11/05/2009 - 09:53h Pacote deve estimular feirão de imóveis

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Temporada de feirões da Caixa Econômica para compra da casa própria começa na quinta-feira e vai até 21 de junho

Feira ocorre em dez cidades e, em São Paulo, será entre os dias 21 e 24; nos cinco eventos iniciais, serão ofertados 109 mil imóveis

TATIANA RESENDE – FOLHA SP

DA REDAÇÃO

O programa “Minha Casa, Minha Vida”, a partir do qual o governo federal pretende viabilizar a construção de 1 milhão de moradias, deve atrair mais interessados neste ano aos feirões da Caixa Econômica Federal, que acontecem a partir de quinta-feira e vão até 21 de junho em dez cidades. Nos cinco primeiros estarão disponíveis 109 mil imóveis, incluindo usados, novos e em construção.
Em 2008, o evento movimentou R$ 4 bilhões, considerando os 39 mil contratos fechados e encaminhados durante os eventos.
Segundo Bernadete Coury, superintendente nacional de Habitação do banco, a expectativa é superar esses números, mas ela não informou meta de crescimento. A previsão de empréstimos de R$ 27 bilhões para todo o ano foi mantida, mesmo com o financiamento recorde de R$ 10 bilhões até abril, dobrando o valor referente ao mesmo período de 2008. Em unidades (96,6 mil), a alta foi de 114%. Se for necessário, acrescentou, o banco vai buscar alocação de mais recursos.
No Rio, será possível escolher entre mais de 66 mil imóveis. Em São Paulo, serão oferecidos 93,5 mil na Grande São Paulo. De acordo com a superintendente nacional, o público é diversificado e há opções com valor superior a R$ 500 mil.
Vale lembrar que, em março, o Conselho Monetário Nacional aumentou o valor máximo, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, dos imóveis que podem ser financiados com recursos da conta individual de cada trabalhador no FGTS.
Os imóveis dos feirões têm financiamento de até 100% pela Caixa, com pagamento em, no máximo, 30 anos com recursos da poupança ou do FGTS. Nesse último caso, a moradia deve estar avaliada em até R$ 130 mil nas regiões metropolitanas e a renda do trabalhador não pode ultrapassar R$ 4.900.
Para se enquadrar no “Minha Casa, Minha Vida”, o teto é de R$ 4.650. Entre as facilidades do programa iniciado em 13 de abril, o mutuário pode ficar até 36 meses sem pagar a prestação se ficar desempregado e não há cobrança de seguro, além de redução nos custos cartoriais.
A construção civil foi um dos setores escolhidos pelo governo federal para reaquecer a economia em meio à crise mundial. Com o “Minha Casa, Minha Vida”, a meta é construir um milhão de unidades para famílias com renda mensal de até dez salários mínimos, dos quais 600 mil por meio de financiamento com a Caixa, com recursos do FGTS, para quem recebe acima de três salários mínimos.
Os últimos dados da Abecip, associação que reúne as entidades que operam com recursos da poupança, apontam crescimento de 8,1% em valores financiados (R$ 5,9 bilhões) e de 1,8% em unidades (55.797) no primeiro trimestre ante igual período do ano passado.
O coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV, William Eid Júnior, alerta os consumidores que se empolgarem com o sonho da casa própria a “não saírem correndo atrás da primeira oferta que aparecer”. “A grande recomendação é fazer conta”, ressalta.
Além de avaliar se a prestação vai caber no orçamento pelo prazo do financiamento, principalmente para quem está comprando imóveis em construção e vai continuar a pagar aluguel, o professor sugere “olhar tudo”, o que inclui meios de transporte, comércio local, escolas, condições de segurança, opções de lazer e até conversar com os vizinhos para se certificar de que está fazendo realmente um bom negócio.

28/03/2009 - 13:38h Corte de IPI de carro é prorrogado

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Cleide Silva – O Estado SP

Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende da agenda dos envolvidos nas negociações.

O governo já vinha manifestando intenção de renovar a medida, que ajudou as montadoras a venderem, em plena crise, mais veículos no primeiro trimestre deste ano do que em 2008. O impasse estava na contrapartida a ser exigida, de manutenção de empregos, sugerida pelas centrais sindicais. Só em janeiro e fevereiro as montadoras cortaram 4 mil vagas.

As fabricantes concordaram, desde que ficassem de fora os trabalhadores com contratos temporários. Os sindicalistas encontraram uma “frase mágica” para endossar o acordo, que terá cláusula afirmando que “os contratos temporários serão cumpridos”. Ou seja, aqueles que vencerem nos próximos três meses não serão renovados, pois tinham validade por um ano. A abertura de programa de demissão voluntária está liberada.

