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	<title>Blog do Favre &#187; empresas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Petrobrás tem o 2º maior lucro das Américas</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:42:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Empresa fica atrás apenas da ExxonMobil; a Vale está em 22.º lugar na lista, dominada por grupos dos EUA
 

Nicola Pamplona, RIO &#8211; O Estado SP
A Petrobrás teve o segundo maior lucro trimestral entre todas as empresas de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos. Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, o resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Empresa fica atrás apenas da ExxonMobil; a Vale está em 22.º lugar na lista, dominada por grupos dos EUA</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="../wp-content/uploads/2008/08/plataforma-petrol.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/plataforma-petrol.jpg" width="556" height="370" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Nicola Pamplona, RIO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A Petrobrás teve o segundo maior lucro trimestral entre todas as empresas de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos. Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, o resultado do terceiro trimestre, divulgado na semana passada, ficou atrás apenas dos números apresentados pela gigante americana ExxonMobil. Mesmo assim, com pequena diferença: US$ 4,107 bilhões da Petrobrás, ante US$ 4,730 bilhões da Exxon.</p>
<p>A lista dos 25 maiores lucros ainda inclui a brasileira Vale, que anunciou ganhos de US$ 1,689 bilhão no terceiro trimestre, ficando em 22º lugar. As demais empresas são todas americanas. Mesmo amargando uma queda considerável nos ganhos este ano, o setor de petróleo ocupa as três primeiras posições: no terceiro lugar, atrás de Exxon e Petrobrás, vem a Chevron, que teve lucro de US$ 3,831 bilhões.</p>
<p>As petroleiras sofreram com uma queda brusca no preço do petróleo, que chegou a ultrapassar os US$ 140 por barril em julho, mas fechou o terceiro trimestre de 2009 a uma cotação média de US$ 68 por barril, valor 41% menor do que o registrado no mesmo período de 2008.</p>
<p>Tal cenário levou o lucro das principais empresas do setor a despencar. A Exxon, por exemplo anunciou uma queda de 68% com relação ao terceiro trimestre de 2008. Já o lucro da Chevron caiu 41%.</p>
<p>No caso da Petrobrás, a queda foi bem inferior, de 26%, e mesmo assim com forte impacto de um acordo fechado com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para o pagamento de R$ 2 bilhões a título de recálculo da participação especial do campo de Marlim, o maior do País. Na entrevista de divulgação do balanço, o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, disse que, sem o pagamento, a redução no lucro seria menor, de apenas 11%.</p>
<p>A principal diferença, dizem analistas, é que a Petrobrás tem a maior parte de sua receita proveniente do mercado interno, cujos preços não oscilam tanto quanto no mercado internacional. De fato, no terceiro trimestre, a cesta de combustíveis da Petrobrás custava R$ 162,96 por barril, enquanto o valor americano foi de R$ 121,62 por barril. A estatal tem mantido seus preços acima das cotações internacionais há mais de um ano.</p>
<p>A lista elaborada pela Economática considera a cotação do dólar Ptax de 30 de setembro (R$ 1,91), o que contribui para o bom desempenho da Petrobrás. Na moeda brasileira, o lucro da Petrobrás foi de R$ 7,3 bilhões. A primeira empresa não petroleira do ranking é o banco JP Morgan Chase, com lucro de US$ 3,588 bilhões. A Microsoft vem em quinto lugar (US$ 3,574 bilhões).</p>
<p><strong>AMÉRICA LATINA</strong></p>
<p>Dentre as empresas sediadas apenas em países latino-americanos, a Petrobrás ocupa a primeira posição em lucro no terceiro trimestre, com resultado 143% superior ao da Vale, segunda colocada.</p>
<p>Nesta lista, 15 empresas são brasileiras e cinco mexicanas &#8211; incluindo a terceira colocada, a America Movil. O Itaú Unibanco, resultado de fusão ocorrida neste ano, está em quarto lugar. Na sequência vêm Banco do Brasil, Bradesco, AmBev, CSN, Itaúsa e Braskem.</p>
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		<title>Contagem regressiva para novo recorde</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 17:13:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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Negócios &#38; Cia &#8211; O Globo
Nem o mais otimista dos executivos ousou prever que a indústria automobilística brasileira terminaria 2009 com novo recorde histórico. A julgar pelo comportamento das vendas na 1a semana de novembro, o setor terá ultrapassado, antes do fim do mês, o recorde de 2.820.381 de veículos emplacados de 2008. Até domingo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" alt="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Negócios &amp; Cia &#8211; O Globo</span></h2>
<p>Nem o mais otimista dos executivos ousou prever que a indústria automobilística brasileira terminaria 2009 com novo recorde histórico. A julgar pelo comportamento das vendas na 1a semana de novembro, o setor terá ultrapassado, antes do fim do mês, o recorde de 2.820.381 de veículos emplacados de 2008. Até domingo, o número estava em 2.492.824, 6% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Poucos segmentos da economia, incluindo o próprio PIB, crescerão num ritmo tão forte. A previsão é fechar dezembro com 3,1 milhões de unidades. O setor começou 2009 nocauteado pela escassez do crédito.</p>
<p>Reagiu após um empurrão do governo, que reduziu o IPI e levou consumidores de volta às concessionárias. O benefício começou a ser retirado em outubro, com a gradual elevação das alíquotas até dezembro.</p>
<p>Mês passado, foram emplacados 294.466 veículos; em setembro, 308.718.</p>
<p>Este mês, a estimativa é de 280 mil. É um ótimo número, levando-se em conta que um modelo 1.0 já está pagando 3% de IPI, contra 1,5% em outubro e zero no mês anterior. As montadoras, em geral, estão operando em dois turnos para dar conta da demanda, que só não está melhor em razão da queda nas exportações. Em 2008, até a crise explodir, operavam em três turnos. Por isso, o nível de emprego não retornou ao nível anterior. Infelizmente, vai demorar a chegar lá.</p>
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		<title>País cresce a 9% ao ano no 3º trimestre</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Consultorias atribuem taxa chinesa à recomposição de estoques e dizem que ritmo de crescimento vai cair




Márcia de Chiara &#8211; O Estado SP
