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	<title>Blog do Favre &#187; escolas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>A merenda de Kassab continua cheirando mal</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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		<category><![CDATA[Prefeitura SP]]></category>

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		<description><![CDATA[Fornecedora de merenda de SP admite uso de empresas fantasmas
Alvo de procedimento do MPE, o próprio Geraldo Coan confessou irregularidade para &#8221;reduzir base de imposto&#8221;
Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
Uma rede de empresas fantasmas, laranjas e notas fiscais frias envolve uma das maiores fornecedoras de refeições prontas do País, a Geraldo J. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Fornecedora de merenda de SP admite uso de empresas fantasmas</span></strong></p>
<p><strong>Alvo de procedimento do MPE, o próprio Geraldo Coan confessou irregularidade para &#8221;reduzir base de imposto&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Uma rede de empresas fantasmas, laranjas e notas fiscais frias envolve uma das maiores fornecedoras de refeições prontas do País, a Geraldo J. Coan &amp; Ltda. Investigação feita pelo Estado descobriu que o imóvel onde deveria funcionar uma representante da Coan abriga uma igreja evangélica. Dados bancários indicam depósitos periódicos da Coan nas contas de empresas fantasmas. Tudo confirmado pelo Ministério Público Estadual (MPE) a tal ponto que a empresa se viu obrigada a admitir sonegação fiscal. Promotores, no entanto, desconfiam de que o esquema tinha outra serventia: disfarçar o pagamento de propina a autoridades municipais. A Coan tem contratos com diversas prefeituras paulistas, incluindo a da capital.</p>
<p>A investigação começou em 2008, quando uma denúncia levou a 2ª Delegacia de Crimes Fazendários a abrir inquérito sobre o caso. Insatisfeito com a atuação policial, o mesmo informante procurou o Estado em outubro de 2008. Trazia nomes, endereços e documentos que, segundo ele, levariam à descoberta de um grande esquema de fraude.</p>
<p>A reportagem confirmou os indícios de que duas empresas dessa trama seriam fantasmas: a Carsena Representação Comercial, que indica o endereço de uma igreja como seu escritório, e a CJM &#8211; Representação Comercial de Gêneros Alimentícios e Refeições Prontas, também registrada com endereço frio na Junta Comercial. Os promotores descobriram que a CJM havia mudado do endereço falso na Rua Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo, para outro lugar inexistente. Dessa vez, a sede ficava em Belo Horizonte (MG).</p>
<p>O acesso a papéis da Coan, obtidos em operação conjunta do MPE com a Secretaria Estadual da Fazenda, confirmou a denúncia de que ela fazia pagamentos para as empresas que nada lhe forneciam. Exemplo disso é um recibo de R$ 54,7 mil da Coan para a Carsena, datado de 31 de julho de 2007. A nota fiscal de número 17, emitida pela Carsena, mostra pagamento de R$ 144,7 mil em 24 de junho de 2007. Entre setembro e dezembro de 2007, cerca de R$ 900 mil entraram nas contas da Carsena. Outro tanto circulou pelas contas da CJM.</p>
<p>Para se defender das acusações, há dois meses o empresário Geraldo João Coan apresentou ao MPE declaração de duas folhas em que assume que a CJM e a Carsena foram &#8220;utilizadas em transações que não correspondiam à efetiva prestação de serviço&#8221;. O documento isenta de responsabilidade as pessoas que emprestaram seus nomes e alega que o objetivo do esquema era diminuir a base tributável do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A Receita Estadual ainda não apurou quanto a Coan teria sonegado nem o valor da multa a que a empresa está sujeita.</p>
<p>A Coan e as demais fornecedoras de merenda escolar da capital estão desde o ano passado na mira do MPE. Elas são acusadas de terem formado um cartel para fraudar licitações e corromper agentes públicos. Atualmente, a Coan é responsável por fornecer merenda para o lote 3, que engloba as unidades municipais de ensino em Pirituba e Freguesia do Ó, nas zonas oeste e norte.</p>
<p>Em agosto, o MPE propôs ação civil pública para tentar impedir que as empresas sob suspeita participassem de novos pregões, mas o pedido acabou indeferido pela Justiça. O mérito da ação ainda não foi julgado.</p>
<p>Além da Prefeitura paulistana, a Coan mantém contratos com mais 20 municípios paulistas, além de hospitais e presídios do Estado. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já julgou irregular os contratos com dois Centros de Detenção Provisória (CDPs), um hospital e oito prefeituras, como Piracicaba, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto e Itu.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.psolsp.org.br/capital/wp-content/uploads/2009/09/kassab-merenda-creches.jpg" alt="http://www.psolsp.org.br/capital/wp-content/uploads/2009/09/kassab-merenda-creches.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Merenda de Kassab mantém má qualidade</strong></span></p>
<p><strong>Após quatro meses da assinatura de novos contratos, vistoria acha alimentos vencidos e mofados nos refeitórios de alunos</strong></p>
<p><strong>Fiscalização vê falhas em 22 das 25 escolas; em 3 foram encontrados pombos nos refeitórios; prefeitura diz que erros &#8220;são pontuais&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ALENCAR IZIDORO E JOSÉ ERNESTO CREDENDIO &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Relatórios de fiscalização da merenda escolar de São Paulo revelam que a presença de pombos nos refeitórios onde os alunos comem, excesso de moscas, alimentos vencidos no estoque e ovos mofados são problemas que persistem na rede municipal de ensino.<br />
Falhas diversas, que vão da falta de higiene nas cozinhas à infraestrutura deficiente das unidades, foram flagradas neste semestre, mesmo depois de a gestão Gilberto Kassab (DEM) assinar novos contratos de fornecimento da merenda.<br />
As deficiências afetam inclusive empresas estreantes nesse segmento na capital paulista.<br />
A Folha acompanhou nos últimos quatro meses os balanços de vistorias realizadas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) -órgão oficial de fiscalização formado por pais, servidores e professores. Entrevistou agentes, consultou relatórios de visita e fotografias sobre parte dos problemas.<br />
Das 25 escolas fiscalizadas, foram encontradas falhas em 22 -em metade delas, já a partir da vigência dos novos contratos com quatro empresas estreantes e com quatro que já prestavam os serviços antes.<br />
Os problemas mais emblemáticos foram identificados em escolas atendidas pela Nuttriclass (nova, ligada ao grupo Puras) e pela Terra Azul (que já estava no contrato anterior).<br />
A cargo da primeira, por exemplo, os ovos embolorados e a &#8220;grande quantidade de pães vencidos&#8221; no CEU Parque São Carlos. Ou então, na EMEF José Lins do Rego, as moscas que dominam a cozinha sem telas de proteção de janelas e de portas e a presença de embalagem violada de peito de frango -dentro, havia uma parte diferente da ave, condição considerada suspeita pelos agentes.<br />
A fiscalização também verificou que algumas escolas atendidas não tinham a comprovação dos exames médicos das merendeiras -exigência contratual para evitar a manipulação de alimentos por quem tem alguns tipos de doença.<br />
<strong><br />
Granola</strong><br />
Em unidades atendidas pela Terra Azul, além das falhas de higiene (como fezes de pombo no refeitório e &#8220;pano imundo e mau cheiroso&#8221; em cima do fogão), dois problemas chamaram a atenção dos fiscais.<br />
Na EMEI Laura F. de Leceur, os membros do CAE constataram que havia uma única funcionária para fazer tudo -e que, por isso, não dava conta.<br />
Já na EMEI Enio Correia, as reclamações das crianças sobre a granola muito dura levou a fiscalização a recolher uma amostra. Resultado: a empresa dava aos alunos uma marca de cereal diferente da autorizada e aprovada pela prefeitura.<br />
Os relatórios do CAE apontam que, das 25 escolas, em 3 os conselheiros flagraram a presença de pombos dentro do refeitório dos alunos -justamente no momento da vistoria.<br />
Esse problema já havia sido detectado em visitas realizadas em meses anteriores pelo órgão -sinalizando uma situação que está longe de ser pontual.<br />
A gestão Gilberto Kassab afirma que os problemas identificados pela fiscalização não são generalizados.<br />
