18/11/2009 - 15:00h ÁGORA PROMOVE ENCONTROS SOBRE A CIDADE

TEATRO

O Ágora Teatro, que faz dez anos em 2009, realiza, a partir de hoje, o ciclo “A Cidade Teatralizada”, com seminários que discutem as relações entre metrópole e teatro. Serão quatro encontros até 9/12, sempre às quartas, às 21h, grátis. A convidada para o debate de hoje é a filósofa Regina Favre. A mediação é de Celso Frateschi, diretor do Ágora (r. Rui Barbosa, 672; tel. 0/xx/11/ 3284-0290).

16/06/2009 - 20:36h Ser jovem na França

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© Foto de I. Moukthin. Imagem que compõe a mostra “Ser Jovem na França”, na CAIXA Cultural da Praça da Sé, em São Paulo.

Obras dos consagrados fotógrafos Martin Parr, Marie-Paule Nègre e Marc Riboud, ao lado de jovens artistas cujo trabalho está ligado à maneira de viver da juventude francesa atual compõem a exposição “Ser Jovem na França”, que a CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111) promoverá de 20 de junho a 26 de julho. A entrada é franca. Com curadoria do fotógrafo brasileiro Milton Guran, a convite dos organizadores do Ano da França no Brasil, a exposição apresenta 109 obras, algumas em grande formato, de 28 renomados fotógrafos, do acervo do Fundo Nacional de Arte Contemporânea da França. Originalmente chamado de “Le Plus Bel Âge”, estes trabalhos tiveram origem em uma das maiores encomendas públicas do gênero, sob a coordenação de Agnès de Gouvion Saint-Cyr, do Ministério da Cultura francês. As obras retratam a juventude francesa, sua maneira de ser, seus caminhos e descaminhos. Segundo Guran, “a exposição se caracteriza por uma linguagem atual e instigante, situada, em sua maioria, no campo da arte contemporânea, no que se convencionou chamar de a nova documentação”. Além dos consagrados Martin Parr, Marie-Paule Nègre e Marc Riboud, participam da mostra I. Balogh, H. Bamberger, E. Bouvet, E. Brotherus, S. Caron, G. Coulon, P. Durand, V.Ellena, C. Garcia, B. Gysembergh, G.Herbaut, O. Kim, M.-J. Lafontaine, O. Lele, M. Locatelli, P. Maître, Y. Morvan, I. Moukhin, Z. Mthetwa, D. Rosenfeld, R.-P. Savignan, P. Tourneboeuf, L. Van Der Stockt, C. Vivier e B. Wilson. A exposição ficará em cartaz de 20 de junho a 26 de julho, de terça a domingo, das 9h às 21h na CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111). A entrada é franca. A recomendação de faixa etária é 12 anos. Mais informações podem ser obtidas pelo público através do telefone 11 3321-4400 ou no site www.caixa.gov.br/caixacultural. Fonte Imgaes & Visions

16/06/2009 - 15:08h Dasartes número 4


14/06/2009 - 14:02h Não a homofobia

Valéria Gonçalvez/AE – Parada do Orgulho GLBT na Avenida Paulista

 


Foto: Daigo Oliva/G1

Festa começa na Avenida Paulista e termina no Centro da capital (Foto: Daigo Oliva/G1 )

 

14/06/2009 - 13:29h Parada Gay na Paulista


13/06/2009 - 14:39h Parada Gay em SP deve ter público de 3,5 milhões; veja a ordem dos trios elétricos

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Colaboração para a Folha Online

A 13º Parada Gay da cidade de São Paulo será realizada neste domingo (14), com a expectativa de reunir 3,5 milhões de pessoas.

Assim como em outros anos, o evento começa na avenida Paulista, em frente ao Masp, e seguir até a praça Roosevelt. A parada está marcada para começar as 12h e vai contar com 20 trios elétricos.

Confira a ordem dos trios

1- Não homofobia

2- Apoglbt – trio oficial da abertura

3- Ministério do Turismo

4- Disponível.com

5- 155 Hotel

6- Parceria Civil JÁ!

7- UGT (União Geral dos Trabalhadores)

8- Cads/Sepp (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e Secretaria de Participação e Parceria do município de São Paulo)

9- Prefeitura São Paulo

10- CRP (Conselho Regional de Psicologia)

11- CUT (Central Única dos Trabalhadores)

12- Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo)

13- Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo)

14- ABCDS – Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual

15- Agência Top

16- Banda Fuxico

17- Salete Campari

18- Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing)

19- São Paulo de Bolso

20- Apoglbt (homenagem)

12/06/2009 - 16:17h Conversa de violinos


Dois dos mais premiados e talentosos artistas atuais, os violinistas americanos Hilary Hahn e Joshua Bell falam ao Estado sobre turnês pelo Brasil, carreiras e os desafios enfrentados pela nova geração de virtuoses

João Luiz Sampaio – O Estado SP

Os dois tinham 4 anos quando pegaram em um violino pela primeira vez; apesar da diferença de alguns anos, pertencem à mesma geração; ele cresceu em uma fazenda em Indiana; ela, na paisagem urbana de Baltimore; iniciaram a carreira na adolescência, tomando de assalto a vida musical americana; logo assinaram contratos com gravadoras, aos quais se seguiram discos que estão entre os mais vendidos do mercado de clássicos. Na série de coincidências, ficou faltando uma: os violinistas Hilary Hahn e Joshua Bell desembarcam na semana que vem no Brasil para uma série de recitais e concertos.

Hilary toca terça e quarta obras de Ysaye, Ives, Brahms e Bartok, acompanhada pela pianista Valentina Lisitsia, na Sala São Paulo, pela Sociedade de Cultura Artística. Já Bell inicia a turnê brasileira no Rio, sexta e sábado, tocando o concerto de Max Bruch com a Sinfônica Brasileira (regência de Roberto Minczuk); no domingo, orquestra e solista pegam a ponte aérea e repetem o programa na Sala São Paulo; em seguida, na segunda e na terça, ele faz recital com o pianista Frederic Chiu, agora pelo Mozarteum Brasileiro. No programa, obras de Beethoven, Brahms, Ysaye e Franck.

Chama a atenção, de cara, a presença de obras do belga Eugene Ysaye, tão pouco tocado por aqui. Não é por acaso. Aos 10 anos, Bell ainda considerava a possibilidade de ser tenista profissional, até que conheceu Josef Gingold, que o orientou na Universidade de Indiana. Impacto parecido teve para Hilary a orientação do lendário Jascha Brodsky, no Curtis Institute of Music. Gingold e Brodsky, por sua vez, foram alunos de Ysaye, grande nome do violino na primeira metade do século 20. “Ysaye tornou-se uma espécie de herói para mim”, diz Bell ao Estado. “Foi o maior violinista de todos os tempos, suas seis sonatas-solo são parada obrigatória para qualquer intérprete”, continua. “Tem épocas nas quais sempre que pego o violino tenho uma vontade irresistível de tocar uma de suas sonatas”, diz Hilary. “Sua devoção ao instrumento sempre me fascinou. E fico feliz de poder tocar suas obras para novos públicos.”

Mas chega de semelhanças. O fato é que, apesar do caminho parecido, Bell e Hilary são artistas bastante diferentes, dentro e fora do palco. A carreira de Bell está baseada na interpretação dos grandes clássicos escritos para o violino, além da ligação com o cinema, tendo participado de trilhas de compositores como o americano John Corigliano, que escreveu a música de O Violino Vermelho, de François Girard (a trilha acabou dando origem a um concerto para violino, cuja gravação, com Bell e a Sinfônica de Baltimore, está sendo lançada em edição nacional pela Sony Classical). Hilary, por sua vez, tem uma discografia pautada pelo diálogo entre compositores. Seu último álbum, que lhe rendeu o Grammy em 2008, além da escolha de artista do ano pela revista inglesa Gramophone, unia concertos de Schoenberg e Sibelius, “peças de caráter complementar, duas visões diferentes para uma mesma sensação”, explica. Fora do palco, Bell já recebeu condecorações do governo americano, é membro de comitês dedicados à discussão da cultura de seu país. Hilary segue em direção contrária. “Não acredito que um músico deva colocar-se sempre publicamente sobre questões políticas, por exemplo. Não é isso que vai inserir a música clássica no contexto mais amplo da sociedade. Como intérprete, o que me fascina e motiva é o trabalho com a música em si, sem preconceitos, mostrando tudo o que ela pode oferecer às pessoas”, diz. Em seu site, ela mantém um blog sobre suas impressões a respeito da vida e da música; no melhor estilo de adolescência virtual, seus comentários são sempre introspectivos e bastante pessoais, motivados por eventos tão díspares quanto a reação do público a um de seus concertos ou o salto gasto de um sapato, que exige “conserto urgente”.

