Tucano negou existência dos atos secretos, revelados pela revista ISTOÉ. Agora, atos foram publicados.
O Estado SP
Assembleia de São Paulo publicou ontem 127 atos secretos da Mesa Diretora editados entre 1989 e março deste ano que não tiveram publicidade oficial na época em que foram aprovados. A maior parte, 75 deles, é referente à prestação de contas de gastos internos dos gabinetes, conforme revelou a Isto É. Há também determinação de gratificações para servidores, ordenamento de despesas referentes a custeio de viagens, correção da alíquota de gastos com gasolina e até mesmo o aumento de funcionários lotados nos gabinetes dos parlamentares da Mesa. Os atos estão concentrados nos anos de 2002 e 2003, período em que os presidentes eram o ex-deputado Walter Feldman (secretário municipal de Esportes) e Sidney Beraldo (secretário estadual de Gestão), ambos do PSDB.
Há dois meses, o presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB), negou a existência de atos secretos. Por meio de sua assessoria de imprensa, ele afirmou que desconhecia a existência dos atos sem publicidade e que eles só foram descobertos por determinação da própria presidência da Casa.
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Serra pede e Kassab deixa Matarazzo na Prefeitura
Secretário e Feldman querem espaço para viabilizar futuras candidaturas
Diego Zanchetta – O Estado SP
O secretário municipal de Coordenação de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, de 52 anos, deve permanecer à frente da pasta na segunda gestão de Gilberto Kassab (DEM). A continuidade do secretário foi um pedido do governador José Serra (PSDB) ao prefeito, que antes estudava colocar no cargo um político do seu partido ou o secretário municipal de Esportes, Walter Feldmann, que já foi o titular da pasta.
Tanto Feldmann quanto Matarazzo, ambos tucanos, alimentam o sonho de viabilizar suas candidaturas ao Executivo em 2012. Para pavimentar o caminho rumo à Prefeitura, a Subprefeituras é vista como “jóia da coroa” pelos tucanos. É nesta secretaria, turbinada em 2009 com verba de R$ 1,17 bilhão, que será desenvolvido o projeto considerado vitrine do segundo mandato kassabista: o Nova Luz, plano de revitalização da região central.
A subprefeitos aliados, Matarazzo teria comentado que sua família, responsável por erguer um império de indústrias em São Paulo no século passado, merecia ter um integrante como governante da cidade. Procurado nos últimos dois dias, o secretário não quis se manifestar. A assessoria de Andrea informou que ele nunca falou em ser prefeito.
Kassab confirmou à reportagem que Matarazzo segue no cargo em 2009. O bom trânsito do secretário das Subprefeituras entre o empresariado paulistano e na mídia também pesou na decisão da permanência. Alguns assessores do Executivo ainda avaliam que o potencial político de Matarazzo foi demonstrado com os 79.912 votos obtidos pela vereadora Mara Gabrilli, a quinta mais votada. O secretário foi um dos principais articuladores da campanha da parlamentar, reeleita pela primeira vez.
As mudanças nas subprefeituras com indicações de Matarazzo, contudo, devem ser ratificadas até o fim do ano nas regiões de Ipiranga, Vila Mariana e Cidade Tiradentes. A intenção do governo é trocar subprefeitos tucanos que apoiaram o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) por políticos do próprio DEM.
SONHO
Já Feldmann admitiu alimentar o sonho de ser prefeito e disse ter certeza de que Matarazzo tem o mesmo desejo. O tucano caiu nas graças do prefeito ao brigar dentro do partido contra a candidatura de Alckmin.
“O prefeito, muito elegantemente, diz que eu posso fazer o que eu quero (na segunda gestão). Mas como eu posso escolher alguma coisa se todas as pastas estão ocupadas? É ele quem tem que dizer (o que devo fazer)”, afirmou o secretário. “Mas eu estou tranqüilo na pasta de Esportes, temos importantes projetos, como o clube-escola. O Eduardo Paes também era secretário de Esportes e virou prefeito (do Rio).”
COLABORARAM BRUNO TAVARES, RODRIGO BRANCATELLI, PEDRO VENCESLAU E ROBERTO FONSECA
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Quercia, Kassab e Bornhausen – Foto: José Luiz Conceição / Agência Estado
Cristiane Agostine, VALOR
O PMDB de São Paulo, controlado pelo ex-governador Orestes Quércia, espera um aceno do governador José Serra (PSDB) à sua candidatura ao Senado, em 2010, para depois negociar a participação do partido no governo do prefeito reeleito Gilberto Kassab (DEM). Os pemedebistas esperam também ampliar sua presença no governo estadual, articulada pelo governador tucano.
Na negociação feita pelo PMDB com o DEM, com aval de Serra, Quércia colocou sua candidatura ao Senado, com apoio dos tucanos, como condição. “Fizemos um acordo mais político do que administrativo com Kassab, visando 2010″, comentou Quércia. Segundo o pemedebista, a garantia de apoio na próxima eleição pesará mais do que os cargos que Kassab deverá abrir para participação. “Nós já temos a vice de Kassab e não vamos reivindicar muitos cargos. Mas a participação no governo estadual é uma questão a ser analisada”, disse Quércia.
Kassab anunciou que manterá os secretários de Governo, Saúde, Educação e Finanças. Ontem, disse que fará poucos ajustes na equipe e o coordenador da campanha de Kassab, Guilherme Afif Domingos, disse que o governo abrirá espaço aos aliados: PMDB, PR, PV, PPS e PSC. “A participação do DEM não muda. A vitória consolidou não o partido, mas a aliança”, afirmou.
O PMDB deve ficar com Assistência Social ou Trabalho, com a indicação da vice, Alda Marco Antônio. Enquanto o PR e o PPS tentam garantir uma maior participação nas secretarias e nas subprefeituras, o DEM deverá abrir espaço maior para a participação de aliados tucanos, como o secretário municipal Walter Feldman e o vereador Gilberto Natalini. Feldman deve ir para a secretaria de Subprefeituras, que ocupou no início da gestão José Serra/ Gilberto Kassab, no lugar de Andrea Matarazzo. O PPS deve ficar com uma secretaria, de Cultura, e cogita a candidata do partido derrotada no primeiro turno, vereadora Soninha.
A perspectiva de Kassab é de ter uma relação ainda mais fácil com os vereadores. A oposição, na próxima legislatura, será menor. Hoje, o PT tem 13 vereadores e na próxima legislatura terá 11.
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Moacyr Lopes Jr. – 15.set.08/Folha Imagem
Secretário Clóvis Carvalho (esq.), fundador do PSDB, ao lado do prefeito Gilberto Kassab (DEM), ataque a Alckmim e apoio a Kassab
Ver também Clóvis Carvalho não deveria rir à toa
THIAGO FARIA colaboração para a Folha Online
O presidente do diretório municipal do PSDB-SP, José Henrique Reis Lobo, divulgou nota nesta segunda-feira em que ameaça expulsar do partido o secretário municipal de governo, Clóvis Carvalho, por conta de sua postura diante do embate DEM x PSDB na disputa eleitoral em São Paulo. Em entrevista à Renata Lo Prete, editora do “Painel” da Folha, Carvalho contesta a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura e afirma que o ex-governador não tem projeto nem moral para fazer críticas ao prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM).
Na nota, Lobo afirma que Carvalho não tem condições de ditar regras no partido, uma vez que, apesar de se dizer fundador, nunca militou. “Quando das discussões sobre a questão da candidatura a prefeito ele sempre esteve ausente. Perdeu, com isso, uma excelente oportunidade de defender as suas posições”, afirma Lobo.
Um dos principais aliados de Kassab, Carvalho foi ministro da Casa Civil e do Desenvolvimento durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Para o presidente municipal da legenda, no entanto, o papel que o secretário desempenha “só ajuda aos inimigos do PSDB”. “Lamento que ele tenha desaprendido regras de elegância e de etiqueta e que a sua conduta o mostre hoje mais próximo do DEM do que do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”, diz Lobo.
Ao fim da nota, a ameaça: “A Comissão de Ética do partido será acionada para avaliar se, depois dessa entrevista, ele terá condições de permanecer no PSDB.”
Tucano-kassabista
Além de Carvalho, o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, é outro tucano que vem sofrendo ameaças de ser expulso do partido. Feldman foi um dos principais defensores do apoio do PSDB à candidatura Kassab.
Na semana passada, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) encaminhou à Executiva Nacional do partido um pedido de expulsão do tucano-kassabista.
Feldman, no entanto, minimizou a tentativa de retaliação. Para ele, a manifestação já era esperada e o partido não deve levar adiante.
