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	<title>Blog do Favre &#187; emergentes</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Outro Bric na parede?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 13:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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NOURIEL ROUBINI PARA A FOLHA, EM NOVA YORK
A sabedoria dominante raramente sobrevive a um bom teste de desgaste, e poucos testes causaram tanto desgaste como o sofrido pela economia mundial nos últimos 24 meses. Uma temporada de saudável reavaliação parece ter começado, e está lançando nova luz sobre conceitos que prevaleciam na época do boom, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.investmentpostcards.com/wp-content/uploads/2008/05/nouriel-roubini.jpg" alt="http://www.investmentpostcards.com/wp-content/uploads/2008/05/nouriel-roubini.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">NOURIEL ROUBINI PARA A FOLHA, EM NOVA YORK</span></h2>
<p>A sabedoria dominante raramente sobrevive a um bom teste de desgaste, e poucos testes causaram tanto desgaste como o sofrido pela economia mundial nos últimos 24 meses. Uma temporada de saudável reavaliação parece ter começado, e está lançando nova luz sobre conceitos que prevaleciam na época do boom, como o valor dos mercados opacos, o status intocável dos consumidores norte-americanos e a sabedoria da desregulamentação.</p>
<p>Uma das ideias dominantes na era da bolha, que escapou relativamente incólume, porém, é a suposição de que os chamados países Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) ditarão cada vez mais os rumos da economia nos próximos anos.<br />
O conceito de Brics, cunhado em um relatório do Goldman Sachs em 2003, não é de todo ruim: já que está 75% correto, apresenta resultados muito melhores do que a maioria dos prognósticos econômicos da era.</p>
<p>No entanto, a crise econômica que começou em 2008 expôs um dos quatro países como impostor. Se compararmos diretamente as estatísticas vitais das economias dos Brics, fica dolorosamente evidente que, nas palavras de uma velha brincadeira de &#8220;Vila Sésamo&#8221;, &#8220;uma dessas coisas é diferente das outras&#8221;.</p>
<p>A debilidade da economia da Rússia, e dos bancos e empresas altamente endividados do país, em particular, ainda que mascarada nos últimos anos pelos lucros extraordinários propiciados pela alta nos preços do petróleo e do gás natural, foi exposta de maneira gritante quando a economia mundial despencou. Sobrecarregada com uma infraestrutura envelhecida, a Rússia se desqualifica ainda mais devido a políticas disfuncionais e revanchistas e a uma tendência demográfica que aponta para declínio populacional quase terminal.</p>
<p>Até mesmo com a modesta recuperação que os preços das commodities apresentaram nos últimos seis meses, o setor de energia da Rússia vem enfrentando quedas de produção nos últimos anos, em parte devido ao medo dos investidores estrangeiros quanto a uma possível expropriação.</p>
<p>O fundo soberano de investimento da Rússia, que tem parte importante na sustentação de um modelo econômico que volta a ser cada vez mais centralizado, está esgotando seus recursos rapidamente. Caso as tendências negativas se mantenham, o fundo de reserva russo pode se exaurir.</p>
<p>A queda russa, enquanto isso, resultou em uma espécie de brincadeira de salão entre acadêmicos, especialistas em política externa e investidores bem informados, com o objetivo de substituir o país no clube das grandes economias de mercado emergente. Diversos acrônimos foram sugeridos, do elegante Bricet, que acrescentaria a Europa Oriental e a Turquia, a Bricket, envolvendo o grupo anterior e mais a Coreia do Sul; os mais exagerados falam até mesmo em Brimc, com a adição do México à mistura.</p>
<p>Em todas essas revisões, a Rússia sobrevive, a despeito de o seu destino econômico estar traçado. Embora a Rússia mantenha o maior arsenal mundial de armas nucleares (ainda que um tanto envelhecidas), bem como o seu assento permanente (e, portanto, poder de veto) no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, o país se encaixaria melhor em uma lista de nações doentes do que na lista dos Brics.</p>
<p>Do ponto de vista de potencial e fundamentos econômicos puros, há argumentos muito mais fortes em favor da inclusão da Coreia do Sul, uma potência econômica sofisticada para a qual o principal risco continua a ser o regime de seu gêmeo maligno ao norte, cujo colapso poderia inundar o país de refugiados famintos.</p>
<p>O mesmo se aplica à Turquia, que ostenta um setor bancário robusto, um mercado interno próspero, importância crescente na política do Oriente Médio e de energia, integração à Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan), candidatura à União Europeia e vínculos com os Estados que lhe são aparentados etnicamente no centro da Ásia.</p>
<p>O caso mais convincente talvez seja o da Indonésia, o maior país muçulmano do mundo, que conta com uma classe média em rápida expansão, política democrática relativamente estável e uma economia que se destacou na Ásia a despeito da recessão mundial.</p>
<p>Da perspectiva dos Estados Unidos, a Indonésia representa alternativa atraente à Rússia, que até recentemente vinha disputando com a Venezuela a liderança da torcida pelo declínio norte-americano.</p>
<p>A Indonésia, além disso, demonstrou poder de resistência não apenas econômico como nacional. A despeito de sua composição étnica diversificada e de seu território composto por uma profusão de ilhas, o país conseguiu deixar rapidamente para trás a ditadura militar e se recuperou dos inúmeros desafios e revezes sofridos, entre os quais a crise financeira asiática de 1997, o tsunami de 2004, a emergência do radicalismo islâmico e suas inquietações internas. Embora a renda per capita indonésia continue baixa, o que importa é o potencial econômico, e quanto a isso o país brilha.</p>
<p>A Indonésia depende menos das exportações que seus pares asiáticos (e muito menos que a Rússia), e seus mercados de ativos (madeira, óleo de palma e carvão, em particular) atraíram forte investimento estrangeiro.</p>
<p>O governo, em Jacarta, enquanto isso, tomou medidas fortes de combate à corrupção e agiu para remediar os problemas estruturais. Até mesmo as tendências demográficas favorecem a Indonésia, que com seus 230 milhões de habitantes já é o quarto mais populoso país do mundo -e &#8220;uma Alemanha&#8221; (80 milhões de habitantes) mais populoso que a Rússia.</p>
<p>Mas as ideias da moda custam a morrer, e a Rússia agiu de maneira a cimentar o atual conceito dos Brics em forma de realidade irreversível.</p>
<p>A ossificação dos Brics como instituição mundial deu um dramático salto em junho, quando os líderes dos quatro países se reuniram (na Rússia, é claro), para a primeira &#8220;conferência de cúpula dos Brics&#8221;.</p>
<p>O encontro resultou em uma notável tirada antiamericana, já que cada um dos membros declarou seu desejo de remover o dólar de seu papel como moeda mundial de reserva.</p>
<p>Alguns meses antes, os quatro decidiram emitir um comunicado conjunto, antes da reunião de abril do grupo dos 20 (G20), no qual anunciavam sua determinação coletiva de mudar as regras do sistema econômico mundial.</p>
<p>No setor privado, proliferaram os fundos de índices Bric, ainda que o Goldman Sachs tenha procurado proteção para sua aposta nos Brics por meio da formulação de um segundo conceito, o &#8220;Next 11&#8243;, ou seja, os próximos 11 (N11). O grupo acrescentaria ao debate Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Coreia do Sul, Turquia e Vietnã. Somados aos quatro países dos Brics, os N11 provavelmente formam um elenco mais lógico e defensável para a &#8220;primeira divisão&#8221; das economias emergentes.</p>