Embora admita os riscos, a prefeitura afirma que as empresas só podem ser punidas contratualmente se as aves estiverem na cozinha -e não no refeitório, cujo controle deve ficar a cargo dos próprios servidores. Ela diz orientar as escolas para evitar essa situação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.vermelho.org.br/blogs/renatamielli/files/2009/09/kassbmerenda.JPG" alt="http://www.vermelho.org.br/blogs/renatamielli/files/2009/09/kassbmerenda.JPG" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Nutricionistas veem risco de contaminação</strong></span></p>
<p><strong>Para especialistas, a vistoria nas merendas das escolas municipais evidenciam uma falta de controle da prefeitura</strong></p>
<p><strong>Fiscalização também achou deficiências e infraestrutura precária em escolas onde a refeição é preparada pelos servidores municipais</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Nutricionistas especializadas em alimentação escolar ouvidas pela Folha avaliam que as situações registradas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) apontam para riscos de contaminação da merenda dos alunos da rede municipal e devem ser objeto de um plano para corrigir as falhas.<br />
&#8220;Os problemas levantados pela fiscalização evidenciam uma falta de controle e oferecem algum risco de contaminação. Os pombos (localizados dentro do refeitório dos alunos), por exemplo, circulam em locais contaminados e suas próprias fezes são perigosas&#8221;, afirma Manuella de Souza Machado, agente do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).<br />
Segundo Manuella, há possibilidade de distúrbios intestinais e até doenças mais graves, como no caso do ovo podre. &#8220;O ovo é muito propenso, por si só já tem patogênicos de grande risco, como a salmonella&#8221;, diz.<br />
Para a professora da Unifesp Cristina Gaglianone, coordenadora do Cecane (Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar) da Região Sudeste, os casos citados mostram situações em que alunos podem ficar doentes.<br />
&#8220;Todos os problemas têm algum tipo de risco, maior ou menor, mas pode haver contaminação&#8221;, afirma Cristina.</p>
<p><strong>Por servidores</strong><br />
A fiscalização da merenda também constatou deficiências em escolas onde a refeição é preparada pelos próprios servidores (modelo chamado de autogestão). Nessas unidades, já houve diversos flagrantes de falta de uniformes e toucas das merendeiras, além da infraestrutura precária -como fogão em más condições.<br />
Numa vistoria no CEI Cidade 4º Centenário, no dia 21 de outubro, a fiscalização do CAE constatou falta de comida. Além do baixo estoque, não havia leite em pó nem macarrão. A prefeitura admite a falha pela falta do leite em pó (alega um problema no contrato de fornecimento), mas considera não haver motivos para a ausência do macarrão. E diz que os estoques da unidade foram reabastecidos dois dias depois.<br />
Os dois modelos de fornecimento da merenda (terceirizado e autogestão) são motivo de uma disputa de mercado entre empresas de cada segmento e constante troca de acusações entre elas.</p>
<p><strong>Receita alta</strong><br />
A disputa é por uma receita estimada em R$ 2 bilhões por ano no país. Na capital paulista, os contratos com as terceirizadas atingem R$ 35 milhões por mês. Com base em relatório da Fipe/USP, a Promotoria já tentou barrar na Justiça a continuidade do sistema terceirizado em São Paulo, afirmando que ele é mais caro e de pior qualidade -além de acusações de conluio entre as empresas.<br />
Essa avaliação é questionada pela prefeitura e pelas empresas terceirizadas -que alegam ser vítimas de uma campanha de atacadistas, interessados em vender só os alimentos, e não os serviços de preparo e distribuição da merenda.<br />
Numa ação trabalhista, um advogado que tentou barrar diversas licitações nos últimos anos disse que era pago por um grupo de 11 empresários atacadistas para fazer lobby contra a terceirização.</p>
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		<title>Livros e apostilas fomentam disputa PT x PSDB</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/livros-e-apostilas-fomentam-disputa-pt-x-psdb/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 15:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
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		<category><![CDATA[Livros didáticos]]></category>
		<category><![CDATA[MEC. Secretária estadual de educação SP]]></category>

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		<description><![CDATA[São Paulo: Estado tem o maior percentual de escolas que se recusam a receber material didático do MEC
Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR



Sergio Zacchi / Valor





Paulo Renato: &#8220;Vejo preconceito. Se as apostilas fossem de má qualidade 95% das escolas privadas não as usariam&#8221;




A crescente participação dos grupos privados nas redes municipais de ensino do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>São Paulo: Estado tem o maior percentual de escolas que se recusam a receber material didático do MEC</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<table border="0" width="10" align="center">
<tbody>
<tr>
<td>Sergio Zacchi / Valor</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002385/imagens/foto_16pol-paulo-a14.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-style: italic; font-weight: bold;">Paulo Renato: &#8220;Vejo preconceito. Se as apostilas fossem de má qualidade 95% das escolas privadas não as usariam&#8221;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="justify">
<p align="justify">A crescente participação dos grupos privados nas redes municipais de ensino do Estado de São Paulo colocou em rota de colisão, as políticas educacionais dos dois principais partidos para a sucessão presidencial, PT e PSDB.</p>
<p align="justify">Enquanto o Ministério da Educação amplia, ano a ano, a distribuição gratuita de livros didáticos para todos os alunos da rede pública nacional, proliferam nas prefeituras paulistas os sistemas particulares e suas apostilas, em comunhão com as diretrizes da Secretaria Estadual de Educação.</p>
<p align="justify">Hoje mais de um terço dos alunos das cidades paulistas usam apostilas privadas e tem toda a condução e assessoramento de sua política pedagógica coordenada pelos maiores grupos de educação do país, como COC, Anglo, Objetivo e Positivo.</p>
<div>
<table border="0" width="10" align="center">
<tbody>
<tr>
<td>Antônio Cruz / ABr &#8211; 25/3/2008</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002385/imagens/foto_16pol-pilar-a16.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-style: italic; font-weight: bold;">Maria do Pilar: &#8220;Os professores precisam de autonomia. Não queremos o sistema rígido e reducionista das apostilas&#8221;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p align="justify">Trata-se do Estado com o maior índice (7%) de escolas que se recusam a receber, gratuitamente, os livros fornecidos pelo MEC. Depois, vêm Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Paraná, com 1%. Nos demais, a recusa não chega a um dígito.</p>
<p align="justify">Na prática, isso significa que os prefeitos paulistas têm cada vez mais abdicado dos livros didáticos e optado por comprar um pacote em que se incluem apostilas, programação de aulas, avaliações externas e internas, treinamento de professores e funcionários e capacitação tecnológica. O preço varia entre R$ 150 e R$ 300 por aluno, contra cerca de R$ 18 que o MEC, em média, gasta com o programa de distribuição de livros per capita.</p>
<p align="justify">Há ganhos incalculáveis em visibilidade eleitoral, já que as apostilas privadas dão a seus alunos a oportunidade de estudar com o mesmo sistema de ensino que seus pais não poderiam arcar na rede privada. Ainda que isso deflagre inquéritos do Ministério Público apontando irregularidades nas transações ou condenações do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que se viu obrigado a baixar uma norma há dois anos obrigando os municípios a fazerem licitações para a escolha dos grupos.</p>
<p align="justify">A participação dos grupos de ensino nas campanhas municipais também cresceu consideravelmente. Em 2004, não há registros significativos de doações. Em 2008, elas somam R$ 185 mil, pouco se comparado a outros setores da economia, mas muito se comparado às eleições anteriores.</p>
<div>
<table border="0" width="10" align="center">
<tbody>