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Coordenação de campanha do DEM vê acusação como ‘gota d’água’ e escala um terceiro, Feldman, para reagir
Silvia Amorim e Ricardo Brandt – O Estado de São Paulo
A escalada de ataques organizada pela campanha do candidato do PSDB à prefeitura, Geraldo Alckmin, contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM) – a mais recente arma dos tucanos para garantir uma vaga no segundo turno da eleição – alcançou ontem o ponto mais alto até agora no enfrentamento entre os dois partidos na disputa em São Paulo. Depois de passar a semana explorando as alianças feitas por Kassab no passado com os ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta, Alckmin acusou o adversário de ter dado um “golpe” para ser o vice do governador José Serra (PSDB) na eleição de 2004.
“O Serra quase desistiu de ser candidato”, afirmou Alckmin, ontem pela manhã, ao referir-se ao episódio em que Kassab foi lançado candidato a vice na chapa tucana à prefeitura. “O Serra queria como candidato o Lars Grael (colega de partido do prefeito). Depois se acertou e já estava escolhido praticamente o Alexandre Moraes (atual secretário municipal de Transportes). Foi um golpe na véspera da convenção (a indicação de Kassab).”
A ofensiva faz parte da estratégia tucana de desconstruir o discurso de Kassab de parceria com Serra para, então, usufruir eleitoralmente, sem concorrência, da boa aprovação da gestão do governador. Imagens de Serra têm sido usadas por Kassab e Alckmin em seus programas de TV.
RESPOSTA
Menos de uma hora depois, as afirmações de Alckmin foram consideradas pela coordenação de campanha do DEM a “gota d?água” – e a senha para encerrar a divisão que havia até ontem entre os kassabistas sobre qual comportamento adotar e deflagrar um movimento de reação. A estratégia, num primeiro momento, é deixar o prefeito longe da trincheira e escalar terceiros para responder aos alckmistas.
Ontem, foi escolhido a dedo o tucano Walter Feldman. Líder do governo Mário Covas na Assembléia por cinco anos, fundador do PSDB e atual secretário de Esportes de Kassab, ele atacou: “Ele (Alckmin) se esquece de que o apoio do DEM de Kassab foi fundamental tanto em sua eleição como governador como na disputa de presidente. O vice dele tanto no Estado como na disputa pela Presidência vieram do DEM.” Feldman disse ainda que Alckmin adotou a política do vale-tudo. “Sou a favor da luta marcial, respeitosa. O vale-tudo nem no esporte é considerado. Será que agora pode dizer tudo, bombardear o passado e até as relações no futuro para ganhar uma eleição?”
À noite, o programa do DEM mostrou Alckmin discursando em favor da chapa Serra-Kassab quando ela foi lançada, em 2004. Mas o candidato não se manifestou no programa sobre a artilharia tucana.
Para os kassabistas, a candidatura continua em tendência de crescimento e qualquer alteração de rota a duas semanas do pleito pode representar um erro incorrigível na reta final.
Por parte dos alckmistas, a ordem é continuar a artilharia em cima de Kassab, iniciada na semana passada.
RECOMENDAÇÃO
A subida de tom de Alckmin vem contra todas as recomendações da cúpula do PSDB. No início da semana, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), depois de conversar com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e o presidente de honra da sigla, Jorge Bornhausen, pediu cautela ao coordenador-geral da campanha de Alckmin, deputado Edson Aparecido. A preocupação dos caciques de ambos os lados é com um esgarçamento da aliança PSDB-DEM, o que poderia prejudicar uma parceria na disputa presidencial de 2010.
A ofensiva pode ser também um tiro no próprio pé, uma vez que, se o tucano passar para o segundo turno, poderá ter problemas para trazer o antigo aliado para seu lado. Alckmin insistiu no discurso de que está fazendo apenas “considerações políticas e administrativas” sobre Kassab e não há motivos para PSDB e DEM não estarem juntos no segundo turno.
No front alckmista, os ataques têm sido comemorados. A avaliação é de que eles fizeram o tucano parar de cair nas pesquisas. Na última sondagem do Datafolha, divulgada na quinta-feira, Alckmin oscilou 2 pontos – de 20% para 22% -, enquanto Kassab ficou estacionado nos 22%.
Embora não digam explicitamente, aliados do tucano não demonstram preocupação com a eventual ausência do DEM no palanque de Alckmin se ele conseguir chegar ao segundo turno. Avaliam que os votos do prefeito passariam automaticamente para o tucano independentemente de Kassab declarar ou não apoio ao antigo aliado.
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Ele diz que se ‘orgulha’ do apoio do PTB, mas que não trabalhou para Pitta.
Kassab foi secretário de Planejamento na gestão do ex-prefeito.
O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, em reunião com sindicato de agentes comunitários de saúde, nesta quinta-feira (18) (Foto: Roney Domingos/G1)
Roney Domingos Do G1 – Portal Globo
O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, adotou, nesta quinta-feira (18), a estratégia de mostrar o seu adversário Gilberto Kassab, prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, como ex-companheiro dos ex-prefeitos Celso Pitta e Paulo Maluf, também candidato pelo PP. Kassab foi secretário de Planejamento da gestão Pitta, em 1997.
Pitta é agora afiliado ao PTB, partido que apóia Alckmin. O tucano deixou claro que se “orgulha” do apoio do partido, mas vincula a imagem de Pitta ao seu concorrente. “O PTB é um bom partido. Aliás, em 1998, foi o único partido que apoiou Mário Covas. Agora, eu não fui secretário do Pitta. Não trabalhei para o Pitta, nem para o Maluf. A minha história é bastante diferente. É um erro subestimar a inteligência das pessoas.”
O G1 fez contato com a assessoria de Gilberto Kassab e espera resposta.
Em reunião com o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde nesta quinta, Alckmin concordou com o diagnóstico da candidata Marta Suplicy, de que a cidade de São Paulo vive uma crise na saúde. “É um problema em todos os pontos cardeais”, disse.
Infidelidade
Alckmin disse também, nesta quinta, que está de acordo com a decisão de seus companheiros de partido de punir o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, por sua declaração de apoio explícito à reeleição de Kassab.
“Este assunto é partidário. Todo mundo sabe o que penso a respeito da fidelidade partidária. Eu sou fundador do PSDB. Não fundamos um partido virtual; fundamos um partido real, que merece respeito aos companheiros.”
Carro velho
O candidato tucano que, na quarta-feira,teve de descer para empurrar um jipe durante carreata, disse que agora está de carro novo. “Eu gostava mais do Willys anos 60, mas romântico, anos de namoro. Mas o negócio não andava. Agora, estamos com um 2008 e está firme.”
O candidato afirmou que a imagem dele mesmo empurrando um jipe não é positiva nem negativa para sua campanha. “É apenas verdadeira. Eu pego na massa. Pior é se eu estivesse sendo empurrado. Eu não sou de transferir, de passar as coisas para os outros.”
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SILVIO NAVARRO – Blog Campanha no ar – da Folha
No auge do confronto entre alckmistas e kassabistas, o deputado estadual Pedro Tobias redigiu ofício pedindo a expulsão do secretário municipal de Esporte, Walter Feldman, do PSDB.
Feldman é um dos tucanos mais engajados na campanha à reeleição de Gilberto Kassab, do DEM.
Raimundo Paccó – 14.jul.08/Folha Imagem

O tucano Walter Feldman fala em reunião de secretários de Gilberto Kassab
O documento será enviado hoje à direção nacional do PSDB e também deverá levar a assinatura do deputado Bruno Covas (PSDB).
Na instância federal, o caso passará às mãos do presidente da Comissão de Ética da sigla, deputado Affonso Camargo (PR).
Apesar do grupo de kassabistas ser amplo, Tobias centrou fogo em Feldman, a quem aponta como o capitão do “time do holerite”.
“Quero providências contra o traidor. Se não houver punição, acaba o partido”, disse. “Está faltando é um macho como Mario Covas que não deixava eles saírem da linha.”
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O candidato tucano acabou dasabafando.
Não é para menos.
Ver seu adversário do DEM travestido de tucano, “roubando” seu principal cabo eleitoral, o governador Serra e além do que, ter que suportar os tucanos comandados por Walter Feldman fazendo campanha aberta pelo prefeito, mexeria com qualquer um.
A convenção do PSDB escolheu por ampla maioria apresentar Geraldo Alckmin como candidato a prefeito. A convenção tucana rejeitou a idéia de apoiar o candidato do DEM e optou pelo candidato próprio. Eis que Kassab cresce no eleitorado tucano se apresentando como tal e invoca o governador como testemunha. É a turma de Kassab no PSDB abertamente faz campanha pelo adversário de Alckmin. Geraldo deve sentir-se apunhalado pelas costas. Não é para menos. LF
Clique na imagem para ampliar e ler O Estado de São Paulo
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Walter Feldman preparado para “aproximar” Alckmin de Kassab
Deve ser piada ou provocação.
