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	<title>Blog do Favre &#187; energia</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Novo poço do pré-sal tem óleo mais leve que em Tupi</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 11:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Reuters, de São Paulo &#8211; VALOR
A declaração de alta produtividade de mais um poço do pré-sal, divulgada pela Petrobras na noite de quarta-feira, pode levar a empresa a reduzir ainda mais o número de poços a serem perfurados para os sistemas de produção na região e, com isso, diminuir custos.
Na avaliação do diretor financeiro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://portalmie.com/net/wp-content/uploads/2009/10/petroleo.jpg" alt="http://portalmie.com/net/wp-content/uploads/2009/10/petroleo.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Reuters, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A declaração de alta produtividade de mais um poço do pré-sal, divulgada pela Petrobras na noite de quarta-feira, pode levar a empresa a reduzir ainda mais o número de poços a serem perfurados para os sistemas de produção na região e, com isso, diminuir custos.</p>
<p>Na avaliação do diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, os resultados que vêm sendo obtidos confirmam cada vez mais o potencial da região, mas não se pode estender a informação para todos os poços do pré-sal. &#8220;Isso pode ter influência na determinação no número de poços, mas não se pode estender a informação para tudo, não quer dizer que todas as áreas vão produzir nessa ordem&#8221;, disse o executivo. &#8220;A área é muito grande, ainda temos muito trabalho.&#8221;</p>
<p>Na noite de quarta-feira, a Petrobras anunciou ter concluído dois testes de formação no poço 4-RJS-647, local conhecido como Iracema, na parte norte da área de Tupi, registrando elevado potencial de produtividade. Com base nos testes, a empresa estima uma produção inicial de 50 mil barris por dia quando o sistema for implantado. O poço revelou também óleo mais leve do que em Tupi &#8211;32 graus API em Iracema contra 28 na primeira descoberta do pré-sal. Quanto mais perto de 50, melhor a qualidade do óleo e maior seu valor comercial.</p>
<p>Em junho, a empresa estimava perfurar 30 poços para a produção de 120 mil barris/dia no pré-sal, sendo 20 para produção e dez para a reinjeção. Estudos posteriores reduziram o número de perfurações para 20, sendo 12 para produção e 8 para reinjeção. &#8220;Aquilo era com o conhecimento da época, agora testamos Iracema e Guará, que estão na faixa de 50 mil barris diários ou mais&#8221;, explicou, sem saber informar quantos poços seriam necessários agora. &#8220;O importante é que os poços que estamos fazendo até agora estão dando resultados melhores do que o esperado.&#8221;</p>
<p>Ruaraidh Montgomery, analista de &#8220;upstream&#8221; na América Latina da Wood Mackenzie , concorda com a visão de Barbassa. &#8220;O grande custo para esses campos são os poços, porque você tem que fazer uma perfuração profunda, mas os sinais são muito positivos&#8221;, disse o analista.</p>
<p>Para o consultor Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, cada vez que uma notícia dessa é divulgada as dúvidas em relação à camada do pré-sal vão se diluindo. &#8220;Com certeza essas notícias mostram que o pré-sal é uma reserva bastante grande, e Iracema mostrou que é tem um óleo mais leve ainda que em Tupi.&#8221;</p>
<p>Pires destacou, entretanto, que, apesar das boas indicações, a declaração de comercialidade desses poços só virá em 2010. &#8220;Ainda existem muitas etapas para cumprir antes da declaração de comercialidade&#8221;, lembrou o consultor. &#8220;Mas o importante é que, naquela área, seja em Guará, Tupi ou Iara, estamos vendo perfurações acompanhadas de notícias boas.&#8221;</p>
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		<title>Brasil terá &#8221;tsunami&#8221; de gás em 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 10:50:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Especialistas lembram que só a plataforma de Mexilhão vai produzir 10 milhões de m³ do combustível por dia

Kelly Lima &#8211; O Estado SP


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O Brasil está prestes a viver um &#8220;tsunami&#8221; de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Especialistas lembram que só a plataforma de Mexilhão vai produzir 10 milhões de m³ do combustível por dia</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Kelly Lima &#8211; O Estado SP</span></h2>
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<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091120/img/4.20.imagem_gas2.jpg" alt="" /></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>O Brasil está prestes a viver um &#8220;tsunami&#8221; de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos campos do pré-sal. Até setembro, o País já acumula uma média de 33 milhões de metros cúbicos (m³) por dia excedentes de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia. Com os campos do pré-sal, a sobre oferta pode subir para até 80 milhões de m³ por dia.</p>
<p>Já no ano que vem, o excedente deve ser ampliado em pelo menos 10 milhões de m³ por dia, com a entrada em operação da plataforma de Mexilhão, que deixou ontem o estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, rumo à Bacia de Santos. Maior estrutura de aço já construída no País, a plataforma deve chegar ao destino em duas semanas. A entrada em operação está prevista para meados de 2010.</p>
<p>A unidade tem capacidade para produzir 15 milhões de m³ de gás natural por dia, volume que será atingido gradualmente, de acordo com o desenvolvimento do mercado. A última grande reserva de gás a entrar em operação no Brasil, Camarupim, no Espírito Santo, está hoje sem produção por falta de consumidores.</p>
<p>Para o diretor de gás e energia da Shell Cone Sul, Antonio Assumpção, a sobre oferta é fruto do atual modelo do setor elétrico, que não atrai investimentos em gás e energia. Para ele, o problema vai se agravar com o início da produção do pré-sal. &#8220;Teremos uma reserva excedente de pelo menos 50 TCFs (trilhões de pés cúbicos de gás natural, o equivalente a 1,8 trilhão de m³) para destinar para a exportação a partir de 2020, quando as áreas do pré-sal começarem a produzir.&#8221; Segundo ele, somente Tupi e Júpiter já teriam reservatórios suficientes para dobrar o volume total de reservas de gás no País hoje, de 15 TCFs (420 bilhões de m³).</p>
<p>Em contrapartida à oferta crescente, e ao contrário de poucos anos atrás, a demanda está deprimida. Aliado à crise econômica mundial, que reduziu as atividades da indústria, o consumo também foi reduzido porque as usinas térmicas não foram acionadas. O País passa pelo período mais úmido da sua história, com os reservatórios das hidrelétricas quase vertendo água num período em que era para ser seco.</p>
<p>O sistema elétrico nacional tem como base as usinas hídricas, que respondem por mais de 90% da energia gerada. Com isso, as termoelétricas só são ativadas emergencialmente em momentos de seca, onde há equilíbrio entre a falta de energia e o seu custo mais elevado. &#8220;Se estamos assim no fim do chamado período seco, agora que entraremos no úmido não há perspectiva de as usinas serem acionadas&#8221;, admite a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster.</p>
<p>Para ela, a demanda ao final de 2010 deverá ser a mesma de janeiro deste ano, na casa dos 40 milhões de m³, volume menor do que todo excedente junto previsto após a entrada em produção de Mexilhão. &#8220;Na prática, apesar de estarmos registrando uma retomada do consumo industrial nos últimos meses, vamos perder um ano em ritmo de crescimento da demanda em geral&#8221;, comentou, frisando que em nenhum momento houve queima de gás excedente. Segundo ela, as queimas que chegaram a bater recorde este ano, na casa dos 13,3 milhões de m³ em junho são &#8220;técnicas&#8221;.</p>
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		<title>Petrobrás tem o 2º maior lucro das Américas</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:42:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Empresa fica atrás apenas da ExxonMobil; a Vale está em 22.º lugar na lista, dominada por grupos dos EUA
 

Nicola Pamplona, RIO &#8211; O Estado SP
