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	<title>Blog do Favre &#187; estresse</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Relaxe, é apenas estresse</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 19:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Se você acha que é estressado, considere o caso da morsa do Ártico. Enquanto seu hábitat de gelo marinho encolhe, as criaturas ficam cada vez mais amontoadas, o que faz a adrenalina e a ansiedade aumentarem a níveis perigosos. No mês passado, apontou reportagem do “New York Times”, os ânimos se exaltaram em uma colônia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-15013" title="newyorktimes_folha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/newyorktimes_folha.gif" alt="newyorktimes_folha" width="200" height="18" /></p>
<p>Se você acha que é estressado, considere o caso da morsa do Ártico. Enquanto seu hábitat de gelo marinho encolhe, as criaturas ficam cada vez mais amontoadas, o que faz a adrenalina e a ansiedade aumentarem a níveis perigosos. No mês passado, apontou reportagem do “New York Times”, os ânimos se exaltaram em uma colônia no Alasca, e 131 morsas foram esmagadas em um tropel aterrorizado.<br />
As morsas não são as únicas a reagir exageradamente ao estresse. Seja em um ecossistema em mudança ou um mercado de trabalho que desmorona, os animais são programados para lutar ou fugir, conforme substâncias químicas do cérebro e hormônios reagem a ameaças reais ou imaginárias.<br />
Infelizmente, os humanos têm um talento para exagerar as imaginárias.<br />
Como escreveu Natalie Angier no “Times”, “os seres humanos às vezes pensam demais, vendo ameaças fantasmas em cada reunião de equipe ou baile de colégio”. O risco, diz ela, é que a reação ao estresse, tão eficaz em uma fuga repentina de um tigre dente-de-sabre, torna-se prejudicial se nunca se descontrair. Como ratos de laboratório apinhados em gaiolas, os humanos ansiosos correm o risco de desenvolver padrões de pensamento compulsivos e problemas físicos.<br />
Alguns desses padrões compulsivos persistem durante o sono. Com a recessão econômica, dentistas americanos notam um aumento concomitante do bruxismo (ranger de dentes), atividade muscular subconsciente relacionada ao estresse. A maioria dos rangedores de dentes não nota o problema até que um dente se fragmenta, relatou o “Times”.<br />
Mais uma vez, a culpa está tanto em nossos ancestrais primordiais quanto em nosso sistema financeiro moderno.<br />
“O estresse, seja real ou imaginário, faz que os hormônios de fuga ou luta sejam liberados no corpo”, disse ao “Times” o dentista Matthew Messina. “Esses hormônios do estresse mobilizam energia e causam atividade isométrica, que é o movimento muscular —porque essa energia acumulada tem de ser liberada de alguma maneira.”<br />
Com ou sem recessão, algumas pessoas que rangem os dentes podem ter sido “programadas para se preocupar” desde o nascimento, segundo a “Times Magazine”. Jerome Kagan, professor de psicologia na Universidade Harvard, estuda traços de personalidade de um grupo de pessoas desde 1989, quando todas eram bebês. Uma delas, conhecida como Baby 19, chamou sua atenção desde o início. Era nervosa e temerosa e se perturbava com qualquer tipo de mudança, fossem novos sons, visões ou pessoas. Como muitos outros bebês hiper-reativos que Kagan estudou, Baby 19 se transformou em uma jovem tensa, com uma sensação constante de catástrofe iminente.<br />
Exames de imagens do cérebro dessas pessoas revelam hiperatividade na amígdala, o centro do cérebro relacionado às reações primitivas de lutar ou fugir, como se poderia suspeitar.<br />
A boa notícia é que podemos desfazer os padrões compulsivos persistentes.<br />
Ao contrário das morsas estressadas do Alasca, alguns dos sujeitos hiper-reativos de Kagan se beneficiaram da terapia cognitiva, que reorientou seus padrões de pensamento para longe do medo e da ansiedade constantes.<br />
“As lutas internas me incomodaram durante anos”, escreveu um deles, com a sábia idade de 13 anos, “até que consegui simplesmente relaxar e me acalmar”.</p>
<p><em>Envie comentários para nytweekly@nytimes.com</em></p>
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		<title>Gyrotonic ganha adeptos</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 19:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clique na imagem da revista Feetness para ampliar o artigo


Fonte Revista Feetness, edição 10 ano 4 
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Clique na imagem da revista <strong>Feetness</strong> para ampliar o artigo<br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/gyrotonic1_feetness.jpg" title="gyrotonic1_feetness.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/gyrotonic1_feetness.jpg" alt="gyrotonic1_feetness.jpg" width="555" height="727" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/gyrotonic2_feetness.jpg" title="gyrotonic2_feetness.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/gyrotonic2_feetness.jpg" alt="gyrotonic2_feetness.jpg" width="555" height="786" /></a></p>
<p align="center"><em>Fonte Revista Feetness, edição 10 ano 4 </em></p>
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		<title>Solidão pode ser tão nociva quanto o cigarro, diz especialista</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 23:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Estudos concluem que isolamento social afeta comportamento e função cerebral.

BBC &#8211; Agencia Estado
 &#8211; O isolamento social prejudica a saúde e pode ser tão nocivo quanto fumar, de acordo com o pesquisador John Cacioppo, professor de psicologia da Universidade de Chicago e um dos mais renomados pesquisadores sobre solidão dos Estados Unidos.
