22/09/2008 - 17:02h PSDB ameaça expulsar Clóvis Carvalho por contestar candidatura Alckmin

Moacyr Lopes Jr. - 15.set.08/Folha Imagem
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Secretário Clóvis Carvalho (esq.), fundador do PSDB, ao lado do prefeito Gilberto Kassab (DEM), ataque a Alckmim e apoio a Kassab

Ver também Clóvis Carvalho não deveria rir à toa

THIAGO FARIA colaboração para a Folha Online

O presidente do diretório municipal do PSDB-SP, José Henrique Reis Lobo, divulgou nota nesta segunda-feira em que ameaça expulsar do partido o secretário municipal de governo, Clóvis Carvalho, por conta de sua postura diante do embate DEM x PSDB na disputa eleitoral em São Paulo. Em entrevista à Renata Lo Prete, editora do “Painel” da Folha, Carvalho contesta a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura e afirma que o ex-governador não tem projeto nem moral para fazer críticas ao prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM).

Na nota, Lobo afirma que Carvalho não tem condições de ditar regras no partido, uma vez que, apesar de se dizer fundador, nunca militou. “Quando das discussões sobre a questão da candidatura a prefeito ele sempre esteve ausente. Perdeu, com isso, uma excelente oportunidade de defender as suas posições”, afirma Lobo.

Um dos principais aliados de Kassab, Carvalho foi ministro da Casa Civil e do Desenvolvimento durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Para o presidente municipal da legenda, no entanto, o papel que o secretário desempenha “só ajuda aos inimigos do PSDB”. “Lamento que ele tenha desaprendido regras de elegância e de etiqueta e que a sua conduta o mostre hoje mais próximo do DEM do que do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”, diz Lobo.

Ao fim da nota, a ameaça: “A Comissão de Ética do partido será acionada para avaliar se, depois dessa entrevista, ele terá condições de permanecer no PSDB.”

Tucano-kassabista

Além de Carvalho, o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, é outro tucano que vem sofrendo ameaças de ser expulso do partido. Feldman foi um dos principais defensores do apoio do PSDB à candidatura Kassab.

Na semana passada, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) encaminhou à Executiva Nacional do partido um pedido de expulsão do tucano-kassabista.

Feldman, no entanto, minimizou a tentativa de retaliação. Para ele, a manifestação já era esperada e o partido não deve levar adiante.

20/09/2008 - 09:46h Alckmin diz que em 2004 Kassab deu ”golpe” para ser vice de Serra

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Coordenação de campanha do DEM vê acusação como ‘gota d’água’ e escala um terceiro, Feldman, para reagir

Silvia Amorim e Ricardo Brandt - O Estado de São Paulo

A escalada de ataques organizada pela campanha do candidato do PSDB à prefeitura, Geraldo Alckmin, contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM) - a mais recente arma dos tucanos para garantir uma vaga no segundo turno da eleição - alcançou ontem o ponto mais alto até agora no enfrentamento entre os dois partidos na disputa em São Paulo. Depois de passar a semana explorando as alianças feitas por Kassab no passado com os ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta, Alckmin acusou o adversário de ter dado um “golpe” para ser o vice do governador José Serra (PSDB) na eleição de 2004.

“O Serra quase desistiu de ser candidato”, afirmou Alckmin, ontem pela manhã, ao referir-se ao episódio em que Kassab foi lançado candidato a vice na chapa tucana à prefeitura. “O Serra queria como candidato o Lars Grael (colega de partido do prefeito). Depois se acertou e já estava escolhido praticamente o Alexandre Moraes (atual secretário municipal de Transportes). Foi um golpe na véspera da convenção (a indicação de Kassab).”

A ofensiva faz parte da estratégia tucana de desconstruir o discurso de Kassab de parceria com Serra para, então, usufruir eleitoralmente, sem concorrência, da boa aprovação da gestão do governador. Imagens de Serra têm sido usadas por Kassab e Alckmin em seus programas de TV.

RESPOSTA

Menos de uma hora depois, as afirmações de Alckmin foram consideradas pela coordenação de campanha do DEM a “gota d?água” - e a senha para encerrar a divisão que havia até ontem entre os kassabistas sobre qual comportamento adotar e deflagrar um movimento de reação. A estratégia, num primeiro momento, é deixar o prefeito longe da trincheira e escalar terceiros para responder aos alckmistas.

Ontem, foi escolhido a dedo o tucano Walter Feldman. Líder do governo Mário Covas na Assembléia por cinco anos, fundador do PSDB e atual secretário de Esportes de Kassab, ele atacou: “Ele (Alckmin) se esquece de que o apoio do DEM de Kassab foi fundamental tanto em sua eleição como governador como na disputa de presidente. O vice dele tanto no Estado como na disputa pela Presidência vieram do DEM.” Feldman disse ainda que Alckmin adotou a política do vale-tudo. “Sou a favor da luta marcial, respeitosa. O vale-tudo nem no esporte é considerado. Será que agora pode dizer tudo, bombardear o passado e até as relações no futuro para ganhar uma eleição?”

À noite, o programa do DEM mostrou Alckmin discursando em favor da chapa Serra-Kassab quando ela foi lançada, em 2004. Mas o candidato não se manifestou no programa sobre a artilharia tucana.

Para os kassabistas, a candidatura continua em tendência de crescimento e qualquer alteração de rota a duas semanas do pleito pode representar um erro incorrigível na reta final.

