14/06/2008 - 19:45h Gaúchos rejeitam a lei do silencio demo-tucana, diz pesquisa

http://www.joelui-virtual.mus.br/gaucho.gif“Um vice precisa cooperar, precisa ser leal”, foi nesses termos que Kassab condenou a atitude do vice de Yeda Crusius, Paulo Feijó, que gravou uma conversa com o chefe da Casa Cívil do governo gaúcho, César Busatto, falando de corrupção no governo tucano e procurando “comprar” o silêncio de Feijó. O vice-governador de Rio Grande do Sul, Paulo Feijó, é do mesmo partido que Kassab, mas aparentemente não compartilha da idéia da omertà, na qual precisaria cooperar e ser leal com corrupção.

O DEM parece pensar como Kassab e quer expulsar ou sancionar o vice-governador Feijó. O PSDB, como hábito, disse que a “culpa é do PT” e vergonhosamente soltou nota de apoio ao governo tucano de Rio Grande do Sul.

A população de Rio Grande do Sul não parece concordar com a filosofia demo-tucana, nem com a “lealdade” que defende Kassab.

Vejam o que pensa de tudo isto o povo gaúcho, segundo pesquisa feita pela RBS afiliada a Globo com o instituto Fato:

61,8% aprovam o fato de o vice Feijó ter gravado e divulgado a conversa que levou à demissão o chefe da Casa Civil Cezar Busatto. Só 23,9% desaprovam o gesto;


59,6% acham que a atitude de Feijó foi legítima e que ele fez o que deveria fazer. Apenas 33,3% tacham o procedimento do vice de “antiético”;


75,5% consideraram “muito graves” os comentários feitos por Cezar Busatto no diálogo gravado. Acham que o teor da conversa compromete Busatto e o governo Yeda Crusius. Escassos 6,5% dos entrevistados acharam que o conteúdo da gravação não é grave;


62,2% dos gaúchos ouvidos desaprovam a gestão tucana de Yeda Crusius, iniciada em janeiro de 2006. Aprovam a gestão da governadora 23,9%;


16,4% acham que a ação de Yeda diante da crise que rói as entranhas de sua administração é ótima (3%) ou boa (13,4%). Para 36,8% dos entrevistados, a forma como a governadora vem lidando com a crise é regular. Para 20,7% é ruim. E para 22,4% é péssima;


44,7% dos entrevistados acham que Paulo Feijó deveria deixar o cargo de vice-governador para fazer oposição a Yeda fora do governo. Outros 31,7% avaliam que ele deve se manter no cargo mesmo fazendo oposição à governadora. Outros 10,1% dizem que ele só deve ficar no cargo se parar de fustigar a titular do governo.


79,7% dos gaúchos “concordam muito” (22,2%) ou “concordam” (57,5%) com a seguinte frase: “A CPI [que investiga desvios de verbas públicas no Detran-RS] causou muito desgaste para governo e poderá causar muito mais.”

Os dados da pesquisa são reproduzidos do Blog de Josias

10/06/2008 - 09:06h Feijó desmente Yeda e diz que Lair Ferst captou recursos para a campanha

Blog RS

O vice-governador Paulo Feijó (DEM) desmentiu hoje a governadora Yeda Crusius (PSDB) e confirmou que o empresário e lobista tucano Lair Ferst captou recursos na campanha eleitoral de 2006. Indagado sobre esse tema, Feijó respondeu que assim como ele ajudou a captar recursos junto a amigos para a campanha de Yeda, Lair Ferst também fez o mesmo junto “a pessoas do networking dele”. “Ele freqüentava quase que diariamente o comitê de campanha”, acrescentou.É a primeira vez que um integrante do núcleo do governo confirma a participação de Ferst na parte financeira da campanha. A governadora Yeda Crusius já negou várias vezes essa participação, garantindo que Lair atuou apenas como militante da campanha. Na entrevista coletiva que concedeu sábado, Yeda Crusius reafirmou essa tese, dizendo que o lobista foi apenas mais um militante. “Esteve perto, segurou bandeira”.Na entrevista coletiva, Feijó acusou o ex-chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, de tentativa de cooptação em troca de vantagens. “Este mesmo senhor já tinha me feito outras propostas escusas, propondo que eu abrisse mão de posições minhas em trocas de cargos. Gravei a conversa para me proteger de mais uma tentativa de cooptação. Eu sabia que ele vinha com aquela conversa de novo. É importante que não se perca o foco nos acontecimentos. Na conversa fica claro quem é Busatto, diz uma coisa para a população e quando tem o poder faz outra”.

Além disso, acusou Busatto de integrar um submundo adepto de práticas mafiosas e defendeu sua decisão de fazer a gravação: “De que outra forma este submundo seria posto às claras. Não posso aceitar mafiosas. Já foi feito um bem em não ter essa pessoa no governo.