<p>A Rússia rejeita a ideia de demoção, e funcionários do governo norte-americano parecem ter decidido evitar o debate semântico sobre o tema. Ainda assim, não deveria ser surpresa que a Rússia tenha pressionado com tanto vigor pela conferência dos Brics em Ecaterimburgo e bancado a maior parte do custo. Por que correr o risco de ficar exposta cedo demais?</p>
<p><strong>NOURIEL ROUBINI é presidente da RGE Monitor (www.rgemonitor.com) e professor da Escola Stern de Administração de Empresas, na Universidade de Nova York.</strong></p>
<p><em>Tradução de PAULO MIGLIACCI</em></p>
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		<title>&#8221;Brasil crescerá 5% nos próximos anos&#8221;, disse Jim O&#8217;Neill, chefe de pesquisa econômica global do Goldman Sachs e famoso mundialmente por ter criado a expressão Bric. Para ele &#8220;O presidente Lula é o melhor, o mais bem-sucedido gestor político de um grande país nessa década&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 14:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Cartaz para uma das conferências de O&#8217;Neill, sobre os BRIC
Para O&#8217;Neill, que cunhou a expressão Bric, País terá bom desempenho se controlar inflação e estimular investimentos
Fernando Dantas &#8211; O Estado SP
O Brasil pode crescer a um ritmo de 5% por muito anos, mas, para isso, é necessário que o próximo governo mantenha a inflação sob [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.tutor2u.net/blog/images/uploads/Jim_O_Neill_Keynes.gif" alt="http://www.tutor2u.net/blog/images/uploads/Jim_O_Neill_Keynes.gif" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em>Cartaz para uma das conferências de O&#8217;Neill, sobre os BRIC</em></span></p>
<p><strong>Para O&#8217;Neill, que cunhou a expressão Bric, País terá bom desempenho se controlar inflação e estimular investimentos</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Fernando Dantas &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O Brasil pode crescer a um ritmo de 5% por muito anos, mas, para isso, é necessário que o próximo governo mantenha a inflação sob controle e estimule os investimentos. A visão é de Jim O&#8217;Neill, chefe de pesquisa econômica global do Goldman Sachs e famoso mundialmente por ter criado a expressão Bric &#8211; o grupo de grandes países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China, que estudos do Goldman Sachs previram que vai superar em PIB o G-7 (sete principais países ricos) antes de 2030.</p>
<p>&#8220;Dependendo do que acontecer nas eleições, é possível que o Brasil possa crescer mais do que 5% por vários anos&#8221;, disse O&#8221;Neill ontem numa entrevista à imprensa em São Paulo, parte de uma visita ao País, na qual esteve com cerca de 600 clientes do Goldman Sachs.</p>
<p>Entusiasta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, O&#8221;Neill declarou que &#8220;dá para argumentar que o presidente Lula é o melhor, o mais bem-sucedido gestor político de um grande país nessa década&#8221;. Para ele, o principal fator do sucesso atual do Brasil, e que deveria ser mantido pelo próximo governo, é &#8220;a inflação baixa e controlada, que está criando toda uma nova geração de cidadãos que podem planejar no médio e longo prazo seu consumo e investimento&#8221;.</p>
<p>O&#8221;Neill acrescentou que &#8220;a coisa mais importante nas eleições, seja lá quem for (eleito presidente) é que não se mude isso&#8221;. Ele mostrou preocupação pelo fato de que, na sua última visita ao Brasil, tenha tido a impressão de que o Banco Central não era &#8220;muito popular&#8221;.</p>
<p>&#8220;Espero que essa não seja ainda a visão que prevalece no País; se vocês olharem a força dos indicadores (econômicos) do Brasil, não parece que o Banco Central esteja freando o crescimento&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para o economista, o Brasil deveria se satisfazer numa primeira fase com um crescimento em torno de 5%, que não provocasse inflação ou desequilíbrios externos graves, para só depois tentar acelerar para 7%. Sobre o real valorizado, disse que há grandes países exportadores que conseguem conviver com isso, e não há solução fácil.</p>
<p>Em relação ao investimento, O&#8221;Neill citou um indicador de &#8220;ambiente para o crescimento&#8221; do Goldman, no qual três das fraquezas do Brasil, na comparação com a média de outros Brics e emergentes, são o baixo nível de investimento em relação ao PIB, o grande tamanho do Estado em relação ao PIB e a pouca abertura da economia.</p>
<p>Ele deu ênfase à questão do investimento, mencionando que um dos fatores que explicam o melhor desempenho econômico da China em relação à Índia é que o primeiro país encoraja mais o investimento estrangeiro na produção. O&#8221;Neill mencionou que, em suas frequentes viagens pelas mais diversas partes do mundo, ele tem se encontrado com muitas empresas e investidores querendo entrar no Brasil pela primeira vez. &#8220;Acho muito importante que o atual governo e os próximos encorajem isso.&#8221;</p>
<p>Quanto ao PIB global, ele apontou que a projeção do Goldman Sachs, de crescimento de 4,1% em 2010, está acima do consenso de mercado. E o maior risco de erro da previsão, frisou, é que o mundo cresça ainda mais, já que há uma série de indicadores de retomada, como o salto de 84% nas vendas de carros na China em um ano, a aceleração do crescimento das exportações coreanas, chinesas e japonesas, ou a cifra estonteante de 30 milhões de novas linhas de celulares por mês da China e da Índia. &#8220;Quando as pessoas dizem que não há descolamento (dos emergentes), penso que eles devem morar num país diferente do meu&#8221;, ironizou O&#8221;Neill.</p>
<p>Em relação à economia brasileira, ele disse que a capacidade do País de superar a crise era o teste que faltava para mostrar que merecia de fato fazer parte dos Brics. Para ele, a boa reação do Brasil à crise foi &#8220;um prêmio para a boa gestão macroeconômica do Banco Central e do governo Lula e, possivelmente, do governo anterior&#8221;. Quanto ao mercado acionário brasileiro, disse que ainda pode subir muito, embora esteja menos atraente do que estava no início da retomada de alta.</p>
<p>O&#8221;Neill recordou-se de como, há dois anos, quando esteve no Brasil, ele tinha que justificar o tempo todo o &#8220;B&#8221; dos Brics. Agora, disse, &#8220;há um grau maior de confiança entre os brasileiros &#8211; certamente dos homens de negócio &#8211; sobre o Brasil do que em qualquer outro momento anterior em que eu tenha vindo aqui&#8221;.</p>
<p>Ele fez uma menção bem-humorada ao brasileiro Paulo Leme, economista do Goldman para mercados emergentes, que tem projeções de crescimento para o Brasil que muitas vezes O&#8221;Neill considera excessivamente pessimistas (e com quem fez uma aposta sobre o assunto, de um jantar &#8220;em qualquer restaurante do mundo&#8221;): &#8220;Digo ao Paulo que precisa ser mais animado em relação ao seu país&#8221;.</p>
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		<title>&#8221;Brasil pode crescer 5% de forma sustentável&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 16:22:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Para o presidente mundial do HSBC, País precisa no entanto superar gargalos de infraestrutura
Patrícia Campos Mello, ENVIADA ESPECIAL, ISTAMBUL &#8211; O Estado SP
Superados os gargalos de infraestrutura, o Brasil poderá &#8220;tranquilamente crescer 5% ao ano de forma sustentável&#8221;, disse ontem Stephen Green, presidente do conselho mundial do HSBC. &#8220;A China e a Ásia em geral [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://media.nowpublic.net/images//e0/e/e0e76dfc608d0b98ee9d57d8ca15e0ab.jpg" alt="http://media.nowpublic.net/images//e0/e/e0e76dfc608d0b98ee9d57d8ca15e0ab.jpg" /></p>
