24/09/2009 - 18:38h Amantes da fotografia se encontram no 5º Paraty em Foco

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© Foto de Claudia Jaguaribe. O workshop da fotógrafa é um dos destaques do 5º Paraty em Foco.

Images&Visions

De hoje até domingo acontece a 5º edição do Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia Fnac. A programação deste ano apresenta um panorama das revoluções e renovações pelas quais passa a fotografia contemporânea. A cidade de Paraty é palco de relevantes discussões e apresentações, além de receber uma enorme gama de jovens e consagrados talentos da cena fotográfica brasileira e mundial. O evento inclui workshops, entrevistas, projeções e exposições de artistas que representam de forma significativa as tendências da arte no momento. Além disso, ações sociais, leilões, encontro de blogueiros e noites de festa contribuem para ampliar o público apreciador da fotografia e aproximar ainda mais os participantes do Festival. Outro destaque da programação são as noites de projeção, destacando sempre algum tópico especial da fotografia, como a noite da fotografia Pernambucana. O Images&Visions é um dos blogs convidados para participar do 1º Encontro da Blogosfera Fotográfica que vai ocorrer durante o evento. Leia mais Aqui

17/08/2009 - 15:58h Festival de tango em Buenos Aires

18 dias de puro tango e um tour gardeliano

por Ariel Palacios – Blog Os Hermanos

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Segundo Jorge Luis Borges, o tango é uma forma de caminhar pela vida

hands Desde a sexta-feira 14 até o dia 31 de agosto Buenos Aires viverá jornadas intensas de tango. No total, serão 18 dias de tango com mais de 90 concertos, 50 aulas de baile e duas competições de dança nas categorias de salão e cenário.

Até o dia 23 Buenos Aires será embalada pelo XI Festival de Tango (na sequência virá o Campeonato de Baile). O epicentro dos espetáculos é o histórico edifício da Harrod’s, na calle Florida. Música, dança, mas também conferências, documentários, lançamento de livros. A cidade estará imersa em no ritmo imortalizado por Carlos Gardel e Astor Piazzolla.

Link para o festival:
http://www.mundialdetango.gob.ar/home09/web/es/index.html

O Festival começou neste ano com a Orquestra Típica El Porvenir, grupo musical composto por 60 músicos das orquestras infantis das areas favelizadas dos bairros de Villa Lugano e o Baixo Flores, além da favela Villa 31.

Ao longo desta semana dançarão figuras como Carlos Copes e Iñaki Urlezeaga, cantará Elena Roger (uma argentina que fez sucesso em Londres com a montagem britânica de “Evita” e que agora está em B.Aires com “Piaf”) e interpretarão tangos personalidades de alto calibre como Rodolfo Mederos e Chico Novarro, entre outros.

2008
O campeonato do ano passado foi eletrizante. Na foto, o casal vencedor na categoria “Tango Cenário”: Melany Celati e José Fernández

Outras estrelas: Leopoldo Federico e sua orquestra a cantora Susana ‘la tana’ Rinaldi, o Sexteto Mayor.

O festival pretende também recuperar velhos tangos esquecidos e também dar oportunidades às novas tendências desse gênero musical do Rio da Prata.

Na sequência do Festival de Tango começará o Campeonato Mundial de Dança, que será encerrado no dia 31. Mais de 400 casais – de todas as partes do planeta – foram selecionados.

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“En tus brazos”, uma animação francesa sobre o tango. O link para o desenho:
http://www.entusbrazos.fr/

E, para quem quiser aprofundar a semana do tango, aqui embaixo segue um tour gardeliano de Buenos Aires.

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Gardel, em um dos diversos filmes que rodou para a Paramount

TOUR GARDELIANO
handbsd Uruguaio de Tacuarembó? Francês de Toulouse? Os argentinos não se preocupam muito com o lugar de nascimento de Carlos Gardel (embora a maioria acredite que nasceu na França e descartem a teoria uruguaia). Todos admitem que o cantor que fez o tango famoso em todo o planeta não nasceu em Buenos Aires. Mas, da mesma forma que Carmem Miranda, nascida em Portugal, agiu em relação ao Brasil, Gardel fez de seu país de adoção sua pátria. De quebra, ele declarou seu amor à cidade em uma miríade de tangos, desde o clássico “Mi Buenos Aires querido” até o “Anclao em Paris”, no qual relata a vida de um portenho em Paris que olhando os boulevards sente uma profunda saudade das ruas de Buenos Aires.

