11/09/2008 - 14:18h Outro livro sobre o governo Marta

http://www.sppt.org.br/img/Image/Noticias/Campanha%20tabagismo%20foto%201%281%29.jpg

Dr. Ubiratan  de Paula Santos (bira) a direita com microfone durante campanha de saúde

Este é um livro de produção coletiva, coordenado pelo Dr. Ubiratan de Paula Santos (Bira), médico do INCOR e participante do governo da Marta, na Prefeitura de São Paulo. Infelizmente, não houve como obter recursos para imprimí-lo e decidiu-se pela publicação via internet.

Abaixo, palabras do próprio Bira.

Orfanato é um grupo aberto de discussão política que se reúne de tempos em tempos na FESP.

Governo Marta 2001 – 2004
Uma gestão comprometida com
a igualdade social e o desenvolvimento da cidade

Organizador
Ubiratan de Paula Santos
Editores-executivos
Edson Monteiro e Almir Teixeira
Pesquisa
Marta Rúbia de Rezende
Conselho Editorial
Almir Teixeira, Artur Araújo, Edson Monteiro,
Elci Pimenta Freire, Max Altman e
Ubiratan de Paula Santos
Projeto gráfico e direção de arte
Luiz Fernando Galante
Diagramação, ilustrações e tratamento de imagens
Luiz Fernando Galante,
Fernando Bertolo e Felipe Nascimento
Fotografias
Arquivo campanha 2004
(Isidoro Alves de Souza, Beto Garavello e Regina de Grammont)
Produção
www.entrelinhas.net

” Segue o PDF do livro sobre o primeiro governo da Marta, feito pelo Orfanato, com a contribuição inestimável da editora Entrelinhas, em especial do Edson Monteiro, combatente da velha cepa. Muito do livro foi fruto das nossas discussões; assim o livro, embora tenha autores, pq seria publicado, é de todos nós.
A idéia era imprimí-lo para distribuir aos zonais dos partidos durante a campanha, mas não tivemos grana para imprimí-lo, assim vai por meio eletrônico. Envie para quem quiser e puder.”


governo-marta-suplicy_2001_2004.pdf

13/08/2008 - 17:27h A ignorância nunca beneficiou ninguém

Blog Entrelinhas

Momentos emblemáticos de uma campanha

 

Pérola saída da boca de uma sarada estudante da FAAP, na manhã de hoje, ao final da palestra da candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy na portentosa entidade educacional: “O problema da Marta é que ela não faz nada pelos ricos“. Como diria Ancelmo Góis: é, pode ser…PS. Tecla SAP para quem não é paulistano: a FAAP, Fundação Armando Álvares Penteado, é uma das mais tradicionais faculdades privadas da capital, com campus no coração de Higienópolis, uns dos bairros bacaninhas de se viver na cidade. A facu, como dizem os jovens, fica a poucas quadras dos apartamentos de Fernando Henrique Cardoso e Jô Soares, por exemplo. Os estudantes da USP acham que a FAAP é um verdadeiro antro de mauricinhos e patricinhas, mas talvez seja injusto generalizar…

26/05/2008 - 13:59h Doação ao PSDB dá às empresas retorno 26 vezes maior do que doação ao PT

O jornalista Luiz Antonio Magalhães fez as contas e pegou a Folha em flagrante sem-vergonhice. Como já apontei aqui no blog a parcialidade da Folha SP tem lado, não é gratuita e a tendência esta cada vez mais acentuada. Sob pretexto de apurar as contas das doações de campanha dos partidos e sem denunciar qualquer irregularidade de quem quer que seja, a Folha insinua… mas veja só o que Luiz Antonio viu

folhasp_doacoes.jpg

Entrelinhas

Mídia & Política

Dois pesos, duas medidas

Mais uma colaboração deste blog para a série “Como a grande imprensa manipula o noticiário”:A Folha de S. Paulo desta segunda-feira publicou na primeira página a chamada a seguir:A cada R$ 1 doado ao PT, empresas recebem R$ 54Pois bem, o leitor vai lá para dentro do jornal e lê a matéria, publicada na página A4 com os seguintes título e linha-fina (grifos em vermelho do blog):