Walter Feldman, o falcão dos tucanos pro-Kassab pediu licencia, dixit Folha de São Paulo, para articular aproximação entre Alckmin e Kassab.
Eu sempre pensei que os mediadores eram escolhidos entre os que tinham bom trânsito e eram alheios aos clãs em disputa. Feldman é aquele que publicamente declarou que nesta eleição pela primeira vez em 30 anos não faria campanha pelo candidato do seu partido, emprestando as penas tucanas para travestir o demo Kassab.
Eu fico imaginando a chegada de Feldman no comitê de Alckmin para propor o entendimento (na convenção tucana ele foi escoltado por 4 guarda-costas).
As bases do acordo são simples: Alckmin faz hará-kiri na sua campanha e Kassab apoia ele para representante brasileiro na Ossétia do sul.
A escolha do “mediador” serrista é ridícula, mas o objetivo não. Em nome da cruzada anti-Marta, Alckmin proclama que a cidade está uma maravilha e Kassab agradece dizendo que as escolas de lata estaduais foram obra do PT. LF
Spett
Feldman se licencia de cargo para articular aproximação entre Kassab e Alckmin
da Folha Online
O secretário municipal de Esportes de São Paulo, Walter Feldman (PSDB), se licenciou do cargo por dez dias, a partir desta terça-feira até o dia 4 de setembro.
Segundo a assessoria de Feldman, a licença não será remunerada e o tucano alegou motivos pessoais para deixar o governo. Ele vai articular a aproximação entre os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo para derrotar a petista Marta Suplicy no segundo turno.
Ontem, ele classificou como um erro político as críticas que o candidato tucano tem feito ao prefeito e candidato à reeleição. Para o tucano, os ataques vão dificultar a aproximação de ambos no segundo turno, caso um deles fique de fora da disputa.
“É um erro político um bater no outro. Isso irá dificultar uma aproximação no segundo turno”, afirmou Feldman.
Com a queda nas últimas pesquisas eleitorais, Alckmin tem endurecido o discurso contra Kassab e sua gestão. O prefeito também tem feito críticas ao tucano ao comparar gestões. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, Marta está na frente com 41% das intenções de voto, contra 24% de Alckmin e 14% de Kassab.
O tucano acredita que Kassab vai para o segundo turno com Marta e, por isso, já conversa com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), para discutir o assunto. “Independentemente de quem for [para o segundo turno], um vai ter que ter o apoio do outro”, afirmou.
“Ele [Kassab] tem uma marcha muito mais forte que a do Alckmin. Tem maior espaço na TV e mais apoio [dos militantes] na rua. O Alckmin continua hoje com dificuldades operacionais na campanha”, disse Feldman.
O tucano disse que sempre lutou para que a aliança PSDB-DEM fosse mantida para lançar apenas um candidato, o que não ocorreu. “Nós [PSDB] lutamos para que houvesse uma candidatura só. E nós dizíamos que se houvesse duas haveria um conflito. O que está acontecendo agora é o que nós já tínhamos imaginado”, afirmou Feldman.
Na avaliação do tucano, o embate entre Alckmin e Kassab ajuda a candidatura de Marta. Sobre sua permanência no governo Kassab, Feldman disse que não pode deixar de elogiar a gestão da qual faz parte. “É uma condição intermediária. É igual a minha situação agora. Como eu posso deixar de elogiar o governo ao qual eu faço parte?”, questionou.
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PSDB ameaça expulsar infiéis pró-campanha de Kassab
REUTERS – Agencia Estado
SÃO PAULO – No dia seguinte à manifestação de amplo apoio à candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) pelos secretários municipais tucanos, o PSDB enviou carta aos filiados ameaçando com processo de expulsão aqueles que aderirem a nomes de outras siglas.
O partido evoca a lei da fidelidade partidária, que prevê adesão obrigatória de filiados às determinações dos partidos.
“Os filiados que não atenderem a este princípio (apoiar candidatos da sigla), ou seja, que apoiarem publicamente nossos concorrentes, deverão ser encaminhados ao conselho de ética e fidelidade partidária”, diz trecho da carta enviada a cerca de 8 mil filiados no Estado.
Na eleição da capital paulista, o PSDB se definiu pelo ex-governador Geraldo Alckmin, mas um grande número de tucanos atua na administração de Kassab, herdada do governador José Serra (PSDB). Na segunda-feira, Kassab convocou seus secretários tucanos a defenderem sua gestão na campanha eleitoral e recebeu a anuência da equipe.
“Candidatos a vereador e a prefeito do partido querem que os filiados subam no palanque deles e não no do adversário”, disse à Reuters o secretário-geral do PSDB estadual, César Gontijo.
O dirigente disse que a carta já vinha sendo gestada em reuniões do partido e foi aprovada pela executiva estadual na segunda-feira. Para ele, 2008 é importante por ser uma etapa para o PSDB retomar a Presidência da República.
“Temos que fazer um ajuste fino em São Paulo. Nosso enfrentamento é com o PT e nosso candidato é o Geraldo, que vai dar as condições para eleger Serra presidente da República em 2010″, afirmou.
Entre os secretários tucanos da administração paulista, os mais engajados na campanha de Kassab são o deputado federal Walter Feldman (Esportes) e Clóvis Carvalho (Governo).
Kassab tem dito que o PSDB tem uma “peculiaridade”, por ter dois candidatos a prefeito em SP. Gontijo devolve: “Como ele é do PFL (atual DEM), é difícil para ele falar sobre o PSDB.”
O processo no conselho de ética leva cerca de um mês. O filiado pode ser advertido, suspenso de 3 a 12 meses, destituído de função em órgão partidário ou expulsão. Se for parlamentar, poderá perder o mandato.
Na segunda-feira, o deputado Edson Aparecido, coordenador-geral da campanha de Alckmin, havia dito que o encontro do prefeito com auxiliares era “absolutamente irrelevante”. (Reportagem de Carmen Munari)
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Secretários tucanos declaram apoio a Kassab em reunião eleitoral
REUTERS – Agencia Estado
SÃO PAULO – Em reunião nesta segunda-feira com o secretariado para marcar os limites de participação da equipe na campanha, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) recebeu manifestação de apoio dos secretários tucanos à sua eleição.
Mais enfático secretário municipal do PSDB, o deputado federal Walter Feldman (Esportes) chegou a falar que foi ultrapassado um período extremamente difícil, citando indiretamente a disputa dentro do partido, que acabou escolhendo o ex-governador Geraldo Alckmin como candidato e deixando os integrantes da sigla na equipe de Kassab em situação delicada.
“Nós do PSDB temos muito orgulho de participar deste governo, seja na fase inicial, sob o comando de (José) Serra, seja na continuidade com o Kassab. Nenhum milímetro foi alterado e temos compromisso com este governo até 31 de dezembro”, disse Feldman.
Das 22 secretarias municipais, nove são ocupadas por tucanos e dos 31 subprefeitos, cerca de 20 são do PSDB. Em um encontro que poderia ser interpretado como pressão sobre o engajamento tucano, Kassab procurou afastar a atitude.
“Em nenhum momento nenhum companheiro de prefeitura terá de nossa parte qualquer imposição para participar de campanha”, disse o prefeito, para em seguida classificar de “peculiar” o fato de o PSDB ter dois candidatos em disputa pela prefeitura de São Paulo.
Outros secretários tucanos presentes ao encontro, que teve a presença de subprefeitos, também deixaram claro sua adesão a Kassab, como Clóvis Carvalho (Governo) e Andrea Matarazzo (Subprefeituras).
Coube ao jornalista Luiz Gonzalez, “comandante” da comunicação da campanha, como definiu Kassab, dar o recado sobre a atuação de secretários e subprefeitos na eleição.
“Um dos desafios é estabelecer uma ‘muralha da China’ entre a administração e a campanha”, disse Gonzalez, ex-marqueteiro de Alckmin por três campanhas, entre elas a presidencial de 2006.
Além de Gonzalez, também vai atuar na campanha de Kassab o jornalista Roger Ferreira, que trabalhou com Alckmin no governo paulista.
A equipe terá de dividir sua atuação, como o prefeito já vem fazendo, deixando os horários do almoço, da noite e pela manhã bem cedo para atividades de campanha e analisando se suas decisões no dia-a-dia não se chocam com a lei eleitoral. (Reportagem de Carmen Munari)
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“É a pior situação da minha vida política”, diz Feldman sobre racha no PSDB
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para Folha Online
O secretário Esportes da cidade de São Paulo, o tucano Walter Feldman, afirmou nesta terça-feira que a divisão do PSDB durante a pré-campanha para prefeito de São Paulo o deixou em uma “paralisia política”. Segundo o tucano, esse é o pior momento de sua vida pública.