<tr>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002385/imagens/arte16pol-educa-a14.gif" border="0" alt="Foto Destaque" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-style: italic; font-weight: bold;"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p align="justify">Apesar de os governos federal e paulista não terem autonomia para interferir diretamente nas escolhas dos governos municipais, ambos têm visões diametralmente opostas do assunto e travam uma guerra silenciosa sobre o tema. O PSDB vê a &#8220;apostilização&#8221; com bons olhos. &#8220;Em geral há um preconceito quando se fala da questão da apostila, como se fosse algo de menor qualidade. Se fosse assim 95% das escolas privadas não as usariam. Elas trazem uma sistematização das disciplinas ao longo do ano, com encadeamento de conteúdo, treinamento de professores e acompanhamento da evolução&#8221;, afirma o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato Souza (PSDB), que considera &#8220;defectivo&#8221; usar o termo &#8220;apostila&#8221;. &#8220;São sistemas de ensino&#8221;, justifica.</p>
<p align="justify">A defesa dos &#8220;sistemas&#8221; que Paulo Renato faz se relaciona com a política pedagógica prioritária do PSDB: uniformização curricular da rede permitindo que todas as escolas sejam avaliadas de maneira mais equânime, de modo a facilitar a aplicação de sua política de localizar deficiências e premiar os educadores cujos alunos se saiam melhor nos exames estaduais.</p>
<p align="justify">Tanto é assim que a ex-secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro, do mesmo grupo político-pedagógico de Paulo Renato, iniciou em sua gestão a confecção de apostilas para a rede estadual de ensino, que são distribuídas gratuitamente ao aluno e ao professor em complemento aos livros didáticos do MEC. A partir de 2010, o material será oferecido também à rede municipal de ensino. Foi este material que, em março deste ano, acrescentou mais um Paraguai e excluiu o Equador do mapa da América.</p>
<p align="justify">O PT é contra. Argumenta que as apostilas limitam a autonomia intelectual e pedagógica do professor, que vê seu universo de atuação circunscrito a uma imposição diária que define o conteúdo a ser dado em cada aula, sem que isso tenha sido previamente discutido entre os educadores de cada cidade. Avalia ainda que o processo de escolha dos livros didáticos é mais democrático, pois cada professor escolhe os seus mediante lista prévia do MEC.</p>
<p align="justify">&#8220;Os professores não precisam de muletas para dar aulas. Eles precisam de autonomia, não de tutela de terceiros. Não queremos um sistema rígido e reducionista como as apostilas&#8221;, afirma a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, ex-secretária de Educação de Belo Horizonte na gestão Fernando Pimentel (PT).</p>
<p align="justify">Para ela, aumentar cada vez mais a oferta de livros didáticos e programas de formação de professores é a melhor resposta que o ministério dá a onda da &#8220;apostilização&#8221;. &#8220;Temos a certeza de que quanto melhor prepararmos o professor, menos ele irá aceitar a imposição das apostilas por quem quer que seja&#8221;, diz. O ministro Fernando Haddad não quis falar ao Valor sobre o assunto.</p>
<p align="justify">O problema é que não há conclusões assertivas sobre os efeitos dos sistemas apostilados na rede pública. Muitos professores no Estado reclamam, tanto das apostilas privadas quanto das do Estado. A principal pesquisa existente foi apresentada pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo. A conclusão foi de que os municípios que adotaram as apostilas privadas melhoraram suas notas (veja quadro nesta página), embora isso não possa ser atribuído com segurança à adoção desses métodos.</p>
<p align="justify">&#8220;Não é possível relacionar as melhores notas obtidas pelo alunos cujos municípios contrataram esses serviços com os serviços em si e nem afirmar que se todos adotarem, todos irão melhorar. Vimos que os municípios que passaram a adotar as apostilas já vinham aumentando suas notas comparados aos que não adotaram. Então pode ser que um conjunto de medidas melhorem o desempenho, como o engajamento das autoridades e dos educadores municipais tendo como foco o aprendizado do aluno. Assim, a adoção de apostilas pode ser mais uma de uma série de medidas implementadas&#8221;, afirma o coordenador da pesquisa da FGV, André Portela.</p>
<p align="justify">O estudo também mostrou que esses municípios têm perfil semelhante: são pequenos, com população na faixa de 24 mil habitantes e gastam cerca de 10% a mais com educação. Também afirmou &#8220;que em termos relativos ao total de prefeituras de um dado partido, PP, PSDB e PMDB são os com maior proporção de conveniados&#8221;.</p>
<p align="justify">Uma outra pesquisa está em andamento. Coordenado por Thereza Adrião, professora doutora da Faculdade de Educação da Unicamp, o relatório com 365 páginas apresentado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) avalia iniciativas de parcerias com o setor privado na rede de ensino público paulista.</p>
<p align="justify">Com uma visão crítica dessas parcerias, a professora destaca quatro pontos prejudiciais à &#8220;apostilização&#8221;: falta de controle social ou técnico, fragilidade conceitual e pedagógica dos materiais e serviços comprados pelos municípios, duplo pagamento pelo mesmo serviço &#8211; já que o MEC fornece materiais gratuitos, vinculação do direito à qualidade de ensino submetida à lógica do lucro &#8211; e padronização de conteúdos e currículos escolares como parâmetro de qualidade.</p>
<p align="justify">Durante a pesquisa, um outro componente foi destacado: o viés político das aquisições. &#8220;O que percebemos é que isso vem sendo utilizado como moeda eleitoral. O que ocorre quando a oposição vence a eleição? Muda-se o material, muda-se a empresa e a possibilidade de constituição de uma política educacional afeita às necessidades do município é, em realidade, negada&#8221;, afirmou Thereza em e-mail ao Valor.</p>
<p align="justify">No relatório, escreveu: &#8220;Na falta de efetivas diferenças político-partidárias locais (nos pequenos municípios), são as medidas governamentais com certa visibilidade que se convertem em diferenciais nas disputas eleitorais: a aquisição do sistema de apostilas de hoje concorre com a construção da praça ou do coreto de outrora.&#8221;</p>
<p align="justify">Foi o que ocorreu, por exemplo, em Taquaritinga (a 330 km de São Paulo). Em 2004, ano eleitoral, o prefeito Milton de Paula (PR) contratou o Sistema de Ensino Expoente para fornecer material didático e assessoria pedagógica ao município. Vitoriosa nas urnas, a oposição fez uma pesquisa na rede em que 90% dos professores optaram pela volta dos livros didáticos. O contrato com a Expoente foi desfeito.</p>
<p align="justify">Responsável por julgar as contas paulistas, o TCE notou que aumentava a cada ano o número de prefeitos que contratavam empresas de educação sem a realização de licitação prévia. Resolveu, então, exigir concorrência pública nesses casos.</p>
<p align="justify">O Ministério Público Estadual teve semelhante percepção e começou a investigar. Em 2007, o Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) deflagrou uma operação para apurar possíveis irregularidades na compra de apostilas da editora Múltipla em diversos municípios do interior paulista. Em gravação obtida pelos promotores, o dono da editora, Paulo Cesar Froio, afirma que, ao final do contrato celebrado com as prefeituras, 3% do total vão para o intermediário e outros 10% para o partido do prefeito.</p>
<p align="justify">Alguns municípios, como Limeira e Vinhedo, instauraram CPIs nas Câmaras Municipais, que acabaram arquivadas. À comissão de Limeira, Froio negou o esquema, disse que sabia que havia sido filmado e que, por isso, até piscou para a câmera.</p>
<p align="justify">Os maiores problemas ocorreram em Taubaté (a 123 km de São Paulo), onde o Ministério Público Federal trava uma batalha jurídica com o prefeito reeleito Roberto Peixoto (PMDB) para que sejam devolvidos aos cofres públicos R$ 33,4 milhões (cerca de 10% do orçamento) referentes a gastos com contratação do sistema de ensino Expoente entre 2006 e 2008. Em julho deste ano, o MPF entrou com uma ação de improbidade administrativa. Para o órgão, houve superfaturamento.</p>
<p align="justify">No ano passado, durante a campanha eleitoral, o MP representou o prefeito na Justiça Eleitoral em razão da confecção, pela Expoente, de 70 mil apostilas sobre a história da cidade que continham sua foto rodeado por crianças. O custo foi de R$ 1,57 milhão, sem concorrência.</p>
<p align="justify">A gráfica da Expoente rodou também 47 mil exemplares de um informativo que destacava investimentos da administração de Peixoto na educação. Neles, vinha escrito: &#8220;Cortesia do Sistema Expoente de Ensino&#8221;.</p>
<p align="justify">Neste ano, após Peixoto vencer a eleição com uma diferença de 2.109 votos (1,4% do total), o contrato com a Expoente foi renovado por R$ 10 milhões, de novo sem licitação. O MP, porém, conseguiu que a Justiça o suspendesse liminarmente.</p>
