22/07/2008 - 07:38h Eliminar o preconceito demora

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Camila Balthazar Revista Aime – Ano I – Nº 2 – Junho de 2008 – Primus inter pares

Psicóloga formada pela PUC/SP, com mestrado em Psicologia Clínica pela Universidade Estadual de Michigan e pós-graduação na Universidade de Stanford. Mãe de Eduardo, André e João. Marta Teresa Smith de Vasconcellos Suplicy. Os sobrenomes não escondem a origem aristocrática. Elegante, gentil, inteligente e segura. Ficou nacionalmente conhecida na década de 80, quando apresentava um quadro sobre comportamento sexual no programa TV Mulher, da Rede Globo. Entrou para a política para defender direitos que via serem negados a mulheres e homossexuais. Foi deputada federal, defendeu a adoção de cotas de cargos reservados para as mulheres na política e isso virou lei. Apresentou o projeto da parceira civil, mas esse texto ainda está no Congresso Nacional, esperando para ser votado. Foi prefeita de São Paulo (2001/2004) e Ministra do Turismo, cargo que deixou no último dia 04 de junho para se candidatar à prefeitura da capital paulista.

A: A senhora enfrenta preconceito ao levantar a bandeira contra o preconceito a homossexuais?
MS: Todas as causas que defendemos, numa sociedade democrática, estão sujeitas a críticas, elogios, censuras. Faz parte de uma dinâmica. Mas eu ingressei na carreira política, entre outras razões, justamente para defender os direitos de cidadania negados a homossexuais, e também a mulheres, por exemplo. E não reclamo. Acho que valeu a pena colocar em debate na sociedade a questão dos direitos e do dever de respeitarmos a diversidade.

A: O governo compartilha sua opinião de defesa à homossexualidade?
MS: Era mais do que isso. Os movimentos GLBT encontraram no governo atual o que era necessário para o avanço da luta contra qualquer tipo de discriminação. O compromisso do presidente Lula e dos seus ministros é de tratar os direitos humanos como política de Estado, inserindo na plataforma de governo o combate a todas as formas de preconceitos. O governo tem ações práticas em favor dos direitos de homossexuais. O Plano Plurianual 2004-2007 contemplou, no âmbito do Programa Nacional dos Direitos Humanos, a elaboração do Plano de Combate à Discriminação contra Homossexuais. Para efetivar esse compromisso, a Secretaria Especial de Direitos Humanos lançou o Brasil sem Homofobia – Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLBT e de Promoção da Cidadania Homossexual. O fundamental nesse trabalho é que o governo vem promovendo a discussão na sociedade sobre os direitos de cidadania de gays, lésbicas, travestis, transgêneros e bissexuais, a partir da equiparação de direitos e do combate à violência e à discriminação homofóbicas, respeitando a especificidade de cada um dos grupos.

A: Durante os 14 meses à frente do Ministério do Turismo, a Sra. Defendeu a implementação de ações que tornem o Brasil um país mais atrativo ao turismo de homossexuais. O que caracterizaria o país como gay friendly?
MS: Um país “friendly” é aquele que aceita e respeita a diversidade e tem leis claras de proteção à cidadania de homossexuais. Quero destacar que o Brasil tem se mostrado um país tolerante e acima de tudo inovador ao propor a discussão de temas relacionados a políticas para o público GLBT. No caso do turismo, entendo que é necessário sensibilizar os atores do setor para prestar a esse público um atendimento de qualidade e com respeito, sem que isso signifique em momento algum qualquer tipo de segregação.


A: Há uma estimativa de quanto o Brasil perde por não adotar uma política gay friendly?

MS: Não tenho como quantificar isso, mas posso dizer o que nós teríamos de mais precioso com a política gay friendly: um ganho de imagem. Esse valor é inestimável. O público GLBT que viajar, tem interesse em conhecer países, e boa parte tem escolaridade alta, boa condição financeira e é exigente. Quer segurança, qualidade no atendimento, respeito. Tudo isso o Brasil é capaz de oferecer. Precisamos avançar, por exemplo, na aprovação da lei que considera que homofobia é crime. Homofobia é um preconceito que mata, e temos em tramitação no Congresso Nacional um projeto da deputada Iara Bernardi (PT) que está sob análise para ser votado (Projeto de Lei nº 5.003 de 2001), que criminaliza a homofobia. Precisamos votá-lo. Já será um grande passo.

A: Em contrapartida, sabe-se que a cada ano a receita gerada pelo turismo no segmento GLBT aumenta. Qual o faturamento anual desse segmento?
MS: A Associação Brasileira de Turismo GLS estima que, no Brasil, 10% da população seja homossexual, o que equivale a 18 milhões de pessoas. Há um dado de que 33% dos turistas GLS brasileiros viajam, pelo menos, uma vez na vida ao exterior e 85% viajam, pelo menos, quatro vezes para outra cidade brasileira. Não temos dados muito específicos sobre o tema em relação aos estrangeiros, visto que não se pergunta a orientação sexual de um turista quando ele chega ao país. Mas é relevante contar que, no caso dos americanos, por exemplo – segundo maior contingente que nos visita da comunidade internacional-, temos conhecimento de estatísticas do hábito de heterossexuais e homossexuais na seguinte ordem: enquanto 9% dos heterossexuais americanos viajam para o exterior, o percentual de gays é de 45%. Isso quer dizer: é um público interessante. E turismo é nicho. Queremos ver o Brasil projetado como país que tem Turismo de Negócios, de Lazer, de Aventura, Ecológico, GLBT, de Luxo, ou seja, para todos os gostos e bolsos. Agora, de prático, sobre faturamento, temos um dado de São Paulo: só a Parada do Orgulho GLBT proporciona a entrada de quase R$ 200 milhões para a cidade, num feriadão de 4 dias.

A: Aproveitando o exemplo desse feriado, existe alguma política para receber turistas gays?
MS: O Ministério do Turismo possui um plano de ação com a Associação Brasileira de Turismo GLS, que tem como objetivo estruturar três destinos de referência no Brasil para o público GLS. São alvos dessa ação inicial: Salvador, Rio de Janeiro e Florianópolis, destinos apontados como prioritários pelo mercado nesse segmento. A ação está focada em definir uma metodologia de treinamento e aplicá-la nessas cidades. Espera-se dar visibilidade ao tema e ter um material que possibilite multiplicar essa ação em novos destinos. Além disso, a Embratur (empresa Brasileira de Turismo) desenvolve, com base nas informações do Plano Aquarela – Marketing Turístico Internacional do Brasil, ações de promoção no exterior para o segmento, tais como: captação de eventos, promoções on-line, press trips, entre outros.

