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	<title>Blog do Favre &#187; feminismo</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Especialistas fazem balanço do feminismo alemão 20 anos após Muro</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 22:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Muro de Berlim]]></category>
		<category><![CDATA[RDA]]></category>
		<category><![CDATA[unificação da Alemanha]]></category>

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		<description><![CDATA[da Deutsche Welle &#8211; Folha Online
Oficialmente, as mulheres da antiga República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha comunista, gozavam de igualdade de direitos. Aparentemente, podiam exercer qualquer profissão, na fábrica, na agricultura como engenheira, médica ou tratorista &#8211;a vida profissional era algo indiscutível, mesmo para as que tinham filhos. O Estado lhes permitia combinar família e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">da <strong>Deutsche Welle &#8211; Folha Online</strong></span></h2>
<p>Oficialmente, as mulheres da antiga República Democrática Alemã (RDA), a Alemanha comunista, gozavam de igualdade de direitos. Aparentemente, podiam exercer qualquer profissão, na fábrica, na agricultura como engenheira, médica ou tratorista &#8211;a vida profissional era algo indiscutível, mesmo para as que tinham filhos. O Estado lhes permitia combinar família e trabalho. As crianças frequentavam escola de tempo integral e para os mais novos havia jardins-de-infância e creches.</p>
<p style="text-align: center;">
<span style="font-size: x-small;"><em><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/mundo/images/09313166.jpeg" border="0" alt="Imagem cedida pela *Deutsche Welle* mostra alemã trabalhando em uma fábrica de motores instalada na antiga Alemanha comunista" /><br />
Imagem cedida pela <strong>Deutsche Welle</strong> mostra alemã trabalhando em uma fábrica de motores instalada na antiga Alemanha comunista</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p>No decorrer da década de 80, já antes da queda do Muro, a imagem da camarada emancipada começou a apresentar falhas, como constatou a socióloga Hildegard Maria Nickel em seus estudos. As mulheres estavam cada vez mais descontentes, pois, depois do trabalho, ainda tinham que dar conta de todas as tarefas domésticas. Além disso, em geral, funções políticas e cargos governamentais continuavam fora de seu alcance.</p>
<p>Nesse ponto, a vida feminina na Alemanha Oriental assemelhava à do lado ocidental, onde poucas mulheres participavam do Parlamento. nos anos 1980. Uma legislação que garantisse maior justiça e igualdade, como a exigência de uma quota de participação feminina, ainda era incipiente. O lugar da alemã ocidental era ao lado do seu marido. Como mulher, ela devia se dedicar exclusivamente às crianças, ao marido e aos afazeres domésticos.</p>
<p>Nickel se ocupou de estudos de gênero na Universidade Humboldt, ainda na antiga Berlim Oriental. Renovação na RDA? Dizia-se que somente com a ajuda de quotas de participação seria possível uma participação apropriada em posições de liderança e competência.</p>
<p>Nickel conhecia o desgosto de muitas mulheres alemãs orientais de serem honradas somente uma vez ao ano, em 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A partir daí, não foi possível, no entanto, o desenvolvimento de um movimento político enérgico, já que as mudanças de 1989-90 ocorreram rápido demais.</p>
<p>Petra Bläss, política alemã oriental que, após a reunificação alemã, chegou a ocupar o cargo de vice-presidente do Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, afirma que, por ocasião da queda do Muro, as alemãs orientais tinham claras críticas sobre o que a RDA entendia por igualdade de direitos.</p>
<p>Bläss afirma que, de repente, o movimento feminista da Alemanha Oriental se viu na situação de ter que defender muito daquilo que anteriormente criticara, tornando-se uma espécie de pioneiro na luta pela preservação das conquistas sociais da RDA.</p>
<p>Os meses entre 9 de novembro de 1989 e 18 de março de 1990 são considerados como o apogeu do movimento feminista independente na RDA. Muitas mulheres tomavam a palavra para expressar suas exigências. Manifestos e cartas abertas foram escritos. Foi nesse período que a atual chefe alemã de governo, Angela Merkel, começou a ganhar experiência na política.</p>
<p><strong>Retrocesso</strong></p>
<p>Após 18 de março de 1990, teve início o retrocesso em termos de igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, tanto no leste como no oeste. Carola von Braun, política liberal que ocupava na época o cargo de responsável por assuntos da mulher em Berlim Ocidental, afirma que &#8220;de repente, de um dia para outro, o movimento feminista ocidental foi decepado &#8211;não posso expressar a coisa de outra forma&#8221;.</p>
<p>Segundo ela, a grande questão passou a ser se a reunificação viria ou não. &#8220;E se sim, sob que condições? Estes eram os temas absolutamente dominantes na época. E afirmo que não foi somente a política para a mulher e para a igualdade de direitos que sofreram. A partir de 1989, vivenciamos um retrocesso em todas os grandes setores de reforma. Isso deve ser dito bem claro.&#8221;</p>
<p>Muitas das mulheres alemãs orientais até então emancipadas perderam seus postos de trabalho, perdendo também sua independência econômica. Para elas, a reunificação não foi uma libertação, mas sim um retorno aos antigos padrões de comportamento.</p>
<p>Outro retrocesso para elas foram as novas regras sobre o aborto contidas no Parágrafo 218 da legislação. Na RDA o aborto tinha uma regulamentação liberal e era financiado pelo Estado. Na Alemanha reunificada, as mulheres têm que arcar com os custos e, mesmo assim, se submeter a um complicado processo de aprovação. Na opinião de Nickel, isso contribuiu para que muitos &#8211;não apenas mulheres&#8211; que antes eram politicamente ativos se sentissem frustrados e se retirassem da política.</p>
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		<title>Proibido para mulheres</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 16:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
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		<description><![CDATA[Não há executivas na presidência das cem maiores empresas do país
Machismo e preocupação com a família são alguns dos problemas que impedem as mulheres de obter um cargo mais alto, dizem estudiosos

Caio Guatelli/Folha Imagem

Luciana Medeiros von Adamek, diretora da área de consultoria da Pricewaterhouse Coopers e coordenadora do IbefMulher, diz que agora as mulheres estão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong>Não há executivas na presidência das cem maiores empresas do país</strong></span></p>
<p><strong>Machismo e preocupação com a família são alguns dos problemas que impedem as mulheres de obter um cargo mais alto, dizem estudiosos</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-small;">Caio Guatelli/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b0811200901.jpg" border="0" alt="" /><br />
Luciana Medeiros von Adamek, diretora da área de consultoria da Pricewaterhouse Coopers e coordenadora do IbefMulher, diz que agora as mulheres estão subindo mais alto no setor financeiro</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong>DENYSE GODOY &#8211; FOLHA SP</strong></span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>As cem maiores empresas do  Brasil ostentam números impressionantes: US$ 552 bilhões  em vendas, US$ 30 bilhões de  lucro, 1,236 milhão de funcionários em 2008. E nenhuma  mulher na presidência, segundo levantamento da <strong>Folha</strong> realizado a partir dos cálculos da  Fipecafi (Fundação Instituto  de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) para o  anuário &#8220;Melhores &amp; Maiores&#8221;,  da revista &#8220;Exame&#8221;.<br />
Nos EUA, entre as cem maiores companhias pelo ranking  da revista &#8220;Fortune&#8221;, há seis  mulheres na presidência.<br />
Como entraram no mercado  de trabalho mais tarde do que  os homens e há apenas cerca de  20 anos ingressaram na vida  executiva, é natural que levem  ainda um certo tempo para alcançar o topo da carreira, de  acordo com os especialistas.  Mas outras questões culturais  explicam uma diferença tão  gritante de mobilidade profissional entre os sexos no Brasil.<br />
O primeiro freio à ascensão  das mulheres nas grandes corporações é o machismo. Antes,  a ideia por trás do prejulgamento era a de que elas possuíam conhecimento técnico  inferior ao dos homens. Entretanto, seu desempenho acadêmico já não dá brecha a esse  pensamento: na graduação,  elas costumam até levar vantagem porque amadurecem mais  rapidamente; na pós, apresentam resultados tão bons quanto os dos seus colegas.<br />
Outra alegação para que sejam preteridas nas promoções  aos cargos mais altos na hierarquia é o temor de que não consigam suportar a pressão, a  qual só faz aumentar conforme  se avança na escalada.<br />
No meio do caminho, problemas políticos atrapalham.  &#8220;Existem conflitos éticos -os  que dizem respeito à corrupção, por exemplo- que as mulheres têm menos estômago  para administrar&#8221;, diz Ana  Cristina Limongi França, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão de  Qualidade de Vida no Trabalho  da FIA (Fundação Instituto de  Administração).<br />
