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	<title>Blog do Favre &#187; fernando Pimentel</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>PT vai às urnas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Partidos: Eleição do PT tenta manter hegemonia em 2010 com estratégia para fortalecer bancada federal
PT vai às urnas na tentativa de sobreviver a Lula
Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR
Os filiados que o PT convoca para a eleição interna neste domingo vão, mais do que escolher a direção que conduzirá o partido na disputa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="size-full wp-image-16526 alignleft" title="estrela_sobe" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe" width="166" height="200" />Partidos: Eleição do PT tenta manter hegemonia em 2010 com estratégia para fortalecer bancada federal</strong></p>
<p><span style="font-size: x-large;">PT vai às urnas na tentativa de sobreviver a Lula</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Os filiados que o PT convoca para a eleição interna neste domingo vão, mais do que escolher a direção que conduzirá o partido na disputa de 2010, dar início à retomada do protagonismo petista num horizonte em que, pela primeira vez, Luiz Inácio Lula da Silva não é presidente ou candidato. A tentativa do PT é agregar a popularidade lulista e retomar a autonomia na relação com o Palácio do Planalto, que o partido pretende continuar ocupando a partir de 2011.</p>
<p>Sob o governo Lula, o partido cresceu. Passou de 828,7 mil filiados em 2002 para 1,35 milhão no Processo de Eleições Diretas (PED) deste domingo. No Executivo, passou de 174 prefeitos para 545 e de 3 governadores para 5. No Senado, de 7 para 10, mas minguou na Câmara Federal. Elegeu em 2006 seis deputados a menos do que em 2002.</p>
<p>O desafio de imediato é, a partir da candidatura da ministra Dilma Rousseff, impor a hegemonia do partido frente à aliança partidária que lhe dará sustentação.</p>
<p>A aliança com o PMDB e com outros partidos que não os históricos aliados à esquerda (PCdoB, PSB e PDT) é amplamente defendida pelos candidatos no PED, em diferentes escalas de maior ou menor simpatia. Nenhum deles, porém, abre mão das rédeas da elaboração do programa de governo de Dilma.</p>
<p>A mais do que provável eleição já em primeiro turno do ex-presidente da Petrobras e da BR Distribuidora José Eduardo Dutra é o retrato mais acabado desse momento do partido. Carioca de nascimento, foi senador por Sergipe entre 1995 e 2002, mas nunca teve grande atuação na máquina partidária petista. Os cargos que desempenhou no governo o aproximaram de Dilma e o PT conta com isso para que sua relação com ela difira da relação submissa que tem com Lula.</p>
<p>&#8220;Não adianta querer ser protagonista se não tiver voto, por isso a prioridade também é aumentar as bancadas&#8221;, afirma Dutra, que não acredita em grandes alterações na relação do partido com o Planalto no pós-Lula. &#8220;Será um governo de coalizão, assim como este&#8221;.</p>
<p>A ausência de Lula, porém, tem sido ventilada pelas hostes petistas. &#8220;É um cenário novo porque coloca em prova o que sempre defendemos: ter várias lideranças. Todo partido quer sempre ter mais presença, mas não há uma obsessão em crescer no governo&#8221;, afirma o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini.</p>
<p>O fato de a eleição ser dada como certa em 1º turno &#8211; a primeira desde José Dirceu em 2001 &#8211; explica-se por uma reaproximação de forças que não se compunham desde o mensalão, em 2005, e deixou em alerta as correntes adversárias.</p>
<p>O que ficou conhecido como Campo Majoritário, cujo núcleo de poder esteve na cúpula do governo e do partido no primeiro mandato de Lula &#8211; Antonio Palocci, Luiz Gushiken, José Genoino, Delúbio Soares e Dirceu -, hoje está rebatizado de Construindo um Novo Brasil (CNB) e lança Dutra presidente com o apoio de antigos integrantes: a corrente Novo Rumo, de Marta Suplicy, e a PT de Lutas e de Massas, de Jilmar Tatto. Juntos, os mais otimistas falam que o grupo pode chegar a 60% dos votos.</p>
<p>Para esses grupos, a aliança pró-Dutra é uma convergência em nome do projeto Dilma. Para as outras candidaturas, é mais uma tática eleitoral para manter a maioria que sempre deu as cartas no partido no momento em que se configura um futuro incerto sem a presença de Lula.</p>
<p>&#8220;Ninguém sabe qual será o impacto de Dilma presidente sobre a vida interna do PT. É evidente que os ex-integrantes do Campo Majoritário pensaram nisto quando buscaram montar uma chapa única para o PED: querem se fortalecer para atuar num ambiente desconhecido&#8221;, afirma o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar.</p>
<p>Para ele, a melhor mostra de que se trata de uma tática eleitoral, e não de unidade, é a diferença entre os partidários de Dutra quanto a apoiar ou não a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo paulista. Pomar integra a corrente Articulação de Esquerda, cuja candidata a presidente é a deputada Iriny Lopes (ES). A previsão é de que ela tenha 15% dos votos.</p>
<p>A vitória no 1º turno dependerá da mobilização dos filiados nos principais colégios eleitorais: SP, RJ, MG, BA, RS e BA. São nesses locais que a CNB tem mais força. Em se mantendo o patamar de votação de 30% das últimas eleições, a vitória é tida como certa. Mas o otimismo em demasia preocupa dirigentes. Muitos filiados, por acreditarem nisso, não vão votar.</p>
<p>Candidato pela segunda vez, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), da corrente Mensagem ao Partido -uma dissidência do antigo Campo Majoritário- avalia que há chances reais de 2º turno. &#8220;Estamos confiantes. E se houver, pode ter mudanças profundas no quadro&#8221;, diz.</p>
<p>Ao lado do deputado federal pelo DF e candidato pela corrente Movimento PT, Geraldo Magela, Cardoso concentra-se na crítica à forma como a CNB conduz o partido. As duas correntes avaliam que, em geral, a hegemonia do ex-Campo permanece, embora com &#8220;cara e jeito diferentes&#8221;. Integrantes do Movimento acreditam na possibilidade de chegar a 14% dos votos.</p>
<p>Havendo segundo turno, as chances de as correntes minoritárias terem maior participação interna aumentaria, embora a atual direção garanta que isso já ocorra. A candidata da AE, deputada Iriny Lopes (ES), aposta que o PT, qualquer que seja o resultado de sua disputa interna, deve focar a busca pelo protagonismo não apenas pelo poder, mas para comandar uma efetiva discussão programática.</p>
<p>&#8220;A importância do PT não será medida pelos ministérios, mas na articulação no Congresso e sobretudo na condução do programa de governo. O PT será fortalecido na medida em que tiver participação na construção do projeto vencedor numa terceira etapa&#8221;, diz.</p>
<p>Berzoini garante que essa terceira etapa terá a participação de todas as correntes. &#8220;É pouco relevante fazer mais de 50% dos votos. O que importa é valorizar todas as chapas&#8221;. Pode ser o prenúncio de uma nova fase do PT. Se Dilma vencer as eleições.</p>
<p><span style="font-size: x-large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Minas e Rio terão as disputas mais decisivas da legenda</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">César Felício e Paola de Moura, de Belo Horizonte e do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>É em Minas Gerais e no Rio que o PT terá as disputas mais decisivas do Processo de Eleições Diretas deste domingo. A divisão entre os cerca de 40 mil filiados do PT mineiro aptos a votar é menor do que aparenta a inscrição de cinco candidatos a presidente do diretório estadual e 12 chapas locais. Em maior ou menor grau, todas as alas do partido defendem a candidatura própria ao governo estadual nas eleições do próximo ano e não há dissidência em relação ao apoio à candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A única disputa real é entre as candidaturas ao governo estadual do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. Os aliados de Pimentel são os favoritos para vencer as eleições de domingo.</p>
