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	<title>Blog do Favre &#187; esquerda</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Em posse, salvadorenho diz se espelhar em Lula e Obama</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 14:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Como primeiro ato no poder, Mauricio Funes, da ex-guerrilha FMLN, reata com Cuba
Agora, dos países da região, só os EUA não têm laços formais com Havana; &#8220;não temos direito de errar&#8221;, diz presidente, citando petista
 
APEl presidente de El Salvador Mauricio Funes y su esposa Vanda Pignato.
&#160;
EDUARDO SCOLESE ENVIADO ESPECIAL A SAN SALVADOR &#8211; FOLHA [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Como primeiro ato no poder, Mauricio Funes, da ex-guerrilha FMLN, reata com Cuba</p>
<p>Agora, dos países da região, só os EUA não têm laços formais com Havana; &#8220;não temos direito de errar&#8221;, diz presidente, citando petista</p>
<p align="center"> <font size="2"><em><img src="http://www.semana.com/photos/generales/ImgArticulo_T1_62485_200961_172818.jpg" alt="El presidente de El Salvador Mauricio Funes y su esposa Vanda Pignato." /><span class="texto_media" style="padding-right: 5px"><br />
AP</span>El presidente de El Salvador Mauricio Funes y su esposa Vanda Pignato.</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">EDUARDO SCOLESE ENVIADO ESPECIAL A SAN SALVADOR &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Ao tomar posse ontem na Presidência de El Salvador, Mauricio Funes confirmou a retomada das relações diplomáticas do país com Cuba.<br />
Eleito pela ex-guerrilha marxista FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional), Funes fez uma ode à esquerda moderada citando o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplos de líderes que não significam &#8220;ameaça, mas um caminho novo e seguro&#8221;.<br />
&#8220;Vivemos um tempo de crise de ideologias e falência de modelos&#8221;, disse o ex-jornalista da rede americana CNN, ante a notada ausência dos também esquerdistas Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Daniel Ortega (Nicarágua) -todos se dizem seguidores do &#8220;socialismo do século 21&#8243;.<br />
Chávez, que cancelou nos dois últimos dias seu programa de TV na Venezuela, não informou por que desistiu de comparecer à cerimônia. Morales alegou motivos de agenda.<br />
Funes foi ovacionado quando fez o anúncio pró-Cuba, o ato final de 50 anos de isolamento diplomático da ilha na região. Agora, só os EUA, representados na plateia pela secretária de Estado, Hillary Clinton, não têm relações formais com o país comunista.<br />
O reatamento diplomático com Cuba foi uma das promessas de Funes logo após a eleição na qual derrotou a Arena, partido de direita que governava o país desde 1989, ainda em meio à guerra civil que matou 75 mil pessoas entre 1980 e 1992.<br />
Funes há apenas dois anos filiou-se à FMLN , convertida em partido em 1992, quando um acordo da ONU colocou fim à guerra civil. Ele não pegou em armas, mas indicou um ex-guerrilheiro como vice.</p>
<p>Sem direito de errar<br />
A posse de Funes atraiu muita gente ao menor país da América Latina. Além do presidente Lula, compareceram a chilena Michelle Bachelet, o equatoriano Rafael Correa e o colombiano Álvaro Uribe. &#8220;A população pediu mudança, e a mudança começou agora&#8221;, disse Funes.<br />
O novo presidente prometeu governar para os mais pobres (40% da população vive abaixo da linha de pobreza), ampliar o atendimento de saúde e criar 100 mil empregos. Dependente das remessas de imigrantes nos EUA, El Salvador sofre com a crise financeira numa economia dolarizada e enfrenta crise na segurança pública.<br />
Diante de um auditório superlotado, Funes citou sua proximidade com Lula e até copiou fala do petista do início do mandato. &#8220;Não temos o direito de errar&#8221;, disse, em referência à expectativa criada pela chegada da esquerda ao poder.<br />
Funes é casado com uma brasileira, a petista Vanda Pignato, e a cerimônia contou com uma delegação do partido, entre os quais o ex-ministro José Dirceu e a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy.<br />
Durante a campanha e o período de transição logo após a eleição, Funes contou sempre com o apoio do PT e do Palácio do Planalto. Seu marqueteiro, por exemplo, foi João Santana, o mesmo da reeleição de Lula. O chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, ajudou pessoalmente Funes, depois de eleito, no período de transição para a montagem do gabinete presidencial.</p>
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		<title>França enfrenta greve geral hoje</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 19:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR
AP

Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: 
trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo
Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.lemonde.fr/societe/actu-minute/2009/03/19/la-journee-de-mobilisation-du-19-mars_1169837_3224.html" onclick="javascript:xt_med('C','1','Home_Actu_Titres_1','N');"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2009/03/19/h_14_ill_1170035_9517_000_par2465516.jpg" alt="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars." title="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars. | AFP/JACQUES DEMARTHON" border="0" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR</p>