<p><strong>Para o presidente mundial do HSBC, País precisa no entanto superar gargalos de infraestrutura</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Patrícia Campos Mello, ENVIADA ESPECIAL, ISTAMBUL &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Superados os gargalos de infraestrutura, o Brasil poderá &#8220;tranquilamente crescer 5% ao ano de forma sustentável&#8221;, disse ontem Stephen Green, presidente do conselho mundial do HSBC. &#8220;A China e a Ásia em geral são uma extraordinária máquina de produção, mas não são tão ricos em matérias-primas&#8221;, disse Green ontem, em entrevista para lançar o Índice de Mercados Emergentes (EMI), que mede o ritmo da economia nos países emergentes. &#8220;O Brasil é um dos maiores exportadores de soja e agronegócio, é autossuficiente em energia e descobriu novas reservas de petróleo.&#8221;</p>
<p>O HSBC projeta que o Brasil vá crescer 1,4% neste ano, enquanto o mundo vai encolher 2,3%. Em 2010, a previsão é de crescimento de 5,3% para o Brasil, ante alta de 1,8% no mundo desenvolvido e crescimento global de 2,8%. &#8220;Isso mostra que o Brasil é parte da história do mundo emergente superando o mundo desenvolvido&#8221;, disse Stephen King, economista-chefe do HSBC.</p>
<p>Segundo o índice de emergentes do HSBC, os países em desenvolvimento lideram a retomada, enquanto os Estados Unidos ficam para trás. O índice, que será publicado trimestralmente, passou de 50,7 para 55,3 entre o segundo e o terceiro trimestres, indicando o aumento trimestral mais forte da produção dos fabricantes e dos provedores de serviços nos mercados emergentes. O nível mais baixo foi de 43,8, no último trimestre de 2008. Qualquer leitura abaixo de 50 indica contração da produção, e um número acima de 50 mostra expansão.</p>
<p>O centro de gravidade mundial está passando do Ocidente para o Oriente, do norte para o sul, e do consumo para investimentos. &#8220;Os Estados Unidos sempre foram líderes na economia mundial, e agora estão ficando para trás, ultrapassados pelos emergentes&#8221;, disse Stuart Gulliver, diretor de Mercados Globais do HSBC.</p>
<p>Os mercados emergentes não são mais a fábrica do mundo &#8211; a China já ultrapassou a Alemanha como maior exportador e está prestes a ultrapassá-la como segundo maior importador, disse Gulliver. E a recuperação nos emergentes não é baseada em exportações, mas sim no mercado doméstico. E se apoia mais em investimento do que em consumo &#8211; a China, por exemplo, saiu da crise com investimentos em sua infraestrutura e em bens de capital. Já a reação nos Estados Unidos é puxada pelo consumo.</p>
<p>Green notou que os países terão prazos muito diferentes para implementar suas estratégias de saída, como são chamadas as reduções graduais nos programas de estímulo monetário e fiscal que foram adotados para combater a crise. &#8220;Austrália e Israel já elevaram juros, por exemplo; cada país está avaliando suas condições.&#8221;</p>
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		<title>Segundo Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, &#8221;Brasil deve manter medidas de estímulo&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 14:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Entrevista &#8211; Joseph Stiglitz: professor da Universidade Columbia e Prêmio Nobel de Economia; ao contrário do que pede o FMI, Brasil ainda não deveria acabar com seus pacotes de ajuda, diz analista
Patrícia Campos Mello, ISTAMBUL
O risco de a economia mundial ter uma recaída e voltar a mergulhar numa recessão é &#8220;muito grande&#8221;, e por isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.dhi.uem.br/fotos%20home%20e%20eventos/joseph%20stiglitz.jpg" alt="http://www.dhi.uem.br/fotos%20home%20e%20eventos/joseph%20stiglitz.jpg" /></p>
<p><strong>Entrevista &#8211; Joseph Stiglitz: professor da Universidade Columbia e Prêmio Nobel de Economia; ao contrário do que pede o FMI, Brasil ainda não deveria acabar com seus pacotes de ajuda, diz analista</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Patrícia Campos Mello, ISTAMBUL</span></h2>
<p>O risco de a economia mundial ter uma recaída e voltar a mergulhar numa recessão é &#8220;muito grande&#8221;, e por isso o Brasil ainda não deveria acabar com seus pacotes de estímulo. Essa é a opinião de Joseph Stiglitz, professor da Universidade Columbia e vencedor do Prêmio Nobel de Economia.</p>
<p>Muitos analistas acham que a economia brasileira corre risco de superaquecer e projetam grande alta de juros em 2010. O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que o Brasil é um dos países que deveriam rever seus estímulos econômicos, porque sua economia já está se recuperando e há risco de atrair excesso de dólares.</p>
<p>Mas, para Stiglitz, crítico contumaz do Fundo, o conselho do FMI pode ser precipitado. Stiglitz diz também que ainda não há uma alternativa confiável para a acumulação de reservas nos emergentes como forma de proteção contra crises, divergindo de outra recomendação do Fundo. Abaixo, trechos da entrevista que Stiglitz concedeu ao Estado.</p>
<p><strong>O FMI diz que o Brasil é um dos países que deveria rever seus estímulos econômicos, porque sua economia já está se recuperando e há risco de atrair um excesso de dólares. O senhor acha que está na hora de o Brasil acabar com estímulos fiscais ou monetários?</strong></p>
<p>É difícil para qualquer país ter certeza sobre uma estratégia de saída porque é difícil ter qualquer certeza sobre a economia global. Portanto, é apropriado pensar em estratégias de saída para os pacotes de estímulo, mas não implementar nada ainda.</p>
<p><strong>Há risco de recessão em dábliu (duplo mergulho &#8211; depois de breve recuperação, a economia voltaria a mergulhar na recessão)?</strong></p>
<p>Sim, o risco de uma recessão &#8220;duplo mergulho&#8221; é muito grande. É mais arriscado tirar os estímulos agora, que pode ser prematuro, do que mantê-los até que se tenha mais certeza sobre a recuperação do mundo. O Brasil é menos dependente de exportação que outros países e muitos ficaram surpresos quando o País foi afetado pela crise. Agora o País está em recuperação. Mas não há argumento para se retirarem os estímulos o Brasil neste momento.</p>
<p><strong>O FMI quer atuar como &#8220;banco central mundial&#8221; e recomenda a emergentes como o Brasil que aumentem seus déficits em conta-corrente e reduzam a acumulação de reservas. Seria a maneira de os emergentes colaborarem com o ajuste dos desequilíbrios globais, já que as reservas estão na origem desses desequilíbrios. O que o sr. acha disso?</strong></p>
<p>É preciso reconhecer que os países que estão acumulando reservas não estão consumindo. E há um grande problema na economia mundial hoje, que é recuperar a demanda agregada, já que os EUA estão deixando de ser o consumidor de última instância. Mas a questão é: qual é a melhor forma de reativar a demanda mundial? Não está claro se a melhor maneira de fazer isso é aumentando o consumo, em vez de elevando o investimento. Essa foi a estratégia que deixou os EUA em apuros, então tenho dúvidas de que seja a estratégia certa.</p>
<p><strong>Grande parte dos emergentes foram menos afetados que os países ricos pela recessão, e eles argumentam que um dos motivos foi precisamente o alto nível de reservas.</strong></p>
<p>Exatamente. Se nós tivessemos mecanismos alternativos de proteção ou se criássemos uma economia global mais estável, poderíamos pensar em reduzir reservas. Mas o movimento de desregulamentação dos anos 80 criou um mundo mais instável, que tornou necessária uma maior acumulação de reservas. As reservas são o sintoma, não a causa.</p>
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		<title>&#8220;Uma nação em marcha&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 18:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Toda Mídia
NELSON DE SÁ &#8211; nelson.sa@grupofolha.com.br

   
Folha SP
 O francês &#8220;Le Monde&#8221; publicou, com eco nos portais brasileiros, que Lula estava certo ao &#8220;prever com ironia&#8221; que no Brasil o tsunami da crise não passaria de marolinha, &#8220;vaguelette&#8221;.
