06/09/2008 - 20:07h Municipais: uma onda em favor do governo federal

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A nova rodada de pesquisas Datafolha, assim como as últimas do IBOPE e de outros institutos, permitem estabelecer um panorama geral da situação eleitoral no país, a um mês do escrutino municipal.

Virou lugar comum destacar que às eleições municipais respondem a uma lógica local. Mas, sem perder essa característica, o voto em 2008 reflete com maior peso esse dado local, pelo fato que a oposição desertou completamente do ataque ao governo Lula, abandonando nas suas campanhas qualquer conteúdo oposicionista.

Ao mesmo tempo que a oposição foge do confronto político federal, o que ela não fez em 2004, a avaliação positiva do governo Lula tem favorecido, sem lugar a dúvidas, os candidatos identificados com a base de apoio do presidente. Não é por outro motivo que Aécio Neves, amparado no acordo com o prefeito de BH, Fernando Pimentel, propulsa Marcio Lacerda ao topo das preferências eleitorais na capital mineira e procura se projetar no plano nacional como eventual presidenciavel surfando nas suas “boas relações” com Lula.

Interessante também é a evolução do eleitorado da capital paulista. Os tucanos foram vitoriosos aqui, nas eleições municipais de 2004, no primeiro e no segundo turno. Ganharam as eleições estaduais no primeiro turno de 2006 e foram vitóriosos no primeiro e no segundo turno das presidenciais com Alckmin. A única vez em que o PT venceu contra um candidato tucano foi na eleição presidencial de 2002 quando Marta era prefeita e Lula derrotou Serra no primiero e no segundo turno.

Agora, até quase finais de julho o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, aparecia empatado com Marta no primeiro turno e vitorioso nas simulações do segundo turno. A situação mudou depois e ele aparece hoje com apenas a metade dos votos de Marta no primeiro turno e empatado no segundo. O favoritismo tucano, amparado nas máquinas Estadual e municipal, na identificação de uma boa parte da elite empresarial com o PSDB, no apoio dos principais veículos de informação e no conservadorismo de um setor das classes médias, está diminuindo.

Hoje as relações das forças eleitorais na cidade de São Paulo estão mais equilibradas e mesmo contando com as mesmas bases de apoio, o favoritismo tucano já não é tão evidente. É bom lembrar que nas únicas duas vezes em que o PT ganhou eleições municipais em São Paulo, primeiro com Erundina e em 2000, com Marta, o confronto decisivo não foi com os tucanos. No primeiro caso, quando não tinha dois turnos, um terço dos votos foram suficientes para Erundina vencer Maluf (hoje PP) e Leiva (PMDB). No caso de Marta em 2000, sua vitória contra Maluf contou com o apoio de Mário Covas e do PSDB (mesmo assim Maluf obteve 42% no segundo turno).

Voltando ao plano nacional, com exceção de Curitiba, em nenhuma capital os tucanos estão relativamente tranqüilos. Em alguns casos até se apresentam respaldando o presidente Lula, como em Salvador. Em outros enfrentam divisão, como na manifestação do vice-governador tucano de Espírito Santo que apóia publicamente o candidato do PT João Coser em Vitória.

Em 2000 uma “onda vermelha” venceu em várias capitais antecipando e propulsando o movimento que levaria Lula à presidência em 2002. O PSDB e os partidos aliados ao governo FHC mantinham a maioria nas capitais, mas o impacto político da “onda vermelha” foi indiscutivel. Politicamente as eleições municipais de 2000 foram uma derrota dos tucanos e uma vitória importante do PT e da esquerda.

Em 2004 os resultados, com as derrotas significativas do PT em São Paulo e Porto Alegre, significaram um golpe político sério, porém sem mudar substancialmente as relações de forças eleitorais. Mas permitiram a oposição se sentir com asas para tentar desestabilizar o governo federal, o que fizeram em 2005 e até a reeleição de Lula em 2006.

É bom não esquecer também que mesmo com a vitória esmagadora de Lula no país em 2006, o PSDB conquistou no primeiro turno o governo estadual com José Serra, vitorioso no Estado e na cidade. Além de ganhar o governo estadual em Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais etc.

A derrota dos tucanos nas eleições presidenciais em 2006 e as vitórias obtidas na luta contra a desigualdade social, na melhora da renda, do emprego, das oportunidades de estudos e na expansão da economia, levaram ao contexto favorável atual.

Por tudo isso, paradoxalmente, é em São Paulo que a disputa será mais difícil e onde vai se concentrar o fogo dos que procuram preservar o tucanato como força hegemonica no Estado e na cidade.

Aqui a eleição será decidida voto a voto e os que torcendo pela vitória de Marta, esperam que ela se faça sem o engajamento militante de todos os torcedores, estão imbuídos de ilusões e deveriam começar a se mexer e a participar ativamente na campanha.

Luis Favre

06/09/2008 - 12:50h Marta continua na liderança; Alckmin e Kassab tecnicamente empatados

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Pouca novidade nesta pesquisa Datafolha, pelo menos no que foi publicado agora pouco. Marta continua na liderança e recolhe sozinha no primeiro turno o equivalente da soma dos seus dois principais adversários demo-tucanos. A disputa entre o tucano e o demo, tecnicamente empatados, pois a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, vai esquentar nas próximas semanas. Kassab está batalhando para tentar passar o candidato do PSDB, que resiste. Na tabela embaixo, com os resultados de todas as pesquisas desde inicio do mês de julho, essa dificuldade que aparece nas últimas pesquisas no ritmo de crescimento de Kassab e de queda de Alckmin, quase sempre dentro da margem de erro da pesquisa anterior.

Mesmo sem grandes mudanças, esta pesquisa Datafolha volta a mostrar os limites dos incessantes ataques feitos por Kassab contra Marta e o PT. Não só não modificaram em nada a intenção de voto a favor de Marta e ela mantém sua situação, tanto na liderança no primeiro, como nas simulações do segundo turno, empatada com Alckmin e derrotando Kassab. Vai se consolidando assim a percepção, que o IBOPE já tinha detetado -entre apoiadores e mesmo adversários-, que Marta é a favorita com mais probabilidade de vencer, bem que o Datafolha aparentemente não pergunte ao entrevistado quem você acha que vai ganhar a eleição? Não entanto um elemento desta consolidação do favoritismo de Marta esta no registro da espontânea, quando o entrevistado é convidado a dizer em quem votaria sem apresentação da lista de todos os candidatos, Marta lidera na espontânea com 30%; Alckmin tem 15% e Kassab 13%.

Outro elemento é que os ataques diários, especialmente de Kassab, desde o inicio do horário eleitoral acabam banalizados. Sem atingir Marta, os ataques e agressões verbais acabam virando repetições sem maior impacto. Foi o caso da violenta agressividade de Maluf contra Marta, proibida pela justiça eleitoral, que não ajudou Maluf a sair da situação de “outsider” na intenção de voto.

Luis Favre

Datafolha Ibope Globo Datafolha Globo Ibope Globo Datafolha IBOPE Datafolha Datafolha
Marta 38% 34% 36% 41% 41% 39%
39%
40%
Alckmin 31% 31% 32% 26% 24% 22% 24% 22%
Kassab 13% 10% 11% 8% 14% 12%
16% 18%
Maluf 8% 9% 8% 9% 9% 9% 7% 8%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47% 49% 50%
 46% 47%
Alckmin 50% 47% 51% 42% 44% 39%
46%
47%
2° turno
 Marta 55% 51% 52% 55% 55% 55%
49%
50%
 Kassab 36% 35% 37% 30% 35% 32%
41%
43%
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 15 agosto 21-22 agosto 27-29 agosto 29 agosto 4-5 setembro

06/09/2008 - 12:02h Dilma anuncia verba para metrô em programa eleitoral de Marta

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“Oposição vai à Justiça contra ajuda eleitoral de Dilma Rousseff ao PT”, é manchete de capa do jornal O Estado de São Paulo. Será que não tem notícia. Os demo-tucanos, segundo o corpo da matéria do Estadão, estudam a possibilidade de questionar na justiça eleitoral o direito da Ministra Dilma de apoiar publicamente Marta e de aparecer no programa eleitoral de Marta dizendo que dinheiro federal não faltará a São Paulo para investir no metrô. De aí?

