27/03/2008 - 07:37h Revitalização do Centro: incompetência demo-tucana joga fora dinheiro do BID
Prefeitura desiste de verba para derrubar Viaduto Diário Popular
Demolição do Edifício São Vito e obras no Parque D. Pedro II também estavam em projeto
Bruno Paes Manso – O Estado de São Paulo
Logo após assumir a Prefeitura, o hoje governador José Serra (PSDB) decidiu mudar o foco de investimentos programados pela gestão anterior para serem usados na região central. Foram idas e vindas, até que, em abril passado, a Prefeitura detalhou os principais projetos que deveriam receber recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A demolição do Edifício São Vito e do Viaduto Diário Popular, a urbanização do Parque D. Pedro II e a construção de um museu para crianças, no Palácio das Indústrias, antiga sede da Prefeitura, estavam entre as prioridades. O objetivo do pacote era revitalizar a região do Mercado Municipal.
Outro destino fundamental dos recursos era a revitalização da Nova Luz. A previsão era usar parte do dinheiro para um fundo de desapropriação dos imóveis no local e tornar a região um pólo gerador de desenvolvimento. Menos de um ano depois do anúncio, de acordo com o cronograma de investimentos definido pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), nenhuma dessas obras consideradas estruturais será feita com recursos do BID.
DESVALORIZAÇÃO
Segundo a Emurb, a desvalorização do dólar obrigou a Prefeitura a cortar uma série de obras previstas originalmente no projeto. Quando o contrato foi assinado, a cotação da moeda americana estava por volta de R$ 3,50. Atualmente, o valor é de R$ 1,70.
Presidente da Emurb na gestão anterior, a arquiteta Nádia Somekh afirma que a rapidez no uso do dinheiro era importante, para evitar que a Prefeitura perdesse uma boa oportunidade de investir no centro. “Além da questão do dólar, o uso rápido da verba permitiria aumentar as receitas captadas pelo Município”, diz.
Mesmo sem o dinheiro do BID, a Prefeitura não desistiu de fazer as obras. A atual gestão já anunciou que irá lançar em breve uma licitação para demolir os Edifícios São Vito e Mercúrio e o Viaduto Diário Popular, totalmente com recursos próprios.
A revitalização da Cracolândia – na região da Nova Luz – continua. Mas o Município desistiu de desapropriar os imóveis da área com dinheiro do BID e estuda uma maneira de resolver o imbróglio. Receberão dinheiro do banco apenas os projetos dos edifícios da Subprefeitura da Sé e da Prodam, além do plano das ruas comerciais.
A licitação para a construção de uma grande rotatória em torno do Parque D. Pedro II, a ser concluída com recursos do BID, está em análise pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Outro projeto ainda sem definição é o que prevê obras contra enchentes na região central.
12/03/2008 - 19:20h É de cinema
Publicidade ainda é prioridade do orçamento da prefeitura
Em discurso no plenário na tarde de ontem, o vereador Paulo Fiorilo apresentou dados da execução orçamentária da Prefeitura de São Paulo que confirmam o direcionamento dos recursos para a publicidade pela gestão PSDB/DEM, enquanto a cidade sofre com a falta de investimentos.
Fiorilo afirmou que foi surpreendido numa sessão de cinema ao ver uma propaganda da prefeitura sobre amplos investimentos contra enchentes, apesar de no ano de 2007 ter liquidado apenas 52,53% do previsto. Dias depois, a cidade ficou inundada e a população sofreu com os transtornos causados pelo transbordamento de córregos e o entupimento de bueiros.
A contradição ficou bastante evidente para Fiorilo quando comparou a execução orçamentária do início de 2008. Nos primeiros dias de março, o prefeito Gilberto Kassab já havia empenhado 65,73% do orçamento do ano em publicidade, enquanto empenhou para investimentos (que incluem obras) apenas 24,46% e 26,76% do previsto para habitação.
FONTE: gabinete do vereador Paulo Fiorilo
17/12/2007 - 14:45h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (3)

Cresce a reprovação ao governo Kassab
Índice de paulistanos que consideram a gestão ruim ou péssima passou de 23% em agosto para 31% em novembro, segundo Datafolha
Levantamento do instituto mostra que aprovação ao prefeito passou de 31% para 33%, variação dentro da margem de erro
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), provável candidato à reeleição em 2008, viu a reprovação ao seu governo crescer oito pontos percentuais entre o início de agosto e o final de novembro, de acordo com pesquisa do instituto Datafolha.
17/12/2007 - 14:41h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (3)