Conforme os anos passam, as  questões pessoais também começam a pesar, porque a responsabilidade de cuidar da família recai sobre elas. É preciso  tomar decisões sobre a maternidade e pensar nos pais, que  estão envelhecendo.<br />
&#8220;Aí entra a questão fundamental da escolha da mulher&#8221;,  afirma Carmem Migueles, professora de sociologia das organizações da Fundação Dom  Cabral. &#8220;As posições de diretoria e presidência são pesadas,  acabam exigindo um grande  sacrifício da qualidade de vida.  Então, a executiva decide que  não vai entrar nesse jogo maluco de tudo ou nada por causa de  um posto. Não quer se matar  para trabalhar.&#8221;<br />
Para a professora, &#8220;os homens se deixam seduzir por essas coisas, acabam com a sua  vida, e, depois, sentem as consequências: sofrem de problemas de estômago, enxaqueca,  pressão alta. Para quê? E,  quando estão perto de se aposentar, ainda sentem um vazio,  pois o cargo é quase a sua identidade, enquanto as mulheres  desenvolvem outras facetas e  possibilidades. Elas não querem chegar aos 60 anos presidentes de empresas mas com  seus relacionamentos -com o  marido e os filhos- falidos,  porque percebem que não vale  a pena&#8221;.</p>
<p><strong>Talentos<br />
</strong> Ao contrário do que o preconceito induz a pensar, ter  múltiplas funções -mãe, filha,  mulher, dona de casa- não  atrapalha a atuação profissional feminina, ressaltam os estudiosos. Essa versatilidade é  transportada para o local de  trabalho, daí a sua facilidade  em executar muitas tarefas ao  mesmo tempo. Adicionalmente, lhes confere um perfil conciliador de liderança, que as faz  administrar as equipes sempre  tendo em vista os interesses de  todos os envolvidos.<br />
Para José Tolovi Junior,  CEO global da consultoria  Great Place to Work Institute,  &#8220;a percepção de que a diversidade é positiva para os negócios&#8221; vai estimular as empresas  a receberem melhor as mulheres em todos os níveis.<br />
&#8220;Elas têm um outro tipo de  inteligência, e, quanto maior o  leque de opiniões sobre determinado problema, maior a  chance de encontrar a resposta  adequada&#8221;, destaca.<br />
Regina Madalozzo, professora do Insper, se diz otimista  com as perspectivas. &#8220;Não podemos imaginar uma mudança  radical no topo da hierarquia  em cinco anos, pois uma transformação cultural é demorada.  Grande parte da responsabilidade por essa mudança está nas  mãos das próprias mulheres.&#8221;</p>
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		<title>Quando gritar não é suficiente</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/quando-gritar-nao-e-suficiente/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 01:30:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[De crime contra os costumes, o estupro passou a crime contra a dignidade sexual
&#160;
Mônica Manir e Bruna Rodrigues, O Estado de S. Paulo
&#160;
SÃO PAULO - &#8221;Será justo, então, o réu Fernando Cortez, primário, trabalhador, sofrer pena enorme e ter a vida estragada por causa de um fato sem consequências, oriundo de uma falsa virgem? Afinal de contas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>De crime contra os costumes, o estupro passou a crime contra a dignidade sexual</strong></font></p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Mônica Manir e Bruna Rodrigues, O Estado de S. Paulo</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p>SÃO PAULO - &#8221;Será justo, então, o réu Fernando Cortez, primário, trabalhador, sofrer pena enorme e ter a vida estragada por causa de um fato sem consequências, oriundo de uma falsa virgem? Afinal de contas, esta vítima, amorosa com outros rapazes, vai continuar a sê-lo. Com Cortez, assediou-o até se entregar. E o que em retribuição lhe fez Cortez? Uma cortesia&#8230;&#8221;A gentileza de Fernando Cortez indignou a jurista Silvia Pimentel. Tanto que, ao lado das pesquisadoras Valéria Pandjiarjian e Ana Lúcia Schritzmeyer, ela decidiu escanear outras cortesias do gênero pelas cinco regiões do Brasil. Diante de 50 decisões de tribunais de Justiça, as três compilaram tudo em livro e confirmaram o seguinte: o crime de estupro era o único do mundo em que a vítima é acusada e considerada culpada da violência praticada contra ela.Isso foi em 1997. Silvia diz hoje ter vontade de fazer outra pesquisa, mas é bem possível que a essência do problema dispense atualização. Por sua experiência como vice-presidente do Cedaw, Comitê para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, organismo da ONU, o estupro continua entre o crime e a cortesia pelos hemisférios afora. Aqui, a lei nº 12.015, do último 7 de agosto, tenta apertar o cinto em torno da violência sexual, acomodando o atentado violento ao pudor sob a premissa do estupro no Código Penal. De crimes autônomos, tornaram-se um só. É por causa dessa mudança que o médico Roger Abdelmassih foi acusado de 56 estupros contra pacientes, e não de 53 atentados ao pudor e 3 estupros.</p>
<p>Uma das criadoras do Conselho Estadual da Condição Feminina, do Estado de São Paulo, fundadora do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem), professora de filosofia do direito da PUC-SP, Silvia se diz uma aprendiz contumaz. A lição mais recente veio da última reunião do Cedaw, em Nova York, da qual é recém-chegada. Ali confirmou que o estupro ainda é estratégia poderosíssima em conflitos armados: &#8220;O inimigo acaba com a autoestima da outra parte, as mulheres estupradas perdem a autoestima, seus maridos também, seus pais idem&#8221;. No âmbito doméstico, ele continua abafado pelas conivências familiares. No meio jurídico, se não for por cortesia, por vezes vigora pelo padrão. &#8220;In dubio pro stereotypo&#8221;, diz Silvia, em frase de sua autoria, que ela aos poucos destrincha na entrevista a seguir.</p>
<p><img src="http://www.estadao.com.br/imagens/p1x1/nojardim222.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/imagens/p1x1/nojardim222.jpg" align="left" /><strong>A lei 12.015 é uma conquista das mulheres na medida em que suprime o atentado violento ao pudor e o inclui no artigo que trata do estupro? </strong></p>
<p>É uma conquista, em primeiro lugar, porque os crimes sexuais deixaram de ser crimes contra os costumes. Até este mês, estupro, atentado violento ao pudor, posse sexual mediante fraude e assédio estavam sob essa rubrica no Código Penal. A minha hipótese é a de que isso acontecia porque o estupro, em especial, é visto como um ato disfuncional da sociedade ofensivo aos seus bons costumes. Daí a veemência e repúdio ao delito em si, havendo o uso de expressões contundentes e desqualificadoras em relação ao estuprador. Contudo, ainda se expressa desrespeito também à parte ofendida, levantando dúvidas quanto às suas declarações e à sua própria moralidade.</p>
<p><strong>O fato de unificar a expressão ‘atentado violento ao pudor’ com o estupro fará diferença quanto ao tratamento da vítima? </strong></p>
<p>Acho que essa unificação responde de imediato a uma crítica quanto à linguagem. No ideário popular, a violência sexual máxima é o estupro. E ele designa mais do que a conjunção carnal com a penetração vaginal. Entendemos também como estupro a penetração anal, por exemplo. Ofende tanto quanto. Nos Estados Unidos, ambos são rape. Na Inglaterra, também.</p>
<p><strong>Por que fazemos diferença aqui? </strong></p>
<p>O direito brasileiro definia assim porque está ligado de uma maneira muito forte à ideologia patriarcal. A legislação penal que vigorou entre nós nos primeiros anos do Brasil foram as ordenações filipinas, e essas expressões todas derivam delas. A ideia de pudor, por exemplo, está intimamente ligada a recato, honestidade, virgindade, defloramento. Antes, cabia ao marido pedir a anulação do casamento caso sua mulher tivesse sido deflorada por outro homem. A questão da virgindade era o ponto alto. O estupro, visto apenas como penetração vaginal, é aquele que de fato compromete essa noção familiar porque a vítima pode perder a virgindade e ainda correr o risco de ficar grávida. Mas a nossa sociedade se transforma, e o direito existe para acompanhá-la. Hoje a palavra &#8220;estupro&#8221; designa mais do que designava. No artigo 213 da mesma lei, por exemplo, estupro significava &#8220;constranger a mulher&#8221;. Agora é &#8220;constranger alguém&#8221;, pode ser de ambos os sexos.</p>
<p><strong>Nesse mesmo artigo, estende-se também como estupro ‘praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso’. De que ato libidinoso se trata aqui? </strong></p>
<p>Se você quer saber se eu acho essa linguagem boa, eu vou dizer que não. Não acho. Primeiro, precisamos ler duas ou três vezes para entender quem é esse &#8220;ele&#8221;. Depois, &#8220;ato libidinoso&#8221; é muito amplo. No direito, muitas vezes existe indeterminação numa norma legal. Onde está a definição de ato libidinoso? Não está. Já deve existir uma definição por parte dos penalistas para isso, mas não é uma definição legal. Por não estar definida, paira certa vaguedad. Não gosto de traduzir para o português essa vagueza, é estranho demais. Os juristas argentinos, aliás, há muito tempo trabalham bem com esse conceito. De qualquer forma, a linguagem jurídica tem sempre de ser muito comunicativa.</p>
<p><strong>Alguns homens já dizem que um beijo roubado pode torná-lo um criminoso&#8230; </strong></p>