Uso da máquina é enviar e-mail aos funcionários da prefeitura convidando para inauguração de comite eleitoral de Kassab, como fez um subprefeito, e depois dizer que foi erro. Uso da máquina é enviar e-mail aos subprefeitos, como fez Kassab, pedindo para fazer ações visando influenciar pesquisa Datafolha. Uso da máquina é ir nas escolas como prefeito e fazer nos estabelecimentos públicos campanha eleitoral.

O problema é que os demo-tucanos quiseram utilizar a LDO federal para dizer que a proposta de Marta para investimento no metrô não tem respaldo do governo federal. A proposta de Marta é de contribuir com dinheiro da prefeitura, à altura de R$ 450 milhões por ano, para o investimento estadual no metrô. Pela proposta o governo federal deve aportar soma equivalente e o governo estadual R$ 1 bilhão. O Plano de Mobilidade Urbana será anunciado após o pleito municipal, para evitar acusação de “eleitoralismo” ou “uso da máquina”, como diz a Ministra Dilma Roussef.

No que diz respeito a arrogância tucana, mistura de fanfarronaria, preconceito e machismo, basta lembrar que responsaveis pelo metrô faz 14 anos, dos quais 8 controlando o governo federal, construíram menos de 1 Km por ano. Acumularam uma quantidade gigantesca de questionamentos do Ministério Público e o Tribunal de Contas de Estado (TCE) pelos contratos irregulares nesse setor, muitos deles com a empresa Alstom, investigada pela polícia francesa, suíça e brasileira por propina para o metrô de São Paulo.

Eles sabem tudo sobre o metrô, cuidam tão bem, que o buraco que matou 7 pessoas na linha 4 é responsabilidade, segundo o laudo, da falta de fiscalização… deles!

É querem dar lição.

Luis Favre

Oposição quer que Justiça barre o que considera uso indevido da máquina em favor da candidatura do PT

Ana Paula Scinocca - O Estado de São Paulo

A oposição reagiu ontem indignada à promessa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, feita no horário eleitoral gratuito da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, de que o governo federal vai investir no transporte público da capital paulista, o que inclui o metrô. A propaganda de Marta tem destacado que prefeitura e União vão colaborar para a construção de 47,4 quilômetros de novas linhas para o metrô. Para líderes do PSDB e do DEM, a afirmação da ministra evidencia o uso da máquina pública federal em favor da candidatura da ex-prefeita. Os tucanos estudam acionar a Justiça Eleitoral contra Marta.

A declaração de Dilma no horário eleitoral petista foi enfática. “Essa questão do transporte urbano em São Paulo, eu te asseguro que o governo federal não tem só todo interesse, mas como ele compõe o nosso programa. Como nós não trataríamos um dos problemas mais graves?”, argumentou a ministra, pela manhã, no programa de rádio petista. “O item não está no Orçamento, pois os primeiros recursos que nós vamos usar não são do Orçamento Geral da União, e sim financiamentos a serem liberados através dos recursos públicos que nós temos via BNDES e Caixa Econômica Federal. São Paulo pode ficar tranqüila no que depender do governo Lula.” Dilma é a candidata preferencial do Planalto para a sucessão de Lula em 2010.

Líderes da oposição protestaram. “Isso é o uso escancarado da máquina. Só posso imaginar que a ministra Dilma vai desmentir isso”, afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ao ser informado do contexto e das circunstâncias que levaram Dilma a aparecer fazendo promessas no programa de Marta. O tucano é a favor de que o PSDB acione a Justiça contra o PT. “Vou conversar com o partido em São Paulo para acionarmos a Justiça. Temos de cobrar correção nisso.”

Guerra falou em “desrespeito ao povo de São Paulo”. E prosseguiu: “O povo precisa do investimento, mas utilizar isso dessa maneira é um absurdo. Um claro e escancarado uso da máquina”. Na mesma linha reagiu o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). “Essa gente não tem nenhum pudor. De um governo que faz grampo se pode esperar, infelizmente, de tudo”, disse Rodrigo Maia. Foi uma referência ao grampo supostamente feito pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O governo nega envolvimento.

Ele ressaltou ainda ser mentirosa a promessa de Dilma e cobrou atenção da Justiça Eleitoral para o caso. “Espero que a Justiça Eleitoral, sempre tão atenta a tudo, também esteja atenta para esse caso”, afirmou o presidente do DEM.

“POLÍTICA DE GOVERNO”

Os petistas, por sua vez, contestaram as acusações. O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), negou uso da máquina federal na campanha de Marta. “Se a ministra Dilma falasse ?vote na Marta que o governo vai fazer metrô em São Paulo? poderiam falar em uso da máquina. Mas não foi nada disso o que aconteceu. A ministra falou da política do governo e ela apareceu como apoiadora, que é, da Marta”, defendeu Berzoini.

O coordenador da campanha da ex-prefeita, deputado estadual Carlos Zarattini (SP), fez coro a Berzoini e disse não ver problema algum no fato de Dilma ter aparecido no programa da petista para dizer que o governo aplicará recursos no metrô. “Ela está dando a opinião dela como pessoa. Além disso, ela apenas disse que o dinheiro virá, independentemente de quem for o prefeito.”

As declarações de Dilma vão servir de munição de ataque para os principais adversários de Marta, Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), segundo o comando das duas campanhas. Ontem mesmo, eles já criticaram a presença de Dilma na eleição paulistana. “Acho um grande equívoco e não acredito que o presidente Lula vá discriminar a cidade de São Paulo se o prefeito não for do PT”, afirmou Kassab.

Alckmin considerou “estranha” a participação de Dilma. “A Caixa e o BNDES fazem financiamento. Isso não é recurso federal para o metrô”, afirmou.

Até aqui distante da campanha, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), um dos principais nomes do partido para a sucessão de 2010, também entrou na polêmica. Ele disse acreditar que Marta tenha se confundido. “Fazer metrô não é como fazer uma linha de ônibus. Eu acho que a Marta Suplicy, às vezes por causa da assessoria dela, está se confundindo. Ela não sabe bem o que significa metrô e está sendo mal assessorada.”

03/09/2008 - 13:07h Dilma confirma consistência da proposta de Marta para o transporte

Dilma e Marta ontem no aniversário da revista Veja - (foto Cesar Ogata)

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“Em viagem ontem a São Paulo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que os recursos que o governo federal vai destinar à expansão do metrô paulistano estarão disponíveis para quem quer que vença a eleição para a prefeitura.
Ela ressaltou, porém, que os planos da União têm afinidade com os da candidata Marta Suplicy (PT). “Inequivocamente, o meu projeto é o da Marta”, disse, em entrevista à Folha.
Ela afirmou que, em 2009, os investimentos no metrô da capital paulista serão feitos via financiamento, razão pela qual eles não foram incluídos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) do governo federal.” (Folha SP - 3/8/2008).

