19/01/2009 - 11:28h Obama e o PT

 

obama_bandeira.jpgestrelita.gif

O título acima é do artigo de Fernando Rodrigues na Folha de hoje. No artigo o jornalista crítica um excesso de otimismo por parte do PT em relação a Obama.

Acusado de não enxergar a realidade e de compartilhar com os demais políticos brasileiros uma visão atávica, maniqueísta, dos cenários externos; o jornalista considera que o PT reduz as questões à dicotomia do bem contra o mal. O partido prefere o autoengano e “beira o delírio” por escrever que “(Obama) “indicou claramente a necessidade de iniciar um novo ciclo histórico e sepultar uma era de fundamentalismo neoliberal”. Este é o conteúdo do razoamento exposto por Fernando Rodrigues.

Talvez o jornalista esteja certo sobre o grau de esperança, ou ilusão para alguns, que o PT compartilha com a maioria esmagadora dos norte-americanos. Mas o PT não diz, como pretende Fernando Rodrigues, que Obama “romperá com os cânones do livre mercado”.

O que os petistas consideram, assim como 99% dos jornalistas e artigos escritos na imprensa brasileira e mundial, é que Obama (e a crise) vão fechar uma era iniciada com Reagan e aprofundada por Bush, onde o fundamentalismo neoliberal fez da desregulação o credo central da política econômica nos Estados-Unidos e no mundo.

Dito com as palavras de Paul Krugman: “O fracasso da política monetária na crise atual mostra que Keynes estava certo. E o pensamento keynesiano está por trás do programa de Obama para a economia.” (caderno The New York Times da Folha SP de hoje).

O Prêmio Nobel de economia não pensa que Obama romperá com o livre mercado, mas sim com a ideia que o mercado resolverá -se liberado das interferências do Estado- as “negatividades” do capitalismo. Para Krugman, a era Obama coincide com um retorno da ação reguladora e intervencionista do Estado, condição sine qua non para a reconstrução da economia americana e mundial.

Ilusão?

A revista BussinesWeek, em artigo de John Carey e Theo Francis (ver aqui Setor empresarial americano espera uma nova era de regulamentação), disse com relação a Obama e seu governo:
“O fato de o governo democrata que assume amanhã o poder estar defendendo controles mais rigorosos sobre o setor privado não surpreende. Mas, desta vez, o retorno do pêndulo não é puramente ideológico. Só em 2008 houve o derretimento financeiro, brinquedos contaminados com chumbo, aeronaves com registros de inspeção duvidosos e vegetais contaminados com salmonela, entre outros casos que afetaram empresas tanto grandes como pequenas. “Há evidente percepção no país de que a era de desregulamentação prejudicou os EUA”, diz David Michaels, diretor de saúde ambiental na Faculdade de Saúde Pública, da Universidade George Washington.

Agora que os ventos da política sugerem mudanças inevitáveis, muitas empresas declaram apoiar maior rigor na regulamentação. A nova mentalidade em Washington, diz William Morin, diretor de assuntos governamentais na Applied Materials, fabricante de semicondutores em Santa Clara, Califórnia, ‘é a diferença entre as pessoas que querem fazer o governo funcionar e um pessoal que via o governo como sendo o problema’.”

Delírio?

Penso que não. Uma visão apenas lúcida sobre o significado político da vitória de Obama e sua relação com a profundidade da crise econômica.

Obama estará plenamente à altura do desafio? Poderá agir apesar da oposição Republicana no congresso? fará concessões? recuará em algumas questões? Tudo isto dependerá das relações de força políticas, sociais e das pressões de lobbys poderosos.

A resposta a estas e a outras questões relacionadas ao curso inevitavelmente sinuoso que assumirá a política de Obama, não está escrita nas estrelas, mesmo as vermelhas.

A simpatia do PT por Obama faz parte de uma identificação do partido com às posições favoráveis à regulamentação e ao carácter redistributivo que deve assumir o Estado e contrárias as pregações neoliberais, assumidas pelo programa de Obama. Isto não significa, evidentemente, endossar toda sua política, seja interna ou externa, diplomática ou comercial.

