26/09/2008 - 12:31h O desafio da Copa 2014

Copa 2014 poderá ter hospedagem em navios e, em terra, a volta da classificação de hotéis por estrelas, diz ministro do Turismo, Luiz Barreto

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Ministro de Turismo, Luiz Barreto, presidente Lula e Jeanine Pires, presidente da Embratur, em New York fazendo campanha para o turismo no Brasil

Cristina Massari – O Globo

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RIO – A volta das estrelas para classificar os hotéis brasileiros, a possibilidade de se hospedar num navio de cruzeiro durante a Copa de 2014, a reforma da área portuária do Rio de Janeiro, e a reformulação da gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, além da abertura de capital da Infraero são alguns dos temas que ocupam a mente do ministro do Turismo, Luiz Barreto, e entram na agenda do setor para os próximos anos. De Londres, onde fez o lançamento da nova campanha publicitária da Embratur para promover o Brasil no exterior , o ministro recém-empossado formalmente no cargo (estava como interino desde o desligamento de Marta Suplicy, em junho, para concorrer à Prefeitura de São Paulo), concedeu entrevista ao site do Globo.

Com a Copa de 2014 e a campanha para o Rio sediar as Olimpíadas em 2016 no Rio de Janeiro, na mira, o ministro tem aproveitado as viagens que faz para observar soluções e idéias para o planejamento destes eventos, assim como fez em Pequim e na África do Sul, lugares onde esteve recentemente em missão oficial. Esta semana, Barreto esteve em Nova York e Londres. Em seguida, sua trupe ruma para América do Sul. ( veja no YouTube, o filme da campanha publicitária da Embratur )

- Os preparativos para a Copa já são uma agenda nossa. E, mais importante até que o equipamento esportivo são o transporte e a acessibilidade e a infra-estrutura turística. Aqui, vamos à BBC para conhecer o projeto que fizeram com a China, em que eles ensinaram inglês aos chineses, preparando-os para as Olimpíadas. Aproveito também para conhecer as estratégias de promoção destes países e verifico não só as instalações da infra-estrutura esportiva, mas também como estão sendo resolvidas questões como a ampliação da oferta hoteleira durante os eventos.

Usando o Rio, candidata à sede das Olimpíadas como exemplo, Barreto menciona a possibilidade de expansão do parque hoteleiro pela Barra da Tijuca, mas também a necessidade de reforma dos hotéis existentes. E afirma que está buscando linhas de financiamento para isso junto ao BNDES e ao Banco do Brasil:

- É um desafio ter linhas de financiamento mais atrativas para ampliação e reforma do parque hoteleiro. Podemos criar um fundo que reduza o custo dos juros, por parte do governo federal, prefeitura e estadual, com contrapartida do empresário – diz Barreto.

” Voltam as estrelas para a certificação hoteleira, porque é um padrão de aceitação internacional “

Entende-se como contrapartida dos empresários, explicou o ministro, adotar a certificação para a classificação hoteleira:

- A Lei Geral do Turismo (sancionada no dia 17/09 pelo presidente Lula) inclui a classificação hoteleira. Só teria direito a estas linhas de financiamento quem se sujeitasse a certificação do ministério. Voltam as estrelas, porque é um padrão de aceitação internacional.

Considerando que megaeventos geram uma demanda por hotéis que podem não se perpetuar, Barreto cita também a possibilidade de uma oferta hoteleira de ocasião, ou literalmente ‘flutuante’ a partir de exemplos dados por Montreal, no Canadá; em Sydney, na Austrália e Atenas, na Grécia.

- Precisamos pensar em alternativas com sustentabilidade. Aproveitar os leitos de navios em rotas de cruzeiros é um mecanismo como se verificou na Grécia, no Canadá e na Austrália – sugere.