A economia brasileira cresceu no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês, com taxa anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) beirando 9%, apontam as projeções de várias consultorias independentes. O número oficial do desempenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Consultorias atribuem taxa chinesa à recomposição de estoques e dizem que ritmo de crescimento vai cair</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.acemprol.com/download/file.php?id=9524" alt="http://www.acemprol.com/download/file.php?id=9524" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Márcia de Chiara &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A economia brasileira cresceu no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês, com taxa anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) beirando 9%, apontam as projeções de várias consultorias independentes. O número oficial do desempenho do PIB do terceiro trimestre, medido pelo IBGE, será conhecido em 10 de dezembro. Para este trimestre, no entanto, a perspectiva é de arrefecimento do crescimento para uma taxa anualizada em torno de 6%.</p>
<p>&#8220;A taxa marginal de crescimento de 2,1% do PIB do terceiro trimestre que, anualizada, corresponde a 8,7%, não deve se repetir no quarto trimestre&#8221;, prevê o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Segundo ele, o PIB do terceiro trimestre foi &#8220;inflado&#8221; pelo ajuste dos estoques.</p>
<p>Após a brusca freada na produção industrial no fim de 2008, os empresários da indústria não acreditavam numa recuperação tão rápida e cortaram a oferta. Passaram dois trimestres enxugando estoques. Mas, a partir do segundo trimestre, a economia começou a reagir.</p>
<p>No terceiro trimestre, diz Borges, a produção foi fortemente acelerada para recompor os estoques que eram, em alguns setores, insuficientes para atender à demanda. &#8220;Houve problemas de abastecimento nos eletrodomésticos da linha branca e nos carros, ambos setores que tiveram corte de impostos para incentivar as vendas&#8221;, lembra.</p>
<p>Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, também projeta desaceleração de crescimento do PIB de 9% anualizado no terceiro trimestre para algo em torno de 6% neste trimestre. Ele atribui esse movimento à recomposição dos estoques queimados no primeiro semestre. Maurício Molon, economista-chefe do Banco Santander, acrescenta outro fator que está contribuindo para diminuir o ritmo de crescimento do PIB neste trimestre: o aumento das importações, favorecidas pelo dólar baixo. &#8220;O setor externo vai roubar o crescimento da economia.&#8221;</p>
<p>Além do aumento das importações, Bernardo Wjuniski, economista da Tendências Consultoria Integrada, acrescenta que a exportação ainda levará algum tempo para se recuperar plenamente. Esse é mais um fator que tira o ímpeto do crescimento nos próximos meses, já que a arrancada no terceiro trimestre resultou de um ajuste de estoques para cima, puxado pelo mercado interno.</p>
<p>Para 2010, as projeções das consultorias para o crescimento do PIB vão de 3,7% a 5,6%, sem pressões inflacionárias. &#8220;A inflação corrente é baixa e há ociosidade na indústria&#8221;, diz Silveira. Wjuniski acredita que o cenário é benigno para a inflação em 2010 e as pressões de preços podem ocorrer em 2011. Nas suas previsões, a produção industrial deve fechar 2009 com queda de 8% e crescer 8,7% em 2010.</p>
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		<title>Proibido para mulheres</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 16:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Não há executivas na presidência das cem maiores empresas do país
Machismo e preocupação com a família são alguns dos problemas que impedem as mulheres de obter um cargo mais alto, dizem estudiosos

Caio Guatelli/Folha Imagem

Luciana Medeiros von Adamek, diretora da área de consultoria da Pricewaterhouse Coopers e coordenadora do IbefMulher, diz que agora as mulheres estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong>Não há executivas na presidência das cem maiores empresas do país</strong></span></p>
<p><strong>Machismo e preocupação com a família são alguns dos problemas que impedem as mulheres de obter um cargo mais alto, dizem estudiosos</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-small;">Caio Guatelli/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b0811200901.jpg" border="0" alt="" /><br />
Luciana Medeiros von Adamek, diretora da área de consultoria da Pricewaterhouse Coopers e coordenadora do IbefMulher, diz que agora as mulheres estão subindo mais alto no setor financeiro</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>DENYSE GODOY &#8211; FOLHA SP</strong></span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>As cem maiores empresas do  Brasil ostentam números impressionantes: US$ 552 bilhões  em vendas, US$ 30 bilhões de  lucro, 1,236 milhão de funcionários em 2008. E nenhuma  mulher na presidência, segundo levantamento da <strong>Folha</strong> realizado a partir dos cálculos da  Fipecafi (Fundação Instituto  de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) para o  anuário &#8220;Melhores &amp; Maiores&#8221;,  da revista &#8220;Exame&#8221;.<br />
Nos EUA, entre as cem maiores companhias pelo ranking  da revista &#8220;Fortune&#8221;, há seis  mulheres na presidência.<br />
Como entraram no mercado  de trabalho mais tarde do que  os homens e há apenas cerca de  20 anos ingressaram na vida  executiva, é natural que levem  ainda um certo tempo para alcançar o topo da carreira, de  acordo com os especialistas.  Mas outras questões culturais  explicam uma diferença tão  gritante de mobilidade profissional entre os sexos no Brasil.<br />
O primeiro freio à ascensão  das mulheres nas grandes corporações é o machismo. Antes,  a ideia por trás do prejulgamento era a de que elas possuíam conhecimento técnico  inferior ao dos homens. Entretanto, seu desempenho acadêmico já não dá brecha a esse  pensamento: na graduação,  elas costumam até levar vantagem porque amadurecem mais  rapidamente; na pós, apresentam resultados tão bons quanto os dos seus colegas.<br />
Outra alegação para que sejam preteridas nas promoções  aos cargos mais altos na hierarquia é o temor de que não consigam suportar a pressão, a  qual só faz aumentar conforme  se avança na escalada.<br />
No meio do caminho, problemas políticos atrapalham.  &#8220;Existem conflitos éticos -os  que dizem respeito à corrupção, por exemplo- que as mulheres têm menos estômago  para administrar&#8221;, diz Ana  Cristina Limongi França, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão de  Qualidade de Vida no Trabalho  da FIA (Fundação Instituto de  Administração).<br />
Conforme os anos passam, as  questões pessoais também começam a pesar, porque a responsabilidade de cuidar da família recai sobre elas. É preciso  tomar decisões sobre a maternidade e pensar nos pais, que  estão envelhecendo.<br />
&#8220;Aí entra a questão fundamental da escolha da mulher&#8221;,  afirma Carmem Migueles, professora de sociologia das organizações da Fundação Dom  Cabral. &#8220;As posições de diretoria e presidência são pesadas,  acabam exigindo um grande  sacrifício da qualidade de vida.  Então, a executiva decide que  não vai entrar nesse jogo maluco de tudo ou nada por causa de  um posto. Não quer se matar  para trabalhar.&#8221;<br />