<p><em>AP<br />
</em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002220/imagens/foto19int-subdgreve1-a22.jpg" align="left" border="0" /></p>
<p><em>Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: </em></p>
<p><em>trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo</em></p>
<p>Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando sorrateiramente por uma entrada lateral cujo acesso se dá por barco.</p>
<p>&#8220;As pessoas estão perturbadas&#8221;, afirma Christian Lahargue, um funcionário da Continental que corre o risco de ser demitido. &#8220;Vamos fazer de tudo para manter esta fábrica aberta.&#8221;</p>
<p>Este impasse agressivo no norte da França às vésperas de uma greve nacional sugere que a tensão social está aumentando e contribuindo para a impressão de que o outrora confiante Nicolas Sarkozy, o presidente da França, está perdendo o passo.</p>
<p>A segunda maior economia da zona do Euro deverá enfrentar distúrbios hoje, por causa de uma greve nacional convocada por sindicatos, que deverá contar com centenas de manifestações em protesto contra a política econômica e o programa de reformas de Sarkozy.</p>
<p>Sindicalistas prometeram superar a última greve, feita em janeiro, quando entre 1 milhão e 2,5 milhões de pessoas foram às ruas.</p>
<p>A escala dos protestos de sete semanas atrás pegou o governo de surpresa, forçando-o a oferecer ? 2,6 bilhões (US$ 3,38 bilhões) em pagamentos extras de auxílio-desemprego e corte de impostos para famílias de baixa renda. Mas as concessões não satisfizeram os sindicatos, nem impressionaram a população.</p>
<p>Segundo uma pesquisa de opinião feita pelo instituto Ifop para a revista &#8220;Paris Match&#8221; , 78% dos franceses consideram a greve de hoje justificada. Os franceses &#8220;deram autorização ao movimento sindical para articular sua oposição a Nicolas Sarkozy&#8221;, afirma Stéphane Rozès, presidente-executiva do instituto de pesquisas CSA.</p>
<p>De acordo com outra pesquisa, os franceses acreditam que Olivier Besancenot, o líder trotskista da extrema esquerda, tem tanta &#8220;credibilidade&#8221; quanto o presidente.</p>
<p>Sarkozy está na defensiva desde o começo do ano, com o agravamento da situação da economia. O governo foi lento em reagir a uma greve geral de seis semanas e a tumultos em Guadalupe, um território francês no Caribe.</p>
<p>O presidente vem encontrando oposição dentro de seu partido de centro-direita em uma série de questões, do retorno da França ao comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à redução da carga tributária para os ricos.</p>
<p>Sarkozy foi forçado a recuar na reforma universitária, uma de suas principais medidas de modernização, em meio a temores de que um movimento de protesto estudantil liderado pela extrema esquerda pudesse se tornar violento. A concessão preocupou alguns empresários. &#8220;Os mais radicais estão conseguindo resultados&#8221;, diz Maurice Lévy, presidente-executivo do grupo de propaganda Publicis.</p>
<p>Sarkozy tem motivo para se sentir ressentido. A economia francesa deverá se sair bem melhor que as de seus vizinhos depois que Sarkozy implementou rapidamente um plano de socorro bancário, garantias de empréstimos para pequenas empresas, seguro de crédito comercial bancado pelo governo e outra medidas para manter o crédito fluindo para a economia.</p>
<p>Ele mobilizou o outrora intervencionista e desdenhoso Estado francês e entendeu a mensagem que estava sendo passada pela população com sua crítica ao capitalismo financeiro.</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo em que celebra o retorno do Estado, Sarkozy está se agarrando às suas metas de cortar os impostos, diminuir a burocracia do governo e conter os gastos.</p>
<p>É por isso que os franceses acreditam que as políticas de Sarkozy &#8220;não são coerentes, eficientes ou justas&#8221;, diz Rozès. Os franceses sentem que os bancos estão sendo ajudados com poucos limites, enquanto o governo vem dando pouca ajuda às famílias comuns.</p>
<p>A oposição a Sarkozy deverá se concentrar na redução dos impostos para os ricos, o chamado escudo que limita o imposto de renda devido de um indivíduo a 50% da renda. Sindicatos e alguns membros do partido do presidente não querem isso. Sarkozy reage, reforçando sua imagem de amigo dos ricos.</p>
<p>Não está nem um pouco claro se a tensão social vai acabar resultando em um movimento político coerente capaz de paralisar o governo Sarkozy. &#8220;Ele não está numa espiral de queda&#8221;, afirma Zaki Laidi, da Sciences Po, que aponta para a confusão entre os socialistas da oposição e diz que as críticas da população e dos sindicatos ao presidente são bastante difusas. &#8220;Não estamos na iminência de uma greve geral.&#8221;</p>
<p>Mas outros observadores temem a possibilidade de tumultos. &#8220;O verdadeiro problema para qualquer um é saber como a opinião pública vai evoluir&#8221;, diz Lévy. &#8220;Será que as pessoas vão acreditar que com a economia mundial em tamanha dificuldade elas precisam ficar calmas e razoáveis, além de trabalhar juntas para superar tudo isso? Ou será que vai levar as pessoas a atos desesperados? Minha sensação é de que não chegamos lá ainda, mas poderemos nos encontrar em uma situação com as sementes de um descontentamento muito profundo e uma espiral negativa que poderão levar a repetidas greves. Isso iria forçar o governo a desistir.&#8221;</p>