O ministro do Turismo, Luiz Barreto; Lula e Jeanine Pires, em Nova York, no lançamento da campanha publicitária da Embratur em Nova York / Foto: Divulgação Se infra-estrutura é palavra-chave nos preparativos para a Copa, os portos também passam a ser tema da agenda do Ministério do Turismo, à medida que os transatlânticos são vistos como possíveis hotéis flutuantes durante o evento. Barreto vai se reunir com o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, para pensar remodelação do serviço receptivo nos portos.

- Primeiro temos que ver as idéias que já existem. Sem inventar muito. Há os exemplos do Píer 17, em Nova York, de Barcelona, Puerto Madero, na Argentina. E Belém, que é tem experiência interessante. Era uma cidade que vivia de costas par o rio, hoje de frente. E o Rio de Janeiro tem tudo para um grande projeto turístico para transformar toda a área do porto – diz o ministro.

” O Rio de Janeiro tem tudo para um grande projeto turístico para transformar toda a área do porto “

Cauteloso, o novo ministro se esforça para citar a importância de muitos destinos brasileiros, mas como foco das atenções para os dois megaeventos em pauta, o Rio de Janeiro é cidade recorrente no discurso do novo ministro. Com a revisão do compromisso assumido para as Olimpíadas, ano que vem o Rio passa por sua prova de fogo para vencer suas concorrentes Chicago, Madri, Tóquio. E o ministro sabe que a infra-estrutura aeroportuária brasileira é ponto fundamental nesta disputa.

- O BNDES entrega no fim de outubro a primeira versão de um estudo para o modelo de concessão privada para os aeroportos. Galeão e Viracopos serão os pilotos e, além disso, existe o debate sobre a abertura de capital da Infraero – diz, contando como ponto a favor desta campanha, o fato de o presidente Lula ter pedido ao Bndes a elaboração do estudo.

Para tantas realizações, o ministro se mostra otimista com relação aos investimentos privados para a obtenção dos recursos necessários:

- Percebi que na África do Sul, onde a situação do transporte público é dramática, eles estão correndo atrás do tempo. Na China, a situação era parecida, mas muita coisa foi construída. Nos dois casos houve investimento grande com recursos do estado. Mas para a Copa no Brasil, acho que na mescla, o investimento privado será maior.

Do Bolsa Família para o turismo

Em breve, contou o ministro, o turismo se somará à construção civil na iniciativa de dar oportunidades aos inscritos no programa Bolsa Família do governo federal:

- Convencemos o Ministério do Trabalho, a Casa Civil e o Ministério do Desenvolvimento Social a incluir o turismo como possibilidade de porta de saída do Bolsa Família. Serão aplicados recursos do FAT para capacitação na área de gastronomia, artesanato, hotelaria, transportes, feiras, visando também a capacitação do receptivo para a Copa do Mundo. O projeto deverá entrar em execução em 2009 e ficará em vigor até 2014 – disse o ministro.

06/06/2008 - 17:02h Brasil e Argentina juntos pela arte

Sucesso de feira em Buenos Aires, com destaque dos brasileiros, ilustra potencial do mercado vizinho

Maurício Moraes, Buenos Aires – O Estado de São Paulo


É um homem que come. Foi assim que Tarsila do Amaral definiu O Abaporu, sua obra-prima e ponto de partida do pensamento moderno brasileiro. Comer a cultura estrangeira, degluti-la e criar o equivalente nacional foi a utopia modernista, com ecos que ressoam até hoje. Comprada em 1995 pelo colecionador argentino Eduardo Costantini, a tela é um dos destaques do Malba – Museu de Arte Latino Americano de Buenos Aires e o grande chamariz da mostra Tarsila Viajera, a mais badalada desta temporada portenha. Nesta semana, o Brasil ainda foi destaque na ArteBA, por ter a maior representação na principal feira de arte latino-americana, com galeristas brasileiros ávidos por arte argentina. Se nos tempos de Tarsila o cardápio cultural era eminentemente europeu, o menu atual cada vez mais inclui os vizinhos, e vice-versa. A diferença de idioma já não importa. A exemplo do que fez o Brasil com o espanhol, o ensino de português está prestes a ser adotado em todas as escolas da Argentina.

