28/10/2007 - 14:14h Han recorrido un largo camino, muchachas

Por primera vez en la historia tres mujeres disputan conducir el destino de los argentinos. Qué las une, qué las separa.

Por: María Seoane

LAS CANDIDATAS. CRISTINA KIRCHNER (FPV), ELISA CARRIO (CC) Y VILMA RIPOLL (MST) INAUGURAN UN NUEVO TIEMPO EN LA PARTICIPACION DE LA MUJER EN LA HISTORIA POLITICA ARGENTINA.

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Acaso lo soñaron. Acaso también ellas lucharon por este día: Juana Azurduy, la capitana y heroína del Alto Perú, a quien Belgrano le entregó su sable para pelear en la lucha de la independencia y en la que perdió a sus cuatro hijos y murió pobre y abandonada por el poder rivadaviano; Camila O’Gormann, a quien Rosas ejecutó embarazada bajo presión clarical por haber defendido la libertad de amar; Juana Manso, nuestra primera maestra en los años posteriores a la Revolución de Mayo, gloria de la educación, perseguida, apostrofada y de quien nuestra poeta Juana Manuela Gorriti dijo: “Sin ella nosotros seríamos sumisas, analfabetas, postergadas, desairadas.”.

Qué dirían de este domingo las valientes Julieta Lanteri, que exigió en tiempos del Centenario al ministro de Guerra ser empadronada en los registros militares para que le permitieran votar o la segunda médica argentina (Cecilia Grierson fue la primera) Elvira Rawson que montó una enfermería para asistir a los partidarios de Leandro Alem en la Revolución del Parque contra la República oligárquica. Junto con la socialista Alicia Moreau de Justo, Lanteri y Elvira fueron, entre otras, fundadoras del Centro Feminista: impulsaron la emancipación civil de la mujer en 1926 y el sufragio de las mujeres. Qué dirían Alfonsina Storni, y luego Victoria Ocampo y María Rosa Olivier que pelearon contra viento y marea para que el gobierno conservador del general Justo en 1936 no volviera atrás con la emancipación civil de la mujer casada, y fueron sufragistas intransigentes; qué diría Eva Perón, que recogió el guante de toda esta historia y con su poder conquistó en 1947 la sanción del voto femenino, tuvo la libreta cívica número 1, votó a pesar de un cáncer que la devoraba pero a la que no se le permitió ser candidata por la presión militar-ecesial; qué diría Azucena Villaflor, fundadora de las Madres de Plaza de Mayo si no hubiera sido asesinada por la dictadura; qué dirían las obreras de fábricas recuperadas, que pelearon por la defensa del trabajo; las jefas de hogar que mantuvieron en la gran crisis de 2001 a sus familias unidas y a sus hijos educados mientras sus hombres perdían el empleo; las chacareras que aguantaron la producción cuando rendía monedas; las empresarias que llegaron a liderar puestos reservados sólo para hombres. Qué dirán quienes pelearon por la “ley de cupo” para que las argentinas ocuparan cargos legislativos, cuando hoy, por primera vez en la historia, se vota a tres para el máximo cargo ejecutivo.

La peronista Cristina Kirchner, la liberal Elisa Carrió y la socialista Vilma Ripoll conocen este largo derrotero. Han leídos estas biografías, las imitan, las continúan. Las tres reinvidican a las heroínas del siglo XIX; a las sufragistas del siglo XX y a Eva Perón; la lucha por la defensa de los derechos humanos de las Madres y Abuelas de Plaza de Mayo; a las mujeres que a lo largo y ancho del mundo defienden los derechos económicos y sociales de todos los ciudadanos, y a las que luchan contra toda discriminación. Las tres candidatas a presidenta son, a su manera, feministas convencidas: es decir, creen que no es excluyente ser esposa, madre, profesional y dirigente política. Las tres provienen de la clase media ilustrada. Las tres nacieron luego del advenimiento del peronismo. Tuvieron, las tres, educación pública y también religiosa. Cristina y Vilma vienen de familias políticas mixtas: de padres radicales y peronistas. Lilita sólo radical. Las tres fueron militantes y abrazaron la política para cambiar el mundo. Ninguna de las tres es porteña. Ninguna gobernaría igual. Cristina Kirchner apuesta a un capitalismo con un desarrollo sostenido en la ampliación del consumo y la inversión, con fuerte presencia estatal; Carrió, a un capitalismo que desarrolle la industria pero afloje la presión sobre el agro- “seré la presidenta del campo”, dijo- y enfríe gradualmente la economía, con moderada presencia estatal; Ripoll apuesta a una economía mixta con control de los trabajadores, un socialismo criollo. A grandes rasgos, estos son sus modelos, tributarios de las tres grandes marcas ideológicas aggiornadas del siglo XX.