O corte do IPI em meados de dezembro e com validade inicial até 31 de março foi adotado para reduzir o efeito da crise financeira nas vendas de carros no País, que despencaram nos últimos meses de 2008. Apesar de ter provocado queda de 90% na arrecadação do imposto, a medida é vista como uma das poucas anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com resultado efetivo.

O primeiro trimestre deve ser fechado com vendas próximas a 655 mil veículos, 1% a mais do que em igual período de 2008, quando somaram 647,9 mil unidades. No segmento de automóveis e comerciais leves, o mais beneficiado pela medida, o aumento deve ficar perto de 2%, com 630 mil unidades.

Os estoques nos pátios das fábricas e das revendas, que chegaram a 305 mil veículos em dezembro, equivalentes a 56 dias de vendas, baixaram no mês passado para 181 mil unidades, ou 27 dias de comercialização.

A alíquota do IPI, que era de 7% para carros 1.0, permanecerá isenta. Para modelos 1.4 até 2.0, ficará em 5,5% para motores flex e 6,5% para a gasolina, metade da alíquota normal. Com o novo imposto, os preços dos carros caíram em média de 5% a 7%.

FEIRÕES

Com o anúncio da prorrogação só a partir de 2ª-feira, o governo não vai atrapalhar as campanhas das montadoras neste fim de semana, que usam como atrativo a última oportunidade para comprar carro com IPI reduzido.

A Volkswagen faz feirão hoje e amanhã na fábrica Anchieta e na área ao lado do Playcenter com o slogan “Último fim de semana de IPI reduzido”. A Fiat fará ações nas lojas de todo o País e divulga anúncios com a chamada “Aproveite o último fim de semana com IPI reduzido e condições especiais.”

05/02/2009 - 12:08h Mercado reage no Brasil e revendas têm fila de espera

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Para alguns modelos, entrega pode demorar 45 dias

Cleide Silva – O Estado SP

Os pátios de fábricas e concessionárias ainda estão cheios e as montadoras realizam feirões, mas para alguns modelos da linha 2009 há fila de espera. O prazo para entrega pode chegar a 45 dias. As montadoras admitem que o corte na produção a partir de dezembro para adequar estoques à demanda provocou escassez de algumas versões, mas afirmam que a falta é pontual.

Pesquisa feita ontem em grandes revendas da capital paulista pela MSantos, especializada no varejo de veículos, constatou que modelos como Ford Ka básico e o novo Volkswagen Gol levam entre 20 e 30 dias para entrega. Já a espera para Siena, Stilo Sport e Strada Locker, da Fiat, e Celta 4 portas, Captiva e Meriva com câmbio automático, da GM, chega a 45 dias.

Nas revendas das marcas Honda e Toyota, há fila de 30 dias para as versões EX e EXL do Fit, os mais caros da linha, e para todos os modelos Corolla e Hilux. “Lançamos as novas versões em novembro, no olho do furacão da crise, e logo em seguida reduzimos a produção, que nas versões top de linha já era em volume menor”, explica o gerente geral da Honda, Alberto Pescuno.

A fábrica de Sumaré (SP), que operava em três turnos, iniciou este ano com apenas dois turnos, mas está adequando sua produção, informa Pescuno. Segundo ele, as entregas devem se normalizar em março. “Viramos o ano com pouco estoque na rede e agora faltam todos os produtos”, diz a gerente de vendas da revenda Toyota Caltabiano, Maria de Lourdes Gameiro.

As revendas GM Itacolomy e Itororó pedem 20 a 30 dias para entregar o Celta 4 portas. O modelo, que custa na faixa de R$ 26 mil com alguns opcionais, é produzido em Gravataí (RS). A empresa já suspendeu as férias coletivas previstas para 26 de janeiro a 8 de fevereiro e a linha de montagem opera normalmente.

O presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila, informa que a rede de revendedores tem cerca de 27 mil veículos em estoque, o equivalente a 20 dias de vendas. “Desde agosto não tínhamos essa situação”, diz. No mês passado, todas as marcas somavam estoques de 211 mil veículos, suficientes para 36 dias de vendas.

Representantes da Volkswagen e da Fiat consideram normal a demora de 10 a 20 dias para entrega de modelos encomendados com acessórios não disponíveis nos estoques. Na revenda Volkswagen Amazon, há versões do Voyage para pronta entrega. Mas, se o consumidor pede, por exemplo, um modelo prata com ar condicionado, terá de esperar três semanas.

Apesar da falta pontual, as montadoras ainda precisam desovar estoques altos. A Ford realiza de hoje a domingo o primeiro feirão da marca neste mês. Todos os modelos terão opção de compra com zero de entrada e parcelamento em até 60 meses.

As vendas de veículos em janeiro, incluindo caminhões e ônibus, apresentaram recuperação de 1,5% ante dezembro. Primeiro mês completo de vendas com corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), os negócios somaram 197.476 unidades. Em relação a janeiro de 2008, a queda foi de 8,13%.