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	<title>Blog do Favre &#187; Favre</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Um pouco de luz para clarear o debate</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 11:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
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		<description><![CDATA[O incidente que provocou corte de luz em 18 Estados durante 4 horas, exigirá uma sindicância interna que estabeleça, com relativa certeza, as causas que provocaram o blecaute.
É natural que os jornais e noticiários abordem o assunto até exaustão, pois a vida de milhões de pessoas foi afetada e procurar informar sobre as causas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O incidente que provocou corte de luz em 18 Estados durante 4 horas, exigirá uma sindicância interna que estabeleça, com relativa certeza, as causas que provocaram o blecaute.</p>
<p>É natural que os jornais e noticiários abordem o assunto até exaustão, pois a vida de milhões de pessoas foi afetada e procurar informar sobre as causas do mesmo é um dever da mídia.</p>
<p>Natural, também, é a oposição tentar tirar proveito político &#8211; eleitoral, do blecaute. Em parte, para tentar apagar a lembrança de seus próprios desatinos em matéria energética, mas também para tentar atingir o governo com a acusação de incompetência. Teve até declaração de Serra sobre falta de investimento como causa do blecaute, justamente ele, que quer privatizar no Estado o setor, pois dizia que o Estado não tinha dinheiro para investir.</p>
<p>Convém evitar polêmicas fúteis sobre o que, por enquanto, não teve explicação baseada na apuração rigorosa dos fatos. Vale lembrar a todos que o acidente da TAM também foi objeto de muito palpite infeliz, de muita politicagem e de muita exploração política e da mídia, quando o erro humano acabou emergindo claramente das investigações.</p>
<p>Em relação as questões mais de fundo sobre a política energética do governo e as acusações da oposição, basta levar a discussão para o terreno inconteste dos fatos.</p>
<p>Vinicius Torres Freire, articulista do caderno <strong>Dinheiro</strong> da <em>Folha</em>, é insuspeito de simpatias pelo governo, constata hoje em sua coluna:</p>
<p><strong>&#8220;O apagão de FHC, na verdade um longo racionamento mesmo em período de baixo crescimento econômico, foi uma combinação extraordinária de descaso grosseiro, ideologia mercadista e azar climático. Hoje não falta energia no país, até um pouco por sorte -a crise deu tempo de recompor &#8220;reservas&#8221; de energia (como a de gás e de água nas hidrelétricas), choveu muito etc. E houve muito mais investimento, especial em transmissão de energia -a rede cresceu cerca de 29% nos anos Lula, expansão 60% maior que a dos anos FHC. Há mais gás, canos de gás, grandes hidrelétricas em construção. No atacado da eletricidade, ao menos, Lula tem desempenho muito melhor que o de FHC.&#8221;</strong></p>
<p>Por sua vez, contrariando afirmações daqui e acolá, sobre a consistência de nosso sistema de transmissão e geração de energia, os que verdadeiramente entendem do assunto são convergentes em considerar que Brasil dispõe de um sistema que não é frágil, é bastante seguro, o que explica até o rápido restabelecimento da normalidade. (Ver<a title="Blecaute: Especialistas consideram que sistema é seguro" rel="bookmark" href="../2009/11/blecaute-especialistas-consideram-que-sistema-e-seguro/"> Blecaute: Especialistas consideram que sistema é seguro</a>).</p>
<p>Não é por acaso que a Bolsa de Valores não registrou qualquer movimentação nas ações das empresas do setor e que analistas citados pelo <em>Estadão</em> consideram o problema isolado e sem relação com questões estruturais. (Ver<a title="Mercado de ações considera que apagão é problema isolado" rel="bookmark" href="../2009/11/mercado-de-acoes-considera-que-apagao-e-problema-isolado/"> Mercado de ações considera que apagão é problema isolado</a>).</p>
<p>O blecaute não é o produto de insuficiência de energia, de falta de investimento na modernização do sistema, nem na sua fragilidade, mesmo se cada um desses aspectos exige aprimoramento permanente. Mas o debate da questão energética e dos desafios que esta problemática impõe aos principais países do globo deveria ser motivo de uma reflexão nacional.</p>
<p>Luis Favre</p>
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		<title>Porque José Serra continuará calado</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 12:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[FRASE DO DIA


“O Estado tem que ser competente. Não se pode trazer de volta a ideia de transformar empresas em repartições públicas. A governança tem que ser empresarial. Caso contrário, vira divisão entre partidos políticos.”
Fernando Henrique Cardoso

Escolhida a frase do dia pelo Blog de Noblat, ela constitui o paradigma do pensamento de FHC e parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6><span style="font-size: large;">FRASE DO DIA</span></h6>
<p><span style="font-size: large;"><br />
</span></p>
<blockquote><p><strong><em><span style="font-size: x-large;">“O Estado tem que ser competente. Não se pode trazer de volta a ideia de transformar empresas em repartições públicas. A governança tem que ser empresarial. Caso contrário, vira divisão entre partidos políticos.”</span></em></strong></p></blockquote>
<p><span style="font-size: xx-large;"><cite>Fernando Henrique Cardoso</cite></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/fotos/aecio_serra_fh.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/aecio_serra_fh.jpg" /></p>
<p>Escolhida a frase do dia pelo Blog de Noblat, ela constitui o paradigma do pensamento de FHC e parece condensar o &#8220;programa&#8221; gestionario do ideario tucano-liberal.</p>
<p>Podemos contrapor, sem exagero algum.</p>
<p><strong>&#8221; O Estado tem que ser competente. Não se pode trazer de volta a idéia de transformar as repartições públicas em empresas privadas. A governança tem que estar a serviço do governo do povo, conforme à democracia, caso contrario vira divisão entre acionistas privados&#8221;</strong>.</p>
<p>A supor que FHC esteja certo na afirmação fantasiosa que o &#8220;lulismo&#8221; é a &#8220;república dos sindicatos ou do funcionalismo&#8221;, ninguém poderá admitir que a &#8220;república do opportunity&#8221; constitua uma alternativa verdadeiramente democrática.</p>
<p>Trocando em miúdos. Os ataques de FHC e Armínio, saudados como o soar das trompetes da oposição, pelos articulistas que desesperam do silêncio demo-tucano, colocam os holofotes exatamente onde os demo-tucanos gostariam de manter a escuridão: o programa liberal de direita, verdadeira cruzada pela &#8220;restauração&#8221; do neo-liberalismo que marcou os 8 anos de FHC.</p>
<p>FHC dá razão assim a Lula: a eleição presidencial em 2010 será plebiscitária, o confronto de dois balanços.</p>
<p>Precisamente o debate que os candidatos tucanos gostariam de evitar em público, para poder sonegar a claridade, no momento da escolha dos eleitores.</p>
<p>Por isso José Serra continuará calado.</p>
<p>LF</p>
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		<title>Lula: Dilma lá e Ciro aqui</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 14:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[A analise feita por Maria Inês Nassif (ver post embaixo) é pertinente. Lula decidirá o candidato de sua base em São Paulo e terá o apoio do PT-SP.