Para a professora, &#8220;os homens se deixam seduzir por essas coisas, acabam com a sua  vida, e, depois, sentem as consequências: sofrem de problemas de estômago, enxaqueca,  pressão alta. Para quê? E,  quando estão perto de se aposentar, ainda sentem um vazio,  pois o cargo é quase a sua identidade, enquanto as mulheres  desenvolvem outras facetas e  possibilidades. Elas não querem chegar aos 60 anos presidentes de empresas mas com  seus relacionamentos -com o  marido e os filhos- falidos,  porque percebem que não vale  a pena&#8221;.</p>
<p><strong>Talentos<br />
</strong> Ao contrário do que o preconceito induz a pensar, ter  múltiplas funções -mãe, filha,  mulher, dona de casa- não  atrapalha a atuação profissional feminina, ressaltam os estudiosos. Essa versatilidade é  transportada para o local de  trabalho, daí a sua facilidade  em executar muitas tarefas ao  mesmo tempo. Adicionalmente, lhes confere um perfil conciliador de liderança, que as faz  administrar as equipes sempre  tendo em vista os interesses de  todos os envolvidos.<br />
Para José Tolovi Junior,  CEO global da consultoria  Great Place to Work Institute,  &#8220;a percepção de que a diversidade é positiva para os negócios&#8221; vai estimular as empresas  a receberem melhor as mulheres em todos os níveis.<br />
&#8220;Elas têm um outro tipo de  inteligência, e, quanto maior o  leque de opiniões sobre determinado problema, maior a  chance de encontrar a resposta  adequada&#8221;, destaca.<br />
Regina Madalozzo, professora do Insper, se diz otimista  com as perspectivas. &#8220;Não podemos imaginar uma mudança  radical no topo da hierarquia  em cinco anos, pois uma transformação cultural é demorada.  Grande parte da responsabilidade por essa mudança está nas  mãos das próprias mulheres.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A &#8220;gestão&#8221; tucana e o ambiente para os negócios</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 14:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[burocracia]]></category>
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		<description><![CDATA[Na campanha eleitoral de 2004, José Serra acusava a administração municipal de Marta, por emperrar os negócios e as empresas em São Paulo, com excesso de burocracia. Já na época a principal responsabilidade recaía sobre o governo estadual e sua burocracia, administrada pelo PSDB. 
Hoje, após 14 anos de governo tucano no Estado e quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Na campanha eleitoral de 2004, José Serra acusava a administração municipal de Marta, por emperrar os negócios e as empresas em São Paulo, com excesso de burocracia. Já na época a principal responsabilidade recaía sobre o governo estadual e sua burocracia, administrada pelo PSDB. </em></p>
<p><em>Hoje, após 14 anos de governo tucano no Estado e quase 6 anos na prefeitura, a situação só piora. </em></p>
<p><em>Segundo o artigo do <strong>Estadão</strong>, &#8220;</em>o governo paulista tem consciência do problema<em>&#8220;, ah bom&#8230; LF</em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;">***</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Burocracia emperra negócios em SP</strong></span></p>
<p>Distrito Federal, Amazonas e Minas lideram ranking de melhor ambiente para negócios, enquanto SP aparece em 11º lugar</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renée Pereira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O excesso de burocracia tem castigado os investidores que decidem fazer negócios em São Paulo, a principal economia do Brasil. Hoje, é mais fácil tirar um projeto do papel na Bahia, no Maranhão, em Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul do que em território paulista, mostra levantamento da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), com base em dados do Banco Mundial.</p>
<p>No ranking geral, o Estado ocupa apenas a 11ª posição no quesito melhor ambiente de negócios, que considera tempo e custo de abertura de empresa e registro de propriedade e garantias, além de procedimentos para recolhimento de impostos, carga tributária e cumprimento de contratos. As três primeiras posições são do Distrito Federal, Amazonas e Minas Gerais (onde é mais rápido abrir uma empresa no Brasil).</p>
<p>&#8220;Apesar das várias medidas que começam a ser tomadas, São Paulo ainda é um Estado muito burocrático&#8221;, avalia o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. Na opinião dele, por causa da melhor infraestrutura em relação ao resto do País, São Paulo se esforça pouco para atrair investimentos. &#8220;Nos demais locais, a necessidade de capital novo tem incentivado a simplificação dos processos para ganhar competitividade.&#8221;</p>
<p>Um dos principais pontos fracos do Estado é a demora na abertura de empresas, três vezes maior que a média nacional. O advogado José Samurai Saiani, do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice, conta que recentemente gastou seis meses na montagem de uma indústria automotiva no Estado para um investidor europeu. &#8220;Eles ficam incrédulos com a burocracia e a falta de conexão entre os órgãos públicos.&#8221;</p>
<p>Na avaliação dele, mais complicado que conseguir o CNPJ e a Inscrição Estadual é obter licenças de instalação e operação das empresas. Isso porque há uma sobreposição de avaliações entre as esferas municipal, estadual e federal. &#8220;E nem sempre há consenso entre os órgãos. Por isso, alguns processos se arrastam por um ano.&#8221;</p>
<p>A advogada Eleonora Altruda de Faria, da Advocacia Celso Botelho de Moraes, teve de recorrer à Justiça para fazer um registro de mudança societária na Junta Comercial de São Paulo. &#8220;Eles pediam documentos que não tinham nenhuma relação com o processo. Levamos três meses para efetuar o registro. Isso depois de conseguir uma liminar.&#8221;</p>
<p>O governo paulista tem consciência do problema. Exemplo disso é que lançou o Programa Estadual de Desburocratização (PED) para reduzir os prazos de abertura de empresas e concessão de licenças. Até o fim do ano, a expectativa é lançar o Sistema Integrado de Licenciamento (SIL), que unificará os processos.</p>
<p>&#8220;No caso de atividade de baixo risco, o empreendedor receberá um alvará provisório enquanto as vistorias não são feitas dentro de, no máximo, seis meses&#8221;, diz o secretário do Emprego e Relação do Trabalho de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Ele afirma que o governo trabalha na criação de um Poupatempo para pessoa jurídica. A intenção é permitir que requerimentos sejam feitos via internet, possibilitando a abertura de empresa em 15 dias.</p>