Tanto Bell quanto Hilary, no entanto, recusam rótulos. Reconhecem uma tônica em suas atuações, mas defendem a importância de não se deixar levar por caracterizações que “reduzam as possibilidades expressivas”, nas palavras dela, de um intérprete. “Não há categorização que não seja limitante”, afirma Bell, de 40 anos recém-completados. “Quando ouço alguém dizendo que sou bom em determinado repertório, não fico feliz porque não é esse o caminho que sigo em minhas escolhas. Procuro peças que falem de alguma maneira comigo, com as quais me identifico. Eu toco Corigliano, por exemplo, não porque acho que devo interpretar autores vivos, mas, sim, porque sua música me atrai em sua combinação de lógica e estrutura com uma inspiração melódica bastante especial.” Hilary pensa parecido. “Como artista, aprecio minha liberdade, a possibilidade de fazer aquilo que bem entendo, aquilo que minha intuição sugere. É claro que existe uma tradição, seja no que diz respeito a repertório quanto à própria formação de um artista, seus professores, etc. Mas tão importante quanto de onde viemos é para onde escolhemos ir. Você me perguntou agora há pouco sobre a maneira como vejo os compositores americanos dos dias atuais. Entendo que existe uma questão ampla e comum, que é o fato de que são artistas não-europeus reinventando uma arte que nasceu e se desenvolveu na Europa. Mas, se você olha a obra de autores como Barber ou Bernstein, o que chama a atenção é a individualidade de cada um. Eles podem ter vindo de uma tradição comum, mas seguiram caminhos que tinham a ver com o que eles eram acima de tudo”, diz Hilary, às vésperas de completar 30 anos. Bell concorda: “Barber é um autor americano, sim, mas sua música tem muito em comum com Schumann ou Brahms, por exemplo. Como fazer então? Melhor seria, acredito, pensar nele como indivíduo e não como representante de uma cultura.”

Serviço

Hilary Hahn – Sala São Paulo (1.484 lugs.). Pr. Júlio Prestes, s/n.º, 3258-3344. Dias 16 e 17, 21 h. R$ 70 a R$ 150
Joshua Bell – Sala São Paulo (1.484 lugs.). Dia 21, 17 h. R$ 35 a R$ 110. Vendas 4003-1212
Teatro Alfa (1.118 lugs.). R. Bento Br. de Andrade Filho, 722, 3815-6377. Dias 22 e 23, 21 h. R$ 50 a R$ 140. Vendas 5693-4000, 0300-7893377 ou 4003-1212

03/06/2009 - 16:26h Folle Journée no Rio

Lições de Mozart em 38 concertos

Folle Journée começa hoje na Sala Cecília Meireles e vai ocupar seis palcos do Rio, unindo artistas brasileiros e franceses

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João Luiz Sampaio, RIO – O Estado SP

 


Trinta e oito concertos, seis palcos, cinco dias. Todos dedicados a Mozart. Se paramos para pensar, é uma loucura. Mas é em parte devido a ela que a Folle Journée tem conquistado um espaço cada vez maior no cenário musical brasileiro. Criada na França nos anos 90, chegou ao Rio em 2007. Desde então, virou marco do calendário da cidade com a proposta de imersão na obra de determinado compositor a partir de uma profusão de concertos curtos, nos quais aparecem suas principais obras. A maratona deste ano começa hoje, com duas apresentações. Às 18 horas, o Octeto Villa-Lobos toca no Auditório do BNDES; e, às 20 horas, a abertura oficial, com a Orquestra Rio Folle Journée regida pelo maestro Roberto Tibiriçá e com solos da pianista Sonia Goulart.

A presença de orquestra própria é uma das novidades deste ano do evento. Nas edições anteriores, participou a Sinfônica Nacional da UFRJ, com a maestrina Ligia Amadio. Ela voltou a São Paulo e agora comanda a Sinfônica de Campinas. Em troca, Tibiriçá, que tem desenvolvido importante trabalho à frente da Sinfônica de Heliópolis, foi repatriado ao Rio, onde criou um conjunto especial para o festival. Outras duas orquestras também estarão presentes: o conjunto vocal Calíope, de Julio Moretzsohn, montou uma formação de câmara para acompanhá-lo na apresentação de peças como a Missa Breve ou trechos da Missa da Coroação – eles fazem também um concerto em que mostram as relações entre a música de Mozart e a de compositores de sua época em atividade no Brasil; e a Filarmônica de Minas Gerais, orquestra convidada, faz dois concertos com regência de Fábio Meccheti e solos do pianista Arnaldo Cohen.

A julgar pelas edições anteriores, são justamente os que envolvem orquestra os concertos mais concorridos – além da música sacra de Mozart, teremos ainda sinfonias e concertos para piano, além de aberturas de suas principais óperas. Mas verdadeiras pérolas da programação se espalham também ao longo dos dias e concertos de câmara. Como escolher os concertos, que ocorrem simultaneamente nos seis palcos? A dúvida faz parte da graça do festival. É possível optar por um gênero – as sonatas, os quartetos, as sinfonias – e acompanhar seus intérpretes. No entanto, interessante pode ser também encarar uma mistura geral, um quarteto pela manhã, sonatas depois do almoço, uma sinfonia ao cair da noite. As relações que vão se construindo na mente do ouvinte passam assim a oferecer um olhar mais completo e, ao mesmo tempo, totalmente individual da obra de Mozart. É essa a ideia central por trás da criação da Folle Journée, como explica o idealizador do projeto, o francês René Martin.

Mas, enfim, vamos ao cardápio, que é diversificado. As sonatas para piano serão interpretadas ao longo da programação pelos pianistas Jean-Claude Pennetier, Anne Queffélec, Berenice Menegale, Eduardo Monteiro e Sonia Goulart, Marcelo Thys, Luciano Magalhães e Christian Ivaldi. Os quartetos de corda são responsabilidade do Ysaye que, por sinal, será conjunto residente do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Outras formações prometem: a harmônica de José Staneck com o piano de Flávio Augusto; o piano de Fany Solter com o cello de Fabio Presgrave e o violino de Daniel Guedes; as cordas do Ysaye com o piano de Anne Queffélec e a viola de Gérard Caussé. A música vocal, é uma pena, tem ficado de fora da programação da Folle Journée – e, no caso de Mozart, as óperas mereciam um pouco de espaço. Mas sua produção para voz estará representada nos concertos do Calíope, que terão como solistas artistas como o contratenor Paulo Mestre, a soprano Livia Dias e o barítono Rafael Thomas.

Os palcos

SALA CECÍLIA MEIRELES:

Largo da Lapa, 47, tel. (0–21) 2224-4291; 835 lugares

SALA GUIOMAR NOVAES:

R. Teotônio Regadas, s/n.º (anexo da Sala Cecília
Meireles); 150 lugares

TEATRO JOÃO CAETANO:

Praça Tiradentes, s/n.º (0–21) 2332-9257; 1.200 lugares

IGREJA N.ª SRA. DO CARMO DA LAPA:

Largo da Lapa, s/n.º; 200 lugares

ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ – SALÃO LEOPOLDO MIGUEZ:

R. do Passeio, 98, tel. (0–21) 2262-8742; 800 lugares

AUDITÓRIO DO BNDES:

Av. República do Chile, 100, tel. (0–21) 2172-7757; 300 lugares

01/06/2009 - 19:48h Debates no ágora

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22/04/2009 - 18:26h Imagem contemporânea francesa abre calendário de artes visuais 2009 do Santander Cultural

Imagem contemporânea francesa abre calendário de artes visuais 2009 do Santander Cultural

■ ‘Reflexio: Imagem contemporânea na França ’ faz parte das iniciativas oficiais do Ano da França no Brasil e reúne nomes expressivos da fotografia francesa atual, numa mostra inédita.

■ Seminário Malraux ocorre na mesma semana de abertura da mostra, com três especialistas franceses e brasileiros que discutirão política cultural, indústria cultural e patrimônio.

Porto Alegre, abril de 2009 – A mostra Reflexio: Imagem contemporânea na França, em exposição a partir de 24 de abril, é o projeto do Santander Cultural para a agenda de intercâmbio internacional, inserida no calendário oficial do Ano na França no Brasil. A iniciativa, que tem o apoio da Embaixada da França no Brasil, com a chancela dos Comissariados Francês e Brasileiro e a parceria do Ministério da Cultura, reúne artistas com carreiras consagradas no circuito internacional e extremamente respeitados pela crítica especializada.

A curadora Ligia Canongia, crítica de arte e curadora independente brasileira, que residiu em Paris por nove meses, declara que um dos objetivos da mostra é “apresentar um panorama da nova fotografia francesa no âmbito das artes visuais contemporâneas”.

Reflexio é a origem etimológica latina de dois termos de nossa língua: reflexo e reflexão. A partir desses dois significados, contidos na palavra Reflexio, a exposição dirige-se tanto à idéia de “reflexo”, que faz parte da própria operação fotográfica enquanto mecanismo, quanto à “reflexão”, ou seja, a fotografia vista como forma de pensamento.

Patrick Tosani, Catherine Rebois, Suzanne Lafont, Eric Rondepierre, Jean-Luc Moulène e Valérie Jouve apresentam linguagens distintas e edições de montagem particulares, apresentando ao público algumas formas de a fotografia se articular, hoje, como expressão da arte.

A exposição investiga o papel da imagem na contemporaneidade, e propõe discutir a inserção da fotografia no circuito de arte internacional, uma pesquisa já iniciada desde os anos 80, quando esse suporte despontou como uma das mídias mais exploradas na produção contemporânea.