”O Brasil, seguramente, é o país mais bem representado no Malba. A coleção também é identificada com o País”, diz o curador-chefe do museu, Marcelo Pacheco. Cândido Portinari, Lygia Clark, Di Cavalcanti e Hélio Oiticica e outros grandes artistas brasileiros têm obras nas galerias do museu, fundado e presidido por Eduardo F. Constantini, que em 1995 arrematou O Abaporu por U$S 1,25 milhão. A obra que inspirou o movimento antropofágico, de Oswald e Mário de Andrade e companhia, fez Tarsila tornar-se conhecida no país vizinho. Tanto que a mostra Tarsila Viajera, que esteve na Pinacoteca do Estado de São Paulo sob o título Tarsila Viajante, atraiu mais de 80 mil visitantes em oito semanas. O museu já recebeu retrospectivas de Alfredo Volpi e Lasar Segall e mandou para o Brasil um mostra do argentino Xul Solar e co-produziu uma outra de Leon Ferrari com a Pinacoteca, além de manter parcerias com várias instituições brasileiras.

”O aprofundamento do intercâmbio é uma retomada de uma forte relação que existiu nos anos 20, 30 e 40”, diz Pacheco, explicando o hiato posterior como resultado de questões políticas do pós-guerra. Segundo o curador, argentinos e brasileiros se encontravam na Europa, onde estudavam, e na volta aos seus países mantinham contacto. A própria Tarsila teria planejado uma malograda exposição em Buenos Aires, em 1931. Já Cândido Portinari fez sucesso na cidade com uma exposição em 1947. Mas esses intercâmbios, ressalta Pacheco, se deram muito mais pelas relações pessoais entre os artistas que por políticas de fomento governamentais.

Pelo menos na ArteBA deste ano, que ocorreu entre os dias 29 de maio e 2 de junho, o fomento da Embaixada do Brasil foi preponderante para o destaque do País na feira. O incentivo diplomático fez crescer de quatro, em 2005, para nove, em 2008, o número de galerias nacionais, num total de 31 estrangeiras. A feira é a segunda mais visitada do mundo, com mais de 110 mil pessoas, perdendo apenas para a espanhola Arco. A SP Arte recebeu cerca de 15 mil visitantes em sua última edição, com apenas sete galerias internacionais. Os números ilustram o grande potencial do mercado vizinho, que ainda se recupera dos recentes abalos em sua economia.

Além do olhar argentino, os marchands e o governo brasileiro se interessam pelo olhar dos curadores de importantes instituições como a Tate, de Londres, o Lacma (Los Angeles Country Museum of Art), da Califórnia, e o MoMA (Museum of Modern Art), de Nova York, presentes no evento, a maior vitrine de arte latino-americana. O Brasil já é destaque nas coleções destes museus e a porta de entrada para os acervos pode estar em Buenos Aires.

O marchand Oscar Cruz, da galeria paulistana Baró Cruz, participa da feira há três anos. ”É uma ótima oportunidade não apenas para mostrar arte brasileira, mas sobretudo para prospectar artistas argentinos”, conta. Segundo Cruz, o mercado vizinho é muito fechado e por razões diversas, inclusive pelo contexto econômico, as galerias argentinas não participam das grandes feiras internacionais. Daí a pouca proeminência da Argentina no circuito internacional. ”Nós acabamos fazendo esse papel, levando-os para fora”, explica Cruz. Sua galeria representa dez artistas do país vizinho e é a segunda que mais comercializa argentinos no exterior. Ele vê uma perspectiva de bons negócios no país de Jorge Luis Borges, destacando a alta qualidade da produção e os preços baixos se comparados aos do Brasil.