O espanhol &#8220;El País&#8221; cravou o título &#8220;Brasil derrota a crise&#8221; e observou que &#8220;nem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+2" color="#000080">Toda Mídia</font></strong></p>
<p><strong>NELSON DE SÁ &#8211; <a href="mailto:nelson.sa@grupofolha.com.br">nelson.sa@grupofolha.com.br</a></strong><br />
<font style="background-color: #ffff99" size="4"><br />
</font>   <font size="5"><strong></strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="5"><strong><font style="background-color: #ffff99" size="4">Folha SP</font></strong></font></p>
<p> O francês <strong><a href="http://www.lemonde.fr/archives/article/2009/09/16/trois-grands-pays-emergents-le-bresil-la-chine-et-l-inde-ont-retrouve-la-croissance_1241180_0.html">&#8220;Le Monde&#8221;</a></strong> publicou, com eco nos <strong><a href="http://economia.uol.com.br/ultnot/bbc/2009/09/17/ult2283u2037.jhtm">portais</a></strong> brasileiros, que Lula estava certo ao &#8220;prever com ironia&#8221; que no Brasil o tsunami da crise não passaria de marolinha, &#8220;vaguelette&#8221;.<br />
O espanhol <strong><a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Brasil/derrota/crisis/elpepuint/20090918elpepuint_1/Tes">&#8220;El País&#8221;</a></strong> cravou o título &#8220;Brasil derrota a crise&#8221; e observou que &#8220;nem o proverbial otimismo de Lula foi capaz de prever recuperação tão rápida&#8221;.<br />
E o site <strong><a href="http://www.marketwatch.com/story/brazils-feeling-its-protein-2009-09-16">MarketWatch</a></strong>, do &#8220;Wall Street Journal&#8221;, postou uma longa análise sobre o avanço da JBS, da Petrobras, da Embraer, também da Bolsa e do PIB, citou até a Copa de 2014, para alertar que &#8220;os brasileiros estão chegando e eles estão comprando&#8221;. No título, &#8220;uma nação em marcha&#8221;.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">E VEM INVESTIMENTO</font></strong><br />
Ontem no <strong><a href="http://online.wsj.com/article/SB125319709396619709.html">&#8220;WSJ&#8221;</a></strong>, &#8220;Investimento externo global deve crescer em 2010&#8243;, segundo a Unctad, órgão de comércio e desenvolvimento da ONU. &#8220;Países em desenvolvimento estarão entre os mais beneficiados. Brasil, Rússia, Índia e China vão atrair parcela cada vez maior.<br />
Segundo o <strong><a href="http://www.valoronline.com.br/?online/brasil/5/5821836/brasil-sobe-4-posicoes-em-ranking-de-ide">Valor Online</a></strong>, já no levantamento de 2008, também divulgado ontem pela Unctad, &#8220;Brasil sobe quatro posições&#8221;, passando Alemanha e Japão.</p>
<p><strong>BOLSA TAMBÉM QUER</strong><br />
No mesmo <strong><a href="http://online.wsj.com/article/SB125314963713118307.html">&#8220;WSJ&#8221;</a></strong>, ontem, a breve reportagem &#8220;Bolsa do Brasil busca abrir as portas da região&#8221;, em acordos com congêneres nos países andinos Colômbia inclusive, mas não a Venezuela. Diz um diretor que o projeto é criar &#8220;um sistema de comércio com a Bovespa no centro&#8221;.</p>
<p><strong>&#8220;THE PARTY&#8217;S BACK&#8221;</strong><br />
A <strong><a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601013&amp;sid=aOlGZmwOoJSE">Bloomberg</a></strong> deu no fim do dia que um banco de investimento avalia, como a Unctad, que o Brasil &#8220;verá mais entradas&#8221; de investimento. Comenta diretor: &#8220;Investidores têm memória curta, todos pensam que a festa voltou&#8221;. Ontem, a Bovespa caiu, em <strong><a href="http://www.reuters.com/article/usDollarRpt/idUSN1722394420090917">&#8220;realização de lucros&#8221;</a></strong>.</p>
<hr noshade="noshade" size="1" />
<p><strong><font size="+1" color="#000080">&#8220;BÉLGICA, SAIA DA FRENTE&#8221;</font></strong><br />
Em editorial e reportagem, a <strong><a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14455617">&#8220;Economist&#8221;</a></strong> elogia fartamente a atual gestão do <strong><a href="http://www.economist.com/businessfinance/displaystory.cfm?story_id=14456879">FMI</a></strong>, que &#8220;Voltou dos mortos&#8221;, mas &#8220;ainda não está pronto para o futuro&#8221;.<br />
Saúda as contribuições financeiras de &#8220;potências em alta como China, Índia e Brasil&#8221;, mas sublinha, sob o enunciado &#8220;Move over, Belgium&#8221;, que persiste o desequilíbrio. &#8220;Países ricos, sobretudo da Europa, têm poder desproporcional&#8221; em relação aos mesmos emergentes. &#8220;A Bélgica tem mais votos que o Brasil&#8221;, alerta, cobrando a mudança no encontro do G20, nos EUA.(&#8230;)</p>
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		<title>Brasil atrai mais investimentos</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 17:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
País sobe de 14.º para 10.º destino preferido dos investidores, segundo levantamento da Unctad
Anne Warth e Francisco Carlos de Assis &#8211; O Estado SP
Ao contrário do que aconteceu no resto do mundo, o fluxo de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) para o Brasil aumentou 30,3% em 2008 na comparação com 2007, para US$ 45,1 bilhões. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/brasil-atrai-mais-investimentos/13425/" rel="attachment wp-att-13425" title="olhos.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/olhos.gif" alt="olhos.gif" align="left" /></a></p>
<p><font size="4"><strong>País sobe de 14.º para 10.º destino preferido dos investidores, segundo levantamento da Unctad</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Anne Warth e Francisco Carlos de Assis &#8211; O Estado SP</p>
<p>Ao contrário do que aconteceu no resto do mundo, o fluxo de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) para o Brasil aumentou 30,3% em 2008 na comparação com 2007, para US$ 45,1 bilhões. O País subiu quatro posições no ranking dos principais destinos de investimentos no ano passado, chegando ao 10º lugar, tornando-se a economia mais internacionalizada dos Brics, grupo de países emergentes que inclui também a Rússia, Índia e China.</p>
<p>No ano passado, o volume mundial de IED teve uma queda de 14,2%, para US$ 1,697 trilhão. Entre as economias desenvolvidas, o fluxo teve retração de 29,2%, para US$ 962,3 bilhões. O crescimento do investimento no Brasil superou a média dos países em desenvolvimento e dos países da América Latina. Para as economias em desenvolvimento, o fluxo de investimentos aumentou 17,3% para US$ 620,7 bilhões e, para a América Latina, o crescimento foi de 13,2% para US$ 144,4 bilhões.</p>
<p>A conclusão é do relatório sobre o volume de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mundo em 2008, elaborado pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) a partir de dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).</p>
<p>Na proporção entre o estoque de IED realizado e o Produto Interno Bruto (PIB) de cada país dos Brics, o Brasil apresentou a melhor relação, de 18,3%. Foi a primeira vez que o País superou a Rússia na atração de investimentos comparativamente ao seu PIB. A Rússia, que até então liderava esse ranking, recebeu a título de investimentos o equivalente a 12,7% do seu produto interno bruto em 2008. Os investimentos na Índia corresponderam à proporção de 9,9% de seu PIB e na China, de 8,7%. Segundo a Unctad, o fluxo de IED no mundo em relação ao PIB global é de 26,9%, o que indica que há um potencial de crescimento considerável para o Brasil e os demais Brics.</p>
<p>&#8220;Nunca a percepção do investidor estrangeiro foi tão positiva em relação ao Brasil quanto agora&#8221;, avalia o presidente da Sobeet, Luís Afonso Lima. De acordo com ele, essa melhora na avaliação dos estrangeiros deve-se aos bons fundamentos da economia brasileira, que se mantiveram sólidos mesmo em meio à crise econômica global. Ele citou como exemplos o controle da inflação, a política fiscal e, principalmente, o setor externo.</p>