Link do Youtube para Anclao en Paris:
http://www.youtube.com/watch?v=5n3_5ELv0-Y&feature=PlayList&p=6D2C7FDD629C87E9&playnext=1&playnext_from=PL&index=5

O que está fora de discussão é que Gardel – francês ou uruguaio – cresceu no portenho bairro do Abasto, próximo do centro de Buenos Aires.
Ali, segundo as boas línguas, ele teria sido um garoto prestativo, preocupado com a mãe viúva. Essa versão indica que teria trabalhado como ajudante no mercado de alimentos do Abasto, carregando caixas de legumes e frutas.
Mas, a más línguas sustentam que o garoto teria, na verdade, sido um ladrãozinho que batia carteiras. O velho mercado onde Gardel realizava indefinidos afazeres em seus tempos de teenager, foi substituído nos anos 30 por outro, um marco da arquitetura portenha. E, esse edifício, nos anos 90 foi transformado em um shopping center. O antigo Mercado del Abasto é hoje o Shopping do Abasto, sobre a Avenida Corrientes, número 3247.

O bairro tenta manter uma imagem “gardeliana”, embora já diste muito de ter as características dos tempos de Gardel. Hoje em dia, a maior parte do bairro engloba uma substancial comunidade peruana, além de concentrar grande parte dos judeus ortodoxos de Buenos Aires.
Ali perto, na rua Jean Jaurés, número 735, Gardel morou com sua mãe entre 1927 e 1933. O casarão, abandonado durante décadas, foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional e transformado no Museu Carlos Gardel, que além de objetos que o cantor utilizou, realiza exposições sobre sua vida e obra (e do tango, de forma geral).

Na vizinhança também está o “Pasaje” (Beco) Carlos Gardel, onde estava o restaurante “Chanta Cuatro”, onde o cantor costumava reunir-se com seus amigos para comer (ele era bom garfo) e cantar tangos e milongas. Hoje, no mesmo lugar, está a “Esquina Carlos Gardel”. No beco também está uma estátua do cantor, inaugurada há três anos.

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Gardel na frente do Abasto. ‘Carlitos’ cresceu nesse bairro (hoje, aliás, um bairro com um interessantíssimo mix: judeus ortodoxos e imigrantes peruanos

No centro da cidade está o Café Tortoni, na Avenida de Mayo 825, do qual Gardel era habitué. Ali, cantando tangos, homenageou o escritor italiano Luigi Pirandello. Gardel também era um habitué do Palais de Glace, um salão de baile (hoje transformado em museu) em plena Recoleta, na rua Posadas 1725. Ele nunca cantou ali. Mas, o Palais foi o cenário de uma briga que resultou em um tiro que colocou uma bala em um dos pulmões de Gardel.

Anos depois, em 1935, essa bala seria reencontrada na autópsia realizada em Medellín, após o acidente de avião que causou a morte de Gardel. Uma das especulações surgidas na época – e e que ainda tem vários seguidores – é que dentro do avião no qual Gardel partia da Colômbia, houve uma violenta discussão, com troca de tiros. O caos teria causado o desvio do avião da pista, e sua posterior colisão com outro aparelho.

Outro ponto do tour gardeliano é o Hipódromo de Palermo, ao qual dedicou vários tangos (um dos versos diz “Palermo, me tenés loco y enfermo”, ou, “Palermo, vocês me deixa louco e doente”, em alusão ao vício do cantor de apostar nas corridas de cavalo). Ele também dedicou tangos aos jóckeis, especialmente a seu amigo Irineo Leguizamo, que galopava o cavalo de Gardel, “Lunático”.

Link do Youtube para ver Gardel cantando “Por una cabeza”, un tango de conteúdo hípico-amoroso:
http://www.youtube.com/watch?v=xG_ilGAPhzk

Um endereço gardeliano, no entanto, não passa de mito, especialmente para aqueles que não residem em Buenos Aires. O famoso “Corrientes, 348″, é apenas um endereço poético. Gardel nunca morou na avenida Corrientes, número 348, nem teve uma garçonière, tal como indica a letra do tango de “A media luz” (A meia luz, ou, Na penumbra). O endereço, na verdade, é um prosaico estacionamento.

O tango, de 1925, tem música de Edgardo Donatto e letra de Carlos Lenzi.
Este é o link do Youtube com Gardel cantando “A media voz”:
http://www.youtube.com/watch?v=TwEAF3clZys&feature=related

Após sua morte trágica em Medellín, o corpo de Gardel foi levado à Buenos Aires, onde foi velado no “Luna Park” (uma espécie de mini-estádio coberto, onde realizavam-se disputas de boxe, ciclismo e shows musicais), que ainda hoje está na esquina das ruas Corrientes e Bouchard, em pleno centro da cidade.

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Estátua de Gardel no cemitério de La Chacarita. ‘El bronce que sonríe’ é um dos apelidos de Gardel, isto é, “O bronze (pela estátua) que sorri”

Dali, Gardel foi transportado, acompanhado por centenas de milhares de pessoas, até o cemitério de La Chacarita, no bairro homônimo, onde repousa pela eternidade. O mausoléu é vigiado por uma estátua do cantor, que sempre conta com flores frescas a seus pés, especialmente cravos. De quebra, com frequência (mas não sempre, ao contrário do que diz o mito) um fã coloca um cigarro aceso entre os dedos de uma das mãos. O dia 24 de junho, data de sua morte, é um evento que reúne admiradores de todo o planeta em La Chacarita.

