<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; Etanol</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/etanol/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 00:00:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>A energia da cana pode fortalecer o sistema elétrico</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/a-energia-da-cana-pode-fortalecer-o-sistema-eletrico/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/a-energia-da-cana-pode-fortalecer-o-sistema-eletrico/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 14:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[alcool]]></category>
		<category><![CDATA[cana de açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[gases a efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Sawaya Jank]]></category>
		<category><![CDATA[sistema elétrico]]></category>
		<category><![CDATA[termelétricas]]></category>
		<category><![CDATA[Unica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16362</guid>
		<description><![CDATA[&#8221;Álcool é fator de inclusão social&#8221;
BIOENERGIA
O Estado SP

O álcool combustível é importante fator de inclusão social. Além de emprego e renda, movimenta a economia brasileira. Representa 54% da receita bruta anual do setor sucroenergético, que atinge R$ 40 bilhões. Mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos são gerados pelo setor, disse o assessor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>&#8221;Álcool é fator de inclusão social&#8221;</strong></span></p>
<p><strong>BIOENERGIA</strong></p>
<h2><strong><span style="background-color: #ffff99;">O Estado SP</span><br />
</strong></h2>
<p>O álcool combustível é importante fator de inclusão social. Além de emprego e renda, movimenta a economia brasileira. Representa 54% da receita bruta anual do setor sucroenergético, que atinge R$ 40 bilhões. Mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos são gerados pelo setor, disse o assessor do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores Augusto Pestana, ontem, na Segunda Semana do Etanol, em Ribeirão Preto.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong>***</strong></span></p>
<p><strong><br />
<span style="font-size: xx-large;">A energia da cana pode fortalecer o sistema elétrico</span></strong></p>
<p><strong>Nível de emissões é quase nulo em comparação com termelétricas convencionais</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">*Marcos Sawaya Jank &#8211; VALOR</span></h2>
<p>No planejamento do setor elétrico, a bioeletricidade da cana deve ser vista como importante fonte de geração</p>
<p>A Copa do Mundo de futebol em 2014, a Olimpíada em 2016 e o crescimento do país acima da média mundial nos próximos anos são eventos que exigirão mais planejamento e um modelo de produção de energia elétrica suficiente para garantir qualidade de abastecimento frente à crescente demanda. Um modelo que, mesmo diante de ocorrências imponderáveis como o último apagão, ocorrido na semana passada, seja capaz de minimizar seus efeitos.</p>
<p>No Brasil, as últimas décadas têm sido marcadas pela &#8220;geração centralizada&#8221; de energia elétrica a partir da construção de grandes centrais hidrelétricas distantes dos principais centros de consumo, o que demanda pesados investimentos em expansão dos sistemas de transmissão de energia. O apagão da semana passada decorreu de falhas precisamente em um dos grandes &#8220;linhões&#8221; de Itaipu.</p>
<p>Ocorre que vários países têm buscado diversificar a sua matriz elétrica e reduzir riscos de blecautes por meio da &#8220;geração distribuída&#8221;, próxima aos centros de consumo, dando preferência às energias renováveis, com baixa emissão de gases de efeito estufa. Um bom exemplo foi a Olimpíada de Pequim de 2008, garantida por centrais de geração distribuída, que conferiram maior credibilidade ao sistema no que tange à continuidade de fornecimento de eletricidade.</p>
<p>O Brasil conta com 434 usinas sucroalcooleiras, todas elas autosuficientes em energia graças à produção de vapor por meio da queima de bagaço de cana em caldeiras. Porém, somente 20% das usinas (88 unidades) comercializam os seus excedentes de energia elétrica no mercado, sendo 54 centrais de cogeração exportando energia elétrica para a rede dentro do estado de São Paulo (61% do total) e 34 centrais em outros 11 estados brasileiros.</p>
<p>Trata-se de uma fonte típica de geração descentralizada, instalada ao lado do principal centro de consumo de eletricidade do país, que têm correspondido adequadamente às crescentes exigências de confiabilidade do sistema elétrico brasileiro. Além disso, a bioeletricidade é uma fonte de energia renovável com características altamente complementares à fonte hídrica (a produção ocorre no período de seca para o sistema elétrico, de abril a novembro no Centro-Sul), fruto de projetos baseados em tecnologia nacional e realizados com prazos reduzidos de instalação e operação. Isso sem contar que a bioeletricidade apresenta nítidas vantagens ambientais, pois seu nível de emissões é praticamente nulo em comparação com as demais fontes termelétricas convencionais, como o carvão mineral, o óleo combustível e o gás natural.</p>
<p>A reserva potencial de bioeletricidade adormecida nos canaviais brasileiros é imensa. Estima-se que, se conseguíssemos aproveitar plenamente toda a biomassa de cana disponível no país, seria possível exportar para a rede elétrica um volume de energia da ordem de 10.000 MW médios até a safra 2017-18, o que equivale a uma usina do porte de Itaipu. Somente no estado de São Paulo, a reserva de cana permitiria exportar 4.800 MW médios para a rede em 2017-18, valor 20% superior ao hoje gerado em todo o complexo da Companhia Energética de São Paulo (Cesp).</p>
<p>A bioeletricidade da cana deveria ser considerada de forma expressa e definitiva no planejamento do setor elétrico, como importante fonte de geração distribuída para tornar o sistema menos vulnerável ou dependente de grandes obras estruturantes de geração e de transmissão, reduzindo os riscos de blecaute ao facilitar o restabelecimento e a estabilização do sistema. Ao mesmo tempo, ela certamente ajudará a cumprir os ambiciosos compromissos de redução de gases de efeito estufa que os governos Federal e Estadual estarão levando para Copenhague este ano.</p>
<p>Porém, a tarefa de extrair essa imensa reserva de energia elétrica dos canaviais brasileiros não depende apenas da boa vontade dos empresários do setor. É preciso uma programação regular de leilões específicos para essa fonte, se possível começando já no princípio de 2010, e com especial atenção para projetos de modernização de instalações de usinas mais antigas (chamadas de retrofits), principalmente no Estado de São Paulo.</p>
<p>Além disso, é fundamental encontrar soluções definitivas para os graves problemas de conexão que têm dificultado a decisão de investimento por parte dos empreendedores.</p>
<p>Inspirando-se em Harry Markowitz, ganhador do prêmio Nobel de economia em 1990, pode-se afirmar que um planejamento de leilões de energia focados na diversificação das fontes de suprimento é o mecanismo mais apropriado para que riscos de falta ou falhas no suprimento de energia sejam diluídos de forma consistente. As grandes obras de geração hidrelétrica e transmissão são importantes, mas seria desejável ao mesmo tempo aprofundar a diversificação na direção da geração descentralizada, de pequeno e médio porte, com balanço ambiental positivo e próximo aos grandes centros consumidores.</p>
<p><strong>Marcos Sawaya Jank é presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Email: www.unica.com.br </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/a-energia-da-cana-pode-fortalecer-o-sistema-eletrico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os desafios da energia limpa</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/os-desafios-da-energia-limpa/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/os-desafios-da-energia-limpa/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustivel]]></category>
		<category><![CDATA[Cana]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[Palocci]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16259</guid>
		<description><![CDATA[
ANTÔNIO PALOCCI &#8211; O Globo (15/11/2009)