<p>Essa visão das empresas estrangeiras em relação ao Brasil fez com que o País subisse da 14ª para a 10ª posição no ranking dos principais destinos de investimentos no ano passado. Economias sólidas como as da Alemanha, Canadá e Itália, por exemplo, perderam posições e ficaram atrás do Brasil em 2008. E de acordo com a Unctad, o Brasil deve melhorar ainda mais nesse ranking e atingir o 4º lugar até 2011.</p>
<p>Para Lima, o Brasil deve encerrar este ano recebendo um fluxo de US$ 25 bilhões. &#8220;O valor é menor que os dos dois últimos anos, mas superior aos de outros países, que estão caindo tanto ou mais que nós&#8221;, explicou o presidente da Sobeet.</p>
<p>Uma outra característica do Brasil ressaltada no estudo é que o aumento do IED em 2008 superou o crescimento dos investimentos das empresas nacionais no País, ao contrário do que ocorreu no restante do mundo. No Brasil, enquanto o IED aumentou 30,3% de 2007 para 2008, o investimento de empresas nacionais na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 13,8%. &#8220;Os outros estão vendo o Brasil com um olhar mais favorável que os próprios brasileiros e, além disso, para o resto do mundo, a previsão de crescimento não é tão boa&#8221;, analisou o presidente da Sobeet.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um ano depois, Brasil passa no teste e sai da crise maior do que entrou</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 19:12:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Para especialistas, avanço do País e de outros emergentes é uma das características do mundo pós-crise
Fernando Dantas &#8211; O Estado SP
 
O Brasil saiu da turbulência global maior do que entrou. Às vésperas do mês em que se completa um ano da crise iniciada com a concordata do Lehman Brothers, em 15 de setembro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Para especialistas, avanço do País e de outros emergentes é uma das características do mundo pós-crise</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Fernando Dantas &#8211; O Estado SP</p>
<p> <img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090830/img/4.1.imagem_lehman.jpg" align="left" /><br />
O Brasil saiu da turbulência global maior do que entrou. Às vésperas do mês em que se completa um ano da crise iniciada com a concordata do Lehman Brothers, em 15 de setembro, o otimismo com o País tornou-se consensual. &#8220;O fato de que o Brasil passou tão bem pela crise tinha mesmo de instilar confiança&#8221;, diz Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para Jim O&#8217;Neill, do Goldman Sachs, e criador da expressão Bric (o grupo de grandes países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China), &#8220;o Brasil passou por essa crise extremamente bem, e pode crescer a um ritmo de 5% nos próximos anos&#8221;.</p>
<p>O crescimento de importância do Brasil e de outras economias emergentes é uma das características do novo mundo surgido com a crise econômica. Para comentar essa e várias outras mudanças, o Estado ouviu oito grandes economistas estrangeiros e brasileiros: Rogoff; O&#8217;Neill; Barry Einchengreen, da Universidade de Berkeley; José Alexandre Scheinkman, de Princeton; Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio gestor do Gávea Investimentos; Edmar Bacha, consultor sênior do Itaú BBA e codiretor do Instituto de Estudo de Políticas Econômicas &#8211; Casa das Garças (Iepe/CdG); Affonso Celso Pastore, consultor e ex-presidente do BC; e Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.</p>
<p>Pastore observa que a recessão no Brasil foi curta, de apenas dois trimestres, comparada a quatro em países como Estados Unidos, Alemanha e França. Goldfajn nota que há os países que estão saindo da recessão no segundo trimestre e os que estão saindo no terceiro &#8211; o Brasil está entre os primeiros, com várias nações asiáticas. &#8220;Mesmo no primeiro trimestre, se olhar mês contra mês, há números fortes de crescimento no Brasil&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Para Goldfajn, a crise foi um teste de estresse para diversos países, no qual alguns passaram, outros não, alguns tiveram nota boa e outros nota ruim. &#8220;Acho que o Brasil tirou nota boa, e agora está todo mundo olhando e dizendo &#8216;esse cara é bom&#8217;&#8221;, diz Goldfajn.</p>
<p>Uma das principais razões para o sucesso do Brasil em enfrentar a crise, segundo Pastore, é que ela pegou o País com o regime macroeconômico adequado &#8211; câmbio flutuante, bom nível de reservas, inflação controlada, superávit primário, dívida pública desdolarizada e caindo em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB). Essa solidez combinou-se com o sistema financeiro capitalizado, pouco alavancado, que estava proibido pela regulação de operar com os ativos perigosos, como os títulos estruturados no mercado americano de hipotecas subprime. &#8220;Uma das lições da crise é que países que tinham uma abordagem equilibrada da regulação do mercado financeiro, como Brasil, Austrália, Canadá , não tiveram crise bancária&#8221;, diz O&#8217;Neill.</p>
<p>A política anticíclica, baseada em corte de impostos e ampliação de gastos públicos, também ajudou, embora esta segunda parte seja criticada pelos efeitos de médio prazo. Para Pastore, os aumentos do funcionalismo e do Bolsa-Família tiveram efeitos contracíclicos, mas &#8220;por coincidência&#8221;, já que foram decididos antes da crise. &#8220;O defeito é que, se fosse política contracíclica mesmo, teria de expandir gastos transitórios, e não permanentes.&#8221;</p>
<p>Para a maioria dos economistas, o aumento dos gastos públicos correntes reduz o espaço do investimento, e impede que o Brasil cresça a um ritmo ainda mais forte do que os 4% a 5% que estão sendo previstos. &#8220;Não é nem preciso dizer que há um monte de coisas que o Brasil poderia fazer para crescer mais rápido&#8221;, comenta Rogoff.</p>
<p>De qualquer forma, o sucesso diante da crise jogou o Brasil no radar dos investidores. &#8220;À medida que continuarmos a crescer mais que o mundo, é natural que o País receba um aporte muito grande de investimentos estrangeiros diretos&#8221;, diz Pastore, acrescentando que eles aumentaram, mesmo com recessão e queda de lucros nos países que sediam as empresas que investem no Brasil.</p>
<p>A contrapartida dos fluxos de capital é o câmbio valorizado e o déficit em conta corrente, o que significa que o mundo está financiando o Brasil para consumir muito (o que implica poupar pouco) e investir ao mesmo tempo. Segundo Goldfajn, os brasileiros serão um dos povos convocados, junto com os asiáticos, a preencher o espaço deixado pelo fim da exuberância do consumidor americano, atolado em dívidas e necessitado de reconstruir seu patrimônio.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/10/lula-marolinha.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/10/lula-marolinha.jpg" height="444" width="497" /></div>
<p><font size="5"><strong>&#8221;Não foi o fim do mundo que se prenunciava em dezembro&#8221;</strong></font></p>
<p>Reação global de governos impede crise pior; papel da China se torna vital para retomada</p>
<p style="background-color: #ffff99">Fernando Dantas &#8211; O Estado SP</p>
<p>A crise global não foi tão ruim quanto parecia no pior momento, entre o fim do último trimestre de 2008 e o primeiro de 2009. &#8220;Não foi o fim do mundo que se prenunciava em janeiro e dezembro, porque a reação dos governos foi do tamanho da crise&#8221;, diz Edmar Bacha, consultor sênior do Itaú BBA, comentando os maciços pacotes fiscais e a política monetária expansionista convencional (corte de juros) e não convencional (injeção de dinheiro na economia pela compra de títulos em poder do mercado) das principais economias do mundo.</p>
<p>Hoje, mesmo um observador relativamente pessimista, como Kenneth Rogoff, de Harvard, prevê que o mundo deve se estabilizar num crescimento em torno 4%, menos que o ritmo próximo de 5% dos anos anteriores à crise, mas já claramente fora da recessão. Ele ressalva que a atual recuperação &#8220;não é normal, com o sistema todo na UTI, o sistema bancário bancado pelo governo, e o mercado residencial se estabilizando apenas por causa dos grandes subsídios às hipotecas.&#8221;</p>
