19/01/2012 - 17:36h 30 anos sem Elis

Gisele Teixeira – Blog Aquí me quedo

Chicos, para que conozcan la mayor cantante de Brasil!

Reproduzco nota publicada en la revista Trip. Está en portugués, pero seguro la van a entender…

Nesta quinta, 19 de janeiro, a MPB está de luto. Hoje, o mundo chora a perda de Elis Regina, uma das vozes mais marcantes e uma das maiores cantoras da história desse país. Depois de 18 discos de estúdio, seis álbuns ao vivo lançados em vida e mais cinco póstumos, de 23 compactos simples e mais 10 compactos duplos, a Pimentinha nos deixou em um 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos, vítima de uma overdose de cocaína e de intoxicação por bebida alcóolica.

Para homenagear essa cantora-símbolo da música brasileira, relembramos uma passagem histórica de Elis pelo programa Ensaio, da TV Cultura, em uma de suas edições “MPB Especial”. No programa de uma hora e meia, que você pode ver na íntegra no player acima, você vê a cantora desfilando elegantemente canções como “Pandeirinho”, “Ladeira da Preguiça”, “Boa Noite Amor”, “Aviso aos Navegantes”, “Canção do Sal” e muito mais.

Além das músicas, o programa ainda traz uma longa entrevista intercalada com cada passagem musical, onde a Pimentinha (ou, Elis-cóptero, como Rita Lee gostava de chamá-la) fala de encontros com Gilberto Gil, Milton Nascimento, com o marido César Camargo Mariano, entre muitos outros.

Veja abaixo o programa e relembre toda a potência vocal e a beleza da fala mansa de Elis Regina.

15/12/2010 - 18:19h Adoniran Barbosa e a riqueza das malocas


Texto leve e imagens poéticas sobre a São Paulo dos versos do compositor

Acervo Adoniran Barbosa
Acervo Adoniran Barbosa
Observador. O perambular e o flanar pelas ruas paulistanas permitiram que o sambista radiografasse os tipos de sua época

Lucas Nobile – O Estado de S.Paulo

Se o senhor não está lembrado, dá licença de contar que no último dia 6 de agosto comemorou-se o centenário de Adoniran Barbosa. Com exceção da gafe de todas as escolas de samba do grupo especial de São Paulo, que simplesmente ignoraram a efeméride – mesmo que o sambódromo leve o nome do compositor -, ele recebeu justas homenagens ao longo de 2010. Como o ano ainda não acabou e existem pessoas preocupadas em zelar pelo patrimônio cultural do País, há tempo para mais uma e hoje será lançado o livro Trem das Onze – A Poética de Adoniran Barbosa.

Em mais um exemplo de como manter viva a memória da música brasileira, como já havia feito com o livro O Morro e o Asfalto no Rio de Noel Rosa (cujo centenário foi celebrado no sábado passado), a Aprazível Edições e Arte publica agora, com belo material de texto, imagens inéditas e um CD, o retrato da cidade e os personagens cantados por Adoniran Barbosa.

O material fotográfico, todo em preto e branco, e coletado no acervo da família do sambista e no Instituto Moreira Salles (com fotos de Peter Scheier, Henri Ballot, Alice Brill, Marcel Gautherot, Hildegard Rosenthal e Vicenzo Pastore), como sugere o título do livro é carregado de beleza e poesia. A qualidade dos textos, por mais inglória que fosse a missão, não fica devendo. A editora acertou ao convocar para tal tarefa um especialista, assim como fizera no volume sobre Noel ao encarregar o perito no assunto João Máximo. Desta vez, o tiro certeiro veio das mãos de Celso de Campos Jr., autor de Adoniran – Uma Biografia, trabalho mais completo sobre o compositor de Valinhos, nascido João Rubinato.

Concebido por Leonel Kaz e Nigge Loddi, com apresentação de Antonio Candido, o livro consegue costurar dados biográficos e artísticos de Adoniran com a história da cidade que ele tanto cantou e dos anônimos que tanto serviram de inspiração para seus sambas em forma de crônica social. Eram figuras como Iracema, Arnesto, trabalhadores da construção civil, o pipoqueiro do circo, o dono do botequim, o vendedor de frutas na rua, entre tantos outros tipos.