<p>Um beijo roubado não vai torná-lo criminoso da noite para o dia, isso não deve ser encarado como estupro. Agora, não podemos nos esquecer do assédio sexual. Nesse sentido, meu projeto vai mais no sentido educativo do que o atual, propondo políticas internas nas empresas para uma atenção maior para o tema. Acho mais rico que trabalhem a questão do que punam. A ideia que temos é de que assédio sexual não é crime, mas é. Para caracterizar assédio sexual ele precisa ser de um superior, e muitos chefes têm esse tipo de procedimento. Eles se valem da relação de poder que têm no ambiente para obter isto ou aquilo em troca de benesses. Não é nada fácil comprovar um assédio sexual. É mais fácil comprovar o estupro, que deixa evidências para o IML.</p>
<p><strong>Antes da lei, podia-se somar as penas de estupro com a de atentado ao pudor. Ou seja, chegaríamos a 20 anos de reclusão máxima, e não a 10. A pena foi, de certa forma, atenuada. Seria uma falha da unificação? </strong></p>
<p>Em termos de Direito Penal, não me preocupo tanto com a quantidade da pena, e sim com uma tipificação clara, com uma penalização razoável e uma punição efetiva. E não estou dizendo, com isso, que os colegas que criticaram esse ponto estejam juridicamente incorretos. Ocorre que, muitas vezes, quando se estabelecia a soma das penas de estupro e atentado violento ao pudor, a pena ficava tão imensa que descaracterizava até o crime.</p>
<p><strong>A senhora mencionou, no início da entrevista, que se levantam dúvidas quanto às declarações da parte ofendida. Isso ainda acontece com frequência?</strong></p>
<p>Existem pesquisas, como a minha, que mostram que a palavra da mulher, especialmente a da mulher adulta, não é levada a sério. Muitos ainda dizem que ela quis ser estuprada ou se insinuou além da conta. Com as crianças, há uma boa vontade por parte dos operadores do direito. Ainda assim, se a boa vontade fosse tão grande, não teríamos uma prostituição de menores do tamanho da que existe no nosso país. Essa prostituição significa estupro reiterado pelos homens que mantêm relações sexuais com menores.</p>
<p><strong>Em relação aos demais poderes, o Judiciário ainda é o mais resistente a essas reivindicações de gênero?</strong></p>
<p>O Judiciário tem sido tradicionalmente apontado como poder conservador. Ao mesmo tempo, é ele, principalmente por meio das suas instâncias primeiras, que está trazendo luz a uma série de temas polêmicos. Um exemplo é a união civil homoafetiva. Esse projeto de lei, apresentado por Marta Suplicy há tantos anos, não consegue ser aprovado no Legislativo. Ao mesmo tempo, em nove Estados brasileiros e no Distrito Federal, temos decisões judiciais reconhecendo a união, de fato, de um par homossexual como aspecto de relação familiar.</p>
<p><strong>Vem também da desconfiança quanto ao Judiciário a dificuldade de denunciar? </strong></p>
<p>Existe essa dificuldade em todas as regiões do mundo, dos países mais modernos aos menos desenvolvidos. A violência sexual é algo muito íntimo, muito privado. Não raro a mulher evita contar sobre essa violência até mesmo para o marido. Ela se envergonha. Por quê? Porque está no inconsciente que, quando o estupro acontece, a mulher deu causa. Vou dar um exemplo. Uma aluna minha foi estuprada na Praça da Sé por volta das 18h30 num dia da semana. No seguinte, ela foi à faculdade. Estava mal, com a cabeça encostada na parede. No final da aula, ela e uma colega vieram até mim. A colega disse que ela queria contar do estupro. A menina estava tão chocada que nem retirou a calça jeans para ir ao banheiro desde a noite anterior. Ainda assim, não quis denunciar o caso na delegacia da mulher nem contar para os pais. O máximo que consegui foi orientá-la na parte médica. Pois a menina tinha um namorado. Três meses depois o menino terminou o relacionamento. Ela disse que ele passou a olhá-la de forma diferente depois que soube do estupro. Ela estava se sentindo culpada de alguma maneira. Ou seja: gritou, mas não gritou o suficiente. Impediu, mas não como devia.</p>
<p><strong>O estupro é um crime que envolve muita reincidência?</strong></p>
<p>Li muito a respeito, e em diferentes perspectivas, mas existe pouco estudo e conhecimento a respeito da reincidência. Agora, é fato que essas relações sexuais se dão muitas vezes com pessoas das próprias relações, como amigos e parentes. Isso torna a situação ainda mais difícil porque implica estabilidade de um relacionamento social que transcende o relacionamento com aquele tio ou aquele pai. A família inteira se envolve. É altamente provável que as mães saibam quando os pais reiteradamente têm relações com suas filhas. Dizer que não sabiam? Você acredita nisso? Eu, desde que tenho filho, tenho sonho leve. A gente fica atenta. Até porque isso se dá na própria casa, que em geral não é do tamanho de um Palácio de Versailles. Para manter o status quo, há interesses os mais óbvios, como os econômicos e financeiros, até dependência emocional e psicológica. Conheço casos de mães que praticamente negociavam a filha de 2 anos com o marido/amante/namorado para não perder o parceiro.</p>
<p><strong>A senhora acha que a mudança da lei pode provocar protestos em torno do estigma de ser chamado de estuprador? Quem praticava atentados violentos ao pudor não recebia essa denominação&#8230;</strong></p>
<p>Eu acho que a notícia de que alguém teria praticado mais de 50 atos hoje categorizados como estupros determina uma decisão diferente. Pode-se, pelo menos, mudar essa naturalização da violência sexual. Ser chamado de estuprador é, sim, muito forte, tanto que, quando o acusado chega à prisão, ele recebe uma sanção dos próprios presidiários no sentido do que os presos entendem por estupro. Veja o disparate, o nonsense da situação. Esses mesmos homens que estupram um estuprador que vai para a cadeia talvez tenham tido relações nunca sabidas com as próprias filhas. Onde está a lógica? O pai que tem relações incestuosas entende que tem o direito de fazê-lo. As meninas seriam suas coisinhas. Por que os homens têm essa compreensão e, na cadeia, se julgam no dever ético de punir o estuprador? Acham que os outros estupradores estariam colocando em risco suas próprias filhas e mulher, que são propriedade deles. Se o outro estupra minha propriedade (filhas e mulher), ele está invadindo/usurpando a propriedade alheia.</p>
<p><strong>Pode ser que o agressor ache que não estuprou.</strong></p>
<p>Em 1996 estive no Peru, onde um jovem sociólogo havia entrevistado presos estupradores. Dali saiu um livro. Enfim, seus entrevistados eram presos condenados por estupro, todos na cadeia. O autor dizia que o mais chocante para ele foi olhar nos olhos desses homens e perceber que eles não tinham a mínima noção da ofensa que faziam. Diziam: &#8220;Mas eu nunca machuquei a minha filha&#8221;. Alguns não machucam mesmo, isso se dá pela sedução. Freud veio mostrar que existe o complexo de Édipo e o complexo de Electra. Nossa condição humana, o instinto do seres humanos, nos leva à atração. Agora, somos seres humanos, não somos animais irracionais. Devemos articular as nossas ações, que são razão e não-razão. Daí a importância de vivermos numa sociedade que tenha claro, como valor social e jurídico, o não-incesto. Qual é a primeira ação tipificada como crime na sociedade? O incesto. As pessoas têm que se organizar internamente, saber que uma sociedade civilizada repudia não só o incesto, mas qualquer violência sexual contra as mulheres, sejam elas pequenininhas, adolescentes, mulheres maduras ou idosas.</p>
<p><strong>São muitos os casos de violência sexual contra mulheres idosas?</strong></p>
<p>Em dados numéricos, não. Mas existe sim. Algumas pesquisas mostram que o estuprador compulsivo violenta a primeira mulher que aparece. Claro que as bonitas estão mais vulneráveis, e as crianças mais ainda, isso em todas as sociedades. Na ONU, venho falando muito nesse tema e vejo que minhas palavras causam mal-estar porque as pessoas não querem dar nome às coisas. A primeira coisa que devemos fazer quando descobrimos um problema é nomeá-lo.</p>
<p><strong>A violência sexual permeia todas as camadas sociais?</strong></p>
<p>Várias colegas minhas da área de psicologia e alguns de pesquisas dizem que é provável que os dados mostrando alta incidência de estupro nas camadas menos favorecidas têm relação com a menor intimidade delas. Nas camadas sociais mais altas, as questões vão para os divãs dos psicólogos e psiquiatras. Muitas mulheres de classe média alta podem não ter contado o que viveram aos maridos, mas certamente o fizeram aos seus terapeutas. O importante é lembrar que a divisão entre o mundo privado e o público sempre existiu, mas essa divisão foi questionada em termos históricos pelas mulheres feministas. Elas perceberam que o historicamente privado não pode continuar a sê-lo porque as maiores violências que acontecem contra as mulheres se dão dentro de casa. E em todas as camadas sociais.</p>
<p><strong>Uma maior educação pode diminuir a incidência desse crime?</strong></p>
<p>Não existe nenhuma pesquisa sobre isso. Na minha percepção, a educação precisa ter um papel nisso tudo, que é o de contribuir para o domínio sobre os próprios instintos.</p>
<p><strong>Há dados a respeito de violência sexual praticada por médicos?</strong></p>