A: Quais as principais diferenças, nesse aspecto, entre o Brasil e países vizinhos que apóiam os homossexuais?
MS: O Uruguai legalizou a união civil de casais homossexuais no final do ano passado. Na Argentina temos em Puerto Madero, por exemplo, diversas opções de entretenimento voltadas a gays e lésbicas, como o tango gay, dançado por casais homossexuais. Aqui temos a maior Parada GLBT do mundo. Em cada país há avanços. Uns avançam mais, outros um pouco menos. Mas o que quero ressaltar é que cada sociedade tem sua dinâmica e a nossa vem caminhando. Quando trabalhava na TV Mulher, no início da década de 80, o preconceito e a discriminação se faziam sentir muito mais fortemente. O debate do projeto que apresentamos de parceira civil começou a expor a questão de modo mais aberto. De lá pra cá melhorou, mas não conseguimos votar a lei. Isso é necessário. Também não podemos tolerar violência, assassinatos, e isso ocorre. É um paradoxo, numa sociedade em que vemos ser concedida à companheira da cantora Cássia Eller, por exemplo, de modo muito feliz, a guarda do filho que elas criavam juntas.

A: Durante sua carreira política, quais as conquistas a favor dos gays?
MS: Estou nesse debate público desde 1980 com a TV Mulher. Fui eleita deputada federal em 1994 e, já disse isso um pouco antes, uma das bandeiras era a defesa dos direitos de homossexuais. Em 1995, ainda quando deputada, apresentei o projeto da parceira civil entre pessoas do mesmo sexo, que foi aprovado em Comissão Especial e aguarda votação em plenário até hoje. O debate foi importante na nossa sociedade, e vimos o Judiciário evoluir muito em suas decisões. Mas acho que falta aprovar um marco regulatório de direitos. Temos de aprovar o projeto da deputada Iara Bernardi.

A: Sendo um país democrático, por que ainda há tanto preconceito no Brasil?
MS: Antes de falar do Brasil, vamos falar de preconceito. O que é preconceito? A palavra, se olharmos no dicionário, pode ser traduzida como “um conceito formado antecipadamente e sem fundamento”. Existe não só no Brasil, que é democrático, como você observa – e é um país que vem, de modo bem dinâmico, mudando em grande escala. Vemos preconceito permear diferentes sociedades, regimes de estado, por diferentes razões. Em teoria, para acabar com o preconceito, em qualquer sociedade, primeiro precisaríamos trazer esclarecimento sobre todos os assuntos ou situações em que ele ocorre. Nisso, o Brasil, por ser democrático, por ter ações que se dispõem a enfrentar os problemas e por investir em esclarecimento, tem boas chances de minimizar e vencer preconceitos. Mas é preciso ter claro que preconceito, para ser desmontado, demora.

28/06/2008 - 10:14h Acordo amplia vôos entre os EUA e o Brasil

usa_brasil.jpgNúmero de companhias que operam entre os países passa a ser ilimitado

Acordo será efetuado em etapas; entre julho deste ano e outubro de 2010, vôos semanais entre Brasil e EUA aumentarão de 105 para 154

ANDREZA MATAIS - IURI DANTAS - FOLHA DE SP

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Brasil e EUA fecharam acordo bilateral que irá permitir o aumento de 50% no número dos vôos para os dois países tanto de passageiros quanto de carga. O acordo abriu o mercado para que mais empresas atuem nessa rota, o que pode reduzir o preço das passagens.
Hoje, apenas quatro companhias de cada um dos países estão autorizadas a fazer o trajeto Brasil-EUA. O número agora é ilimitado. No Brasil, só a TAM opera essa linha no momento.
Conforme a secretária de Transportes do governo americano, Mary E. Peters, os novos vôos serão destinados a atender cinco cidades brasileiras, entre elas Fortaleza e Curitiba. Os demais destinos ainda não foram definidos. O interesse é em voar, no Brasil, especialmente ao Nordeste. “Esse acordo vai ajudar as companhias aéreas a atender a grande demanda pelo serviço de carga e passageiro entre EUA e Brasil”, disse a secretária. Hoje, operam a rota American Airlines, Continental Airlines, Delta Air Lines e United Airlines.
O acordo será implementado em quatro etapas, a partir de terça. Entre julho de 2008 e outubro de 2010, os vôos semanais entre Brasil e EUA irão aumentar de 105 para 154. Atualmente, a TAM faz apenas 24 vôos semanais para os EUA, não por falta de linhas. Há 70 a serem distribuídas para outras empresas. Entre as brasileiras, a TAM responde por 60,3% do vôos internacionais.
Segundo Paulo Castelo Branco, vice-presidente de Planejamento e Alianças da TAM, a partir de 5 de setembro, a empresa terá novo vôo diário e direto do Rio para Miami, e, no final de outubro, do Rio para Nova York, que pode ser diário ou quatro vezes por semana. Ele considerou o acordo “bom”.
A Gol e a Varig informaram que não têm interesse em voar para os EUA. As duas empresas estão concentradas nos países da América do Sul.
Com relação a transporte de cargas, o acordo prevê a expansão de 24 para 35 vôos imediatamente e para 42 em 2010. O acordo elevou ainda o número de vôos charters de 750 por ano para 1.000; até 2010, o número irá chegar a 1.250.
Em 2007, 5.025.834 estrangeiros estiveram no Brasil. Desses, 699.169 vieram dos EUA. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em 2006, a TAM transportou 190.836 pessoas para os EUA.
A Anac informou que também estuda o acordo bilateral com a Argentina. Atualmente há 133 linhas para aquele país, todas ocupadas pelas companhias. Conforme a Embratur, dos turistas que visitaram o Brasil no ano passado, 920.210 vieram da Argentina.

17/06/2008 - 17:12h Ministério do Turismo promove maior evento do setor no Brasil

Maior evento de turismo do Brasil começa na quarta-feira Exposição realizada em São Paulo reúne atrativos turísticos de todos os estados brasileiros, onde serão apresentados 81 novos roteiros

Começa nesta terça-feira (17), em São Paulo, o 3º Salão do Turismo – Roteiro do Brasil. Trata-se do maior evento do setor no País, onde estarão reunidos representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, distribuídos por 35 mil metros quadrados do parque de Exposições do Anhembi. A exposição será inaugurada pelo ministro do Turismo, Luiz Barreto.