O PSDB se dividiu em uma disputa que colocou de lados opostos os tucanos favoráveis à reeleição do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), e entre os que defendiam o lançamento da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). As discussões só terminaram um dia antes da convenção tucana, que deu vitória aos aliados do ex-governador.
“Essa situação de rompimento da aliança nos deixou numa encalacrada”, afirmou Feldman, um dos defensores de Kassab. “Eu diria até uma quase paralisia política.”
Ele conta que esta é a primeira vez que não participará de uma eleição na capital paulista desde 1982, quando ainda fazia campanha pelo PMDB. “É a pior situação da minha vida política. Estou constrangido com o fato de não poder fazer campanha aberta a qualquer um dos candidatos.”
Feldman afirmou que prefere ficar longe da disputa porque trabalha em uma secretaria de Kassab, mas pertence ao partido de Alckmin. “Eu não sou dissimulado. Sendo secretário do Kassab e do partido do Geraldo eu fico em uma situação que não é no muro, mas impossibilitado pelas contingências.”
Pressão
Segundo o secretário, setores “conservadores” do PSDB o ameaçaram durante a disputa. “Setores conservadores do PSDB chegaram a me ameaçar de me levar ao Conselho de Ética do partido se continuássemos com essa empreitada”, disse.
Apesar das pressões, ele afirma que seu partido nunca pediu que ele deixasse o governo municipal. “A única certeza que eu tenho é ficar no governo até o dia 31 de dezembro, se o prefeito quiser.”
Sobre seu futuro dentro do PSDB, Feldman admite que ficaram “marcas”. “[O racha] deixou marcas, não tenho a menor dúvida. Uma parte que discordava da nossa posição não compreendeu que esse movimento democrático é saudável para o partido.”
Mesmo assim, Feldman espera que o clima na legenda volte ao normal em breve. “É uma fase, eles vão compreender um dia.”
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Coluna Direto da fonte de S. Racy no Estadão de hoje
Vai ter troco
Candidato a vereador do PSDB foi encontrar um secretário tucano-kassabista no Iguatemi e acabou sendo arrastado até a casa de Gilberto Kassab, que mora atrás do shopping.
Lá, foi “quase” convencido a assinar o documento a favor da coligação com o DEM. “A situação é de guerra”, declara um tucano das antigas.
Tucano diz que recebeu proposta de suborno de kassabistas
WANDERLEY PREITE SOBRINHO
MARCELO GUTIERRES
colaboração para Folha Online
A briga interna do PSDB em torno da indicação para concorrer à Prefeitura de São Paulo ganhou um novo personagem: Pedro Vicente, presidente do diretório do PSDB no Jardim São Luís, zona Sul de São Paulo. Ele afirmou nesta quinta-feira à Folha Online que recebeu uma proposta de R$ 100 mil “da parte dos vereadores do PSDB” para assinar a lista em favor da chapa encabeçada pelo atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) e contrária à candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Vicente –que é favorável à candidatura Alckmin– disse que os vereadores kassabistas montaram um “quartel general” para convencer o maior número possível de delegados a votar na chapa pró-Kassab. “Foi montado um quartel general comandado pelos vereadores”, disse.
Ele disse que no último dia 9, por volta das 19h30, recebeu uma ligação de um homem que se identificou como membro do PSDB. Nessa ligação, ele pediu um encontro com Vicente para tratar da sucessão na capital paulista. “Ligaram no meu celular e perguntaram se eu era o Pedro Vicente.”
Vicente afirma que aceitou o encontro, que foi marcado para acontecer no Carrefour Giovanni Gronchi, na zona sul da cidade. A reunião deveria acontecer no estacionamento do hipermercado, mas Vicente pediu para que ela fosse realizada na praça de alimentação “onde há câmeras para filmar.”
“Chegando lá, ele falou que era do diretório estadual do PSDB. Eu perguntei de qual município, ele respondeu que era de São Paulo.” Mas quando Vicente perguntou qual era o diretório zonal, o homem teria voltado a repetir “diretório estadual”. “Aí eu perguntei o nome dele, que se identificou como Marcos Aurélio da Silva. Mas eu não sei se é verdade.”
Vicente afirma que Marcos queria seu apoio para a candidatura Kassab porque ele seria muito influente no PSDB daquela região, que inclui nove diretórios: Piraporinha, Santo Amaro, Parelheiros, Cidade Ademar, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim São Luís, Capela do Socorro e Grajaú.
“Ele disse que se eu aceitasse, me oferecia dois cargos na prefeitura. Eu ia escolher os cargos, ir na prefeitura com os documentos, que sairia tudo no Diário Oficial. Então eu questionei: ‘cargo por seis meses?’. Ele me respondeu: ‘então o seu negócio é dinheiro?’ e eu respondi que não era um cara barato, que era para ver até onde ele iria chegar. Então ele me ofereceu R$ 100 mil e depois baixou para R$ 50 mil”, afirmou Vicente.
Vicente disse que pediu um tempo para pensar a respeito. Então fez uma reunião com os nove diretórios. “Foi quando fiquei sabendo que esse Marcos ofereceu o mesmo para os líderes de Cidade Ademar, Grajaú e Paralheiros.”
Segundo o delegado tucano, ficou combinado entre as partes que Marcos ligaria para Vicente amanhã às 12h para combinar o dia do pagamento.
Vicente também diz que foram registradas outras formas de coação por parte dos kassabistas. Ele afirma que motoboys foram contratados para visitar a casa de todos os delegados para colher suas assinaturas. “Muitos diziam que a assinatura era pró-Alckmin, então alguns assinaram por engano. Alguns motoboys disseram que a assinatura era só para os vereadores, não mencionava o Kassab.”
O outro lado
“Esse moço está no partido há muito pouco tempo. Ele é um provocador”, afirmou o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, defensor da aliança com o DEM. “Ele é o cara mais agitado da zona sul. Ele foi funcionário da subprefeitura.”
Feldman disse que não conhece as motivações de Vicente para fazer essas denúncias, mas pediu provas para investigar o caso. “Se ele tem uma prova disso, isso nos interessa muito. Isso é um crime. Se a denúncia for consistente, temos de fazer uma prisão em flagrante.”
Mesmo assim, ele ironizou a acusação. “Eu acho incrível que alguém ofereça um valor desse por um voto. Ele deve se considerar uma pessoa muito especial. Acho que é mentira. Mas, se tiver prova, temos o interesse de investigar.”
O secretário defendeu o PSDB e isentou a ala alckimista, que poderia ter articulado a denúncia. “Isso não tem nada a ver com a nossa prática e a nossa conduta. Não acredito que ninguém que esteja nessa batalha tenha esse tipo de prática. No PSDB não tem esse tipo de prática. Eu jamais acusaria o outro lado sem ter prova.”
Kassab
Kassab também negou a tentativa de suborno ao tucano. “Eu estou sabendo agora, mas tenho certeza absoluta que é muito provável que não tenha fundamento [a acusação]. São acusações eleitoreiras”, afirmou.
Sobre o fato de terem oferecido cargo ao tucano, Kassab afirmou: “Espero que não seja verdadeira a afirmação. O PSDB tem história, tem quadros e um presidente de diretório não está à venda”, afirmou.
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Grupo do PSDB que apóia prefeito de SP registrou chapa nesta terça-feira no diretório municipal


Carmen Munari, da Reuters – Portal Estado.com.br
SÃO PAULO – Está formalizado o racha no PSDB de São Paulo. O grupo do partido que apóia a candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) à reeleição registrou chapa no diretório municipal nesta terça-feira, que vai disputar a indicação com o ex-governador Geraldo Alckmin. A proposta, assinada por 424 delegados do total de 1.344, é encabeçada pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, e pelo líder da bancada tucana na Câmara Municipal, Gilberto Natalini. Dos 12 vereadores do partido, apenas um apóia Alckmin.
O diretório municipal tem até 48 horas para enviar o registro da chapa à direção nacional do partido, em Brasília, que tem direito à última palavra.
“A prefeitura de São Paulo é um governo nosso, em aliança com o DEM. A bancada do PSDB é a favor da gestão Kassab”, disse Natalini, ao registrar a chapa, acompanhado de 10 vereadores.
O prazo para o registro terminava nesta terça-feira, cinco dias antes da convenção marcada para domingo, 22.
A disputa entre as duas correntes se estende há meses. Em maio, no entanto, Geraldo Alckmin conseguiu a indicação do partido em reunião marcada por fortes protestos dos kassabistas.
No sábado passado, a candidatura de Kassab foi formalizada em convenção do DEM, que contou com a presença dos políticos tucanos que o apóiam. O governador em exercício Alberto Goldman compareceu representando José Serra. Em viagem ao exterior desde o dia 11 de junho, Serra vem trabalhando nos bastidores pela candidatura Kassab.