Têm sido frequentes os alertas sobre os riscos de uma especialização excessiva de nossa economia em produtos básicos, como as commodities minerais e agrícolas. Isso poderia nos levar a uma dependência de atividades maduras de baixo conteúdo tecnológico, insuficientes para sustentar o crescimento, a competitividade e a capacidade de inovação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.cimm.com.br/portal/conteudo/noticias/imagem/Image/mb_etanol_santacruz.jpg" alt="http://www.cimm.com.br/portal/conteudo/noticias/imagem/Image/mb_etanol_santacruz.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ANTÔNIO PALOCCI &#8211; O Globo (15/11/2009)</span></h2>
<p><img class="alignright" src="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/palocci%282%29.jpg" alt="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/palocci(2).jpg" width="204" height="131" /><br />
Têm sido frequentes os alertas sobre os riscos de uma especialização excessiva de nossa economia em produtos básicos, como as commodities minerais e agrícolas. Isso poderia nos levar a uma dependência de atividades maduras de baixo conteúdo tecnológico, insuficientes para sustentar o crescimento, a competitividade e a capacidade de inovação no longo prazo.</p>
<p>Todas as evidências apontam para as vantagens de estruturas produtivas diversificadas, mas a história de sucesso do etanol carburante de cana desafia a ideia de que a competitividade em commodities seja pouco importante para a inovação e o progresso. E isso é confirmado pelos resultados de três décadas de aprendizado com esse combustível que se tornou, do ponto de vista ambiental e econômico, a única alternativa competitiva à gasolina em plano mundial.</p>
<p>O lançamento do Proálcool ao final da década de 70 foi uma resposta à necessidade imediata de reduzir o uso do petróleo importado. Com fortes subsídios públicos, o programa incentivou produtores e instituições públicas de pesquisa como a Embrapa a realizar um grande esforço de aprendizado sobre a cultura da cana em grande escala, na fabricação de equipamentos adequados para seu processamento, na logística e no desenvolvimento de mercado. Pelo lado da indústria de transformação, o setor automobilístico promoveu o primeiro projeto consistente de engenharia e pesquisa no país com o desenvolvimento de motores a álcool.</p>
<p>A instabilidade econômica da década de 80 e a desatenção para com o planejamento energético de longo prazo nos anos 90 criaram fortes pressões sobre o mercado de etanol, que acabou por aprender a sobreviver sem as subvenções, graças aos ganhos de eficiência e produtividade dos cultivos, máquinas e gestão comercial.</p>
<p>Nos anos recentes, a retomada do planejamento estratégico em um quadro de autossuficiência na produção de petróleo e de seu preço estruturalmente mais elevado, renovouse o interesse pelo etanol.</p>
<p>Sua vantagem econômica motivou um segundo passo na inovação de nossa indústria de automóveis: os motores flex-fuel, que respondem, hoje, por mais de 90% das vendas de veículos de passeio. Essa inovação provocou uma mudança significativa no mercado de energia para veículos, pois transferiu para o consumidor a escolha do combustível, levando o consumo do etanol a superar o da gasolina no país. Num outro campo do planejamento energético, governo e produtores trabalham a utilização, em grande escala, da queima do bagaço para alimentar a produção de energia elétrica, o que significaria, apenas considerando a biomassa do estado de São Paulo, uma carga maior que uma nova Itaipu.</p>
<p>É preciso ressaltar que, além de maior atenção recente das políticas públicas, muitas das empresas produtoras modernizaram seus padrões de gestão e financiamento, buscaram associações para garantir economias de escala e se lançaram à conquista do mercado externo. Esta nova mentalidade empresarial, mais dinâmica e inovadora, encontra-se, agora, diante de um novo desafio: consolidar o país como referência na utilização e no desenvolvimento de energias renováveis e de uma economia de baixo carbono.</p>
<p>Isso exige redobrar os esforços de pesquisa e desenvolvimento no etanol de segunda geração, resultado da hidrólise da celulose, o que possibilitará dobrar a produtividade da cana na mesma área plantada.</p>
<p>Por outro lado, a Petrobras tem investido na utilização do etanol como combustível de usinas térmicas de modo a substituir a queima de óleo.</p>
<p>A indústria automobilística tem buscado viabilizar o uso do etanol em motores de grande porte para o transporte urbano e de cargas. Finalmente, a indústria de máquinas trabalha com centros de pesquisa públicos e privados em uma nova geração de equipamentos voltados para o etanol derivado da biomassa.</p>
<p>As possibilidades de crescimento do setor, de aumento de sua competitividade e geração, e domínio de novas tecnologias são muito promissoras.</p>
<p>Dobrar as apostas nos investimentos privados e públicos em pesquisa e desenvolvimento e em novas estratégias empresariais para enfrentar as necessidades crescentes de escala e logística são os caminhos que se desenham hoje. O Brasil, como potência energética em construção, deverá ser capaz de consolidar empresas globais de energia renovável.</p>
<p><strong>ANTÔNIO PALOCCI é deputado federal (PTSP) e foi ministro da Fazenda.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/os-desafios-da-energia-limpa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/novas-ameacas-as-exportacoes-brasileiras-nos-maiores-mercados-do-mundo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/novas-ameacas-as-exportacoes-brasileiras-nos-maiores-mercados-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento golobal]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[comércio mundial]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16257</guid>
		<description><![CDATA[Americanos e europeus estudam regulação mais dura com base em problemas climáticos, trabalhistas e de segurança
Raquel Landim &#8211; O Estado SP
Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Americanos e europeus estudam regulação mais dura com base em problemas climáticos, trabalhistas e de segurança</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre esses temas, que são foco da agenda comercial.</p>
<p>Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que por ano 15,4% das exportações brasileiras para os EUA &#8211; o equivalente a US$ 5 bilhões &#8211; estão na mira da nova legislação americana de mudanças climáticas. A lei pode atingir as vendas brasileiras de aço, celulose, papel e alumínio.</p>
<p>O aquecimento global tornou o tema ambiental urgente. O presidente Barack Obama deu sinais de que está disposto a assumir compromissos na reunião de Copenhague. Preocupadas em ficar em desvantagem com outros países, as empresas americanas exigem compensações.</p>
<p>Existem dois projetos sobre o tema no Congresso americano. O mais provável é que sejam aprovadas medidas que obriguem os importadores a comprar licenças para emissão de carbono. &#8220;Isso joga o ônus da adaptação nos países em desenvolvimento&#8221;, disse o diretor de relações internacionais da Fiesp, Mário Marconini.</p>
<p>A União Europeia também estuda a adoção de uma &#8220;taxa de carbono&#8221; contra produtos importados, caso os países emergentes não se disponham a assumir compromissos equiparáveis aos ricos de redução de emissões em Copenhague.</p>
<p>Segundo a consultora da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sandra Rios, essas tarifas distorcem a negociação climática, que reconhece que os países ricos e em desenvolvimento têm responsabilidades diferentes pelo aquecimento global. &#8220;O problema é que essas tarifas vão equiparar os esforços. As nações emergentes têm de manter seu crescimento.&#8221;</p>
<p>Nas discussões trabalhistas, os sindicatos ganharam força para defender regras rígidas em acordos comerciais, depois do desemprego causado pela crise e do apoio decisivo a Obama. A maior preocupação é com o trabalho escravo e infantil.</p>
<p>Tramita no Congresso dos EUA um projeto para reformar a lei de aduanas. Segundo o diretor executivo da Coalização das Indústrias Brasileiras, com sede em Washington, Diego Bonomo, pode entrar em vigor uma nova lista de produtos feitos com trabalho escravo e infantil, que ficariam impedidos de entrar no país. A lista inclui 13 itens brasileiros, como algodão, calçados e tabaco.</p>