Um novo estudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Estudos concluem que isolamento social afeta comportamento e função cerebral.</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://inacabamento.files.wordpress.com/2008/04/solidao_2.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://inacabamento.files.wordpress.com/2008/04/solidao_2.jpg" width="554" height="430" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>BBC &#8211; Agencia Estado</strong></p>
<p> &#8211; O isolamento social prejudica a saúde e pode ser tão nocivo quanto fumar, de acordo com o pesquisador John Cacioppo, professor de psicologia da Universidade de Chicago e um dos mais renomados pesquisadores sobre solidão dos Estados Unidos.</p>
<p>Um novo estudo realizado por Cacioppo e outros pesquisadores da Universidade de Chicago indica que a solidão afeta o comportamento das pessoas e a forma como seus cérebros funcionam.</p>
<p>A pesquisa, apresentada durante a conferência anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS), utilizou exames de ressonância magnética (fMRI) para estudar as conexões entre isolamento social e atividade cerebral.</p>
<p>Os especialistas verificaram que, em pessoas mais sociáveis, uma região do cérebro conhecida como estriato ventral ficou muito mais ativa quando elas observavam imagens de pessoas em situações agradáveis. O mesmo não ocorreu nos cérebros de pessoas solitárias.</p>
<p>O estriato ventral, crucial para o aprendizado, é uma região importante do cérebro, ativada por estímulos que os especialistas chamam de recompensas primárias (como a comida) e recompensas secundárias (como o dinheiro). A convivência social e o amor também podem ativar a região.</p>
<p>Os especialistas também verificaram que uma outra região do cérebro, associada à capacidade de empatia com o próximo, ficou muito menos ativa entre os solitários do que nos mais sociáveis quando observavam imagens de pessoas em situações desagradáveis.</p>
<p>&#8220;Devido aos sentimentos de isolamento social, indivíduos solitários podem ser levados a buscar um certo conforto em prazeres não sociais&#8221;, disse Cacioppo. O professor cita como exemplos comer ou beber demais.</p>
<p>De acordo com reportagem sobre o estudo publicada pelo jornal britânico Daily Telegraph</p>
<p>, a solidão prejudica a imunidade, provoca depressão, aumenta o estresse e a pressão sanguínea e também aumenta as chances de uma pessoa desenvolver o Mal de Alzheimer.</p>
<p>Indivíduos solitários tendem a ter menos motivação e menos perseverança, o que dificulta a adoção de dietas mais saudáveis e a prática de exercícios. Segundo Cacioppo, um em cada cinco americanos sente solidão.</p>
<p>O especialista é um entre cinco autores de um artigo publicado na edição mais recente da revista científica Journal of Cognitive Neuroscience</p>
<p>.</p>
<p>Como parte do estudo, 23 estudantes do sexo feminino foram testadas para determinar quão solitárias elas eram.</p>
<p>Depois, enquanto seus cérebros eram monitorados com exames de ressonância magnética, as participantes observaram imagens de situações desagradáveis (como conflitos humanos) e de situações agradáveis (pessoas felizes).</p>
<p>Entre as voluntárias classificadas como solitárias, verificou-se uma menor probabilidade de atividade intensa no estriato ventral quando elas observavam pessoas se divertindo.</p>
<p>Embora a solidão possa influenciar a atividade cerebral, a pesquisa também sugere uma relação inversa, ou seja, que a atividade no estriato ventral pode levar a sentimentos de solidão, segundo o pesquisador Jean Decety, outro autor do estudo.</p>
<p>&#8220;O estudo levanta a possibilidade intrigante de que a solidão pode ser o resultado de uma redução na atividade associada à recompensa no estriato em resposta a estímulos sociais&#8221;, disse Decety.</p>
<p>Ao tentar explicar ao jornal Daily Telegraph</p>
<p>as razões por trás de um mecanismo como esse nos seres humanos, Cacioppo mencionou as teorias do biólogo britânico Charles Darwin: a necessidade de conexão com o outro teria suas raízes na evolução da espécie.</p>
<p>Para sobreviver e criar seus filhos, humanos tiveram de se unir, diz o pesquisador. Altruísmo e cooperação ao longo da evolução humana permitiram que a espécie florecesse.</p>
<p>A solidão, como a dor física, teria evoluído nos humanos de forma a produzir uma mudança no comportamento. Esse mecanismo, de acordo com Cacioppo, sinaliza a necessidade ancestral do homem de se agregar socialmente.</p>
<p align="center"><em><strong>SOLITUDE &#8211; Billie Holiday</strong></em></p>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="500" height="405"><param name="height" value="405" /><param name="width" value="500" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/z4eXV1FYNc4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" height="405" width="500" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/z4eXV1FYNc4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></div>
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		<title>Beijo reduz o estresse e estimula fidelidade no homem</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 21:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Deborah Kerr e Burt Lancaster na famosa cena do casal se beijando na praia em “A Um Passo Da Eternidade”?


