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	<title>Blog do Favre &#187; Europa</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Americanos e europeus estudam regulação mais dura com base em problemas climáticos, trabalhistas e de segurança
Raquel Landim &#8211; O Estado SP
Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Americanos e europeus estudam regulação mais dura com base em problemas climáticos, trabalhistas e de segurança</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Estão surgindo novas ameaças às exportações brasileiras nos maiores mercados do mundo, Estados Unidos e União Europeia. Três grupos de barreiras preocupam: ambientais, trabalhistas e de segurança. Deputados americanos e europeus debatem novas legislações sobre esses temas, que são foco da agenda comercial.</p>
<p>Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) aponta que por ano 15,4% das exportações brasileiras para os EUA &#8211; o equivalente a US$ 5 bilhões &#8211; estão na mira da nova legislação americana de mudanças climáticas. A lei pode atingir as vendas brasileiras de aço, celulose, papel e alumínio.</p>
<p>O aquecimento global tornou o tema ambiental urgente. O presidente Barack Obama deu sinais de que está disposto a assumir compromissos na reunião de Copenhague. Preocupadas em ficar em desvantagem com outros países, as empresas americanas exigem compensações.</p>
<p>Existem dois projetos sobre o tema no Congresso americano. O mais provável é que sejam aprovadas medidas que obriguem os importadores a comprar licenças para emissão de carbono. &#8220;Isso joga o ônus da adaptação nos países em desenvolvimento&#8221;, disse o diretor de relações internacionais da Fiesp, Mário Marconini.</p>
<p>A União Europeia também estuda a adoção de uma &#8220;taxa de carbono&#8221; contra produtos importados, caso os países emergentes não se disponham a assumir compromissos equiparáveis aos ricos de redução de emissões em Copenhague.</p>
<p>Segundo a consultora da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sandra Rios, essas tarifas distorcem a negociação climática, que reconhece que os países ricos e em desenvolvimento têm responsabilidades diferentes pelo aquecimento global. &#8220;O problema é que essas tarifas vão equiparar os esforços. As nações emergentes têm de manter seu crescimento.&#8221;</p>
<p>Nas discussões trabalhistas, os sindicatos ganharam força para defender regras rígidas em acordos comerciais, depois do desemprego causado pela crise e do apoio decisivo a Obama. A maior preocupação é com o trabalho escravo e infantil.</p>
<p>Tramita no Congresso dos EUA um projeto para reformar a lei de aduanas. Segundo o diretor executivo da Coalização das Indústrias Brasileiras, com sede em Washington, Diego Bonomo, pode entrar em vigor uma nova lista de produtos feitos com trabalho escravo e infantil, que ficariam impedidos de entrar no país. A lista inclui 13 itens brasileiros, como algodão, calçados e tabaco.</p>
<p>A segurança também ganhou relevância desde os ataques de 11 de setembro de 2001. O Congresso concedeu um mandato para o Executivo americano escanear 100% dos contêineres que chegam ao país. Existe um projeto-piloto, mas a administração federal argumenta que não há condições de colocar a lei em prática.</p>
<h3><span style="font-size: xx-large;">Barreira ambiental vai afetar mais os setores intensivos de energia</span></h3>
<p>Estudo da Fiesp mostra que maiores prejuízos recairão na venda de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091116/img/4.5.imagem_cana2.jpg" alt="" /><br />
As exportações brasileiras dos setores intensivos em energia serão as mais afetadas pelas novas barreiras ambientais dos Estados Unidos. Os prejuízos podem ser maiores nas vendas de ferro e aço, celulose, argila, papel e alumínio, conforme estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).</p>
<p>A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou no mês de junho a Lei Waxman-Markey, que estabelece metas de redução de emissões para os Estados Unidos pela primeira vez. Segundo cálculos do Departamento Governamental de Contabilidade americano, os setores que terão mais gastos para se adaptar às novas regras serão metais primários, metais não-metálicos e químicos.</p>
<p>Ainda não foi definido pelo Congresso, mas crescem as chances de que, para compensar os fabricantes locais e evitar a fuga de empresas para países com padrões ambientais menos rígidos, os americanos estabeleçam medidas de fronteira, como exigir que os importadores comprem licenças de emissões de carbono.</p>
<p>No caso do Brasil, o setor siderúrgico deve ser o mais prejudicado, já que quase 27% das exportações de ferro e aço são destinadas ao mercado americano, o que significou US$ 3,4 bilhões em 2008.</p>
<p>&#8220;A Conferência de Copenhague é essencialmente econômica. Não podemos ter a ingenuidade de chegar a essa discussão como se fosse apenas ambiental&#8221;, argumenta o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.</p>
<p>&#8220;Se a indústria siderúrgica americana vai fazer investimentos, é legítimo que queiram compensações. O problema é que, depois da crise, o mercado está sobre ofertado. As questões ambientais podem ser um pretexto para o protecionismo&#8221;, observa. Ele afirma que existe um excedente de aço de 600 milhões de toneladas no mundo.</p>
<p>A indústria siderúrgica brasileira defende que as metas de redução de emissões sejam diferentes para países com consumo per capita inferior e superior a 300 quilos de aço por habitante por ano. Na avaliação do setor, o consumo de aço é um indicador de crescimento econômico e as metas ambientais não podem brecar o desenvolvimento. O Brasil consome 100 quilos por habitante/ano, enquanto a China chega a 340.</p>
<p>Para o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Adjarma Azevedo, &#8220;as barreiras ambientais são inevitáveis&#8221;. O executivo afirma que o Brasil tem de se empenhar para influenciar na implementação dessas leis. Ele diz que, dependendo dos critérios, pode ser um benefício para o Brasil, cuja matriz energética é 47% de energia renovável.</p>
<p>Azevedo acredita que as medidas de fronteira dos Estados Unidos vão acabar levando em consideração o conteúdo de emissão de carbono de cada país. Segundo ele, a indústria brasileira de alumínio contribui com 0,2% das emissões do País, que, por sua vez, representa apenas 4% das emissões globais.</p>
<p>Já a fabricação mundial de alumínio equivale a 1% das emissões do planeta.</p>
<p><strong>QUÍMICO</strong></p>