Una sola de las tres estará habilitada para gobernar, según decidan hoy todos los argentinos. Más allá de los resultados, su llegada a esta contienda electoral es, sin duda, una gran noticia.

28/10/2007 - 12:09h Outra vez orgulhosos, argentinos votam para consagrar Kirchners

Cristina Fernandez de Kirchner votou em Rio Gallegos
Gratos por recuperação econômica, eleitores do interior e das classes mais baixas deve eleger Cristina presidente

Ariel Palacios e Roberto Lameirinhas, BUENOS AIRES

Os argentinos vão hoje às urnas para – a confirmar-se a quase totalidade das pesquisas – assegurar a continuidade do governo do presidente Néstor Kirchner. Desta vez, por intermédio da mulher dele, a senadora Cristina Fernández de Kirchner.

link Leia mais sobre as eleições

Embalado principalmente pelo apoio do interior – onde programas assistenciais do governo ajudaram a recuperar a economia após os anos de aperto fiscal de Carlos Menem e Fernando de la Rúa -, o casal Kirchner resistiu às denúncias de corrupção e à escalada da inflação. Assim, Cristina deve obter entre 41% e 49% dos votos. Pela legislação argentina, ela precisa de pelo menos 40% para vencer já no primeiro turno, caso tenha uma vantagem de mais de 10 pontos porcentuais sobre o segundo colocado.

A segunda no páreo é a centro-esquerdista Elisa Carrió, candidata da Coalizão Cívica, que tem entre 16% e quase 22% das intenções de voto. Nos últimos dias, Carrió apelou aos indecisos (que na semana passada oscilavam entre 7% e 18%) para dar uma virada e levar o governo a um segundo turno. Nunca na história argentina duas mulheres lideraram as pesquisas presidenciais.

Ao Estado, Elisa disse que ainda mantém esperança de que Cristina não chegue aos 40%. ‘As pesquisas mostram que a maioria da população, mais de 50%, quer a vitória da oposição’, afirmou. ‘Ela é Golias, eu sou Davi.’

Vinte e sete milhões de argentinos estão inscritos para a eleição de hoje, que definirão também o vice-presidente, a metade dos ocupantes da Câmara dos Deputados, um terço dos senadores e 8 dos 23 governadores provinciais, além de centenas de deputados locais e intendentes (prefeitos). Os candidatos kirchneristas são favoritos em praticamente todas essas disputas.

Kirchner assumiu a presidência em 2003, quando 57% dos argentinos viviam mergulhados na faixa de pobreza. Depois de declarar a suspensão unilateral do pagamento de parcelas da dívida externa, vender títulos da dívida para a Venezuela de Hugo Chávez, promover a retomada do crescimento do país e investir pesado nos programas sociais destinados à população mais pobre, Kirchner conseguiu reduzir o índice de pobreza para 27%, em 2006. Durante seu mandato, o país tem crescido em média 8% por ano. Em 2002, o salário mensal médio dos 10% mais pobres era de 109 pesos (US$ 34); hoje é de 337 (pouco mais de US$ 110).

A oposição contesta alguns números, como o da inflação. Oficialmente, o índice acumulado neste ano até setembro é de 9%. Mas consultorias privadas estimam a inflação real em torno de 20%. Independentemente da controvérsia, os resultados econômicos garantem a popularidade do presidente.

Segundo as pesquisas, Cristina tem vantagem esmagadora no interior do país e nas classes baixa, média-baixa e média – esta última, recuperada da ruína da crise de 2001-2002. O país, que contava com 14 moedas paralelas emitidas pelas províncias, sem lastro nenhum, atualmente utiliza somente a moeda federal, o peso.