A posição defendida pelo presidente é que a eleição presidencial será plebiscitária -por ou contra o seu governo- procurando um desfecho favorável no primeiro turno. Dilma será ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A analise feita por Maria Inês Nassif (ver post embaixo) é pertinente. Lula decidirá o candidato de sua base em São Paulo e terá o apoio do PT-SP.</p>
<p>A posição defendida pelo presidente é que a eleição presidencial será plebiscitária -por ou contra o seu governo- procurando um desfecho favorável no primeiro turno. Dilma será ele na urna eletrônica, o julgamento dos seus dois mandatos. O terceiro mandato será esse, o da continuidade, ou a ruptura da volta ao passado. Esse é, esquematicamente, o desenho da disputa em 2010.</p>
<p>Para Lula a entrada de Marina Silva não muda esse cenário, mesmo persistindo Ciro Gomes na sua postura de pleitear o cargo de presidente em 2010. A lógica da articulação de Lula é que ambas candidaturas, sem espaço político na polarização, sem alianças substanciais e sem tempo de TV, serão desidratadas e acopladas aos dois candidatos fortes: Dilma e Serra.</p>
<p>No caso de Ciro, aliado de Lula durante todos estes anos, o presidente abre uma perspectiva mais que conveniente para ambos. Em troca de sua desistência e apoio a Dilma, uma candidatura turbinada ao governo de São Paulo.</p>
<p>A vantagem da proposta é que ela resolve favoravelmente a disputa entre duas candidaturas tentando ocupar o mesmo espaço nacional, pondo ao mesmo tempo em xeque a candidatura de José Serra no próprio bastião da oposição, São Paulo.</p>
<p>Não é a toa que cada vez mais a candidatura Serra é questionada na própria oposição, -uma parte do DEM e do próprio PSDB prefere Aécio- e o próprio Serra parece hesitar entre a reeleição mais tranqüila e uma derrota nacional cada vez mais provável.</p>
<p>A candidatura Ciro em São Paulo obriga Serra a reconsiderar suas próprias escolhas estaduais, pois nem Aluisio Nunes, nem Kassab e nem Alckmin teria um percurso tranqüilo na disputa para governador, tendo que enfrentar uma candidatura turbinada de Ciro Gomes (fora que Alckmin é um desafeto do governador de São Paulo).</p>
<p>Para o PT estadual, para seus candidatos ao senado e seus deputados, o efeito de não contar com o 13 na campanha majoritária, pesa negativamente na aceitação da estratégia de Lula. Pesa também para alguns os desdobramentos no futuro (2012) desse apoio a Ciro agora.</p>
<p>Sendo estes os argumentos e motivações da resistência a proposta de Lula, é evidente que elas não se sustentarão perante o desafio maior de vencer a eleição presidencial, a &#8220;mãe de todas as batalhas&#8221;. Os dirigentes e quadros do PT de São Paulo sabem disto.</p>
<p>Por isso, o PT-SP será provavelmente unânime em apoiar a candidatura Ciro&#8230; se ele, Ciro, aceitar a proposta de Lula, o que ainda ele não fez.</p>
<p>Descontando que isto é uma questão de tempo e nem Lula, nem Ciro, têm pressa para uma definição que pode perfeitamente acontecer em março (com vantagens indiscutíveis como a de não se expor prematuramente ao ataque tucano); a indicação de Palocci para ser um dos principais coordenadores da campanha da Dilma (mesmo cogitado por Lula para ser o candidato em São Paulo, no caso de Ciro não aceitar) é um sinal da orientação do presidente. </p>
<p>Salvo recusa definitiva de Ciro de sair candidato em São Paulo, qualquer outra alternativa que tente contrapor à linha presidencial, estará condenada ao ostracismo e por isso dificilmente emplacará. </p>
<p>O artigo de Maria Inês Nassif mostra em filigrana que os principais atores no PT começaram a entender e digerir este fato.  </p>
<p>Quando mais cedo melhor, até para evitar multiplicar atritos que são verdadeiros tiro-no-pé dos afobados.</p>
<p>Luis Favre</p>
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		<title>Quem tem pressa, come cru</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 22:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Luis Favre

A reunião do Diretório Estadual do PT aprovou um calendário para começar o processo de designação de seu candidato a governador, sem fechar a porta para o diálogo com os partidos da base aliada e nem recusar o eventual apoio a candidatura de Ciro Gomes.
A decisão é sábia, permitindo que o partido possa se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Luis Favre</span></h2>
<p><img class="size-full wp-image-14350 alignleft" title="estrela_sobe" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe" width="166" height="200" /></p>
<p>A reunião do Diretório Estadual do PT aprovou um calendário para começar o processo de designação de seu candidato a governador, sem fechar a porta para o diálogo com os partidos da base aliada e nem recusar o eventual apoio a candidatura de Ciro Gomes.</p>
<p>A decisão é sábia, permitindo que o partido possa se  movimentar no plano estadual, levando em conta as manifestações repetidas de Ciro Gomes de sair candidato a presidente pelo PSB, mas sem rejeitar a procura de alianças amplas para alavancar uma candidatura de oposição aos demo-tucanos no Estado.</p>
<p>Existem elementos importantes em favor da candidatura Ciro Gomes ao governo estadual, tanto do ponto de vista da campanha presidencial em favor de Dilma Rousseff, como do ponto de vista estadual, na disputa contra o continuismo tucano em São Paulo.</p>
<p>Ciro tem todas as credenciais para ser um candidato forte aqui no Estado e sua contribuição ao debate político estadual é bem-vinda. Isto não significa que seja necessariamente a melhor opção para o campo da Dilma, aqui. Mas a discussão está aberta e não existe qualquer ultimato ou decisão imperativa, segundo as declarações do presidente estadual do PT.</p>
<p>O presidente Lula tentará ainda convencer Ciro a sair da disputa nacional? Ou tendo registrado a vontade várias vezes reafirmadas do candidato socialista, jogará em favor da candidatura Palocci, a favor da qual manifestou-se meses atrás?</p>
<p>Não tendo pressa para essa escolha, Lula aguarda que o processo se decante, até porque os próprios demo-tucanos estão longe de ter definido se terão Alckmin, Aloysio, Kassab ou o próprio José Serra como candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Lula tem razão. Neste caso a pressa é inimiga da sabedoria. LF</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Matéria de 2002: Eleonora Mendes Caldeira, mulher do empresário Ivo Rosset, ela conta como ajudou a quebrar o preconceito da elite xiita contra Lula com dois jantares para o petista</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/materia-de-2002-eleonora-mendes-caldeira-mulher-do-empresario-ivo-rosset-ela-conta-como-ajudou-a-quebrar-o-preconceito-da-elite-xiita-contra-lula-com-dois-jantares-para-o-petista/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 19:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[






Sociedade/Eleonora                Mendes Caldeira &#8211; 11/11/2002

 
Mulher                do empresário Ivo Rosset, ela conta como ajudou a quebrar          [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="555">
<tbody>
<tr>
<td>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="555">
<tbody>
<tr>
<td><strong><span style="font-family: Verdana; color: #990033; font-size: x-small;"><span style="font-size: medium;">Sociedade/Eleonora                Mendes Caldeira &#8211; 11/11/2002<br />