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		<title>Crise convulsiona classe média no bloco europeu</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 17:21:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Segmento social é a principal vítima da recessão econômica em quase todos os países
Inquietação política pode se agravar, caso programas de estímulo não sejam vistos como favoráveis ao cidadão comum, diz diretor da OIT

JOHN THORNHILL &#8211;  &#8220;FINANCIAL TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP
A economia está causando convulsões políticas na Europa. Na Islândia e na Letônia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Segmento social é a principal vítima da recessão econômica em quase todos os países</strong></p>
<p><strong>Inquietação política pode se agravar, caso programas de estímulo não sejam vistos como favoráveis ao cidadão comum, diz diretor da OIT</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.contencioso.es/wp-content/uploads/2007/06/lou.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.contencioso.es/wp-content/uploads/2007/06/lou.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">JOHN THORNHILL &#8211;  &#8220;FINANCIAL TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP</p>
<p>A economia está causando convulsões políticas na Europa. Na Islândia e na Letônia, os governos caíram; greves ou protestos irromperam na Grécia, na Irlanda, na França, na Alemanha, no Reino Unido, na Ucrânia e na Bulgária. Os tumultos financeiros abalaram até mesmo os baluartes mais distantes do continente: a ilha francesa de Guadalupe, no Caribe, sofreu greves violentas, enquanto a Rússia teve de enviar policiais de avião para a distante e gélida Vladivostok, a fim de conter protestos de rua.<br />
O surto de inquietação não era esperado no continente. Muitos europeus imaginavam que seriam poupados dos piores efeitos de um desastre gerado nos subúrbios dos EUA.<br />
Mas a crise se espalhou. Na semana passada, os ministros das Finanças da União Europeia revisaram para baixo projeções já desanimadoras para o PIB do bloco e estimaram que a recessão vá perdurar até 2010.<br />
À medida que os governos fazem ações muitas vezes impopulares para salvar suas economias, cresce a raiva, como resultado do desemprego cada vez mais alto, das restrições aos aumentos de salários, dos resgates aos bancos devastados e das quedas nos valores das residências e dos fundos de pensão.<br />
Juan Somavia, diretor-geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), diz que a inquietação social pode se agravar caso os planos de estímulo não sejam vistos como benéficos aos cidadãos comuns, alegando que &#8220;há uma sensação de que banqueiros recebem bilhões, e o povo, trocados&#8221;.<br />
Por enquanto, é impossível prever os efeitos políticos do terremoto econômico em curso.<br />
A esquerda deveria ser a beneficiária natural. Porém, líderes sindicais recordam, em tom pressago, que foi a extrema direita, e não a esquerda moderada, que ganhou o poder em boa parte da Europa nos anos 30, na última catástrofe capitalista.<br />
Observadores como o sociólogo francês Emmanuel Todd preveem o fim da democracia, ou ao menos sua erosão significativa, com os líderes da direita populista, como o premiê italiano, Silvio Berlusconi, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tornando-se mais demagógicos e autoritários. Outros preveem uma reversão ao nacionalismo e ao protecionismo.</p>
<p>Maior vítima<br />
Países diferentes estão respondendo de formas diferentes à crise. Mas um traço comum a quase todos é que a classe média é a principal vítima da recessão. Mesmo antes da crise, sociólogos falavam sobre o surgimento de &#8220;sociedades-ampulheta&#8221; na Europa -a globalização afastando mais e mais vencedores de perdedores.<br />
&#8220;A classe média está encolhendo agora, ao menos na Alemanha. Essa é uma situação completamente nova para o país&#8221;, afirma Stefan Hradil, sociólogo alemão. A análise também vale para o Reino Unido, onde a mídia destacou os problemas da &#8220;classe calada&#8221;, formada por profissionais antes seguros de si que agora enfrentam dificuldades financeiras.<br />
O momento político mais explosivo talvez surja quando os europeus tiverem de pagar a conta pelos pacotes de resgate atuais. Os governos só conseguirão reequilibrar as finanças públicas caso cortem os gastos e aumentem os impostos sobre a classe média já sufocada.</p>
<p><strong>Tradução de PAULO MIGLIACCI</strong></p>
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		<title>Eleito por ex-guerrilha, salvadorenho acena aos EUA</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 12:14:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Mauricio Funes chega à Presidência do país centro-americano após décadas de governos conservadores e prega &#8220;reconciliação nacional&#8221;
DA REDAÇÃO FOLHA SP
O presidente eleito de El Salvador, Mauricio Funes, da ex-guerrilha de esquerda FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional), prometeu ontem fazer um governo de reconciliação nacional e de estreitos laços com os EUA, um dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/eleito-por-ex-guerrilha-salvadorenho-acena-aos-eua/10157/" rel="attachment wp-att-10157" title="mauricio_funes_lancamento_web.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mauricio_funes_lancamento_web.jpg" alt="mauricio_funes_lancamento_web.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Mauricio Funes chega à Presidência do país centro-americano após décadas de governos conservadores e prega &#8220;reconciliação nacional&#8221;</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">DA REDAÇÃO FOLHA SP</p>