<p>A segurança também ganhou relevância desde os ataques de 11 de setembro de 2001. O Congresso concedeu um mandato para o Executivo americano escanear 100% dos contêineres que chegam ao país. Existe um projeto-piloto, mas a administração federal argumenta que não há condições de colocar a lei em prática.</p>
<h3><span style="font-size: xx-large;">Barreira ambiental vai afetar mais os setores intensivos de energia</span></h3>
<p>Estudo da Fiesp mostra que maiores prejuízos recairão na venda de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091116/img/4.5.imagem_cana2.jpg" alt="" /><br />
As exportações brasileiras dos setores intensivos em energia serão as mais afetadas pelas novas barreiras ambientais dos Estados Unidos. Os prejuízos podem ser maiores nas vendas de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio, conforme estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).</p>
<p>A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou no mês de junho a Lei Waxman-Markey, que estabelece metas de redução de emissões para os Estados Unidos pela primeira vez. Segundo cálculos do Departamento Governamental de Contabilidade americano, os setores que terão mais gastos para se adaptar às novas regras serão metais primários, metais não-metálicos e químicos.</p>
<p>Ainda não foi definido pelo Congresso, mas crescem as chances de que, para compensar os fabricantes locais e evitar a fuga de empresas para países com padrões ambientais menos rígidos, os americanos estabeleçam medidas de fronteira, como exigir que os importadores comprem licenças de emissões de carbono.</p>
<p>No caso do Brasil, o setor siderúrgico deve ser o mais prejudicado, já que quase 27% das exportações de ferro e aço são destinadas ao mercado americano, o que significou US$ 3,4 bilhões em 2008.</p>
<p>&#8220;A Conferência de Copenhague é essencialmente econômica. Não podemos ter a ingenuidade de chegar a essa discussão como se fosse apenas ambiental&#8221;, argumenta o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.</p>
<p>&#8220;Se a indústria siderúrgica americana vai fazer investimentos, é legítimo que queiram compensações. O problema é que, depois da crise, o mercado está sobre ofertado. As questões ambientais podem ser um pretexto para o protecionismo&#8221;, observa. Ele afirma que existe um excedente de aço de 600 milhões de toneladas no mundo.</p>
<p>A indústria siderúrgica brasileira defende que as metas de redução de emissões sejam diferentes para países com consumo per capita inferior e superior a 300 quilos de aço por habitante por ano. Na avaliação do setor, o consumo de aço é um indicador de crescimento econômico e as metas ambientais não podem brecar o desenvolvimento. O Brasil consome 100 quilos por habitante/ano, enquanto a China chega a 340.</p>
<p>Para o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Adjarma Azevedo, &#8220;as barreiras ambientais são inevitáveis&#8221;. O executivo afirma que o Brasil tem de se empenhar para influenciar na implementação dessas leis. Ele diz que, dependendo dos critérios, pode ser um benefício para o Brasil, cuja matriz energética é 47% de energia renovável.</p>
<p>Azevedo acredita que as medidas de fronteira dos Estados Unidos vão acabar levando em consideração o conteúdo de emissão de carbono de cada país. Segundo ele, a indústria brasileira de alumínio contribui com 0,2% das emissões do País, que, por sua vez, representa apenas 4% das emissões globais.</p>
<p>Já a fabricação mundial de alumínio equivale a 1% das emissões do planeta.</p>
<p><strong>QUÍMICO</strong></p>
<p>A maior preocupação do setor químico hoje não está nos Estados Unidos, mas na Europa. A União Europeia implementou no ano passado um novo registro para as substâncias químicas que entram no bloco, conhecido pela sigla Reach. O objetivo é garantir a qualidade dos produtos químicos para não afetar a saúde da população e o meio ambiente.</p>
<p>Por enquanto, a regulamentação ainda não está sendo rigidamente implementada. &#8220;Mas pode ser utilizado como uma barreira se os europeus quiserem, porque impõe uma série de dificuldades para as empresas&#8221;, explica o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis.</p>
<p><strong>OUTRO LADO DA MOEDA</strong></p>
<p>Para alguns setores, novas barreiras comerciais podem se transformar em oportunidades. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, disse que é &#8220;absolutamente favorável&#8221; a cláusulas sociais no comércio internacional. &#8220;É uma evolução natural da globalização.&#8221;</p>
<p>Para o setor têxtil brasileiro, que já opera com uma legislação trabalhista forte, novas regras são vantajosas, porque prejudicariam seu principal concorrente, a China.</p>
<p>Os novos temas do comércio internacional, como meio ambiente e trabalho, são causas defensáveis e não chegam a ir diretamente contra a Organização Mundial de Comércio (OMC), que prevê que os países abram exceções para proteger os recursos naturais ou para fins sociais.</p>
<p>A questão, alertam os especialistas, é que esses temas podem ser utilizados como barreiras protecionistas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="../wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" /></p>
<p><strong> <span style="font-size: xx-large;">Discussão sobre o etanol ganha novas proporções</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Símbolo do sucesso brasileiro em energia renovável, o etanol também pode ser alvo de barreiras ambientais. O setor enfrenta um momento crítico nos próximos meses, que é a regulamentação dos combustíveis de baixo carbono.</p>
<p>&#8220;É a nossa maior preocupação&#8221;, disse o presidente da União da Indústria Canavieira de São Paulo (Unica), Marcos Jank. O assunto está sendo debatido nos Estados Unidos e na União Europeia. Nos Estados Unidos, a discussão não é apenas federal, mas também estadual.</p>
<p>Não existem dúvidas de que o etanol polui menos que a gasolina. Também está claro que o etanol brasileiro, produzido com cana-de-açúcar, é menos poluente que produto americano, feito a partir do milho. A questão é qual é o tamanho da vantagem.</p>
<p>Segundo Jank, as discussões nos Estados Unidos e na União Europeia consideram o uso indireto da terra. Ou seja, o efeito que a expansão da produção de cana tem no desmatamento da Amazônia. A área de cana cresce no Centro-Sul, mas, teoricamente, empurra outras culturas em direção à floresta.</p>
<p>&#8220;São cálculos muito difíceis de fazer. E estão sendo utilizadas premissas erradas, porque há desconhecimento do álcool de cana&#8221;, disse o presidente da Unica. Jank ressalta que apenas 1% da expansão da cana-de-açúcar ocorre por meio de desmatamento, enquanto 60% é feito em áreas de pastagens.</p>
<p>Para as usinas, a discussão sobre o padrão do combustível se tornou mais importante que a queda da tarifa cobrada pelos Estados Unidos para a importação de etanol, de US$ 0,54 por galão, que vence em 2010.</p>
<p>Segundo Jank, a indústria vai fazer um forte lobby para o Congresso Nacional não renovar a tarifa. &#8220;Mas se garantirmos uma boa qualificação para o etanol brasileiro como combustível avançado ganharemos aliados nessa briga.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/novas-ameacas-as-exportacoes-brasileiras-nos-maiores-mercados-do-mundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8221;Petróleo não é ameaça ao etanol&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/petroleo-nao-e-ameaca-ao-etanol/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/petroleo-nao-e-ameaca-ao-etanol/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 13:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustivel]]></category>
		<category><![CDATA[diesel]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[EPE]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[Maurício Tolmasquim]]></category>
		<category><![CDATA[óleo]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/petroleo-nao-e-ameaca-ao-etanol/</guid>
		<description><![CDATA[
Nicola Pamplona &#8211; O Estado SP