<p>Responsável por mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do País, São Paulo ajuda a puxar para baixo a posição brasileira no ranking dos mais burocráticos do mundo. No último relatório Doing Business, do Banco Mundial, o Brasil aparece em 129º lugar &#8211; dois a mais que na pesquisa anterior.</p>
<p>&#8220;A burocracia é uma epidemia nacional. Está no DNA do País&#8221;, critica o presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), André Franco Montoro Filho.</p>
<p>Para ele, um dos principais problemas está na burocracia tributária, que eleva a informalidade da economia e aumenta a sonegação. Isso sem contar a complexidade no recolhimento dos impostos. De acordo com o levantamento da Fiesp, entre 13 Estados, Minas Gerais e São Paulo impõem maior dificuldade para o pagamento dos tributos. A Bahia tem o melhor sistema para recolher tributos, ao lado de Rondônia e Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Em recente evento, Jorge Gerdau, presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, contou que sua empresa conta com 200 pessoas no Brasil para controlar a área tributária, enquanto no Canadá precisa de apenas &#8220;meia pessoa&#8221; para a mesma função.</p>
<p>Tudo isso provoca um gasto adicional equivalente a 5% do PIB, conforme cálculos do próprio governo federal. &#8220;Os estrangeiros estão muito interessados em investir no Brasil, mas reclamam muito da burocracia e da carga tributária&#8221;, destaca a advogada Eleonora.</p>
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		<title>CEOs e diretores de bancos disputam lugares para ouvir Lula em seminário organizado pelos jornais &#8220;Financial Times&#8221; e Valor Econômico, em Londres</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Lula foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais
Investidores e governo mostram entusiasmo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span id="ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent"><img id="Photo4201" class="aligncenter" src="http://dn.sapo.pt/storage/ng1213690.jpg?type=big&amp;pos=0" alt="Lula 'vende' Brasil aos investidores e à Rainha" width="420" /></span><span style="font-size: x-large;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Lula foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Investidores e governo mostram entusiasmo com a economia</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">de Londres &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A alta superior a 130% da bolsa paulista em dólares neste ano e a agressiva entrada de dólares que mantêm o real sobrevalorizado em pelo menos 50% são os sinais mais evidentes do clima de entusiasmo com o Brasil que tomou conta dos investidores. Em seminário organizado em Londres pelos jornais &#8220;Financial Times&#8221; e Valor Econômico, ontem, CEOs e diretores de bancos, fundos de investimentos e grandes companhias disputaram um convite para ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Fazenda e Casa Civil, Guido Mantega e Dilma Rousseff, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e um grupo de presidentes de grandes bancos e companhias estatais e privadas.</p>
<p>O tema era investimentos no Brasil. Os chairmans da British Gas, sir Robert Wilson, da GDF Suez Group, Gérard Mestrallet, e do Banco Santander, Emilio Botín, deram o tom ao falar dos investimentos que pretendem continuar a fazer no Brasil nos próximos anos e de sua satisfação pelos resultados colhidos até aqui. Além de apontar as perspectivas favoráveis de crescimento para os próximos anos, Wilson e Mestrallet ressaltaram que o Brasil é um lugar confiável para o investimento de longo prazo, com respeito aos contratos.</p>
<p>Na mesma onda seguiram os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, que ressaltaram a importância, para o sistema financeiro, da inclusão de milhões de brasileiros que passaram a ter renda suficiente para manter algum tipo de relacionamento bancário. Henrique Meirelles destacou a solidez do sistema bancário brasileiro, cujas regras prudenciais mais conservadoras evitaram que a crise se abatesse de modo mais violento sobre o país, enquanto Lula e Mantega defenderam a importância dos bancos públicos para o enfrentamento da crise.</p>
<p>O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, colocou em cifras o que representa esse entusiasmo: R$ 550 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos só no pipeline do banco. Do clima de &#8220;estamos todos felizes no mesmo barco&#8221; não destoou nem mesmo o presidente da Vale, Roger Agnelli, que passou os últimos meses sob fogo cerrado do Palácio do Planalto, que lhe cobrava uma participação mais ativa nos investimentos no país, especialmente no setor siderúrgico, até como contrapartida ao que a empresa lucra sem devolver nada aos Estados de onde tira o minério, que é isento de impostos.</p>
<p>O discurso estava afinado no mote &#8220;o futuro é aqui e agora&#8221;, em referência ao &#8220;Brasil, país do futuro&#8221;, um futuro que nunca chegava e frustrou várias gerações. Botín disse que o Brasil se tornou o país do presente.</p>
<p>As estatísticas sobre o país, de bancos e organismos internacionais, que sempre castigaram a imagem do Brasil e lhe faziam perder credibilidade, agora são mais fortes que qualquer discurso. O ministro da Fazenda exibiu os números que muitos investidores anotavam: o crescimento do PIB no terceiro trimestre deverá superar 8% em termos anualizados e o país poderá gerar mais de 1 milhão de empregos formais neste ano. Apesar da crise, o crédito avança a um ritmo de 20% a 25% em 12 meses. Para 2010, Mantega previu uma expansão do PIB de 5%, mesma aposta do presidente Lula. Dilma, por sua vez, destacou o volume de investimentos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<p>O presidente Lula aproveitou a participação no seminário para se encontrar, na quarta-feira, com o primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown. Ontem, ele foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais.</p>
<p>Lula foi escolhido para receber o prêmio por seus esforços na mediação de crises regionais e pela iniciativa de liderar a missão da ONU de estabilização do Haiti. Também foram levadas em conta as ações para incluir Cuba no Grupo do Rio e a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).</p>
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		<title>O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Exploração do pré-sal impulsiona novos negócios
Simone Goldberg, para o Valor, do Rio
O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos, abrindo inúmeras perspectivas de negócios. A festa já começou. Entre 2009 e 2012, de acordo com dados da Organização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_DGMYaObfohw/SpHONallEmI/AAAAAAAAAhY/o5-ZxJDZah0/s320/petroleo-estadao.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_DGMYaObfohw/SpHONallEmI/AAAAAAAAAhY/o5-ZxJDZah0/s320/petroleo-estadao.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Exploração do pré-sal impulsiona novos negócios</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Simone Goldberg, para o Valor, do Rio</span></h2>