<p>Eu desconheço. Talvez procurando no Conselho Federal de Medicina&#8230; O que posso dizer é que nunca vi ninguém fazer intervenção cirúrgica sem ter um assistente. Mas muitas pessoas não querem perder o emprego. Ao mesmo tempo, a mulher dizer que um médico tentou uma violência sexual contra ela é muito difícil. O parceiro sempre pode ter dúvida. Não é que o cara seja louco, mas isso está consoante com a maneira de se interpretar o fenômeno que mencionamos anteriormente. Além de se sentir culpada por causa do marido, ela se percebe muito coitada, fica fragilizada, machucada no âmago.</p>
<p><strong>O estupro é a forma mais intensa de submissão?</strong></p>
<p>Sim, é a forma mais intensa de submissão, uma arma muito usada na guerra, inclusive. O inimigo acaba com a autoestima da outra parte. As mulheres estupradas perdem a autoestima, seus maridos também, seus pais idem. Veja você o caso congolês. Há um filme chamado Rape in Congo, que foi passado para nós na última reunião da ONU. É uma grita geral porque os homens estão sendo estuprados. É óbvio que estou de acordo com que a gente grite por eles, mas por que não gritam igualmente pelas mulheres estupradas? Lembra-se das comfort women, famosas na 2ª Guerra Mundial? Justificou o ódio de uma grande região da Ásia em relação aos japoneses, que tomavam as meninas dos povos conquistados e as levavam aos locais onde estavam os guerreiros para que servissem de prostitutas. Têm sido feitos livros e pesquisas para que essas mulheres contem suas histórias.</p>
<p><strong>Além do Congo, que outro caso recente de violência sexual foi ouvido pela ONU? </strong></p>
<p>Foi um caso que envolve liberianos num campo de refugiados no Arizona (EUA). Uma menina liberiana de 9 anos foi estuprada por liberianos. Quando a família soube do fato, pôs a menina pra fora de casa. A Libéria tem uma presidente mulher. Ela se manifestou publicamente fazendo o seguinte: passou uma mensagem à família da menina dizendo que ela não poderia ter feito isso, mas passou outra ao governo do Estado americano no sentido de que deem a esses rapazes estupradores a possibilidade de se reinserirem culturalmente na sociedade. Como recebemos a Libéria exatamente agora, levantei o tema. Foi lembrado pela delegação deles que deveríamos considerar que o país ficou 14 anos em guerra civil e que ambas as facções ou grupos que brigavam entre si, partidos políticos que sejam, estupravam as mulheres da outra facção. O que estou verificando pouco a pouco é que o estupro em conflitos armados é um dos problemas mais universais e um dos que mais precisam ser trabalhados.</p>
<p><strong>E como o Comitê Cedaw lida com esses casos?</strong></p>
<p>Bom, nós lidamos diretamente com todos os países que ratificaram a Comissão da Mulher. Eles são obrigados a nos entregar relatórios de cumprimento dos 16 artigos de substância sobre os direitos femininos, dizendo o que fizeram e o que deixaram de fazer e apontando os obstáculos. Nós analisamos esses relatórios e encaminhamos perguntas a eles. Depois chamamos os representantes desses países e mantemos um dia inteiro de diálogo construtivo. Nesse trabalho na ONU, aprendi muito escutando grupos de ONGs que trouxeram mulheres violentadas. Vi que o curative rape ainda vigora em algumas regiões do mundo, em diferentes versões. Numa delas, meninas que chegam à puberdade e ainda não definiram sua sexualidade são violentadas para que optem pela heterossexualidade. Já em alguns grupos étnicos do Laos, as meninas são disponibilizadas para o estupro coletivo e até agradecem por isso. Se não forem estupradas, não viverão além de 35 anos. Acho que nenhuma sobrou para contar história diferente. Já na região da Mauritânia as meninas, quando fazem 9 anos, são amarradas a uma cadeira durante o dia. Em volta são colocados 18 litros de leite, uma quantidade enorme de cereais, isto e aquilo, para que engordem até 120, 130 quilos. Quando atingem esse peso, estariam no ponto para serem dadas aos seus esposos. Qual é a crença? Quanto maior forem, maior será o tamanho do lugar que ocuparão no coração do marido. O que cada vez mais aprendo dessas situações horrorosas a que as mulheres são submetidas é que há sempre uma justificativa comum: a sublimação é boa para a sociedade.</p>
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		<title>Ao feminino</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 23:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Dora Maar, Portrait d&#8217;une femme, Paris, c. 1935

Mulheres a olhar para mulheres
(P2, 21.08.2008)
Bem vistas as coisas, discutir o sexo da fotografia é mais ou menos como discutir o sexo dos anjos. De exclusivamente feminino só mesmo o género da palavra, porque, enquanto processo
técnico, o suporte fotográfico é insensível ao sexo de quem regista ou de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/ao-feminino/12946/" rel="attachment wp-att-12946" title="dora_maar.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/dora_maar.jpg" alt="dora_maar.jpg" /></a><span style="font-size: 78%"><br />
Dora Maar, <em>Portrait d&#8217;une femme</em>, Paris, c. 1935</span></div>
<div align="center"></div>
<p><strong>Mulheres a olhar para mulheres</strong><br />
<strong>(<span style="color: #ffcc00">P</span>2</strong>, 21.08.2008<strong>)</strong></p>
<p>Bem vistas as coisas, discutir o sexo da fotografia é mais ou menos como discutir o sexo dos anjos. De exclusivamente feminino só mesmo o género da palavra, porque, enquanto processo<br />
técnico, o suporte fotográfico é insensível ao sexo de quem regista ou de quem cria. À partida, a fotografia apresenta-se como campo neutro, pronta para ser manipulada, disponível para ser<br />
consequência de variáveis como o gosto, a sensibilidade, a formação e também… o género.</p>
<p>Para abrir o ensaio do catálogo que acompanha a exposição <em>Au féminin, Women Photographing women 1849-2009</em> <strong>(</strong>Centro Cultural Calouste Gulbenkian, Paris, até29 de Setembro<strong>)</strong>, o comissário <strong>Jorge Calado</strong> escolheu uma citação da fotógrafa americana Imogen Cunningham (1883-1976) que clarifica, à partida, a fronteira entre estes dois momentos: “A fotografia<br />
não tem sexo”, no sentido em que, na sua génese, ela está apenas ao serviço da luz, como uma folha em branco. Apesar da sua neutralidade de género, a fotografia (ou produção fotográfica que se tornou mais visível) esteve durante muito tempo nas mãos de homens. Não que as mulheres estivessem ausentes do universo da fotografia. Muito pelo contrário, elas sempre fizeram parte dela, não só como tema e sujeito, mas também como criadoras, comissárias e teóricas (como Susan Sontag e Gisèle Freund, que assinaram alguns dos mais importantes ensaios do século passado).</p>
<p>O certo é que a sociedade machista em que se moveu a imagem fotográfica ao longo dos últimos dois séculos fez com que apenas nas últimas duas ou três décadas se considerasse criticamente o contributo das mulheres para a fotografia. Com <em>Au féminin</em>… <strong>Jorge Calado</strong> pretende contribuir para o “equilíbrio de géneros, numa arte geralmente limitada ao masculino”.</p>
<p>Nas palavras do comissário, é a primeira vez que se concebe uma exposição em que a mulher é ao mesmo tempo objecto e sujeito, autor e tema em sentido lato (não confinada à nudez ou ao retrato). Através de um total de 140 imagens de mais de 100 autoras, Calado tenta mostrar “a diversidade da condição feminina em toda a sua riqueza e subtileza”.</p>
<p>Há imagens de várias fotógrafas portuguesas, entre trabalhos que vão desde 1849 até aos nossos dias. Julia Margaret Cameron, Lee Miller, Dorothea Lange, Diane Arbus e Sarah Moon são só alguns exemplos da constelação de autoras fundamentais. Uma amostra do trabalho fotográfico sobre a condição feminina no Portugal dos anos 40 de Maria Lamas (1893-1983) é uma das escolhas mais notadas e surpreendentes, já que é a primeira vez que se apresenta este lado da sua obra contextualizado numa grande exposição.</p>
<p><strong>Fonte Arte Photographica </strong></p>
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		<title>O clítoris banido</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 23:37:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Excision psychique et premiers pas sur la lune
L’écrivain Jean-Claude Piquard vient de publier sur Internet le résultat de recherches étonnantes en histoire de la médecine: saviez-vous que le mot &#8220;clitoris&#8221; avait disparu dans les années 60 de la plupart des dictionnaires en Europe et aux Etats-Unis?Le clitoris est câblé sur un réseau de nerfs à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="entry-header">Excision psychique et premiers pas sur la lune</h3>
<div class="entry-body">L’écrivain Jean-Claude Piquard vient de publier sur Internet le résultat de recherches étonnantes en histoire de la médecine: saviez-vous que le mot &#8220;clitoris&#8221; avait disparu dans les années 60 de la plupart des dictionnaires en Europe et aux Etats-Unis?Le clitoris est câblé sur un réseau de nerfs à la densité telle que dès la fin du XIXe siècle, les anatomistes qui le dissèquent établissent que le clitoris est l’organe du plaisir N°1 chez la femme. En 1851, Le Dr Kobelt explique: &#8220;<em>Le petit nombre de nerfs sensitifs qui s’enfoncent isolément dans le conduit vaginal, place sous ce rapport ce dernier tellement en-dessous du gland du clitoris, qu’on ne peut accorder au vagin aucune participation à la production du sentiment voluptueux dans l’orgasme féminin</em>.&#8221; En 1853, le Dr Debay écrit: &#8220;<em>organe de la volupté chez la femme, le clitoris est la miniature de membre viril</em>.&#8221; Le docteur Guyot, en 1882, conseille aux maris de se livrer à des frictions délicatement exercées le long de clitoris qui est le seul siège du sens et du spasme génésique chez la femme.</p>