PSDB e DEM elegeram Serra prefeito e Kassab como seu vice em 2004. Em 2006, Kassab assumiu a prefeitura quando Serra disputou e venceu a disputa pelo governo do Estado. Os tucanos mantiveram forte presença na máquina da prefeitura, em secretarias e demais órgãos.
Além do DEM, Kassab tem o apoio do PMDB, PR e PV. Enquanto a candidatura Alckmin fechou com o PTB, que ocupará a vice.
Na esperança de obter o apoio do PSDB, o vice na chapa de Kassab ficou em aberto até a convenção tucana. Se esta hipótese não se concretizar, o PMDB ocupará a vice.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, interferiu na disputa paulistana e chamou os dissidentes a Brasília na semana passada, sem sucesso.
O que está em jogo nesta disputa é o apoio do DEM à possível candidatura de Serra à Presidência da República em 2010. O tucano quer garantir a adesão do parceiro político e preferiria ver Alckmin como candidato ao governo do Estado. Para o DEM, a conquista da capital paulista daria um forte impulso ao partido, que tem apenas um governador (Distrito Federal) e perdeu participação parlamentar nas últimas eleições.
Pesquisas de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo mostram Kassab em terceiro lugar na disputa. Marta Suplicy (PT) e Alckmin lideram em empate técnico.
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Dificilmente voltaram a estar juntos no palanque
Silêncio nas fileiras. No ninho tucano está proibido piar contra o tucano mor.
A vida partidária no PSDB atingiu o patamar da impossibilidade da convivência. Numa decisão inusitada e profundamente antidemocrática a Executiva municipal do PSDB e seu presidente, José Henrique Reis Lobo, decidiu que para poder ser candidato a vereador pelo partido é necessário estar a favor da candidatura Alckmin. Quem discordar não poderá fazer parte da chapa tucana nas próximas eleições.
Imaginem se fosse no PT o que os jornais diriam!
Acontece que dez dos doze vereadores do PSDB não concordam em que Alckmin seja candidato. Ao mando de Serra e Goldman, governador e vice-governador tucano, os vereadores serristas defendem a candidatura do pefelista Kassab e querem debater e votar na convenção. Este direito deles é constrangido pela determinação draconiana da executiva. Eis a democracia tucana em ação!
Por sua vez Alckmin ameaçou deixar o PSDB caso os serristas continuassem apregoando o apoio a Kassab, alguns indicam que poderia migrar com seus apoiadores para o PSB após as eleições, mas isto é só um rumor. Em todo caso a conversa com Goldman deixou pairar a divisão do PSDB como ameaça alckminista.
O jogo de ambição pessoal, manobras e guerra suja esta permitindo que a verdadeira cara dos tucanos de São Paulo aflore a luz do dia. Intolerantes com as divergências, ausência de democracia partidária e ambição pelo poder são algumas das suas características. E a mídia não pode fazer nada para mascarar esta realidade. LF
A seguir o artigo da Folha
Bancada leva hoje chapa pró-Kassab a tucanos
Dez vereadores apresentam proposta contra a candidatura Geraldo Alckmin
Presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, negou ontem legenda aos vereadores que apóiam a manutenção de aliança
CATIA SEABRA
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Sob forte pressão -que inclui a ameaça de perda da legenda-, 10 dos 12 vereadores do PSDB decidiram apresentar hoje chapa de oposição à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura. Ontem mesmo, a Executiva Municipal do partido fixou as regras para o caso de disputa na convenção de domingo, com dez fiscais e dois apuradores de cada lado.
Mas, ainda assim, o comando estadual do PSDB faz, na manhã de hoje, uma última tentativa para demovê-los da briga.
Pela estratégia, traçada pelos vereadores ontem num almoço, a bancada terá que protocolar lista com assinatura de 20% dos convencionais do partido.
Só assim poderão submeter seus nomes à convenção para as próximas eleições. É que, em mais um lance da disputa interna do PSDB, o presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, negou ontem legenda aos vereadores que apóiam o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Lobo condicionou a vaga dos vereadores ao apoio à candidatura Alckmin. Para autorizar a inscrição de seu nome na chapa do partido, os vereadores teriam de assinar documento de apoio a Alckmin.
“Essa é a chapa oficial da Executiva do PSDB, com Geraldo Alckmin e 82 candidatos a vereador. Se a bancada quer lançar outro candidato à prefeitura, vai ter que pagar o preço”, avisou Lobo. Até ontem, apenas dois vereadores tucanos tinham concordado: Tião Farias e Gilson Barreto. Os outros dez se recusaram a assinar.
Como hoje é o prazo final para apresentação de chapas para a convenção, os vereadores prometem apresentar duas listas. Uma -com 30% de assinatura dos convencionais do partido- proporia o apoio a Kassab. A outra -com 20%- garantiria espaço aos kassabistas na chapa para a Câmara.
Pelos cálculos dos vereadores, seriam necessários menos de 90 votos para a inscrição de seus nomes na chapa.
“Vamos bater chapa. O Lobo não pode usar desses expedientes capciosos. Isso é muito feio, é mal cheiroso”, atacou o líder do PSDB, Gilberto Natalini.
Hesitação
Segundo o vereador Juscelino Gadelha, “a tendência é ir até o fim”. Mas, preocupado com a pressão, o vereador José Rolim já demonstra hesitação: “Temos que ouvir os grandões”.
Hoje, os vereadores voltam a se reunir para discutir sua estratégia. Temendo prejuízos para o governador José Serra, o secretário municipal Andrea Matarazzo também vai procurar os vereadores. “Até 30 minutos antes, tudo é possível”, disse Adolfo Quintas.
Além da pressão da direção nacional, o presidente estadual do PSDB, o deputado federal Mendes Thame, voltou à carga contra os kassabistas. Numa reunião na tarde de ontem, Thame disse que será uma “hecatombe” o enfrentamento dos dois grupos na convenção.
Presente à reunião da Executiva estadual, o secretário Walter Feldman disse que a decisão da bancada “é irreversível”.
Tags: Alckmin, DEM, Feldman, Kassab, Lobo, Matarazzo, Municipais, natalini, Prefeitura SP, PSDB, Serra, Tucanos
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Feldman ataca presidente do PSDB
Por carta, secretário diz que dirigente do partido tenta impedir debate
Silvia Amorim – O Estado de São Paulo
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Regina Agrella
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| Governador Geraldo Alckmin e Walter Feldman |
A ala do PSDB favorável a que o partido apóie a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em vez de lançar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) reagiu ontem com acusações ao apelo feito pelo presidente municipal, José Henrique Reis Lobo, para que não haja disputa na convenção do partido, no dia 22.
Na terça-feira, Lobo mandou carta aos 1.200 delegados do partido pedindo que não assinem o manifesto de tucanos pró-Kassab que propõe votar a idéia de apoiar o prefeito na convenção. Ontem, em carta à militância, o secretário de Esportes de Kassab, o tucano Walter Feldman, acusou Lobo de tentar impedir o debate na convenção.
“A divergência não pode ser abafada para fazer uma festa amordaçada.” O texto classifica os apoiadores de Alckmin de “cegos e surdos” e sua candidatura de “aventura”. “Minha carta é uma resposta ao que considero uma agressão à visão democrática do PSDB. É um primor de autoritarismo”, disse.
A carta compara o processo de escolha no PSDB às prévias do Partido Democrata para definir o postulante à Presidência dos Estados Unidos. “Foi uma coincidência melancólica que, no mesmo dia em que a democracia americana dava ao mundo um espetáculo inédito, ao escolher seu primeiro candidato negro, nós militantes tenhamos recebido apelo para que escondamos as nossas diferenças.”
Lobo reagiu ao comentário. “Lá a disputa se dá entre dois nomes do mesmo partido, enquanto aqui se pretende que ela se faça entre um candidato que é do partido e outro que não é. Qual a impressão que os democratas dos EUA estariam causando, se alguns dos seus estivessem brigando para levar à convenção um nome do Partido Republicano?”, provocou.
É a primeira vez que o PSDB de São Paulo chega a uma convenção sem consenso. Em Belo Horizonte, o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), admitiu que está preocupado com um possível racha no Estado. Mas disse acreditar que a divergência interna será superada. “Apoiamos o Diretório Municipal e o Diretório Estadual, qualquer encaminhamento que estão dando tem o nosso apoio. A decisão é evitar confronto na convenção.”
COLABOROU EDUARDO KATTAH
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Kassabistas rechaçam ameaça de punição
Apesar da advertência do Conselho de Ética do PSDB, vereadores tucanos vão a evento com Gilberto Kassab
CATIA SEABRA e JOSÉ ALBERTO BOMBIG – FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Um dia depois de o presidente do Conselho de Ética do PSDB, Afonso Camargo (PR), advertir os kassabistas do partido, vereadores tucanos prestigiaram o palanque do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e reafirmaram apoio à aliança com os democratas. Pouco antes da solenidade de ontem – o 25º evento público oficial com a presença de Kassab e do governador José Serra – eles reagiram às ameaças de Camargo.