</span></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: #003399; font-size: medium;"><em> </em></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: #003399; font-size: medium;"><br />
</span></strong><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: #003399;">Mulher                do empresário Ivo Rosset, ela conta como ajudou a quebrar                o preconceito da elite xiita contra Lula com dois jantares para                o petista</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: #003399;">Juliana                Lopes &#8211; ISTOÉ Gente<br />
</span></span></td>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>
<table style="height: 187px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="214" align="right">
<tbody>
<tr align="center">
<td><span style="font-size: medium;"><img src="http://www.terra.com.br/istoegente/171/fotos/eleonora_01.jpg" alt="Arquivo Pessoal" width="229" height="159" /></span></td>
</tr>
<tr align="left">
<td><span style="font-size: xx-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: #003399;">Lula,                    Marisa, Eleonora e Ivo, dono da<br />
Valisère, no jantar para 450 convidados </span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Um adesivo da campanha de Paulo Maluf à prefeitura                colado na janela do carro causava arrepios a Eleonora Mendes Caldeira.                Seu único filho, André, hoje com 25 anos, era então                um pré-adolescente simpatizante do político símbolo                da direita paulista. “Eu tinha que respeitar”, diz a                psicóloga Eleonora, 56 anos. Doze anos depois, no dia 17                de outubro, André agradecia à mãe pelo inusitado                presente de aniversário: um bolo do PT e um abraço                de Luiz Inácio Lula da Silva. Embora o aniversário                fosse de André, naquela data o homenageado era Lula. Eleonora                e o marido, o empresário Ivo Rosset, dono da Valisère,                haviam reunido no prédio onde moram 450 convidados da alta                sociedade paulistana num jantar para o então candidato do                PT à Presidência.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> André é apenas um dos convertidos                por Eleonora ao petismo. A locomotiva do PT que sacudiu a elite                paulistana com dois jantares em prol de Lula na campanha conta,                em seu consultório, em São Paulo, que teve agradáveis                surpresas nessa eleição. O famoso bolo de três                andares de pão-de-ló, doce-de-leite e morangos do                jantar do dia 17 foi oferecido por Lali Mansur (mulher do empresário                Carlos Alberto Mansur, dono da Vigor). “Pedi a Lali para fazer                o bolo uma semana antes do jantar. Na véspera ele estava                pronto, lindo, com estrelas do PT!”, conta ela, animada.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> Empolgação mesmo aconteceu na residência                dos Mansur. “As empregadas estão emocionadíssimas!                Todas vão votar no Lula! Foram até o comitê                do PT comprar as estrelinhas para fazerem a cobertura no mesmo formato!”,                disse Lali a Eleonora. O bolo foi o primeiro assunto de Lula ao                chegar para a festa em que estavam pesos pesados da indústria                como Eugênio Staub, dono da Gradiente, Daniel Feffer, do Grupo                Suzano, e Fernando Xavier, da Telefônica – evento muito                mais grandioso do que o jantar para 126 pessoas do dia 4 de setembro.                “Levamos o Lula até o bolo para contar a história.                Ele achou o máximo”, lembra a anfitriã. </span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> Antes da onda vermelha virar chiique, Eleonora                sentia-se de escanteio em festas do high society quando o assunto                era política. “A Regina Duarte acha que foi patrulhada.                Patrulhada fui eu! Muito mais que ela!”, diz. “Muita                gente da alta sociedade tinha preconceito. Agora melhorou muito.”                Acostumada a lidar com quem não gosta do PT, Eleonora ficava                cheia de dedos para convidar amigos para os eventos com Lula. Para                a socialite Fátima Scarpa, ligou avisando logo que “ela                não era obrigada a ir”. E também preveniu que                ninguém ia pedir dinheiro. Ouviu de Fátima uma sonora                risada: “Imagina! Vou votar no Lula!”. </span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> Feliz                com o que chama de “lulismo” – fenômeno                que, segundo Eleonora, atingiu em cheio a elite paulistana agora                bastante empolgada com o presidente eleito, ela conta que também                converteu o marido, Ivo Rosset, um dos grandes empresários                que apoiaram Lula. “Minha mulher é o maior cabo eleitoral                do PT”, diz ele. “Acabei me tornando também”,                afirma o dono da Valisère. “No meu caso ela não                tem participação”, garante Rosset. A adesão                do casal influenciou pessoas próximas. Além de amigos                da comunidade judaica, os filhos de Ivo – três empresários                entre 30 e 36 anos – também entraram na onda vermelha.                “Esses votaram no Serra no primeiro turno”, segreda                Eleonora. “Fiz tanta boca-de-urna que disseram que eu ia ser                presa. Botei estrelinha em todo mundo.” </span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>
<table style="height: 160px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="224" align="right">
<tbody>
<tr align="center">
<td><img src="http://www.terra.com.br/istoegente/171/fotos/eleonora_04.jpg" alt="" width="200" height="149" /></td>
</tr>
<tr align="left">
<td><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: #003399; font-size: xx-small;">O                    bolo de pão-de-ló preparado para Lula</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O                envolvimento de Eleonora com a política começou cedo.                Ela cursava Direito no começo dos anos 70 na Faculdade Mackenzie,                região central de São Paulo, onde havia conflitos                freqüentes entre polícia e estudantes. Amiga de Chico                Buarque, com quem teve um namorico, ela não militou, mas<br />
sempre esteve no meio do burburinho. Chegou ao PT por intermédio                da prefeita de São Paulo Marta Suplicy, de<br />
quem se tornou amiga na adolescência e até hoje é                bem próxima. “Eu e meu marido, Luís Favre, temos                convivido<br />
muito com Ivo e Eleonora e nossas conversas certamente ajudaram                Eleonora a levar Ivo para um partido pelo qual<br />
ela tinha simpatia”, diz a prefeita. Favre fez a ponte entre                Rosset e a cúpula do PT. “Os jantares foram importantes                porque Ivo e Eleonora manifestaram de público apoio ao<br />
