30/09/2009 - 13:04h A chance de Palocci

Rosângela Bittar – VALOR


Colunista

Certos de que foram os políticos paulistas do partido que mais perderam história e lastro eleitoral com os principais escândalos de corrupção do governo Lula, o PT repassa em análise nome por nome, perfil por perfil, biografia por biografia dos deputados, senadores, prefeitos e integrantes da sua caciquia partidária para definir, ainda este ano, um nome que possa ser lançado, sem riscos de vexame, à disputa do governo do Estado. Por incrível que possa parecer a analistas de perspectivas eleitorais, ainda é o deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci quem reúne maior densidade para enfrentar uma campanha, com chances, entre todos os do elenco petista.

Uma razão, a mais importante, para isto é que a ele podem ser atribuídos os resultados importantes colhidos agora na economia, mas plantados nos anos em que esteve à frente do Ministério da Fazenda.

É inegável a força negativa que ainda emana do episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, e nada indica ainda que o eleitorado paulista vá desprezar esta suspeita na hora de decidir seu voto. Porém, os analistas do PT creem que há muito o que fazer ainda para neutralizar a enraizada impressão de envolvimento do deputado Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, no episódio.

Primeiro, serão feitas pesquisas bem formuladas para detectar regiões, faixas etárias e nível social e de escolaridade do eleitor suscetível a definir seu voto com base neste caso. Segundo, acredita o PT que o partido terá, na absolvição obtida pelo ex-ministro no Supremo Tribunal Federal, um trunfo importante a contrapor às acusações que surgirão nos palanques da campanha. Terceiro, e é aqui que está a esperança dos que apostam nesta solução, há o sucesso da política econômica.

O Brasil foi o primeiro a sair da crise mundial porque foi muito bem preparado para o momento difícil, e quem preparou o país, contra tudo e contra todos, inclusive contra o PT e seus economistas que pressionavam o presidente Lula a mudar a política desde o início, foi Antonio Palocci.

Segundo avaliações do PT, a campanha para o governo de São Paulo será dura para o partido, principalmente se o deputado Ciro Gomes não for mesmo candidato no Estado como gostaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Estado de São Paulo é conservador, a candidatura do PSDB, se for mesmo Geraldo Alckmin, é uma candidatura forte, o eleitorado não muda sua opção assim, por nada, estando satisfeito com o desempenho do partido que está no poder. “Não tem sentido pensar que o povo vai trocar o governo se o PSDB está bem, não temos dados para imaginar isto”, diz um dos mais atuantes petistas da bancada de São Paulo.

Por outro lado, o PT tem dificuldades significativas em São Paulo, o Estado em que os políticos do partido mais perderam com as sucessivas crises políticas que viveu desde que chegou ao poder: José Genoino, João Paulo Cunha, Luizinho, Antonio Palocci, José Dirceu, José Mentor, foram todos afetados por diferentes episódios escandalosos. Genoino, João Paulo, Palocci e Mentor se reelegeram deputados; Marta Suplicy, após duas derrotas consecutivas para cargo majoritário, realizou o extraordinário feito de eleger uma bancada dela, pessoal, com base de votos na periferia, levando ao plenário da Câmara, além do já citado Mentor, Candido Vaccarezza, Jilmar Tatto, Carlos Zarattini e Devanir Ribeiro.

Candidatar-se em 2010 ao governo do Estado seria, para Marta, enfrentar o risco de perder de novo. Por isso, no momento, o que se considera para ela é uma candidatura a deputada federal. “Ela viria arejada para voltar em 2012″, diz um dos seus conselheiros.

O PT se convenceu de que só ganhou com Luiza Erundina porque ela venceu no turno único, e que Marta venceu para a prefeitura porque no segundo turno foi apoiada por Mário Covas. Portanto, o PT é forte no Estado mas não o é se estiver sozinho. E já foi muito ter obtido a recuperação, ainda que parcial, da imagem de um grande número de parlamentares. Saia quem sair candidato, Palocci ou Emídio de Souza, por exemplo, vai precisar de amplo apoio e alianças.

Análises em poder do PT mostram que o eleitor do Estado é conservador e tem receio de fazer mudanças bruscas. Não abandonará o PSDB facilmente. Por isso a maioria no PT está defendendo a ampliação das alianças, acenando para o centro.

“Nós, sozinhos, não conseguiremos ganhar nem a prefeitura nem o Estado. Além do PCdoB, do PSB e do PDT, temos que acenar para o centro”, diz um dos envolvidos nas negociações para o lançamento do candidato próprio. Ele próprio pergunta e responde quem é o centro em São Paulo: o PMDB. “O problema não é o voto, é a imagem, a simbologia, o tempo de televisão”.

