27/01/2009 - 09:03h Receita de SP com ICMS cresce 16,8% em dezembro

Sobre este assunto ver também aqui no blog:

1Cortes nos orçamentos estaduais podem não ser necessários. A União e a maioria dos Estados aguardará os resultados do primeiro trimestre

2Governador Serra, só com palavras não se criam empregos

Marta Watanabe, de São Paulo – VALOR

O Estado de São Paulo fechou dezembro com uma arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) 16,8% maior em termos nominais em relação ao mesmo período de 2007. O recolhimento total de R$ 6,6 bilhões de ICMS em dezembro é menor que as arrecadações registradas em setembro e outubro de 2008, mas é maior do que o fechado em novembro.

A arrecadação tributária pertencente ao Estado, já descontados os repasses aos municípios, ficou em R$ 5,5 bilhões em dezembro. No mês anterior foi de R$ 5,2 bilhões. O recuo de novembro, explica o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, se deu em função do uso de créditos na aquisição de combustíveis e não em função da atividade econômica. Ele diz que o desempenho da arrecadação em dezembro aponta alta em relação ao ano anterior, embora reflita estabilização e início de desaceleração de crescimento em relação ao recolhimento do decorrer de 2008.

Embora a Fazenda ainda não tenha uma análise de comportamento por setor no recolhimento do imposto, o secretário acredita que parte do recuo deva ser creditada à desaceleração da indústria automobilística. Em 2008, o crescimento nominal do ICMS chegou a 22%. O desempenho de 2008 todo, porém, não foi comprometido. Segundo o secretário, o crescimento estimado era de 21%. O ano fechou em 20,1%. Ainda não há estimativas da arrecadação em janeiro.

Costa lembra que o primeiro mês de 2009 não poderá ser analisado isoladamente, já que o Estado permitiu a todos os setores parcelar em duas vezes o pagamento do ICMS relativo às operações de dezembro. Embora ainda não seja possível mensurar, o secretário adianta que muitas empresas estão optando por pagar o ICMS de uma só vez, o que está gerando até agora arrecadação maior do que a prevista para o mês. O mesmo está acontecendo com o IPVA, tributo devido sobre os veículos. Segundo ele, um número maior de contribuintes tem optado pelo pagamento em cota única. A Fazenda estima que, em 2009, os pagamentos em cota única estão 20% maiores que no ano passado.

O secretário afirma que o comportamento da arrecadação para 2009 é ainda incerto. Ele acredita que a entrada de recursos adicionais poderá vir da substituição tributária, regime que foi ampliado de forma significativa no ano passado, gerando arrecadação extra de cerca de R$ 3 bilhões. A diferença, diz Costa, é que em 2009 o regime ampliado gerará arrecadação no ano cheio e não de forma parcial, como em 2008. Além disso, haverá ampliação da substituição para novos setores, conforme lei aprovada ano passado. Segundo Costa, novos segmentos serão submetidos ao regime entre abril e junho deste ano.

24/11/2008 - 17:09h Debater é preciso

DE OLHO NOS DEPUTADOS
          estaduais de SP          OPINIÃO



 

Venda da Nossa Caixa: acordo que interessa a situação e a oposição

Imprensa, governo do Estado, governo federal, deputados estaduais da situação e da oposição de São Paulo parecem sofrer de uma amnésia. Isto porque desde que foi anunciada a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil, no último dia 20 de novembro, as notícias e comentários da transação foram invertidos e passou a ser qualificada como a compra da instituição pelo Banco do Brasil, como se o governo do Estado nunca tivesse anteriormente colocado a sua intenção de liquidar este patrimônio público.

O discurso que parece interessar a todos é de que o Banco do Brasil, bastante preocupado com a perda da liderança no mercado financeiro nacional pela fusão do Itaú e Unibanco, com a compra volta figurar como a segunda maior instituição financeira do país. “Essa é uma compra que faz sentido dentro do contexto do BB e atende ao nosso objetivo de crescer em participação no Estado de São Paulo”, afirmou o presidente do BB, Lima Neto.

Este discurso atende muito bem a ambos os lados. Aos tucanos paulistas que tiram dos ombros o peso de ver o governador José Serra ser acusado de estar vendendo um patrimônio do governo do Estado e de ser privatista e a oposição que também não fica ameaçada de conviver com as críticas do presidente Lula estar “ajudando” Serra a fazer sua campanha à presidência para 2010 – com mais dinheiro em caixa, Serra pode fazer mais obras e, por consequência, ter mais o que mostrar como candidato.

O grande acordo também parece interessar aos funcionários da Nossa Caixa que acreditam que passarão a ter o “status” de funcionários do Banco do Brasil, inclusive com ganhos salariais. Só que já se ventila o fechamento de pelo menos 30 agências.

Para a efetividade da transação são necessárias, ainda, a liberação do Banco Central e a aprovação da Assembléia Legislativa de São Paulo, que pelo que foi exposto acima não deverá ser entrave para a negociação.

Um questionamento que fica é por que o governo estadual não fez um leilão, dando a oportunidade também a outros bancos de fazerem propostas?

É certo que, sem a Nossa Caixa, o governo paulista perderá importante braço financeiro para intervir no setor produtivo, especialmente em momentos de crise de crédito. Para financiar projetos de interesse do Estado, o governo paulista deverá contar com uma agência de fomento com capital autorizado de R$ 1 bilhão, que funcionará como uma espécie de BNDES paulista. A agência segue o modelo implementado em Minas Gerais e aguarda aprovação do Banco Central para sair do papel. Digamos que seu patrimônio não é tão grande assim para suas pretensões.

A Nossa Caixa foi vendida por R$ 5,3 bilhões e a nós, povo paulista, apenas interessa o que será feito com esse dinheiro.

Em maio/2008, quando das primeiras notícias do interesse do governador Serra em vender a Nossa Caixa, o De olho nos Deputados já perguntava: o que será feito com o dinheiro da venda? Quem vai decidir em que será investido o dinheiro da venda? O Estado de São Paulo realmente precisa se desfazer deste patrimônio, por quê? É assim? O governador decide, a Assembléia aprova e o verdadeiro dono (o povo paulista) não é consultado? Será que alguém vai explicar por que é preciso vender a Nossa Caixa, o que farão com o dinheiro, o que Estado vai ganhar com tudo isso?

O governador José Serra diz que o dinheiro será investido em infra-estrutura e atendimento à área social. Segundo ele, a maior parcela dos recursos será usada para a ampliação do Metrô, modernização dos trens metropolitanos e para a renovação de estradas de acesso a municípios.

Como o dinheiro pertence aos 41 milhões de paulistas não seria interessante alguma forma de discussão com a população para definir onde serão gastos esses recursos e criar verdadeiros mecanismos de fiscalização de sua aplicação?

A Redação do De olho nos deputados de São Paulo

10/05/2008 - 15:49h Brasil aparece em lista da corrupção feita pela OCDE

São mais de 30 os contratos da Alstom no Estado de São Paulo. Além do Metrô, há negócios com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a Dersa, a Sabesp e várias empresas do setor elétrico, como CTEEP e Cesp.

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Órgão internacional registra cinco casos em que empresas atuantes no país foram alvo de pedido de propina

O Estado de São Paulo

Cinco empresas que atuam no Brasil estão numa lista de suposta corrupção ativa elaborada pelo Grupo Anticorrupção da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A propina paga tinha o objetivo de obter contratos e/ou aumentar vendas. O Brasil aparece nesse rol 150 casos de suborno pago por empresas em transações internacionais para servidores públicos e políticos.

Em entrevista ao jornal Valor, o professor da Universidade da Basiléia Marck Pieth disse que funcionários públicos teriam cobrado propina de empresas estrangeiras interessadas em negócios no Brasil. Sem citar nomes, Pieth contou que, em 2005, servidores públicos que eram responsáveis pela compra de equipamentos sugeriram que uma empresa fornecedora fizesse “pagamento ou presente político” para o caixa de um partido político.

Promotorias da Suíça e da França investigam a empresa Alstom, suspeita de pagamento de propina a brasileiros. Os contratos sob investigação são do Metrô de São Paulo e da usina hidrelétrica de Itá, na fronteira entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Reportagem publicada pelo Wall Street Journal revelou que a empresa teria pago US$ 6,8 milhões a políticos para ganhar uma licitação de US 45 milhões do Metrô paulista. “Uma companhia deixou entender que tinha esse pagamento político. Mas não posso confirmar oficialmente que foi Alstom”, disse Pieth ao Valor.

Os investigadores suíços e franceses têm em mãos os nomes de pelo menos seis pessoas envolvidas no caso de suborno ao Metrô. O Ministério Público Estadual aguarda os documentos da investigação. A Polícia Federal investiga a transferência de dinheiro pela Alstom e prestadores de serviços e fornecedores de equipamentos para a empresa em contratos no Brasil. Essa verba seria utilizada para pagar as “facilitações” e comissões a políticos.

