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	<title>Blog do Favre &#187; estabilidade</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Brasil é o que mais subiu em ranking de finanças globais</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 11:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[País supera Estados Unidos e Reino Unido em classificação de estabilidade do sistema financeiro
 

Gustavo Chacra, CORRESPONDENTE NOVA YORK &#8211; O Estado SP
A economia brasileira foi a que mais evoluiu no ranking de desenvolvimento financeiro elaborado pelo World Economic Forum (WEF), que teve como principal responsável o professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>País supera Estados Unidos e Reino Unido em classificação de estabilidade do sistema financeiro</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_myxN-cbcmLI/SCbgATVeeMI/AAAAAAAAAEk/wl1RZBz9BQ8/s400/moneycogs.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_myxN-cbcmLI/SCbgATVeeMI/AAAAAAAAAEk/wl1RZBz9BQ8/s400/moneycogs.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Gustavo Chacra, CORRESPONDENTE NOVA YORK &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A economia brasileira foi a que mais evoluiu no ranking de desenvolvimento financeiro elaborado pelo World Economic Forum (WEF), que teve como principal responsável o professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini, considerado o guru da atual crise global, pelo acerto em suas previsões.</p>
<p>Na apresentação do relatório ontem em Nova York, Roubini e demais economistas da entidade destacaram o exemplo positivo do Brasil como sinal de que os emergentes ganham força nas finanças mundiais. Já os americanos e as economias desenvolvidas teriam sido os principais perdedores na crise. Em outra classificação da entidade, que mede a estabilidade do sistema financeiro, o Brasil supera os EUA e o Reino Unido.</p>
<p>Subindo seis posições no ranking de desenvolvimento financeiro, o Brasil ocupa a 34ª posição e tem 3,46 pontos numa escala estabelecida pelo WEF. O Reino Unido, em primeiro lugar, tem 5,28. Já a Venezuela, em último, 2,52. De 55 economias pesquisadas, a brasileira conquistou mais pontos: 0,18.</p>
<p>Com algumas poucas exceções, como a Austrália, os países desenvolvidos apresentaram fortes quedas no índice. Os EUA, que deixaram o topo da lista para ocupar o terceiro lugar, apresentou acentuada redução de 0,73 pontos. A medição leva em conta 120 variáveis, atribuindo pesos ao ambiente de negócios e institucional, estabilidade financeira e a dimensão do mercado de capitais.</p>
<p>&#8220;Os países em desenvolvimento exibiram bom resultado no pilar de estabilidade financeira do índice. Esse resultado se deve ao aprendizado em erros de crises do passado, apesar de, para alguns, isso se dever à relativa falta de complexidade e de integração global de seus sistemas financeiros&#8221;, disse Roubini.</p>
<p>O Brasil, apesar da evolução no ranking geral de desenvolvimento financeiro e da excelente classificação no ranking de estabilidade financeira, obteve desempenho fraco em outros &#8220;pilares&#8221;. O ambiente institucional brasileiro está apenas na 42ª colocação. Na área de ambiente de negócios, o Brasil se situa em posição ainda pior &#8211; 47ª -, atrás de países como o Egito, a Argentina e a Colômbia. No acesso a serviços financeiros não bancários, o Brasil ocupa o 15º lugar, enquanto na área bancária está na 34ª. O estudo aconselha o governo brasileiro a melhorar também nas áreas legal e regulatória, e também ressalta o desrespeito a contratos no País.</p>
<p>Os Estados Unidos &#8211; país que mais pontos perdeu no ranking deste ano ante o do ano passado &#8211; enfrentam problemas na área de estabilidade financeira, ocupando uma medíocre 38ª colocação. O país apenas se mantém na terceira colocação porque apresenta desempenho positivo nos outros setores, especialmente o de intermediação financeira.</p>
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		<title>&#8220;Nós não somos mais uma república de bananas&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 13:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Análise: Vigor na recuperação do mercado local comprova situação melhor do país ante outros emergentes.
Com fundamentos sólidos, Brasil resiste bem à crise externa
Gustavo Lourenção / Valor

 Stuhlberger, da CSHG: &#8220;Estabilidade de preços tornou-se bem público no país&#8221;
&#160;
Por Alessandra Bellotto, de São Paulo &#8211; VALOR
&#8220;Nós não somos mais uma república de bananas.&#8221; Foi assim que Luis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Análise: Vigor na recuperação do mercado local comprova situação melhor do país ante outros emergentes.</strong></em></p>
<p><strong><font size="5">Com fundamentos sólidos, Brasil resiste bem à crise externa</font></strong></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Gustavo Lourenção / Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002251/imagens/foto_06inv-stuhlbergerd2.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Stuhlberger, da CSHG: &#8220;Estabilidade de preços tornou-se bem público no país&#8221;</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Por Alessandra Bellotto, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>&#8220;Nós não somos mais uma república de bananas.&#8221; Foi assim que Luis Stuhlberger, um dos principais gestores de fundos hedge do país e sócio da Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), começou sua apresentação sobre o Brasil a uma plateia de investidores locais e estrangeiros, em evento sobre investimentos alternativos ontem, em São Paulo. E isso para dizer que a economia brasileira é muito menos dependente de commodities do que possa parecer, o que caracteriza uma enorme vantagem competitiva do país em relação a outros mercados emergentes, especialmente na América Latina.</p>
<p>&#8220;O Brasil é muito mais do que um player de commodities&#8221;, destacou. Não é à toa que, no processo de recuperação dos mercados, o país mostra vigor maior, disse Stuhlberger. Do dia 27 de outubro de 2008, quando a bolsa marcou sua pior pontuação desde o estouro da crise, até 30 de abril, o índice Bovespa subiu 71,24% em moeda local. Na China, a alta foi de 43,76%, na Rússia, a bolsa avançou 51,59% (em dólar), na Índia, 34,01%, no México, 29,82%.</p>
<p>No contexto de crise global, a participação relativamente baixa das exportações brasileiras no Produto Interno Bruto (PIB) é favorável para o país. Ainda que o Ibovespa seja concentrado em empresas de commodities (com 50% a 60% de participação no índice), a proporção das exportações brasileiras no PIB é de cerca de 12%. No Chile, ela chega a 34,8%, na Venezuela, a 26,5%, e no Peru, a 18,6%. Já o consumo doméstico, acrescentou o gestor, representa 65% do PIB brasileiro.</p>
<p>Outro ponto a favor da economia local é a diversificação dos destinos das exportações. No Brasil, as vendas para os Estados Unidos, o epicentro da crise, representam cerca de 14%, ante média dos países da América Latina de 45%. China e Argentina também são importantes parceiros comerciais do país, assim como outros mercados na União Europeia. &#8220;Essa diversificação é uma das razões que explicam a resiliência da nossa balança comercial&#8221;, disse.</p>
<p>O recente boom de commodities, no entanto, favoreceu o Brasil, que conseguiu emplacar reformas econômicas até o ano de 2006, na visão de Stuhlberger. Segundo ele, a adoção do câmbio flexível, regime de metas de inflação e superávit primário, mais algumas reformas microeconômicas, como a aprovação do crédito consignado e a nova Lei de Falências, foram fundamentais no ciclo virtuoso vivido pelo país nos últimos anos.</p>
<p>O Brasil, destacou o gestor, também foi destaque na acumulação e administração de reservas internacionais. Segundo Stuhlberger, entre dezembro de 2006 e agosto do ano passado, as reservas do país mais do que dobraram, chegando a superar os US$ 200 bilhões. E desde então, disse, só caíram 8%. Na Rússia, comparou, as reservas internacionais foram reduzidas em cerca de 35%. &#8220;O Banco Central resistiu, acertadamente, à pressão de queimar as reservas no início da crise.&#8221;</p>