Um destes artistas é Hérman Salamaco. ”Minha primeira exposição individual foi em São Paulo, na Galeria Thomas Cohn, de modo que o Brasil me abriu as portas”, diz. Muitos artistas locais também adentraram o mercado brasileiro pela Bienal do Mercosul, de Porto Alegre, que desde 1997 serve como grande ocasião de intercâmbio dos circuitos regionais, também em termos de linguagem. Há várias diferenças na postura adotada pelos artistas dos dois países. Os argentinos são em geral mais figurativos, narrativos e dramáticos que os brasileiros, quase sempre mais conceituais.

Por muito tempo, tanto Brasil quanto Argentina tiveram os olhos voltados para o Norte, à Europa e aos Estados Unidos. Embora a relação entre os dois principais sócios do Mercosul esteja longe de ser ideal, é cada vez mais intensa no setor cultural. ”Inclusive porque temos problemas semelhantes”, diz Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Antes de dar esta entrevista, Araújo esteve no Museo de Bellas Artes de Buenos Aires, onde assinou um protocolo de intenções com o museu portenho. A iniciativa pioneira visa ao intercâmbio entre profissionais das duas instituições, além de ser um laboratório para projetos conjuntos no futuro. Araújo salientou que as instituições argentinas têm prioridade nas relações estrangeiras da Pinacoteca. Segundo ele, houve uma grande aproximação de museus latino-americanos nos anos 70, por questões de ordem ideológica, nos tempos da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe). ”Hoje o contexto é de necessidade”, diz, afirmando que muito dessa relação se dá mais pela boa vontade das instituições que por mecanismos governamentais que facilitem essa articulação.

RELAÇÃO INEVITÁVEL

Uma boa forma de medir o intercâmbio cultural entre os dois países é o crescimento de cursos de português na Argentina. Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou uma lei que determina a oferta obrigatória da língua em todas as escolas de ensino médio do país. O projeto aguarda votação no Senado, o que pode acontecer nos próximos meses. Neste ínterim, o Congresso abriu o primeiro curso de português para os assessores parlamentares. Buenos Aires, por sua vez, se antecipou e hoje a língua do Brasil é o principal idioma estrangeiro ensinado em 11 escolas da cidade.

”A lei é uma decisão política muito séria para a integração entre os países”, diz Camilla do Vale, diretora da Fundação Centro de Estudos Brasileiros, Funceb. Maior responsável pela difusão do português na Argentina, a instituição ligada à embaixada possui 1.100 alunos em cursos regulares e dispõe de concorridos cursos de capacitação para professores. Uma oficina na distante província do Chaco, por exemplo, reuniu 70 interessados e ”a demanda é muito grande”, segundo a diretora.

Localizado numa rua estreita do centro de Buenos Aires, ladeado por edifícios de arquitetura clássica, o centro possui programação de cinema e literatura e uma biblioteca, além de convênios com várias outras instituições como a Cátedra Livre de Estudos Brasileiros, criada em novembro do ano passado pela Universidade de Buenos Aires. O Brasil também fez sucesso na Feira do Livro, realizada em maio; o estande do País vendeu mais de 3 mil obras em português. O embaixador do Brasil na Argentina, Mauro Vieira, classifica como ”estratégico” o fomento para intercâmbio entre brasileiros e argentinos. Fora do circuito oficial, cartazes nas ruas de Buenos Aires anunciavam shows de Lenine e Maria Bethânia, na mesma semana. Concertos brasileiros são freqüentes, com casa sempre lotada. A fronteira está aberta, é só passar.

31/05/2008 - 22:55h Instantâneas de arteBA

ARTE

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Fotos com as obras, o público e os protagonistas da feira de arte contemporânea de Buenos Aires.

Clique aqui

30/04/2008 - 23:44h Arte brasileira está ‘rumo à vanguarda mundial’

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BBC Brasil

Em sua edição online, a renomada revista alemã “Der Spiegel” diz que a arte brasileira está conquistando os mercados internacionais.