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE, vinculada ao Ministério das Minas e Energia), Maurício Tolmasquim, diz que, mantidas as condições econômicas atuais, não há espaço para que o petróleo do pré-sal &#8220;suje&#8221; a matriz energética brasileira. Segundo ele, mesmo com grande produção, os derivados de petróleo continuarão perdendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://parlatube.com.br/seyretfiles/localvideos/cespecial/_thumbs/20090602-MAURICIO-TIOMNO-TOLMASQUIM.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://parlatube.com.br/seyretfiles/localvideos/cespecial/_thumbs/20090602-MAURICIO-TIOMNO-TOLMASQUIM.jpg" height="369" width="554" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Nicola Pamplona &#8211; O Estado SP</p>
<p>O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE, vinculada ao Ministério das Minas e Energia), Maurício Tolmasquim, diz que, mantidas as condições econômicas atuais, não há espaço para que o petróleo do pré-sal &#8220;suje&#8221; a matriz energética brasileira. Segundo ele, mesmo com grande produção, os derivados de petróleo continuarão perdendo em competitividade para etanol e hidrelétricas. A menos, diz, que &#8220;uma política populista&#8221; decida achatar os preços dos derivados de petróleo. Tomalsquim deu a seguinte entrevista:</p>
<p><strong>O pré-sal deixa os biocombustíveis em segundo plano?</strong></p>
<p>A matriz energética brasileira não vai ficar menos renovável por conta do pré-sal. Na área elétrica, o óleo e o gás não têm competitividade para deslocar hidrelétricas. O Brasil só usou 1/3 de seu potencial e, agora, com novos procedimentos ambientais, os projetos que estavam com dificuldades começaram a sair, que é o caso do Rio Madeira e de Belo Monte. Na área de combustíveis, o petróleo também não é ameaça ao etanol, que é competitivo com a gasolina, com petróleo até US$ 40 por barril. Hoje existe política, que dificilmente vai ser mudada, de vinculação do preço da gasolina às cotações internacionais do petróleo. E não há cenários que apontem o petróleo abaixo dos US$ 40 por barril. Com o carro bicombustível, os consumidores têm o poder de escolher entre gasolina e etanol. É o preço que define.</p>
<p><strong>Mas onde, então, será consumido o pré-sal? </strong></p>
<p>No mercado internacional. O excedente do óleo vai para exportação. Vai garantir uma renda extra para o Brasil. Não vai deslocar combustível na matriz brasileira. É claro que, internamente, para agregar valor, vai ser usado em refinarias, para exportação de produtos e não de óleo cru. E vai também para a petroquímica. Mas mesmo os produtos petroquímicos serão destinados ao mercado externo.</p>
<p><strong>Como garantir que a política de preços e usos dos derivados será mantida?</strong></p>
<p>O maior ganho que o Brasil tem é precificar os combustíveis segundo o mercado internacional, o que garante a competitividade de fontes mais limpas. A única maneira desse petróleo do pré-sal entrar no mercado interno é termos uma política populista de preços muito baixos, o que não teria lógica porque seria uma perda econômica monumental. Isso não vai ocorrer. Isso não é a política que o País tem, e a gente não vai mudar isso.</p>
<p><strong>Mas houve essa semana notícias sobre o uso de diesel em veículos leves&#8230; </strong></p>
<p>Não conheço nenhum estudo sobre o tema. Hoje, o Brasil tem excedente de gasolina e gargalo na produção de diesel, que está mudando com investimentos na indústria de refino. Mas, dada a quantidade de etanol, não me parece lógica essa posição. Nas projeções da EPE, não existe essa previsão.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/petroleo-nao-e-ameaca-ao-etanol/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Agência ambiental dos EUA valida o etanol de cana</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/agencia-ambiental-dos-eua-valida-o-etanol-de-cana/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/agencia-ambiental-dos-eua-valida-o-etanol-de-cana/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 12:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agroenergia]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[Celulosa]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[etanol de cana]]></category>
		<category><![CDATA[etanol de milho]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[gasolina]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[poluentes]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/agencia-ambiental-dos-eua-valida-o-etanol-de-cana/</guid>
		<description><![CDATA[Agroenergia

Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR
O etanol do Brasil será o único combustível capaz de cumprir as metas previstas para a expansão do consumo de biocombustíveis nos EUA na próxima década se tecnologias avançadas não se tornarem viáveis comercialmente logo, indicou ontem a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).
Uma resolução proposta pela agência define [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5">Agroenergia</font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/SFaDIpJhfEI/AAAAAAAAIdM/bt6iOwjNxa0/s400/biocombustivel2.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/SFaDIpJhfEI/AAAAAAAAIdM/bt6iOwjNxa0/s400/biocombustivel2.jpg" width="267" height="231" /><img src="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" alt="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" width="233" height="233" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR</p>
<p>O etanol do Brasil será o único combustível capaz de cumprir as metas previstas para a expansão do consumo de biocombustíveis nos EUA na próxima década se tecnologias avançadas não se tornarem viáveis comercialmente logo, indicou ontem a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).</p>
<p>Uma resolução proposta pela agência define critérios rigorosos para o cumprimento das metas estabelecidas pela legislação americana, que condiciona aumento do consumo de biocombustíveis a reduções substanciais nas emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito-estufa.</p>
<p>A resolução é o passo inicial de um processo regulatório que levará meses para ser concluído. Embora o objetivo seja estimular mudanças na maneira como os biocombustíveis são produzidos nos EUA, criando incentivos para a adoção de tecnologias mais limpas, a medida também poderá criar oportunidades para usineiros brasileiros interessados em elevar suas vendas aos EUA.</p>
<p>A legislação dos EUA determina que as refinarias do país comprem neste ano 42 bilhões de litros de biocombustíveis e elevem o consumo para 136 bilhões de litros até 2022. A maior parte da demanda gerada por essa obrigação atualmente é atendida pelas usinas de etanol locais, que usam o milho como matéria-prima.</p>
<p>Mas os EUA querem frear a expansão das usinas de etanol de milho, para evitar que seu avanço continue empurrando para cima os preços do grão e gerando dificuldades para criadores de gado, indústrias alimentícias e outros setores. Segundo a lei, a produção de etanol de milho deve alcançar 57 bilhões de litros em 2015 e não poderá passar disso.</p>
<p>Os outros 79 bilhões de litros que as refinarias precisarão comprar para cumprir as metas previstas por lei terão que ser produzidos com tecnologias mais modernas, capazes de assegurar reduções de 20% a 60% nas emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso de gasolina. Somente o etanol do Brasil, feito de cana, teria condições de atender hoje aos critérios propostos pela EPA.</p>
<p>Segundo cálculos preliminares apresentados ontem pela agência, o uso do etanol de cana como substituto da gasolina permitiria uma redução de 44% nas emissões de gases-estufa. Para cumprir as exigências da EPA, o etanol de cana precisaria assegurar uma redução de 40% a 50%. O uso de etanol de milho permitiria uma redução de apenas 16%.</p>
<p>Combustíveis mais avançados como o etanol celulósico, que pode ser feito com capim, madeira e diversos resíduos vegetais, poderiam alcançar reduções superiores a 100%, diz a EPA. Mas o etanol celulósico ainda não é produzido em escala comercial em lugar nenhum do mundo e muitos especialistas acham que vai demorar para ele se tornar viável.</p>
<p>A resolução da EPA adota um método controverso para calcular a contribuição das usinas para a mudança do clima. Além das emissões associadas diretamente à produção e à distribuição de biocombustíveis, a agência leva em consideração efeitos indiretos da expansão da indústria no desmatamento e no uso da terra em outras partes do planeta.</p>