A notícia deveria concluir com o falso debate introduzido pela Folha ontem, que tinha como único objetivo alavancar a campanha negativa dos demo-tucanos pretendendo que as propostas para o transporte da candidata do PT não teriam credibilidade.

Mas isto não será assim, como mostra a manchete escolhida pela Folha para o artigo em que Dilma Roussef confirma o apoio e o dinheiro para o metrô previsto nas propostas de Marta (“Metrô terá verba mesmo sem Marta, afirma Dilma”). Para Folha o destaque é que supostamente tanto faz quem for eleito, o dinheiro federal virá de qualquer jeito. Evidente que se todos os potenciais ganhadores do pleito fizerem seus o plano de Marta, poderão requerer do governo federal o dinheiro que a Ministra Dilma aprovou para a expansão do metrô.

O debate eleitoral é que só Marta apresentou um plano consistente e ambicioso para atacar o déficit que 14 anos de gestão tucana aprofundaram em São Paulo: o pouco metrô existente. Complementado pela construção de mais quilômetros de corredores, investimento quase que completamente abandonado pela gestão demo-tucana.

Depois de insinuar que as propostas de Marta não tinham apoio no governo federal e não teria dinheiro da União para apoiar a proposta, a Folha pretende agora, que tem sim, para qualquer um. Já Kassab e Alckmin dizem que São Paulo não tem metrô por culpa de Marta e que o plano de mobilidade urbana defendido pela candidata não passa de factóide. Mesmo após o apoio firme e explicito da Ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A Folha, que sabia que o Plano de Mobilidade Urbana do governo federal seria anunciado após as eleições municipais, para não prestar o flanco a acusação de eleitoreiro e que ignorou esta informação no artigo de ontem (ver Folha põe em dúvida dinheiro da União para Marta investir no metrô). Reconhece hoje:

“Segundo Dilma, o governo só deve entrar com dinheiro do caixa do Tesouro no ano que vem se houver excesso de arrecadação. Nos anos seguintes, haverá tanto financiamento como recursos diretos da União, numa injeção escalonada para melhorar a infra-estrutura das cidades-sede da Copa-2014. “Os montantes serão vultosos”, afirmou a ministra.
Os valores dos investimentos serão definidos pelo PAC da Mobilidade Urbana, a ser anunciado após as eleições.”

A isenção da mídia é uma das condições essenciais da democracia. Vale a pena lembrá-lo sempre.

Luis Favre

31/08/2008 - 18:10h Balanço de agosto

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Como sabem os leitores assíduos deste blog, ao final de cada mês faço um balanço prestando contas sobre a freqüentação, comentários, problemas etc.

No mês de julho o blog fechou o mês com uma média diária de 1.700 leitores. Pois bem, em agosto aumentou fortemente o número de leitores e tivemos em média 2.800 por dia.

O crescimento começou mais forte a partir do dia 11 de agosto e depois do dia 21 ele atingiu resultados surpreendentes para o histórico do blog. De 2.165 no dia 21, os leitores passaram a 4.004, quatro dias depois. A subida teve seu pico em 26 de agosto com 6.317 leitores.

A maioria dos leitores são de São Paulo, seguidos por leitores de Rio de Janeiro, que também cresceram muito, depois Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Campinas (SP), Recife, Fortaleza e Salvador. Esses são os mais numerosos, das mais de 200 cidades que contam com leitores deste blog. Tem leitores em Santo Antonio de Jesus, Ji-Paraná, Corumbá, Tefe, Itajai, Manhuaçu e Três Lagoas.

O blog conta com leitores em mais de 110 países além do Brasil. Portugal, Estados-Unidos, Espanha, Argentina, Inglaterra etc. Mas este último mês tenho postado pouca coisa em outro idioma que português, por isso penso que nesses países a maioria dos leitores são brasileiros ou que falam português ou talvez espanhol.

Desde 20 de fevereiro, data que começou o blog no portal IG, mais de 310 mil acessaram algum post aqui. O crescimento é constante, o que me reconforta e me deixa mais apreensivo de corresponder a altura das expectativas dos leitores do blog. Meu objetivo é compartilhar minhas leituras e opiniões, animando uma reflexão sobre a sociedade, o Brasil e os nossos rumos. No plano mais pessoal procuro compartilhar também meus gostos musicais, literários, de arte e de ciência. São os temas, junto com a política, a economia, as questões sociais, que mais me interessam ou me apaixonam. Uma vez por semana, aos domingos, o Intermezzo, na barra lateral vermelha à direita, apresenta um vídeo com música. Também vídeos do youtube são incluídos quase que diariamente com Ópera, concertos, jazz, música brasileira ou outras, trailers de cinema e dança.

O blog reproduz os comentários dos seus leitores, mas não aceita reproduzir conteúdo racista, anti-semita, xenófobo, homófobo etc. Insultos, xingamentos, ameaças ou babaquices são também rejeitados, bem que às vezes estes últimos com menos rigor.

Volto a pedir desculpas pelos erros de português e agradeço todos aqueles que me corrigem: demora, mas vou acabar melhorando.

Sou muito crítico da mídia, de jornalistas, de adversários políticos e meu blog, como Lula, tem lado. Aqui nada de falsa “objetividade” da minha parte. Tenho opinião que expresso nos meus post. Os demais artigos aqui reproduzidos são responsabilidade dos seus autores e as fontes são sempre indicadas.

Mas para a maioria dos que aqui critico tenho respeito e nunca procuro ofender. Se mesmo assim, ofendi pessoalmente alguém, peço desculpas. Não procuro atingir pessoas e sim defender ou combater idéias.

Vários blogs têm reproduzido material de aqui, como eu tenho reproduzido muitas coisas de outros blogs. Quero agradecer a cada um dos que contribuem assim a promover meu blog e me sinto honrado de ser assim convidados a casa deles, que na maioria dos casos não conheço, mas onde me sinto tão bem recebido.

A todos muito obrigado. A todos os que enviaram comentários um carinho muito especial, mesmo aos que não concordam comigo, pois contribuem a aprimorar este espaço.

Luis Favre

30/08/2008 - 09:04h Marta na frente, Alckmin e Kassab brigam pelo 2° lugar

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A nova rodada de pesquisas Ibope e Datafolha, com resultados diferentes para cada instituto, refletem algumas mudanças.

Embaixo a tabela mostra os resultados desde o começo da série em 3 de julho.

A liderança de Marta no primeiro turno permanece nos mesmos patamares das últimas pesquisas, com oscilação negativa de 2 pontos (a margem de erro é de 3 pontos para + ou para -).

Alckmin diminiu aparentemente o ritmo de sua queda e encontra-se numa franja de 20 a 25%. Kassab continua progredindo e adentrando na franja de 15 a 20%. Como ao mesmo tempo melhora, segundo o Datafolha, a aprovação de sua administração e diminui sua rejeição (26% é a rejeição de Kassab no Datafolha, antes era de 32%). Podemos considerar que a evolução nesta semana tem sido mais positiva para Kassab. Ou seja a disputa pelo segundo lugar vai acirrar a situação nos próximos dias.

As intenções de voto ao longo do último mês mostra um relativo equilíbrio entre o PT, de um lado, e o DEM-PSDB, do outro. Ambos blocos giram entorno de 40% de intenção de voto cada, o que reflete na simulação do último Datafolha sobre o segundo turno. Ou seja, tudo indica até aqui, que a eleição será muito disputada, voto a voto, no segundo turno.