<p>Pimentel já conta com o apoio do deputado federal Reginaldo Lopes, presidente do diretório estadual, e do dirigente Aluisio Marques, presidente do diretório municipal. Lopes deve ser reeleito e o vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto de Carvalho, um aliado de Pimentel, deve ganhar a eleição municipal. A vitória dos aliados do ex-prefeito é tão provável que sua estratégia é tentar converter a eleição de domingo em uma prévia da escolha do futuro candidato ao governo.</p>
<p>Em todos os últimos embates internos, ficou nítido que Patrus e seus principais aliados, como o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, contam com mais sustentação na cúpula nacional petista, enquanto Pimentel é hegemônico em Minas.</p>
<p>A eleição direta do PT em Minas não deverá impedir a realização de prévias no próximo ano. Os aliados de Patrus já sinalizaram que o ministro permanecerá candidato independente do resultado da disputa interna. &#8220;Os colégios eleitorais da eleição interna e da primária não são idênticos&#8221;, afirmou o secretário nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, que concorre com o apoio de Patrus à presidência estadual da sigla. Um trunfo do ministro é o maior apoio entre os detentores de cargo eletivos, em movimentos sociais e em partidos aliados.</p>
<p>Patrus e Dulci estão em um grupo que conta ainda com o ex-secretário nacional de Direitos Humanos Nilmário Miranda, dois deputados federais, cinco estaduais e os prefeitos de Betim, Governador Valadares e Teófilo Otoni. Patrus ainda conta com a CUT regional. O ministro participa da mesma chapa nacional dos ex-deputados federais José Dirceu e Marta Suplicy, do secretário particular da Presidência, Gilberto Carvalho, e do deputado federal José Genoino.</p>
<p>O ministro tem a simpatia de lideranças de todos os possíveis aliados em 2010 em Minas, com a exceção do PSB, que prefere Pimentel. Mas o ex-prefeito tem cerca do dobro das intenções de voto a Patrus nas pesquisas. E conta com quatro deputados federais e três estaduais, entre eles Cecília Ferramenta que ao lado do marido Chico, comanda as bases de Ipatinga, cidade com o maior número de petistas.</p>
<p>No Rio, o PED reedita disputas históricas com a direção nacional. Parte do PT do Rio tenta novamente se insurgir e lançar candidatura própria ao governo do Estado. O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, lançou-se como um dos concorrentes do atual governador Sérgio Cabral e é apoiado por Vladimir Palmeira e pelo deputado Carlos Santanna. No entanto, o destino é quase certo: &#8220;Se a direção do PT não concordar, acabou&#8221;, afirma o líder do PT na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (SP), que acrescenta que não existe PT do Rio ou de São Paulo, &#8220;só existe o PT nacional&#8221;.</p>
<p>No PED do domingo, dos cinco candidatos a presidente estadual, dois apoiam a proposta de Lindberg e um a da aliança com Garotinho. O prefeito alega que, para Dilma, uma candidatura independente seria o melhor dos mundos, já que, teoricamente, ela teria três palanques no Estado: PT, PMDB e PR de Garotinho. Com entusiasmo, Lindberg diz já ter o apoio do PDT, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e do PSC. &#8220;O PT está muito submisso, mendigando no pé do PMDB&#8221;, afirmou o prefeito.</p>
<p>Lindberg garante que ainda não foi pressionado pela direção nacional. &#8220;Lula até hoje não falou nada&#8221;. Mas admite já ter tido conversas com o deputado federal Ricardo Berzoini (SP) e com o ex-ministro José Dirceu. &#8220;Mas eles não me pressionam porque sabem que não adianta&#8221;. Aliado do prefeito na luta pela candidatura, Vladimir Palmeira, que, em 1998, após vencer a candidatura regional para governador, teve que abandonar o projeto e engolir uma aliança com o PDT de Brizola e Garotinho, acredita no projeto de Lindberg. &#8220;O Cabral não cumpriu nenhuma das cinco promessas que nos fez&#8221;, reclama Palmeira. Entre elas a de dar acesso ao núcleo do poder e de não fazer indicações na secretaria dada ao partido. Palmeira também acredita que o PT nacional desta vez não vai se intrometer. &#8220;Eles vão ter que brigar com o PT de Minas, do Rio Grande do Sul e da Bahia&#8221;.</p>
<p>Carlos Santanna, deputado federal mais antigo do PT no Rio, com cinco mandatos é mais radical: &#8220;O PT do Rio é um partido de cartório, que não participa da luta da sociedade. Temos que ter posição&#8221;. Santanna está otimista quanto à vitória do grupo que apoia Lindberg. &#8220;Nós vencemos duas vezes nas eleições para o tempo de TV&#8221;, referindo-se às votações na executiva e no diretório que deu ao prefeito direito a 30 das 40 inserções que o PT do Rio terá na programação dos canais abertos de TV a partir de quarta-feira.</p>
<p>Há, no entanto, quem discorde de Lindberg. O deputado federal Antonio Carlos Biscaia é a favor da aliança com o governador Cabral. &#8220;Vejo aspectos positivos no governo, mas não gosto do lado impositivo que não negocia a candidatura e diz que a chapa será Cabral, Pesão e Picciani&#8221;. No entanto, o deputado acredita que a aliança é melhor para o partido. Biscaia ainda levanta dúvidas sobre o projeto de Lindberg. &#8220;Mesmo que o grupo dele vença, temos que ver qual a real intenção. Pode ser que depois, queira negociar&#8221;, questionou. Biscaia, no entanto, afirma que a decisão do PT do Rio deve ser respeitada &#8211; &#8220;Não admito intervenção nacional&#8221;.</p>
<p>Vaccarezza, acredita que esta intevenção não vai ser necessária . &#8220;É apenas uma vontade do Lindberg. Tenho a sensação de que a aliança com Cabral sairá vitoriosa no domingo&#8221;, diz o deputado.</p>
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		<title>Dilma monta &#8221;núcleo político&#8221; da candidatura</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 15:42:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Palocci, Gilberto Carvalho e Franklin Martins integram grupo, que já vem se reunindo com Lula e a ministra

Dilma e Lula




Lula e Franklin Martins


Lula e Palocci

Fernando Pimentel, Ricardo berzoini e o marketeiro João Santana
Vera Rosa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Sob a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Palocci, Gilberto Carvalho e Franklin Martins integram grupo, que já vem se reunindo com Lula e a ministra</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><img src="http://www.rodrigovianna.com.br/files/Image/dilma_e_lula_usina_hidreletrica.jpg" alt="http://www.rodrigovianna.com.br/files/Image/dilma_e_lula_usina_hidreletrica.jpg" /></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Dilma e Lula</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://hosanabrasil.cancaonova.com/wp-content/uploads/2008/12/foto-061208.jpg" alt="http://hosanabrasil.cancaonova.com/wp-content/uploads/2008/12/foto-061208.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://lh5.ggpht.com/_HZm55lfyLqs/SU7yxMbyaiI/AAAAAAAAeCo/laFdBiJmkBo/s800/81222francklin04.jpg" alt="http://lh5.ggpht.com/_HZm55lfyLqs/SU7yxMbyaiI/AAAAAAAAeCo/laFdBiJmkBo/s800/81222francklin04.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-small;">Lula e Franklin Martins</span></em></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><img src="http://www.kaneoya.com.br/wordpress/images/lula_palocci.jpg" alt="http://www.kaneoya.com.br/wordpress/images/lula_palocci.jpg" /></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Lula e Palocci</em></span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14805" title="PImentel_Fernando" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/PImentel_Fernando.jpg" alt="PImentel_Fernando" width="175" height="192" /><img class="alignnone size-medium wp-image-14806" title="berzoini-1" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/berzoini-1-241x300.jpg" alt="berzoini-1" width="159" height="192" /><img class="alignnone size-full wp-image-14807" title="Santana_joão" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Santana_joão.jpg" alt="Santana_joão" width="168" height="192" /><br />