Por parte dos alckmistas, a ordem é continuar a artilharia em cima de Kassab, iniciada na semana passada.

RECOMENDAÇÃO

A subida de tom de Alckmin vem contra todas as recomendações da cúpula do PSDB. No início da semana, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), depois de conversar com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e o presidente de honra da sigla, Jorge Bornhausen, pediu cautela ao coordenador-geral da campanha de Alckmin, deputado Edson Aparecido. A preocupação dos caciques de ambos os lados é com um esgarçamento da aliança PSDB-DEM, o que poderia prejudicar uma parceria na disputa presidencial de 2010.

A ofensiva pode ser também um tiro no próprio pé, uma vez que, se o tucano passar para o segundo turno, poderá ter problemas para trazer o antigo aliado para seu lado. Alckmin insistiu no discurso de que está fazendo apenas “considerações políticas e administrativas” sobre Kassab e não há motivos para PSDB e DEM não estarem juntos no segundo turno.

No front alckmista, os ataques têm sido comemorados. A avaliação é de que eles fizeram o tucano parar de cair nas pesquisas. Na última sondagem do Datafolha, divulgada na quinta-feira, Alckmin oscilou 2 pontos - de 20% para 22% -, enquanto Kassab ficou estacionado nos 22%.

Embora não digam explicitamente, aliados do tucano não demonstram preocupação com a eventual ausência do DEM no palanque de Alckmin se ele conseguir chegar ao segundo turno. Avaliam que os votos do prefeito passariam automaticamente para o tucano independentemente de Kassab declarar ou não apoio ao antigo aliado.

18/09/2008 - 18:15h Alckmin liga Kassab a Pitta e a Maluf

Ele diz que se ‘orgulha’ do apoio do PTB, mas que não trabalhou para Pitta.
Kassab foi secretário de Planejamento na gestão do ex-prefeito.

Foto: Roney Domingos/G1

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, em reunião com sindicato de agentes comunitários de saúde, nesta quinta-feira (18) (Foto: Roney Domingos/G1)

Roney Domingos Do G1 - Portal Globo

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, adotou, nesta quinta-feira (18), a estratégia de mostrar o seu adversário Gilberto Kassab, prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, como ex-companheiro dos ex-prefeitos Celso Pitta e Paulo Maluf, também candidato pelo PP. Kassab foi secretário de Planejamento da gestão Pitta, em 1997.

Pitta é agora afiliado ao PTB, partido que apóia Alckmin. O tucano deixou claro que se “orgulha” do apoio do partido, mas vincula a imagem de Pitta ao seu concorrente. “O PTB é um bom partido. Aliás, em 1998, foi o único partido que apoiou Mário Covas. Agora, eu não fui secretário do Pitta. Não trabalhei para o Pitta, nem para o Maluf. A minha história é bastante diferente. É um erro subestimar a inteligência das pessoas.”

O G1 fez contato com a assessoria de Gilberto Kassab e espera resposta.

Em reunião com o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde nesta quinta, Alckmin concordou com o diagnóstico da candidata Marta Suplicy, de que a cidade de São Paulo vive uma crise na saúde. “É um problema em todos os pontos cardeais”, disse.

Infidelidade

Alckmin disse também, nesta quinta, que está de acordo com a decisão de seus companheiros de partido de punir o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, por sua declaração de apoio explícito à reeleição de Kassab.

“Este assunto é partidário. Todo mundo sabe o que penso a respeito da fidelidade partidária. Eu sou fundador do PSDB. Não fundamos um partido virtual; fundamos um partido real, que merece respeito aos companheiros.”

Carro velho

O candidato tucano que, na quarta-feira,teve de descer para empurrar um jipe durante carreata, disse que agora está de carro novo. “Eu gostava mais do Willys anos 60, mas romântico, anos de namoro. Mas o negócio não andava. Agora, estamos com um 2008 e está firme.”

O candidato afirmou que a imagem dele mesmo empurrando um jipe não é positiva nem negativa para sua campanha. “É apenas verdadeira. Eu pego na massa. Pior é se eu estivesse sendo empurrado. Eu não sou de transferir, de passar as coisas para os outros.”

17/09/2008 - 14:09h Deputado tucano pede expulsão de Feldman do PSDB

 

SILVIO NAVARRO - Blog Campanha no ar - da Folha

tucano_no.jpgNo auge do confronto entre alckmistas e kassabistas, o deputado estadual Pedro Tobias redigiu ofício pedindo a expulsão do secretário municipal de Esporte, Walter Feldman, do PSDB.

Feldman é um dos tucanos mais engajados na campanha à reeleição de Gilberto Kassab, do DEM.

Raimundo Paccó - 14.jul.08/Folha Imagem
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O tucano Walter Feldman fala em reunião de secretários de Gilberto Kassab

O documento será enviado hoje à direção nacional do PSDB e também deverá levar a assinatura do deputado Bruno Covas (PSDB).

Na instância federal, o caso passará às mãos do presidente da Comissão de Ética da sigla, deputado Affonso Camargo (PR).

Apesar do grupo de kassabistas ser amplo, Tobias centrou fogo em Feldman, a quem aponta como o capitão do “time do holerite”.

“Quero providências contra o traidor. Se não houver punição, acaba o partido”, disse. “Está faltando é um macho como Mario Covas que não deixava eles saírem da linha.”

08/09/2008 - 14:22h Alckmin ataca quinta-coluna de Kassab no PSDB

O candidato tucano acabou dasabafando.