Cresce a reprovação ao governo Kassab
Índice de paulistanos que consideram a gestão ruim ou péssima passou de 23% em agosto para 31% em novembro, segundo Datafolha
Levantamento do instituto mostra que aprovação ao prefeito passou de 31% para 33%, variação dentro da margem de erro
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), provável candidato à reeleição em 2008, viu a reprovação ao seu governo crescer oito pontos percentuais entre o início de agosto e o final de novembro, de acordo com pesquisa do instituto Datafolha.
O levantamento feito entre os dias 26 e 29 de novembro com 1.089 moradores da capital paulista mostra que 31% consideram ruim ou péssima a gestão de Kassab.
Em 9 de agosto, quando foi feita a pesquisa anterior, eram 23%.
Já a aprovação passou de 31% para 33%, uma variação dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O Datafolha identificou que o crescimento da reprovação ao governo Kassab reflete a queda no percentual de paulistanos que consideram a gestão regular: 33% contra 41% de agosto.
Disputa
Kassab é o terceiro colocado nas intenções de voto para a prefeitura, com 13%, segundo a pesquisa do Datafolha.
Geraldo Alckmin (PSDB), 26%, e Marta Suplicy (PT), 25%, lideram. Kassab e Alckmin travam uma disputa interna para ver quem será o candidato da aliança PSDB/DEM. O prefeito conta com uma boa avaliação de sua gestão para ser o escolhido.
Mais ricos
A rejeição à gestão do prefeito cresceu em todos os estratos sociais, mas foi maior entre os mais ricos.
Entre os paulistanos que ganham mais de dez salários mínimos, a reprovação passou de 11% para 25% e a aprovação caiu de 46% para 40%. Mesmo assim, é nessa faixa de renda que o prefeito tem sua melhor avaliação.
Entre os entrevistados com mais de 60 anos, a reprovação ao prefeito cresceu 15 pontos- de 9% para 24%.
Entre aqueles com até 24 anos, o índicepassou de 27% para 39% -crescimento de 12 pontos.
Entre os eleitores com ensino médio, a aprovação à gestão de Gilberto Kassab cresceu sete pontos percentuais -de 28% em agosto para 35% em novembro. Foi a única camada em que o índice de ótimo e bom melhorou.
17/12/2007 - 14:40h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (2)

Prefeito de SP ficou em 7º entre 9 avaliados
DA REPORTAGEM LOCAL
Entre nove prefeitos de capitais avaliados pelo Datafolha, Beto Richa (PSDB), de Curitiba, é o líder, seguido por Fernando Pimentel (PT), de Belo Horizonte (veja quadro na página C8). O primeiro tem nota média de 7,4; o segundo, de 6,9.
O Datafolha pediu aos entrevistados que dessem uma nota de 0 a 10 ao prefeito de sua cidade.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) é o sétimo colocado no ranking, com nota de 5,1, idêntica às de César Maia (DEM), do Rio de Janeiro, e José Fogaça (PMDB), de Porto Alegre.
O critério de desempate é o índice de popularidade, calculado a partir da subtração da avaliação negativa (ruim e péssimo) da positiva (ótimo e bom). Ao resultado soma-se 100.
Os três obtiveram a mesma nota média. No entanto, os prefeitos do Rio e de Porto Alegre têm índice de popularidade maior.
17/12/2007 - 14:33h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (2)

Prefeito de SP ficou em 7º entre 9 avaliados
DA REPORTAGEM LOCAL
Entre nove prefeitos de capitais avaliados pelo Datafolha, Beto Richa (PSDB), de Curitiba, é o líder, seguido por Fernando Pimentel (PT), de Belo Horizonte (veja quadro na página C8). O primeiro tem nota média de 7,4; o segundo, de 6,9.
O Datafolha pediu aos entrevistados que dessem uma nota de 0 a 10 ao prefeito de sua cidade.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) é o sétimo colocado no ranking, com nota de 5,1, idêntica às de César Maia (DEM), do Rio de Janeiro, e José Fogaça (PMDB), de Porto Alegre.
O critério de desempate é o índice de popularidade, calculado a partir da subtração da avaliação negativa (ruim e péssimo) da positiva (ótimo e bom). Ao resultado soma-se 100.
Os três obtiveram a mesma nota média. No entanto, os prefeitos do Rio e de Porto Alegre têm índice de popularidade maior.
17/12/2007 - 14:32h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (1)

76% dos eleitores reprovam o trânsito, aponta Datafolha
DA REPORTAGEM LOCAL
O trânsito de São Paulo é reprovado por 76% dos paulistanos, aponta pesquisa do instituto Datafolha realizada entre 26 e 29 de novembro. Em 9 de agosto, o índice era de 71%. Apenas 6% dos paulistanos julgam o trânsito da cidade ótimo ou bom -8% em agosto.
17/12/2007 - 14:22h Prefeitura de Demos-Tucanos: Kassab é reprovado (1)