Chamando de absurda a ameaça de punição, o vereador Adolfo Quintas disse que defende o apoio a Kassab por causa de um acordo patrocinado pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). E ironizou: “Língua não tem osso. Cada um fala o que quer”.
“Ele que nos enquadre. Nós nos defendemos”, reagiu o vereador Ricardo Teixeira.
Na véspera, após reunião de deputados federais em defesa da candidatura Alckmin, Camargo disse que o apoio a Kassab “é um problema de disciplina”. Líder da bancada de vereadores, Gilberto Natalini, rebateu. “Ele está com a boca torta de saudades da ditadura, quando foi senador biônico. Um partido tem que ter fidelidade, e teremos após a convenção. Disciplina é coisa de fascista”.
Poupando Camargo, de quem é amigo, o secretário de Esportes, Walter Feldman, disse estranhar a presença de deputados de outros Estados para manifestar opinião contrária à dos vereadores. “O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), disse que não haveria nacionalização. Se não, teríamos que fazer um debate sobre Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia…”.
Já no palanque – durante cerimônia de transferência do Ceret (Centro Esportivo e Recreativo do Trabalhador do Estado) para a prefeitura – Feldman disse que tem orgulho de participar do governo Kassab.
Ao lado de Serra, Kassab disse que, daqui a um ano, de volta ao parque, terá condições de fazer novas transformações. Hoje, os dois estarão na 26ª cerimônia conjunta do ano.
Oito vereadores da região do Tatuapé, cinco deles tucanos, foram ao evento.
Mais tarde, ao anunciar aliança com o pequeno PSL, o que garantirá cerca de 30 na TV, Alckmin minimizou os problemas com a bancada.
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Alckmistas preparam ato em favor de candidatura própria com presença de deputados federais
WANDERLEY PREITE SOBRINHO – colaboração para a Folha Online
O grupo de apoio ao pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, ex-governador Geraldo Alckmin, está preparando uma grande manifestação na capital paulista com a presença de deputados federais do partido que prometem defender candidatura própria do partido na cidade. A intenção dos partidários do ex-governador é mostrar que o PSDB é favorável a Alckmin, ao contrário do que defendem 11 dos 12 vereadores da sigla na Câmara Municipal, apoiadores da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
A manifestação deve contar com a presença de 30 deputados federais de todo o Brasil, com as executivas estadual e municipal e com a militância favorável à candidatura própria. O encontro estava marcado para quinta-feira passada (15), mas foi adiado para o próximo dia 30.
Segundo o secretário dos Esportes de Kassab, Walter Feldman (PSDB), a iniciativa de Alckmin dividirá ainda mais o partido. “Não é correto levar para a esfera federal um debate municipal. A executiva nacional do partido já se posicionou contrária a esse tipo de interferência”, disse.
Vereadores
Enquanto o pré-candidato pede apoio da bancada de seu partido na Câmara dos Deputados, na Câmara Municipal a oposição ao seu nome vem crescendo. Os vereadores e pré-candidatos estão preparando uma manifestação contrária à aliança proporcional do PSDB com o PTB.
“Estamos amadurecendo a idéia de nos manifestarmos de uma forma pública contra a coligação proporcional”, disse o vereador Gilberto Natalini (PSDB), líder da bancada. “Se a coligação for proporcional, nós teremos pelos menos seis vagas tomadas pelo PTB, enquanto os pré-candidatos perdem a chance de eleição.”
O tipo de coligação entre os partidos ainda está indefinido. O PTB não abre mão da proporcional, mas o PSDB ofereceu apenas a majoritária. “Por enquanto a coligação é majoritária, mas a proporcional ainda está em discussão”, afirmou o pré-candidato na segunda-feira passada depois do anúncio da aliança entre os partidos.
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Raymundo Costa – VALOR
As bancadas do PSDB da Câmara e do Senado marcaram uma manifestação em São Paulo, na próxima quinta-feira 15, em apoio a candidatura a prefeito do ex-governador Geraldo Alckmin. Pelo menos 30 dos 57 deputados já confirmaram presença. Do Senado, são esperados tucanos de primeira linha como o líder Arthur Virgílio e Tasso Jereissati. É para ser uma demonstração de unidade, mas, como outras manifestações tucanas recentes, caminha para se transformar em mais uma expressão pública de divisão. A cinco meses da eleição municipal e a cerca de dois anos e meio da eleição presidencial, o partido está irremediavelmente dividido em dois PSDB.
É a eleição de 2010 que acelera a cisão entre os tucanos, hoje acantonados nas duas candidaturas do partido com viabilidade eleitoral, a do governador de São Paulo, José Serra, e a do governador de Minas Gerais, Aécio Neves. O senador Arthur Virgílio também é pré-candidato, mas no partido seu movimento é visto mais como um esforço para animar sua candidatura à reeleição no Amazonas. É entre Serra e Aécio que a disputa se desenrola, muito embora um e outro ainda devam muitas vezes repetir, publicamente, que ainda não decidiram se serão candidatos.
O governador Aécio Neves, por exemplo, já comunicou os líderes tucanos, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é candidato porque esse é o desejo manifesto de Minas Gerais. Discurso tipicamente mineiro, mas que traduz com fidelidade todas as pesquisas de opinião feitas no Estado. A maioria dos eleitores não sõ afirma querer Aécio candidato, como afirma acreditar piamente que ele estará na disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. FHC, segundo apurou o Valor, foi elegante com Aécio, mas ressaltou acreditar em fila na política e que na fila do PSDB, atualmente, Serra é o primeiro.
Há poucos dias, Fernando Henrique declarou aos jornais apoio à candidatura de Geraldo Alckmin a prefeito. Como tucano, FHC não poderia dizer outra coisa, mas por trás das palavras do ex-presidente havia também a intenção de não dar um discurso de “vítima” ao ex-governador de São Paulo. Tem-se como certo no PSDB que se Alckmin disputar e perder a eleição, dirá que perdeu por causa do Serra, e, se ganhar, que venceu apesar da falta de apoio do governador. O núcleo tucano paulista mais ligado a Serra também não tem dúvidas: na prefeitura, Alckmin será mais um empecilho à sagração de Serra como candidato do PSDB.
A bordo do vôo que trouxe tucanos para a posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, a eleição de São Paulo e a sucessão de Lula foram assuntos centrais. Para FHC, segundo amigos do ex-presidente, Aécio será candidato a presidente de qualquer jeito. A hipótese dele adiar seu projeto presidencial para 2014 esbarra na possibilidade de Lula disputar um novo mandato. O governador é próximo de parte do PT mineiro, conta com a eventualidade de Lula apoiar duas ou até três candidaturas e, não sendo o primeiro da fila do PSDB, trata de aprofundar entendimentos com o PMDB, ao qual já foi filiado.
Entre os organizadores da manifestação da próxima semana ainda há expectativa em torno de um entendimento entre Alckmin, Serra e Kassab. A avaliação é que Serra não tem outra saída, pois, do contrário, estaria comprometendo sua candidatura presidencial “por um acerto de contas” – em 2006, com Serra na liderança das pesquisas de opinião, Alckmin impôs sua candidatura presidencial aos tucanos. Serra preferiu não entrar numa disputa com o PSDB rachado ao meio, como aconteceu com ele em 2002, e com Lula já dando sinais de que se recuperaria da crise que abalou o PT, em 2005.
Candidato a prefeito em 2008, Alckmin corre o risco de repetir o Serra de 2002, na campanha presidencial, quando foi literalmente “cristianizado” pelo PSDB. O ex-governador, no entanto, insiste que será candidato, convencido de que será vitorioso em outubro. Seus aliados dizem que com mais dois anos sem um cargo público como a prefeitura Alckmin estará morto politicamente.
Eles só vislumbram uma hipótese de Geraldo Alckmin não concorrer: se o ex-governador concluir que não terá financiamento suficiente para enfrentar um provável crescimento, nas pesquisas, do prefeito Gilberto Kassab, no meio da campanha. Esse seria o único contratempo – real, para quem está sem caneta – capaz de evitar um segundo turno entre ele e a provável candidata do PT, Marta Suplicy, quando então acredita que ganharia os votos do antipetismo paulistano contra Marta.
No vôo entre São Paulo e Brasília para a posse de Gilmar, o governador Serra foi advertido de que não há hipótese de Alckmin desistir. Serra concorda com as expectativas dos tucanos aliados, mas não impede as tentativas de um entendimento para a eleição. Isso por um único motivo: para atender o prefeito Gilberto Kassab, que é o mais empenhado numa tentativa de composição em torno de sua candidatura. É um problema para o governador, segundo seus amigos, porque ele não gosta de dizer não a Kassab, com quem mantém hoje uma relação que talvez não tenha no PSDB. Enquanto isso, trata de pavimentar a própria trilha, como o flanco que abriu no PMDB, partido que até bem pouco tempo era visto como estuário natural para a candidatura de Aécio Neves.