<p>Hélas, une découverte scientifique sonne en 1875 la décadence du clitoris: le Dr Edouard Van Beneden découvre le processus de la procréation, avec la fonction de l’ovule. “<em>Coup dur pour le clitoris qui n’a alors plus aucun rôle dans la procréation, sa seule fonction étant uniquement le plaisir de la femme.</em>” Dans son étude -<a href="http://www.piquard.eu/clitoris_piquard_deux_extases_sexuelles.html">Grandeur et décadence du clitoris</a>- l’écrivain Jean-Claude Piquard, décrit avec précision la terrible descente aux enfers du clitoris. “<em>L’interdit de la masturbation se répand très vite en Occident</em>, dit-il, <em>avec de nombreux cas d’excisions punitives sur de jeunes masturbatrices, parfois très jeunes, dès 5 ans, excisions pratiquées toutefois par des médecins isolés, la communauté médicale étant généralement plus modérée. Progressivement, les scientifiques désignent le vagin comme l’unique organe sexuel féminin, occultant ainsi de plus en plus le clitoris. A Vienne, en 1886, le célèbre psychiatre aliéniste Richard Von Kraff-Ebing écrit </em>Psychopathia sexualis<em>. Il y décrit un distinguo chronologique où deux zones érogènes se succèdent dans la maturation de l’individu: le clitoris chez la femme vierge; le vagin et le col de l’utérus après la défloration.</em>”</div>
<p>Vient Freud. Adoptant les théories du Dr Von Kraff-Ebing (ils habitent dans la même ville), Freud les amplifie: “<em>Il reconnaît le clitoris comme lieu du plaisir de la petite fille jusque vers cinq ans. Mais la femme adulte doit, selon Freud, changer de zone directrice pour s’épanouir par la pénétration. Tout usage adulte du clitoris devient alors immature et régressif !</em>”. <a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/2009/05/orgasme-oui-jouissance-.html">Jean-Claude Piquard</a> parle alors d’une véritable forme d’excision psychique et culturelle.</p>
<p>Sous l’influence du freudisme et de la médecine, le clitoris est progressivement gommé des manuels. Il n’est plus nommé. Parfois même il n’est plus représenté. Alors qu’au tout début du XXe siècle, suite aux travaux du Dr Kobelt, le clitoris est représenté et nommé avec précision dans tous les manuels anatomiques et dans les traités de médecine, il disparait dès l’après-guerre et jusqu’à la fin des années 70. “<em>En 1948, le clitoris reste représenté mais il n’est plus nommé. Entre 1960 et 1971, dans la moitié des livres d’anatomie médicale, le clitoris a complètement disparu! Pour les autres, il apparaît à peine, sans être nommé, parfois sous forme d’un petit vers. L’obscurantisme clitoridien bat donc son plein dans les années 1960 tandis que l’Homme pose ses premiers pas sur la lune.</em>”</p>
<p>Pauvre clitoris. Rayé, raturé, caviardé, remplacé par un blanc, une zone de silence. Lui qui procure des orgasmes semblables à des crises d’hystérie. Des orgasmes comme des geysers. Des orgasmes qu&#8217;<a href="http://www.amazon.fr/Po%C3%A8mes-%C3%A0-Lou-Il-y/dp/2070300099">Apollinaire</a> compare à des incendies, avec des mots inspirés par les pluies de bombes de la première guerre mondiale:</p>
<p>&#8220;<em>Jolie bizarre enfant chérie<br />
Je touche la courbe singulière de tes reins<br />
Je suis des doigts ces courbes qui te font faite<br />
Comme une statue grecque d&#8217;avant Praxitèle<br />
Et presque comme une Eve des cathédrales<br />
Je touche aussi la petite éminence si sensible<br />
Qui est ta vie même au suprême degré<br />
Elle annihile en agissant ta volonté toute entière<br />
Elle est comme le feu dans la forêt<br />
Elle te rend comme un troupeau qui a le tournis<br />
Elle te rend comme un hospice de folles</em><br />
<em>Où le directeur et le médecin-chef deviendraient<br />
Déments eux-mêmes</em>&#8221;</p>
<p><span style="color: #0000ff; font-family: Arial">L&#8217;étude de Jean-Claude Piquard (auteur d&#8217;un <a href="http://www.amazon.fr/deux-extases-sexuelles-jouissance-lorgasme/dp/289117058X">livre indispensable sur la différence entre la jouissance et l&#8217;orgasme</a>) sera bientôt publiée, en entier, dans un livre consacré à l&#8217;histoire du plaisir et de la sexologie. </span><a href="http://www.piquard.eu/clitoris_piquard_deux_extases_sexuelles.html">Grandeur et décadence du clitoris.</a></p>
<p><em>Fonte Les 400 culs </em></p>
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		<title>A publicidade pornográfica de Sprite</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 23:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicidade pornográfica de bebida, autorizadas na Alemanha, proibidas na França, abrem debate sobre os limites da criação e a imagem da mulher e do sexo que elas transmitem. A beber com moderação.

Sprite se lance dans la pub porno
Par Publigeekaire
Tout d&#8217;abord, un petit Disclaimer : les pubs ci-après sont NSFW (Not Safe For Work, surtout la première) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicidade pornográfica de bebida, autorizadas na Alemanha, proibidas na França, abrem debate sobre os limites da criação e a imagem da mulher e do sexo que elas transmitem. A beber com moderação.<br />
</em></p>
<h2 class="title">Sprite se lance dans la pub porno</h2>
<p class="infos">Par <span class="username">Publigeekaire</span></p>
<p><!--paging_filter--><a href="http://publigeekaire.com/" target="_blank"><img src="http://asset.rue89.com/files/imagecache/asset_wizard_vignette/files/ArnaudAubron/Publigeekaire.png" alt="Publigeekaire" title="Publigeekaire" id="image_asset_wizard_vignette_4222" class="asset-align-right" /></a>Tout d&#8217;abord, un petit Disclaimer : les pubs ci-après sont NSFW (Not Safe For Work, surtout la première) = à ne regarder que si vous êtes seul et pas facilement choqué, ou avec un entourage qui ne risque pas de vous regarder comme un pervers.</p>
<p><!--break--></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://publigeekaire.com/wp-content/uploads/2009/07/spriteporno.jpg" class="alignleft size-full wp-image-3981" alt="spriteporno" title="spriteporno" width="470" border="0" height="220" /></p>
<p>Voici donc deux vidéos pour la marque Sprite qui sont en train de se propager sur le réseau à une vitesse hallucinante, et ce pour une raison simple : elles sont annoncées comme ayant été bannies des écrans télévisés allemands parce qu&#8217;elle étaient sexuellement trop explicites. Et on le croit aisément quand on visionne les images.</p>
<p>Pourtant, même si je connais mal la législation publicitaire de ce pays, j&#8217;émets un doute sur le fait qu&#8217;un annonceur ou qu&#8217;une agence aient vraiment pensé qu&#8217;ils allaient réussir à diffuser ça en TV. Si c&#8217;est le cas, les deux sont irresponsables.</p>
<p>Mais une autre piste serait de se dire qu&#8217;ils n&#8217;ont en fait qu&#8217;une envie, c&#8217;est de faire du viral. Et quel meilleur support pour cela que de proposer aux internautes des vidéos inédites (car pseudo interdites) et carrément obscènes (tout en n&#8217;étant pas du vrai porno) ?</p>
<p>Ce qui est sûr, c&#8217;est que personne ne semble en savoir beaucoup sur leur provenance, mais que tout le monde s&#8217;empresse d&#8217;en parler. <em>(Voir les vidéos)</em></p>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="554" height="340"><param name="width" value="554" /><param name="height" value="340" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qkB1r6IWbpU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="554" height="340" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/qkB1r6IWbpU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></div>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="554" height="340"><param name="width" value="554" /><param name="height" value="340" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/eCSY8OPRz20&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="554" height="340" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/eCSY8OPRz20&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></div>
<p>Après visionnage, deux réflexions :On dit souvent que le sexe fait vendre, mais à ce niveau de lubricité, ne fait-il pas aussi mal à l&#8217;image de la marque ?<br />
Quid de l&#8217;image de la femme ? Ils croient qu&#8217;ils ne vendent du Sprite qu&#8217;à des mecs ?</p>
<p>J&#8217;avoue que je ne comprends pas trop ce que veut faire Sprite à l&#8217;international. La dernière fois, ils jouaient sur le <a href="http://publigeekaire.com/2009/06/sprite-se-la-joue-human-bomb-pub-kamikazes/">registre des Kamikazes</a>, et ici, ils partent dans le porno. Toc toc, où est la stratégie ?</p>
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		<title>Arte: os desnudos são femininos, os artistas quase todos homens. Discriminação?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 22:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na França, como nos Estados-Unidos as mulheres não encontram espaço nos museus ou exposições, salvo tirando a roupa. Quase nunca como artistas. Mas a proporção de mulheres nas escolas de belas-Artes na França, por exemplo, é majoritária. Uma exposição no Centro Pompidou trata do assunto. O debate apenas está começando. É no Brasil? 