O visitante irá conhecer os melhores roteiros turísticos do País, a diversidade da gastronomia, as manifestações artísticas e culturais, o artesanato e os produtos da agricultura familiar. Até domingo, será possível fazer uma “Viagem por todo o Brasil em um só lugar”, como sugere o tema desta edição do salão. “Na área de omercialização vão estar à disposição do turista as operadoras, agências de viagens, hotéis, locadoras de automóveis, empresas de transporte aéreo, enfim, todos os setores que ajudam a fortalecer o nosso produto turístico, para que o visitante do Salão programe sua próxima viagem”, afirma Barreto.

Novos roteiros - O Salão, uma iniciativa do Ministério do Turismo, foi criado como estratégia para impulsionar o Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil. É considerado o maior evento do setor do País por reunir os atrativos turísticos de todos os estados brasileiros, incluindo roteiros, gastronomia, manifestações culturais e artesanato. Além disso, promove negócios e, nesta edição, o visitante poderá comprar pacotes, a preços e condições especiais, para sua próxima viagem. Serão apresentados 81 novos roteiros espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

A expectativa do Ministério do Turismo é de que essa edição supere o público de 109,4 mil visitantes registrado no segundo salão, em 2006. O público poderá ainda assistir palestras de temas ligados à cadeia do turismo, que emprega hoje mais de seis milhões de pessoas.

A primeira edição do Salão do Turismo foi realizada em 2005. Na montagem de 2006, o evento apresentou ao público 396 roteiros (de 149 regiões turísticas e 1.027 municípios), identificados pelas Unidades da Federação, sob a orientação do MTur. Para saber mais, acesse a programação do Salão no site www.salao.turismo.gov.br.

Embratur - Sempre com foco na promoção do Brasil no exterior, a Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) preparou uma série de ações que acontecem durante o Salão do Turismo. O objetivo é mostrar os destinos e a infra-estrutura turística nacional para jornalistas e operadores estrangeiros, além de apresentar aos brasileiros o que o Instituto tem feito para promover o país no exterior.

Uma das principais ações da Embratur durante o evento é a exposição “O Brasil Sensacional pelo olhar do turista estrangeiro”, que ficará aberta durante todo o evento e levará o público, através de uma linha do tempo, a evolução das ações de promoção internacional do Brasil desde 2003. A idéia é mostrar como o turista estrangeiro enxerga o Brasil e como a Embratur trabalhou as mensagens de comunicação para este público no período de 2003 a 2007. Fonte Portal do governo federal.

03/06/2008 - 22:27h Marta nomeia a personagem Mônica embaixadora do turismo

Lula Marques/Folha Imagem

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Personagem de quadrinhos criada pelo escritor Maurício de Sousa vai ajudar a promover o turismo no País

Da Redação O Estado de São Paulo


Dida Sampaio/AE

Em solenidade nesta terça-feira, 3, a ministra Marta Suplicy nomeou a personagem de quadrinhos Mônica a nova embaixadora do turismo brasileiro. Participaram do evento a presidente do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), Jeanine Pires e o escritor Maurício de Sousa, criador da personagem. Na platéia, 80 crianças de escolas públicas de Planaltina, cidade satélite do Distrito Federal.

“É uma responsabilidade muito grande para a Mônica, pois ela vai levar a imagem do Brasil para dentro e fora do País”, destacou a ministra Marta Suplicy. “As crianças dos outros países vão querer conhecer o Brasil, terra da Mônica, e com isso nós vamos aumentar o turismo dentro do País. Isso é bom porque o turismo gera emprego e emprego gera renda”, destacou a ministra.

“Eu quero lançar livrinhos com a Turma da Mônica visitando as várias regiões do Brasil para provocar o turismo interno, estimular as pessoas a conhecerem o país”, afirmou Maurício de Sousa.

A escolha de uma personagem nacional, identificada com o público infantil, é mais uma ação do MTur para estimular o turismo brasileiro. Dentro da estratégia do Plano Nacional de Turismo, será mais um instrumento para incentivar a inclusão do turismo na cesta de consumo dos brasileiros e tornar o País mais conhecido no exterior. Na promoção nacional e internacional, a Turma da Mônica poderá ser apresentada quando o objetivo for atingir o público infanto-juvenil.

Mônica e sua turma são conhecidos pelo público brasileiro infantil e adulto, por meio das revistas com tiragem mensal de dois milhões de exemplares, dos filmes lançados anualmente, do site, dos brinquedos e jogos, vídeos, das campanhas educativas nas diversas mídias e dos inúmeros produtos licenciados.

27/05/2008 - 09:44h Turismo e política industrial

NEGÓCIOS & cia

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Flávia Oliveira - O Globo

Fora da política industrial

O turismo ficou fora do programa de política industrial recém-lançado pelo governo federal. A ministra Marta Suplicy, às vésperas de deixar a pasta para concorrer à prefeitura de São Paulo, garante que é questão de tempo. O conjunto de medidas pró-setor produtivo passará por uma revisão em dois meses, diz. Nela, a indústria turística será contemplada. Marta conta que, pouco antes de a política industrial ser lançada, apresentou aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miguel Jorge (Desenvolvimento) um projeto propondo desoneração tributária aos parques temáticos. Os empresários do setor, contudo, lamentam a exclusão e reivindicam um plano de redução tributária e estímulo às atividades exportadoras, o segmento receptivo.
Em 2007, o déficit da conta turismo cresceu 125%, somando US$ 3,25 bilhões, apesar de os gastos de estrangeiros no país terem chegado a US$ 4,9 bilhões, segundo pesquisa da FGV para a Embratur. A ministra e representantes da Abav (agentes de viagem) e da ABIH (hoteleiros) falaram a “Negócios&Cia” sobre o tema.

MARTA SUPLICY, ministra do Turismo: “Apresentei um projeto para desoneração de parques temáticos no país aos ministros Guido Mantega e Miguel Jorge poucas semanas atrás. Não há como renovar brinquedos e repor peças com os altos custos atuais. O Brasil tem imenso potencial para desenvolver o setor de parques temáticos e aquáticos, mas falta capital de giro para isso. O projeto será analisado. Há outros setores produtivos do país que, assim como o turismo, não foram incluídos na política industrial e que serão apreciados em dois meses. Existe a questão do câmbio, mas eu aprendi a não dar murro em ponta de faca. Não vai se mexer no câmbio para melhorar o desempenho do turismo. É preciso encontrar outros caminhos para garantir o crescimento do setor. É o que estamos fazendo com o Orçamento.”