Lula, o que muitos empresários fizeram depois”, diz                Favre. “Foi uma atitude pioneira.”</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O primeiro                voto de Eleonora no PT foi na eleição de Luiza Erundina                para a prefeitura de São Paulo em 1988. Para presidente,                optou por Lula e não Collor um ano depois.<br />
Depois escolheu duas vezes seguidas o tucano Fernando Henrique Cardoso                porque o admirava como intelectual.<br />
“Mas não votei em José Serra porque Lula é                mais preparado como político e como pessoa”, diz.</span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> Não                era fácil ser petista em casa. Seu pai, Octávio Camillo                Pereira de Almeida, de família quatrocentona do Vale do Paraíba,                foi secretário de Obras e de Vias Públicas da prefeitura                de São Paulo durante 12 anos. Entre os prefeitos, conviveu                com Paulo Maluf, que era odiado pelos amigos da filha mais velha.                “A briga maior que tivemos foi quando ele votou no Collor                para presidente”, conta Eleonora, que não perdeu a                piada quando o político alagoano sofreu impeachment. “Cheguei                em casa dizendo: ‘Estão vendo como eu estava certa?                Eu avisei, eu avisei!’”, disse. Octávio morreu                em 1999. Depois de viver uma fase em que seus amigos eram de esquerda,                Eleonora passou a estar cercada de socialites por todos os lados.                Casou-se em 1972 com o banqueiro Victor Simonsen. Dois anos depois,                uniu-se ao incorporador Wilson Mendes Caldeira, de quem herdou o                sobrenome. O casamento durou 19 anos. </span></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> Por                enquanto, Eleonora não pensa em outras festas para Lula.                “Agora é hora de trabalhar, mas tenho certeza de que                teremos muita coisa para comemorar nesses próximos quatro                anos”, diz ela. “Espero que Lula faça um governo                que dê dignidade para milhões de brasileiros, com emprego                e educação. Que ele não pense em números,                mas em gente.”</span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Porque o orçamento foi superdimensionado por Kassab?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 15:53:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[arrecadação]]></category>
		<category><![CDATA[Favre]]></category>
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		<category><![CDATA[orçamento 2009]]></category>
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		<description><![CDATA[Aos poucos a verdade emerge. Valor, O Estado SP, JT e o jornal AGORA tem publicado artigos mostrando que a &#8220;crise&#8221; invocada por Kassab para justificar falta de investimento, cortes na limpeza, congelamentos na saúde, redução na merenda etc. era lorota.
A prefeitura arrecadou em 2009 mais que em 2008. Isto é um fato que desmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos poucos a verdade emerge. <strong>Valor</strong>, <strong>O Estado SP</strong>, <strong>JT</strong> e o jornal <strong>AGORA</strong> tem publicado artigos mostrando que a &#8220;crise&#8221; invocada por Kassab para justificar falta de investimento, cortes na limpeza, congelamentos na saúde, redução na merenda etc. era lorota.</p>
<p>A prefeitura arrecadou em 2009 mais que em 2008. Isto é um fato que desmente o argumento de Kassab.</p>
<p>Mas o orçamento de Kassab estava superdimensionado. Porque?</p>
<p>É bom lembrar que o orçamento foi aprovado em dezembro de 2008, ou seja após que a crise internacional atingiu Brasil em setembro 2008.</p>
<p>Se a crise tinha estourado no mundo no começo de 2008  e afetado em setembro o Brasil, porque Kassab previu para 2009 uma arrecadação bem superior à de 2008, ano em que o crescimento brasileiro foi de mais de 5% do PIB?</p>
<p>A apresentação do orçamento 2009 foi feita durante a campanha eleitoral e ele tinha que incluir todas as promessas demagógicas de Kassab, por isso ele foi inflado.</p>
<p>Após ter iludido os eleitores e vencido o pleito em outubro, Kassab solicitou que os vereadores aliados diminuíssem uma primeira vez a proposta de orçamento. Isto feito, a peça fico mesmo assim, bem acima dos resultados da arrecadação de 2008. Por isso agora ele tem que desinchar as falsas &#8220;previsões&#8221;.</p>
<p>Ao mesmo tempo os gastos de custeio aumentaram pelo descontrole da máquina, os subsídios ao transporte superam em muito os valores de 2008 (a tarifa em 2008 não aumentou).</p>
<p>Kassab se mostrou um hábil demagogo, um político populista e agora se mostra um péssimo administrador, um gestionário despreparado.</p>
<p>Um personagem típico da direita populista conservadora que São Paulo já experimentou com Maluf e Pitta, onde Kassab se formou. Em soma, um digno representante do ex-PFL, hoje DEM.</p>
<p>O apoio tucano é só a manifestação da evolução direitista do PSDB, que hoje quase nada distingue de seu aliado demo.</p>
<p>A operação de travestimento e de ilusão teve êxito e ainda tem. Até quando?</p>
<p>LF</p>
<p style="text-align: center;">Clique na imagem do jornal <strong>AGORA</strong> para ampliar</p>
<div id="attachment_13620" class="wp-caption aligncenter" style="width: 565px"><img class="size-full wp-image-13620" title="jornal AGORA" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Kassab_orcamento20091.jpg" alt="clique na imagem para ampliar" width="555" height="318" /><p class="wp-caption-text">clique na imagem para ampliar</p></div>
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		<title>Obrigado, GCM</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 11:33:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Portal do Guarda Civil &#8211; Elogia Blog do Favre


Prezado,

Deixamos aqui nosso elogio pelo grande trabalho de comunicação que seu blog oferece aos internautas brasileiros e pelo constante apoio às Guardas Civis, em especial de São Paulo.

Cordialmente,


Portal do Guarda Civil





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			<content:encoded><![CDATA[<div id=":ay" class="ii gt">
<div>
<h1 class="ha"><span id=":bf" class="hP">Portal do Guarda Civil &#8211; Elogia Blog do Favre</span></h1>
</div>
<div></div>
<div>Prezado,</div>
<div></div>
<div>Deixamos aqui nosso elogio pelo grande trabalho de comunicação que seu blog oferece aos internautas brasileiros e pelo constante apoio às Guardas Civis, em especial de São Paulo.</div>
<div></div>
<div>Cordialmente,</div>
<div></div>
<p><font color="#888888"></p>
<div>Portal do Guarda Civil</div>
<div></div>
<div>
<div style="text-align: center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_XoU2C6EGKME/SpcysvXLq4I/AAAAAAAAAvk/uTwKdYv1KeY/S259/greve+gcm.jpg" /></div>
</div>
<p></font></div>
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		<title>Posição de Serra sobre o pré-sal pode afastar investidores. Segundo analistas europeus, mudar as regras durante o jogo não é aceitável</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 12:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[A criação do novo marco regulatório para a exploração de petróleo em grandes profundidades na costa sudeste brasileira não chocou especialistas em energia na União Europeia. 
