24/08/2012 - 08:41h Eletrosul vê geração solar viável em 5 anos

Por Rodrigo Polito | VALOR

Do Rio

A Eletrosul prevê que a energia solar será competitiva no Brasil em até cinco anos. Segundo o presidente da estatal, Eurides Mescolotto, o governo brasileiro deverá realizar leilões para a fonte energética nos próximos anos. “Obviamente, os preços dos equipamentos [de geração de energia solar] tendem a cair”, afirmou ao Valor.

O executivo assina hoje a ordem de serviço com a portuguesa Efacec para a implantação de uma usina de energia solar fotovoltaica na sede da Eletrosul, em Florianópolis. A usina terá 1 megawatt-pico (MWp) de capacidade instalada e produzirá 1,2 gigawatts-hora (GWh) por ano (o suficiente para atender o consumo anual de 570 residências). Os painéis serão instalados no teto do prédio e do estacionamento da sede da estatal, numa área de 10 mil metros quadrados.

A Efacec venceu em julho a licitação para a implantação do projeto, desde a compra e montagem dos equipamentos até a construção da usina, oferecendo R$ 8,1 milhões pelo pacote, com deságio de 15% em relação ao edital da concorrência. A expectativa da companhia brasileira é que as obras sejam iniciadas em até 45 dias e estejam concluídas até março de 2013.

Quando estiver em operação, o projeto será o maior de energia solar do Brasil, junto com a cearense MPX Tauá, também de 1 MWp. A usina pertence à MPX, empresa de energia do grupo EBX.

Segundo Mescolotto, 85% do valor do empreendimento serão financiados pelo banco de fomento alemão KfW, a fundo perdido. Os recursos serão repassados conforme o andamento das obras. Com o incentivo, o executivo acredita que seja possível comercializar a energia produzida pela usina no mercado livre a preços competitivos.

Para atrair interessados, a Eletrosul também planeja associar a venda da energia a um “selo solar”, com o qual o comprador poderá relacionar a sua imagem com o desenvolvimento sustentável.

10/11/2011 - 11:24h Furnas e Eletrosul investem no potencial dos ventos

Por Carlos Vasconcellos | Para o Valor, do Rio

O momento é bom para investir no mercado de energia eólica no Brasil, que vem alcançando preços competitivos nos leilões promovidos pelo Ministério de Minas e Energia. O país tem a energia eólica mais barata do mundo, diferentemente de 2004, quando foi incluída em leilões, diz Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). “No último leilão, o MW/h da eólica saiu por cerca de R$ 100; o da térmica, por R$ 140.”