<em><span style="font-size: x-small;">Fernando Pimentel, Ricardo berzoini e o marketeiro João Santana</span></em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vera Rosa, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Sob a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, montou um núcleo político para coordenar sua campanha ao Palácio do Planalto. Integrado pelo deputado Antonio Palocci (PT-SP), que chefiou a equipe do programa de governo de Lula, em 2002, o grupo já se reuniu três vezes com o presidente e com Dilma, nos últimos dois meses, com o objetivo de traçar estratégias para a corrida de 2010.</p>
<p>Além de Palocci, fazem parte do time o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social), o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o marqueteiro João Santana.</p>
<p>No último jantar, há cerca de um mês, Lula falou sobre dificuldades enfrentadas em suas campanhas para atrair apoios além das &#8220;fronteiras da esquerda&#8221;. Foi dessas conversas reservadas que saiu a ideia de Dilma comandar reuniões com os partidos aliados e apresentar-se como candidata disposta a fazer acordos políticos, e não apenas como &#8220;gerentona&#8221; do governo.</p>
<p>Santana, por sua vez, tem orientado a ministra a vestir o figurino da simpatia. Dona de temperamento explosivo, Dilma ficou conhecida na Casa Civil por distribuir broncas. &#8220;Sou uma mulher dura, cercada por homens meigos&#8221;, diz ela, toda vez que é lembrada de sua &#8220;fama&#8221;. O marqueteiro deixou Dilma sorridente e pediu a ela que usasse cores mais vivas.</p>
<p>Nos bastidores, porém, é Palocci que ocupa papel de destaque nessa fase de aquecimento da maratona eleitoral, por vezes trocando &#8220;figurinha&#8221; com o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. Não foi à toa que Palocci compareceu ao jantar na casa de Dilma com dirigentes e parlamentares do PDT, no último dia 6, e com os aliados do PR, na noite de terça-feira. Visto com uma espécie de curinga por Lula, o ex-ministro da Fazenda tanto pode ser candidato do PT ao governo paulista como coordenador da campanha de Dilma.</p>
<p>Na prática, o destino de Palocci está atrelado ao do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), ex-ministro da Integração. O Planalto quer desidratar a candidatura de Ciro à Presidência &#8211; tanto que deflagrou ofensiva a fim de garantir o apoio de vários partidos a Dilma &#8211; e tenta empurrá-lo para a sucessão do governador José Serra (PSDB).</p>
<p>O cenário dos sonhos de Lula é uma disputa plebiscitária entre Dilma e Serra, para comparar os oito anos de governo do PT com o mesmo período da gestão do PSDB de Fernando Henrique. No xadrez montado pelo presidente, Ciro concorre a governador de São Paulo, com o apoio do PT, e sai do caminho de Dilma. Se esse jogo for confirmado, Palocci não entrará na corrida ao Bandeirantes e poderá coordenar a campanha de Dilma.</p>
<p>Absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, em 2006, o deputado também tem o nome citado para ocupar a Casa Civil, quando Dilma deixar o governo para assumir a candidatura. Lula, porém, tem dúvidas sobre quem deve ser o substituto da ministra.</p>
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		<title>Hélio Costa e Patrus aproximam-se para isolar Pimentel</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 18:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rumo a 2010: Com o maior número de delegados na convenção, PMDB de Minas é crucial para o apoio a Dilma
Ruy Baron/Valor

 Hélio Costa: ministro das Comunicações vê menos intransigência no PSDB do que no PT na busca de uma aliança local
Daniel Rittner e Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
A dificuldade em fechar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Rumo a 2010: Com o maior número de delegados na convenção, PMDB de Minas é crucial para o apoio a Dilma</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Ruy Baron/Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002259/imagens/foto18pol-cdosta-a9.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Hélio Costa: ministro das Comunicações vê menos intransigência no PSDB do que no PT na busca de uma aliança local</em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniel Rittner e Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>A dificuldade em fechar uma parceria entre PT e PMDB, mesmo onde eles são aliados , tornou-se emblemática em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. O partido tem dois ministros no governo federal &#8211; Hélio Costa (Comunicações) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). E ambos querem concorrer ao governo estadual. E ainda há a opção do também petista Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, mas que precisa disputar internamente com Patrus.</p>
<p>A cúpula petista e parte do governo apostam em um acordo, com Hélio Costa, que lidera as pesquisas até o momento, na cabeça de chapa, independentemente do petista contra o qual dispute. &#8220;Estamos bem na foto&#8221;. Por orientação do PMDB nacional e do diretório mineiro, o partido irá às eleições estaduais em uma aliança, preferencialmente com o PT.</p>
<p>Segundo um pemedebista, as conversas com Patrus Ananias, tendo como interlocutores o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci e o vice-presidente José Alencar, têm sido boas &#8211; embora outros petistas mineiros sejam contra &#8211; e ele dá sinais de que aceita um acordo para sair da disputa. Para Alencar, as eleições estaduais devem buscar, ao máximo, reproduzir as alianças que se formaram para apoiar o governo Lula.</p>
<p>O empecilho seria Pimentel, que, em público, tem dito que é cedo para falar em alianças, contrariando as orientações do próprio Planalto. Em privado, despreza um acordo. Petistas ligados ao ex-prefeito afirmam, ironicamente: &#8220;Querem acordo? Tudo bem. Convençam o PMDB de Orestes Quércia a apoiar um dos nossos em São Paulo que abrimos mão aqui em nome de um pemedebista&#8221;, disse um aliado do ex-prefeito, dando a dimensão das dificuldades que serão encontradas.</p>
<p>O PMDB colocou suas cartas na mesa. O plano A é convencer o PT a ceder o vice na chapa de Hélio Costa, que deverá mesmo concorrer ao governo. Nesse caso, o PMDB não disputaria o Senado, apoiando o candidato petista (Patrus). Se não der certo com o PT, a ideia é dar o vice ao PSDB, graças às ótimas relações do partido com o governador Aécio Neves.</p>
<p>O grande problema, diz Hélio Costa, é que o PT acredita que terá dois palanques em Minas: o de Dilma &#8211; ou qualquer outro candidato do governo &#8211; e o do PMDB. &#8220;Isso não existe&#8221;, afirma Costa. Segundo ele, o PSDB tem sido muito menos intransigente do que o PT para fazer essa composição. Há ainda um terceiro cenário, se surgir uma dificuldade imprevista nas eleições para o Palácio da Liberdade. O PSDB lideraria a chapa para o governo (com Antonio Anastasia, vice de Aécio) e o PMDB indicaria o vice. Aécio e Hélio Costa saem para o Senado, inviabilizando qualquer candidatura do PT.</p>
<p>Uma corrente do PMDB começa a trocar informações sobre a possibilidade, também, de Costa ser o vice de Dilma, caso Aécio decida compor uma chapa puro sangue com o governador José Serra à Presidência da República. &#8220;Seria uma forma de diminuir o prejuízo de Dilma no Estado&#8221;, afirma um correligionário de Costa.</p>
<p>Por enquanto, o ministro das Comunicações tem esperança de que Lula enquadre Pimentel e o convença a desistir da candidatura para fechar uma aliança. Uma forma de seduzi-lo seria lhe oferecer algum ministério num eventual governo Dilma Rousseff.</p>
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		<title>PT ratifica apoio a Dilma, pressiona por Carvalho e negocia palanques estaduais</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 14:55:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ruy Baron/Valor &#8211; 15/9/2005

 Gilberto Carvalho: chefe de gabinete é o único nome de consenso para comandar partido, mas Lula resiste a cedê-lo
&#160;
Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
