16/02/2009 - 16:28h Ariadne
O que lês, Teseu, envio-te daquela praia,
donde, sem mim, as velas levaram teu barco;
onde o sono perverso me traiu,
do que perversamente tu te aproveitaste.
Ovídio, nas Heroídes


Ariadne Abandonada, de Jenny Chi
23/10/2008 - 15:12h Limite Sul
Arturo Aguiar, Sin Título, 2008. Fotografía Color. Toma Directa de Acción
Límite Sud: el arte llega a Buenos Aires
El viernes se pone en marcha un proyecto en simultáneo con la Bienal de San Pablo que reunirá a los mejores artistas contemporáneos de la región
Por Laura Casanovas – Redacción de LA NACION
‘Me desatino si me impongo un destino’ + ‘Un millón de colores de hielo’, acrílico y tempera sobre tela y papel, collages. 2008
Lo bueno de los límites es que también pueden correrse. Ello quedará demostrado este viernes cuando abra sus puertas Límite Sud/ South Limit , proyecto que acercará a nuestro país a coleccionistas y curadores que están visitando la 28° Bienal de San Pablo, para apreciar el trabajo de 40 artistas contemporáneos argentinos y de la región. La idea es promocionar el arte y fortalecer su mercado.
Así lo pensaron la Fundación arteBa y el ministerio de Cultura porteño, en una propuesta que combina la sinergia de los sectores privado y público para que durante ocho días el panorama de las artes visuales se extienda más al sur de la ciudad paulista. La muestra se realizará hasta el 31 de octubre, de 15 a 22, en el anexo 2 del Centro de Exposiciones de la ciudad, detrás de la Facultad de Derecho de la UBA, y cuenta con varios sponsors, entre ellos adn*CULTURA.
Artistas argentinos consagrados, como Marta Minujín, Luis Felipe Noé, Rogelio Polesello, Marcia Schvartz, Eduardo Stupía, Juan José Cambre, entre otros, compartirán espacios con artistas más jóvenes, como Sebastián Gordín, Dino Bruzzone, Mónica van Asperen, Leo Battistelli, Javier Barilaro. En total, son 20 artistas locales y cinco del exterior.
El proyecto reúne también a las galerías de arte. La selección de los artistas estuvo a cargo de la curadora argentina Eva Grinstein y de su par colombiano José Roca, que decidieron mostrar distintos estilos, generaciones y poéticas, en un diseño de exhibición novedoso: cada artista tendrá un espacio exclusivo de 30 m2, en el que podrá mostrar su obra.
Durante la exposición, habrá una performance por día. La directora teatral Vivi Tellas y el artista Roberto Jacoby seleccionaron a un grupo de artistas argentinos, entre los que se encuentran Ernesto Ballesteros, Tomás Espina, Fernanda Laguna, los grupos Oligatega Numeric y Rosa Chancho. El eje de las performances será en torno a la idea de volar.
También se podrá ver durante Limite Sud un proyecto inédito con videos del artista argentino Jorge Macchi. Los cinco artistas latinoamericanos seleccionados para esta muestra son el brasileño Artur Lescher, el venezolano Alexander Apostol, los colombianos Jaime Tarazona y Miguel Angel Rojas y el uruguayo Julio Alpuy.
Ayer al mediodía, se presentó Límite Sud en el ministerio de Cultura porteño, con la presencia del jefe de gobierno Mauricio Macri; el ministro de Cultura, Hernán Lombardi; el presidente de la Fundación arteBa, Facundo Gómez Minujín, artistas plásticos y galeristas.
Gómez Minujín dijo a LA NACION que la nueva propuesta une a la Argentina y Brasil, ya que invita a la gente que está en la Bienal paulista, lo que permite extender los límites del arte. El ministro Lombardi afirmó que la propuesta integrará ?el corredor internacional de la famosa Bienal?, que tiene una poderosa capacidad de convocatoria.
Visitantes importantes
Ya está confirmada la presencia de figuras internacionales del arte, como Vicente Todolí, de la Tate Modern de Londres; Rafael Doctor, del Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León, y el curador brasileño Franklin Pedroso, por citar a algunos.
La intención de los organizadores es que la propuesta alcance continuidad en el tiempo y que, por lo tanto, se vuelva a realizar dentro de dos años, cuando tenga lugar la próxima Bienal de San Pablo, en 2010, y así sucesivamente. La entrada general a Límite Sud es de 15 pesos y el lunes será gratuita.
Leo Battistelli, ‘Penumbra’, 2007 – 2008, detalle de instalación
22/10/2008 - 18:55h ”Meu trabalho é um grito contra a barbárie”
Com suas esculturas feitas de árvores incineradas, Frans Krajcberg dá seu brado contra a destruição do planeta e cujo eco chega até a sua exposição, na Oca
Maria Hirszman – O Estado de São Paulo