<p>A resolução será submetida a consulta pública por 60 dias. A administradora da EPA, Lisa Jackson, indicou que está disposta a rever seus cálculos, submetendo os modelos da agência à análise de cientistas e especialistas do setor privado. Representantes da indústria de etanol nos EUA e no Brasil se mobilizam para convencer a agência de que são capazes de alcançar reduções maiores do que as estimadas pelos modelos da EPA.</p>
<p>Estudos de especialistas brasileiros recrutados pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) e encaminhados à EPA sugerem que o uso do etanol do Brasil em substituição à gasolina pode reduzir em 64% as emissões de gases de efeito estufa, mesmo incluindo na conta estimativas sobre o desmatamento e outros efeitos indiretos, se os modelos reconhecerem a adoção de práticas mais modernas pelas usinas.</p>
<p>Na tentativa de atenuar o impacto negativo que a iniciativa da EPA poderá ter para os produtores de etanol de milho, o governo americano anunciou a criação de um grupo especial com a missão de ajudar a indústria doméstica a desenvolver tecnologias mais avançadas. O grupo será formado pelos departamentos de Agricultura e Energia dos EUA e pela EPA.</p>
<p>Numa teleconferência em que a criação do grupo foi anunciada a jornalistas, o secretário de Energia, Steven Chu, disse ontem que a produção de etanol de milho foi &#8220;um bom começo&#8221; para reduzir o consumo de petróleo nos EUA, mas o investimento em novas tecnologias dará ao país &#8220;opções muito melhores&#8221;. O governo pretende investir US$ 786,5 milhões neste e no próximo ano para desenvolver a produção de etanol celulósico.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/agencia-ambiental-dos-eua-valida-o-etanol-de-cana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>EUA vetam expansão do etanol de milho</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/eua-vetam-expansao-do-etanol-de-milho/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/eua-vetam-expansao-do-etanol-de-milho/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 11:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[etanol de cana]]></category>
		<category><![CDATA[etanol de milho]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[poluentes]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/eua-vetam-expansao-do-etanol-de-milho/</guid>
		<description><![CDATA[
A limitação ao etanol de milho, favorece o etanol de cana e preserva a produção de alimentos 

Decisão favorece produtores brasileiros de etanol
Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP
O governo Barak Obama divulgou ontem as novas regras para as metas de combustíveis renováveis nos Estados Unidos, que representam uma grande vitória para o etanol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_iSrbcL_BPVY/SFMBRSSEFOI/AAAAAAAAA1Q/gUp1FcjZsCs/s200/corn%2Bethanol.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_iSrbcL_BPVY/SFMBRSSEFOI/AAAAAAAAA1Q/gUp1FcjZsCs/s200/corn%2Bethanol.jpg" /><img src="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" alt="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/07/carrofolha1.jpg" width="195" height="195" /></div>
<div align="center"><font size="1"><em>A limitação ao etanol de milho, favorece o etanol de cana e preserva a produção de alimentos </em></font></div>
<div align="center"></div>
<p><strong>Decisão favorece produtores brasileiros de etanol</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP</p>
<p>O governo Barak Obama divulgou ontem as novas regras para as metas de combustíveis renováveis nos Estados Unidos, que representam uma grande vitória para o etanol de cana brasileiro. Essas regras classificaram o etanol de cana, oficialmente, como mais eficiente na redução da emissão de poluentes que o de milho, produzido nos EUA. Essa classificação abre o caminho para usinas brasileiras concorrerem às cotas de &#8220;biocombustíveis avançados&#8221; , que serão de 2,2 bilhões de litros neste ano e chegarão a 80 bilhões de litros em 2020.</p>
<p>A Agência de Proteção Ambiental, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Energia anunciaram as novas referências, segundo os quais o etanol de milho reduz em 16% as emissões de poluentes (em comparação com a gasolina), enquanto o de cana reduz em 44%.</p>
<p>Esses índices levam em conta a emissão de poluentes durante o transporte e a distribuição, pela queima de combustível nas usinas. Mas consideram também o controverso cálculo do uso indireto da terra: com o aumento da demanda por milho ou cana para produzir etanol, aumenta o preço dessas commodities e cresce a área cultivada em outros lugares, o que causa desmatamento e, consequentemente, emissão de poluentes. O cálculo foi adotado pelo governo por pressão de grupos ambientais, preocupados com os efeitos dos biocombustíveis no preço dos alimentos e no desmatamento.</p>
<p>Para ser &#8220;avançado&#8221;, o combustível precisa reduzir em pelo menos 50% a emissão de poluentes, com tolerância de 10 pontos porcentuais. assim, o etanol de cana, que reduz em 44%, está qualificado para abastecer os 80 bilhões de litros de combustíveis avançados que estão na meta da lei de combustíveis renováveis. O etanol de milho ficou de fora.</p>
<p>Para ser qualificado apenas de &#8220;renovável&#8221;, o combustível precisa reduzir em pelo menos 20% a emissão de poluentes. Como o etanol de milho só reduz emissões em 16% , está comprometida toda a justificativa ambiental do lobby do milho para receber subsídios e manter tarifas sobre o etanol importado.</p>
<p>Como a regra não é retroativa, as usinas de etanol de milho nos EUA continuarão a funcionar e a fornecer para as refinarias. A regra vale para eventuais novas usinas de etanol de milho, que estão abaixo da qualificação ambiental. Portanto, na prática, fica impedida a expansão da produção do etanol de milho.</p>
<p><strong>CELULOSE É MELHOR</strong></p>
<p>O etanol de celulose é o que promove a maior redução nas emissões, de 128%, mas ainda não é viável comercialmente. A diretora da Agência de Proteção Ambiental, Lisa Jackson, deixou claro que, para o governo , o etanol de milho &#8220;é apenas uma ponte, uma transição para a próxima geração de etanol&#8221;. O preço do milho no mercado futuro caiu 0,1%, refletindo a esperada queda na demanda.</p>
<p>Essas regras ainda vão passar por um período de consultas de 60 dias e o lobby do etanol de milho promete protestar. &#8220;Há um grau enorme de incerteza no cálculo do uso indireto da terra, por isso haverá muita revisão&#8221;, disse Bob Dineen, diretor executivo da Associação de Combustíveis Renováveis, que representa os produtores de etanol de milho. Segundo os modelos usados por Dineen, o etanol de milho reduz em até 61% a emissão de poluentes.</p>
<p>Joel Velasco, representante da Unica nos Estados Unidos, comemorou o anúncio. &#8220;Confirma que há diferenças entre os biocombustíveis&#8221;, disse. Biodiesel de soja reduz em 22% e biodiesel de gordura, em 80%.</p>
<p>As novas referências são parte do plano do governo de usar US$ 786 milhões do pacote de estímulo e US$ 1,1 bilhão do Departamento de Agricultura para promover combustíveis alternativos. O plano prevê o aumento da disponibilidade de etanol nos postos, maior produção de veículos flex e mais ajuda para produtores de etanol em dificuldades, já que muitos foram duramente atingidos pela crise e pela queda dos preços.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/eua-vetam-expansao-do-etanol-de-milho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Califórnia dá aval ao etanol feito de cana</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-da-aval-ao-etanol-feito-de-cana/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-da-aval-ao-etanol-feito-de-cana/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 15:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[alcool]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustivel]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[California]]></category>
		<category><![CDATA[Cana]]></category>
		<category><![CDATA[cana de açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Unica]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-da-aval-ao-etanol-feito-de-cana/</guid>
		<description><![CDATA[
Agroenergia, de São Paulo &#8211; VALOR
 