Desde a fundação, em 1988, o PSDB sempre teve candidato a prefeito em São Paulo, primeiro com o próprio Serra, em 1992 com Fábio Feldman, em 1996 outra vez com Serra e, em 2000, com Geraldo Alckmin. Em geral os tucanos costumam – e são acusados por isso – a acertar suas diferenças na cúpula. No ritmo atual, a decisão de ter ou não um candidato em São Paulo pode ficar para a convenção arbitrar entre os dois PSDB.
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WANDERLEY PREITE SOBRINHO – colaboração para Folha Online
A briga interna do PSDB de São Paulo em torno do candidato do partido para as eleições municipais de outubro foi parar na delegacia.
O vereador Gilberto Natalini, líder do partido na Câmara Municipal, foi até o 1º DP (Departamento de Polícia) da capital e protocolou um B.O (Boletim de Ocorrência) em nome do secretário de Esporte, Wagner Feldman (PSDB), e de 11 vereadores –todos contrários à candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB)– pedindo que a polícia investigue o autor de um e-mail encaminhado na noite de ontem e assinado por um “tucano roxo” com insultos contra o secretário e os parlamentares.
O e-mail continha as fotos dos 11 vereadores pró-Kassab e de Feldman com um carimbo escrito “traidores” no centro da imagem. Em baixo, o texto dizia: “A militância do PSDB adverte: conviver com esses vereadores pode comprometer a sua integridade’.
Segundo Natalini, o pedido foi para que o delegado Jair Barbosa Ortiz investigue o autor da mensagem. Segundo o vereador, Ortiz se comprometeu a representar o provedor responsável pelo e-mail (tucanoroxo@gmail.com), que teria de revelar o verdadeiro nome do autor da mensagem. Se o provedor –que pertence ao Google– se negar, a representação será contra o provedor. O delegado não foi encontrado pela reportagem.
Estopim
Na segunda-feira passada, o presidente do Diretório Municipal do PSDB em São Paulo, José Henrique Reis Lobo, anunciou a pré-candidatura de Alckmin à Prefeitura de São Paulo. Logo após o anúncio, um militante tucano contrário à decisão tomou o microfone das mãos de Lobo: “essa é uma decisão autoritária”, disse.
Na ocasião, Natalini também criticou Lobo. Ele disse que esperava uma votação em que seria decidido se o partido anunciaria ou não a candidatura própria. “O presidente tomou uma deliberação pessoal e isso não é condizente com a democracia”, afirmou.
Feldman disse que não reconhecia aquela reunião para qualquer deliberação sobre a pré-candidatura Alckimin. “A reunião começa aqui e se desdobra até a convenção do partido”, disse.
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Tucanos defensores da aliança com o DEM dizem já ter o apoio de 500 dos 1.228 delegados da legenda
Silvia Amorim e Ricardo Brandt – O Estado de São Paulo
A ala dos tucanos contrária ao lançamento da pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo vai tentar reverter na convenção do partido, em junho, o resultado da reunião de anteontem que oficializou o nome do ex-governador à sucessão municipal.
“Faremos o que vínhamos anunciando desde o início que é ir para a disputa em convenção com a apresentação de uma outra proposta”, afirmou o secretário de Esportes do município, Walter Feldman – principal defensor da candidatura à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Os tucanos pró-Kassab vão propor que na convenção sejam colocados em votação o apoio à aliança com o DEM e a desistência da candidatura própria com Alckmin. Os kassabistas dizem já ter o apoio de cerca de 500 dos 1.228 delegados com direito a voto na convenção. O grupo, capitaneado por vereadores e secretários tucanos com cargos no governo Kassab, sustenta que a reunião de anteontem não tinha legitimidade para deliberar sobre a candidatura do ex-governador, mas apenas para discutir a sucessão. “O que o presidente Lobo fez foi apenas uma manifestação política tendo como platéia o Diretório Municipal”, criticou Feldman, em referência a José Henrique Lobo.
Ontem o governador José Serra (PSDB) evitou falar sobre o lançamento do nome de Alckmin pelo Diretório Municipal, mas sugeriu que a decisão não se tratava de uma medida conclusiva. Ao lado de Serra, Kassab foi mais explícito e disse que até as convenções não há nada definido sobre candidaturas. “Independentemente da questão de lançamento de candidaturas, qualquer que seja o partido, até as convenções temos tempo para que haja um esforço para manutenção dessa aliança”, afirmou o prefeito.
Acusado por tucanos pró-Kassab de empreender um projeto pessoal ao lançar-se para a disputa municipal, Alckmin fez questão de dizer ontem que a decisão do Diretório Municipal traduziu a vontade da base do partido. “O presidente do partido fez um trabalho de ouvir a base do partido, sentiu a vontade da maioria partidária e tomou uma posição importante.”
Para o ex-governador, o momento agora é de discussão de alianças. Alckmin, entretanto, foi irônico ao falar sobre a possibilidade de coligação com o DEM no primeiro turno. “Você só pode fazer aliança com quem não tem candidato próprio. Se eles tiverem, fica difícil.”
O ex-governador minimizou o racha no PSDB evidenciado no encontro do Diretório Municipal. “O que existe é vida partidária. Unanimidade existe depois de tomada a decisão.”
Um dia depois da guerra travada entre tucanos pró-Kassab e alckmistas na reunião do diretório do PSDB, Alckmin, Kassab e Serra dividiram o mesmo palco para a inauguração do Instituto do Câncer de São Paulo. A única aproximação pública entre os dois tucanos foi para um aperto de mão.
Pela manhã, Kassab e Serra estiveram juntos para entregar uma outra obra – duas alças de acesso na Rodovia Fernão Dias. A cinco meses das eleições, o ato foi marcado pela disputa entre o PT e o DEM pela paternidade da obra. Do palanque, o prefeito de Guarulhos, Elói Pietá (PT), fez questão de relembrar as cerca de 200 pessoas que acompanhavam os discursos de que a obra havia sido pactuada com o governo federal pela ministra Marta Suplicy quando prefeita da capital – e que deve voltar a disputar o cargo este ano. Já Serra ressaltou que a obra ficou paralisada por 20 anos e que na gestão dele na prefeitura foi retomada e continuada por Kassab.
Na semana em que o PSDB lança seu pré-candidato, a dobradinha Serra-Kassab nos palanques será repetida à exaustão. Eles entregarão até sábado duas grandes obras. Na quinta-feira será a ponte Jurubatuba, em Interlagos. No sábado, a ponte estaiada, que ligará a Marginal do Pinheiros à Avenida dos Bandeirantes.
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DEM avalia vitória de Alckmin como pior cenário em São Paulo
César Felício – VALOR
A oferta do governador paulista José Serra (PSDB), do DEM e do PMDB para que o ex-governador Geraldo Alckmin concorra ao governo estadual em 2010 deverá ser retirada, caso o tucano vença o grupo serrista na briga interna e torne-se o candidato do partido à prefeitura de São Paulo. Segundo um integrante do DEM com livre trânsito no Palácio dos Bandeirantes, com a consolidação da candidatura de Alckmin o objetivo dos defensores da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) será debilitar o tucano ao máximo, para impedir que “o governador mineiro Aécio Neves cave uma cunha em São Paulo”.
Na avaliação corrente na cúpula do DEM, a vitória de Alckmin em São Paulo seria o pior cenário , dado o que representaria em termos de enfraquecimento da candidatura de Serra à Presidência. A avaliação é que Serra tem densidade eleitoral para permanecer na disputa presidencial até mesmo se a petista Marta Suplicy (PT) fosse eleita, mas no caso de vitória de Alckmin estaria em desvantagem dentro do partido para obter a candidatura presidencial, em relação a Aécio Neves. E o mineiro já deixou claro que pretende construir uma candidatura presidencial tendo governistas como parceiros preferenciais, e não o DEM.
O comando do DEM em São Paulo avalia que Serra agora irá se empenhar em derrotar Alckmin na convenção do partido, por meio de operadores políticos como o secretário municipal dos Esportes, Walter Feldman. Se não conseguir, o DEM espera que, na prática, Serra mantenha estrita neutralidade, o que, na avaliação corrente na cúpula do DEM, deve desidratar financeiramente a campanha do tucano.