<p>Barry Eichengreen, da Universidade Berkeley, é outro que mostra ceticismo quanto ao vigor da recuperação mundial. &#8220;A mudança mais importante na economia pós-crise é o grande endividamento nos países industriais avançados, que tornará as finanças públicas restritivas, criando um ambiente inamistoso para o investimento, e que não é bom para o crescimento.&#8221; Ele se refere à necessidade que os governos dos países ricos terão de aumentar impostos e cortar gastos para contrabalançar o enorme crescimento da dívida pública na esteira dos grandes déficits fiscais da política contracíclica.</p>
<p>Um ponto crucial para sustentar a recuperação global é a capacidade da China de insuflar a demanda global. Para Rogoff, &#8220;a mudança número um do mundo pós-crise é que o consumidor americano, o combustível da economia mundial no último quarto de século, provavelmente será menos energético nos próximos cinco a dez anos.&#8221;</p>
<p>A grande questão, hoje, é saber se o recuo do superendividado consumidor americano pode ser compensado pelo avanço do consumo na China e em outros países emergentes asiáticos, e até no Brasil.</p>
<p>Para Rogoff, &#8220;a demanda dos mercados emergentes vai substituir a dos EUA, mas isso não acontecerá de um dia para o outro.&#8221; Essa mudança, ele continua, exige uma grande reestruturação da economia chinesa, que ainda está voltada para as exportações, e não para expandir o consumo interno.</p>
<p>Jim O&#8217;Neill, do Goldman Sachs, discorda: &#8220;Essa crise talvez tenha sido necessária, porque forçou a China a fazer uma transição para o crescimento puxada pela demanda interna. Isso era exatamente o que o mundo precisava para evitar a crise, e é o que mundo precisa para sair da crise.&#8221;</p>
<p>Para O&#8217;Neill, os dados da expansão de consumo da China são muito claros. As vendas de varejo saltaram 15,2% em julho e, nos últimos dois anos, convertidas em dólares, apresentam um avanço maior do que o recuo no consumo americano. Em relação ao setor externo, o economista inglês diz que tentou apostar recentemente, com membros da equipe econômica do governo britânico, que a China terá déficit comercial nos próximos dois anos. &#8220;Mas agora nós achamos que é possível que isso aconteça nos próximos 12 meses. Desde abril, o crescimento das importações chinesas é muito mais forte que o das exportações.&#8221;</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.rnnoticias.com.br/SPN/bancoimagem/Cultura/lula-e-marolinha-surf-obama.bmp" alt="http://www.rnnoticias.com.br/SPN/bancoimagem/Cultura/lula-e-marolinha-surf-obama.bmp" /></div>
<p><font size="5"><strong>Crise mudou mapa da globalização</strong></font></p>
<p>Mudança ocorreu tanto no comércio quanto nos investimentos e nas relações de poder de órgãos internacionais</p>
<p style="background-color: #ffff99">Jamil Chade &#8211; O Estado SP</p>
<p>Os fluxos de investimentos mudaram de direção, a China se transformou no maior exportador do planeta e organizações consideradas como pilares das decisões internacionais hoje são questionadas e até substituídas. Em 12 meses, a crise acelerou processos de profunda mudança na geografia da globalização e uma incipiente nova relação de poder entre países.</p>
<p>No campo comercial, a maior novidade foi a transformação da China na maior exportadora do mundo. Por uma margem mínima, superou a Alemanha, que liderava desde 2003. A China exportou US$ 521,7 bilhões em seis meses, ante US$ 521,6 bilhões da Alemanha. Os americanos estão na terceira colocação.</p>
<p>A China já vinha subindo no ranking mundial. Mas a crise na Europa acelerou sua nova posição. Em 2002, a China era a quinta maior exportadora, com vendas anuais de US$ 325 bilhões, US$ 200 bilhões abaixo do que o país vendeu apenas nos últimos seis meses. Em 1997, a China era apenas a 16ª maior exportadora, com US$ 24,5 bilhões em vendas.</p>
<p>Nos últimos anos, dezenas de medidas foram adotadas contra os produtos chineses, que são hoje os mais afetados por medidas restritivas. Uma delas foi adotada pelo Brasil no início do ano para barrar a entrada de produtos siderúrgicos.</p>
<p>A crise ainda redesenhou o mapa dos principais destinos das exportações de vários países, inclusive o do Brasil. Neste ano, a China superou os EUA como o principal comprador de bens brasileiros. Além disso, passou a ser o maior fornecedor de produtos à Europa, acabando com 50 anos de relação comercial privilegiada entre europeus e americanos.</p>
<p>Em junho, as importações americanas estavam 34,5% abaixo dos níveis de junho de 2008. No ano passado, os Estados Unidos foram os maiores importadores do planeta, consumindo mais de 12% de tudo o que o mundo exporta.</p>
<p>No setor de investimentos, a crise também mudou a estratégia de multinacionais e coloca os países emergentes no centro da internacionalização. Levantamento com mais de 240 multinacionais elaborado pela ONU deixou claro que não há um risco de &#8220;desglobalização&#8221; da produção. O processo de internacionalização será retomado, mesmo mais lentamente. E será direcionado de forma cada vez mais clara aos emergentes.</p>
<p>A pesquisa mostrou que as multinacionais continuarão a investir no exterior para a internacionalização de suas vendas, produção e compra de ativos. Tanto em países emergentes como nos ricos, o levantamento indica que a crise está dando um incentivo extra para as empresas buscarem novos mercados, além de novos locais de produção para reduzir custos.</p>
<p>A tendência de uma maior atenção aos emergentes já vinha ocorrendo nos últimos dez anos. Em 1998, os países em desenvolvimento tinham 8% dos fluxos de investimentos, ante 13% em 2007. A tendência é de que a taxa aumente até 2011.</p>
<p>A preferência será pela Ásia, pelo tamanho do mercado e acesso a trabalhadores mais baratos. Cinco dos 15 maiores destinos de investimentos estarão na Ásia até 2011. Os países que formam o Bric &#8211; Brasil, Rússia, Índia e China &#8211; ocupam agora quatro dos cinco primeiros lugares preferidos para investimentos até 2011 e dividem as preferências com os americanos.</p>
<p>Em termos gerais, porém, o mundo ainda verá uma queda de investimentos em 2009 de cerca de 50%, ante 2008. Os mais afetados serão os países ricos, com redução de 60%. Mas os emergentes mostrarão certa resistência, com queda de apenas 25%. Em 2008, o mundo já sofreu queda de 15% nos investimentos, depois de atingir recorde de US$ 1,9 trilhão em 2007.</p>
<p>Outro sinal de mudança no mapa da globalização é a iniciativa de alguns países de reduzir sua dependência em relação ao dólar e acelerar a compra de papéis emitidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A decisão de Brasil, China e Rússia de se tornarem credores do FMI promove uma pequena revolução no mercado. Parte da estratégia dos emergentes é mostrar que têm como ser credores e, portanto, têm direito a uma maior voz em entidades como o FMI e o Banco Mundial.</p>
<p>O debate sobre os grupos e instituições financeiras ainda deixa alguns na defensiva. É o caso de Angel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países ricos e por anos tentou atrair os emergentes. Para Gurría, o mundo passará a viver em nova relação entre instituições e diferentes grupos de países, como o G-8 ou o G-20. &#8220;Cada grupo precisa de seu espaço. Hoje, o mundo é das redes, do network. E assim é que podemos imaginar uma nova configuração de países.&#8221;</p>
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		<title>Risco-Brasil fica entre os menores</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 12:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Dívida externa: Spread brasileiro cai 19,6% e se consolida abaixo do mexicano e do russo
Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo &#8211; VALOR
