06/11/2009 - 15:43h Candidatura Ciro ao governo de São Paulo unificará o PT e reforçará a oposição aos tucanos no Estado. Ciro aceitará?

http://oglobo.globo.com/fotos/2009/10/06/06_MVG_ciro-gomes.jpg

Após uma tentativa vã de incentivar uma disputa no PT, abrindo um debate sobre o eventual candidato a vice, da eventual candidatura Ciro ao governo de SP -tentativa abandonada apenas esboçada-; a Folha SP tenta novamente hoje especular sobre o “efeito Ciro” nos rumos do PT no Estado.

Bastaria observar que os “Martistas” defensores da candidatura Ciro citados na matéria, apoiam a candidatura de Emídio, Prefeito de Osasco, como candidato do PT caso Ciro persista em disputar a presidência, para desmontar a idéia que a divergência entre “Martistas” esteja centrada em apoiar ou não Ciro Gomes ao governo estadual.

Vale lembrar também que a eventual candidatura Palocci ao governo foi posta na mesa pelo próprio presidente da República em conversa com o senador Mercadante e estampada na capa do Estadão e só recentemente o próprio Lula teria evoluído, pressionando Ciro em favor de uma aliança com o PT no plano estadual.

Para qualquer observador que conheça o PT é evidente hoje que, caso Ciro aceitar a sugestão lançada por Lula, o partido do presidente estará unido na aliança com Ciro e o PSB. Tanto é assim, que Emídio e Palocci, assim como Eduardo Suplicy, já indicaram publicamente que apoiam Lula nesta escolha e subordinam eventual candidatura à decisão do deputado do PSB que definirá sua escolha até março 2010.

A decisão está inteiramente nas mãos de Ciro e do PSB, este ultimo devendo escolher entre o apoio a Serra ou a aliança com a oposição aos demo-tucanos no Estado, ou seja o PT.

Agir para provocar está ruptura do PSB com Serra é o caminho para reforçar a candidatura Dilma e também para procurar derrotar o continuismo tucano no Estado. Se Ciro decidir ser candidato ao governo estadual o PSB passará a integrar a oposição e está aliança tem potencial de vencer o pleito estadual.

Ciro aceitará?

Caso ele aceite, alguém representativo no PT recusa essa aliança com Ciro como candidato? Ninguém.

Por isso a tentativa de provocar disputa interna sobre o assunto está fardada ao fracasso.

Caso Ciro persista na sua recusa a abandonar a candidatura a presidente, o PT deverá escolher um nome próprio para essa disputa. Nessa escolha o presidente também terá uma voz de peso, mas dificilmente existirá consenso no partido se o candidato não tiver o aval das principais lideranças no Estado, o que é o caso hoje com Palocci.

Poderá, aí sim, surgir disputa interna e até previa para definir o candidato. Mas isto é hoje só especulação.

De concreto, a candidatura Ciro ao governo estadual jogaria o PSB para uma aliança com o PT, unificaria a oposição aos demo-tucanos, alavancaria as candidaturas de Chalita e Mercadante ao Senado e permitirá à candidatura a deputada federal da Marta, eleger uma importante bancada do PT no parlamento.

O PT só tem a ganhar com esse desfecho das conversas para trazer Ciro para São Paulo.

A palavra está com Ciro.

Luis Favre

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“Efeito Ciro” implode grupo de Marta em SP

Parte da ala do PT ligada à ex-prefeita rejeita proposta de candidatura própria da sigla e trabalha por deputado do PSB para o governo

Intenção da ex-ministra de ver Antonio Palocci à frente da chapa que vai disputar o Palácio dos Bandeirantes divide seus simpatizantes

JOSÉ ALBERTO BOMBIG – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

O grupo político ligado à ex-prefeita Marta Suplicy, hegemônico no PT paulista há pelo menos seis anos, está próximo da dissolução por conta da disputa envolvendo a candidatura da sigla ao governo do Estado e dos planos da ex-prefeita de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2010.
Parte dos principais “martistas”, como são chamados internamente os apoiadores da ex-prefeita, se empenhou em pavimentar o caminho para que Ciro Gomes (PSB-CE) tenha o apoio do PT na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Marta, no entanto, trabalha por uma candidatura própria da sigla, de preferência a do deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que seria uma espécie de herdeiro natural, na visão da ex-prefeita, do comando de seu grupo.
No mês passado, Marta afirmou que Ciro “não tem nada a ver com São Paulo”.
Líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (SP), por exemplo, alega que Ciro poderia ajudar Dilma Rousseff (pré-candidata do PT ao Planalto) e concorrer com chances de vitória no Estado.
“É nessa medida, a de um palanque forte para a Dilma e de um nome forte junto ao eleitor, que a candidatura de Ciro Gomes ganha força”, diz Vaccarezza -que sempre foi identificado como um “martista”.
A posição de Vaccarezza é compartilhada internamente pelos também deputados federais José Mentor, Devanir Ribeiro e Jilmar Tatto, expoentes da gestão de Marta na Prefeitura de São Paulo (2001-2004).
Ao lado da ex-prefeita na defesa de Palocci como pré-candidato permaneceram Rui Falcão, líder do partido na Assembleia paulista, Antonio Donato, vereador na capital, e Carlos Zaratini, deputado federal, os três ex-secretários de Marta.
“Entendo que o PT deva apresentar uma candidatura própria aos aliados, e acho que o Palocci é nosso melhor nome, mas reconheço que hoje há um importante movimento pró-Ciro”, afirmou Donato.