Da temática das cenas urbanas – que pode se referir a questões políticas, aos guetos sociais ou à arquitetura – até a temática do “corpo” ou da própria história da arte, a fotografia atual trafega por imagens que dialogam tanto com o gênero documental, quanto com cenas criadas a partir do puro imaginário.

Sobre o trabalho dos artistas

Patrick Tosani e Catherine Rebois discutem a questão do ‘corpo’ no universo da imagem – como tratar a corporeidade num meio de virtualidade por excelência, ou como inventar um corpo desmaterializado, que seja tão somente forma imaginária.

Suzanne Lafont e Eric Rondepierre discutem a possibilidade da fotografia intervir sobre outros meios da cultura, e re-construir suas linguagens originais em outros termos. Ambos se alimentam do cinema como fonte. Rondepierre recorta, monta, estabiliza e modifica o fluxo do movimento do cinema. Suzanne constrói cenas dramáticas sem cliques fotográficos estáveis, mas com uma edição cinemática, ou seja, que se reporta à montagem tradicional do filmes.

Jean-Luc Moulène e Valérie Jouve – investigam a realidade banal da vida cotidiana, quer pela análise da vida nas grandes metrópoles – nos seus refugos ou nos seus luxos, quer nos produtos da publicidade, ou ainda no comportamento e expressões humanas do dia-a-dia anônimo e errático.

Compreender o contexto contemporâneo ligado a fotografia tem sido um dos focos de iniciativas do Santander Cultural. A instituição vem realizando importantes mostras com linguagens fotográficas, todas inseridas numa proposta de refletir as possibilidades de interpretação a partir da imagem como; Olho Vivo – Cartier Bresson e os 50 anos da arte fotográfica brasileira (2004/2005), Hiper relações eletrodigitais (2004), e O Grão da Imagem – panorama da obra de Vera Chaves Barcellos (2007) e FILE POA/Rio (2008). Para Liliana Magalhães, superintendente do Santander Cultural, participar do Ano da França realizando iniciativas reafirma o papel da instituição de agente de desenvolvimento ligado na integração de expertises, “Estamos bem satisfeitos em participar dessa agenda posicionando Porto Alegre como protagonista de uma mostra de fôlego, apresentando as novas tendências na França e que traz no seu cerne a reflexão sobre a imagem”.

Na programação de abertura do Ano da França o Santander Cultural alia outro destaque que é o Seminário Malraux, que acontece no mesmo período da abertura da mostra – 23, 24 e 25 de abril -, com três especialistas franceses e a interlocução com brasileiros para discutir política cultural, indústria cultural e patrimônio.

Desde a sua criação pelo governo Francês em 1961, os seminários Malraux (que fazem uma homenagem à André Malraux escritor, crítico e ativista político, três vezes ministro de Estado da informação e da cultura do governo Challes de Gaulle) visam a efetuar, juntamente com outros países, uma reflexão conjunta sobre temas como o papel da política pública da cultura, o financiamento da cultura, a descentralização cultural, a proteção do patrimônio e a capacitação na área de gerenciamento da cultura. Os primeiros encontros do Seminário Malraux foram em 1994, idealizados pelo governo francês como resposta aos interesses de outros países para conhecer a experiência cultural francesa. No Brasil, o Santander Cultural será o palco nacional para as palestras do Seminário Malraux de 2009.

Reflexio: Imagem contemporânea na França

Local: Santander Cultural, Rua Sete de Setembro, 1028

Data: a partir de 24 de abril de 2009

*23 de abril coquetel de abertura para convidados

Horário: Terças às sextas-feiras das 10h00 às 19h00
Sábados, domingos e feriados das 11h00 às 19h00

Entrada franca

22/04/2009 - 17:23h França e Brasil cruzam olhares

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Foto de Alécio de Andrade

Com força na fotografia, algumas cidades abrigam mostras que celebram a atração (e o flerte) entre os dois países

Camila Molina – O Estado SP

É a fotografia a grande estrela das exposições que serão inauguradas esta semana como parte do Ano da França no Brasil. A partir de agora, as atividades vão se intensificar mais e mais, em todo o País. Em Curitiba, por exemplo, Robert Doisneau é o contemplado, com a reunião das imagens poéticas que fez quando contratado por uma grande empresa de carros da França. Em Ouro Preto, as obras da coleção do casal franco-brasileiro Jacques e Maria Helena Boulieu foram reunidas em mostra, como primeiro passo para a criação de um museu com obras de arte religiosa.

E por falar em casais de colecionadores, em São Paulo, o MAM inaugura hoje uma das mostras de grande destaque do calendário: Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Michel e Michèle Auer, com quase 300 imagens de um dos mais importantes acervos particulares da França. Na Grande Sala do MAM, é possível passar por toda a história do gênero fotográfico por meio de um recorte que privilegia a experimentação e a transgressão. Imagens e daguerreótipos coloridos raros fazem parte da ampla exposição.

Em torno ainda da fotografia, o Instituto Moreira Salles inaugura amanhã para convidados e na sexta para o público a mostra O Louvre e Seus Visitantes, com seleção de retratos feitos durante 39 anos pelo brasileiro Alécio de Andrade em passagens pelo maior museu do mundo. Mais Paris: no Instituto Carrefour, Walter Firmo exibe 15 fotos com flagrantes da capital francesa. E a Pinacoteca, que já abriga Fernand Léger: Amizades e Relações Brasileiras, abre no sábado À Procura de Um Olhar, com quase 200 imagens realizadas entre 1937 e 2008 tanto por fotógrafos de origem francesa quanto por brasileiros. Há também espaço para a videoarte: no MIS e no Paço das Artes, Entre-Temps traz vídeos do acervo do Museu de Arte Moderna da cidade de Paris.

22/04/2009 - 16:51h Até 15 de novembro, a ”França inteira no Brasil inteiro”

300 eventos de Norte a Sul vão celebrar o ano do país europeu, aberto oficialmente ontem

 

Roberta Pennafort, RIO – O Estado SP

 


Apesar da chuva, o Ano da França no Brasil foi aberto ontem com um show pirotécnico na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul. O espetáculo teve início pouco depois das 20 horas. Mais de sete toneladas de fogos, colocadas em sete barcos, explodiram durante meia hora, num espetáculo que começou a ser preparado há dois anos. O tempo ruim que marcou o feriado e piorou no início da noite prejudicou a festa, promovida pelo Groupe F, o mesmo responsável pelo espetáculo visto pelos parisienses na Torre Eiffel na virada do milênio. O público esperado, inicialmente de 1 milhão de pessoas, não passou de 100 mil, segundo os organizadores.

O Ano da França no Brasil vai até o dia 15 de novembro, com a realização de cerca de 300 eventos do Amapá ao Rio Grande do Sul. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, e a ministra da Cultura e Comunicação da França, Christine Albanel, disseram ontem que a programação tem como objetivo “o aprofundamento do diálogo entre os dois países”. “Esperamos a reaproximação da França com o Brasil. Nas últimas décadas, houve um certo esmaecimento da presença francesa. Quando eu era menino, nos anos 50, Edith Piaf e Charles Aznavour tocavam no rádio”, disse Ferreira.

A comemoração ocorre como retribuição ao Ano do Brasil na França, em 2005. Na ocasião, mais de 15 milhões compareceram à mostra. Inicialmente estavam planejados 600 eventos para este ano, mas o número foi reduzido por causa da crise mundial. A ideia é mostrar “a França inteira no Brasil inteiro”. Os europeus investiram 15 milhões, entre recursos públicos e privados. Grandes empresas como a Renault, a Air France e a PSA Peugeot Citröen participam. O Brasil entra com R$ 8 milhões. Entre os patrocinadores locais estão Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobrás e Correios.

VIAJANTES BARRADOS

A ministra francesa lembrou os valores comuns entre os dois países, como “o apreço aos direitos humanos e uma visão multipolar das relações internacionais”. Ela ressaltou que seu país está “aberto”, ao comentar o aumento no número de brasileiros repatriados – entre janeiro e março, a quantidade de viajantes barrados no setor de imigração triplicou, chegando, no último mês, a 206. “Ouvi falar, mas não li nada específico. Isso é estritamente uma aplicação das regras do tratado de Schengen (convenção entre países europeus sobre uma política de livre circulação na Europa). Temos mais de 4 mil estudantes brasileiros e gostaríamos de ter muito mais.”

Pela manhã, a pré-abertura do Ano da França ocorreu na cidade histórica de Ouro Preto, a 95 km de Belo Horizonte, num evento marcado por uma grande produção artística, mas ao mesmo tempo por críticas de moradores e turistas que reclamaram das dificuldades de acesso à Praça Tiradentes. A tradicional celebração de 21 de Abril deste ano teve como o lema “Liberdade, ainda que tardia”, em referência aos 220 anos da Revolução Francesa e da Inconfidência Mineira.

A data especial fez as autoridades francesas serem contempladas com as principais honrarias da solenidade, criada em 1952 pelo governador Juscelino Kubitschek. Antoine Pouillieute, embaixador da França no Brasil, foi o orador oficial. Mas os dois principais homenageados franceses, o ex-presidente Valéry Giscard d?Estaing e a ministra Christine Albanel, não compareceram. Ao todo, foram agraciadas 236 pessoas, entre representantes da diplomacia francesa, ministros brasileiros, juristas, empresários, intelectuais, artistas e esportistas. “Essa relação França-Brasil não é uma relação nova, é uma relação de sempre”, disse o chef francês Olivier Anquier, um dos agraciados. “Isso consolida mais esse laço.”