O escultor Frans Krajcberg se tornou nas últimas décadas um dos maiores embaixadores da causa ambiental no planeta, ao transformar sua expressão artística num grito de revolta contra a irracionalidade humana. Seja com as esculturas feitas a partir de árvores incineradas da Amazônia e de pigmentos naturais extraídos da ameaçada região do minério, em Minas Gerais, ou ainda de pungentes registros fotográficos de queimadas – e que agora podem ser vistos na grande exposição em cartaz na Oca, do Parque do Ibirapuera, como parte das celebrações dos 60 anos do Museu de Arte Moderna de São Paulo -, Krajcberg gostaria de despertar nas pessoas a consciência de que a exploração econômica descontrolada leva à destruição, não apenas ecológica, mas social e política.
Incansável em seus 87 anos, o artista que viu a família ser dizimada pelos nazistas na 2.ª Guerra e que não esquece o que assistiu enquanto combatia ao lado do exército russo, continua desenvolvendo uma série de projetos. Entre eles, estão a ampliação proposta pela prefeitura de Paris de seu espaço parisiense (misto de museu e local de debate) e a construção de novos museus com obras suas em várias partes do mundo, como Canadá, Holanda e EUA. Mas se vê também às voltas com problemas graves em Nova Viçosa (sul da Bahia), onde se instalou na década de 70. Em entrevista ao Estado durante a montagem de sua mostra em São Paulo ele comenta esse e outros assuntos.
É verdade que essa exposição no MAM é a sua primeira grande mostra paulistana?
Sim, é a primeira vez que São Paulo me convida para fazer uma grande exposição. Fiquei impressionado com tanta gentileza, pois vivi algumas coisas desagradáveis aqui. Devia ter feito um espaço na velha serraria aqui do Parque do Ibirapuera, mas o projeto foi vetado, e fui muito insultado. Foi a Prefeitura quem me convidou, nunca pedi um centavo, como também não pedi nada em troca pelas obras que estão no espaço de Curitiba (o Jardim Botânico da capital paranaense acolhe o Espaço Cultural Frans Krajcberg, com mais de 100 esculturas doadas pelo artista).
Como é que o sr. tem uma capacidade de produção tão grande?
São muitos anos e eu e minha equipe trabalhamos bastante. Nunca parei de fazer esculturas com material que eu trago da Amazônia. Tudo é resto de queimada. É lamentável o que está acontecendo, a destruição é total. A Mata Atlântica mais rica do planeta foi destruída em um século. A última floresta pequena de Mata Atlântica lá em Nova Viçosa é minha. Ano passado, botaram quatro vezes fogo para destruí-la. Se vou conseguir salvá-la não sei, nem se vou continuar a viver lá. Agora, veja o que acontece lá na Amazônia… Estão plantando soja transgênica para vender à China. É um crime! O mais triste é que só se fala nas queimadas das árvores. E os habitantes da floresta? O que acontece com eles?
Considera seu trabalho uma espécie de manifesto permanente contra essa irracionalidade do ser humano? Como conciliar militância e expressão artística?
Não gosto de falar do meu trabalho como algo artístico. Meu trabalho é minha revolta, meu grito contra a barbárie que o homem pratica. Precisamos fazer parar essa barbaridade. Do ponto de vista artístico, precisamos ver que a arte ainda não conseguiu abrir a porta para o século 21. Estamos diante dessa grande evolução tecnocientífica e de um vazio absoluto político.
Como é possível abrir essa porta, estabelecer uma nova relação entre arte e sociedade?
Pela primeira vez na história, as pessoas estão preocupadas com a saúde do planeta. Precisamos dar mais consciência ao povo brasileiro e mostrar o perigo que praticamos. Precisamos acordar como estão agora acordando na Europa. Tenho um espaço em Paris, em Montparnasse. É o espaço de meus encontros ecológicos. Em novembro estou lá. Paris acordou do ponto de vista ecológico e a Europa está acordando…
O sr. adotou a Bahia como porto seguro há várias décadas, em Nova Viçosa…
Cheguei em 71 à Bahia e, ultimamente só tive problemas. Queriam me matar com veneno, à minha empregada e a um amigo, há cinco meses. Me roubaram tudo e não consigo ver como vou sair disso. O pior é que a polícia está abafando e agora eles entraram na Justiça contra mim porque os mandei embora sem justa causa. Estão pedindo R$ 300 mil. Estou planejando ir embora, deixar tudo.
Parece coisa de novela…
Não sei mais o que fazer. Se eu tivesse 10, 15 anos menos iria embora. Três países – Canadá, Holanda e talvez EUA – querem fazer museus meus. Tenho esse espaço que a prefeitura de Paris quer ampliar. Estou confuso, só sei que não se pode viver sem defesa nenhuma. Nunca pensei em passar uma coisa dessas. O mais violento foi terem levado o colar da minha mãe. Era a lembrança que me restava. Ela era do Partido Comunista e foi morta pelos nazistas. Desde 1939, eu carregava esse colar. Por causa disso, chorei como uma criança. Não chorei porque me roubaram todo o dinheiro. E tem mais uma coisa que me roubaram: a medalha que ganhei das mãos de Stalin como herói de guerra. Roubaram um pedaço da minha vida.
E também faz parte da sua personalidade estar no embate, não?
Mesmo assim, participo mundialmente para tentar não destruir esse planeta. Continuo viajando, mostrando a minha obra. Nunca quis fazer um trabalho com arte, uma obra de arte. O que procurava com o meu trabalho era a possibilidade de afirmar minhas idéias. Eu não procurava fazer mercado. O que eu mais detesto no meu trabalho é vender.
Foi possível trabalhar nessa exposição com esse clima todo?
Tenho 20 vezes mais obras que isso. Mas fui obrigado a mandar toda a equipe embora porque pegaram todo o dinheiro que eu tinha e que era para acabar de construir meu museu, na Bahia. Agora parou tudo. Estou seriamente pensando em abandonar o sul da Bahia, porque continua terra de ninguém.
O sr. mencionou que a arte não entra no século 21 e uma das causas seria o vazio político. Por que isso acontece? Chegou a se engajar no Partido Comunista depois da guerra?
Meu único desejo depois da guerra era fugir do homem. Cheguei ao Brasil por acaso. Eu morava na casa do Marc Chagall e certo dia um amigo dele, que tinha uma agência de viagens, me perguntou se eu queria conhecer o Brasil. Eu estava querendo fugir da Europa e aceitei.
E como conheceu essas figuras que articulavam o movimento de arte moderna?
Estudei na Alemanha com Willy Baumeister, que foi professor da Bauhaus e ganhou um prêmio da Bienal de São Paulo. Cheguei a São Paulo em 1947. Trabalhei no MAM e montei a primeira Bienal com Aldemir Martins e muitos outros. Depois trabalhei na Osirarte, pintava azulejos com Volpi, Mario Zanini, Cordeiro. Tive grande apoio dos artistas, hoje não existe mais isso.
Era uma pintura ainda figurativa? Paisagística?
Não. Eu não punha homens na minha pintura (risos). Depois fui para o Paraná. Mas não suportei ver tanto fogo. Até minha casa foi queimada, com muita obra…
O fogo o persegue, não?
O fogo me acompanha sempre. Fugi para o Rio e lá o pai do Sergio Camargo me emprestou uma casa. Convidei Franz Weissmann para vir trabalhar com esculturas lá. Ganhei o prêmio de pintura da Bienal de SP de 57 e Weissmann ganhou o de melhor escultor. Gastei todo o dinheiro numa festa no Rio e comprei passagem para ir para a França. Tive sorte. A galeria Siècle XX me contratou e fiz várias exposições, mas não podia mais pintar porque fiquei intoxicado com as tintas. Eu ainda não fazia esculturas. Vivia em Paris, fazia impressões em Ibiza e procurava pigmentos naturais em Minas Gerais. Foi em Minas que comecei a fazer esculturas.
É uma estratégia quase de guerrilha essa criação de instituições pelo mundo todo?
Esse é meu grito, que posso dar com meu trabalho. Só meu trabalho pode exprimir minha revolta contra essa barbaridade que o homem pratica contra o homem. Nunca houve um século tão bárbaro como o 20. E se continuar assim, o 21 vai chegar à barbárie mais violenta.
Serviço
Frans Krajcberg. Oca. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n.º, portão 3, Pq. do Ibirapuera, 5083-0519. 3.ª a dom., 10/18 h. Grátis. Até 14/12
22/09/2008 - 22:37h É necessário ser um
Rodin Fugit amor (detalhe)

Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
(O poema, segundo leitores, não seria de Fernando Pessoa como indicado no site de onde foi reproduzido).
07/09/2008 - 22:06h Mais hiper-realistas


Photographe de formation, pour réaliser ses peintures il se sert de plusieurs photos de référence du même sujet de façon à obtenir une profondeur de champ exagérée. Bouddhiste convaincue, sa peinture est une sorte de méditation sur le monde du Samsara.







Peintre et illustrateur de l’Amérique telle que nous nous la représentons, son œuvre ne manque pas d’humour. Ce peintre est malheureusement assez peu connu en France. Beaucoup de charme et de poésie dans son œuvre.







Dans cette deuxième peinture, j’adore le côté hyperréaliste associé aux accidents de peinture.



Il n’y a pas qu’en Amérique que l’on fait de la peinture hyperréaliste.

Peintre français né en 1924, travaille beaucoup par séries, on connaît surtout ses camaïeux de bleu.


(Voir sur ce blog l’article qui lui est consacré).












07/09/2008 - 19:31h Hiper-realismo
Pinturas ou esculturas, as vezes o artista usa uma foto como modelo ou inspiração. Filha do pop-art, a escola hiper-realista faz enorme sucesso nos Estados-Unidos. Aqui uma amostragem originária do Blog Art-Maniac. LF

Ralph Goings – Peinture
Cet article s’adresse à tous ceux qui pensent que les peintres contemporains ne connaissent rien à la technique, qu’ils ne savent même pas dessiner.
Combien de fois ai-je entendu ce genre de réflexion !
Je crois nécessaire de préciser que toutes les images que vous allez voir sur cet article ne sont pas des photos, mais soit des dessins, soit des peintures voire même des sculptures.
L’hyperréalisme est né aux Etats-Unis, où, d’ailleurs il porte un autre nom : le photoréalisme. Cette école de peinture est indéniablement issue du pop art et de la volonté des artistes de réagir face à la société de consommation et à la publicité (ce n’est pas le cas pour tous, mais pour la majorité d’entre eux). Même si souvent une photographie sert de modèle au peintre, la performance n’en est pas diminuée pour autant.
Voici quelques exemples de peintres les plus représentatifs de cette école.


Jerry Ott est né en 1947. Il emploie un peu toutes les techniques allant jusqu’aux œuvres à trois dimensions. C’est un des artistes les plus connus, aux USA.




29/08/2008 - 18:34h Auto-retratos
Inspirado pela minha conterrânea Cristina Civale, fui procurar o olhar de alguns artistas sobre eles mesmo. Muitos pintores, escultores, fotógrafos e escritores mostraram como se enxergavam, ora para descobrirem eles mesmos como eram, ou para “guiar” nosso olhar sobre eles. Tamara de Lempick dizia que todas suas pinturas eram auto-retratos e Frida Kahlo retratava sua alma, para se apropriar de suas angustias.
Aqui vão alguns desses auto-retratos.
Van Gogh