São mais de 30 os contratos da Alstom no Estado de São Paulo. Além do Metrô, há negócios com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a Dersa, a Sabesp e várias empresas do setor elétrico, como CTEEP e Cesp.

O Metrô criou uma comissão de sindicância para apurar as denúncias de propina paga pela Alstom. O grupo é coordenado pelo gerente de Recusos Humanos Fábio José do Nascimento. Também está sendo elaborado um relatório detalhado dos contratos entre o Metrô e a Alstom, a partir de 1992, para ser entregue ao Ministério Público.

O Banco Mundial calcula que a corrupção em todo o mundo gire verba em torno de US$ 1 trilhão por ano. De acordo com Mark Pieth, os setores mais envolvidos nesses esquemas são os de armamento e de defesa, mas também é grande a participação da construção civil.

21/04/2008 - 19:11h Governo do Estado de São Paulo vai ter que explicar: por que terceirizar Hospital Emílio Ribas ?

Blog De olho nos deputados

O laboratório do Hospital Emílio Ribas, localizado na capital paulista, mas que atende pacientes do todo o Estado, é fundamental para o diagnóstico de doenças como Aids, Hepatite, leptospirose, febre maculosa, tuberculose, doença de chagas, meningite, dengue, malária, difteria, sífilis entre muitas outras, além de realizar pesquisas importantes para a detecção e o controle de surtos de infecções hospitalares.Diante dessa enorme importância e preocupados com a intenção do governo do Estado em terceirizar dos serviços laboratoriais do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a Comissão de Saúde e Higiene da Assembléia Legislativa recebe nesta terça-feira (22/4), às 14h30, o Secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, para falar do assunto.

Em sua última reunião (25/3), a Comissão de Saúde e Higiene apresentou parecer em resposta ao ofício da Procuradoria Geral de Justiça, enviado aos parlamentares, com questionamento sobre essa terceirização. O relatório dos deputados afirma que a privatização é absolutamente desnecessária, porque o laboratório de análises clínicas do Hospital Emílio Ribas está aparelhado e conta com uma equipe de trabalho altamente especializada, que atende a demanda com eficiência.

Ainda segundo o documento, o desmantelamento do laboratório é injustificável e a desculpa de contenção de gastos não é razão para comprometer a qualidade dos serviços prestados e o controle de doenças infecto-contagiosas.

S. GENEBRA

08/04/2008 - 04:40h Tucanos recuam: ótima notícia

Em SP, sociologia será matéria obrigatória

A sociologia será disciplina obrigatória do 3º ano do ensino médio das 3,7 mil escolas estaduais de SP a partir de 2009. No ano passado, a disciplina, que até então era optativa, foi retirada da grade curricular pela Secretaria da Educação. Mas a pasta voltou atrás. ‘Organizamos a grade e verificamos que é possível ter duas aulas por semana a partir de 2009′, explicou a secretária Maria Helena Guimarães de Castro. Fonte O Estado de São Paulo

18/03/2008 - 08:48h Verdades

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CARTAS – O ESTADO DE SÃO PAULO

Educação em SP

A entrevista do economista Claudio de Moura Castro (17/3, A16) omite responsáveis pela grave crise educacional que ocorre no Estado de São Paulo. É preciso ter a ousadia para fazer o diagnóstico e levar em conta que em 13 anos de governo do PSDB foram fechadas 300 escolas (consideradas deficitárias), não se investiu na valorização dos profissionais, na estrutura física dos estabelecimentos ou em capacitação pedagógica. Hoje 80% das escolas estaduais estão com bibliotecas fechadas e laboratórios desativados. Além disso, o projeto educacional do atual governo não conseguiu despertar a auto-estima e o entusiasmo nos profissionais. São Paulo, apesar de ser o mais rico Estado da Federação, paga um dos menores salários a professores e funcionários. Por fim, considerar “obscurantista” um dos principais sindicatos de professores existentes no Estado e no País é, no mínimo, um descompromisso com a verdade.

ROBERTO FELÍCIO, deputado estadual (PT-SP), presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa
rfelicio@al.sp.gov.br
São Paulo

O economista Claudio de Moura Castro transformou entrevista ao Estadão em mais uma etapa da campanha que ele e outros defensores do ensino privado movem contra a escola pública e os professores. Ele assume a defesa do governo tucano de São Paulo, do qual, com ironia, reconhece a falha de não ter feito “milagre” na educação paulista. O entrevistado classifica o sindicato de obscurantista, diz que os professores ganham bem e faltam à vontade, culpa os moradores da periferia pelo fracasso das políticas educacionais dos governos tucanos e profere outras “verdades” típicas de quem pretende desqualificar a educação pública. Obscurantismo, mesmo, é pretender obter resultados educacionais sem investimentos na rede de ensino; é achar que não é possível fazer educação numa periferia “conflagrada”, como se, com o devido apoio do Estado e canais efetivos para a participação das comunidades, a educação não fosse a saída necessária para a juventude da periferia. Os professores estaduais ganham mal e não são valorizados pelo Estado; ao contrário, são perseguidos e punidos por políticas de avaliação, bônus e assemelhados. As escolas estão caindo aos pedaços e as jornadas de trabalho são estafantes. Tudo isso provoca estresse, desestímulo e inúmeros problemas de saúde entre os professores. Só não vê quem não quer.

CARLOS RAMIRO DE CASTRO, presidente da Apeoesp
presiden@apeoesp.org.br
São Paulo

15/03/2008 - 15:38h Conta simples

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Charge da capa do jornal AGORA SP

15/03/2008 - 12:53h Editorial da Folha de São Paulo

Conta complicada

Na rede pública paulista, alunos chegam ao 3º ano do ensino médio sem saber realizar cálculos simples de matemática

AS PERGUNTAS eram bem simples, até para uma criança de 10 anos. Leia-se um exemplo: “A médica explicou que o paciente deveria tomar 1 comprimido do mesmo medicamento a cada seis horas. Quantos comprimidos desse medicamento o paciente deve tomar por dia?”
Poucos alunos de 4ª série serão capazes de resolver problemas assim se estiverem matriculados na rede estadual. Segundo os dados agora divulgados pela Secretaria da Educação, 80,8% dos estudantes da rede pública nessa faixa apresentavam, em 2007, níveis de aprendizagem abaixo do adequado.
No terceiro ano do ensino médio, 95,7% não atingem os padrões de desempenho previstos. Dificuldades com subtração e porcentagem se verificaram em 71% dos alunos que concluíam o colegial na escola pública.
São esses alguns dos resultados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).

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01/02/2008 - 13:27h Crime cai, mas roubo cresce em SP

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No Estado de São Paulo, os seqüestros apresentaram redução de 58%; número de roubos aumentou 1,8%

Bruno Paes Manso – O ESTADO DE SÃO PAULO

Dos 15 tipos de crimes cujo balanço de registros é divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, 11 tiveram queda no ano passado em relação a 2006. Entre eles estão seqüestros (-58%), roubo a banco (-35%), homicídio doloso (-19%) e latrocínio (-18%).

Apesar do bom desempenho na redução da criminalidade, o roubo, crime violento que registra o maior número de ocorrências, continua sendo um desafio para a segurança pública no Estado. No ano passado, foram registrados 210.724 casos, total 1,8% maior do que em 2006. Quase metade deles, 104.951 casos, ocorreram na capital, onde ocorreu um crescimento de 2,81% nesse tipo de ocorrência.
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01/02/2008 - 12:37h Desarmamento, projetos sociais e ação policial reduzem homicídios (5)


campanha do desarmamento 2003-2004

O direitoso Reinaldo Azevedo, aquele que pontifica na Veja seu panfletista discurso anti-PT, tem uma explicação singela para a queda da taxa de homicídios: o crescimento da população carcerária, especialmente no Estado de São Paulo.

Nada a ver com desarmamento, nem com projetos sociais -mantra esquerdistas inócuos- e sim com linha-dura, repressão e bandido na cadeia.

O simplismo é sedutor: mais bandidos na prisão=menos homicídios.

Tem dois poréns, pelo menos. Segundo os dados do governo estadual de São Paulo, diminuíram os homicídios, mas aumentaram os roubos. Salvo de pensar que a polícia está tirando homicidas das ruas e deixando os ladrões fora, a questão parece menos simplória e panfletaria do que nosso direitoso-demagogo pretende.