GASTRONOMIA GARDELIANA

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Gardel nos tempos em que estava ‘rellenito’ (gorduchinho)

Gardel – que durante breve tempo chegou a pesar 118 quilos – oscilava de peso com muita frequência. Por questões artísticas, policiava-se, e tentava manter-se dentro do peso aceitável para exibir uma figura elegante. A maior parte dos restaurantes que Gardel frequentava fecharam ou transformaram-se radicalmente, não mantendo as características nem os menus dos tempos de Gardel.

Mas, o turista que deseje seguir os passos da gastronomia gardeliana, poderá pedir, em outros restaurantes, os pratos que deliciavam o cantor. Entre os quitutes preferidos estavam os raviólis com recheio de carne de vitela, risoto com funghi e açafrão, além do “puchero criollo”, o mais típico cozido da Argentina.

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Gardel em filme com uma de suas parceiras preferidas, Rosita Moreno

08/06/2009 - 15:35h Uma jornada louca, mas necessária


Diálogos, encontros e casamentos musicais proporcionados por mais uma edição da Folle Journée merecem gritos de “bravo!”

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João Luiz Sampaio, RIO – O Estado SP

O solo da soprano, em um crescendo ao qual logo se juntam os demais solistas da Vesperae Solemnes de Confessore; o flerte com a dissonância na lenta introdução do Quarteto nº 19; a melodia ganhando formas, instrumento após instrumento, após a introdução do piano no Quinteto para Sopros K 452; a recapitulação do tema do primeiro movimento na entrada do piano de Arnaldo Cohen no Concerto nº 17; o célebre movimento final da Sonata Alla Turca, nas mãos cheias de bossa do francês Jean-Claude Pennetier; o passeio do drama ao brilho no recital de Eduardo Monteiro. Foram momentos como esses, recortados de uma maratona de 38 concertos em pouco mais de quatro dias, que fizeram valer a pena a edição deste ano da Rio Folle Journée, inteiramente dedicada a Mozart.

Há duas maneiras de encarar a extensa grade de programação da Folle Journée. Você pode escolher aquele punhado de concertos que mais lhe interessam e ater-se a eles; ou, então, prender a respiração e enfiar-se de vez na correnteza de concertos, indo de um a outro. O risco, claro, é não assimilar tudo – e oito horas de música depois, acredite, você não vai mais assimilar tudo. No entanto, os recortes provocam associações das mais interessantes. Um concerto para piano, por exemplo, oferece de alguma forma um outro olhar para um quinteto para piano e sopros, ainda mais quando você se dá conta de que foram escritos na mesma época; e o que dizer, então, da conjunção do lamento religioso de uma peça como a Missa Brevis, com uma abertura sinuosa e sensual como a da ópera Cosi Fan Tutte ou ainda dos acordes trágicos se transformando em brincadeiras sonoras na abertura de Don Giovanni, aquele mesmo que acaba a caminho do inferno depois de uma vida de conquistas?

Há Mozart para todos os gostos e talvez o formato da Folle Journée funcione particularmente bem para sua obra. No mais, o clima frenético, de um concerto para outro, faz parte da proposta. Há algumas possíveis ressalvas – fizeram falta trechos de suas óperas, mesmo que em recitais com piano; teria sido interessante poder ouvir mais de seus concertos para piano e pelo menos duas ou três outras sinfonias fundamentais de seu catálogo. Mas, de modo geral, as promessas da programação se concretizaram. O grupo de artistas franceses trazido pelo evento está acostumado a trabalhar em conjunto, assumindo diversas formações. Não por acaso, soaram tão bem recitais de câmara de intérpretes como o clarinetista Roman Guyot e os pianistas Christian Ivaldi e Anne Queffélec. Mas destaques mesmo foram o pianista Jean-Claude Pennetier, com leituras saborosas das sonatas para piano, e o violista Gerard Caussé, lenda de seu instrumento, que fez um memorável Quinteto de Cordas n.º 3, no início da noite de sábado, ao lado do Quarteto Ysaye. O quarteto, aliás, é um fenômeno. No ano passado, fizeram aqui a integral das peças escritas por Beethoven para o gênero; agora, Mozart. É impressionante o diálogo musical entre os quatros instrumentistas, sua atenção ao estilo e a maneira como, dividindo-se e recebendo a companhia de outros solistas, criam naturalmente novas formações, em que se mostram igualmente à vontade. Em tempo: o Ysaye será um dos conjuntos residentes da edição deste ano do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

Entre os brasileiros, destaque para o trio formado pela pianista Fany Solter, o violinista Daniel Guedes e o violoncelista Fábio Presgrave; para o pianista Eduardo Monteiro, responsável por um dos principais recitais da série das sonatas; para a Filarmônica de Minas Gerais que, sob a regência de Fábio Mechetti, ofereceu leituras repletas de contrastes de Mozart, ora enérgico, ora tenso, ora reflexivo. Um capítulo à parte foi Calíope, dirigido pelo maestro Júlio Moretzsohn. Eles são a alma da música coral carioca e ofereceram por aqui dois concertos, um dedicado a investigar as influências de Mozart na música brasileira e outro com duas peças do compositor: a Missa Brevis e as Vesperae Solemne de Confessore. Moretzsohn nos deu delas leituras inspiradas, atentas às dinâmicas e à criação de momentos musicais de rara beleza, apoiados na qualidade de solistas como a soprano Livia Dias e o contratenor Paulo Mestre.