CARLOS ALBERTO FERREIRA
, presidente da Abav: “Fomos pegos de surpresa pela não inclusão (do turismo) no plano. Com a criação do Ministério do Turismo pelo governo Lula, em 2003, confiamos que o setor havia ganho espaço definitivo na agenda nacional. De um lado, é preciso reconhecer que pode ter havido uma certa falta de articulação dos agentes de viagens para cobrar medidas de estímulo ao turismo. Mas é também fundamental que o governo trabalhe para garantir condições ao crescimento do setor. Nesse sentido, um projeto de desoneração tributária e incentivo à exportação é fundamental. Com a valorização do real, o Brasil virou um destino muito caro no exterior. E os brasileiros saem cada vez mais do país.
Para atrair estrangeiros, além de preço competitivo, precisamos de melhor infraestrutura aeroportuária.”

ALEXANDRE SAMPAIO
, diretor Financeiro da ABIH: “A hotelaria é geradora de divisas e grande empregadora no país.
Mas vem acumulando perdas com a queda do dólar. Ano passado, essas perdas garfaram 23% do faturamento dos hotéis brasileiros. Não esperamos que o governo anuncie um pacote cambial. Por isso, estamos num grande esforço para fazer com que o turismo receptivo seja reconhecido como grupo exportador. Há dois anos discutimos o assunto dentro da formulação da Lei do Turismo (que será tema de audiência pública hoje, na Câmara). O governo rejeita esse pleito. Diárias e pacotes para o mercado internacional são cotados em moeda estrangeira e têm preços defasados. Os grandes destinos de exportação, como Rio, Foz do Iguaçu e o Nordeste, estão perdendo competitividade para outros, internacionais.”

29/04/2008 - 23:01h Governo defende atração de turistas gays e combate ao preconceito

Gustavo Miranda/O Globo

O ministro Tarso Genro discursa durante o lançamento da Conferência GLS

Jailton de Carvalho - O Globo

BRASÍLIA - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, defendeu, nesta terça-feira, a implementação de ações que tornem o Brasil um país “gay friendly”, ou seja, mais atrativo ao turismo de homossexuais. Segundo a ministra, sem essa marca o Brasil está perdendo terreno até para países vizinhos como a Argentina, que vêm recebendo um número cada vez maior de turistas gays. Marta e o ministro da Justiça, Tarso Genro, participaram nesta terça do lançamento da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais do país, que será realizada entre os dias 5 e 7 de junho, em Brasília. ( Leia também: Parada do Orgulho Gay de São Paulo ganha site com apoio da Embratur )

- Com a política gay friendly, que nós não temos, estamos perdendo (turistas) - disse Marta Suplicy, na solenidade de lançamento da Conferência no Ministério da Justiça.

A ministra não explicou quais são as ações que deveriam ser implementadas pelo governo. Mas disse que o Ministério do Turismo tem algumas iniciativas para tornar o Brasil acolhedor ao turismo gay. Uma delas seria o apoio do ministério às paradas gays de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Salvador.

A ministra afirmou, no entanto, que o preconceito ainda é forte no país. Como exemplo citou o assassinato de 122 gays nos últimos 12 meses, período em que tramita na Câmara projeto que torna crime a discriminação contra homossexuais.

Tarso Genro disse que a conferência tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de todo o governo. Para o ministro, o combate ao preconceito é uma causa permanente da luta pelos direitos humanos e pela consolidação da democracia no país. Para mostrar o vínculo entre as duas questões, o ministro até citou o filme “O beijo da mulher aranha”, que fez sucesso na década de 80. Baseado num livro do escritor argentino Manuel Puig, o filme mostra o compartilhamento do drama de um militante político e um gay numa prisão, durante a ditadura militar.

- A conferência coloca na pauta o respeito radical pela condição humana e a rejeição à homofobia e à intolerância - disse o ministro.

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29/04/2008 - 19:39h Gerando emprego e renda

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Entrada de divisas com turismo ultrapassa US$ 1,6 BI no primeiro trimestre

Brasília (28/04) - De acordo com dados divulgados hoje (28) pelo Banco Central (BC), US$ 518 milhões ingressaram na economia do país no último mês por meio do gasto de turistas estrangeiros. O valor, 19,44% superior aos US$ 434 milhões registrados em marco de 2007, rende ao mês o posto de melhor março de todos os tempos e o de segundo melhor mês de toda a série histórica, iniciada em 1969. Março fica atrás apenas de janeiro deste ano (US$ 595 milhões).

Com o último resultado, o acumulado do ano chega a US$ 1,608 bilhão – sendo esta a primeira vez em que a barreira de um bilhão e meio de dólares é ultrapassada logo no primeiro trimestre do ano.

O desempenho do trimestre é 20,72% maior que o mesmo período de 2007 (US$ 1,332 bilhão) e já se aproxima das receitas geradas em todo o ano de 2001 (quando os estrangeiros desembolsaram US$ 1,731 bilhão no Brasil) e também de 2002 (US$ 1,998 bilhão).

Para a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o volume de recursos alcançados no primeiro trimestre deste ano demonstra a força da atividade turística: “Os dados confirmam a consistência do trabalho de promoção internacional do país, desenvolvido pela Embratur [Instituto Brasileiro de Turismo] junto aos esforços da iniciativa privada. Temos trabalhado para fazer do turismo um dos principais itens da nossa pauta de exportações. Na pauta de serviços, turismo figura no primeiro lugar da lista, com 24% das exportações”, avaliou.

A presidente da Embratur, Jeanine Pires, reforça que o turismo é um dos grandes setores indutores da economia nacional. “Se fizermos o exercício de comparar o setor com os principais bens exportados pelo Brasil, o turismo fica na quarta posição, à frente dos automóveis. Na pauta de serviços, é seguido por transportes [19,2%] e serviços prestados às empresas [12%].”

Recorde de 2007 – Números do BC divulgados em janeiro também atestaram que o ano passado foi o melhor da história do turismo brasileiro em relação ao ingresso de divisas por meio do gasto de turistas estrangeiros. O Brasil fechou o ano com US$ 4,953 bilhões recebidos com a atividade, valor que superou em 14,75% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 - até então a melhor marca da série histórica.

Fonte Min Tur 

16/04/2008 - 17:42h Brasil se consolida entre os TOP 10 em eventos

Brasil se consolida entre os TOP 10 em eventos A ICCA (International Congress and Conference Association) mais importante entidade mundial do setor, acaba de divulgar o ranking dos países que mais receberam eventos internacionais em 2007. O Brasil se mantém entre os dez primeiros: com 209 eventos, ficou em oitavo lugar.