Luis Favre

Datafolha Ibope Globo
Datafolha Globo
Ibope Globo Datafolha IBOPE Datafolha
Marta 38% 34% 36% 41% 41% 39%
39%
Alckmin 31% 31% 32% 26% 24% 22%
24%
Kassab 13% 10% 11% 8% 14% 12%
16%
Maluf 8% 9% 8% 9% 9% 9%
7%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47% 49% 50%
 46%
Alckmin 50% 47% 51% 42% 44% 39%
46%
2° turno
 Marta 55% 51% 52% 55% 55% 55%
49%
 Kassab 36% 35% 37% 30% 35% 32%
41%
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 15 agosto 21-22 agosto 27-29 agosto 29 agosto

29/08/2008 - 10:47h Não foi um negocio da China

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Metrô de São Paulo: pouca extensão, superlotação e tarifa cara

 

 

O metrô de Shanghai é o mais recente no mundo e o que cresceu mais rapidamente. Após inaugurar sua primeira linha só em 1995, no eixo norte-sul a partir da estação Central em direção a periferia sul, no fim de 2007 a rede atingiu um total de 227 Km com 161 estações e 8 linhas.

A rede do metrô de Shanghai deverá atingir 510 km em 2012, dos quais 400 km serão postos em funcionamento antes da Expo de 2010.

COMPARAÇÃO

O metrô de São Paulo começou a ser construído no começo do anos 70. Hoje ele tem 62 km de extensão. Quando Shanghai começou seu metrô, em São Paulo os tucanos já tinham assumido o governo estadual e também o governo federal. Após 14 anos no comando do Estado, os últimos 4 comandando também a prefeitura de São Paulo e 8 anos no governo federal, os tucanos construíram um pouco mais de 10 km de metrô em 14 anos, menos de 1 km de metrô por ano.

Como se vê, ter os tucanos governando São Paulo todos estes anos não foi um negócio da China.

Com a proximidade das eleições municipais começaram a proclamar, adoidados, que não tem metrô em São Paulo por culpa… da Marta

LF


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COM 12,8 MILHÕES DE USUÁRIOS, A LIGAÇÃO ENTRE LESTE E OESTE DA CAPITAL SUPERA LINHAS DE CIDADES COMO HONG KONG

A linha 3-vermelha do Metrô, que no ano passado transportou 283 milhões de pessoas, tem o maior número de passageiros por quilômetro entre os principais representantes desse tipo de transporte do mundo. Isso traduz para números os empurrões e apertos enfrentados pelo usuário dos horários de pico.
Os dados e a afirmativa são da própria companhia. No ano passado, foram 12,8 milhões de passageiros/km por ano. A linha 3 tem 22 km de extensão e liga Itaquera (zona leste) à Barra Funda (oeste).
“É a linha mais densa do mundo”, diz Milton Gioia, chefe de operações do Metrô. A companhia alegou acordo de confidencialidade entre os integrantes da CoMET (Community of Metros) -que reúne empresas de outros países-, para não revelar números de outra cidades. A CoMET também foi procurada, mas se negou a passar os dados.
Na medição da malha inteira, o Metrô de São Paulo é o terceiro mais denso, com 10 milhões de passageiros/km. Tóquio tem 11,5 milhões e Hong Kong,10,4 milhões.
“Espero 30 minutos, uma hora para o trem esvaziar”, diz a ajudante de cozinha Nádia Nascimento Brandão, 20 anos, sentada na plataforma da estação Barra Funda.
A integração com a Companhia de Trens Metropolitanos na Barra Funda e no Brás, em 2000, foi o que alçou a linha 3 à condição atual, avalia Gioia. Em dois anos (1999 a 2001) o número de passageiros/ano cresceu 27,5 milhões.
O sentimento de superlotação também se deve ao “movimento pendular” na linha: a maioria dos usuários viaja em um único sentido no mesmo horário -leste-oeste de manhã e o inverso à tarde. ” De manhã são 74,5 mil passageiros por hora que saem do leste para o oeste”, diz Gioia. Na linha 1-azul, “mais equilibrada”, a concentração é em dois sentidos: norte-centro/sul-centro de manhã e centro-norte/ centro-sul à tarde. Para aliviar a situação, o Metrô aposta na redução do intervalo entre trens, de 101 segundos para 85 segundos, prevista para ocorrer em dois anos e meio. (Vitor Sorano 29/01/2008).

 

 

Metrô de SP: mais caro que o de 9 países

Com salário mínimo, argentino paga 1.079 bilhetes, enquanto paulistano consegue comprar 172 passagens

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Camilla Rigi - O Estado de São Paulo

Andar de metrô em São Paulo ou no Rio não é apenas uma questão de opção ou de estar perto de uma estação, mas principalmente de ter condições financeiras. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) relacionou o salário mínimo de 15 cidades - seis brasileiras e nove no exterior - e o poder de compra de um bilhete, e o resultado não foi animador para paulistanos e cariocas.

Em São Paulo, o usuário paga R$ 2,40 por bilhete. Com salário mínimo (nacional) de R$ 415, ele conseguiria adquirir 172 passagens por mês. No Rio, onde a passagem custa R$ 2,60 e o salário mínimo estadual é de R$ 447,25, seria possível fazer o mesmo número de viagens. Já na capital argentina, Buenos Aires, a realidade é bem diferente. O trabalhador que recebe um mínimo equivalente a R$ 539,59 tem outro poder de compra: 1.079 bilhetes, com valor unitário de R$ 0,50.

“Tínhamos uma suspeita de que o metrô era mais caro nessas duas cidades, mas nos surpreendeu elas estarem no topo da lista”, disse o coordenador da pesquisa, Carlos Tadeu de Oliveira. A comparação é feita com as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Cidade do México, Londres, Madri, Nova York, Paris, Santiago, Tóquio e Toronto. “Quando convertemos as tarifas para reais, Londres tem o preço mais alto (R$ 24, 17), porém o salário mínimo deles também é superior (R$ 4.700)”, explicou Oliveira. O londrino poderia comprar 194 bilhetes.

Na Cidade do México, andar de metrô custa R$ 0,33. Considerando que a renda mínima lá é de R$ 188,15, o poder de compra é de 570 passagens. Entre as capitais brasileiras, a mais barata é Fortaleza, onde o bilhete custa R$ 1 e o salário regional é de R$ 420.

Além da comparação financeira, a pesquisa traz outro dado para análise: a extensão da malha metroviária nessas capitais. E, de novo, os brasileiros perdem. Em Tóquio, onde há 304 km de metrô, o usuário consegue comprar 339 passagens com o seu salário mínimo de R$ 1.758,22. São Paulo oferece menor possibilidade de deslocamento, com 61,3 km de linhas, e ainda um valor de passagem que pesa mais no bolso do que para os japoneses.

“Temos de mudar as prioridades da sociedade. Quando ela quis saúde, o governo deu de graça. Com educação, a mesma coisa. Por que o transporte não pode ter mais subsídios, como em outros países?”, considerou o coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas, William Eid.

Para o ex-diretor do Institute for Transportation and Development Policy e presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente, Eric Amaral Ferreira, o preço do metrô em São Paulo e no Rio é absurdo. “Além de ser caro, é ruim. Na sexta-feira passada, peguei um trem na zona leste e fiquei parado dentro do túnel por mais de 20 minutos”, contou. Ele questiona por que o Metrô não publica sua contabilidade para que todos os cidadãos possam saber quais os gastos da empresa.

Além da operacionalidade, Ferreira lembra o martírio que se tornou pegar um metrô no horário de pico. “Não concordo com a tarifa, mas, se ela for mais baixa, o número de passageiros vai aumentar. E o sistema não vai agüentar.” Diariamente o metrô paulistano transporta mais de 3 milhões de passageiros. O de Nova York, que tem 369 quilômetros de trilhos, leva mais de 6 milhões por dia.

