07/11/2009 - 14:19h Mostra de SP exibe favoritos hoje


“Carmo” e “Niguém Sabe dos Gatos Persas”, escolhidos pelo público e pela crítica, estão na programação extra do evento

Salas de cinema também exibem filmes elogiados por críticos da Folha, como “A Ressurreição de Adam” e “London River”


O filme brasileiro favorito do público na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, anunciado anteontem, terá mais uma exibição hoje, na programação extra do festival, que vai até quarta-feira.
“Carmo”, longa de estreia de Murilo Pasta, conta a saga de um contrabandista espanhol paraplégico pelas fronteiras da América do Sul e tem pontas do ator Márcio Garcia e do cantor Seu Jorge, como uma dupla de bandoleiros improváveis.
“Ninguém Sabe dos Gatos Persas”, uma viagem musical pelo submundo de Teerã, também passa hoje. O filme do iraniano Bahman Ghobadi foi escolhido como o melhor do festival pela crítica -jornalistas e críticos de cinema que votam.
Outros dois destaques do dia são “A Ressurreição de Adam”, sobre o Holocausto, e “London River”, sobre uma mãe cristã e um pai muçulmano em busca de seus filhos desaparecidos em Londres, em 2005. Fonte Folha de São Paulo

NINGUÉM SABE DOS GATOS PERSAS
(Kasi Az Gorbehaye Irani Khabar Nadareh, Irã, 2009)

Bahman Ghobadi filma um falso documentário ao estilo de “Close-Up”, de Kiarostami, sobre a cena underground da música iraniana. As imagens acompanham dois jovens músicos, um homem e uma mulher, recém-saídos da prisão, que decidem formar uma banda. Juntos, eles andam pelo submundo de Teerã à procura de outros músicos. Por meio dessa busca, o público começa a conhecer a situação política e cultural do Irã, onde tudo é proibido – de ter vídeos de filmes americanos a ouvir música estrangeira. Mas os jovens iranianos não querem música árabe tradicional, então suas melodias encontram o jazz, o pop, o heavy metal e até o rap, em letras que se alternam entre o farsi e o proibido inglês. Eles nem sequer podem tocar, assim formar uma banda se torna um ato político, que os inspira a desafiar as autoridades tocando em lugares improvisados.

28/10/2009 - 21:00h Le Cabaret de Filles de Joie, no Grand Magic Tekno Circus


Le Cabaret des Filles de Joie au Grand Magic Tekno Circus

Inspirado no musical Le Cabaret de Filles de Joie de 1930

La complainte des Filles de Joie – George Brassens


La complainte des filles de joie

de Georges Brassens

Bien que ces vaches de bourgeois {x2}
Les appell’nt des filles de joie {x2}
C’est pas tous les jours qu’ell’s rigolent
Parole, parole
C’est pas tous les jours qu’elles rigolent

Car, même avec des pieds de grues {x2}
Fair’ les cents pas le long des rues {x2}
C’est fatigant pour les guibolles
Parole, parole
C’est fatigant pour les guibolles

Non seulement ell’s ont des cors {x2}
Des œils-de-perdrix, mais encor {x2}
C’est fou ce qu’ell’s usent de grolles
Parole, parole
C’est fou ce qu’ell’s usent de grolles

Y a des clients, y a des salauds {x2}
Qui se trempent jamais dans l’eau {x2}
Faut pourtant qu’elles les cajolent
Parole, parole
Faut pourtant qu’elles les cajolent

Qu’ell’s leur fassent la courte échelle {x2}
Pour monter au septième ciel {x2}
Les sous, croyez pas qu’ell’s les volent
Parole, parole
Les sous, croyez pas qu’ell’s les volent

Ell’s sont méprisées du public {x2}
Ell’s sont bousculées par les flics {x2}
Et menacées de la vérole
Parole, parole
Et menacées de la vérole

Bien qu’tout’ la vie ell’s fass’nt l’amour {x2}
Qu’ell’s se marient vingt fois par jour {x2}
La noce est jamais pour leur fiole
Parole, parole
La noce est jamais pour leur fiole

Fils de pécore et de minus {x2}
Ris par de la pauvre Vénus {x2}
La pauvre vieille casserole
Parole, parole
La pauvre vieille casserole

Il s’en fallait de peu, mon cher {x2}
Que cett’ putain ne fût ta mère {x2}
Cette putain dont tu rigoles
Parole, parole
Cette putain dont tu rigoles

08/08/2009 - 16:40h E o teu olhar era de doloroso adeus

O fim de um relacionamento é o tema de A Música Segunda, de Marguerite Duras, dirigida por José Possi Neto, no Rio

Roberta Pennafort – O Estado SP

Um homem e uma mulher se apaixonam e se casam. Moram num hotel por três meses até se mudarem para a casa nova. Com o convívio, a relação desmorona. Vem a separação. Três anos depois, o reencontro, no hall do mesmo hotel, logo depois da assinatura do divórcio. A conversa que se segue é intensa, reveladora, dolorosa – mas necessária. Ainda existem o amor e o desejo, só que os dois têm consciência da impossibilidade da relação.