O artigo afirma que principalmente a arte produzida em São Paulo está sendo descoberta por colecionadores europeus e americanos e cita o sucesso da feira SP Arte como prova desse interesse.

O texto com a manchete “Arte do Brasil em rumo à vanguarda mundial” chega a dizer que o bairro da Barra Funda poderá ser o novo “Chelsea” brasileiro, em uma referência ao bairro nova-iorquino que abriga muitas galerias.

“Depois de ter sido subestimada por muito tempo, a arte brasileira está sendo finalmente descoberta”, afirma o artigo.

Os jornalistas Nicoele Buesing e Heiko Klaas dizem que cada vez mais pinturas e instalações de artistas brasileiros são compradas por galerias e museus na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo eles, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA), o Centro de Arte Rainha Sofia em Madri e o museu Tate de Londres estão entre os compradores mais ávidos.

Tanto obras contemporâneas como clássicos do passado estão em alta demanda no mercado internacional, diz o texto, que cita artistas como Alfredo Volpi, Lyigia Clark, Helio Oiticica e Mira Schendel.

“Os preços das obras alcançam facilmente a casa dos US$ 100 mil, que são pagos até mesmo por pequenas pinturas a guache”, diz a “Spiegel“.

Milagre paulista

O meio artístico paulistano está passando por uma fase de muita euforia e sucesso, afirma a “Spiegel“, que chama o fato de “o milagre de São Paulo”.

O artigo aponta para o fato de que o número de galerias tem crescido na cidade, e que a feira Arte SP se tornou em poucos anos um evento de peso no cenário artístico nacional com cerca de onze mil visitantes.

Os autores citam a dona da Galeria Vermelho, Eliana Finkelstein, que diz que recebe a visita de “muitos curadores europeus e americanos”.

A revista “Der Spiegel” é a mais lida da Alemanha com mais de 1 milhão de exemplares, e o Spiegel Online é o portal de notícias mais popular do país.

26/04/2008 - 16:53h A pesar de tudo, a Bienal de São Paulo vai…

“Bienal do Vazio” terá até 40 artistas

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Mostra organizada por Ivo Mesquita já confirmou 29 nomes, entre eles a francesa Sophie Calle e a sérvia Marina Abramovic

Mesmo deixando vago um andar inteiro do pavilhão, próxima Bienal vai reunir 13 artistas brasileiros, quase metade da lista anunciada

FABIO CYPRIANO – FOLHA DE SÃO PAULO

DA REPORTAGEM LOCAL

“Oi, Ivo, como anda o vazio?”, diz um colecionador ao curador da 28ª Bienal de São Paulo, Ivo Mesquita, durante a abertura da feira SP Arte, no parque Ibirapuera, anteontem. “Estou tratando de preenchê-lo”, retruca. Apesar do título “Em Vivo Contato”, dificilmente a próxima edição da Bienal, programada para ser inaugurada em 26 de outubro, irá escapar do apelido de “Bienal do Vazio”. Afinal, 12 mil m2, o segundo andar inteiro do pavilhão da Bienal, estarão desocupados, em razão da crise pela qual a instituição passa.
Já o plano de ocupação, ao qual se referia o curador na resposta ao colecionador, envolve, até o momento, 29 artistas (veja lista completa ao lado), sendo que o total deve chegar a 40. O primeiro destaque é o grande número de artistas brasileiros, 13, quase metade dos anunciados. “Ainda estamos acertando a participação de mais três ou quatro”, diz o curador.
Outro destaque é a presença de artistas como a francesa Sophie Calle e a sérvia Marina Abramovic, que realizam trabalhos com questões relacionadas a corpo e identidade. As duas estarão entre os artistas que irão ocupar a praça, no térreo, dedicada a ações transitórias como performances, e a área com um videolounge, no primeiro andar. Abramovic irá realizar uma palestra, dentro de ciclo de conferência, e apresentar a videoinstalação “The Artist Must Be Beautiful” (a artista deve ser bela).
O térreo é visto pelo curador como o local onde os debates acerca da instituição, que podem interessar apenas a especialistas, alcancem também um público maior: “A idéia da praça é justamente a de abrir um espaço de encontro das diversidades existentes na malha urbana, a partir de projetos específicos de artistas que ativarão o espaço do pavilhão durante os 42 dias da mostra.”
No terceiro andar, estarão artistas que irão trabalhar com os arquivos da Fundação Bienal de São Paulo, caso de Carla Zaccagnini e Nicolás Robio, argentinos radicados no Brasil, ou Mabe Bethônico, que já fizera isso na última Bienal.