<p>O setor de petróleo brasileiro, com a exploração e desenvolvimento da camada pré-sal, tem tudo para ser a maior alavanca da economia nos próximos anos, abrindo inúmeras perspectivas de negócios. A festa já começou. Entre 2009 e 2012, de acordo com dados da Organização Nacional do Petróleo (Onip), os investimentos no setor industrial somarão R$ 450 bilhões, 60% dos quais oriundos do segmento de petróleo e gás. &#8220;A programação de investimentos é bilionária: a Petrobras e as demais petroleiras vão aportar US$ 200 bilhões nos próximos cinco anos&#8221;, informa o diretor geral da Onip, Eloi Fernandez.</p>
<p>Desses US$ 200 bilhões, US$ 45 bilhões irão para o pré-sal, somando Petrobras &#8211; que contribuirá com 62% desse montante &#8211; e demais empresas. Num horizonte de prazo mais longo, esses valores dão saltos consideráveis: até 2020, a previsão é a Petrobras, sozinha, gastar US$ 111,4 bilhões no pré-sal. Petroleiras estrangeiras, ainda que estejam em compasso de espera, aguardando as definições sobre o marco regulatório da nova província exploratória em análise pelo Congresso Nacional, também já anunciaram planos bilionários de investimento no Brasil.</p>
<p>É o caso da petrolífera norueguesa StatoilHydro, que pretende fazer aportes de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões no país em uma década e da americana Chevron, que revelou intenção de investir US$ 5 bilhões também nos próximos dez anos. A StatoilHydro, que tem expertise em águas profundas, vai gastar os recursos em campos onde já opera no Brasil. Mas, segundo o presidente no país, Kjetil Hove, há interesse também no pré-sal. &#8220;É um projeto que se encaixa bem nas ambições de longo prazo da empresa&#8221;, diz.</p>
<p>Já a Chevron vai tocar o desenvolvimento de cinco campos que opera em sociedade com outras petroleiras e em empreendimentos novos, que podem incluir o pré-sal, se a legislação referente a sua exploração não for restritiva. Além delas, outra grande &#8216;player&#8217;, a anglo-holandesa Shell, com grande experiência em pré-sal, que atua em regiões como o Golfo do México e o Oriente Médio, também está acompanhando as mudanças das regras do negócio.</p>
<p>Há quase cem anos no Brasil, a Shell já desembolsou mais de US$ 2,8 bilhões explorando e produzindo petróleo por aqui. A empresa participa de 15 blocos de exploração e só no ano passado investiu mais de meio bilhão de dólares no país. De acordo com seu gerente de relações externas de exploração e produção no Brasil, Flavio Rodrigues, o pré-sal exigirá muitos recursos e tecnologia para confirmar sua viabilidade e potencial. Ele espera que se estabeleça um ambiente de negócios transparente, com regras estáveis, e competitivo.</p>
<p>Muitas petroleiras estrangeiras são sócias da Petrobras em blocos já licitados do pré-sal, como a própria Shell, as portuguesas Partex e Galp, a espanhola Repsol, a britânica BG e as americanas Hess e Exxon. Algumas têm razões para dar sorrisos largos, pois já foram confirmados grandes volumes de óleo em suas áreas de exploração. É a sorte da Galp, que participa de cinco blocos no pré-sal. Ela pretende investir US$ 2,6 bilhões até 2013 para desenvolver essas descobertas, focando nos seus quatro blocos da Bacia de Santos. O outro fica na Bacia do Espírito Santo.</p>
<p>Os blocos já leiloados representam cerca de 28% da nova província exploratória e, segundo o projeto do marco regulatório que está no Congresso, vão se manter sob as regras atuais de concessão. Os demais, que ainda serão licitados, ficarão sob o regime de partilha, conforme propõe o governo.</p>
<p>Essa movimentação traz a reboque uma série de outros negócios, estimulando a grande cadeia produtiva de bens e serviços domésticos e abrindo apetites estrangeiros. A quinta edição da Brasil Offshore, feira da indústria petroleira, realizada em Macaé, em junho, serviu de termômetro para o negócio de óleo e gás daqui para frente. O número de expositores do exterior -138 &#8211; representou aumento de 100% em relação à feira anterior. Vieram fabricantes principalmente da China, França, Reino Unido, Holanda, EUA e Alemanha. Vários já se preparam para se instalar no país e ficar mais perto dos clientes.</p>
<p>Um exemplo é a francesa Ixsea, fabricante de sistemas de giroscópio com sensores de movimento usados para estabilizar embarcações. Outra francesa, a Imeca, avalia desembarcar no Brasil com sua fábrica de equipamentos que movimentam tubos em alto mar. A empresa já está presente no pré-sal brasileiro: fornece maquinário para a também francesa Technip, que trabalha para a Petrobras no Teste de Longa Duração do Campo de Tupi, na Bacia de Santos. A Technip é dona da Flexibras, fabricante de tubos flexíveis, no Espírito Santo.</p>
<p>Empresas brasileiras também já se preparam para morder um pedaço do bolo. O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), instalado no Porto de Suape, Pernambuco, já tem uma carteira cheia de pedidos da Petrobras. O EAS está contratado para fazer 22 navios petroleiros, integrantes das fases um e dois do Programa de Modernização da Frota (Promef). Em setembro de 2008 foi iniciada a construção do primeiro, que deverá ser lançado ao mar, para acabamento e testes finais, no começo de 2010. Dos 22 navios, sete são da fase dois do Promef e tiveram seu contrato assinado em setembro. Eles serão usados no transporte de petróleo das novas áreas produtoras do pré-sal para os terminais da Petrobras.</p>
<p>O estaleiro também está fazendo o casco da plataforma P-55 para a estatal. Sua carteira de encomendas soma US$ 3,4 bilhões e o estaleiro avalia uma expansão para atender ao aumento de demanda que virá com o pré-sal. &#8220;O pré-sal traz aos fornecedores da cadeia do petróleo a oportunidade de viabilizar investimentos de médio e longo prazos. Especialmente no Nordeste, onde estamos instalados, contamos muito com o pré-sal&#8221;, afirma o presidente do EAS, Ângelo Bellelis.</p>
<p>O EAS é controlado pelos grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Este último, por sinal, por meio da Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG), tem projetos ambiciosos para prestar serviços no pré-sal. Entre eles está a compra, junto a estaleiros estrangeiros, de três plataformas capazes de operar em áreas ultraprofundas. A Queiroz Galvão Óleo e Gás acumula experiência como prestadora de serviços de perfuração em águas profundas desde agosto, quando teve sua plataforma Olinda Star contratada pela Petrobras para trabalhar nos campos de Barracuda e Caratinga, na Bacia de Campos. O investimento, incluindo a adaptação da Olinda Star para atuar em águas profundas, chega a US$ 1,65 bilhão.</p>