<p>A maior preocupação do setor químico hoje não está nos Estados Unidos, mas na Europa. A União Europeia implementou no ano passado um novo registro para as substâncias químicas que entram no bloco, conhecido pela sigla Reach. O objetivo é garantir a qualidade dos produtos químicos para não afetar a saúde da população e o meio ambiente.</p>
<p>Por enquanto, a regulamentação ainda não está sendo rigidamente implementada. &#8220;Mas pode ser utilizado como uma barreira se os europeus quiserem, porque impõe uma série de dificuldades para as empresas&#8221;, explica o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis.</p>
<p><strong>OUTRO LADO DA MOEDA</strong></p>
<p>Para alguns setores, novas barreiras comerciais podem se transformar em oportunidades. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, disse que é &#8220;absolutamente favorável&#8221; a cláusulas sociais no comércio internacional. &#8220;É uma evolução natural da globalização.&#8221;</p>
<p>Para o setor têxtil brasileiro, que já opera com uma legislação trabalhista forte, novas regras são vantajosas, porque prejudicariam seu principal concorrente, a China.</p>
<p>Os novos temas do comércio internacional, como meio ambiente e trabalho, são causas defensáveis e não chegam a ir diretamente contra a Organização Mundial de Comércio (OMC), que prevê que os países abram exceções para proteger os recursos naturais ou para fins sociais.</p>
<p>A questão, alertam os especialistas, é que esses temas podem ser utilizados como barreiras protecionistas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="../wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" /></p>
<p><strong> <span style="font-size: xx-large;">Discussão sobre o etanol ganha novas proporções</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raquel Landim &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Símbolo do sucesso brasileiro em energia renovável, o etanol também pode ser alvo de barreiras ambientais. O setor enfrenta um momento crítico nos próximos meses, que é a regulamentação dos combustíveis de baixo carbono.</p>
<p>&#8220;É a nossa maior preocupação&#8221;, disse o presidente da União da Indústria Canavieira de São Paulo (Unica), Marcos Jank. O assunto está sendo debatido nos Estados Unidos e na União Europeia. Nos Estados Unidos, a discussão não é apenas federal, mas também estadual.</p>
<p>Não existem dúvidas de que o etanol polui menos que a gasolina. Também está claro que o etanol brasileiro, produzido com cana-de-açúcar, é menos poluente que produto americano, feito a partir do milho. A questão é qual é o tamanho da vantagem.</p>
<p>Segundo Jank, as discussões nos Estados Unidos e na União Europeia consideram o uso indireto da terra. Ou seja, o efeito que a expansão da produção de cana tem no desmatamento da Amazônia. A área de cana cresce no Centro-Sul, mas, teoricamente, empurra outras culturas em direção à floresta.</p>
<p>&#8220;São cálculos muito difíceis de fazer. E estão sendo utilizadas premissas erradas, porque há desconhecimento do álcool de cana&#8221;, disse o presidente da Unica. Jank ressalta que apenas 1% da expansão da cana-de-açúcar ocorre por meio de desmatamento, enquanto 60% é feito em áreas de pastagens.</p>
<p>Para as usinas, a discussão sobre o padrão do combustível se tornou mais importante que a queda da tarifa cobrada pelos Estados Unidos para a importação de etanol, de US$ 0,54 por galão, que vence em 2010.</p>
<p>Segundo Jank, a indústria vai fazer um forte lobby para o Congresso Nacional não renovar a tarifa. &#8220;Mas se garantirmos uma boa qualificação para o etanol brasileiro como combustível avançado ganharemos aliados nessa briga.&#8221;</p>
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		<title>Brasil se antecipa e desfaz política anticíclica</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 14:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alberto Tamer* &#8211; O Estado SP
Afinal, retira-se ou não a política de incentivos à economia para sair da recessão? Esse é um dilema dos países ricos. Do Brasil, não. Nós já estamos desfazendo as medidas anticíclicas em ordem, com redução de juros e impostos. Eles voltam aos poucos, de forma gradual e seletiva, sem afetar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Alberto Tamer* &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Afinal, retira-se ou não a política de incentivos à economia para sair da recessão? Esse é um dilema dos países ricos. Do Brasil, não. Nós já estamos desfazendo as medidas anticíclicas em ordem, com redução de juros e impostos. Eles voltam aos poucos, de forma gradual e seletiva, sem afetar a demanda e aumentando a arrecadação. Mas a pergunta, quase acadêmica, voltou no cenário mundial, este fim de semana, com a reunião dos ministros das Finanças do G-20, na Escócia.</p>
<p>Barack Obama e Ben Bernanke dizem que não. O Banco Central Europeu diz que sim. Chega de ajuda ao sistema financeiro a partir do próximo ano, afirmou o seu presidente Jean-Claude Trichet, na quinta-feira. E só não aumentou os juros por pressão dos governos, principalmente da França. O juro permanece em 1%, com sinais de alta. O BCE tem medo da inflação que não é inflação, mas deflação. Menos 0,3% em setembro.</p>
<p>Nos EUA, o desemprego de 10,2% se antecipa às previsões. Não era para acontecer agora, mas no início do ano. Janeiro ou fevereiro. Preocupa, mas era esperado, pois a economia, que havia dado um salto no último trimestre, continua frágil. Ainda não se sustenta.</p>
<p>O governo estava preparado. No mesmo dia em que se anunciou esse índice, Obama estendeu os benefícios federais aos desempregados, que se acumulam aos estaduais, e prorrogou medidas de estímulo ao setor imobiliário. A Casa Branca informou também que novas medidas anticíclicas estão sendo estudadas e poderão ser anunciadas em breve.</p>
<p>Um dia antes, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), também veio a público para informar que não muda a política monetária, vai manter ainda por algum tempo o juro básico em torno de 0,25%, praticamente negativo em termos reais. Vai continuar ativo na compra de títulos do Tesouro e imobiliários. Ou seja, mais dólares vão entrar no mercado.</p>
<p>Para Obama e Bernanke, a economia só reage com mais estímulos. Tudo o mais, déficit, dívida, fica para depois</p>
<p>Na Europa, nada muda, apesar de o desemprego já estar em 9,7%, e a inflação crescendo. Não seria grave se ela não tivesse o mesmo que os EUA no Produto Interno Bruto (PIB) mundial. US$ 14 trilhões.</p>
<p>Quem está certo, os americanos ou os europeus? Trichet ou Bernanke?</p>