Vaga aberta
Palocci se reuniu recentemente com seus correligionário em São Paulo e disse que não pretende se colocar como pré-candidato antes que Ciro decida qual eleição irá disputar -o Palácio do Planalto ou o Palácio dos Bandeirantes.
Na prática, isso significa que o PT ficará sem ter um nome para trabalhar eleitoralmente até o início do ano que vem, quando o deputado do PSB deverá tomar sua decisão.
A despeito da recusa de Palocci, seus correligionários vão inscrevê-lo como pré-candidato no diretório estadual.
Na avaliação dos que tentam convencer o deputado petista a entrar na disputa, uma eventual candidatura Ciro ao governo paulista poderá criar um novo polo de oposição ao PSDB no Estado, vaga hoje automaticamente ocupada pelo PT.
A outra opção anti-Ciro aventada no PT seria convencer Marta a concorrer novamente ao governo, mas a ex-prefeita já avisou o seu entorno que pretende se candidatar novamente a deputada federal.

29/08/2009 - 09:41h Palocci candidato? a última palavra será de Lula

Composição da chapa ao governo paulista depende do presidente Lula

Clarissa Oliveira – O Estado SP

Se optar de fato por se lançar na disputa pelo governo paulista, o deputado Antonio Palocci (SP) terá de acalmar alguns ânimos dentro do PT. Um dia após o ex-ministro da Fazenda se livrar no Supremo Tribunal Federal (STF) da denúncia pela quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, parte dos potenciais candidatos à vaga correu para desmontar a versão de que a chapa petista para o Palácio dos Bandeirantes está automaticamente definida.

Único petista a se colocar formalmente como alternativa para a corrida estadual, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, mudou o discurso que vinha fazendo nos últimos meses. Deixando de lado a tese de que abandonaria a candidatura em benefício de Palocci, ontem ele preferiu argumentar que vai buscar um entendimento. “Eu concordo que a decisão do Supremo recoloca o ministro Palocci no debate. Ele está novamente à disposição do partido. Mas isso não o torna automaticamente candidato”, disse Emidio. “Eu considero possível um entendimento, para evitar uma disputa. Mas não significa que meu apoio seja automático.”

Ontem, no círculo próximo ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o discurso também era de que a candidatura de Palocci não é certa. Nesse caso, a tese predominante era a de que o próprio Palocci não teria decidido seu futuro. Ele poderia, por exemplo, coordenar a campanha presidencial da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ou voltar a integrar o time de ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mercadante tem dito internamente que sua prioridade absoluta é se reeleger senador. Mas setores do PT têm defendido sua candidatura ao governo. Essa ideia, entretanto, é vista principalmente como forma de abrir espaço para que a ex-ministra Marta Suplicy se viabilize para o Senado.

Marta, por sua vez, preferiu se manter firme no apoio a Palocci. “Apoio sua candidatura ao governo do Estado, desde o primeiro momento”, afirmou a ex-ministra do Turismo. Segundo ela, Palocci tem um perfil capaz de “levar São Paulo a outro patamar de desenvolvimento e atração de investimentos”.

Ainda assim, Marta preferiu jogar para frente qualquer discussão sobre a formalização da candidatura. “Não vejo necessidade de uma decisão até fevereiro e março, pois nem sabemos ainda quem serão os adversários. Da minha parte, serei candidata à posição que mais ajudar a eleição da ministra Dilma à Presidência da República.”

Apesar das manifestações, é consenso no PT que a composição da chapa ao governo paulista só depende de Lula e de Palocci. Se o ex-ministro quiser ser candidato, dificilmente outro nome criará obstáculos. De qualquer forma, dizem petistas, a expectativa é de que Palocci adie a definição pelo menos até o início do ano que vem.