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		<title>Império das coelhinhas vive crise, mas Hugh Hefner reina aos 83</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 19:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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&#8216;É uma das boas fases de minha vida&#8217;, diz o profeta do hedonismo, que já admite até vender sua revista


Brooks Barnes, THE NEW YORK TIMES, LOS ANGELES &#8211; O Estado SP
Hugh Hefner se reclina no surrado sofá de dois lugares no estúdio da sua famosa mansão e entrelaça os dedos por trás da cabeça. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://henrilee.files.wordpress.com/2009/05/hughhefner.jpg" alt="http://henrilee.files.wordpress.com/2009/05/hughhefner.jpg" width="555" height="746" /></p>
<p><strong>&#8216;É uma das boas fases de minha vida&#8217;, diz o profeta do hedonismo, que já admite até vender sua revista</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Brooks Barnes, THE NEW YORK TIMES, LOS ANGELES &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Hugh Hefner se reclina no surrado sofá de dois lugares no estúdio da sua famosa mansão e entrelaça os dedos por trás da cabeça. Um visitante fez uma pergunta &#8211; quase gritando, já que Hefner tem problemas de audição &#8211; sobre mortalidade. Aos 83 anos, ele pensa nisso? Numa palavra: não. O lendário fundador da Playboy, profeta do hedonismo, não acredita que seu fim esteja próximo. E também não age como se estivesse. Continua trabalhando em tempo integral na sua revista, voa para a Europa e Las Vegas, toma Viagra, frequenta boates com as três atuais namoradas com quem vive na sua mansão &#8211; com idades suficientes para serem suas bisnetas &#8211; e está trabalhando num filme com o produtor Brian Grazer. &#8220;Esta é uma melhores fases da minha vida&#8221;, diz, sorrindo, de pijama e chinelos. &#8220;Está ainda melhor, mais rica, do que as pessoas imaginam.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.spiegel.de/img/0,1020,86517,00.jpg" alt="http://www.spiegel.de/img/0,1020,86517,00.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Você quer acreditar, mas é difícil ignorar as realidades da sua empresa. A Playboy Enterprises, afetada pelas mudanças que vêm ocorrendo nos veículos de comunicação, precisa de uma boa injeção de ânimo. Neste mês, a revista anunciou um corte na tiragem de 2,6 milhões para 1,5 milhão. A Playboy Magazine contabiliza prejuízos há sete trimestres consecutivos. E talvez o mais terrível seja que, no início do ano, a empresa tenha declarado que aceitaria ofertas de compra, algo que se acreditava impensável enquanto Hefner estivesse vivo.</p>
<p>Mas ele sabe que toda boa festa acaba e há muito tempo comprou uma cripta próxima à de Marilyn Monroe no cemitério de Los Angeles. Nas entrevistas concedidas com o passar dos anos, ele sempre disse que a vida não valeria a pena sem a Playboy. &#8220;Seu eu a vendesse, minha vida acabaria&#8221;, declara. Mas isso pode estar mudando. &#8220;Estou pensando mais seriamente no fato de que não tenho mais 30 anos. Preciso pensar na continuidade da revista.&#8221;</p>
<p>Amado ou odiado, ninguém duvida da influência de Hugh Hefner na história da cultura norte-americana. Como editor de revista, ele fez pelo sexo o que Ray Kroc fez pela comida de beira de estrada: tornou-o mais &#8220;limpo&#8221; para uma classe média emergente.</p>
<p>Como força cultural, contudo, Hugh Hefner ainda divide o país, e isso 56 anos depois da primeira edição da Playboy. Para seus defensores, ele é o grande libertador sexual que ajudou os americanos a se livrarem da neurose e do puritanismo. Para seus detratores, incluindo muitas feministas e conservadores, ele ajudou a desencadear uma revolução do comportamento sexual que transformou em simples objeto e vítima um número incontável de mulheres e promoveu uma visão imoral da vida, só de prazeres. Hugh Hefner reconhece que houve consequências funestas a partir do que ele ajudou a pôr em marcha, mas diz que &#8220;é um pequeno preço a pagar pela liberdade pessoal&#8221;.</p>
<p><strong>A SÉRIE DE TV</strong></p>
<p>&#8220;As pessoas nem sempre tomam boas decisões. As reais obscenidades neste planeta têm pouco a ver com sexo&#8221;, diz, acrescentando que &#8220;esta não é uma época romântica&#8221;. Considerando-se toda a pornografia agora disponível instantaneamente online e os programas de sexo ao vivo, incluindo a sua própria série na TV ,The Girls Next Door (As Garotas da Mansão da Playboy), esta é uma época que torna os ideais da Playboy parecerem antiquados.</p>
<p>Hefner usa a palavra &#8220;gato&#8221; para falar de si: &#8220;Sou o gato mais feliz do planeta.&#8221; E não valoriza muito o ambiente cultural moderno. &#8220;Acredito firmemente que a cultura pop hoje é um caldo diluído&#8221;, declara. &#8220;Costumava ser algo muito mais espesso e profundo.&#8221;</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo, tenta participar ativamente desse ambiente. Embora a revista ainda seja editada quase toda em Chicago, é ele que aprova &#8220;cada Coelhinha, cada capa, os cartoons e as cartas&#8221;. Trabalhando a partir do seu escritório ou da sua cama, forrada por uma colcha de veludo e seda, Hefner é quem estimulou a recente decisão da revista de adquirir um trecho de 5.000 palavras do romance inacabado de Vladimir Nobokov, Laura, para uma futura edição.</p>
<p>Ele foi iniciado no Twitter por suas namoradas. Está ligadíssimo na série dramática da HBO, True Blood. E, recentemente, filmou um comercial de propaganda do Guitar Hero segurando o cachimbo que abandonou depois de sofrer um pequeno AVC em 1985.</p>
<p><strong>VINGATIVAS<br />
</strong><br />
Hefner também sofreu algumas humilhações pessoais. Antigas namoradas que viveram com ele na mansão, incluindo as que apareceram na série As Garotas da Mansão da Playboy, o retrataram em entrevistas e num livro como um controlador fanático que impunha um toque de recolher às 9 horas da noite. A própria mansão já teve dias melhores. Durante uma visita em julho, a casa de jogos (a única com uma sala que tem um colchão como piso) cheirava mofo, enquanto que o viveiro de pássaros estava precisando de uma boa limpeza. A famosa gruta, com suas banheiras Jacuzzi de várias profundidades, parecia mais uma gruta fétida de zoológico do que um palácio do prazer (embora as prateleiras ao lado estivessem repletas de enormes frascos de óleo para bebê).</p>
<p>Em março, com o mercado imobiliário despencando, ele colocou à venda a casa da sua mulher, vizinha da Mansão da Playboy, por US$ 28 milhões. A casa foi vendida em agosto por US$ 18 milhões. Hefner, que se separou de Kimberly Conrad em 1998, entrou com pedido de divórcio no início de setembro; Kimberly está processando o ex-marido, alegando que ele lhe deve US$ 4 milhões, com base num acordo pré-nupcial e no produto da venda da casa.</p>