COLABOROU EDUARDO KATTAH

26/03/2009 - 18:22h Noites eno-literárias, ou seja papo sobre livro acompanhado por vinho (ou vice-versa)

Vinho e as Mil e Uma Noites

por Cíntia Bertolino , Blog do caderno Paladar – O Estado SP

Críticos literários costumam acreditar na existência de dois arquétipos celestiais de livros: um onde não acontece nada e outro onde acontece tudo. O Livro das Mil e Uma Noites,conjunto de fábulas do século 14, pertence à última categoria e seu infindável universo foi tema da terceira edição do Clássicos com Periquita, noite eno-literária organizada pela escola Ciclo das Vinhas (R. Maria Figueiredo, 305, 3284-3626).

A ideia dos encontros é reunir numa mesma ocasião discussões literárias e degustações de vinhos.

O convidado do último evento (confira as próximas apresentações a seguir) foi o professor e tradutor Mamede Mustafa Jarouche, responsável pela primeira tradução ao português diretamente do árabe das narrativas reunidas no livro, publicado pela Editora Globo.

Antes porém, que princesas, reis, vizires e djins tomassem conta da noite, a sommelière Alexandra Corvo falou um pouco dos dois vinhos servidos: Periquita Branco 2005 produzido com uvas Moscatel (82%) e Arinto (18%) e o Periquita 2005 composto por uvas Castelão (79%), Trincadeira (10,5%) e Aragonês (10,5%).

Segundo Alexandra Corvo, a centenária vinícula portuguesa Cova da Periquita produz vinhos clássicos “que amadurecem, mudam, mas mantêm a personalidade”. Leve e frutado, o Periquita Branco 2005 só é comercializado no Brasil e Suécia.

Para acompanhar os vinhos e as histórias deliciosas a cozinheira Agna Xavier, da Escola das Vinhas preparou um aromático cordeiro cozido no mel e alecrim. Confira a receita inspirada num dos pratos das Mil e Uma Noites.

Confira as datas das próximas edições do Clássicos com Periquita:
Dia 23 de abril – Mil e Uma Noites com o professor Mamede Mustafa Jarouche
Dia 21 de maio e 10 de junho – Vinho, banquete e amor na literatura greco-romana com o professor Paulo Martins
25 vagas
Valor: R$ 50

Bocado de cordeiro cozido no mel e alecrim receita da Agna Xavier, cozinheira da Escola Ciclo das VinhasIngredientes
1 kg de cordeiro (ossobuco)
1 garrafa de vinho
Alecrim
Manjericão
1 colher de sopa de canela
1 colher de sopa de zahtar
2 cebolas
6 cabeças de alho
2 colheres de sopa de mel
Aceto balsâmico
Hortelã

Preparo
Deixe a carne macerando por, no mínimo, 24 horas numa marinada de vinho, alecrim, manjericão, canela, zahtar, cebola e uma cabeça de alho. Doure cada pedaço do cordeiro no azeite e retire. Em seguida, doure uma cebola e cinco dentes de alho, acrescente a carne já dourada, o vinho com todos os temperos da marinada e duas colheres de sopa de mel. Cozinhe no fogo baixo de quatro a cinco horas (até a carne desmanchar). Desfie a carne e sirva em barquinhas assadas, feitas com massa de pastel. Finalize com um fio de redução de aceto balsâmico e hortelã.

14/03/2009 - 18:00h Evento no Rio reune escritoras

Clique na imagem do O Globo para ampliar e ler

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21/11/2008 - 08:20h Lula defende que feriado de Zumbi seja nacional

 

Maiá Meneses e Ana Claudia Costa – O Globo

Lula na inauguração da estátua / Foto: Marcelo Carnaval

RIO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva veio ao Rio no feriado de Zumbi , nesta quinta-feira, para inaugurar a estátua de João Cândido, o “almirante negro”, na Praça Quinze, no Centro, no lançamento do Projeto Memória, da Fundação Banco do Brasil. Na solenidade, que contou com a presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, o presidente defendeu que o feriado fosse nacional.

- No Brasil, há 350 cidades que já adotaram o feriado. Possivelmente, seria importante transformá-lo em feriado nacional, já que em 2006 eram 225 e hoje são 350 os municípios que adotaram a homenagem. E certamente são essas as cidades mais importantes do país – disse Lula, durante discurso na Praça XV, no Rio de Janeiro.

O presidente disse ainda que o Brasil é formado hoje por uma raça segundo ele perfeita. Para o presidente, a mistura de raças e a vinda nos negros africanos para o Brasil aperfeiçoou o perfil do brasileiro.

(Veja mais fotos das comemorações do Dia da Consciência Negra no Rio)

Festa e desfile pela manhã

Durante a manhã, cerca de 400 pessoas marcaram presença na comemoração do Dia da Consciência Negra. Mais de 200 alunos da rede estadual de educação desfilaram em frente ao monumento de Zumbi dos Palmares. A programação começou com um ritual de oferendas, roda de capoeira, lavagem do monumento e o hino nacional. Os colégios Barão do Rio Branco, Operário São Vicente e Tenente Otávio Pinheiro, além do Ciep Mário Tamboridegui e do Instituto de Educação Roberto Silveira, apresentaram suas bandas de fanfarra.

Desfile cívico no Centro do Rio

Apresentações de grupos folclóricos e de capoeira, jongo, maculelê e caminhada em homenagem aos 100 anos de uma banda marcaram a data. Os festejos começaram cedo, por volta das 7h. Durante o evento, o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, destacou a importância do feriado e a tentativa de erradicar o racismo do país.

- Nosso governo já deu o pontapé para o fim do racismo quando institucionalizou o ensino da história africana nas escolas. Esse segmento da sociedade dá em muito a sua contribuição na cultura. Temos que valorizar – disse o vice-governador.

Durante o evento da comemoração sobre o Dia da Consciência Negra, em frente ao monumento de Zumbi, na Avenida Presidente Vargas, um grupo da “Ação da Cidadania” tirava documentos como carteira de trabalho e identidade de quem procurasse as tendas. Exposições de artesanato e barracas com comidas típicas também fizeram parte do dia de comemorações.

A festa pelo Dia da Consciência Negra começou às 7h e somente terminou na noite de ontem com um show do cantor Martinho da Vila, na Praça Quinze. Devido à interdição parcial da Avenida Presidente Vargas, o trânsito ficou lento nos acessos à avenida na manhã de ontem, devido à motoristas desavisados que tentavam entrar na Presidente Vargas. Por volta da 11h, no entanto, o trânsito fluía sem problemas na Presidente Vargas e ruas transversais.

Saiba quem foi o Almirante negroJoão Cândido Felisberto foi o militar brasileiro que, em 1910, liderou a Revolta da Chibata. O motim, que durou cinco dias, teve a participação de militares de baixa patente, que tomaram navios da Marinha na Baía da Guanabara e ameaçaram bombardear o Rio, reivindicando o fim dos castigos físicos a marinheiros. João Cândido, que ficou conhecido como Almirante Negro, acabou expulso das forças armadas e viveu como estivador e ambulante no centro do Rio. Ele morreu em 1969, aos 89 anos.

Nos quinze anos em que permaneceu na Marinha, foi castigado em nove ocasiões, ficou preso entre dois e quatro dias em celas solitárias e, por duas vezes, foi rebaixado de cabo a marinheiro. Sua ficha registra ainda dez elogios por bom comportamento, o último feito três meses antes da revolta. A memória do Almirante Negro foi resgatada na década de 1970 pelos compositores João Bosco e Aldir Blanc, com o samba “O mestre-sala dos mares”. Em 22 de Novembro de 2007, no aniversário de 97 anos da Revolta, foi homenageado com uma estátua, que ficou durante dois anos nos jardins do Museu da República e, agora, pode ser visitada na Praça Quinze. A estátua, criada pelo artista plástico Walter Brito, traz o “almirante negro” segurando um leme e apontando para o mar.

13/11/2008 - 15:54h 20 de novembro: Dia da Consciência Negra

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Em SP, 90 cidades param no Dia da Consciência Negra

No País, 303 municípios instituíram feriado; haverá comemorações

O Estado SP

O dia 20 será de feriado na capital paulista e também em outras nove cidades da Região Metropolitana. Quem trabalha na cidade de São Paulo, no entanto, não vai poder esticar o descanso. Sexta-feira é dia de expediente normal. Em Campinas, o feriado poderá ser prolongado porque o dia 21 é ponto facultativo. A mesma regra vale para Santo André e Mauá. No Estado, 90 cidades vão comemorar com um feriado o Dia da Consciência Negra. O número é 164% maior do que no ano anterior, quando 34 prefeituras, entre as 645, reconheciam a data.

A quinta Marcha da Consciência Negra, com o tema 120 Anos da Abolição Inacabada, será realizada na Avenida Paulista. Quatro trios elétricos percorrerão o trajeto pela Rua da Consolação até o Vale do Anhangabaú. A concentração será às 11 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e a saída está prevista para as 12 horas.