Assim se desenrola A Música Segunda, peça da escritora francesa de origem asiática Marguerite Duras que está em cartaz no teatro da Maison de France, no Rio, com direção de José Possi Neto. Leonardo Medeiros é Michel Nollet e Helena Ranaldi, Anne-Marie Roche, um casal que se une por se amar demais, e acaba se separando pelo mesmo motivo.

“Eles não conseguem esquecer as cicatrizes porque continuam se amando. É uma história universal, arquetípica, de todo casal que se separa. Fiquei fascinado pelo texto, porque a autora não dá um caminho. Não existe uma mensagem”, avalia Medeiros. “Eu li o texto e não tive dúvida alguma de que queria fazer a peça. Sempre tive sorte porque meus personagens têm relações muito intensas. As relações humanas me interessam muito, acho importante falar disso”, diz Helena. Tanto para ela quanto para ele é o primeiro contato com a obra de Marguerite Duras para teatro.

O público viu os atores juntos recentemente, na novela da TV Globo A Favorita. Medeiros era o “prefeito corno” e Helena, a esposa adúltera. Embora entre os cônjuges franceses também haja a questão da traição, a relação aqui é bem diferente. Em certo momento, surge a frase: “Vamos amar menos as outras pessoas.” Para Medeiros, trata-se da vontade de viver amores menos passionais. “Esse casal se casou muito jovem. Para mim, é como se essa frase fosse um chamado para um amor mais sereno.”

Possi ressalta a modernidade do texto. “É muito provocante para mim como encenador. É quase uma colagem de cenas do cotidiano que vão construindo um universo de sensações. Há muitos anos não pegava um texto assim.” Para mostrar ao espectador as emoções escondidas do homem e da mulher, o amor e a paixão não-realizados, o diretor, entusiasta do “teatro-dança”, leva ao palco dois bailarinos, que, posicionados atrás de uma tela transparente, por vezes são como alter egos das personagens; noutras, são imagens refletidas no espelho, ou, ainda, sombras.

Nascida em 1914, Marguerite, escritora, roteirista e diretora de cinema, escreveu A Música em 1965 e adicionou uma segunda parte 20 anos depois – daí o título A Música Segunda. A produtora Lulu Librandi assistiu à montagem com Fanny Ardant no papel de Anne-Marie em 1996, ano da morte da autora. Ficou encantada com a força do texto, mas só conseguiu adquirir seus direitos quase dez anos depois.

A peça vai estar de quinta a domingo, até 27 de setembro, no Teatro Maison de France PSA Peugeot Citroën (Av. Presidente Carlos de Campos, 58, Centro, Rio).

31/07/2009 - 16:51h É Ágora, é Teatro


30/07/2009 - 17:45h Ágora comemora dez anos com releitura crítica de seu repertório

Estreia amanhã texto de Eugene O’Neill e, no sábado, monólogo de Frateschi

Águeda Amaral/Divulgação

Mawusi Tulani, Cynthia Chaves e Denise Cecchi em cena no Ágora

 