O governo da Califórnia aprovou, na quinta-feira à noite, a regulamentação de um Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (ou LCFS), que reconhece a redução nas emissões de carbono proporcionadas pelo etanol à base de cana. A decisão do Conselho de Qualidade do Ar do Estado da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/cana_de_acucar4.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/cana_de_acucar4.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Agroenergia, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-da-aval-ao-etanol-feito-de-cana/10962/" rel="attachment wp-att-10962" title="etanol.jpg"><br />
</a></p>
<p>O governo da Califórnia aprovou, na quinta-feira à noite, a regulamentação de um Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (ou LCFS), que reconhece a redução nas emissões de carbono proporcionadas pelo etanol à base de cana. A decisão do Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia (CARB) deverá beneficiar diretamente o etanol brasileiro.</p>
<p>O anúncio foi comemorado pelas usinas de álcool do país, uma vez que deverá favorecer o acesso do etanol brasileiro nos EUA, os maiores produtores de álcool à base de milho, de acordo com a Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Os EUA são os maiores importadores do combustível brasileiro. No ano passado, o país exportou cerca de 5 bilhões de litros, dos quais dois terços tiveram como destino o mercado americano.</p>
<p>Nos EUA, a decisão não agradou a Associação dos Combustíveis Renováveis (RFA , na sigla em inglês). Para o presidente da associação, Bob Dinneen, a aprovação desta decisão estabelece um &#8220;perigoso precedente sobre a aplicação de uma ciência não provada em todo o país&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-da-aval-ao-etanol-feito-de-cana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Produção mundial de biocombustíveis desacelera, mas no Brasil não</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/producao-mundial-de-biocombustiveis-desacelera-mas-no-brasil-nao/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/producao-mundial-de-biocombustiveis-desacelera-mas-no-brasil-nao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 15:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócios]]></category>
		<category><![CDATA[AIE]]></category>
		<category><![CDATA[alcool]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustivel]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[cana de açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[diesel]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[Unica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/producao-mundial-de-biocombustiveis-desacelera-mas-no-brasil-nao/</guid>
		<description><![CDATA[Brasil alivia freada na produção de biocombustíveis

Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR
Depois de anos em rápida expansão, o crescimento da produção mundial de biocombustíveis sofrerá dramática desaceleração em 2009, de acordo com projeções da Agência Internacional de Energia (AIE). A perda de fôlego só não será maior em razão da elevada produção de etanol no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="5">Brasil alivia freada na produção de biocombustíveis</font></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://crescebrasil.com/wp-content/uploads/2008/08/etanol-crescebrasil-2008.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://crescebrasil.com/wp-content/uploads/2008/08/etanol-crescebrasil-2008.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR</p>
<p>Depois de anos em rápida expansão, o crescimento da produção mundial de biocombustíveis sofrerá dramática desaceleração em 2009, de acordo com projeções da Agência Internacional de Energia (AIE). A perda de fôlego só não será maior em razão da elevada produção de etanol no Brasil.</p>
<p>Neste levantamento mais recente, a AIE ajustou para baixo sua estimativa para o incremento da produção global em um volume equivalente a 220 mil barris de petróleo por dia. A entidade prevê, agora, que a produção global de biocombustíveis só aumentará 95 mil barris por dia (6,6%) este ano, ante alta de 345 mil barris/dia (31,55%) registrada em 2008.</p>
<p>A recessão global, a queda dos preços do petróleo, o aperto de crédito, os problemas nos subsídios concedidos pelos governos e a redução da demanda de combustíveis para transporte &#8220;conspiram&#8221; para minar a produção e a viabilidade econômica dos biocombustíveis, de acordo com avaliação da agência.</p>
<p>Mas a forte revisão mascara realidades diferentes. Os maiores problemas são verificados nos países desenvolvidos, com usinas de etanol ou biodiesel nos Estados Unidos e na União Europeia em falência ou com capacidade ociosa. Ao mesmo tempo, a produção brasileira &#8211; que, conforme a AIE, foi maior do que a esperada em 2008 &#8211; deverá continuar relativamente estável este ano.</p>
<p>Nos EUA, a projeção é de que entre 15% e 20% da capacidade total de produção de 800 mil barris por dia de etanol já tenha sido cortada ou esteja ociosa, enquanto o restante segue a operar, mas abaixo do potencial. E a lucratividade também diminuiu.</p>
<p>O declínio de 115 mil barris diários na produção de etanol nos EUA tende a ser compensado por maior volume brasileiro. Dessa forma, o &#8220;declínio líquido&#8221; deverá vir da Europa, da China e de outros paises asiáticos. A expectativa é de que um aumento na mistura de etanol na gasolina nos EUA, para 685 mil barris por dia (10,5 bilhões de galões ou 39,7 bilhões de litros), possam oferecer um certo suporte à produção local.</p>
<p>Para a Europa, a AIE projeta estagnação na produção de biodiesel, mesmo com a decisão da UE de sobretaxar as importações procedentes dos EUA. De um lado, pesa o fraco apoio governamental e o excesso de capacidade na Alemanha &#8211; maior país produtor do bloco; de outro, a importação de 25 mil barris diários procedente dos EUA deverá ser substituída por ofertas de America Latina e Ásia, mais do que pela própria produção doméstica europeia.</p>
<p>França, Itália, Espanha e Grã-Bretanha elevaram suas metas de produção de biocombustíveis para 2009, mas a alta será pequena. Na América Latina, a estimativa é de aumento da produção em quase 60 mil barris equivalentes por dia, ante os 85 mil barris do ano passado. A maior parte do crescimento vem do etanol brasileiro, que teve média de produção de 460 mil barris por dia em 2008, nos cálculos da agência.</p>
<p>A AIE se apoia em relatório da Unica (entidade que reúne as usinas do Centro-Sul do Brasil) para destacar o que chama de &#8220;crescentes barreiras econômicas&#8221; que contiveram a expansão do etanol brasileiro. Apenas de 15 a 20 de 35 novas usinas planejadas para este ano verão a luz do dia. Além disso, maior parte da produção de cana vai para a produção de açúcar, que hoje oferece melhores margens.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/producao-mundial-de-biocombustiveis-desacelera-mas-no-brasil-nao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Califórnia ratifica trunfo ambiental do etanol de cana</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-ratifica-trunfo-ambiental-do-etanol-de-cana/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-ratifica-trunfo-ambiental-do-etanol-de-cana/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 14:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[alcool]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustivel]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[California]]></category>
		<category><![CDATA[cana de açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[etanol de cana]]></category>
		<category><![CDATA[etanol de milho]]></category>
		<category><![CDATA[gases]]></category>
		<category><![CDATA[gasolina]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[proteção ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[refinarias]]></category>
		<category><![CDATA[usineiros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-ratifica-trunfo-ambiental-do-etanol-de-cana/</guid>
		<description><![CDATA[
Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR
Uma das agências de proteção ambiental mais poderosas dos EUA está prestes a aprovar uma resolução que deverá provocar a reavaliação profunda dos benefícios gerados por biocombustíveis como o etanol, criando novas oportunidades para os usineiros brasileiros interessados em aumentar as exportações do produto para o cobiçado mercado americano.