22/07/2009 - 11:21h Para VALOR, Lula quer ouvir as lideranças do PT-SP e gostaria de ver Palocci como o candidato

Lula defende que PT amplie leque de alianças em 2010

Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou ontem que o PT precisa compreender que para se manter no poder o partido precisa estar aberto a uma política de alianças mais ampla. A declaração do presidente foi quase uma antecipação do que será discutido entre Lula e a bancada paulista do partido em reunião que deve acontecer na noite de hoje durante um jantar em Brasília. “O PT tem 29 anos, tem maturidade suficiente para saber que, para chegar ao poder, é preciso ampliar o leque de alianças políticas”, disse o presidente o presidente da República.

O encontro, acertado entre o chefe de gabinete pessoal da presidência da República, Gilberto Carvalho, e o presidente do PT-SP, Edinho Silva, vai servir para Lula ouvir pessoalmente das lideranças petistas de São Paulo como está a disputa no Estado, onde ainda não estão definidos nem o nome do candidato do PT quanto de seu principal adversário, o PSDB.

Por enquanto, o PT não tem um nome forte para a sucessão em São Paulo. O único pré-candidato da legenda é o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, lançado por um grupo de deputados estaduais do PT e que tem participado de diversos eventos públicos de campanha. A seu favor, existe a imagem de experiência administrativa – é prefeito reeleito de Osasco – e conta com o apoio de boa parte da máquina partidária do Estado. Contra ele, pesa o fato de ser um nome pouco expressivo para uma disputa de tal envergadura.

A declaração de Lula deixa margem para uma aliança com o PSB, que poderá lançar a candidatura do deputado Ciro Gomes (CE). Ciro já estabeleceu domicílio eleitoral em São Paulo, um dos pré-requisitos para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Também decidiu que não concorrerá novamente a um mandato de deputado federal, por não ter se adaptado à “rotina legislativa”.

Mas o próprio Ciro, cuja candidatura ao governo do Estado vem sendo incentivada pelo pedetista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, não deixa claro qual será sua decisão. O pessebista lança sinais ambíguos, ora elogiando a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff – candidata do PT à presidente -, ora anunciando que deixará a disputa presidencial caso o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) vença as prévias e seja o candidato tucano à sucessão de Lula.

Um dos integrantes da cúpula do PT acha difícil qualquer decisão nesta primeira conversa entre Lula e a cúpula partidária. Alega que os pré-candidatos ainda não se colocaram de fato e não há certeza sobre a melhor alternativa para o PT neste momento: apresentar um nome próprio ou apoiar um aliado. O nome de Ciro não é totalmente refratário na legenda, mas o partido estuda outras opções. Lula gostaria de ver o deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) como o candidato do partido.

O empecilho, por enquanto, é o julgamento que Palocci terá enfrentar no Supremo Tribunal Federal, acusado de quebrar o sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa. Caso seja inocentado, Palocci se torna um dos favoritos para ser o candidato.

22/07/2009 - 11:06h Para Folha, Lula enquadra PT paulista. Executiva estadual defende candidatura própria

Lula enquadra PT paulista, e Alckmin recorre a Kassab

Presidente e governador tentam evitar rachas em seus partidos na sucessão no Estado

Lula vai discutir com petistas hipótese de Ciro ou Dr. Hélio liderarem chapa antitucanos; Alckmin ensaia aproximação com Kassab em evento hoje

JOSÉ ALBERTO BOMBIG E FERNANDO BARROS DE MELLO – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), decidiram entrar em ação para evitar possíveis rachas em seus partidos por conta da sucessão no Estado.
Lula discutirá com os pré-candidatos do PT ao governo paulista e com os líderes da sigla a hipótese de o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ou o prefeito de Campinas, Dr. Hélio dos Santos (PDT), liderarem uma chapa antitucanos no Estado em 2010.
Como contraposição ao movimento do Planalto, Serra avisou o PSDB, dividido entre as pré-candidaturas dos secretários Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) e Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil), que é preciso demonstrar união interna.
O resultado será o primeiro encontro público, sem a presença de Serra, entre Alckmin e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), principal entusiasta da pré-candidatura Aloysio. Os dois irão vistoriar hoje uma obra feita pelo Estado em parceria com o município.
Lula chegou a marcar uma reunião com os líderes do PT-SP hoje à noite em Brasília, mas, segundo um dos participantes, alegou problemas de agenda e cancelou o encontro. Uma nova data será agendada.
A Executiva estadual do PT-SP se reuniu ontem e deliberou que levará a Lula a posição do partido no Estado: candidatura própria a governador, o que significa um repúdio à alternativa Ciro Gomes, alimentada por aliados diretos do presidente.
Segundo a Folha apurou, Lula pedirá aos petistas paulistas que deixem de lado as rusgas históricas e se coloquem à disposição do Planalto para aceitar o que for melhor para a pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) a presidente em 2010.
Nesse caso, os paulistas tentarão convencer o presidente de que a ex-prefeita Marta Suplicy, o senador Aloizio Mercadante e o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, seriam os palanques “mais sólidos”, independentemente das chances de vitória nas urnas.