<p>É isso que estava na pauta da reunião dos ministros do G-20, encerrada ontem. Foi a terceira do ano ? um balanço com resultados previsíveis. A conclusão é que vão continuar estimulando a economia, mas cada um do seu modo. Só que isso não funciona porque alguns querem agir mais, outros menos. E a economia mundial vai continuar se arrastando ainda por muitos e muitos meses.<br />
<strong><br />
RETOMADA NÃO CONVENCE</strong></p>
<p>Eles deveriam ouvir quem não foi ouvido no passado, e acertou ao prever a recessão: Nouriel Roubini, da Universidade de Nova York. Para ele, a retomada é ainda incerta e não se mantém porque está sendo sustentada pelos estímulos fiscais e monetários, gastos dos governos e pela política de juros baixos. Quanto dura? Roubini arrisca. Quando muito, não mais de seis meses. É mais ou menos o prazo para que os estímulos do governo não se transformem em déficits insuportáveis. Em determinado momento, o setor privado, as empresas, terão de substituir o governo. Há ainda muitos desequilíbrios. O mercado financeiro está se recuperando mais rapidamente que a atividade econômica. Sinal, o desemprego continua aumentando. E permanece a pergunta. Quando o governo deve começar a sair? Roubini não responde, mas insinua que o setor privado ainda não está preparado. E cabe aos governos dos países desenvolvidos continuar a tarefa de prepará-los. Só devem tentar administrar melhor seus déficits. E antecipar-se a bolhas previsíveis.</p>
<p><strong>QUEM ESTÁ CERTO?</strong></p>
<p>Acho que nós. Estamos indo devagarzinho nas duas frentes, fiscal e monetária. Sem a ousadia dos dias que antecederam a crise e se enfrentou, com êxito, a recessão. Agora, não há pressa. O governo está começando a remover as medidas anticíclicas de forma gradual. Na área tributária, com o restabelecimento do IPI no setor automobilístico, o mais afetado pela crise. Nessa área, grande empregadora de mão de obra, evitou-se o pior. Mas esse imposto está sendo restabelecido gradualmente para que empresas e compradores se adaptem à nova realidade. E a realidade é uma economia na qual o crédito volta, o desemprego recua e o rendimento das famílias aumenta. No final da linha, isso vai representar maior arrecadação.</p>
<p>O mesmo está sendo feito ainda com mais cuidado na linha branca por causa do seu componente social.</p>
<p>Na área monetária, lembra Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o Banco Central mantém sua posição, também com medidas graduais, sem precipitações. Reduziu o juro básico para 8,75% e o mantém nesse nível.</p>
<p>Não temos pressa porque nos apressamos antes, aproveitando um terreno já preparado no governo anterior e neste. A inflação caiu de 12,5% em 2002 para 4,3% neste ano.</p>
<p>O juro nominal em 2002 era de 19,1%, teve de ser aumentado para 23,3% no ano seguinte para conter a inflação e agora está em 8,7%.</p>
<p>Sabedoria? Não. Apenas soubemos aproveitar esse cenário, que nós mesmos preparamos, para nos sobrepormos aos outros, que afundaram na recessão.<br />
<strong><br />
*Email: at@attglobal.net </strong></p>
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		<title>Itália é condenada por ter crucifixo na sala de aula</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 12:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Para a Corte Europeia de Direitos Humanos, símbolo perturbaria crianças não cristãs; integrantes do governo e da Igreja criticaram a decisão



Reuters, AP e Efe, ROMA &#8211; O Estado SP

A Corte Europeia de Direitos Humanos determinou ontem que os crucifixos, símbolos da religião cristã, sejam retirados das escolas públicas italianas, pois a sua presença poderia ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Para a Corte Europeia de Direitos Humanos, símbolo perturbaria crianças não cristãs; integrantes do governo e da Igreja criticaram a decisão</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Reuters, AP e Efe, ROMA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091104/img/7.6.imagem_igrejaitalia.jpg" alt="" width="554" height="372" /></div>
<p>A Corte Europeia de Direitos Humanos determinou ontem que os crucifixos, símbolos da religião cristã, sejam retirados das escolas públicas italianas, pois a sua presença poderia ser perturbadora para crianças de famílias que possuem outras crenças. A decisão causou indignação e raiva em autoridades italianas e na Igreja Católica, que classificou a sentença de &#8220;ideológica e parcial&#8221;. O governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi anunciou que pretende recorrer.</p>
<p>&#8220;Vergonhosa&#8221;, &#8220;ofensiva&#8221;, &#8220;absurda&#8221;, &#8220;inaceitável&#8221; e &#8220;pagã&#8221; foram alguns dos adjetivos incisivos usados por integrantes do governo ao comentar a decisão do tribunal.</p>
<p>Para a ministra da Educação, Mariastella Gelmini, a presença dos crucifixos nas salas de aula não significa uma aderência automática ao catolicismo e sim um símbolo de uma herança italiana. &#8220;A história da Itália está marcada por símbolos e se apagamos esses símbolos, apagamos partes de nós mesmos&#8221;, disse.</p>
<p>Rocco Buttiglione, um ex-ministro que ajudou a escrever encíclicas papais, afirmou que a &#8220;Itália tem sua cultura, suas tradições e sua história. Os que vivem entre nós devem entender e aceitar essa cultura e essa história&#8221;.</p>
<p>O país vem debatendo há tempos como lidar com a crescente população de imigrantes &#8211; a maioria vinda de países com maioria de muçulmanos &#8211; e é provável que a sentença da Corte Europeia de Direitos Humanos se converta em um outro grito de guerra para a política do governo de Berlusconi, de centro-direita, para restringir o número de recém-chegados.</p>
<p>O caso foi apresentado por uma cidadã italiana, Soile Lautsi, que se queixou do fato de que seus filhos tiveram de frequentar uma escola no norte do país que possuía crucifixos em todas as salas. Soile alegou que isso contrariava seu direito de dar a seus filhos uma educação secular e a corte decidiu a seu favor.</p>
<p>O ministro italiano de Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmou que a corte desferiu um &#8220;golpe mortal a uma Europa de valores e direitos&#8221;, criando um mau precedente para outros países.</p>
<p>O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o crucifixo é símbolo da importância dos valores religiosos na história e na cultura italiana e um símbolo de união e aceitação para toda a humanidade. Para ele, a corte não tinha o direito de intervir em um tema profundamente italiano. &#8220;Parece que a corte ignora o papel do cristianismo na formação da identidade europeia, que era e continua sendo essencial.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: xx-large;">***</span></strong></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Tribunal europeu condena crucifixo em escola italiana</strong></span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong> </strong></span><strong>Corte de direitos humanos diz que símbolo pode perturbar crianças não cristãs</strong></p>