A princípio, os organizadores haviam previsto para este ano a realização de 55 concertos, significativo crescimento com relação ao ano passado. Não contavam com a crise e a dificuldade que acabou gerando na busca por patrocínios. Mas o balanço final é positivo – a Folle Journée conseguiu se manter como marco importante do calendário musical brasileiro. Para o ano que vem, fala-se em uma Folle Journée dedicada inteiramente a Chopin, por conta de seu bicentenário de nascimento. E a loucura recomeça.

08/06/2009 - 10:42h 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes

AlmapBBDO e DM9DDB lideram inscrições

Marili Ribeiro – O Estado SP

As agências brasileiras que mais inscreveram peças nas disputas da 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, que acontece entre 20 e 27 de junho na costa francesa, foram AlmapBBDO e DM9DDB, com 155 trabalhos cada uma. Elas se inspiraram na boa safra de prêmios em outros eventos do meio publicitário, que antecedem Cannes – o maior e mais badalado festival do gênero -, e não arrefeceram o ânimo mesmo com a crise global, garantindo suas habituais participações.

O acompanhamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir de 2001, desde que assumiu a representação oficial do Festival no Brasil, mostra ainda a permanência do País entre os três maiores participantes, atrás apenas dos EUA e da Alemanha. Nesse mesmo período, a Índia cresceu em presença e agora já surge em quinto lugar no total de inscrições. Fora isso, entre os dez mais estão Inglaterra, Espanha, Canadá, Austrália, França e Japão.

Do Brasil, há 150 empresas na competição. Como ocorreu com outros países, aqui também houve queda do total de peças inscritas em função da retração econômica. Foram 1.519 trabalhos, 38% menos do que em 2008. Serão 11 júris selecionando o que melhor se produziu em comunicação no último ano.

Este ano, três anunciantes se inscreveram diretamente na organização do festival. O Sport Club Corinthians Paulista que concorre com um trabalho na categoria que escolhe as melhores ações promocionais. A Secretaria de Relações Públicas do Senado Federal e a TV Globo inscreveram ações em uma categoria nova que julgará trabalhos de comunicação corporativa ou Relações Públicas. O Brasil surpreende e lidera em âmbito mundial a categoria Design, com 15% dos trabalhos concorrentes.

04/06/2009 - 16:11h Chicken a la carte

“Chicken a la carte” foi considerada a curta metragem mais popular no Festival em Berlim em Fevereiro de 2006. Eleonora R.

19/05/2009 - 18:00h New York Photo Festival

Red Head, 1967, 2008-2009 © Carlos Ranc, cortesia do artista e da galeria Nina Menocal

O New York Photo Festival decorre até domingo. Jody Quon, directora de fotografia da New York Magazine falou com o Photo Distric News a propósito da exposição que comissariou a partir de obras do colectivo Mondongo (Juliana Laffitte, Manuel Mendanha e Agustina Picasso) e sobre os trabalhos Rene & Radka, Grant Worth e Carlos Ranc. Hank Willis Thomas apresenta as suas colagens de imagens apropriadas de pinups dos anos 70.

11/05/2009 - 18:06h Esta hilariante vida real

Famoso por seu estilo irreverente, o fotógrafo britânico Martin Parr está no Brasil e participa do lançamento de novo festival de fotografia, gênero em alta na cidade

Camila Molina – O Estado SP

 


Conhecido por suas imagens irreverentes e bem-humoradas do cotidiano, o fotógrafo britânico Martin Parr proclama sua verdade: “A realidade é muito engraçada.” Valendo-se dessa premissa, Parr vai tirar algumas horas do dia de hoje para fotografar o que encontrar pela frente na Avenida Paulista, em São Paulo. Escolheu o rush do horário de almoço.

Parr é um dos nomes celebrados da fotografia contemporânea, vencedor de muitos prêmios e membro, desde 1994, da cultuada agência Magnum – criada há mais de 60 anos por Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David ?Chim? Seymour e George Rodger (há um brasileiro no time atual: Miguel Rio Branco). Mas esse britânico não é propriamente um fotojornalista. Como gosta de dizer, é uma “testemunha do mundo” ao captar – em átimos – os flagrantes do nosso tempo, travestindo-os de cenas irreais, ou seja, de ficção. Sim, todas as suas imagens são retiradas da realidade mesmo, e de lugares bem diversos. É um olhar esperto o olhar de Martin Parr.