O Diretório Nacional do PT reúne-se hoje e amanhã em Brasília para discutir a sucessão de 2010 e a eleição interna para a presidência da legenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em>Ruy Baron/Valor &#8211; 15/9/2005<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002253/imagens/foto08pol-cadrvalho-a9.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Gilberto Carvalho: chefe de gabinete é o único nome de consenso para comandar partido, mas Lula resiste a cedê-lo</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/estrela_sobe.jpg" title="estrela_sobe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/estrela_sobe.thumbnail.jpg" alt="estrela_sobe.jpg" align="left" /></a>O Diretório Nacional do PT reúne-se hoje e amanhã em Brasília para discutir a sucessão de 2010 e a eleição interna para a presidência da legenda em novembro deste ano, que terá 1,35 milhão de filiados aptos a votar. O encontro vai ratificar o apoio à candidatura da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, e espera avançar na escolha do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, como candidato de consenso para presidir o partido pelos próximos dois anos. O problema é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não quer ceder tão facilmente seu assessor pessoal.</p>
<p>Segundo apurou o Valor, três razões reforçam a resistência de Lula: a primeira, oficial, é que Carvalho exerce um papel importante no governo, filtrando conversas e visitantes e falando em nome do presidente, autorização concedidas a poucos na administração federal. A segunda, já expressada pelo próprio Lula a Carvalho, é que ele é &#8220;por demais cordato, cavalheiro&#8221;, o que poderia torná-lo presa fácil da máquina partidária. O terceiro, uma vingança pelo fato de o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ter sido presidente interino em 2006 e, quando houve a eleição interna de 2007, ter sido massacrado por diversas correntes petistas.</p>
<p>Nenhuma das razões significa que Carvalho não possa tornar-se o presidente da legenda, como sonha a maioria do partido. Mas significa que muito há por se desenrolar daqui até novembro. &#8220;O jogo ainda está verde&#8221;, resumiu um dos mais próximos colaboradores do presidente Lula. Mas o PT está cada vez mais angustiado com a demora.</p>
<p>&#8220;Se o Carvalho lançar-se candidato, ele terá 70% de apoio assegurado. Não que não tenhamos outros nomes qualificados para o cargo. Mas sem ele, haverá disputa interna e o partido perderá um tempo enorme posteriormente reconstruindo alianças internas&#8221;, justificou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.</p>
<p>Uma pessoa próxima do presidente Lula lembra que este é o mesmo discurso de 2006, quando Garcia foi obrigado a assumir interinamente a presidência da legenda. Na época, o atual presidente do partido, Ricardo Berzoini (SP), foi obrigado a licenciar-se por &#8220;escândalo dos aloprados&#8221;, a montagem e compra de um suposto dossiê contra a candidatura de tucanos em São Paulo. Lula cedeu Garcia, que era seu assessor especial para assuntos internacionais &#8211; cargo que voltou a ocupar posteriormente -, para presidir o PT.</p>
<p>&#8220;Foi um presidente excepcional, que liderou o partido em um momento complicado&#8221;, recorda um ministro. &#8220;Ele não apenas consolidou a vitória de Lula como costurou uma aliança com o PMDB, viabilizando a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara, embrião da entrada do PMDB no governo&#8221;.</p>
<p>Veio a eleição interna do partido no ano seguinte e Garcia foi boicotado publicamente por diversas correntes, alegando que ele era atrelado ao governo e que o partido precisava de um nome mais independente. Na cabeça de Lula, o cenário pode se repetir. &#8220;Naquela época o problema também não era do presidente, mas ele acabou ajudando. Tornou-se um problema dele quando Garcia foi queimado internamente. Lula quer que o PT queime um pouco a cabeça em busca de soluções&#8221;, repetiu um ministro.</p>
<p>Internamente, a cada dia que passa, o PT se convence cada vez mais de que Carvalho é o melhor candidato. &#8220;Só precisamos convencer o Lula&#8221;, enfatiza o líder do partido na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Internamente, eles até fazem uma analogia com a candidatura Dilma.</p>
<p>Pleiteada por diversos nomes, num leque que passa pelos ministros Tarso Genro (Justiça), Fernando Haddad (Educação) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), a vaga de pré-candidato do PT foi entregue a Dilma por uma decisão pessoal do presidente. E o partido calou-se. Há seis meses, ela nem sequer era um nome viável, muitos alegavam que Dilma não tinha vida partidária. Hoje, aparece como um nome consensual, que paira sobre todas as tendências.</p>
<p>Da mesma maneira, Lula, na visão dos petistas, poderia se convencer de que não há alternativas a Carvalho e ceder de uma vez o auxiliar. O ex-governador do Acre Jorge Viana entende as razões do presidente Lula. Segundo ele, quem foi do Executivo sabe a importância de algumas peças na estrutura de governo. Mas, lembra que, apesar da eleição interna ser em novembro, o futuro presidente do PT só assumirá o cargo no início do ano que vem. &#8220;Não podemos ficar até o fim do ano discutindo outros nomes. Precisamos unir forças para construir e consolidar a candidatura Dilma&#8221;, declarou.</p>
<p>Um petista que conhece bem o presidente Lula intui que todos os caminhos levarão a Carvalho. Mas acredita que o feeling político do presidente Lula fará com que ele só libere seu auxiliar mais para frente. &#8220;A eleição será em novembro, as regras gerais serão divulgadas apenas em agosto. Por que Lula se anteciparia lançando o Carvalho agora&#8221;? questionou.</p>
<p>Fontes do governo e do PT citam pelo menos outros oito nomes que estão na agenda da sucessão petista, mas há restrições a todos, entre eles Luiz Dulci, Fernando Pimentel, José Eduardo Dutra, José Eduardo Cardozo, Marta Suplicy, Ideli Salvatti, José Fillipi Júnior, nome pouco conhecido da legenda, ex-tesoureiro do partido.</p>
<p>O futuro presidente terá a tarefa de consolidar as alianças estaduais, com a maior parte dos aliado mas, principalmente, com o PMDB, considerado parceiro preferencial. Em pelo menos quatro estados, esta parceria está praticamente descartada: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Pernambuco. Nos demais, apesar de algumas rixas sérias &#8211; como Bahia, Rio de Janeiro, Pará e Maranhão &#8211; a atual direção petista acha viável a dobradinha, desde que as conversas sejam bem conduzidas.</p>
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		<title>Lula, um ator em 27 palcos</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 18:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[César Felício &#8211; VALOR
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">César Felício &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-CESAR_FELICIO.jpg" align="left" border="0" />Não é apenas em relação à própria sucessão presidencial que a ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se faz notar neste ano de pré-campanha. Além de consolidar o nome da sua preferida, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, dentro do partido, Lula começa a agir em um raio de Porto Alegre a Salvador, de Curitiba a Fortaleza.</p>
<p>A sombra do lulismo paira sobre cada unidade da federação. O presidente é polo aglutinador em alguns Estados e o ponto de equilíbrio em outros, onde há a disputa entre o PT e algum aliado. Serão raras as sucessões estaduais que não terão a sua ação decisiva. Um observador atento da cena petista aponta que até mesmo uniões tidas em passado recente como impensáveis começam a se desenhar, como a aproximação entre o PT e o PMDB no Rio Grande do Sul. Na arena gaúcha, os dois partidos jamais se coligaram em suas histórias. Agora esta aliança entra pela primeira vez no terreno da hipótese, em um cenário onde a governadora tucana Yeda Crusius sofre um desgaste avassalador. O ministro da Justiça, Tarso Genro, pelo PT, e o ex-governador Germano Rigotto, pelo PMDB, podem ser os protagonistas de uma coligação inédita, que, se surgir, nascerá no Planalto Central, e não no Guaíba. É com Lula, e não com líderes regionais petistas, que o PMDB poderá se coligar.</p>