<p><strong>Governo e Vaticano criticam decisão, tomada a partir de denúncia feita por cidadã que considerou cruz uma afronta ao ensino laico</strong></p>
<h2><span><span style="background-color: #ffff99;">DA REDAÇÃO FOLHA SP</span><br />
</span></h2>
<p>A Corte Europeia de Direitos  Humanos condenou ontem a  presença de crucifixos em escolas da Itália, alegando que os  símbolos poderiam perturbar  crianças não cristãs. A decisão  causou protestos de italianos  que consideram o crucifixo  parte da cultura nacional. O governo Berlusconi prometeu recorrer da condenação.<br />
O caso foi levado à Corte Europeia por uma cidadã italiana,  Soile Lautsi, que se queixava de  que seus filhos eram forçados a  ir a uma escola pública com  crucifixos em todas as salas de  aula e que isso contrariava seu  direito a uma educação laica.<br />
A corte condenou o governo  a pagar multa de 5.000 a  Lautsi e, ainda que não tenha  determinado explicitamente a  remoção dos crucifixos, declarou em seu veredicto que &#8220;o  Estado não deve impor crenças&#8221; em locais públicos e tem  de manter &#8220;neutralidade na  educação pública, que deve  abrigar o pensamento crítico&#8221;.<br />
O Vaticano expressou &#8220;choque&#8221; e &#8220;pesar&#8221; pela decisão,  uma vez que vê o crucifixo como &#8220;símbolo do amor de Deus,  de união&#8221;. &#8220;Lamento que seja  considerado um símbolo de divisão ou limitação de liberdade&#8221;, disse o porta-voz da Santa  Sé, Federico Lombardi.<br />
A ministra da Educação, Mariastella Gelmini, disse que os  crucifixos não significavam  aderência ao cristianismo e  que apenas simbolizam a tradição italiana. Parte da oposição  ao governo direitista também  criticou a decisão judicial, elogiada por grupos ateístas.<br />
A Itália é um dos países europeus envoltos em debate sobre  como lidar com um crescente  número de imigrantes, muitos  deles muçulmanos, e a proibição da corte europeia pode servir de bandeira para o governo  conservador do premiê Silvio  Berlusconi intensificar a restrição à imigração.<br />
Na França, lei de 2004 proibiu o uso de símbolos religiosos  ostensivos em todas as escolas  públicas. É possível que a decisão judicial de ontem -que  afeta uma lei dos anos 1920,  época do governo fascista, que  obriga as escolas italianas a ostentarem crucifixos- estimule  medidas semelhantes em outras escolas públicas europeias.<br />
A Corte Europeia de Direitos  Humanos, em ação desde 1959  em Estrasburgo, França, foi  criada para punir violações  previstas na Convenção Europeia de Direitos Humanos, e  suas decisões são vinculantes.<br />
Antes de chegar ali, em 2006,  o processo tramitou no Tribunal Constitucional italiano  (que disse não ter jurisdição  sobre o caso), num tribunal administrativo e no Conselho de  Estado da Itália, que o rejeitou.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span> Com agências internacionais</span></div>
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		<title>Dívida de países ricos infla com a crise</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 11:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Dívida pública média dos países da OCDE vai atingir 100% do PIB
(A relação Dívida/PIB é aproximadamente de 40% no Brasil. LF)




Andrei Netto, CORRESPONDENTE, PARIS &#8211; O Estado SP


// 

A explosão do déficit fiscal dos 30 países mais industrializados, membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), vai impulsionar a dívida pública média [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Dívida pública média dos países da OCDE vai atingir 100% do PIB</strong></p>
<p><strong><em>(A relação Dívida/PIB é aproximadamente de 40% no Brasil. LF)</em><br />
</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Andrei Netto, CORRESPONDENTE, PARIS &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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// ]]&gt;</script></div>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091020/img/4.43.imagem_dividaricosocde.jpg" alt="" width="555" height="379" /></div>
<p>A explosão do déficit fiscal dos 30 países mais industrializados, membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), vai impulsionar a dívida pública média a 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. O cálculo atualizado foi feito a pedido do Estado e confirma previsões negativas sobre o estado das finanças públicas das nações desenvolvidas. Segundo a revista The Economist, só nos sete países mais ricos, o G-7, a conta já supera os US$ 35 trilhões.</p>
<p>O desequilíbrio orçamentário é o efeito mais retardado da crise, e ameaça a estabilidade de todas as grandes potências: Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e, em menor escala, Canadá. O hiperendividamento &#8211; um problema que o Brasil conheceu de perto nos anos 70, 80 e 90 &#8211; é consequência direta do aumento brutal do déficit público médio nos últimos dois anos. Em 2007, a cifra atingia 1,5% do PIB dos 30 países; em 2009, chega a 8%. &#8220;O déficit explodiu no mundo com a crise, que reduziu a arrecadação e exigiu mais gastos públicos, em especial pela adoção dos pacotes de estímulo à economia&#8221;, disse Jean-Luc Schneider, diretor adjunto do Departamento de Economia da OCDE.</p>
<p>A relação média entre a dívida pública e o PIB é mais grave no Japão, onde estaria na casa dos 200%, nos Estados Unidos, em cerca de 100%, e na União Europeia, próximo a 90%. E a perspectiva não é de redução, mas de crescimento de 30% entre 2007 e 2017. Nesses dez anos, a dívida crescerá de 63% para 103% nos EUA, passará de 47% a 125% no Reino Unido e de 70% a 99% na França. Levantamento do banco Barclays Capital nas contas públicas da zona do euro indica situação de calamidade em países como a Grécia &#8211; onde a dívida irá de 95% em 2007 para 149% em 2015. Na Irlanda, saltará de 25% a 144%.</p>
<p>Apesar dos números, a preocupação de organismos como a OCDE é reforçar a confiança na capacidade de pagamento de cada país. &#8220;É preciso ressaltar que ninguém ainda está à beira da crise de confiança&#8221;, diz Schneider, citando a credibilidade do Japão, mesmo com o buraco em suas contas. &#8220;Enquanto o mercado acreditar que estes governos são capazes de cortar seus déficits, eles estarão solventes.&#8221;</p>
