29/08/2008 - 18:34h Auto-retratos

Inspirado pela minha conterrânea Cristina Civale, fui procurar o olhar de alguns artistas sobre eles mesmo. Muitos pintores, escultores, fotógrafos e escritores mostraram como se enxergavam, ora para descobrirem eles mesmos como eram, ou para “guiar” nosso olhar sobre eles. Tamara de Lempick dizia que todas suas pinturas eram auto-retratos e Frida Kahlo retratava sua alma, para se apropriar de suas angustias.
Aqui vão alguns desses auto-retratos.

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 Van Gogh

 

 

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Leonardo Da Vinci

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Rembrandt

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Goya

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Man Ray

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Frida Kahlo

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Andy Warhol

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Tamara Lempicka
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Egon Schiele

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Pablo Picasso

10/07/2008 - 20:05h O mármore é frio

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Antonio Canova ensaio nu

09/07/2008 - 18:14h As três graças de Antonio Canova

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13/06/2008 - 18:41h Arte e beijos

 Final do jornal da Globo no Dia dos Namorados

06/06/2008 - 18:12h A artista que amou demais

Com esculturas, documentos pessoais e desenhos, mostra no Museu Rodin tira Camille Claudel da sombra a que foi confinada por desafiar cânones de sua época

Luiz Carlos Merten - O Estado de São Paulo

Você, se assistiu ao filme de Bruno Nuytten Camille Claudel, de 1989, deve se lembrar da cena em que a enlouquecida Isabelle Adjani destrói as obras em seu ateliê. A cena, fortíssima, deve ter contribuído para a indicação que Isabelle recebeu para o Oscar, mas seria preciso esperar até Marion Cotillard, a Piaf, neste ano, para que uma atriz, representando em francês, bisasse o prêmio da Academia de Hollywood que Simone Signoret havia recebido, falando em inglês, por Almas em Leilão, em 1959. Foi grande a comoção quando Camille Claudel irrompeu nas telas. Críticos irados viram no filme uma mistificação romântica, protofeminista, destinada a confirmar a tese absurda de que a irmã do escritor Paul Claudel, como escultora, teria sido uma artista maior do que o próprio Auguste Rodin, de quem foi amante obsessiva (e, por isso, enlouqueceu de amor, ao ser rejeitada).

Nos anos 50, uma grande exposição havia resgatado Camille Claudel (1864-1943) das sombras a que fora relegada. Outra mostra, que se realiza agora no Museu Rodin, em Paris, e vai até 20 de julho, é a prova de que a tese de Nuytten, ex-fotógrafo (e marido de Isabelle), não era furada como parecia. Frio e chuva, inesperados no verão parisiense, não impediram que extensas filas se formassem em frente do Museu Rodin no começo da semana passada. Não apenas turistas, mas os próprios franceses estão correndo para prestigiar Camille Claudel - Une Femme, Une Artiste, a maior exposição já realizada sobre a escultora. O evento compara-se, pela magnitude, à grande exposição sobre Gustave Courbet que, no começo do ano, resgatou outra glória um tanto subestimada da arte francesa (e que agora corre mundo, provocando reações de entusiasmo em toda parte).Além de suas grandes obras - e dos numerosos estudos em mármore e bronze, a título de preparativos -, a mostra de Camille Claudel reúne documentos pessoais e desenhos que ela fez ao longo de sua tumultuada carreira. Camille foi, sim, maior do que Rodin, o que em absoluto não diminui o escultor de O Pensador, mas recupera o lugar do qual ela havia sido alijada por desafiar os cânones não apenas da Academia. Os da sociedade machista do fim dos anos 1800, também

Obra de Camille Claudel “La Valse”, coleção particular, de 1895

 

 

Camille Claudel (1864-1943), em foto de 1877.
Artista inspira a mostra “Une Femme, Une Artiste”, no Museu Rodin.
Era irmã do poeta Paul Claudel e amante de Auguste Rodin, autor de “O Pensador”.

“Vertumne el Pomone”, de Camille Claudel, mármore de 1905.