A Petrobrás teve o segundo maior lucro trimestral entre todas as empresas de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos. Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, o resultado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Empresa fica atrás apenas da ExxonMobil; a Vale está em 22.º lugar na lista, dominada por grupos dos EUA</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="../wp-content/uploads/2008/08/plataforma-petrol.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/plataforma-petrol.jpg" width="556" height="370" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Nicola Pamplona, RIO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A Petrobrás teve o segundo maior lucro trimestral entre todas as empresas de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos. Segundo levantamento feito pela consultoria Economática, o resultado do terceiro trimestre, divulgado na semana passada, ficou atrás apenas dos números apresentados pela gigante americana ExxonMobil. Mesmo assim, com pequena diferença: US$ 4,107 bilhões da Petrobrás, ante US$ 4,730 bilhões da Exxon.</p>
<p>A lista dos 25 maiores lucros ainda inclui a brasileira Vale, que anunciou ganhos de US$ 1,689 bilhão no terceiro trimestre, ficando em 22º lugar. As demais empresas são todas americanas. Mesmo amargando uma queda considerável nos ganhos este ano, o setor de petróleo ocupa as três primeiras posições: no terceiro lugar, atrás de Exxon e Petrobrás, vem a Chevron, que teve lucro de US$ 3,831 bilhões.</p>
<p>As petroleiras sofreram com uma queda brusca no preço do petróleo, que chegou a ultrapassar os US$ 140 por barril em julho, mas fechou o terceiro trimestre de 2009 a uma cotação média de US$ 68 por barril, valor 41% menor do que o registrado no mesmo período de 2008.</p>
<p>Tal cenário levou o lucro das principais empresas do setor a despencar. A Exxon, por exemplo anunciou uma queda de 68% com relação ao terceiro trimestre de 2008. Já o lucro da Chevron caiu 41%.</p>
<p>No caso da Petrobrás, a queda foi bem inferior, de 26%, e mesmo assim com forte impacto de um acordo fechado com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para o pagamento de R$ 2 bilhões a título de recálculo da participação especial do campo de Marlim, o maior do País. Na entrevista de divulgação do balanço, o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, disse que, sem o pagamento, a redução no lucro seria menor, de apenas 11%.</p>
<p>A principal diferença, dizem analistas, é que a Petrobrás tem a maior parte de sua receita proveniente do mercado interno, cujos preços não oscilam tanto quanto no mercado internacional. De fato, no terceiro trimestre, a cesta de combustíveis da Petrobrás custava R$ 162,96 por barril, enquanto o valor americano foi de R$ 121,62 por barril. A estatal tem mantido seus preços acima das cotações internacionais há mais de um ano.</p>
<p>A lista elaborada pela Economática considera a cotação do dólar Ptax de 30 de setembro (R$ 1,91), o que contribui para o bom desempenho da Petrobrás. Na moeda brasileira, o lucro da Petrobrás foi de R$ 7,3 bilhões. A primeira empresa não petroleira do ranking é o banco JP Morgan Chase, com lucro de US$ 3,588 bilhões. A Microsoft vem em quinto lugar (US$ 3,574 bilhões).</p>
<p><strong>AMÉRICA LATINA</strong></p>
<p>Dentre as empresas sediadas apenas em países latino-americanos, a Petrobrás ocupa a primeira posição em lucro no terceiro trimestre, com resultado 143% superior ao da Vale, segunda colocada.</p>
<p>Nesta lista, 15 empresas são brasileiras e cinco mexicanas &#8211; incluindo a terceira colocada, a America Movil. O Itaú Unibanco, resultado de fusão ocorrida neste ano, está em quarto lugar. Na sequência vêm Banco do Brasil, Bradesco, AmBev, CSN, Itaúsa e Braskem.</p>
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		<title>Relatório preliminar do apagão mantém meteorologia adversa como causa</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Chico Santos e Rafael Rosas, do Rio &#8211; VALOR
Um relatório inconcluso feito durante o dia de ontem por cerca de 70 técnicos de empresas e órgãos envolvidos com o blecaute ocorrido no sistema elétrico brasileiro na semana passada não esclareceu definitivamente as causas do evento, mantendo duas hipóteses, ambas decorrentes de condições meteorológicas desfavoráveis: as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Chico Santos e Rafael Rosas, do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Um relatório inconcluso feito durante o dia de ontem por cerca de 70 técnicos de empresas e órgãos envolvidos com o blecaute ocorrido no sistema elétrico brasileiro na semana passada não esclareceu definitivamente as causas do evento, mantendo duas hipóteses, ambas decorrentes de condições meteorológicas desfavoráveis: as três linhas que ligam a hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, ao Sudeste do país, foram desligadas simultaneamente na subestação de Itaberá (SP) ou por &#8220;descargas atmosféricas&#8221; (raios) ou pela perda de capacidade de isolamento de uma das linhas provocada por acúmulo de água da chuva nos isoladores.</p>
<p>As informações foram dadas no começo da noite de ontem pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. O ONS é o órgão encarregado de fazer funcionar o Sistema Interligado Nacional (SIN) de abastecimento elétrico e a reunião foi realizada na sua sede (centro do Rio). Chipp disse que o documento, denominado Relatório de Análise de Perturbação, estará concluído na sexta-feira ou, no máximo, na segunda-feira, para ser encaminhado ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e, em seguida, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão fiscalizador do sistema.</p>
<p>Chipp disse que as conclusões a que se chegou até agora resultaram da análise dos registros feitos pelos equipamentos instalados nas principais subestações do SIN. Em linguagem bastante técnica, ele buscou explicar que o apagão, que atingiu 18 Estados e reduziu em mais de 52% a carga elétrica do país no dia 10 deste mês não tinha como ser evitado nas condições em que ocorreu, com intervalo de milésimos de segundo entre o desligamento de uma linha e outra.</p>
<p>Segundo os dados, um curto-circuito, provocado por raio ou por perda de capacidade de isolamento, desligou primeiro a fase B da linha nº 1 (cada linha tem três fases). Apenas 13,5 milésimos de segundo depois, houve outro curto na fase A da segunda linha e 3,2 milésimos de segundo depois, outro curto atingiu a terceira linha. O desligamento da primeira linha, naquelas condições, pode ter causado sobrecarga nas demais, gerando o desligamento em cadeia. Chipp disse que de 2000 a 2009 foram registradas nove ocorrências triplas e dez duplas de curtos-circuitos nas mesmas linhas sem provocar blecautes porque, naqueles casos, houve intervalos de três a cinco segundos entre cada curto.</p>
<p>O diretor do ONS, assessorado por técnicos, disse que, nas condições em que ocorreu, o blecaute não tinha como ser evitado. Segundo ele, o desligamento de uma das linhas, para reduzir a carga por medida de segurança, feito às 13h31 da tarde do mesmo dia foi apoiado nas informações meteorológicas recebidas permanentemente do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), acrescentando que as informações recebidas à noite não justificavam novos desligamentos, embora o tempo continuasse ruim. O blecaute começou às 22h13.</p>
<p>Segundo informações do setor obtidos pelo Valor, à tarde a chuva e o vento chegaram a caracterizar situação de ciclone na área de Foz do Iguaçu, o que não teria ocorrido à noite. Ante a insistência de jornalistas para saber se as informações meteorológicas recebidas pelo ONS poderiam ter subestimado a intensidade das chuvas, ventos e raios, Chipp, irritado, disse que a pergunta deveria ser feita aos órgãos meteorológico. Ele mostrou também irritação quando foi lembrado de que o Inpe soltou um aviso de que as condições de tempo em Itaberá não eram ruins na hora do blecaute. &#8220;Acho que o Inpe deve cuidar das condições climáticas. Do efeito disso quem cuida somos nós. As consequências para o setor elétrico são da responsabilidade do setor elétrico.&#8221;</p>
<p>Chipp concordou que o fato das ocorrências terem acontecido perto da subestação de Itaberá, para onde as três linhas convergem, pode ter facilitado o blecaute, mas disse que seria antieconômico fazer uma outra linha (redundância) por outro caminho, como sugeriram especialistas. &#8220;É antieconômico construir um sistema para suportar esse tipo de contingência. Presido um grupo que congrega as 12 maiores operadoras de sistemas do mundo. Ninguém tem esse nível de redundância.&#8221;</p>
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		<title>Energia: Para Mário Veiga, da PSR Consultoria, modelo é eficiente</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 15:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sistema do Brasil não é frágil, diz especialista


Nelson Perez/Valor

 Engenheiro Mário Veiga, da PSR Consultoria: discurso de que faltou investimento pode representar, se vitorioso, custo adicional para o consumidor