Segundo os experts, o novo modelo brasileiro se enquadra na “abordagem clássica” da partilha de lucro originário da extração do petróleo, mesmo que a presença do Estado, por meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A criação do novo marco regulatório para a exploração de petróleo em grandes profundidades na costa sudeste brasileira não chocou especialistas em energia na União Europeia. </em></p>
<p><em>Segundo os experts, o novo modelo brasileiro se enquadra na “abordagem clássica” da partilha de lucro originário da extração do petróleo, mesmo que a presença do Estado, por meio da Petrobrás e da Petro-Sal, seja crescente.</em></p>
<p><em>A eventual mudança pelo próximo governo do marco regulatório do pre-sal  é considerado o principal problema que pode afastar investidores. Até agora, só o eventual candidato tucano, José Serra, formulou uma ameaça de mudar de modelo, caso vier a vencer as eleições.</em></p>
<p><em>O modelo que muda a legislação de 1997 e que torna agora a Petrobrás a operadora de todos os blocos de exploração da camada pré-sal, com participação mínima de 30% nos lucros,  se enquadra nos padrões contratuais aceitos pelas grandes petrolíferas. É o que disse  Maité Jauréguy-Naudin, diretora do Programa de Energia do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri), de Paris, mas ela acrescenta:<br />
</em></p>
<p><em><strong>&#8220;O mais importante é que as regras do jogo não sejam alteradas durante o jogo. A parceria precisa ter diretrizes claras desde o início do processo de exploração&#8221;</strong>, alerta Maité. <strong>&#8220;O Brasil, como democracia estável que vem estabelecendo parcerias de longo prazo com os atores de mercado petrolífero, reúne todas as condições de obter sucesso na exploração da camada pré-sal.&#8221; </strong></em></p>
<p><em>Esse é o risco provocado pela ameaçã de Serra em mudar às regras, caso vier a vencer o pleito em 2010. </em></p>
<p><em>Já o baixo preço do petróleo hoje não parece diminuir o optimismo sobre o novo marco regulatório. Mesmo chamando a atenção para a relação entre os custos de produção elevados em grande profundidade e o baixo preço do barril no momento &#8211;  a tendência é de aumento proporcional à retomada da demanda. Ou seja o preço atual é uma dificuldade passageira.</em></p>
<p><em>Posição semelhante tem a alemã Susanne Nies, professora do Instituto de Estudos Políticos (Science Po), de Paris, e especializada em energia. &#8220;O preço baixo do petróleo levou as grandes petrolíferas a enormes perdas financeiras em meio à crise, o que compromete de certa forma sua disposição para investimentos de grande magnitude neste momento&#8221;, afirma.</em></p>
<p><em>Sem ter estudado em profundidade o novo modelo brasileiro, Susanne entende que o passo mais importante e que foi garantido no projeto do governo brasileiro é de transformar as companhias privadas em parceiras do Estado, e não simples prestadoras de serviço,. &#8220;Se fossem apenas contratos de prestação de serviço, as empresas estariam muito menos interessadas, porque em algum momento elas ficariam de fora do negócio.&#8221; </em></p>
<p><em>Vou parar por aqui. O que você acaba de ler é um artigo inventado por mim, com base exclusivamente nas afirmações de especialistas contidas no artigo do <strong>Estadão</strong> que está reproduzido aqui embaixo.</em></p>
<p><em> Meu artigo-ficção é completamente oposto ao  artigo do <strong>Estadão </strong>que pretende que a partilha do pré-sal pode afastar investidores e que o modelo reduz a rentabilidade do negócio. </em></p>
<p><em>Ambas afirmações, que não deixam de ser seguramente verdadeiras na medida em que pelo modelo da lei de 1997 as grandes empresas de petróleo estrangeiras seriam bem mais beneficiadas com a riqueza do pré-sal, figuram na manchete do <strong>Estadão</strong> para indicar recusa de investimentos -o que as declarações dos especialistas não afirmam. </em></p>
<p><em>O que todos os especialistas sim sabem, e alguns o afirmam no próprio artigo do <strong>Estadão</strong>, é que regras de jogo claras e contratos não podem ser questionados pouco tempo depois, sem que o país em questão perca completamente sua credibilidade. </em></p>
<p><em>As descobertas do pré-sal autorizam uma nova legislação regulatória exclusivamente para as novas explorações dessa descoberta. As regras do jogo depois de aprovadas pelo congresso e os contratos assinados com investidores, os futuros candidatos deverão assumir compromisso público que não jogarão a credibilidade do Brasil no lixo e respeitarão os contratos. Era o que o <strong>Estadão</strong> exigia de Lula em 2002 e que logicamente deveria exigir do candidato Serra agora. </em></p>
<p><em> Sei, sonhar não custa nada&#8230; </em></p>
<p><em>Luis Favre </em></p>
<p>A seguir o artigo do Estadão</p>
<p><strong><font size="5">Partilha no pré-sal pode afastar investidores</font></strong></p>
<p><strong>Segundo analistas europeus, modelo reduz rentabilidade do negócio</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Andrei Netto &#8211; O Estado SP</p>
<p>A criação do novo marco regulatório para a exploração de petróleo em grandes profundidades na costa sudeste brasileira não chocou especialistas em energia na União Europeia. Segundo os experts, o novo modelo brasileiro se enquadra na &#8220;abordagem clássica&#8221; da partilha de lucro originário da extração do petróleo, mesmo que a presença do Estado, por meio da Petrobrás e da Petro-Sal, seja crescente. O risco, alertam, é não atrair empresas privadas que possam financiar a extração do óleo, ao oferecer lucratividade menor em um momento de crise econômica.</p>
<p>A análise foi feita a pedido do Estado por economistas especializados no setor energético na Europa, e se antecipa à Agência Internacional de Energia (AIE), que até o momento não divulgou estudos específicos sobre o impacto das novas jazidas brasileiras no mercado energético mundial.</p>
<p>Para Maité Jauréguy-Naudin, diretora do Programa de Energia do Instituto Francês de Relações Internacionais (Ifri), de Paris, a mudança na legislação criada em 1997, que torna agora a Petrobrás a operadora de todos os blocos de exploração da camada pré-sal, com participação mínima de 30% nos lucros, ainda se enquadra nos padrões contratuais aceitáveis pelas grandes petrolíferas.</p>