 

 

Bronze e pedra para captar a alma

A grande exposição de Camille Claudel em Paris reafirma a força e a técnica superior da artista que foi tratada como louca

Luiz Carlos Merten


Camille Claudel, a mulher, a artista. A mostra no Museu Rodin divide-se em partes - Retratos de Família, O Ateliê de Rodin, La Valse e Clotho, Sakantala, L”Âge Mûr (A Idade Madura) e As Pequenas Coisas Novas. Em cada uma delas, há pelo menos uma obra-prima, e não apenas A Onda, La Vague, peça de pequeno tamanho - ao contrário de outras - que exibe três banhistas, esculpidas em bronze, prestes a serem engolidas por uma onda gigantesca que a artista criou em mármore e a unidade da peça vem justamente da disposição das figuras femininas e do movimento da onda que, em diferentes suportes, expressam o embate do humano com as forças da natureza. A Onda é quase sempre considerada a obra-prima de Camille Claudel, mas você fica em dúvida, face à riqueza descortinada pela exposição. Ela viveu com intensidade. E foi, com certeza, uma artista adiante de sua época. Num momento em que, às mulheres, era vetado o ingresso na Academia de Belas Artes, Camille começou produzindo retratos de família, que desenhava e modelava sozinha, até entrar, como estudante, no ateliê de Auguste Rodin, que já era o maior escultor da França. Ele foi o modelo de diversos desenhos e esculturas de Camille. Foi seu amante. Ela se tornou cada vez mais possessiva. A atração fatal (o desejo incontido de Camille, a repulsa de Rodin, a fratura psicológica da mulher e seu internamento num instituto psiquiátrico pelo próprio irmão e pela mãe, cansados de seus escândalos) fornecem a trama do longa realizado por Bruno Nuytten, mas o tema do filme é a genialidade (incompreendida) da artista.

link Confira galeria de fotos da mostra mais imagens

As fotos que acompanham a exposição dão conta dessa trajetória singular. Vê-se a jovem Camilla, que antecipa um pouco Isabelle Adjani; a artista mergulhada no trabalho, em seu ateliê; e a velhinha que teve apenas uma amiga, devotada e fiel, para assisti-la no longo período em que esteve internada. Camille melhor do que ninguém, numa tradição que remonta a Miguel Ângelo - tão fascinado por seu Moisés que, diante da escultura pronta, teria nela batido com o cinzel, ordenando que sua criação falasse -, conseguiu o prodígio de petrificar aquilo que seus admiradores hoje proclamam como ”os movimentos da alma”. Uma de suas peças mais admiráveis é Sakuntala, a primeira realmente narrativa e simbólica, na qual ela encara (e resolve) os problemas da composição, indo buscar inspiração no mito indiano da mulher que se perde de seu príncipe e eles só se reencontram no Nirvana. Sakuntala virou mito greco-romano e, depois, tornou-se paradigma da noção psicológica do abandono, no sentido amoroso do termo. Camille fez diferentes versões do tema. O Salmo reutiliza o rosto de Sakuntala, Vertumne et Promone introduz pequenas variações no conjunto e O Abandono vira outra de suas obras maiores, cinzeladas em bronze ou em mármore.

Também existem diferentes versões de La Valse, cujo movimento oblíquo é representativo do tipo de composição que ela gostava de criar. A peça foi elaborada em 1890 e apresentada no Salão de 1893. As diferentes versões reafirmam uma tendência da escultora - embora as diferenças sejam mínimas, a mudança de material, ou a ênfase num movimento, modificam a percepção das obras pelo observador. À vertigem do movimento segue-se a representação da dor e da morte na Idade Madura, que atinge o patetismo e, em algumas peças, metaforiza a relação com Rodin, que vira, ele próprio, a morte a arrebatar a donzela. O sommet, o ápice da exibição, pega carona na expressão de Kierkegaard, que em sua correspondência fala das ”pequenas coisas insignificantes, acidentais” que dão sentido à vida. Numa carta ao irmão, Paul, Camille também anuncia que quer experimentar ”les petites choses nouvelles”, as pequenas coisas novas. É a fase de La Vague ou Les Bagnistes, e de Profonde Pensée ou Rêve au Coeur du Feu, que vão além da representação para expressar atitudes metafísicas diante da vida.