Palestinos e PT

Pulando de Obama para o Oriente Médio, Fernando Rodrigues considera que a visão “atávica” opera não só fazendo de Obama a incarnação do bem, mas também é extensiva à simpatia do PT pelos palestinos. Novamente, vale a pena ser precisos.

Tenho uma enorme simpatia pelos palestinos e não penso estar renegando minha condição de judeu fazendo esta afirmação. Os judeus vitimas de persecução e do antissemitismo só podem ter simpatia pelo direito dos palestinos a existir como nação livre e independente. O que os petistas defenderam sempre (e não deveria ser esquecido pelos petistas) é que este direito não pode implicar, nem visar, a destruição do Estado de Israel e do direito dos israelenses a viverem em paz. Por isso o PT nunca transferiu suas simpatias pelos palestinos, para os integristas do Hamas, nem para os atentados suicidas visando civis. Condenar o Hamas, seu integrismo apoiado no fanatismo religioso, não é para o PT renegar suas simpatias pelo sofrimento e pela luta do povo palestino.

Mas essa simpatia pelo justo direito dos palestinos a um Estado exige, sim, condenar sem meias palavras a política de força militar, de bombardeio de populações indefesas, de muros vergonhosos, de asfixia desumana, como a que o governo de Israel pratica depois que abandonou o processo iniciado com os acordos de Oslo. Criticando assim, o PT estará manifestando não só sua simpatia pelo povo palestino, mas uma verdadeira empatia com o povo de Israel que vê a paz almejada, cada vez mais distante, pois a política belicista de seu governo alimenta o fanatismo reacionário do Hamas.

Luis Favre

http://4.bp.blogspot.com/_wu_EEgl9xSA/SLhIwEiZHJI/AAAAAAAADtc/OoPcZ7ZBQKM/s400/Obama+inspira.jpg

FERNANDO RODRIGUES

Obama e o PT

BRASÍLIA - Barack Obama toma posse amanhã e a onda obamista parece ter contaminado os petistas. Logo depois da vitória do democrata na eleição presidencial dos EUA, o PT ofereceu uma análise no boletim distribuído pela sigla na Câmara dos Deputados.
Foi um relato do deputado petista Nilson Mourão, do Acre, enviado aos EUA para assistir ao processo eleitoral. O acreano não é propriamente uma estrela do establishment do PT, mas sua avaliação é um denominador comum na legenda.
Em texto benevolente com o norte-americano, Mourão pontifica: “Barack Obama tem luz própria, carisma, simpatia, competência, liderança, qualidades que se manifestam em 16 meses de campanha. Ele não é um “produto bem vendido” nem uma “criatura” da mídia”.
O relato do petista acreano aproxima-se do delírio ao afirmar que Obama “indicou claramente a necessidade de iniciar um novo ciclo histórico e sepultar uma era de fundamentalismo neoliberal”. Não há a evidência de que o norte-americano romperá com os cânones do livre mercado. Como escreveu o festejado comentarista da CNN Fareed Zakaria, “o novo presidente dos EUA será julgado pela habilidade de salvar o capitalismo”.
Mas a análise produzida por Nilson Mourão não é inútil. Expõe uma dificuldade atávica dos políticos brasileiros -não só os do PT- para entender com alguma sofisticação o cenário externo. Comportam-se como se tudo fosse um jogo do bem contra o mal. No caso da faixa de Gaza, é nítida a simpatia dos petistas pelos palestinos -como Lula torcia para os guerrilheiros vietcongues no início dos anos 70.
Daqui a alguns meses, petistas em peso constatarão a sobrevivência do capitalismo. O PT então poderá ficar indignado com o companheiro Obama. Faz parte. Mas só não enxerga hoje a realidade quem prefere se entregar ao autoengano.

frodriguesbsb@uol.com.br

07/01/2009 - 15:56h Paz em Gaza: uma solução complexa

Palestinos pegam pertences em casa destruída por Israelhttp://www.galizacig.com/imxact/2005/09/neno_palestino_bandeira_asentamento_morag.jpg

Apesar da guerra na faixa de Gaza ficar bem distante do Brasil e a região não fazer parte de uma área estratégica para o país, me parece adequado o governo brasileiro ter-se manifestado oficialmente deplorando a intervenção militar, condenando o terrorismo e apregoando uma solução pacífica. Mais ainda que o Brasil é um candidato a ocupar uma vaga no Conselho de Segurança da ONU e conta para isto com o apoio de países como França e China, entre outros. Para tanto, deve redobrar cuidados e responsabilidade nas suas intervenções visando a preservar a paz em um conflito extremadamente complexo.