<p>&#8220;O mais importante é que as regras do jogo não sejam alteradas durante o jogo. A parceria precisa ter diretrizes claras desde o início do processo de exploração&#8221;, alerta Maité. &#8220;O Brasil, como democracia estável que vem estabelecendo parcerias de longo prazo com os atores de mercado petrolífero, reúne todas as condições de obter sucesso na exploração da camada pré-sal.&#8221;</p>
<p>Apesar do otimismo sobre o marco regulatório, a especialista vê adversidades no caminho da Petrobrás e da Petro-Sal. &#8220;A exploração no Brasil depende enormemente do preço do barril&#8221;, entende Maité, chamando a atenção para a relação entre os custos de produção elevados em grande profundidade e o baixo preço do barril no momento &#8211; embora a tendência seja de aumento proporcional à retomada da demanda.</p>
<p>PERDAS</p>
<p>Posição semelhante tem a alemã Susanne Nies, professora do Instituto de Estudos Políticos (Science Po), de Paris, e especializada em energia. &#8220;O preço baixo do petróleo levou as grandes petrolíferas a enormes perdas financeiras em meio à crise, o que compromete de certa forma sua disposição para investimentos de grande magnitude neste momento&#8221;, afirma.</p>
<p>Sem ter estudado em profundidade o novo modelo brasileiro, Susanne entende que o passo mais importante, o de transformar as companhias privadas em parceiras do Estado, e não simples prestadoras de serviço, foi garantido. &#8220;Se fossem apenas contratos de prestação de serviço, as empresas estariam muito menos interessadas, porque em algum momento elas ficariam de fora do negócio.&#8221;</p>
<p>Em artigo publicado na quinta-feira, o gabinete Sia Conseils, especializado em energia e meio ambiente, também fez críticas positivas ao modelo. &#8220;O gigante verde sonha com o ouro negro, e seu sonho está a um passo de se tornar realidade&#8221;, afirma o relatório, fazendo uma ressalva: &#8220;O Estado não poderá assumir sozinho o custo da exploração das jazidas &#8211; estimadas em US$ 600 bilhões &#8211; e precisa encontrar um meio termo justo para não afugentar as empresas privadas e, ao mesmo tempo, melhorar a repartição dos lucros em seu favor&#8221;.</p>
<p>Segundo o escritório, em razão das novas jazidas &#8220;o Brasil se apresenta como um parceiro político e econômico cada vez mais influente nos próximos anos&#8221;.</p>
<p>TRAÇO NACIONALISTA</p>
<p>George Friedman, Ph.D. em Economia e fundador do escritório de inteligência estratégica Stratfor, com sede no Texas, nos Estados Unidos, também fez uma análise ponderada da mudança do marco regulatório, em artigo publicado pela FXStreet, site europeu especializado em comércio exterior.</p>
<p>Segundo o especialista, o novo modelo contém &#8220;um traço nacionalista&#8221; que concede ao governo amplas possibilidades de intervenção no desenvolvimento das reservas, mas, diz Friedman, a regulamentação do setor de energia está em linha com a estratégia de interesses do Estado brasileiro.</p>
<p>&#8220;Está claro que o Brasil vê suas reservas pré-sal como um bem que precisa ser protegido pelo Estado, mesmo com o risco de tornar mais lento o influxo de capital externo e de tecnologia que o país está tentando atrair para impulsionar o desenvolvimento de suas reservas,&#8221; afirma o especialista.</p>
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		<title>Conversa para boi dormir</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 14:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Lei do Petróleo]]></category>
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		<description><![CDATA[Alberto Temer, colunista do Estadão, reafirma uma série de verdades com relação ao novo marco regulatorio do pré-sal. O modelo &#8220;enviado pelo governo ao Congresso não cria o monopólio estatal do petróleo&#8221;; &#8220;pouco muda nas regras atuais, a não ser a introdução de contratos de partilha, sem alterar o existente, de concessão. Ficam ambos, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Alberto Temer, colunista do </em><strong>Estadão</strong><em>, reafirma uma série de verdades com relação ao novo marco regulatorio do pré-sal. O modelo </em><strong>&#8220;enviado pelo governo ao Congresso não cria o monopólio estatal do petróleo&#8221;; &#8220;pouco muda nas regras atuais, a não ser a introdução de contratos de partilha, sem alterar o existente, de concessão. Ficam ambos, o que não é nenhuma grande novidade ou &#8220;revolução nacionalista&#8221;" e &#8220;Ele não afasta as empresas privadas, principalmente estrangeiras,&#8221;.</strong></p>
<p><em>Alberto Temer foi consultar um especialista, opositor ferrenho das propostas apresentadas pelo governo federal. Giuseppe Bacoccoli é geólogo de petróleo, atuou por 34 anos na Petrobrás, onde trabalhou no primeiro poço exploratório no Brasil, situado no Espírito Santo. É pesquisador visitante do Programa de Recursos Humanos da ANP (PRH-02) junto à COPPE/UFRJ. Bacoccoli é claro: </em><strong>&#8220;A abertura do capital da Petrobrás foi mantida. Há hoje 76 empresas, a grande maioria estrangeira, operando no setor, associada à Petrobrás ou não. O modelo apenas abre espaço para uma participação maior do Estado na exploração do pré-sal. Essas empresas vão continuar investindo na Bacia de Santos simplesmente porque não têm alternativa. Não há em nenhum outro lugar do mundo oportunidade como essa. É muito petróleo, num país politicamente estável, respeitador de contratos; depois da revolução militar, o governo não nacionalizou nada, ao contrário, privatizou a CSN e a Vale. Tem uma economia crescendo com estabilidade e está atraindo capitais externos (que faltam a outros países, em meio à crise que só agora está sendo superada)&#8221;.</strong></p>
<p><em>Pois bem, Temer e Bacoccoli são contra a proposta mesmo assim; porque para eles -é o que Temer escreve- o novo marco regulatório foi ditado exclusivamente por motivações eleitorais. </em></p>
<p><em>Mas, que utilização eleitoral poderá ser feita, na lógica das verdades assinaladas acima, se todos os partidos e candidatos manifestassem apoio unanime à proposta?</em></p>
<p><em>A questão é: por que, se o novo modelo </em><strong>&#8220;é equilibrado&#8221;</strong><em> e eu concordo com Temer nisto, a oposição demo-tucana é contra? Só porque Lula falou mal de FHC no discurso?</em></p>