JOSÉ ORENSTEIN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A ágora na Antiguidade Clássica era o espaço público por excelência, a praça da política e dos encontros. É esse espaço do encontro que o dramaturgo Celso Frateschi quis criar quando, há dez anos, fundou o teatro Ágora, em São Paulo.
Como parte das comemorações de sua primeira década de atividades, duas peças serão reencenadas. Uma é “Antes do Café”, texto do norte-americano Eugene O’Neill, apresentada em 2001 e que estreia amanha. A outra é “Diana”, monólogo do próprio Frateschi, apresentado na abertura do Ágora em 1999, e que volta à cena neste sábado. As releituras fazem parte de um processo de revisão crítica que Frateschi classifica como uma “radicalização de suas propostas estéticas iniciais”. Desde abril, peças do repertório do Ágora vêm sendo montadas, revistas e rediscutidas.
Na busca por flagrar o ser humano naquilo que tem de mais fundamental, na sua “menor grandeza”, Frateschi lança mão da perspectiva brechtiana para conceber suas peças.
A concentração é voltada para o mínimo de elementos cenográficos e o máximo de trabalho dos atores. “Os cenários começam entulhados no ensaio, mas aí vamos depurando, depurando, para deixar só o que é necessário, o elemento que sugere uma poesia ao espectador”, afirma Frateschi. E se o cenário é diminuto, a atuação é multiplicada por três.
Em “Antes do Café”, a personagem principal, uma mulher que prepara o café da manhã para o marido, é interpretada por três atrizes simultaneamente. As falas são as mesmas, mas não é combinada a hora em que cada uma deve entrar. “Criamos um estado de atenção e suspensão, que dá importância à visão que as atrizes têm do espetáculo”, analisa o diretor.”É uma perspectiva cubista, porque aborda o ser humano de vários ângulos”, prossegue Frateschi.
Nessa toada, até o fim do ano reencenações de “Ricardo 3º” e “Don Juan” voltam aos palcos do espaço que não desiste de promover o encontro: toda primeira quarta-feira do mês, o Ágora recebe convidados para discutir o teatro, com uma garrafa de vinho. Dionísio sorri.


ANTES DO CAFÉ
Quando: sex. e sáb., 21h, dom., 20h; até 13/9 (ambas as peças)
Onde: Ágora Teatro – Sala Gianni Ratto (r. Rui Barbosa, 672, tel. 3284-0290) Quanto: de R$10 a R$20
DIANA
Quando: sáb., 21h, dom., 20h; na sala Edith Siqueira; até 13/9
Quanto: de R$15 a R$30
Classificação: 12 anos (ambas)

03/06/2009 - 16:26h Folle Journée no Rio

Lições de Mozart em 38 concertos

Folle Journée começa hoje na Sala Cecília Meireles e vai ocupar seis palcos do Rio, unindo artistas brasileiros e franceses

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João Luiz Sampaio, RIO – O Estado SP

 


Trinta e oito concertos, seis palcos, cinco dias. Todos dedicados a Mozart. Se paramos para pensar, é uma loucura. Mas é em parte devido a ela que a Folle Journée tem conquistado um espaço cada vez maior no cenário musical brasileiro. Criada na França nos anos 90, chegou ao Rio em 2007. Desde então, virou marco do calendário da cidade com a proposta de imersão na obra de determinado compositor a partir de uma profusão de concertos curtos, nos quais aparecem suas principais obras. A maratona deste ano começa hoje, com duas apresentações. Às 18 horas, o Octeto Villa-Lobos toca no Auditório do BNDES; e, às 20 horas, a abertura oficial, com a Orquestra Rio Folle Journée regida pelo maestro Roberto Tibiriçá e com solos da pianista Sonia Goulart.

A presença de orquestra própria é uma das novidades deste ano do evento. Nas edições anteriores, participou a Sinfônica Nacional da UFRJ, com a maestrina Ligia Amadio. Ela voltou a São Paulo e agora comanda a Sinfônica de Campinas. Em troca, Tibiriçá, que tem desenvolvido importante trabalho à frente da Sinfônica de Heliópolis, foi repatriado ao Rio, onde criou um conjunto especial para o festival. Outras duas orquestras também estarão presentes: o conjunto vocal Calíope, de Julio Moretzsohn, montou uma formação de câmara para acompanhá-lo na apresentação de peças como a Missa Breve ou trechos da Missa da Coroação – eles fazem também um concerto em que mostram as relações entre a música de Mozart e a de compositores de sua época em atividade no Brasil; e a Filarmônica de Minas Gerais, orquestra convidada, faz dois concertos com regência de Fábio Meccheti e solos do pianista Arnaldo Cohen.

A julgar pelas edições anteriores, são justamente os que envolvem orquestra os concertos mais concorridos – além da música sacra de Mozart, teremos ainda sinfonias e concertos para piano, além de aberturas de suas principais óperas. Mas verdadeiras pérolas da programação se espalham também ao longo dos dias e concertos de câmara. Como escolher os concertos, que ocorrem simultaneamente nos seis palcos? A dúvida faz parte da graça do festival. É possível optar por um gênero – as sonatas, os quartetos, as sinfonias – e acompanhar seus intérpretes. No entanto, interessante pode ser também encarar uma mistura geral, um quarteto pela manhã, sonatas depois do almoço, uma sinfonia ao cair da noite. As relações que vão se construindo na mente do ouvinte passam assim a oferecer um olhar mais completo e, ao mesmo tempo, totalmente individual da obra de Mozart. É essa a ideia central por trás da criação da Folle Journée, como explica o idealizador do projeto, o francês René Martin.