10/07/2008 - 20:05h O mármore é frio
09/07/2008 - 18:14h As três graças de Antonio Canova
13/06/2008 - 18:41h Arte e beijos
Final do jornal da Globo no Dia dos Namorados
06/06/2008 - 18:12h A artista que amou demais
Com esculturas, documentos pessoais e desenhos, mostra no Museu Rodin tira Camille Claudel da sombra a que foi confinada por desafiar cânones de sua época
Luiz Carlos Merten – O Estado de São Paulo
Você, se assistiu ao filme de Bruno Nuytten Camille Claudel, de 1989, deve se lembrar da cena em que a enlouquecida Isabelle Adjani destrói as obras em seu ateliê. A cena, fortíssima, deve ter contribuído para a indicação que Isabelle recebeu para o Oscar, mas seria preciso esperar até Marion Cotillard, a Piaf, neste ano, para que uma atriz, representando em francês, bisasse o prêmio da Academia de Hollywood que Simone Signoret havia recebido, falando em inglês, por Almas em Leilão, em 1959. Foi grande a comoção quando Camille Claudel irrompeu nas telas. Críticos irados viram no filme uma mistificação romântica, protofeminista, destinada a confirmar a tese absurda de que a irmã do escritor Paul Claudel, como escultora, teria sido uma artista maior do que o próprio Auguste Rodin, de quem foi amante obsessiva (e, por isso, enlouqueceu de amor, ao ser rejeitada).
Nos anos 50, uma grande exposição havia resgatado Camille Claudel (1864-1943) das sombras a que fora relegada. Outra mostra, que se realiza agora no Museu Rodin, em Paris, e vai até 20 de julho, é a prova de que a tese de Nuytten, ex-fotógrafo (e marido de Isabelle), não era furada como parecia. Frio e chuva, inesperados no verão parisiense, não impediram que extensas filas se formassem em frente do Museu Rodin no começo da semana passada. Não apenas turistas, mas os próprios franceses estão correndo para prestigiar Camille Claudel – Une Femme, Une Artiste, a maior exposição já realizada sobre a escultora. O evento compara-se, pela magnitude, à grande exposição sobre Gustave Courbet que, no começo do ano, resgatou outra glória um tanto subestimada da arte francesa (e que agora corre mundo, provocando reações de entusiasmo em toda parte).Além de suas grandes obras – e dos numerosos estudos em mármore e bronze, a título de preparativos -, a mostra de Camille Claudel reúne documentos pessoais e desenhos que ela fez ao longo de sua tumultuada carreira. Camille foi, sim, maior do que Rodin, o que em absoluto não diminui o escultor de O Pensador, mas recupera o lugar do qual ela havia sido alijada por desafiar os cânones não apenas da Academia. Os da sociedade machista do fim dos anos 1800, também
Obra de Camille Claudel “La Valse”, coleção particular, de 1895

Camille Claudel (1864-1943), em foto de 1877.
Artista inspira a mostra “Une Femme, Une Artiste”, no Museu Rodin.
Era irmã do poeta Paul Claudel e amante de Auguste Rodin, autor de “O Pensador”.


Bronze e pedra para captar a alma
A grande exposição de Camille Claudel em Paris reafirma a força e a técnica superior da artista que foi tratada como louca
Luiz Carlos Merten