Josette Goulart, de São Paulo &#8211; VALOR
O apagão que afetou 18 Estados, retirou a maior usina hidrelétrica do país do sistema e deixou São Paulo completamente às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Sistema do Brasil não é frágil, diz especialista</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Nelson Perez/Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002386/imagens/foto17bra-madrio-a6.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em> Engenheiro Mário Veiga, da PSR Consultoria: discurso de que faltou investimento pode representar, se vitorioso, custo adicional para o consumidor</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Josette Goulart, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O apagão que afetou 18 Estados, retirou a maior usina hidrelétrica do país do sistema e deixou São Paulo completamente às escuras foi forte o bastante para que as culpas pudessem ser atribuídas ao governo, no clima pré-eleitoral em que o país já vive. Especialistas independentes negam que o sistema elétrico brasileiro seja frágil. O engenheiro eletricista Mário Veiga é um deles. Ele preside uma das consultorias mais prestigiadas no setor elétrico, a PSR Consultoria.</p>
<p>Com mestrado e doutorado na área de pesquisa operacional, Veiga diz que o Brasil tem um sistema complexo como complexa é qualquer rede elétrica, de qualquer país, e com equipamentos sujeitos a falhas. Ele acredita que apesar da pressão política, a diretoria do Operador Nacional do Sistema (ONS) está blindada e deve divulgar ainda hoje exatamente os fatores do apagão da semana passada. Com isso será possível consertar os erros e seguir em frente na gestão do sistema. E alerta que o discurso de que o que faltou foi investimento esconde um passivo futuro para o consumidor. O Valor chegou ao nome de Veiga após consultar mais de 10 especialistas e executivos do setor pedindo a indicação de um profundo &#8211; e isento &#8211; conhecedor do sistema elétrico nacional.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O sistema elétrico no Brasil é frágil?</em></p>
<p align="justify"><strong>Mário Veiga:</strong> Não, o sistema elétrico brasileiro não é frágil. O que temos que fazer é separar o que é oferta de geração, que está associada ao risco de racionamento de energia, a oferta de transmissão, que é a infraestrutura que transporta essa geração até os centros de consumo, e a infraestrutura de gestão, quer dizer, a operação segundo a segundo nesse sistema. Na parte de geração estamos até com excesso de oferta, o que permite que Brasil absorva com facilidade taxas altas de crescimento do PIB. A parte de transmissão acompanha a parte de geração. Os leilões de construção de linhas são feitos para que as linhas necessárias e reforços estejam prontos quando entrarem novos geradores no sistema. Nos últimos nove anos, foram licitados &#8211; e a maior parte construídos -, cerca de 32 mil quilômetros de linha de alta tensão. Comparado ao comprimento total hoje, de 80 mil quilômetros, nota-se que os investimentos foram significativos em transmissão. Então, estamos bem na parte de geração e de infraestrutura de transmissão.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>E na parte de gestão de infraestrutura, que  tem recebido tantas críticas?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Na parte de gestão, as medidas que foram tomadas quando houve a reforma do setor foram de, primeiramente, centralizar a autoridade da operação no ONS. O ONS tem total autonomia e autoridade para operar o sistema minuto a minuto, da maneira mais eficiente possível. Esse é um desafio para qualquer operador do mundo, porque a cada segundo o total de energia produzida tem que ser exatamente igual ao de energia consumida. Essa operação é feita em três horizontes. Num olhar para os próximos três a cinco anos é que, estrategicamente, se decide como usar os reservatórios do país. Isso é feito por um processo de otimização bastante sofisticado, que leva em consideração literalmente bilhões de combinações de cenários futuros. Depois, essa decisão é detalhada na programação para as próximas 24 horas, em que o ONS, em coordenação com os centros regionais, determina o cronograma de produção de cada usina. Depois vai para o tempo real, em que, de segundo a segundo, a operação do sistema é ajustada para ficar sempre igual à demanda.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Parece um processo simples&#8230;</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> A rede elétrica foi considerada há alguns anos pela academia americana de engenharia como o sistema mais complexo jamais feito pelo ser humano. É a máquina mais complexa já feita. Isso porque existem centenas de milhares de componentes que têm que funcionar, segundo a segundo, como o programado. A vantagem desse sistema é permitir que geração barata chegue à casa dos consumidores. Quando a energia elétrica foi produzida e distribuída em escala comercial pela primeira vez, com a descoberta de Thomas Edison, cada quarteirão tinha seu próprio gerador, porque não havia capacidade de transmitir energia a distancias muito longas. Isso teria a vantagem de nunca haver um blecaute, porque é como se cada quarteirão fosse um sistema isolado. A desvantagem é que esses geradores funcionavam a óleo e eram caríssimos. Quando foi inventado o sistema de corrente alternada, isso permitiu que fossem construídas linhas de transmissão de longas distâncias. Se poderia, assim, construir mais longe um gerador maior e, portanto, mais barato, por causa da economia de escala. Então rapidamente, no mundo inteiro, os sistemas deixaram de ser isolados para se integrarem. Foi um processo que beneficiou os consumidores, porque contribuiu para reduzir o custo de energia.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Não foi diferente no caso do Brasil, certo? </em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> No caso do Brasil, isso era fundamental por causa das usinas hidrelétricas. Se você pega o exemplo do Equador ou Peru, que são países de tamanho menor, um evento meteorológico pode causar uma seca simultânea em todo o país. O Brasil, por ter área muito grande, tem várias regiões climáticas. A vantagem de termos uma rede interligada é que pode funcionar como se fosse um portfólio. Igualzinho quando a pessoa tem varias ações na bolsa de valores para poder diversificar o risco. Quando chove na região Norte, não chove no Nordeste, quando chove no Sudeste, não chove no Sul. Então eu posso aproveitar muito melhor essa diversidade de produção hidrelétrica e ter um sistema com muita participação hidráulica, mas que seja seguro. O que o operador nacional faz permanentemente é, atraves do modelo de otimização, buscar energia de onde está chovendo, onde os reservatórios estão melhores, e transferir para regiões onde está chovendo menos e os reservatórios estão mais vazios. Isso permitiu ao longo do tempo que a produção de energia fosse muito eficiente e transferiu o benefício da energia mais barata possível para o consumidor.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Mas também traz o risco de apagões maiores?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> O fato de as hidrelétricas estarem localizadas a milhares de quilômetros dos centros de consumo torna a operação mais complexa do que naturalmente já é. Você tem cada vez mais a possibilidade do sistema entrar no que se chama de oscilação e que pode se traduzir em um apagão.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Como acontece essa oscilação?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> A cada segundo você tem fluxo de energia passando em todas as linhas de transmissão do sistema. Evidente que uma linha pode falhar. Pode cair um raio, pode haver uma falha nos componentes. Quando a linha falha é preciso tirá-la de operação e desligá-la. Isso é feito porque, se ela se danificar, vai levar meses para consertá-la e colocá-la de volta no sistema. Se essa linha é desligada, a energia que estava passando por ali, automaticamente, numa fração de segundo, vai por um outro caminho, porque a energia não pode desaparecer. Se der azar de que nesse outro caminho já estava passando quantidade grande de energia, ele vai ficar sobrecarregado. Nesse caso, equipamentos chamados relés identificam que aquele caminho está transferindo mais energia do que aguenta e a segunda linha também é desligada. A energia associada ao primeiro caminho, mais a energia do segundo, vai por um terceiro caminho, que por sua vez pode dar o azar de ser sobrecarregado e assim por diante. Aí se tem o efeito cascata e o apagão.