POLÍTICA TARIFARIA

O diretor de Operações Financeiras do Metrô de São Paulo, Nelson de Medeiros, explica que o Estado subsidia apenas as gratuidades do sistema. São 320 mil idosos, 22 mil desempregados e 260 mil portadores de necessidades especiais que não pagam. “A empresa sobrevive com o que arrecada com os passageiros. A tarifa não é mais baixa, nem mais alta. É a ideal para cobrir nossos custos”, afirmou.

Segundo Medeiros, o reajustes são previstos em lei. “A última vez que a tarifa aumentou (em janeiro) foi abaixo de todos os indicadores econômicos.” O diretor lembrou que o metrô oferece opções para os usuários que só utilizam esse meio de transporte. “A tarifa do cartão fidelidade (R$ 2,10) já significa uma boa economia.” Para ter esse benefício, o usuário tem de comprar pelo menos 20 bilhetes e não pode utilizá-los na integração com os ônibus. (O Estado de São Paulo 14/05/2008).

27/08/2008 - 20:53h No bico demo-tucano o metrô voa

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Esta sendo muito educativa a campanha eleitoral. Vejam por exemplo a questão do metrô.

O metrô está sob o controle do governo estadual, ele fixa as tarifas, controla a empresa nomeando seus responsáveis, assegura sua manutenção e investe nas sua expansão. Ou pelo menos esse é seu atributo, sua responsabilidade.

O governo estadual está nas mãos do PSDB faz 14 anos. Durante oito anos desses 14 anos, os tucanos controlavam o governo federal. Juntos com eles o PFL, agora DEM.

Juntos 14 anos e cadê o metrô?

Hoje existe um total de 61 km de metrô na cidade de São Paulo, antes dos tucanos foram construidos 50 Km.

Para o leitor ter uma idéia, a construção do metrô começou em São Paulo nos anos 60, no mesmo ano em que começou a construção do metrô da cidade de Mexico. Hoje Mexico tem 215 km e São Paulo 61 Km.

Pois bem, segundo o ex-governador Alckmin e o demo Kassab, São Paulo não tem metrô por culpa da… Marta.

Kassab acha que tendo entregue um cheque ao governador Serra, dois meses atrás, ele ganhou um passe de metrô para trocar por votos.

Ao uníssono eles dizem que Marta não tem credibilidade para fazer o que diz. Justamente ela que diz que acabaria com a máfia do transporte e cumpriu. Que diz que faria corredores e fez. Que na campanha de 2000 falou que faria o Bilhete-Único e hoje o Bilhete-Único está nas mãos de todos.

A dupla que governou durante 14 anos no Estado, 8 anos no governo federal e mais 4 anos na prefeitura é que mostrou que não faz corredores, não expande o metrô e faz o trânsito andar para atrás, a dupla diz que Marta não é séria.

Acha dor.

Luis Favre

23/08/2008 - 13:51h Datafolha confirma Marta em primeiro lugar e Alckmin segundo

martaxalckmin.jpg

O movimento registrado na pesquisa Datafolha publicado hoje é pequeno em relação à pesquisa IBOPE precedente, porém politicamente significativo.

Considerando exclusivamente as pesquisas do Datafolha (primeira tabela) percebesse um crescimento de Marta, uma queda significativa de Alckmin e uma subida dentro da margem de erro de Kassab. A situação de Maluf não evoluiu.

Mas observando o conjunto das pesquisas, incluindo as do IBOPE (segunda tabela), o movimento é bem menor, salvo para Kassab que com 14% hoje, retoma a situação que tinha no começo de julho.

A pesquisa Datafolha captou apenas o começo da campanha na TV, já a anterior do IBOPE precedeu o horário gratuito. Mesmo sendo pesquisas de institutos diferentes e com metodologias distintas, a situação de Kassab parece ter melhorado, ao que tudo indica em detrimento de Alckmin. Tudo muito incipiente para estabelecer conclusões.

Comparando as duas últimas pesquisas, IBOPE (antes da TV e rádio) e Datafolha (começo da TV e rádio) a situação de Alckmin nada mudou: oscilação negativa dentro da margem de erro no primeiro turno e situação idêntica contra Marta no segundo (ambos sobem 2 pontos).

Na simulação do segundo turno, só comparando as duas últimas pesquisas Datafolha, se verifica a mudança maior que inverteu o favoritismo no segundo turno: Marta passa a liderar o segundo turno contra Alckmin (49 X 44) e amplia seu favoritismo contra Kassab (de 52 X 37, no Datafolha anterior, a 55 X 35 nos resultados publicados hoje). Já se compararmos esse segundo turno entre as duas últimas pesquisas IBOPE e Datafolha, Marta confirma sua situação anterior, Alckmin idem e Kassab apresenta uma melhora ( de 55 X 30 no Ibope, a 55 X 35 no Datafolha).

Tem outros elementos da pesquisa que serão publicados na edição de domingo da Folha de São Paulo, como avaliação do governo municipal, rejeição, regiões e segmentos sociais que permitirão completar o panorama e verificar estas conclusões iniciais.

Luis Favre

martakassabalckminmaluf.jpg
PRIMEIRA TABELA - DATAFOLHA
Resultados das três últimas pesquisas Datafolha (as duas colunas iniciais são do mês de julho e a última é de hoje):
Datafolha Datafolha Globo
Datafolha
Marta 38% 36% 41%
Alckmin 31% 32% 24%
Kassab 13% 11% 14%
Maluf 8% 8% 9%
2° turno
Marta 45% 43% 49%
Alckmin 50% 51% 44%
campo 3 e 4 de julho 23-24 julho 21-22 agosto
SEGUNDA TABELA - TODAS AS PESQUISAS IBOPE E DATAFOLHA
Resultados das cinco últimas pesquisas (as 3 colunas iniciais são do mês de julho e as duas últimas de agosto. Na última coluna a direita a pesquisa Datafolha de hoje):
Datafolha Ibope Globo
Datafolha Globo
Ibope Globo Datafolha
Marta 38% 34% 36% 41% 41%
Alckmin 31% 31% 32% 26% 24%
Kassab 13% 10% 11% 8% 14%
Maluf 8% 9% 8% 9% 9%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47% 49%
Alckmin 50% 47% 51% 42% 44%
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 15 agosto 21-22 agosto

22/08/2008 - 16:05h Na eleição a política comanda, mas a propaganda é seu instrumento poderoso

A imagem “http://www.marta13.can.br/AdminCampanha/uploads/fotos/08.08.14-17.39.43-img_2481_copy.jpg.jpeg” contém erros e não pode ser exibida.

“Expulse o natural, ele volta galopando”, a frase é uma tradução livre de um provérbio francês.

Hoje foi o segundo programa dos candidatos à prefeitura e os que me parecem serem os principais concorrentes, vão marcando o terreno onde pretendem pesar nas mensagens políticas e publicitárias.

Vários analistas já destacaram, e eu concordo com essa opinião, que os programas televisivos de Marta e Kassab são de melhor qualidade, transmitindo melhor suas mensagens no uso do instrumento da televisão. O de Alckmin é mais rudimentar, tosco e apagado. Concordo com Nelson de Sá quando diz “o candidato agora soa distante e frio. Ou “desconectado”, como descreve o marketing americano.” (Blog no ar).

Porém tem uma novidade no programa de Alckmin, no plano político e de marketing, e que está longe de ser sem importância. Ele começou a mostrar que a saúde em São Paulo está ruim e propõe um plano de “especialidades”, copiado das policlínicas de Marta e que foi tão atacado no passado pelo PSDB como “marqueteiro”. Identificando sua figura de médico com a questão saúde, o setor pior avaliado junto com trânsito, da administração Kassab.