<p>O mais grave, porém, não é a conjuntura econômica adversa que impulsionou o déficit e a relação dívida/PIB, mas a trajetória do endividamento nesses mesmos países, que já aumentava antes da crise financeira e dos planos de relançamento.</p>
<p>Nos últimos 20 anos, houve aumento constante da dívida pública, pela falta de rigor nas políticas orçamentárias e a importância dada ao crédito para fomentar o crescimento de economias como a americana. Em 1987, a dívida pública média na zona da OCDE era de 59%, e chegava a 75% em 2007.</p>
<p>Esse panorama fez o diretor do Departamento de Assuntos Orçamentários do Fundo Monetário Internacional (FMI), Carlo Cottarelli, definir a situação como &#8220;sem precedentes em tempos de paz&#8221;. O esforço para reequilibrar as finanças públicas, calcula Cottarelli, exigirá que países com déficit orçamentário na casa de 3,5% revertam o desempenho, com excedentes de 4,5%. Mesmo com esse esforço, eles levarão 20 anos para reduzir a dívida a cerca de 60% do PIB.</p>
<p>Como o Brasil, a Europa conhece exemplos da dificuldade em controlar o endividamento público. Em seu último relatório mensal, o Banco Central Europeu (BCE) lembra que a Holanda precisou de 13 anos para reduzir sua relação dívida/PIB de 78,5% para 46% &#8211; investindo todos os anos 2,7% de sua riqueza -, enquanto a Finlândia levou 14 anos para diminuir 24% do total devido. O exemplo mais bem-sucedido na Europa é o da Irlanda, que reduziu a dívida em 69% em 12 anos. Mas precisou crescer 7% ao ano, o que lhe valeu o apelido de &#8220;tigre celta&#8221;.</p>
<p><strong>CENÁRIO SOMBRIO</strong></p>
<p>US$ 35 trilhões<br />
é a previsão da revista &#8220;The Economist&#8221; de quanto estaria hoje o<br />
déficit fiscal nos sete países mais ricos do mundo</p>
<p>200% é a estimativa<br />
da relação média entre a dívida pública e o PIB no Japão, onde a situação é mais grave. Nos EUA, essa relação estaria em 100% e na UE, estaria próxima de 90%</p>
<p>30% é quanto<br />
se estima seja o aumento dessa relação entre 2007 e 2017.<br />
Nesses 10 anos, a dívida crescerá de 63% para 103% nos Estados UNidos; passará de 47% a 125% no Reino Unido; e de 70% a 99% na França</p>
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		<title>Gastos públicos tiram a Alemanha da recessão</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 16:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Autoridades alertam, porém, para o excesso de otimismo
Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP
&#160;
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Gastos públicos tiram a Alemanha de sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ontem, as autoridades alemãs confirmaram que a recessão foi superada, mas admitem que o buraco nas contas públicas explodiu. Já o presidente da Comissão Europeia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Autoridades alertam, porém, para o excesso de otimismo</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Jamil Chade, GENEBRA &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p>Gastos públicos tiram a Alemanha de sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ontem, as autoridades alemãs confirmaram que a recessão foi superada, mas admitem que o buraco nas contas públicas explodiu. Já o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, alertou contra o otimismo e disse que a Europa ainda não está pisando em terra firme.</p>
<p>Segundo os dados da maior economia da Europa, o crescimento no segundo trimestre foi de 0,3% em comparação aos primeiros três meses do ano. No primeiro trimestre, a queda havia sido de 3,5%. Em relação aos 12 meses precedentes, a queda do PIB ainda é profunda, de 5,9%. Mas pelo menos é inferior à queda de 6,7% no primeiro trimestre de 2009, em comparação com o mesmo período de 2008.</p>
<p><strong>AUMENTO DE GASTOS</strong></p>
<p>O governo aumentou os gastos em 0,4% e os investimentos em construção foram elevados em 1,4%. O consumo privado aumentou em 0,7% graças aos subsídios estatais. Esses foram os primeiros dados positivos em 12 meses e confirmam as informações preliminares divulgadas há 10 dias.</p>
<p>Desde a eclosão da crise, a chanceler Angela Merkel injetou US$ 121 bilhões na economia, incluindo subsídios para a compra de carros.</p>
<p>Esse mecanismo não apenas serviu como um balão de oxigênio para a indústria automotiva, como puxou o aumento do consumo privado no trimestre.</p>
<p><strong>ELEIÇÕES</strong></p>
<p>O que todos se perguntam, porém, é até que ponto a Alemanha terá de manter a ajuda estatal. A exportação, que foi o motor de crescimento da Alemanha na última década, ainda não foi retomada com força. No trimestre, a queda foi de 1,2% e não há expectativa que se recupere rapidamente. Merkel deve ser beneficiada pelos dados publicados ontem nas eleições gerais que ocorrem no fim do próximo mês.</p>
<p>Carsten Brzeski, analista do banco ING, afirma que o crescimento ocorre graças aos gastos públicos. &#8220;Os números são resultado do plano de resgate do governo&#8221;, disse, em uma nota.</p>
<p>&#8220;A economia alemã ainda está recebendo infusões. As próximas semanas e meses podem ser positivos, mas algumas dúvidas persistem se a economia já pode se manter de pé sozinha&#8221;, disse Alex Weber, presidente do Banco Central alemão. &#8220;A recessão acabou, mas nem tudo que brilha é ouro&#8221;, completou.</p>
<p><strong>CAUTELA</strong></p>
<p>Merkel também adotou um tom de cautela. Segundo ela, o pior já passou. Mas o caminho nos próximos meses ainda será turbulento.</p>
<p>Barroso fez um alerta contra um otimismo exagerado. Na zona do euro, a contração da economia foi de 0,1% no segundo trimestre, taxa comemorada pelo mercado. A França também já saiu da recessão.</p>
<p>Mas um dos desafios será ainda a expansão do desemprego nos próximos meses, o que deve afetar o consumo e fazer com que a recuperação patine por alguns meses. Na Alemanha, a taxa de desemprego deve subir de 8,3% neste ano para 10,5%, segundo os dados oficiais.</p>
<p>Para alguns países, como no Báltico, a queda do PIB é de mais de 20%. Barroso garante que a UE vai ajudá-los. &#8220;O impacto da crise ainda é tangível na Europa e temos muito a caminhar ainda&#8221;, disse.</p>
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		<title>A Europa volta a rugir</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 14:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Carter Dougherty* &#8211; O Estado SP
A economia europeia apresentou no segundo trimestre uma recuperação mais forte do que a esperada, sustentando esperanças de que a recessão mundial esteja próxima do fim.