Governo paga a empresas 54 vezes o que doaram ao PT

Só das 20 maiores contribuintes, partido recebeu R$ 8,7 milhões no ano passado

No segundo mandato de Lula, empresas receberam R$ 473 milhões do governo federal; PT foi o partido que mais obteve contribuições

Mas eis que o distraído leitor vira a página e se depara com a seguinte preciosidade (grifos em vermelho novamente deste blog):

Doadoras do PSDB obtêm contratos de R$ 3,4 bilhões

Andrade Gutierrez e Odebrecht ganharam licitações em Minas Gerais e São Paulo

Construtoras doaram ao todo R$ 2,4 milhões ao partido nacional em 2007; empresas dizem que doação foi feita de acordo com a lei

Ora, para chegar nos tais R$ 54 que as empresas doadoras do PT receberam a cada R$ 1 doados ao partido, a Folha dividiu o total recebido (R$ 473 mi) pelo total doado (R$ 8,7 mi). No caso do PSDB, a mesma divisão mostra que a cada R$ 1 doado aos tucanos, as empresas receberam exatos R$ 1416. Mas o jornal paulistano achou que os cinquenta e quatro contos do PT merecem mais destaque do que os R$ 1416 do PSDB. Uma manchete justa talvez fosse “Doação ao PSDB dá às empresas retorno 26 vezes maior do que doação ao PT

Assunto para Carlos Eduardo Lins da Silva, o novo e competente ombudsman da Folha.

Postado por Luiz Antonio Magalhães

12/05/2008 - 10:44h Folha: quem te viu, quem te vê…

Com o titulo acima, o blog Entrelinhas do jornalista Luiz Antonio Magalhães, editor de Política do jornal DCI e editor-assistente do Observatório da Imprensa, reproduz meu post Ponte da Marta: recordar é viver.

O artigo é precedido do seguinte comentário de Luiz Antonio Magalhães:

L'image “http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/ponte_estaiada_iluminada21.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.O que vai abaixo é uma grande sacada do blogueiro Luís Favre. Vale a pena ler na íntegra, embora longo. Em resumo, é o seguinte: a ponte inaugurada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), iniciada na gestão Marta Suplicy (PT), foi condenada e espinafrada em editorial pela Folha de S. Paulo, na época em que Marta apresentou o projeto. O mundo gira, a lusitana roda: anos depois, a mesmíssima ponte ganhou o nome de Octávio Frias de Oliveira e mereceu todos os aplausos do jornal. Como se vê, coerência é tudo!

Ponte da Marta: recordar e viver.

02/05/2008 - 14:24h O mérito é de Lula. O risco, também

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje (02/04/2008) no Correio Braziliense.

Talvez a coragem que Lula demonstrou em 2003 ao abraçar a austeridade fiscal precise ser mobilizada agora para, em algum grau, conter os excessos do consumo


O país festeja a elevação do seu conceito pelas agências de risco. O governo comemora mais ainda, e justificadamente. Afinal, parece não ter fim a safra de boas notícias econômicas na administração Luiz Inácio Lula da Silva. E o presidente tem todo o direito de saborear: a promoção do país ao investment grade tem origem principalmente na decisão de Lula de apoiar desde a posse, em 2003, o primeiro ajuste fiscal digno do nome na história recente do país. Lula deve essa a Antônio Palocci. E ambos estão em dívida com Marcos Lisboa. Tão criticado na época pelo PT.

O PSDB, depois de apostar no fracasso econômico do PT e dar com os burros n’água, agarra-se agora à constatação de que o equilíbrio fiscal brasileiro começou no segundo quadriênio de Fernando Henrique Cardoso. De um ângulo histórico, é verdade. Visto pelas lentes da política, porém, é irrelevante. FHC é tão sócio do sucesso atual de Lula quanto o são José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco. Cada um deles tem o seu mérito em o país ter chegado à normalidade econômica. O primeiro retirou do Banco do Brasil o poder de emitir moeda, acabando com a conta-movimento. O segundo abriu a economia. E o terceiro bancou politicamente o Plano Real.