Em seu anúncio, a ICCA destaca que “o Brasil, primeiro país latino-americano a figurar entre os top 10 em 2006, está consolidando sua posição, ao conquistar o oitavo lugar em 2007”.

Para a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o Brasil figurar como único pais latino-americano, entre os principais destinos de eventos internacionais do mundo, no ranking de 2007, confirma o acerto da política do Ministério do Turismo, por meio da Embratur, que vem trabalhando de modo planejado e com foco em mercados prioritários, para atrair cada vez mais eventos.

“Vemos hoje o Brasil à frente de países historicamente muito fortes, como Áustria, Holanda, Bélgica e Austrália nesse ranking da ICCA. Algo extremamente significativo, pois o turismo de negócios acontece em cenário mundial altamente competitivo e movimenta grandes somas. Estar entre os dez primeiros significa que somos capazes de atrair eventos, numa estratégia bem desenvolvida que alia conhecimento de mercado e marketing eficiente. Somos reconhecidamente competitivos, e isso nos projeta, credencia para conquistarmos mais eventos. Planejamos nossas ações a partir de diretrizes do Plano Aquarela, que tem prioridades eleitas. Vamos continuar agindo assim, para ficar entre os países que são a elite do turismo de eventos”, disse a ministra.

Jeanine Pires, presidente da Embratur, explica que o Brasil consolidou-se entre os 10 países mais destacados no ranking da ICCA contando com dois eventos a mais do que o verificado em 2006. “Tivemos 207 eventos, em 2006, e fomos para 209, ano passado. A disputa na primeira divisão dos destinos de eventos internacionais é sempre muito acirrada. Há mobilidade de posições, e um evento a mais pode significar uma posição à frente, no ranking, mas, o que importa é estar no pelotão de frente. Por isso, nossa posição entre os 10 primeiros no mundo é uma grande conquista, algo a comemorar e que devemos trabalhar para permanecer e avançar”.

Os dez primeiros países, de acordo com a ICCA, no turismo de negócios são, pela ordem: Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Reino Unido, França, Itália, Japão, Brasil, Áustria e Canadá.

O ranking da ICCA

O ranking da ICCA inclui eventos organizados por associações internacionais que acontecem regularmente e em pelo menos três países diferentes. Em 2007, a ICCA registrou a realização de 6.500 eventos, 800 a mais do que em 2006. Em parte, o resultado reflete o fortalecimento do mercado, mas também demonstra que mais países começam a ter política para captação de eventos e registram as realizações na maior entidade do setor.

O ranking divulgado hoje é uma prévia do relatório completo, que sai em julho.

Entrada de divisas e reforço na imagem

A Embratur conta desde 2003 com um programa de apoio a captação e promoção de eventos internacionais. O objetivo principal do programa é não só captar o evento para que se realize no Brasil, mas aproveitar a visita do turista de eventos para oferecer roteiros e serviços alternativos, de forma que ele permaneça um ou dois dias a mais no pais.

No último dia 14, a ministra do turismo, Marta Suplicy, divulgou os resultados parciais de uma pesquisa encomendada pela Embratur à Fundação Getúlio Vargas para medir o impacto econômico dos eventos internacionais nas cidades. Apenas seis eventos trouxeram 8,5 milhões de dólares em divisas, entre setembro de 2007 e janeiro deste ano.

Os dados preliminares indicam também que o publico desses eventos tem altíssimo grau de escolaridade e um gasto médio diário que supera 312 dólares. Os efeitos positivos se ampliam para depois da viagem, com reforço na imagem positiva do país, como destino com boa infra-estrutura e serviços de qualidade. Os dados da FGV apontam que 85% dos entrevistados afirmam que a imagem em relação à cidade do evento melhorou após a viagem.

Fonte MinTur.

14/04/2008 - 05:48h Ministra apresenta em São Paulo Pesquisa de Impacto Econômico

Blog de Zé Américo de Olho em São Paulo


Ministra do Turismo, Marta Suplicy

Entre setembro de 2007 e abril deste ano, foram injetados US$ 8,5 milhões na economia nacional em gastos pessoais (hospedagem, alimentação e compras) pelos participantes estrangeiros de seis eventos internacionais. A maioria desses visitantes (55%) fica para passear, conhecer um pouco mais a cultura e as belezas naturais do país.

Esses dados fazem parte do resultado parcial da Pesquisa de Impacto Econômico dos Eventos Internacionais realizados no Brasil, encomendada pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) à Fundação Getulio Vargas. O detalhamento do estudo será divulgado hoje pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, e pela presidente da Embratur, Jeanine Pires, na sede da Fecomércio/SP.

Nessa primeira etapa, a sondagem incluiu seis eventos internacionais, ocorridos em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Foz do Iguaçu (PR). Foram entrevistados cerca de 1450 turistas estrangeiros, de um universo de cerca de 4.700 participantes dos eventos pesquisados, que, em sua maioria, gastam com hospedagem, alimentação e compra de presentes.

A pesquisa abrangerá 42 eventos internacionais que ocorrerão em 11 cidades brasileiras até dezembro deste ano. O objetivo é identificar a movimentação econômica e o perfil do turista estrangeiro em encontros internacionais.

03/04/2008 - 11:26h Acima de 60 anos, hotéis com 50% de desconto

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Brasília (03/04) - O Ministério do Turismo lança nesta sexta (4), no Guarujá (SP), o Viaja Mais Melhor Idade para Hotéis. Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Marta Suplicy vai apresentar a ampliação das ações do ministério para o público da melhor idade. A novidade é que agora essa parcela da população poderá contar também com desconto de 50% na tarifa cobrada pelos hotéis cadastrados no programa.

Em 2007, o MTur lançou o Viaja Mais Melhor Idade, desenvolvido em parceria com entidades do setor turístico, oferecendo pacotes adaptados às necessidades da terceira idade, com preços atrativos e oferta de crédito consignado, para aposentados e pensionistas do INSS. Em 2008, a ação está ampliada. O desconto de 50% será válido para o ano inteiro, desde que o destino escolhido esteja em período de baixa ocupação. Ao contrário dos pacotes comercializados no programa Viaja Mais Melhor Idade, que tem períodos pré-determinados para as viagens.

A partir do dia 7 de abril, o público poderá consultar a lista dos hotéis cadastrados no site do Programa Viaja Mais (www.viajamais.com.br) e no Portal de Hospedagem (www.portaldehospedagem.com.br), um guia on-line de informações sobre os meios de hospedagem do país criado pelo SEBRAE Nacional e pelo Ministério do Turismo, sob a gestão do Instituto Marca Brasil. Também há uma opção gratuita para informações por meio do telefone 0800 77 07 202.