76% dos eleitores reprovam o trânsito, aponta Datafolha
DA REPORTAGEM LOCAL
O trânsito de São Paulo é reprovado por 76% dos paulistanos, aponta pesquisa do instituto Datafolha realizada entre 26 e 29 de novembro. Em 9 de agosto, o índice era de 71%. Apenas 6% dos paulistanos julgam o trânsito da cidade ótimo ou bom -8% em agosto.
Os cinco pontos de diferença entre as pesquisas de agosto e de novembro não configuram um crescimento da reprovação por causa da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais, mas apontam uma tendência. De acordo com o Datafolha, é comum a avaliação do trânsito piorar no fim do ano, quando os índices de congestionamento crescem.
A violência continua como principal problema da cidade para 16% dos paulistanos, índice idêntico ao de agosto.
É bom ressaltar que a segurança pública é uma atribuição do Estado, não da prefeitura. A saúde recebeu 12% e o transporte coletivo, 10%.
A preocupação com as enchentes cresceu no período, com a aproximação do período de chuvas. Na pesquisa de 9 de agosto, apenas 2% consideravam esse o principal problema. No levantamento de novembro, o índice passou a 9%.
A saúde deixou de ser a área em que os paulistanos acreditam que Gilberto Kassab (DEM) tem seu melhor desempenho, mas continua sendo o setor que os moradores acham que o prefeito vai pior.
Em agosto, 12% consideravam que a saúde era o setor em que Kassab estava melhor. O índice caiu para 7% -variação dentro da margem de erro. Já na avaliação da área de pior desempenho, a saúde permanece no topo do ranking -14% contra 16% da pesquisa anterior.
Agora, os paulistanos consideram que a gestão Kassab está melhor no projeto Cidade Limpa, que restringiu a publicidade exterior, com 14% das citações contra 8% de agosto.
09/11/2007 - 06:12h Cidade Limpa
23/10/2007 - 10:29h Governo Serra: Verba contra enchente encolhe 61%

Estado reduz investimentos e empenha somente 58% dos recursos aprovados pela Assembléia Legislativa
Bruno Paes Manso
O Estado de São Paulo
O governo José Serra (PSDB) investiu este ano 61% a menos em programas de combate a enchente no Estado, na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e setembro de 2006, haviam sido empenhados R$ 125,9 milhões nos quatro principais programas do setor. Este ano, o total é de R$ 49,1 milhões. Os dados constam do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo), produzido pela Secretaria da Fazenda do Governo do Estado.
Os principais programas são: desassoreamento e conservação de rios; criação de piscinões; manutenção e operação de estruturas hidráulicas; e serviços e obras na Bacia do Alto Tietê. Este, voltado justamente para as obras na bacia hidrográfica da Região Metropolitana de São Paulo, foi o que mais perdeu: entre janeiro e setembro de 2006, o governo havia destinado R$ 68,9 milhões para as obras; este ano, caiu para R$ 26,3 milhões, ou 62% a menos.
As obras em piscinões também tiveram queda significativa. Enquanto até setembro de 2006 já haviam sido investidos R$ 48,8 milhões, neste ano o total no mesmo período foi reduzido para R$ 19,3 milhões – ou 60,5% a menos. Proporcionalmente, o dinheiro para o desassoreamento e a conservação de rios foi o que mais diminuiu. Com 67% de verba a menos, os investimentos baixaram de R$ 4,6 milhão para R$ 1,5 milhão.
O valor para o plano de combate a enchente também ficou bem menor do que o total que foi definido pelos deputais estaduais. A Assembléia Legislativa aprovou um orçamento de R$ 85 milhões para as verbas de combate a enchente. O Estado empenhou pouco mais da metade dos recursos (58%) no setor, perto do que foi gasto somente nas obras de piscinões no ano passado.
O Estado procurou no começo da noite de ontem o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado (DAEE), ligado à Secretaria de Planejamento e Energia. A assessoria não localizou os técnicos para falar com a reportagem e informou que só hoje comentará os dados.
GRANDE SÃO PAULO
Para administrar os problemas da chuva no Estado, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) informou que possui um estudo de Mapeamento de Áreas de Risco realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas(IPT) e pelo Instituto Geológico (IG). Segundo esse levantamento, 35 municípios em todo o Estado precisam tomar cuidado durante a época de chuvas, por causa dos riscos de enchentes. Onze deles estão na Região Metropolitana de São Paulo (Diadema, Rio Grande da Serra, Franco da Rocha, Cotia, Poá, Mauá, Caieiras, Francisco Morato, Salesópolis, Cajamar e Itapevi).
O mapeamento é entregue ao município como uma orientação para as medidas preventivas serem trabalhadas pelas Prefeituras. Em novembro, a Cedec pretende desenvolver diversas atividades com representantes regionais da Defesa Civil desses municípios, onde existem riscos, para definir estratégias de apoio a possíveis atendimentos em caráter de emergência.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), coordenado pela Secretaria de Infra-Estrutura Urbana do Município de São Paulo, também tem mapeado os principais pontos de riscos de enchente. São cerca de 30, quase todos próximos dos 181 rios, córregos e ribeirões existentes na capital.
Quando a época entre novembro a abril se aproxima, o CGE trabalha para antecipar as medidas e detectar estados de atenção nos locais onde há mais chuva. “A cidade parece uma perna cheia de varizes, tamanha a quantidade de rios. Para piorar, houve um crescimento desordenado, há excessiva impermeabilização do solo e existe lixo em excesso pelas ruas. Resta apenas trabalhar para reduzir os estragos”, explica o engenheiro Hassan Barakat, do CGE.
Barakat afirma que o aprofundamento da calha do Rio Tietê, principal “ralo” da cidade, no qual deságuam a água dos outros rios e córregos, ajudou a diminuir os estragos. “Mas não dá para esperar um mar de rosas. Este ano, quando a chuva vier, podemos esperar novos transbordamentos”.



