Chicos, para que conozcan la mayor cantante de Brasil!
Reproduzco nota publicada en la revista Trip. Está en portugués, pero seguro la van a entender…
Nesta quinta, 19 de janeiro, a MPB está de luto. Hoje, o mundo chora a perda de Elis Regina, uma das vozes mais marcantes e uma das maiores cantoras da história desse país. Depois de 18 discos de estúdio, seis álbuns ao vivo lançados em vida e mais cinco póstumos, de 23 compactos simples e mais 10 compactos duplos, a Pimentinha nos deixou em um 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos, vítima de uma overdose de cocaína e de intoxicação por bebida alcóolica.
Para homenagear essa cantora-símbolo da música brasileira, relembramos uma passagem histórica de Elis pelo programa Ensaio, da TV Cultura, em uma de suas edições “MPB Especial”. No programa de uma hora e meia, que você pode ver na íntegra no player acima, você vê a cantora desfilando elegantemente canções como “Pandeirinho”, “Ladeira da Preguiça”, “Boa Noite Amor”, “Aviso aos Navegantes”, “Canção do Sal” e muito mais.
Além das músicas, o programa ainda traz uma longa entrevista intercalada com cada passagem musical, onde a Pimentinha (ou, Elis-cóptero, como Rita Lee gostava de chamá-la) fala de encontros com Gilberto Gil, Milton Nascimento, com o marido César Camargo Mariano, entre muitos outros.
Veja abaixo o programa e relembre toda a potência vocal e a beleza da fala mansa de Elis Regina.
Texto leve e imagens poéticas sobre a São Paulo dos versos do compositor
Acervo Adoniran Barbosa Observador. O perambular e o flanar pelas ruas paulistanas permitiram que o sambista radiografasse os tipos de sua época
Lucas Nobile – O Estado de S.Paulo
Se o senhor não está lembrado, dá licença de contar que no último dia 6 de agosto comemorou-se o centenário de Adoniran Barbosa. Com exceção da gafe de todas as escolas de samba do grupo especial de São Paulo, que simplesmente ignoraram a efeméride – mesmo que o sambódromo leve o nome do compositor -, ele recebeu justas homenagens ao longo de 2010. Como o ano ainda não acabou e existem pessoas preocupadas em zelar pelo patrimônio cultural do País, há tempo para mais uma e hoje será lançado o livro Trem das Onze – A Poética de Adoniran Barbosa.
Em mais um exemplo de como manter viva a memória da música brasileira, como já havia feito com o livro O Morro e o Asfalto no Rio de Noel Rosa (cujo centenário foi celebrado no sábado passado), a Aprazível Edições e Arte publica agora, com belo material de texto, imagens inéditas e um CD, o retrato da cidade e os personagens cantados por Adoniran Barbosa.
O material fotográfico, todo em preto e branco, e coletado no acervo da família do sambista e no Instituto Moreira Salles (com fotos de Peter Scheier, Henri Ballot, Alice Brill, Marcel Gautherot, Hildegard Rosenthal e Vicenzo Pastore), como sugere o título do livro é carregado de beleza e poesia. A qualidade dos textos, por mais inglória que fosse a missão, não fica devendo. A editora acertou ao convocar para tal tarefa um especialista, assim como fizera no volume sobre Noel ao encarregar o perito no assunto João Máximo. Desta vez, o tiro certeiro veio das mãos de Celso de Campos Jr., autor de Adoniran – Uma Biografia, trabalho mais completo sobre o compositor de Valinhos, nascido João Rubinato.
Concebido por Leonel Kaz e Nigge Loddi, com apresentação de Antonio Candido, o livro consegue costurar dados biográficos e artísticos de Adoniran com a história da cidade que ele tanto cantou e dos anônimos que tanto serviram de inspiração para seus sambas em forma de crônica social. Eram figuras como Iracema, Arnesto, trabalhadores da construção civil, o pipoqueiro do circo, o dono do botequim, o vendedor de frutas na rua, entre tantos outros tipos.
“Hoje em dia a gente não vê esses ensaios abordando a cidade. Nessa obra, você vê São Paulo crescendo, os prédios em construção, sem deixar de focar o cotidiano, com os anônimos que enriqueceram a obra do Adoniran”, diz Campos Jr.
O autor, que parecia ter esgotado todo o assunto na biografia de Adoniran, conseguiu acrescentar mais informações ao mesmo tempo relevantes e curiosas sobre o compositor por meio de uma linguagem fluente.
O livro é divido em seis capítulos que abordam, entre tantas camadas, as oscilações de um Adoniran que pendulava entre a alegria e a tristeza, o bonachão caricato, famoso e sua faceta introspectiva, de reclusão; esclarecimentos e mitos sobre a existência ou não de personagens e lugares citados em temas, como Iracema, Arnesto, o Trem das Onze, a passagem do compositor pelo Jaçanã; a arte de falar errado e a miscelânea de português coloquial com um italiano macarrônico; e a paixão de Adoniran em construir miniaturas de bicicletas e dá-las de presente a amigos próximos, como o produtor Pelão, o radialista Oswaldo Moles e o compositor Carlinhos Vergueiro. “Essas histórias e as fotos são apenas uma amostra do que existe no acervo. No ano que vem, vamos fazer com calma e clareza o projeto da Casa Adoniran a apresentá-lo. Esperamos contar com o apoio do poder público e de empresas interessadas em dar esse presente para São Paulo”, diz Campos Jr.
QUEM É
CELSO DE CAMPOS JR.
BIÓGRAFO DE ADONIRAN
Formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e em História pela USP, ele é autor de Adoniran – Uma Biografia, além de ser o curador do Acervo Adoniran Barbosa e editor do site oficial do artista (www.adoniran.com).
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil.
Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar…
Elis Regina
Composição: Edu Lobo e Vinicius de Moraes
Eh! tem jangada no mar
Eh! eh! eh! Hoje tem arrastão
Eh! Todo mundo pescar
Chega de sombra e João Jô viu
Olha o arrastão entrando no mar sem fim
É meu irmão me traz Iemanjá prá mim
Olha o arrastão entrando no mar sem fim
É meu irmão me traz Iemanjá prá mim
Minha Santa Bárbara me abençoai
Quero me casar com Janaína
Eh! Puxa bem devagar
Eh! eh! eh! Já vem vindo o arrastão
Eh! É a rainha do mar
Vem, vem na rede João prá mim
Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim
Nunca, jamais se viu tanto peixe assim
Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim
Nunca, jamais se viu tanto peixe assim
Luis Favre or Luiz Favre is the nom-de-guerre of Felipe Belisario Wermus (born 1949 Buenos Aires, Argentina). He was, as a young man, an Argentine union militant and member of Politica Obrera. Later he moved to France and became a leading member of the Internationalist Communist Organisation (OCI), a Trotskyist party in France, working especially in its international department. He moved to live in Brazil and is now a member of the PT.He is known to a broader public as the second husband of Marta Suplicy, ex-mayor of São Paulo and now a PT minister. Leia mais em Wikipedia.org http://en.wikipedia.org/wiki/Luis_Favre