Não é para menos.

Ver seu adversário do DEM travestido de tucano, “roubando” seu principal cabo eleitoral, o governador Serra e além do que, ter que suportar os tucanos comandados por Walter Feldman fazendo campanha aberta pelo prefeito, mexeria com qualquer um.

A convenção do PSDB escolheu por ampla maioria apresentar Geraldo Alckmin como candidato a prefeito. A convenção tucana rejeitou a idéia de apoiar o candidato do DEM e optou pelo candidato próprio. Eis que Kassab cresce no eleitorado tucano se apresentando como tal e invoca o governador como testemunha. É a turma de Kassab no PSDB abertamente faz campanha pelo adversário de Alckmin. Geraldo deve sentir-se apunhalado pelas costas. Não é para menos. LF

Clique na imagem para ampliar e ler O Estado de São Paulo

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26/08/2008 - 20:00h Vôo rasteiro

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Walter Feldman preparado para “aproximar” Alckmin de Kassab

Deve ser piada ou provocação.

Walter Feldman, o falcão dos tucanos pro-Kassab pediu licencia, dixit Folha de São Paulo, para articular aproximação entre Alckmin e Kassab.

Eu sempre pensei que os mediadores eram escolhidos entre os que tinham bom trânsito e eram alheios aos clãs em disputa. Feldman é aquele que publicamente declarou que nesta eleição pela primeira vez em 30 anos não faria campanha pelo candidato do seu partido, emprestando as penas tucanas para travestir o demo Kassab.

Eu fico imaginando a chegada de Feldman no comitê de Alckmin para propor o entendimento (na convenção tucana ele foi escoltado por 4 guarda-costas).

As bases do acordo são simples: Alckmin faz hará-kiri na sua campanha e Kassab apoia ele para representante brasileiro na Ossétia do sul.

A escolha do “mediador” serrista é ridícula, mas o objetivo não. Em nome da cruzada anti-Marta, Alckmin proclama que a cidade está uma maravilha e Kassab agradece dizendo que as escolas de lata estaduais foram obra do PT. LF

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Feldman se licencia de cargo para articular aproximação entre Kassab e Alckmin

da Folha Online

O secretário municipal de Esportes de São Paulo, Walter Feldman (PSDB), se licenciou do cargo por dez dias, a partir desta terça-feira até o dia 4 de setembro.

Segundo a assessoria de Feldman, a licença não será remunerada e o tucano alegou motivos pessoais para deixar o governo. Ele vai articular a aproximação entre os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo para derrotar a petista Marta Suplicy no segundo turno.

Ontem, ele classificou como um erro político as críticas que o candidato tucano tem feito ao prefeito e candidato à reeleição. Para o tucano, os ataques vão dificultar a aproximação de ambos no segundo turno, caso um deles fique de fora da disputa.

“É um erro político um bater no outro. Isso irá dificultar uma aproximação no segundo turno”, afirmou Feldman.

Com a queda nas últimas pesquisas eleitorais, Alckmin tem endurecido o discurso contra Kassab e sua gestão. O prefeito também tem feito críticas ao tucano ao comparar gestões. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, Marta está na frente com 41% das intenções de voto, contra 24% de Alckmin e 14% de Kassab.

O tucano acredita que Kassab vai para o segundo turno com Marta e, por isso, já conversa com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), para discutir o assunto. “Independentemente de quem for [para o segundo turno], um vai ter que ter o apoio do outro”, afirmou.

“Ele [Kassab] tem uma marcha muito mais forte que a do Alckmin. Tem maior espaço na TV e mais apoio [dos militantes] na rua. O Alckmin continua hoje com dificuldades operacionais na campanha”, disse Feldman.

O tucano disse que sempre lutou para que a aliança PSDB-DEM fosse mantida para lançar apenas um candidato, o que não ocorreu. “Nós [PSDB] lutamos para que houvesse uma candidatura só. E nós dizíamos que se houvesse duas haveria um conflito. O que está acontecendo agora é o que nós já tínhamos imaginado”, afirmou Feldman.

Na avaliação do tucano, o embate entre Alckmin e Kassab ajuda a candidatura de Marta. Sobre sua permanência no governo Kassab, Feldman disse que não pode deixar de elogiar a gestão da qual faz parte. “É uma condição intermediária. É igual a minha situação agora. Como eu posso deixar de elogiar o governo ao qual eu faço parte?”, questionou.

15/07/2008 - 22:30h “Ajuste fino” no ninho tucano: infiéis serão expulsos

PSDB ameaça expulsar infiéis pró-campanha de Kassab

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REUTERS - Agencia Estado

SÃO PAULO - No dia seguinte à manifestação de amplo apoio à candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) pelos secretários municipais tucanos, o PSDB enviou carta aos filiados ameaçando com processo de expulsão aqueles que aderirem a nomes de outras siglas.

O partido evoca a lei da fidelidade partidária, que prevê adesão obrigatória de filiados às determinações dos partidos.

“Os filiados que não atenderem a este princípio (apoiar candidatos da sigla), ou seja, que apoiarem publicamente nossos concorrentes, deverão ser encaminhados ao conselho de ética e fidelidade partidária”, diz trecho da carta enviada a cerca de 8 mil filiados no Estado.