Fator Kassab
No PSDB, a avaliação é a de que a divisão está abrindo espaço para o PT e, sobretudo, para Ciro Gomes. Por conta disso, Alckmin busca uma aproximação com Kassab e o convidou para o evento de hoje, já que a Etec (escola técnica) que os dois vão vistoriar fica em um terreno da prefeitura.
Outro gesto do ex-governador foi feito em direção de Orestes Quércia, principal líder do PMDB-SP e outro entusiasta da pré-candidatura Aloysio.
Alckmin vem buscando um diálogo com Quércia para que ele sirva de “ponte” entre o tucano e Kassab, já que o PMDB está com o democrata na Prefeitura de São Paulo.

22/07/2009 - 11:00h Segundo Estadão, Lula quer que PT paulista desista de candidatura própria

Lula quer que PT paulista desista de candidatura própria

Presidente defende apoio a Ciro e cobra ‘responsabilidade’ do partido

Vera Rosa e Eugênia Lopes, BRASÍLIA – O Estado SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer agora que o PT desista de candidatura própria ao governo de São Paulo e apoie o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na campanha ao Palácio dos Bandeirantes. Sob o argumento de que o PT precisa fechar parcerias com outros partidos para fortalecer a candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Planalto, em 2010, Lula cobrou “responsabilidade” da sigla e deixou claro que tentará enquadrar os petistas. Após o recesso parlamentar, ele chamará deputados, senadores e dirigentes para uma conversa, em Brasília.

“O PT precisa ter responsabilidade e saber a força que tem em cada Estado”, disse o presidente. “Com 20 anos de história, o PT já deve ter aprendido que tem de fazer política de alianças para ganhar as eleições”, completou.

Lula já chegou a manifestar preferência pela candidatura do deputado Antonio Palocci (PT-SP) à sucessão do governador José Serra (PSDB), mas hoje acredita que essa opção é difícil de ser concretizada. Acusado de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci está à espera do julgamento do Supremo Tribunal Federal, que deve ocorrer em agosto, mas Lula avalia que, quanto mais se fala no assunto, mais o STF adia a decisão para não parecer pressionado pelo Planalto.

Mesmo confiando na absolvição de Palocci, o presidente tem dito, em conversas reservadas, que é melhor apostar em outra alternativa para não “queimar” o ex-ministro da Fazenda. Ele tem argumentado que considera Ciro “um bom nome”. O presidente sabe da resistência do PT a essa “solução” fora da seara petista, mas está disposto a convencer o partido. Havia até mesmo marcado um jantar para hoje com 15 petistas para tratar da sucessão paulista, mas cancelou o encontro depois que a notícia “vazou”.

A todos os interlocutores com quem conversou sobre o assunto até o momento, Lula listou vários argumentos sobre a conveniência do apoio a Ciro. Para ele, a composição do PT paulista com o ex-ministro da Integração Nacional resolveria vários problemas de uma só vez. Em primeiro lugar, tiraria Ciro do páreo presidencial e, em segundo, criaria uma candidatura com densidade em São Paulo, bombardeando o “ninho” tucano.

Estimulado pelo Planalto, Ciro admite desistir da candidatura à sucessão de Lula, trocando seu título eleitoral de Fortaleza para São Paulo. Paulista de Pindamonhangaba que construiu sua carreira política no Ceará – foi prefeito de Fortaleza (1988 a 1990) e governador do Estado (1991 a 1994) -, o deputado garante que não quer mais retornar à Câmara dos Deputados.

“Tem gente séria do PT falando comigo sobre a possibilidade de disputar o governo de São Paulo e estou avaliando isso”, contou. “Meus filhos moram em São Paulo.”

Ex-tucano, Ciro é adversário de Serra, que quer concorrer à cadeira de Lula, e amigo do governador de Minas, Aécio Neves, o outro pré-candidato do PSDB. O problema é que, apesar dos acenos feitos ao deputado por interlocutores de Lula, a maioria do PT paulista resiste à ideia de abrir mão da candidatura própria no maior colégio eleitoral do País.