<p>O séquito de Hefner insiste que não há escassez de dinheiro, mas uma série de medidas adotadas parecem mostrar exatamente isso. O Los Angeles Business Journal reportou no ano passado que o número de funcionários da mansão foi reduzido. As pessoas agora pagam ingressos (até US$ 10.000 cada ) para as festas que antes eram só para convidados e que ainda hoje são uma parte vital da marca Playboy.</p>
<p>&#8220;Nem sempre é tão empolgante como as pessoas imaginam&#8221;, disse Holly Madison numa entrevista há alguns meses. Holly viveu com Hugh Hefner por sete anos como &#8220;namorada número 1&#8243;, até separar-se dele no fim do ano passado.</p>
<p>Richard Rosenzweig, que trabalha na Playboy desde 1958, pensa diferente. &#8220;Este é um lugar que todos desejam ver&#8221;, declarou numa entrevista. &#8220;Todo mundo quer vir aqui.&#8221; Quando o relacionamento de Hefner com Holly Madison terminou, ele disse ter recebido cartas de mulheres do mundo todo implorando para morar com ele. &#8220;Elas estavam saltando os portões&#8221;, conta, radiante. Hugh acabou escolhendo três novas namoradas para companhia na Mansão, Crystal Harris, de 23 anos, e as gêmeas Kristina e Karissa Shannon, de 20 anos.</p>
<p>Apesar da atitude jovial, Hefner claramente está preocupado com o seu legado. Ultimamente ele vem estudando cuidadosamente seus álbuns de recortes, que guarda desde a infância e hoje já somam dois mil volumes. Um material nunca visto que inclui seu primeiro cartão de biblioteca, histórias em quadrinhos que ele próprio desenhou e fotos &#8211; que devem constituir o núcleo de uma &#8220;biografia ilustrada&#8221; em seis volumes, de 3.506 páginas, da Taschen. Somente 1.500 edições dessa volumosa biografia serão vendidas, por US$ 1.300 cada, ainda antes do próximo Natal.</p>
<p><strong>NO CINEMA</strong></p>
<p>Pela primeira vez, ele também deu acesso total a uma produtora de documentários, Brigitte Berman, que concluiu recentemente o documentário Hugh Hefner: Playboy, Ativista e Rebelde, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto. E um importante realizador de filmes biográficos está acelerando o trabalho depois de uma longa espera. Brian Grazer reuniu-se recentemente com a roteirista Diablo Cody para discutir o projeto. Brett Ratner (conhecido pelo filme Hora do Rush, grande sucesso de bilheteria) deve dirigir o filme e Robert Downey Jr manifestou interesse em interpretar Hefner. &#8220;Ele é um grande intelecto que influenciou o espírito de uma época, e essa influência é subestimada&#8221;, disse Grazer.</p>
<p>Alguns dos antigos amigos estão muito inquietos, temendo que sejam perdidas algumas das realizações de Hefner que admiram &#8211; a criação de um ícone cultural (a coelhinha da Playboy), a derrubada de fronteiras raciais (pela inclusão de artistas negros em seus clubes)e o apoio a muitas causas feministas, incluindo o direito ao aborto e a Emenda pelos Direitos Iguais. Hefner também se preocupa. &#8220;Hoje vivemos, literalmente, num mundo muito diferente e eu ajudei a torná-lo assim&#8221;, diz. &#8220;Os jovens não têm nenhuma noção disso.&#8221; TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO</p>
<p><strong>Em Suma:</strong></p>
<p>Neste texto, você fica sabendo como anda a vida do poderoso magnata das comunicações Hugh Hefner, de 83 anos, dono de um império chamado Playboy Enterprises, que inclui a revista masculina Playboy, fundada por ele. Hefner está às voltas com filmes sobre sua vida (um deles pode ser estrelado por Robert Downey Jr.), a manutenção do seriado de TV As Garotas da Mansão da Playboy e a edição de uma biografia ilustrada em seis volumes, a sair antes do Natal. Por causa da crise em seu país, diminuiu o número de funcionários de sua empresa e de sua mansão e não se incomoda mais se tiver até de vender a revista.</p>
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		<title>BNDES já prevê alta de 4,5 % no investimento</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Setor de bens de capital levou a aumento da projeção
Alexandre Rodrigues e Adriana Chiarini, RIO &#8211; O Estado SP
O resultado da produção industrial motivou a previsão de crescimento entre 4% e 4,5% para o investimento no País no terceiro trimestre, pelos cálculos de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O diretor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_V60HBojz4UY/SJbi31013SI/AAAAAAAACv8/nzEL9_UedHc/s400/20070901183335ita_0652at1.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_V60HBojz4UY/SJbi31013SI/AAAAAAAACv8/nzEL9_UedHc/s400/20070901183335ita_0652at1.jpg" /></p>
<p><strong>Setor de bens de capital levou a aumento da projeção</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Alexandre Rodrigues e Adriana Chiarini, RIO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O resultado da produção industrial motivou a previsão de crescimento entre 4% e 4,5% para o investimento no País no terceiro trimestre, pelos cálculos de técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>O diretor de Planejamento do banco, João Carlos Ferraz, disse não ter dúvidas de que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) foi a principal influência para o aumento da produção de bens de capital.</p>
<p>&#8220;Isso é o PSI&#8221;, disse o Ferraz. &#8220;Minha impressão é que a política pública funcionou. No primeiro semestre, foi importante o incentivo do IPI para a indústria automotiva. Depois, veio a indústria metalúrgica, puxada pela indústria automotiva. E no terceiro trimestre foi o PSI, aumentando a produção de bens de capital.&#8221;</p>
<p>Ele comentou que &#8220;está uma correria das empresas&#8221; por financiamento pelo programa, que estabeleceu taxas de juros mais baixas, de 4,5% ao ano, e tem previsão de término em 31 de dezembro &#8220;Ninguém vai tirar férias em dezembro no BNDES&#8221;, brincou.</p>
<p>Marcelo Nascimento, da área de pesquisa econômica do banco, acha que os dados do IBGE surpreendem pela rapidez da resposta ao PSI. &#8220;Estamos prevendo para o terceiro trimestre crescimento entre 4% e 4,5% para o investimento no País. Já estamos crescendo a taxas próximas de antes da crise, bastante acima do PIB, o que já é característica de uma economia em expansão.&#8221;</p>
<p>A escalada de 6,1% na produção de bens de capital entre o segundo e o terceiro trimestres também encontra reflexo no programa Procaminhoneiro. Com os juros mais baixos do PSI, os desembolsos para a compra de novos caminhões somaram R$ 231,6 milhões no terceiro trimestre, 527% acima do segundo. O número de operações saltou de 150 em janeiro para 1.002 em setembro.</p>
<p>Nascimento chama a atenção para o crescimento de 17,8% no consumo de bens de capital, indicando a demanda por equipamentos para a expansão da indústria. &#8220;É um crescimento surpreendente, exatamente no mês em que o PSI teve mais desembolsos&#8221;, afirmou. &#8220;Sem o PSI é possível que o desempenho da indústria de bens de capital fosse bom, mas nada como vemos.&#8221;</p>