Esta não é a primeira vez que ele, nascido em Epsom, em 1952, vem ao Brasil. “Já estive umas cinco, seis vez antes, a primeira delas, há uns 15 anos”, conta. As fotos na Paulista fazem parte do workshop que realiza hoje e é fechado para 12 fotógrafos. Amanhã, a partir das 19h30, dará uma palestra gratuita no Museu da Imagem e do Som (MIS). Nos dois eventos, mas, principalmente, no encontro com o público amanhã, em que ele será entrevistado pelos jovens membros do coletivo fotográfico Garapa (Leo Caobelli, Rodrigo Marcondes e Paulo Fehlauer), Martin Parr falará de sua carreira e de sua maneira de tratar a fotografia. Para quem não puder ir ao MIS, a palestra terá transmissão simultânea pelo site www.garapa.org. Uma recomendação, do próprio Parr, é a de que não lhe perguntem o que ele sabe ou acha da fotografia brasileira. “Não posso responder, não conheço muito”, diz Parr. “Essa pergunta é um sinal de insegurança. Ninguém pergunta o que se acha da fotografia americana, por exemplo”, completa, em poucas palavras.

O fotógrafo britânico trabalha em várias vertentes ao mesmo tempo. Edita livros, faz filmes, trabalha para o ramo da publicidade, faz curadorias, etc – e também é um grande colecionador de livros de fotografia de todo o mundo. Essa característica ágil se reflete em suas fotos. Ele criou um estilo em que suas imagens, “à primeira vista, parecem exageradas ou grotescas”. Isso pode se explicar pelo modo como ele utiliza a cor e também pela inusual escolha de perspectiva, como descreve o curador alemão Thomas Weski, completando que, por trás do humor, há também muita crítica aos valores da nossa época.

Unindo o útil ao agradável, o empresário Luiz Marinho aproveitou que Parr viria a São Paulo para participar do projeto Fotolivro Latino Americano (leia ao lado) e promoveu duas atividades em torno do britânico: o workshop de hoje, com vagas que foram vendidas, cada uma, por R$ 1,6 mil (entre os “alunos” está Bob Wolfenson), e a palestra de amanhã no MIS. Os dois eventos, como conta Marinho, marcam o lançamento do SP Photo Fest, novo festival de fotografia que ocorrerá de 17 a 20 de setembro no MIS.

“Desliguei-me do (festival) Paraty in Foco no fim do ano passado, mas, dirigindo-o por quatro anos, percebi que eventos desse porte acabam por funcionar apenas durante seus poucos dias de realização, o que é uma pena”, afirma Marinho, agora diretor executivo do SP Photo Fest. Segundo ele, a Secretaria de Estado da Cultura apoia o novo festival (ainda nem inscrito nas leis de incentivo) não financeiramente, mas cedendo o espaço do MIS. Marinho adianta também próximas atividades, confirmadas, como parte do festival: uma oficina, dia 13 de junho, com o fotógrafo Pedro Martinelli, e workshop e palestra, em setembro, com o fotojornalista checo-americano Antonin Kratochvil, fundador da Agência VII.

Serviço
Parr – Think of England. Auditório do MIS. Av. Europa, 158. Inform.: 5052-9189 ou contato@spphotofest.com.br. Palestra amanhã (12), às 19h30. Grátis

A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA LATINO AMERICANA EM LIVRO

TOUR PELO CONTINENTE: O projeto Fotolivro Latino Americano, que nasceu das discussões que surgiram no 1º Fórum Latino Americano de Fotografia de São Paulo, realizado no Itaú Cultural em 2007, tem como curador-geral o espanhol Horacio Fernandez. Martin Parr faz parte do comitê consultivo do projeto centrado na edição de uma publicação da histórias do livros de fotografia feitos na América Latina (com foco na América do Sul) ou sobre o continente, desde o início do século 20 até os dias de hoje. “Há um grande desconhecimento das edições publicadas”, diz o brasileiro Iatã Cannabrava, que também participa do projeto feito em parceria entre a Fundação Aperture dos EUA, da Editora Reverté, do México e da editora brasileira Cosac Naify. Parr, antes de vir a São Paulo, esteve no Chile por conta dessa pesquisa e depois vai para Buenos Aires. O livro, como afirma Cannabrava, vai ser lançado em outubro de 2010 no 2.º Fórum Latino Americano de Fotografia de São Paulo, evento do qual ele é curador e idealizador.

14/04/2009 - 18:08h Cinema brasileiro em Paris

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FESTIVAL DO CINEMA BRASILEIRO DE PARIS
filmes inéditos, homenagem à bossa nova, sessões à meia-noite, convidados e muito mais

de 29 de abril a 12 de maio
Cinema de Latina – Paris

Oficialmente o ano é da França no Brasil mas para francês não ficar a ver navios, o Festival do Cinema Brasileiro de Paris programou uma seleção da melhor safra do cinema nacional.