Para completar, não há consenso entre as correntes petistas e os nomes mais conhecidos do partido sofreram desgaste político. No atual cenário, o grupo do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) quer lançar ao Bandeirantes o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, mas aliados da ex-prefeita Marta Suplicy também desejam que ela entre no páreo, caso Palocci não seja candidato.

Nenhuma das opções é vista com simpatia por Lula: Emidio é desconhecido e Marta perdeu duas eleições para a Prefeitura. Na outra ponta, a corrente petista Mensagem ao Partido, liderada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, aposta na pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad. Apesar de gostar do jovem Haddad, Lula avalia que ele não tem condições de dar um palanque forte para Dilma em São Paulo e nem de se contrapor ao PSDB.

21/07/2009 - 12:02h Lula convoca PT paulista para discutir sucessão estadual

Yan Boechat, de São Paulo – VALOR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a cúpula paulista do Partido dos Trabalhadores para discutir os rumos da sigla na disputa pelo governo de São Paulo. O encontro ocorrerá na noite desta quarta-feira em um jantar em Brasília, onde estarão presentes a bancada paulista do partido, as principais lideranças políticas da sigla no Estado e o prefeito de Osasco, Emídio Souza, pré-candidato do PT à sucessão do governador José Serra (PSDB). As convocações para o encontro foram feitas pelo presidente estadual do PT e ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, a pedido do próprio Lula.

Este será o primeiro encontro entre a cúpula paulista do partido e o presidente da República para tratar exclusivamente da sucessão no Estado, que segue indefinida. Lula vai ouvir pessoalmente os argumentos de uma boa parte do partido que defende a candidatura própria e o nome de Emídio, na presença do prefeito de Osasco, que vem fazendo campanha para se tornar o escolhido do PT na disputa estadual desde o início do ano.

Apesar de contar com o apoio de uma parcela considerável do partido em São Paulo – apenas quatro dos 19 deputados estaduais não o apoiam -, Emídio de Souza ainda está longe de ter seu nome definido como o candidato do PT. Em uma eleição estratégica para a manutenção do poder nacional, a definição do candidato ao governo do maior Estado da federação passa muito mais por Brasília do que pelo diretório do partido em São Paulo. “O tabuleiro de xadrez é outro, enquanto aqui nós vemos uma realidade estadual, lá o Lula vê o jogo de alianças nacional”, diz o prefeito de Osasco, resignado com o fato de apesar de ter o apoio da maior parte do partido ainda assim não ser o escolhido para a disputa no Estado.

No fim, o que contará será a decisão que for tomada pelo presidente da República. Será Lula quem dará a palavra final sobre quem vai enfrentar a hegemonia tucana de 14 anos em São Paulo. Lula queria o deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) como o candidato, mas o adiamento do julgamento do ex-ministro da Fazenda no Supremo Tribunal Federal obrigou o presidente a buscar uma nova opção. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) continua sendo uma das apostas de Lula, mas a indefinição por parte do próprio ex-governador cearense mantém o posto vago. “O cenário ainda está muito indefinido, há muitas variáveis em aberto”, diz Emídio.

É em cima exatamente de todas essas variáveis que a conversa entre Lula e a cúpula paulista do PT deve se concentrar na noite de amanhã. Sem um nome forte no Estado para disputar a eleição ao governo, o partido estaria aberto para, pela primeira vez nos últimos 20 anos, não ter um candidato próprio em prol de um projeto maior, a eleição da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff.

Aberto, porém relutante. A parcela que apoia Emídio vai defender que mesmo com Ciro saindo como candidato, o PT deve ter um nome próprio. Na avaliação de lideranças que estão ao lado do prefeito de Osasco, duas candidaturas de oposição ao PSDB poderiam levar as eleições para o segundo turno. “E se o candidato for o Aloisyo Nunes Ferreira, como achamos que será, a disputa fica mais aberta”, afirma um dirigente petista.

06/07/2009 - 11:03h Ciro pode se candidatar por São Paulo, mas não decidiu ainda a qual cargo

Muito longe ainda das eleições de 2010, as especulações sobre o pleito, particularmente no Estado de São Paulo, são isso: especulações.

No caso de Ciro, que não definiu sua posição, a especulação faz parte do debate mais geral sobre a candidatura a presidente da qual, por enquanto, não se afastou.