<p>O presidente eleito de El Salvador, Mauricio Funes, da ex-guerrilha de esquerda FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional), prometeu ontem fazer um governo de reconciliação nacional e de estreitos laços com os EUA, um dia após pôr fim nas urnas a duas décadas de gestão conservadora no país.<br />
&#8220;Desejo uma política exterior independente. Quero a integração centro-americana e o fortalecimento da relação com os EUA&#8221;, disse Funes a milhares de apoiadores no discurso de vitória, anteontem à noite.<br />
Pouco antes, a Arena (Aliança Republicana Nacionalista), no poder desde 1989, admitira a derrota -51,27% dos votos para Funes contra 48,73% do engenheiro e ex-chefe de polícia Rodrigo Ávila.<br />
Foi uma vitória histórica da ex-guerrilha FMLN, convertida em partido político em 1992, com o acordo de paz que encerrou 12 anos de guerra civil na qual lutou contra o governo, apoiado militarmente por Washington. Cerca de 75 mil pessoas morreram no conflito no país centro-americano.<br />
Funes citou o bispo da Teologia da Libertação Oscar Romero, ícone da resistência na guerra civil, morto a tiros por paramilitares em 1980 enquanto rezava uma missa. &#8220;Monsenhor Romero disse que a igreja tinha uma opção preferencial pelos pobres. Isso eu farei: favorecer os pobres e os excluídos.&#8221;<br />
Tanto no discurso quanto nas primeiras entrevistas como presidente eleito, o jornalista Funes, 49, seguiu a cartilha de pragmatismo da campanha. &#8220;Este não é um tempo de vingança. É de entendimento.&#8221;<br />
O Departamento de Estado parabenizou Funes pela vitória e reiterou que Barack Obama cooperará com o novo governo, que toma posse em 1º de junho. A campanha governista havia inflado temores de que seu triunfo atrapalharia as cruciais relações com a Casa Branca -em 2004, essa foi a mensagem da gestão Bush.<br />
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conhece o salvadorenho há anos, também telefonou para felicitá-lo. Funes é próximo do PT e casado com a advogada paulistana Vanda Pignato. Sua campanha foi dirigida por João Santana, marqueteiro petista.</p>
<p><strong>Desafios</strong><br />
Funes assumirá um país com mais da metade da população abaixo da linha de pobreza e, como os vizinhos de América Central, profundamente dependente da economia americana, hoje em crise.<br />
Cerca de 18% do PIB do país vem de remessas enviadas pelos mais de 2 milhões de salvadorenhos que vivem nos EUA. Também enfrentará a maior taxa de homicídios do continente -63 para cada cem mil habitantes- e quadrilhas ligadas aos cartéis mexicanos.<br />
No front político, o presidente eleito também terá de fazer alianças. A FMLN elegeu a maior bancada da Assembleia Legislativa, em janeiro, duas cadeiras a mais que a direita. Para maioria qualificada, porém, terá de fazer acordos com partidos de centro, como o Democrata Cristão.</p>
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		<title>O antiamericanismo do governo Lula</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 16:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sergio Leo &#8211; VALOR
A alegria quase adolescente com que as autoridades brasileiras falam da aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama desmoraliza um dos mais frequentes lugares-comuns nas críticas à política externa do governo, a acusação de antiamericanismo. Quando se trata da relação comercial Brasil-EUA, os críticos têm até (reduzida) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>Sergio Leo &#8211; VALOR</strong></p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-SERGIO_LEO.jpg" align="left" border="0" />A alegria quase adolescente com que as autoridades brasileiras falam da aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama desmoraliza um dos mais frequentes lugares-comuns nas críticas à política externa do governo, a acusação de antiamericanismo. Quando se trata da relação comercial Brasil-EUA, os críticos têm até (reduzida) base real para reprovações contra Lula e assessores, mas o chavão foi esquecido neste fim de semana. Parte das atenções para o encontro entre Lula e Obama se concentrou em uma tolice, as tarifas dos EUA contra o etanol brasileiro.</p>
<p>Etanol não é besteira, nem o esforço brasileiro para derrubar as barreiras dos Estados Unidos contra qualquer produto brasileiro, especialmente commodity tão simbólica. Mas medir os resultados do primeiro encontro dos presidentes por decisões que possam adotar em relação à tarifa do álcool é um exercício de quem ignora a natureza e funcionamento do poder nos EUA.</p>
<p>Não será na Casa Branca que se decidirão mudanças relevantes na política comercial americana nessa questão. É no Capitólio, o Congresso dos EUA. Que, aliás, rejeitou na semana passada a tentativa feita por Obama de reduzir os subsídios pesados à agricultura, que distorcem o comércio e prejudicam países competitivos como o Brasil.</p>