A 11ª edição do festival vai levar para Paris 30 filmes, entre eles, sucessos de bilheteria como Meu Nome Não é Johnny, de Mauro Lima, Chega de Saudade, de Laís Bodanzky, O Mistério do Samba, de Carolina Jabor e Lula Buarque de Holanda, Vinícius, de Miguel Faria, premiados e inéditos ainda não exibidos comercialmente por aqui: Se Nada Mais Der Certo, de José Eduardo Belmonte, O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lírio Ferreira, Apenas o Fim, de Matheus Souza, Entre a Luz e a Sombra, de Luciana Burlamaqui e outros. Os filmes:

DOCUMENTÁRIOS
- Entre a Luz e a Sombra, de Luciana Burlamaqui
- Pra Ficar de Boa, de Nubia Santana
- O homem que engarrafava nuvens, de Lirio Ferreira
- Contratempo, de Malu Mader, Mini Kerti
- Domingos, de Maria Ribeiro
- Jards Macalé: Um Morcego na Porta Principal, de Marco Abujamra, João Pimentel
- Só 10% é mentira, de Pedro Cezar
- O Tempo e o Lugar, de Eduardo Escorel
- O Mistério do Samba, de Carolina Jabor, Lula Buarque de Holanda
- Jardim Angela, de Evaldo Mocarzel
- Sentidos à Flor da Pele, de Evaldo Mocarzel
- Bananas is my business, de Helena Solberg
- Trópico da Saudade, de Marcelo Fortaleza Flores

- Coisa Mais linda, de Paulo Thiago (homenagem bossa nova)
- Vinicius, de Miguel Faria (homenagem bossa nova)
- A Casa de Tom, de Ana Jobim (homenagem bossa nova)

- Palavra (En) cantada, de Helena Solberg e Marcio Debellian

- Romance, de Guel Arraes (abertura)
- Os Desafinados, de Walter Lima Jr. (competição)
- Meu Nome Não é Johnny, de Mauro Lima (competição)
- Um Romance de Geração, de David França Mendes  (competição)
- Chega de Saudade, de Lais Bodanzky (competição)
- Feliz Natal, de Selton Melo (competição)
- Verônica, de Maurício Farias  (competição)
- Todo mundo tem problemas sexuais, de Domingos de Oliveira  (competição)
- Se nada mais der certo, de Jose Eduardo Belmonte  (competição)

- Orquestra dos Meninos, de Paulo Thiago (fora de competição)
- Cazuza, de Sandra Werneck e Walter Carvalho  (fora de competição)
- Apenas o Fim, de Matheus Souza (fora de competição)

- Ultima parada 174, de Bruno Barreto  (encerramento)

Os filmes estão divididos por mostras: competitiva – (com votação para melhor filme, melhor ator, melhor atriz); fora de competição e sessões especiais: uma homenagem à bossa nova, com os filmes Coisa mais linda, de Paulo Thiago; Vinícius, de Miguel Faria, A Casa de Tom, de Ana Jobim e Os Desafinados, de Walter Lima Jr.; e sessões à meia-noite, com exibição de Bananas is my businees, de Helena Solberg e Cazuza, de Sandra Werneck e Walter Carvalho.

Além dos filmes, o Festival oferece ao público a oportunidade de encontrar diretores, atores e produtores nacionais, convidados especialmente para apresentar seus filmes e trocar idéias nos debates. Este ano o festival conta com a presença de diretores e produtores brasileiros: Walter Lima jr, Mariza Leão, Guel Arraes, José Eduardo Belmonte, Helena Solberg, Pedro Cezar Guimarães, Evaldo Mocarzel, Denise Dummont, Luciana Burlamaqui, Eduardo Escorel e outros.

O Festival do Cinema Brasileiro de Paris acontece no charmoso Cinéma Nouveau Latina (20, rue du Temple), localizado no simpático bairro do Marais.

O Festival é uma realização da Jangada, associação sem fins lucrativos, inteiramente dedicada à defesa e promoção da cultura e cinema brasileiro no exterior. Além do Festival do cinema de Paris, há 3 anos realiza também a Mostra de Cinema Brasileiro em Toronto e a Mostra de Cinema Brasileiro em Montreal.

Programação completa, preços, informações sobre os filmes e galeria de imagens no site oficial:

www.festivaldecinemabresilienparis.com

www.jangada.org

10/01/2009 - 18:14h Hip Hop, La Habana y el Bronx

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Un argentino que nació en San Martín de los Andes que ahora vive en México y que estudió cine en La Habana es el encargado de enlazar dos mundos aparentemente antagónicos a través de un ritmo musical, el Hip Hop. Lo hace a través de un documental, Havanayork, que comenzó a rodar con vaguedad y ansia en 2001 en La Habana y que continuó, luego de mucha fatiga, dos años después en Nueva York.

El Bronx se cruza con las calles tumultuosas de Centro Habana; la Plaza de la Revolución con la Estatua de la Libertad, mulatos de aquí y de allá prestan sus voces en dos lenguas que parecen traducidas sin leerse, dos mundos que generan sus propios márgenes de protesta y descontento. Allí donde las fronteras se borran y hermanan con la palabra “revolución” declinada: de qué manera.