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O senhor usou muito a expressão &#8220;se der o azar&#8221;. Então é azar mesmo?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> É um pouco de azar sim, pelo seguinte: o operador do sistema não tem, em nenhum país, o controle de quanto fluxo está passando em cada linha, porque os fluxos se distribuem de acordo com as chamadas leis de Kirchhoff. Se eu tenho duas linhas em paralelo, eu não posso forçar que em uma linha passe uma quantidade de energia, e em outra linha, outra quantidade. A natureza automaticamente distribui a energia entre as duas linhas em função das características elétricas das linhas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Não há tecnologia para se medir esse fluxo?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Poderia se fazer por meio de links de corrente contínua. Mas seria caríssimo.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Então ficamos à mercê das leis de Kirchhoff?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Quando se planeja a transmissão, é feita uma série de simulações com milhões de cenários, que permitem que seja possível levar em consideração que os fluxos se distribuem de determinada maneira. É simulada a retirada de cada linha, uma a uma, para verificar por onde passariam os fluxos e garantir que, tirando uma linha, esses fluxos ainda passariam por uma outra linha e não teriam problemas. O sistema é planejado para levar em consideração que os equipamentos falham. Porque eles falham mesmo. Então o sistema é desenhado levando em consideração que linhas podem falhar e é colocado um reforço no sistema, isto é, se criam caminhos alternativos de transporte de energia.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Aparentemente não havia esse caminho alternativo na semana passada.</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Existe um problema particular quando se tem uma usina como Itaipu. Ela é muito grande, responde por 20% da geração do país, e está a 900 quilômetros do centro de carga. Então é como se todos os caminhos andassem juntos. Mas o sistema de Itaipu é protegido e não é qualquer raio que o derruba. Se pode perder uma linha, até duas linhas, que não dá problema. Mas ninguém desenhou ou projetou o sistema para a saída de três linhas de operação, como disse o ONS. E não é uma questão de colocar mais reforços, pois custariam centenas de milhões de reais, que onerariam a conta do consumidor.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Não há margem de manobra, então, quando caem as três linhas que ligam Itaipu ao Sudeste?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> O que torna a operação ainda mais complicada é que, como estes fenômenos ocorrem em frações de segundos, o ser humano não tem tempo de agir. É por isso que se faz uma pré-programação e o sistema está preparado para, quando determinada linha receber fluxo maior, que ela seja desligada. Mas algumas vezes pode acontecer de o equipamento falhar e não acionar a instrução dada para se desligar a linha. Aí aquilo que devia estar desligado continua ligado e se começa a ter problemas, porque toda a coreografia previamente ensaiada pode começar a falhar.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O sr. não acha que a explicação da causa do apagão está demorando? </em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Amanhã (hoje) vai sair a análise do ONS do que aconteceu. A demora é justificável, porque o sistema possui registros segundo a segundo do que aconteceu, como se fossem caixas pretas. O que os técnicos estão fazendo é olhando essas caixas pretas e verificando cada relé, cada chave, cada disjuntor para saber o que aconteceu.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por essa complexidade, parece que não é fora do normal ter demorado para voltar a luz&#8230; </em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Sim e não. Porque você também se prepara para a falha. Imagine que houve um blecaute num país e toda a demanda desapareceu. A linha pode ser religada em frações de segundo, mas isso não é feito, porque quando existe uma falha do país inteiro o operador sabe qual era o consumo um segundo antes de dar o problema, só que quando falta a luz, as pessoas desligam seus equipamentos. O operador tem um problema complicado, porque ele não sabe qual a demanda que vai ter no sistema quando ele religar. Vamos imaginar que o sistema estava consumindo 50 mil MW na hora que caiu a energia, mas pessoas desligaram seus aparelhos e a carga, se fosse religada, seria de 30 mil MW. Mas operador estimou 40 mil MW e se ele religar haverá novo desequilíbrio e o sistema cai de novo. Por isso é feita uma divisão no sistema, já pré-programada, que se chama de ilhamento. Se o ilhamento funcionar você continua tendo o sistema que caiu, mas sabe que ele foi isolado. Agora existem vários megaquarteirões e se começa a recuperar a geração para cada um separadamente. O ideal, que qualquer centro de controle busca, é que as falhas não ocorram, mas se ocorrerem que se consiga fazer o desligamento de maneira organizada. No relatório do ONS, um dos assuntos que vai ser discutido é se esse esquema de desligamento funcionou 100% como esperado ou, se pela magnitude da falha, não teria condições físicas de esse esquema funcionar. O que significa que caiu mais energia do que se esperava. Se pode usar o script mas também é preciso usar a experiência do operador.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Nunca se cogitou a possibilidade de Itaipu sair do sistema?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Não posso falar pelo ONS, mas em nenhum lugar do mundo se planeja o sistema para falharem três linhas de transmissão como aconteceu na semana passada. Certamente foi um evento absolutamente inesperado. O importante é saber se as três linhas falharam por um azar imenso, ou se houve uma causa comum, um megarraio nas três linhas, ou se na verdade quando uma falhou, houve algum problema na proteção que, de alguma maneira &#8211; isso certamente o ONS vai esclarecer -, teria levado à falha das outras duas. Então é o seguinte: se deu um azar cósmico e falharam as três ao mesmo tempo por razões independentes, aí realmente é um azar gigantesco e é muito pouco provável mesmo. O que é mais provável é terem falhado uma ou duas das linhas e ter havido mais um incidente que levou à falha da terceira. Em geral, as falhas que causam problemas nunca são espetaculares. São uma combinação inesperada de fatores que, cada um isoladamente, não traria problemas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Poderia ter sido evitado este apagão?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Prevenir-se do conjunto de pequenas causas é um grande desafio, porque estamos falando de milhares e milhares de componentes, e quando você pensa em todas as combinações de pequenos acidentes que podem no conjunto dar errado, você estaria analisando bilhões ou trilhões de possíveis causas. Tenta-se da melhor maneira possível se prevenir, com reforços, com caminhos duplicados, mas sempre é possível acontecer um problema.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O fato de Itaipu naquele momento estar gerando a plena capacidade pode ter contribuído? </em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Claro que se tivesse gerando pouco, e as três linhas falhassem, a energia poderia passar pelas outras. Mas se durante seis anos, que foi o tempo entre o último blecaute e agora, se tivesse criado um procedimento para Itaipu nunca gerar a plena capacidade, se estaria deixando de utilizar a energia hidrelétrica barata de Itaipu para utilizar algo mais caro. Quando se faz a conta, se vê que isso possivelmente não era uma solução razoável. O fundamental é que causas sejam explicadas, identificadas e erros corrigidos. Se foi algo imprevisto, paciência, tem que melhorar.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>De certa forma o sistema formou um ilhamento, mas que abrangeu todo o Sudeste..</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Quando se perde toda a energia de Itaipu, não tem jeito, lembre que a cada segundo o total de geração tem que ser o total de demanda, então se toda a energia de Itaipu sai do ar tenho que cortar essa demanda, e nas áreas que são mais afetadas pela energia que foi embora. Então não tem jeito, que o Sudeste ia ser cortado, ninguém tem dúvidas. A questão que o ONS vai esclarecer é se pelo fato de ter havido falha mais severa é que foi necessário cortar mais demanda do que a oferta de Itaipu.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Então o Sudeste sempre vai ser afetado pela saída de Itaipu?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> A gente fica traumatizado, mas é bom lembrar que é a primeira vez na história que houve a saída de Itaipu. Se Tucuruí falhar, vai afetar o Nordeste. Não tem almoço grátis. São os riscos que traz uma energia limpa, barata. Mesmo com todos os esforços para evitar que ocorram acidentes, nunca é impossível de se ter apagão. O importante sempre é que as recomendações e aperfeiçoamentos sejam implementados.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O sr. acredita que o ONS tem liberdade para divulgar exatamente tudo o que aconteceu, ou vai existir pressão política?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Não imagino que haja pressão política e uma das razões é que na lei do modelo do setor elétrico foi dada total blindagem política para a diretoria do ONS. Embora o ONS seja empresa privada, as empresas que contribuem não tem qualquer ingerência no ONS, nem o governo. Essa blindagem existe para dar todas as condições de o operador fazer um trabalho técnico, que sempre tem feito.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>A experiência vivida em outros apagões foi aproveitada?</em></p>