Em segundo lugar, a maioria dos homicídios no Estado são culposos e não dolosos, o seja aqueles sem intenção de matar. Mas tanto nos homicídios culposos ou dolosos, muitos, a maioria, são motivados pela violência domestica, o álcool e as altercações. São esses os mais sensíveis as medidas como desarmamento, fechamento de botecos em horas tardías, campanhas contra a violência domestica e no transito, crescimento do emprego, projetos sociais e culturais nas periferias, ação do Estado com educação, iluminação pública e saúde, trabalho das ONG’s etc. Os assassinatos ligados a roubo, os latrocínios, são menos e é onde a ação policial para coibi-los é preponderante. (No Estado de São Paulo teve em 2007 quase 10 mil homicídios – 5.121 culposos e 4.877 dolosos- já os latrocínios foram 218 e mortos em confronto com a policia 438)

Nada disso anula ou diminuí a importância da ação policial, da construção de presídios, do aprimoramento da repressão e da inteligência policial. Mas como disse o sargento da PM, aqui no blog, “O Estado tem que se apresentar com “todos os seus braços” e não apenas o braço armado”

Luis Favre

Ver aqui no Blog

“O Estado tem que se apresentar com “todos os seus braços””

Desarmamento, projetos sociais e ação policial reduzem homicídios (4)

15/01/2008 - 22:03h O pedágio paulista


Placa da Artesp, na Imigrantes, traz tucano, símbolo do PSDB, partido do governador do estado.

Segundo matéria do “Estadão” de hoje (clique aqui), apesar das declarações do governador José Serra, não mudou a lógica dos pedágios paulistas após a licitação das rodovias federais. Pelas declarações iniciais, parecia que São Paulo entraria na era da menor tarifa.

Não será assim. Segundo o “Estadão”, a licitação prevê pagamento de R$ 2 bilhões pela concessão, mais R$ 9 bilhões de investimentos. Apesar de informar que os investimentos serão ao longo de 30 anos, não foi divulgada sua progamação. Se concentrado nos primeiros anos, significará mais custo para os contribuintes.Mais: o BNDES financiará os participantes, desviando mais recursos ainda de investimentos para aquisição.

Portanto, é bom que se esclareça: assim como a substituição tributária, essa licitação significará forma indireta de aumento de tributação no Estado.

Se o dinheiro for bem aplicado, ótimo. Mas que significa aumento de impostos, significa. Que significa bitributação, também significa.

Luis Nassif

03/01/2008 - 19:46h Capitanias hereditárias?

Carlos Brickmann para o Observatório da Imprensa




Bola dentro

Os repórter Eduardo Reina e Emilio Sant’Anna, do Estadão, foram fundo na história do incêndio do Hospital das Clínicas, em São Paulo: dos 16,9 milhões reservados para manutenção e reequipamento do HC, só três milhões tinham sido empenhados até 18 de dezembro. O secretário da Saúde garante que, no finzinho do ano, aplicaria o resto. Exato: aquilo que não foi aplicado em 352 dias seria gasto nos 13 dias restantes. O secretário disse isso!

A reportagem é impecável: não faz juízos de valor, não usa adjetivos, só narra fatos. E deixa absolutamente clara a causa do incêndio no Hospital das Clínicas.

Quem é quem

Para o Governo estadual paulista, o pior de tudo é não poder jogar a culpa nos antecessores. A imprensa tem esquecido esse tema, mas o fato é que Serra entrou no lugar de Alckmin, que entrou no lugar de Covas, todos companheiros de PSDB. E, em certo sentido, não se pode sequer falar em apenas 13 anos de Governo tucano: desde a gestão de Franco Montoro, iniciada em 1983, é o mesmo grupo político que ocupa o Palácio Bandeirantes. Alguns romperam com outros, mas em certo momento estiveram todos juntos. Serra foi secretário de Montoro, e Quércia, o vice, foi o governador seguinte; Fleury era secretário de Quércia e seu vice, Aloysio Nunes Ferreira, é o homem-forte do Secretariado de Serra. No total, são 25 anos. Ninguém pode falar de herança maldita.

Já os meios de comunicação preferem nem tocar nesse assunto.

05/12/2007 - 10:08h Educação: Abaixo da média, São Paulo perde de Rondônia e Sergipe


O Estado não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas pelos exames do programa

Sindicato das escolas particulares diz desconhecer quem participou; Inep informa que não pode divulgar as instituições

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
FOLHA DE SÃO PAULO

Os resultados do Pisa, sigla em inglês do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, divulgados ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), revelam que o Estado de São Paulo não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas -ciências, leitura e matemática.
Na área de ciências, a média paulista (385 pontos) é comparável à da Tunísia (África). No caso da leitura (392 pontos), eqüivale-se a Montenegro (Balcãs). Já em relação a matemática, com 370 pontos, os paulistas estão no mesmo nível dos vizinhos colombianos.
Para o ministro Fernando Haddad (Educação), o resultado de São Paulo requer “atenção” do governo federal. “Com exceção do Distrito Federal, São Paulo é a maior renda per capita do país. Era de se supor que pudesse trazer as médias nacionais para cima. É um resultado que surpreende, exige alguma atenção e algum diagnóstico do que se passa.” (mais…)

05/12/2007 - 10:02h Educação: Abaixo da média, São Paulo perde de Rondônia e Sergipe

O Estado não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas pelos exames do programa

Sindicato das escolas particulares diz desconhecer quem participou; Inep informa que não pode divulgar as instituições

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
FOLHA DE SÃO PAULO

Os resultados do Pisa, sigla em inglês do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, divulgados ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), revelam que o Estado de São Paulo não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas -ciências, leitura e matemática.
Na área de ciências, a média paulista (385 pontos) é comparável à da Tunísia (África). No caso da leitura (392 pontos), eqüivale-se a Montenegro (Balcãs). Já em relação a matemática, com 370 pontos, os paulistas estão no mesmo nível dos vizinhos colombianos.
Para o ministro Fernando Haddad (Educação), o resultado de São Paulo requer “atenção” do governo federal. “Com exceção do Distrito Federal, São Paulo é a maior renda per capita do país. Era de se supor que pudesse trazer as médias nacionais para cima. É um resultado que surpreende, exige alguma atenção e algum diagnóstico do que se passa.”
O petista Haddad falou com cautela sobre o Estado governado pelo tucano José Serra, que sucedeu os também tucanos Mário Covas (morto em 2001) e Geraldo Alckmin.
“No geral, os Estados mais ricos se saem melhor do que os mais pobres. Essa é a regra geral. Há exceções à regra”, completou o ministro.
Para a secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, o tamanho do Estado explica o quadro. “Ao mesmo tempo em que temos uma economia forte, temos todos os problemas existentes no Brasil. O fato de termos avançado enormemente na oferta de escolas nos dá agora condições para melhorar a qualidade de ensino”, disse.
Na três áreas, São Paulo registrou média abaixo do Sudeste. Em ciências, a média da região ficou em 396 pontos, contra 385 do Estado. Em leitura, o Sudeste teve 404 pontos, ante 392 de São Paulo. Em matemática, a diferença ficou em 378 contra 370.
O Distrito Federal lidera os rankings de ciências e de matemática, seguido por Santa Catarina, que lidera a tabela de leitura. No outro extremo ficou o Maranhão, com os piores resultados nas três áreas. Além do Distrito Federal, apenas oito Estados ficaram acima da média nas três disciplinas: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Entre esses Estados, o ministro Haddad destacou Rondônia e Sergipe, que, apesar das baixas médias de suas regiões (Norte e Nordeste), conseguiram manter seus alunos acima da média nacional nas três áreas avaliadas. Leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes).

05/12/2007 - 09:08h Gestão Alckmin em questão: Para o MEC, São Paulo puxou notas para baixo

Estado obteve notas piores que Sergipe, Goiás e Paraíba, mas ficou muito perto das médias nacionais

Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA

Estado mais rico do País, São Paulo não consegue refletir seu poderio econômico na educação. Os resultados do Programa Internacional de Avaliação por Aluno (Pisa) de 2006, divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC), mostram o Estado com médias piores do que as nacionais em leitura (11ª posição no País) e ciências (12º lugar) e igual à média brasileira em matemática (11º posição). Mais do que isso, São Paulo perde para Estados mais pobres, como Paraíba e Sergipe. Reunindo, sozinho, cerca de 20% dos alunos do País, a média paulista, na verdade, chega a puxar para baixo a média nacional, segundo o MEC.

“Era de se esperar que as médias de São Paulo ajudassem a puxar os resultados brasileiros para cima, mas não é o que aconteceu”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Se é verdade que os Estados mais ricos deveriam ter um desempenho melhor, há exceções. Há Estados pobres com resultados melhores que os ricos.” (mais…)

05/12/2007 - 09:04h Gestão Alckmin em questão: Para o MEC, São Paulo puxou notas para baixo

Estado obteve notas piores que Sergipe, Goiás e Paraíba, mas ficou muito perto das médias nacionais

Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA

Estado mais rico do País, São Paulo não consegue refletir seu poderio econômico na educação. Os resultados do Programa Internacional de Avaliação por Aluno (Pisa) de 2006, divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC), mostram o Estado com médias piores do que as nacionais em leitura (11ª posição no País) e ciências (12º lugar) e igual à média brasileira em matemática (11º posição). Mais do que isso, São Paulo perde para Estados mais pobres, como Paraíba e Sergipe. Reunindo, sozinho, cerca de 20% dos alunos do País, a média paulista, na verdade, chega a puxar para baixo a média nacional, segundo o MEC.