Camille Claudel, a mulher, a artista. A mostra no Museu Rodin divide-se em partes – Retratos de Família, O Ateliê de Rodin, La Valse e Clotho, Sakantala, L”Âge Mûr (A Idade Madura) e As Pequenas Coisas Novas. Em cada uma delas, há pelo menos uma obra-prima, e não apenas A Onda, La Vague, peça de pequeno tamanho – ao contrário de outras – que exibe três banhistas, esculpidas em bronze, prestes a serem engolidas por uma onda gigantesca que a artista criou em mármore e a unidade da peça vem justamente da disposição das figuras femininas e do movimento da onda que, em diferentes suportes, expressam o embate do humano com as forças da natureza. A Onda é quase sempre considerada a obra-prima de Camille Claudel, mas você fica em dúvida, face à riqueza descortinada pela exposição. Ela viveu com intensidade. E foi, com certeza, uma artista adiante de sua época. Num momento em que, às mulheres, era vetado o ingresso na Academia de Belas Artes, Camille começou produzindo retratos de família, que desenhava e modelava sozinha, até entrar, como estudante, no ateliê de Auguste Rodin, que já era o maior escultor da França. Ele foi o modelo de diversos desenhos e esculturas de Camille. Foi seu amante. Ela se tornou cada vez mais possessiva. A atração fatal (o desejo incontido de Camille, a repulsa de Rodin, a fratura psicológica da mulher e seu internamento num instituto psiquiátrico pelo próprio irmão e pela mãe, cansados de seus escândalos) fornecem a trama do longa realizado por Bruno Nuytten, mas o tema do filme é a genialidade (incompreendida) da artista.
Confira galeria de fotos da mostra ![]()
As fotos que acompanham a exposição dão conta dessa trajetória singular. Vê-se a jovem Camilla, que antecipa um pouco Isabelle Adjani; a artista mergulhada no trabalho, em seu ateliê; e a velhinha que teve apenas uma amiga, devotada e fiel, para assisti-la no longo período em que esteve internada. Camille melhor do que ninguém, numa tradição que remonta a Miguel Ângelo – tão fascinado por seu Moisés que, diante da escultura pronta, teria nela batido com o cinzel, ordenando que sua criação falasse -, conseguiu o prodígio de petrificar aquilo que seus admiradores hoje proclamam como ”os movimentos da alma”. Uma de suas peças mais admiráveis é Sakuntala, a primeira realmente narrativa e simbólica, na qual ela encara (e resolve) os problemas da composição, indo buscar inspiração no mito indiano da mulher que se perde de seu príncipe e eles só se reencontram no Nirvana. Sakuntala virou mito greco-romano e, depois, tornou-se paradigma da noção psicológica do abandono, no sentido amoroso do termo. Camille fez diferentes versões do tema. O Salmo reutiliza o rosto de Sakuntala, Vertumne et Promone introduz pequenas variações no conjunto e O Abandono vira outra de suas obras maiores, cinzeladas em bronze ou em mármore.
Também existem diferentes versões de La Valse, cujo movimento oblíquo é representativo do tipo de composição que ela gostava de criar. A peça foi elaborada em 1890 e apresentada no Salão de 1893. As diferentes versões reafirmam uma tendência da escultora – embora as diferenças sejam mínimas, a mudança de material, ou a ênfase num movimento, modificam a percepção das obras pelo observador. À vertigem do movimento segue-se a representação da dor e da morte na Idade Madura, que atinge o patetismo e, em algumas peças, metaforiza a relação com Rodin, que vira, ele próprio, a morte a arrebatar a donzela. O sommet, o ápice da exibição, pega carona na expressão de Kierkegaard, que em sua correspondência fala das ”pequenas coisas insignificantes, acidentais” que dão sentido à vida. Numa carta ao irmão, Paul, Camille também anuncia que quer experimentar ”les petites choses nouvelles”, as pequenas coisas novas. É a fase de La Vague ou Les Bagnistes, e de Profonde Pensée ou Rêve au Coeur du Feu, que vão além da representação para expressar atitudes metafísicas diante da vida.
É interessante comparar La Profonde Pensée com o Pensador, de Rodin, presente na coleção permanente do mesmo museu. O homem que viaja interiormente, com a cabeça apoiada pela mão em sua perna, vira esta mulher de joelhos, com as mãos em adoração. É a própria Camille, com certeza, imersa em pensamentos profundos, na dor que a consumia. O catálogo da exposição sustenta a tese de que ela não pôde realizar monumentos públicos nem obter, antes de 1906, quando já era tarde demais, a encomenda de um mármore ou de um bronze que permitiria a sua entrada no círculo dos artistas reconhecidos. Mas Camille teve os seus mecenas – os Rothschild e a Condessa de Maigret, para quem ela executou a versão em mármore de Sakuntala. A derradeira obra-prima, Niobide Blessée, é mais uma variação da figura feminina de Sakuntala, que tanto obcecava a escultora. Uma das pérolas da exposição não é nenhuma escultura, mas uma folha escrita pela própria Camille, quando jovem, na qual ela revela suas aspirações e preferências. Qual é a maior virtude do homem? Aprender com a mulher. Qual é a maior virtude da mulher? Ensinar o homem. Personagem masculino preferido? Ricardo III. Personagem feminina? Lady Macbeth. Se não fosse você, o que gostaria de ser? Um cavalo de fiacre. A indomável Camille Claudel queria ser domesticada.
Tão grande personagem encontrou em Isabelle Adjani a intérprete definitiva no cinema. Lançada por François Truffaut na pele de outra heroína obsessiva – Adele H, a filha de Victor Hugo -, Isabelle rapidamente se converteu em mito. Em 1987, com a carreira no auge, ela revelou que se chamava Yasmine, era filha de pai argelino e mãe alemã. A combinação incômoda para a maioria silenciosa francesa desencadeou uma reação imediata. Surgiram rumores de que Isabelle estaria morrendo de aids. Ela precisou ir à TV para provar que não. Como redatora-chefe de uma edição especial de Figaro Magazine, Isabelle, em seguida, entrevistou o então presidente Jacques Chirac, o que a tornou non grata para a esquerda bem pensante da França. Além de aidética, seria ”chiraquista”. Odiada à esquerda e à direita, Isabelle ameaçava ir para o limbo. Salvou-a Camille Claudel. Há quase 20 anos, não foi só com a personagem histórica que a França se reconciliou, mas com uma de suas maiores atrizes.
05/06/2008 - 19:31h Pintura e esculturas no blog de D a G
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22/05/2008 - 18:02h Corpus Christi
20/05/2008 - 09:13h Laços mais profundos entre Japão e Brasil