Beijar reduz a oxitocina, o hormônio do afeto, nas mulheres, mas aumenta a quantia nos homens
Associated Press &#8211; O Estado SP
CHICAGO, EUA &#8211; Bem a tempo para o dia e São Valentim, o Dia dos Namorados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.ailtonmedeiros.com.br/wp-content/uploads/2007/10/kerr1.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.ailtonmedeiros.com.br/wp-content/uploads/2007/10/kerr1.jpg" width="549" height="388" /><em><font size="1"><br />
Deborah Kerr e Burt Lancaster na famosa cena do casal se beijando na praia em “A Um Passo Da Eternidade”?</font></em></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p><strong>Beijar reduz a oxitocina, o hormônio do afeto, nas mulheres, mas aumenta a quantia nos homens</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Associated Press &#8211; O Estado SP</p>
<p>CHICAGO, EUA &#8211; Bem a tempo para o dia e São Valentim, o Dia dos Namorados nos Estados Unidos, celebrado neste sábado, 14, um painel de cientistas examinou o mistério do que ocorre quando os lábios se encontram. Beijar, ao que parece, libera substâncias que reduzem os hormônios do estresse em ambos os sexos  estimulam a formação de laços emocionais nos homens, mas nem tanto nas mulheres.</p>
<p>Substâncias da saliva podem ainda oferecer uma forma de avaliar a qualidade do parceiro, disse a neurocientista Wendy Hill, durante reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS).</p>
<p>Em um experimento, explicou ela, pares de estudantes universitários heterossexuais beijaram-se por 15 minutos ouvindo música. Eles experimentaram mudanças significativas nos níveis da oxitocina, que afeta a formação de ligações afetivas, e de cortisol, que está associado ao estresse. Os níveis das substâncias na saliva foram auferidos antes e depois do beijo.</p>
<p>Ambos os sexos tiveram redução no cortisol, um sinal de queda no estresse. Os homens experimentaram ainda um aumento da oxitocina &#8211; sinal de elevação da disposição para formar laços &#8211; mas a substância caiu entre as mulheres. &#8220;Isso foi uma surpresa&#8221;, disse Wendy.</p>
<p>Ela falou numa sessão da AAAS sobre a Ciência do Beijo, ao lado de Helen Fisher, e de Donald Latenier.</p>
<p>Helen destacou que mais de 90% das sociedades humanas praticam o beijo que, para ela, tem três componentes: impulso sexual, amor romântico  e apego.</p>
<p>O impulso sexual leva as pessoas a avaliar diversos parceiros, o amor romântico leva-as a focalizar em um indivíduo, e o apego permite que o casal se tolere o bastante para criar uma criança. Homens tendem a pensar no beijo como uma prévia da cópula, disse ela, destacando que o sexo masculino prefere os beijos &#8220;desleixados&#8221;, que permitem a transferência de substâncias, incluindo o hormônio sexual testosterona, para a mulher.</p>
<p>Lateiner, um estudante da Antiguidade clássica, observou que o beijo aparece pouco na arte grega e romana, embora fosse praticado nessas sociedades, mesmo com o risco de transmissão de doenças que acompanhava o gesto na época. Ele também disse que era possível cometer gafes ao beijar a pessoa errada, ou beijar na hora errada.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.poster.net/rodin-auguste/rodin-auguste-der-kuss-5700257.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.poster.net/rodin-auguste/rodin-auguste-der-kuss-5700257.jpg" /><br />
<font size="1"><em>O beijo, de Rodin</em></font></div>
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		<title>Modalidade de pilates melhora a coordenação, a força e o equilíbrio</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 17:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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RIO &#8211; A maior bola, com 75cm de diâmetro, suporta até 300 quilos, a menor mede 20cm e agüenta 200kg. A combinação das duas em exercícios de pilates é uma excelente ginástica para corrigir a postura e fortalecer os músculos, melhorando o equilíbrio e a coordenação motora. Com treino e concentração, dá para praticar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/12/12/12_MHG_viv_pilatescombola.jpg" galleryimg="no" id="lightboxImage" width="549" height="352" /></div>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/_img/bt_hj_fch.gif" style="position: absolute; z-index: 200" id="closeButton" width="1" border="0" height="1" />RIO &#8211; A maior bola, com 75cm de diâmetro, suporta até 300 quilos, a menor mede 20cm e agüenta 200kg. A combinação das duas em exercícios de pilates é uma excelente ginástica para corrigir a postura e fortalecer os músculos, melhorando o equilíbrio e a coordenação motora. Com treino e concentração, dá para praticar em casa, informa reportagem de Antônio Marinho, publicada na edição deste domingo do Globo.</p>
<p>Professora Luiza Diniz mostra sequência de fotos de uma aula de Pilates com bolas para o verão / Foto: Ricardo LeoniNo início, equilibrar-se nas bolas é desconfortável, mas vale a pena. Como a técnica trabalha todos os músculos, o resultado é um corpo forte e flexível. Até a respiração melhora. Para alcançar mais benefícios, a dica é associar o pilates com bolas a outras atividades, como musculação, exercícios aeróbios e esportes aquáticos, segundo a professora e personal trainer Luiza Diniz. A modalidade deixa o corpo mais bem preparado para enfrentar a tensão por estresse e previne lesões:</p>
<p>- Pode-se praticar pilates com bolas diariamente, desde que exista um planejamento de treino. O correto, especialmente no caso de iniciantes, é que os exercícios sejam acompanhados de perto por profissional de educação física.</p>
<p>Ela tem razão. Dependendo da posição na bola, ou com a bola, é fácil desconcentrar, errar o movimento, desequilibrar-se e respirar aceleradamente. Daí para o chão, é um piscar de olhos. Para diminuir o risco de contusões, é bom colocar um tapete ou colchonete para proteger joelhos, coluna e outras articulações de inevitáveis quedas. O gasto calórico varia de acordo com a intensidade de treino e corresponde a uma sessão de musculação mais leve.</p>
<p>- Treinos intensos, numa hora de aula, levam a um gasto de até 400kcal (quilocalorias) ou mais &#8211; comenta a professora.</p>
<p><strong>Veja a íntegra desta reportagem na edição digital do GLOBO (só para assinantes) </strong></p>