Ele se apóia assim na realidade que Kassab procura mascarar e dá credibilidade a sua mensagem, mesmo que pobre em termos publicitários. Ele tem ali um terreno fértil, que para ser trilhado deverá, porém, implicar um discurso mais ousado de oposição a gestão Kassab. Nesse caminho, se ele acentuar o fato que Kassab é um estranho no ninho tucano, a campanha de Alckmin poderá conter a inevitável subida de Kassab.

Falo de inevitável subida de Kassab por conta do maior tempo de TV, mas também pelo apoio aberto da fração tucana serrista e de suas ramificações amplas nos meios de comunicação e que procuram desestabilizar a campanha Alckmin e sua equipe. Mas Alckmin tem uma ampla margem para queimar e Kassab uma empinada encosta para subir.

As pesquisas irão acompanhar esta fase das campanhas e seguramente apresentarão movimentações, mas duvido que a primeira delas, Datafolha que aparecerá no domingo, produza mudanças significativas, além das naturais margens de erro.

Nesta eleição a população parece ter amadurecido sobre os rumos sociais, políticos e econômicos que o governo Lula e o PT imprimiram ao país. Como parte desta experiência política inclui a ausência de alternativa opositora com qualquer assomo de coerência ou proposta, a situação reforça a liderança que Marta vem exercendo nas intenções de voto. Se adicionamos a isto que a prática administrativa dos demo-tucanos, aqui em São Paulo, mostra suas enormes fragilidades, a conjuntura favorece um crescimento eleitoral de Marta e do PT.

Por isso mesmo, na medida em que o que está em jogo vai muito além da própria eleição municipal, para ganhar será necessário além do esforço, o profissionalismo e a militância aguerrida do PT. Ela será posta a dura prova. Assim como seus nervos.

Mas como dizia Napoleão: “Vencer sem perigo é retorno sem glória”.

A situação é favorável a condição de entrar em campo para valer.

Faz já alguns meses que Marta mostrou que entrou na briga para vencer, que amadureceu e aprimorou suas propostas. Os quadros partidários, as campanhas a vereadores estão a tudo vapor também. O PT está unido e aprendeu a ser um pouco mais disciplinado.

Mas o jogo está ainda pela metade e ninguém garante o resultado. Neste caso não é a torcida que acompanha de longe e sim a dos cidadãos que decidem participar do jogo, a que definirá o resultado.

O jogo é saber se nos próximos quatro anos a diminuição da desigualdade social constituirá o norte da ação municipal em São Paulo, se a cidade progredirá significativamente na educação e no transporte público, avançará na saúde e aprimorará sua democracia para encontrar as respostas aos novos desafios ou não.

Luis Favre

20/08/2008 - 17:51h “É a realidade, estúpido”

marta_kassab_alckmin.jpg

Começou o horário eleitoral. Vou poupar os leitores do blog de comentários supostamente objetivos sobre a qualidade dos programas apresentados na TV.

O que deu para perceber é que forma e conteúdo guardam uma relação estreita, pelo menos nesta primeira leva.

O conteúdo da propaganda de Marta é sustentado em pontos emblemáticos reconhecidos pela população. Ela foi prefeita, fez os CEU’s, fez o Bilhete-Único, fez o Vai e Volta, fez os corredores, distribuiu uniforme e material escolar com mochila de graça para os alunos, valorizou o professor, construiu escolas, implantou o Renda Mínima, o Programa Saúde da Família, as Farmácias Populares, o SAMU, fez obras e está identificada como defensora do povo e dos que mais precisam da ação redistributiva do Estado. Lula intervém para reforçar esta identificação, que é também a marca do governo federal, gerador de emprego, de distribuição de renda, de crescimento econômico e de defesa dos interesses da nação brasileira e do seu povo, por cima das diversas classes e interesses que compõem esta nação. A simbiose entre Marta e Lula não precisa ser demonstrada, ela é conhecida por toda a população de São Paulo. Por isso a mensagem é sólida e consistente. Os recursos do marketing, da imagem, da música, destacam esta mensagem e o fazem com qualidade indiscutível.

Qualidade de marketing que não está ausente do programa de Kassab, que agilmente consegue associar a imagem de Kassab à Serra e habilmente procura embelezar a ação do governo municipal. Os recursos do marketing, neste caso, devem tentar convencer a população que sua realidade e sua percepção do governo demo-tucano estão “erradas”. Trata-se de vender uma imagem, como na publicidade de marcas, adicionando atributos enxergados como positivos pelo consumidor para levá-lo a identificar a marca como tendo esses atributos. A técnica funciona até certo ponto e no caso poderá funcionar ainda mais porque a marca original, tucana, está dividida e bastante decaída. O espaço para convencer publicitariamente uma parte do eleitorado existe também, é verdade, pela combinação entre um público importante que não utiliza a saúde pública, a educação pública, o transporte público etc. e o bucolismo e ausência de eixo político da candidatura Alckmin. Esta possibilidade que permitiria um certo crescimento de Kassab e de queda de Alckmin é reforçada pelo indiscutível apoio de Serra e da ação de comentaristas, observadores, alguns jornalistas e máquinas, que agem para reforçar esta mensagem.

A dificuldade? A realidade da experiência que a população fez durante estes quatro anos de governo demo-tucano, de promessas descumpridas e de resultados insatisfatórios. Mais ainda que podem ser confrontados pela memória e a força do que Marta realizou na prefeitura herdada de Pitta e do que Lula vem realizando no país, reconhecido pela imensa maioria da população de todas as classes sociais e não “só” dos “pobres”. Ou seja para Kassab o obstáculo para “vender” seu “produto” pode se resumir a “é a realidade, estúpido”, e contra ela, o marketing só funciona até certo ponto.

Neste primeiro dia, a situação mais difícil parece ser a de Alckmin. Seu primeiro programa ignorou que foi candidato a presidente para se concentrar na idéia que Serra está continuando a obra dele. Neste ponto ele pode invocar para si mesmo a realidade, mas acontece que para o público ficou claro que Alckmin concorre contra o candidato de Serra. Pior, na posição de nem opositor a Kassab, nem co-responsável do seu governo, ele fica como um pintor de teto tentando se segurar na brocha, depois que tiraram dele a escada. O risco é ele não conseguir manter os eleitores que defendem a gestão demo-tucana hoje agrupados no seu nome, nem conquistar os que dela se desmarcam criticamente. No caso dele o marketing, sem dúvida, pouco ajuda e tudo parece depender da maneira em que concluiu o programa do PSDB de hoje ao meio-dia, com populares desejando a “Geraldo, boa sorte”.

Se continuar assim, Geraldo vai precisar de muita sorte mesmo.

Luis Favre

16/08/2008 - 15:11h Cabeça fria

Vale a pena analisar as pesquisas como apenas um elemento, uma indicação, do estado de espírito do eleitorado. Relembrar sempre que se trata de uma mera fotografia do momento, foto aliás contendo uma margem de erro de 3 pontos para cima ou para baixo. Dito isto e tendo isto sempre presente na abordagem dos números, indiscutivelmente a situação registrada no IBOPE marca uma mudança no quadro eleitoral as vésperas do início dos programas e comerciais na TV e no rádio.

Marta tem crescido na intenção de voto em relação a pesquisa IBOPE precedente, acima da margem de erro. Passou de 34% a 41%. Alckmin caiu de 31% a 26%. Tudo indica que Marta ganhou seus pontos no eleitorado de Alckmin. Como ao mesmo tempo Kassab não ganhou nenhum voto na queda registrada por Alckmin, podemos estabelecer como hipótese que a maioria esmagadora do eleitorado rejeita a linha agressiva e apelativa. Isto é assim em se tratando do eleitor da Marta e também do eleitor do Alckmin. Kassab com sua orientação de atacar Marta aparece a contra-mão da opinião pública e da maioria do eleitorado.