Mostra no Tomie Ohtake destrincha relações diversas entre as duas culturas
Camila Molina – O Estado de São Paulo
‘Já foi o tempo que a cultura do Japão era diferente, hoje o Brasil é nipônico’, defende Paulo Herkenhoff, curador da exposição Laços do Olhar, que será inaugurada hoje para convidados e amanhã para o público no Instituto Tomie Ohtake. No ano em que se comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil, não faltam exposições que exploram a relação entre os dois países, mas Laços do Olhar tem o fôlego de adentrar em campos ricos e variados do entrelaçamento das duas culturas. ‘Existe uma tendência na historiografia de depositar os laços entre o Japão e o Brasil apenas nos pintores japoneses. Acredito que gerações mais novas queiram trocar essa idéia’, diz Herkenhoff, que propõe com essa ampla exposição provar que as duas culturas se entrelaçam em produções artísticas de diversos gêneros, épocas (do século 19 à contemporaneidade) e os criadores de maneira muito mais profunda do que se imagina.
O japonismo do século 19, ‘resposta da Europa à abertura do Japão’, como contextualiza Herkenhoff, teve também na época seu reflexo no Brasil (mesmo antes de aqui aportarem os primeiros imigrantes a bordo do navio Kasato Maru, em 1908). O pintor Eliseu Visconti (1866-1944), por exemplo, realizou em 1893 (antes de viver em Paris) a tela Menina com Ventarola: Estudo de Nu, em que a figura feminina segura o objeto japonês. Mas não apenas isso. Visconti mesmo foi um colecionador de gravuras japonesas – há várias de sua ampla coleção na mostra – e estudou, como poucos, certos elementos da milenar cultura para transpor para suas obras – como os desenhos de movimentos de mãos das mulheres japonesas e de motivos florais (dialogando com obras de Massao Okinaka) e lanternas vermelhas.
Indo ainda adiante, há um momento importante na exposição, dedicado à questão da identidade. Na primeira sala do instituto o curador reúne um conjunto de telas de Anita Malfatti, artista do primeiro modernismo brasileiro. Seus quadros O Japonês (1915/16) e O Homem Amarelo (da mesma época) remetem à idéia ambígua do ocidental pintando, de amarelo, o homem oriental. Ao mesmo tempo, depois dessas obras, estão telas realizadas a partir dos anos 1920 por artistas japoneses que no Brasil aportaram. Neles se fazem presentes duas questões importantes: a presença do auto-retrato como busca de deixar registrado um nome e um rosto (destaque para o de Takaoka) e das paisagens, o que remete à idéia de reconhecimento do novo país em que os imigrantes vivem.
Mas o curador optou por não estabelecer ‘uma narrativa’ cronológica das relações artísticas entre os dois países e sim explorar núcleos em que ora os entrelaçamentos são mais nítidos, ora mais sutis – o que também permite certos encontros sob uma visão mais poética, como no segmento que representa a relação geográfica e cósmica entre os dois países (enquanto é dia no Japão, é noite no Brasil), com obras de Oscar Oiwa, Rego Monteiro e Naiah Mendonça,
De certa maneira, então, a obra O Helicóptero (1969), de Duke Lee (grande homenageado da mostra), raramente vista, transforma-se em ícone de Laços do Olhar: a instalação é formada por um painel contínuo em espiral em que estão colocadas imagens num ‘pot-pourri internacional’. ‘É como um vórtice, um movimento imaginário em que as coisas são levadas, transformadas, se encontram e se distanciam’, diz Herkenhoff.
Sincretismos e correspondências vão, enfim, acontecendo por meios diversos: na poesia (há os célebres haicais de Haroldo de Campos ilustrados por Tomie Ohtake e obras do poeta curitibano Paulo Leminski); na fotografia, na arquitetura, na cerâmica (belas peças do sumiê e esculturas de Kimi Nii), pintura, etc. Na mostra estão, por exemplo, fantasias de carnaval e desenhos do desfile da escola Porto da Pedra, que neste ano teve como enredo a imigração japonesa; desenhos animados japoneses; o erotismo por meio das gravuras Shunga e as fotografias contemporâneas de Nobuyoshi Araki; a referência à tatuagem (irezumis) nas obras de Adriana Varejão e Wakabayashi; o diálogo dos bichos de Lygia Clark com os origamis.. . Há até a Hello Kitty, simbolizando o pop e talvez o processo de despolitização pós-Guerra – a única obra política da mostra, segundo o curador, é o arquivo com a documentação da ação polêmica que Yuri Firmeza realizou em 2006 no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, quando criou a figura de um artista japonês fictício, Souzousareta Geijutsuka.
Serviço
Laços do Olhar. Instituto Tomie Ohtake. Av. Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés), Pinheiros, 2245-1900. 3.ª a dom., 11 h às 20 h. Grátis. Até 10/8. Abertura hoje, 20 h,para convidados
14/05/2008 - 18:27h As combinações do pop art
Les Combines de Robert Rauschenberg
“Je désire intégrer à ma toile n’importe quel objet de la vie” Robert Rauschenberg
Après avoir étudié l’art aux Etats-Unis et à Paris, Robert Rauschenberg (né en 1925) expose pour la première fois ses tableaux en 1951. Il s’agit alors de monochromes, les White Paintings. En 1952 il entreprend d’effacer à la gomme un dessin de Willem de Kooning (c’est le scandaleux Erased De Kooning drawing), figure emblématique de l’expressionnisme abstrait qui dominait l’art américain de cette époque. Il rencontre John Cage et Merce Cunningham au mythique Black Mountain College en Caroline du Nord, et fait la connaissance de Jasper Johns à New York. Il se lie d’amitié avec le peintre Cy Twombly avec qui il voyagera en Europe et en ‘Afrique du Nord et avec qui il exposera en 1953 à New York, à son retour aux États-Unis.
30/04/2008 - 23:44h Arte brasileira está ‘rumo à vanguarda mundial’