APATIA

A apatia marcou a campanha eleitoral – que na Argentina é feita com poucos comícios, publicidade paga na TV e nenhum debate entre candidatos. Uma pesquisa da consultoria Delfos indica que a abstenção pode ser de até 30%.

Esse seria o nível mais baixo de participação desde o retorno da democracia, em 1983. Naquele ano, 86% dos eleitores votaram. Na eleição passada, em 2003, votaram 78% dos eleitores.

Os analistas afirmam que a falta de interesse se deve à pouca diferença de propostas entre Cristina e os candidatos da oposição. Os opositores estão de acordo com os principais pontos da política econômica e apenas sugerem ‘correções’ no rumo.

A campanha kirchnerista usa a imagem de Cristina e o slogan ’sabemos o que falta e sabemos como fazer’. Nos táxis, bares e barbearias de Buenos Aires – tradicionais locais de discussões políticas -, o humor ácido dos portenhos não resiste à pergunta: ‘Se ela sabe, por que não contou para o marido?’

A verdade é que a auto-estima dos argentinos renasceu. Kirchner, com esperteza, explorou esse fator na reta final da campanha.

O analista Carlos Fara indica que Kirchner é favorecido pela mudança do ânimo dos argentinos em relação ao país e suas vidas pessoais. Kirchner também se aproveitou do cenário de uma oposição fragmentada, sem estímulo e imersa em lutas de egos entre seus líderes (ler mais na pág. 19).

O sociólogo Artemio López, diretor da consultoria de opinião pública Equis, destaca que Kirchner foi eleito em 2003 com 22% dos votos. Em 2005, na eleição parlamentar de meio de mandato, os candidatos kirchneristas obtiveram 39% do total de votos do país. López afirma que uma eventual votação de mais de 40% indicaria que os Kirchners estão aumentando e consolidando gradualmente um eleitorado fiel.

DENÚNCIAS

Diversas ONGs denunciaram sexta-feira a presença de nomes de pessoas mortas em listas de eleitores em todo o país. Entre elas, desaparecidos da ditadura (1976-83), além de soldados mortos em combate na Guerra das Malvinas (1982).

GLOSSÁRIO DAS URNAS

El Pingüino: O Pingüim, apelido de Kirchner em alusão a sua região natal, a Patagônia

La Pingüina: Apelido de Cristina Kirchner

Rainha Cristina: Outro apelido da primeira-dama, pela pose considerada arrogante e tom autoritário

‘Es too much’: Expressão em ’spanglish’ usada por Cristina para ‘ah, não, isso é demais!’

Inferno e Purgatório: Metáfora referente à ‘Divina Comédia’, de Dante, normalmente utilizada por Kirchner. Segundo ele, a Argentina está saindo do ‘Inferno’ da crise e aproxima-se do ‘Purgatório’

La Gorda: Apelido de Elisa Carrió, líder da centro-esquerdista Coalizão Cívica

El Pálido: Apelido do ex-ministro Roberto Lavagna, líder do partido Uma Nação Avançada

El Sillón de Rivadavia: A poltrona de Rivadavia, denominação da cadeira presidencial. É sinônimo de ‘Presidência da República’. O nome remete a Bernardino Rivadavia, primeiro presidente argentino

Casa Rosada: Nome da sede do governo, que a partir de 1860 começou a ser pintada de cor-de-rosa. Segundo uma versão, a cor era o resultado do branco e do vermelho, que representavam as duas facções da guerra civil que se seguiu à independência. Outra versão diz que o rosa resultou da mistura de sangue de boi e cal, forma barata de pintar o prédio. A terceira diz que, na época, o rosa era a cor da moda na arquitetura

Radicais-K: Integrantes da União Cívica Radical, rival histórica do peronismo, que se alinharam a Kirchner – como o vice de Cristina, Julio Cobos

Coima: Suborno preparado, organizado

PESQUISA

46,7%
dos eleitores devem votar em Cristina Kirchner, segundo pesquisa do instituto
Poliarquia

21,8%
do eleitorado devem apoiar Elisa Carrió

14,3%
dos eleitores devem optar por Roberto Lavagna

24/10/2007 - 22:21h Argentina: um grande passo na luta pela igualdade

Mujeres al poder: esperanzas, miedos y algún que otro prejuicio de género

Ocupan el 38% de los cargos nacionales con funciones ejecutivas en el país. En el ‘83 sólo controlaban el 4 por ciento de las bancas de la Cámara de Diputados, hoy suman más del 30% en ambas cámaras.