É interessante comparar La Profonde Pensée com o Pensador, de Rodin, presente na coleção permanente do mesmo museu. O homem que viaja interiormente, com a cabeça apoiada pela mão em sua perna, vira esta mulher de joelhos, com as mãos em adoração. É a própria Camille, com certeza, imersa em pensamentos profundos, na dor que a consumia. O catálogo da exposição sustenta a tese de que ela não pôde realizar monumentos públicos nem obter, antes de 1906, quando já era tarde demais, a encomenda de um mármore ou de um bronze que permitiria a sua entrada no círculo dos artistas reconhecidos. Mas Camille teve os seus mecenas - os Rothschild e a Condessa de Maigret, para quem ela executou a versão em mármore de Sakuntala. A derradeira obra-prima, Niobide Blessée, é mais uma variação da figura feminina de Sakuntala, que tanto obcecava a escultora. Uma das pérolas da exposição não é nenhuma escultura, mas uma folha escrita pela própria Camille, quando jovem, na qual ela revela suas aspirações e preferências. Qual é a maior virtude do homem? Aprender com a mulher. Qual é a maior virtude da mulher? Ensinar o homem. Personagem masculino preferido? Ricardo III. Personagem feminina? Lady Macbeth. Se não fosse você, o que gostaria de ser? Um cavalo de fiacre. A indomável Camille Claudel queria ser domesticada.

Tão grande personagem encontrou em Isabelle Adjani a intérprete definitiva no cinema. Lançada por François Truffaut na pele de outra heroína obsessiva - Adele H, a filha de Victor Hugo -, Isabelle rapidamente se converteu em mito. Em 1987, com a carreira no auge, ela revelou que se chamava Yasmine, era filha de pai argelino e mãe alemã. A combinação incômoda para a maioria silenciosa francesa desencadeou uma reação imediata. Surgiram rumores de que Isabelle estaria morrendo de aids. Ela precisou ir à TV para provar que não. Como redatora-chefe de uma edição especial de Figaro Magazine, Isabelle, em seguida, entrevistou o então presidente Jacques Chirac, o que a tornou non grata para a esquerda bem pensante da França. Além de aidética, seria ”chiraquista”. Odiada à esquerda e à direita, Isabelle ameaçava ir para o limbo. Salvou-a Camille Claudel. Há quase 20 anos, não foi só com a personagem histórica que a França se reconciliou, mas com uma de suas maiores atrizes.

05/06/2008 - 19:31h Pintura e esculturas no blog de D a G

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22/05/2008 - 18:02h Corpus Christi

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Salvador Dali - Saint Jean de la Croix

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Cristo martirizado - autor desconhecido

20/05/2008 - 09:13h Laços mais profundos entre Japão e Brasil

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Mostra no Tomie Ohtake destrincha relações diversas entre as duas culturas

Camila Molina - O Estado de São Paulo

‘Já foi o tempo que a cultura do Japão era diferente, hoje o Brasil é nipônico’, defende Paulo Herkenhoff, curador da exposição Laços do Olhar, que será inaugurada hoje para convidados e amanhã para o público no Instituto Tomie Ohtake. No ano em que se comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil, não faltam exposições que exploram a relação entre os dois países, mas Laços do Olhar tem o fôlego de adentrar em campos ricos e variados do entrelaçamento das duas culturas. ‘Existe uma tendência na historiografia de depositar os laços entre o Japão e o Brasil apenas nos pintores japoneses. Acredito que gerações mais novas queiram trocar essa idéia’, diz Herkenhoff, que propõe com essa ampla exposição provar que as duas culturas se entrelaçam em produções artísticas de diversos gêneros, épocas (do século 19 à contemporaneidade) e os criadores de maneira muito mais profunda do que se imagina.