<p>A ação de Lula também desenha uma grande frente no Paraná, onde o governador Roberto Requião (PMDB) e os petistas já tiveram várias aproximações e rompimentos. No ano passado, sob recomendação expressa de Lula, o governador paranaense nomeou o técnico Valter Bianchini para a Secretaria Estadual de Agricultura. Na ocasião, empossou outro petista, Enio Verri, para a Secretaria do Planejamento. É um aliado do ministro do Planejamento, o petista Paulo Bernardo. Não está claro quem poderá ser o candidato ao governo paranaense que una Requião e o petismo, mas é evidente a ofensiva lulista para isolar o PSDB, que caminha para uma divisão entre o senador Álvaro Dias e o prefeito de Curitiba, Beto Richa. O próximo lance do Planalto poderá ser a atração do irmão de Álvaro, o também senador Osmar Dias (PDT) para o governismo, rachando a família.</p>
<p>A depender das conversas com o PSB, o Planalto também poderá ser a chave para uma aliança que isole o senador tucano Tasso Jereissati no Ceará. No desenho imaginado, o governador Cid Gomes poderia disputar a reeleição, apoiado por PT e PMDB, que lançariam respectivamente para o Senado o ministro da Previdência, José Pimentel, e o deputado Eunício Oliveira. Em Pernambuco, o pacto envolveria o apoio petista à reeleição do governador Eduardo Campos e a candidatura do ex-prefeito do Recife João Paulo, ao Senado. Tanto em um caso como no outro, são equações que necessariamente envolvem a desistência do deputado Ciro Gomes (PSB) em tentar a Presidência pela terceira vez.</p>
<p>O quadro é mais delicado na Bahia, onde Lula já começou a agir para diminuir a competição entre o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) e o governador petista Jaques Wagner. Aos petistas baianos, o presidente pediu que a escalada verbal fosse interrompida. Na disputa pela prefeitura de Salvador, no ano passado, o PMDB baiano aproximou-se muito dos tucanos e dos integrantes do DEM. O lado oposicionista já ofereceu a Geddel o apoio para concorrer ao governo estadual, em troca de seu empenho para impedir que o PMDB apoie o PT na eleição presidencial. Não está claro o que pode ser oferecido a Geddel para que permaneça na trincheira governista.</p>
<p>As maiores dificuldades de atuação presidencial estão nos dois grandes colégios eleitorais. Em Minas Gerais, a divisão do PT entre as possíveis candidaturas do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel impede uma movimentação por cima. O provável é que se aguarde o resultado da eleição direta dos dirigentes petistas, no fim do ano passado. Um resultado claro a favor de um dos adversários internos em Minas poderá destravar a ação de Brasília. Ao longo dos últimos meses, a atuação do presidente em Minas visou apenas a enfraquecer Aécio: com sucesso, Lula impediu que o governador mineiro tentasse enredar Pimentel na construção de uma candidatura ao governo estadual fora da órbita do PT.</p>
<p>Em São Paulo, está a pior situação. Diante da provável candidatura do governador José Serra à Presidência, é o PT que está isolado. O governador paulista monta uma aliança com lugar para o PMDB de Orestes Quércia e o DEM de Gilberto Kassab, além de todas as alas e subalas do tucanato. Já o PT oscila entre duas possibilidades, inviáveis eleitoralmente cada uma a seu modo: o deputado federal Antonio Palocci e a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy. Fato novo, que poderá representar uma saída para o bloco governista, é a articulação de partidos aliados ao Planalto em torno de uma hipotética candidatura do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. A construção de um cenário de dois turnos para a eleição paulista atenua a fraqueza do palanque regional para a virtual candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff.</p>
<p><strong>César Felício é correspondente em Belo Horizonte. </strong></p>
<p><strong>E-mail cesar.felicio@valor.com.br</strong></p>
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		<title>A visão toda azul do vermelho</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 17:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Rosângela Bittar &#8211; VALOR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o que avaliam seus discípulos, está acertando todas nesta pré-campanha para eleger Dilma Rousseff sua sucessora na Presidência da República. São atribuídos, já, diretamente ao presidente, vários êxitos, entre os quais o primeiro é o seguinte: definição de um cenário de eleição plebiscitária, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/a-visao-toda-azul-do-vermelho/10035/" rel="attachment wp-att-10035" title="estrela_sobe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe.jpg" align="left" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Rosângela Bittar &#8211; VALOR</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o que avaliam seus discípulos, está acertando todas nesta pré-campanha para eleger Dilma Rousseff sua sucessora na Presidência da República. São atribuídos, já, diretamente ao presidente, vários êxitos, entre os quais o primeiro é o seguinte: definição de um cenário de eleição plebiscitária, em 2010, o que só interessaria ao PT e às hostes governistas. Segundo raciocina um político da confiança do presidente, não interessa ao adversário enfrentar um governo com 84% de aprovação, numa disputa polarizada.</p>
<p>Para evitar demonstrações de arrogância, o quartel general da candidatura governista evita constatar, em público, que está escolhendo o adversário, mas no âmbito privado é o que todos admitem, no rol de êxitos da orientação de Lula. Acreditam os envolvidos na campanha que já se desenvolve, célere, sem preocupações com justificativas vazias, que o presidente, com muita habilidade, conduziu seu rebanho em direção a um cenário polarizado, plebiscitário, com uma aposta mais centrada em um dos adversários, o mais forte junto ao eleitorado, o governador de São Paulo, José Serra.</p>
<p>Com esta conclusão a seara governista anota mais uma vantagem para si, que é acirrar o ânimo do segundo nome do partido adversário, o do governador de Minas, Aécio Neves, provocando atritos, irritações e divisões, o que também favorece a candidata do governo.</p>
<p>Foi também o presidente Lula quem detonou os primeiros fatos políticos mais contundentes e diretos para levantar a candidata que escolheu. Aí estão, por exemplo, a convocação dos 5 mil prefeitos a Brasília, com telefonemas pessoais aos mais importantes, para a ministra anunciar benefícios e ser fotografada com eles. É ainda de sua lavra o convite a governadores de Estado, inclusive os que são candidatos de oposição, a pretexto de reunirem-se com ele, Lula, mas na verdade para integrarem uma mesa de negociações presidida por Dilma para divulgar e pedir colaboração para o projeto de construção de um milhão de casas populares.</p>
<p>A transferência, sem dor aparente, do ministério da Fazenda para a ministra Dilma do controle e divulgação deste novo projeto popular do governo, que forma uma frente de trabalho eleitoral com o PAC e o Bolsa Família, é ordem de quem está no comando. Em reuniões nos Estados, a ministra até já costumizou o programa: em comemorações com mulheres, anunciou benefícios especiais e vantagens adicionais para elas. Dilma faz viagens ao lado do presidente para inaugurações e fiscalização de obras, já se fala em organizar para ela um calendário parecido com o que Lula cumpriu na campanha da sua reeleição, que contempla uma viagem na sexta-feira, a pretexto de tratar de projeto do governo, seguida de atividade política no sábado e domingo. E, numa especulação mais avançada, menciona-se a hipótese de casar, desde logo, esta campanha com a campanha pelo governo de São Paulo, deixando Dilma mais livre como maestra dos programas populares e passando a Casa Civil para Antonio Palocci, onde o ex-ministro se reintegraria à plataforma do governo para lançar-se em ouras disputas. Um turbilhão na agenda de Dilma Rousseff.</p>
<p>Em mano a mano, Lula a orienta sobre a estratégia política que deve seguir, em parceria com os especialistas em marketing. Também sob seu escrutínio, funciona um grupo de políticos do seu partido para praticar ações de campanha e aconselhamento da candidata.</p>