Mas, enfim, vamos ao cardápio, que é diversificado. As sonatas para piano serão interpretadas ao longo da programação pelos pianistas Jean-Claude Pennetier, Anne Queffélec, Berenice Menegale, Eduardo Monteiro e Sonia Goulart, Marcelo Thys, Luciano Magalhães e Christian Ivaldi. Os quartetos de corda são responsabilidade do Ysaye que, por sinal, será conjunto residente do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Outras formações prometem: a harmônica de José Staneck com o piano de Flávio Augusto; o piano de Fany Solter com o cello de Fabio Presgrave e o violino de Daniel Guedes; as cordas do Ysaye com o piano de Anne Queffélec e a viola de Gérard Caussé. A música vocal, é uma pena, tem ficado de fora da programação da Folle Journée – e, no caso de Mozart, as óperas mereciam um pouco de espaço. Mas sua produção para voz estará representada nos concertos do Calíope, que terão como solistas artistas como o contratenor Paulo Mestre, a soprano Livia Dias e o barítono Rafael Thomas.

Os palcos

SALA CECÍLIA MEIRELES:

Largo da Lapa, 47, tel. (0–21) 2224-4291; 835 lugares

SALA GUIOMAR NOVAES:

R. Teotônio Regadas, s/n.º (anexo da Sala Cecília
Meireles); 150 lugares

TEATRO JOÃO CAETANO:

Praça Tiradentes, s/n.º (0–21) 2332-9257; 1.200 lugares

IGREJA N.ª SRA. DO CARMO DA LAPA:

Largo da Lapa, s/n.º; 200 lugares

ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ – SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ:

R. do Passeio, 98, tel. (0–21) 2262-8742; 800 lugares

AUDITÓRIO DO BNDES:

Av. República do Chile, 100, tel. (0–21) 2172-7757; 300 lugares

03/04/2009 - 18:04h Teatro Ágora

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26/03/2009 - 16:32h Tango-A-Tierra

 Tango a Tierra, de Guillermo Salvat y Silvia Grynt

 

SÃO PAULO-Citibank Hall, dias 27 e 28 /3
RIO DE JANEIRO-Canecão, dia 29 /3 BELO HORIZONTE-Palácio das Artes, dia
31 /3 JUIZ DE FORA-Cine Teatro Central, dia 1 de abril

O espetáculo “TANGO-A-TIERRA” traz um corpo de baile e uma orquestra para apresentar um panorama, do século 20 ao século 21, do glamouroso ritmo. O passeio pelo tango começa na década de 30 retratando os diferentes estilos, os mitos, os lugares onde o Tango nasceu e cresceu, o repertório clássico e ortodoxo, e algumas inovações.

Considerado uma nova expressão do gênero, a companhia Tango 21 comprova que o Tango, centenário, continua se reinventando, passando de geração em geração, mantendo-se sempre vivo e jovem.

Com coreografias de alta complexidade e refinamento, o grupo traz um espetáculo que encanta os sentidos reunindo dança, canto e música: 17 bailarinos de alto vigor, habilidade e sensualidade somados a uma orquestra com oito excelentes jovens talentos formam o conjunto.

Tango 21 apresenta-se pela primeira vez no Brasil, apôs uma turnê de grande êxito no Canadá, em Miami e na Europa, na Russia, em St. Petersburg e em Kiev, além da Bulgaria, Hungria e Polônia.

GUILLERMO SALVAT & SILVIA GRYNT

A dupla Guillermo Salvat & Silvia Grynt é reconhecida como uma referência no mundo do Tango. Ano ápos ano, percorrem o mundo inteiro para apresentar o Tango e suas diversas facetas.

Desde 2001, com os espetáculos Una Noche de Tango, Estampas Portenhas, Equina Carlos Gardel, e finalmente Tango-a-Tierra apresentam-se arredor do mundo, nas capitais da América do Sul, Austrália, Japão, EUA, México, Panama, Costa Rica, Honduras, Guatemala.

O Evento em São Paulo está confirmado no CITYBANK HALL, dias 27 e 28 de março.

Serviços:

Cia Tango 21 e sua orquestra Alto Tango
Espetáculo “Tango-A-Tierra”
Dias 27 e 28 de março
Horário: 22h00
Teatro : Citibybank Hall
Endereço: Av. dos Jamaris, 213; Moema
Tel: 2163-7300
Ingressos: à venda no teatro e pelo ticketmaster

<http://www.ticketmaster.com.br/shwReleaseDetail.cfm?releaseID=2154>