<p>A política monetária conservadora, para evitar inflação e expansão do crédito, também é uma vitória do país, na opinião de Stuhlberger. &#8220;A estabilidade de preços tornou-se um bem público no país.&#8221; Contudo, o Brasil, pela primeira vez na história, não foi tão afetado por essa crise. &#8220;Esta desaceleração econômica é cíclica, não estrutural.&#8221; Ele destacou ainda a solidez do sistema financeiro do país como uma das vantagens competitivas do mercado local. Do lado negativo, o gestor citou como o maior desafio do país a melhora na administração dos gastos públicos, que hoje são &#8220;altos e crescentes&#8221;.</p>
<p>Fundamentos econômicos sólidos, aliados a uma ambiente de juros ainda relativamente altos ante o resto do mundo, fazem do Brasil um dos destinos mais atraentes para o investidor externo que busca diversificação, segundo o diretor de asset management do Credit Suisse no Brasil, Mauro Bergstein. &#8220;Tenho uma visão construtiva para o Brasil, que vem respondendo bem aos desafios colocados pela crise&#8221;, disse. Para ele, há muitas oportunidades de investimento nos mercados de ações e de crédito privado. Ele destacou ainda a liquidez, profundidade e transparência do mercado financeiro local.</p>
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		<title>O Brasil que incomoda</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 14:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ruy Baron / Valor





 O presidente Lula, que se encontra com Barack Obama neste fim de semana em Washington, reflete a imagem de um país que já não é confundido com republiquetas 


Por Marta Barcellos, para o Valor, do Rio
É pouco provável que Barack Obama cometa gafes ao referir-se ao Brasil no encontro com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table width="10" align="center">
<tr>
<td><em><font size="1"><span class="autorMateriaNova">Ruy Baron / Valor</span></font></em></td>
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</tr>
<tr>
<td style="font-style: italic; font-weight: bold"><span class="autorMateriaNova"> O presidente Lula, que se encontra com Barack Obama neste fim de semana em Washington, reflete a imagem de um país que já não é confundido com republiquetas </span></td>
</tr>
</table>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4"><strong>Por Marta Barcellos, para o Valor, do Rio</strong></font></p>
<p>É pouco provável que Barack Obama cometa gafes ao referir-se ao Brasil no encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Washington, neste sábado. Os tempos em que um presidente americano podia confundir o país com a Bolívia, como fez Ronald Regan em 1982, parecem fazer parte de um passado distante, especialmente quando um líder de reconhecido porte intelectual chega à Casa Branca. No entanto, pode-se afirmar que o mérito de distinguir o Brasil, agora, não é apenas de Obama. Ao ganhar relevância econômica e política, nos últimos anos, o país deixou para trás a difusa imagem de mais uma &#8220;república das bananas&#8221; para ganhar contornos nítidos no noticiário internacional. Nas últimas semanas, por exemplo, os correspondentes estrangeiros não tiveram muito tempo para reportagens pitorescas sobre verão ou carnaval: precisavam também analisar o impacto da crise financeira internacional no país e explicar a estratégia adotada pelo governo para enfrentá-la.</p>
<p>Mas a ideia de que bastaria nos livrarmos dos olhares preconceituosos, folclóricos ou desinformados para cairmos nas graças da opinião pública internacional revelou-se uma falácia. Estar em evidência pode significar também contrariar interesses e dar munição para que apontem, com embasamento, nossas mazelas. É o que mostra uma pesquisa do instituto GlobeScan, de Londres, realizada em 21 países. Mesmo bem cotado em relação aos demais, o Brasil viu aumentar a percepção negativa sobre sua influência no mundo justamente em quatro países ricos: Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França.</p>
<p>Segundo o levantamento, a visão predominantemente negativa dos americanos em relação ao Brasil aumentou de 19% para 23% no último ano. No caso da França, essa percepção subiu de 23% para 33% dos entrevistados, e no Reino Unido, de 31% para 35%. O resultado negativo mais surpreendente veio da Alemanha, onde 40% das pessoas disseram que o Brasil exerce má influência no mundo, proporção que estava em 28% na pesquisa anterior. Na perspectiva alemã, ao contrário dos outros três países, a visão negativa passou a superar a positiva, de apenas 30%. O quadro é bem diferente, por exemplo, do radiografado nos Estados Unidos, onde, embora maior, a visão negativa do Brasil corresponde à metade das opiniões favoráveis, de 47%.</p>
<p>O Brasil segue o padrão verificado na avaliação da China, Rússia e Índia, seus companheiros no grupo de principais economias emergentes (o chamado Bric) &#8211; com o detalhe de que os dois primeiros foram destacados na pesquisa divulgada globalmente pelo instituto, pois a visão negativa sobre ambos passou de uma média de 33% para 40%, e de 34% para 42%, respectivamente. Na avaliação feita pelos alemães, China, Rússia e Índia registraram pioras na imagem mais expressivas do que no caso brasileiro.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002216/imagens/arte13cul-lula-d11.gif" border="0" /></div>
<p>Para Sam Mountford, diretor de pesquisas da GlobeScan, os efeitos da crise econômica na pesquisa são difíceis de mensurar, já que a maior parte das entrevistas aconteceu no final do ano passado, quando a dimensão real da turbulência ainda não fora percebida pelo público. Mesmo assim, ele acredita que a avaliação mais negativa recebida pelo Brasil nos Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido deve estar relacionada ao desenvolvimento econômico do país. &#8220;O Brasil é cada vez mais notícia&#8221;, diz Mountford. &#8220;Há muita discussão sobre o crescimento do Brasil, China, Rússia e Índia na mídia desses países e é bastante provável que essas pessoas estejam começando a se sentir ameaçadas &#8211; do ponto de vista econômico, não político&#8221;, ressalta.</p>
<p>&#8220;Existe um preço para a maior exposição internacional&#8221;, concorda o cientista político Amaury de Souza, consultor da MCM Associados. &#8220;Na América do Sul, por exemplo, já somos vistos como os novos yankees.&#8221;</p>
<p>O publicitário Nizan Guanaes, presidente do Grupo ABC, acredita que a imagem do Brasil não poderia estar melhor no exterior, por consequência das conquistas econômicas e institucionais dos últimos anos, e atribui qualquer variação nessa percepção ao incômodo causado pela competição internacional. &#8220;Talvez fosse mais fácil gostar do Brasil do mulato faceiro do que do gigante&#8221;, diz. &#8220;Não dá para querer ser sempre o queridinho, ainda mais quando se está travando embates de mercado, em um mundo cada vez mais protecionista.&#8221;</p>
<p>A maior visibilidade do país aconteceu principalmente em função de a sigla Bric ter caído no gosto popular, lembra Amaury de Souza. Ao surfar na promissora onda das nações que seriam os &#8220;tijolos&#8221; (&#8221;bricks&#8221;, em inglês) a sustentar o crescimento global, o Brasil conseguiu projeção e distinção, mas também passou a ser visto como parte de um bloco. É justamente a imagem desse conjunto de países que pode estar em questão, diz Matias Spektor, doutor em relações internacionais pela Universidade de Oxford e coordenador do MBA de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo ele, os países do Bric tendem a perder espaço com a crise econômica, enquanto os Estados Unidos veem aumentar sua própria importância &#8211; o que estaria implícito na pesquisa da GlobeScan. Na média, a visão negativa sobre os Estados Unidos caiu de 47% para 43%, enquanto a positiva aumentou de 35% para 40%, refletindo também a eleição de Barack Obama. &#8220;A opinião pública espera que a solução da crise venha por meio da liderança americana, e não que passe pelo Bric, cuja imagem agora está mais próxima da de tijolos desmoronando&#8221;, compara Spektor. Ele destaca que a situação da economia internacional hoje é mais hostil, e o clima de tormenta aumenta a tensão entre os países.</p>