<p>Curiosamente, o blogue da Casa Branca contraria o noticiário que, no Brasil, insinuou uma aparente relutância de Obama em reduzir a tarifa aplicada sobre o etanol brasileiro nos EUA. O texto do governo americano fala do tom &#8220;positivo e otimista&#8221; de Obama, que limitou-se a dizer o óbvio &#8211; a questão do etanol não se resolve do dia para a noite &#8211; e disse acreditar que essa fonte de atrito se eliminará com o tempo, à medida em que os dois governos aprofundarem a troca de &#8220;ideias, comércio, intercâmbio no setor de biocombustível&#8221;. Esse último comentário foi ignorado no relato de jornais brasileiros.</p>
<p>Entre os queixumes com ar de despeito feitos sobre a bem-sucedida visita de Lula a Obama, uma crítica é relevante: como notou o presidente do Diálogo Interamericano, Peter Hakim, Lula poderia ter aproveitado a oportunidade para contatos com os importantes presidentes das comissões do Congresso, tão essenciais para o futuro das questões de interesse brasileiro quanto o chefe do Executivo americano.</p>
<p>Lula, que hoje fala a empresários, limitou os encontros extra-agenda a uma conversa com um velho conhecido, John Sweeney, presidente da AFL-CIO, principal organização sindical do país. Visita importante: a AFL-CIO move parte do insistente lobby protecionista americano. Não há registro, porém, que Lula tenha tentado converter Sweeney para a campanha de livre-mercado hoje em moda no Planalto.</p>
<p>O embaixador do Brasil em Washington, Antônio Patriota, considera a questão levantada por Hakim um &#8220;falso problema&#8221;, já que a viagem, desde o convite, no primeiro contato telefônico entre os dois presidentes, à definição da data &#8211; que se ajustou à agenda de Obama &#8211; tinha uma característica diferente da visita de Estado, onde, aí sim, sem nenhuma distorção no protocolo, caberiam encontros de Lula com líderes no Congresso americano. &#8220;Essa crítica está fora de foco; e o Brasil não pode ser visto apenas pela perspectiva interamericana&#8221;, reage Patriota.</p>
<p>De fato, o Brasil, para os EUA tem uma dimensão hemisférica e outra mundial. A tradição é dar ênfase à relação dos EUA com o Brasil no plano do chamado Hemisfério Ocidental. Nesse plano, o encontro deu sinais importantes. Primeiro deles: como definiu a revista &#8220;Time&#8221;, na edição desta semana, Lula firmou-se como a &#8220;melhor aposta&#8221; para aproximar o governo Obama da esquerda que governa boa parte dos países do continente. Lula teve aval do venezuelano Hugo Chávez para levar sinais de paz à Casa Branca. Mais discreto, o boliviano Evo Morales indicou a Lula que gostaria de encontrar-se com Obama às margens da reunião da Cúpula das Américas, em abril, onde o Brasil será ator de destaque.</p>
<p>Também notável foi o anúncio feito por Lula de que o Brasil promoverá a formação de uma instituição sul-americana para cuidar, sem participação dos EUA, do combate a drogas no continente. Tarefa inadiável e complicada. Na Bolívia, por exemplo, a receita com o gás natural tende a cair, deixando sem muitas opções de renda a economia do país. Vale lembrar que o presidente da República, lá, fez questão de manter, depois de eleito, o posto de presidente do sindicato de cultivadores de coca.</p>
<p>Como nota o embaixador brasileiro nos EUA, porém, a dimensão do Brasil se expandiu para além do continente, e também nesse aspecto é um avanço importante a abertura de um canal direto com o governo Obama, para discutir as soluções em discussão para a crise econômica global. É difícil imaginar que o secretário do Tesouro, Thomas Geithner, vá consultar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para decidir os próximos passos a tomar na crise; mas a criação de um regime de contatos regulares entre as duas equipes econômicas tem o potencial de aumentar em muito a qualidade do processo decisório e a esfera de ação das autoridades brasileiras.</p>
<p>Resta das acusações de antiamericanismo contra o governo brasileiro a constatação de que, desde os anúncios de parceria estratégica, ainda no governo Bush, pouco andaram os grupos de trabalho criados ou o comemorado Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA; e os interesses estritamente bilaterais perderam espaço na agenda em Brasília.</p>
<p>Baseada em evidências como a delicada economia do México, maior parceiro americano no continente, e a recusa americana em aprovar até hoje acordos de livre comércio já assinados com parceiros fiéis como a Colômbia, há uma convicção no governo brasileiro de que as diferenças essenciais de interesse entre os dois países recomendam certo descolamento da agenda americana. Se os mecanismos de parceria criados com o governo dos EUA forem postos em funcionamento desta vez, o governo poderá argumentar mais facilmente que suas ações não são guiadas por preconceitos ideológicos, mas por frio e saudável pragmatismo.</p>
<p><strong>Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail sergio.leo@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Mauricio Funes, candidato do FMLN, é o novo presidente do El Salvador</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 09:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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da Efe, em San Salvador &#8211; FOLHA Online
O jornalista Mauricio Funes se tornou neste domingo no protagonista de uma notícia histórica para El Salvador, ao conquistar o poder para a esquerda pela primeira vez em seu país, como candidato do ex-guerrilheiro Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN).