Conferências
Mesquita também já definiu os temas do ciclo de conferências. Ele será composto por quatro plataformas: o meio artístico brasileiro e as Bienais de São Paulo; a economia das Bienais; como trabalhar com arquivos; tipologia das Bienais. Na primeira plataforma, por exemplo, foram definidas algumas edições das Bienais para serem examinadas a fundo: as de 1967 e 1969, quando houve um boicote à mostra; as de 1981 e 1983, organizadas por Walter Zanini; a de 1985, conhecida como a “Bienal da Grande Tela”, de Sheila Leirner; a da antropofagia, em 1998, com curadoria de Paulo Herkenhoff; e “Como Viver Junto”, de 2006, de Lisette Lagnado.
Passaram a fazer da equipe de Mesquita o jornalista Marcelo Rezende, que cuidará de um jornal semanal e o site; a crítica e curadora Luisa Duarte, que organizará as conferências; e os arquitetos Felipe Crescenti e Pedro Mendes da Rocha, que assinarão a montagem. Já o sul-africano Thomas Mulcaire deixou de fazer parte da curadoria.

“Crise ética”
Em texto recente publicado na revista trópico (www.uol. com.br/ tropico), o curador Paulo Herkenhoff afirma que a Bienal vive uma “crise ética” em relação a seus conselheiros. Mesquita diz que pretende abordar essa questão durante os seminários e que “espera fornecer à instituição um conjunto de recomendações para uma organização cultural mais ativa e permanente na vida cultural da cidade, oferecendo outros serviços para além da realização da Bienal de São Paulo”.

03/04/2008 - 11:26h Acima de 60 anos, hotéis com 50% de desconto

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Brasília (03/04) – O Ministério do Turismo lança nesta sexta (4), no Guarujá (SP), o Viaja Mais Melhor Idade para Hotéis. Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Marta Suplicy vai apresentar a ampliação das ações do ministério para o público da melhor idade. A novidade é que agora essa parcela da população poderá contar também com desconto de 50% na tarifa cobrada pelos hotéis cadastrados no programa.

Em 2007, o MTur lançou o Viaja Mais Melhor Idade, desenvolvido em parceria com entidades do setor turístico, oferecendo pacotes adaptados às necessidades da terceira idade, com preços atrativos e oferta de crédito consignado, para aposentados e pensionistas do INSS. Em 2008, a ação está ampliada. O desconto de 50% será válido para o ano inteiro, desde que o destino escolhido esteja em período de baixa ocupação. Ao contrário dos pacotes comercializados no programa Viaja Mais Melhor Idade, que tem períodos pré-determinados para as viagens.

A partir do dia 7 de abril, o público poderá consultar a lista dos hotéis cadastrados no site do Programa Viaja Mais (www.viajamais.com.br) e no Portal de Hospedagem (www.portaldehospedagem.com.br), um guia on-line de informações sobre os meios de hospedagem do país criado pelo SEBRAE Nacional e pelo Ministério do Turismo, sob a gestão do Instituto Marca Brasil. Também há uma opção gratuita para informações por meio do telefone 0800 77 07 202.