Estoy hablando de la obra de Luciano Larobina, el director que sumó empeño y talento para este documental que conocerá el mundo en el próximo Festival de Cine de Tribeca, ese capricho inventado por Robert de Niro.

Así me contó Luciano la gesta de su película de la que me entero mientras yo misma transito las calles de La Habana, luego de dar mis clases de verano en la escuela de cine (la EICTV) donde él y yo estudiamos con algunos años de distancia.

-¿Cómo llega esta idea de cruce musical entre La Habana y Nueva York?

La idea llegó como un pretexto que me permitió filmar en La Habana y releerla con nuevos ojos después de ocho años de no visitarla. Yo viví en la Cuba de 1993 a 1995 y esta idea surgió hacia finales del 2001. El Hip Hop nació en esta ciudad en 1995 con temas de un grupo llamado “Los Reyes de la Calle” y todo eso coincidió con el final del ciclo de mis estudios en Cuba, así que esa historia fue algo que no me tocó vivir y me generaba una curiosidad muy grande saber qué pasó, cómo nació y de dónde vino el Hip Hop. La premisa era simple: quedarme en La Habana el mayor tiempo posible para retratar y comprender el Hip Hop de la Isla con todas sus raíces para crear un puente que lo conecte con su lugar de origen en Nueva York.


¿Por qué tanto empeño con esta idea?

Me sonaba muy seductora la idea de un país como Cuba que enarbola la “Revolución” desde hace 50 años y un género musical que en su origen fue una voz “revolucionaria” que habló desde los márgenes de Nueva York soñando con la emancipación de la marginación. Aunque el documental es más musical que político, los antagonismos de ambos países crean conflictos y dilemas muy interesantes que pueden ser puntos de partida parte la realización de un documental que los haga “dialogar”.


¿De qué modo pudiste producir en un país y otro? ¿Encontraste trabas en tu trabajo?

La primera etapa de producción fue financiada con mis recursos porque sentía una necesidad visceral de documentar La Habana y aún no tenía claro qué estaba haciendo realmente, pero sabía que necesitaba filmar todo lo posible sobre el movimiento en las calles, las casas, los clubes y otros lugares. De manera que viajé ligero y con el equipo técnico mínimo. Casi siempre fuimos dos personas las que filmamos y grabamos todo, eso nos permitió meternos casi hasta la cocina sin ser realmente invasivos, tratábamos de ser livianos, Me tocó filmar en Cuba justo antes de las nuevas leyes que son mucho más estrictas sobre las cámaras y las filmaciones en la calle, así que puedo decir que fui totalmente libre de meterme en todos lados y filmar todo lo que me diera la gana, hasta logramos filmar en la Plaza de la Revolución que es un lugar muy custodiado y vigilado por la seguridad del estado. La única dificultad que tuve en Cuba es que cuando terminé de filmar en La Habana no pude viajar de regreso porque mi visa había expirado hacía más de un mes, entonces presencié con angustia como despegaba mi vuelo mientras agentes de la seguridad del estado y policías me escoltaban en una patrulla a una comisaría. Después de charlar con el jefe a cargo de la comisaría y pasar por un ligero interrogatorio me dieron la luz verde para regresar a México y me escoltaron nuevamente hasta el aeropuerto al otro día.

En México organicé lo grabado y filmado, me puse a escribir y aterricé las cosas con más elegancia, concursé por una y la conseguí y así pude seguir trabajando.


¿Cómo fue esa segunda etapa, la de New York?

Fue un poco más complicada porque la embajada de los Estados Unidos en México me negó el visado en dos ocasiones y tenía mucho miedo de pedir la visa por tercera vez y que me la negaran porque eso implicaba no poder viajar a Nueva York en 5 años… así se estancó la producción durante dos años y comencé a pensar cómo darle la vuelta a la historia. Una amiga me llamó un día y me dijo que el embajador adjunto de la Embajada estaría en una fiesta, así que me puse las pilas y llegué a la fiesta a conocerlo con la firme determinación de conseguir mi visado y el fue la llave maestra para ello, redactó una carta de recomendación que presenté en la Embajada y eso funcionó como magia, los oficiales hicieron el trámite como robots y salí del lugar con luz verde y sonrisa en el alma. Para la suerte del proyecto en paralelo lo propusieron para concursar por la beca Rockefeller de Nueva York y nos ganamos el apoyo justo antes de viajar a los Estados Unidos. Así que después de dos años de espera y sufrimientos nos bendijo la sincronía y llegamos a Nueva York en el marco del festejo de los 20 años del nacimiento del Hip Hop. Logramos contactar a los “pioneros” y “fundadores” del inicio de todo el movimiento, entrevistamos a los Fantasics Aleems, míticos gemelos guitarristas de Jimmy Hendrix, grabamos al DJ Tony Tone que tocaba con los famosos Cold Crush Brothers, protagonista del primer documental de Hip Hop llamado “Wild Style”, entrevistamos a Umar y Abiodun de la agrupación The Last Poets, considerados los verdaderos padrinos del Hip Hop, herederos de las luchas civiles de los Black Panthers y activistas políticos que iniciaron en los 70’s la crítica política y la voz consciente usando como herramienta la poesía “spoken word” y la música, estuvimos con Dani Hoch que es un reconocido activista del Hip Hop contemporáneo, asistimos a la fiesta de Zulu Nation y conocimos a Afrika Bamabata y muchos pioneros de los barrios del Bronx que festejaban 20 años de resistencia y contra cultura. Nos bendijo el buen timming y logramos entrevistar a la gente correcta justo a tiempo.