<p align="justify">Em nota ao Valor, o Expoente afirmou que não foi o responsável por rodar as apostilas com a história da cidade e que o contrato com o município não foi superfaturado. Afirmou ainda que as escolas de Taubaté com seu material apresentaram notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) superiores à média nacional.</p>
<p align="justify">São justamente as notas no Ideb que os grupos costumam oferecer ao prefeito como melhor contrapartida de seus serviços. Além disso, outro atrativo é o auxílio gerencial. Para Guilherme Faiguenboim, diretor geral do sistema Anglo de ensino e presidente da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino (Abrase), os livros didáticos fornecidos pelo MEC são bons, mas não resolvem o principal problema dos prefeitos no setor educacional: a gestão educacional.</p>
<p align="justify">&#8220;Chegar e distribuir livro de graça não resolve o problema. Vai ver se os professores estão usando. Não tem currículo, programação, planejamento. E isso tudo nós temos e fornecemos. Uma filosofia unificada de todas as matérias, linguagem comum, de forma organizada. O problema da rede pública é de gestão e os sistemas de ensino apresentam soluções de gestão escolar&#8221;, afirma.</p>
<p align="justify">Ele diz também que o dispêndio de recursos com os sistemas privados acabam tendo retorno com a melhoria dos indicadores educacionais e, consequentemente, do IDH. Isso, segundo ele, torna a cidade atrativa para investimentos e para obter repasse de recursos financeiros. Questionado se há mesmo melhoras nos indicadores, ele diz que &#8220;não é uma panacéia que faz milagres, mas permite que o professor se organize para dar aula e que os alunos e pais fiquem motivados com a escola pública&#8221;.</p>
<p align="justify">Faiguenboim rebate as críticas. &#8220;O ensino hoje passou a ser dominado por quem tem visão ideológica, e não, pedagógica. Qualquer coisa que se fale de participação de escola particular já acham um absurdo . É a ideologia interferindo no ensino. Isso é muito fácil na hora de escrever tese mas ensinar a criança a ler e a escrever é diferente.&#8221; A Associação Brasileira dos Editores de Livros (Abrelivros) retornou os pedidos de entrevistas. Segundo alguns editores, o motivo é que, de olho no novo nicho de mercado, empresas que antes editavam livros didáticos tem começado a investir em apostilas, como a Ática/Scipone, Uno, FTD e Moderna.</p>
<p align="justify">O MEC tem resistido ao pedido dos grupos de ensino para que suas apostilas sejam avaliadas. O que se configura como outro fator de discordância entre Brasília e São Paulo. &#8220;O MEC vai precisar encarar essa realidade. Não pode ficar com essa visão de que todos os sistemas são fracos. Isso na verdade é mais uma razão para eles fazerem a avaliação&#8221; , afirma Paulo Renato. Reservadamente, os técnicos do ministério dizem não estar em seus planos fazer do Plano Nacional do Livro Didático um &#8220;Plano Nacional das Apostilas&#8221;.</p>
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		<title>Itália é condenada por ter crucifixo na sala de aula</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 12:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Para a Corte Europeia de Direitos Humanos, símbolo perturbaria crianças não cristãs; integrantes do governo e da Igreja criticaram a decisão



Reuters, AP e Efe, ROMA &#8211; O Estado SP

A Corte Europeia de Direitos Humanos determinou ontem que os crucifixos, símbolos da religião cristã, sejam retirados das escolas públicas italianas, pois a sua presença poderia ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Para a Corte Europeia de Direitos Humanos, símbolo perturbaria crianças não cristãs; integrantes do governo e da Igreja criticaram a decisão</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Reuters, AP e Efe, ROMA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091104/img/7.6.imagem_igrejaitalia.jpg" alt="" width="554" height="372" /></div>
<p>A Corte Europeia de Direitos Humanos determinou ontem que os crucifixos, símbolos da religião cristã, sejam retirados das escolas públicas italianas, pois a sua presença poderia ser perturbadora para crianças de famílias que possuem outras crenças. A decisão causou indignação e raiva em autoridades italianas e na Igreja Católica, que classificou a sentença de &#8220;ideológica e parcial&#8221;. O governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi anunciou que pretende recorrer.</p>
<p>&#8220;Vergonhosa&#8221;, &#8220;ofensiva&#8221;, &#8220;absurda&#8221;, &#8220;inaceitável&#8221; e &#8220;pagã&#8221; foram alguns dos adjetivos incisivos usados por integrantes do governo ao comentar a decisão do tribunal.</p>
<p>Para a ministra da Educação, Mariastella Gelmini, a presença dos crucifixos nas salas de aula não significa uma aderência automática ao catolicismo e sim um símbolo de uma herança italiana. &#8220;A história da Itália está marcada por símbolos e se apagamos esses símbolos, apagamos partes de nós mesmos&#8221;, disse.</p>
<p>Rocco Buttiglione, um ex-ministro que ajudou a escrever encíclicas papais, afirmou que a &#8220;Itália tem sua cultura, suas tradições e sua história. Os que vivem entre nós devem entender e aceitar essa cultura e essa história&#8221;.</p>
<p>O país vem debatendo há tempos como lidar com a crescente população de imigrantes &#8211; a maioria vinda de países com maioria de muçulmanos &#8211; e é provável que a sentença da Corte Europeia de Direitos Humanos se converta em um outro grito de guerra para a política do governo de Berlusconi, de centro-direita, para restringir o número de recém-chegados.</p>
<p>O caso foi apresentado por uma cidadã italiana, Soile Lautsi, que se queixou do fato de que seus filhos tiveram de frequentar uma escola no norte do país que possuía crucifixos em todas as salas. Soile alegou que isso contrariava seu direito de dar a seus filhos uma educação secular e a corte decidiu a seu favor.</p>
<p>O ministro italiano de Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmou que a corte desferiu um &#8220;golpe mortal a uma Europa de valores e direitos&#8221;, criando um mau precedente para outros países.</p>
<p>O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o crucifixo é símbolo da importância dos valores religiosos na história e na cultura italiana e um símbolo de união e aceitação para toda a humanidade. Para ele, a corte não tinha o direito de intervir em um tema profundamente italiano. &#8220;Parece que a corte ignora o papel do cristianismo na formação da identidade europeia, que era e continua sendo essencial.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: xx-large;">***</span></strong></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Tribunal europeu condena crucifixo em escola italiana</strong></span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong> </strong></span><strong>Corte de direitos humanos diz que símbolo pode perturbar crianças não cristãs</strong></p>
<p><strong>Governo e Vaticano criticam decisão, tomada a partir de denúncia feita por cidadã que considerou cruz uma afronta ao ensino laico</strong></p>
<h2><span><span style="background-color: #ffff99;">DA REDAÇÃO FOLHA SP</span><br />
</span></h2>
<p>A Corte Europeia de Direitos  Humanos condenou ontem a  presença de crucifixos em escolas da Itália, alegando que os  símbolos poderiam perturbar  crianças não cristãs. A decisão  causou protestos de italianos  que consideram o crucifixo  parte da cultura nacional. O governo Berlusconi prometeu recorrer da condenação.<br />
O caso foi levado à Corte Europeia por uma cidadã italiana,  Soile Lautsi, que se queixava de  que seus filhos eram forçados a  ir a uma escola pública com  crucifixos em todas as salas de  aula e que isso contrariava seu  direito a uma educação laica.<br />
A corte condenou o governo  a pagar multa de 5.000 a  Lautsi e, ainda que não tenha  determinado explicitamente a  remoção dos crucifixos, declarou em seu veredicto que &#8220;o  Estado não deve impor crenças&#8221; em locais públicos e tem  de manter &#8220;neutralidade na  educação pública, que deve  abrigar o pensamento crítico&#8221;.<br />
O Vaticano expressou &#8220;choque&#8221; e &#8220;pesar&#8221; pela decisão,  uma vez que vê o crucifixo como &#8220;símbolo do amor de Deus,  de união&#8221;. &#8220;Lamento que seja  considerado um símbolo de divisão ou limitação de liberdade&#8221;, disse o porta-voz da Santa  Sé, Federico Lombardi.<br />