“Hoje em dia a gente não vê esses ensaios abordando a cidade. Nessa obra, você vê São Paulo crescendo, os prédios em construção, sem deixar de focar o cotidiano, com os anônimos que enriqueceram a obra do Adoniran”, diz Campos Jr.

O autor, que parecia ter esgotado todo o assunto na biografia de Adoniran, conseguiu acrescentar mais informações ao mesmo tempo relevantes e curiosas sobre o compositor por meio de uma linguagem fluente.

O livro é divido em seis capítulos que abordam, entre tantas camadas, as oscilações de um Adoniran que pendulava entre a alegria e a tristeza, o bonachão caricato, famoso e sua faceta introspectiva, de reclusão; esclarecimentos e mitos sobre a existência ou não de personagens e lugares citados em temas, como Iracema, Arnesto, o Trem das Onze, a passagem do compositor pelo Jaçanã; a arte de falar errado e a miscelânea de português coloquial com um italiano macarrônico; e a paixão de Adoniran em construir miniaturas de bicicletas e dá-las de presente a amigos próximos, como o produtor Pelão, o radialista Oswaldo Moles e o compositor Carlinhos Vergueiro. “Essas histórias e as fotos são apenas uma amostra do que existe no acervo. No ano que vem, vamos fazer com calma e clareza o projeto da Casa Adoniran a apresentá-lo. Esperamos contar com o apoio do poder público e de empresas interessadas em dar esse presente para São Paulo”, diz Campos Jr.

QUEM É

CELSO DE CAMPOS JR.
BIÓGRAFO DE ADONIRAN

Formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e em História pela USP, ele é autor de Adoniran – Uma Biografia, além de ser o curador do Acervo Adoniran Barbosa e editor do site oficial do artista (www.adoniran.com).


Trem das onze – Adoniran Barbosa


Saudosa Maloca – Adoniran Barbosa – Elis Regina

07/10/2010 - 22:00h Boa noite


Elis Regina em sua última apresentação na TV, cantando Me Deixas Louca.

04/10/2010 - 19:24h O Bebado e A Equilibrista

Elis Regina em 1979 – O Bebado e A Equilibrista

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil.
Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar…

03/10/2010 - 14:20h Arrastão

Elis Regina
Composição: Edu Lobo e Vinicius de Moraes

Eh! tem jangada no mar
Eh! eh! eh! Hoje tem arrastão
Eh! Todo mundo pescar
Chega de sombra e João Jô viu

Olha o arrastão entrando no mar sem fim
É meu irmão me traz Iemanjá prá mim
Olha o arrastão entrando no mar sem fim
É meu irmão me traz Iemanjá prá mim

Minha Santa Bárbara me abençoai
Quero me casar com Janaína
Eh! Puxa bem devagar
Eh! eh! eh! Já vem vindo o arrastão
Eh! É a rainha do mar
Vem, vem na rede João prá mim

Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim
Nunca, jamais se viu tanto peixe assim
Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim
Nunca, jamais se viu tanto peixe assim

20/06/2009 - 19:03h Modinha

Elis Regina

29/10/2008 - 19:45h Como nossos pais

Elis Regina

16/06/2008 - 19:35h Elis & Tom 1974

Modinha

05/01/2008 - 19:07h É pau, é pedra, é o fim do caminho

Águas de Março, de Tom Jobim, imortalizada pela genial Elis!
P&B
Programa Ensaio, TV Cultura

(mais…)

12/12/2007 - 00:18h Adoniran Barbosa e Elis Regina 1978 – Bixiga – São Paulo


Iracema, Um samba no Bixiga, Saudosa Maloca

12/12/2007 - 00:05h Adoniran Barbosa e Elis Regina 1978 Bixiga – São Paulo

Iracema, Um samba no Bixiga, Saudosa Maloca

30/11/2007 - 11:34h Elis Regina – Me Deixas Louca

Elis Regina em sua última apresentação na TV, cantando Me Deixas Louca.