<p>Mas a imagem do Brasil vai além de sua identificação como integrante do Bric, o que é evidenciado pela sexta posição ocupada na média de avaliações feitas sobre 15 países, atrás apenas de Alemanha, Canadá, Grã-Bretanha, Japão e França. Essa é a boa notícia do levantamento, diz o professor da FGV. Spektor observa que, nesse ranking geral, o Brasil está acompanhado justamente por países que também pleiteiam uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas: Alemanha, Japão, Índia e África do Sul. A pretensão brasileira, ressalta, não pode ser vista apenas como uma forma de aumentar o status ou a visibilidade do país. &#8220;Ganhar influência e poder nas relações internacionais sempre vem junto com um custo.&#8221;</p>
<p>Um exemplo de responsabilidade que aparece com a conquista de status internacional é a questão ambiental, apontada como uma das fragilidades da imagem brasileira por uma pesquisa qualitativa paralela ao estudo, na qual os entrevistados explicaram sua opinião sobre o país. Nessa pequena amostra, conta Mountford, foi detectada uma forte preocupação com as perdas da floresta amazônica e a percepção de que o governo brasileiro, apesar do desenvolvimento econômico, não combate o problema como deveria. Nesse grupo de pessoas, entrevistadas pela BBC, também foram mencionados problemas como a corrupção e a desigualdade na distribuição da riqueza no país. A democracia e o desenvolvimento econômico foram os destaques positivos.</p>
<p>Os comentários mostram um conhecimento da realidade brasileira impensável algumas décadas atrás, quando os correspondentes estrangeiros tentavam explicar planos econômicos estapafúrdios, nas reportagens, enquanto seus leitores imaginavam índios andando pelas ruas das cidades. &#8220;Isso mudou radicalmente&#8221;, diz Mery Galanternick, que começou a trabalhar na sucursal brasileira do &#8220;New York Times&#8221; na década de 1960. &#8220;O Brasil agora chama a atenção pelo que está fazendo de relevante. Passou a ser considerado um &#8216;player&#8217; global.&#8221;</p>
<p>Jens Glüsing, correspondente da &#8220;Der Spiegel&#8221;, acredita que a redução do Brasil a um país de mulheres bonitas e futebol ocorre na mesma proporção em que muitos brasileiros veem os alemães apenas como bebedores de cerveja. &#8220;As pessoas com mais formação são bem informadas sobre o Brasil, conhecem detalhes da economia e da política. A imagem do presidente Lula, entre os formadores de opinião, é melhor lá fora do que aqui, até porque há uma comparação com o [presidente da Venezuela] Hugo Chaves.&#8221;</p>
<p>O calcanhar de Aquiles brasileiro, que poderia explicar a virada na visão alemã do país na pesquisa GlobeScan, é a política ambiental. &#8220;Nesse aspecto, e acredito que somente nele, a imagem do país deve estar realmente piorando na Alemanha&#8221;, diz Glüsing. O jornalista foi a Brasília no ano passado para cobrir a visita da primeira-ministra Angela Merkel, e recorda-se da &#8220;saia justa&#8221; que representou a coincidência entre a chegada da governante alemã e a renúncia da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Para o cientista político Amaury de Souza, a sensibilidade ao tema ambiental extrapola os limites da Alemanha, berço do primeiro partido verde do planeta. &#8220;Não nos damos conta da reação que as notícias negativas sobre ambiente geram no exterior&#8221;, afirma Souza. &#8220;O que para nós é tolerável, para eles é execrável.&#8221;</p>
<p>Preocupado com a imagem externa, o governo brasileiro contratou no fim do ano passado a Companhia da Notícia (CDN) para trabalhar de forma integrada à Secretaria de Comunicação Social (Secom) em ações voltadas principalmente aos Estados Unidos, Europa e Ásia. &#8220;Faremos um trabalho de divulgação dos esforços do governo para combater o desmatamento&#8221;, diz Rodrigo Baena, diretor internacional da Secom. Em um primeiro momento, o trabalho na área ambiental será direcionado para o monitoramento do que é publicado pela imprensa internacional, explica Andrew Greenlees, vice-presidente da CDN. &#8220;Percebemos que existem muitos equívocos em relação a dados, que são divulgados ou interpretados de forma incorreta.&#8221;</p>
<p>Na licitação para a contratação da agência, em abril do ano passado, o governo demonstrou preocupação com duas áreas, que deveriam ser alvo de propostas detalhadas por parte das candidatas: etanol e tecnologia da informação (TI). Vencedora da concorrência, a CDN constatou em seus estudos um alto grau de conhecimento do etanol brasileiro, ao contrário do setor de TI. A crise internacional, porém, acabou por mudar o foco e a agenda econômica do país, tornando o assunto menos relevante. &#8220;Estamos discutindo agora quais temas serão prioridade&#8221;, diz Greenlees. &#8220;Mas já percebemos algumas oportunidades de divulgação, como na área de energia, na qual há muito interesse e veículos especializados.&#8221;</p>
<p>O alcance de ações de divulgação, no entanto, tornou-se motivo de controvérsia desde que o governo anunciou o gasto anual de R$ 15 milhões no projeto. &#8220;O Brasil não vai conseguir controlar o que é publicado sobre a Amazônia, onde estão muitos pesquisadores estrangeiros&#8221;, diz Glüsing, da &#8220;Der Spiegel&#8221;, lembrando do impacto das reportagens sobre a região feitas pela &#8220;Nature&#8221;, uma das revistas científicas mais conceituadas do mundo. &#8220;Mais importante do que melhorar a imagem, é melhorar a realidade&#8221;, diz ele. Nesse sentido, a próxima reunião das Nações Unidas sobre mudança climática, marcada para o fim do ano em Copenhagen, poderia ser uma oportunidade efetiva para o Brasil, diz Matias Spektor. &#8220;Mas somente se houver uma mudança de atitude&#8221;, ressalta. &#8220;Para ser um &#8216;player&#8217; importante, é preciso assumir um custo, fazer coisas que não são necessárias quando se é um jogador secundário.&#8221;</p>
<p>No caso do ambiente, o Brasil não tem como fugir do papel de líder, acredita o professor Celso Lafer, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e ministro das Relações Exteriores durante o governo Fernando Henrique Cardoso. A floresta, a matriz energética limpa, a biodiversidade e o etanol tornam as decisões do país fundamentais para o resto do planeta, independentemente do desejo de assumir essa liderança. &#8220;É um caso em que se mistura o &#8217;soft power&#8217; e o &#8216;hard power&#8217; &#8220;, afirma, referindo-se aos conceitos celebrizados pelo cientista político americano Joseph Nye, e que também servem para classificar as formas de inserção internacional de um país.</p>
<p>Quando ministro, Lafer teve uma conversa com o jornalista americano Larry Rohter transcrita no livro &#8220;Deu no New York Times&#8221;, no qual o correspondente conta histórias de sua experiência no Brasil. Nela, ambos concordavam com vocação do Brasil para exercer atração e influência por meio do &#8220;soft power&#8221;, mais relacionado à cultura, ao esporte e aos valores. O outro caminho, o &#8220;hard power&#8221;, seria o do poder militar ou econômico &#8211; impensável naqueles anos, em que a estabilidade da moeda ainda não se traduzira em crescimento. Para Lafer, as duas formas de poder são cada vez mais complementares. &#8220;A eleição de Obama representou a recapitalização do &#8217;soft power&#8217; para os Estados Unidos&#8221;, exemplifica.</p>
<p>Da mesma forma, governantes que deveriam discutir questões bilaterais de impacto acabam pautados por casos que mobilizam a opinião pública de seus países, como o da brasileira Paula Oliveira, que afirmou ter sido agredida por neonazistas na Suíça, ou do menino Sean Goldman, cuja guarda é disputada pelo pai americano e avós brasileiros.</p>
<p>Casos assim são importantes na construção da imagem de um país? Para Matias Spektor, assuntos dessa natureza são passageiros, e não dominam de fato as agendas dos países. Já Lafer acha que essas questões são relevantes, e os governos não têm como fugir delas. &#8220;É a velha história: todo presidente quer pautar a imprensa, e toda imprensa quer pautar o presidente.&#8221;</p>
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		<title>Brasil pode entrar no grupo financeiro do G-7</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 13:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Brasil deve ganhar projeção no FEF



Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR
A nova arquitetura financeira internacional começa a ser construída, em meio aos estragos causados pela dramática crise global, e um passo poderá ser dado hoje, abrindo espaço para o Brasil nas decisões.