<p><em>Os demo-tucanos vão se opor porque é Lula quem faz e não eles? Só isso?</em></p>
<p><em>A bem da verdade, a questão é outra.</em></p>
<p><em>Se novas propostas não fossem introduzidas com o marco regulatório proposto, o pré-sal iria beneficiar essencialmente as empresas privadas de petróleo que pagariam um montante ridículo por um tesouro que faz do Brasil um dos primeiros países petrolíferos do mundo. Ou seja, era necessário mudar as regras para garantir para o país os benefícios do seu petróleo. Sem lessar ninguém, sem romper contratos, sem desequilibros, a formula encontrada permite direcionar os recursos ao combate a pobreza e evitar a &#8220;maldição do petróleo&#8221; destruidora da indústria local. Garante o interesse do Estado brasileiro por cima de o interesse privado devidamente contemplado. Assegura para o país uma poderosa alavanca para o desenvolvimento e a modernização.</em></p>
<p><em>Os demo-tucanos são contra porque consideram o interesse privado como motor do progresso e o Estado como obstaculo ao libre desenvolvimento do mercado. Mas não ousam assumir o discursso hoje, como faziam no passado recente, porque pega mal com o eleitorado. </em></p>
<p><em>O resto é conversa para boi dormir. LF </em></p>
<p><font size="5"><strong>&#8221;Não há monopólio ou nacionalizaçao do petróleo&#8221;</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Alberto Tamer* &#8211; O Estado SP</p>
<p>O modelo do pré-sal enviado pelo governo ao Congresso não cria o monopólio estatal do petróleo, como os discursos da festa no Planalto pretendem dizer. Na verdade, pouco muda nas regras atuais, a não ser a introdução de contratos de partilha, sem alterar o existente, de concessão. Ficam ambos, o que não é nenhuma grande novidade ou &#8220;revolução nacionalista&#8221;.</p>
<p>Como já dissemos, o modelo é até equilibrado, o discurso de Lula é que não. Ele não afasta as empresas privadas, principalmente estrangeiras, só limita sua participação e administração na exploração do pré-sal. O presidente e a ministra Dilma Rousseff sabem disso, só não disseram. Querem levantar de novo a bandeira esfarrapada de &#8220;o petróleo é nosso&#8221;, quando nunca ninguém duvidou disso, muito menos o governo.</p>
<p>Lula ataca a oposição condenando injustamente o ex-presidente Fernando Henrique, que, para bem do País e da proporia Petrobrás, abriu o capital da empresa, sem o qual ela não teria recursos para elevar a produção e investir no pré-sal.</p>
<p>Vamos deixar, portanto, bem claro: &#8220;não há monopólio, não há nacionalização, só maior participação do Estado. Não há restrição alguma de empresas privadas nacionais ou estrangeiras na exploração do pré-sal&#8221;. Tudo o mais é demagogia eleitoral para fortalecer a candidata de Lula. Não fosse isso, não precisaria ter criado modelo nenhum, bastava um decreto presidencial, como o respeitadíssimo geólogo Giuseppe Bacoccoli, com o peso de 34 anos de experiência pioneira na Petrobrás. Têm sido dele as análises mais lúcidas da &#8220;nova&#8221; (não tão nova) política do petróleo.</p>
<p>Mas e como fica? Não fica, continua como está.</p>
<p>BACOCCOLI ESCLARECE</p>
<p>A coluna voltou a conversar com Bacoccoli para complementar seu artigo do dia 1º de setembro, &#8221; Pré-sal, quais as razões de mudar&#8221;, publicado no Estado, de leitura obrigatória. Procuramos uma voz autorizada para não sermos acusados de críticos &#8220;leigos&#8221;.</p>
<p>E ele confirma. A motivação do modelo foi a eleição presidencial. Não é necessário hoje nem seria no futuro. Mas as empresas privadas, principalmente as grandes estrangeiras, não se afastariam com toda essa história de &#8220;intervenção&#8221; do Estado, de nacionalização? &#8220;Não, afirma Bacoccoli. Mesmo porque não existe monopólio de fato.&#8221;</p>
<p>&#8221; A abertura do capital da Petrobrás foi mantida. Há hoje 76 empresas, a grande maioria estrangeira, operando no setor, associada à Petrobrás ou não. O modelo apenas abre espaço para uma participação maior do Estado na exploração do pré-sal. Essas empresas vão continuar investindo na Bacia de Santos simplesmente porque não têm alternativa. Não há em nenhum outro lugar do mundo oportunidade como essa. É muito petróleo, num país politicamente estável, respeitador de contratos; depois da revolução militar, o governo não nacionalizou nada, ao contrário, privatizou a CSN e a Vale. Tem uma economia crescendo com estabilidade e está atraindo capitais externos (que faltam a outros países, em meio à crise que só agora está sendo superada)&#8221;, afirma Bacoccoli.</p>
<p>NUNCA ANTES&#8230;</p>
<p>Agora, sim, a coluna pode dizer que &#8220;nunca antes&#8221; o Brasil foi tão procurado por investidores estrangeiros, nem mesmo na época das privatizações. Só no ano passado, US$ 42 bilhões, sem contar a enxurrada de investimentos financeiros, em títulos do governo ou na bolsa.</p>
<p>DÓLAR &#8216;DANOSO&#8217;</p>
<p>É tanto dinheiro que até atrapalha. E vai ser mais, muito mais, com a entrada dos novos e grandes investimentos no pré-sal, com esse modelo &#8220;estatizante&#8221; ou não. Os economistas e a própria equipe econômica já estão preocupados com o efeito negativo sobre a valorização do real, que prejudica as exportações, principalmente de produtos industrializados. Por enquanto, a alta do preço das commodities ainda ajuda. Isso pode se tornar um problema grave e já está levando o governo a estudar formas de conter a desvalorização do dólar.</p>
<p>E ENTÃO, SR. COLUNISTA?</p>
<p>Então que, de fato, real, nada muda com o tal modelo. Então, que o pré-sal se transformou em palanque eleitoral. Então, que o governo vai ter de se endividar em mais de R$ 100 bilhões &#8211; pode passar de R$ 150 bilhões, ninguém sabe ainda &#8211; para capitalizar a Petrobrás. Com isso, desviará recursos que deveriam ser aplicados em outras atividades industriais, e não só no petróleo.</p>
<p>*E-mail: at@attglobal.net</p>
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		<title>Kassab não sabia que Berrini não tem metrô</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 12:42:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Prefeitura SP]]></category>
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		<description><![CDATA[A restrição aos ônibus fretados em São Paulo leva a marca inconteste da gestão Kassab, a improvisação.