“Era de se esperar que as médias de São Paulo ajudassem a puxar os resultados brasileiros para cima, mas não é o que aconteceu”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Se é verdade que os Estados mais ricos deveriam ter um desempenho melhor, há exceções. Há Estados pobres com resultados melhores que os ricos.”

Em São Paulo, fizeram o Pisa 1.067 estudantes, o equivalente a 11% da amostra nacional. Mas, na conta final da média nacional, o peso de um aluno paulista é maior do que de todos os outros Estados, justamente porque representa 20% de todos os estudantes da educação básica no País.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), Reynaldo Fernandes, explica que não é necessário ter mais alunos de São Paulo fazendo a prova porque o número é suficiente para ter um panorama da educação no Estado.

VANTAGEM DE SERGIPE

O melhor exemplo dessas exceções é Sergipe. Com uma das menores economias do Brasil – 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ante os 30,9% de São Paulo -, o Estado nordestino ganhou nas três áreas do Pisa. Em ciências, fez 402 pontos ante 385 de São Paulo. Em matemática, 385 ante 370 dos alunos paulistas. E, em leitura, 408 ante 392. São Paulo gasta por ano, em média, R$ 600 a mais por aluno da educação básica que Sergipe.

O MEC não se arrisca a fazer uma avaliação sobre o que levou aos resultados paulistas, mas Fernandes, do Inep, lembra que o Estado também não está nos primeiros lugares no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Em 2005, o Estado apareceu em 7º lugar em português e 10º em matemática na avaliação da 8ª série – equivalente ao Pisa, que faz a prova com estudantes de 15 anos.

Apesar da seqüência de resultados abaixo das suas possibilidades, São Paulo foi, junto com Minas Gerais (ambos governados pelo PSDB, que faz oposição ao governo Lula), um dos únicos Estados que ainda não aderiram ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado pelo ministério. Haddad nega que existam dificuldades políticas com o governo do Estado. “Temos conversado sem problemas. Acredito que seja apenas uma questão de tempo”, afirma.

FIM DE UM MITO

Feita a cada três anos desde 2000, essa é a primeira vez que os resultados do Pisa são detalhados por Estados no País.

O quadro revelado ajuda a desmistificar a idéia de que o Brasil tem regiões com níveis educacionais suecos e outros, africanos. Na verdade, todo o resultado brasileiro está muito abaixo da média européia, apesar das enormes diferenças existentes no País.

Primeiro lugar nas três áreas avaliadas, o Distrito Federal, com médias acima de 400 pontos, é o que vai mais longe. Ainda sim, não passaria da 40ª posição entre 57 países. Sua melhor pontuação, em ciência, o levaria a ficar um pouco acima do Chile e abaixo de Israel.

Ainda assim, o DF está muito à frente do Maranhão, o último colocado na lista. Em matemática, a média maranhense é 100 pontos abaixo da nacional. Em português, não alcança os 300 pontos. Se fosse país, o Maranhão perderia com alguma folga para o Quirguistão, último colocado em todas as três áreas.

INTERVENÇÃO

Depois dos resultados ruins apresentados ontem, o ministro da Educação revelou que o governo federal pretende criar algum mecanismo que permita uma espécie de intervenção branca em municípios e até Estados que não conseguirem melhorar seus resultados educacionais. “Se após vários anos, depois de receber todo o apoio, a rede demonstrar dificuldades de avançar, temos de pensar em um regime de cooperação em torno dela”, disse Haddad. “O direito da criança tem de estar acima de todos os outros.”

A dificuldade nessa questão é o fato de a Constituição estabelecer uma separação entre as redes municipais, estaduais e federal de ensino e impedir a interferência do MEC. Uma alteração desse tipo vai necessitar, provavelmente, de mudanças na lei. “Se precisarmos mudar a lei, vamos mudar. Mas imaginamos que pode ser feito por cooperação. Tem de ser algo pactuado politicamente”, afirmou Haddad.

04/12/2007 - 08:51h Alckmin deu "choque de gestão" na Febem criando rombo milionário


Em quanto José Serra persevera na defesa da candidatura de Gilberto Kassab a Prefeitura de São Paulo, o jornal a Folha de São Paulo continua revelando os podres de Geraldo Alckmin.

Hoje é o rombo provocado pela irresponsabilidade gerencial e administrativa de Alckmin no caso da Febem. Milhões de reais jogados pelo ralo por ação demagógica e sem fundamento, segundo a justiça, na demissão de centenas de funcionários.

De forma arrogante, Alckmin se recusa a dar qualquer explicação ao jornal, seguindo a risca a linha de ignorar qualquer questionamento. Em quanto ele se cala, trabalhadores vitimas da insensibilidade e incompetência do Geraldo, sofrem com depressão e privações. Segundo a Folha, desde junho Alckmin recusa, soberbo, qualquer resposta sobre o assunto.

Leia as matérias da Folha de São Paulo

Demissões na Febem criam rombo milionário

Anulada pela Justiça, exoneração em massa já soma R$ 32 milhões em salários atrasados, direitos trabalhistas e danos morais

Após decisão do Supremo, todos os 1.674 demitidos no “plano radical” promovido pelo governo Alckmin voltaram para a instituição

GILMAR PENTEADO
DA REPORTAGEM LOCAL

A maior demissão em massa de funcionários da história da ex-Febem (hoje Fundação Casa), anulada pela Justiça em última instância por ser considerada arbitrária, já soma um rombo aos cofres públicos de São Paulo de cerca de R$ 32 milhões. Todos os 1.674 demitidos voltaram para a instituição.
Com os R$ 32 milhões, a fundação poderia construir 11 novas unidades dentro do projeto de descentralização Ämenores e mais próximas das famílias dos internos.
Em fevereiro de 2005, agentes de proteção dos principais complexos da então Febem foram exonerados de uma única vez. Era um “plano radical” para acabar com torturadores, anunciou o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da fundação na época, Alexandre de Moraes, hoje secretário municipal dos Transportes de São Paulo. Na época, a ex-Febem vivia uma onda de rebeliões e fugas.
Após um longa briga judicial, que chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal), todos os demitidos foram reintegrados à nova entidade.
Restou, no entanto, uma conta para o contribuinte pagar: os salários atrasados dos agentes Äque vão receber o período sem terem trabalhadoÄ e ações por danos morais ingressadas por funcionários exonerados ou por agentes que, sem preparo, foram colocados às pressas para substituir os servidores demitidos.
Só os 27 meses de salários não recebidos e outros direitos trabalhistas acumulados dos últimos 924 funcionários que foram reintegrados ao trabalho, em junho deste ano _o restante retornou à ex-Febem em 2005 e 2006 Ä, chegam a cerca de R$ 30 milhões.

Precatório
A contabilidade feita pela Fundação Casa está em fase de conclusão. A entidade também gastou com os salários de funcionários em regime de emergência para substituir os demitidos. Os R$ 30 milhões vão virar precatório (dívida judicial do Estado), sem prazo para pagamento.
Além disso, agentes exonerados entraram com ações por danos morais contra a instituição. Afirmam que foram acusados publicamente de serem torturadores sem nenhuma prova substancial.
Na época, Alexandre de Moraes descreveu a demissão em massa como um “projeto radical” para livrar a fundação de maus funcionários. Um mês antes, ele afirmou que havia uma “banda podre” entre os funcionários e que iria “mapeá-los e demiti-los”.
Entidades de direitos humanos elogiaram a reforma, mas disseram que o processo estava sendo conduzido de forma muito rápida, com atropelos.

Danos morais
A Folha teve acesso a 131
ações por danos morais ingressadas na Justiça do Trabalho, 69 com julgamento de mérito em primeira instância. Em todos os casos, há possibilidade de recurso. Em 29 delas _42%_, a ex-Febem foi condenada a pagar, no total, R$ 1.840.882.
A de maior valor, de R$ 910 mil, refere-se ao caso de uma funcionária estuprada por internos em março de 2005, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo.
Contratada emergencialmente para substituir funcionários demitidos, ela foi atacada em uma unidade que estava sob controle dos internos.
O número de ações por danos morais vai crescer. O advogado Hilário Bocchi Junior, proprietário do escritório responsável pela maioria dos processos, afirma que vai ingressar com outras 80 ações na Justiça contra a instituição.
“Citamos o princípio constitucional da dignidade da pessoa, que não pode ser tratada como coisa. Quiseram meter política em um problema que tem de ser tratado com responsabilidade. Agora, esse é o preço que tem de ser pago”, afirmou o advogado.