O Fórum de Estabilidade Financeira (FEF), órgão criado em 1999 pelo G-7, das nações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5">Brasil deve ganhar projeção no FEF</font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/brasil-pode-entrar-no-grupo-financeiro-do-g-7/10032/" rel="attachment wp-att-10032" title="brasil_olho.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/brasil_olho.jpg" alt="brasil_olho.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR</p>
<p>A nova arquitetura financeira internacional começa a ser construída, em meio aos estragos causados pela dramática crise global, e um passo poderá ser dado hoje, abrindo espaço para o Brasil nas decisões.</p>
<p>O Fórum de Estabilidade Financeira (FEF), órgão criado em 1999 pelo G-7, das nações mais desenvolvidas para evitar grandes choques nos mercados financeiros, se reúne hoje e amanhã em Londres. A expectativa é de que enfim saia a decisão de sua ampliação. E é difícil imaginar que o Brasil não seja incorporado, juntamente com a China e a Índia.</p>
<p>Com isso, os principais emergentes ampliam sua influência nas decisões das principais instituições financeiras internacionais. O FEF tende a ter papel mais central para avaliar vulnerabilidade afetando o sistema financeiro global, identificar e propor ações para melhorar a cooperação entre as autoridades internacionais no controle dos mercados.</p>
<p>Atualmente, o órgão é composto apenas pelos ministros de finanças, bancos centrais, autoridades supervisoras e reguladoras do G-7 (Estados Unidos, Alemanha, Japão, Grã-Bretanha, Canadá, França e Itália) e por outros cinco centros financeiros internacionais (Suíça, Hong Kong, Cingapura, Holanda e Austrália).</p>
<p>Sua ampliação estava prevista para dezembro. Mas demora mais do que se previa por causa de discussões sobre quem entra. Há vários países querendo aderir ao clube-chave no sistema financeiro. Mas quem já está dentro quer limitar os sócios, alegando que isso vai alterar a dinâmica do grupo.</p>
<p>Na verdade, o encontro de lideres do G-20, das maiores economias desenvolvidas e emergentes, pediu em novembro, em Washington, para um FEF já ampliado apresentar estudos sobre o sistema financeiro até o fim deste mês, o que evidentemente não ocorrerá pela demora na decisão de abrir essa entidade. O FEF tem entrevista coletiva marcada para esta quinta-feira em Londres.</p>
<p>Na movimentação em direção da nova arquitetura financeira internacional, Brasil, China e Índia foram incorporados em fevereiro no comitê técnico da Organização Internacional das Comissões de Valores (conhecido pela sigla em inglês Iosco), que estabelece os padrões e critérios para o desenvolvimento da regulação nos principais mercados internacionais.</p>
<p>A entidade tem mais de cem membros, mas o comitê técnico era até agora composto por apenas 15 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Grã-Bretanha.</p>
<p>Para o secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, embaixador Marcos Galvão, a entrada do Brasil nesse orgão-chave da Iosco mostra que o esforço ativo do país e de outros emergentes para estar no centro dos processos decisórios vem dando resultado.</p>
<p>&#8220;Na prática, a crise financeira acelera a revisão da arquitetura financeira internacional e aumenta o espaço dos países emergentes&#8221;, afirma Galvão. Nessa engenharia, o Brasil coloca peso na consolidação do G-20 como o centro das articulações econômicas globais, reunindo as principais economias desenvolvidas e emergentes, ao invés do combalido G-8, até então diretório econômico do planeta.</p>
<p>Para integrar mais os emergentes, a ideia é que a segunda fase da reforma de &#8220;voz e representação&#8221; no Banco Mundial tenha início em abril deste ano e possa ser implementada até abril de 2010. Também nesse cenário, alguns países defendem que a estrutura de empréstimo atual do Bird, que fornece muito mais recursos aos governos, seja revisado para dar mais ênfase no financiamento a empresas de emergentes.</p>
<p>Sobre a reforma do FMI, a ideia é de antecipar a revisão geral de cotas, prevista para 2013. Assim, um realinhamento &#8220;de cotas e voz&#8221;, e portanto de poder dos emergentes, seria completado até 2011.</p>
<p>A negociação sobre as reformas do Bird e do FMI está na agenda dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, marcada para sábado nos arredores de Londres.</p>
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		<title>A hora e a vez do novo Estado</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 12:58:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Marcio Pochman &#8211; VALOR
A crise mundial torna mais evidente o conjunto de equívocos que resulta da recente experiência neoliberal. Os países que mais longe avançaram o princípio da autorregulação das forças de mercado e da desregulamentação do Estado encontram-se entre os mais frágeis e vulneráveis no contexto atual de turbulências e incertezas globais.
Fácil imaginar como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.galizacig.com/imxact/2007/12/20071107_brasilia_ipea_marcio_pochmann_590.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.galizacig.com/imxact/2007/12/20071107_brasilia_ipea_marcio_pochmann_590.jpg" width="500" height="376" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Marcio Pochman &#8211; VALOR</p>
<p>A crise mundial torna mais evidente o conjunto de equívocos que resulta da recente experiência neoliberal. Os países que mais longe avançaram o princípio da autorregulação das forças de mercado e da desregulamentação do Estado encontram-se entre os mais frágeis e vulneráveis no contexto atual de turbulências e incertezas globais.</p>
<p>Fácil imaginar como a economia brasileira estaria débil e à deriva se a trajetória privatista e de inserção externa subordinada aos interesses dos países ricos dos anos 90 não tivesse sido interrompida. Sem bancos públicos (BB, CEF, BNB e BNDES) e empresas estatais, como Petrobras e Eletrobrás, por exemplo, o Brasil não teria a mínima condição de responder imediata e positivamente à crise do crédito e do investimento privado. Países que se desfizeram de bancos e empresas públicas, como o caso argentino, convivem hoje com maiores dificuldades para enfrentar afirmativamente a crise. No Brasil, a fase da privatização implicou reduzir a participação dos bancos públicos de mais de 50% para quase um terço da disponibilidade total do crédito doméstico, enquanto a transferência para o setor privado de empresas estatais respondeu por 15% do PIB e pela destruição de mais de 500 mil postos de trabalho. Em valor, o processo de privatização brasileiro somente conseguiu ser inferior à experiência soviética, com parte significativa do setor produtivo estatal sendo capturado pelo capital estrangeiro.</p>
<p>Da mesma forma, a opção política pela diversificação comercial permite ao Brasil o reposicionamento no mundo com soberania, bem diferente das economias com exportações concentradas em poucos países, como parece indicar o México, com mais de 80% do comércio externo só com os EUA. A recessão nos países ricos contamina mais facilmente aquelas nações dependentes de suas trocas externas.</p>
<p>Para o Brasil, o peso dos países ricos no comércio externo encontra-se pouco acima de 40%, quando nos anos 90 era de mais de 67% do total. Estas constatações sobre o país em relação a outras nações descrevem resumidamente uma situação melhor, porém ainda insuficiente para indicar a necessária construção de novo caminho a ser percorrido. Isso porque se tem presente que o neoliberalismo cometeu o seu haraquiri, não tendo sido superado &#8211; até o momento &#8211; pelo estabelecimento de projeto econômico e social alternativo. As respostas à crise do capital globalizado podem até ser transformadas numa etapa de desenvolvimento do novo padrão civilizatório, mas ainda estão distante disso.</p>
<p>De maneira geral, percebe-se que o Estado reaparece como elemento central do enfrentamento à turbulência mundial, embora ainda desfalcado da perspectiva transformadora de oportunidades e desafios do Século XXI. A reprodução dos tradicionais traços do padrão de Estado dos últimos 100 anos indica tão-somente o aprofundamento da organização por funções setoriais (caixinhas), cada vez mais ineficientes, quando não concorrentes entre si e à margem do potencial das forças do mercado. Adiciona-se a isso o acúmulo das variadas ondas de &#8220;choques de gestão&#8221; internalizadas pela administração do Estado, que produziram tanto a regressão da capacidade e sistematicidade de grande parte das políticas como o esvaziamento da própria função pública. Por um lado, o corte do funcionalismo e de sua remuneração procedido pela internalização de métodos privados acirrou a competição na função pública e fortaleceu a autonomização setorializada e não convergente das políticas adotadas pelo conjunto do governo. Como na lógica privada, o todo deu lugar a partes, trazendo consigo a prevalência da visão e ação de curto-prazismo no interior da função pública. O planejamento e o compromisso de longo prazo foram substituídos por uma sucessão irracional de programas e projetos pilotos que, alterados constantemente pelas autoridades de plantão, fizeram com que o Estado fosse abandonando o sentido estruturador do padrão civilizatório fora da emergência do curtíssimo prazo. Por outro lado, a estabilidade da esfera pública foi sendo contaminada pela lógica da eventualidade, amplamente acolhida pelo curso da terceirização das funções e da contratação de mão-de-obra. Assim, o Estado foi-se comprometendo com repasses crescentes de recursos a instituições &#8211; algumas nem sempre decentes (fundações, ONG&#8217;s e cooperativas) &#8211; portadoras de flexibilidade para o exercício dos desvios da função pública. Assim, orçamentos e licitações tornaram-se, muitas vezes, o espaço privilegiado para manifestação da força dos interesses privados, negociatas e maior corrupção. Em síntese, a emergência da corrosão do caráter da função pública, posto que o tradicional funcionário de Estado, demarcado pelo profissionalismo e meritocracia, passou a dar lugar &#8211; em algumas vezes &#8211; ao comissionado e ao corpo estranho dos terceirizados.</p>