A justificativa para recuar da decisão na Avenida Berrini é a prova mais cabal da ausência de qualquer estudo ou planejamento na proposta inicialmente implementada; Kassab diz que foi necessário alterar o plano porque na avenida &#8220;não têm metrô&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A restrição aos ônibus fretados em São Paulo leva a marca inconteste da gestão Kassab, a improvisação.</em></p>
<p><em><em><em>A justificativa para recuar da decisão na Avenida Berrini é a prova mais cabal da ausência de qualquer estudo ou planejamento na proposta inicialmente implementada; Kassab diz que foi necessário alterar o plano porque na avenida &#8220;não têm metrô&#8221;.  </em></em></em></p>
<p><em><em><em>Que Kassab desconhecesse a inexistência do metrô pode se explicar pois ele usa o helicóptero alugado pela prefeitura para seus deslocamentos. Que seu Secretário de Transportes ignore o fato só mostra quanto está longe de suas preocupações o transporte público. Mas como explicar que o corpo técnico da secretaria ignore este fato?</em></em></em></p>
<p><em><em><em>Acontece, como já aconteceu repetidas vezes na atual &#8220;gestão&#8221; (como no &#8220;teste&#8221; com as motos na 23 de maio), que nenhum estudo é apresentado como basamento para decisões, nenhum debate é organizado sobre esses assuntos (a Câmara Municipal discutiu o assunto e a bancada do PT alertou sobre os fretados, mas de nada adiantou). </em></em></em></p>
<p><em><em><em>A improvisação é a irmã gémea do factóide. Procurando mostrar iniciativa para esconder a falta de investimento no transporte público, Kassab mostra preocupação pelo marketing e não pela gestão. Suas medidas buscam, com respaldo da mídia, transmitir a ideia de &#8220;ação&#8221; no setor pior avaliado de sua administração. Exemplificando, Kassab procura esconder com factóides que em 5 anos nenhum corredor de ônibus foi construído; que o aumento no número de passageiros correspondeu com diminuição do número de ônibus e que o trânsito piora a cada dia. </em></em></em></p>
<p><em><em><em>A mídia, em geral pouco crítica com os demo-tucanos, desta vez teve que apontar para os responsáveis pelo caos e deixaram Kassab mal parado. É que uma parte dos usuários dos fretados são leitores dos jornais, componentes da classe média que votou e vota nos demo-tucanos, o que provoca mais impacto que o descaso com os beneficiários do Bolsa-Família que por descaso de Kassab não recebem o dinheiro do governo federal.</em></em></em></p>
<p><em><em><em>Mesmo assim o tratamento do assunto é diferente no editorial de hoje do Jornal da Tarde e no editorial da Folha de São Paulo reproduzidos a seguir. Duas &#8220;sensibilidades&#8221; marcadas pelas orientações políticas e pela diversidade. LF</em></em></em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://psolpinheiros.files.wordpress.com/2009/04/kassab.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://psolpinheiros.files.wordpress.com/2009/04/kassab.jpg" width="465" height="385" /></div>
<p><em><em><strong><font size="5">Editorial JORNAL DA TARDE</font></strong></em></em></p>
<p><em><em><font size="4"><strong>Deu no que deu</strong></font></em></em></p>
<p><em><em>O que aconteceu no primeiro dia de vigência das restrições impostas pela Prefeitura à circulação dos ônibus fretados &#8211; protestos dos usuários desse tipo de transporte, lentidão média do trânsito acima do normal, mau funcionamento de muitos dos pontos de embarque e desembarque criados para os passageiros &#8211; era facilmente previsível, tendo em vista a forma improvisada e atabalhoada com que as mudanças foram adotadas e implantadas.</em></em></p>
<p><em><em>A situação ficou particularmente difícil, tanto de manhã como à tarde, nas imediações da Estação Santos-Imigrantes, da Linha 2 (Verde), do Metrô, como mostrou reportagem do Jornal da Tarde. Cerca de 200 ônibus fretados pararam no bolsão da Rua Guilherme Winter para o desembarque de 7,5 mil passageiros, entre 7 e 8 horas. A fila de veículos chegou à Avenida Ricardo Jafet, o que provocou congestionamento e dificultou a circulação de ônibus urbanos. Dentro da estação, passageiros esperaram até meia hora na fila para comprar bilhetes do metrô.</em></em></p>
<p><em><em>Casos semelhantes a esse ocorreram em vários outros pontos, o que fez com que, entre 7 e 10 horas, o índice médio de lentidão, de 31 quilômetros, fosse 40% maior do que o da segunda-feira da semana passada e 10% superior ao da última segunda-feira de julho de 2008. Não admira que, revoltados, os passageiros e outros que se sentiram prejudicados tenham promovido manifestações de protesto, com bloqueio de vias importantes &#8211; Avenidas Ricardo Jafet e Bandeirantes e Marginal do Pinheiros -, que ajudaram a piorar a situação.</em></em></p>
<p><em><em>Atribuir esses protestos a uma “postura intransigente de setores que se recusam a cooperar”, como fez a Secretaria Municipal de Transportes em nota oficial, é procurar fugir à realidade desagradável ou, como se diz, querer esconder o sol com peneira. Como assinalamos aqui quando essa medida foi anunciada, ela não se baseou em nenhum estudo técnico que recomendasse sua necessidade e indicasse sua viabilidade. Aí é que está a origem dos problemas que sua implantação vem enfrentando.</em></em></p>
<p><em><em>O fato de antes mesmo de sua aplicação ela ter sofrido alterações confirma que foi produto de improvisação. E os novos ajustes que o prefeito Gilberto Kassab prometeu fazer, depois da pouco feliz experiência do primeiro dia de vigência das restrições, só reforça essa conclusão. Agora, só resta ao prefeito e ao seu secretário de Transportes tentar limitar ao máximo, e rapidamente, os efeitos negativos de sua decisão, principalmente para evitar que a maior parte dos passageiros dos fretados opte por usar carro, porque, se isso ocorrer, vai complicar ainda mais o trânsito. E tomar consciência de que medidas desse tipo, que afetam a vida de milhões de paulistanos, exigem maiores cuidados.</em></em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/foto/0,,20849010-EX,00.jpg" alt="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/foto/0,,20849010-EX,00.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p><em><em><strong><font size="+2" color="#000080">Editoriais &#8211; FOLHA SP</font></strong></em></em></p>
<p><em><em><strong><a href="mailto:editoriais@uol.com.br">editoriais@uol.com.br</a> </strong></em></em></p>
<p><em><em><font size="5"><strong>Começo confuso </strong></font></em></em></p>
<p><em><em>FOI MARCADO por transtornos  o primeiro dia de restrição  aos ônibus fretados na cidade São Paulo. Vias importantes  para o tráfego foram interditadas  por protestos. É preciso admitir  que a ideia de impor regras à circulação desses veículos, em si  correta, não foi bem aplicada.  Faltou planejamento e algumas  decisões terão de ser revistas.<br />
O veto ao tráfego de ônibus  contratados para transportar  pessoas que trabalham numa  mesma empresa ou numa mesma região da cidade vale de segunda a sexta, das 5h às 21h, numa área de 70 km2. A restrição  inclui pontos de grande movimentação, como as avenidas  Paulista, Brigadeiro Faria Lima e  Luiz Carlos Berrini.<br />
As principais falhas foram a escolha de locais inadequados para  embarques e desembarques e a  incapacidade do sistema público, já saturado, de absorver a nova demanda em horários de pico.<br />
Ainda é cedo para avaliar de  forma conclusiva o impacto da  restrição sobre o trânsito -que  deveria, em tese, se beneficiar da  medida, não apenas no que se refere à fluidez mas também ao  respeito à ordem. Sabe-se que o  crescimento do uso de fretados  ocorreu de maneira desordenada, com paradas aleatórias e estacionamento dos veículos em  locais impróprios.<br />
É bom lembrar que a diminuição dos congestionamentos não  beneficia só os automóveis.  Também o transporte coletivo  torna-se menos moroso. A medida adotada em São Paulo não  pretende ser uma solução para  os graves problemas da rede pública -apenas enfoca um aspecto importante. Cabe à prefeitura,  nos próximos dias, acompanhar  os resultados e mudar as regras  se for necessário.</em></em></p>
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