Alckmin não se manifesta; ex-presidente da fundação nega ter havido prejuízos

DA REPORTAGEM LOCAL

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não respondeu aos pedidos de entrevista feitos pela Folha. Desde junho deste ano, quando ocorreu a reintegração dos últimos 954 funcionários demitidos, a reportagem tenta contato com Alckmin para falar sobre o episódio da demissão em massa.
O ex-presidente da antiga Febem Alexandre de Moraes negou que a demissão em massa ocorrida em sua gestão tenha gerado prejuízos.
Moraes, hoje secretário municipal dos Transportes de São Paulo, disse que não concederia entrevista à Folha por “respeito à nova administração”. Leia mais na Folha (para assinantes)

Agente demitida passou por depressão, deixou faculdade e contraiu dívidas

DA REPORTAGEM LOCAL

O período de 27 meses entre a demissão e a volta à ex-Febem da agente de apoio técnico Carla (nome fictício) foi marcado por depressão, dívidas _seu nome foi parar no SPC_, abandono da faculdade e retorno à casa dos pais.
Ela está entre os últimos 924 funcionários reintegrados em junho. Ao ser encaminhada por psicólogos da instituição, recebeu licença médica. “Até agora não consegui me recuperar.”
Em 17 de dezembro de 2005, data do anúncio da demissão em massa, ela estava em férias. Carla tinha conseguido a transferência para uma unidade do litoral, onde começaria a cursar faculdade, e tinha recém-mobiliado seu novo apartamento.
Foi demitida sem ter sofrido nenhum processo administrativo ou denúncia de agressão. “Passava o dia inteiro em frente à televisão, esperando notícias das demissões. Comecei a não sair mais de casa.”
Com depressão e sem dinheiro, voltou para a casa dos pais. As dívidas com o banco fizeram seu nome ir parar no SPC. Leia mais na Folha (para assinantes).

15/11/2007 - 09:12h José Serra poupa dinheiro em segurança

Reportagem do Terra Magazine informa que até anteontem, a secretaria de segurança do Estado de São Paulo havia investido apenas 11% das verbas previstas para o ano, pelo critério das despesas efetivamente liquidadas -dinheiro que já saiu dos cofres do governo.

Procurada pela reportagem de Terra Magazine, a assessoria de imprensa da secretaria argumentou que o critério mais correto para avaliar o ritmo da execução orçamentária é analisar as despesas empenhadas – dinheiro já reservado para determinados investimentos. Nesse caso, o percentual investido sobe para cerca de 40%.

O sheriff tucano, aquele mesmo que pousa armado de um fuzil, deve considerar que a segurança no Estado está uma maravilha. O rolex deve ter sido recuperado e eu não fiquei sabendo. A Casa da Febem e os presídios, com os celulares e as fugas bloqueadas, os PM com salários dignos e agora é só tocar o barco para herdar a presidência em 2010.

Os jornais grandes, distraídos, como sempre quando se trata de aves predatórias, nada informaram. Deve ser esse tal de “Porco” batizado por Paulo Henrique Amorim (PIG em inglês). Os três PIG (Partido da Imprensa Grande) só manifestam inquietação quando o lobo mau se manifesta (o lobo é barbudo e não careca), já com tucano de bico de ouro o papo é outro…

Fala-se em “choque de gestão”.

LF

14/11/2007 - 09:09h Estado de São Paulo: Promotoria do Consumidor pede liminar contra Pinho

Promotores de Justiça do Consumidor da capital acusam o procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinho, de interferir indevidamente no trabalho do setor. O motivo: Pinho determinou, na sexta-feira, que a promotoria abrisse inquérito civil sobre prejuízos causados aos passageiros pela crise da BRA.

Quatro dos seis promotores do órgão assinaram representação com pedido de liminar, encaminhada na segunda-feira ao Conselho Nacional do Ministério Público. Nela, afirmam que Pinho extrapolou suas competências e abriu um “precedente perigoso”. Destacaram ainda que a Constituição garantiu a independência dos membros do Ministério Público e a decisão de abertura do inquérito cabe apenas ao promotor. O conselho ainda não apreciou o pedido de liminar.

Pinho estava em viagem ontem e informou não ter tomado conhecimento ainda da representação. A queixa da área do consumidor é a terceira feita por promotores ao conselho desde setembro sobre supostas interferências indevidas de Pinho, acusações negadas por ele. Nos dois primeiros casos as liminares foram negadas.

“É preciso respeito à independência dos promotores, porque a concentração de poder é extremamente perigosa”, disse João Lopes Guimarães Júnior, um dos que assinam a representação da área do consumidor. Segundo ele, a entrada da promotoria no caso BRA é inócua no momento, pois estão ocorrendo negociações com a Agência Nacional de Aviação Civil e transferências de vôos para outras companhias.
BRUNO TAVARES, FABIANE LEITE E MARCELO GODOY – O Estado de São Paulo

13/11/2007 - 06:48h O engodo tucano no Tietê: 15 anos é a mesma sujeira


Sem metas claras, Projeto Tietê não limpa o rio

Samantha Maia e Daniela Chiaretti – jornal Valor


“O Rio Tietê nasce em Salesopolis atravessa os municípios da Grande São Paulo , recebe como afluente o Rio Tamanduateí, que traz os esgotos da região industrial e doméstico dos municípios do grande ABC,que depois recebe mais um afluente com esgotos domésticos e industriais da região sul, pelo Rio Pinheiros. A espuma surge devido a falta de chuvas ,no período da noite, partir das 21horas ,quando a temperatura cai bastante,nesta época do ano, ocasionado pela alta concentração de poluentes e só começa se desmanchar às 10 horas da manhã quando os raios solares furam as bolhas da espuma”. Comentários e foto extraídos do site de Alex Minck. O mesmo cita no site que as fotos foram tiradas no mês de maio de 2003, sempre as 6:30 da manhã na sua ida ao trabalho.


Urbanistas dizem que uma cidade se conhece pelo seu rio. Por esta premissa, São Paulo é tão sombria quanto as águas do Tietê e seus afluentes, Pinheiros e Tamanduateí. Desde os anos 90, a cidade tenta limpar a região do Alto Tietê, num esforço alardeado como o maior projeto ambiental da história de São Paulo e o maior financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID. De maior, por enquanto, só o engodo da população levada a crer que em 15 anos poderia usar o Tietê “como os americanos usam o Potomac”. Ficou no bordão a promessa dos políticos de 1992, referindo-se ao rio de Washington onde no verão se vêem lanchas, caiaques e jet skis. Aqui se investiu mais de US$ 1,5 bilhão em estações de tratamento e redes de coleta, mas o Tietê continua a cruzar metrópole e arredores tão morto quanto antes.

Em 1992, na largada do Projeto Tietê, 75% dos moradores da Região Metropolitana de São Paulo tinham coleta e tratamento de esgoto, segundo cálculos do economista Marcelo Neri, com base na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios, a PNA. Mesmo com todos os recursos gastos no saneamento do rio, a Grande São Paulo perdeu a primeira colocação no ranking de melhor área atendida por rede de esgoto entre as dez maiores regiões metropolitanas do país. Outras fizeram mais. Em 2006, os paulistas alcançaram um índice de 79%, caindo para o 3º lugar empatados com Salvador. Belo Horizonte ficou à frente (83%, tendo saído de 68% em 1992), seguida pelo Distrito Federal (80% hoje, 73% em 1992).

A coisa andou no Alto Tietê, mas a passos muito lentos e sem acompanhar o crescimento da população. O objetivo inicial -limpar 50% do rio em dois anos – ficou na bravata. Se o logo-ícone do projeto era um obstinado jacaré que apareceu no rio em 1990, agora seria melhor adotar uma tartaruga. De 1992 a 1997, a RMSP tratava 4 m3/s de esgoto, o resto, lançava in natura ao Tietê. Em 1998, fim da primeira fase do plano, o tratamento chegou a 8 m3/s. Em 2008, com a segunda fase em operação, serão tratados 16 m3/s, espera a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp. Saber ao certo quanto isto representa do total é um problema.

Na agência ambiental do Estado, a Cetesb, acredita-se que a RMSP produza cerca de 50 m3/s de esgoto, dos quais 81% são coletados e 37% tratados. Na Sabesp, os números são outros. Levam em conta sua produção de água e as perdas, e chegam a 57 m3/s. Aí os engenheiros aplicam um parâmetro clássico, que diz que 80% da água produzida transforma-se em esgoto. Descontam o que não é coletado e chegam a mais ou menos 33 m3/s. São 33 mil litros de esgoto que desaguam, por segundo, no rio, numa estimativa grosseira.