Até o dia 01 de abril, o programa contava com 1.126 hotéis cadastrados distribuídos em 281 cidades espalhadas por todos os estados e Distrito Federal. Esse número atualiza-se diariamente.

Reunião do Conselho Nacional de Turismo

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, convidou os integrantes do Conselho Nacional do Turismo (CNT) a participarem do lançamento do Programa Viaja Mais Melhor Idade para Hotéis, que acontece nesta sexta-feira (04) no Guarujá (SP), às 16h, na presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O convite foi feito durante a 20ª Reunião do CNT, na tarde desta quarta-feira (2) em Brasília. O Viaja Mais Melhor Idade Hotel é uma ampliação dos produtos ofertados pelo Viaja Mais Melhor Idade, e, com ele, pessoas acima de 60 anos, aposentados e pensionistas terão, durante a baixa ocupação, desconto de 50% na tarifa cobrada pelos hotéis credenciados.

Durante a reunião do CNT, a ministra também destacou o aumento nos repasses previsto pelo Orçamento Geral da União para o turismo. “Conseguimos a aprovação, no Congresso Nacional, de um orçamento recorde para o turismo: R$ 2,641 bilhões. Para se ter uma idéia, o valor saltou de R$ 372 milhões em 2003 para os números atuais”, destacou a ministra. Segundo ela, os investimentos serão de R$ 456 milhões em promoção internacional e nacional; R$ 1,812 bilhão em infra-estrutura; R$ 187,8 milhões no Prodetur; R$ 42,3 milhões em qualificação; e mais R$ 142 milhões em outras ações, como apoio a eventos.

A ministra lembrou ainda que, além destes valores, em março também foi lançado o Prodetur Nacional, uma linha de crédito de US$ 1 bilhão disponibilizada pelo BID, iniciando um novo conceito no programa, com maior abrangência, agora para todo o país, e com um novo formato, onde estados e municípios com mais de um milhão de habitantes, poderão solicitar os recursos diretamente ao BID, dentro de suas respectivas capacidades de endividamento. “São recursos que vão garantir mais infra-estrutura e mais qualificação aos destinos brasileiros e, na ponta, mais capacidade de competição no mercado internacional e no próprio Brasil”, explicou a ministra.

A viagem feita à China no final do mês de março também mereceu destaque na fala da ministra. Ela contou que participou de encontros, reuniões e seminários, com autoridades, empresários e profissionais do turismo. Segundo ela, foi possível perceber que existe interesse numa aproximação maior com o Brasil. “E um dos bons resultados que colhi nesta viagem foi a obtenção do apoio à nossa proposta de instalação de um escritório da Embratur no país”, contou a ministra, destacando as ações do Ministério para atrair parte dos mais de 44 milhões de turistas chineses que viajaram para o exterior em 2007. “Nós já temos várias ações para mostrar nosso país a esses viajantes, como a inserção de filmes nas transmissões de TV do Campeonato Brasileiro de Futebol para a Ásia, que é um acordo que fizemos com o Clube dos 13. A Embratur tem marcado presença em feiras na China. E, é claro, nossas ações antes e durante as Olimpíadas de Pequim, em parceria com o COB – Comitê Olímpico Brasileiro”, afirmou a ministra.

Para aumentar o número de turistas vindos da China, há o entendimento que é preciso contar com mais vôos entre os dois países. Atualmente, existem três freqüências semanais (terças, quintas e domingos), com saídas de São Paulo. A boa notícia é que há o interesse das autoridades chinesas na ampliação dos vôos, e as negociações para tanto estão em estágio avançado. Fonte MinTur.