É verdade que FHC, depois de ver o naufrágio do Real em 1999, implementou a política de metas de inflação, câmbio flutuante e superávits primários. Que está em vigor até hoje. Mas o sucesso atual da economia brasileira não se deve à descoberta de uma fórmula acadêmica genial, nascida de algum cérebro privilegiado. O PSDB e o país só se dobraram à inevitabilidade da disciplina fiscal depois que já se havia tentado de tudo nos laboratórios da heterodoxia.

O PSDB apresentar-se como o campeão da austeridade contra a gastança não resiste a uma pesquisa nos arquivos dos jornais dos anos 1980 e 1990 do século passado. Registre-se, em especial, que o primeiro mandato de FHC foi uma verdadeira farra fiscal, ancorada na convicção de que jamais faltariam dólares para sustentar o real sobrevalorizado. Quando, enfim, os dólares sumiram, a saída que restou foi apertar os cintos. Um mérito de FHC foi tê-los apertado (ainda que em grau insuficiente) e mesmo assim ter sobrevivido politicamente até a data em que passou a faixa ao sucessor.

Mas o fato é que o país vive uma nova etapa. Que embute novos riscos. Que, assim como os louros, recaem completamente sobre o presidente da República. O fluxo reforçado de moeda americana ameaça desvalorizar ainda mais o real e causar dano permanente às exportações. Numa ironia da História, a radicalização do remédio ministrado no segundo mandato de FHC ameaça empurrar-nos aos impasses do primeiro.

Talvez a coragem que Lula demonstrou em 2003 ao abraçar a austeridade fiscal precise ser mobilizada agora para, em algum grau, conter os excessos do consumo, o que evitaria que o Banco Central mantivesse a escalada dos juros e abriria espaço para aumentar as exportações. O certo é que alguma coisa precisa ser feita para evitar que o Brasil perca mercado, especialmente em produtos de maior valor agregado.

Há naturalmente quem dê de ombros para esse risco, afirmando inclusive que ele não existe. Argumenta-se que a maturação dos atuais investimentos alavancará novamente as exportações. E que o dólar barato, ao reduzir o custo da importação de bens de capital, prepara um novo salto no comércio exterior. Cada um que fique com a versão que mais bem lhe aprouver.

Do mesmo modo que a prudência levou Lula a concluir, seis anos atrás, que superávits primários consistentes seriam essenciais para convencer os credores de que o Brasil caminhava para a solvência estrutural, será prudente alguém avisar o presidente de que o Brasil não é os Estados Unidos, de que não dá para conviver em médio e em longo prazos com uma balança comercial deteriorada. FHC não deu ouvidos a esse conselho e teve motivos para se arrepender.

Está certo que Lula é mesmo um sujeito de sorte, e isso tem sido bom para o Brasil. Mas convém não abusar.

19/02/2008 - 09:05h Carlos Melo: PT pressionará por 3° mandato

Eu duvido que PT pressionará por 3° mandato. LF

Blog Entrelinhas

O autor deste blog (Entrelinhas de Luiz Antonio Magalhães) entrevistou, para matéria que será publicada nesta terça-feira no jornal DCI, o cientista político Carlos Melo, professor do Ibmec, a respeito da pesquisa CNT/Sensus que mostra o aumento da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governo federal.

Melo atribui o crescimento da aprovação do governo e do presidente a quatro fatores: o excelente desempenho da economia brasileira, em contraste com a crise nos Estados Unidos; as políticas sociais implementadas por Lula, que segundo ele têm um efeito significativo, especialmente entre os mais pobre; o carisma e dom que o presidente possui para comunicar-se diretamente com as massas; e, por fim, a falta de medidas impopulares no período.

Segundo o professor, a falta de uma agenda reformista e de medidas que pudessem provocar maiores polêmica, como uma segunda rodada de mudanças na Previdência Social, por exemplo, acabam sendo benéficas para o presidente, que não tem pontos de desgaste com a população, pelo menos não do ponto de vista das ações governamentais.