Pessoalmente vejo com bons olhos a possibilidade de Ciro ser candidato em São Paulo, mais ainda que, segundo o artigo do jornal VALOR, “Ciro não descarta participar da corrida ao Palácio dos Bandeirantes mesmo que o PT lance candidato próprio, caso os aliados avaliem que a participação de dois nomes da base de sustentação de Lula pode evitar a vitória de Alckmin no primeiro turno.”, foi o que eu defendi em A questão de Ciro em São Paulo: factóide ou opção?:

“A eleição presidencial sendo prioritária para os partidários da continuidade do governo Lula, tudo deveria estar subordinado no Estado de São Paulo a este objetivo. Ainda mais que aqui se concentra quase um quarto do eleitorado do país. Esta prioridade significa que o PT deve constituir suas chapas majoritárias com aqueles dirigentes experientes em disputas eleitorais de peso, com cacife eleitoral e isto concerne os cargos de governador e vice, assim como ao Senado e à Câmara federal para obter o melhor percentual possível na disputa nacional neste Estado. Ao mesmo tempo o PT deve sim, conversar com seus aliados para convence-los de lançar os nomes mais fortes e viáveis aqui, para forçar um segundo turno na disputa para governo do Estado.”

Essa hipótese me parece a mais adequada e, diria eu, a única realmente plausível no Estado, pois permitiria sim reforçar o campo da oposição aos demo-tucanos e talvez forçar um segundo turno. Já a substituição de um candidato próprio do PT por Ciro, nada acrescentaria ao potencial eleitoral da oposição e pouco reforçaria a votação de Dilma no Estado. LF

Raquel Ulhôa, de Brasília – VALOR

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) já tomou as primeiras providências necessárias a uma eventual troca de domicílio eleitoral de Fortaleza para São Paulo, abrindo caminho à possibilidade de disputar o governo do Estado, em uma estratégia de partidos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para enfrentar a hegemonia do PSDB.

O prazo final para a transferência é um ano antes das eleições, que serão realizadas no primeiro domingo outubro de 2010. No entanto, a residência mínima de três meses no novo endereço é requisito para a troca, segundo o Código Eleitoral. Para cumprir a exigência, Ciro já providenciou imóvel em seu nome, garantindo comprovante de residência. “Já deve ter conta de luz no meu nome”, disse na semana passada.

O cumprimento da formalidade legal não significa que a decisão esteja tomada. As conversas entre PT, “bloco de esquerda” (PSB, PDT e PC do B) e partidos aliados em São Paulo estão avançadas. Falta, ainda, uma conversa decisiva entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Eduardo Campos (Pernambuco), presidente nacional do PSB. Lula tem dado sinais de que apoia a candidatura Ciro por São Paulo, mas falta oficializar a decisão.

Ciro trabalha com a hipótese de transferir seu domicílio eleitoral dentro do prazo e deixar para depois a definição sobre a candidatura. Por São Paulo, ele poderá concorrer a qualquer cargo eletivo – até à Presidência da República, plano não totalmente abandonado.

No Ceará, governado por Cid Gomes (PSB), seu irmão, Ciro teria um leque menor de opções, pela regra de inelegibilidades. Segundo a Constituição (artigo 14), cônjuge e parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, de presidente da República, governador e prefeito são inelegíveis, no território de jurisdição do titular. Como exceção, a pessoa pode concorrer à reeleição, se já for titular de mandato eletivo.

Mantendo domicílio eleitoral no Ceará, portanto, Ciro poderia concorrer apenas a presidente e vice-presidente e à reeleição como deputado federal – alternativa que ele rejeita totalmente, “por falta de aptidão”. Em São Paulo, teria, além das anteriores, outras opções: governador, vice-governador, senador e até a deputado estadual.

Com relação à disputa para governador de São Paulo, o próprio Ciro mantém dúvidas. Diz que só concordará “se for para cumprir uma tarefa política”, com uma estratégia eleitoral definida. “Preciso compreender qual é o grande projeto em que isso se inscreve, adquire legalidade e naturalidade”, afirmou.

A ideia de Ciro disputar o governo paulista partiu do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical. Nasceu pela falta de nome competitivo da oposição ao governo José Serra (PSDB) para disputar com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano surge nas pesquisas com forte chance de eleição no primeiro turno.

Para avaliar as chances do deputado, aliados de São Paulo encomendaram ao Ibope pesquisa de opinião pública no Estado. Ciro aparece com 18%, mesmo percentual da petista Marta Suplicy, que não quer concorrer. Os outros nomes desse grupo (PT e bloquinho) ficam bem atrás. O prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), lançado por 15 dos 19 deputados estaduais do PT, aparece com 3%.

O lançamento de Emídio não suspendeu as negociações entre PT e aliados. Segundo o líder na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (SP), o partido apresenta o prefeito de Osasco, mas deve estar aberto a discutir as opções dos parceiros. “E ver qual o melhor nome para dar consistência a um programa de desenvolvimento, criação de emprego e geração de renda para o Estado, que cole São Paulo ao Brasil, rompendo com o núcleo que o governa há quase 15 anos”, disse.