Na avaliação dos aliados de Kassab, a neutralidade de Serra fará ainda que Alckmin viva um isolamento político. Dentro da cúpula do DEM, não se acredita que Alckmin vá fechar aliança com o PTB. Segundo esta versão, o líder maior do partido, o deputado estadual Campos Machado, só fecharia o apoio com os tucanos se recebesse em troca apoio para a eleição uma bancada petebista de vereadores nas eleições deste ano, mas também de 2010, metas com as quais o ex-governador não tem como se comprometer. Os integrantes do DEM trabalham com o cenário da candidatura de Campos Machado à prefeitura, para pavimentar o caminho do petebista à reeleição em 2010 e para negociar participação no governo municipal em um segundo turno.
Nas negociações com o PTB, assim como nas já encerradas com o PMDB ou com as ainda em curso com o PR, o governador não participa, segundo garantem integrantes do DEM. As negociações fora do PSDB são tocadas por Kassab, que chegaria a falar em nome do próprio governador, o que teria ficado claro nas conversações com o ex-governador paulista Orestes Quércia, presidente regional do PMDB. Na ocasião, a palavra de Kassab teria bastado para convencer Quércia de que o governador Serra iria apoiar sua presença na chapa em 2010. Até porque a aliança deste ano começou a ser negociada ainda na eleição passada, com participação direta de Kassab, que acabara de assumir a prefeitura. Na ocasião, ficou acertado que o então PFL ficaria com a vice na chapa de Serra , enquanto Quércia seria candidato a senador. Na última hora, o pemedebista decidiu não fechar o acordo.
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Depois de atacar a “turma do holerite”, em referência aos tucanos do governo Kassab e de negar qualquer divisão no PSDB, o Movimento Tucanos Pró-São Paulo, que defende candidatura própria de Alckmin, declara em documento público:
“Walter Feldman, não insista com esta tese de divisão em nosso partido, criado por poucos, e que não sabemos a quais interesses atendem, ao não ser aos de projetos pessoais e egoístas dos mesmos”.
“Sabemos que o PSDB está dividido. A maior parte da bancada defende a manutenção da aliança do PSDB com o DEM em vez de impor a candidatura própria tucana”, responde o próprio Feldman. Ele ameaça recorrer de qualquer decisão do Diretorio estadual do PSDB convocado hoje para avalizar a candidatura Alckmin.
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Cristiane Agostine – VALOR
O lançamento formal da candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo, marcado para hoje pela Executiva municipal do PSDB, será feito com o partido dividido e com forte movimento interno para derrubar o tucano na convenção. Dentro da legenda, os defensores da manutenção da aliança com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) reuniram assinaturas de cerca de um terço dos delegados que vão à convenção partidária para tentar anular a decisão do diretório municipal.
Em pouco mais de uma semana, a ala partidária mais ligada ao governador do Estado, José Serra, conseguiu quase 500 assinaturas dos cerca de 1,2 mil delegados que decidirão na convenção qual será a postura do partido na eleição municipal. A proposta assinada é que Kassab seja o candidato do PSDB. Alckmin teria o apoio do partido em 2010, para disputar o governo do Estado. Até junho, quando será realizada a convenção, os serristas tentarão convencer a maioria dos votantes a desistir da tese de candidatura própria.
Segundo o líder da bancada tucana dos vereadores na Câmara municipal, Gilberto Natalini, as assinaturas são uma resposta à insistência de Alckmin quanto à sua candidatura. “O diretório está dividido na metade e vamos levar à convenção dois cenários, para que os delegados decidam”, disse.
O abaixo-assinado reforça ainda mais as divergências internas do partido. Serrista, Natalini criticou a postura de Alckmin e comentou a falta de definição sobre o candidato está prejudicando o PSDB. “Estamos perdendo tempo em uma questão que já devia estar superada. Isso atrapalha, sim, nossa articulação com outros partidos para firmar alianças”, reclamou.
Defensor da candidatura Kassab, o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, afirmou que contestará a reunião de hoje do diretório e entrará com uma representação junto ao PSDB. Para Feldman, só a convenção tem poder estatutário para decidir o candidato, não o diretório municipal.
Feldman questionou o cumprimento de uma promessa feita por Alckmin de que só seria candidato se tivesse apoio de todo o PSDB. “Não há nenhuma chance hoje de o partido sair unido com a candidatura do Geraldo. Metade do partido quer a aliança DEM-PSDB.”
Alckmin, no entanto, não pretende desistir. Na semana passada, lançou informalmente sua pré-candidatura em um evento com cerca de 200 militantes. O ex-governador paulista declarou no sábado que a Executiva do partido decidiu “por unanimidade” por sua candidatura, mesmo diante de contestações. Quando foi candidato à Presidência, em 2006, o PSDB também dividiu-se, e parte dos tucanos queria a candidatura Serra.
Na disputa municipal, Serra é um dos principais entraves a Alckmin, por articular a reeleição do prefeito. O governador atua nos bastidores e tem evitado comentar o conflito. Hoje, quando os tucanos estiverem discutindo a sucessão paulistana, Serra deverá estar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Piauí. A assessoria do governo paulista não confirmou, mas está prevista a participação de Serra na inauguração de um hospital em Teresina, governada pelo tucano Silvio Mendes. No palanque deverão estar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, cotada para rivalizar com Serra na sucessão presidencial, e o governador Wellington Dias (PT).
Com o imbróglio tucano, a candidatura do PT é a mais favorecida. O partido se reunirá hoje com o PR e discutirá se vai ceder a vice, conforme a exigência do possível aliado. Para cacifar-se junto os petistas, o PR tem conversado também com o DEM. No sábado estiveram com Kassab. “Mas nós podemos oferecer mais”, disse o presidente do diretório municipal do PT, vereador José Américo. “Nossa aliança proporcional é mais forte e isso é importante para eleger mais vereadores”, analisou. O PT aposta na aproximação com os partidos do bloco de esquerda – PSB, PDT e PCdoB – e fará uma reunião nesta semana, em Brasília, para tentar atrai-los para a composição. (Com agências noticiosas)
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Tucanos pró-prefeito cogitam submeter ao diretório municipal a proposta de manutenção da aliança com DEM
CATIA SEABRA – FOLHA DE SÃO PAULO
DA REPORTAGEM LOCAL
Vereadores do PSDB ameaçam abalar o lançamento da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à prefeitura na segunda que vem. Reunida ao longo de toda a tarde de ontem, a bancada do PSDB na Câmara Municipal discutiu a hipótese de submeter ao diretório municipal a proposta de manutenção da aliança com o DEM na cidade de São Paulo.
Endossada pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, a idéia é enfrentar, no voto, os defensores de candidatura própria à prefeitura. Não é só. O secretário municipal de Governo e ex-ministro Clóvis Carvalho questiona a versão de que a candidatura estará formalizada na segunda-feira. “Quem decide candidatura é a convenção”, alegou.
O diretório foi convocado para oficialização do nome de Alckmin. Mas, segundo o vereador Adolfo Quintas, participante da reunião, a maioria da bancada concorda com a estratégia de submeter a aliança com o DEM ao diretório. “Vamos defender a candidatura de Geraldo Alckmin ao governo do Estado”, disse.
A proposta não conta com o apoio pelo menos do vereador Tião Farias. Ligado a Alckmin, não participou da reunião.
Até por isso, a decisão foi adiada para hoje. “Vamos continuar conversando e tomar uma posição. Mas uma coisa é certa: não movemos um milímetro da defesa da candidatura única”, disse o líder do PSDB, Gilberto Natalini.
Também em resposta à convocação do diretório, Feldman disse que encaminhará à Executiva do PSDB um ofício para que responda à consulta apresentada pelos vereadores. No documento, a bancada cobrava manifestação do partido sobre a aliança com o DEM.
Sem uma resposta, avisa, apresentará a proposta ao diretório. “Vamos para a convenção. Pela primeira vez, o PSDB vai ter que cumprir seu estatuto e submeter aos delegados uma decisão que não foi construída num consenso”, disse Feldman, que lidera coleta de assinaturas pela aliança.
Lágrimas
Enquanto os kassabistas protestam, o comando municipal do PSDB já anuncia a fixação de regras que impeçam declarações de voto em favor do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Oficializada a candidatura no diretório, os tucanos estariam proibidos de manifestações de apoio a Kassab. Os alckmistas também evitariam ataques ao governador de São Paulo, José Serra, a quem atribuem a costura do acordo DEM-PMDB.
O presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, defendeu essa fórmula ontem num café da manhã com vereadores. No encontro, Lobo chorou ao descrever a pressão a que foi submetido para oficialização da candidatura. Ele já tinha chorado na véspera, durante reunião da Executiva Estadual. No encontro, os vereadores protestaram contra a decisão. “Estou trabalhando para evitar que se quebrem novos cristais e juntar os cacos dos que já se partiram”, disse Lobo, afirmando que a discussão sobre aliança “está superada”.
Em entrevista, Kassab disse que aposta na coligação. “Tenho certeza que vai prevalecer ainda o bom senso dos dirigentes do partido (PSDB).”
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