Se hoje não se sabe bem quanto de esgoto tem no Tietê, o início do projeto foi ainda mais nebuloso. Não havia – e ainda não há – metas ambientais claras a serem perseguidas. Hoje nem mesmo o Comitê de Bacia do Alto Tietê, uma instituição que reúne prefeituras, órgãos estaduais e sociedade civil e elabora o plano de gestão dos recursos hídricos da região, detalha metas para ressuscitar o rio. Mas um consenso é o êxito obtido com a queda da poluição industrial. Foram 1250 empresas monitoradas, as maiores poluidoras da região. Lançavam 4,7 toneladas por dia de metais pesados no rio, índice que caiu para 0,14 ton/dia já em 1995.

A fiscalização foi mantida, mas a menor poluição também ocorre porque das 1250 empresas, só 607 continuam na RMSP – a metade fechou ou mudou. Para a segunda fase do projeto, outras 290 indústrias deveriam ser monitoradas, com US$ 5 milhões do BID. Não aconteceu. “A lista das 290 empresas apresentada pela Sabesp tinha shoppings e supermercados, que não monitoramos”, diz Richard Hiroshi, da diretoria de controle de poluição ambiental da Cetesb. “Virou uma discussão de anos e em dezembro de 2006 resolvemos não participar do Tietê 2.”

Os recursos foram destinados a outras obras do projeto. Mas, segundo a Sabesp, o BID continua insistindo para que o trabalho com as empresas seja ampliado. “A Cetesb também tem responsabilidade”, diz Marcelo Salles de Freitas, diretor de empreendimentos e meio ambiente da Sabesp. “Vamos continuar discutindo este ponto.”

“Na parte industrial já chegamos aonde queríamos”, rebate Hiroshi. “Como podemos exigir que as indústrias façam mais investimentos? E o esgoto doméstico?” O volume gigantesco de descargas orgânicas continua sendo o algoz do Tietê. “São raros os momentos na RMSP em que o oxigênio dissolvido no rio sobe acima de 0,5 mg/l”, diz Eduardo Mazzolenis, gerente da Cetesb que lida com a qualidade das águas. “Para ter vida, o rio tinha que ter no mínimo 4 mg/l.” A medida da poluição orgânica é a demanda bioquímica de oxigênio, a DBO. Quanto mais alta a DBO, mais poluído o rio. “DBO é a fotografia do esgoto não tratado”, compara Mazzolenis.

Em 1992, em Pirapora do Bom Jesus, a DBO era 38 mg/l. Foi caindo e chegou a 21 mg/l em 2005, mas em 2006 saltou para 28 mg/l. “Ficamos invocados com a subida da DBO”, diz o técnico. O efluente despejado pelas estações de tratamento da Sabesp, as ETEs, está sendo investigado. Há suspeitas de que a ETE Parque Novo Mundo estaria fora dos padrões de qualidade estabelecidos pela legislação. O fato de em 2006 ter chovido menos também pode ter influenciado a piora da qualidade da água.

Com 4 mg/l de oxigênio dissolvido na água há alguma vida nos rios, mas no Tietê são raros os trechos com 0,5 mg/l

O Tietê nasce em Salesópolis e percorre 1100 km até desaguar no rio Paraná. Basta distanciar-se umas dezenas de quilômetros da nascente para que peixes e plantas sumam. “Leva o primeiro golpe em Suzano”, diz Mazzolenis. Em Itaquaquecetuba já é um rio morto. Assim segue por Guarulhos, passa pela capital e prossegue até Salto, onde começa a se recuperar. É no recuo desta mancha marrom que está um trunfo do projeto. Em 1992, estimava-se em 300 km o cobertor de poluição; hoje são 180 km, garante a Sabesp. Para o paulistano, contudo, nada mudou.

O que se sabe, 15 anos depois, é que a poluição do Tietê é bem maior que o esforço já feito. Nas contas de Hiroshi, da Cetesb, com todo o investimento em tratamento e coleta, chegou-se a apenas 1/3 do que se deveria para limpar o rio. A Sabesp admite que os trabalhos estão muito aquém do necessário para se notar alguma melhora. “Mas cumprimos o que queríamos fazer em termos de obras”, diz Freitas. A engenharia prevista na 1ª e 2ª fase aconteceu, mas com 10 anos de atraso. “A despoluição do rio vai levar mais uns oito anos para avançar um pouco. A limpeza completa levará décadas”, reconhece.

O ímpeto da primeira fase, que contou com US$ 1,1 bilhão, não se manteve na segunda. Ingressaram US$ 400 milhões frente a uma expectativa de US$ 1,2 bilhão. “Foi uma hora ruim. Teve a crise asiática, a desvalorização cambial”, lembra Freitas. Dessa forma, a segunda fase serviu para ampliar a rede e aproveitar a estrutura de tratamento erguida no primeiro período, de 16 m3/s, e não para puxar a capacidade para 28 m3/s, como foi idealizado no começo. A estratégia rebateu as críticas à primeira fase – dizia-se que se fizeram grandes estações de tratamento mas não se levou o esgoto até elas.

Outro nó que só agora começa a desatar é a relação da Sabesp com as cidades que têm serviços de saneamento próprio. Dos 34 municípios da região, seis não estão sob o regime da Sabesp e acabaram não participando do projeto. Guarulhos, o maior deles, com 1,2 milhão de pessoas, não trata uma gota de esgoto e joga tudo no rio.

Depois de muita negociação com o Ministério Público, em dezembro de 2006 a prefeitura de Guarulhos assinou um acordo onde se comprometia a universalizar coleta e tratamento em 30 anos. “É um abuso este prazo”, diz o geógrafo Gustavo Veronesi, da Fundação SOS Mata Atlântica. “Não temos tempo a perder, tinha que começar ontem.” A prefeitura explica o prazo dizendo que não tem dinheiro. O Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, pode encurtar este horizonte, cobrindo a metade dos R$ 550 milhões necessários ao saneamento de Guarulhos. “A expectativa agora é concluir as obras em cinco anos”, diz João Roberto Morais, superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos.

Também entre os municípios sob o regime da Sabesp há problemas. Sem investimentos, Itaquaquecetuba apelou ao Ministério Público para obter com a Sabesp um plano focado na cidade. São 350 mil habitantes e só 5% de tratamento de esgoto. O acordo, a ser assinado ainda em 2007, prevê 11 anos e R$ 176 milhões em coleta e encaminhamento dos efluentes para as estações de São Miguel e Suzano. Também serão instaladas estações provisórias em áreas mais populosas e onde já existe rede, conta João Antônio Campos, Secretário de Planejamento do município. Por seu lado, o gerente de departamento de planejamento integrado da unidade leste da Sabesp, Marcio de Oliveira, diz que os interceptores que permitirão a conexão entre Itaquaquecetuba e a estação de tratamento de São Miguel chegarão à cidade em 2008.

Esse é um exemplo do quebra-cabeças montado pela Sabesp dentro da RMSP, baseado na condução do esgoto a cinco grandes estações de tratamento, o que pode ser eficiente, mas também produz distorções. Barueri abriga a maior estação de tratamento de esgoto da America Latina, mas não é atendida por ela e despeja tudo onde? Bingo. “O esgoto da Billings será levado para Barueri, a 60 km de distância, sendo que a estação de tratamento do ABC é subutilizada”, aponta Veronesi, da SOS Mata Atlântica. Ele acredita que um sistema baseado em pequenas e médias estações pode funcionar e ser menos oneroso.

É o que aconteceu na pequena Biritiba-Mirim (29 mil habitantes), que em 2005 atingiu um dos melhores índices de saneamento do país. Com 95% do esgoto coletado e tratado, Biritiba reduziu a mortalidade infantil de 60 por mil nascidos vivos, em 1990, para 11 em 2005. A saída foi uma ação localizada. Com R$ 7 milhões, 90% financiados pela Caixa Econômica Federal, a cidade construiu a rede coletora e uma estação com capacidade para tratar 55 litros por segundo. “Para uma cidade com R$ 20 milhões de orçamento, é uma obra faraônica”, diz o prefeito Roberto Pereira da Silva (PSDB).

Para a terceira fase do Projeto Tietê, já em negociação com o BID, fala-se em outro US$ 1 bilhão. “Estamos formatando o plano”, diz Freitas. A idéia é que a terceira etapa comece em 2009 e a quarta, em 2018. A intenção é ampliar as ETEs existentes e expandir a rede. Ao final da terceira fase a Sabesp espera coletar 92% dos esgotos e tratar 82%. Não se fala mais em ver o rio limpo, porém. “Isso não vai acontecer nem ao fim da quarta fase”, diz o diretor da Sabesp.