<p><strong><font size="4">  ( <a href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/video/2008/9678/">Assista ao vídeo com movimentos para fazer em casa</a><a href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/video/2008/9678/"> </a> )  </font></strong></p>
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		<title>População desconhece doença do coração como principal causa de morte, mostra pesquisa</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/populacao-desconhece-doenca-do-coracao-como-principal-causa-de-morte-mostra-pesquisa/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 21:39:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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CAROLINA FARIAS da Folha Online
Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas [...]]]></description>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>CAROLINA FARIAS da Folha Online</strong></p>
<p>Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas externas &#8211;como as relacionadas à violência e ao trânsito, por exemplo. A população demonstrou desconhecer os dados e apontou a violência como a principal causa de morte no Estado.</p>
<p>Durante dois dias no mês de junho, 2.096 pessoas, entre 14 e 70 anos, foram entrevistadas em 85 cidades do Estado. O objetivo da pesquisa, realizada pelo Datafolha, foi documentar o grau de conscientização da população sobre os fatores de risco de doenças do coração.</p>
<p>&#8220;Apesar de ser a principal causa [doenças cardiovasculares], a população não percebe. O Estado tem maior nível de educação [do país], mesmo assim a população desconhece&#8221;, afirmou o diretor da divisão de pesquisas da Socesp, Álvaro Avezum.</p>
<p>Foram apresentados para os entrevistados dois tipos de questionamentos. Um em que questionava, no geral, a principal causa de morte, e outra que perguntava quais os fatores de risco que se associam a doenças cardiovasculares. O que mais foi citado, segundo Avezum, foi o tabagismo &#8211;32%. &#8220;Isso significa que 68% da nossa população no Estado não identifica o cigarro como fator de risco cardiovascular. É muito pobre o conhecimento, bem abaixo do que gostaríamos que a população tivesse&#8221;, afirmou o médico.</p>
<p>Pesquisas realizadas na América Latina apontam que os fatores de risco que mais levam aos problemas no coração são, em primeiro a obesidade abdominal, seguida de tabagismo e alterações do colesterol.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, a população praticamente ignora os principais contribuintes das doenças cardiovasculares. Depois dos 32% que disseram acreditar que o cigarro é o que mais mata aparecem 18% que apontaram como maior causa da pressão alta, 17% citaram o alcoolismo, 16% sedentarismo e somente 15% apontaram o colesterol como principal fator.</p>
<p>&#8220;O grau de conscientização sobre os fatores é inferior a 30%. Significa que 70% da população do Estado não reconhece os fatores de risco associados a infartos, derrames, que são responsáveis por mortes no Estado&#8221;, disse Avezum.</p>
<p>Segundo o médico, a Socesp não imaginava que detectaria níveis tão baixos de conhecimento sobre problemas do coração. Para a organização, a falta de campanhas adequadas sobre os riscos de doenças cardíacas e a maior divulgação de casos de violência.</p>
<p>&#8220;Para mudar [de hábitos], a população tem de conhecer. Quem desconhece, não vai buscar prevenção&#8221;, afirmou o médico.</p>
<p><strong>Mortes</strong></p>
<p>Por ano, no Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto, segundo Avezum. Um quarto desse volume é do Estado de São Paulo.</p>
<p>A cada dez pessoas que infartam, três morrem em casa ou a caminho do hospital. Dos sete que chegam ao hospital, um morre. Dos seis que recebem alta hospitalar, um morre em um ano. &#8220;Ou seja, é uma doença que mata metade de suas vítimas&#8221;, explica o médico.</p>
<p>De acordo com Avezum, se houver a prevenção da obesidade, evita-se 46% dos casos de infarto, ou seja, cerca de 140 mil casos a menos por ano. Se proibir o tabagismo no país diminuiria 38% no número de infartos.</p>
<p>&#8220;Evitando isso diminui o número de cirurgias, angioplastias, etc. O impacto é brutal&#8221;, afirmou Avezum.</p>
<p>Seis fatores que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e dois que diminuem são aceitos em todo mundo, segundo o médico.</p>
<p>Os elementos que contribuem para os riscos, na ordem, são a alteração do colesterol &#8211;LDL alto, chamado de colesterol ruim, e o HDL baixo, chamado de colesterol bom&#8211;, cigarro, diabetes, pressão alta, obesidade abdominal e estresse e/ou depressão.</p>
<p>Os fatores protetores são a atividade física regular, no mínimo três vezes por semana durante uma hora, e o segundo ponto é comer verduras e legumes diariamente.</p>
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		<title>Brócolis pode proteger pulmão de fumantes, diz estudo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 19:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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da BBC e Folha Online
Um estudo conduzido nos Estados Unidos sugere que o brócolis pode ajudar a reduzir os danos causados nos pulmões de pacientes que sofrem de uma séria doença pulmonar geralmente associada ao fumo.
A equipe, da John Hopkins School of Medicine, em Maryland, acredita que um composto produzido pelo brócolis, o sulforafano, aumenta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/brocolis-pode-proteger-pulmao-de-fumantes-diz-estudo/7358/" rel="attachment wp-att-7358" title="brocolis.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/brocolis-pode-proteger-pulmao-de-fumantes-diz-estudo/7358/" rel="attachment wp-att-7358" title="brocolis.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/brocolis.jpg" alt="brocolis.jpg" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>da BBC e Folha Online</strong></p>
<p>Um estudo conduzido nos Estados Unidos sugere que o brócolis pode ajudar a reduzir os danos causados nos pulmões de pacientes que sofrem de uma séria doença pulmonar geralmente associada ao fumo.</p>
<p>A equipe, da John Hopkins School of Medicine, em Maryland, acredita que um composto produzido pelo brócolis, o sulforafano, aumenta a atividade da proteína NRF2 &#8211;conhecida por ser um potente antioxidante e componente de defesa dos pulmões contra inflamações.</p>