<p>O novo Estado precisa ser construído. Ele deve ser o meio necessário para o desenvolvimento do padrão civilizatório contemporâneo em conformidade com as favoráveis possibilidades do Século XXI. A sociedade pós-industrial, com ganhos espetaculares de produtividade imaterial e expectativa da vida ao redor dos 100 anos de idade, abre inédita e superior perspectiva civilizatória: educação para a vida toda, ingresso no mercado de trabalho depois de 25 anos, trabalho menos dependente da sobrevivência e mais associado à utilidade e criatividade sócio-coletiva. Para além das exigências do Século XX, que conformaram tanto o Novo Estado Industrial (J. Kenneth Galbraith) como o Bem-Estar Social (K. Gunnar Myrdal), encontra-se em curso novos e complexos desafios que exigem profunda reforma estatal.</p>
<p>Três grandes eixos estruturadores do novo Estado precisam ser perseguidos com clareza e efetividade. O primeiro diz respeito à constituição de novas institucionalidades na relação do Estado com o mercado. Alavancada pela experiência neoliberal, o mercado enfraqueceu as bases de promoção da competição, cada vez mais sufocadas pelo predomínio da monopolização expresso pelos vícios privados das grandes corporações transnacionais.</p>
<p>O esvaziamento da competição precisa ser rapidamente combatido com novas instituições portadoras de futuro, capazes de garantir a continuidade da inovação por meio da concorrência combinada com a cooperação entre empreendedores e da maior regulação das grandes corporações empresariais. O segundo grande eixo estruturador do novo Estado deve resultar da revolução na propriedade que impulsione uma relação mais transparente, democrática e justa com toda a sociedade. Neste caso, a ampliação do fundo público se faz necessária para sustentar o padrão civilizatório do Século XXI, a partir da tributação sobre o excedente adicional gerado por novas fontes de riqueza, que por serem intangíveis escapam crescentemente das anacrônicas bases arrecadatórias vigentes há mais de 200 anos. Por fim, o terceiro eixo reside na profunda transformação do padrão de gestão pública. Políticas cada vez mais matriciais e intersetoriais pressupõem a organização do Estado em torno do enfrentamento de problemas estruturais e conjunturais. Noutras palavras, a meritocracia e o profissionalismo para conduzir ações públicas articuladas para lidar com problemas estruturais e políticas governamentais descentralizadas e compartilhadas com a sociedade e mercado para enfrentar diversos e específicos problemas conjunturais. Urge fazer do Estado do futuro o experimentalismo do presente. Muito mais do que anunciar as dificuldades da crise global, cabe ressaltar as oportunidades que dela derivam como a realização de uma profunda reforma do Estado que viabilize o alcance das condições pós-crise para sustentação do novo desenvolvimento ambiental, econômico e social.</p>
<p><strong>Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor licenciado do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas. Escreve mensalmente às quintas-feiras. </strong></p>
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		<title>As novas classes médias</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 17:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bilhões de burgueses
A nova &#8220;Economist&#8221; traz encartado um especial sobre &#8220;As novas classes médias nos mercados emergentes&#8221;, título geral dos mais de dez textos, com pesquisa especial Pew, um perfil de consumo, a aposta de que elas vão reagir à crise etc.
A longa introdução de John Parker traz a foto e descreve a cena de uma multidão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Bilhões de burgueses</h1>
<p><font size="2"><img src="http://todamidia.folha.blog.uol.com.br/images/9economist122a.JPG" align="left" />A nova &#8220;Economist&#8221; traz encartado um especial sobre &#8220;As <a href="http://www.economist.com/specialreports/displayStory.cfm?story_id=13063298&amp;source=hptextfeature" target="_blank">novas classes médias</a> nos mercados emergentes&#8221;, título geral dos mais de dez textos, com <a href="http://www.economist.com/specialreports/displaystory.cfm?story_id=13063322" target="_blank">pesquisa especial Pew</a>, um <a href="http://www.economist.com/specialreports/displaystory.cfm?story_id=13063314" target="_blank">perfil de consumo</a>, a aposta de que elas <a href="http://www.economist.com/specialreports/displaystory.cfm?story_id=13063330" target="_blank">vão reagir à crise</a> etc.</font></p>
<p><font size="2">A longa introdução de <a href="http://audiovideo.economist.com/?fr_story=b9aecd602ed226d9dc5dbe9c9ab46b465a36bad2&amp;rf=bm" target="_blank">John Parker</a> traz a foto e descreve a cena de uma multidão diante da loja das Casas Bahias na favela de Paraisópolis, em São Paulo. &#8220;Esta é a nova classe média dos emergentes indo às compras.&#8221; O texto saúda num dos enunciados, à maneira de Lula, que &#8220;<a href="http://www.economist.com/specialreports/displayStory.cfm?story_id=13063298&amp;source=hptextfeature" target="_blank">pela primeira vez na história</a> mais de metade do mundo é classe média, graças ao crescimento nos emergentes&#8221;.</font></p>
<p><font size="2">No editorial <a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=13109687" target="_blank">&#8220;Mais dois bilhões de burgueses&#8221;</a>, em que cita Karl Marx, a &#8220;Economist&#8221; avalia que &#8220;a ascensão da nova classe média mudou o mundo&#8221;, mas: &#8220;E se eles mergulharem de volta na pobreza?&#8221;. Alerta para o efeito de um &#8220;crash&#8221; sobre &#8220;o progresso feito recentemente em direção à democracia e à estabilidade política&#8221;. Texto de Nélson de Sá, coluna Toda Mídia &#8211; Folha SP.<br />
</font></p>
<p class="fly-title">&nbsp;</p>
<p class="fly-title">&nbsp;</p>
<p class="fly-title">The new middle classes in emerging markets</p>
<h1>Burgeoning bourgeoisie</h1>
<p class="info">Feb 12th 2009<br />
From <em>The Economist</em> print edition</p>
<h2>For the first time in history more than half the world is middle-class—thanks to rapid growth in emerging countries. John Parker (interviewed <a href="http://audiovideo.economist.com/?fr_story=b9aecd602ed226d9dc5dbe9c9ab46b465a36bad2&amp;rf=bm" target="_blank" title=" (opens in a new window) ">here</a>) reports</h2>
<div class="content-image-full" style="width: 450px" align="center"><font size="1"><em><span>foto Financial Times</span></em></font><br />
<img src="http://media.economist.com/images/20090214/0709SR1.jpg" alt=" " width="450" height="301" /></div>
<p>THE crowd surges back and forth, hands above heads, mobile-phone cameras snapping one of Brazil’s best-known samba bands. It could be almost anywhere in Latin America’s largest city on a Saturday night. But this is Paraisopolis, one of São Paulo’s notorious crime-infested <em>favelas</em> (slums). Casas Bahia, the country’s largest retailer, is celebrating the opening there of its first ever store in a <em>favela</em> (pictured above). It is selling television sets and refrigerators in a place that, at first glance, has no running water or electricity.</p>
<p>Among the shacks, though, rise three-storey brick structures with satellite dishes on their tin roofs. In the new shop, Brazilians without bank accounts—plumbers, salesmen, maids—flock to buy on instalment credit. In a country with no credit histories, the system is cumbersome: the staff interview customers about their qualifications and get them to sign stacks of promissory notes, like post-dated cheques, before allowing them to take their purchases home. But it works, more or less. According to Maria, a cleaner, “Everything I have comes from Casas Bahia. Things are very expensive but the means of payment are better for people like us, without any money.” This is the emerging markets’ new middle class out shopping.</p>
<p>Eduardo Giannetti da Fonseca, one of Brazil’s most distinguished economists, describes members of the middle class as “people who are not resigned to a life of poverty, who are prepared to make sacrifices to create a better life for themselves but who have not started with life’s material problems solved because they have material assets to make their lives easy.” That covers a broad range of ambitions, as two other examples will show.</p>
<p>Back in 1992 Lu Jian was a dissatisfied mid-level bureaucrat at China’s department of transport and communications who became surplus to requirements. Taking advantage of government measures that encouraged such officials to go into business, he went off for a stint at China’s first commodity-futures trading company. Soon afterwards he found himself designing the country’s first ski resort, near the northern city of Harbin. Now, as chairman of the Nanshan Ski Village, in the desert hills near Beijing, he presides over the capital’s main winter-sports recreation ground.</p>
<p>This season 3m Chinese will take up a sport that was unavailable in the country only 15 years ago. China has around 300 ski runs, including some in the subtropical south where skiing is done indoors. Even in freezing Nanshan, snow is manufactured from wells deep underground. “When the Chinese first got rich,” says Mr Lu, “they wanted to go to Thailand and South Korea. Now they want to go skiing.” Every weekend the resort is packed with IT executives, bankers and media glitterati. This is the emerging markets’ new middle class at play.</p>
<p>In December 2008, a week after the terrorist attacks in Mumbai, thousands of young, English-speaking professionals gathered in Mumbai, New Delhi, Bangalore and Hyderabad. They were demanding a new security law and a ban on criminals holding parliamentary seats, as well as urging people to vote. India’s professional classes have long been considered indifferent to politics and less inclined to vote than the poor. Yet suddenly social-networking sites were full of memorials to the victims and proposals for further action: vote, don’t vote, withhold taxes, join a new party. “Those laid-back, lethargic, indolent middle classes—they’ve been galvanised,” says a former advertising executive.” This is the emerging markets’ middle class engaged in politics.</p>
<h2>So much to do</h2>