A ministra da Educação, Mariastella Gelmini, disse que os  crucifixos não significavam  aderência ao cristianismo e  que apenas simbolizam a tradição italiana. Parte da oposição  ao governo direitista também  criticou a decisão judicial, elogiada por grupos ateístas.<br />
A Itália é um dos países europeus envoltos em debate sobre  como lidar com um crescente  número de imigrantes, muitos  deles muçulmanos, e a proibição da corte europeia pode servir de bandeira para o governo  conservador do premiê Silvio  Berlusconi intensificar a restrição à imigração.<br />
Na França, lei de 2004 proibiu o uso de símbolos religiosos  ostensivos em todas as escolas  públicas. É possível que a decisão judicial de ontem -que  afeta uma lei dos anos 1920,  época do governo fascista, que  obriga as escolas italianas a ostentarem crucifixos- estimule  medidas semelhantes em outras escolas públicas europeias.<br />
A Corte Europeia de Direitos  Humanos, em ação desde 1959  em Estrasburgo, França, foi  criada para punir violações  previstas na Convenção Europeia de Direitos Humanos, e  suas decisões são vinculantes.<br />
Antes de chegar ali, em 2006,  o processo tramitou no Tribunal Constitucional italiano  (que disse não ter jurisdição  sobre o caso), num tribunal administrativo e no Conselho de  Estado da Itália, que o rejeitou.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span> Com agências internacionais</span></div>
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		<title>Gestão Kassab não deve construir novos CEUs</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 12:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Robson Ventura/Folha Imagem

CEU Uirapuru ainda não tem parte esportiva e cultural


Fernanda Barbosa do Agora
Os CEUs (Centro Educacionais Unificados) não são uma prioridade para a Prefeitura de São Paulo. O secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, afirmou anteontem que os recursos serão direcionados para as creches e as Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil). A intenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Robson Ventura/Folha Imagem<br />
<img src="http://f.i.uol.com.br/agora/saopaulo/images/09295445.jpeg" border="0" alt="CEU Uirapuru ainda não tem parte esportiva e cultural" /><br />
CEU Uirapuru ainda não tem parte esportiva e cultural</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></p>
<h2 style="text-align: left;"><span style="background-color: #ffff99;">Fernanda Barbosa do Agora</span></h2>
<p>Os CEUs (Centro Educacionais Unificados) não são uma prioridade para a Prefeitura de São Paulo. O secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, afirmou anteontem que os recursos serão direcionados para as creches e as Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil). A intenção agora, segundo ele, é reduzir a quantidade de estudantes por sala de aula.</p>
<p>&#8220;O CEU é bacana, é importante, mas primeiro vamos utilizar o dinheiro para garantir a educação infantil&#8221;, disse em audiência na Câmara.</p>
<p>As palavras de Schneider contrastam com a velocidade de inauguração de centros no fim do ano passado. Durante a campanha eleitoral, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou que entregaria 25 CEUs até o fim do seu primeiro mandato, quatro a mais do que a antecessora Marta Suplicy (PT). Para cumprir a promessa, o prefeito tinha de abrir 12 novos centros em menos de quatro meses.</p>
<p>Durante a campanha, o prefeito disse que uma das prioridades era acabar com as escolas de lata e com o chamado turno da fome. O primeiro objetivo foi alcançado pela prefeitura, mas ainda existem 67 unidades com três turnos. A intenção é eliminar o turno da fome até 2010.</p>
<p>Ao todo, dez CEUs foram abertos entre agosto e dezembro do ano passado. Faltaram dois deles: o Uirapuru, no Jardim João 23 (zona oeste de SP), e o Vila Formosa, na Vila Formosa (zona leste de SP). Ambos tiveram a parte pedagógica iniciada em fevereiro, mas ainda esperam a finalização das instalações esportivas e culturais.</p>
<p>No CEU Uirapuru, por exemplo, falta terminar o anfiteatro e a piscina. Funcionárias da escola dizem que esperam que o teatro fique pronto em novembro, mas estimam que a piscina demore mais. O espaço delimitado para sua construção está plano, sem obras aparentes. Por outro lado, alunos e moradores da região já podem usar a quadra e a sala de dança.</p>
<p>No CEU Formosa ainda não há instalações culturais e esportivas terminadas, conforme foi mostrado, em julho, pelo Vigilante Agora. Três meses depois, os estudantes seguem descendo a rampa entre tapumes e armações de ferro.</p>
<p>Para o morador Anderson Pereira, 31 anos, as instalações esportivas serão um benefício não só para os alunos mas também para todo o bairro. Ele, no entanto, tem medo que o filho Kelvin, 1 ano, se machuque. &#8220;Os tapumes são perigosos e as crianças podem se machucar&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, os moradores elogiaram a qualidade do ensino do centro. Para o vendedor David Marques Ferreira Filho, a inauguração do CEU cumpriu uma das prioridades de Kassab: a criação de mais vagas. &#8220;Foi inaugurado às pressas, mas resolveu a carência de creches. Consegui logo a matrícula.&#8221;</p>
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		<title>Após denúncia do vereador Donato, MP abre inquérito sobre contratos do Leve Leite</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O Ministério Público instaurou inquérito civil (nº 121/09) para investigar o contrato (no valor de R$ 34 milhões), celebrado sem licitação entre a Prefeitura de São Paulo e os Correios, para a entrega de latas do programa Leve Leite na casa das crianças matriculadas na rede municipal de ensino.
A decisão do MP se baseou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/foto/0,,14403079,00.jpg" alt="http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/foto/0,,14403079,00.jpg" width="298" height="199" /><img src="http://4.bp.blogspot.com/_Iv3aM_MaU04/SPd5HONu87I/AAAAAAAAATA/LHVenKvQ-f8/s400/kassab.bmp" alt="http://4.bp.blogspot.com/_Iv3aM_MaU04/SPd5HONu87I/AAAAAAAAATA/LHVenKvQ-f8/s400/kassab.bmp" width="238" height="198" /></p>
<p>O Ministério Público instaurou inquérito civil (nº 121/09) para investigar o contrato (no valor de R$ 34 milhões), celebrado sem licitação entre a Prefeitura de São Paulo e os Correios, para a entrega de latas do programa Leve Leite na casa das crianças matriculadas na rede municipal de ensino.</p>
<p>A decisão do MP se baseou em denúncia formulada pelo vereador Donato. No mesmo inquérito será investigado também o contrato da prefeitura com a Nestlé, que igualmente foi contratada sem licitação e cobrou no preço um valor referente à entrega do produto.</p>
<p>Em pronunciamento da tribuna da Câmara Municipal semana passada, Donato observou que os Correios só poderiam ser contratados sem concorrência pública apenas para distribuição de correspondência, já que detém o monopólio do serviço. No caso do Leve Leite, a prefeitura deveria ter feito licitação para escolher quem faria a distribuição, assim como aconteceu para a entrega de remédios e de uniformes escolares nas casas dos beneficiários destes programas.</p>
<p>Quanto ao preço do quilo de leite em pó (R$ 8,50) cobrado pela Nestlé, o vereador lembrou que no custo estava embutida a despesa com a distribuição nas escolas. Após Donato ter protocolado a representação no MP para que fosse investigado o caso, a prefeitura baixou de R$ 8,50 para R$ 8,21 o valor pago pelo quilo do produto.</p>
<p>“Sou a favor de que o leite não seja distribuído pelos professores, cujo tempo deve ser dedicado à sala de aula, ao ensino dos alunos, algo que não ocorre mesmo com a retirada do leite. Temos notícias de que professoras atuam como costureiras, tirando as medidas dos alunos para a confecção de uniformes. Essas atividades deveriam ser desenvolvidas por pessoas do apoio da escola ou terceirizadas. Nos parece que o custo de R$ 34 milhões é excessivo em relação ao contrato de distribuição do leite, de R$ 120 milhões. Será que não existe alternativa mais barata do que R$ 34 milhões, que onera as verbas de assistência social na área de educação”, questionou Donato.</p>
<p><em>Fonte Boletim da liderança da bancada de vereadores do PT</em></p>
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		<title>Kassab é Serra</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 15:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante vários meses este blog, e os vereadores do PT, foram quase os únicos a mostrar que Kassab utilizava a &#8220;crise internacional&#8221; como pretexto para justificar sua grave incompetência. Uma &#8220;gestão&#8221; sem planejamento e sem projetos. Exclusivamente preocupada com marketing e propaganda.