Pasaron 60 años de aquella ley que instauró el voto femenino en el país para que hoy, a cuatro días de las elecciones, la mayoría de las encuestas señalen que tendremos a nuestra primera presidenta electa. Las cámaras de Clarín.com salieron a la calle a tomar el pulso de un debate con rostro de mujer.

23/10/2007 - 15:45h ARGENTINE • Cristina, mieux que Ségolène et bien avant Hillary !

Courrier International

Le 28 octobre prochain, l’épouse de l’actuel président argentin Néstor Kirchner risque bien de devenir la prochaine présidente du pays. Et ce dès le premier tour.

Il y a quatre ans, personne ne donnait cher de l’Argentine. Le pays était plongé dans une crise profonde. Le chômage touchait plus de 20 % de la population. Les économies de beaucoup d’Argentins avaient été avalées par la déroute financière. Les files d’attente de candidats à l’émigration s’allongeaient devant les consulats de Buenos Aires. La pauvreté avait explosé.

Et, quatre ans plus tard, à lire la presse locale, le pays a radicalement changé. La Nación rappelle ainsi que le chômage ne touche plus que 7,7 % de la population – trois fois moins qu’il y a quatre ans. Et, en août dernier, la croissance atteignait un rythme de 9 % l’an.

A priori donc tout va bien sauf que ce rebond ne profite pas à tout le monde. Dans un autre quotidien, La Prensa, on apprend que l’inflation a crû de plus de 20 % depuis le début de l’année. Le chiffre est d’autant plus important qu’il ne concerne pas l’inflation globale mais celle de la “canasta” (panier de la ménagère composée d’une quarantaine de produits courants). En clair, si l’économie est repartie, la richesse du pays est toujours aussi mal répartie. On comprend alors mal la popularité de Mme Kirchner qui est, après tout, l’épouse du président en exercice.

Pour l’hebdomadaire Noticias, la réponse est assez simple : en fait, les Argentins aiment la démocratie mais détestent la politique. La politique, pensent-ils, les a ruinés de 2001 à 2003. La dictature, précédemment, les avait meurtris. Du coup, ils veulent élire de nouvelles têtes mais, surtout, pas des “politiques”. C’est si vrai que l’ensemble des candidats à cette élection ont soigneusement évité les appareils politiques traditionnels.

C’est le cas de Cristina Kirchner, qui se sent avant tout “kirchnériste”. Son mari n’ayant pas démérité, pourquoi aller chercher plus loin ? Et puis Cristina est une femme, et les Argentins sont plutôt flattés de faire mieux que les Français et aussi bien que leurs voisins chiliens (qui ont porté à la présidence Mme Bachelet). Cela dit, et c’est La Nación qui l’explique, l’Argentine ne part pas de rien pour ce qui est de la représentation féminine. Il y a déjà eu une présidente ; Isabel Perón, la deuxième femme du mythique Juan Domingo Perón, a dirigé le pays de 1974 à 1976. Ensuite, dès 1983, une loi a imposé un quota de 30 % de femmes au Parlement, ce qui a permis à de nombreuses femmes d’entrer en politique.

Il suffit d’ailleurs de regarder l’élection du 28 octobre prochain : derrière Cristina Kirchner, une autre femme arrive en deuxième position dans les sondages. Elle s’appelle Elisa Carrió et est créditée de 20 à 30 % des intentions de vote. Le quotidien Clarín l’a suivie en campagne. Elle ne manque pas de mordant, quand elle se réfère par exemple à l’autre grande dame de la politique argentine, Evita Perón, pour souligner sa différence avec Cristina Kirchner. Répondant à une question sur Evita, Elisa Carrió a expliqué que celle-ci était “une vraie reine, la reine des pauvres et pas une reine du Botox”… Suivez son regard. Il n’y a qu’une femme pour dire des horreurs pareilles et Cristina le sait si bien qu’elle s’est entourée d’une véritable garde prétorienne féminine.