A postura assumida pelo governo Lula parte do direito internacional e da necessidade de garantir a autodeterminação nacional do povo palestino e do povo israelense, em dois Estados soberanos. Trata-se da luta pela emancipação da nação palestina e pela paz e a segurança do Estado e dos cidadãos israelenses.

As ações militares israelenses, o massacre de civis e a intervenção militar em Gaza, na minha opinião, debilitam a reivindicação legítima de Israel à segurança e ao fim dos atentados e ataques contra sua população. As ações terroristas e provocativas do Hamas são um empecilho e um questionamento permanente a qualquer solução negociada.

Penso que Israel tem o direito legitimo de defender seu território e seus cidadãos do Hamas e de qualquer outro grupo terrorista que recusa a existência do próprio Estado de Israel. A intervenção militar em Gaza, a repressão na Cisjordânia, a tolerância com os colonos nos territórios ocupados, a construção do muro da vergonha e a recusa a implementar os acordos de Oslo na sua plenitude, longe da reduzir o poder dos extremistas em ambos os lados, os reforça e legitima aos olhos das respectivas populações.

Me parece evidente, mas reconheço que o tema está sujeito a debates apaixonados, que uma coisa é o direito de Israel de tentar destruir os grupos terroristas e outra, a invasão e a repressão ao povo palestino no seu território. Como me parece legitimo, por exemplo, a vontade dos Estados-Unidos de punir os autores do atentado do 11 de setembro e considerar -como aliás defendeu Obama- inapropriada, ilegitima e colonialista a intervenção americana no Iraque.

A postura equilibrada e responsável do governo brasileiro deve receber o apoio de todos os partidos e forças democráticas e favoráveis a paz. As bases para uma posição consensual de apoio a postura do Brasil existem. Nenhum partido representativo, nem o PT, nem o PSDB, nem o PMDB tem manifestado qualquer apoio a intervenção militar israelense e nenhum deles defende as ações terroristas do Hamas contra cidadãos israelenses no Estado de Israel. Todos reconhecem o direito de Israel e da Palestina viverem em Estados, lado a lado, com fronteiras e segurança garantidas. Todas as forças políticas e entidades representativas no Brasil são favoráveis a uma solução pacífica. A maioria dos petistas, tenho certeza, estão plenamente identificados com esta postura do governo brasileiro.

Posições desequilibradas, paixões descontroladas e comparações históricas abusivas, em nada contribuem à causa palestina, à segurança dos cidadãos israelenses e à paz na região.

Luis Favre

09/12/2008 - 11:18h Fatos

Os EUA destruíram mais de 2 milhões de empregos em apenas um ano.

O Brasil criou, em 2008, cerca de 2,5 milhões de empregos novos.

Ou seja, no mesmo ano de 2008, a crise não teve o mesmo efeito nos Estados-Unidos e no Brasil.

Em 2009 muito dependerá da ação do governo Obama, mas independentemente disto, se acreditarmos no que todos os analistas internacionais afirmam, o efeito da crise continuará com impacto diferente nos Estados-Unidos e no Brasil. Claro, o dinamismo atual não será atingido em 2009 na medida em que a crise do crédito e a recessão afetarão as exportações e o fluxo dos investimentos; mas nada indica que Brasil entrará em recessão como os Estados-Unidos, a Inglaterra, o Japão e a Alemanha.

Na oposição há os que torcem para o Brasil entrar no primeiro mundo da recessão, fazendo como eles e despencando violentamente.

Na mídia ninguém leva a sério, agora, o que dizem os analistas internacionais. Para a mídia também o Brasil vai despencar violentamente.

“Confiança é um ingrediente fundamental para a ação do consumidor… e do investidor”, diz o professor José Pastore no Estadão de hoje.

Ainda bem que o povo brasileiro faz pouco caso da pregação “catastrofista” da mídia e da oposição. Aparentemente a sua confiança vai para os analistas internacionais e para o governo Lula. Melhor, com isto o povo contribui para fazer menos grave o impacto da crise econômica externa sobre o Brasil.