L&#8217;art est-il [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Na França, como nos Estados-Unidos as mulheres não encontram espaço nos museus ou exposições, salvo tirando a roupa. Quase nunca como artistas. Mas a proporção de mulheres nas escolas de belas-Artes na França, por exemplo, é majoritária. Uma exposição no Centro Pompidou trata do assunto. O debate apenas está começando. É no Brasil? </em></p>
<p><font size="6">L&#8217;art est-il macho? </font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4">Rue 89</font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://asset.rue89.com/files/imagecache/asset_wizard_width/files/Marie-SophieKeller/2009_06_24_Art_Macho1.jpg" id="image_asset_wizard_width_3482" class="asset-align-center" /></div>
<p>Quelle place pour les femmes dans le monde de l&#8217;art ? Petite, si l&#8217;on en croit leur sous-représentation dans les musées. Au Centre Pompidou, une expo propose une histoire de l&#8217;art 100% féminine. Mais ce séparatisme des sexes ne pose-il pas lui aussi problème ?</p>
<p>« Faut-il que les femmes soient nues pour entrer au Metropolitan Museum? Moins de 5% des artistes de la section d&#8217;art moderne sont des femmes, mais 85% des nus sont féminins » : placardé en 1989 dans les rues de New York par le groupe d&#8217;activistes féministes les Guerrilla Girls, ce constat ironique fait désormais partie de la collection du musée d&#8217;Art moderne et, aujourd&#8217;hui, de son nouvel accrochage sous le titre <a href="http://www.centrepompidou.fr/Pompidou/Manifs.nsf/0/44638f832f0afabfc12575290030cf0d%21OpenDocument&amp;Form=Actualite&amp;sessionM=2.1.1&amp;L=1&amp;Click=" target="_blank">Elles@centrepompidou</a>. Une exposition 100% féminine :  un geste fort mais assurément problématique.</p>
<p>Sous-représentée en dépit de l&#8217;irruption massive qu&#8217;elles ont fait sur la scène de l&#8217;art tout au long du XXe siècle, plus souvent célébrées comme muses, modèles ou sources d&#8217;inspiration que comme créatrices, la grande majorité des artistes femmes est encore aujourd&#8217;hui dans l&#8217;ombre des hommes. En virant les mecs de l&#8217;exposition, en laissant les femmes entre elles, le Centre Pompidou relance donc le débat et espère peut-être inverser cette tendance générale des musées, voire du monde culturel tout entier, cet espace social qui ne fait pas ici figure d&#8217;« exception » et où la domination masculine semble encore largement de mise.</p>
<h3>Où sont les femmes ?</h3>
<p>Elles, et « elles seules » : l&#8217;exposition gynécée du Centre Pompidou a au moins le premier mérite de mettre les pieds dans le plat autour d&#8217;une question longtemps tenue à l&#8217;écart du champ de l&#8217;art en France. En l&#8217;espace de quelques mois, on a d&#8217;ailleurs vu se multiplier expositions et tables rondes sur le sujet (« Les Formes féminines » à la Friche de la Belle de mai de Marseille, « Cris et chuchotements » au Centre Wallonie-Bruxelles à Paris, ou encore la parution de la revue arty-féministe Pétunia).</p>
<p>Aujourd&#8217;hui, ce sont les statistiques qui remontent comme un constat implacable de la sous-représentation des femmes artistes en France : alors que depuis le tournant des années 2000, on constate que 60% des artistes diplômés des écoles des beaux-arts en France sont des filles, leur proportion dans les collections publiques reste largement dérisoire, avec une moyenne de 15% (à l&#8217;exception du Frac Lorraine dont la directrice Béatrice Josse mène depuis 1993 une action en faveur des artistes femmes). Rappelons qu&#8217;en 2004, on ne comptait que 5% d&#8217;œuvres signées par des femmes exposées aux deux étages muséaux du Centre Pompidou. Soit le même chiffre qu&#8217;avant la Révolution française aux Salons de l&#8217;Académie !</p>
<p>Evidemment, on peut contrebalancer cet inquiétant bilan en dressant une liste d&#8217;artistes femmes, en invoquant les figures très établies de Tatiana Trouvé, Sophie Calle, Annette Messager, Louise Bourgeois, Delphine Coindet, Ulla von Brandenburg ou Sophie Ristelhueber, qui ont bénéficié dans les deux années écoulées d&#8217;expositions majeures dans les institutions françaises.</p>
<p>Mais d&#8217;autres statistiques montrent un second visage de la condition artistique féminine contemporaine : si on compte en 2007 79% d&#8217;artistes hommes dans les collections des Fonds régionaux d&#8217;art contemporain, soit un score légèrement au-dessus de la moyenne nationale, en revanche « elles » ne représentent que 11,5 % des œuvres acquises : lorsque l&#8217;Etat s&#8217;intéresse à un artiste homme, il lui achète en moyenne 14 œuvres, contre 7 pour une artiste femme.</p>
<p>Situation d&#8217;autant plus étonnante que de nombreuses femmes sont aujourd&#8217;hui à la tête de musées, centres d&#8217;art, revues ou galeries : mais cette montée en masse d&#8217;un personnel féminin n&#8217;a presque aucune incidence sur la représentation d&#8217;artistes femmes. On se souvient d&#8217;ailleurs de l&#8217;exposition « Dionysiac » au même Centre Pompidou en 2005, où la commissaire Christine Macel avait écarté les artistes femmes d&#8217;une réflexion sur le corps dionysiaque et en était restée à un phallocentrisme confondant.</p>
<p>La solidarité féminine serait-elle donc un leurre ? Ou cette sous-représentation ferait-elle à ce point partie de notre inconscient collectif ? Eric Fassin, sociologue et spécialiste des questions de genre, commente :</p>
<blockquote><p>« On approche toujours l&#8217;œuvre un peu différemment lorsqu&#8217;on sait qu&#8217;il s&#8217;agit d&#8217;une femme. Autrement dit, le sexe de l&#8217;art n&#8217;est pas seulement inscrit dans sa production mais aussi dans sa réception. »</p></blockquote>
<p>Un jugement confirmé par l&#8217;artiste Lili Reynaud Dewar :</p>
<blockquote><p>« Le fait d&#8217;être une femme ne fait pas de moi une victime, il ne m&#8217;inscrit pas automatiquement dans la catégorie “dominé”. Par contre, je sais que les réflexes d&#8217;appréciation des œuvres d&#8217;art sont parfois adossés à un concept soi-disant neutre (masculin, hétéro, blanc) et qu&#8217;ils s&#8217;inscrivent dans une histoire largement masculine. »</p></blockquote>
<h3>Des quotas ou des happenings ?</h3>
<p>Quels moyens pour remédier à ces chiffres alarmants mais constants ? Et la parité est-elle un concept applicable au champ artistique ? Si certain(e)s refusent d&#8217;emblée cette option, et en appellent à la responsabilité du commissaire d&#8217;exposition pour garantir une représentation sinon équilibrée des deux sexes, d&#8217;autres n&#8217;hésitent pas à revendiquer la parité en art comme en politique et dans les entreprises, soulignant que ce n&#8217;est peut-être pas seulement le champ de l&#8217;art qui serait encore macho, mais la société française dans son ensemble.</p>
<p>C&#8217;est justement l&#8217;option militante qu&#8217;a choisie le collectif français La Barbe, inspiré des activistes des années 1960-1970 : avec leur nom en forme de ras-le-bol (la barbe ! ), ce gang des postiches intervient au Sénat ou à la Bourse, et a manifesté tout récemment au Grand Palais le jour d&#8217;ouverture de l&#8217;exposition « La Force de l&#8217;art » (où l&#8217;on ne comptait que 7 femmes pour 42 artistes).</p>
<p>Autre stratégie, adoptée par la grande manifestation « WACK ! l&#8217;art et la révolution féministe » organisée en 2007 au musée national des Beaux-Arts féminins (NMWA) de Washington, le seul musée au monde consacré uniquement au travail des artistes femmes : à mi-chemin du politique et de l&#8217;esthétique, il s&#8217;agit de mettre le travail des artistes femmes en relation avec les mouvements d&#8217;émancipation des minorités.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://asset.rue89.com/files/imagecache/asset_wizard_width/files/Marie-SophieKeller/2009_06_24_Art_Macho3.jpg" id="image_asset_wizard_width_3484" class="asset-align-center" /></p>
<p>Car à trop vouloir écarter l&#8217;art des problématiques sociales ou culturelles, à trop nier les conditions d&#8217;apparition d&#8217;une œuvre et l&#8217;inscription de son auteur dans un faisceau social, bref à trop considérer que l&#8217;art serait au-dessus de la mêlée, on en revient inconsciemment à se laisser dicter la loi du « masculin neutre », pour reprendre une expression du sociologue Pierre Bourdieu dans « La Domination masculine ».</p>
<p>Mais pour l&#8217;historienne Yolanda Roméro, plutôt que de « chercher à accroître la visibilité des pratiques artistiques des femmes -une entreprise autrefois nécessaire et à laquelle le mouvement a consacré jusqu&#8217;à présent une grande partie de ses efforts-, il s&#8217;agit maintenant de transformer l&#8217;institution artistique, en s&#8217;appuyant sur les nouveaux paramètres nés du dépassement des rapports de domination traditionnellement admis ».</p>
<h3>L&#8217;art féminin :  une notion douteuse ?</h3>
<p>Retour donc au musée. Et à l&#8217;exposition Elles@centrepompidou : refusant un parcours trop linéaire d&#8217;un XXe siècle au féminin, Beaubourg a fait le choix d&#8217;une lecture thématique (« le corps slogan », « immatérielles », « eccentric abstraction », « architecture et féminisme ? »). Avec l&#8217;intention, selon la co-commissaire Camille Morineau, « de “dé-lisser” le genre, de “démonter” le préjugé d&#8217;un art féminin ».</p>