O japonismo do século 19, ‘resposta da Europa à abertura do Japão’, como contextualiza Herkenhoff, teve também na época seu reflexo no Brasil (mesmo antes de aqui aportarem os primeiros imigrantes a bordo do navio Kasato Maru, em 1908). O pintor Eliseu Visconti (1866-1944), por exemplo, realizou em 1893 (antes de viver em Paris) a tela Menina com Ventarola: Estudo de Nu, em que a figura feminina segura o objeto japonês. Mas não apenas isso. Visconti mesmo foi um colecionador de gravuras japonesas - há várias de sua ampla coleção na mostra - e estudou, como poucos, certos elementos da milenar cultura para transpor para suas obras - como os desenhos de movimentos de mãos das mulheres japonesas e de motivos florais (dialogando com obras de Massao Okinaka) e lanternas vermelhas.

Indo ainda adiante, há um momento importante na exposição, dedicado à questão da identidade. Na primeira sala do instituto o curador reúne um conjunto de telas de Anita Malfatti, artista do primeiro modernismo brasileiro. Seus quadros O Japonês (1915/16) e O Homem Amarelo (da mesma época) remetem à idéia ambígua do ocidental pintando, de amarelo, o homem oriental. Ao mesmo tempo, depois dessas obras, estão telas realizadas a partir dos anos 1920 por artistas japoneses que no Brasil aportaram. Neles se fazem presentes duas questões importantes: a presença do auto-retrato como busca de deixar registrado um nome e um rosto (destaque para o de Takaoka) e das paisagens, o que remete à idéia de reconhecimento do novo país em que os imigrantes vivem.

Mas o curador optou por não estabelecer ‘uma narrativa’ cronológica das relações artísticas entre os dois países e sim explorar núcleos em que ora os entrelaçamentos são mais nítidos, ora mais sutis - o que também permite certos encontros sob uma visão mais poética, como no segmento que representa a relação geográfica e cósmica entre os dois países (enquanto é dia no Japão, é noite no Brasil), com obras de Oscar Oiwa, Rego Monteiro e Naiah Mendonça,

De certa maneira, então, a obra O Helicóptero (1969), de Duke Lee (grande homenageado da mostra), raramente vista, transforma-se em ícone de Laços do Olhar: a instalação é formada por um painel contínuo em espiral em que estão colocadas imagens num ‘pot-pourri internacional’. ‘É como um vórtice, um movimento imaginário em que as coisas são levadas, transformadas, se encontram e se distanciam’, diz Herkenhoff.

Sincretismos e correspondências vão, enfim, acontecendo por meios diversos: na poesia (há os célebres haicais de Haroldo de Campos ilustrados por Tomie Ohtake e obras do poeta curitibano Paulo Leminski); na fotografia, na arquitetura, na cerâmica (belas peças do sumiê e esculturas de Kimi Nii), pintura, etc. Na mostra estão, por exemplo, fantasias de carnaval e desenhos do desfile da escola Porto da Pedra, que neste ano teve como enredo a imigração japonesa; desenhos animados japoneses; o erotismo por meio das gravuras Shunga e as fotografias contemporâneas de Nobuyoshi Araki; a referência à tatuagem (irezumis) nas obras de Adriana Varejão e Wakabayashi; o diálogo dos bichos de Lygia Clark com os origamis.. . Há até a Hello Kitty, simbolizando o pop e talvez o processo de despolitização pós-Guerra - a única obra política da mostra, segundo o curador, é o arquivo com a documentação da ação polêmica que Yuri Firmeza realizou em 2006 no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, quando criou a figura de um artista japonês fictício, Souzousareta Geijutsuka.

Serviço

Laços do Olhar. Instituto Tomie Ohtake. Av. Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés), Pinheiros, 2245-1900. 3.ª a dom., 11 h às 20 h. Grátis. Até 10/8. Abertura hoje, 20 h,para convidados

14/05/2008 - 18:27h As combinações do pop art

Les Combines de Robert Rauschenberg

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Rauschenberg “Charlene” 1954

“Je désire intégrer à ma toile n’importe quel objet de la vie” Robert Rauschenberg

Après avoir étudié l’art aux Etats-Unis et à Paris, Robert Rauschenberg (né en 1925) expose pour la première fois ses tableaux en 1951. Il s’agit alors de monochromes, les White Paintings. En 1952 il entreprend d’effacer à la gomme un dessin de Willem de Kooning (c’est le scandaleux Erased De Kooning drawing), figure emblématique de l’expressionnisme abstrait qui dominait l’art américain de cette époque. Il rencontre John Cage et Merce Cunningham au mythique Black Mountain College en Caroline du Nord, et fait la connaissance de Jasper Johns à New York. Il se lie d’amitié avec le peintre Cy Twombly avec qui il voyagera en Europe et en ‘Afrique du Nord et avec qui il exposera en 1953 à New York, à son retour aux États-Unis.

