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	<title>Blog do Favre &#187; especulação imbobiliária</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Para a população não há terreno na cidade, proclama Kassab. Para a especulação, sim!</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 14:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[apartamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Cracolândia]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;É difícil encontrar terrenos disponíveis na região&#8221;, a resposta de Kassab a falta de investimentos em creches na região sul da cidade (ver artigo do AGORA no post precedente) segue uma aparente &#8220;norma&#8221; padrão da &#8220;gestão&#8221; do prefeito.
Foi assim também para justificar a recusa em apoiar o programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221; na cidade, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;É difícil encontrar terrenos disponíveis na região&#8221;</strong>, a resposta de Kassab a falta de investimentos em creches na região sul da cidade (ver artigo do <strong>AGORA</strong> no post precedente) segue uma aparente &#8220;norma&#8221; padrão da &#8220;gestão&#8221; do prefeito.</em></p>
<p><em>Foi assim também para justificar a recusa em apoiar o programa <strong>&#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;</strong> na cidade, por &#8220;falta de terrenos&#8221;.</em></p>
<p><em>Quando este argumento foi avançado mostrei que Kassab poderia começar utilizando os terrenos que pretendia desapropriar para o projeto da Nova Luz e construir na região moradias, pois ele só previa 170 apartamentos (em contradição com o Plano Diretor aprovado por Marta e que destina uma boa parcela para habitação popular em cada operação urbana).</em></p>
<p><em>Na votação do projeto o vereador Donato fez aprovar uma ampliação do espaço para moradia e a &#8220;gestão&#8221; aceitou aumentar para 1.000 famílias os apartamentos previstos. <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/gestao-kassab-um-primeiro-recuo-sobre-moradia-popular-na-nova-luz/" title="“Gestão” Kassab: um primeiro recuo sobre moradia popular na Nova Luz" rel="bookmark">“Gestão” Kassab: um primeiro recuo sobre moradia popular na Nova Luz</a></em></p>
<p><em>Acontece que um dos objetivos de Kassab para mudar o Plano Diretor da Marta é desobrigar os projetos urbanísticos da exigência de moradias populares no local, podendo compensar isto em outras regiões. Com isto a especulação imobiliária poderá se apropriar de regiões inteiras com potencial especulativo e as populações pobres expulsas cada vez mais longe, nas periferias.</em></p>
<p><em>Coube a jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal <strong>VALOR</strong>, mostrar o que visava Kassab com a elaboração de um novo Plano Diretor:</em></p>
<p><strong><em>&#8220;O projeto de Kassab sugere que essas habitações populares possam ser construídas em outras áreas a critério do Executivo. Não é preciso ser um gênio do setor imobiliário para se concluir que essas moradias serão deslocadas cada vez mais para a periferia desprovida de infra-estrutura urbana.</em></strong></p>
<p><strong><em>As mudanças caem como uma luva nos projetos da chamada Cracolândia, região central que sucessivas administrações municipais tentam, sem sucesso, revitalizar. O atual plano diretor abre espaço para que os cortiços verticais que proliferam naquela região possam vir a ser reformados para moradia popular. Apesar de intensamente edificada, a região central de São Paulo tem uma das menores densidades demográficas da cidade.</em></strong></p>
<p><em><strong>A gestão Gilberto Kassab foi pouco operante na fixação dessa população de baixa renda, que vive dos serviços gerados pelo centro (engraxates, garçons, contínuos, vigias, faxineiras, prostitutas, ambulantes e biscateiros). Se as mudanças no Plano Diretor tão ansiadas pelo setor imobiliário e hoje embaladas pelo discurso de um Estado ativo na reação à crise econômica, vingarem, a cidade terá uma periferia cada vez mais inchada à espera da sempre defasada expansão da rede de transporte coletivo.&#8221;</strong> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/o-rei-nu/" rel="bookmark" title="Permanent Link: O rei nu ou a fábula do prefeito II">O rei nu ou a fábula do prefeito II</a></em></p>