A queda de Alckmin não é só a manifestação das dificuldades do candidato a levar uma campanha a frente, sem contar com o apoio de uma parte significativa do seu próprio partido. Ela parece corresponder também com a ausência de qualquer programa com definições mais ou menos claras, as duas coisas se imbricando. Dito de outra maneira, Alckmin não concorda, nem discorda, com o que seu partido, junto com o DEM, tem feito na cidade. Alckmin não aparece como representante do “seu” governo municipal, nem estadual; mas ele também não é oposição. Ele só representa ele e o governo que ele fez lá atrás.

Acontece que diferentemente da Marta, Alckmin não deixou saudades da sua passagem pelo governo de Estado. Seja na educação onde o balanço é péssimo, seja no transporte onde as coisas andaram -para utilizar um termo do Estadão- “a passo de tartaruga” (quando não desabaram no buraco), ou nos altos pedágios e no abandono das estradas vicinais. Sem falar no caos penitenciário e na dominação exercida pelo PCC nas ruas das cidades paulistas, durante seu governo. Como ao mesmo tempo, a oposição dele ao governador Serra e ao seu prefeito Kassab o impede de assumir como próprio um balanço alheio, balanço diga-se de passagem bem medíocre, Alckmin aparece sem discurso e sem linha.

Não contando com a “proteção” que a mídia manteve durante seu governo, Alckmin começa a aparecer como o que ele sempre foi: um administrador burocrático e sem iniciativa e um político ambicioso sem cacife para se transformar em liderança. Ideologicamente inclinado à direita, mas sem coragem para apresentar uma plataforma consistente nesse terreno, ele navega no centrísmo, emprestando ora a direita, ora a esquerda alguma idéia. Seu discurso soa oportunista, vazio e sempre na base do meio-termo.

Significa isto que a eleição já está resolvida?

Ao contrário, a pesquisa provocará um acirramento da disputa eleitoral e induzirá alguns a uma tentativa de agrupamento anti-Marta. Se está linha vingar nas fileiras demo-tucanas poderemos assistir a uma repetição do comportamento que no plano federal levou a uma candidatura Alckmin à presidente com uma única bandeira: o anti-lulismo. A experiência já se mostrou inadequada no plano federal. Mas ela poderá ter um certo impacto no plano da cidade?

Por enquanto isto é uma incógnita e se lançar nesta via pode levar, ao contrario, a um desenlace desfavorável aos demo-tucanos completamente inesperado. Porque a situação é hoje outra, incluso na cidade de São Paulo.

No que concerne a candidata do PT, convém apreciar na sua justa dimensão os progressos realizados e que se expressam na liderança alcançada. A candidatura da Marta esta apoiada em um campo unificado, no só pela unidade do seu próprio partido na capital, mas também pela unidade dele no plano estadual, assim como em relação a liderança do presidente Lula e a sua política social e econômica. A identificação forte de Marta e Lula, no contexto dos êxitos obtidos pelo governo Lula e que se traduzem em uma alta popularidade, reforçam a unidade do campo petista e do seu eleitorado. A militância, os vereadores estão na rua, fazendo campanha. Igualmente o apoio das entidades representativas dos trabalhadores e das bases aliadas e de seus candidatos a vereadores.

O elemento determinante da oscilação positiva de Marta (no quadro abaixo volto a mostrar os números das diferentes pesquisas Ibope e Datafolha para mostrar essa oscilação positiva) está na capacidade que esse campo teve em pautar o debate em termos de propostas e definições realistas, associadas ao carisma e a liderança reconhecida de Marta na população da cidade. Não aceitando abaixar o debate a bate-boca ou provocações, o resultado mostra que a campanha teve um eco positivo.

O movimento do eleitorado não é e nunca foi linear, o que as pesquisas sempre detetaram. Sem ignorar esses movimentos para cima ou para baixo, o importante é apreciar a tendência no seu conjunto. Temos visto esse movimento nos resultados das diferentes pesquisas do quadro.

Até aqui a tendência da candidatura Marta é de crescimento, a de Geraldo Alckmin sofreu uma queda que pode indicar (veremos nas próximas pesquisas) uma tendência de queda e a de Kassab, Maluf e demais concorrentes uma estagnação longe dos dois primeiros.

Luis Favre

Resultados das quatro últimas pesquisas (as 3 colunas iniciais são do mês de julho e a última é o IBOPE de 15 de agosto, para a TV GLOBO e O Estado de São Paulo ):

  Datafolha Ibope Globo
Datafolha Globo
Ibope Globo
Marta 38% 34% 36% 41%
Alckmin 31% 31% 32% 26%
Kassab 13% 10% 11% 8%
Maluf 8% 9% 8% 9%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47%
Alckmin 50% 47% 51% 42%
         
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 12-14 agosto

A pesquisa Ibope de 15 de agosto, foi realizada entre terça-feira 12 de agosto e o 14 de agosto com 805 moradores da cidade de São Paulo. Ela foi registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo sob o número 01700108-SPPE. A margem de erro é de 3%

06/08/2008 - 18:51h “Prometo menos e faço mais” lança Alckmin contra Kassab. Menas, Geraldo, menas…

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Mostrei no post anterior que os ataques de Alckmin a Lula e a Marta se apoiavam em inverdades. A estratégia do candidato Alckmin é jogar uma cortina de fumaça sobre sua responsabilidade no fato que o metrô avançou a passo de tartaruga na sua gestão. Alckmin também atacou Kassab sobre o mesmo assunto e diz “Vamos botar o pé no chão. Até agora, foram investidos R$ 275 milhões, o que representa R$ 63 milhões por ano. Eu tenho um pouco de cautela. Prometo menos e faço mais.” (uol).

Sem querer defender aqui Kassab, a verdade é que no metrô Alckmin prometeu muito e fez bem pouco.

Por exemplo, a construção da linha 4 do metrô, aquela na qual o túnel desabou, teve seu contrato assinado em outubro de 2003. Na promessa inicial a obra seria entregue em 2006. Mas com diversos pretextos foi adiado o começo da obra. Pela nova promessa os trabalhos começariam em janeiro de 2004, mas acabaram começando em avril de 2004 e a entrega do primeiro trecho aconteceria em 2007, mas ainda estamos aguardando e a nova previsão é que a coisa saia para 2010. Estamos falando de uma obra prioritária e que tem como extensão apenas 12,8 kilometros na sua fase inicial e até agora, cinco anos depois…

Leiam a seguir o “prometo menos” de Alckmin no artigo sobre a assinatura do contrato da linha 4 publicado na Folha de São Paulo em 2 de outubro de 2003 e vejam (no artigo da Folha 12/01/2007 reproduzido mais embaixo) o “faço mais” no andamento de tartaruga da linha 4 do metrô.

Depois reflita. LF

“O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou ontem os contratos, no valor de R$ 1,8 bilhão, para o início das obras do primeiro trecho da linha 4-amarela do Metrô paulistano, previsto para janeiro de 2004.

A primeira etapa das obras deverá ser entregue em 2007, quando o tucano, que não pode mais tentar a reeleição, estará fora do Palácio dos Bandeirantes.

O trecho inicial terá 12,8 quilômetros e ligará a Vila Sônia (zona oeste) à estação da Luz (região central), passando pelos bairros do Butantã e de Pinheiros, também na zona oeste da cidade.