Ele – o povo de trabalhadores e empresários-, como o presidente, não quer “sifu”.

O IBGE, agora pouco deu os números aos fatos:

PIB cresce 6,8% no terceiro trimestre, aponta IBGE

No acumulado do ano, o incremento do PIB chega a 6,4% em relação ao período de janeiro a setembro de 2007.

LF

08/12/2008 - 10:01h Cenário nos Estados-Unidos é pior do que parece ser

http://www.agoravox.fr/IMG/Dollar_Crash_2006.jpg

David Leonhardt * e Catherine Rampell *, The New York Times – O Estado SP

Por piores que tenham sido os números do relatório sobre emprego na sexta-feira, eles ainda fizeram o mercado de trabalho parecer melhor do que realmente está.

A taxa de desemprego atingiu seu ponto mais alto desde 1993, e o emprego em geral perdeu mais de meio milhão de postos de trabalho. Isso, porém, foi apenas o começo. Graças à maneira errática como as estatísticas de emprego mais conhecidas do governo são calculadas, elas ignoraram muitos trabalhadores profundamente atingidos pela atual recessão.

O número de pessoas fora da força de trabalho – que não estavam nem trabalhando, nem procurando trabalho, e que o governo não considerou desempregadas – cresceu 637 mil no mês passado, segundo o Departamento do Trabalho. O número de trabalhadores em tempo parcial que disse que queria trabalhar em tempo integral – todos contados como plenamente empregados – cresceu 621 mil.

Levando em conta essas pessoas, o mercado de trabalho está na pior condição desde o início dos anos 1980 e se deteriorando rapidamente. A parte dos homens com mais de 20 anos empregados já estava, no mês passado, no ponto mais baixo desde 1983, e próxima do ponto mais baixo dos últimos 60 anos. A parte das mulheres empregadas é mais baixa do que há oito anos, o que nunca ocorreu em décadas anteriores.

Liz Perkins, de 24 anos e mãe de quatro filhos em Colorado Springs, Colorado, começou a procurar trabalho em outubro após saber que o marido, James, estava prestes a perder o emprego. Mas os empregos que encontrou, ou não pagavam o suficiente para cobrir a creche, ou requeriam que ela trabalhasse de noite. Perkins disse que a menos que seu marido encontre emprego nos próximos três meses, temia que ficar sem teto. “Esgotaremos a poupança rapidamente.”

Mesmo economistas de Wall Street, cujas análises são em geral atenuadas, pareceram surpresos com o relatório. O Goldman Sacks chamou os novos números de “horrendos”. Economistas do Morgan Stanley escreveram, “Simplesmente não há nada de bom nesse relatório.” Analistas do HSBC agora esperam que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reduza sua taxa de juros benchmark (de referência) a zero.

Essa linguagem pode parecer em descompasso com uma taxa de desemprego que, apesar de aumento recente, continua em 6,7%. A taxa superou 10% no início dos anos 1980. Mas, nas últimas décadas, a taxa de desemprego se tornou uma medida menos útil da saúde econômica do país.

Isso porque hoje muito mais pessoas caem na zona cinzenta do mercado de trabalho – sem emprego e sem estar procurando por um, mas interessadas em trabalhar. Esse grupo inclui muitos ex-trabalhadores fabris que não conseguiram encontrar um novo trabalho que pague bem e não estão dispostos a aceitar um emprego que pague muito menos que o anterior.

Durante a maior parte do ano passado, as fileiras desses egressos da força de trabalho não estavam mudando rapidamente, disse Thomas Nardone, um economista do Departamento do Trabalho que supervisiona a coleta de dados sobre desemprego. As pessoas que haviam perdido seus empregos em geral começavam a procurar um novo trabalho. Mas isso mudou em novembro.

Os que procuravam empregos pareceram ficar profundamente pessimistas com a economia americana em novembro. A menos que os números se revelem um solavanco de um mês, muitas pessoas parecem ter decidido que é inútil buscar emprego agora.