Na eleição da capital paulista, o PSDB se definiu pelo ex-governador Geraldo Alckmin, mas um grande número de tucanos atua na administração de Kassab, herdada do governador José Serra (PSDB). Na segunda-feira, Kassab convocou seus secretários tucanos a defenderem sua gestão na campanha eleitoral e recebeu a anuência da equipe.

“Candidatos a vereador e a prefeito do partido querem que os filiados subam no palanque deles e não no do adversário”, disse à Reuters o secretário-geral do PSDB estadual, César Gontijo.

O dirigente disse que a carta já vinha sendo gestada em reuniões do partido e foi aprovada pela executiva estadual na segunda-feira. Para ele, 2008 é importante por ser uma etapa para o PSDB retomar a Presidência da República.

“Temos que fazer um ajuste fino em São Paulo. Nosso enfrentamento é com o PT e nosso candidato é o Geraldo, que vai dar as condições para eleger Serra presidente da República em 2010″, afirmou.

Entre os secretários tucanos da administração paulista, os mais engajados na campanha de Kassab são o deputado federal Walter Feldman (Esportes) e Clóvis Carvalho (Governo).

Kassab tem dito que o PSDB tem uma “peculiaridade”, por ter dois candidatos a prefeito em SP. Gontijo devolve: “Como ele é do PFL (atual DEM), é difícil para ele falar sobre o PSDB.”

O processo no conselho de ética leva cerca de um mês. O filiado pode ser advertido, suspenso de 3 a 12 meses, destituído de função em órgão partidário ou expulsão. Se for parlamentar, poderá perder o mandato.

Na segunda-feira, o deputado Edson Aparecido, coordenador-geral da campanha de Alckmin, havia dito que o encontro do prefeito com auxiliares era “absolutamente irrelevante”. (Reportagem de Carmen Munari)

14/07/2008 - 18:04h O demo Kassab se proclama candidato do PSDB

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Secretários tucanos declaram apoio a Kassab em reunião eleitoral

REUTERS - Agencia Estado

SÃO PAULO - Em reunião nesta segunda-feira com o secretariado para marcar os limites de participação da equipe na campanha, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) recebeu manifestação de apoio dos secretários tucanos à sua eleição.

Mais enfático secretário municipal do PSDB, o deputado federal Walter Feldman (Esportes) chegou a falar que foi ultrapassado um período extremamente difícil, citando indiretamente a disputa dentro do partido, que acabou escolhendo o ex-governador Geraldo Alckmin como candidato e deixando os integrantes da sigla na equipe de Kassab em situação delicada.

“Nós do PSDB temos muito orgulho de participar deste governo, seja na fase inicial, sob o comando de (José) Serra, seja na continuidade com o Kassab. Nenhum milímetro foi alterado e temos compromisso com este governo até 31 de dezembro”, disse Feldman.

Das 22 secretarias municipais, nove são ocupadas por tucanos e dos 31 subprefeitos, cerca de 20 são do PSDB. Em um encontro que poderia ser interpretado como pressão sobre o engajamento tucano, Kassab procurou afastar a atitude.

“Em nenhum momento nenhum companheiro de prefeitura terá de nossa parte qualquer imposição para participar de campanha”, disse o prefeito, para em seguida classificar de “peculiar” o fato de o PSDB ter dois candidatos em disputa pela prefeitura de São Paulo.

Outros secretários tucanos presentes ao encontro, que teve a presença de subprefeitos, também deixaram claro sua adesão a Kassab, como Clóvis Carvalho (Governo) e Andrea Matarazzo (Subprefeituras).

Coube ao jornalista Luiz Gonzalez, “comandante” da comunicação da campanha, como definiu Kassab, dar o recado sobre a atuação de secretários e subprefeitos na eleição.

“Um dos desafios é estabelecer uma ‘muralha da China’ entre a administração e a campanha”, disse Gonzalez, ex-marqueteiro de Alckmin por três campanhas, entre elas a presidencial de 2006.

Além de Gonzalez, também vai atuar na campanha de Kassab o jornalista Roger Ferreira, que trabalhou com Alckmin no governo paulista.

A equipe terá de dividir sua atuação, como o prefeito já vem fazendo, deixando os horários do almoço, da noite e pela manhã bem cedo para atividades de campanha e analisando se suas decisões no dia-a-dia não se chocam com a lei eleitoral. (Reportagem de Carmen Munari)

01/07/2008 - 19:23h “Essa situação de rompimento da aliança nos deixou numa encalacrada. Eu diria até uma quase paralisia política.”, afirma o tucano Feldman

“É a pior situação da minha vida política”, diz Feldman sobre racha no PSDB

A imagem “http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/tucanos_braga.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

WANDERLEY PREITE SOBRINHO
colaboração para Folha Online

O secretário Esportes da cidade de São Paulo, o tucano Walter Feldman, afirmou nesta terça-feira que a divisão do PSDB durante a pré-campanha para prefeito de São Paulo o deixou em uma “paralisia política”. Segundo o tucano, esse é o pior momento de sua vida pública.

O PSDB se dividiu em uma disputa que colocou de lados opostos os tucanos favoráveis à reeleição do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), e entre os que defendiam o lançamento da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). As discussões só terminaram um dia antes da convenção tucana, que deu vitória aos aliados do ex-governador.

“Essa situação de rompimento da aliança nos deixou numa encalacrada”, afirmou Feldman, um dos defensores de Kassab. “Eu diria até uma quase paralisia política.”