03/11/2007 - 12:22h Governo Serra estuda vender toda a participação na Cesp

Proposta anterior era vender só ações excedentes

DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA DE SÃO PAULO

Com o aval do governador José Serra (PSDB), a Secretaria de Fazenda elabora um modelo de privatização para se desfazer integralmente da participação do Estado na Cesp (Companhia Energética de São Paulo), avaliada em cerca de R$ 5 bilhões. Para conduzir o processo, a secretaria contratou o Citibank.
Pela proposta anteriormente em discussão, o governo venderia apenas as ações que excedessem o controle do Estado, como fez o governo federal com o Banco do Brasil e a Petrobras.
Mas, convencido por integrantes da equipe econômica – a começar pelo próprio secretário de Fazenda, Mauro Ricardo Costa -, Serra autorizou o desenho de um modelo de venda de todas as suas ações. O argumento é que não há necessidade o Estado ter uma empresa de geração de energia.
Em meio à ameaça de apagão, este é considerado pelo governo um bom momento para a venda. Mas só quando for concluído o projeto – provavelmente no início do ano que vem- Serra tomará a decisão política sobre a venda.
Como a operação já está autorizada pela Assembléia Legislativa, a idéia é deixar tudo pronto para vender as ações na melhor oportunidade. Segundo tucanos com trânsito no Palácio dos Bandeirantes, a intenção é que a Cesp seja vendida no primeiro semestre de 2008.
Os recursos seriam destinados a obras de infra-estrutura, possivelmente nos trechos Norte e Leste do Rodoanel.
O governo paulista tem 93,68% das ações com direito a voto da Cesp, totalizando 33,37% do capital total da companhia. Outros 35,9% já estão pulverizados no mercado.
Segundo a corretora Brascan, a Cesp tem um valor de mercado superior a R$ 11 bilhões, sendo que a parte do governo está avaliada entre R$ 4,8 bilhões e R$ 5 bilhões. Para a corretora, a privatização da Cesp não depende de qualquer alteração no arcabouço legal, diferentemente do que acontece com a Sabesp, em que há discussão jurídica sobre o poder concedente dos serviços de água e esgoto.
Em outubro, a Cesp teve seu rating (nota) elevado pela agência de classificação de riscos Standard & Poor”s por conta da melhora na estrutura de sua dívida, embora a classificação -que passou de “B-” para “B”- ainda seja de grau especulativo.
O governo de São Paulo implementou nos últimos anos uma completa reestruturação da dívida da Cesp, iniciada com o aumento de capital de R$ 3,2 bilhões com a emissão de novas ações, além de R$ 1,193 bilhão provenientes da privatização da Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), em junho do ano passado. Outros R$ 1,2 bilhão foram obtidos com a emissão de bônus e R$ 1,9 bilhão com fundos de recebíveis.
Com a privatização da Cesp, o governo paulista retoma seu antigo programa de desestatização, cujo primeiro passo foi dado em setembro, quando a Secretaria de Fazenda abriu uma licitação para contratar empresas para avaliar o valor e propor um modelo de negócio para 18 empresas estatais.
Entre as estatais objeto de avaliação estão o Metrô, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a Dersa, a Imprensa Oficial e a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).
No final dos anos 1990, o governo paulista vendeu as distribuidoras de energia Eletropaulo, CPFL, Bandeirantes e Elektro, que passaram integralmente ao controle privado. A modelagem de privatização foi desenhada pelo BNDES com o objetivo de levantar recursos para abater a dívida pública.
Depois, foram vendidas as geradoras Parananema e Tietê, antigos braços da Cesp. A última privatização foi a da Cteep, que aconteceu em junho do ano passado. Os recursos obtidos foram utilizados para ajudar no processo de saneamento da própria Cesp.
(CATIA SEABRA E TONI SCIARRETTA)

02/11/2007 - 10:56h CESP é o primeiro alvo de Serra: Será privatizada!


Lembrem: José Serra negou que pretendia privatizar a empresas estatais paulistas. Afirmava que os estudos procuravam somente saber o valor das mesmas. Na lista figuram 18 empresas do Estado, incluídas Nossa Caixa, Sabesp, Metrô etc.

O nariz de Serra amanheceu hoje um pouco maior.

Agora é oficial, a primeira da lista é a CESP!

Governo de SP contrata Citi para privatizar Cesp

A iniciativa de vender a Companhia Energética de São Paulo faria parte de um pacote de privatizações em estudo no governo de José Serra

Teresa Navarro, Elizabeth Lopes, Paulo Fortuna e Renée Pereira\ O Estado de São Paulo

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) contratou o Banco Citibank para fazer a avaliação, modelagem e execução de venda de participação acionária detida pelo Estado no capital da empresa estatal. O acordo foi fechado no dia 18 de outubro, segundo fato relevante divulgado ao mercado ontem, no início da noite. Vinte dias antes a secretária de Saneamento de Energia de São Paulo, Dilma Pena, havia afirmado que a empresa não estava em nenhuma lista de venda.

A privatização da Cesp faz parte de um pacote de venda de empresas em estudo no governo do Estado de São Paulo. “Todas as companhias com controle do Estado serão analisadas e submetidas a estudos com vistas à privatização”, afirmou uma fonte ligada ao governo.

A secretária Dilma Pena confirmou que foi dada a ordem de serviço, pela Secretaria da Fazenda, para que o consórcio liderado pelo Citibank realize a avaliação, modelagem e execução de venda do controle da empresa hoje nas mãos do Estado.

Dilma disse que a ordem de serviço foi dada para “a possível venda do controle acionário da companhia”. Entretanto, afirmou que isso não quer dizer que a empresa será privatizada. Tudo vai depender de o negócio ser vantajoso para o governo. Segundo ela, é por isso que a avaliação será feita.

No caso da Cesp, segundo uma fonte, a idéia agora é que a empresa seja vendida inteira. No ano passado, chegou-se a cogitar a venda separada de ativos. Fontes do mercado disseram na ocasião que essa discussão chegou a ser feita junto com o banco UBS, que fez a primeira privatização da Cesp, com a venda fatiada. A fonte não soube informar prazos para a privatização, mas estima que os estudos a serem realizados pelo banco devem levar cerca de seis meses. “Isso com base em processos semelhantes realizados anteriormente”, afirmou.

O trabalho a ser entregue pelo Citibank ao governo estadual deve conter várias informações relevantes sobre a empresa e sobre o mercado. Além do valor dos ativos da empresa, a avaliação e modelagem mostrará quem são os possíveis interessados na empresa e o que eles pretendem. “O governo quer saber se o investidor se interessaria pelo ativo se o controle da empresa continuasse com o Estado”, afirmou uma fonte ligada ao processo, destacando que o governo mostrou deter poucas informações sobre a empresa. Foi o que os representantes demonstraram durante uma reunião com a empresa.

Os sinais de retomada do Plano de Privatização do Estado começaram a surgir em agosto, quando o governo estadual abriu licitação para contratar a empresa que fará uma varredura nas participações acionárias da administração nas empresas estaduais. O governador José Serra queria saber quanto valem as ações no mercado para decidir quais e quantas colocaria à venda, conforme informou uma reportagem do Estado, em 24 de agosto. O levantamento será feito em todas as estatais.

19/10/2007 - 13:44h A dengue mata!

Glauco

PS.: Você mora no Estado de São Paulo? Então comece a se preocupar.

Escrito por Josias de Souza

15/10/2007 - 10:30h Dia do Professor após 12 anos de governo do PSDB no Estado de São Paulo

Professores da rede estadual paulista recebem salário 39% menor que o de colegas do mesmo nível no Acre, informa Daniela Tófoli. São Paulo, que tem o maior Orçamento entre os Estados, paga a um docente com formação superior o piso inicial de R$ 8,05 por hora, enquanto o Acre paga R$ 13,16. A distância entre os salários chega a cerca de 60% quando se considera o custo de vida nos Estados.