“Não é só que não existe nada por aí”, disse Lorena Garcia, organizadora em Denver da 9to5, National Association Working Women, associação que ajuda mulheres mal remuneradas que buscam trabalho. “Procurar emprego também custa dinheiro.” Qual é a gravidade da situação do mercado de trabalho? Chegar a uma medida que seja comparável ao longo das décadas não é fácil.

A taxa de desemprego se tornou menos significativa pelo aumento no longo prazo dos egressos do mercado de trabalho. A simples porcentagem de pessoas sem emprego também pode ser enganosa, porém. Ela caiu nas últimas décadas principalmente por causa da entrada de mulheres na força de trabalho e não porque o mercado de trabalho esteja mais saudável do que estava.

O Departamento do Trabalho publica uma medida alternativa para o desemprego, que conta trabalhadores em tempo parcial que querem trabalhar em tempo integral, bem como qualquer um que tenha procurado emprego no último ano. Essa medida cresceu 12,5% em novembro – nível mais alto desde 1994 quando o governo começou a calcular a taxa.

Talvez a melhor medida histórica do mercado de emprego seja a criada pelo mercado, o salário. Durante a expansão econômica que durou de 2001 a dezembro de 2007, as rendas da maioria das famílias mal superaram o crescimento da inflação. Foi o crescimento da renda mais fraco de qualquer expansão desde a 2ª Guerra Mundial.

A única boa notícia do relatório, segundo economistas, foi que o salário ainda não começou a cair acentuadamente. Os salários semanais médios para operários subiram 2,8 % em relação ao ano passado, pouca coisa menos que a inflação. Mas os avanços podem encolher no próximo ano, se não nas próximas semanas, dada a queda na demanda por trabalhadores.

* David Leonhardt e Catherine Rampell são articulistas

05/11/2008 - 07:53h A esperança venceu: Obama é o primeiro presidente negro dos Estados-Unidos

Partido de Obama (Democratic Party) conquista a maioria absoluta no Senado e na Câmara dos Deputados.

obama_michelle_vitoria.jpg

04/11/2008 - 19:13h Acompanhe os resultados das eleições nos Estados-Unidos

O site do jornal The New York Times permite de acompanhar em tempo real a apuração dos votos nos Estados-Unidos, os números de delegados por Estados etc. A janela é automaticamente atualizada. Basta clicar aqui

http://www.uh.edu/~dsocs3/images/American_Flag_2.jpg

29/09/2008 - 17:18h USA: OK, we are a banana republic with nukes (Sim, somos uma república de bananas com armas atômicas)

banana-bush.jpg

Blog de Paul Krugman do New York Times

House votes no. Rex Nutting has the best line: House to Wall Street: Drop Dead. He also correctly places the blame and/or credit with House Republicans. For reasons I’ve already explained, I don’t think the Dem leadership was in a position to craft a bill that would have achieved overwhelming Democratic support, so make or break was whether enough GOPers would sign on. They didn’t.I assume Pelosi calls a new vote; but if it fails, then what? I guess write a bill that is actually, you know, a good plan, and try to pass it — though politically it might not make sense to try until after the election. For now, I’m just going to quote myself:

So what we now have is non-functional government in the face of a major crisis, because Congress includes a quorum of crazies and nobody trusts the White House an inch.

As a friend said last night, we’ve become a banana republic with nukes.

24/09/2008 - 16:37h Lula e Roosevelt

lula_positivo.jpgfranklin_d_roosvelt.gif

Na sabatina da Folha hoje, Marta declarou que seus idolos políticos eram o presidente Lula e o falecido presidente Franklin D. Roosevelt.

A admiração por ambos é coerente pois, mesmo de origens e nacionalidades bem distantes, ambos identificaram suas figuras com os trabalhadores e suas necessidades. Os dois têm muito em comum.

Roosevelt era de origem aristocrática e foi presidente durante quatro mandatos seguidos. Coube a ele enfrentar a crise dos anos 30, a recessão e o desemprego para mais tarde liderar a entrada dos Estados-Unidos na guerra contra Alemanha de Hitler.

Roosevelt respondeu a crise com seu “New Deal” promovendo pela ação do Estado, projetos sociais e o retorno do emprego e da atividade econômica.

Lula, de origem humilde e operário, também soube encarar o desafio de tirar o Brasil da estagnação e o desemprego, permitindo junto com o crescimento econômico um começo de distribuição de renda, além de emprego e projetos sociais de impacto na redução da miséria.