BBC Brasil
Em sua edição online, a renomada revista alemã “Der Spiegel” diz que a arte brasileira está conquistando os mercados internacionais.
O artigo afirma que principalmente a arte produzida em São Paulo está sendo descoberta por colecionadores europeus e americanos e cita o sucesso da feira SP Arte como prova desse interesse.
O texto com a manchete “Arte do Brasil em rumo à vanguarda mundial” chega a dizer que o bairro da Barra Funda poderá ser o novo “Chelsea” brasileiro, em uma referência ao bairro nova-iorquino que abriga muitas galerias.
“Depois de ter sido subestimada por muito tempo, a arte brasileira está sendo finalmente descoberta”, afirma o artigo.
Os jornalistas Nicoele Buesing e Heiko Klaas dizem que cada vez mais pinturas e instalações de artistas brasileiros são compradas por galerias e museus na Europa e nos Estados Unidos.
Segundo eles, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA), o Centro de Arte Rainha Sofia em Madri e o museu Tate de Londres estão entre os compradores mais ávidos.
Tanto obras contemporâneas como clássicos do passado estão em alta demanda no mercado internacional, diz o texto, que cita artistas como Alfredo Volpi, Lyigia Clark, Helio Oiticica e Mira Schendel.
“Os preços das obras alcançam facilmente a casa dos US$ 100 mil, que são pagos até mesmo por pequenas pinturas a guache”, diz a “Spiegel“.
Milagre paulista
O meio artístico paulistano está passando por uma fase de muita euforia e sucesso, afirma a “Spiegel“, que chama o fato de “o milagre de São Paulo”.
O artigo aponta para o fato de que o número de galerias tem crescido na cidade, e que a feira Arte SP se tornou em poucos anos um evento de peso no cenário artístico nacional com cerca de onze mil visitantes.
Os autores citam a dona da Galeria Vermelho, Eliana Finkelstein, que diz que recebe a visita de “muitos curadores europeus e americanos”.
A revista “Der Spiegel” é a mais lida da Alemanha com mais de 1 milhão de exemplares, e o Spiegel Online é o portal de notícias mais popular do país.
11/04/2008 - 14:21h Tate Gallery e arte latino-americano
La casa inglesa se muestra muy interesada en el arte contemporáneo de nuestro continente, y ya cuenta con un amplio patrimonio
Obra de Meireles ‘Eureka/Blindhotland’ (1970-5) Foto: EFE
adncultura*com
Londres, 9 abr (EFE).- La galería Tate se interesa cada vez más por el arte contemporáneo latinoamericano, a uno de cuyos más destacados representantes, el brasileño Cildo Meireles, dedicará a partir del próximo 14 de octubre una gran exposición.
Helio Oiticica (1937-1980), también brasileño, mereció ya el año pasado el honor de otra gran retrospectiva, que documentó en diez salas la evolución seguida por ese artista de vanguardia para liberar el dolor del corsé de las dos dimensiones y romper los límites tradicionales de pintura y escultura.
Además, la londinense Tate Modern, que se precia de ser el museo de arte contemporáneo más visitado del mundo, acogerá en una de sus salas a partir de mayo varias obras de Oiticica, que sustituirán a otras del estadounidense Dan Flavin, expuestas allí durante un año.
“Tenemos con seguridad la mayor colección de obras de Oiticica fuera del Brasil”, comenta con orgullo a Efe el director de la Tate Modern, el español Vicente Todolí.
Los visitantes de la Tate Modern, hermoso ejemplo del art deco industrial hábilmente transformado en galería de arte moderno por el equipo de arquitectos suizos Herzog y de Meuron, han podido asombrarse también últimamente durante los últimos meses con la enorme grieta abierta en el suelo de su gigantesca Sala de Turbinas por Doris Salcedo.
Motivada por sus preocupaciones políticas y sociales, la artista colombiana quiso simbolizar con esa grieta zigzagueante en el suelo de cemento, que parecía abierta por un terremoto, las divisiones del mundo, lo que ella misma ha calificado de “grieta de la humanidad”.
Como explican a Efe Todolí y Frances Morris, responsable de las colecciones internacionales de la Tate, el arte latinoamericano se distingue por su “profundo compromiso social y político”.
Tiene además un componente visual y formal muy poderoso, una gran sensibilidad poética y un importante elemento sensorial, que le permite conectar fácilmente con un público muy amplio, dicen.
El desarrollo de los fondos de arte latinoamericano de la Tate ha sido muy rápido y a ello ha contribuido, según explica Todolí, un grupo de una cuarentena de patronos de la región que contribuyen financieramente cada año en la adquisición de obras nuevas de esa procedencia.
Entre ellos está la venezolana Tiqui Atencio Demirdjian, que preside el Comité de Adquisiciones de Arte Latinoamericano, integrado por esos ricos patronos, que son también en buena parte coleccionistas.
Para las obras más caras del mercado la Tate tiene también a su disposición el llamado Fondo Americano, dedicado fundamentalmente a la compra de arte norteamericano, pero al que también puede recurrirse para el arte de América Latina, según Todolí.
El éxito del Comité de Adquisiciones Latinoamericanas ha sido tal que la Tate ha creado posteriormente otros para jóvenes artistas de Estados Unidos, así como de la región de Asia Pacífico y está pensando en la posibilidad de iniciar uno dedicado a Oriente Medio.
Los comisarios de exposiciones de la Tate acuden regularmente a ferias internacionales especializadas en Latinoamérica como ARCO, de Madrid, o Art Basel Miami, y cuentan también con el asesoramiento de otros expertos como el mexicano Cuauhtémoc Medina, que ha colaborado con la galería británica durante los seis últimos años.
Según explicó Todolí, la Tate está interesada no sólo en el último arte latinoamericano, sino también en figuras ya “históricas” como el citado Oiticica, su compatriota Lygia Clark, el venezolano Jesús Soto o los argentinos Víctor Grippo y León Ferrari.
Puestos a citar obras de artistas latinoamericanos incorporadas ya a la colección de la Tate, cabe mencionar, entre otros, a Los Carpinteros y Carlos Garaicoa, de Cuba, al uruguayo Luis Camnitzer, los mexicanos Damián Ortega y Gabriel Orozco, los argentinos Guillermo Kuitca y Jorge Macchi, el peruano Fernando Bryce, los chilenos Eugenio Dittborn y Alfredo Jaar, los colombianos “scar Muñoz y María Fernanda Cardoso o la costarricense Priscilla Monge.
Joaquín Rábago
23/03/2008 - 13:59h Factory 798
Factory 798, é o epicentro da arte contemporânea em Beijing. Um espaço onde galerias, exposições, grafites, esculturas, fotografias, pinturas e manifestações convivem. Velha fábrica militar desativada construída pelos alemães e depois abandonada. Os artistas alugam os espaços, junto com museus e galerias e após reabilitá-los servem para a multiplicidade da manifestação cultural.
Espaço indústrial, iniciativa pública e privada e uma janela de liberdade artística duramente conquistada produziram um lugar de irradiação da arte da nova geração da vanguarda cultural chinesa. Um sopro de arte que excita os sentidos. Fantástico.