<p><em>Este aspecto central do plano de Kassab em favor da especulação imobiliária foi deixado propositalmente fora do conhecimento da opinião pública e raros foram os jornais que abordando os projetos sucessivos sobre a Cracolândia (que já levam quase seis anos sem sair do papel), mostrassem o que visava o &#8220;esquecimento&#8221; das moradias na região central.</em></p>
<p><em>Hoje coube ao <strong>Estadão</strong> fornecer maior claridade neste assunto, mostrando que pelo Plano Diretor da Marta na região central deveriam ser contempladas habitações para 600.000 famílias, uma boa parte portanto deveria estar incluída no projeto da Nova Luz e por enquanto não estão.</em></p>
<p><em>Ou seja o novo Plano Diretor de Kassab e a Nova Luz prevista, têm o comum denominador exposto pela jornalista do <strong>VALOR</strong>: afastar a população pobre do Centro da cidade e do direito à moradia. </em></p>
<p><em>É para ela &#8220;que não existem terrenos&#8221;. Mas sobrarão para a especulação imobiliária. LF</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/nick_henderson_lupa.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.germinaliteratura.com.br/imagens/nick_henderson_lupa.jpg" /></div>
<p><strong><br />
A seguir o artigo do jornal O Estado SP</strong></p>
<p><strong><br />
<font size="5">Prefeitura terá de investir R$ 17 mil por casa popular</font></strong></p>
<p><font size="4"><strong>Cálculo faz parte de estudo encomendado pela Prefeitura; os 3,6 milhões de m² da região central comportam 600 mil moradores</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Bruno Paes Manso e Diego Zanchetta &#8211; O Estado SP</p>
<p>Cada moradia nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), regiões da cidade que o Plano Diretor Estratégico (PDE) definiu como locais destinados a habitações para população de baixa renda, deve demandar subsídios entre R$ 16 mil e R$ 17,3 mil. Nos 3,6 milhões de metros quadrados que vão receber esse tipo de habitação na região central, cabem 600 mil moradores &#8211; 364,8 mil com renda até seis salários mínimos e 235,9 mil com renda entre 6 e 15 salários mínimos.</p>
<p>Os dados são do estudo encomendado pela Prefeitura à Secretaria de Transportes Metropolitanos do Governo do Estado para subsidiar decisões de políticas públicas. Ontem, o Estado publicou que cálculos feitos no mesmo estudo apontam que a estrutura da cidade ainda tem capacidade para suportar, sem transtornos ao trânsito ou consequências ambientais, a construção de mais 23 milhões de metros quadrados nos próximos três anos.</p>
<p>Nos cálculos destinados à habitação popular, foram levadas em consideração somente as chamadas Zeis-3, que preveem parcerias com incorporadores imobiliários e estão localizadas na região central da cidade. É possível construir nessas áreas 91.205 habitações de interesse social (HIS) e 62.931 habitações de mercado popular (HMP). O Plano Diretor Estratégico define que em uma zona especial deve haver 40% de HIS (que atendam famílias com renda de até 6 salários mínimos), 40% de HMP (famílias com renda entre 6 e 15 salários mínimos) e 20% de uso misto.</p>
<p>Conforme o estudo, para a construção dessas moradias é necessário um subsídio total que varia entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,6 bilhão. &#8220;Deve ainda se considerar a economia que esse tipo de política pode trazer para a cidade, por colocar famílias de áreas distantes em regiões centrais, que têm excelente infraestrutura&#8221;, diz o arquiteto e urbanista Cândido Malta, coordenador do estudo</p>
<p>Ontem, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que aguarda receber oficialmente o estudo. O prefeito defendeu a aplicação do IPTU progressivo sobre imóveis vazios localizados em áreas de Zeis. O projeto foi apresentado na Câmara pelo líder de governo, José Police Neto (PSDB). &#8220;Na verdade ele se antecipou em algo que já foi adotado em outras grandes metrópoles do mundo para não permitir a especulação de espaços vazios&#8221;, disse. Uma das Zeis que o governo pretende adensar &#8211; com mais 8 mil moradores &#8211; é a da Nova Luz, que tem área de 80 mil metros quadrados.</p>
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