A grande melhoria em relação ao primeiro trimestre sublinhou o quanto a Europa e a própria economia mundial se recuperaram desde a queda livre do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/367611/merkel+sarkozy_epa.jpg" alt="http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/367611/merkel+sarkozy_epa.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Carter Dougherty* &#8211; O Estado SP</p>
<p>A economia europeia apresentou no segundo trimestre uma recuperação mais forte do que a esperada, sustentando esperanças de que a recessão mundial esteja próxima do fim.</p>
<p>A grande melhoria em relação ao primeiro trimestre sublinhou o quanto a Europa e a própria economia mundial se recuperaram desde a queda livre do fim de 2008. O bom resultado foi puxado por França e Alemanha, economias que apresentaram pequeno crescimento no segundo trimestre.</p>
<p>Apesar de muito dependente dos gastos governamentais, a Ásia apresentou recentemente grandes melhorias. Alguns dos principais analistas esperam para este ano um crescimento de até 9% na China, e de mais de 10% no ano que vem. Enquanto isso, a brutal contração no início do ano nos Estados Unidos amainou, e há sinais indicando pequeno crescimento para o segundo semestre.</p>
<p>A economia da União Europeia, formada por 27 países, encolheu 0,3% no trimestre encerrado em 30 de junho, chegando a uma taxa anual de aproximadamente 1,2%. Os 16 países que usam o euro como moeda tiveram declínio de 0,1% no segundo trimestre, equivalente a uma taxa anual de 0,4%.</p>
<p>Apesar de negativos, os dados europeus transmitiram uma impressão muito melhor do que os do primeiro trimestre deste ano, quando se registrou, tanto na União Europeia quanto na zona do euro, uma contração de 2,5% em relação aos três últimos meses de 2008.</p>
<p>O significativo abrandamento da recessão colocou a Europa em um nível semelhante ao dos Estados Unidos, onde a economia se contraiu num ritmo anual de 1% no segundo trimestre. Economistas disseram que a Europa recebeu alguma ajuda dos programas governamentais, como as bonificações pagas na troca de carros antigos por veículos novos, além da maior demanda por exportações observada na China.</p>
<p>Mas, acima de tudo, o desempenho representou uma virada para o choque financeiro que foi sentido nas economias do mundo todo após o colapso do Lehman Brothers, em setembro, e o subsequente caos nos mercados financeiros.</p>
<p>A Europa ainda enfrenta a possibilidade de ver sua recuperação desacelerar ou mesmo estagnar no início de 2010 por causa das iniciativas insuficientes para a restauração do sistema bancário e do rápido aumento do desemprego. Ainda assim, as perspectivas mais animadoras, em especial na Alemanha e na França, parecem ter dado à região um impulso rumo a uma recuperação mais precoce do que a esperada.</p>
<p>Por causa da sua receita bastante diversa para combater a recessão, a Europa deve apresentar em 2010 um crescimento menos veloz do que o americano, segundo economistas.</p>
<p>No ano que vem, a maior parte de um programa de gastos no valor de US$ 800 bilhões nos EUA começará a surtir efeito, o que fará as medidas europeias parecerem quase insignificantes, apesar de suas dimensões corresponderem ao medo dos governos europeus de se verem atolados em dívidas. Uma isenção fiscal total de aproximadamente US$ 100 bilhões deu aos EUA, nos últimos meses, um impulso rumo à recuperação.</p>
<p>&#8220;A verdadeira diferença nas recuperações será sentida no ano que vem&#8221;, disse Thomas Mayer, economista-chefe do Deutsche Bank para a Europa. &#8220;Isso acontecerá quando os EUA se restabelecerem mais rápido do que a Europa.&#8221; Os números animadores são sustentados pelo desempenho sólido de França e Alemanha. Mesmo assim, a economia alemã, a maior da região, ainda deve registrar contração anual de 6%, dizem os economistas.</p>
<p>Dentro da zona do euro, França e Alemanha estão ajudando a equilibrar os desempenhos sofríveis da Itália, eterna retardatária, e da Espanha, onde o colapso do mercado imobiliário causou aguda recessão.</p>
<p>Os países do Leste Europeu, em especial a Hungria e os países bálticos, continuam sofrendo grandes dificuldades. A antes poderosa economia britânica ainda enfrenta rápida alta no desemprego, apesar da possibilidade de o país também apresentar um modesto crescimento no terceiro trimestre.</p>
<p>Os novos números da economia alemã surpreendem após quatro trimestres consecutivos de contração na produção, sugerindo que a recessão do país &#8211; a pior desde a Segunda Guerra &#8211; tenha chegado ao fim.</p>
<p>A surpresa do crescimento alemão &#8211; a maioria dos economistas esperava número igual a zero ou até negativo &#8211; reflete o ganho dos exportadores com o crescimento na Ásia e com o que parece ser o fim do declínio nos EUA. A produção industrial também recebeu o incentivo de programas que conferem um bônus de 2.500 aos compradores que decidirem trocar seus carros velhos por modelos novos e menos poluentes.</p>
<p>&#8220;O estímulo está funcionando um pouco, mas existe também uma recuperação associada ao comércio global&#8221;, disse Erik Nielsen, economista-chefe do Goldman Sachs de Londres para a Europa.</p>
<p>Mas outros fatores estão influenciando as perspectivas para a Europa, criando incertezas em relação à situação econômica em 2010. Na semana passada, a notícia de que as exportações alemãs tinham dado em junho um salto de 7% em relação ao mês anterior antecipou que deve haver um crescimento no Produto Interno Bruto.</p>
<p>Mas isso mascarou um colapso generalizado nas encomendas do exterior; as exportações alemãs apresentaram em junho queda de 22% em relação a igual período de 2008.</p>
<p>E ainda é esperada para este ano uma grande alta no desemprego, conforme programas governamentais que mantinham as pessoas em folhas de pagamento particulares começarem a expirar.</p>
<p>O desemprego na zona do euro já está em 9,4%, o nível mais alto em 10 anos, e o crescimento anêmico dos próximos trimestres não será suficiente para frear ou compensar este aumento. Isso, por sua vez, poderia derrubar a confiança do consumidor e até provocar turbulências políticas na Europa, segundo os economistas.</p>
<p>O sistema financeiro é outro problema no horizonte, apesar de a sua recuperação ser mais rápida do que a esperada. O Fundo Monetário Internacional (FMI) criticou a Europa por não ter agido com suficiente agilidade para recapitalizar os bancos e limpar de ativos podres dos balanços. Mas a previsão do Banco Central Europeu (BCE) para as perdas é menor do que a do FMI e, além disso, publicou dados sugerindo que há maior fluidez nos fluxos de crédito.</p>
<p>&#8220;Não precisamos nos preocupar com o aperto no crédito tanto quanto pensamos que seria necessário no início do ano&#8221;, disse Julian Callow, economista-chefe do Barclays Capital.</p>
<p><strong>*Carter Dougherty é jornalista </strong></p>
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		<title>Desemprego e fim dos pacotes de estímulo ameaçam retomada</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 11:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gerrit Wiesmann, Financial Times, de Frankfurt &#8211; VALOR
A zona do euro poderá voltar a crescer neste trimestre, mas com que rapidez e sustentabilidade?