<p align="justify"><strong>Veiga:</strong> Várias recomendações da análise dos apagões de 1999 e 2003 foram aproveitadas. Não sei se todas, mas várias delas com certeza foram. Mas este é um processo que tem que ser constante. E não se é obrigado a implementar todas as propostas, porque alguma delas têm que comparar custo e benefício para saber se vale à pena. O fato de não ser implementada não significa que houve descuido ou descaso.</p>
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		<title>A energia da cana pode fortalecer o sistema elétrico</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 14:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8221;Álcool é fator de inclusão social&#8221;
BIOENERGIA
O Estado SP

O álcool combustível é importante fator de inclusão social. Além de emprego e renda, movimenta a economia brasileira. Representa 54% da receita bruta anual do setor sucroenergético, que atinge R$ 40 bilhões. Mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos são gerados pelo setor, disse o assessor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>&#8221;Álcool é fator de inclusão social&#8221;</strong></span></p>
<p><strong>BIOENERGIA</strong></p>
<h2><strong><span style="background-color: #ffff99;">O Estado SP</span><br />
</strong></h2>
<p>O álcool combustível é importante fator de inclusão social. Além de emprego e renda, movimenta a economia brasileira. Representa 54% da receita bruta anual do setor sucroenergético, que atinge R$ 40 bilhões. Mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos são gerados pelo setor, disse o assessor do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores Augusto Pestana, ontem, na Segunda Semana do Etanol, em Ribeirão Preto.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong>***</strong></span></p>
<p><strong><br />
<span style="font-size: xx-large;">A energia da cana pode fortalecer o sistema elétrico</span></strong></p>
<p><strong>Nível de emissões é quase nulo em comparação com termelétricas convencionais</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">*Marcos Sawaya Jank &#8211; VALOR</span></h2>
<p>No planejamento do setor elétrico, a bioeletricidade da cana deve ser vista como importante fonte de geração</p>
<p>A Copa do Mundo de futebol em 2014, a Olimpíada em 2016 e o crescimento do país acima da média mundial nos próximos anos são eventos que exigirão mais planejamento e um modelo de produção de energia elétrica suficiente para garantir qualidade de abastecimento frente à crescente demanda. Um modelo que, mesmo diante de ocorrências imponderáveis como o último apagão, ocorrido na semana passada, seja capaz de minimizar seus efeitos.</p>
<p>No Brasil, as últimas décadas têm sido marcadas pela &#8220;geração centralizada&#8221; de energia elétrica a partir da construção de grandes centrais hidrelétricas distantes dos principais centros de consumo, o que demanda pesados investimentos em expansão dos sistemas de transmissão de energia. O apagão da semana passada decorreu de falhas precisamente em um dos grandes &#8220;linhões&#8221; de Itaipu.</p>
<p>Ocorre que vários países têm buscado diversificar a sua matriz elétrica e reduzir riscos de blecautes por meio da &#8220;geração distribuída&#8221;, próxima aos centros de consumo, dando preferência às energias renováveis, com baixa emissão de gases de efeito estufa. Um bom exemplo foi a Olimpíada de Pequim de 2008, garantida por centrais de geração distribuída, que conferiram maior credibilidade ao sistema no que tange à continuidade de fornecimento de eletricidade.</p>
<p>O Brasil conta com 434 usinas sucroalcooleiras, todas elas autosuficientes em energia graças à produção de vapor por meio da queima de bagaço de cana em caldeiras. Porém, somente 20% das usinas (88 unidades) comercializam os seus excedentes de energia elétrica no mercado, sendo 54 centrais de cogeração exportando energia elétrica para a rede dentro do estado de São Paulo (61% do total) e 34 centrais em outros 11 estados brasileiros.</p>
<p>Trata-se de uma fonte típica de geração descentralizada, instalada ao lado do principal centro de consumo de eletricidade do país, que têm correspondido adequadamente às crescentes exigências de confiabilidade do sistema elétrico brasileiro. Além disso, a bioeletricidade é uma fonte de energia renovável com características altamente complementares à fonte hídrica (a produção ocorre no período de seca para o sistema elétrico, de abril a novembro no Centro-Sul), fruto de projetos baseados em tecnologia nacional e realizados com prazos reduzidos de instalação e operação. Isso sem contar que a bioeletricidade apresenta nítidas vantagens ambientais, pois seu nível de emissões é praticamente nulo em comparação com as demais fontes termelétricas convencionais, como o carvão mineral, o óleo combustível e o gás natural.</p>
<p>A reserva potencial de bioeletricidade adormecida nos canaviais brasileiros é imensa. Estima-se que, se conseguíssemos aproveitar plenamente toda a biomassa de cana disponível no país, seria possível exportar para a rede elétrica um volume de energia da ordem de 10.000 MW médios até a safra 2017-18, o que equivale a uma usina do porte de Itaipu. Somente no estado de São Paulo, a reserva de cana permitiria exportar 4.800 MW médios para a rede em 2017-18, valor 20% superior ao hoje gerado em todo o complexo da Companhia Energética de São Paulo (Cesp).</p>
<p>A bioeletricidade da cana deveria ser considerada de forma expressa e definitiva no planejamento do setor elétrico, como importante fonte de geração distribuída para tornar o sistema menos vulnerável ou dependente de grandes obras estruturantes de geração e de transmissão, reduzindo os riscos de blecaute ao facilitar o restabelecimento e a estabilização do sistema. Ao mesmo tempo, ela certamente ajudará a cumprir os ambiciosos compromissos de redução de gases de efeito estufa que os governos Federal e Estadual estarão levando para Copenhague este ano.</p>
<p>Porém, a tarefa de extrair essa imensa reserva de energia elétrica dos canaviais brasileiros não depende apenas da boa vontade dos empresários do setor. É preciso uma programação regular de leilões específicos para essa fonte, se possível começando já no princípio de 2010, e com especial atenção para projetos de modernização de instalações de usinas mais antigas (chamadas de retrofits), principalmente no Estado de São Paulo.</p>
<p>Além disso, é fundamental encontrar soluções definitivas para os graves problemas de conexão que têm dificultado a decisão de investimento por parte dos empreendedores.</p>
<p>Inspirando-se em Harry Markowitz, ganhador do prêmio Nobel de economia em 1990, pode-se afirmar que um planejamento de leilões de energia focados na diversificação das fontes de suprimento é o mecanismo mais apropriado para que riscos de falta ou falhas no suprimento de energia sejam diluídos de forma consistente. As grandes obras de geração hidrelétrica e transmissão são importantes, mas seria desejável ao mesmo tempo aprofundar a diversificação na direção da geração descentralizada, de pequeno e médio porte, com balanço ambiental positivo e próximo aos grandes centros consumidores.</p>
<p><strong>Marcos Sawaya Jank é presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Email: www.unica.com.br </strong></p>
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		<title>Desenvolvimento sustentável e o Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 12:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*HILARY BENN &#8211; O Globo
Mais de seis bilhões de pessoas compartilham os frágeis sistemas de apoio à vida na Terra.