En Nueva York no pedimos permiso para filmar porque no usamos nunca trípodes y siempre viajamos ligeros, únicamente en una ocasión un oficial me preguntó mientras entrevistaba en Central Station a un sacerdote musulmán Hip Hopero muy llamativo si tenía permiso para hacerlo, mi reacción instantánea fue decir “Of course”!!! y eso nos salvó de tener un problema mayor, usamos los recursos de las Becas para terminar de filmar en Nueva York y regresamos a México con mucho material para editar y trabajar.

Países con gobiernos enemigos, pero con músicos y ciudadanos afines. ¿Cuáles son las afinidades que encontraste?

Hay muchas afinidades y contrastes, siento que son dos ciudades que están prohibidas entre sí por sus gobiernos y sus sistemas, pero en lo profundo siento que se desean… Son dos puertos cosmopolitas llenos de magnetismo musical y si soy honesto creo que hay muchas más diferencias que afinidades.

En Cuba la gente tiene mucho tiempo libre y eso les da chance de “dialogar” consigo mismos de una manera muy profunda, entonces te encuentras en La Habana personajes únicos y originales que no se parecen a nadie; en Nueva York la gente no tiene casi tiempo para nada, el valor del tiempo está muy relacionado con el dinero y la gente tiene una gran presión para poder vivir y salir adelante, en cambio en Cuba casi nadie tiene dinero y no existe esa gran presión de tener que pensar en cubrir la renta, comprar la comida básica, pagar la educación y la salud; en Nueva York todo está saturado de publicidad y hay muchos “modelos” que la gente usa para pertenecer a tal o cual grupo, ese “modelo” permite que la gente use códigos de vestimenta para reconocerse y juntarse, mientras que en Cuba es tan cara la ropa que se valora muchísimo un pantalón o unos buenos zapatos, en la Isla solo hay unos cuantos carteles con publicidad y mensajes políticos de tanto en tanto y no hay un concepto claro de mercado.

En Nueva York existen miles de celulares encendidos en todos lados y los ciudadanos pueden tener acceso a Internet si pagan el servicio, Cuba es otro mundo, el Internet es algo que aún está filtrado y protegido por razones políticas y económicas y poca gente puede tener acceso total al servicio, en Nueva York se respira una especie de “concentrada distracción” que no se detiene, cada cual vive en su canal, escuchando su iPod o sumergido en los jueguitos que le ofrece su servicio celular mientras que en Cuba existe una “distracción concentrada” y hay muchas menos “distracciones”, hay muy pocos canales de televisión, en uno solo se habla de béisbol y deportes y en los otros hay noticias, películas nocturnas y política, las relaciones sociales son muy distintas por estos motivos y ambos modelos generan patologías y singularidades totalmente distintas.

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¿Qué significan para vos estas las fronteras geopolíticas en ese mundo que pintas sin fronteras?

Las fronteras para mi significan control, guerra, comercio, sueños, límites, divisiones… Pero la música es tan fuerte y poderosa que nunca ha respetado ninguna frontera, la siento como un factor que erosiona todo mapa geopolítico con su canto lleno de magia, historia, cultura, ritmo y armonía. Para mi es uno de esos “genes culturales” que hacen mutar la dirección y el pulso de las sociedades, ayudando a barrer las barreras que se levantan para contener lo que nos contiene y nos da identidad.

La música es una especie de DNA todopoderoso que viaja en espiral y se alimenta de todos en todas latitudes, así que el mundo que pinto sin fronteras hace alusión a ese mundo musical… Es complicado realmente entender las fronteras, porque inclusive dentro de Cuba hay fronteras que separan a los distintos tipos de Cubanos, de igual forma que hay muchas fronteras en los Estados Unidos y en cada uno de nuestros países que nos dividen, inclusive hay fronteras dentro de las familia y los individuos. No se realmente que significan las fronteras, son quizás como grandes diques para contener toda la energía potencial que humanamente podemos compartir, pero existen tantas regulaciones y divisiones haciéndonos pensar que somos de tal o cual lugar que al final nos olvidamos que todos somos humanos y formamos parte de la tierra, la tierra no nos pertenece, somos tan solo una especie más un poco más depredadora que todas las demás.