<p>Foi o presidente quem convidou e designou para esta tarefa Marta Suplicy, Fernando Pimentel e João Paulo, todos ex-prefeitos com experiência na administração, treinados em mais de uma campanha eleitoral, os três sem mandato e sem cargo no governo, portanto imunes à acusação de uso da máquina pública para fins eleitorais.</p>
<p>Marta já organizou jantar com a cúpula do partido, em São Paulo, mais refratária às soluções políticas que não passem pelo grupo. João Paulo foi um dos anfitriões de um carnaval em Recife onde colocou a ministra em um palanque, do governo estadual, para acenar a um milhão e meio de eleitores integrantes do Galo da Madrugada. Fernando Pimentel vocalizou, em entrevista à revista &#8220;Veja&#8221;, a visão interna desta candidatura, consolidando o projeto.</p>
<p>Disse, por exemplo, que Dilma Rousseff é a candidata, plano único, não existe plano B. Afastou, com isto, as hipóteses que o próprio PT alimentava para o caso de Dilma &#8220;não decolar&#8221;: Patrus Ananias a até Aécio Neves, se saísse do PSDB e fosse para um partido da base do governo. O candidato do PSDB, segundo Pimentel, na entrevista, é Serra, e Aécio será candidato ao Senado. É o governo nominando seu adversário. Uma entrevista reveladora da estratégia do presidente Lula.</p>
<p>O PT, avisado que não há outra hipótese (embora ainda haja no partido quem reserve a desconfiança de que ainda pode ser o próprio Lula para aquele famoso fantasma-terceiro-mandato-sequencial) tem cumprido seu papel para esta fase: organiza encontros, conferências, visitas da ministra Brasil afora, inaugurações, com Lula ou sozinha, para se tornar conhecida, identificada com o presidente e os programas que integram a grade de maior divulgação do governo, as obras, as bolsas e, agora, as casas.</p>
<p>Políticos ligados ao presidente avaliam que Lula, com habilidade, está dando o tom desta campanha e impondo a ela o ritmo e velocidade adequados para a candidata e seu partido. Os rumos dados por ele podem sofrer ajustes de acordo com resultados de pesquisas de opinião, quantitativas e qualitativas. Se o acaso não criar nuvens negras neste céu de brigadeiro, acreditam políticos do PT que a ministra chega ao fim do ano com 20% da preferência do eleitorado (atualmente tem 12%, em média), e daí para uma investida forte tendo em vista a vitória no primeiro turno.</p>
<p><strong>Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail rosangela.bittar@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Amadurecimento político II</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 14:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Dilma não vai a encontro organizado pelo PT mineiro
César Felício e Sérgio Bueno, de Belo Horizonte e Porto Alegre &#8211; VALOR
Nascida em Minas Gerais, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deixou de comparecer ao encontro do PT mineiro com os prefeitos eleitos pela sigla no Estado, neste sábado. Deste modo, Dilma evitou entrar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/amadurecimento-politico-ii/9676/" rel="attachment wp-att-9676" title="dilma_marta_jantar.jpg"></p>
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<p></a></p>
<p><font size="5">Dilma não vai a encontro organizado pelo PT mineiro</font></p>
<p style="background-color: #ffff99">César Felício e Sérgio Bueno, de Belo Horizonte e Porto Alegre &#8211; VALOR</p>
<p>Nascida em Minas Gerais, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deixou de comparecer ao encontro do PT mineiro com os prefeitos eleitos pela sigla no Estado, neste sábado. Deste modo, Dilma evitou entrar em um território onde o partido está dividido. Antes de uma entrevista do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, à revista &#8221; Veja &#8221; , que acirrou a sua disputa pela candidatura a governador com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, a ministra havia confirmado presença.</p>
<p>Os participantes do encontro assistiram apenas a uma breve mensagem gravada da ministra, em que ela destaca a importância de se estabelecer &#8221; parcerias e alianças com outros partidos para melhorar o nosso país &#8221; . As duas alas do PT mineiro colocaram a disputa interna em segundo plano em seus discursos e prometeram empenho para abrir espaço para a ministra na disputa presidencial em 2010. &#8221; Vamos baixar a bola. Temos que reproduzir em Minas uma grande aliança &#8221; , disse em discurso o deputado estadual André Quintão, um aliado de Patrus.</p>
<p>Na noite anterior Dilma participou de um jantar oferecido em São Paulo pela ex-prefeita Marta Suplicy com o objetivo de aproximar a ministra da sigla. Durante o encontrou ela condicionou sua candidatura ao PT, mas descartou que seja objeto de restrição. &#8220;Não vejo nenhuma resistência, o PT tem me recebido de forma muito fraterna&#8221;, disse ela.</p>
<p>A ministra afirmou que sua candidatura dependeria de uma conversa com o presidente Lula e de avaliação do PT. &#8220;Como as duas coisas não estão dadas, não posso dizer que sou candidata, ainda&#8221;, disse ela. Antes do início do encontro que reuniu as bancadas federal e estadual do PT, além de prefeitos e vereadores da Grande São Paulo, Dilma admitiu o desejo de ser candidata. &#8220;As coisas tem sua hora, a minha ainda não chegou, mas minha grande ambição é dar continuidade ao governo do presidente Lula&#8221;, disse</p>
<p>Mais cedo, também na sexta-feira, a ministra cumpriu mais uma etapa na sua maratona de anúncios e inaugurações de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dessa vez na região metropolitana de Porto Alegre. Ela aproveitou para responder às acusações da oposição de que o governo estaria fazendo campanha antecipada.</p>
<p>Segundo Dilma, o que incomoda a oposição é o fato de que o governo &#8220;está trabalhando&#8221; e que tem &#8220;um projeto para o Brasil&#8221;. Ela afirmou que os oposicionistas têm o direito de fazer críticas, mas disse que &#8220;não parece que eles tenham um projeto&#8221;. Mesmo assim, elogiou o pacote de estímulo à economia anunciado semana passada pelo governador tucano José Serra, outro pré-candidato à eleição de 2010. &#8220;O governo federal vai contribuir no que puder&#8221;. (Com a FolhaPress)</p>
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		<title>Lula sofre pressão de Dilma e setores do PT para levar Fernando Pimentel para o ministério</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 16:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O Globo
BRASÍLIA &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem recebido pressão de setores do PT e até mesmo da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para trazer ao Palácio do Planalto um dos políticos mais próximos da ministra: o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). Ele passou a ser cogitado para assumir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/fernando-pimentel-grande.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/fernando-pimentel-grande.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>O Globo</strong></p>
<p>BRASÍLIA &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem recebido pressão de setores do PT e até mesmo da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para trazer ao Palácio do Planalto um dos políticos mais próximos da ministra: o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). Ele passou a ser cogitado para assumir o cargo de ministro-chefe do Conselho do Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão que hoje é vinculado à pasta das Relações Institucionais, comandada pelo ministro José Múcio Monteiro. Mas há também pressão contrária à manobra.</p>
<p>No cargo, Pimentel passaria a ser um dos principais articuladores da candidatura de Dilma para a sucessão de 2010. O ex-prefeito esteve duas vezes com Lula entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta. O presidente disse a Pimentel que quer aproveitá-lo no governo, mas falta decidir onde. Essa definição só acontecerá depois da eleição para as presidências da Câmara e do Senado.</p>