<p>Essa ação protegeria as células dos danos causados pela doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), normalmente causada pelo fumo e que engloba um conjunto de problemas pulmonares, entre eles a bronquite crônica e o enfisema.</p>
<p>Segundo o estudo, essa proteína aciona vários mecanismos que removem toxinas e poluentes que podem danificar as células pulmonares.</p>
<p>&#8220;Aumentar a atividade do NRF2 pode levar à tratamentos úteis que previnem a evolução da DPOC&#8221;, disse Shyam Biswal, que coordenou a pesquisa.</p>
<p>Efeitos</p>
<p>O estudo foi publicado na edição desta segunda-feira da revista científica &#8220;American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine&#8221;.</p>
<p>Para chegar aos resultados, os pesquisadores examinaram amostras de tecido dos pulmões de fumantes infectados e não-infectados pela DPOC para determinar os níveis de NRF2 nos dois grupos.</p>
<p>Quando comparados com fumantes que não sofriam da doença crônica, os pacientes de DPOC em estágio avançado demonstraram níveis muito menores da proteína.</p>
<p>Por isso, os pesquisadores acreditam que tratamentos direcionados a aumentar os níveis de NRF2 podem atenuar os efeitos do estresse oxidativo provocado pela DPOC nos pulmões.</p>
<p>Segundo o estudo, o sulforafano é capaz de restaurar os níveis reduzidos do NRF2 nas células expostas à fumaça do cigarro.</p>
<p>Tratamento</p>
<p>Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o mesmo composto encontrado no brócolis era capaz de reverter os danos causados pela diabetes aos vasos sangüíneos do coração.</p>
<p>&#8220;Pesquisas futuras devem ser direcionadas ao NRF2 como uma nova estratégia para aumentar a proteção antioxidante nos pulmões e testar sua habilidade em melhorar a função pulmonar de pacientes com DPOC&#8221;, disse Biswal.</p>
<p>Um porta-voz da Fundação Britânica dos Pulmões afirmou que o estudo é importante para mostrar o desequilíbrio entre oxidantes e antioxidantes nos pulmões.</p>
<p>&#8220;Sabemos que o brócolis contém compostos naturais, mas por enquanto os estudos foram feitos apenas em laboratórios e são necessárias mais pesquisas para descobrir se pode produzir os mesmos efeitos em humanos&#8221;, disse.</p>
<p>A doença pulmonar obstrutiva crônica foi considerada a quinta mais letal do Brasil, segundo dados recolhidos pelo Projeto Platino, que investigou a incidência da doença no Brasil em 2003.</p>
<p>Segundo os dados, a DPOC provoca cerca de 270 mil hospitalizações anualmente, e é causa crescente de morte no país.</p>
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		<title>Musculação fortalece o cérebro</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 13:26:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Estudos mostram que exercícios físicos melhoram o funcionamento dos neurônios


Antônio Marinho &#8211; O Globo
Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência. Pesquisas americanas indicam que os exercícios de força associados a treinamento aeróbio ativam os neurônios e retardam o envelhecimento do cérebro. Um dos motivos é que a atividade física estimula genes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong> Estudos mostram que exercícios físicos melhoram o funcionamento dos neurônios</strong></font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7333/" rel="attachment wp-att-7333" title="pilates_bola.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7333/" rel="attachment wp-att-7333" title="pilates_bola.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/pilates_bola.jpg" alt="pilates_bola.jpg" width="550" height="353" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência. Pesquisas americanas indicam que os exercícios de força associados a treinamento aeróbio ativam os neurônios e retardam o envelhecimento do cérebro. Um dos motivos é que a atividade física estimula genes que regulam o órgão. Os dados foram apresentados este fim de semana no III Congresso Brasileiro de Nutrição Esportiva Funcional e IV Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, na sede da Fecomércio, em São Paulo. Especialistas discutiram ainda como usar os alimentos para prevenir e controlar desequilíbrios do organismo.</p>
<p>De acordo com estudos, a prática de exercícios aumenta a oxigenação no cérebro. Este é apenas um dos benefícios da malhação.</p>
<p>Segundo o pesquisador Michael Colgan, do American College of Sports Medicine e da British Society for Nutritional Medicine, o esforço produz novas mitocôndrias, organela responsável pela produção de energia.</p>
<p>Para fabricar mais mitocôndrias, o cérebro acaba estimulando a formação de neurônios, a neurogênese.</p>
<p>— Antes se dizia que isso era impossível, que as pessoas nasciam com certo número de neurônios e eles morreriam com os anos. Hoje sabemos que o cérebro cria novas células o tempo todo — diz Colgan, autor de livros sobre o tema, como “Save your brain” (Salve o seu cérebro), ainda não lançado no Brasil.</p>
<p>É por essa razão que o foco da pesquisa em atividade física tem sido quais genes ela regula e como eles afetam a expressão de DNA, a síntese de RNA, entre outras reações.</p>
<p>— Não se trata apenas de oxigenar o cérebro, mas como os exercícios afetam a base de nosso código genético e a sua expressão — afirma Colgan.</p>
<p>Malhação, portanto, é um dos melhores combustíveis para os neurônios. Se a pessoa tem pouca massa muscular tem dificuldade em oxidar as gorduras.</p>
<p>— Quando se perde músculos, há aumento de peso e maior risco de doenças, como diabetes, síndrome metabólica, problemas cardiovasculares, mal de Alzheimer e outros males crônicos. Os músculos são os principais órgãos capazes de oxidar a gordura.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/09/musculacao-fortalece-o-cerebro/7334/" rel="attachment wp-att-7334" title="cerebro.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/09/cerebro.jpg" alt="cerebro.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Má nutrição afeta a libido e causa impotência</strong></p>
<p>Colgan recomenda o equilíbrio nas séries para obter mais vantagens. Os músculos têm duas fibras básicas: a de contração rápida, que oxida carboidratos, e a lenta, que oxida gorduras. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, aumentam o número de fibras de contração lenta.</p>
<p>Já exercícios de força aumentam a massa muscular e o número de fibras de contração rápida, de explosão. Estas ajudam a queimar os açúcares (carboidratos). Se a pessoa pratica muito exercício de força, perde fibras lentas. Ao exagerar no treino aeróbico, perde massa muscular.</p>