Ele conta que esta é a primeira vez que não participará de uma eleição na capital paulista desde 1982, quando ainda fazia campanha pelo PMDB. “É a pior situação da minha vida política. Estou constrangido com o fato de não poder fazer campanha aberta a qualquer um dos candidatos.”

Feldman afirmou que prefere ficar longe da disputa porque trabalha em uma secretaria de Kassab, mas pertence ao partido de Alckmin. “Eu não sou dissimulado. Sendo secretário do Kassab e do partido do Geraldo eu fico em uma situação que não é no muro, mas impossibilitado pelas contingências.”

Pressão

Segundo o secretário, setores “conservadores” do PSDB o ameaçaram durante a disputa. “Setores conservadores do PSDB chegaram a me ameaçar de me levar ao Conselho de Ética do partido se continuássemos com essa empreitada”, disse.

Apesar das pressões, ele afirma que seu partido nunca pediu que ele deixasse o governo municipal. “A única certeza que eu tenho é ficar no governo até o dia 31 de dezembro, se o prefeito quiser.”

Sobre seu futuro dentro do PSDB, Feldman admite que ficaram “marcas”. “[O racha] deixou marcas, não tenho a menor dúvida. Uma parte que discordava da nossa posição não compreendeu que esse movimento democrático é saudável para o partido.”

Mesmo assim, Feldman espera que o clima na legenda volte ao normal em breve. “É uma fase, eles vão compreender um dia.”

19/06/2008 - 22:08h Em quem você acredita, nos serristas ou nos alckministas?

Coluna Direto da fonte de S. Racy no Estadão de hoje


Vai ter troco

Candidato a vereador do PSDB foi encontrar um secretário tucano-kassabista no Iguatemi e acabou sendo arrastado até a casa de Gilberto Kassab, que mora atrás do shopping.

Lá, foi “quase” convencido a assinar o documento a favor da coligação com o DEM. “A situação é de guerra”, declara um tucano das antigas.

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Tucano diz que recebeu proposta de suborno de kassabistas

WANDERLEY PREITE SOBRINHO
MARCELO GUTIERRES
colaboração para Folha Online

A briga interna do PSDB em torno da indicação para concorrer à Prefeitura de São Paulo ganhou um novo personagem: Pedro Vicente, presidente do diretório do PSDB no Jardim São Luís, zona Sul de São Paulo. Ele afirmou nesta quinta-feira à Folha Online que recebeu uma proposta de R$ 100 mil “da parte dos vereadores do PSDB” para assinar a lista em favor da chapa encabeçada pelo atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) e contrária à candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Vicente –que é favorável à candidatura Alckmin– disse que os vereadores kassabistas montaram um “quartel general” para convencer o maior número possível de delegados a votar na chapa pró-Kassab. “Foi montado um quartel general comandado pelos vereadores”, disse.

Ele disse que no último dia 9, por volta das 19h30, recebeu uma ligação de um homem que se identificou como membro do PSDB. Nessa ligação, ele pediu um encontro com Vicente para tratar da sucessão na capital paulista. “Ligaram no meu celular e perguntaram se eu era o Pedro Vicente.”

Vicente afirma que aceitou o encontro, que foi marcado para acontecer no Carrefour Giovanni Gronchi, na zona sul da cidade. A reunião deveria acontecer no estacionamento do hipermercado, mas Vicente pediu para que ela fosse realizada na praça de alimentação “onde há câmeras para filmar.”

“Chegando lá, ele falou que era do diretório estadual do PSDB. Eu perguntei de qual município, ele respondeu que era de São Paulo.” Mas quando Vicente perguntou qual era o diretório zonal, o homem teria voltado a repetir “diretório estadual”. “Aí eu perguntei o nome dele, que se identificou como Marcos Aurélio da Silva. Mas eu não sei se é verdade.”

Vicente afirma que Marcos queria seu apoio para a candidatura Kassab porque ele seria muito influente no PSDB daquela região, que inclui nove diretórios: Piraporinha, Santo Amaro, Parelheiros, Cidade Ademar, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim São Luís, Capela do Socorro e Grajaú.

“Ele disse que se eu aceitasse, me oferecia dois cargos na prefeitura. Eu ia escolher os cargos, ir na prefeitura com os documentos, que sairia tudo no Diário Oficial. Então eu questionei: ‘cargo por seis meses?’. Ele me respondeu: ‘então o seu negócio é dinheiro?’ e eu respondi que não era um cara barato, que era para ver até onde ele iria chegar. Então ele me ofereceu R$ 100 mil e depois baixou para R$ 50 mil”, afirmou Vicente.

Vicente disse que pediu um tempo para pensar a respeito. Então fez uma reunião com os nove diretórios. “Foi quando fiquei sabendo que esse Marcos ofereceu o mesmo para os líderes de Cidade Ademar, Grajaú e Paralheiros.”

Segundo o delegado tucano, ficou combinado entre as partes que Marcos ligaria para Vicente amanhã às 12h para combinar o dia do pagamento.

Vicente também diz que foram registradas outras formas de coação por parte dos kassabistas. Ele afirma que motoboys foram contratados para visitar a casa de todos os delegados para colher suas assinaturas. “Muitos diziam que a assinatura era pró-Alckmin, então alguns assinaram por engano. Alguns motoboys disseram que a assinatura era só para os vereadores, não mencionava o Kassab.”

O outro lado

“Esse moço está no partido há muito pouco tempo. Ele é um provocador”, afirmou o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, defensor da aliança com o DEM. “Ele é o cara mais agitado da zona sul. Ele foi funcionário da subprefeitura.”