On les appelle les “chicas K”, K comme Kirchner bien sûr, ou encore les “Cristinas”. Le quotidien La Nación décrit une bande de copines avocates, députées, sénatrices, toutes ferventes admiratrices de la candidate et toutes solidaires pour la défendre contre les attaques phallocrates. Il suffit qu’un éditorialiste évoque, par exemple, l’autoritarisme de la candidate pour que les “Cristinas” contre-attaquent : il y a celle qui va expliquer dans un talk-show que Cristina est une mère aimante et attentionnée et celle qui écrit une lettre ouverte pour dénoncer le machisme ambiant.

C’est très efficace, conclut La Nación, parce que la candidate, elle, continue de faire campagne comme si de rien n’était, laissant à d’autres le soin de la défendre. D’autres femmes, ici ou ailleurs pourraient bien en prendre de la graine…

10/10/2007 - 13:47h Argentina: Cristina Kirchner venceria no primeiro turno


Primeira-dama teria quase 46% dos votos, segundo nova pesquisa

O Globo

BUENOS AIRES. A primeira-dama e candidata à Presidência da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ganharia a eleição do próximo dia 28 já no primeiro turno, segundo uma pesquisa de opinião divulgada ontem.
Duas mulheres seriam as mais votadas: a senadora obteria 45,7% dos votos, contra 14,6% da candidata de centro-esquerda Elisa Carrió.

Já o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna obteria 10,2%, segundo a pesquisa da empresa Ceop, publicada pelo jornal “BAE”.
O estudo mantém a tendência de outros divulgados em setembro, que também dão a vitória a Cristina no primeiro turno. A nova pesquisa tem margem de erro de 1,84%. Os indecisos representam 12,4% dos eleitores, um índice que segundo a Ceop não é suficiente para alterar a tendência geral.

A lei argentina prevê que um candidato que obtenha mais de 45% no primeiro turno será o vencedor. Se tiver entre 40% e 45%, com uma diferença de dez pontos sobre o segundo, também vencerá sem necessidade de segundo turno. Carrió e Lavagna têm pedido aos eleitores que não acreditem nas pesquisas e asseguram que haverá um segundo turno.

Projeto de lei de Kirchner exclui mais gente do imposto sobre riqueza A menos de 20 dias das eleições, o presidente Néstor Kirchner assinou ontem um projeto de lei que exclui 300 mil contribuintes do chamado “imposto sobre a riqueza” e que será enviado ao Congresso. Se a iniciativa for aprovada, o piso a partir do qual o Tributo sobre Bens Pessoais é pago passará de 102.300 pesos a 300 mil pesos (de US$ 32.160 a US$ 94.340). O atual piso equivale a um apartamento pequeno ou um carro modesto.

Segundo o ministro da Economia, Miguel Peirano, a reforma não terá efeito sobre a arrecadação, pois será compensada por um aumento na alíquota que pagam os que estão na escala mais alta do imposto.

— Bens pessoais abaixo dos 300 mil pesos não são manifestação de riqueza — disse ele.

O Congresso, onde o governo tem maioria, aprovou em agosto outra medida popular: a redução do imposto sobre benefícios (na verdade um tributo sobre ganhos), beneficiando 800 mil trabalhadores e aposentados.

04/10/2007 - 12:15h Mulheres ainda sofrem com preconceito


BUENOS AIRES. Num país onde os dois principais candidatos à Presidência da República nas próximas eleições são mulheres — a primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner e a líder da Coalizão Cívica, Elisa Carrió — é no mínimo inusitado o resultado de duas pesquisas de opinião publicadas ontem na imprensa argentina. Segundo uma das enquetes, um terço dos eleitores do país disse que jamais votaria numa mulher para presidente. Já uma outra indica que apenas 46% dos entrevistados acreditam não haver preconceito machista entre os argentinos.

Para o pesquisador Jorge Giaccobe, no entanto, há o que se comemorar: há 14 anos, quando a enquete sobre voto em mulheres começou a ser feita, 74% dos eleitores se negavam a votar nelas para cargos públicos.

Segundo o Centro de Opinião Pública da Universidade de Belgrano, para 74% dos eleitores consultados, existem características que diferenciam uma candidata de um candidato. As mulheres seriam melhores na hora de demonstrar sua inteligência, mais pacientes para tolerar conflitos e para aproveitar as qualidades que possuem por serem mães. Paralelamente, a pesquisa mostrou que para muitos argentinos as candidatas mulheres são mais inseguras na hora de transmitir suas idéias, pagam o custo de abandonar a família e têm menos personalidade.