<p>“We expect a lot from the middle classes,” say Abhijit Banerjee and Esther Duflo, of the Poverty Action Laboratory at the Massachusetts Institute of Technology. Following the historical examples of Britain and America, they are expected to be the dominant force in establishing or consolidating democracy. As a group, they are meant to be the backbone of the market economy. And now the world looks to them to save it from depression. With the global economy facing the biggest slump since the 1930s, the World Bank says that “a new engine of private demand growth will be needed, and we see a likely candidate in the still largely untapped consumption potential of the rapidly expanding middle classes in the large emerging-market countries.”</p>
<p>This special report will assess these expectations. It will argue that many of them are broadly justified; that there is indeed something special about the contribution the middle classes make to economic development that goes beyond providing a market for Western consumer goods. The middle classes can, and sometimes do, play an important role in creating and sustaining democracy, though on their own they are not sufficient to create it, nor do they make it inevitable. On balance, the report is optimistic about the prospects of countries where the middle classes are growing. But they are not a homogeneous group, so their impact varies. A middle class that has grown largely to tend to the state will behave differently from one that is based on the private sector.</p>
<h2>The one-third rule</h2>
<p>But who, as a patrician British prime minister, Harold Macmillan, once loftily asked, are these middle classes? Their members are neither rich nor poor but somewhere in-between. In countries long divided between lord and peasant, that has large consequences. “Middle-class” describes an income category but also a set of attitudes. In the words of Shashi Tharoor, an Indian commentator, it is a category “more sociological than logical”.</p>
<p>An essential characteristic is the possession of a reasonable amount of discretionary income. Middle-class people do not live from hand to mouth, job to job, season to season, as the poor do. Diana Farrell, who is now a member of America’s National Economic Council but until recently worked for McKinsey, a consultancy that has spent a lot of time studying the middle classes, reckons they begin at roughly the point where people have a third of their income left for discretionary spending after providing for basic food and shelter. This allows them not just to buy things like fridges or cars but to improve their health care or plan for their children’s education.</p>
<p>Usually, an income of that size requires regular, formal employment, with a salary and some benefits, that is, a steady job—another key middle-class characteristic. The income needed to have a third of it left over after meeting basic needs also varies from place to place. In China, for example, $3,000 a year may be enough in Chongqing or Chengdu, big cities in the west, but not in Beijing or Shanghai. So defining the middle class in absolute terms is hard (see <a href="http://www.economist.com/specialreports/displaystory.cfm?story_id=13063338">article</a>).</p>
<p>In practice, emerging markets may be said to have two middle classes. One consists of those who are middle class by any standard—ie, with an income between the average Brazilian and Italian. This group has the makings of a global class whose members have as much in common with each other as with the poor in their own countries. It is growing fast, but still makes up only a tenth of the developing world. You could call it the global middle class.</p>
<div class="content-image-float" style="width: 256px"><img src="http://media.economist.com/images/20090214/CSR690.gif" alt=" " width="256" align="left" height="277" /></div>
<p>The other, more numerous, group consists of those who are middle-class by the standards of the developing world but not the rich one. Some time in the past year or two, for the first time in history, they became a majority of the developing world’s population: their share of the total rose from one-third in 1990 to 49% in 2005. Call it the developing middle class.</p>
<p>Using a somewhat different definition—those earning $10-100 a day, including in rich countries—an Indian economist, Surjit Bhalla, also found that the middle class’s share of the whole world’s population rose from one-third to over half (57%) between 1990 and 2006. He argues that this is the third middle-class surge since 1800. The first occurred in the 19th century with the creation of the first mass middle class in western Europe (see chart 1). The second, mainly in Western countries, occurred during the baby boom (1950-1980). The current, third one is happening almost entirely in emerging countries. According to Mr Bhalla’s calculations, the number of middle-class people in Asia has overtaken the number in the West for the first time since 1700 (see chart 2).</p>
<p><img src="http://media.economist.com/images/20090214/CSR718.gif" alt=" " width="256" align="right" height="248" /> In many emerging markets the middle class does not grow incrementally, in line with, say, economic growth. It surges. Chart 3 below shows why. The vertical line represents an income of $10 a day, which is where Mr Bhalla considers the middle class to start. In 1980 there was hardly anyone beyond that line. The lop-sided bell shape represents the distribution of income in a country (in this case, China) with a tail of poor people on the left, a longer tail of rich ones on the right and a bulge of people on average incomes in the middle.</p>
<p>As the economy grows, the bell moves to the right and as it meets the threshold, a great whoosh of people cross into the middle class. In reality, growth may be even faster because the shape of the bell has been changing. According to new research by Martin Ravallion, the director of the World Bank’s development research group, income distribution in developing countries started to shift between 1990 and 2005. The bulge in the middle of the range got bigger, making the bell taller, so the middle class is growing even faster.</p>
<p><img src="http://media.economist.com/images/20090214/CSR971.gif" alt=" " width="218" align="left" height="703" /> At a certain stage it starts to boom. That stage was reached in China some time between 1990 and 2005, during which period the middle-class share of the population soared from 15% to 62%. It is just being reached in India now. In 2005, says the reputable National Council for Applied Economic Research, the middle-class share of the population was only about 5%. By 2015, it forecasts, it will have risen to 20%; by 2025, to over 40%.</p>
<h2>Sweet spot</h2>
<p>Homi Kharas, of the Brookings Institution, a think-tank in Washington, DC, argues that the point at which the poor start entering the middle class in their millions is the “sweet spot of growth”. It is the moment when poor countries can get the maximum benefit from their cheap labour through international trade, before they price themselves out of world markets for cheap goods or are able to compete with rich countries in making high-value ones. It is also almost always a period of fast urbanisation, when formerly underemployed farmers abandon what Marx called “the idiocy of rural life” for the cities to work in manufacturing, boosting their productivity many times over. Eventually this results in a lessening of income inequalities because the new middle class sits somewhere between the rich elite and the rural poor.</p>
<p>The surge across the poverty line is a period of accelerating growth both for the new middle class and for the country it inhabits. That should continue for a couple of decades. By most estimates, the global middle class will more than double in number between now and 2030. This will have profound social consequences, as happened in previous middle-class surges.</p>
<p>Close to the creation of the world’s first mass middle class in early 19th-century England, Thomas Malthus (the political economist who scared the world with his forecasts of overpopulation and food shortages) wrote that “it is probable that extreme poverty or too great riches may be alike unfavourable [to furthering the progress of mankind]. The middle regions of society seem to be best suited to intellectual improvement.”</p>
<p>Marx, who admired Malthus, was equally astonished by the emergence of the middle class. As he wrote in the “Communist Manifesto”:</p>
<p><strong>Historically it has played a most revolutionary part. The bourgeoisie, wherever it has got the upper hand, has put an end to all feudal, patriarchal, idyllic relations…It has accomplished wonders far surpassing Egyptian pyramids, Roman aqueducts and Gothic cathedrals…The bourgeoisie has through its exploitation of the world market given a cosmopolitan character to production and consumption in every country…All old-established national industries have been destroyed or are daily being destroyed. They are dislodged by new industries, whose introduction becomes a life-and-death question for all civilised nations…In place of the old wants, satisfied by the production of the country, we find new wants, requiring for their satisfaction the products of distant lands and climes…National one-sidedness and narrow-mindedness become more and more impossible, and from the numerous national and local literatures there arises a world literature. The bourgeoisie, by the rapid improvement of all instruments of production, by the immensely facilitated means of communication, draws all, even the most barbarian, nations into civilisation.</strong></p>
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		<title>Centrais sindicais ameaçam parar empresas que demitirem</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 12:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Decisão, anunciada ontem, contou com a Força Sindical, que se afastou das negociações com a Fiesp
Paula Pacheco &#8211; O Estado SP