Funes, um dos comunicadores mais influentes no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_zOAxGMzhbJ4/RzrQOgvzbzI/AAAAAAAABXg/2BspGaehLhQ/s400/Mauricio_funes_lan%C3%A7amento_vanda.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_zOAxGMzhbJ4/RzrQOgvzbzI/AAAAAAAABXg/2BspGaehLhQ/s400/Mauricio_funes_lan%C3%A7amento_vanda.jpg" /></div>
<p>da Efe, em San Salvador &#8211; FOLHA Online</p>
<p>O jornalista Mauricio Funes se tornou neste domingo no protagonista de uma notícia histórica para El Salvador, ao conquistar o poder para a esquerda pela primeira vez em seu país, como candidato do ex-guerrilheiro Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN).</p>
<p>Funes, um dos comunicadores mais influentes no país, deixou sua profissão para se transformar em político, carreira que o levou a ser presidente eleito.</p>
<p>Carlos Mauricio Funes Cartagena nasceu em San Salvador no dia 18 de outubro de 1959 e durante mais de 20 anos se dedicou ao jornalismo com uma grande popularidade, principalmente por seus fortes críticas a diversos setores e especialmente ao governo.</p>
<p>Com seu triunfo, o FMLN, que entre 1980 e 1992 travou uma guerra com o governo, chega pela primeira vez ao poder e coloca fim a 20 anos de hegemonia da direitista Aliança Republicana Nacionalista (Arena), que concorreu nestas eleições com Rodrigo Ávila.</p>
<p>Funes cultivou durante sua campanha uma grande aceitação entre os eleitores de diversas camadas sociais por sua reconhecida carreira na televisão local e por seu nulo passado guerrilheiro, o que atraiu o voto dos indecisos e, inclusive, de antigos simpatizantes da Arena.</p>
<p>O presidente eleito é casado pela terceira vez, com a brasileira Vanda Pignato, representante do PT na América Central.</p>
<p>De média estatura e caráter ferrenho, Funes em algumas ocasiões foi tachado de &#8220;arrogante&#8221; por seus opositores, embora geralmente se mostre como um homem simpático que até é qualificado como &#8220;atraente&#8221; pelo setor feminino da população.</p>
<p>Funes foi ratificado como candidato do FMLN em 11 de novembro de 2007, data em que faziam 18 anos da última ofensiva lançada pela ex-guerrilha, e desde esse dia todas as enquetes o situaram na frente das preferências eleitorais.</p>
<p>No entanto, algumas pesquisas davam uma leve vantagem a Ávila, por isso que os dias prévios à votação se caracterizaram por um clima de incerteza e tensão, devido ao acirramento esperado do processo.</p>
<p>Funes cursou seus estudos básicos e universitários com os jesuítas, embora não tenha conseguido concluir a carreira de Licenciatura em Letras na Universidade Centro-Americana José Simeón Cañas (UCA).</p>
<p>Entre 1986 e 1991 trabalhou na televisão local, mas depois se incorporou à UCA para trabalhar na instalação de um centro de audiovisuais. Após alguns meses retornou ao &#8220;Canal 12&#8243;, onde chegou, em 1997, a ser diretor de notícias e dirigir programas de grande audiência, caracterizados por serem muito críticos ao governo.</p>
<p>Também foi até poucos meses antes de sua postulação como candidato o correspondente em El Salvador da cadeia americana de notícias &#8220;CNN&#8221; em espanhol.</p>
<p>Em 1994 recebeu o famoso prêmio Maria Moors Cabot, da Universidade de Colúmbia.</p>
<p>Ao escolher Funes como presidente, os salvadorenhos também designaram como vice-presidente do país Salvador Sánchez Cerén, o único membro do Comando Geral do FMLN, durante sua época guerrilheira, que se mantém no partido.</p>
<p>O governante eleito jurará o cargo em 1º de junho para um período de cinco anos e em substituição de Elías Antonio Saca, quarto presidente que a Arena levou ao poder nos últimos 20 anos.</p>
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		<title>Esquerda tenta vitória inédita em El Salvador</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 16:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Candidato de ex-grupo guerrilheiro à presidência adota tom moderado para romper hegemonia da direita

William Booth, THE WASHINGTON POST &#8211; O Estado SP
Depois de uma guerra civil que durou 12 anos e de uma paz atualmente ameaçada pela criminalidade, a esquerda salvadorenha pode, nas eleições de hoje, concluir uma jornada notável que teve início com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Candidato de ex-grupo guerrilheiro à presidência adota tom moderado para romper hegemonia da direita</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_zOAxGMzhbJ4/RzrQOgvzbzI/AAAAAAAABXg/2BspGaehLhQ/s400/Mauricio_funes_lan%C3%A7amento_vanda.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_zOAxGMzhbJ4/RzrQOgvzbzI/AAAAAAAABXg/2BspGaehLhQ/s400/Mauricio_funes_lan%C3%A7amento_vanda.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">William Booth, THE WASHINGTON POST &#8211; O Estado SP</p>
<p>Depois de uma guerra civil que durou 12 anos e de uma paz atualmente ameaçada pela criminalidade, a esquerda salvadorenha pode, nas eleições de hoje, concluir uma jornada notável que teve início com a luta armada e pode terminar no palácio presidencial.</p>
<p>O seu candidato nas eleições é Mauricio Funes, de 49 anos, ex-correspondente do canal em espanhol da CNN. Ele foi recrutado recentemente pela Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), grupo revolucionário convertido em partido político, e disputa a presidência voto a voto com Rodrigo Ávila, de 44 anos, ex-chefe da força nacional de polícia e candidato da Aliança Republicana Nacionalista (Arena), partido que venceu as quatro últimas eleições em El Salvador.</p>
<p>Apesar de os membros da FMLN fazerem campanha tradicionalmente vestidos de vermelho, Funes prefere uma camisa panamá branca, calças jeans da moda e óculos de grife. E mesmo num partido cuja retórica está mais próxima do estilo dos irmãos Castro, de Cuba, Funes se considera a versão local do presidente americano, Barack Obama.</p>