Um orçamento fictício, para &#8220;vender&#8221; promessas eleitorais, e uma realidade de arrecadação abundante, -maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4">Durante vários meses este blog, e os vereadores do PT, foram quase os únicos a mostrar que Kassab utilizava a &#8220;crise internacional&#8221; como pretexto para justificar sua grave incompetência. Uma &#8220;gestão&#8221; sem planejamento e sem projetos. Exclusivamente preocupada com marketing e propaganda.</font></p>
<p><font size="4">Um orçamento fictício, para &#8220;vender&#8221; promessas eleitorais, e uma realidade de arrecadação abundante, -maior até que a de 2008- com mais de R$ 3 bilhões mantidos no banco (cada ano a mesma coisa, devem ter algum acerto aí).</font></p>
<p><font size="4">Durante vários meses os jornais ignoraram os repetidos alertas e desafios deste blog. Os dados aqui apresentados não ganharam qualquer destaque. </font></p>
<p><font size="4">Mas agora não dá mais. O descalabro está a vista de todos e ninguém pode continuar tapando o sol com a peneira.</font></p>
<p><font size="4">Os jornais bem que tentaram peneirar a verdade, por motivações políticas e eleitorais: Kassab é Serra e a situação de um pode afetar diretamente a situação do outro. </font></p>
<p><font size="4">Alguns vem na mudança de atitude da imprensa uma manifestação da vontade de impedir a candidatura Kassab em 2010, para privilegiar um candidato único demo-tucano, impondo a solução Alckmin (até para forçar Serra e impedir que Alckmin saia do PSDB como está fazendo Chalita).</font></p>
<p><font size="4">Não tenho elementos para julgar se isto é verdade, atribuindo aos jornais uma ação coordenada e partidária. </font></p>
<p><font size="4">Em todo caso a publicação das verdades do descalabro demo-tucano na principal cidade do país, reforça a credibilidade da imprensa e resultam em ganho indiscutível para os cidadãos poderem refletir sobre o poder municipal com isenção. LF  </font></p>
<p><strong><em>Alguns links do blog que mostram os repetidos alertas sobre estes assuntos você encontra clicando no tag Kassab, embaixo. </em></strong></p>
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		<title>&#8220;Que crise? prefeitura arrecada mais do que em 2008&#8243;. Capa do Jornal da Tarde. Os dados estão também no jornal O Estado SP</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/que-crise-prefeitura-arrecada-mais-do-que-em-2008-capa-do-jornal-da-tarde-e-todos-os-dadosno-jornal-o-estado-sp/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 14:29:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Kassab congela R$ 4 bi de 20 secretarias
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Na prática, gestão adia investimentos previstos em Plano de Metas 2012

Receita da Prefeitura com impostos cresceu 3,19%
Diego Zanchetta &#8211; O Estado SP
Exatamente um ano após apresentar à Câmara Municipal um Orçamento superior a R$ 29 bilhões, com a promessa de investimentos recordes em obras e &#8220;no social&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><font size="5">Kassab congela R$ 4 bi de 20 secretarias</font></strong></p>
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<p><font size="4"><strong>Na prática, gestão adia investimentos previstos em Plano de Metas 2012</strong><br />
<strong><br />
Receita da Prefeitura com impostos cresceu 3,19%</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Diego Zanchetta &#8211; O Estado SP</p>
<p>Exatamente um ano após apresentar à Câmara Municipal um Orçamento superior a R$ 29 bilhões, com a promessa de investimentos recordes em obras e &#8220;no social&#8221;, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) já reviu para baixo os gastos em 20 das 21 secretarias da Prefeitura de São Paulo com dotações previstas em 2008. Fora o alardeado corte na limpeza pública e os congelamentos de verbas na Saúde e na Educação, a revisão no planejamento do governo atingiu também a Guarda Civil Municipal, a reforma de bibliotecas e os projetos para aumentar a mobilidade dos deficientes. A publicidade, porém, único setor preservado, não só escapou como recebeu incremento de R$ 46 milhões.</p>
<p>Segundo o Sistema de Execução Orçamentária da Prefeitura, foram congelados até agora R$ 4,09 bilhões pelo governo municipal &#8211; isso foi feito tanto por meio de decretos e bloqueios no início do ano como por contingenciamentos nas secretarias, como mostra a arte embaixo. Outro reflexo da reorganização financeira é a redução do tempo que o prefeito terá para cumprir seu Plano de Metas, até 2012. Muitas promessas de campanha, que constam do plano, previsto em lei aprovada pelos vereadores, continuam no papel &#8211; após 9 dos 48 meses da gestão. Caso não cumpra as metas ao fim do governo, o prefeito poderá responder processo de improbidade administrativa.</p>
<p>Do R$ 1 bilhão que se prometeu investir no Metrô, em quatro anos, por exemplo, não foi liberado nada, assim como os R$ 30 milhões reservados para o início da construção do Hospital Municipal de Parelheiros, no extremo da zona sul, e o corredor de ônibus da Avenida Celso Garcia, na zona leste &#8211; três das principais promessas da campanha à reeleição. O projeto de transformar ônibus em bibliotecas itinerantes, da Secretaria Municipal de Cultura, também não teve um centavo liberado dos R$ 974,6 mil previstos.</p>
<p>O congelamento já afeta até as Secretarias de Segurança e da Assistência Social. De um total de R$ 20 milhões para a modernização das ações de segurança preventiva e comunitária, R$ 9 milhões foram congelados. A verba destinada à construção e à reforma de prédios e imóveis da GCM também teve retenção de R$ 1,1 milhão, de um total de R$ 1,2 milhão. Para a construção de albergues, congelou-se R$ 1,3 milhão de um total de R$ 1,8 milhão.</p>
<p>A pasta campeã de congelamento é a da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. Ao todo, 77% da verba de R$ 15 milhões da pasta foi retida. Só para as obras de melhoria da acessibilidade &#8211; como as reformas de calçadas sem guias rebaixadas &#8211; estão represados R$ 4,1 milhões. Na Cultura, a reforma e ampliação de bibliotecas e de centros culturais teve R$ 9,2 milhões congelados.</p>
<p>Kassab vem afirmando que até dezembro vai suplementar a verba da limpeza urbana em mais R$ 132 milhões, chegando a R$ 903 milhões. Segundo o governo, os repasses para empresas de varrição e coleta de lixo entre janeiro e agosto totalizaram R$ 500 milhões, o mesmo valor de 2008.</p>
<p>A administração diz que os congelamentos não afetam os serviços essenciais em saúde, educação e transporte, que o contingenciamento é momentâneo e os R$ 4 bilhões serão liberados até dezembro.</p>
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<p align="center"><strong><em><font size="2">Clique no quadro para ampliar </font></em></strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/kassab_orcamento_congelamento.gif" title="kassab_orcamento_congelamento.gif"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/kassab_orcamento_congelamento.gif" title="kassab_orcamento_congelamento.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/kassab_orcamento_congelamento.gif" alt="kassab_orcamento_congelamento.gif" height="865" width="555" /></a></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p><font size="5"> </font></p>
<p><font size="5"><strong>Contingenciamento ocorreu após eleições</strong></font></p>
<p>Em dezembro, corte foi de R$ 2 bi; em fevereiro, R$ 5 bi</p>
<p>O contingenciamento de verbas em São Paulo ocorreu ainda no Legislativo, em dezembro, um mês após as eleições. Com a crise financeira mundial, o governo, junto com o aliado Milton Leite (DEM), relator do Orçamento, definiu que a estimativa inicial deveria ser reduzida em R$ 2 bilhões. Em fevereiro, o Executivo fez um corte ainda maior, que ultrapassava R$ 5 bilhões.</p>
<p>&#8220;A referência para o Orçamento de R$ 29 bilhões eram os indicadores de arrecadação do segundo trimestre de 2008, quando o País estava crescendo. Em dezembro, quando já era nítida a queda nas receitas, tivemos de rever (o Orçamento)&#8221;, argumenta o vereador, que na quinta-feira deve receber o Orçamento para 2010. &#8220;Estimo que a peça que vou receber não poderá ultrapassar R$ 25,7 bilhões. Tivemos um índice não muito bom de arrecadação no segundo trimestre, e é isso que será referência. Ainda temos reflexos da crise.&#8221;</p>