Professor de SP ganha 39% menos que do AC

Ranking dos salários de docentes da rede estadual em início de carreira traz SP, que tem o maior Orçamento entre os Estados, em 8º lugar

Se for levado em conta o custo de vida, a diferença entre São Paulo e Acre, que lidera a lista de melhores salários, aumenta para 60%

Greg Salibian/Folha Imagem
Luis Henrique da Costa, 45, professor da rede pública de SP; para ele, justo seria ganhar o dobro de seu salário atual, de R$ 2.500

DANIELA TÓFOLI
DA REPORTAGEM LOCAL

Os professores em início de carreira da rede estadual paulista recebem salário 39% menor do que os do Acre. Enquanto um docente com formação superior e piso inicial de São Paulo ganha R$ 8,05 por hora, o colega acreano recebe R$ 13,16. Se levado em conta que o custo de vida lá é menor, a diferença aumenta para 60%.
O ranking dos salários do país mostra que o Acre lidera a lista dos Estados que pagam melhor seus professores em início de carreira, seguido por Roraima, Tocantins, Alagoas e Mato Grosso. São Paulo vem em oitavo lugar, apesar de ter o maior Orçamento do país. Pernambuco tem o pior salário.
A remuneração acreana, porém, ainda não é a ideal para especialistas. “O baixo salário dos docentes é uma questão histórica no país. Basta ver o de outros países da América Latina, como Chile e Argentina, que são maiores”, afirma Célio da Cunha, assessor especial da Unesco no Brasil. Para ele, o salário baixo é uma das explicações para a má qualidade do ensino. “Um salário justo motiva os professores.”
O salário um pouco melhor no Acre começa a dar resultado. Prova disso pode ser a análise do Saeb (exame do MEC que avalia estudantes), divulgada em fevereiro. Na comparação entre 2003 e 2005, o Acre foi onde as médias dos alunos de 4ª série mais evoluíram. Em português, houve aumento de 13,8 pontos (de 156,2 para 170). Já São Paulo melhorou 1,1 ponto (de 176,8 para 177,9).
“Um docente bem pago trabalha melhor, sem dúvida”, diz a professora da Faculdade de Educação da USP Lisandre Maria Castello Branco. Para ela, os governos continuam mais preocupados em melhorar a estrutura das escolas do que em investir no docente.
No Acre, os professores se organizaram para pressionar o governo, que criou um plano de carreira. “Houve também uma reorganização que tirou docentes de funções burocráticas e os colocou na sala de aula, permitindo melhor uso dos recursos”, diz Mark Clark Assem de Carvalho, da Universidade Federal do Acre. A maioria é formada no Estado e não há falta de docentes. Mas eles reclamam de salas lotadas.
Em São Paulo, a situação se agrava se levado em conta o custo de vida. Um professor que trabalha 120 horas por mês (30 por semana) tem salário de R$ 966 e consegue comprar 4,9 cestas básicas. Já o do Acre recebe R$ 1.580 e compra 12,6. Ou seja, a diferença do salário/ poder de compra chega a 60%.
Para comparação, a reportagem considerou a cesta básica de setembro. A paulista tinha 13 itens e custava R$ 194,34. A do Acre -com um item a mais, a carne de frango-, R$ 124,47.
A secretária de Educação da gestão José Serra (PSDB), Maria Helena Guimarães de Castro, não deu entrevista sobre o assunto. Sua assessoria pediu que fosse procurada a Secretaria de Gestão, responsável pelos salários dos docentes. Esta também não se pronunciou.
A única explicação dada pela Educação foi a de que, em São Paulo, os professores já iniciam a carreira recebendo gratificações. Mas no Acre, assim como em boa parte dos Estados, também é assim. Para calcular os salários por Estado, nenhuma gratificação foi contabilizada, pois a maioria pode ser cancelada e não é incorporada no cálculo da aposentadoria.
O levantamento considerou o piso inicial de um professor estadual com licenciatura plena (ensino superior). Conforme a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), 25% dos docentes do país estão em início de carreira. Em São Paulo, segundo a secretaria, são 26%.
Os salários foram fornecidos pela CNTE, e a reportagem procurou todos os Estados para checar as informações. Dezessete retornaram o contato. Quatro tinham dados diferentes (BA, PE, PR e SP), que foram corrigidos para o cálculo.

17/09/2007 - 11:14h "Choque de gestão" é regressão social, O modo tucano de governar

Alagoas e Rio Grande do sul, Estados governados por tucanos, expõem melhor que qualquer discurso o modo peessedebista de governar. Hoje a Folha de São Paulo publica uma reportagem sobre Alagoas (ver a seguir), indicando que a política aplicada nesse Estado é copiada de aquela implementada em Minas Gerais, pelo também tucano Aécio Neves. Estranhamente o jornal não ilustra o “choque de gestão”, formula utilizada por Geraldo Alckmin, na sua aplicação no Estado de São Paulo durante a administração Alckmin e na atual de José Serra.

Mudou entre um e o outro? é igual?

Em que consiste o “choque” tucano?

Resolver os problemas financeiros dos Estados, muitos deles em situação gravíssima de endividamento e quase inadimplência, reduzindo brutalmente o dinheiro da saúde, da educação e dos funcionários públicos. No caso de São Paulo, Estado “rico” da Federação, o método consistiu em privatizar a maior parte do patrimônio. Dando continuidade, o governo Serra prevê a privatização da CESP e a concessão às empresas privadas do rodoanel e outras estradas construídas com dinheiro público. O complemento desta política se traduz nos baixos salários dos professores, dos agentes de saúde, dos policiais militares e na falta de investimentos essenciais no combate a dengue, por exemplo. Investimento para valer só como contra-partida, pequena, aos recursos do governo federal. Ao mesmo tempo que faz caixa para obras de grande impacto eleitoral, o que acaba gerando uma ambivalência no governo Serra: agir como Lula ou como FHC?

Acontece que José Serra tem como única obsessão ser candidato a Presidente e isto, em 2010, não é compatível com o perfil tradicionalmente liberal-privativista do PSDB de FHC, Alckmin e companhia. Serra quer ocupar o espaço do centro-esquerda, espaço que hábilmente Aécio Neves ocupa na sua aproximação com Lula e o PT de Minas. Eis o porque do jogo de “empurra-empurra” entre os presidenciáveis tucanos e as bicadas entre eles.

A Folha de São Paulo tem sido geralmente “generosa” com os tucanos em geral (basta ler o que escreve o próprio ombudsman do jornal), mas agora que o conflito entre Aécio e Alckmin, de um lado, e Serra do outro, começa a esquentar, alguns tucanos perdem as plumas nos artigos do jornal. O leitor acaba tomando conhecimento assim da realidade da política tucana e, en passant, das escolhas do próprio jornal.

Luis Favre

Folha de São Paulo

“Choque” tucano provoca crise administrativa em Alagoas

Governador Teotonio Vilela Filho enfrentou 183 dias de greve do funcionalismo após adotar modelo de gestão aplicado em Minas Gerais por Aécio Neves

THIAGO REIS
DA AGÊNCIA FOLHA

FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM MACEIÓ

O modelo de administração adotado pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) em Alagoas, inspirado no “choque de gestão” aplicado em Minas Gerais pelo também tucano Aécio Neves, foi o grande responsável pela crise no Estado nordestino. É o que afirmam a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) alagoanas.
Nos cerca de nove meses de governo, Teotonio enfrentou 183 dias de greve de diversas categorias (algumas ao mesmo tempo), o que equivale a 71% do tempo em que esteve no cargo. Não houve um mês sem greve.
“O governador de Alagoas criou uma bomba orientado pelo pessoal de Minas Gerais. Usou uma receita mineira dada por técnicos e conselheiros políticos que vieram para cá”, afirma Izac Jacson, presidente da CUT-AL.
Ele diz que o decreto baixado em janeiro por Teotonio, que suspendeu os reajustes salariais dados em abril de 2006 a todos os servidores, gerou uma “quebra de confiança”.
“Havia um acordo. Durante o processo eleitoral, ele assumiu o compromisso de não mexer nos salários. Ocorreu uma traição. Ele elencou a folha de pessoal como principal guarda-chuva para fazer caixa”, disse.
Policiais militares, médicos, funcionários públicos da Saúde, policiais civis, professores e servidores da Educação já fizeram greve neste ano. As quatro últimas categorias estão paradas no momento.
De acordo com Jacson, outros servidores também podem parar: “Os agentes penitenciários podem parar no dia 20. Tem fugido preso todas as semanas, e o governo quer que eles se responsabilizem pela parte externa dos presídios. Eles são agentes socializadores, não de segurança.”

Estopim
O decreto, publicado em 15 de janeiro no “Diário Oficial”, foi o estopim para uma paralisação geral, que teve início no dia 16. Uma semana depois, o governador revogou o decreto, mas a crise permaneceu.
Para o presidente da OAB-AL, Omar Mello, a importação do modelo mineiro explica o quadro atual: “Veio gente do PSDB de lá trazendo essa obra-prima de gestão. O que existe em Minas é um trabalho bem elaborado de marketing. Há, na verdade, um sufocamento do servidor público. Ele é tratado a pão e água. Não dá para imaginar como um Estado pode crescer mantendo um serviço público em baixa, desestimulado”.
A expressão “choque de gestão” foi utilizada à exaustão por Geraldo Alckmin (PSDB) na campanha presidencial do ano passado. O programa trabalha com estabelecimento de metas e contrapartidas e se funda no enxugamento da administração, no aumento da capacidade de arrecadar e no gerenciamento de despesas.
O governo de Alagoas firmou convênio com duas empresas de consultoria, a Macroplan e a INDG, usadas por Aécio, para elaborar o plano de gestão. Teotonio viajou a Minas para conhecer o programa. Com o “choque de gestão”, Aécio disse que conseguiu zerar seu déficit. Mas para Mello, da OAB-AL, Minas vive uma “farsa, um desenvolvimento de fachada”.