A identificação com ambos lideres corresponde assim, plenamente, ao engajamento de Marta pela causa das maiorias nacionais e do combate a desigualdade social.

A escolha é uma manifestação de coerência. LF

18/09/2008 - 10:24h A Cassandra e o Cavalo de Tróia

O Farol de Alexandria fantasiado de Cassandra, virou Oráculo do seu próprio Cavalo de Tróia
faroldealexandria.jpghttp://www.huffingtonpost.com/theblog/archive/Cassandra1.jpghttp://www.brasilescola.com/upload/e/oraculo.jpghttp://www.fflch.usp.br/dh/heros/humancondition/ensaios/CavaloTroiaLefevre.jpg

Em entrevista ao Programa do Jô, na TV Globo, previsto para ir ao ar ontem à noite, FHC recomendou ainda que o governo Lula segure os gastos. “O Brasil hoje vive um momento bom, com reserva de US$ 200 bilhões. Mas eu já vi, no meu tempo, uma reserva de US$ 70 bilhões desaparecer. Esse é um momento delicado. A mesma coisa que aconteceu lá (nos Estados Unidos) pode acontecer aqui dentro.”

O “Farol de Alexandria” reapareceu como Cassandra, pelo menos no que concerne a credibilidade da profecia. É que no caso, o oráculo é o mesmo que introduziu o Cavalo de Tróia aqui na praça.

Os R$ 70 bilhões que FHC viu desaparecer fugiam do Brasil por causa da política dele. Enquanto o real era artificialmente mantido numa paridade $1=R$1, a balança comercial acumulava déficit trás déficit; a dívida pública atingia cimas abismais e os juros mesmo estratosféricos não asseguravam ninguém, tamanho o buraco gerado pela política de FHC. Foi no governo dele que os gastos públicos crescentes serviam para cobrir os buracos dos juros e da dívida, enquanto o país crescia um pouco acima de zero e a carga tributária a ritmo da cavalaria descontrolada. As reservas fundiram porque o mundo temia o calote e a quebra do Brasil.

O Brasil não está imune a crise dos Estados-Unidos, que arrasta na sua descida aos infernos ao resto do mundo, começando pela Europa. Mas o sistema financeiro e bancário brasileiro não tem, pelo que se conhece, maior exposição no sistema do subprime americano, nem o Brasil depende tanto dos mercados dos países ricos. Mesmo assim, a retração violenta do crédito afetará a todos. A recessão na Europa e provavelmente nos USA vão afetar o comércio mundial e reduzir bruscamente o volume de suas transações por algum tempo.

O governo federal, e as autoridades monetárias e de fazenda estão atentos ao desenrolar da crise para agir reforçando a preservação das posições do país, da sua estabilidade e do seu crescimento econômico.

Mas para alguns é o momento de semear dúvidas, após terem sido os que presentearam o Brasil com o Cavalo de Troia do neo-liberalismo, do Estado mínimo e do mercado desregulado.

O oráculo da mitologia era o umbigo do mundo e ali se dirigiam os que procuravam orientação. O nosso oráculo tupiniquim ocupou o programa satírico de Jô para olhar para seu próprio umbigo e foi traido pelo seu inconsciente: o que acabou prevendo, foi sua própria responsabilidade no passado.

Luis Favre

24/05/2008 - 16:55h History suggests an Obama-Clinton ticket could work

Cold Fusion

By David Greenberg – Slate Magazine

For all the excitement he has generated, Barack Obama—should he maintain his delegate lead over Hillary Clinton—will be the Democratic Party’s weakest standard-bearer since primaries became the necessary route to securing the presidential nomination. No candidate has ever concluded these preliminary contests with so many rank-and-file Democrats against him. Obama badly needs to win over Clinton supporters, some of whom deeply resent the demonization of her as hysterical, ruthless, and racist and are talking of bolting or staying home in November.

The easiest way for Obama to unify the party would be to make Clinton his running mate. Indeed, the idea of a “dream ticket” or “unity ticket” has been in the air for months. CNN’s Wolf Blitzer proposed it, to deafening applause, in January. In March, Mario Cuomo pushed the idea in the Boston Globe.

(mais…)