A medida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_OqCLlty9WS8/SLgIUB7SQcI/AAAAAAAAANA/8HfoFbdUUNo/s320/etanol.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_OqCLlty9WS8/SLgIUB7SQcI/AAAAAAAAANA/8HfoFbdUUNo/s320/etanol.jpg" /><img src="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/10/cana_hahaha.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://blogplanetaagro.com.br/wp-content/uploads/2008/10/cana_hahaha.jpg" width="234" height="321" /></div>
<p>Ricardo Balthazar, de Washington &#8211; VALOR</p>
<p>Uma das agências de proteção ambiental mais poderosas dos EUA está prestes a aprovar uma resolução que deverá provocar a reavaliação profunda dos benefícios gerados por biocombustíveis como o etanol, criando novas oportunidades para os usineiros brasileiros interessados em aumentar as exportações do produto para o cobiçado mercado americano.</p>
<p>A medida está há meses em estudos no Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia, organismo encarregado de definir regras para a execução de um ambicioso programa lançado há dois anos para incentivar o consumo de combustíveis limpos e combater o aquecimento global. A iniciativa poderá levar à adoção de políticas semelhantes em outros Estados americanos e na esfera federal.</p>
<p>No centro do debate está a possibilidade de os EUA adotarem um método novo e controverso para calcular a contribuição da indústria dos biocombustíveis para as mudanças climáticas, contabilizando efeitos indiretos como o impacto da produção no desmatamento na Amazônia e no uso da terra em outras partes do globo.</p>
<p>Diversos estudos científicos demonstram que a substituição da gasolina pelo etanol reduz de forma significativa as emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa. Mas essas análises consideram apenas as emissões que podem ser atribuídas diretamente à produção e à distribuição do combustível e não incluem efeitos indiretos, difíceis de medir com exatidão.</p>
<p>Os ambientalistas americanos temem que o avanço dos biocombustíveis empurre a produção agrícola mundial para regiões como a Amazônia, o que poderia anular seus benefícios para o planeta. Mas os estudos que estão sendo feitos nos EUA têm servido para realçar as vantagens que o etanol brasileiro oferece em relação a outros tipos de biocombustível.</p>
<p>Cálculos preliminares do Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia sugerem que o etanol produzido no Brasil permite reduzir em 72% a emissão de gases-estufa associados ao consumo de gasolina, em linha com estudo recente da estatal brasileira Embrapa . Se forem incluídos na conta desmatamento e outros efeitos indiretos atribuídos pelos ambientalistas à produção de álcool, a redução seria bem menor: 24%.</p>
<p>Ainda assim, o álcool brasileiro sairia ganhando na comparação com o etanol produzido nos EUA, onde o combustível é feito de milho em vez de cana-de-açúcar. Os cálculos da Califórnia sugerem que a substituição da gasolina por etanol de milho aumentaria em 4% as emissões de carbono, depois de computados os efeitos indiretos.</p>
<p>A resolução em discussão no Conselho de Qualidade do Ar deve ser aprovada no próximo dia 24 e dará enorme força a esses números. O programa de combate ao aquecimento global lançado pela Califórnia estabelece como meta para a próxima década uma redução de 10% na intensidade de carbono dos combustíveis usados por carros e outros veículos no Estado.</p>
<p>A partir de 2011, as refinarias do Estado precisarão de volumes crescentes de combustíveis limpos para cumprir essa meta. Se as regras propostas pelo governo prevalecerem, os cálculos que incluem o desmatamento e outros efeitos indiretos na análise dos biocombustíveis terão peso decisivo nas escolhas das refinarias e poderão favorecer o álcool produzido no Brasil.</p>
<p>Mais rico dos Estados americanos, a Califórnia consumiu quase 57 bilhões de litros de gasolina em 2008. Se as refinarias substituíssem um décimo disso por etanol, misturando o álcool à gasolina para cumprir as exigências da legislação do Estado, a demanda gerada pela iniciativa seria equivalente a três vezes o volume de etanol vendido pelos usineiros brasileiros para os EUA no ano passado.</p>
<p>Se a proposta dos ambientalistas da Califórnia vingar, o álcool do Brasil terá uma vantagem significativa sobre o etanol feito de milho nesse mercado. &#8220;O combustível que proporcionar uma redução maior das emissões de carbono poderá cobrar um prêmio por isso&#8221;, disse o representante da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nos EUA, Joel Velasco, que tem acompanhado de perto a discussão do tema na Califórnia.</p>
<p>O etanol brasileiro enfrenta atualmente diversas barreiras para entrar nos EUA. Os produtores americanos recebem subsídios oficiais generosos para extrair o combustível do milho. Tarifas impostas ao álcool importado encarecem o produto brasileiro, reduzindo sua competitividade. As normas em debate na Califórnia podem reduzir a importância dessas barreiras se de fato gerarem um aumento na demanda pelo etanol do Brasil.</p>
<p>Políticos, cientistas e grandes corporações com interesses no setor tem se mobilizado para influir na discussão. Vários grupos estão pressionando as autoridades da Califórnia a abandonar a ideia de incluir os efeitos indiretos nas suas análises, por causa das perdas que isso pode causar especialmente às usinas americanas. É provável que diversos grupos recorram à Justiça contra a decisão da Califórnia.</p>
<p>Os modelos matemáticos usados para calcular os efeitos indiretos são imperfeitos. Se uma floresta é destruída porque fazendeiros precisam de terra para produzir alimentos, o carbono armazenado nas árvores é liberado na atmosfera, contribuindo para o efeito estufa. Mas inúmeros fatores podem contribuir para que isso ocorra, e o avanço dos biocombustíveis em áreas que eram dedicadas à produção de comida é só um deles.</p>
<p>&#8220;A premissa básica dessa discussão, a de que os biocombustíveis também são responsáveis por emissões que ocorrem fora da sua cadeia produtiva, está errada&#8221;, disse o professor Bruce Dale, um especialista da Universidade de Michigan. &#8220;Outro problema é achar que temos condições de analisar todas as variáveis envolvidas no processo e tomar decisões com base em modelos tão pouco confiáveis&#8221;.</p>
<p>Mas os ambientalistas têm muito poder na Califórnia e neste ano passaram a ocupar postos-chave em Washington também, com a posse do presidente Barack Obama. &#8220;Não há como fugir dessa discussão&#8221;, disse Nathanael Greene, um analista do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, um influente grupo de pressão. &#8220;Pode haver dúvidas sobre a melhor forma de calcular isso, mas é certo que o impacto dos biocombustíveis sobre o uso da terra não é zero e precisamos desenvolver a indústria de forma mais sustentável&#8221;.</p>