A linha 4-amarela do Metrô será a maior obra da gestão do tucano e deverá se transformar, já no ano que vem, no carro-chefe da campanha política do PSDB à Prefeitura de São Paulo.

No total, esse trecho terá 11 novas estações, mas apenas cinco serão entregues na primeira etapa: Luz, República, Paulista, Pinheiros e Butantã.

Segundo o governador, o Estado começa ainda neste mês o processo de desapropriação das áreas que serão utilizadas pela nova linha. “Nós já assinamos o contrato imediatamente hoje para ter até o final do ano essa questão das desapropriações resolvidas. Vamos acelerar o processo. As obras vão começar no final do ano ou em janeiro, que é o mais provável”, disse Alckmin, após a solenidade de assinatura dos contratos no Palácio dos Bandeirantes.

O consórcio responsável pelos 12,8 quilômetros da nova linha é formado pelas empreiteiras OAS, Queiróz Galvão, CBPO e Alstom.

A meta inicial do governo estadual era entregar a obra no final de 2006, na reta final das eleições, mas uma disputa jurídica envolvendo o processo de licitação atrasou em pelo menos seis meses o cronograma.

A gestão Alckmin também chegou a anunciar que não começaria as obras neste ano por causa do reajuste salarial dos metroviários, que, na avaliação da empresa, impediria novos gastos nos meses seguintes.

A nova linha do Metrô será construída com recursos do Estado, do Banco Mundial e de investidores estrangeiros.

A segunda e última etapa da obra, no entanto, deverá ser tocada com dinheiro da iniciativa privada. “Nós vamos abrir um processo licitatório e contamos com a participação da iniciativa privada”, disse Alckmin.

Em setembro, a prefeita Marta Suplicy (PT) anunciou um pacote de obras em Pinheiros, entre elas a construção da estação Faria Lima da linha 4 do metrô, no largo da Batata, em parceria com o Estado.”

FOLHA DE SÃO PAULO - 02/10/2003 - Alckmin assina contratos para a linha 4

Serra diz que primeira fase da linha 4 deve ser entregue em 2009

RENATO SANTIAGO
da Folha Online - 12/01/2007

O governador de São Paulo, José Serra, afirmou na noite desta sexta-feira, em visita ao local onde um canteiro de obras da linha 4-amarela do metrô desabou, que a primeira fase da obra “será entregue no prazo estipulado, o primeiro semestre de 2009″. Em dezembro passado, o Metrô informava que a entrega das primeiras seis estações ocorreria no final de 2008.

Serra foi o primeiro tucano a prometer a linha 4, quando era candidato à prefeitura de São Paulo, em 1996.(…)

02/08/2008 - 20:57h Folha desinforma

A Folha de São Paulo questionou a seguinte afirmação de Marta no debate da Band:

“(Marta) Disse que deixo R$ 340 milhões no caixa da prefeitura ao final de sua gestão, em 2004.”

A Folha retrucou Marta assim:

“O valor estava todo comprometido e, segundo o Tribunal de Contas do Município, havia um buraco de R$ 700 milhões.”

Pois bem, contrariamente a afirmação da Folha, o Tribunal de Contas do Município constatou que Marta deixou em caixa R$ 358 milhões e que os restos a pagar com vencimento em 2004 eram de R$ 267 milhões. Ou seja o TCM, como diz Marta, constatou o superávit fiscal deixado no caixa ao final do mandato de Marta e foram R$ 91 milhões como ela diz na Band (dado que também figura no julgamento do STF que já reproduzi aqui no blog Edição do debate destaca alguns dados e esconde outros).

Não existe no documento do Tribunal, contrariamente a afirmação da Folha, nenhuma referência a “um buraco de R$ 700 milhões”.

Mais interessante ainda e que os restos a pagar com vencimento em 2005, em valor segundo o TCM, de R$ 395 milhões podiam sem qualquer problema serem pagos como previsto em 2005, pois em 30 de junho de 2005 (seis meses da nova administração Serra-Kassab) a prefeitura já tinha, em aplicações financeiras acumuladas, mais de R$ 2 bilhões de reais (dados do Balanço Patrimonial da Prefeitura).

Por isso as contas da Marta foram todas aprovadas pelo TCM (2001, 2002, 2003, 2004) e elas foram aprovadas também pela Câmara Municipal. O STF também julgou assim.

A Folha vai publicar um “erramos”, na página 3? Ou vista a gravidade de propalar as afirmações repetidas pelos tucanos, fará bem grande uma correção com os dados do TCM?

Luis Favre

01/08/2008 - 15:21h Balanço de julho

A imagem “http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2006/2006042700_the_blog_345.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Como cada mês aqui vão algumas informações sobre o Blog. O número de leitores continua progredindo. Eram 1.550 por dia em junho e são 1.700 em julho, promédio diário (52.784 visitas no mês).

Os leitores do blog no mês de julho residem em 98 países diferentes, a maioria do Brasil. Pela ordem seguem Portugal, Estados-Unidos, França, Argentina, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália e Peru. Mas teve também nas Antilhas holandesas, Burkina-Faso e Eslovênia fechando a lista.

No Brasil o número de cidades nas quais têm pelo menos um leitor do Blog em julho pularam para 298. A maioria em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Campinas (SP), Recife, Salvador, Florianópolis, São Caetano do Sul (SP) e Santos (SP). O maior número de leitores esta nessas cidades, mas temos também leitores em Registro, Palmas, Santana de Livramento, Carajas, Castelo e Riberão Pires.

Tenho a impressão que não teve mais comentários em julho, em relação a junho.

As informações reproduzidas no blog sobre as ofertas da Caixa Econômica Federal continuam sendo as mais comentadas. Volto a insistir que qualquer informação sobre o conteúdo dos artigos, qualquer demanda ou crítica ou contestação devem ser dirigidas aos autores dos artigos, aos seus jornais ou as entidades citadas nos mesmos.

O blog não assume nenhuma responsabilidade sobre o conteúdo das matérias aqui reproduzidas. Procuro, evidentemente, só reproduzir artigos e informações de origem séria e não de origem duvidosa.

Os post que levam minha assinatura, são da minha inteira e exclusiva responsabilidade.

Repito novamente que faço o blog sem qualquer ajuda e não estou em condição de traduzir artigos escritos em outras línguas e que coloco aqui a disposição dos multilingüistas. Se algum leitor traduzir e enviar sob sua responsabilidade a tradução de algum artigo aqui postado, será reproduzido com meus infinitos agradecimentos.

Para os que desejam ler os outro balanços mensais, basta clicar no tag balanço. Para os que são leitores recentes esclareço que os comentários são “moderados”. Insultos, racismo, antisemitismo, xenofobia e acusações levianas são eliminadas. Provocações e agressões vão também para a lixeira. Algumas deixo passar para compartilhar com a maioria dos leitores do blog a inépcia de alguns. Involuntariamente acabam contribuindo para o conhecimento da indigência intelectual dos seus autores.

Sou o primeiro a me penitenciar pelos erros de português que percorrem este blog. Sou o responsável e mesmo tentando aportar o maior cuidado, meu conhecimento da língua continua limitado. Peço desculpas, as correções são bem-vindas e me ajudam.

Minhas opiniões procuram evitar ofensas ou ataques pessoais. Se alguma ofensa tenho feito, peço desculpas. Meu objetivo é transmitir informações e opiniões que julgo relevantes para compor uma visão sobre o mundo e agir em conseqüência. Minhas leituras não são minhas opiniões, mas me ajudam a formá-las, espero que estas leituras também sirvam para você.

Luis Favre