<p>Outros estudos confirmam a teoria de que exercício físico é bom para o cérebro. Pesquisa realizada com 138 voluntários na Universidade de Melbourne, na Austrália, e publicada no “Journal of the American Medical Association”, indicou que a atividade física melhora a função cognitiva de pessoas acima de 50 anos e com leve falha de memória.</p>
<p>Porém, só malhar é pouco. Colgan e especialistas reunidos no congresso recomendam a nutrição funcional, que visa a recuperar o equilíbrio bioquímico nas células. A partir de uma boa história clínica, de exames laboratoriais, mapeamento genético e polimorfismo enzimático — quando necessários — é possível traçar o perfil nutricional de cada um. Os exames são feitos no exterior, principalmente nos Estados Unidos, por meio de laboratórios conveniados no Brasil (cobram a partir de R$ 800). Há testes que avaliam a hipersensibilidade a nutrientes, numa lista de 94 a 270 alimentos.</p>
<p>Essa hipersensibilidade muitas vezes é responsável por doenças crônicas, alergias, fibromialgia, obesidade, hiperatividade e até depressão e demência. A idéia da nutrição funcional é regular os desequilíbrios orgânicos de acordo com a individualidade bioquímica e controlar o estresse oxidativo.</p>
<p>Nem sempre é necessário se submeter a exames caros para descobrir isso. O mineralograma, por exemplo, muito usado em medicina ortomolecular não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e só mostra a contaminação por metais tóxicos.</p>
<p>— Não há exame específico que aponte a necessidade exata de nutrientes em cada organismo.</p>
<p>O acompanhamento clínico permite observar a reação do organismo a determinados alimentos. Isto leva tempo e requer adesão do paciente. Até o aspecto das unhas revela deficiência ou excesso de nutrientes.</p>
<p>Há pessoas com testes laboratoriais normais que se sentem mal, o que pode ser causado por nutrição inadequada — diz Valéria Paschoal, diretora da VP Consultoria Nutricional e organizadora do Congresso de Nutrição Clínica Funcional.</p>
<p>Má nutrição afeta até a vida sexual. Valéria explica que a disfunção erétil e a frigidez ou falta de desejo sexual podem piorar ou serem desencadeadas por falta de nutrientes que produzem óxido nítrico, como alimentos ricos em arginina (soja e oleaginosas, por exemplo) que melhoram o fluxo de sangue.</p>
<p>Fontes de resveratrol, como chocolate amargo, suco de uva e vinho (sem excessos) e magnésio, encontrado em vegetais de folhas escuras, frutos do mar e peixes, são outros bons alimentos para produzir o óxido nítrico.</p>
<p>A frigidez na mulher pode estar associada à deficiência de zinco, que atua em hormônios. Mas a nutricionista lembra que um alimento bom para uma pessoa, pode fazer mal a outra.</p>
<p>— As dietas que focam apenas na contagem de calorias e açúcares não fazem mais sentido. É preciso escolher os alimentos de acordo com as características individuais. Até as queixas menos graves, como cansaço e falta de ânimo, são resultado de um estresse oxidativo por do desequilíbrio nutricional — diz Valéria.</p>
<p><font size="4"><strong>Receitas para vida saudável</strong></font></p>
<p>Nos dois congressos de nutrição especialistas discutiram ainda o uso de nutrientes no controle do estresse, no bem-estar físico e mental, na prevenção do envelhecimento precoce e em tratamentos de beleza</p>
<p>CORPO EM FORMA: Para o organismo funcionar bem é preciso consumir 54 nutrientes variados todos os dias, e muita gente não segue esta recomendação, segundo o pesquisador Michael Colgan.</p>
<p>Uma parcela grande da população ingere pouca quantidade necessária de todas as vitaminas e minerais. Por isso, a Academia Nacional de Ciências dos EUA e o Instituto de Medicina recomendam que a maioria dos americanos tome suplementos vitamínicos diariamente. Esses suplementos também devem ser usados pelas crianças e por mulheres durante a gravidez.</p>
<p><img src="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//90/50/6e/1723151_PU0pl.jpeg" alt="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//90/50/6e/1723151_PU0pl.jpeg" width="143" align="left" height="143" />MENOS ESTRESSE: O estresse físico e emocional causa desequilíbrio hormonal e gera um processo chamado fadiga adrenal, no qual as glândulas supra-renais funcionam mal. Hábitos alimentares e dieta inadequada pioram a situação, segundo a nutricionista Patrícia Davidson. Ela recomenda evitar produtos industrializados e com agrotóxicos, consumo exagerado de adoçantes (têm alta carga tóxica e não auxiliam a supra-renal a produzir hormônios), baixo consumo de alimentos ricos em vitamina C e de gorduras (deve-se evitar as saturadas) — os hormônios da suprarenal são obtidos a partir de colesterol —; pouco consumo de vitaminas do complexo B (principalmente B5 que ajuda na produção de hormônios e está presente em cereais integrais e leguminosas) e de alimentos ricos em magnésio (encontrado em maior quantidade em cereais integrais, leguminosas, folhas verdes escuras), importante para produzir os hormônios adrenais. Deve-se evitar abuso de carboidratos de alto índice glicêmico (pão francês, biscoito, massas, açúcar, arroz branco, batata, mel e doces) que elevam rapidamente a glicose e causam perda de energia. O álcool reduz a capacidade de o fígado lidar com as toxinas, fazendo com que elas permaneçam no sistema e levem ao acúmulo de gordura no coração e ao enfraquecimento do sistema imunológico. Para aliviar o estresse, Patrícia recomenda alimentos como aipo, gengibre e grãos integrais, que auxiliam na absorção de nutrientes, reduzem a liberação de hormônios estressantes e melhoram a concentração.</p>
<p><img src="http://eyoga.uol.com.br/imagens/materia/semente-de-linhaca.jpg" alt="http://eyoga.uol.com.br/imagens/materia/semente-de-linhaca.jpg" width="143" align="left" height="107" />PLANTAS ANTIOXIDANTES: Uma maneira de neutralizar o dano oxidativo é fazer dieta rica em fitoquímicos com propriedades antioxidantes, encontrados em vegetais. A nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf explica que o alho, por exemplo, previne o envelhecimento cerebral e a demência por ser rico em fitoquímicos antioxidantes. O chá verde tem potencial antiinflamatório e anticâncer graças ao componente EGCG. Ela destaca ainda a linhaça, que tem alto teor de lignanas que agem no equilíbrio dos receptores hormonais e diminuem a agregação de placas.</p>