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30/04/2008 - 23:44h Arte brasileira está ‘rumo à vanguarda mundial’

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BBC Brasil

Em sua edição online, a renomada revista alemã “Der Spiegel” diz que a arte brasileira está conquistando os mercados internacionais.

O artigo afirma que principalmente a arte produzida em São Paulo está sendo descoberta por colecionadores europeus e americanos e cita o sucesso da feira SP Arte como prova desse interesse.

O texto com a manchete “Arte do Brasil em rumo à vanguarda mundial” chega a dizer que o bairro da Barra Funda poderá ser o novo “Chelsea” brasileiro, em uma referência ao bairro nova-iorquino que abriga muitas galerias.

“Depois de ter sido subestimada por muito tempo, a arte brasileira está sendo finalmente descoberta”, afirma o artigo.

Os jornalistas Nicoele Buesing e Heiko Klaas dizem que cada vez mais pinturas e instalações de artistas brasileiros são compradas por galerias e museus na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo eles, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA), o Centro de Arte Rainha Sofia em Madri e o museu Tate de Londres estão entre os compradores mais ávidos.

Tanto obras contemporâneas como clássicos do passado estão em alta demanda no mercado internacional, diz o texto, que cita artistas como Alfredo Volpi, Lyigia Clark, Helio Oiticica e Mira Schendel.

“Os preços das obras alcançam facilmente a casa dos US$ 100 mil, que são pagos até mesmo por pequenas pinturas a guache”, diz a “Spiegel“.

Milagre paulista

O meio artístico paulistano está passando por uma fase de muita euforia e sucesso, afirma a “Spiegel“, que chama o fato de “o milagre de São Paulo”.

O artigo aponta para o fato de que o número de galerias tem crescido na cidade, e que a feira Arte SP se tornou em poucos anos um evento de peso no cenário artístico nacional com cerca de onze mil visitantes.

Os autores citam a dona da Galeria Vermelho, Eliana Finkelstein, que diz que recebe a visita de “muitos curadores europeus e americanos”.

A revista “Der Spiegel” é a mais lida da Alemanha com mais de 1 milhão de exemplares, e o Spiegel Online é o portal de notícias mais popular do país.

11/04/2008 - 14:21h Tate Gallery e arte latino-americano

La casa inglesa se muestra muy interesada en el arte contemporáneo de nuestro continente, y ya cuenta con un amplio patrimonio

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Obra de Meireles ‘Eureka/Blindhotland’ (1970-5) Foto: EFE

adncultura*com

Londres, 9 abr (EFE).- La galería Tate se interesa cada vez más por el arte contemporáneo latinoamericano, a uno de cuyos más destacados representantes, el brasileño Cildo Meireles, dedicará a partir del próximo 14 de octubre una gran exposición.

Helio Oiticica (1937-1980), también brasileño, mereció ya el año pasado el honor de otra gran retrospectiva, que documentó en diez salas la evolución seguida por ese artista de vanguardia para liberar el dolor del corsé de las dos dimensiones y romper los límites tradicionales de pintura y escultura.

Además, la londinense Tate Modern, que se precia de ser el museo de arte contemporáneo más visitado del mundo, acogerá en una de sus salas a partir de mayo varias obras de Oiticica, que sustituirán a otras del estadounidense Dan Flavin, expuestas allí durante un año.

“Tenemos con seguridad la mayor colección de obras de Oiticica fuera del Brasil”, comenta con orgullo a Efe el director de la Tate Modern, el español Vicente Todolí.