Com mais pessoas vivendo nas cidades, podemos nos sentir distantes da natureza, mas somos completamente dependentes daquilo que ela nos oferece. É fácil esquecermos que a natureza nos fornece o alimento e a água que nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">*HILARY BENN &#8211; O Globo</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01205/hilary-benn_1205601c.jpg" alt="http://i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01205/hilary-benn_1205601c.jpg" width="213" height="134" />Mais de seis bilhões de pessoas compartilham os frágeis sistemas de apoio à vida na Terra.</p>
<p>Com mais pessoas vivendo nas cidades, podemos nos sentir distantes da natureza, mas somos completamente dependentes daquilo que ela nos oferece. É fácil esquecermos que a natureza nos fornece o alimento e a água que nos sustentam; e um clima estável.</p>
<p>À medida que a população mundial cresce, os recursos naturais acabarão por tornarem-se incapazes de responder às nossas demandas. A paz e a estabilidade globais dependem de nossa habilidade de encontrar novas maneiras de crescer e gerir nossos recursos para que todos se beneficiem deles, hoje e no futuro.</p>
<p>E é isso o que significa desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Se quisermos alcançar um mundo mais sustentável, precisamos enfrentar nossa responsabilidade por mudanças climáticas. Se falharmos em cortar as emissões de gases de efeito estufa, estaremos sujeitos a secas, inundações e perdas de colheitas.</p>
<p>A mudança do clima representa uma ameaça à prosperidade global. É por isso que o Reino Unido se comprometeu a cortar suas emissões em 34% até 2020 e 80% até 2050, e propôs um fundo de 100 bilhões de dólares anuais para ajudar as nações em desenvolvimento a lutar contra estas mudanças.</p>
<p>A transição para uma economia mais sustentável não significa sacrificar o crescimento ou cercear as aspirações dos países ricos ou pobres.</p>
<p>O Relatório Stern possui uma mensagem simples: enfrentar a mudança do clima não custará nada ao planeta, mas a Terra pagará o preço se não fizermos nada.</p>
<p>É do interesse de todos enfrentarmos essa ameaça juntos. O comprometimento do Brasil em reduzir o crescimento de duas emissões em 38-42 % até 2020, incluindo a redução do desmatamento em 80%, é realmente ambicioso.</p>
<p>O Brasil emerge como uma das potências econômicas e políticas.</p>
<p>Sua economia é estável, sua população vem prosperando e algumas de suas empresas são reconhecidas mundialmente. Mas o Brasil sempre foi mais do que uma potência convencional. É o lar de aproximadamente um quinto de todas as espécies conhecidas. Suas florestas fornecem à América do Sul a chuva para regar as plantações, e ao resto do mundo, um clima estável. Além disso, o país tem sido líder no desenvolvimento de biocombustíveis e no monitoramento via satélite.</p>
<p>É exatamente desse tipo de liderança que o mundo precisa agora. O Brasil tem a oportunidade de consolidar sua reputação de potência ambiental. É possível fazê-lo expandindo sua matriz energética sustentável e seu monitoramento da Amazônia para outros biomas, explorando novas formas de cultivo e pecuária e compartilhando suas tecnologias agrícolas e de monitoramento de outras regiões mega diversas na África e na Ásia.</p>
<p>Em cerca de 20 dias, o mundo se reunirá em Copenhague com o objetivo de acordar uma estrutura política para combater o aquecimento global. Será o primeiro passo no caminho rumo a um mundo mais sustentável. Devemos dar esse passo juntos. O Reino Unido está pronto para embarcar nessa jornada e contamos com o Brasil.</p>
<p><strong>*HILARY BENN é ministro de Meio Ambiente, Alimentação e Questões Rurais do Reino Unido.</strong></p>
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		<title>Os desafios da energia limpa</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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ANTÔNIO PALOCCI &#8211; O Globo (15/11/2009)

Têm sido frequentes os alertas sobre os riscos de uma especialização excessiva de nossa economia em produtos básicos, como as commodities minerais e agrícolas. Isso poderia nos levar a uma dependência de atividades maduras de baixo conteúdo tecnológico, insuficientes para sustentar o crescimento, a competitividade e a capacidade de inovação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cimm.com.br/portal/conteudo/noticias/imagem/Image/mb_etanol_santacruz.jpg" alt="http://www.cimm.com.br/portal/conteudo/noticias/imagem/Image/mb_etanol_santacruz.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ANTÔNIO PALOCCI &#8211; O Globo (15/11/2009)</span></h2>
<p><img class="alignright" src="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/palocci%282%29.jpg" alt="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/palocci(2).jpg" width="204" height="131" /><br />
Têm sido frequentes os alertas sobre os riscos de uma especialização excessiva de nossa economia em produtos básicos, como as commodities minerais e agrícolas. Isso poderia nos levar a uma dependência de atividades maduras de baixo conteúdo tecnológico, insuficientes para sustentar o crescimento, a competitividade e a capacidade de inovação no longo prazo.</p>
<p>Todas as evidências apontam para as vantagens de estruturas produtivas diversificadas, mas a história de sucesso do etanol carburante de cana desafia a ideia de que a competitividade em commodities seja pouco importante para a inovação e o progresso. E isso é confirmado pelos resultados de três décadas de aprendizado com esse combustível que se tornou, do ponto de vista ambiental e econômico, a única alternativa competitiva à gasolina em plano mundial.</p>
<p>O lançamento do Proálcool ao final da década de 70 foi uma resposta à necessidade imediata de reduzir o uso do petróleo importado. Com fortes subsídios públicos, o programa incentivou produtores e instituições públicas de pesquisa como a Embrapa a realizar um grande esforço de aprendizado sobre a cultura da cana em grande escala, na fabricação de equipamentos adequados para seu processamento, na logística e no desenvolvimento de mercado. Pelo lado da indústria de transformação, o setor automobilístico promoveu o primeiro projeto consistente de engenharia e pesquisa no país com o desenvolvimento de motores a álcool.</p>
<p>A instabilidade econômica da década de 80 e a desatenção para com o planejamento energético de longo prazo nos anos 90 criaram fortes pressões sobre o mercado de etanol, que acabou por aprender a sobreviver sem as subvenções, graças aos ganhos de eficiência e produtividade dos cultivos, máquinas e gestão comercial.</p>
<p>Nos anos recentes, a retomada do planejamento estratégico em um quadro de autossuficiência na produção de petróleo e de seu preço estruturalmente mais elevado, renovouse o interesse pelo etanol.</p>
<p>Sua vantagem econômica motivou um segundo passo na inovação de nossa indústria de automóveis: os motores flex-fuel, que respondem, hoje, por mais de 90% das vendas de veículos de passeio. Essa inovação provocou uma mudança significativa no mercado de energia para veículos, pois transferiu para o consumidor a escolha do combustível, levando o consumo do etanol a superar o da gasolina no país. Num outro campo do planejamento energético, governo e produtores trabalham a utilização, em grande escala, da queima do bagaço para alimentar a produção de energia elétrica, o que significaria, apenas considerando a biomassa do estado de São Paulo, uma carga maior que uma nova Itaipu.</p>
<p>É preciso ressaltar que, além de maior atenção recente das políticas públicas, muitas das empresas produtoras modernizaram seus padrões de gestão e financiamento, buscaram associações para garantir economias de escala e se lançaram à conquista do mercado externo. Esta nova mentalidade empresarial, mais dinâmica e inovadora, encontra-se, agora, diante de um novo desafio: consolidar o país como referência na utilização e no desenvolvimento de energias renováveis e de uma economia de baixo carbono.</p>
<p>Isso exige redobrar os esforços de pesquisa e desenvolvimento no etanol de segunda geração, resultado da hidrólise da celulose, o que possibilitará dobrar a produtividade da cana na mesma área plantada.</p>
<p>Por outro lado, a Petrobras tem investido na utilização do etanol como combustível de usinas térmicas de modo a substituir a queima de óleo.</p>
<p>A indústria automobilística tem buscado viabilizar o uso do etanol em motores de grande porte para o transporte urbano e de cargas. Finalmente, a indústria de máquinas trabalha com centros de pesquisa públicos e privados em uma nova geração de equipamentos voltados para o etanol derivado da biomassa.</p>