A mensagem trazida por dados divulgados ontem parece ser: o crescimento puxado por exportações parece estar voltando, mas será contido, por algum tempo, pelo desemprego em alta, pelos bancos ainda reticentes em emprestar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.groupedesbellesfeuilles.eu/files/crise.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.groupedesbellesfeuilles.eu/files/crise.jpg" width="492" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gerrit Wiesmann, Financial Times, de Frankfurt &#8211; VALOR</p>
<p>A zona do euro poderá voltar a crescer neste trimestre, mas com que rapidez e sustentabilidade?</p>
<p>A mensagem trazida por dados divulgados ontem parece ser: o crescimento puxado por exportações parece estar voltando, mas será contido, por algum tempo, pelo desemprego em alta, pelos bancos ainda reticentes em emprestar e pelo fim dos pacotes de estímulo fiscal, enquanto governos buscam conter déficits orçamentários.</p>
<p>O crescimento na Alemanha e na França &#8211; que, reunidas, são responsáveis por quase 48% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro &#8211; por pouco não levaram a região como um todo para o território positivo. A recuperação deixou os economistas mais confiantes do que nunca em que a forte recessão na zona do euro esteja chegando ao fim quase exatamente dois anos depois de o aperto de crédito ter deflagrado a crise financeira mundial.</p>
<p>Mas, apesar da quase eufórica reação às inesperadas boas notícias, a maioria dos economistas mantém uma perspectiva cautelosa. O consenso é de que o crescimento na eurozona poderá se aproximar de taxas média históricas no fim do ano que vem.</p>
<p>Aurelia Maccario, economista do Unicredit em Milão, disse que o forte desempenho da zona do euro sugere um retorno a taxas de crescimento positivas no terceiro trimestre, com &#8220;provavelmente uma leve aceleração no fim do ano&#8221;. O crescimento poderá atingir uma taxa anualizada de 1% no segundo semestre de 2009 devido ao efeito combinado do ressurgimento da demanda mundial e de crescimento dos gastos públicos e privados, como resultado de diversos esquemas de estímulo.</p>
<p>Economistas disseram que as medidas de curto prazo provavelmente desempenharam um grande papel na evidente guinada rumo ao crescimento.</p>
<p>&#8220;Com base no que sabemos hoje, revisamos para cima nossas previsões para o terceiro trimestre &#8211; de situação praticamente inalterada para 0,5% positivo&#8221;, disse Erik Nielsen do Goldman Sachs em Londres. Para ele, outros fatores, além do estímulo, poderão começar a mostrar seu efeito.</p>
<p>A melhoria nas expectativas levou diversos bancos a revisarem para melhor suas previsões anuais para o PIB na zona do euro, embora a região tem um longo caminho a percorrer até retornar a níveis anteriores à crise.</p>
<p>O alemão Commerzbank disse que o PIB da zona do euro deverá encolher &#8220;apenas&#8221; 3,5% neste ano, em comparação com uma previsão anterior de queda de 3,8%. O Unicredit agora prevê que a economia encolherá 4%, em vez dos 4,6% projetados anteriormente.</p>
<p>Segundo a Eurostat, birô estatístico da União Europeia (UE), a taxa à qual a economia da zona do euro encolheu baixou para 0,1% no segundo trimestre, de calamitosos &#8211; 2,5% no primeiro.</p>
<p>Nielsen falou de &#8220;grande interrogações&#8221; pairando sobre o sistema bancário europeu.</p>
<p>Temores de que os bancos europeus sejam forçados a depreciar ativos relacionados com inadimplência devida à crise econômica e, em consequência, reduzir novas concessões de empréstimos têm preocupado políticos e o Banco Central Europeu (BCE) nas últimas semanas.</p>
<p>Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE, implorou aos banco, na semana passada, que repassem as &#8220;medidas extraordinárias&#8221; que o BCE tomou para incrementar sua liquidez.</p>
<p>Outra razão para tratar os dados divulgados ontem com alguma cautela é o desemprego, para o qual a expectativa generalizada é de um salto de crescimento &#8211; que deprimiria o consumo &#8211; enquanto as companhias continuam a apertar os cintos.</p>
<p>Trichet advertiu na semana passada que &#8220;mesmo quando a economia reaquecer, o desemprego poderá continuar crescendo&#8221;. Ele ressaltou esse risco como &#8220;um dos pontos importantes que nos impõem sermos prudentes e cautelosos&#8221; durante algum tempo.</p>
<p>O perigo de que as verbas de estímulo &#8211; que parecem estar dando sustentação aos gastos públicos e privados &#8211; acabem antes que a zona do euro tenha superado os prenúncios de apertos de crédito e no mercado de trabalho é a razão pela qual os economistas continuam preocupados com o crescimento.</p>
<p>&#8220;O problema, para a zona do euro&#8221;, disse Nielsen, &#8220;é que os fatores positivos são, no momento, em larga medida de curto prazo, ao passo que os fatores negativos poderão se constituir em problemas de mais longo prazo&#8221;.</p>
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		<title>Alemanha e França voltam a crescer e puxam economia da zona do euro</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 11:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Bloomberg &#8211; VALOR
Alemanha e França surpreenderam, voltando a crescer no trimestre passado. O resultado dos dois quase fez com que a economia da zona do euro não sofresse contração e sugere que a recessão da região, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, pode estar chegando ao fim.
O Produto Interno Bruto da zona do euro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://europeorient.files.wordpress.com/2009/06/merkel_sarkozy.jpg" alt="http://europeorient.files.wordpress.com/2009/06/merkel_sarkozy.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Bloomberg &#8211; VALOR</p>
<p>Alemanha e França surpreenderam, voltando a crescer no trimestre passado. O resultado dos dois quase fez com que a economia da zona do euro não sofresse contração e sugere que a recessão da região, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, pode estar chegando ao fim.</p>
<p>O Produto Interno Bruto da zona do euro encolheu 0,1% em relação ao primeiro trimestre, período em que contraiu 2,5% &#8211; o qual foi o maior declínio desde que os dados relativos ao bloco começaram a ser compilados, em 1995, informou o departamento de estatística da União Europeia (UE). Economistas haviam estimado que o PIB teria encolhido 0,5% nos três meses até junho, segundo mostra a mediana de 32 projeções colhidas em pesquisa da agência Bloomberg.</p>
<p>Na Alemanha, a maior economia da Europa, o PIB cresceu 0,3% (dado sazonalmente corrigido) em relação ao primeiro trimestre, quando caiu 3,5%. A economia da França também cresceu 0,3% no trimestre passado.</p>
<p>A Itália e a Holanda foram os países que puxaram a economia da zona do euro para baixo. A economia italiana contraiu 0,5%, e a holandesa teve queda de 0,9% no segundo trimestre.</p>
<p>O PIB da zona do euro recuou por cinco trimestres consecutivos, a mais longa contração desde o início da série histórica, que começou há 14 anos.</p>
<p>A demanda pelas exportações da zona do euro está melhorando no mesmo momento em que os pacotes de resgate dos governos e os juros baixos sustentam os gastos do consumidor interno. Os dados divulgados sugerem que o Banco Central Europeu (BCE) não precisará aumentar as medidas de incentivo, mas o crescente desemprego em toda região deverá ainda conter o consumo.</p>
<p>&#8220;Existe uma chance mais do que razoável de que a atividade econômica da zona do euro tenha agora chegado ao ponto mais baixo e que voltará a crescer no terceiro trimestre, com muitas das outras economias seguindo o exemplo da Alemanha e da França e saindo da recessão&#8221;, disse Martin van Vliet, economista-sênior do ING Bank de Amsterdã. &#8220;Tememos, porém, que a recuperação seja relativamente lenta e demorada.&#8221;</p>
<p>A melhora econômica da Alemanha acontece quando a premiê conservadora Angela Merkel está em campanha pela reeleição na votação marcada para 27 de setembro. &#8220;Merkel está numa boa posição para explorar a volta precoce ao crescimento econômico, mas eu me surpreenderei se ela fizer isso com muita ênfase&#8221;, disse Laurent Bilke, economista-sênior da Nomura de Londres. &#8220;Ainda se justifica uma certa cautela enquanto o mercado de trabalho continuar a se enfraquecer.&#8221;</p>
<p>A economia do Reino Unido, que pertence à UE, mas não à zona do euro, contraiu 0,8% no segundo trimestre, mais do que o dobro do previsto por economistas.</p>
<p>Em relação ao segundo trimestre de 2008, a economia da zona do euro encolheu 4,6 entre abril e junho, depois de uma contração de 4,9% nos três primeiros meses do ano, segundo o relatório.</p>
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		<title>Pesquisa vê piora na disponibilidade de crédito</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 13:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR
A demanda por crédito aumenta na Europa e nos Bric &#8211; Brasil, Rússia, Índia e China -, mas o acesso a empréstimos torna-se particularmente duro no Brasil, Irlanda, Espanha e Rússia.