<p>A maior resistência é do grupo liderado pelos ministros mineiros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (Secretário Geral). Além de ter contrariado esses petistas ao fazer uma aliança com o governador tucano Aécio Neves na eleição municipal, Pimentel articula para disputar o governo mineiro, posto também cobiçado por Patrus. Também haveria resistência do próprio ministro José Múcio, que em conversas reservadas avalia que sua pasta poderia ficar esvaziada caso seja deslocado o CDES.</p>
<p><strong> &#8221; O presidente Lula quer chamar para conversas ex-prefeitos do PT para saber qual papel político eles terão nesses dois anos &#8220;</strong></p>
<p>Os defensores da nomeação de Pimentel acreditam que ele poderia desenvolver uma dupla função. Como economista, poderia coordenar a ação de governo junto a empresários e trabalhadores para encontrar soluções para diminuir os reflexos da crise financeira internacional no Brasil. Com bom trânsito entre os ministros da área econômica, principalmente Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), Pimentel ajudaria na área que hoje mais preocupa Lula.</p>
<p>Outra função de Pimentel seria política. Amigo pessoal da ministra Dilma desde que militaram juntos em movimentos contra a ditadura militar, no início dos anos 1970, Pimentel trabalharia a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil não só no PT, mas também entre os partidos aliados.</p>
<p>Lula também quer uma maior aproximação com dois ex-prefeitos petistas: João Paulo, de Recife, e Marta Suplicy, de São Paulo. Os dois também estiveram com Lula na noite de terça-feira, em uma reunião que não constava da agenda oficial do presidente. João Paulo deve voltar a ver Lula nesta quinta. O pernambucano já se dispôs a ajudar o governo com os prefeitos &#8211; ele é presidente da Frente Nacional de Prefeitos &#8211; e ajudar Dilma.</p>
<p>Segundo fontes do governo, Marta não tem chance de voltar a ter um emprego no primeiro escalão do governo, mas Lula considera importante ter a ex-prefeita próxima do Planalto. Além disso, a avaliação palaciana é de que Marta é o nome mais forte do PT em São Paulo e é preciso revitalizar sua liderança no maior colégio eleitoral do país. A mesma avaliação é feita em relação ao ex-prefeito de Recife, o nome cotado do PT para disputar o governo de Pernambuco ou um cargo de senador.</p>
<p>- O presidente Lula quer chamar para conversas ex-prefeitos do PT para saber qual papel político eles terão nesses dois anos &#8211; explicou o presidente do PT, deputa do Ricardo Berzoini (SP).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lula chama ex-prefeitos para ajudar a viabilizar Dilma</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 16:16:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reproduzo a seguir dois artigos, em dois jornais, de dois diferentes jornalistas tratando da mesma informação.
O primeiro, do jornalista Raymundo Costa do jornal VALOR e o segundo de Renata Giraldi da Folha Online.
No artigo do VALOR o jornalista transmite as suas informações a partir de suas fontes. A veracidade do seu conteúdo fica a critério [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Reproduzo a seguir dois artigos, em dois jornais, de dois diferentes jornalistas tratando da mesma informação.</em></p>
<p><em>O primeiro, do jornalista Raymundo Costa do jornal <strong>VALOR</strong> e o segundo de Renata Giraldi da <strong>Folha Online</strong>.</em></p>
<p><em>No artigo do <strong>VALOR</strong> o jornalista transmite as suas informações a partir de suas fontes. A veracidade do seu conteúdo fica a critério do leitor, a assinatura do jornalista e a credibilidade do jornal conferem plausabilidade para informações de bastidores das quais o jornalista evidentemente estava ausente. Trata-se de jornalismo.</em></p>
<p><em>No segundo artigo, da <strong>Folha Online</strong>, assistimos a edição da informação com a escolha de uma manchete desrespeitosa com o objetivo de atacar um partido, ofender seus dirigentes, insultar seus militantes. Os responsáveis dessa manchete agem motivados por escolhas politicas, manifestando ter o rabo preso não com o jornalismo e os leitores. Eles agem a serviço.</em></p>
<p><em>Para deixar claro de que lado se situa esta escolha da <strong>Folha Online</strong>, basta comparar o título escolhido pelo editor da <strong>Folha online</strong>, com as manchetes dos artigos publicados no mesmo portal, sobre a nomeação de ex-prefeitos do interior como subprefeitos da capital de São Paulo ou a recente nomeação de Geraldo Alckmin no governo de José Serra.</em></p>
<p><em>O artigo da jornalista da <strong>Folha Online </strong>não disse nada de mais, mas é desvirtuado pela<strong> </strong> manchete. O título está tão impregnado de preconceito agressivo contra o PT, que motivou sua retirada pouco tempo depois de ser postado com chamada na primeira página da <strong>Folha Online</strong>. Este fato pode significar que para alguns responsáveis do jornal o alinhamento partidário tem limites e não pode chegar ao ponto de transformar o jornal em panfleto (a <strong>Folha</strong> já incursionou neste desrespeito, motivando carta do ex-prefeito José Filippi ver </em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/acertado/" rel="bookmark" title="Permanent Link to Acertado"><strong>Acertado</strong> </a><em>e também</em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/cargos/" title="Cargos" rel="bookmark"> <strong>Cargos</strong></a><em>).  LF</em></p>
<p align="center"><font size="1"> Ruy Baron/Valor &#8211; 10/6/2008<br />
</font><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002182/imagens/foto22pol-jpadulo-a7.jpg" /></span><br />
<font size="1"> Pimentel: cotado para ocupar um cargo ministerial, ex-prefeito de BH deve ter papel importante na campanha de Dilma</font></p>
<p><strong><font size="5">Lula chama ex-prefeitos para ajudar a viabilizar Dilma</font></strong></p>
<p><br style="background-color: #ffff99" /><span style="background-color: #ffff99"> Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR</span></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a chamar petistas para ajudar na formatação da candidatura e na campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a presidente da República, nas eleições de 2010. Na noite de terça-feira, Lula tratou da candidatura Dilma com dois ex-prefeitos do PT vitoriosos nas eleições nas capitais que governavam &#8211; João Paulo, do Recife (PE), e Fernando Pimentel, de Belo Horizonte (MG) &#8211; e Marta Suplicy, que disputou e perdeu a Prefeitura de São Paulo.</p>
<p>Dos três, pelo menos um deve se tornar ministro de Lula: Fernando Pimentel. O presidente está atrás de um cargo para o ex-prefeito de Belo Horizonte que não atrapalhe o trabalho que Pimentel passará a fazer em apoio à candidatura de Dilma, sua amiga e companheira de luta armada nos chamados anos de chumbo. Neste caso, Lula pode contornar um ministério tradicional, onde a burocracia ocupa muito tempo do ministro, e optar pela presidência do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).</p>
<p>Mas não há nada decidido, nem Lula tem demonstrado muita disposição em mexer no ministério. De qualquer forma, ele só pretende tratar desse assunto após as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, marcadas para 2 de fevereiro. É agenda praticamente inevitável até porque os próprios partidos estão interessados em rever e discutir com Lula sua participação no governo federal. O PMDB, por exemplo, só considera seus dois dos seis ministros filiados ao partido: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Edison Lobão (Minas e Energia), que faz parte da cota de Sarney no governo.</p>
<p>O presidente fará outras reuniões com os petistas. Na noite de terça-feira ele primeiro conversou com Marta, Pimentel e João Paulo. Depois teve um encontro a sós com Pimentel. Na conversa com os três, segundo apurou o Valor, o presidente se estendeu na discussão sobre o formato mais adequado para a candidatura Dilma. Disse que o nome da ministra estava consolidado e que contava com a colaboração dos três na empreitada.</p>