O Brasil teve destaque entre os emergentes no mercado internacional de crédito no período pós-quebra da Lehman Brothers e se consolidou como o de menor prêmio de risco entre os países mais negociados. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Dívida externa: Spread brasileiro cai 19,6% e se consolida abaixo do mexicano e do russo</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O Brasil teve destaque entre os emergentes no mercado internacional de crédito no período pós-quebra da Lehman Brothers e se consolidou como o de menor prêmio de risco entre os países mais negociados. O risco-Brasil está 19,6% abaixo do que era um dia antes de estourar a fase mais aguda da crise, em 15 de setembro, na comparação com o aumento de 12,9% na média de 14 países do índice CDX.</p>
<p>&#8220;A despeito de todos os problemas e desafios, o Brasil é percebido como mais disciplinado e previsível&#8221;, diz Octavio de Barros, diretor do Departamento de Economia do Bradesco. &#8220;Mesmo o cenário eleitoral do ano que vem, ainda que possa suscitar alguma volatilidade mais adiante, não tira o sono de ninguém, pois o mercado não identifica incentivos a se andar para trás&#8221;, diz ele. No seu entender, o risco-Brasil tende a seguir uma trajetória de queda, fechando nos níveis de 100 pontos básicos no final deste ano, na comparação com os 124,915 pontos básicos na sexta-feira do prêmio do swap de crédito (CDS) de vencimento em cinco anos da dívida externa brasileira.</p>
<p>&#8220;A performance relativa do risco-Brasil foi excelente durante a crise, superando a dos demais emergentes, o que já esperávamos&#8221;, diz Daniel Tenengauzer, diretor-gerente e chefe de estratégia global para juros e moedas do Bank of America Merrill Lynch. &#8220;O que é surpreendente é que o risco-Brasil está agora mais baixo inclusive do que o spread do México&#8221;, afirma o estrategista.</p>
<p>Enquanto o risco-Brasil está em 124,915 pontos básicos, o spread de crédito do México está em 163,695 pontos básicos, apesar de a dívida externa do governo mexicano ter rating dois degraus acima da dívida do governo brasileiro pela Standard &amp; Poor&#8217;s e pela Fitch Ratings e três degraus acima pela Moody&#8217;s. De acordo com a Fitch e a S&amp;P, o Brasil tem a nota &#8220;BBB&#8221; para sua dívida externa, o primeiro degrau do grau de investimento. O México é &#8220;BBB+&#8221;. Já a Moody&#8217;s considera o Brasil ainda investimento especulativo e dá a nota &#8220;Ba1&#8243; para o país, na comparação com a classificação &#8220;Baa1&#8243; da dívida externa do México. Antes de a crise explodir, no dia 12 de setembro, o prêmio de risco do México era de 134,1 pontos básicos, na comparação com os 155,30 pontos do Brasil. Enquanto o risco-México subiu 22,1% desde então, o risco-Brasil teve queda de 19,6%.</p>
<p>&#8220;O Brasil foi um dos primeiros países a sair da recessão e as perspectivas de crescimento para o ano que vem são ainda mais animadoras, dado o ciclo de investimentos nas áreas de petróleo e gás&#8221;, diz Octavio de Barros, que prevê crescimento de 2,1% no Produto Interno Bruto no segundo trimestre de 2009 na comparação com o primeiro. No terceiro trimestre, haverá estabilidade e no quarto, novo crescimento de 2%, prevê.</p>
<p>Enquanto isso, o México, que tem uma economia mais dependente das importações dos Estados Unidos e menos diversificada, está em situação mais difícil, diz Ernesto Meyer, coordenador de financiamento para aquisições e operações sindicalizadas para a América Latina do BNP Paribas. O governo mexicano acaba de anunciar uma queda de 1,1% no PIB no segundo trimestre na comparação com o primeiro e um tombo de 10,3% na comparação com 2008, o maior em 25 anos.</p>
<p>A Rússia também tem rating melhor do que o Brasil &#8211; um degrau pela S&amp;P e pela Fitch Ratings e três degraus pela Moody&#8217;s, mas está com risco-país de 272,72 pontos básicos, mais do que o dobro do brasileiro. O PIB da Rússia também continuou em contração no segundo trimestre -tombo de 10,9% na comparação com o trimestre em 2008, o maior da história &#8211; e seu risco-país subiu 62,5% desde a quebra da Lehman Brothers.</p>
<p>A queda maior no prêmio de risco-Brasil na comparação com outros emergentes tem ajudado a derrubar ainda mais os spreads pagos &#8220;por uma elite de empresas brasileiras&#8221;, pois grande parte da liquidez antes destinada a outros países da América Latina foi direcionada para o Brasil, diz Meyer. Hoje, entre os latino-americanos, o Chile é o único que tem risco de crédito menor do que o do Brasil pelo CDS, de 81,9 pontos percentuais. Mas, apesar disso, segundo Meyer, as grandes empresas brasileiras já pagam menos do que qualquer empresa da região em empréstimos, inclusive as chilenas. A China tem prêmio de risco de 82,25 pontos, mas tem US$ 2,13 trilhões em reservas, contra US$ 213,956 bilhões do Brasil.</p>
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		<title>Participação do PIB do Brasil na AL deve crescer</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 13:16:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Conjuntura: Peso da economia do país na região aumentou 4,4 pontos percentuais entre os anos 2000 e 2008
Cibelle Bouças, de São Paulo &#8211; VALOR
Mesmo na crise, o Brasil segue a tendência verificada ao longo da década de aumento da participação sobre o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina, devendo encerrar a década com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.forumdesalternatives.org/PG/images/articles/cumbre_america_latina.jpg" alt="http://www.forumdesalternatives.org/PG/images/articles/cumbre_america_latina.jpg" align="right" /></p>
<p><font size="4"><strong>Conjuntura: Peso da economia do país na região aumentou 4,4 pontos percentuais entre os anos 2000 e 2008</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Cibelle Bouças, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Mesmo na crise, o Brasil segue a tendência verificada ao longo da década de aumento da participação sobre o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina, devendo encerrar a década com avanço de 5 pontos percentuais em sua participação na economia regional. Entre 2000 e 2008, o peso da economia brasileira na região cresceu 4,4 pontos percentuais, passando de 30,9% para 35,3%, conforme levantamento da Comissão Econômica para América Latina (Cepal).</p>
<p>Em 2009, segundo cálculo do BNP Paribas e do JP Morgan, a participação brasileira aumentará entre 0,6 e 0,7 ponto percentual e em 2010, terá incremento menor, de 0,1 a 0,3 ponto percentual. Vizinhos como Chile e Venezuela, que também ganharam importância na economia latino-americana, devem encerrar a década com avanços inferiores a dois pontos.</p>
<p>Em termos globais, a economia brasileira também deve apresentar resultados acima da média mundial, mas inferiores ao desempenho previsto para outros países emergentes. &#8220;As projeções para a economia brasileira são de queda no PIB de até 0,5%, que ainda é um desempenho positivo em comparação com outras economias. Esse resultado aumentará o peso relativo da economia brasileira na região&#8221;, avalia o representante da Cepal para América Latina, Renato Baumann. O organismo divulga na próxima semana as projeções de PIB para 2009.</p>
<p>Baumann ratifica as previsões já divulgadas por organismos como o Banco Mundial (Bird) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) de recuperação da economia global a partir do segundo semestre, mas em nível insuficiente para reverter a tendência de queda neste ano. O Bird projeta queda de 2,9% no PIB global em 2009 e expansão de 2% no próximo ano.</p>
<p>Para a América Latina, a previsão é de queda de 2,2% neste ano e alta de 2% no próximo. O Brasil, segundo o Bird, deve apresentar retração de 1,1% na economia em 2009 e expansão de 2,5% em 2010.</p>
<p>O BNP Paribas projeta para este ano queda de 1,2% no PIB brasileiro e de 2,7% na América Latina. &#8220;É uma das projeções mais pessimistas do mercado, porque o banco considera que haverá desaceleração do consumo no mercado interno por conta do aumento na taxa de desemprego. O banco também aposta em uma melhora na taxa de investimento e do setor de bens de capital apenas em 2010. Há quem espere uma recuperação já no quarto trimestre&#8221;, afirma o estrategista-chefe do BNP Paribas, Alexandre Lintz. Se for confirmado esse desempenho, o país encerrará o ano com 35,8% de participação no PIB regional, o que representa um avanço de 0,5 ponto percentual sobre a participação verificada no ano passado.</p>