A conclusão é de uma pesquisa junto a três mil companhias feita pela Markit, companhia de informação financeira britânica, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR</p>
<p>A demanda por crédito aumenta na Europa e nos Bric &#8211; Brasil, Rússia, Índia e China -, mas o acesso a empréstimos torna-se particularmente duro no Brasil, Irlanda, Espanha e Rússia.</p>
<p>A conclusão é de uma pesquisa junto a três mil companhias feita pela Markit, companhia de informação financeira britânica, que diz ter como clientes 1.200 companhias financeiras que usam seus serviços para gestão de riscos e cumprir exigências regulatórias.</p>
<p>Globalmente, enquanto as indústrias dizem que precisam de mais crédito do que há três meses, a disponibilidade se deteriora. A pesquisa mostra que 82% das indústrias europeias ouvidas usam crédito. No Brasil, chega a 71%, mais que na China (44%). O Brasil, onde foram ouvidas 205 empresas, teria o maior aumento na demanda, mas também as maiores dificuldades ao lado da Irlanda.</p>
<p>No país, 17,5% das companhias ouvidas reclamam de restrição a financiamento, numa alta em relação as 11,5% que se queixavam em janeiro. É mais que a média nos Bric, onde 11% se queixam de crédito. A taxa só é menor na Índia, com 2%. As mais atingidas são pequenas empresas. Também as exigências e custo do crédito aumentaram, principalmente na Espanha e na Rússia, mas diminuíram no Brasil, China e Índia.</p>
<p>Na Europa, a queixa pela persistência do aperto de crédito é generalizada. O ministro de Finanças da Grã-Bretanha, Alistair Darling, ameaça &#8220;ser duro&#8221; com os bancos que resistem a emprestar. Na França, o governo de Nicolas Sarkozy prorrogou para até o final de 2010 um mecanismo de &#8220;mediador de crédito&#8221;, para pressionar os bancos a cumprir seu papel de intermediário financeiro.</p>
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		<title>Pesquisa põe Brasil na liderança de otimismo na indústria</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 14:31:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[da BBC Brasil &#8211; FOLHA Online
Mais de duas em cada três empresas da indústria no Brasil estão otimistas com as perspectivas para os negócios nos próximo 12 meses, segundo um levantamento divulgado nesta segunda-feira pela consultoria KPMG.
O nível de otimismo no Brasil foi o maior expressado por empresários nos quatro países emergentes do chamado grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">da BBC Brasil &#8211; FOLHA Online</p>
<p>Mais de duas em cada três empresas da indústria no Brasil estão otimistas com as perspectivas para os negócios nos próximo 12 meses, segundo um levantamento divulgado nesta segunda-feira pela consultoria KPMG.</p>
<p>O nível de otimismo no Brasil foi o maior expressado por empresários nos quatro países emergentes do chamado grupo Bric &#8211;Brasil, Rússia, Índia e China&#8211; e superou os percentuais observados em outra pesquisa da consultoria com empresas europeias.</p>
<p>Segundo a KPMG, 67,8% das empresas no Brasil expressaram otimismo em relação aos próximos 12 meses, contra 28,3% que esperam um panorama igual ao atual e 2,9% que esperam um panorama pior.</p>
<p>&#8220;Com os níveis de atividade indicando um aumento, as indústrias brasileiras estão planejando elevar seus níveis de empregados&#8221;, disseram os autores do levantamento.</p>
<p>&#8220;As previsões para gastos de capital e pesquisa e desenvolvimento também estão mais altos que na pesquisa feita no início do ano, porque o crescimento sólido nos lucros suporta níveis mais altos de investimento.&#8221;</p>
<p><strong>Bric</strong></p>
<p>A pesquisa ouviu 1,8 mil empresas nos quatro países dos Bric. Na Rússia, a expectativa de melhora nos próximos 12 meses ficou em 55,7% contra 6% de piora.</p>
<p>Na China os números foram semelhantes: 55,3% e 8,7%, respectivamente.</p>
<p>Já na Índia os empresários se mostraram mais cautelosos que no resto dos emergentes. Do total, 38,5% têm boas expectativas para os próximos 12 meses, contra 16% que esperam uma piora.</p>
<p>O diretor do braço da KPMG para mercados em crescimento acelerado, Ian Gomes, disse que o crescimento &#8220;robusto&#8221; dos Bric se baseará na demanda doméstica, o sucesso de medidas de estímulo adotadas pelos governos e sinais de estabilização da economia mundial.</p>
<p>&#8220;O crescimento mais rápido deve ser acompanhado por um repique nas pressões inflacionárias, à medida que a demanda por matérias-primas se acentua e as indústrias recuperam alguma capacidade de ditar preços&#8221;, afirmou.</p>
<p>Para ele, tais pressões devem ser &#8220;moderadas&#8221; em relação aos níveis elevados de 2008.</p>
<p><strong>Europa</strong></p>
<p>Em uma pesquisa separada, mas com temática e metodologia idêntica à realizada para os Bric, a KPMG consultou 3,7 mil empresas européias sobre suas expectativas em relação aos próximos 12 meses.</p>
<p>No continente como um todo, o percentual de empresas otimistas superou o das otimistas em 28 pontos. O Reino Unido (diferença de 54 pontos percentuais) e a Itália (49 pontos) lideraram a lista e foram os únicos que superaram a média européia.</p>
<p>Alemanha (diferença de 24 pontos), Áustria (22 pontos) e França (18 pontos) dão seqüência à lista.</p>
<p>Apenas na República Tcheca e na Grécia os empresários pessimistas ainda superam os otimistas.</p>
<p>O diretor da KPMG, Alan Buckle, disse que há muitas razões para um &#8220;retorno à confiança no coração industrial da Europa&#8221;, mas ressaltou que há razões para cautela.</p>
<p>&#8220;Antes de nos deixar ser levados pelos sinais de recuperação, não esqueçamos que ainda estamos firmemente inculcados perto do fundo do ciclo econômico. Apenas o Reino Unido expressa otimismo em relação a mais empregos, e ainda há sinais de redução no investimento&#8221;, afirmou.</p>
<p>&#8220;O fato de o otimismo estar muito menos em evidência quanto aos prospectos de aumento na renda nos diz que ainda há muito caminho na estrada da recuperação.&#8221;</p>
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