<p>A comparação é feita abertamente: Funes e a FMLN usam imagens de Obama nos seus anúncios (apesar das objeções do Departamento de Estado americano). A campanha publicitária da FMLN na televisão completa o vínculo ao empregar o slogan de Obama em inglês e espanhol: &#8220;Sí, se puede!&#8221;</p>
<p><strong>BOLIVARIANOS</strong></p>
<p>Se vencer hoje, Funes colocará outro Estado latino-americano na trilha da &#8220;maré rosa&#8221; que já chegou a Brasil, Chile, Venezuela, Equador, Bolívia, Uruguai e Nicarágua, onde partidos de esquerda venceram as eleições nos últimos anos. Mas a pergunta que ocupa as mentes dos eleitores, de acordo com entrevistas e pesquisas de opinião, refere-se ao tipo de esquerda que ele representa.</p>
<p>Será a esquerda democrática, globalizada, empresarial e moderada que se mostra amigável aos EUA, como a brasileira? Ou a esquerda populista, linha-dura e nacionalista que antagoniza os Estados Unidos, como se vê na Venezuela?</p>
<p>Funes disse representar a esquerda moderada, e afirmou que a Guerra Fria precisa acabar em El Salvador. &#8220;A comunidade empresarial não tem medo de nós e nós não temos medo dos empresários. Trabalharei para fortalecer nosso relacionamento com os Estados Unidos, fazendo deles nossos parceiros, e acho que juntos trabalharemos bem.&#8221;</p>
<p>Até 2 milhões de salvadorenhos residem nos Estados Unidos. Estima-se que as remessas de dinheiro feitas pelos salvadorenhos que moram no exterior totalizem US$ 8 bilhões anuais, o equivalente a cerca de 20% do PIB do país.</p>
<p>O direitista Ávila diz que Funes é um fantoche que servirá aos seus verdadeiros mestres &#8211; a linha-dura da FMLN que quere fazer de El Salvador um satélite venezuelano, sob a influência do presidente Hugo Chávez.</p>
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		<title>Folha avalia que errou, mas reitera críticas</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 14:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Folha de São Paulo
DA REDAÇÃO
O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:
&#8220;O uso da expressão &#8220;ditabranda&#8221; em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.
Do ponto de vista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Folha de São Paulo</strong></p>
<p>DA REDAÇÃO</p>
<p>O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:</p>
<p>&#8220;O uso da expressão &#8220;ditabranda&#8221; em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.</p>
<p>Do ponto de vista histórico, porém, é um fato que a ditadura militar brasileira, com toda a sua truculência, foi menos repressiva que as congêneres argentina, uruguaia e chilena -ou que a ditadura cubana, de esquerda.</p>
<p>A nota publicada juntamente com as mensagens dos professores Comparato e Benevides na edição de 20 de fevereiro reagiu com rispidez a uma imprecação ríspida: que os responsáveis pelo editorial fossem forçados, &#8220;de joelhos&#8221;, a uma autocrítica em praça pública.</p>
<p>Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam.&#8221;</p>
<p>Otavio Frias Filho</p>
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		<title>A nova direita</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 17:21:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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MARCOS NOBRE &#8211; FOLHA SP
NÃO FAZ MUITO tempo, a esquerda tinha conseguido estabelecer alguns sólidos pontos de partida do debate político. Aplicar pena de prisão não diminui a criminalidade, porque o crime não é apenas ação de um indivíduo, mas falha de toda uma sociedade. O desemprego não é culpa do desempregado, mas de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/a-nova-direita/9878/" rel="attachment wp-att-9878" title="berlin-wall.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/berlin-wall.jpg" alt="berlin-wall.jpg" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">MARCOS NOBRE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>NÃO FAZ MUITO tempo, a esquerda tinha conseguido estabelecer alguns sólidos pontos de partida do debate político. Aplicar pena de prisão não diminui a criminalidade, porque o crime não é apenas ação de um indivíduo, mas falha de toda uma sociedade. O desemprego não é culpa do desempregado, mas de um sistema econômico que produz injustiça. O progresso material só significa progresso social e político se houver uma justa e solidária distribuição da riqueza. E por aí vai.<br />
Essas posições foram desafiadas e derrotadas. Nos últimos 30 anos, enquanto movimentos e grupos sociais reivindicavam mais liberdade, uma esquerda tradicional respondeu de maneira tradicional: liberdade só com igualdade primeiro. Recusou-se a ver que havia ali um problema real, que a promoção da igualdade não produz automaticamente pessoas autônomas. Ao invés de aceitar o desafio de pensar uma nova relação entre liberdade e igualdade, boa parte da esquerda perdeu-se em discussões bizantinas como a das causas da queda do decrépito bloco soviético.<br />
Enquanto isso, a direita se apresentou em nova roupagem, como paladino da liberdade e mãe da democracia -quando se sabe que a democracia de massas foi em larga medida uma conquista do movimento operário contra a direita, que entrava em pânico só de pensar no voto universal secreto. A nova direita ocupou um a um os espaços disponíveis nos meios de comunicação de massa e na esfera pública, em um combate cotidiano contra as teses de esquerda então dominantes. Venceu e transformou a sua vitória em poder institucional.<br />
O resultado foi uma guinada nos pontos de partida do debate político. O que se pede hoje de todos os lados é mais prisão, mais responsabilização dos indivíduos, mais progresso material puro e simples. E por aí vai. É nisso que consiste a atual hegemonia da direita.<br />