24/03/2008 - 21:13h Ampliação do número de vôos entre Brasil e China é destaque na agenda da ministra do Turismo em Pequim

Ministra Marta Suplicy com Du Jiang (vice-presidente da CNTA) / Divulgação

Ampliação do número de vôos entre Brasil e China é destaque na agenda da ministra do Turismo em Pequim

Pequim (24/03) − A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reuniu-se hoje com o vice-presidente da Administração Nacional de Turismo da China (CNTA), Du Jiang, para tratar de assuntos de interesse dos dois países. O aumento do fluxo de turistas entre os dois países, a experiência chinesa com a preparação dos Jogos de Pequim 2008 e a abertura de um escritório de promoção do Brasil em solo chinês fizeram parte das conversações. Durante o encontro, a ministra obteve também apoio oficial da autoridade de turismo chinesa ao pleito do Brasil de ter o Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016.“Na reunião de hoje com a CNTA pudemos tratar como prioridade comum a busca de mais vôos ligando Brasil e China. Hoje, temos somente três vôos semanais da Air China, via Madri, com destino a São Paulo. É muito pouco”, observou a ministra, ao afirmar que sem a ampliação do número de vôos “não teremos condições de alcançar o aumento de fluxo de turistas chineses para os destinos brasileiros”. Segundo ela, no ano passado, 44 milhões de chineses viajaram para o exterior, sendo que somente 36 mil vieram ao Brasil.

A ministra afirmou também que o vice-presidente do CNTA manifestou-se favorável à instalação do escritório de representação para promoção do Brasil na China. “É uma medida que ajuda bastante. Temos a experiência bem-sucedida do escritório comum para a promoção dos países do Mercosul no Japão, que resultou, em dois anos, em um aumento de quase 10% no fluxo de turistas japoneses para o Brasil”.
As tratativas para a implantação do escritório começaram imediatamente após o encontro da ministra com Du Jiang. Marcelo Pedroso, diretor da Embratur, reuniu-se com Luo Yu Quan, diretor da divisão de relações internacionais da Administração Nacional de Turismo da China, para tratar do assunto.

No que se refere à candidatura carioca para sediar as Olimpíadas, a ministra do Turismo afirmou que as autoridades chinesas vão enviar correspondência ao Comitê Olímpico Internacional (COI), manifestando apoio ao Brasil. O Rio de Janeiro concorre com Baku (Azerbaijão), Chicado (EUA), Doha (Catar), Madri (Espanha), Praga (República Tcheca) e Tóquio (Japão).

A ministra Marta Suplicy lembrou as várias ações de promoção para divulgação do Brasil na China. Citou como exemplos a inserção de filmes sobre destinos turísticos brasileiros nas transmissões de TV do Campeonato Brasileiro de Futebol para a Ásia (acordo firmado entre o Clube dos 13 e o MTur), a presença da Embratur em feiras na China e a ação especial nos Jogos de Pequim, em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A ministra destacou também os seminários de divulgação para operadores chineses que serão feitos durante sua visita, nas cidades de Pequim e Xangai.

Parte da reunião entre a ministra e Du Jiang foi dedicada à troca de informações sobre os preparativos chineses para os jogos olímpicos, em especial a questão da qualificação profissional. Marta Suplicy convidou a CNTA a enviar representante ao Seminário Internacional sobre Turismo e a Copa de 2014, que será promovido pelo MTur no final de abril.

Ainda durante o encontro, a ministra entregou oficialmente a CNTA a lista das 53 agências brasileiras selecionadas para atender turistas chineses, nos marcos do acordo firmado em 2004 com a China.

18/02/2008 - 10:10h ARCO: A arte de vender idéias

Performance del artista brasileño Marco Paulo Rolla en Arco

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Um momento da performance do artista brasileiro Marco Paulo Rolla na Feira Arco

Foto GORKA LEJARCEGI – El País

Veja mais no link aqui no blog

ARCO 2008 homenageia Brasil

ARCO 2008 têm Brasil como país convidado e apresenta as galerias brasileiras e seus artistas. Trata-se de uma das maiores manifestações do mercado da arte contemporânea na Europa. Do 15 ao 19 de fevereiro.