Todo este quadro que se descortina do ponto de vista petista é um quadro de abertura, em que cabem até Ciro Gomes como candidato, Marta Suplicy apesar da preferência pelo lançamento a deputada federal, Emídio Gomes, uma aposta na renovação. Mas o que ainda cabe melhor no figurino é a silhueta de Palocci. Pelo discurso e pelo amplo espectro do apoio.

O discurso é o do homem que fez a estabilidade e que resistiu, bravamente, dando segurança ao presidente, às pressões petistas pela mudança do modelo. “Se não fosse ele a economia não estaria como está hoje”, reconhece um dos que o criticavam no PT. “Ele botou o pé na porta nos momentos cruciais, aumentou juros quando foi necessário, apostou no mercado interno, reduziu a dependência externa. É seu o mérito da política econômica.

Palocci, mostram as pesquisas, tem apoio numa ampla faixa de opinião pública, da classe média empresarial. E tem também, com a sentença de absolvição do STF, como enfrentar o discurso de campanha que o acusará da quebra de sigilo. A classe mais elitizada gosta também de sua ponderação, equilíbrio e da maneira cautelosa com que vem se conduzindo até agora. Não vai ser fácil, mas impossível não é. O PT considera seriamente seu nome.


Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras

E-mail: rosangela.bittar@valor.com.br

11/03/2009 - 14:30h A visão toda azul do vermelho

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Rosângela Bittar – VALOR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o que avaliam seus discípulos, está acertando todas nesta pré-campanha para eleger Dilma Rousseff sua sucessora na Presidência da República. São atribuídos, já, diretamente ao presidente, vários êxitos, entre os quais o primeiro é o seguinte: definição de um cenário de eleição plebiscitária, em 2010, o que só interessaria ao PT e às hostes governistas. Segundo raciocina um político da confiança do presidente, não interessa ao adversário enfrentar um governo com 84% de aprovação, numa disputa polarizada.

Para evitar demonstrações de arrogância, o quartel general da candidatura governista evita constatar, em público, que está escolhendo o adversário, mas no âmbito privado é o que todos admitem, no rol de êxitos da orientação de Lula. Acreditam os envolvidos na campanha que já se desenvolve, célere, sem preocupações com justificativas vazias, que o presidente, com muita habilidade, conduziu seu rebanho em direção a um cenário polarizado, plebiscitário, com uma aposta mais centrada em um dos adversários, o mais forte junto ao eleitorado, o governador de São Paulo, José Serra.

Com esta conclusão a seara governista anota mais uma vantagem para si, que é acirrar o ânimo do segundo nome do partido adversário, o do governador de Minas, Aécio Neves, provocando atritos, irritações e divisões, o que também favorece a candidata do governo.

Foi também o presidente Lula quem detonou os primeiros fatos políticos mais contundentes e diretos para levantar a candidata que escolheu. Aí estão, por exemplo, a convocação dos 5 mil prefeitos a Brasília, com telefonemas pessoais aos mais importantes, para a ministra anunciar benefícios e ser fotografada com eles. É ainda de sua lavra o convite a governadores de Estado, inclusive os que são candidatos de oposição, a pretexto de reunirem-se com ele, Lula, mas na verdade para integrarem uma mesa de negociações presidida por Dilma para divulgar e pedir colaboração para o projeto de construção de um milhão de casas populares.

A transferência, sem dor aparente, do ministério da Fazenda para a ministra Dilma do controle e divulgação deste novo projeto popular do governo, que forma uma frente de trabalho eleitoral com o PAC e o Bolsa Família, é ordem de quem está no comando. Em reuniões nos Estados, a ministra até já costumizou o programa: em comemorações com mulheres, anunciou benefícios especiais e vantagens adicionais para elas. Dilma faz viagens ao lado do presidente para inaugurações e fiscalização de obras, já se fala em organizar para ela um calendário parecido com o que Lula cumpriu na campanha da sua reeleição, que contempla uma viagem na sexta-feira, a pretexto de tratar de projeto do governo, seguida de atividade política no sábado e domingo. E, numa especulação mais avançada, menciona-se a hipótese de casar, desde logo, esta campanha com a campanha pelo governo de São Paulo, deixando Dilma mais livre como maestra dos programas populares e passando a Casa Civil para Antonio Palocci, onde o ex-ministro se reintegraria à plataforma do governo para lançar-se em ouras disputas. Um turbilhão na agenda de Dilma Rousseff.

Em mano a mano, Lula a orienta sobre a estratégia política que deve seguir, em parceria com os especialistas em marketing. Também sob seu escrutínio, funciona um grupo de políticos do seu partido para praticar ações de campanha e aconselhamento da candidata.

Foi o presidente quem convidou e designou para esta tarefa Marta Suplicy, Fernando Pimentel e João Paulo, todos ex-prefeitos com experiência na administração, treinados em mais de uma campanha eleitoral, os três sem mandato e sem cargo no governo, portanto imunes à acusação de uso da máquina pública para fins eleitorais.