Melo acha que o caso do uso indevido dos cartões corporativos não afetou a imagem de Lula porque existe uma certa exaustão da opinião pública com este tipo de denúncia. “Existe uma banalização dos escândalos políticos”, disse o professor.

Carlos Melo também analisou a pesquisa de intenção de votos e disse que a performance do presidente, que lidera a enquete espontânea com 18% das intenções de voto contra 5% do segundo colocado, o governador José Serra (PSDB), deverá cada vez mais provocar no PT o desejo de um terceiro mandato para Lula, mesmo porque os demais candidatos petistas são todos um fiasco nas simulações realizadas.

O professor, porém, não acredita que Lula possa topar este tipo de manobra para manter o PT no poder. A pressão sobre ele, porém, deverá ser grande.

Postado por Luiz Antonio Magalhães

28/01/2008 - 13:56h Uma mentira e uma curiosidade


No jornal DCI de hoje um fulano plantou uma mentira escancarada: atribuir-me uma ação do Serra para destruir a tentativa de candidatura de Alckmin.

Segundo noticiado no Blog Entrelinhas, do jornalista Luiz Antonio Magalhães, o governador tucano está ameaçando as empresas e os fornecedores da Prefeitura e do governo do Estado de retaliação em caso de apoio financeiro a Alckmin.

A curiosidade, alem de saber quem plantou (com a generosidade do autor inescrupuloso da nota) a mentira no DCI, é que o Blog Entrelinhas é feito pelo editor de política do próprio DCI. Como o jornalista Luiz Antonio Magalhães é uma pessoa seria, diferentemente do autor da nota mentirosa, resulta curioso que uma mentirada dessa passe sem qualquer controle no DCI.

Fica um alerta: guerra suja, mentiras e provocações encontrarão o generoso espaço da mídia para agir em defesa dos tucanos. E seus métodos são inescrupulosos.

A seguir a nota fajuta e o artigo de Entrelinhas.

Luis Favre
(mais…)

16/01/2008 - 16:22h A discussão “estratégica” no PSDB, um elevado debate de idéias



A informação é do Blog Entrelinhas do jornalista Luiz Antonio Magalhães. Ela mostra os métodos empregados no debate “estratégico” do PSDB sobre as candidaturas à prefeitura de São Paulo.

Eu não posso acreditar, o Serra é do bem e Alckmin vá a igreja todos os domingos. Mas também é difícil duvidar da palavra do jornalista.

Cada um pensa o que quer…

O dinheiro sumiu

por Luiz Antonio Magalhães

Jornalista, editor de Polí­tica do jornal DCI e Editor-Adjunto do Observatório da Imprensa.

E-mail: luizaccm@dci.com.br

Este blog confirmou ontem uma história que já foi de certa forma contada pelo esperto James Akel em seu blog: o que está impedindo o ex-governador Geraldo Alckmin de assumir oficialmente a candidatura a prefeito de São Paulo pelo PSDB é a falta de dinheiro. Sim, pode parecer surpreendente, mas Alckmin não está conseguindo, nas sondagens que tem feito, garantias de financiamento de sua campanha. Um alto quadro tucano contou ao blog, em off, naturalmente, que o governador José Serra (PSDB) percebeu que não conseguiria matar a candidatura de Alckmin pela via da disputa política, uma vez que Alckmin domina os diretórios estadual e municipal do PSDB, e decidiu então cortar as asinhas do ex-governador pela via “econômica”: mandou avisar os empreiteiros, grandes financiadores de campanhas eleitorais, que quem ajudar Geraldinho não recebe nem do governo do Estado e muito menos da prefeitura, onde pontifica o candidato de Serra, Gilberto Kassab (DEM). Ainda segundo a mesma fonte tucana, Geraldo Alckmin vai pensar mais um pouco sobre o assunto e decide em março se concorre ou não. Quanto a ter uma garantia para disputar o governo de São Paulo em troca da desistência de concorrer à prefeitura, o grupo de Alckmin avalia que Serra não cumpriria tal acordo. E é isto que pode empurrar Geraldo para a disputa neste ano, mesmo sem dinheiro.