<p>CÉREBRO SAUDÁVEL: O cientista Colgan diz que existem cerca de 20 nutrientes essenciais na prevenção do mal de Alzheimer. Os mais importantes são o ácido glicólico, o aminoácido L-carnitina, o ácido retinóico e a acetilcisteína. Deve-se consultar nutricionista ou médico para saber como consumir essas substâncias de forma saudável.</p>
<p><img src="http://www.cienciapt.info/pt/images/stories/noticias/Saude/not9806.jpg" alt="http://www.cienciapt.info/pt/images/stories/noticias/Saude/not9806.jpg" width="141" align="left" height="111" />REJUVENESCIMENTO: A nutrição influencia diretamente a saúde da pele, ao modular a síntese do colágeno e de hormônios. Segundo a nutricionista Eliane Tagliari, a recomendação diária deve ser de acordo com individualidade bioquímica de cada um, mas há nutrientes com um papel mais importante, como silício, selênio, coenzima Q10, ácido alfalipóico, quercetina, resveratrol, silimarina, magnésio, cálcio e complexo B. Mesmo os idosos podem se beneficiar, quando melhoram a absorção desses nutrientes através da recuperação da flora intestinal e da produção de enzimas digestivas.  Uma boa hidratação é fundamental.</p>
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		<title>Alívio para as dores e o cansaço</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 23:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumática
Antônio Marinho* &#8211; O Globo
Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.lacoctelera.com/myfiles/reflexologiaparati/Esqueleto2.jpg" alt="http://www.lacoctelera.com/myfiles/reflexologiaparati/Esqueleto2.jpg" height="377" width="551" /></div>
<p><strong> Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumátic</strong>a</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários médicos e exames sem diagnóstico, deu sorte de achar um especialista. Soube que tinha fibromialgia.<br />
Esta síndrome, cuja principal causa é o estresse e o estilo de vida moderno, é só uma das cem doenças reumáticas existentes, das quais a mais conhecida é a artrite. Para aumentar o conhecimento sobre essas doenças, a Sociedade Brasileira de Reumatologia lançou este mês uma campanha de esclarecimento à população.</p>
<p>Casos de difícil diagnóstico</p>
<p>Na campanha “Reumatismo é coisa séria”, a sociedade (www.reumatologia.com.br) quer incentivar o diagnóstico precoce e mostrar que as dores, em qualquer idade, têm alívio.<br />
Um exemplo é a fibromialgia, que ataca 3% a 5% da população, com pico entre os 30 anos e 55 anos (80% mulheres) e afeta todo o corpo.<br />
A maior dificuldade na fibromialgia é o diagnóstico. Uma cena comum é o indivíduo peregrinar por diversos médicos com dor generalizada. Ele gasta o que não tem com exames sofisticados e remédios, sem necessidade, segundo Evelin Goldenberg, doutora em reumatologia pela Unifesp e médica do Hospital Israelita Albert Einstein. O mal muitas vezes é acompanhado de depressão, inchaço, hábito de ranger os dentes no sono, problemas intestinais e dormência.</p>
<p>— Consultas rápidas baseadas em exames não têm qualquer valor. O diagnóstico é clínico.<br />
Deve-se levar ouvir a história emocional e social desde a infância — diz Evelin, autora de “O coração sente, o corpo dói, como reconhecer e tratar a fibromialgia” (Ed.Atheneu).<br />
Evelin já viu casos de pessoas com câncer e lúpus diagnosticadas com fibromialgia e vice-versa. Há pessoas que recebem tratamento para hérnia de disco, passam por fisioterapia e não melhoram porque seu problema é fibromialgia.<br />
Geraldo Castelar, diretorcientífico da Sociedade Brasileira de Reumatologia, reforça que o diagnóstico é clínico, baseado em queixa de dor generalizada (pelo menos de 11 a 18 pontos do corpo), por mais de três meses.</p>
<p>— O tratamento deve envolver reumatologista, profissional da área da saúde mental, fisioterapeuta e professor de educação física — diz.<br />
Às vezes, é preciso tomar remédios pelo resto da vida.<br />
Não há pílula mágica, e o que funciona para um pode não ser bom para outro paciente.<br />
Segundo o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, com o alívio da dor, o indivíduo tem boa qualidade de vida.<br />
As dores no corpo podem ter outras causas, como, por exemplo, artrose e artrite reumatóide.<br />
Na artrite, a inflamação pode começar numa infecção da articulação, como no caso da febre reumática.<br />
Sem tratamento, cerca de 30% dos pacientes se tornam permanentemente incapacitadas em quatro anos. E chegam a perder 15 anos de expectativa de vida. Contra artrite os médicos receitam antiinflamatórios e analgésicos, mas a destruição do tecido continua.<br />
Os maiores avanços são drogas biológicas que bloqueiam a atividade de substâncias envolvidas na inflamação, mas elas são caras. Há seis medicamentos desse tipo nos EUA e três em fase de aprovação.<br />
Os resultados dos estudos com essas drogas parecem promissores. O americano Alan Moore, de 59 anos, sentiu os primeiros sinais da doença em 2001. Ele entrou num protocolo de pesquisa com uma droga biológica injetável e diz ter melhorado.</p>
<p>— Em alguns dias os sintomas praticamente desapareceram — conta Moore.<br />
Segundo pesquisadores, em pacientes com doença moderada a grave a combinação de diferentes medicamentos pode ser a melhor opção. Em artigo na revista médica “Lancet”, o reumatologista Joel Kremer, frisa que é importante levar em conta o custo benefício.<br />
O tratamento com agentes biológicos custa até US$ 18 mil por ano: — A abordagem inadequada da artrite reumatóide leva a cirurgias, causa baixa produtividade e perda de qualidade de vida, além de aumentar o risco de infecções e doença cardiovascular — afirma Kremer.<br />
O tratamento da doença é mais eficaz quando iniciado no primeiro ano após os aparecimento dos sintomas, diz o especialista.</p>
<p><img src="http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpg" alt="http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpg" align="left" /><strong>SAIBA MAIS SOBRE AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES</strong></p>