As centrais sindicais definiram ontem que vão reagir às demissões com uma onda de paralisações nas empresas de todo o País. Participaram da reunião, organizada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Decisão, anunciada ontem, contou com a Força Sindical, que se afastou das negociações com a Fiesp</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Paula Pacheco &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>As centrais sindicais definiram ontem que vão reagir às demissões com uma onda de paralisações nas empresas de todo o País. Participaram da reunião, organizada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Faltou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ficou de fora da discussão porque terá na segunda-feira um encontro com todas as suas centrais estaduais e maiores sindicatos.</p>
<p>&#8220;Não podemos ficar assistindo às demissões. O próprio governo já percebeu que a marolinha vai ser uma onda grande de demissões. Será preciso uma injeção de dinheiro para evitar esses cortes&#8221;, avaliou Wagner Gomes, presidente da CTB. Uma das surpresas do encontro foi o anúncio do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, de que só voltará a negociar com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) daqui a 10 dias. Ele era voz isolada entre as centrais ao concordar com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sobre a redução de salários e da jornada de trabalho.</p>
<p>Ontem, Paulinho preferiu se unir às outras centrais, que assinaram uma proposta para começar uma negociação governamental nas esferas federal, estadual e municipal. Ontem mesmo já começaram as costuras para reuniões com os ministros Carlos Lupi, do Trabalho, Guido Mantega, da Fazenda, e com o presidente Lula.</p>
<p>Skaf, agora apoiado apenas por um grupo de grandes empresários e parte dos sindicatos patronais , disse não se sentir isolado com a decisão. &#8220;Achei ótima a ideia do Paulinho de adiar o encontro. Semana que vem será o momento de unirmos forças pela redução da Selic e do spread bancário.&#8221;</p>
<p>O presidente da CUT nacional, Artur Henrique, também é favorável às paralisações. &#8220;A orientação é para que sejam feitas paralisações e greves no caso de cortes. É a forma de resistirmos.&#8221; O líder sindical tenta uma aproximação com o governo para avaliar maneiras de manter os atuais níveis de emprego do País.</p>
<p>Antes da decisão das centrais, as paralisações já vinham ocorrendo. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, onde a GM desligou 802 temporários, conseguiu parar a produção por dois dias, num total de quatro horas. Ontem participaram da manifestação cerca de 5 mil trabalhadores.</p>
<p>Os presidentes dos três sindicatos dos metalúrgicos do ABC, que representam aproximadamente 140 mil trabalhadores, defenderam ontem a união das bases, passando por cima das divergências entre CUT e Força Sindical, para enfrentar o processo de demissões já desencadeado nas indústrias e a proposta do empresariado de redução da jornada com corte de salários. Como primeira atividade conjunta, representantes de São Bernardo estarão hoje , às 13h30, em frente à Magneti Marelli Cofap, em ato promovido pelos metalúrgicos de Santo André contra a ameaça de demissão de 150 operários.</p>
<p>O grupo de sindicalistas do ABC defende estabilidade de emprego de seis meses, por decreto-lei, no caso de empresas que recebem ajuda financeira pública.As demissões no ABC desde outubro até o momento, segundo os presidentes dos sindicatos, atingiram cerca de 2,2 mil operários.</p>
<p>Ontem, representantes do Sindicato Metabase de Itabira (MG) reuniram-se com a rede CUT Vale, que representa os sindicatos ligados à Vale, para organizar um ato em frente à sede da empresa no Rio de Janeiro, em 11 de fevereiro. A mobilização vai repudiar as demissões e as propostas de flexibilização de direitos trabalhistas. Mesmo os sindicatos que aceitaram acordos com a suspensão temporária do contrato de trabalho, como o Metabase de Corumbá (MS), apoiam a manifestação. &#8220;Negociamos suspensão por dois meses para 95 trabalhadores em troca da estabilidade, mas tivemos demissões&#8221;, disse o sindicalista Cassiano de Oliveira.</p>
<p>COLABORARAM PAULO JUSTUS e JOAQUIM ALESSI</p>
<p><strong><br />
Propostas para a crise</strong></p>
<p><strong>Fiesp:</strong></p>
<p><strong>- Redução da taxa básica de juros &#8211; Redução da jornada e do salário</strong></p>
<p><strong>- Desoneração da carga tributária CUT, CTB, CGTB, Nova Central e UGT:</strong></p>
<p><strong>- Empresas que receberem recurso público garantem os empregos</strong></p>
<p><strong>- Eliminação do banco de horas</strong></p>
<p><strong>- Aumento do seguro-desemprego</strong></p>
<p><strong>- Mais dinheiro do FAT para qualificação de mão de obra</strong></p>
<p><strong>- Queda da Selic e do spread bancário Força Sindical:</strong></p>
<p><strong>- Concorda com as propostas das outras centrais, mas aceita a redução dos salários</strong></p>
<p><strong>Ministério do Trabalho:</strong></p>
<p><strong>- Empréstimos com recursos do FGTS e Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) para a empresa que não demitir.</strong></p>
<p><strong>Ministério da Fazenda:</strong></p>
<p><strong>- É contra a garantia de emprego pela dificuldade de separar as demissões rotineiras da causadas pela crise </strong></p>
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		<title>Estudo liga infidelidade em mulheres a hormônio</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 18:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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BBC &#8211; O Globo
Mulheres com uma concentração mais elevada de um hormônio ligado à auto-estima que as faz se considerarem atraentes têm mais chances de ter casos extraconjugais e de trocar de parceiros com freqüência, segundo estudo realizado nos Estados Unidos.
A pesquisa da Universidade do Texas em Austin relaciona o nível de auto-estima com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://mentedespenteada2.blogs.sapo.pt/arquivo/femina.jpg" alt="femina.jpg" width="235" border="0" height="305" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">BBC &#8211; O Globo</p>
<p><img src="http://mentedespenteada2.blogs.sapo.pt/arquivo/infidelidade.jpg" alt="http://mentedespenteada2.blogs.sapo.pt/arquivo/infidelidade.jpg" align="left" />Mulheres com uma concentração mais elevada de um hormônio ligado à auto-estima que as faz se considerarem atraentes têm mais chances de ter casos extraconjugais e de trocar de parceiros com freqüência, segundo estudo realizado nos Estados Unidos.</p>
<p>A pesquisa da Universidade do Texas em Austin relaciona o nível de auto-estima com a quantidade do hormônio estradiol &#8211; as mulheres com mais desses hormônios tendem a se considerar mais bonitas e a serem consideradas mais atraentes por outras pessoas.</p>
<p><strong>    <font size="4"><em>&#8221; As voluntárias com maior nível de estradiol tinham mais histórias de paqueras e de casos com outros homens além de seu parceiro fixo &#8220;</em></font></strong></p>
<p>Os cientistas afirmam que essas mulheres têm a tendência a se sentir menos satisfeitas com seus parceiros e menos comprometidas com eles, em um comportamento que os autores do estudo chamam de &#8220;monogamia oportunista em série&#8221;.</p>
<p>Segundo eles, isso se deve a um &#8220;instinto&#8221; de buscar parceiros com mais qualidades.<br />
<strong>Bons parceiros</strong></p>
<p>&#8220;Na natureza, é difícil conseguir um parceiro que seja ao mesmo tempo um bom provedor de estabilidade para a família e que tenha bons genes para procriar. Por isso, muitas mulheres alternam um relacionamento mais duradouro com aventuras com homens mais atraentes&#8221;, explica a psicóloga Kristina Durante, a principal autora da pesquisa, publicada na revista Biology Letters, da Royal Society.</p>
<p>&#8220;Já as mulheres mais bonitas demandam mais os dois tipos de recursos por parte do parceiro e procuram um padrão de qualidade que às vezes é difícil de conseguir.&#8221;</p>
<p>Segundo Durante, é por isso que muitas mulheres não se sentem obrigadas a se comprometer com um parceiro se outro com possíveis melhores qualidades se torna disponível.</p>
<p>O hormônio estradiol está ligado à fertilidade e à saúde reprodutiva da mulher.</p>
<p>Estudos realizados no passado mostram que o estradiol alimenta o desejo de poder em mulheres solteiras. Segundo essas pesquisas, aquelas mulheres que não tomam pílulas anticoncepcionais estão ainda mais vulneráveis ao hormônio.<br />
<strong>Duradouro</strong></p>
<p>Para o estudo da Universidade do Texas, os pesquisadores analisaram os hormônios presentes na saliva de 52 universitárias com idades entre 17 e 30 anos, em dois estágios de seu ciclo menstrual.</p>
<p><font size="4"><em><strong>&#8221; Essas mulheres parecem adotar uma estratégia de &#8216;monogamia serial&#8217;, em que buscariam sempre um parceiro melhor para a reprodução &#8220;</strong></em></font></p>
<p>As voluntárias também falaram sobre sua história sexual e avaliaram sua própria aparência. A seguir elas receberam notas no mesmo quesito de outros jovens estudantes de ambos os sexos.</p>
<p>&#8220;As voluntárias com maior nível de estradiol tinham mais histórias de paqueras e de casos com outros homens além de seu parceiro fixo&#8221;, disse Kristina Durante.</p>
<p>Mas elas também se mostraram mais envolvidas em relacionamentos duradouros do que em romances passageiros ou &#8220;ficadas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Essas mulheres parecem adotar uma estratégia de &#8216;monogamia serial&#8217;, em que buscariam sempre um parceiro melhor para a reprodução&#8221;, explica a psicóloga. &#8220;Não é o sexo casual que as interessa.&#8221;</p>
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		<title>Centrais sindicais exigem contrapartidas para negociação</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 11:33:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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PAULO DE ARAUJO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Ao propor a flexibilização do trabalho sem garantir manutenção de empregos, os empresários vão provocar um estremecimento nas relações com os trabalhadores, avalia o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique. Para ele, a crise fez levantar no país uma série de &#8220;propostas oportunistas&#8221;.