Feldman disse que não conhece as motivações de Vicente para fazer essas denúncias, mas pediu provas para investigar o caso. “Se ele tem uma prova disso, isso nos interessa muito. Isso é um crime. Se a denúncia for consistente, temos de fazer uma prisão em flagrante.”

Mesmo assim, ele ironizou a acusação. “Eu acho incrível que alguém ofereça um valor desse por um voto. Ele deve se considerar uma pessoa muito especial. Acho que é mentira. Mas, se tiver prova, temos o interesse de investigar.”

O secretário defendeu o PSDB e isentou a ala alckimista, que poderia ter articulado a denúncia. “Isso não tem nada a ver com a nossa prática e a nossa conduta. Não acredito que ninguém que esteja nessa batalha tenha esse tipo de prática. No PSDB não tem esse tipo de prática. Eu jamais acusaria o outro lado sem ter prova.”

Kassab

Kassab também negou a tentativa de suborno ao tucano. “Eu estou sabendo agora, mas tenho certeza absoluta que é muito provável que não tenha fundamento [a acusação]. São acusações eleitoreiras”, afirmou.

Sobre o fato de terem oferecido cargo ao tucano, Kassab afirmou: “Espero que não seja verdadeira a afirmação. O PSDB tem história, tem quadros e um presidente de diretório não está à venda”, afirmou.

17/06/2008 - 19:54h Tucanos pró-Kassab racham partido em chapa contra Alckmin

Grupo do PSDB que apóia prefeito de SP registrou chapa nesta terça-feira no diretório municipal

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Carmen Munari, da Reuters - Portal Estado.com.br

SÃO PAULO - Está formalizado o racha no PSDB de São Paulo. O grupo do partido que apóia a candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) à reeleição registrou chapa no diretório municipal nesta terça-feira, que vai disputar a indicação com o ex-governador Geraldo Alckmin. A proposta, assinada por 424 delegados do total de 1.344, é encabeçada pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, e pelo líder da bancada tucana na Câmara Municipal, Gilberto Natalini. Dos 12 vereadores do partido, apenas um apóia Alckmin.

O diretório municipal tem até 48 horas para enviar o registro da chapa à direção nacional do partido, em Brasília, que tem direito à última palavra.

“A prefeitura de São Paulo é um governo nosso, em aliança com o DEM. A bancada do PSDB é a favor da gestão Kassab”, disse Natalini, ao registrar a chapa, acompanhado de 10 vereadores.

O prazo para o registro terminava nesta terça-feira, cinco dias antes da convenção marcada para domingo, 22.

A disputa entre as duas correntes se estende há meses. Em maio, no entanto, Geraldo Alckmin conseguiu a indicação do partido em reunião marcada por fortes protestos dos kassabistas.

No sábado passado, a candidatura de Kassab foi formalizada em convenção do DEM, que contou com a presença dos políticos tucanos que o apóiam. O governador em exercício Alberto Goldman compareceu representando José Serra. Em viagem ao exterior desde o dia 11 de junho, Serra vem trabalhando nos bastidores pela candidatura Kassab.

PSDB e DEM elegeram Serra prefeito e Kassab como seu vice em 2004. Em 2006, Kassab assumiu a prefeitura quando Serra disputou e venceu a disputa pelo governo do Estado. Os tucanos mantiveram forte presença na máquina da prefeitura, em secretarias e demais órgãos.

Além do DEM, Kassab tem o apoio do PMDB, PR e PV. Enquanto a candidatura Alckmin fechou com o PTB, que ocupará a vice.

Na esperança de obter o apoio do PSDB, o vice na chapa de Kassab ficou em aberto até a convenção tucana. Se esta hipótese não se concretizar, o PMDB ocupará a vice.

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, interferiu na disputa paulistana e chamou os dissidentes a Brasília na semana passada, sem sucesso.

O que está em jogo nesta disputa é o apoio do DEM à possível candidatura de Serra à Presidência da República em 2010. O tucano quer garantir a adesão do parceiro político e preferiria ver Alckmin como candidato ao governo do Estado. Para o DEM, a conquista da capital paulista daria um forte impulso ao partido, que tem apenas um governador (Distrito Federal) e perdeu participação parlamentar nas últimas eleições.

Pesquisas de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo mostram Kassab em terceiro lugar na disputa. Marta Suplicy (PT) e Alckmin lideram em empate técnico.

17/06/2008 - 12:02h Silêncio nas fileiras, exige Lobo aos serristas, que se recusam a ser cordeiros

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Dificilmente voltaram a estar juntos no palanque

Silêncio nas fileiras. No ninho tucano está proibido piar contra o tucano mor.

A vida partidária no PSDB atingiu o patamar da impossibilidade da convivência. Numa decisão inusitada e profundamente antidemocrática a Executiva municipal do PSDB e seu presidente, José Henrique Reis Lobo, decidiu que para poder ser candidato a vereador pelo partido é necessário estar a favor da candidatura Alckmin. Quem discordar não poderá fazer parte da chapa tucana nas próximas eleições.

Imaginem se fosse no PT o que os jornais diriam!


Acontece que dez dos doze vereadores do PSDB não concordam em que Alckmin seja candidato. Ao mando de Serra e Goldman, governador e vice-governador tucano, os vereadores serristas defendem a candidatura do pefelista Kassab e querem debater e votar na convenção. Este direito deles é constrangido pela determinação draconiana da executiva. Eis a democracia tucana em ação!