<p>As possibilidades de crescimento do setor, de aumento de sua competitividade e geração, e domínio de novas tecnologias são muito promissoras.</p>
<p>Dobrar as apostas nos investimentos privados e públicos em pesquisa e desenvolvimento e em novas estratégias empresariais para enfrentar as necessidades crescentes de escala e logística são os caminhos que se desenham hoje. O Brasil, como potência energética em construção, deverá ser capaz de consolidar empresas globais de energia renovável.</p>
<p><strong>ANTÔNIO PALOCCI é deputado federal (PTSP) e foi ministro da Fazenda.</strong></p>
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		<title>Novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Americanos e europeus estudam regulação mais dura com base em problemas climáticos, trabalhistas e de segurança
Raquel Landim &#8211; O Estado SP
Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Americanos e europeus estudam regulação mais dura com base em problemas climáticos, trabalhistas e de segurança</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre esses temas, que são foco da agenda comercial.</p>
<p>Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que por ano 15,4% das exportações brasileiras para os EUA &#8211; o equivalente a US$ 5 bilhões &#8211; estão na mira da nova legislação americana de mudanças climáticas. A lei pode atingir as vendas brasileiras de aço, celulose, papel e alumínio.</p>
<p>O aquecimento global tornou o tema ambiental urgente. O presidente Barack Obama deu sinais de que está disposto a assumir compromissos na reunião de Copenhague. Preocupadas em ficar em desvantagem com outros países, as empresas americanas exigem compensações.</p>
<p>Existem dois projetos sobre o tema no Congresso americano. O mais provável é que sejam aprovadas medidas que obriguem os importadores a comprar licenças para emissão de carbono. &#8220;Isso joga o ônus da adaptação nos países em desenvolvimento&#8221;, disse o diretor de relações internacionais da Fiesp, Mário Marconini.</p>
<p>A União Europeia também estuda a adoção de uma &#8220;taxa de carbono&#8221; contra produtos importados, caso os países emergentes não se disponham a assumir compromissos equiparáveis aos ricos de redução de emissões em Copenhague.</p>
<p>Segundo a consultora da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sandra Rios, essas tarifas distorcem a negociação climática, que reconhece que os países ricos e em desenvolvimento têm responsabilidades diferentes pelo aquecimento global. &#8220;O problema é que essas tarifas vão equiparar os esforços. As nações emergentes têm de manter seu crescimento.&#8221;</p>
<p>Nas discussões trabalhistas, os sindicatos ganharam força para defender regras rígidas em acordos comerciais, depois do desemprego causado pela crise e do apoio decisivo a Obama. A maior preocupação é com o trabalho escravo e infantil.</p>
<p>Tramita no Congresso dos EUA um projeto para reformar a lei de aduanas. Segundo o diretor executivo da Coalização das Indústrias Brasileiras, com sede em Washington, Diego Bonomo, pode entrar em vigor uma nova lista de produtos feitos com trabalho escravo e infantil, que ficariam impedidos de entrar no país. A lista inclui 13 itens brasileiros, como algodão, calçados e tabaco.</p>
<p>A segurança também ganhou relevância desde os ataques de 11 de setembro de 2001. O Congresso concedeu um mandato para o Executivo americano escanear 100% dos contêineres que chegam ao país. Existe um projeto-piloto, mas a administração federal argumenta que não há condições de colocar a lei em prática.</p>
<h3><span style="font-size: xx-large;">Barreira ambiental vai afetar mais os setores intensivos de energia</span></h3>
<p>Estudo da Fiesp mostra que maiores prejuízos recairão na venda de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091116/img/4.5.imagem_cana2.jpg" alt="" /><br />
As exportações brasileiras dos setores intensivos em energia serão as mais afetadas pelas novas barreiras ambientais dos Estados Unidos. Os prejuízos podem ser maiores nas vendas de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio, conforme estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).</p>
<p>A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou no mês de junho a Lei Waxman-Markey, que estabelece metas de redução de emissões para os Estados Unidos pela primeira vez. Segundo cálculos do Departamento Governamental de Contabilidade americano, os setores que terão mais gastos para se adaptar às novas regras serão metais primários, metais não-metálicos e químicos.</p>
<p>Ainda não foi definido pelo Congresso, mas crescem as chances de que, para compensar os fabricantes locais e evitar a fuga de empresas para países com padrões ambientais menos rígidos, os americanos estabeleçam medidas de fronteira, como exigir que os importadores comprem licenças de emissões de carbono.</p>
<p>No caso do Brasil, o setor siderúrgico deve ser o mais prejudicado, já que quase 27% das exportações de ferro e aço são destinadas ao mercado americano, o que significou US$ 3,4 bilhões em 2008.</p>
<p>&#8220;A Conferência de Copenhague é essencialmente econômica. Não podemos ter a ingenuidade de chegar a essa discussão como se fosse apenas ambiental&#8221;, argumenta o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.</p>
<p>&#8220;Se a indústria siderúrgica americana vai fazer investimentos, é legítimo que queiram compensações. O problema é que, depois da crise, o mercado está sobre ofertado. As questões ambientais podem ser um pretexto para o protecionismo&#8221;, observa. Ele afirma que existe um excedente de aço de 600 milhões de toneladas no mundo.</p>
<p>A indústria siderúrgica brasileira defende que as metas de redução de emissões sejam diferentes para países com consumo per capita inferior e superior a 300 quilos de aço por habitante por ano. Na avaliação do setor, o consumo de aço é um indicador de crescimento econômico e as metas ambientais não podem brecar o desenvolvimento. O Brasil consome 100 quilos por habitante/ano, enquanto a China chega a 340.</p>
<p>Para o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Adjarma Azevedo, &#8220;as barreiras ambientais são inevitáveis&#8221;. O executivo afirma que o Brasil tem de se empenhar para influenciar na implementação dessas leis. Ele diz que, dependendo dos critérios, pode ser um benefício para o Brasil, cuja matriz energética é 47% de energia renovável.</p>
<p>Azevedo acredita que as medidas de fronteira dos Estados Unidos vão acabar levando em consideração o conteúdo de emissão de carbono de cada país. Segundo ele, a indústria brasileira de alumínio contribui com 0,2% das emissões do País, que, por sua vez, representa apenas 4% das emissões globais.</p>
<p>Já a fabricação mundial de alumínio equivale a 1% das emissões do planeta.</p>
<p><strong>QUÍMICO</strong></p>
<p>A maior preocupação do setor químico hoje não está nos Estados Unidos, mas na Europa. A União Europeia implementou no ano passado um novo registro para as substâncias químicas que entram no bloco, conhecido pela sigla Reach. O objetivo é garantir a qualidade dos produtos químicos para não afetar a saúde da população e o meio ambiente.</p>
<p>Por enquanto, a regulamentação ainda não está sendo rigidamente implementada. &#8220;Mas pode ser utilizado como uma barreira se os europeus quiserem, porque impõe uma série de dificuldades para as empresas&#8221;, explica o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis.</p>
<p><strong>OUTRO LADO DA MOEDA</strong></p>
<p>Para alguns setores, novas barreiras comerciais podem se transformar em oportunidades. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, disse que é &#8220;absolutamente favorável&#8221; a cláusulas sociais no comércio internacional. &#8220;É uma evolução natural da globalização.&#8221;</p>
<p>Para o setor têxtil brasileiro, que já opera com uma legislação trabalhista forte, novas regras são vantajosas, porque prejudicariam seu principal concorrente, a China.</p>
<p>Os novos temas do comércio internacional, como meio ambiente e trabalho, são causas defensáveis e não chegam a ir diretamente contra a Organização Mundial de Comércio (OMC), que prevê que os países abram exceções para proteger os recursos naturais ou para fins sociais.</p>
<p>A questão, alertam os especialistas, é que esses temas podem ser utilizados como barreiras protecionistas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="../wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" /></p>