<p>O PSI, lançado em junho, teve como objetivo reverter os efeitos da crise, com crédito para os segmentos de bens de capital, inovação e exportações. Na primeira quinzena de outubro, o programa já acumulava R$ 13,6 bilhões em operações.</p>
<p>FINAME</p>
<p>O melhor indicador do impacto do BNDES no setor de bens de capital é a linha para a aquisição de máquinas e equipamentos, a Finame, cuja aprovação e liberação é mais ágil. Na primeira quinzena de outubro, a linha já havia liberado R$ 2,4 bilhões apenas nos 22 dias anteriores. A expectativa do banco era superar R$ 2,5 bilhões no balanço do mês, cujos dados ainda não foram fechados.</p>
<p><strong><br />
NÚMEROS</strong></p>
<p><strong>4,5% ao ano</strong><br />
é a taxa de juro do Programa<br />
de Sustentação do Investimento do BNDES</p>
<p><strong>R$ 13,6 bilhões</strong><br />
é o total acumulado de operações do programa, de junho a outubro<br />
<strong><br />
R$ 2,5 bilhões</strong><br />
era a meta de liberações da Finame a ser superada em outubro</p>
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		<title>Sondagem da FGV mostra que o crescimento da produção no fim do ano será o maior dos últimos dez anos</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 15:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Comercio]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[FGV]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
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		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[vendas]]></category>

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		<description><![CDATA[Produção superaquecida para o Natal




Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
A produção industrial prevista para o último trimestre deste ano está superaquecida, o que sinaliza um Natal forte e um início de 2010 acelerado nas fábricas. Metade das 1.065 empresas consultadas pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) planeja crescimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;">Produção superaquecida para o Natal</span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-15579 aligncenter" title="Lula_noel" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Lula_noel-1023x516.jpg" alt="Lula_noel" width="554" height="279" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A produção industrial prevista para o último trimestre deste ano está superaquecida, o que sinaliza um Natal forte e um início de 2010 acelerado nas fábricas. Metade das 1.065 empresas consultadas pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) planeja crescimento da produção entre outubro e dezembro e apenas 4,3% delas programam redução. É o menor índice de indústrias que vão cortar a produção no último trimestre do ano desde 1980, o início da série.</p>
<p>Dos 14 gêneros industriais pesquisados pela sondagem em outubro, todos estavam com a produção prevista para o último trimestre do ano acima da média de dez anos para esse período, um resultado inédito. &#8220;A produção de outubro costuma ser menor que a de setembro&#8221;, observa o coordenador técnico da pesquisa, Jorge Ferreira Braga. Mas, neste ano, os resultados contrariaram a regra.</p>
<p>Segundo o economista, dois fatores explicam a mudança no padrão. O primeiro deles é atraso na produção da indústria, que primeiro tratou de se livrar dos estoques excessivos para depois acelerar a produção. O segundo fator é a própria sinalização de crescimento vigoroso do Produto Interno Bruto (PIB) para 2010, na casa de 5%, puxado pela demanda interna.</p>
<p>De setembro para outubro, o indicador de produção prevista para três meses, apurado pela FGV, descontadas as influências sazonais, cresceu 4,5%. O indicador leva em conta o saldo entre os porcentuais de empresas que apostam no aumento e na queda de produção.</p>
<p>Dos 14 gêneros pesquisados, 7 puxaram de forma acentuada o crescimento da produção prevista para o trimestre: minerais não metálicos, metalurgia, mecânica, material elétrico e de comunicações, material de transporte, têxtil e alimentos. Três desses gêneros atingiram o maior nível de produção prevista para três meses apurado pela FGV num mês de outubro.</p>
<p>Segundo a pesquisa, 57,4% das indústrias de minerais não metálicos, itens usados principalmente pela construção civil, acreditam que a demanda será maior até dezembro e só 3,2% delas, menor. A Eternit, por exemplo, fabricante de telhas e caixas d&#8221;água, trabalha com mais de 90% de uso da capacidade nas 5 fábricas. &#8220;Estamos praticamente sem estoques nas fábricas&#8221;, afirma o presidente da companhia, Elio A. Martins.</p>
<p>O empresário explica que o que o que está puxando atualmente a demanda por seus produtos é o consumo &#8220;formiga&#8221;. &#8220;É a autoconstrução, a reforma&#8221;, exemplifica. A população de baixa renda responde por 80% desse consumo. Segundo Martins, o quadro de abastecimento deve ficar mais apertado no ano que vem quando entrar em operação o programa habitacional do governo. Por isso, ele já estuda investimentos em aumento de produtividade.</p>
<p>A indústria mecânica, que inclui dos bens de capital que começam a reagir à linha branca (geladeiras e máquinas de lavar, por exemplo), é outro setor que está super otimista, com 58,1% das empresas planejando alta da produção no trimestre.</p>
<p>Beneficiadas pela prorrogação do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os eletrodomésticos, os fabricantes da linha branca vão acelerar o ritmo das fábricas. A Mabe, dona das marcas GE e Dako, por exemplo, vai ampliar em 25% a produção no último trimestre deste ano em relação a 2008. &#8220;Com certeza, será o maior trimestre de vendas da companhia no Brasil&#8221;, afirma o presidente da companhia para o Mercosul, Patricio Mendizabal. Ele observa que &#8220;os estoques da empresa estão abaixo do adequado para encarar a temporada&#8221;.</p>
<p>Na concorrente Whirlpool, donas das marcas Brastemp e Consul, o otimismo se repete. O diretor de Relações Institucionais, Armando Ennes do Valle Júnior, diz que o crescimento da produção no último trimestre deste ano deve oscilar entre 13% 15% em relação a 2008, que foi uma base baixa por causa da crise. Na comparação com igual período de 2007, o acréscimo varia entre 8% e 9%. &#8220;Teremos um começo de ano aquecido&#8221;, prevê o executivo, lembrando a recuperação da renda, do emprego e da oferta de crédito.</p>
<p>Até o setor têxtil, tido como &#8220;patinho feio&#8221; da indústria por perder mercado para os importados, deu a volta por cima. A sondagem revela que 31,5% das empresas do setor planejam aumentar a produção no último trimestre deste ano. A Stenville Têxtil, por exemplo, trabalha hoje usando 100% da capacidade de produção da fábrica de Jundiaí (SP). &#8220;A reação da economia foi muito rápida&#8221;, afirma o sócio diretor, George Tomic. O motor da reação é a reposição de estoques no varejo e as boas perspectivas para 2010.</p>
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