Por sua vez Alckmin ameaçou deixar o PSDB caso os serristas continuassem apregoando o apoio a Kassab, alguns indicam que poderia migrar com seus apoiadores para o PSB após as eleições, mas isto é só um rumor. Em todo caso a conversa com Goldman deixou pairar a divisão do PSDB como ameaça alckminista.

O jogo de ambição pessoal, manobras e guerra suja esta permitindo que a verdadeira cara dos tucanos de São Paulo aflore a luz do dia. Intolerantes com as divergências, ausência de democracia partidária e ambição pelo poder são algumas das suas características. E a mídia não pode fazer nada para mascarar esta realidade. LF

A seguir o artigo da Folha

Bancada leva hoje chapa pró-Kassab a tucanos

Dez vereadores apresentam proposta contra a candidatura Geraldo Alckmin

Presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, negou ontem legenda aos vereadores que apóiam a manutenção de aliança

CATIA SEABRA
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL

Sob forte pressão -que inclui a ameaça de perda da legenda-, 10 dos 12 vereadores do PSDB decidiram apresentar hoje chapa de oposição à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura. Ontem mesmo, a Executiva Municipal do partido fixou as regras para o caso de disputa na convenção de domingo, com dez fiscais e dois apuradores de cada lado.

Mas, ainda assim, o comando estadual do PSDB faz, na manhã de hoje, uma última tentativa para demovê-los da briga.

Pela estratégia, traçada pelos vereadores ontem num almoço, a bancada terá que protocolar lista com assinatura de 20% dos convencionais do partido.

Só assim poderão submeter seus nomes à convenção para as próximas eleições. É que, em mais um lance da disputa interna do PSDB, o presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, negou ontem legenda aos vereadores que apóiam o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Lobo condicionou a vaga dos vereadores ao apoio à candidatura Alckmin. Para autorizar a inscrição de seu nome na chapa do partido, os vereadores teriam de assinar documento de apoio a Alckmin.

“Essa é a chapa oficial da Executiva do PSDB, com Geraldo Alckmin e 82 candidatos a vereador. Se a bancada quer lançar outro candidato à prefeitura, vai ter que pagar o preço”, avisou Lobo. Até ontem, apenas dois vereadores tucanos tinham concordado: Tião Farias e Gilson Barreto. Os outros dez se recusaram a assinar.

Como hoje é o prazo final para apresentação de chapas para a convenção, os vereadores prometem apresentar duas listas. Uma -com 30% de assinatura dos convencionais do partido- proporia o apoio a Kassab. A outra -com 20%- garantiria espaço aos kassabistas na chapa para a Câmara.

Pelos cálculos dos vereadores, seriam necessários menos de 90 votos para a inscrição de seus nomes na chapa.

“Vamos bater chapa. O Lobo não pode usar desses expedientes capciosos. Isso é muito feio, é mal cheiroso”, atacou o líder do PSDB, Gilberto Natalini.

Hesitação

Segundo o vereador Juscelino Gadelha, “a tendência é ir até o fim”. Mas, preocupado com a pressão, o vereador José Rolim já demonstra hesitação: “Temos que ouvir os grandões”.
Hoje, os vereadores voltam a se reunir para discutir sua estratégia. Temendo prejuízos para o governador José Serra, o secretário municipal Andrea Matarazzo também vai procurar os vereadores. “Até 30 minutos antes, tudo é possível”, disse Adolfo Quintas.

Além da pressão da direção nacional, o presidente estadual do PSDB, o deputado federal Mendes Thame, voltou à carga contra os kassabistas. Numa reunião na tarde de ontem, Thame disse que será uma “hecatombe” o enfrentamento dos dois grupos na convenção.

Presente à reunião da Executiva estadual, o secretário Walter Feldman disse que a decisão da bancada “é irreversível”.

06/06/2008 - 10:24h Serristas tucanos acusam presidente do PSDB de autoritarismo

Feldman ataca presidente do PSDB

Por carta, secretário diz que dirigente do partido tenta impedir debate

Silvia Amorim - O Estado de São Paulo

Regina Agrella
Governador Geraldo Alckmin e Walter Feldman

A ala do PSDB favorável a que o partido apóie a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em vez de lançar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) reagiu ontem com acusações ao apelo feito pelo presidente municipal, José Henrique Reis Lobo, para que não haja disputa na convenção do partido, no dia 22.

Na terça-feira, Lobo mandou carta aos 1.200 delegados do partido pedindo que não assinem o manifesto de tucanos pró-Kassab que propõe votar a idéia de apoiar o prefeito na convenção. Ontem, em carta à militância, o secretário de Esportes de Kassab, o tucano Walter Feldman, acusou Lobo de tentar impedir o debate na convenção.

“A divergência não pode ser abafada para fazer uma festa amordaçada.” O texto classifica os apoiadores de Alckmin de “cegos e surdos” e sua candidatura de “aventura”. “Minha carta é uma resposta ao que considero uma agressão à visão democrática do PSDB. É um primor de autoritarismo”, disse.

A carta compara o processo de escolha no PSDB às prévias do Partido Democrata para definir o postulante à Presidência dos Estados Unidos. “Foi uma coincidência melancólica que, no mesmo dia em que a democracia americana dava ao mundo um espetáculo inédito, ao escolher seu primeiro candidato negro, nós militantes tenhamos recebido apelo para que escondamos as nossas diferenças.”

