PEÇAS COMPROBATÓRIAS QUE ACUSAREM ILÍCITUDES SERÃO ENCAMINHADOS AO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, FEDERAL E/OU ELEITORAL, CONFORME O CASO.

SA X EP ! COMO SERIA O 2 TURNO?

Hobel e Zwiker eram candidatos a prefeito de Trombudo Central, em plena Colônia Alemã de Santa Catarina. Foram fazer o último comício juntos, no mesmo palanque. Zwiquer falou primeiro:
- Eu e Hobel chegamos aqui juntos, abrimos a floresta, casamos, criamos nossos filhos, ajudamos a construir Trombudo Central. Eu e Hobel somos iguais. Mas quem deve ser o prefeito sou eu, porque tenho mais qualidades morais. Hobel tem duas mulheres. Uma aqui em trombudo Central e outra em Rio do Sul.
Hobel foi para o microfone:
- Tudo que Zwiker disse é verdade. Eu e Zwiker chegamos aqui juntos, abrimos floresta, casamos, criamos nossos filhos, ajudamos a construir Trombudo Central. Eu, de fato, tenho duas mulheres. Uma aqui em Trombudo Central e outra em Rio do Sul. A daqui sabe da de lá e a de lá sabe da daqui. Mas eu não acho que Zwiker deva ser o prefeito por ter mais qualidades morais que eu. Eu tenho duas mulheres, é verdade. Mas a mulher de Zwiker tem dois maridos.
Ganhou Hobel.