Los visitantes de la Tate Modern, hermoso ejemplo del art deco industrial hábilmente transformado en galería de arte moderno por el equipo de arquitectos suizos Herzog y de Meuron, han podido asombrarse también últimamente durante los últimos meses con la enorme grieta abierta en el suelo de su gigantesca Sala de Turbinas por Doris Salcedo.

Motivada por sus preocupaciones políticas y sociales, la artista colombiana quiso simbolizar con esa grieta zigzagueante en el suelo de cemento, que parecía abierta por un terremoto, las divisiones del mundo, lo que ella misma ha calificado de “grieta de la humanidad”.

Como explican a Efe Todolí y Frances Morris, responsable de las colecciones internacionales de la Tate, el arte latinoamericano se distingue por su “profundo compromiso social y político”.

Tiene además un componente visual y formal muy poderoso, una gran sensibilidad poética y un importante elemento sensorial, que le permite conectar fácilmente con un público muy amplio, dicen.

El desarrollo de los fondos de arte latinoamericano de la Tate ha sido muy rápido y a ello ha contribuido, según explica Todolí, un grupo de una cuarentena de patronos de la región que contribuyen financieramente cada año en la adquisición de obras nuevas de esa procedencia.

Entre ellos está la venezolana Tiqui Atencio Demirdjian, que preside el Comité de Adquisiciones de Arte Latinoamericano, integrado por esos ricos patronos, que son también en buena parte coleccionistas.

Para las obras más caras del mercado la Tate tiene también a su disposición el llamado Fondo Americano, dedicado fundamentalmente a la compra de arte norteamericano, pero al que también puede recurrirse para el arte de América Latina, según Todolí.

El éxito del Comité de Adquisiciones Latinoamericanas ha sido tal que la Tate ha creado posteriormente otros para jóvenes artistas de Estados Unidos, así como de la región de Asia Pacífico y está pensando en la posibilidad de iniciar uno dedicado a Oriente Medio.

Los comisarios de exposiciones de la Tate acuden regularmente a ferias internacionales especializadas en Latinoamérica como ARCO, de Madrid, o Art Basel Miami, y cuentan también con el asesoramiento de otros expertos como el mexicano Cuauhtémoc Medina, que ha colaborado con la galería británica durante los seis últimos años.

Según explicó Todolí, la Tate está interesada no sólo en el último arte latinoamericano, sino también en figuras ya “históricas” como el citado Oiticica, su compatriota Lygia Clark, el venezolano Jesús Soto o los argentinos Víctor Grippo y León Ferrari.

Puestos a citar obras de artistas latinoamericanos incorporadas ya a la colección de la Tate, cabe mencionar, entre otros, a Los Carpinteros y Carlos Garaicoa, de Cuba, al uruguayo Luis Camnitzer, los mexicanos Damián Ortega y Gabriel Orozco, los argentinos Guillermo Kuitca y Jorge Macchi, el peruano Fernando Bryce, los chilenos Eugenio Dittborn y Alfredo Jaar, los colombianos “scar Muñoz y María Fernanda Cardoso o la costarricense Priscilla Monge.

Joaquín Rábago

23/03/2008 - 13:59h Factory 798

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Factory 798, é o epicentro da arte contemporânea em Beijing. Um espaço onde galerias, exposições, grafites, esculturas, fotografias, pinturas e manifestações convivem. Velha fábrica militar desativada construída pelos alemães e depois abandonada. Os artistas alugam os espaços, junto com museus e galerias e após reabilitá-los servem para a multiplicidade da manifestação cultural.

Espaço indústrial, iniciativa pública e privada e uma janela de liberdade artística duramente conquistada produziram um lugar de irradiação da arte da nova geração da vanguarda cultural chinesa. Um sopro de arte que excita os sentidos. Fantástico.

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23/03/2008 - 13:24h Cang Xin no fio da navalha. Mitologia II

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23/03/2008 - 13:21h A mitologia de Cang Xin está na Factory 798, mas é universal. Ou é a China?

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23/03/2008 - 13:17h Michelangelo Pistoletto é o labirinto, mas não é a China. Ou é?

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