“Zumbi é um herói construído nas ruas. Por isso, é importante fazer uma manifestação pública”, afirma Hédio Silva Júnior que, em 2005, foi o primeiro secretário de Justiça negro do Estado. Em um palco montado na Praça da Sé, ocorrerão apresentações de variados estilos de música negra, com a presença de Seu Jorge e Paula Lima, a partir das 20h30.

No interior paulista, 17 municípios também terão programações próprias em homenagem à data. Santos pela primeira vez terá feriado da Consciência Negra. Durante a próxima semana, diversos eventos homenageiam a comunidade, incluindo exposições e workshops. Haverá uma caminhada com saída da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 9 horas, e a apresentação da Escola de Samba X-9 Paulistana, na Praça Mauá, ao meio-dia, ambos no dia 19. No dia 20, o busto de Zumbi, na Praça Palmares, receberá flores às 11h30.

PELO PAÍS

No Brasil, saltou de 225 para 303 o número de municípios que oficializaram a morte de Zumbi dos Palmares como feriado. Das 27 capitais, apenas São Paulo, Rio, Manaus, Cuiabá e Maceió instituíram feriado. No Nordeste, onde a maioria da população é negra ou parda, seis cidades fazem recesso.

Embora a Bahia seja proporcionalmente o Estado com mais negros, há somente um município que reconhece o dia. Em Salvador, Zumbi é lembrado com programações especiais, mas os baianos trabalham. “Para que as cidades comemorem o dia, é necessário ter movimentos negros fortes”, afirma a vice-presidente da Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (AfroBras), Ruth Lopes.

Uma das cidades pioneiras foi Itu que, em 1998, aprovou o Dia da Consciência Negra. Para Ruth, o feriado é uma conquista, apesar de não ser nacional. “O processo é lento, mas está caminhando.” Ela ainda alerta que as pessoas desconhecem quem foi o líder negro. Por isso, seriam necessários educação, informação e sensibilização da sociedade. Entretanto, com o ensino de cultura e história africanas, isso pode mudar.

04/09/2008 - 19:00h Aquecimento do turismo impulsiona vagas no setor

 

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Luiz Eduardo Barreto, atual ministro de Turismo, Airton Nogueira do Mtur, Marta Suplicy , ex-ministra do Turismo e José Eduardo Barbosa, presidente da Braztoa parceira no programa “Viaja mais, melhor idade” (foto 2007)

 

 

 

ANDRÉ LOBATO colaboração para a Folha de S.Paulo

O aquecimento da economia e o aumento do valor médio gasto por turistas estrangeiros no Brasil contribuíram para a formalização do trabalho no setor de turismo, que tradicionalmente tem alta informalidade. Veja vídeo.

O emprego formal no segmento cresceu 14,7% entre 2002 e 2006 –mais do que o informal, que teve acréscimo de 10,9%, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que deverão ser divulgados em dois meses.

“O crescimento do turismo no Brasil, de cerca de 9% em 2007, é o dobro da média mundial para o setor”, diz Ricardo Moesch, coordenador-geral de qualificação dos serviços turísticos do Ministério do Turismo.

Um levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) com executivos de 92 empresas do setor, divulgado em março, indicou que a elevação do faturamento estimulará as contratações ainda neste ano. Os destaques são as companhias aéreas e as locadoras de carro.

Onde há vagas

Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que hotelaria e alimentação são os setores que mais demandam mão-de-obra com qualificação técnica, como garçons e cozinheiros.

Alexandre Sampaio, vice-presidente da Federação Nacional de Hotéis, destaca que cargos de gerência seguem estáveis, mas que técnicos terão grande procura.

Segundo o Ipea, os maiores crescimentos do emprego formal ocorreram nos segmentos de auxiliar de transporte (49,4%), agências de viagem (39%) e alimentação (36,7%).

A região Norte teve o maior aumento na contratação formal (28,3%). O Sudeste ficou em último, com 10,7%.

O Rio de Janeiro foi a cidade que, entre 11 capitais turísticas, obteve o pior crescimento da ocupação em restaurantes e bares entre 1996 e 2006, segundo levantamento feito pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes da cidade. Com 27% de aumento, ficou muito atrás da primeira colocada, Florianópolis, que teve 300%.

Eventos

O país melhorou sua posição mundial como sede de eventos: passou do 19º lugar, em 2003, para o oitavo, em 2006.

Cursando gestão em turismo e hotelaria na Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Ceará, Luciano Santos, 22, pretende trabalhar com eventos ou em outra área que também tem forte demanda: o turismo de aventura.

17/06/2008 - 17:12h Ministério do Turismo promove maior evento do setor no Brasil

Maior evento de turismo do Brasil começa na quarta-feira Exposição realizada em São Paulo reúne atrativos turísticos de todos os estados brasileiros, onde serão apresentados 81 novos roteiros

Começa nesta terça-feira (17), em São Paulo, o 3º Salão do Turismo – Roteiro do Brasil. Trata-se do maior evento do setor no País, onde estarão reunidos representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, distribuídos por 35 mil metros quadrados do parque de Exposições do Anhembi. A exposição será inaugurada pelo ministro do Turismo, Luiz Barreto.

O visitante irá conhecer os melhores roteiros turísticos do País, a diversidade da gastronomia, as manifestações artísticas e culturais, o artesanato e os produtos da agricultura familiar. Até domingo, será possível fazer uma “Viagem por todo o Brasil em um só lugar”, como sugere o tema desta edição do salão. “Na área de omercialização vão estar à disposição do turista as operadoras, agências de viagens, hotéis, locadoras de automóveis, empresas de transporte aéreo, enfim, todos os setores que ajudam a fortalecer o nosso produto turístico, para que o visitante do Salão programe sua próxima viagem”, afirma Barreto.

Novos roteiros – O Salão, uma iniciativa do Ministério do Turismo, foi criado como estratégia para impulsionar o Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil. É considerado o maior evento do setor do País por reunir os atrativos turísticos de todos os estados brasileiros, incluindo roteiros, gastronomia, manifestações culturais e artesanato. Além disso, promove negócios e, nesta edição, o visitante poderá comprar pacotes, a preços e condições especiais, para sua próxima viagem. Serão apresentados 81 novos roteiros espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

A expectativa do Ministério do Turismo é de que essa edição supere o público de 109,4 mil visitantes registrado no segundo salão, em 2006. O público poderá ainda assistir palestras de temas ligados à cadeia do turismo, que emprega hoje mais de seis milhões de pessoas.

A primeira edição do Salão do Turismo foi realizada em 2005. Na montagem de 2006, o evento apresentou ao público 396 roteiros (de 149 regiões turísticas e 1.027 municípios), identificados pelas Unidades da Federação, sob a orientação do MTur. Para saber mais, acesse a programação do Salão no site www.salao.turismo.gov.br.

Embratur – Sempre com foco na promoção do Brasil no exterior, a Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) preparou uma série de ações que acontecem durante o Salão do Turismo. O objetivo é mostrar os destinos e a infra-estrutura turística nacional para jornalistas e operadores estrangeiros, além de apresentar aos brasileiros o que o Instituto tem feito para promover o país no exterior.

Uma das principais ações da Embratur durante o evento é a exposição “O Brasil Sensacional pelo olhar do turista estrangeiro”, que ficará aberta durante todo o evento e levará o público, através de uma linha do tempo, a evolução das ações de promoção internacional do Brasil desde 2003. A idéia é mostrar como o turista estrangeiro enxerga o Brasil e como a Embratur trabalhou as mensagens de comunicação para este público no período de 2003 a 2007. Fonte Portal do governo federal.

15/06/2008 - 22:47h Revista Z abre as portas do Museu Piolin

MUPI – MUSEU PIOLIN
120 ARTISTAS REUNIDOS PELA EFICÁCIA DE UMA ESTÉTICA E UMA POLÍTICA DA AFETIVIDADE
Camila do Valle*

maio de 2007, Centro Cultural Recoleta – Buenos Aires

A confrontação política ainda é possível no campo das artes visuais. Mas não da maneira óbvia que se pode imaginar. Não é necessário ter uma temática palpitante explícita. O modo de produção da obra, o modo de sua articulação social para ser posta em circulação e a já mesmo muito velha produção social dos preconceitos e lugares comuns, inerentes à acomodação propiciada pela preguiça humana, são elementos que podem favorecer que se apareça o tal “confronto” novidadeiro que anuncia a obra de arte. A pergunta não é tanto se a arte proporciona questões ou responde às que já existem na realidade circundante. A arte sempre faz as duas coisas: responde com outras perguntas, pergunta quando dá respostas. O movimento é dinâmico entre perguntas e respostas. Essas duas “categorias” mudam constantemente de lugar.