<p>Há no momento uma discussão muito semelhante em curso na esfera federal. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla inglês) também está prestes a definir uma nova metodologia para calcular as emissões de gases-estufa associadas aos vários tipos de biocombustíveis, incluindo os efeitos indiretos sobre o uso da terra. A proposta da EPA ainda está em análise na Casa Branca.</p>
<p>Metas fixadas pela legislação americana impõem limites à expansão das usinas de etanol de milho no país e determinam que no futuro o consumo de outros biocombustíveis só poderá aumentar se eles emitirem 50% menos gases-estufa do que a gasolina. Cálculos preliminares feitos pela EPA indicaram uma redução de 44% com o uso do etanol de cana, numa conta que inclui os efeitos indiretos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/california-ratifica-trunfo-ambiental-do-etanol-de-cana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Caroço é mais competitivo para produção de biodiesel</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/caroco-e-mais-competitivo-para-producao-de-biodiesel/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/caroco-e-mais-competitivo-para-producao-de-biodiesel/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 18:43:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[caroço de algodão]]></category>
		<category><![CDATA[cultivos]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[óleo]]></category>
		<category><![CDATA[terras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/caroco-e-mais-competitivo-para-producao-de-biodiesel/</guid>
		<description><![CDATA[
De São Paulo &#8211; VALOR
Engana-se quem pensa que o algodão é matéria-prima apenas para as indústrias têxtil e de óleo comestível. Estudos desenvolvidos pela Embrapa Meio-Norte comprovaram não só isso, mas também que o algodão cultivado no Piauí e no Maranhão tem mais potencial para a produção de biocombustíveis que em outras partes do país.
&#8220;O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.ccom.pi.gov.br/noticias/fotos/200506/CCOM18_8a3fc75a36.JPG" alt="http://www.ccom.pi.gov.br/noticias/fotos/200506/CCOM18_8a3fc75a36.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">De São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Engana-se quem pensa que o algodão é matéria-prima apenas para as indústrias têxtil e de óleo comestível. Estudos desenvolvidos pela Embrapa Meio-Norte comprovaram não só isso, mas também que o algodão cultivado no Piauí e no Maranhão tem mais potencial para a produção de biocombustíveis que em outras partes do país.</p>
<p>&#8220;O caroço do algodão em geral tem um teor de óleo que varia entre 18% e 20% e a produtividade média no Piauí é de 4,3 toneladas de algodão em caroço por hectare. No Maranhão, a produtividade ficou ligeiramente inferior, ao alcançar 4,2 toneladas de algodão em caroço por hectare&#8221;, afirma o pesquisador e coordenador da pesquisa José Lopes Ribeiro.</p>
<p>Ele explica que foram feitos vários experimentos até se obter o melhor resultado em produtividade, divulgados no princípio deste ano. &#8220;Foram implantados 82 experimentos em sete municípios do Piauí e outros sete no Maranhão&#8221;, diz. Segundo ele, no Piauí, os municípios que apresentaram as melhores médias de produtividade foram Baixa Grande do Ribeiro e Uruçuí. Para se ter uma ideia, no primeiro, a variação oscilou entre 3,2 toneladas por hectare a 4,3 toneladas por hectare. Já no segundo, a produtividade média foi de 2,7 toneladas por hectare a 3,4 toneladas por hectare.</p>
<p>No Maranhão, as melhores produtividades foram registradas nos municípios de Tasso Fragoso, com uma variação de 2,7 toneladas por hectare a 4,2 toneladas por hectare, e em São Raimundo das Mangabeiras. Neste último, a produtividade variou de 3,3 toneladas por hectare a 3,9 toneladas por hectare. &#8220;As 12 cultivares que mais se destacaram nos ensaios foram recomendadas para o cultivo na região Meio-Norte&#8221;, diz.</p>
<p>De acordo com o levantamento sistemático da produção agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país teve, na última safra, uma área colhida de algodão superior a um milhão de hectares. O Nordeste alcançou 379 mil hectares e o Piauí, 17 mil hectares. A produção brasileira chegou a 3,9 milhões de toneladas. Mas foi a produtividade média no país que mais animou os produtores e pesquisadores, atingindo 3,7 toneladas por hectare.</p>
<p>Outros estudos recentes apontam na mesma direção. A coordenadora de projetos do Pólo Nacional de Biocombustíveis da Universidade de São Paulo (USP), Catarina Rodrigues Pezzo, após uma análise comparativa feita nas cinco regiões do país, concluiu que o biodiesel mais viável e de menor custo é o do caroço do algodão. Pelos seus cálculos, sai a R$ 0,81 o litro, na região Nordeste.</p>
<p>Essa afirmação já havia movimentado o setor em 2007, quando um estudo desenvolvido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) também demonstrou que o caroço de algodão do Nordeste é a melhor matéria-prima, do ponto de vista econômico, para a produção do biodiesel.</p>
<p>Para a pesquisadora da USP, entre as oleaginosas de peso como a soja e a mamona, o caroço de algodão está na frente por fatores como facilidade de acesso e por resultar em subproduto com valor de mercado. Ela ressalta que o caroço é o subproduto da indústria têxtil e o seu farelo ainda serve para a ração animal, que tem igualmente valor de mercado, e mesmo possuindo um teor de óleo próximo ao da soja &#8211; de 14% a 18% &#8211; uma das vantagens é não competir com a alimentação, como é o caso da soja.</p>
<p>Na opinião de Catarina Pezzo, o biodiesel é uma alternativa econômica viável para os pequenos produtores, mas salienta que para competir no mercado o projeto só se tornaria viável em uma produção integrada e organizada, por meio de associações ou cooperativas.</p>
<p>De olho nessa possibilidade, a Associação dos Plantadores de Algodão do Mato Grosso (Ampa), que existe desde 1997, e congrega toda a classe produtora de algodão do estado, iniciou há um ano a construção da usina Cooperbio, em Cuiabá-MT, que utilizará entre outras oleaginosas, o caroço de algodão, matéria-prima que possuem de sobra.</p>
<p>Para o presidente da Cooperbio, João Luiz Ribas Pessa, &#8220;a possibilidade de se obter óleo do caroço atende à necessidade de melhor utilização deste subproduto, como também em contribuir para a diminuição do custo de produção ao gerar um combustível mais barato que o diesel&#8221;. Os associados Cooperbio plantam hoje 405 mil hectares de algodão, produzindo 1,4 milhão de toneladas de algodão em caroço, o correspondente a 530 mil toneladas de fibra e 730 mil de caroço. (R.C.)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/caroco-e-mais-competitivo-para-producao-de-biodiesel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