Até o dia 01 de abril, o programa contava com 1.126 hotéis cadastrados distribuídos em 281 cidades espalhadas por todos os estados e Distrito Federal. Esse número atualiza-se diariamente.

Reunião do Conselho Nacional de Turismo

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, convidou os integrantes do Conselho Nacional do Turismo (CNT) a participarem do lançamento do Programa Viaja Mais Melhor Idade para Hotéis, que acontece nesta sexta-feira (04) no Guarujá (SP), às 16h, na presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O convite foi feito durante a 20ª Reunião do CNT, na tarde desta quarta-feira (2) em Brasília. O Viaja Mais Melhor Idade Hotel é uma ampliação dos produtos ofertados pelo Viaja Mais Melhor Idade, e, com ele, pessoas acima de 60 anos, aposentados e pensionistas terão, durante a baixa ocupação, desconto de 50% na tarifa cobrada pelos hotéis credenciados.

Durante a reunião do CNT, a ministra também destacou o aumento nos repasses previsto pelo Orçamento Geral da União para o turismo. “Conseguimos a aprovação, no Congresso Nacional, de um orçamento recorde para o turismo: R$ 2,641 bilhões. Para se ter uma idéia, o valor saltou de R$ 372 milhões em 2003 para os números atuais”, destacou a ministra. Segundo ela, os investimentos serão de R$ 456 milhões em promoção internacional e nacional; R$ 1,812 bilhão em infra-estrutura; R$ 187,8 milhões no Prodetur; R$ 42,3 milhões em qualificação; e mais R$ 142 milhões em outras ações, como apoio a eventos.

A ministra lembrou ainda que, além destes valores, em março também foi lançado o Prodetur Nacional, uma linha de crédito de US$ 1 bilhão disponibilizada pelo BID, iniciando um novo conceito no programa, com maior abrangência, agora para todo o país, e com um novo formato, onde estados e municípios com mais de um milhão de habitantes, poderão solicitar os recursos diretamente ao BID, dentro de suas respectivas capacidades de endividamento. “São recursos que vão garantir mais infra-estrutura e mais qualificação aos destinos brasileiros e, na ponta, mais capacidade de competição no mercado internacional e no próprio Brasil”, explicou a ministra.

A viagem feita à China no final do mês de março também mereceu destaque na fala da ministra. Ela contou que participou de encontros, reuniões e seminários, com autoridades, empresários e profissionais do turismo. Segundo ela, foi possível perceber que existe interesse numa aproximação maior com o Brasil. “E um dos bons resultados que colhi nesta viagem foi a obtenção do apoio à nossa proposta de instalação de um escritório da Embratur no país”, contou a ministra, destacando as ações do Ministério para atrair parte dos mais de 44 milhões de turistas chineses que viajaram para o exterior em 2007. “Nós já temos várias ações para mostrar nosso país a esses viajantes, como a inserção de filmes nas transmissões de TV do Campeonato Brasileiro de Futebol para a Ásia, que é um acordo que fizemos com o Clube dos 13. A Embratur tem marcado presença em feiras na China. E, é claro, nossas ações antes e durante as Olimpíadas de Pequim, em parceria com o COB – Comitê Olímpico Brasileiro”, afirmou a ministra.

Para aumentar o número de turistas vindos da China, há o entendimento que é preciso contar com mais vôos entre os dois países. Atualmente, existem três freqüências semanais (terças, quintas e domingos), com saídas de São Paulo. A boa notícia é que há o interesse das autoridades chinesas na ampliação dos vôos, e as negociações para tanto estão em estágio avançado. Fonte MinTur.

24/03/2008 - 21:13h Ampliação do número de vôos entre Brasil e China é destaque na agenda da ministra do Turismo em Pequim

Ministra Marta Suplicy com Du Jiang (vice-presidente da CNTA) / Divulgação

Ampliação do número de vôos entre Brasil e China é destaque na agenda da ministra do Turismo em Pequim

Pequim (24/03) − A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reuniu-se hoje com o vice-presidente da Administração Nacional de Turismo da China (CNTA), Du Jiang, para tratar de assuntos de interesse dos dois países. O aumento do fluxo de turistas entre os dois países, a experiência chinesa com a preparação dos Jogos de Pequim 2008 e a abertura de um escritório de promoção do Brasil em solo chinês fizeram parte das conversações. Durante o encontro, a ministra obteve também apoio oficial da autoridade de turismo chinesa ao pleito do Brasil de ter o Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016.“Na reunião de hoje com a CNTA pudemos tratar como prioridade comum a busca de mais vôos ligando Brasil e China. Hoje, temos somente três vôos semanais da Air China, via Madri, com destino a São Paulo. É muito pouco”, observou a ministra, ao afirmar que sem a ampliação do número de vôos “não teremos condições de alcançar o aumento de fluxo de turistas chineses para os destinos brasileiros”. Segundo ela, no ano passado, 44 milhões de chineses viajaram para o exterior, sendo que somente 36 mil vieram ao Brasil.

A ministra afirmou também que o vice-presidente do CNTA manifestou-se favorável à instalação do escritório de representação para promoção do Brasil na China. “É uma medida que ajuda bastante. Temos a experiência bem-sucedida do escritório comum para a promoção dos países do Mercosul no Japão, que resultou, em dois anos, em um aumento de quase 10% no fluxo de turistas japoneses para o Brasil”.
As tratativas para a implantação do escritório começaram imediatamente após o encontro da ministra com Du Jiang. Marcelo Pedroso, diretor da Embratur, reuniu-se com Luo Yu Quan, diretor da divisão de relações internacionais da Administração Nacional de Turismo da China, para tratar do assunto.

No que se refere à candidatura carioca para sediar as Olimpíadas, a ministra do Turismo afirmou que as autoridades chinesas vão enviar correspondência ao Comitê Olímpico Internacional (COI), manifestando apoio ao Brasil. O Rio de Janeiro concorre com Baku (Azerbaijão), Chicado (EUA), Doha (Catar), Madri (Espanha), Praga (República Tcheca) e Tóquio (Japão).

A ministra Marta Suplicy lembrou as várias ações de promoção para divulgação do Brasil na China. Citou como exemplos a inserção de filmes sobre destinos turísticos brasileiros nas transmissões de TV do Campeonato Brasileiro de Futebol para a Ásia (acordo firmado entre o Clube dos 13 e o MTur), a presença da Embratur em feiras na China e a ação especial nos Jogos de Pequim, em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A ministra destacou também os seminários de divulgação para operadores chineses que serão feitos durante sua visita, nas cidades de Pequim e Xangai.