Nesse contexto, Ciro “é visto com respeito pelo PT”, por sua história e compromisso com o projeto do governo Lula. De acordo com outros dirigentes nacionais do PT, o forte discurso do deputado cearense contra os tucanos pode “empolgar” a base do partido em São Paulo. Há, por outro lado, certo receio de seus “rompantes”. O PT já foi alvo de críticas do deputado.

Na sexta-feira, o Ibope divulgou nova pesquisa em que Ciro aparece com no máximo 12%, percentual menor do que os registrados na enquete encomendada por seus aliados. Isso ocorreu, segundo o deputado Márcio França (PSB-SP), lider do “bloquinho” na Câmara, porque nessa segunda pesquisa o nome de Ciro não aparece como única opção da frente antitucana. Ele é colocado como concorrente de Marta Suplicy (PT), Paulo Maluf (PP) e Paulinho da Força (PDT).

“Essa hipótese não existe”, diz França. Segundo ele, a articulação em curso pressupõe aliança dos partidos do “bloquinho” com PT, PP e PR, todos oposição a Serra. Analisando os percentuais obtidos por essas siglas na pesquisa, França calcula que o bloco da oposição poderá ter um percentual de largada de cerca de 40% – conseguindo equilíbrio com o bloco governista (PSDB, DEM, PMDB, PPS, PV e PTB).

O tempo de propaganda eleitoral na televisão será praticamente o mesmo para cada lado: dez minutos. Por enquanto, é tudo especulação. Mas o mais provável é haver dois grandes blocos na disputa pelo governo, segundo França. Numa eleição polarizada, a tendência é decisão no primeiro turno.

Ciro não descarta participar da corrida ao Palácio dos Bandeirantes mesmo que o PT lance candidato próprio, caso os aliados avaliem que a participação de dois nomes da base de sustentação de Lula pode evitar a vitória de Alckmin no primeiro turno.

A eventual candidatura em São Paulo tiraria Ciro da eleição para a Presidência da República, o que seria conveniente à campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). “Há uma conjunção de interesses. A negociação passa por uma estratégia nacional”, diz França.

Ciro tem consultado aliados e analisado os cenários à vista. De antemão, rebate argumentos de que ele é um “forasteiro”, já que nasceu em Pindamonhangaba (SP), terra de Alckmin, e tem família no Estado, onde sempre esteve presente durante seus 30 anos de carreira política – especialmente como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco durante quatro meses (1994).

Ex-prefeito de Fortaleza, ex-governador do Ceará, ex-ministro da Integração Nacional da Lula e duas vezes candidato a presidente, Ciro contabiliza também a seu favor os cerca de 3,5 milhões de nordestinos que vivem na capital paulista (27% do eleitorado da cidade).

O deputado não acredita que os ataques desferidos por ele contra a elite econômica de São Paulo prejudiquem uma eventual candidatura sua ao governo do Estado. “Eu cobro palestras a empresários. Eles me convidam e pagam. É um indicativo, no mínimo, de respeito.”

06/04/2009 - 11:01h O nome de Palocci é consenso no PT, mas já tem plano B

http://www.kaneoya.com.br/wordpress/images/lula_palocci.jpg

Petistas querem que Palocci ignore Supremo

 

Clarissa Oliveira – O Estado SP

 

Setores do PT empenhados em articular o nome do ex-ministro Antonio Palocci ao governo paulista em 2010 começaram a pôr em prática uma campanha para que ele admita o interesse em disputar e dê o sinal verde para os preparativos da corrida eleitoral. Preocupados em garantir seu próprio espaço nas negociações, petistas que endossam Palocci querem convencê-lo a ignorar o caso que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), pela quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa.O clima de ansiedade deve-se à avaliação de que, se o Supremo demorar demais a julgar o caso, aumenta o risco de perder espaço para outros interessados em disputar o Palácio dos Bandeirantes. O maior temor, entretanto, é o de que o ex-ministro simplesmente desista de concorrer.Palocci, conforme revelou o Estado, foi apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como seu favorito para a vaga, em conversa com o senador Aloizio Mercadante (SP) a bordo do Aerolula. O ex-ministro da Fazenda tem sido cauteloso. Em conversas com dirigentes petistas, diz que prefere não “provocar” ministros do STF.

A ideia de firmar o quanto antes o nome de Palocci vem ganhando força, por exemplo, em setores da corrente petista Novo Rumo para o PT, que reúne diversos parlamentares ligados à ex-ministra Marta Suplicy.