&#8220;Esse tipo de colocação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.sergeicartoons.com/Cartoons/imagens/Desemprego.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.sergeicartoons.com/Cartoons/imagens/Desemprego.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">PAULO DE ARAUJO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</p>
<p>Ao propor a flexibilização do trabalho sem garantir manutenção de empregos, os empresários vão provocar um estremecimento nas relações com os trabalhadores, avalia o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique. Para ele, a crise fez levantar no país uma série de &#8220;propostas oportunistas&#8221;.<br />
&#8220;Esse tipo de colocação [de que mesmo a flexibilização não garantirá os postos de trabalho] vai acabar acirrando a resistência de nossos sindicatos ao processo de demissões e colocar a manutenção de empregos no centro do debate&#8221;, afirma.<br />
A CUT defende a limitação das horas extras e a desoneração da folha de pagamentos, mas se opõe à Bolsa-Qualificação -suspensão do trabalho com a realização de um curso pelo trabalhador- e à redução de jornada com redução de salários. A central também é contra um acordo genérico, que possibilite a flexibilização em todos os setores da economia.<br />
Segundo Artur Henrique, a generalização dos acordos traria &#8220;para a crise empresas que não foram afetadas&#8221;. &#8220;Não podemos aceitar que a única proposta é que o trabalhador pague a conta dessa crise.&#8221;<br />
Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, as centrais não podem permitir a flexibilização sem uma contrapartida firme por parte dos empresários. &#8220;Aí seria ceder demais. Os empresários precisam nos apresentar garantias.&#8221;<br />
De acordo com Juruna, a redução da jornada com redução de salário seria aceitável desde que houvesse estabilidade pelo dobro do período. &#8220;Assim, se a redução ocorresse por três meses, o trabalhador teria seis meses de estabilidade&#8221;, afirma.<br />
Como alternativa às dispensas, a Força e a CGTB negociam férias e licença remuneradas, banco de horas e suspensão do contrato de trabalho. No caso da flexibilização da jornada, a condição é que a redução máxima seja de 25% com diminuição de 15% nos salários.<br />
Para o presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, ainda há espaço para garantir empregos. &#8220;Ocorre que as empresas querem a flexibilização de qualquer jeito. Não é só pela crise.&#8221;</p>
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		<title>Fiesp pressiona por corte de jornada e salário</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 11:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conselho de empresários cobra acordo com sindicatos para flexibilização do trabalho, mas não se compromete a manter vagas
Skaf rebate crítica do ministro Carlos Lupi a empresas que demitem após receber ajuda do governo e diz que &#8220;não é o momento de acusar ninguém&#8221;
Alexia Santi/Folha Imagem

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em reunião do Conselho Superior Estratégico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Conselho de empresários cobra acordo com sindicatos para flexibilização do trabalho, mas não se compromete a manter vagas</strong></p>
<p><strong>Skaf rebate crítica do ministro Carlos Lupi a empresas que demitem após receber ajuda do governo e diz que &#8220;não é o momento de acusar ninguém&#8221;</strong></p>
<div style="text-align: center"><font size="1"><em>Alexia Santi/Folha Imagem<br />
</em></font><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b1501200901.jpg" border="0" /><em><br />
<font size="1">Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em reunião do Conselho Superior Estratégico da federação</font></em></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>VERENA FORNETTI</strong> COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</p>
<p>Após reunião do Conselho Superior Estratégico da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que reúne representantes das maiores empresas do país, o presidente da entidade, Paulo Skaf, disse que as companhias terão que demitir se os sindicatos de trabalhadores não fecharem acordos de flexibilização do emprego. Mas, mesmo com o entendimento, as empresas não se comprometem a manter vagas.<br />
Segundo Skaf, os setores afetados pela crise foram unânimes em apontar a flexibilização, especialmente a redução  de jornada de trabalho com respectiva diminuição de salário,  como alternativa aos cortes.<br />
Algumas das empresas que  participaram da reunião de ontem já começaram a dispensar  funcionários, mas Skaf diz que  elas tentarão esgotar todas as  possibilidades de acordos antes  de demitir os empregados.<br />
Desde a semana passada, a  Força Sindical se reúne com a  Fiesp para elaborar modelos de  acordos que possam ser reproduzidos em cada empresa. A  conclusão das discussões será  divulgada na semana que vem.<br />
A princípio, a central sindical  diz que aceita soluções permitidas pela legislação brasileira  desde que as empresas garantam a manutenção das vagas  em troca das concessões.<br />
Entretanto, Skaf disse ontem  que as companhias não estão  dispostas a garantir a estabilidade dos empregos. &#8220;Precisa ficar bem entendido que nós não  estamos falando de garantia de  emprego porque isso não está  na lei do país e isso não está na  competitividade do mundo. A  estabilidade engessa, e nós não  queremos andar para trás.&#8221;<br />
O presidente da Fiesp disse,  no entanto, que, apesar da falta  de estabilidade, &#8220;não seria de  bom senso fazer um acordo que  vigora por um tempo determinado em certas condições e, no  momento seguinte, a empresa  toma um outro caminho&#8221;.<br />
Segundo a Constituição Federal, é possível reduzir o salário dos trabalhadores mediante  acordo coletivo (negociação  entre sindicatos de trabalhadores e empresa) ou convenção  coletiva (conciliação entre sindicato patronal e sindicato de  trabalhadores). Desde a Carta  de 1988, não há limite para reduções de salário. Em leis anteriores, o limite proposto era de  25% -percentual que foi citado  por Skaf, embora o presidente  da Fiesp tenha destacado que  não há consenso sobre o tema.<br />
O juiz do trabalho e professor  da Universidade de São Paulo  Jorge Luiz Souto Maior explica  que os trabalhadores podem  mover ações individuais se não  concordarem com as alternativas adotadas. &#8220;Entendo que os  acordos de flexibilização só são  possíveis havendo prova contundente da dificuldade da empresa&#8221;, diz Souto Maior. O Ministério Público do Trabalho  pode questionar os acordos e  convenções se julgá-los abusivos ou desnecessários diante  das condições da empresa.</p>
<p><strong>Ajuda do governo</strong><br />
Skaf também rebateu a crítica do ministro do Trabalho,  Carlos Lupi, às empresas que  demitiram após receber ajuda  do governo. Lupi havia dito que  &#8220;não pode o governo brasileiro  investir bilhões, colocar dinheiro público, que é do povo,  para ajudar as empresas e elas  continuarem demitindo&#8221;.<br />
Skaf citou o caso das montadoras, que receberam redução  de IPI para reativar as vendas.  &#8220;Todos os preços foram reduzidos na proporção da redução do  IPI.&#8221; &#8220;Não é o momento de acusar ou agredir ninguém&#8221;, disse.<br />
O embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho  Superior de Comércio Exterior  e membro do conselho de empresários reunido ontem, relatou que o clima foi de entendimento, e não de acusações. &#8220;Os  principais problemas [relacionados com a crise] foram discutidos, mas em um ambiente  construtivo, no sentido de somar esforços para não deixar o  nível de atividade cair como está caindo nos outros países e  para preservar, na medida do  possível, o emprego no Brasil.&#8221;</p>
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