Parte da reunião entre a ministra e Du Jiang foi dedicada à troca de informações sobre os preparativos chineses para os jogos olímpicos, em especial a questão da qualificação profissional. Marta Suplicy convidou a CNTA a enviar representante ao Seminário Internacional sobre Turismo e a Copa de 2014, que será promovido pelo MTur no final de abril.

Ainda durante o encontro, a ministra entregou oficialmente a CNTA a lista das 53 agências brasileiras selecionadas para atender turistas chineses, nos marcos do acordo firmado em 2004 com a China.

24/03/2008 - 21:05h Turistas estrangeiros gastam mais de US$ 1bilhão até fevereiro no Brasil

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Brasília (24/03) - De acordo com dados divulgados hoje, dia 24, pelo Banco Central (BC), US$ 495 milhões ingressaram na economia do País no último mês por meio do gasto de turistas estrangeiros. O valor, 19,69% superior aos US$ 414 milhões registrados em fevereiro de 2007, rende ao mês o posto de melhor fevereiro da história e de segundo melhor mês de toda a série histórica, iniciada em 1969, atrás apenas de janeiro deste ano (US$ 595 milhões).

“No ano passado já havíamos quebrado um recorde e agora temos outro. Isso significa que o nosso trabalho de divulgação do Brasil no exterior está tendo sucesso. Estamos conseguindo que o turista estrangeiro fique mais tempo e gaste mais em nosso país”, comemorou de Pequim, onde se encontra em visita oficial, a ministra do Turismo, Marta Suplicy.

Com o último resultado, o acumulado do ano chega a US$ 1,090 bilhão – sendo esta a primeira vez em que a barreira de um bilhão de dólares é ultrapassada logo no primeiro bimestre do ano. O desempenho é 21,34% maior que o mesmo período de 2007 (US$ 898 milhões) e já supera em mais da metade a receita gerada em todo o ano de 2001 (quando os estrangeiros desembolsaram US$ 1,731 bilhão no Brasil) e 2002 (US$ 1,998 bilhão).

Para a presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, o volume de recursos alcançados no último mês demonstra a força da atividade turística: “É um desempenho excepcional para um mês de menos dias e confirma a consistência dos últimos resultados alcançados. Reflete um panorama de crescimento contínuo e consolidado”, avaliou.

A presidente destaca que janeiro e fevereiro são meses de grande fluxo de turistas estrangeiros no Brasil, principalmente de sul-americanos – como os argentinos e chilenos que visitam o Sul do País – e europeus.

Recorde de 2007 – Números do BC divulgados em janeiro também atestaram que o ano passado foi o melhor da história do turismo brasileiro em relação ao ingresso de divisas por meio do gasto de turistas estrangeiros. O Brasil fechou o ano com US$ 4,953 bilhões recebidos com a atividade, valor que superou em 14,75% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 - até então a melhor marca da série histórica. Fonte MinTur.

17/03/2008 - 23:34h Faturamento do turismo em 2007 supera expectativa do mercado e gera mais empregos

Faturamento do turismo em 2007 supera expectativa do mercado e gera mais empregos Rio de Janeiro (17/03) – O faturamento das 92 maiores empresas do setor turístico cresceu 14,8% em 2007, gerando um montante de R$ 34,1 bilhões. Os principais segmentos que contribuíram para esse desempenho foram: locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de receptivo. O resultado é apontado na IV Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo (PACET). Em face do desempenho do setor em 2007, os dirigentes acreditam que o faturamento continuará subindo e, para 2008, pensam que o aumento médio será de 16,7%. A PACET é feita pela FGV/Ebape e encomendada pelo Ministério do Turismo/Embratur. Os resultados do ano passado, apurados em janeiro e fevereiro últimos, foram anunciados nesta segunda-feira pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, em coletiva de imprensa na FGV-RJ.

“Estou muito feliz com o resultado da pesquisa e a melhor notícia é na geração de empregos, onde o aumento foi de 23,5% em relação a 2006. O setor está gerando emprego e isso significa que as pessoas estão se movimentando, aproveitando a estabilidade democrática e econômica. Isso gera um clima de confiança, que está sendo percebido também pelos hoteleiros que têm feito promoções, reduzindo os preços e permitindo que as famílias viajem ainda mais”, comemorou a ministra Marta Suplicy.

A ministra ressaltou ainda a importância da criação do Ministério do Turismo para o crescimento do setor. “O turismo passou a ser considerado uma área que merecia investimentos, diretrizes e políticas públicas em 2003, com a criação do Ministério do Turismo. O nosso desafio é criar essa cultura no brasileiro: de comprar uma viagem. Estamos trabalhando essa cultura, com campanhas e programas como o Viaja Mais Melhor Idade, e o turismo já colhe os frutos dos investimentos no setor. A IV PACET é o instrumento que temos para mensurar as boas perspectivas do mercado. Os 92 empresários entrevistados se mostraram otimistas, principalmente porque registraram um faturamento de 14,8% em 2007. Isso resultou no aumento de 23,5% da contratação da mão-de-obra, provando que o turismo é fonte de geração de emprego e renda. Para 2008, os entrevistados continuam confiantes: 70% apostam na manutenção do crescimento da economia brasileira e 83% acreditam que o setor de turismo acompanhará esse ritmo favorável”, completou.

FGV - O coordenador do Núcleo de Estudos de Turismo da FGV, Luiz Gustavo Barbosa, considerou “significativo” o crescimento no faturamento em 14,8%, sobretudo porque esse crescimento foi registrado nos últimos cinco anos. “Isso significa que esse crescimento já é em cima de uma base elevada. Outro dado relevante é que os preços praticados pelas empresas no setor diminuíram. O faturamento crescendo e o preço sendo reduzido indicam um aumento de volume: o setor vendeu mais, ou seja, mais pessoas viajaram a um preço menor. Isso fez com que os setores do turismo apresentassem, individualmente, crescimento no faturamento”.

O diretor da Escola Brasileira de Administração Púbica e de Empresas da FGV, Bianor Cavalcanti, também presente à coletiva de lançamento da pesquisa, disse que “toda decisão requer, invariavelmente, muita informação. Com a IV PACET, o Ministério do Turismo pode conhecer as perspectivas do setor e direcionar suas ações”.