<p>Para o Chile, que em 2008 representava 4,17% do PIB latino-americano, o banco prevê queda de 2% no PIB, levando a economia desse país a representar 4,17% da região. Para a Argentina, a previsão é de queda de 3,1% na economia e recuo na participação de 8,12% para 8,09%. O México terá a retração mais significativa da América Latina, com queda de 6,7% no PIB e redução da participação de 26,6% para 25,8%. &#8220;O ponto chave do desempenho econômico nos próximos trimestres será a recuperação da demanda doméstica. Países como o Chile e o México, cujas economias estão mais expostas, tendem a sofrer mais. Economias mais fechadas, como a brasileira, sofrerão menos&#8221;, afirma Lintz.</p>
<p>Outro diferencial apontado por Lintz que garantirá ao Brasil um desempenho acima da média é a capacidade do governo de estimular a economia. &#8220;A taxa de juros e os juros compulsórios são muito altos, as outras economias latino-americanas não têm tanta margem para baixar os juros e estimular o crescimento&#8221;, avalia. Outro ponto citado por ele é a possibilidade de o Brasil abrir mão de parte do superávit primário para investimento. No Chile, compara, o governo utilizou parte da poupança externa adquirida nos últimos anos com a expansão das exportações de commodities. &#8220;O Brasil fez a política anticíclica utilizando gastos correntes e não com fundo soberano, como foi feito no Chile.&#8221;</p>
<p>Para 2010, o BNP prevê expansão de 2,7% no PIB da América Latina, pouco acima dos 2,4% previstos para a economia global. O desempenho será puxado pelo crescimento do Brasil (3,5%), do Chile (3,2%), da Colômbia e do México (ambos com 3,1%). Argentina e Venezuela ainda registrarão quedas, de 1,5% e 2,7%, respectivamente.</p>
<p>Se tais estimativas forem confirmadas, a participação do Brasil no PIB da região chegará a 36,1% &#8211; avanço de 5,2 pontos percentuais na década. O Chile alcançará 4,24% de participação e também superará o nível de 2008 e o patamar do início da década, de 3,62%. O México ganhará peso na economia latino-americana, com participação de 26,07%, mas não recuperará o nível de 2008. Na década, perderá 4,47 pontos percentuais de participação no PIB regional. A Argentina ganhará participação, passando a representar 8,04% da economia da região (nível similar ao de 2008). Ainda assim, o país encerrará a década com perda de 5,6 pontos percentuais de participação.</p>
<p>O JP Morgan projeta para este ano queda de 1% do PIB brasileiro e de 2,9% na América Latina, com elevação da participação brasileira na economia da região para 35,9%. Para 2010, o banco projeta crescimento de 3,5% da economia brasileira e de 3,3% da economia latino-americana, elevando o peso do Brasil no PIB regional para 36,04%. Tanto o resultado brasileiro como o da região se manterão acima da média global. O JP Morgan prevê queda na economia global de 2,7% neste ano e incremento de 2,9% em 2010. &#8220;O resultado será superior à média global, mas inferior ao desempenho dos países emergentes, que devem crescer 5,2% no próximo ano, principalmente os países asiáticos&#8221;, estima o economista-chefe do JP Morgan, Fábio Akira.</p>
<p>Na sua avaliação, o fato de os preços internacionais das commodities haverem recuado menos do que se esperava durante a crise contribuiu para que o desempenho do Brasil e da América Latina se mantivesse acima da média mundial, já que a região é exportadora líquida de commodities.</p>
<p>Ainda de acordo com os cálculos do banco, a economia chilena registrará queda de 1,5% neste ano e crescimento de 3,2% em 2010, mantendo a mesma participação na economia da América Latina verificada no ano passado, de 4,2%. Na década, o ganho será de 0,58 ponto percentual. O México terá queda de 5,5% neste ano e expansão de 3,8% no próximo ano. A participação no PIB da América Latina ficará em 25,47%, abaixo dos 26,56% de 2008.</p>
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		<title>País avança no investimento estrangeiro global</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 12:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Participação do Brasil saiu de 1,9% para 2,4% do total no 1.º trimestre, segundo a Unctad
Márcia De Chiara e Paulo Justus &#8211; O Estado SP
O Brasil ampliou sua participação no total de Investimento Estrangeiro Direto (IED) mundial. No primeiro trimestre, o País absorveu 2,4% do investimento externo, ante 1,9% em igual período de 2007, apontam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/pais-avanca-no-investimento-estrangeiro-global/12269/" rel="attachment wp-att-12269" title="dinheiro_cifrao.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/dinheiro_cifrao.jpg" alt="dinheiro_cifrao.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p></a></p>
<p><strong>Participação do Brasil saiu de 1,9% para 2,4% do total no 1.º trimestre, segundo a Unctad</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara e Paulo Justus &#8211; O Estado SP</p>
<p>O Brasil ampliou sua participação no total de Investimento Estrangeiro Direto (IED) mundial. No primeiro trimestre, o País absorveu 2,4% do investimento externo, ante 1,9% em igual período de 2007, apontam os dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês).</p>
<p>A maior participação brasileira entre os destinos de investimentos está relacionada a uma nova ordem mundial, em que há menor disposição para investir nos Estados Unidos, o epicentro da crise financeira, observa o economista do Itaú-Unibanco Darwin Dib.</p>
<p>&#8220;Daqui para a frente, vamos viver um período em que os Estados Unidos vão ter de aumentar a sua poupança interna, porque haverá menor disponibilidade de recursos para serem aplicados no país&#8221;, observa.</p>
<p>Segundo o economista, isso provoca um rearranjo nos fluxos de capitais no mundo. O investimento, antes destinado para a economia americana, vai para países emergentes. Entre esses destinos, Dib diz que o Brasil se diferencia por ter mercado consumidor forte, política macroeconômica sustentável e ainda uma grande presença das commodities que, continuam bastante demandadas em nível mundial.</p>
<p>&#8220;A grande fatia do consumo, antes concentrada nos Estados Unidos, migra agora para os países emergentes&#8221;, afirma.</p>
<p>Um estudo da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) com base em dados da Unctad mostra que o Brasil se destaca na atração de investimentos estrangeiros pelo tamanho do mercado local e seu potencial de crescimento.</p>
<p>Nesses dois quesitos, sua pontuação está acima da média mundial. Em compensação, o País perde pontos nos quesitos alto custo de contratação da mão de obra e na falta de regulação para os investimentos. Além disso, os hábitos do consumo do brasileiro são ocidentais, o que dá mais segurança aos investidores dos países desenvolvidos para fazer grandes aportes de capital.</p>
<p>AQUISIÇÕES</p>
<p>Outro dado que reforça a tendência de avanço dos recursos externos no País é a sua presença nas aquisições de controle ou participação do capital da empresa presentes no País. Um levantamento feito pela PricewaterhouseCoopers, com base nas transações anunciadas, revela que a fatia do capital estrangeiro nos negócios aumentou neste ano. No primeiro semestre, o investimento estrangeiro teve participação de 39% dos negócios concluídos, ante 27% no fim do ano passado.</p>
<p>&#8220;No contexto de turbulência do fim do ano passado, a participação do capital estrangeiro diminuiu&#8221;, constata o sócio de Fusões e Aquisições da consultoria, Alexandre Pierantoni. Agora, com a perspectiva de recuperação da economia mundial e o fato de o Brasil ter se mostrado menos sensível à crise, os investimentos estrangeiros tendem a migrar para o País. Além disso, observa, há muitos setores que passam hoje por processo de consolidação.</p>
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