<p>A causa exata é desconhecida. Cientistas afirmam que pessoas com artrite têm um sistema imunológico mais ativo, que produz em excesso proteínas normalmente encontradas no organismo e chamadas TNF-alfa (fatoralfa de necrose tumoral). Elas se acumulam nas articulações e causam a grave inflamação nas juntas, principalmente das mãos e dos pés, destruindo aos poucos a cartilagem e os ossos, causando dor, deformidades e limitando os movimentos, segundo a reumatologista Evelin Goldenberg. Atinge 1% da população mundial e a prevalência aumenta com a idade (de 5% em mulheres com mais de 55 anos).<br />
<strong><br />
SINTOMAS DA ARTRITE </strong><br />
Juntas rígidas como se estivessem enferrujadas, ao acordar pela manhã. Esta rigidez articular pode durar mais de uma hora. Fadiga inexplicável, inchaço e vermelhidão das articulações, principalmente das mãos, são outros sinais. Os pacientes têm erosão nas articulações rapidamente: 40% em 6 meses e 70% em dois anos.<br />
<strong><br />
PREVENÇÃO</strong><br />
Como não se conhecem as causas, não há prevenção, segundo Evelin. A artrite não é hereditária nem contagiosa.</p>
<p><strong>TRATAMENTO </strong><br />
Apesar de a artrite reumatóide ser incurável, a pessoa pode ter boa qualidade de vida. De acordo com a gravidade, o médico pode receitar analgésicos, antiinflamatórios hormonais e não-hormonais, drogas anti-reumáticas modificadoras da doença e medicamentos biológicos (bloqueiam a atividade da TNF-alfa).<br />
<strong><br />
A FIBROMIALGIA </strong><br />
É uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, por todo o corpo e com múltiplos pontos dolorosos. O principal fator é o estresse, mas pode ser desencadeada por virose e até acidente traumático. É causada pelo aumento de compostos que produzem dor e diminuição de substâncias que aliviam o sintoma, como serotonina, noradrenalina e dopamina. O diagnóstico é exclusivamente clínico. O tratamento é sintomático e consiste no uso de medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e analgésicos, associados a exercícios físicos, acupuntura e psicoterapia, dependendo da avaliação médica.</p>
<p>* Com o “New York Times”</p>
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		<title>Novo &#8220;antibiótico&#8221; trata doença sem matar bactéria</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 13:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[antibióticos]]></category>
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Brasileira nos EUA é co-autora de descoberta
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IGOR ZOLNERKEVIC &#8211; COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Uma equipe de 15 pesquisadores publica hoje na revista &#8220;Science&#8221; a descoberta do que promete ser um tipo revolucionário de &#8220;antibiótico&#8221;. Entre aspas, porque, a rigor, a substância é um antiinfectivo.
&#8220;O nosso &#8220;antibiótico&#8221; não é tóxico para a bactéria&#8221;, explica uma das autoras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/imagens/bacterias.jpg" alt="A imagem “http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/imagens/bacterias.jpg” contém erros e não pode ser exibida." align="left" /></p>
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<p><font size="4">Brasileira nos EUA é co-autora de descoberta</font></p>
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<p style="background-color: #ffff99">IGOR ZOLNERKEVIC &#8211; COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</p>
<p>Uma equipe de 15 pesquisadores publica hoje na revista &#8220;Science&#8221; a descoberta do que promete ser um tipo revolucionário de &#8220;antibiótico&#8221;. Entre aspas, porque, a rigor, a substância é um antiinfectivo.</p>
<p>&#8220;O nosso &#8220;antibiótico&#8221; não é tóxico para a bactéria&#8221;, explica uma das autoras do estudo, a brasileira Vanessa Sperandio, da Universidade do Texas (EUA). Em vez de envenenar bactérias, como todo antibiótico faz, as moléculas do estudo grudam na superfície delas, evitando que percebam que estão dentro de um organismo e que está na hora de atacá-lo.</p>
<p>Algumas bactérias são como cães; atacam quando &#8220;farejam o medo&#8221;. Elas percebem que estão dentro do corpo de um hospedeiro quando sentem a presença dos hormônios responsáveis pelo estresse, a adrenalina e a noradrenalina, que também controlam a imunidade.</p>
<p>&#8220;Já ouviu falar que quando estamos estressados é mais fácil ficarmos doentes? Quanto mais adrenalina e noradrenalina no corpo, mais rápido a bactéria produz suas toxinas ou penetra as células&#8221;, diz Sperandio. &#8220;Se a bactéria não sente os hormônios, o sistema imunológico consegue se livrar dela tranqüilamente.&#8221;</p>
<p>Esse &#8220;farejador de hormônios&#8221; existe em pelo menos 25 bactérias que atacam humanos. &#8220;São todas as bactérias que causam diarréias sanguinolentas&#8221;, explica Sperandio.</p>
<p>Ela investiga o mecanismo do &#8220;olfato&#8221; dessas bactérias desde 1997. Em 2003, Sperandio e seus colaboradores notaram que era possível &#8220;entupir o nariz&#8221; dos microrganismos com uma molécula apropriada.</p>
<p>Depois de três anos analisando 150 mil moléculas, uma por uma, encontraram a molécula chamada de LED209 -que &#8220;enganou&#8221; três espécies em laboratório. &#8220;Também conseguimos tratar animais -coelhos e camundongos- infectados com pelo menos duas das bactérias que estudamos&#8221;, diz.</p>
<p>O fato da LED209 impedir as bactérias de provocarem doenças sem eliminá-las é &#8220;um marco importantíssimo&#8221;, comenta a microbióloga Roxane Piazza, do Instituto Butantan.</p>
<p><strong>Resistência</strong></p>
<p>Segundo Sperandio, as bactérias resistem hoje a quase todos os antibióticos que existem. Isso por causa da maneira como agem esses remédios. &#8220;Suponha que um antibiótico mate 10 bilhões de bactérias do seu corpo, mas dez delas sobrevivam. Essas bactérias resistentes serão a maioria na próxima geração&#8221;, explica Sperandio.</p>
<p>&#8220;Passamos 40 anos sem fazer progresso em pesquisa de antibióticos, até concluirmos que precisamos usar mecanismos de ação diferentes.&#8221;</p>
<p>O LED209 também anima os pesquisadores porque não é tóxico às células de mamíferos. &#8220;É promissora para se usar em humanos&#8221;, diz Piazza. Ainda falta muito o que fazer, porém, para chegar a um novo remédio. Espera-se obter uma droga segura para testes clínicos em cinco anos. &#8220;Aí tem de vir uma indústria farmacêutica grande para tomar o projeto e levar para frente&#8221;, diz a brasileira.</p>
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