<p>A arrecadação municipal neste ano aumentou 5% &#8211; a expectativa, em setembro de 2008, era de 15%. Essa estimativa frustrada causou o corte, por exemplo, de R$ 54 milhões nos serviços de varrição, e um congelamento na Saúde que já beira R$ 1 bilhão. &#8220;Foi feito um Orçamento ficcional para a eleição. Para poder embutir todas as promessas de campanha, chegou-se a um número irreal de R$ 29 bilhões&#8221;, critica o vereador Antonio Donato (PT).</p>
<p><strong>DESGASTE</strong></p>
<p>Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), já teria sido possível prever um Orçamento menor em setembro. &#8220;O prefeito foi pouco realista e, somando-se a isso, tivemos uma queda da receita, mas o governo acabou fazendo congelamentos em áreas erradas, que geram muito desgaste político, como a limpeza.&#8221;</p>
<p>O líder do governo na Câmara, José Police Neto (PSDB), tem rebatido as críticas no plenário. &#8220;Não existe corte na limpeza. A mesma verba liberada no ano passado, de R$ 903 milhões, será liberada neste ano para o setor&#8221;, disse. Para a oposição, Kassab faz congelamento para poder repassar os R$ 600 milhões de subsídios previstos às viações e cumprir a promessa de manter a passagem a R$ 2,30 até janeiro.</p>
<p>&#8220;Falta um controle maior da Prefeitura sobre as empresas de ônibus&#8221;, diz o ex-secretário municipal de Finanças Amir Khair. Em janeiro, a tarifa do transporte público deve subir para R$ 2,70.</p>
<p>O governo nega e defende os gastos com a chamada &#8220;tarifa social&#8221;. Kassab tem defendido os gastos com publicidade como &#8220;prestação de serviços&#8221; em campanhas de prevenção à gripe suína e de combate às enchentes.</p>
<p><font size="5"> </font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/que-crise-prefeitura-arrecada-mais-do-que-em-2008-capa-do-jornal-da-tarde-e-todos-os-dadosno-jornal-o-estado-sp/13468/" rel="attachment wp-att-13468" title="kassab_estadao.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/kassab_estadao.jpg" alt="kassab_estadao.jpg" align="left" /></a><font size="5"><strong>Receita da Prefeitura com impostos cresceu 3,19%</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniel Gonzales &#8211; O Estado SP</p>
<p>A receita obtida pela Prefeitura com impostos, de janeiro a agosto deste ano, teve aumento de 3,19% em relação ao mesmo período de 2008.</p>
<p>São recursos do ISS (Imposto sobre Serviços), IPTU (Predial e Territorial Urbano) e repasses estaduais, como a cota-parte do IPVA (sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e federais, entre outras fontes.</p>
<p>Apesar disso, a capital vem tendo vários congelamentos de verbas em serviços essenciais, como coleta e varrição de lixo, saúde e outras áreas.</p>
<p>Segundo planilhas do sistema eletrônico do Orçamento Municipal (NovoSeo), entraram nos cofres da capital neste ano, até agosto, R$ 15,17 bilhões. O total arrecadado no mesmo período de 2008 foi de R$ 14,70 bilhões.</p>
<p>Para executar os cortes, iniciados a partir do primeiro semestre, a Prefeitura tem usado como argumento a crise financeira internacional. Segundo suas previsões, o desaquecimento da economia iria reduzir o Orçamento atual, dos R$ 27,5 bilhões previstos, para cerca de R$ 24bi a R$ 25 bi até dezembro.</p>
<p>No entanto, esse Orçamento, no qual se baseiam os congelamentos, é &#8220;virtual&#8221;. É uma previsão de receita a ser arrecadada até o final do ano.</p>
<p>Para a Prefeitura, ele foi superestimado em 2008, antes da crise internacional (que estourou em setembro) e não poderá ser cumprido.</p>
<p>Conforme o prefeito Gilberto Kassab (DEM) vem afirmando desde maio, isso ocorrerá por causa de uma &#8220;queda na arrecadação dos impostos&#8221;.</p>
<p>Mas a economia mundial apresenta sinais de reaquecimento e o fenômeno também já tem reflexos na contabilidade da Prefeitura de São Paulo.</p>
<p>De acordo com levantamento feito no NovoSeo por integrantes da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, quando se consideram as maiores fontes de renda da cidade, nota-se que o ISS, imposto diretamente ligado à atividade econômica, teve um aumento de 7% na sua arrecadação em julho deste ano em relação a junho.</p>
<p>Também houve aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Em julho, foram arrecadados R$ 498,5 milhões em ISS, ante R$ 466,5 milhões arrecadados no mesmo mês de 2008.</p>
<p>Com o ligeiro aumento das receitas, Kassab garantiu que em 2010 não haverá cortes na limpeza pública.</p>
<p>O IPTU, até agora, teve aumento de 5,4% na arrecadação, fechando julho com um total de R$ 2,25 bilhões &#8211; de janeiro a julho do ano passado, o montante arrecadado somava R$ 2,1 bilhões.</p>
<p><strong>QUEDA</strong></p>
<p>Mas os repasses que a administração municipal recebe referentes ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), -2%, e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), -19%, apresentaram queda.</p>
<p>A arrecadação com o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) também caiu em julho, para R$ 357 milhões &#8211; em 2008 foram R$ 419,3 milhões no mesmo mês.</p>
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		<title>Estadão publica cartas de leitores contra Kassab</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 15:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[KASSAB E A MERENDA
Depoimento atribuído ao prefeito Gilberto Kassab (18/9, C8), comentando denúncia do corte na merenda escolar, merece atenção por dois detalhes, um, pela interpretação do caráter didático que a situação oferece ao público leitor e o outro, calcado na visão ideológica oferecida pelo detentor do cargo: 1) ele alegar que desconhecia o fato; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>KASSAB E A MERENDA</strong></p>
<p>Depoimento atribuído ao prefeito Gilberto Kassab (18/9, C8), comentando denúncia do corte na merenda escolar, merece atenção por dois detalhes, um, pela interpretação do caráter didático que a situação oferece ao público leitor e o outro, calcado na visão ideológica oferecida pelo detentor do cargo: 1) ele alegar que desconhecia o fato; 2) defender a medida. No primeiro caso fica no ar certa negligência de uma autoridade eleita com expressiva votação para dirigir a maior cidade do continente sul-americano no tocante a um assunto que, imagino, deveria exigir boa parte de sua energia como administrador, ou seja, preocupar-se com o que sua administração realiza no tocante à alimentação de nossas crianças. Quanto ao segundo caso, explicita a ideologia que carrega seu partido, o DEM, que, na ânsia de pregar um certo pragmatismo político calcado na menor participação possível do Estado na vida dos cidadãos, acha normal, pelo fato de as &#8220;decisões serem técnicas&#8221;, tirar comida da boca de criança pobre. Na outra ponta do nosso espectro político temos o PT com seu Bolsa-Família, que, embora acerte na intenção &#8211; assegurar um instrumento de distribuição de renda para minorar os efeitos da pobreza na parcela mais expressiva de nossa população -, erra feio no conteúdo, achando que o Estado pode indefinidamente sustentar com esse tipo de repasse, sem pensar na opção ensejada pela antiga máxima de que o mais sensato é dar a vara e ensinar o camarada a pescar. Quo Vadis?</p>
<p><strong>Fernando Cesar Gasparini </strong>phernando.g@bol.com.br</p>
<p>Mogi-Mirim</p>
<p>_____________________________________________________________________________________________________________________</p>
<p><strong>CAOS NO TRANSPORTE</strong></p>
<p>A reportagem de ontem divulgando pesquisa encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo revela que a imensa maioria dos usuários de ônibus da capital já sente o reflexo das ações da Prefeitura, que, além de aumentar os subsídios às empresas de ônibus, ainda permitiu a diminuição do número de coletivos circulando na cidade. Tudo isso para poder cumprir a promessa populista feita pelo prefeito na eleição do ano passado de não aumentar a passagem este ano. Mas não se preocupem, no ano que vem o aumento já vai cobrir os três anos em que o preço permaneceu igual. Kassab parece que aprendeu bem como se faz política quando foi secretário de Pitta: na eleição, muita maquiagem e propostas mirabolantes, depois vemos a máscara cair!</p>