Palocci tornou-se a principal opção do time de Marta após a ex-ministra sair derrotada da eleição pela prefeitura paulistana. Preocupados em ter um candidato alinhado a seu grupo, martistas querem barrar o avanço de outros possíveis nomes, como o do ministro da Educação, Fernando Haddad.

“Palocci é o melhor nome. Não foi sequer aceita a denúncia contra ele. Não há nenhum motivo para ficar com essa expectativa”, diz o deputado Carlos Zarattini (SP), que coordenou a campanha de Marta em São Paulo. “Temos que colocar a campanha na rua.”

No fim de 2008, o STF chegou a incluir na pauta a análise da denúncia contra Palocci, mas adiou a votação. Na época, o presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, chegou dizer que decidiria se aceita a denúncia até fevereiro. Os meses se passaram e o assunto continua fora da pauta.

“O ministro Palocci tem condições de ser um aglutinador. Se demorar muito, vamos perdendo terreno”, observa o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP). Também membro da corrente, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), desconversa sobre as intenções de Palocci de concorrer. “Sou amigo pessoal do Palocci e nunca o ouvi dizer que é pré-candidato.”

FRASES

Carlos Zarattini
Deputado

“Palocci é o melhor nome. Não foi sequer aceita ainda a denúncia contra ele. Não há nenhum motivo para ficar com essa expectativa”

Devanir Ribeiro
Deputado

“Se demorar muito, vamos perdendo terreno”

Cândido Vaccarezza
Líder do PT Câmara

“Nunca o ouvi (Palocci) dizer que é pré-candidato”

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Prefeito de Osasco busca apoio

Visto como plano ‘B’, Emidio de Souza roda Estado

 

Clarissa Oliveira – O Estado SP

 

Enquanto o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci aguarda uma posição do Supremo Tribunal Federal (STF) para dar a largada nas articulações para 2010, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, não perde tempo. Citado corriqueiramente no PT paulista como “plano B” para o caso de a candidatura de Palocci naufragar, Emidio diz que está determinado a conseguir a cabeça de chapa. “Meu nome apareceu como alternativa e acho que está se transformando em plano A”, afirma o prefeito.

No PT desde a fundação do partido, no início dos anos 80, Emidio foi vereador e deputado estadual, antes de se eleger prefeito de Osasco pela primeira vez, em 2004. Em 2006, mesmo ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reelegeu, ele conseguiu renovar seu mandato.

Mostrando-se despreocupado em deixar o cargo no meio do mandato, se conseguir viabilizar a candidatura ao governo, ele já começou a rodar o Estado em busca de apoio. A prioridade, por enquanto, é conversar com dirigentes partidários e buscar apoio de prefeitos petistas.

Os encontros têm sido frequentes. Somente nas últimas semanas, Emidio encaixou em sua agenda visitas a Sorocaba e Campinas, e a vários municípios da Baixada Santista e da Grande São Paulo. Ele também tem conversado corriqueiramente com deputados estaduais e federais. Em todos os casos, aproveitou os encontros para articular sua pré-candidatura.

Aliado tradicional do deputado João Paulo Cunha (SP), Emidio é apontado por setores do PT como a principal carta na manga do parlamentar, para garantir seu espaço nas negociações para 2010. Até os que se dizem favoráveis ao nome do prefeito reconhecem que, fora de Osasco, ele é muito pouco conhecido do eleitorado.

Em resposta, Emidio investe na tese de que o fato de ser citado entre os cotados para a eleição deve-se justamente à dificuldade que o PT enfrenta para encontrar um candidato natural para a vaga. “O PT precisa de nomes novos”, diz Emidio. Marta Suplicy, que até o ano passado era apontada como provável integrante da disputa, saiu enfraquecida da eleição de 2008. Já o senador Aloizio Mercadante (SP), que concorreu em 2006, diz que a prioridade é renovar seu mandato.

Apesar de dizer que pretende trabalhar pela candidatura, Emidio nega qualquer plano de enfrentar Palocci numa eventual disputa interna do partido. Otimista, ele diz acreditar que o PT escolherá seu candidato para o Palácio dos Bandeirantes por consenso. “Esta escolha acontecerá sem prévia”, diz o prefeito. E a preferência por seu nome, diz, virá com o aval do presidente Lula.

24/03/2009 - 10:02h Mercadante: “PT está unificado com Dilma”



TV Estadão | 23.3.2009

Em entrevista aos jornalistas Roberto Godoy e Clarissa Oliveira, o senador falou sobre a eventual candidatura de Palocci ao Governo de SP e o plano para reverter royalties do pré-sal para a educação