O problema da ineficácia da arte política foi substituído pela eficácia da arte que transita entre cultura e política, sem se deixar aprisionar pelo slogan e pelo panfleto. Ou fazendo uso do slogan e do panfleto de maneira indireta. E aqui não falo de alegoria, que é algo sempre do terreno do difícil, algo que está mais além (ale vem de além) e que precisa ser interpretado por uma comissão de filósofos e outros espécimes da vida intelectual para decifrar a mensagem. A política circula hoje pela produção cultural muito mais de maneira indicial, deixando suas pegadas. As pegadas são certamente pés, mas também não são, embora apontem para isso. O que chamo de índices nas artes visuais são imagens ou procedimentos ou maneiras de apresentação que deslocam, suspendem o difícil para apresentar relações novas entre objetos ou significados. Pode parecer que não há nada de novo nesse cenário apresentado como novo, pois já o clássico Mário Pedrosa contribuiu grandemente para a arte brasileira questionando a articulação entre arte e política por mais de 30 anos. Entretanto, imagens, procedimentos e materiais oferecidos numa nova moldura de contornos contemporâneos sempre acabam por revelar novos significados. Nada de novo sob o céu. Tudo de novo sob o céu.


maio de 2007, Centro Cultural Recoleta – Buenos Aires

Em abril do ano passado me foi dado a conhecer um projeto de vizinhos argentinos e fui convidada a escrever algo para o catálogo da mostra. No momento em que fui convidada, eram 70 artistas envolvidos no evento. duas semanas depois, quando a mostra se inaugurou, já eram 120 artistas e o texto ficou, inclusive, datado no que diz respeito à quantificação. Em seguida, as críticas de arte Viviana Usubiaga e Maria Zacco escreviam sobre a amostra utilizando como fio condutor o mesmo elemento destacado, sublinhado neste texto de apresentação: a estética da afetividade. Isso ajuda a configurar um discurso. E como nenhuma estética prescinde de uma ética, isso confirmou a minha primeira aproximação com o universo do MUPI e confirmou, também, a extensão política dessa estética. Artistas e críticos de arte eram tocados pelo mesmo elemento.

Reproduzo, abaixo, o texto de abertura dessa mostra que teve lugar em maio de 2007 no Centro Cultural Recoleta em Buenos Aires, tentando, com isso, ultrapassar fronteiras e ganhar mais adeptos para o Mercosul através do Museu Piolin, que re-atualiza um slogan de 40 anos atrás mais ou menos: “o pessoal é político”. É, também, uma tentativa de colocar para circular neste espaço que está sendo criado, o Mercosul, saberes, práticas e discursos menos machistas dos que os que pré-existem à criação desse mercado comum. É, enfim, convocar mais atores para imaginarmos, juntos, esse novo espaço de convivência. Há muitas obras que fazem parte do MUPI que merecem ser comentadas muito especialmente à luz dessa afetividade contagiante. Por ora, comento o projeto coletivo.

“Apresentar este projeto é como apresentar um novo espaço para a humanidade habitar com alegria. Um espaço onde é possível reapresentar a humanidade a si mesma no que ela pode ter de melhor: sua capacidade de reinventar-se a partir de suas aparentes impossibilidades, sua tendência ainda não extinta de criar vínculos a partir da afetividade, sua infinita competência para criar múltiplas linguagens e, neste caso, sua re-capacidade de dar à palavra ‘progresso’ um significado todo afetivo. Mais que representação de um humano ‘desborde de alegria’ carnavalesco, trata-se de uma reapresentação do humano ao humano. Passando por Piolin.

Quando nos referimos ao movimento que cria o MUPI, referimo-nos, sobretudo, a um movimento fundamentalmente político que tem como objetivo criar espaços de humanidade, espaços habitáveis para a diversa humanidade. E espaços de humanidade são, como não poderiam deixar de ser, espaços de resistência à avassaladora cotidianidade consumidora e prática. Nomeamos, doravante, a política envolvida com a criação do MUPI de política da afetividade. E essa também é sua estética possível: propiciada a partir da execução dessa política, a política da afetividade posta em movimento cria uma estética.

Um pouco de história: Leo e Daniel vivem entre Buenos Aires e o Tigre. Bordam juntos e adotam, como filho, um pequeno cachorro cheio de talentos e inteligências chamado Piolin. Criam, para Piolin, referentes domésticos carregados de símbolos e significados estéticos/políticos à medida que produzem suas obras em casa, com os materiais que produzem e a partir da forma como produzem. Leo e Daniel são artistas plásticos em fase de hiper-produção, que se interessam, sobremaneira, pelo patrimônio imaterial dos mais diferentes povos da humanidade (seja este patrimônio advindo do Japão, da Índia ou das margens que habitam o Tigre). Transformam este patrimônio imaterial – lendas, representações de representações – em matéria palpável: a obra, constituída de bordados, desenhos, colagens; tudo multicolorido, com os mais variados suportes e desafiando a lei do abstrato, do difícil, do conceitual Eles têm uma obra, não simplesmente um conceito. Seus trabalhos têm algo de onírico, de penetração no sonho já sonhado coletivamente por tantos outros: os palhaços, as bruxas, os santos, as histórias folclóricas. Por isso mesmo, há algo de atemporal que atravessa as imagens com as quais nos deparamos. Piolin é apresentado a este mundo de cores e fios ressignificando os símbolos da humanidade e se adapta bem. Participa da fantasia, passa a habitar este mundo criado ativamente. Interage alegremente com o ambiente. Leo e Daniel se encontram em algum lugar onde há guardado o menino escondido de cada um. Reconhecem-no e projetam-no em Piolin. A corrente se espalha: Piolin dispara a abertura das grades que guardam o menino escondido de cada um. As antigas crianças guardadas e afoitas se encontram e se comunicam com tanta estridência que acabam por fazer com que outras se juntem. As antigas crianças guardadas a tanto custo ultrapassam a fronteira doméstica e ganham voz no espaço público. É a alquimia politicamente tão importante da esfera doméstica, onde se processa a vida cotidiana, tornada em questão pública. O modo de produção artístico – questão pública por excelência -, ou, em outras palavras já muito mais ditas: o alfaiate aparecendo na roupa que faz – esta questão pública por excelência -, a temática selecionada pelos artistas, tudo isso, esses elementos, imbricam-se com excelência com a porção niño de cada um. Piolin deflagra esta ameaça salutar: a de que as crianças de cada um não poderão estar guardadas para sempre.

Tem início, assim, este jogo do qual até agora tenho notícia de mais de 70 participantes: 70 artistas plásticos argentinos interessados em jogá-lo ao mesmo tempo. E o jogo continua em aberto. Mobiliza-se essa força artística de cerca de 70 pessoas em prol de uma necessidade premente de uma correia de transmissão eficaz que ajude a realizar o desejo escondido de cada um. São mais de 70 artistas envolvidos num projeto afetivo. A este fenômeno chamo aqui de política: a força desses habitantes artistas da polis se movendo numa única direção: a da conexão afetiva. Isso muda um mundo. Mais que uma polis. Piolin se torna, dessa forma, elemento de ligação e ícone, correia de transmissão, propiciador de comunicabilidade. Esses são os elementos constituintes da criação de um espaço de humanidade, espaço este tão escassamente encontrado nos tempos que ora correm.

O MUPI diz um pouco disso: diz que no fazer artístico contemporâneo há espaço para o sonho e a brincadeira, para que o amor de cada um seja respeitado e coletivizado como algo vital, e diz que há espaço para obras e conceitos artísticos conviverem sem prescindir do traço muito humano, presente não só na marca da produção e representação, como, também, no muito concreto afeto que se deposita na criação artística, o traço, enfim, muito humano da vontade de comunicação e ligação com o outro.

O Museu Piolin instaura uma estética e uma política da afetividade, linhas de força que parecem apontar – oxalá! – para o resgate dessa tendência do imaginário humano. No MUPI, coração, conceito e obra se fundem nos objetos mais variados, todos eles, objetos de desejo criado para um outro, tentando expressar essa cálida ferida aberta da vontade constante de agradar a esse outro sempre enigmático e sempre presente. Essa tentativa de expressão passa, via de regra, pela insaciável necessidade de brincar, demanda reprimida no corre-corre da multidão anônima e numerada. A necessidade de brincar com o outro, artista com artista, um fazer em rede anti-isolamento.

Pode-se dizer, pela expressiva quantidade de nomes que se agregaram ao projeto MUPI, que Piolin já representa, através da mostra de que é destinatário, um marco na afetividade portenha e um marco na produção artística contemporânea dessa polis. Levar adiante este projeto, latino-américa afora, é – parafraseando o escritor Ítalo Calvino – ampliar o que não é inferno nesse mundo. Eis um projeto de mais céu, menos inferno.”


maio de 2007, Centro Cultural Recoleta – Buenos Aires

Imagens em: MUPI – Museu Piolin – http://mupi-museopiolin.blogspot.com

Revista Z

*Camila do Valle é escritora, pós-doutoranda do PACC-UFRJ e diretora da FUNCEB (Buenos Aires).

06/06/2008 - 17:02h Brasil e Argentina juntos pela arte

Sucesso de feira em Buenos Aires, com destaque dos brasileiros, ilustra potencial do mercado vizinho

Maurício Moraes, Buenos Aires – O Estado de São Paulo


É um homem que come. Foi assim que Tarsila do Amaral definiu O Abaporu, sua obra-prima e ponto de partida do pensamento moderno brasileiro. Comer a cultura estrangeira, degluti-la e criar o equivalente nacional foi a utopia modernista, com ecos que ressoam até hoje. Comprada em 1995 pelo colecionador argentino Eduardo Costantini, a tela é um dos destaques do Malba – Museu de Arte Latino Americano de Buenos Aires e o grande chamariz da mostra Tarsila Viajera, a mais badalada desta temporada portenha. Nesta semana, o Brasil ainda foi destaque na ArteBA, por ter a maior representação na principal feira de arte latino-americana, com galeristas brasileiros ávidos por arte argentina. Se nos tempos de Tarsila o cardápio cultural era eminentemente europeu, o menu atual cada vez mais inclui os vizinhos, e vice-versa. A diferença de idioma já não importa. A exemplo do que fez o Brasil com o espanhol, o ensino de português está prestes a ser adotado em todas as escolas da Argentina.