Marta já organizou jantar com a cúpula do partido, em São Paulo, mais refratária às soluções políticas que não passem pelo grupo. João Paulo foi um dos anfitriões de um carnaval em Recife onde colocou a ministra em um palanque, do governo estadual, para acenar a um milhão e meio de eleitores integrantes do Galo da Madrugada. Fernando Pimentel vocalizou, em entrevista à revista “Veja”, a visão interna desta candidatura, consolidando o projeto.

Disse, por exemplo, que Dilma Rousseff é a candidata, plano único, não existe plano B. Afastou, com isto, as hipóteses que o próprio PT alimentava para o caso de Dilma “não decolar”: Patrus Ananias a até Aécio Neves, se saísse do PSDB e fosse para um partido da base do governo. O candidato do PSDB, segundo Pimentel, na entrevista, é Serra, e Aécio será candidato ao Senado. É o governo nominando seu adversário. Uma entrevista reveladora da estratégia do presidente Lula.

O PT, avisado que não há outra hipótese (embora ainda haja no partido quem reserve a desconfiança de que ainda pode ser o próprio Lula para aquele famoso fantasma-terceiro-mandato-sequencial) tem cumprido seu papel para esta fase: organiza encontros, conferências, visitas da ministra Brasil afora, inaugurações, com Lula ou sozinha, para se tornar conhecida, identificada com o presidente e os programas que integram a grade de maior divulgação do governo, as obras, as bolsas e, agora, as casas.

Políticos ligados ao presidente avaliam que Lula, com habilidade, está dando o tom desta campanha e impondo a ela o ritmo e velocidade adequados para a candidata e seu partido. Os rumos dados por ele podem sofrer ajustes de acordo com resultados de pesquisas de opinião, quantitativas e qualitativas. Se o acaso não criar nuvens negras neste céu de brigadeiro, acreditam políticos do PT que a ministra chega ao fim do ano com 20% da preferência do eleitorado (atualmente tem 12%, em média), e daí para uma investida forte tendo em vista a vitória no primeiro turno.

Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras

E-mail rosangela.bittar@valor.com.br

11/03/2009 - 13:24h “Não se constrói um projeto para o país na Av. Paulista”, diz Aécio

Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folha Imagem

Aécio à saída do velório da esposa de um ex-deputado de sua base: revide à crítica do ex-presidente FHC à sua proposta de prévias tucanas

De Belo Horizonte – VALOR

Serra também evitou comentar as declarações do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), que defendeu sua intenção de viajar pelo país em busca de uma “proposta para 2010″. “Não vou falar de política porque eu não faria outra coisa e deixaria de governar só para ficar com ´tititi´ político”, disse Serra. O consenso em torno das prévias do PSDB está cada dia mais longe. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, resolveu responder ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que criticou sua proposta de viajar pelo país ao lado do governador de São Paulo, José Serra, em campanha pelas prévias, como um desvirtuamento de suas tarefas administrativas nos seus Estados.

“O que eu tenho dito é que seria importante, nos finais de semana, que pudéssemos andar pelo país, porque, além das nossas tarefas administrativas e, no caso de Minas, me parece que os mineiros julgam que elas vão bem, temos também as responsabilidades políticas na construção de um partido de propostas e acho, inclusive, que o presidente Fernando Henrique seria uma figura muito importante nessas viagens. No seu caso, talvez ele possa até viajar um pouco além dos finais de semana”, disse Aécio.

O governador voltou a fazer referências à predominância do eixo paulista do PSDB: “Não se constrói um projeto para o país de alguns gabinetes ou da avenida Paulista. Se constrói caminhando pelo país.” E reiteirou sua disposição de não abrir mão da consulta interna ao partido em nome de favoritismos consolidados: “O PSDB estará unido para essa disputa, mas nós não ganhamos essas eleições de forma antecipada como alguns parecem demonstrar. Não digo nem de longe ser o governador Serra, mas para algumas figuras do partido parece que basta apenas nós hoje termos um candidato que ganhamos as eleições. Nós temos de ter um projeto para o país. As prévias, mais do que um instrumento de indicação de um candidato, é um instrumento de definição de projetos, de popularização das propostas do PSDB”.

Para Aécio, as prévias do PSDB não seriam uma antecipação da campanha eleitoral, como disse o ex-presidente: “Eu vi declarações do presidente falando da antecipação da escolha do candidato, talvez em função da exposição da candidata colocada até agora como candidata do presidente da República. Não acho que a nossa estratégia tem de ser pautada pela estratégia daqueles com os quais nós disputaremos as eleições. Acho que muito mais importante do que o PSDB definir quem é o seu candidato, é definir o que pretende propor ao país para 2010″.

A sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para Aécio, não será uma disputa fácil: ” Acho que é uma eleição onde nós temos chances, mas não será fácil. É uma eleição que precisa da nossa unidade e é isso que eu estou buscando construir. Mas eu respeito a posição do presidente Fernando Henrique, como eu tenho certeza que ele respeita a minha”.

O governador mineiro deixou claro que pretende manter abertas as portas com o PMDB. Confirmou comparecimento em evento que reunirá amanhã toda a cúpula do PMDB em Belo Horizonte e que está sendo organizado pelo ministro das Comunicações Hélio Costa, que já assumiu sua pré-candidatura ao governo do Estado. “É possível sim que eu vá lá dar um abraço aos meus amigos do PMDB. Eu vou lá como governador do Estado. Você não precisa participar apenas dos atos do seu partido político”.

Serra também evitou comentar as declarações do governador de Minas. “Não vou falar de política porque eu não faria outra coisa e deixaria de governar só para ficar com ´tititi´ político”, disse Serra ao participar ontem de evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.

O governador de São Paulo, que já acusou o PT de “piratear” suas obras, ainda reclamou da falta de talento do seu partido para o marketing. Segundo ele, falta propaganda para divulgar suas ações no governo estadual, enquanto a propaganda é justamente um ponto forte de seus adversários políticos.

“Não é só problema de recursos, é talento mercadológico, de marketing, que é sempre um ponto fraco do PSDB e um ponto forte do PT”, afirmou o tucano em encontro no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Durante evento para anunciar parceria do governo estadual com a Federação e Centro do Comércio do Estado, Serra reclamou da falta de divulgação do programa Ação Jovem, que concede bolsas mensais a cerca de 50 mil jovens carentes. “Eu queria mais (propaganda) para que as pessoas soubessem”, disse Serra, para mais tarde fazer a ressalva de que o programa não pode ser só “trololó de marketing”.

Apesar da reclamação de Serra, o aumento nos gastos em publicidade foi uma das principais críticas da bancada do PT na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) ao Orçamento de 2009. Segundo os petistas, o governo Serra aumentou os gastos com publicidade de R$ 165,9 milhões em 2008 para R$ 313,9 milhões em 2009. O governo afirma que os gastos envolvem despesas gerais com comunicação.

Bem-humorado, o governador paulista usou uma metáfora para comparar o talento mercadológico da sua gestão com o do governo Luiz Inácio Lula da Silva. “A galinha põe o ovo pequeninho, mas cacareja e todo mundo vê. Já a pata põe o ovo maior, mas fica quietinha e ninguém nota. A gente está mais para o lado da pata”, disse Serra.

Questionado se o governo federal tem usado esse “talento” para divulgar a pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), Serra desconversou. “Não vamos estender para isso não.” (Com agências noticiosas)

07/03/2009 - 09:30h Aliados de Serra querem ‘empurrar’ prévias


 

Jornal da Tarde

Diante da pressão do governador mineiro Aécio Neves pela realização de prévias no PSDB e das declarações de apoio ao método feitas por caciques do partido como o senador Tasso Jereissati, aliados do governador José Serra trabalham para “empurrar” para 2010 eventual disputa no voto para definir o candidato tucano à Presidência. A articulação “bate de frente” com o desejo de Aécio, que quer resposta sobre a realização de prévias até o fim deste mês.

O mineiro ainda defende que as prévias sejam realizadas no segundo semestre, a fim de que o partido tenha mais tempo para trabalhar a candidatura do escolhido. Outros tucanos citam as viagens da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), como fator catalisador da definição do PSDB.

Para o deputado Arnaldo Madeira, porém, se as prévias forem realizadas, deverão ser feitas só em abril do ano que vem – mês de desincompatibilização dos candidatos que têm cargo no Executivo, caso de Aécio e Serra. “Esse é assunto para 2010. Devagar com o andor: eleição se ganha nos últimos três meses (de campanha)”.

O deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas acha que, se a decisão for feita agora, atrapalha os governadores, que serão vistos como candidatos. “Os governadores têm de se concentrar em combater a crise, que terá efeitos deletérios. Não tem cabimento mudar o enfoque”, afirmou Mendes Thame, presidente do PSDB paulista.

Para o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, “todos sabem que deve haver prévias, se não houver entendimento”. “Uns são mais a favor, outros menos.”

Homenagem a Serra em MG

Em meio à disputa, Serra deverá ser agraciado com o título de cidadão honorário de Minas Gerais. Há pouco mais de um ano, a proposta do deputado estadual Sávio Souza Cruz (PMDB) foi aprovada na Assembleia. Mais de seis meses depois, foi sancionada por Aécio. Opositor do governador, Cruz não esconde o caráter provocativo da ideia. “Já que o governador Aécio propôs a Serra que eles caminhem juntos pelo País, tive uma ideia: quem sabe eles não iniciam essa peregrinação por Minas, com a entrega do título’.