A nova direita vê a forma atual da democracia como imutável, como o &#8220;fim da história&#8221;. Avalia toda tentativa da esquerda de transformar a democracia como um ataque à liberdade. Mas, ao mesmo tempo, não vê problema em aceitar -como fez a Folha a propósito da ditadura militar brasileira- o revisionismo histórico e gradações no autoritarismo.<br />
A atual crise econômica pode alterar esse quadro. Esse é o maior temor da nova direita hegemônica. Mas isso só tem chance de acontecer se a esquerda for capaz de fazer o combate de ideias no espaço público sem continuar a pressupor que seus pontos de partida seguem inquestionáveis. Convencer pessoas que já estão convencidas é puro conformismo.</p>
<p><em>nobre.a2 uol.com.br<br />
MARCOS NOBRE escreve às terças-feiras nesta coluna.</em></p>
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		<title>Refrão de campanha dá início à aproximação com militância petista</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 12:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.novacorja.org/wp-content/uploads/2008/12/dilma_plastica.jpg" alt="dilma_plastica.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>Pré-candidata do PT à presidência, nome preferido de Luiz Inácio Lula da Silva à sua sucessão, executora do principal programa de investimentos do governo federal, a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, teve integral agenda de candidata nos eventos partidários ao longo desta semana, em Brasília. Inclusive com direito a, no jantar comemorativo de 29 anos do PT, ver o seu nome incorporado ao grito de guerra da militância petista na campanha presidencial de 1989. Ao ser chamada ao palco para discursar como maior estrela do evento, Dilma foi recepcionada efusivamente: &#8220;Olê, olê, olá, olá. Dilma, Dilma&#8221;.</p>
<p>A frase é emblemática para o PT, já que sempre impulsionou as aparições de Lula em eventos públicos desde que ele se lançou candidato a presidente pela primeira vez, há quase 20 anos. Ter seu nome incluído em um jingle histórico é, na opinião de um petista com cargo estratégico no Planalto, sinal de que a base petista incorporou o nome da ministra como a candidata petista em 2010. E Dilma começa, cada vez mais, a se sentir à vontade no figurino de presidenciável. Em uma fala rápida, de quase dez minutos, fez questão de elogiar a militância do partido.</p>
<p>Segundo a ministra, que chegou a ser criticada até pelo ministro Tarso Genro (Justiça) de não ter vida partidária, os militantes petistas foram fundamentais para que a legenda chegasse ao poder. E foram vitais para que o governo Lula atingisse as marcas e conquistasse as vitórias que alçaram o presidente a uma aprovação pessoal recorde. Em rápidas palavras, enumerou alguns feitos da gestão petista. Nada muito longo, para não entendiar a plateia. &#8220;Discurso de meia hora é só para o Lula&#8221;, brincou um petista com gabinete no quarto andar.</p>
<p>Dilma sabe muito bem das diferenças em relação ao seu mentor político. Mas vem treinando para melhorar. Segundo uma pessoa próxima, ela tem recebido aulas de retórica, para que seus discursos, que carregam sempre um teor administrativo e professoral, penetrem no &#8220;imaginário das pessoas&#8221;. Só assim, reconhecem os petistas, ela poderá ter sucesso em uma campanha eleitoral. &#8220;Não podemos compará-la com o presidente. Isso seria mortal. Aliás, essa comparação é mortal para qualquer político&#8221;, declarou um petista ligado à cúpula partidária.</p>
<p>Um dos escalados para ajudar na campanha presidencial de Dilma, o ex-governador do Acre, Jorge Viana, acha que a ministra tem que viajar mais e, nessas viagens, dialogar mais com os movimentos sociais e com a base petista. &#8220;Diferente de outros colegas, não acho que esta eleição será mais difícil para o PT. Temos um governo para mostrar, um governo que deu certo. Mas Dilma precisa se embrenhar pelos rincões deste país&#8221;, defendeu ele.</p>
<p>Viana sugere algo que reconhece ser muito difícil neste momento: separar a agenda da Dilma ministra e da Dilma candidata. &#8220;Eu sei que é complicado, mas ela tem que dar um jeito. Até o final do ano vamos conseguir isto&#8221;. Um dirigente petista disse que, mesmo que a agenda &#8220;maluca&#8221; da ministra não permita, é preciso aproveitar cada brecha para que ela interaja com os movimentos sociais e com os partidos aliados.</p>
<p>Na noite desta sexta-feira Dilma vai aproveitar uma dessas brechas para se encontrar com um dos grupos mais importantes para que sua campanha presidencial deslanche de fato: os representantes do PT paulista. A ministra da Casa Civil será recebida por Marta Suplicy em um jantar que vai reunir a cúpula do partido no Estado. Estão convidados para o encontro toda a bancada federal e estadual do partido, prefeitos petistas da Grande São Paulo, além dos vereadores da capital. &#8220;É um encontro de aproximação com o PT de São Paulo&#8221;, afirma o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos convidados do jantar.</p>
<p>Um outro caminho a ser percorrido pela ministra é retomar a química com os integrantes do chamado bloquinho de esquerda: PCdoB, PSB e PDT. Para isto, Dilma delineou a estratégia ao declarar, no jantar de aniversário do PT, que o partido tem uma diretriz socialista. Isto aproxima sua candidatura de aliados históricos, não descarta a ala progressista do PMDB e estabelece uma diferenciação clara de outros aliados que sempre provocaram ojeriza a alas petistas: PTB, PR e PP. &#8220;Ela também deve aproveitar seu histórico político de combate à pobreza e à ditadura. Ela dedicou sua vida a isto&#8221;, disse um influente parlamentar petista. (Colaborou Yan Boechat, de São Paulo)</p>
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