”O Brasil, seguramente, é o país mais bem representado no Malba. A coleção também é identificada com o País”, diz o curador-chefe do museu, Marcelo Pacheco. Cândido Portinari, Lygia Clark, Di Cavalcanti e Hélio Oiticica e outros grandes artistas brasileiros têm obras nas galerias do museu, fundado e presidido por Eduardo F. Constantini, que em 1995 arrematou O Abaporu por U$S 1,25 milhão. A obra que inspirou o movimento antropofágico, de Oswald e Mário de Andrade e companhia, fez Tarsila tornar-se conhecida no país vizinho. Tanto que a mostra Tarsila Viajera, que esteve na Pinacoteca do Estado de São Paulo sob o título Tarsila Viajante, atraiu mais de 80 mil visitantes em oito semanas. O museu já recebeu retrospectivas de Alfredo Volpi e Lasar Segall e mandou para o Brasil um mostra do argentino Xul Solar e co-produziu uma outra de Leon Ferrari com a Pinacoteca, além de manter parcerias com várias instituições brasileiras.

”O aprofundamento do intercâmbio é uma retomada de uma forte relação que existiu nos anos 20, 30 e 40”, diz Pacheco, explicando o hiato posterior como resultado de questões políticas do pós-guerra. Segundo o curador, argentinos e brasileiros se encontravam na Europa, onde estudavam, e na volta aos seus países mantinham contacto. A própria Tarsila teria planejado uma malograda exposição em Buenos Aires, em 1931. Já Cândido Portinari fez sucesso na cidade com uma exposição em 1947. Mas esses intercâmbios, ressalta Pacheco, se deram muito mais pelas relações pessoais entre os artistas que por políticas de fomento governamentais.

Pelo menos na ArteBA deste ano, que ocorreu entre os dias 29 de maio e 2 de junho, o fomento da Embaixada do Brasil foi preponderante para o destaque do País na feira. O incentivo diplomático fez crescer de quatro, em 2005, para nove, em 2008, o número de galerias nacionais, num total de 31 estrangeiras. A feira é a segunda mais visitada do mundo, com mais de 110 mil pessoas, perdendo apenas para a espanhola Arco. A SP Arte recebeu cerca de 15 mil visitantes em sua última edição, com apenas sete galerias internacionais. Os números ilustram o grande potencial do mercado vizinho, que ainda se recupera dos recentes abalos em sua economia.

Além do olhar argentino, os marchands e o governo brasileiro se interessam pelo olhar dos curadores de importantes instituições como a Tate, de Londres, o Lacma (Los Angeles Country Museum of Art), da Califórnia, e o MoMA (Museum of Modern Art), de Nova York, presentes no evento, a maior vitrine de arte latino-americana. O Brasil já é destaque nas coleções destes museus e a porta de entrada para os acervos pode estar em Buenos Aires.

O marchand Oscar Cruz, da galeria paulistana Baró Cruz, participa da feira há três anos. ”É uma ótima oportunidade não apenas para mostrar arte brasileira, mas sobretudo para prospectar artistas argentinos”, conta. Segundo Cruz, o mercado vizinho é muito fechado e por razões diversas, inclusive pelo contexto econômico, as galerias argentinas não participam das grandes feiras internacionais. Daí a pouca proeminência da Argentina no circuito internacional. ”Nós acabamos fazendo esse papel, levando-os para fora”, explica Cruz. Sua galeria representa dez artistas do país vizinho e é a segunda que mais comercializa argentinos no exterior. Ele vê uma perspectiva de bons negócios no país de Jorge Luis Borges, destacando a alta qualidade da produção e os preços baixos se comparados aos do Brasil.

Um destes artistas é Hérman Salamaco. ”Minha primeira exposição individual foi em São Paulo, na Galeria Thomas Cohn, de modo que o Brasil me abriu as portas”, diz. Muitos artistas locais também adentraram o mercado brasileiro pela Bienal do Mercosul, de Porto Alegre, que desde 1997 serve como grande ocasião de intercâmbio dos circuitos regionais, também em termos de linguagem. Há várias diferenças na postura adotada pelos artistas dos dois países. Os argentinos são em geral mais figurativos, narrativos e dramáticos que os brasileiros, quase sempre mais conceituais.

Por muito tempo, tanto Brasil quanto Argentina tiveram os olhos voltados para o Norte, à Europa e aos Estados Unidos. Embora a relação entre os dois principais sócios do Mercosul esteja longe de ser ideal, é cada vez mais intensa no setor cultural. ”Inclusive porque temos problemas semelhantes”, diz Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Antes de dar esta entrevista, Araújo esteve no Museo de Bellas Artes de Buenos Aires, onde assinou um protocolo de intenções com o museu portenho. A iniciativa pioneira visa ao intercâmbio entre profissionais das duas instituições, além de ser um laboratório para projetos conjuntos no futuro. Araújo salientou que as instituições argentinas têm prioridade nas relações estrangeiras da Pinacoteca. Segundo ele, houve uma grande aproximação de museus latino-americanos nos anos 70, por questões de ordem ideológica, nos tempos da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe). ”Hoje o contexto é de necessidade”, diz, afirmando que muito dessa relação se dá mais pela boa vontade das instituições que por mecanismos governamentais que facilitem essa articulação.

RELAÇÃO INEVITÁVEL

Uma boa forma de medir o intercâmbio cultural entre os dois países é o crescimento de cursos de português na Argentina. Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou uma lei que determina a oferta obrigatória da língua em todas as escolas de ensino médio do país. O projeto aguarda votação no Senado, o que pode acontecer nos próximos meses. Neste ínterim, o Congresso abriu o primeiro curso de português para os assessores parlamentares. Buenos Aires, por sua vez, se antecipou e hoje a língua do Brasil é o principal idioma estrangeiro ensinado em 11 escolas da cidade.

”A lei é uma decisão política muito séria para a integração entre os países”, diz Camilla do Vale, diretora da Fundação Centro de Estudos Brasileiros, Funceb. Maior responsável pela difusão do português na Argentina, a instituição ligada à embaixada possui 1.100 alunos em cursos regulares e dispõe de concorridos cursos de capacitação para professores. Uma oficina na distante província do Chaco, por exemplo, reuniu 70 interessados e ”a demanda é muito grande”, segundo a diretora.

Localizado numa rua estreita do centro de Buenos Aires, ladeado por edifícios de arquitetura clássica, o centro possui programação de cinema e literatura e uma biblioteca, além de convênios com várias outras instituições como a Cátedra Livre de Estudos Brasileiros, criada em novembro do ano passado pela Universidade de Buenos Aires. O Brasil também fez sucesso na Feira do Livro, realizada em maio; o estande do País vendeu mais de 3 mil obras em português. O embaixador do Brasil na Argentina, Mauro Vieira, classifica como ”estratégico” o fomento para intercâmbio entre brasileiros e argentinos. Fora do circuito oficial, cartazes nas ruas de Buenos Aires anunciavam shows de Lenine e Maria Bethânia, na mesma semana. Concertos brasileiros são freqüentes, com casa sempre lotada. A fronteira está aberta, é só passar.

25/05/2008 - 16:48h Brasil precisa ficar conhecido como país de ‘homofobia zero’, diz ministra

Marta Suplicy disse que Parada Gay de SP é um dos eventos mais importantes do país.
Ministra do Turismo participa do evento desde a primeira edição, há 12 anos.

Portal G1 – Globo 

A ministra do turismo, Marta Suplicy, estava, por volta das 13h10, em cima do segundo trio da Parada Gay que desfila neste domingo (25) pela Avenida Paulista, em São Paulo. Ela disse que o turista gay é “peculiar” porque ele exige “qualidade de serviço e segurança”. “Um turista homossexual compra e consome, o que é muito bom para a cidade.”

Marta participou de todas as edições da Parada Gay, que está em seu 12º ano. “Eu estive desde a primeira, quando éramos 2.000 pessoas. A Parada Gay hoje é uma manifestação sem violência”, disse.

Questionada se pretende acompanhar a Parada de 2009 como prefeita de São Paulo, ela se esquivou da resposta. “Eu espero estar na Parada.”

Marta também salientou que o tema da Parada de 2008 é muito importante. O tema é “Homofobia mata. Por um estado laico de fato”. “Homofobia vai além de ser um preconceito, ela mata”, afirmou Marta. Para a ministra, o Brasil tem que ficar conhecido como um país “com homofobia zero e sem pessoas com medo de ser homossexual”.

Ela disse ainda que a Parada Gay de São Paulo já é um dos eventos turísticos mais importantes do calendário

24/05/2008 - 12:47h Gay Day e Caminhada Lésbica fazem aquecimento para Parada Gay

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Eventos agitam Centro e Zona Oeste de São Paulo neste sábado.