Em seus discursos, tanto a primeira-dama como a candidata opositora buscam evitar atitudes feministas. No entanto, a pesquisa divulgada ontem mostrou que para muitos argentinos as candidatas mulheres falam em questões como a integração da mulher, a importância dos valores morais e pessoais.

Em agosto passado, quando lançou sua chapa presidencial, a primeira-dama argentina defendeu a chegada das mulheres ao poder. Ao ouvir que seus seguidores gritavam “Cristina presidente”, a candidata respondeu: — Presidenta, podem ir se acostumando. (Janaína Figueiredo para O Globo)

30/09/2007 - 21:36h Primeira-dama lidera corrida eleitoral na Argentina

A atual primeira-dama, senadora e candidata à presidência da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, tem entre 39% e 47% das intenções de voto, segundo cinco pesquisas publicadas neste domingo, a menos de um mês das eleições.

Analistas concordam que a esposa do presidente da Argentina, Néstor Kirchner, ganhará o pleito de 28 de outubro sem a necessidade de segundo turno, apesar de a oposição insistir que essa possibilidade não será concretizada.

Em segundo lugar está a candidata da Coalizão Cívica, Elisa Carrió, que tem entre 11% e 14% das intenções de voto, de acordo com as cinco pesquisas divulgadas neste domingo pelos jornais “La Nación” e “Página/12″.

O instituto de opinião Hugo Haime dá a maior vantagem à primeira-dama: 47,2%, seguida por Carrió com 13%. O Poliarquia, por outro lado, dá a menor diferença entre as duas, com 39,8% para a senadora e 11,7% para a candidata da Coalizão.

A legislação argentina diz que o vencedor é aquele que chega aos 45%, ou aos 40% com 10 pontos percentuais de diferença sobre o segundo.

Fabian Perechodnik, um dos diretores de Poliarquia, assegurou que qualquer jeito neste cenário não há segundo turno, porque de 22,7% de eleitores indecisos, “pelo menos um terço deles pode acabar votando em Cristina Fernández, e assim ela pode chegar aos 50%.”

Segundo esta pesquisa, 44% dos que votarão na primeira-dama o fazem “porque Kirchner fez um bom governo.”

No terceiro lugar das pesquisas está o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna, com entre 7% e 13 % dos votos, enquanto em quarto lugar está o peronista dissidente Alberto Rodríguez Saá, recentemente reeleito governador da província de San Luis.

Caso vença as eleições, a senadora Cristina Fernández se transformará na primeira mulher chefe de Estado da Argentina escolhida pelo voto direto.

23/08/2007 - 16:50h Casal Kirchner tem alta popularidade na Argentina

Pesquisa divulgada nesta quinta aponta que Cristina Kirchner seria eleita já no primeiro turno

Associated Press e Agência Estado

BUENOS AIRES – Apesar de uma série de contratempos políticos, o presidente Néstor Kirchner mantém alta popularidade e sua esposa, Cristina Fernández, candidata nas eleições presidenciais de 28 de outubro, seria eleita já no primeira turno, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 23.

Ao se aproximar do final de seu mandato de quatro anos, Kirchner desfruta um índice de aprovação de 71%, de acordo com a pesquisa realizada em todo o país pela IPSOS-Mora y Araujo. A margem de erro é de 2.5 pontos percentuais.

Quanto às intenções de votos para a eleição presidencial, a senadora Fernández, da centro-esquerdista Frente para a Vitória, obteve 49% deles.

A seguir vieram Roberto Lavagna, candidato da oposicionista União Cívica Radical (UCR) com 11%, a centrista Elisa Carrió, apoiada pela Coalizão Cívica, com 9%, o ex-presidente Carlos Menem, um peronista de direita, com 5%, e o economista Ricardo López Murphy, do centro direitista partido Recriar, com 3%.

Pela legislação eleitoral argentina, um candidato é eleito já no primeiro turno caso obtenha 45% dos votos, ou mesmo 40% desde que sua diferença para o segundo colocado seja maior do que 10 pontos percentuais.