30/10/2009 - 15:23h Remédio para colesterol pode combater gripe, diz estudo

AE-AP – Agencia Estado

MILWAUKEE – Pode haver um novo tratamento para a gripe suína que já está nas prateleiras das farmácias: as estatinas, remédios vendidos comercialmente com nomes como Lipitor e Zocor, usadas para diminuir os níveis de colesterol. Pesquisadores divulgaram hoje um estudo mostrando que pessoas que usam esses medicamentos e foram hospitalizadas por causa da gripe sazonal tinham duas vezes mais chances de sobreviver do que as que não tomavam esse tipo de remédio.

Isso não prova que as estatinas são a cura para a gripe, já que mais estudos ainda são realizados para verificar se essas drogas podem ser um bom tratamento. O estudo sobre as estatinas, apresentado hoje durante um congresso médico, envolveu 2.800 pessoas pesquisadas entre 2007 e 2008.

“O estudo é muito promissor”, disse a coordenadora, Ann Thomas, da Divisão de Saúde Pública do Oregon. A estatinas são conhecidas também por reduzirem a maioria dos problemas causados pela gripe, independentemente se for a sazonal ou a causada pelo vírus A H1N1, são as inflamações, uma reação exagerada do sistema imunológico enquanto luta contra o vírus.

Estudos prévios também descobriram que as estatinas podem ajudar as pessoas a superar a pneumonia e sérias infecções bacterianas do sistema sanguíneo. A nova pesquisa, patrocinada pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças, é o maior já feito nos Estados Unidos que analisa o efeito das estatinas contra gripe.

O tratamento é uma questão muito importante para a gripe suína, já que a vacina está demorando para chegar ao público em geral. Remédios contra a gripe como o Tamiflu têm sido reservados apenas para os pacientes mais graves. As estatinas são baratas, relativamente seguras e estão entre os remédios mais utilizados em todo o mundo.

07/09/2009 - 17:30h Novo tipo de colesterol provoca mais risco cardíaco do que LDL

newyorktimes_folha.gif Oxicolesterol é gerado quando alimentos ricos em gorduras são aquecidos

CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL

Um novo tipo de colesterol, o oxicolesterol, pode representar um risco cardiovascular ainda maior do que o LDL (colesterol “ruim”) no aumento do colesterol total no sangue e na formação de placas de gordura nas artérias, revela um dos primeiros estudos sobre o tema, apresentado no congresso da Sociedade Americana de Química, no fim do mês passado.
No organismo, o oxicolesterol é fabricado por meio de reações entre as gorduras e o oxigênio, processo conhecido como oxidação. Quando alimentos ricos em gorduras são aquecidos a altas temperaturas, a oxidação também ocorre. O uso de gordura trans ou óleo vegetal parcialmente hidrogenado em alimentos processados também gera oxicolesterol.
O novo estudo mediu os efeitos de uma dieta rica em oxicolesterol em camundongos. Nos animais alimentados com altas quantidades dessa gordura, o nível de colesterol no sangue subiu 22% a mais. Também foram observados maiores depósitos de gordura nas paredes das artérias.
Para o coordenador do estudo, Zhen-Yu Chen, o mais importante são os efeitos do oxicolesterol na função arterial: ele reduz a elasticidade das artérias e afeta a capacidade de transportar mais sangue, o que aumenta o risco de coágulos.
O cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do HCor (Hospital do Coração), explica que o colesterol oxidado é aquele que mais provoca doenças. “Tem gente com colesterol alto, LDL alto e que não tem doenças. Já outras pessoas têm LDL normal, mas têm doenças. Talvez seja em razão dessa oxidação”, explica.
Não se sabe se as estatinas, medicamentos mais usados para reduzir o colesterol, reduzem as taxas de oxicolesterol. A recomendação é investir em dietas antioxidantes, com frutas, vegetais e cereais integrais.