23/03/2008 - 13:24h Cang Xin no fio da navalha. Mitologia II
23/03/2008 - 13:21h A mitologia de Cang Xin está na Factory 798, mas é universal. Ou é a China?
23/03/2008 - 13:17h Michelangelo Pistoletto é o labirinto, mas não é a China. Ou é?
23/03/2008 - 13:10h An Di expõe no Factory 798 em Beijing
22/03/2008 - 21:39h Una estética sin límites

LOUISE BOURGEOIS. El niño reticente, 2002, tela, mármol y acero

JAKE Y DINOS CHAPMAN.Cuerpo exquisito, 2002, tinta y acuarela
Por Jorge López Anaya
Para LA NACION – BUENOS AIRES, 2008
Al iniciarse la década de los noventa, en las exposiciones internacionales más importantes se podía ver de manera reiterada obras de Joseph Beuys, de Louise Bourgeois y de otros artistas que, de forma similar, mostraban escenas caracterizadas por lo dramático del azar, la arbitrariedad de los accidentes y la fragilidad del cuerpo humano.
En esa dirección apuntaban las sórdidas obras del español Pepe Espaliú, con referencias al sida, enfermedad que lo llevó a la muerte en 1993. Poco antes había organizado una performance en la que sus amigos transportaron su cuerpo enfermo hasta el Museo Reina Sofía de Madrid. En otras muestras de esos años era habitual la presencia de artistas que exponían trabajos que hablaban de la presencia del hombre en el mundo; era evidente la herencia del surrealismo.
La práctica artística se fundaba en el interés por lo social y en la experiencia del cuerpo, en las prácticas narcisistas y en los efectos de las investigaciones genéticas, en la cirugía plástica y en la enfermedad, en lo escatológico y en el sexo. Ese era el contexto en el que el crítico norteamericano Hal Foster publicó El retorno de lo real (1996), vinculando el arte con lo traumático y lo abyecto.
Un buen ejemplo es la obra de la checa Jana Sterbak, que tiene como motivo la ambigüedad del cuerpo. Todos sus trabajos, entre la ironía, el absurdo y la tragedia, remiten a los estereotipos de lo femenino promovidos por la industria de producción masiva de vestimentas. A través de ellos circulan el amor, la muerte, el fracaso; también la idea de belleza. Vanitas. Vestido de carne para una albina anoréxica (1987), una de sus obras, es un atuendo de carne de animal que se pudrirá, que resulta siniestro y obsceno. Asimismo, se trata de una crítica virulenta al cuerpo sometido por una cultura cuyos paradigmas son la belleza y la eterna juventud.
No son indiferentes a esas prácticas la continuidad del ready-made , el interés de Fluxus por lo efímero, los materiales del arte povera , la renovación de la performance , la actualidad de la fotografía y de la instalación, los derivados del pop, del minimalismo y del arte conceptual, el feminismo y el discurso tecnológico. También es notoria la intención de sacar el arte del museo o de la galería, como lo hicieron, entre muchos otros, el Colectivo Cambalache que integraban Carolina Caycedo, Adriana García y Federico Guzmán. En 1998 el grupo comenzó a realizar actividades artísticas de carácter social en las calles de Bogotá y en el Viejo San Juan de Puerto Rico.
Por otra parte, los artistas emergentes en la década de los noventa, lejos del romanticismo de Bourgeois y Beuys, se ubican en múltiples vertientes, borrosas en ocasiones, entre ellas, las “cosmologías individuales”, las “mínimas intervenciones”, la “figuración desviada”, el “neobarroco” y las “estrategias relacionales”.
Los que apuntan hacia las cosmologías individuales incorporan la pura fantasía a su trabajo: narran historias que les sirven como medio para construir una iconografía fílmica y fotográfica. Inventan sus cosmologías, utilizando diversas fuentes, que van desde los altares renacentistas hasta los videojuegos. Entre otros, actúan en esa dirección Matthew Barney, Mariko Mori y Pipilotti Rist.
En la vía de las mínimas intervenciones se ubican el mexicano Gabriel Orozco, el belga residente en México Francis Alÿs y el argentino Jorge Macchi. Sus obras están concebidas no solo con una escala “micro”, sino con una “mínima intervención” manual. El contexto más privado, como el atelier , el vecindario, las revistas y los diarios, los pequeños detalles, lo insignificante son para ellos motivos que, una vez redimidos, se convierten en situaciones de pura paradoja.
Ejemplo de la figuración desviada es la obra de Ron Mueck, australiano residente en Londres, quien expuso en 1997 una representación hiperrealista de su padre muerto (en silicona y acrílico), amarillo, yaciente, rígido, con los brazos tiesos a lo largo del cuerpo, desnudo sobre una alfombra, de apenas un metro de altura. Por otra parte, en la vía del neobarroco trabajan Bill Viola, Fabián Marcaccio y Barney; en la de las estrategias relacionales, Angela Bulloch, Félix González Torres y Rirkrit Tiravanija.
Por supuesto, los derroteros del arte actual, sus apariencias, sus posibilidades son múltiples y se extienden mucho más allá de estas vertientes. Hace tiempo que se extraviaron los límites.
21/12/2007 - 18:36h Respondendo a tentativas de manipulação
Arte no Alvorada
“Em relação à entrevista da escultora Elisa Bracher (Mônica Bergamo, Ilustrada, 20/12), a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informa o que segue:
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