<p><strong> <span style="font-size: xx-large;">Discussão sobre o etanol ganha novas proporções</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Símbolo do sucesso brasileiro em energia renovável, o etanol também pode ser alvo de barreiras ambientais. O setor enfrenta um momento crítico nos próximos meses, que é a regulamentação dos combustíveis de baixo carbono.</p>
<p>&#8220;É a nossa maior preocupação&#8221;, disse o presidente da União da Indústria Canavieira de São Paulo (Unica), Marcos Jank. O assunto está sendo debatido nos Estados Unidos e na União Europeia. Nos Estados Unidos, a discussão não é apenas federal, mas também estadual.</p>
<p>Não existem dúvidas de que o etanol polui menos que a gasolina. Também está claro que o etanol brasileiro, produzido com cana-de-açúcar, é menos poluente que produto americano, feito a partir do milho. A questão é qual é o tamanho da vantagem.</p>
<p>Segundo Jank, as discussões nos Estados Unidos e na União Europeia consideram o uso indireto da terra. Ou seja, o efeito que a expansão da produção de cana tem no desmatamento da Amazônia. A área de cana cresce no Centro-Sul, mas, teoricamente, empurra outras culturas em direção à floresta.</p>
<p>&#8220;São cálculos muito difíceis de fazer. E estão sendo utilizadas premissas erradas, porque há desconhecimento do álcool de cana&#8221;, disse o presidente da Unica. Jank ressalta que apenas 1% da expansão da cana-de-açúcar ocorre por meio de desmatamento, enquanto 60% é feito em áreas de pastagens.</p>
<p>Para as usinas, a discussão sobre o padrão do combustível se tornou mais importante que a queda da tarifa cobrada pelos Estados Unidos para a importação de etanol, de US$ 0,54 por galão, que vence em 2010.</p>
<p>Segundo Jank, a indústria vai fazer um forte lobby para o Congresso Nacional não renovar a tarifa. &#8220;Mas se garantirmos uma boa qualificação para o etanol brasileiro como combustível avançado ganharemos aliados nessa briga.&#8221;</p>
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		<title>Brasil reduzirá até 39% de gases-estufa</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 11:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Lula arbitra disputa interna e define meta que o país apresentará na conferência do clima de Copenhague, em dezembro
Proposta varia entre 36,1%  e 38,9% em relação à atual  tendência das emissões, ou  um corte de 15% em relação  aos níveis de CO2 de 2005 
 



Fernando Donasci/Folha Imagem





Carlos Minc e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong></strong></span> <strong>Lula arbitra disputa interna e define meta que o país apresentará na conferência do clima de Copenhague, em dezembro</p>
<p>Proposta varia entre 36,1%  e 38,9% em relação à atual  tendência das emissões, ou  um corte de 15% em relação  aos níveis de CO2 de 2005 </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Fernando Donasci/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/d1411200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><em>Carlos Minc e Dilma Rousseff conversam em evento de apresentação da meta de corte de CO</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--><strong> CLAUDIO ANGELO</strong><br />
<span> EDITOR DE CIÊNCIA </span></p>
<p>O Brasil saiu da retranca.  Após semanas de uma guerra  interna no governo, o país  anunciou ontem que reduzirá  de 36,1% a 38,9% de suas emissões de gás carbônico até 2020,  em relação ao que emitiria se  nada fosse feito. O compromisso será apresentado na conferência do clima de Copenhague, em dezembro.<br />
Trata-se de um desvio de até  1,052 bilhão de toneladas de  CO2 em relação ao cenário tendencial para 2020, que prevê  emissões de 2,7 bilhões de toneladas. Em relação a 2005, o  ano de pico das emissões brasileiras, é um corte de 15%.<br />
&#8220;São ações quantificáveis, reportáveis e passíveis de verificação, que nós estamos assumindo de forma voluntária&#8221;,  disse a jornalistas a ministra  Dilma Rousseff (Casa Civil). O  governo agora vai realizar uma  série de reuniões para definir o  custo das ações e a data em que  elas serão implementadas.<br />
A meta brasileira, chamada  por Dilma e Carlos Minc (Meio  Ambiente) de &#8220;a ação de mitigação mais forte dos países em  desenvolvimento&#8221;, pode destravar as negociações do novo  acordo internacional de combate ao aquecimento global,  que ameaçam naufragar.<br />
O Brasil, quinto maior emissor de carbono, vinha sendo cobrado por países ricos e pela  ONU para pôr um número na  mesa. Ao fazê-lo, deve constranger os ricos a elevarem  suas metas de corte de emissões -hoje elas são insuficientes para impedir um aquecimento perigoso da Terra.<br />
Minc havia proposto um corte de 40% em 2020 em relação ao cenário tendencial (o chamado &#8220;business as usual&#8221;). Alguns setores do governo, no entanto, vinham resistindo a adotar metas de redução além do desmate na Amazônia. Uma das principais resistências foi de Dilma, que via no corte de emissões um entrave ao crescimento econômico.<br />
Outro foco vinha do Itamaraty, que temia adotar um objetivo ambicioso que o país não  pudesse cumprir. &#8220;A questão é  que não existe &#8220;meta voluntária&#8221;. A partir do momento em  que se apresenta a meta à convenção [do clima da ONU], ela  se torna vinculante&#8221;, disse a ex-ministra Marina Silva (PV).<br />
Ontem, numa reunião em  São Paulo, o presidente Luiz  Inácio Lula da Silva arbitrou a  disputa interna e resolveu que  a meta brasileira iria variar entre 36,1% e 38,9%, número  mais próximo da proposta de  Minc. &#8220;É um intervalo de confiança&#8221;, explicou Dilma, dizendo que o país poderia fazer menos ou mais dependendo de ter  menos ou mais recursos e menos ou mais engajamento dos  Estados e da população.</p>
<p><strong>Outros setores</strong><br />
Além do desmatamento na  Amazônia, compõem a proposta a redução de 40% no desmatamento no cerrado, que deve  abater 100 milhões de toneladas de gás carbônico das emissões nacionais; uma série de  ações no setor agropecuário  (recuperação de pastagens,  plantio direto, fixação biológica  de nitrogênio e integração lavoura-pecuária); ações de eficiência energética, aumento no  uso de biocombustíveis, expansão das hidrelétricas e fontes  alternativas de energia; e o chamado &#8220;carvão verde&#8221; para a siderurgia, com a substituição de  lenha de mata nativa por lenha  de florestas plantadas.<br />
Os cenários montados pelo  governo para a redução comportam tanto um crescimento  econômico de 4% quanto o de  5% ao ano, como Dilma quis.<br />
O governo ainda não sabe  quanto custará cumprir as metas; só no setor agropecuário,  serão cerca de R$ 40 bilhões  por ano. &#8220;O Brasil vai usar plenamente sua capacidade de financiamento para implementar suas ações&#8221;, afirmou Dilma.  Segundo ela, apesar de o país  esperar receber verba do mundo desenvolvido, grande parte  do dinheiro da mitigação virá  de fontes domésticas, especialmente o BNDES.<br />
Escolhida por Lula para chefiar a delegação brasileira em  Copenhague, Dilma apresentará as metas na próxima segunda-feira, numa reunião de ministros em Copenhague.<br />
Hoje, Lula e Dilma exibem a  proposta ao presidente francês,  Nicolas Sarkozy, que chamou  Lula a Paris para debater clima.</p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Proposta brasileira vai ajudar acordo global, afirmam ONGs</strong></span></p>
<p><span>DA REPORTAGEM LOCAL </span></p>
<p>Segundo a ONG ambientalista WWF, a proposta brasileira  de redução de emissões é &#8220;um  gesto político importante&#8221;.  &#8220;Vai na direção correta e pode  trazer um novo ânimo para Copenhague&#8221;, avalia Carlos Rittl,  coordenador do programa de  mudanças climáticas da entidade. Rittl, no entanto, diz que  é preciso saber como a meta será alcançada, listando os esforços de cada setor da economia  num plano de ação. Para ele, o  fato de o governo voltar atrás  na decisão de só anunciar seus  compromissos na Dinamarca é  também importante.<br />
&#8220;Havia uma demanda grande, o mundo estava pedindo  uma demonstração de liderança&#8221;, diz o ambientalista.<br />
Segundo o Greenpeace, a  adoção de uma meta para o  Brasil quebrou um tabu. &#8220;Há  dois anos, se você dissesse a palavra meta, o pessoal [do governo] queria tirar seu passaporte  e te deportar&#8221;, disse o coordenador de mudança climática da  ONG, João Talocchi. &#8220;É uma  mudança que pode ajudar nas  negociações em Copenhague.&#8221;<br />
O ambientalista, porém, diz  que o Greenpeace vai cobrar  agora que a meta seja incluída  no novo acordo. &#8220;Esses números precisam estar no documento que vai ser assinado lá&#8221;,  afirma Talocchi.</p>
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