<p>Les « pionnières » (les peintres Sonia Delaunay ou Suzanne Valadon, la photographe américaine Diane Arbus) côtoient les adeptes d&#8217;une abstraction sexuellement indifférenciée, les militantes des années 70 jouxtent la condition autrement féministe des artistes de la nouvelle génération. Une manière d&#8217;en découdre avec le féminin dans l&#8217;art, hésitant entre affichage et effacement. Mais une façon aussi d&#8217;exposer cette évidence qu&#8217;une histoire de l&#8217;art du XXe siècle s&#8217;écrit au féminin.</p>
<p>Phénomène intéressant, on remarque ainsi comment les femmes ont su dès les années 1960-1970 explorer des pratiques vierges, encore peu marquées du sceau masculin, comme la photographie, la performance ou la vidéo. Quand d&#8217;autres aujourd&#8217;hui, telles Anita Molinero ou Morgane Tschiember, infiltrent au contraire le domaine réservé d&#8217;une certaine « sculpture virile », qui n&#8217;hésite pas à se coltiner un corps à corps musclé avec des matériaux aussi connotés que le béton, le plastique ou les carrosseries de voitures.</p>
<p>Reste pourtant que cet accrochage réfléchi du Centre Pompidou est problématique à bien des égards. Avec son sponsor tout trouvé (Yves Rocher) et malgré des apparences trompeuses, l&#8217;exposition Elles@centrepompidou ne déroge pas à la règle : ici comme ailleurs dans le champ de l&#8217;art, les artistes femmes sont assignées à une place précaire, périphérique et ponctuelle. Pourquoi, par exemple, se féliciter « d&#8217;écrire une histoire de l&#8217;art du XXe siècle avec “elles” seules » ? Pourquoi vouloir isoler les femmes quand ce sont leurs pairs masculins qui ont imposé leur lecture de l&#8217;histoire de l&#8217;art ? Est-il judicieux pour un musée du XXIe siècle d&#8217;imposer l&#8217;identité sexuelle comme un thème ?</p>
<p>La critique d&#8217;art Emilie Renard commentait récemment :</p>
<blockquote><p>« Aujourd&#8217;hui, dédier les collections d&#8217;un musée aux femmes, c&#8217;est prôner un séparatisme des sexes qui n&#8217;a plus cours. »</p></blockquote>
<p>En effet, le choix douteux que représente la seule identité sexuelle apparaît aujourd&#8217;hui comme une proposition datée, presque anachronique. Faut-il rappeler combien les « gender studies » ont permis de différencier le « sexe » (biologique) et le « genre » (culturellement construit) ? Et que déjà en 1995, l&#8217;exposition « Féminin/masculin, le sexe de l&#8217;art », qui se déroula précisément au Centre Pompidou, explorait l&#8217;hypothèse d&#8217;un « érotisme non-phallocentriste, ouvrant sur une autre donne artistique » ?</p>
<p>Ce que la philosophe Monique Wittig dans « La Pensée straight » caractérise encore de la sorte :</p>
<p>« Le genre est employé au singulier car en effet il n&#8217;y a pas deux genres, il n&#8217;y en a qu&#8217;un : le féminin. Le masculin n&#8217;étant pas un genre. Car le masculin n&#8217;est pas le masculin mais le général. »</p>
<p>Sous d&#8217;autres formes, la lutte des classes continue.</p>
<p>► <strong>Exposition Elles@centrepompidou</strong><em> &#8211; <a href="http://www.centrepompidou.fr/Pompidou/Manifs.nsf/0/44638f832f0afabfc12575290030cf0d%21OpenDocument&amp;Form=Actualite&amp;sessionM=2.1.1&amp;L=1&amp;Click=" target="_blank">Centre Pompidou</a>, 75 004 Paris &#8211; jusqu&#8217;au 24 mai 2010.</em></p>
<p><em>Photos :  « ssMay 07 002 » et « Princess Die » (p22earl/Flickr).</em></p>
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		<title>Mulheres sem fronteiras</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 00:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Xulia Arandas, Burkas
 
© Xulia Arandas
Mulheres sem fronteiras
Sérgio C. Andrade
(P2, Público, 24.05.2009)
Não terá sido ao acaso que a direcção dos Encontros da Imagem de Braga escolheu um mosteiro para cenário da principal exposição da edição deste ano da iniciativa, que decorre até final de Maio. O tema e as motivações da exposição colectiva Fronteiras do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/mulheres-sem-fronteiras/11539/" rel="attachment wp-att-11539" title="xulia.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/xulia.jpg" alt="xulia.jpg" /></a><br />
<span style="font-size: 78%">Xulia Arandas, <em>Burkas</em></span></div>
<p><span style="font-size: 78%"> </span></p>
<div align="center"><span style="font-size: 78%">© Xulia Arandas</span></div>
<div><strong>Mulheres sem fronteiras</strong></div>
<div><strong>Sérgio C. Andrade</strong></div>
<div><strong>(<span style="color: #ff0000">P</span>2</strong>, Público, 24.05.2009<strong>)</strong></div>
<div><font size="4">Não terá sido ao acaso que a direcção dos <strong>Encontros da Imagem de Braga</strong> escolheu um mosteiro para cenário da principal exposição da edição deste ano da iniciativa, que decorre até final de Maio. O tema e as motivações da exposição colectiva <em>Fronteiras do Género</em> vão bem com a atmosfera de um antigo lugar de clausura. Esta dimensão e o seu oposto, de protesto <strong>(</strong>às vezes, pelo lado da ironia<strong>)</strong> e mesmo de combate social e político, compõem as imagens mais impressivas do conjunto de trabalhos das 22 mulheres fotógrafas, portuguesas e estrangeiras, que formam este núcleo dos Encontros.</font></div>
<div><font size="4">Entramos na sala do milenar Mosteiro de Tibães, nos arredores de Braga, e somos recebidos por cinco produções das Guerrilla Girls, um colectivo feminista americano radical, que questiona desde o olhar de Hollywood sobre a mulher &#8211; um dos cartazes é um simulacro de poster de um filme intitulado <em>The Birth of Feminism</em>, protagonizado por Pamela Anderson, Halle Berry e Catherina Zeta-Jones e realizado por&#8230; Oliver Stone &#8211; até à sua representação no mundo das artes plásticas &#8211; outro cartaz pergunta por que é que a mulher tem de se despir para entrar na iconografia dos museus; outro ainda regista a evolução da percentagem de mulheres artistas na Bienal de Veneza, desde a primeira edição em 1895 (2,4 por cento) até cem anos depois (9 por cento)&#8230;</font></div>
<div><font size="4">A mulher aprisionada surge logo a seguir, na série Burkas, de Xulia Aranda, que a figura enredada na sua própria condição feminina. O tema das burkas e da submissão da mulher ao estereótipo e à condição social de subalternidade nas sociedades dominadas pelo islão surge mais à frente, nos trabalhos de Susana Mendes da Silva e de Shirin Neshat.</font></div>
<div><font size="4">Há, depois, a mulher-mãe nas diferentes poses que ela pode assumir perante a maternidade: desde a revolta e a violência sobre si própria no vídeo e na série de fotografias de Júlia Galán <strong>(</strong>que nestas retoma uma cena forte do filme de Tsai Ming-Liang <em>O Sabor da Melancia</em><strong>)</strong> às poses das mães pós-parto nos trabalhos de Juliana Stein, que ora se apresentam como &#8220;documento&#8221;, ora como &#8220;monumento&#8221;, como escreve o crítico de arte brasileiro Artur Freitas, no texto do catálogo.</font></div>
<div><font size="4"><strong>Solidão e fragilidade</strong></font></div>
<div><font size="4">Da figuração <strong>(</strong>e também desconstrução<strong>)</strong> do <em>glamour</em>, da moda, da publicidade e da mulher objecto sexual &#8211; &#8220;Odeio ser gorda, come-me por favor&#8221;, grita Ana-Perez Quiroga, no serviço de porcelana em que &#8220;serve&#8221; o seu corpo nu à mesa da refeição &#8211; falam as imagens de Ana Laura Aláez <strong>(</strong>o vídeo <em>Make-up sequences</em><strong>)</strong>, Mariana Nuñez, Cláudia Huidobro e Sophie Carlier. Até que em três instalações inesperadas &#8211; Point de vue, de Anna Malagrida, Terre annoncée, de Aurore de Sousa; e La mémoire: un voyageur du temps, de Marie-Elsa Niels &#8211; o feminino ganha também a dimensão da poesia, do sonho, da solidão, da fragilidade, da delicadeza. Respectivamente: um tríptico de janelas embaciadas pela humidade faz transparecer um exterior insondável; as mãos de uma mulher tornam-se véus para uma visão religiosa; pequenos cubos de gelo encerram flores e frutos entre o nascimento e a morte&#8230;</font></div>
<div><font size="4">E há, ainda, EU, de Celeste Cerqueira, uma instalação de placas caneladas que representam os contornos dos países da União Europeia e sobre as quais é projectado um vídeo, numa montagem em que &#8220;a dinâmica social do sujeito/cidadão se encontra enredada por vezes nas ilusões vendáveis do poder político&#8221;, descreve a autora.</font></div>
<div><font size="4">Para além de <em>Fronteiras do Género</em>, os <strong>Encontros da Imagem</strong> apresentam outros <em>Olhares</em> femininos em diferentes museus e galerias de Braga.</font></div>
<div><font size="4"><strong>(</strong><span style="font-size: 85%">a programação completa dos <strong>Encontros</strong> está </span><strong><span style="font-size: 85%"><a href="http://www.encontrosdaimagem.com/">aqui</a></span>)</strong></font></div>
<p><span class="post-author vcard">Post de <span class="fn">Sérgio B. Gomes &#8211; Arte Photographica<br />
</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mulheres se unem contra a violência</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/mulheres-se-unem-contra-a-violencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 19:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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		<description><![CDATA[ Fabiana, agredida pelo pai quando adolescente, fez da brutalidade uma ajuda para outras mulheres. Ela se formou no curso de promotoras legais populares, voltado para despertar a consciência dos direitos femininos.