Caminhada sai 14h30 da Pça. Oswaldo Cruz; Gay Day vai das 11h às 21h, no Playcenter.

G1 – Portal da Globo

O público homossexual começa neste sábado (24) uma espécie de aquecimento da Parada Gay de domingo (25) em São Paulo. Uma caminhada pela Avenida Paulista e uma festa que deve durar dez horas na Zona Oeste abrem caminho para o maior evento turístico da capital.

A VI Caminhada Lésbica sairá às 14h30 da Praça Oswaldo Cruz, em frente ao Shopping Paulista. Organizada pela Liga Brasileira de Lésbicas, ela tem esse ano o tema: “Ser lésbica é um direito. Nem igreja, nem mercado. Nosso corpo nos pertence. Por um estado laico de fato”. No ano passado, duas mil pessoas participaram.

O Gay Day terá apresentação de DJs e shows ao vivo. A festa começa às 11h e só termina às 21h, no Playcenter, no bairro da Barra Funda, Zona Oeste. A entrada é pela Rua José Gomes Falcão, 20. Os ingressos antecipados saem por R$ 27,90. Na hora, R$ 32.

20/05/2008 - 07:36h Parada gay faz bem para São Paulo

 

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São Paulo, a capital da diversidade

Orlando de Souza* – O Estado de São Paulo

Está chegando a hora. Faltam poucos dias para um dos principais cartões-postais da cidade, a Avenida Paulista, virar palco para a celebração da diversidade, com a realização da 12ª Parada do Orgulho Gay, no domingo.

Em 2007, o evento contou com 3,5 milhões de participantes – número que deve ser superado agora – e entrou para o Guinness. A programação deste ano inclui uma grande variedade de atrações, com shows, apresentações e discursos.

Essa festa hoje grandiosa começou timidamente, em 1997, com a participação de apenas 2 mil pessoas, e foi crescendo a cada ano. Em 2004, na oitava edição, a Parada paulistana se tornou o maior encontro homossexual do mundo, reunindo mais de 1,5 milhão de pessoas. Deixou para trás, por exemplo, o evento de São Francisco, nos Estados Unidos.

Atualmente, a Parada é o segundo evento que mais traz recursos para a cidade. Movimenta R$ 120 milhões, só perdendo para os R$ 200 milhões do Grande Prêmio do Brasil de F-1, que será realizado em novembro.

São Paulo não respeita a diversidade apenas nos dias que antecedem à Parada. Na cidade vivem mais de 1 milhão de gays e lésbicas, conforme dados da Abrat-GLS, e as opções de lazer e entretenimento para esse público não param de crescer. A cena noturna da capital é a mais agitada do País, com mais de 80 espaços, entre boates, restaurantes, bares, saunas e cafés.

Em parceria com a Abrat-GLS, o SPCVB, no programa Bem Receber, organizou treinamentos para qualificar o atendimento ao público GLS nos hotéis. No programa são abordados temas como o perfil do consumidor, suas exigências e como tratar sem preconceito todas as minorias.

Ao final, os profissionais recebem o Guia da Diversidade, que apresenta as credenciais de São Paulo para atrair esse segmento. A publicação inclui dicas culturais, de compras, lazer e gastronomia, com endereços e mapas. Mais de 300 profissionais já participaram desse treinamento e, certamente, com a continuidade desse programa, o público GLS será bem recebido em nossa cidade.

Eventos da magnitude da Parada do Orgulho Gay ajudam a manter o status de São Paulo como a capital de negócios no Brasil. A cidade, que recebe mais de 90 mil eventos por ano, cada vez mais consegue reconhecimento internacional.

Em uma recente edição da revista América Economia Intelligence, São Paulo aparece no topo do ranking das melhores cidades para realizar negócios da América Latina. A metrópole deixou para trás Miami, Santiago, Cidade do México e Buenos Aires.

O estudo, realizado pelo oitavo ano consecutivo, avaliou 42 cidades e reuniu as impressões de 1.200 executivos da região. A análise obedece a 50 variáveis socioeconômicas, entre as quais custo de vida, facilidades logísticas, eficiência urbana, utilização de internet, PIB per capita e produtividade acadêmica e científica.

Entre as boas credenciais paulistanas apontadas pela pesquisa estão os US$ 528 bilhões movimentados em ações na Bovespa no ano passado, além da expansão de 9% na atividade econômica.

São Paulo também foi classificada como a melhor das Américas no quesito eventos e encontros internacionais realizados em 2007. Os dados estão no novo ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) – a maior organização mundial da indústria de eventos. A capital paulista conseguiu a 23ª colocação, ficando à frente de destinos tradicionais como Montreal, Buenos Aires e Nova York, entre outros.

São Paulo realizou 61 eventos internacionais em 2007, uma ampliação de 13% em relação a 2006, quando ocorreram 54. Essa classificação consolida a cidade como grande referência na realização de encontros desse gênero – a capital paulista concentra 30,6% dos eventos internacionais que ocorrem no Brasil. Esses números mostram a diversidade de São Paulo para realizar eventos para todos os bolsos, gostos e orientações.

* Orlando de Souza Presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB)

30/04/2008 - 23:44h Arte brasileira está ‘rumo à vanguarda mundial’

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BBC Brasil

Em sua edição online, a renomada revista alemã “Der Spiegel” diz que a arte brasileira está conquistando os mercados internacionais.

O artigo afirma que principalmente a arte produzida em São Paulo está sendo descoberta por colecionadores europeus e americanos e cita o sucesso da feira SP Arte como prova desse interesse.

O texto com a manchete “Arte do Brasil em rumo à vanguarda mundial” chega a dizer que o bairro da Barra Funda poderá ser o novo “Chelsea” brasileiro, em uma referência ao bairro nova-iorquino que abriga muitas galerias.

“Depois de ter sido subestimada por muito tempo, a arte brasileira está sendo finalmente descoberta”, afirma o artigo.

Os jornalistas Nicoele Buesing e Heiko Klaas dizem que cada vez mais pinturas e instalações de artistas brasileiros são compradas por galerias e museus na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo eles, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA), o Centro de Arte Rainha Sofia em Madri e o museu Tate de Londres estão entre os compradores mais ávidos.

Tanto obras contemporâneas como clássicos do passado estão em alta demanda no mercado internacional, diz o texto, que cita artistas como Alfredo Volpi, Lyigia Clark, Helio Oiticica e Mira Schendel.

“Os preços das obras alcançam facilmente a casa dos US$ 100 mil, que são pagos até mesmo por pequenas pinturas a guache”, diz a “Spiegel“.

Milagre paulista

O meio artístico paulistano está passando por uma fase de muita euforia e sucesso, afirma a “Spiegel“, que chama o fato de “o milagre de São Paulo”.

O artigo aponta para o fato de que o número de galerias tem crescido na cidade, e que a feira Arte SP se tornou em poucos anos um evento de peso no cenário artístico nacional com cerca de onze mil visitantes.

Os autores citam a dona da Galeria Vermelho, Eliana Finkelstein, que diz que recebe a visita de “muitos curadores europeus e americanos”.

A revista “Der Spiegel” é a mais lida da Alemanha com mais de 1 milhão de exemplares, e o Spiegel Online é o portal de notícias mais popular do país.

28/04/2008 - 16:07h Lula pede para evitar clima eleitoral em lançamento do PAC; Marta é aplaudida

Divulgação

Lula em evento em SP
O presidente chegou ao seu índice recorde de aprovação pela segunda vez seguida em 2008

MARIANA SANT’ANNA
colaboração para a Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje para o público presente no lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) evitar o clima de campanha eleitoral. Lula esteve hoje em Osasco (SP) para assinatura do início de obras do programa na região. Apesar das críticas da oposição, que chama o PAC de eleitoreiro, o governo nega essa característica.

“Não pode ter clima eleitoral, senão vão dizer que estou fazendo campanha. Isso aqui [o lançamento do PAC] é um ato institucional”, afirmou o presidente.

No início do evento, o público vaiou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e aplaudiu a ministra petista Marta Suplicy (Turismo).

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O presidente fez questão de ressaltar que o lançamento do PAC não depende do partido do prefeito ou do governador em que os recursos serão injetados.

“Houve um tempo em que era impossível imaginar um presidente da República, um governador de Estado, um prefeito, sendo eles de partidos diferentes, estarem juntos na mesma tribuna anunciando parcerias em obras importantes para melhorar a vida do povo. Isso só é possível porque a democracia do nosso país vem avançando. A trancos e barrancos vamos conquistando a cada dia milímetros de compreensão do valor da democracia. E é por isso que estamos juntos aqui”, disse Lula.

Serra –acusado de trabalhar em favor do apoio do PMDB à reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM)– também aproveitou o evento para dizer que não beneficia nem prejudica nenhuma prefeitura.

“Em eleição, os partidos brigam uns contra os outros. Tem briga, tem atrito, tem disputa democrática. No governo, temos que governar para todos e para todas. Ninguém pode ser discriminado ou privilegiado nem perseguido por pertencer a esse ou aquele partido. Governamos para a população. Perseguir prefeito significará prejudicar a população”, disse o governador tucano.