<p><strong>Leonardo Fontes</strong> leo.ofontes@gmail.com</p>
<p>São Paulo</p>
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		<title>Criança de dois anos tem refeições apenas na escola</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 12:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bruno Ribeiro do Agora
Com uma renda mensal de R$ 420, aluguel de R$ 200 e uma dívida no banco de R$ 300, decorrente do tempo em que o marido estava desempregado, a dona de casa Rosemeire Gomes dos Santos, 25 anos, passou os últimos três dias aflita com a ideia de que caberia a ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Bruno Ribeiro do Agora</p>
<p>Com uma renda mensal de R$ 420, aluguel de R$ 200 e uma dívida no banco de R$ 300, decorrente do tempo em que o marido estava desempregado, a dona de casa Rosemeire Gomes dos Santos, 25 anos, passou os últimos três dias aflita com a ideia de que caberia a ela decidir qual refeição seu filho de dois anos deixaria de fazer. &#8220;Dói demais ter de escolher entre tirar o café da manhã ou o jantar da boca do meu filho&#8221;, disse.</p>
<p>Ela havia sido informada, na última terça-feira, que teria de fazer essa opção. Sabia que, qualquer que fosse a escolha, abriria mão de uma refeição para o filho. &#8220;Me senti a pior das piores.&#8221; Saiu da creche do filho sem preencher o papel com a pergunta.</p>
<p>Rosemeire vive com o marido, um faxineiro de 27 anos, o filho de dois anos e um outro bebê, de três meses. Ontem, disse que teria de pedir arroz na casa de alguns vizinhos para poder fazer o jantar. &#8220;Não tenho dinheiro para fazer compras. Comprar fralda e papinha [para o caçula]. Eu contava com a comida da escola [para o filho mais velho]&#8220;, afirma.</p>
<p>&#8220;Durante a semana dividimos o pouco que a gente tem. Eu e meu marido já comemos menos para deixar para meu filho&#8221;, disse Rosemeire, que vive no Parque Novo Mundo (zona norte de SP). No fim do dia, ao saber da decisão da prefeitura, ela estava indignada. &#8220;Qual foi o motivo para tudo isso?&#8221;, questionou.</p>
<div align="center">Clique na imagem para ampliar</div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/merenda_agora.jpg" title="merenda_agora.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/merenda_agora.jpg" alt="merenda_agora.jpg" height="370" width="555" /></div>
<p></a></p>
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		<title>&#8220;Faz tão mais mal à saúde comer demais como comer de menos&#8221; diz Kassab, horas antes de recuar. Agora não vai mais cortar uma refeição em creches</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/faz-tao-mais-mal-a-saude-comer-demais-como-comer-de-menos-diz-kassab-horas-antes-de-recuar-agora-nao-vai-mais-cortar-uma-refeicao-em-creches/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 12:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A decisão foi divulgada ontem à tarde; de manhã, prefeito tinha defendido a medida dizendo que comer demais faz mal
Em nota, a prefeitura informou que fará pesquisa sobre a situação alimentar das crianças para detectar eventuais &#8220;carências&#8221;   
DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP
   Horas depois de dizer que comer demais também faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" alt="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" align="left" /></p>
<p><font size="4"><strong>A decisão foi divulgada ontem à tarde; de manhã, prefeito tinha defendido a medida dizendo que comer demais faz mal</p>
<p>Em nota, a prefeitura informou que fará pesquisa sobre a situação alimentar das crianças para detectar eventuais &#8220;carências&#8221;   </strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</font></p>
<p>   Horas depois de dizer que comer demais também faz mal à  saúde, o prefeito de São Paulo,  Gilberto Kassab (DEM), desistiu de cortar uma das cinco refeições diárias das creches administradas pelo município.  Em nota distribuída pela Secretaria da Educação no início  da noite, a assessoria de imprensa do órgão afirmou que a  medida foi tomada para &#8220;tranquilizar as famílias&#8221;.<br />
Com o corte noticiado pela  Folha ontem, cada creche teria  de optar por retirar o café da  manhã ou o jantar das crianças  -60 mil seriam afetadas.<br />
Pela manhã, questionado sobre a medida, Kassab disse que  não era um corte, mas uma decisão técnica motivada pela redução do tempo de permanência das crianças nas creches  -de 12 horas para dez horas,  em vigor desde janeiro.<br />
Na entrevista, afirmou: &#8220;Para  ser sincero, tecnicamente existe uma exposição de motivos  que mostram que as crianças  não podem ter uma alimentação superdimensionada. Faz  tão mal à saúde comer demais  como comer de menos&#8221;.<br />
Na nota, mais tarde, a secretaria informou que manterá a  &#8220;alternativa de fornecimento  de cinco refeições, respeitadas  as necessidades específicas dos  alunos de cada unidade&#8221;.<br />
A partir de agora, de acordo  com a pasta, será feita também  uma ampla pesquisa com famílias e diretores para avaliar a situação alimentar das crianças  -e solucionar &#8220;carências&#8221;.<br />
O secretário da Educação,  Alexandre Schneider, havia defendido a medida ao escrever  em seu blog: &#8220;Se mantivéssemos as cinco refeições estaríamos alimentando as crianças a  cada duas horas e desobedecendo todas as recomendações  que regem uma alimentação  saudável para esta faixa etária&#8221;.</p>
<p><strong>Entrevista</strong><br />
De manhã, apesar de defender a redução na quantidade de  refeições, Kassab afirmou que  não havia sido consultado. Negou também que a medida tenha sido tomada em razão de  questões financeiras. &#8220;É inacreditável que alguém possa  acreditar que existirá restrição  financeira à merenda&#8221;, disse.<br />
Com a mudança, as despesas  mensais da prefeitura com alimentação nas creches seriam  20% menores -de R$ 2,85 milhões para R$ 2,28 milhões.  Leia trechos da entrevista de  Kassab pela manhã:</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Por que cortaram uma  das refeições das creches?<br />
Kassab</strong></em> &#8211; Não houve corte. O  que houve foi uma redução na  carga horária das crianças.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Mas reduziu de cinco  para quatro refeições diárias.<br />
Kassab</strong></em> &#8211; Tecnicamente existe  uma exposição de motivos que  mostram que as crianças não  podem ter uma alimentação  superdimensionada. Faz tão  mais mal à saúde comer demais  como comer de menos. Portanto, a prefeitura tem orientação  técnica em relação à refeição  dada às crianças.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Muitas crianças vão à  creche só para ter refeição porque  elas não conseguem ter em casa.  Elas estavam com refeições demais?<br />
Kassab</strong></em> &#8211; Não acredito. Acredito  que as refeições são muito bem  balanceadas e continuarão sendo. O que houve foi a mudança  no tempo de horas que as crianças permaneciam na escola.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Tem uma crise financeira na prefeitura?<br />
Kassab</strong></em> &#8211; Não, não há crise. A  saúde financeira da prefeitura  está adequada para o momento  que vivemos. Nós tivemos uma  redução nas receitas de R$ 5 bilhões. Fizemos ajustes no Orçamento que nos permitem  manter a prioridade nas ações  quanto à saúde e à educação.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Por que está cortando a  merenda?<br />
Kassab</strong></em> &#8211; Acho inacreditável alguém supor que uma administração vá cortar a merenda.  Tem muita coisa para cortar até  cortar a merenda.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Por que o corte foi feito  agora se a carga horária foi reduzida  desde o começo do ano?<br />
Kassab</strong></em> &#8211; Volto a dizer que as decisões são técnicas e jamais financeiras.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; O sr. foi consultado antes dessa decisão ser tomada?<br />
Kassab</strong></em> &#8211; Não, [sobre] as questões técnicas rotineiras eu não  sou consultado. Quando tomo  conhecimento, se discordo,  posso até pedir para ser revisto.<br />
<font size="-1"><strong> (EVANDRO SPINELLI, JOSÉ ERNESTO CREDENDIO E ALENCAR IZIDORO)</strong></font></p>
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