Pesquisa - As empresas entrevistadas nesta pesquisa são dos seguintes segmentos: agências de viagens, companhias aéreas, locadoras de automóveis, meios de hospedagem, operadoras de receptivo, operadoras de turismo, rodoviário e promotores de feiras e eventos. Juntas, geraram 90,2 mil postos de trabalho até dezembro de 2007.

Com bons ventos soprando, os empresários se sentiram motivados a ampliar o quadro de pessoal em suas empresas – um aumento de 23,5% em relação a 2006. O destaque, como se verifica no faturamento, se deu justamente para a geração de mais empregos em locadoras de automóveis, companhias aéreas e operadoras de turismo. Para 2008, a previsão do mercado é continuar contratando. O aumento médio apontado é de 8,5%, com relação a 2007, caso as perspectivas de faturamento se mantenham favoráveis.

Responsabilidade Social – Nesta edição da PACET foram inseridas questões relativas à Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Os resultados mostram que 76% das empresas investiram em RSC, em 2007, e 58% possui orçamento específico para isso. O investimento, no ano, alcançou um total de R$ 10,5 milhões. Além do meio ambiente, as ações sociais são voltadas a crianças e adolescentes por meio de atividades predominantemente destinadas à educação.

Cenário – A IV PACET foi feita a partir de entrevistas com dirigentes de empresas que dispunham de informações do seguinte cenário econômico: crescimento de 5,2% do PIB (Produto Interno Bruto), balança comercial com saldo de US$ 40 bilhões e investimentos estrangeiros no Brasil de US$ 34,6 bilhões. A economia do setor do turismo registrava o gasto do turista estrangeiro em US$ 4,953 bilhões, o volume de desembarque internacional em 6,4 milhões de passageiros e o de desembarques nacionais em 50 milhões.

Na semana passada (meados de março), os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontaram que o otimismo dos empresários do turismo, verificado a partir do cenário anterior, vem se confirmando. O consumo das famílias brasileiras atingiu em valores R$ 1,557 trilhão no ano passado, e foi o principal responsável pelo crescimento de 5,4% da economia brasileira em 2007. Essa foi a maior taxa constatada desde 2004, quando houve crescimento de 5,7%. E cabe uma observação: o PIB de 2007 poderá ser ainda maior, pois o IBGE ainda fará revisão dos dados.

Mais informações: veja a pesquisa:
Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo .

11/03/2008 - 10:13h Um bem para toda a vida

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O ESTADO DE SÃO PAULO - Marta Suplicy*

A viagem é um bem que dura para sempre. Quem viaja sabe que esse é um patrimônio de valor inestimável, que as experiências vivenciadas ficam conosco por toda a vida. E, a cada ano que passa, mais pessoas percebem que o Brasil é um país como poucos para investir nessa riqueza. O bom desempenho do turismo em 2007 será ampliado ou, no mínimo, se repetirá daqui para a frente, nos principais segmentos do setor. As empresas projetam um crescimento em torno de 12% - acima dos 10% estimados para o ano passado e o dobro do incremento do Produto Interno Bruto (PIB).

Estamos aproveitando a onda favorável para desenvolver ainda mais nosso potencial turístico e, em especial, fortalecer o mercado interno. O aquecimento econômico e a estabilidade dos preços permitem à população planejar seus gastos. De acordo com dados recentes, cerca de 20 milhões de brasileiros migraram das classes D e E para a C. Mas esse público ainda não tem o hábito de viajar.

O esforço do Ministério do Turismo é no sentido de levar a cultura da viagem a essa população e, com isso, incentivá-la a se apropriar das belezas naturais, do patrimônio histórico e da diversidade cultural do País.

Acabamos de lançar a segunda fase do programa Viaja Mais Melhor Idade, com uma meta cinco vezes maior do que a obtida na primeira fase, quando o mercado interno vendeu 9 mil pacotes . Esse programa, voltado para idosos, com oferta de pacotes em períodos de baixa ocupação, deverá totalizar 50 mil viagens em 2008.

Definir políticas que induzam o crescimento econômico dos segmentos do turismo é uma das tarefas do Ministério do Turismo. Selecionamos 65 destinos para concentrar os recursos para investimento, qualificação profissional, promoção do turismo e realização de eventos. É nesses roteiros que estamos ampliando aeroportos e estradas, fazendo sinalização turística, recuperando o patrimônio histórico e apoiando a construção de centros de eventos.

Em 2007, o Ministério do Turismo executou 99% do orçamento (R$ 1,7 bilhão). Desse total, R$ 1,1 bilhão foi para obras de infra-estrutura turística. A qualificação da mão-de-obra profissional e empresarial foi outra ação importante. Neste ano, vamos seguir essa linha de atuação. Nosso orçamento não pára de crescer desde 2003. Passou de R$ 127,1 milhões para R$ 1,744 bilhão. Em 2008, devemos ter R$ 2,4 bilhões.

Ao mesmo tempo, tivemos aumento da receita com visitantes estrangeiros no País. Em 2007, o Brasil recebeu US$ 4,953 bilhões em divisas vindas do turismo. Esse recorde histórico supera em 14,76% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 - até então a melhor marca desde 1969. Colhemos o fruto das campanhas que a Embratur tem feito no exterior com foco no turista interessado em permanecer aqui por um período mais longo e, portanto, com um desembolso maior.

As ações do Ministério do Turismo, no plano doméstico, somadas ao aumento da promoção no exterior, colocam em prática o Plano Nacional do Turismo 2007- 2010. E o fato de sediarmos a Copa Mundial de Futebol em 2014 já nos permite sonhar com metas mais ambiciosas, capazes de ampliar a participação da indústria do turismo no PIB. Hoje, apenas 2,15% do PIB vem desse setor. Temos tudo para alcançar patamares ideais, como o da Espanha, onde o setor responde por cerca de 11% da produção da riqueza.

* Marta Suplicy - Ministra do Turismo

07/03/2008 - 10:04h Contrariando os abutres

Direto da Fonte

Sonia Racy, sonia.racy@grupoestado.com.br

Abutre preto em extinção

Abutre preto
Abutre preto

Bienvenidos

A crise aérea não assustou os turistas estrangeiros. Segundo a Embratur, em 2007 o País recebeu 5,025 milhões de visitantes - foram 5,018 milhões em 2006.

Mas eles gastaram 14% mais: US$ 4,9 bilhões. E a ocupação de hotéis em São Paulo foi 12% maior, diz a SPTuris.

Leia a integra da coluna de Sonia Racy no jornal O Estado de São Paulo