Lobo reagiu ao comentário. “Lá a disputa se dá entre dois nomes do mesmo partido, enquanto aqui se pretende que ela se faça entre um candidato que é do partido e outro que não é. Qual a impressão que os democratas dos EUA estariam causando, se alguns dos seus estivessem brigando para levar à convenção um nome do Partido Republicano?”, provocou.

É a primeira vez que o PSDB de São Paulo chega a uma convenção sem consenso. Em Belo Horizonte, o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), admitiu que está preocupado com um possível racha no Estado. Mas disse acreditar que a divergência interna será superada. “Apoiamos o Diretório Municipal e o Diretório Estadual, qualquer encaminhamento que estão dando tem o nosso apoio. A decisão é evitar confronto na convenção.”
COLABOROU EDUARDO KATTAH

28/05/2008 - 14:54h Tucano serrista: ameaça de tucano alckminista “é coisa de fascista”

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Kassabistas rechaçam ameaça de punição

Apesar da advertência do Conselho de Ética do PSDB, vereadores tucanos vão a evento com Gilberto Kassab

CATIA SEABRA e JOSÉ ALBERTO BOMBIG - FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Um dia depois de o presidente do Conselho de Ética do PSDB, Afonso Camargo (PR), advertir os kassabistas do partido, vereadores tucanos prestigiaram o palanque do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e reafirmaram apoio à aliança com os democratas. Pouco antes da solenidade de ontem - o 25º evento público oficial com a presença de Kassab e do governador José Serra - eles reagiram às ameaças de Camargo.

Chamando de absurda a ameaça de punição, o vereador Adolfo Quintas disse que defende o apoio a Kassab por causa de um acordo patrocinado pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). E ironizou: “Língua não tem osso. Cada um fala o que quer”.

“Ele que nos enquadre. Nós nos defendemos”, reagiu o vereador Ricardo Teixeira.

Na véspera, após reunião de deputados federais em defesa da candidatura Alckmin, Camargo disse que o apoio a Kassab “é um problema de disciplina”. Líder da bancada de vereadores, Gilberto Natalini, rebateu. “Ele está com a boca torta de saudades da ditadura, quando foi senador biônico. Um partido tem que ter fidelidade, e teremos após a convenção. Disciplina é coisa de fascista”.

Poupando Camargo, de quem é amigo, o secretário de Esportes, Walter Feldman, disse estranhar a presença de deputados de outros Estados para manifestar opinião contrária à dos vereadores. “O presidente do partido, Sérgio Guerra (PE), disse que não haveria nacionalização. Se não, teríamos que fazer um debate sobre Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia…”.

Já no palanque - durante cerimônia de transferência do Ceret (Centro Esportivo e Recreativo do Trabalhador do Estado) para a prefeitura - Feldman disse que tem orgulho de participar do governo Kassab.

Ao lado de Serra, Kassab disse que, daqui a um ano, de volta ao parque, terá condições de fazer novas transformações. Hoje, os dois estarão na 26ª cerimônia conjunta do ano.

Oito vereadores da região do Tatuapé, cinco deles tucanos, foram ao evento.

Mais tarde, ao anunciar aliança com o pequeno PSL, o que garantirá cerca de 30 na TV, Alckmin minimizou os problemas com a bancada.

21/05/2008 - 19:28h Guerra aberta no PSDB

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Alckmistas preparam ato em favor de candidatura própria com presença de deputados federais

WANDERLEY PREITE SOBRINHO - colaboração para a Folha Online

O grupo de apoio ao pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, ex-governador Geraldo Alckmin, está preparando uma grande manifestação na capital paulista com a presença de deputados federais do partido que prometem defender candidatura própria do partido na cidade. A intenção dos partidários do ex-governador é mostrar que o PSDB é favorável a Alckmin, ao contrário do que defendem 11 dos 12 vereadores da sigla na Câmara Municipal, apoiadores da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

A manifestação deve contar com a presença de 30 deputados federais de todo o Brasil, com as executivas estadual e municipal e com a militância favorável à candidatura própria. O encontro estava marcado para quinta-feira passada (15), mas foi adiado para o próximo dia 30.

Segundo o secretário dos Esportes de Kassab, Walter Feldman (PSDB), a iniciativa de Alckmin dividirá ainda mais o partido. “Não é correto levar para a esfera federal um debate municipal. A executiva nacional do partido já se posicionou contrária a esse tipo de interferência”, disse.

Vereadores

Enquanto o pré-candidato pede apoio da bancada de seu partido na Câmara dos Deputados, na Câmara Municipal a oposição ao seu nome vem crescendo. Os vereadores e pré-candidatos estão preparando uma manifestação contrária à aliança proporcional do PSDB com o PTB.

“Estamos amadurecendo a idéia de nos manifestarmos de uma forma pública contra a coligação proporcional”, disse o vereador Gilberto Natalini (PSDB), líder da bancada. “Se a coligação for proporcional, nós teremos pelos menos seis vagas tomadas pelo PTB, enquanto os pré-candidatos perdem a chance de eleição.”

O tipo de coligação entre os partidos ainda está indefinido. O PTB não abre mão da proporcional, mas o PSDB ofereceu apenas a majoritária. “Por enquanto a coligação é majoritária, mas a proporcional ainda está em discussão”, afirmou o pré-candidato na segunda-feira passada depois do anúncio da aliança entre os partidos.