respeito
Informar para transformar
Com a ideia de tirar do papel direitos garantidos em lei, curso oferecido pelo Ministério Público ensina mulheres a reconhecer situações de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Fabiana, agredida pelo pai quando adolescente, fez da brutalidade uma ajuda para outras mulheres. Ela se formou no curso de promotoras legais populares, voltado para despertar a consciência dos direitos femininos.</strong></p>
<p><font size="5">respeito<br />
Informar para transformar</font></p>
<p><strong>Com a ideia de tirar do papel direitos garantidos em lei, curso oferecido pelo Ministério Público ensina mulheres a reconhecer situações de violência e a acionar os mecanismos de proteção previstos</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Erika Klingl &#8211; Correio Braziliense</p>
<table width="120" align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="1">
<tr>
<td><em><font class="credito" size="1">Gustavo Moreno/CB/D.A Press</font></em></td>
</tr>
<tr>
<td class="imagem"><img src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20090519/fotos/pri-1905-3201.jpg" border="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td><font class="legenda"><font size="1"><strong>“Passei a ajudar mulheres que passaram o que eu passei. Oriento, indico onde devem ir porque muitas nem sabem que se trata de agressão”</strong><br />
</font> <em><font size="1">Fabiana, 33 anos, moradora do Park Way</font><br />
</em></font></td>
</tr>
</table>
<table width="120">
<tr>
<td><font class="credito"><br />
<em><font size="1">Marcelo Ferreira/CB/D.A Press</font></em></font></td>
</tr>
<tr>
<td class="imagem"><img src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20090519/fotos/pri-1905-3225.jpg" border="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td><font class="legenda"><font size="1">Leila Rebouças: “Queria fazer algo para contribuir com o fim da violência e não sabia como”</font><br />
</font></td>
</tr>
</table>
<p>É incrível o que a informação pode fazer. O saber é capaz de tirar uma mulher da situação de violência doméstica. Também dá chance de defesa a crianças e cria, aparentemente do nada, grandes líderes comunitárias. Em quatro anos, 200 mulheres de todo o Distrito Federal puderam passar pela transformação gerada pelo conhecimento dos direitos legais garantidos a elas na Constituição, na Lei Maria da Penha e em tantos outros artigos que são belos no papel, mas ainda mais bonitos quando aplicados na realidade.</p>
<p>A fonte da mudança é o curso Promotoras Legais Populares, organizado desde 2005 pelo Núcleo de Gênero Pró-Mulher, do Ministério Público do DF, Universidade de Brasília (UnB) e Centro Dandara. O Correio foi atrás de algumas das mulheres que fizeram o curso para descobrir o que aconteceu com cada uma após saberem o que a legislação brasileira reserva para elas.</p>
<p>As histórias são de superação e de autoconhecimento. Como a da secretária e moradora da Vila Planalto Leila Regina Rebouças, de 44 anos. Leila fez parte do terceiro ano da turma quando tinha sido contratada pela organização não governamental Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea). Foram dois os motivadores: “Queria fazer algo para contribuir com o fim da violência e não sabia como”, afirma. O segundo motivo vem no fim da conversa, em um momento de desabafo. “Vi minha filha sendo vítima de violência com apenas 14 anos”, conta.</p>
<p>A menina estudava no Centro de Ensino Fundamental 02, na 107 Sul, e foi ameaçada por três garotas na internet. Há dois anos e meio, as estudantes teriam juntado um grupo de 20 adolescentes para espancar a filha dela na porta da escola. Ela só não apanhou porque faltou à aula naquele dia. A família deu queixa e o caso foi parar na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) da Asa Norte.</p>
<p>Leila se lembra da história e ressalta que, após o curso, fala com a filha sempre sobre os direitos e as defesas que as mulheres têm. “A violência tem inúmeras faces e intensidades. Ela ocorre muito perto da gente”, comenta. Após um ano de formação, Leila se sente segura para ajudar. “Virei atuante dos direitos humanos. Atuo no ônibus, na fila, no hospital, em vários locais. Todo dia tem alguém que sofre.”</p>
<p><strong>Capacitação</strong><br />
É justamente essa a síntese do projeto. Transformar a realidade de violência e criar forças descentralizadas na defesa do direito. “A gente debate e capacita cada uma nos direitos. A informação dá poder”, resume a promotora Laís Cerqueira, do Pró-Mulher. “O projeto possibilita às participantes, todas mulheres, que reconheçam as situações de violência, os seus direitos e os mecanismos jurídicos de proteção da mulher.”</p>
<p>De acordo com Ângela Pires, da ONG Centro Dandara de Promotoras Legais, a primeira etapa é de capacitação das participantes em noções de direito e cidadania. Os encontros são realizados aos sábados no Núcleo de Prática Jurídica da Faculdade de Direito da UnB, localizado em Ceilândia. O curso dura um ano e começa sempre no mês de fevereiro. “O diálogo é o principal instrumento para a construção do aprendizado, assim como o respeito às diferentes opiniões, à liberdade de expressão e à solidariedade”, explica.</p>
<p>Ainda segundo Ângela, a produção do conhecimento se dá por meio de oficinas e é tratada dentro do contexto social das participantes, de forma que elas possam, a partir de suas vivências, refletir a sua inserção e o seu papel na sociedade. A ideia do projeto é conscientizar e engajar as participantes na luta pela construção de relações mais igualitárias entre homens e mulheres.</p>
<p>Dona Magnólia Maria José Gomes, 67 anos, que o diga. Cozinheira aposentada de Ceilândia, ela participou da primeira turma de Promotoras Legais Populares formadas no DF, em 2005. Gostou tanto do curso que, antes de orientar as mulheres da rua ou da igreja que frequenta toda semana, resolveu passar esse conhecimento para sua família. Maria do Carmo Gomes da Silva, 45 anos, filha de Magnólia, se formou no curso no ano seguinte. Hoje, Maria do Carmo segue os passos da mãe e orienta as mulheres de Águas Lindas sobre os seus direitos. E mais uma geração da família pretende se tornar promotora legal popular. A neta de Magnólia, Carla Coralina Gomes, começou a fazer o curso no ano passado e só não conseguiu terminar porque engravidou. Mas ela promete que em breve termina o curso.</p>
<p>“Para a vida toda”</p>
<p>O nome dela não pode ser divulgado. Para a reportagem, pede para ser chamada de Fabiana. Não é preciso mais do que cinco minutos para entender o cuidado. Com 33 anos, moradora do Park Way, ela convive com medo do preconceito e da incompreensão. A história de Fabiana começou no auge da adolescência. O pai bebia muito e, constantemente, batia nela e agredia verbalmente a mãe. “Não precisava de motivo. Era como se ele acordasse um dia e pensasse ‘hoje é dia dela’”, lembra. Foram anos de violência. Na juventude, contraiu o vírus da Aids, com o qual convive há 12 anos. “Tomo o coquetel há nove anos e estou bem.”</p>
<p>Há dois anos, Fabiana fez o curso das Promotoras Legais Populares. Na época, já fazia parte da rede nacional de pessoas que vivem com HIV/Aids, um movimento que luta pelos direitos dos portadores e dos doentes. “O efeito da formação não pode ser medido em mim. Foi uma transformação enorme e para a vida toda”, conta. A primeira mudança foi a descoberta das diversas formas de violência com a qual convivia. “Não foram poucas as ocasiões em que eu fui humilhada, agredida, vítima e nem sabia”, avalia.</p>
<p>Agora, o trabalho dela é ajudar outras mulheres que estão de olhos fechados para os direitos. “Passei a ajudar mulheres que passaram o que eu passei. Oriento, indico onde devem ir porque muitas nem sabem que se trata de agressão.” Foi o curso que deu a ela força para perdoar o pai após passar cinco anos sem lhe dirigir a palavra. “Não temos uma relação, mas falo com ele educadamente. Pergunto se ele está bem e fico atenta à saúde dele.” (EK)</p>
<p><strong>para saber mais<br />
Origem no feminismo</strong></p>
<p>O projeto das Promotoras Legais Populares surgiu há mais de 15 anos no Brasil como uma ideia trazida por duas organizações feministas de São Paulo e do Rio Grande do Sul no encontro do Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher em 1992. A formação das mulheres para lutar contra a violência já era uma prática em alguns países da América Latina, como Peru, Argentina e Chile.</p>
<p>No fim daquele ano, as duas entidades (União de Mulheres de São Paulo e Grupo Thêmis do Rio Grande do Sul) organizaram o primeiro Encontro Nacional de Entidades Populares Contra a Violência, que lançou a campanha A Impunidade é Cúmplice da Violência. A proposta era a mesma de hoje: criar nas mulheres uma consciência a respeito de seus direitos, com a transformação delas em sujeitos de direito; desenvolver uma consciência crítica a respeito da legislação existente e dos mecanismos disponíveis para aplicá-la de maneira a combater o sexismo e o elitismo e criar condições para que as participantes possam orientar outras mulheres em defesa de seus direitos.</p>
<p>No início, o curso durava pouco mais de um mês. Hoje, é anual e abrange a organização do Estado, da Justiça, introdução ao estudo do direito, o conhecimento das normas e políticas de direitos humanos, o sistema de proteção internacional, direitos constitucionais, direitos reprodutivos, aborto e saúde, direito de família, trabalho, previdenciário, penal e discriminação racial. (EK)</p>
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		<title>Venezuela legalizará las uniones homosexuales</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 18:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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El Parlamento sigue la senda marcada por España o México y las reconocerá como &#8220;asociaciones de convivencia&#8221;
EFE &#8211; Caracas &#8211; El País
El Parlamento venezolano legalizará próximamente las uniones homosexuales y las reconocerá como &#8220;asociaciones de convivencia&#8221;, según ha informado este viernes la diputada Romelia Matute.
&#8220;Está casi listo el informe para la segunda [y definitiva] discusión [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.blog-se.com.br/blog/images/users/67/gays.jpg" alt="http://www.blog-se.com.br/blog/images/users/67/gays.jpg" width="224" height="293" /><img src="http://www.rjgeib.com/blog/media/hugo-chavez.jpg" alt="http://www.rjgeib.com/blog/media/hugo-chavez.jpg" width="268" height="201" /></div>
<p><strong>El Parlamento si</strong><strong>gue la senda marcada por España o México y las reconocerá como &#8220;asociaciones de convivencia&#8221;</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">EFE &#8211; Caracas &#8211; El País</p>
<p>El Parlamento venezolano legalizará próximamente las uniones homosexuales y las reconocerá como &#8220;asociaciones de convivencia&#8221;, según ha informado este viernes la diputada Romelia Matute.</p>
<p>&#8220;Está casi listo el informe para la segunda [y definitiva] discusión del Proyecto de Ley Orgánica para la Equidad e Igualdad de Género&#8221;, que incluirá un artículo que permitirá &#8220;la unión entre dos personas del mismo sexo y que se decidió llamar asociaciones de convivencia&#8221;, ha declarado la legisladora.</p>
<p>Los diputados de la unicameral Asamblea Nacional, de mayoría afín al Gobierno del presidente Hugo Chávez, se han reunido en diversas oportunidades con representantes de organizaciones de homosexuales, quienes solicitaron tal inclusión como &#8220;asociaciones de convivencia&#8221;, ha explicado Matute.</p>
<p>El respeto de los derechos humanos, &#8220;sin importar su orientación sexual&#8221;, ha agregado, permitirá que dos personas del mismo sexo &#8220;puedan unirse legalmente y que esto tenga efectos jurídicos y patrimoniales, como ha ocurrido en muchos países como México o España, entre otros&#8221;.</p>
<p>La Constitución venezolana establece, ha recordado, que toda persona tiene el derecho a ejercer la orientación e identidad sexual de su preferencia, de forma libre y sin discriminación alguna.</p>
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