<p>Na percepção de alguns presentes, Lula demonstrou especial consideração com Marta Suplicy, o que foi considerado normal, pois a ex-prefeita é atualmente o principal nome do PT de São Paulo e lidera um grupo forte no PT paulista que ainda fala na possibilidade de ela vir a ser a candidata do partido ao lugar de Lula. Lula disse que ela vai ter um papel muito importante na campanha de Dilma Rousseff, mas não disse qual. Outras fontes ligadas ao presidente disseram que dificilmente Marta voltará ao ministério &#8211; ela saiu para disputar a Prefeitura de São Paulo sem nenhum compromisso de Lula com uma eventual volta da ex-ministra (Turismo) a Brasília.</p>
<p>Lula está preocupado com a armação dos palanques regionais de Dilma Rousseff. Um dos problemas à vista é Pernambuco, onde João Paulo deixou a Prefeitura do Recife muito bem avaliado, elegeu o sucessor e se tornou a principal alternativa do partido para o governo do Estado. Ocorre que o governador Eduardo Campos (PSB), um dos mais próximos aliados de Lula, é candidato à reeleição. Uma das possibilidades em discussão é João Paulo se candidatar a uma das duas vagas que serão disputadas para o Senado.</p>
<p>O próprio João Paulo, segundo interlocutores do presidente da República, tem repetido que não será problema para uma composição da base do governo em Pernambuco. &#8220;Sou um soldado do presidente&#8221; é a frase recorrente do ex-prefeito, segundo esses interlocutores. O Senado viria ao encontro de um projeto que integrantes da base aliada asseguram ter ouvido de Lula: o presidente quer eleger 27 senadores, em 2010 (um em cada Estado e no Distrito Federal), e assim evitar que Dilma tenha os mesmos problemas que ele teve com aquela Casa, onde sofreu suas principais derrotas no governo.</p>
<p>O presidente também disse aos três ex-prefeitos que vai lançar um pacote de investimentos assim que a Fifa definir quais serão as capitais que vão sediar a Copa do Mundo de 2014. Ele espera contar, nesse plano, com a experiência de cada um deles na administração das cidades.</p>
<p><strong>O artigo da Folha Online de ontem </strong></p>
<p><strong><font size="5">Lula pede ajuda para &#8220;desempregados do PT&#8221; em encontro com novos prefeitos</font></strong><br />
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>RENATA GIRALDI da Folha Online, em Brasília</strong></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com a candidata derrotada à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT), e com os ex-prefeitos de Recife João Paulo (PT) e de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). Na conversa, Lula apelou para que eles ajudem na realização da reunião com todos os prefeitos nos dias 10 e 11 de fevereiro, em Brasília. O objetivo é definir parcerias entre União, Estados e municípios.<br />
Interlocutores do governo insistem em afirmar que Lula conversou com eles também sobre a possibilidade de incluí-los na sua equipe. Pimentel seria designado para a presidência do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, enquanto João Paulo se tornaria assessor especial da Presidência da República.<br />
Porém, os ex-prefeitos negam que tenham recebido convites para desempenhar as novas funções. Em conversas com interlocutores, eles disseram ter sido chamados no Palácio do Planalto para opinar sobre as relações com os prefeitos e os governadores.<br />
Nesta quarta-feira, João Paulo almoçou com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) &#8211;favorita de Lula para a disputa pela presidência da República em 2010. De acordo com relatos do petista a alguns políticos, eles conversaram sobre a sucessão presidencial.<br />
Para a reunião com os prefeitos, no começo de fevereiro, Lula designou dez ministros e representantes dos bancos do Brasil e CEF (Caixa Econômica Federal). Dilma também deverá comparecer ao encontro.<br />
O presidente disse que sua prioridade é discutir com os prefeitos sobre projetos de infraestrutura contidos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), combate ao analfabetismo de jovens e adultos e a campanha contra a dengue.<br />
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u492919.shtml</p>
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		<title>Encontro sela divisão de petistas em campanha ao governo de Minas</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Fernando Pimentel e Patrus Ananias 

Ivana Moreira, de Belo Horizonte &#8211; VALOR
Abrigado na tendência majoritária Construindo um Novo Brasil, o grupo petista que não apoiou a aliança informal com o PSDB para a eleição de Márcio Lacerda (PSB) como prefeito de Belo Horizonte, já entrou em campanha para 2010, lançando o ministro do Desenvolvimento Social, [...]]]></description>
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Fernando Pimentel e Patrus Ananias </em></font></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Ivana Moreira, de Belo Horizonte &#8211; VALOR</strong></p>
<p>Abrigado na tendência majoritária Construindo um Novo Brasil, o grupo petista que não apoiou a aliança informal com o PSDB para a eleição de Márcio Lacerda (PSB) como prefeito de Belo Horizonte, já entrou em campanha para 2010, lançando o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, como candidato ao governo do Estado. Embora as principais lideranças do PT de Minas falem em reunificação da legenda, o que o encontro do grupo mostrou, no último fim de semana, em Contagem, foi um distanciamento cada vez maior entre os aliados de Patrus e do atual prefeito da capital, Fernando Pimentel.</p>
<p>Para os membros do grupo, como o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, o PT mineiro precisa liderar uma aliança com partidos da base do presidente Lula, oferecendo à população mineira uma alternativa &#8220;antineoliberal&#8221;. É o oposto do que vem propondo o prefeito Pimentel, um aliado do governador tucano Aécio Neves na tese da convergência entre PT e PSDB.</p>
<p>O apoio de Aécio Neves a uma eventual candidatura de Pimentel ao governo do Estado sempre foi o pano de fundo das discussões que levaram à aliança para eleição do socialista Márcio Lacerda. A avaliação do grupo próximo a Pimentel é que Aécio, um governador com altos indíces de aprovação, tem tudo para fazer seu sucessor. Dificilmente o PT conseguiria chegar ao Palácio da Liberdade com uma candidatura de confronto.</p>
<p>Em Contagem, durante o encontro da Articulação, Patrus Ananias procurou ser cauteloso ao falar de uma possível candidatura ao governo. Mas deixou claro que está &#8220;disponível&#8221; e &#8220;preparado&#8221; para ser o candidato se esta for uma construção coletiva. &#8220;Estou me colocando sim para construirmos um projeto político alternativo e de desenvolvimento econômico vinculado a um projeto democrático popular para Minas.&#8221;</p>
<p>Sobre as rugas que ficaram do polêmico processo eleitoral na capital, que acabou por rachar a legenda, o ministro afirmou que é assunto encerrado. É momento de &#8220;passar a borracha&#8221;. Segundo ele, não cabem punições a nenhum dos lados. Nem ao grupo de Pimentel que teria desrespeitado uma determinação da executiva nacional contra alianças com o PSDB, nem ao grupo ligado ao Construindo um Novo Brasil que se envolveu com a campanha do pemedebista Leonardo Quintão, contra Márcio Lacerda. &#8220;Um bom ponto de partida para a unificaçao do PT em Minas é zerarmos esse processo difícil, equivocado&#8221;, declarou Patrus.</p>
<p>Enquanto o ministro do Desenvolvimento Social era lançado candidato em Contagem, Fernando Pimentel acompanhava Aécio Neves em agenda na França, onde o Estado celebra convênios para as comemorações do ano da França no Brasil, em 2009. O governador já disse publicamente que gostaria de ter Pimentel em sua equipe de secretários, o que serviu para alimentar boatos sobre o prefeito ter intenção de deixar o Partido dos Trabalhadores. Fontes próximas ao prefeito duvidam dessa possibilidade e acham que a fala de Aécio serviu apenas para colocar o nome de Pimentel, em destaque, na mídia. O nome do prefeito continua cotado para assumir uma pasta na reforma ministerial.</p>
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